Introdução. Resumo: Palavras-chave: Sistemas, Sistema de Informação, Modelo para Sistema de Informação.

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1 Rev. Cient. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, 2007 Modelos para Sistema de Informação: Conceitual, Lógico e Físico Afonso Celso Pagano Frossard Cristina Castelo Branco de Andrade Faculdade Lourenço Filho e Faculdade Chistus Resumo: Modelo, por conceito, é a representação abstrata e simplificada de um sistema real, com o qual se pode explicar o seu comportamento em seu todo ou em suas partes. Com a diversificação rápida e exigida da tecnologia organizacional que possibilita à empresa adaptar-se às exigências e peculiaridades do mercado consumidor, tem levado a direção da organização a não enxergar o mundo que modelam à sua frente. Muitas vezes atrelada à excessiva preocupação com normalização, redundância, chaves de acesso e outras exigências tecnológicas, são incapazes de abstrair os conceitos do mundo que estão observando e modelando. Talvez a maneira mais eficiente e eficaz para reverter essa situação é restabelecer a devida importância da modelagem conceitual, fazendo-a tornar o ponto de partida para o processo de modelagem lógica de dados. Todavia o trabalho sendo, também, aplicável a modelagem de informações tem como proposta atender a dois segmentos, um que caminhe para um modelo a ser utilizado para o nível de conversação, entendimento, transmissão, validação de conceitos e mapeamento do ambiente, e, outro aquele em que os objetos, suas características e relacionamentos têm a representação de acordo com as regras de implementação e limitantes impostas por algum tipo de tecnologia. Palavras-chave: Sistemas, Sistema de Informação, Modelo para Sistema de Informação. Introdução As empresas atualmente estão inseridas num contexto de extrema mutabilidade onde a concorrência se torna cada vez mais acirrada. O consumidor torna-se cada vez mais exigente em relação ao custo e à qualidade do produto e dos serviços associados. O mercado agora passou a ser global e mais sensível, sendo as alterações no mesmo mais rápidas e representativas, resultando como imperativo a importância da informação como instrumento de impacto decisivo nas perspectivas de rentabilidade e competitividade das empresas. Dentro desse cenário, a tecnologia da informação assume papel da mais alta relevância, ao permitir, de forma rápida e simples, a extração, organização, análise e circulação de informações necessárias a todos os níveis da empresa, em suporte aos objetivos estratégicos perseguidos.

2 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, Todos os bens existentes que sejam úteis e estejam disponíveis são considerados como recursos para uma organização, e dessa maneira, a informação é também um recurso essencial para o processo de planejamento, organização e controle de uma atividade de negócio. Na obtenção das informações necessárias à organização, são desenvolvidos sistemas com esse objetivo. Com base nesse desenvolvimento é que se chega a geração do projeto e a utilização dos modelos. Segundo Cornachione (2001:71), ultrapassadas as fases formais e administrativas, inicia-se o reconhecimento e a identificação de um ou vários problemas, isto é, a fase de diagnóstico, envolvendo os primeiros contatos das equipes com os detalhes operacionais e físicos da empresa ou da área que se quer modelar. Na formação do modelo adequado ao objetivo da empresa são desenvolvidos os Modelos Conceitual, Lógico e Físico. O Modelo Conceitual representa a realidade através de uma visão global dos principais dados e relacionamentos, sem se preocupar com as restrições de implementação (Cornachione, 2001:71). O Modelo Lógico representa a definição do formato adequado da estrutura dos dados, de acordo com as regras de implementação e fatores limitantes impostos pela estrutura e tecnologia (Cougo, 1997:29). O Modelo Físico é a descrição de como os dados do sistema estão armazenados, ou seja, a representação dos objetos é feita sob o foco do nível físico de implementação das ocorrências e seus relacionamentos (Cougo, 1997:30). ETAPAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO O desenvolvimento do sistema de informação, requer as seguintes etapas: Construção dos modelos CONCEITUAL, LÓGICO E FÍSICO, que é o foco do tema a ser desenvolvido.

