DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO LÓGICO MATEMÁTICO E AS CONTRIBUIÇÕES DOS JOGOS PARA O TRABALHO DO PSICOPEDAGOGO

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1 DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO LÓGICO MATEMÁTICO E AS CONTRIBUIÇÕES DOS JOGOS PARA O TRABALHO DO PSICOPEDAGOGO JOCELI MOTA CORREA DA ROCHA RESUMO Este trabalho tem como objetivo refletir sobre o pensamento lógico Matemático abordando os conteúdos de aspectos epistemológicos da formação do Psicopedagogo, bem como as operações cognitivas do pensamento lógico e Atividades de desenvolvimento do pensamento lógico. Após as reflexões destaca-se sugestões de jogos para o trabalho de raciocínio lógico com crianças. PALAVRAS CHAVE: Raciocínio Lógico. Desenvolvimento da criança. Psicopedagogia. 1. INTRODUÇÃO Este estudo será desenvolvido a partir de legados bibliográficos e estudos já realizados sobre o desenvolvimento lógico matemático e os jogos como contribuições para o trabalho do Psicopedagogo. Em cada capítulo se desmembrará as teoria que contemplam o tema abordado. Na primeira parte destacam-se os aspectos epistemológicos da formação do psicopedagogo com Pesquisas e estudos em Bossa (2000), Bombassaro(1993) e Alícia Fernandez (2001). Na segunda parte que discorre este material de estudo e reflexão destaca-se as operações cognitivas do pensamento lógico e o desenvolvimento humano conforme PIAGET. As obras pesquisadas e teorias elencadas estão centradas em Wadsworth, (1997), Piaget (1975). Já na terceira parte visto a necessidade de uma abordagem prática junto a teoria serão citadas as atividades de desenvolvimento do pensamento lógico com Piaget (1978), Wadsworth, (1997), Lino Macedo (2000). Conclui-se este estudo com as sugestões de jogos conforme citação de Ramos (2013) e uma breve reflexão da importância dos jogos para o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático bem como sua utilização em práticas psicopedagógicas.

2 2. ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA FORMAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO Para começar, vamos ao sentido radical da palavra epistemológico que de acordo com Bombassaro quer dizer, Epistemologia (do grego ἐπιστήµη [episteme] - ciência; λόγος [logos] - estudo de), também chamada de teoria do conhecimento, é o ramo da filosofia que trata da natureza das origens e da validade do conhecimento. [...] A epistemologia estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento, motivo pelo qual também é conhecida como teoria do conhecimento. Relaciona-se com a metafísica, a lógica e a filosofia da ciência, pois, em uma de suas vertentes, avalia a consistência lógica de teorias e suas credenciais científicas. (BOMBASSARO, 1993) Como aduz Bombassaro sobre a epistemologia, este trecho do texto vai abordar os aspectos epistemológicos da formação do psicopedagogo. Dar-se-á ênfase na história contextualizada da Psicopedagogia no Brasil e a formação do profissional bem como sua área de atuação em benefício da aprendizagem humana. Nos estudos realizados por Bossa (2000) verifica-se que a Psicopedagogia é uma área que nasceu para tratar das patologias da aprendizagem e historicamente surgiu entre a área da Psicologia e a área da Pedagogia. A Psicopedagogia vai abordar todos os aspectos relacionados com a aprendizagem, que é seu objeto de estudo clínico, preventivo e assistencial. Neste contexto de estudo verifica-se que os homens têm diferentes maneiras de aprender, por isso não existe uma receita pronta para cada situação de aprendizagem e sim teorias que encaminham para um estudo de cada situação. Percebe-se que não é de hoje que estes estudos acerca dos comportamentos de aprendizagem são realizados e conforme Bossa (2000), Na literatura francesa que, como vimos, influencia as idéias sobre psicopedagogia na Argentina (a qual, por sua vez, influencia a práxis brasileira) encontra-se, entre outros, os trabalhos de Janine Mery, a psicopedagoga francesa que apresenta algumas considerações sobre o termo psicopedagogia e sobre a origem dessas idéias na Europa, e os trabalhos de George Mauco, fundador do primeiro centro médico psicopedagógico na

