Notas da Aula 17 - Fundamentos de Sistemas Operacionais

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Notas da Aula 17 - Fundamentos de Sistemas Operacionais"

Transcrição

1 Notas da Aula 17 - Fundamentos de Sistemas Operacionais 1. Gerenciamento de Memória: Introdução O gerenciamento de memória é provavelmente a tarefa mais complexa de um sistema operacional multiprogramado. A capacidade de ter diversos processos carregados em memória principal é hoje uma necessidade na maior parte dos sistemas computacionais. No entanto, para que isso seja possível é preciso que o SO consiga dividir o uso da memória principal de forma justa e segura entre os vários processos. Em relação à segurança, este tema já foi abordado em aulas anteriores. O maior requisito neste caso é garantir que um processo não possa interferir nas informações armazenadas por outro (a menos que haja um prévio consentimento). Por esta razão, surgiu o conceito de Espaço de Endereçamento de um processo. O espaço de endereçamento, como já estudado, é um conjunto de posições de memória destinadas ao armazenamento das informações do processo. Cabe ao SO, portanto, alocar um espaço de endereçamento para cada processo e, de alguma forma, garantir a exclusividade de acesso de cada espaço de endereçamento ao seu processo dono. No Capítulo 2 foi estudada uma forma de realizar esta proteção aos espaços de endereçamento, baseada na utilização de dois registradores: o Registrador Base e o Registrador Limite. A ideia, bastante simples, é que, a cada acesso de um processo à memória principal, um circuito auxiliar com dois comparadores verificasse se o endereço requisitado é maior ou igual ao endereço base e menor que o endereço limite. Caso contrário, este circuito auxiliar deve gerar uma interrupção que fará com que o SO entre em execução para tomar alguma atitude em relação ao processo que cometeu o acesso indevido. Quando referenciado no Capítulo 2, este circuito auxiliar não foi detalhado. De fato, ele foi apresentado de uma bastante superficial. Tal circuito é parte de um componente de hardware maior conhecido como MMU (Memory Management Unit), responsável por implementar os mecanismos de hardware necessários ao gerenciamento de memória do Sistema Operacional. A MMU pode ser simples ou bastante complexa, dependendo das características do gerenciamento de memória desejado. Neste capítulo, este componente será estudado em detalhes. O gerenciamento de memória, no entanto, não se baseia exclusivamente na proteção do acesso dos processos aos espaços de endereçamento. Uma outra funcionalidade deste gerenciamento é a própria alocação de uma porção da memória física para armazenar o espaço de endereçamento de cada processo. Quando o processo é criado, o SO deve encontrar na memória principal espaço suficiente para armazenar todas as informações do novo processo. Como será visto a seguir, este não é um processo trivial. O gerenciamento de memória é ainda responsável pela manipulação de diferentes tipos de memória na máquina. Além da memória principal (memória RAM), existe a memória secundária