3 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, Elaboração do PROJETO a ser executado Protótipo Construção do SISTEMA DE INFORMAÇÃO Obtenção e utilização do resultado que é a INFORMAÇÃO. CONSTRUÇÃO DOS MODELOS CONCEITUAL, LÓGICO E FÍSICO Durante o ciclo de desenvolvimento de sistemas, a modelagem da estrutura de dados passa por um padrão básico de definição, especificação de parâmetros e elementos que compõem o banco de dados, incluindo os aspectos conceituais, lógicos e físicos, estabelecido no esquema abaixo. Na seqüência de cada uma dessas fases utiliza-se de especificações para a construção dos modelos, a seguir mencionados (Melendez, 1990:48). ETAPAS DO PROJETO DE SISTEMA BASEADOS EM BANCO DE DADOS 1. Planejamento de necessidade de dados Mundo real da empresa Modelo Conceitual de Dados Esquema geral 2. Análise de dados Modelo Lógico de Dados (externos) Sub-esquemas parciais de dados 3. Modelagem de dados Modelo Físico de Dados (internos) Arquivos, registros e campos

4 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, Planejamento de necessidades de dados - Essa fase é caracterizada pela identificação de necessidade de dados e procura identificar a realidade dos dados, independente de restrições de implementação física, ou seja, identificar os objetivos de cada área da empresa, e, a partir deles, quais dados que devem ser armazenados e tratados para o alcance desses objetivos. Essa primeira fase produz o Modelo Conceitual de Dados ou o Esquema Geral. O mapeamento das necessidades requer tanto do analista como do usuário a preocupação com quatro dimensões: Estrutura organizacional - corresponde ao aspecto humanístico do sistema (estrutura decisória, gerencial e operacional), ou seja, os relacionamentos funcionais e hierárquicos, assessoramento e aconselhamento existentes entre as unidades orgânicas que estão envolvidas com as atividades e os projetos da empresa Processos - funcionamento da empresa, procedimentos e aspectos normatizadores da execução desses procedimentos (as rotinas, as normas de trabalho e a legislação pertinente à execução dos processos). Dados/Bancos de Dados - estrutura dos dados gerados, tratados, armazenados e disseminados no ambiente do sistema. Sistemas aplicativos - elaboração de programas, numa determinada linguagem que efetua todos os procedimentos manuais antes realizados pelos usuários Modelo Conceitual de Dados - Segundo Melendez, (1990:59), é obtida uma relação de todas as entidades conceituais de dados identificadas a partir dos objetivos do sistema (entidades são componentes físicos e abstratos utilizados no alcance dos objetivos sobre os quais são armazenadas as informações). A partir desse ponto, pode-se construir o modelo gráfico que permitirá uma visão abrangente do Banco de Dados a ser modelado (Exemplo: Diagrama Entidades x Relacionamentos). 2. Análise de Dados - Essa fase requer fazer um exame minucioso sobre a composição, os desdobramentos, as características lógicas, a demanda organizacional, as associações ou integrações e manutenção dos dados pertinentes a cada uma das entidades conceituais

5 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, identificadas (visão abrangente sobre a importância de cada uma das Entidades no contexto do Modelo Conceitual, ou seja, pode-se definir um roteiro ou cronograma sobre quais as Entidades que devem ser abordadas numa determinada seqüência, tendo em vista a importância relativa que uma Entidade tem com as demais constantes do Modelo Conceitual de Dados) 3. Modelagem de Dados - Durante o ciclo de desenvolvimento de sistemas, os modelos de dados passarão por níveis distintos, com suas características e peculiaridades próprias. Após concluída a fase de elaboração do Modelo Lógico de Dados, tanto o analista como o usuário possuem um grau de conhecimento aproximado de como será o Modelo Físico de Dados, isto é, os atributos ou informações que desejamos guardar, os quais representam uma propriedade de uma entidade ou de um relacionamento e que foram elaborados e criteriosamente analisados quanto à restrição de integridade, formato e outros aspectos relacionados com cada atributo individualmente. O Modelo Físico de Dados pode ser considerado como sendo o produto gráfico final de Modelagem de Dados. O Modelo é representado pelo Diagrama de Estrutura de Dados, conhecido como Diagrama de Bachmann (Melendez, 1990:112). Ele é importantíssimo na fase de Implementação Física dos Dados, porque permite examinar as rotas lógicas de acesso aos dados. Paralelamente à construção do Modelo Conceitual de Dados, nasce o Modelo Conceitual de Funções. A cada entidade de dados constante no Modelo Conceitual de Dados deve corresponder a uma função no Diagrama de Contexto. Do mesmo modo, simultaneamente à elaboração do Modelo Lógico de Dados, é criado o Modelo Lógico de Funções (Arquitetura Lógica do Sistema). Assim também, paralelamente à construção do Modelo Físico de Dados (Estrutura dos Dados), é criado o Modelo Físico de Eventos e Operações (Arquitetura Física do Sistema), através das técnicas conhecidas (gráficos, diagramas e procedimentos estruturados). O gráfico a seguir configura uma representação da adequação de um projeto de sistemas de informações, com o uso de técnicas e de gerenciadores de bancos de dados.