3 França,..., onde se percebeu as primeiras tentativas de articulação entre Medicina, Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, na solução dos problemas de comportamento e de aprendizagem (BOSSA, 2000, p. 37) Dessa maneira a Psicopedagogia, área de conhecimento interdisciplinar, tem como objeto de estudo o ser humano em processo de aprendizagem e seu papel fundamental é de potencializá-la e atender as necessidades individuais, no decorrer do processo em desenvolvimento. Caminhando mais além para os históricos da Psicopedagogia no Brasil percebemos que ela tem traços e raízes na Argentina, acredita-se que devido a regionalidade, as literaturas e até mesmo a língua foi grande facilitador que influenciou nas práticas utilizadas no Brasil. A Psicopedagogia chegou ao Brasil na década de 70, em uma época cujas dificuldades de aprendizagem eram associadas a uma disfunção neurológica denominada de disfunção cerebral mínima (DCM) que virou moda neste período, servindo para camuflar problemas sociopedagógicos (BOSSA, 2000, p ). Com o passar do tempo a Psicopedagogia se configurou independente, por mais que sua profissionalização no Brasil ainda não tenha se configurado de modo legal os estudos e pesquisas voltados para a aprendizagem vem se estendendo de modo a abranger o desenvolvimento cultural e social do ser humano que se relaciona neste meio e interage com ele. De acordo com os pensamentos de Bossa (2000) um dos fatores considerados como mais importantes na formação do psicopedagogo é compreender a interação que existe entre o sujeito aprendiz e seu meio No Brasil a formação do profissional de psicopedagogia se dá dentro de um modelo epistemológico do contexto de educação conforme Bossa, A sua prática não se caracteriza como aula de reforço ou manutenção e sim como ações multidisciplinares do indivíduo que aprende em busca de melhoria e aumentar a suas potencialidades no que se refere às aprendizagens. Como se pode perceber, as dificuldades de aprendizagem nesta época eram tratadas como disfunção neurológica e como ressaltou Bossa, transformou-se em moda

4 para tirar o olhar do foco dos problemas de aprendizagens classificados em sóciopedagógicos. Dava-se uma importância às deficiências e julgavam que os problemas eram em conseqüências do mesmo, muito mais do que outros problemas que o pudesse gerar. Assim, os sujeitos eram encaminhados aos mais diversos profissionais possíveis. A partir de estudos verifica-se que as dificuldades e problemas com a aprendizagem do ser humano se dá por diversos fatores como biológicos, afetivos, intelectuais e que interferem brutamente nas relações e interações que esse sujeito mantém com o meio, com também o meio onde este sujeito está inserido tem relevância nos aspectos de suas aprendizagens. O ser humano é um ser complexo, diferente uns dos outros em todos os sentidos imagináveis. Cada um tem uma estrutura de pensamento, de aprendizagem diferente um do outro, ninguém é igual a ninguém. De acordo com essas diferenças sintetizadas no texto, percebe-se a importância do Psicopedagogo estar em constante formação multidiciplinar, não basta apenas fazer um curso inicial é necessário estudar sobre as diferentes temáticas do objeto de conhecimento da Psicopedagogia, a aprendizagem do sujeito. Alícia Fernandez (cit Bossa, 2000, p 24), ressalta que todo sujeito tem a sua forma de aprender, o meio, as condições e limites para conhecer; sua maneira própria, pessoal de desenvolver-se, de constituir seu saber. Neste sentido, vale ressaltar que a formação inicial do Psicopedagogo no Brasil dá-se em nível de cursos de especialização Lato Sensu, regulamentados pela Resolução /CNE/MEC 12/83 de 06/10/83. Cabe ao profissional da área buscar outros cursos que contemple as necessidades do sujeito que está em constante transformação. Vivemos em um mundo globalizado, com avanços tecnológicos que se modificam a todo o momento, é um processo muito rápido e que o ser humano não consegue alcançar. Vive-se correndo de um lado para o outro e não se tem tempo para nada, as pessoas precisam cada vez mais de ajuda. As crianças, por exemplo, são grandes vítimas desse processo. Famílias ausentes que passam para as escolas suas responsabilidades, uma inversão de valores, Crianças sem limites, ansiosas, sem estímulos e sem incentivo de aprendizagem, criadas mecanicamente. Tudo a nossa volta mudou para atender as necessidades humanas, da sociedade e a escola continua a mesma, não está preparada para lidar com as situais contemporâneas. Bossa descreve, Vivemos em um país em que a distribuição do conhecimento como fonte