2 (representada, principalmente, pelos HDs) e a memória cache. Todas estas sofrem, em maior ou menor grau, influência do módulo de gerenciamento de memória do SO. Finalmente, a última atribuição do gerenciamento de memória do SO é definir a visão que os processos têm da memória principal. Em sistemas operacionais mais antigos, os processos tinham uma visão direta da memória principal. Quando um processo requisitava acesso a posição de memória 100, este acesso era mapeado diretamente para a centésima posição da memória física. Nos Sistemas Operacionais atuais, este mapeamento direto não é mais utilizado. Ao contrário, utiliza-se um esquema de endereçamento lógico. Quando um processo requisita acesso a posição de memória 100, este endereço lógico é traduzido para um endereço absoluto (endereço físico na memória principal). 2. Endereçamento Lógico vs. Endereçamento Físico No apêndice do livro há uma breve introdução ao processo de construção de um arquivo executável a partir do código fonte de um programa. A importância do estudo deste processo no contexto de sistemas operacionais está justamente na questão do acesso à memória principal. Na aula sobre este assunto, foram discutidos dois métodos de carregamento de um programa em memória: o carregamento absoluto e a relocação dinâmica. No carregamento absoluto, o programa define em tempo de compilação quais posições da memória principal serão utilizadas para armazenar variáveis e funções. Na relocação dinâmica, o carregador do SO é responsável por consertar os endereços de memória do programa (quando este é carregado na memória do computador), de acordo com a região na qual o SO coloca o espaço de endereçamento. Como foi discutido anteriormente, o carregamento absoluto tem uma série de desvantagens, como a necessidade da alocação de região de memória específica para o programa (que pode não estar disponível naquele momento) e a impossibilidade de execução de duas ou mais instâncias simultâneas do mesmo programa. Por outro lado, a relocação dinâmica é insere um grande overhead no carregamento de um programa para a memória da máquina, tendo consequências sérias do ponto de vista do desempenho. Embora ambas as soluções já tenham sido adotadas em vários sistemas computacionais, nenhuma delas, por si só, é realmente satisfatória. Por este motivo, os sistemas operacionais modernos passaram a adotar um esquema de endereçamento lógico, com o objetivo de solucionar de forma mais adequada este problema. A ideia do endereçamento lógico é simples: os processos acessam a memória principal como se seu espaço de endereçamento sempre estivesse localizado a partir da posição de memória 0. Na realidade, no entanto, o espaço de endereçamento de um processo pode estar em qualquer ponto da memória física. Para que isto funcione, é claro, é necessário um esquema de tradução ou mapeamento dos endereços lógicos em endereços físicos. A grande vantagem do endereçamento lógico é a possibilidade de adoção do método de carregamento absoluto sem os problemas inerentes a ele. Um programa não precisa mais ter seu espaço de

3 endereçamento carregado em uma região específica da memória porque, independentemente do local na qual ele é carregado, o processo o continua vendo como se este estivesse na posição 0. Um método simples de tradução de endereços lógicos para endereços físicos é a utilização dos próprios registradores base e limite. Quando um programa é carregado em memória, o SO escolhe uma região qualquer da memória principal (digamos, por exemplo, da posição 500 à posição 699). Neste caso, toda vez que este processo for colocado para execução no processador, o SO configura o registrador base para o endereço da primeira posição do espaço de endereçamento (no exemplo, posição 500), enquanto o registrador limite recebe o tamanho do espaço de endereçamento (no exemplo, 200). A cada tentativa de acesso à memória feita pelo processo, a MMU primeiramente compara o endereço lógico requisitado com o valor do registrador limite. Se este valor for maior ou igual, o processo está tentando realizar um acesso a uma posição de memória fora do seu espaço de endereçamento. Neste caso, a MMU gera uma interrupção. Caso contrário, a MMU soma o endereço lógico desejado com o valor do registrador base e passa o endereço físico resultante para o controlador da memória principal. Por exemplo, suponha que o processo deseje acessar o endereço (lógico) 123. Como 123 é menor que 200, este valor é somado com 500, resultando no endereço físico 623. Este método claramente garante que todo acesso de memória feito por um processo será necessariamente dentro de seu próprio espaço de endereçamento. Embora o método descrito atenda a dois requisitos desejáveis do gerenciamento de memória (tradução de endereços lógicos para endereços físicos e proteção no acesso ao espaço de endereçamento), ele está longe de ser a melhor solução possível. Um dos problemas que não é solucionado por este mecanismo é como dois ou mais processos podem compartilhar uma região de memória. Como citado no Capítulo 3, é comum que dois ou mais processos solicitem ao SO uma região de memória a ser compartilhada por eles para troca de informação. O método dos registradores base e limite não permite este tipo de compartilhamento, pois exige que a região de memória acessível por um processo seja contígua. Nas próximas aulas serão estudados outros mecanismos de gerenciamento de memória mais complexos que resolvem esta e outras limitações. 3. Métodos de Alocação Primitivos Além de realizar a tradução dos endereços lógicos para endereços físicos e de verificar se os endereços acessados pertencem, de fato, ao espaço de endereçamento dos processos, o gerenciamento de memória do SO tem a função de alocar o espaço de endereçamento em alguma posição da memória física. O processo de alocação consiste em escolher uma região da memória física que esteja disponível para receber o espaço de endereçamento de um processo atualmente em criação. Como será estudado, no entanto, este processo de alocação não é trivial. O método de alocação mais simples possível é o chamado Particionamento Fixo. Neste