6 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, MUNDO REAL DA EMPRESA Estrutura organizacional Procedimentos e rotina Sistemas aplicativos Dados Fase I Fase II MODELO CONCEITUAL PLANEJAMENTO DE DADOS DESCRIÇÃO DE OBJETIVOS E AMBIENTE ENTIDADE BÁSICAS MODELO LÓGICO ANÁLISE DE DADOS (estática) ANÁLISE DE FUNÇÕES (dinâmica) ARQUITETURA LÓGICA DO SISTEMA Fase III MODELO FISICO MODELAGEM DE DADOS MODELAGEM DE FUNÇÕES ARQUITETURA FÍSICA DO SISTEMA Fase IV IMPLEMENTAÇÃO FÍSICA DE DADOS DO SISTEMA Melendez, (1990: 51)

7 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, PROJETO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO Num contexto em que o usuário é convidado a conferir as especificações do projeto de um sistema de informação, a Engenharia da Informação moderna introduz ferramentas que aproveitam o conhecimento dos usuários, do pessoal operacional e da alta gerência, produzindo softwares que permitem a geração de aplicações sem programadores profissionais. Assim, o usuário final é incentivado a criar suas próprias aplicações ou, quando estes não executam a tarefa, são desenvolvidos protótipos por analistas treinados nesta metodologia. No entanto, sem a coordenação efetiva da administração de dados, é inevitável a ocorrência de problemas, tais como: Redundância de dados; Inconsistências provocadas pela falta de integração; Redundância de eventos e operações de atualização de dados; Baixo nível de operacionalidade; Desperdício de recursos computacionais (hardware e software); Manutenção e segurança dos dados (integridade física e lógica); Menor produtividade e eficiência. O projeto de um sistema subentende no conjunto de fases necessárias à construção e implantação de um sistema de informações apoiado pelo computador. As fases de um projeto de um Sistema de Informações, na perspectiva de colocar os dados como centro das preocupações, são: Planejamento de necessidades de dados; Análise de dados; Modelagem de dados; Análise e modelagem de funções sistêmicas; Implementação física de dados; Desenvolvimento de sistemas; Implantação de sistemas;

8 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, Operação de sistemas; Manutenção de sistemas. SISTEMAS É um conjunto de elementos inter-relacionados Sistema com intenções - Busca um conjunto de objetivos para o qual foi criado Sistemas Fechados - Não interagem com o ambiente Sistemas Abertos - Interagem com o ambiente Sistemas Dinâmicos - Recebem entradas do ambiente, processam-nas e produzem resultados Sistema de Informação - Sistema organizado para prover informações que permitam à empresa decidir e operar SISTEMA DE INFORMAÇÃO Consiste no estudo, desenvolvimento e uso de Sistema de Informação efetivo nas organizações, os quais são considerados em 3 níveis: empresa, grupo e trabalho e indivíduo. Os sistemas de informações envolvem diferentes tipos de pessoas, cuja atividade pode ser modelada como um processo de planejamento, organização e controle. INFORMAÇÃO É o conhecimento derivado dos dados, sendo os dados o fato registrado. A informação deve preencher quatro características: utilidade pertinência disponibilidade do tempo adequado (tempestividade) precisão