5 de poder social é feita privilegiando alguns e discriminando outros. Precisamos buscar soluções para que a escola seja eficaz no sentido de promover o conhecimento e assim, vencer problemas cruciais e crônicos do nosso sistema educacional: evasão escolar, aumento crescente de alunos com problemas de aprendizagem, formação precaríssima dos que conseguem concluir o ensino fundamental, desinteresse geral pelo trabalho escolar. (BOSSA, 2000) Somente com a formação é que o Psicopedagogo vai ter a sensibilidade de ver o outro/ser, de compreender, de ouvir e sentir, investigar o porquê dos problemas, ouvir quais são as queixas iniciais para então diagnosticar quais sãos os problemas que impossibilita o aprender. O que é possível somente a partir dos conhecimentos teóricos e práticos acumulados historicamente e presente nas áreas globalizadas de formação do ser humanas, mais especificamente na maneira como esses aprendem. A Psicopedagogia tem o compromisso com aquele que padece pela dificuldade de aprendizagem e um compromisso com a possibilidade de evitar, de prevenir este sofrimento. Embora ela tenha nascido com a vocação de tratar dos problemas da aprendizagem [...] foi se buscando meios para minimizar os fracassos escolares, considerando o fracasso escolar um fracasso do processo como um todo e não como sendo um fracasso do sujeito. ( BOSSA, 2009) O sujeito quando acompanhado resgata o sentido e o desejo do aprender e assim desenvolver-se plenamente, aumenta sua alta estima. Desse modo o psicopedagogo tem uma gama de contribuições no tangente ato do aprender que pode estender-se nos diversos campos de atuação como em espaços organizacionais, espaços de clínicas, de hospitais e de escolas. 3. OPERAÇÕES COGNITIVAS DO PENSAMENTO LÓGICO O homem aprende ao longo de sua vida, do nascimento até o ultimo estágio de sua vida. Através da teoria de Piaget é possível compreender o desenvolvimento humano e como esse dado sujeito se constitui como sujeito que pensa, que interage e se desenvolve no meio em que vive. Para Piaget, os atos intelectuais são entendidos como atos de organização e de adaptação ao meio [...] ainda afirmou que os princípios básicos do desenvolvimento cognitivos são os mesmos do desenvolvimento biológico. (WADSWORTH, 1997).

6 Do ponto de vista biológico, a organização é inseparável da adaptação: Eles são dois processos complementares de um único mecanismo, sendo que o primeiro é o aspecto interno do ciclo do qual a adaptação constitui o aspecto externo (Piaget 1952c, p. 7 In Wadsworth, 1997, p. 15). Entender o processo do desenvolvimento compreende entender os processos de organização e adaptação intelectual, chamados por Piaget conceitos do desenvolvimento cognitivos: esquema, assimilação, acomodação e equilibração. Esquema: é um conceito desenvolvido por Piaget que descreve os mecanismos de adaptação do indivíduo com o objetivo de estruturar e impulsionar seu desenvolvimento cognitivo. Conforme estudos acerca da teoria de Piaget em Wadsworth (1997), verifica-se que, Assimilação: É um processo cognitivo pelo qual a pessoa integra um novo dado perceptual, motor ou conceitual nos esquemas ou padrões de comportamentos já existentes.acomodação: É um processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra (classifica) um novo dado perceptual, motor ou conceitual às estruturas cognitivas prévias. Quando confrontada com um novo estímulo, a criança tenta assimila-la a esquemas já existentes. Equilibração: Equilíbrio é um estado de balanço entre assimilação e acomodação. Quando acontece uma desiquilibração a criança busca o equilíbrio para depois assimilar e acomodar. É uma condição necessária pela qual o organismo luta, constantemente. É também um processo de adaptação.( WADSWORTH, 1997) Neste estudo serão abordados também os estágios cognitivos, isso porque são estágios de aprendizagens e de desenvolvimento. Assim, o desenvolvimento da criança, são descritos em 4 estados de transição (PIAGET, 1975), Sensório-motor (0 2 anos);pré-operatório ( 2 7,8 anos);operatório-concreto ( 8 11 anos); Operatórioformal (8 14 anos). De modo geral o estágio da inteligência sensório motor (0-2 anos), conforme Piaget (1963b) In Wadsworth (1997. P. 31/32), o comportamento é basicamente motor, a criança ainda não representa eventos internamente e não pensa conceitualmente; apesar disso, o desenvolvimento cognitivo é constatado à medida que os esquemas são construídos. Já no estágio do pensamento pré-operacional (2-7 anos), é caracterizado pelo desenvolvimento da linguagem e outras formas de representação e pelo rápido