4 método, o Sistema Operacional determina previamente uma divisão da memória principal em partições de tamanho fixo. O SO armazena ainda uma tabela indicando quais partições estão livres e quais estão ocupadas. Note que as partições podem ter tamanhos diferentes. A decisão de como dividir a memória principal é inteiramente dependente do SO. Os projetistas do sistema podem decidir, por exemplo, criar algumas partições maiores para comportar processos específicos com maior demanda de memória. Quando um programa deve ser carregado em memória, o SO varre a tabela de partições, procurando por uma que seja grande o suficiente para conter o espaço de endereçamento do novo processo. Caso não haja partições livres (ou pelo menos partições de tamanho suficiente para conter o espaço de endereçamento do novo processo), o SO deve postergar ou rejeitar a criação do processo. Eventualmente, mais de uma partição pode ser alocada a um processo, desde que todas sejam contíguas. O tamanho do espaço de endereçamento de um processo depende da quantidade de informação armazenada por este processo. Logo, é improvável que no particionamento prévio feito pelo SO sejam definidas partições com os exatos tamanhos dos espaços de endereçamento dos processos que serão executados no sistema. Desta forma, quase sempre que um processo tiver seu espaço de endereçamento alocado em uma partição da memória principal, haverá espaço sobrando nesta partição. Este espaço, no entanto, acabará desperdiçado, já que não é possível utilizá-lo para outro processo. A este problema, inerente ao método de particionamento fixo, dá-se o nome de Fragmentação Interna. Outro problema que ocorre com a utilização do particionamento fixo é a Fragmentação Externa. Neste caso, ao invés de posições de memória serem perdidas internamente às partições, o problema se dá com posições de memória externas às partições alocadas. Considere, por exemplo, um sistema com 100 bytes de memória, no qual o SO define 4 partições: duas partições de 20 bytes e mais duas de 30 bytes. Considere que estas partições sejam definidas exatamente nesta ordem: primeiro as duas de 20 bytes e em seguida as duas de 30 bytes. Suponha ainda que o SO já tenha alocado a primeira e a terceira partições (de 20 e 30 bytes, respectivamente). Se um novo processo a ser criado no sistema requer um espaço de endereçamento de 35 bytes o sistema não poderá alocá-lo já que as as partições restantes são de 20 e 30 bytes. Note que o tamanho total da memória livre é de 50 bytes, o que seria suficiente para comportar o novo processo. Entretanto, este espaço livre não é contíguo, não permitindo que o SO, por exemplo, alocasse ambas as partições livres ao novo processo. O não aproveitamento do espaço livre neste caso, se dá pela maneira fragmentada pela qual as alocações anteriores ocorreram. Note que a fragmentação externa pode ocorrer por dois motivos. Em primeiro lugar, ela pode ser consequência de uma política ruim de alocação de partições para processos. Por outro lado, mesmo que a política de alocação de partições seja bem feita, existe a possiblidade do surgimento de fragmentação externa quando processos terminam. Neste caso, buracos são abertos na memória quando o SO desaloca o espaço de endereçamento de um processo em término.