9 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, DESCRIÇÃO DETALHADA DOS MODELOS CONCEITUAL, LÓGICO E FÍSICO CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O MODELO CONCEITUAL Tratando da etapa da formação do modelo conceitual, percebe-se que esse modelo representa a realidade através de uma visão global dos principais dados e relacionamentos, sem se preocupar com as restrições de implementação. A documentação nesta etapa é para o apoio ao entendimento e para simular o ambiente atual. O objetivo de formalizar uma linguagem que seja entendida, pelo computador, isto é, o que é fornecido é processado pelo computador, então para isso é utilizado o formalismo da matemática. A importância da formalização e conceituação é feita para entendimento mais amplo. Percebemos que a formação do modelo Conceitual transcende o formalismo matemático e as informações são organizadas estruturalmente. ASPECTOS DO MODELO CONCEITUAL Os modelos conceituais aparecem sob dois aspectos distintos, que são tratados de estrutura de informação e de manipulação de informações: A estrutura de informação pode ser organizada de modo a fornecer informações sobre eventos, processos, variáveis. As informações podem ser consideradas e organizadas estruturalmente, por exemplo: numa empresa é necessário o conhecimento dados, como nome, endereço, telefone, inscrições de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas), dentre outros. O modelo conceitual de manipulação é a associação entre os dados do fornecedor e o evento promovido por ele como, fornecimento de materiais, geração de obrigações a pagar. Assim as estruturas de informações de manipulação descrevem as informações propriamente ditas. Os modelos conceituais podem abranger planos detalhados, com uma visão panorâmica do sistema em questão. É dito um bom modelo conceitual, quando inclui componentes com ampla repercussão, quer dizer, aqueles componentes que não são relevantes ou fundamentais deverão

10 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, ser omitidos, permanecendo apenas os componentes com elevado nível de abstração. Podemos dizer que um modelo é uma simplificação da realidade. DESENVOLVIMENTO DO MODELO CONCEITUAL Concluída a fase do diagnóstico, é viável desenvolver o modelo conceitual a ser aplicado. Essa fase acontece durante a compilação do conjunto de conceitos aplicados à realidade identificada pela primeira fase, ou seja, a fase do diagnóstico. É a fase caracterizada pela criatividade, porque é uma busca da solução conceitual tida como ótima para a realidade verificada, sem se preocupar com aspectos restritivos de qualquer natureza. Nesta fase se exige muito da equipe de colaboradores, objetivando uma perfeita integração no sentido de tornar relevante a transferência e a internalização da tecnologia em questão. O modelo conceitual deve conter a solução ótima para o problema diagnosticado inicialmente, o que implica considerar que a validação do modelo conceitual assegura que o entendimento foi adequado por parte da equipe de colaboradores, garantindo a participação e engajamento de todo o sistema empresarial. OS EXEMPLOS DO MODELO CONCEITUAL Eventos Atividades Processos Objetos Variáveis Conceitos Perfis Os produtos resultantes da implantação do modelo conceitual são: Relatórios e diagramas contendo o modelo conceitual validado O MODELO CONCEITUAL COMO FERRAMENTA NA GESTÃO DE EMPRESAS

11 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, O modelo conceitual ao ser desenvolvido nas estruturas de informações da empresa deverá estar atendo para as especificações e particularidades de cada termo e deverá ser precisamente representado. Por exemplo, num determinado setor da empresa pode-se utilizar a nomenclatura de Clientes e em outro setor ser especificado Contas a Pagar. É possível que ao analisar a empresa com o propósito de estabelecer o modelo conceitual, que as duas aplicações diferentes denominem a mesma informação, mas com nomenclaturas diferentes. Para evitar essa redundância, na perspectiva de uma visão formal das informações, é necessário que o modelo seja simples, unificado e reflita as características mais comuns do mundo real, sem a necessidade de formalismo e teorias mais complexas. O objetivo do modelo conceitual é preencher o requisito da informação correta, precisa e bem utilizada como ferramenta eficiente na gestão de empresas. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O MODELO LÓGICO O modelo lógico é aquele em que os objetos e características têm representação de acordo com as regras de implementação observando os limites impostos por algum tipo de tecnologia. Essa representação independe dos meios de armazenamento físico das estruturas de dados por ela definida. O modelo lógico é utilizado para especificar a estrutura lógica geral do banco de dados e fornecer uma descrição de alto nível da implementação. ASPECTOS DO MODELO LÓGICO O modelo lógico se da através da análise das rotas de acesso aos modelos, utilizado pelas empresas. Tais rotas de acesso têm maior facilidade de aplicação nos modelos de rede e hierarquia, dada a facilidade de visualização, via diagrama de estruturas dos sistemas das empresas.