7 desenvolvimento conceitual. O raciocínio neste estágio é pré- lógico e semilógico. Quando atinge o estágio das operações concretas (7-11anos) a criança desenvolve a capacidade de aplicar o pensamento lógico á problemas concretos no presente. Percebese então que no estágio formal (11-15 anos ou mais) as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento, e as crianças tornam-se aptas a plicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas. Ainda de acordo com o autor, o desenvolvimento é concebido como um fluxo contínuo de modo cumulativo, em que cada nova etapa é construída sobre as etapas anteriores, integrando-se a elas. 4. ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO LÓGICO Existe uma infinidade de jogos e atividades que desenvolve o pensamento lógico. De acordo com Piaget (1978), as atividades lúdicas atingem um caráter educativo, tanto na formação psicomotora, como também na formação da personalidade das crianças. Os jogos com regras são considerados como uma ferramenta indispensável para este processo. Através do contato com o outro a criança vai internalizar conceitos básicos de convivência. Como todas as estruturas cognitivas, as operações lógicas são construídas a partir das estruturas anteriores como uma função da assimilação e acomodação. As operações lógicas são mecanismos para organizar a experiência em esquema que são superiores a organizações prévias. De acordo com Piaget, uma operação apresenta sempre quatro características: é uma ação que pode ser internalizada ou realizada em pensamento tão bem quanto materialmente, é reversível, supõe sempre alguma conservação, alguma invariância e nunca existe isoladamente, pois está sempre relacionada a um sistema de operações ( Piaget,1997b). As operações tornam-se verdadeiramente lógicas durante o estágio operacional. As operações do estágio anterior (pré operacional) eram pré lógicas, nunca reunindo todos os critérios acima (WADSWORTH, 1997, p.108). Ainda sobre o cognitivismo, Piaget, fala sobre os jogos de regras que atua diretamente nas socializações,

8 ...Já se viu que o jogo de regras marca o enfraquecimento do jogo infantil e a passagem ao jogo propriamente adulto, que não é mais uma função vital do pensamento, na medida em que o indivíduo se socializa. Ora, o jogo de regras apresenta precisamente um equilíbrio sutil entre a assimilação ao eu- princípio de todo jogo- e a vida social. Ele é ainda satisfação sensório-motora ou intelectual e, ademais, tende à vitória do indivíduo sobre os outros. Mas essas satisfações são, por assim dizer, tornadas legítimas pelo próprio código do jogo, que insere a competição numa disciplina coletiva e numa moral de honra e do fair-play... (PIAGET, 1978 p. 216). Verifica-se a importância das atividades de desenvolvimento do Pensamento lógico, pois as mesmas atuam na aprendizagem em todas as fases da vida do ser humano. Lino Macedo (2000) ressalta que os jogos possibilitam a produção de uma experiência significativa para as crianças, tanto em termos de conteúdos escolares, como no desenvolvimento de competências e habilidades. Conforme o autor destaca com o uso de jogos é possível que desenvolva na criança a fala, a forma como a criança decide o que e como fazer, em situações de conflito, tomar decisões, correr riscos, antecipar ações, reações e tomar decisão de maneira autônoma, o que por sua vez possibilitará também o desenvolvimento da autonomia. Ainda conforme o autor, nos jogos, por sentir-se desafiada a vencer aprende a persistir, aprimorando-se e melhorando seu desempenho, não mais apenas como uma solicitação externa, mas principalmente como um desejo próprio de superar. Por falar nos jogos, não tem como pensar e não sugerir os vários tipos de jogos que auxiliam o desenvolvimento pleno da criança. 5. SUGESTÕES DE JOGOS A Drª Debora Ramos, Psicopedagoga e Psicanalista Infantil (2009) expõe sugestões em sua página online (http://www.deborahramos.com/artigos/utilizacao-dejogos-na-aprendizagem/), como segue abaixo: Jogos de mímica (Imagem e Ação, por exemplo): Ao transmitir sem palavras sentimentos ou situações, a criança organiza seu pensamento lógico e busca compreender causas e conseqüências para melhor se expressar. Jogo Lince: Trabalha a percepção visual e a rapidez.

