Qualidade do ar. PhD Armindo Monjane - Dep. Quimica UP

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1 Qualidade do ar Inventário das fontes de poluição Condições climáticas e geomorfológicas Monitoração da qualidade do ar Padrões de qualidade do ar Métodos de amostragem e analíticos Fontes móveis de emissão Fontes fixas de emissão 1

2 Inventário das fontes de poluição O inventário procura identificar as principais fontes de poluição, fixas (chaminés) e móveis (frota automotiva), além de computar os tipos e quantidades de poluentes emitidos pelas mesmas. Exemplo: Frota automotiva Frota actual: Idade média da frota: 2

3 Poluição do Ar 3

4 O que é a qualidade do ar? A qualidade do ar é o termo que se usa, normalmente, para traduzir o grau de poluição no ar que respiramos. A poluição do ar é provocada por uma mistura de substâncias químicas, lançadas no ar ou resultantes de reacções químicas, que alteram o que seria a constituição natural da atmosfera. Estas substâncias poluentes podem ter maior ou menor impacto na qualidade do ar, consoante a sua composição química, concentração na massa de ar em causa e condições meteorológicas. Assim, por exemplo, a existência de ventos fortes ou chuvas poderão dispersar os poluentes, ao passo que a presença de luz solar poderá acentuar os seus efeitos negativos. 4

5 Condições climáticas e geomorfológicas Um dos principais factores relacionados com a qualidade do ar está na dispersão dos poluentes devido à movimentação das massas de ar na bacia atmosférica em estudo. Medição de velocidade e direcção dos ventos são sempre de extrema importância para se avaliar esta dispersão. Localização geográfica e topografia do terreno também determinam a movimentação das massa de ar: Regiões costeiras Vales e montanhas Medidas de irradiação solar Inverno 5

6 Monitorando a qualidade do ar A qualidade do ar é medida pela quantidade de poluentes presentes no mesmo. É chamado poluente qualquer substância que possa tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às actividades normais da comunidade. Poluentes primários e secundários 6

7 Principais Classes de Poluentes Compostos de enxofre: SO 2, SO 3, H 2 S, mercaptanas Compostos orgânicos: HC, álcoois, cetonas, aldeídos, ácidos Halogenados: HCl e HF CO e CO 2 Compostos de nitrogênio: NO, NO 2, HNO 3, NH 3 Material particulado (sólido ou líquido) Ozono e outros oxidantes fotoquímicos (PAN e aldeídos) como poluentes secundários 7

8 FOTOSSÍNTESE e o material particulado CLOROFILA Fotossíntese 2 H 2 O O H e - CO H e - [CH 2 O] + H 2 O H 2 O + CO 2 O 2 + [CH 2 O] [CH 2 O], fórmula mínima da glicose, C 6 H 12 O 6 incorporada ao vegetal na forma de polímero (celulose e amido), é a base para a síntese das outras substâncias que compõem o organismo vivo. 8

9 O PROCESSO DE RESPIRAÇÃO O PROCESSO DE RESPIRAÇÃO 9

10 HEMOGLOBINA e CO 10

11 Padrões de qualidade do ar Os principais objetivos da monitoração da qualidade do ar: fornecer dados para activar acções de emergência quando da possibilidade do risco à saúde pública; avaliar a qualidade do ar à luz de limites estabelecidos (padrões); acompanhar as tendências e mudanças na qualidade do ar; Os Padrões Nacionais da Qualidade do Ar estão contidos nas Normas de Qualidade Ambiental Padrões primários trazem os níveis máximos toleráveis, constituindo-se em metas de curto e médio prazo; Padrões secundários são preventivos, podem ser usados para áreas não desenvolvidas, parques, reservas, etc. 11

12 12

13 QUALIDADE DO AR INTERIOR A qualidade de ar em ambientes condicionados é uma ciência que antes de tudo busca a qualidade de vida, uma vez que passamos 80 % de nosso tempo de vida em ambientes fechados, geralmente climatizados. 13

14 Fontes Poluentes Contaminantes Biológicos Contaminantes Físicos Contaminantes Químicos Variáveis do ar Condicionado Vírus Fibras Minerais Dióxido de carbono Temperatura Fungos Poeira de Sílica Monóxido de Carbono Humidade Bactérias Poeiras Genéricas Dióxido de Nitrogênio Ruído Protozoários Formaldeído Taxa de Renovação Artrópodes Algas Ozono Compostos Orgânicos Velocidade do Ar Produtos de limpeza Inseticidas Chumbo 14 Fonte: Revista da Brasindoor N o 9

15 Efeitos à Saúde Causados por Poluição de Ar Interior Infecções do trato respiratório superior (sinusite, faringite, laringite) Asma alérgica Bronquite Gripe Pneumonia Tosse Falta de Ar Dor de garganta Curto Tempo Dor de cabeça Enxaqueca Vertigens Náuseas Irritação dos olhos Conjuntivites Dermatites Congestão Dores articulares Astenia 15

16 Efeitos à Saúde Causados por Poluição de Ar Interior Infecções do trato respiratório superior (sinusite, faringite, laringite) Asma alérgica Bronquite Gripe Pneumonia Tosse Falta de Ar Dor de garganta Curto Tempo Dor de cabeça Enxaqueca Vertigens Náuseas Irritação dos olhos Conjuntivites Dermatites Congestão Dores articulares Astenia 16

17 Humidade Relativa do Ar 45-65% Faixa Ótima Abaixo de 40% Acima de 70% Irritação do trato respiratório Sinergismo ao crescimento microbiano 17

18 Temperaturas Ideais Estimadas Para Diferentes Tipos de Trabalho Trabalho Temperatura Trabalho de escritório C Trabalho industrial leve mas activo C Trabalho industrial mais pesado C 18

19 Emissões A altura a que as emissões ocorrem pode igualmente afectar a dispersão dos poluentes. Por exemplo, as emissões dos veículos automóveis terão, provavelmente, um maior impacto imediato no ambiente circundante e ao nível do solo do que as chaminés altas, as quais causam sobretudo problemas de poluição no solo a uma maior distância da sua fonte. As fontes emissoras dos poluentes atmosféricos são numerosas e variáveis, podendo ser antropogénicas ou naturais. 19

20 Emissões 20

21 Emissões As fontes antropogénicas são as que resultam das actividades humanas, como a actividade industrial ou o tráfego automóvel, enquanto as fontes naturais englobam fenómenos da Natureza tais como emissões provenientes de erupções vulcânicas ou fogos florestais de origem natural. O desenvolvimento industrial e urbano tem originado em todo o mundo um aumento crescente da emissão de poluentes atmosféricos. 21

22 Emissões O acréscimo das concentrações atmosféricas destas substâncias, a sua deposição no solo, nos vegetais e nos materiais é responsável por danos na saúde, redução da produção agrícola, danos nas florestas, degradação de construções e obras de arte e de uma forma geral origina desequilíbrios nos ecossistemas. 22

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