12 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, Estabelecem-se modelos, mais próximos do nível conceitual, mental ( por exemplo relacional e entidade de relacionamento), não efetuam análise de rotas de acesso, tanto pela finalidade de utilização do modelo ( o modelo entidade-relacionamento é um modelo típico para modelagem e inadequado a análises de rotas) como de técnicas de manipulação especiais ( o modelo relacional utiliza operadores de álgebra relacional na composição, em tempo de consulta, das rotas de acesso ) DESENVOLVIMENTO DO MODELO LÓGICO A fase lógica deverá preocupar-se em obter uma estrutura lógica deverá preocupar-se em obter uma estrutura lógica de dados, constituindo um modelo mais aproximado possível do mundo real ou empreendimento a ser representado do sistema. É nesta fase de estruturação do modelo lógico que são determinadas as propriedades abstratas com referencia aos relacionamentos entre as entidades, mudanças de estrutura, modos lógicos de pesquisa. O modelo lógico não deve ser influenciado por problemáticas de implantação. É, portanto, enfatizada a obtenção de um modelo representativo do empreendimento visado. Em conseqüência nessa fase recomenda-se o dialogo com o usuário, tanto pelo seu relacionamento da matéria como pela facilidade de compreensão dos modelos a serem implantados. Uma vez que o modelo conceitual foi desenvolvido e validado, inicia-se a fase da geração do modelo lógico, o qual pressupõe a existência de uma coleção de restrições de natureza técnica e operacional advindas do modelo conceitual, em função da realidade observada pela fase do diagnóstico. A grande importância do Modelo Lógico é que ele de posse de todas as restrições observadas, busca a melhor maneira da aplicação de uma solução, ou seja, procura viabilizar a implantação da melhor solução conceitual possível, num determinado momento da vida da empresa e dentro de possibilidades restritivas. No desenvolvimento do Modelo Lógico, deve ser destacada também a integração dos componentes da equipe, juntamente com a etapa de validação do modelo lógico, que representa a participação da

13 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, empresa nesta fase, com a finalidade de promover o engajamento com a equipe de colaboradores. EXEMPLOS DO MODELO LÓGICO Processos empresariais Funções organizacionais Entidades Relacionamentos Características Domínios Atributos Tabelas Chaves (primárias, estrangeiras) Normalização Sistema operacional Gerenciador de banco de dados Linguagens Diagramas de funções Diagramas de procedimentos Os produtos encontrados com a implantação do modelo lógico são: Relatórios e diagramas contendo o modelo lógico validado. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O MODELO FÍSICO Após a fase de conceitual e lógico, descreve como os dados estão armazenados. A fase da construção do modelo físico deverá orientar-se para o desempenho futuro do sistema face às demandas de informação pelos usuários. Com isto, deverão ser escolhidas

14 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, características como método de acesso, tipos de índices, modelos de dispositivos físicos, melhor balanceamento na utilização de canais de comunicação entre sistemas, hierarquia de memórias dentre outros. Nesta fase, portanto, o projeto do sistema é dependente de características de máquinas tanto referente ao hardware, quanto ao software. As especificações lógicas e físicas sobre as informações contidas decorrentes da atividade da empresa e do projeto desenvolvido, variam segundo diferentes níveis de informações de caso a caso. Essas especificações variam em função de : Maior ou menor aderência do modelo lógico à situação e o problema real; Características do hardware e software hospedeiro. DESENVOLVIMENTO DO MODELO FÍSICO Após o desenvolvimento plenamente validado do Modelo Lógico, inicia-se o desenvolvimento ou a construção do Modelo Físico. Este modelo se baseia no modelo lógico e descreve todas as características físicas para a implementação da solução viável, o que significa dizer que o modelo físico é derivado do modelo lógico, por meio de regras e técnicas conhecidas (Cougo, apud Cornachione, 2000: 73). Da mesma forma que os modelos conceitual e lógico, destaca-se a integração dos componentes da equipe, junto com a etapa de validação do modelo físico, que representa a participação da empresa nessa fase com a finalidade de garantir o engajamento com a equipe de colaboradores. EXEMPLOS DO MODELO FISICO Servidores Clientes Banco de Dados Tabelas Estruturas Campos Dimensões

15 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, Especificações Índices Português estruturado (focalizando rotinas e funções de processamento) Os produtos do modelo físico são: Relatórios e diagramas contendo o modelo físico validado PROTOTIPAÇÃO Após a construção de todos os modelos (conceitual, lógico e físico), inicia-se a materialização da solução em termos de hardware, software, telecomunicações, banco de dados, ou seja, a construção de protótipos que visam a aproximação de todos os envolvidos no processo da aplicação. Embora essa materialização seja revestida de características, restrições e limites para atingir seu objetivo, não deixam de ser uma primeira visão do que será o sistema definitivo, com alguma funcionalidade. A grande vantagem da prototipação é guardar coerência com a solução proposta (revestida de uma linguagem mais simples do que a prevista para o aplicativo, com funções resumidas, tratamentos simplificados, menor massa de dados e interfaces com o usuário mais rudimentar). Não existem preocupações com detalhes de implementação e integração com outros sistemas e base de dados. São exemplos de protótipos: Aplicação funcional com telas, relatórios, funções, procedimentos e bancos de dados. Os produtos são: Aplicativos, banco de dados, telas, relatórios, processadores validados (protótipos) CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A MODELAGEM DE DADOS É a reunião dos objetos observados, com o objetivo de representar o que é abstrato e simplista do mundo real, para contribuir de forma satisfatória ao produto gerado pela modelagem dos dados que atenderão ao modelo.