9 Atividades de figura-fundo (encontradas em revistas de passatempo). Trabalha a atenção para as atividades. Atividades de criar: Desenvolve a sensibilidade para perceber problemas, capacidade de elaborar soluções estereotipadas, mas descobre e põe em prática novas formas de resolvê-lo. Atividades matemáticas: O desenvolvimento do pensamento lógico-matemático capacita a formação de indivíduos capazes de raciocinar em qualquer situação com espírito crítico e flexível, com objetividade e coerência de pensamento. Desenho de si próprio diante do espelho. Desenvolve o autoconhecimento, autoestima, conhecimento maior do real. Manipulação de objetos com os olhos vendados, e verbalização de seus atributos: Trabalha representação mental, e discriminação de estímulos táteis. Expressão oral, plástica, corporal: Tem fundamental importância no desenvolvimento global. Jogo Bule: Desenvolve o raciocínio lógico-matemático e a reversibilidade de pensamento. Bingo pedagógico: Ajuda a criança a relacionar as palavras escritas e faladas. Pintura a dedo: Atividades artísticas como esta favorecem o desenvolvimento afetivo, especialmente por facilitarem a livre-expressão e descarregarem as tensões, assegurando o equilíbrio emocional. Massinha: Ao manipularem as crianças descarregam sua ansiedade e seus temores, além de trabalhar a coordenação motora fina Atividades de recortar: Além de contribuem para o desenvolvimento cognitivo, trabalha a motricidade fina, colaborando também para a melhora da gráfica. Dobraduras: Desenvolve grandemente a criatividade. Bolinhas de gude ou boliche: São ótimas para treinar a contagem de objetos e trabalhar a comparação de quantidade. Desenvolve também a coordenação motora. Jogo Can Can: Atua no raciocínio lógico-matemático, reversibilidade de pensamento, trabalhando também sentimentos de intolerância à frustração. Jogo Banco Imobiliário: Neste jogo, assim como é na vida real, a sorte é aliada às adequadas decisões. Jogos com regras: Trabalham o raciocínio, atenção, antecipação de situações e diferentes estratégias. Ajuda as crianças com baixa tolerância à frustração a lidarem com seus sentimentos.

10 Brincadeiras com fantoches: O objetivo é o desenvolvimento da criatividade, da linguagem e a expressão corporal. Jogos de vitória ao acaso (roleta, dados, pistas a percorrer...): Nestes jogos o ganhar e o perder são aleatórios, não dependendo da eficiência dos jogadores. São muito úteis para crianças que não aceitam perder. Jogos de estratégia (damas, trilha, xadrez, gamão, contra-ataque, lig-4, Einsten, Senha...). Nestes jogos, é preciso que a criança planeje jogada, faça antecipações de suas próprias jogadas e do adversário. Quebra-cabeça: Desenvolve a observação, concentração, percepção visual e raciocínio. Pular corda: Desenvolve a coordenação motora. Trabalhos para alinhavar: Trabalha a coordenação motora, essencial para a escrita. Jogo das pedrinhas ( 5 marias ): Coordenação motora fina e contagem. Através das atividades acima citadas a criança de maneira lúdica pode desenvolver-se plenamente, mais motivada e apta às aprendizagens. CONCLUSÕES FINAIS Conclui-se este estudo com as sugestões de jogos conforme citação de Ramos (2013) e uma breve reflexão da importância dos jogos para o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático bem como sua utilização em práticas psicopedagógicas. REFERÊNCIAS BOSSA, Nadia A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre, Artes Médicas, BOSSA, Nadia. Psicopedagogia. In. Psicopedagogia. Belo Horizonte MG, CEDIC BOMBASSARO, Luiz Carlos. As fronteiras da Epistemologia. 3a. ed. Petrópolis: Vozes, DOLLE, J. Para além de Freud e Piaget: referenciais para novas perspectivas em Psicologia Genética Piagetiana. Petrópolis: Vozes, 1993 FERNÁNDEZ, Alicia. O saber em jogo: a psicopedagogia propiciando autorias de pensamentos. Porto Alegre: Artmed Editora, PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro : Zahar, Marlei Adriana Beyer. Disponível em: Acesso em: 05/09/2013

11 Jogos e atividades que colaboram para o desenvolvimento da criança. Disponível em: senvolvimento.pdf. Acesso em: 06 de set PORTAL EDUCAÇÃO. Disponível em: Acesso em: 04 de set PIAGET, J. A Tomada de Consciência. São Paulo: Melhoramentos, Ed. Da Universidade de São Paulo, PIAGET, J. O nascimento da inteligência na criança. 3.ed. Rio de Janeiro: Zahar, PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro, Zahar, 1978.

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