16 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, ESPECIFICAÇÕES AOS REQUISITOS DA MODELAGEM DE DADOS Abrangência Deve-se escolher os limites a serem abordados, tendo em vista o atendimento ao modelo proposto, além do trabalho de observação, dentro de uma expectativa real, pois as expectativas irreais e mal-definidas, inviabilizam totalmente a formação de um modelo. Nível de Detalhamento Embora se tenha o limite da abrangência bem definido, deve-se conhecer o nível de detalhes a ser atendido pelo modelo. Detalhes como elementos predominantes, representação dos detalhes mais e menos relevantes e até mínimo devem ser tratado no desenvolvimento do modelo conceitual. Tempo e recursos para a produção do modelo Ultrapassado a coleta dos dados para definir o nível de abrangência e detalhamento, deve-se definir as condições e prazo para a execução da modelagem de dados. A EXECUÇÃO DA MODELAGEM DE DADOS A técnica da modelagem possui quatro objetivos: Ajuda a visualizar o sistema como ele é, ou como queremos que ele seja no futuro Permite especificar a estrutura e o comportamento de um sistema Proporciona seqüência a construção de um sistema Documenta as decisões que foram tomadas Assim sendo, os modelos são utilizados dentro de uma metodologia e isso significa usar padrões, cuja finalidade é facilitar a comunicação entre as pessoas, A utilização de metodologias acaba por afastar aquelas pessoas indesejáveis e prejudiciais a qualquer organização, pois se sentem donos absolutos dos softwares.

17 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, FASES DA MODELAGEM DE DADOS Diagnóstico De acordo com Cornachione, 2001:71, após a fase formal e administrativa, inicia-se a fase do diagnóstico, identificada pelo reconhecimento e identificação de um ou mais problemas, envolvendo os primeiros contatos das equipes com o detalhamento operacional e físico da área que se quer modelar. Nessa fase as equipes envolvem-se em lidar com entrevistas e questionários com a finalidade de conhecer a realidade das áreas organizacionais, gestores e sistemas de informações. Por estarem constantemente interagindo, as pessoas responsáveis pelos projetos de transformação criam laços de relacionamentos e se sentem influenciados e influenciam o processo como um todo. Nessa fase cognitiva, o diagnóstico assume importância fundamental, porque é através dela que se obtêm visões e abordagens de discussão envoltas entre os colaboradores internos e externos, bem como avaliar as ocorrências, os processos, as funções e ações da organização. Por outro lado, é na fase de diagnóstico que se extraem os seguintes produtos: Relatórios dos levantamentos físicos, operacionais e técnicos Documentos, cópias e arquivos que venham a auxiliar a compreensão dos processos, funções e ações levantadas Relatórios de eventuais entrevistas MODELAGEM ORIENTADA A OBJETOS Entende-se de forma equivocada que quando se desenha um modelo de dados esteja acontecendo a modelagem dos dados. Nesse momento está ocorrendo é a representação dos objetos. E no momento dessa representação deve-se observar a identificação, conceituação, entendimento e assimilação do objeto, ou seja, os conceitos fundamentais são classe e objeto. Um objeto é uma entidade que possui uma descrição ou atributo e uma identidade. Uma classe reúne objetos que compartilham propriedades comuns. Exemplo: a classe dos mamíferos reúne

18 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, todos os animais que têm a propriedade de ser amamentados por suas respectivas mães. Dessa maneira a classe dos primatas é uma especialização da classe dos mamíferos. As classes derivadas herdam as propriedades das classes básicas, acrescentando novos atributos que são específicos destas novas classes. Por exemplo: todo homem é mamífero, mas nem todo mamífero é um homem. Um outro mecanismo fundamental de modelagem orientada a objetos é a agregação. Um objeto composto é formado por agrupamento de objetos de tipos diferentes. Por exemplo: Um computador é um objeto composto, pois é formado de CPU, memória, disco rígido, monitor, teclado e mouse. VERIFICAÇÃO DE FIDELIDADE E COERÊNCIA. A agregação de novos dados ao modelo existente deve-se observar a coerência dos conceitos e se adequou aos já existentes VALIDAÇÃO No processo de encerramento da modelagem de dados, temos a verificação total e aprovação formal, ou a indicação dos pontos a serem ajustados no modelo. Em um processo de validação em que não se encontra os pontos falhos do sistema, percebe-se que a validação não foi executada de forma correta e deve ser refeita. Conclusão Para que uma organização cresça no mercado empresarial e saiba lidar com novas tecnologias, ela deve se preocupar, especialmente, com o modo de organizar suas informações. Um meio eficaz de gerenciamento de informações, somente é realizada através de um Banco de Dados. Além de interligar todo o trabalho da organização, reduz custos, elimina duplicação de tarefas, permite uma previsão de crescimento da empresa e ajuda na elaboração de estratégias.

19 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, O conhecimento técnico é importante, mas não é o suficiente. Os mais bem sucedidos profissionais sabem como aplicar a tecnologia nos seus negócios. No entanto, o mais importante é saber aplicar eficientemente uma tecnologia que venha suprir os anseios dos gestores e da organização e transmita segurança, qualidade e competitividade. É muito tentador pegar uma tecnologia excitante e tentar achar uma aplicação para ela. Muito mais eficaz é começar pelos objetivos do negócio e trabalhar em direção á meta da empresa. Primeiro devemos indagar o que nós queremos fazer, em seguida, devemos pensar como nós podemos fazê-lo e, finalmente, questionarmos como a tecnologia deve nos ajudar. O Sistema de Informações Gerenciais abre um enorme espaço para esse questionamento. Caberá, pois, aos analistas e usuários a preocupação e a atitude de estarem constantemente se reciclando no sentido de estabelecer uma padrão razoável de eficiência e eficácia, tanto a nível de projeto quanto a nível do próprio sistema de informações. Models for System of Information: Conceptual, Logical and Physical Abstract: I model, for concept, it is the abstract and simplified representation of a real system, with which she can explain his/her behavior in his/her whole or in their parts. With the fast and demanded diversification of the organizational technology that it makes possible the company to adapt to the demands and peculiarities of the consuming market, it has been taking the direction of the organization to not to see the world that you/they model to his/her front. A lot of times harnessed to the excessive concern with normalization, redundancy, access keys and other technological demands, they are unable to abstract the concepts of the world that are observing and modeling. Maybe the most efficient and effective way to revert that situation is to reestablish the due importance of the conceptual modelling, making her to turn the starting point for the process of logical modelling of data. Though the work being, also, applicable the modelling of information has as proposal assists to two segments, one that he/she walks for a model to be used for the conversation level, understanding, transmission, validation of concepts and mapeamento of the atmosphere, and, other that in that the objects, their characteristics and relationships have the representation in agreement with the implementation rules and limitantes imposed by some technology type. Keywords: Systems, System of Information, Model for System of Information.

20 Rev. Cirnt. Fac. Lour. Filho v.5, n.1, Referências CORNACHIONE JR., Edgard Bruno. "Das bases de sustentação da contabilidade e da informática". São Paulo: FEA/USP, dissertação de mestrado, "Informática - para as áreas de contabilidade, administração e economia", 2ª edição. São Paulo: Ed. Atlas, COUGO, Paulo. "Modelagem conceitual e projeto de bancos de dados". Rio de Janeiro: Campus, GUENGERICH, Steven L. & SCHUSSEL, George. "Rightsizing Information Systems". Indianopolis, IN: Sams Publishing/USA, LAUDON, Keneth C. & LAUDON, Jane P. "Management information systems: new approaches to organization & technology". 5th ed. USA: Prentice Hall Inc., MAGUIRE, Stephen A. "Debugging the development process: practical strategies for staying focused, hitting ship dates and building solid teams". USA: Microsoft Press, PARISI, Claudio. "Uma Contribuição ao Estudo de Modelos de Identificação e Acumulação de Resultado". São Paulo: FEA/USP, dissertação de mestrado, TURBAN, Efraim & ARONSON, Jay E. "Decision support systems and intelligent systems". 5th. ed. USA: Prentice Hall, 1998.

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