5 Não é possível corrigir o problema da fragmentação interna no particionamento fixo, já que seria necessário alterar dinamicamente os tamanhos das partições. Uma maneira de mitigar o problema é sempre alocando as menores partições disponíveis para os novos processos. Obviamente, a partição alocada precisa ser grande o suficiente para comportar o espaço de endereçamento do processo. O problema da fragmentação externa, no entanto, pode ser resolvido através da aplicação de um algoritmo de desfragmentação. O objetivo destes algoritmos é aglomerar as partições já alocadas em uma dada região da memória, fazendo com que as partições livres fiquem contíguas. A execução de tais algoritmos, entretanto, é muito custosa para o sistema, não só pelo algoritmo em si (decisão de onde colocar cada partição já alocada), mas principalmente pela necessidade de mover todo o espaço de endereçamento de um processo em execução para outra região da memória física. Na prática, portanto, é rara a aplicação deste tipo de solução. Um método mais flexível de alocação adotado pelos sistemas operacionais é o particionamento variável. Ao contrário do particionamento fixo, no qual o sistema pré-define as partições da memória principal, no caso do particionamento variável partições da memória principal são definidas dinamicamente de acordo com o tamanho dos espaços de endereçamento dos processos que se deseja criar. O SO mantém uma lista de blocos de memória principal disponíveis, inicialmente contendo um único nó (pois toda a memória principal está livre). Cada nó desta lista contém a informação da posição inicial do bloco e do seu tamanho. Quando o SO precisa alocar um novo espaço de endereçamento, ele percorre a lista procurando por um bloco que seja suficientemente grande para comportá-lo. Uma vez encontrado o bloco, o SO reserva uma parte dele (geralmente o início) para o novo espaço de endereçamento e atualiza a informação no nó da lista. Quando um processo é encerrado, seu espaço de endereçamento é desalocado através da inserção de um novo nó na lista de espaços livres representando o bloco de memória que não está mais em uso. Se o novo bloco inserido na lista for adjacente a um bloco já existente, estes serão concatenados em um único bloco. Este mecanismo garante que um processo receba uma partição do tamanho exato necessário, acabando com a possibilidade de fragmentação interna. Por outro lado, a fragmentação externa passa a ser um problema ainda maior que no particionamento fixo. Isso porque no caso do particionamento variável existe a tendência de pequenos blocos de memória ficarem ociosos, já que blocos grandes são divididos em novas alocações. Em sistemas operacionais que adotam este mecanismo de alocação, não é incomum a perda de mais de 30% do espaço disponível da memória. Por este motivo, os sistemas que adotam o particionamento variável dedicam especial atenção ao processo de escolha de um bloco livre para alocação de um novo espaço de endereçamento. Existem 4 algoritmos adotados comumente na literatura:

6 First-Fit: SO varre a lista de blocos livres e escolhe o primeiro bloco grande o suficiente para conter o novo espaço de endereçamento. Best-Fit: SO varre a lista de blocos livres inteira e escolhe o menor bloco que seja grande o suficiente para conter o novo espaço de endereçamento. Worst-Fit: SO varre a lista de blocos livres inteira e escolhe o maior bloco existente. Circular-Fit: igual ao First-Fit, mas varredura da lista sempre começa do ponto na qual a última havia parado. A vantagem do First-Fit é a simplicidade de implementação. Há pouco overhead no seu processamento. O Best-Fit minimiza inicialmente a fragmentação externa, já que processos são alocados no bloco que tem o tamanho mais próximo do necessário. Por outro lado, este algoritmo resulta em vários blocos pequenos demais para serem alocados por outros processos. A ideia do Worst-Fit é justamente o contrário: escolher o maior bloco livre para que o espaço que sobra da alocação ainda seja suficiente para alocar algum processo. O Circular- Fit, assim como o First-Fit, é bastante simples. A vantagem do Circular-Fit é que ele tende a espalhar os espaços alocados por toda a extensão da memória. Alguns sistemas adotam ainda uma pequena variação da alocação variável na qual é aplicado o conceito de Alinhamento. Ao invés de alocar exatamente o espaço necessário para o novo processo, neste caso é alocada uma quantidade de memória que seja múltipla de um tamanho específico de bloco definido pelo sistema. Por exemplo, suponha que o sistema use blocos de 32 bytes. Caso seja necessária a alocação de um espaço de endereçamento de 100 bytes, o sistema criará uma nova partição de 128 bytes. Neste caso, é possível haver fragmentação interna. Porém, como o tamanho de bloco é, em geral, pequeno, esta fragmentação tende a ser baixa. A utilização do alinhamento tem duas vantagens. Em primeiro lugar, alguns processadores exigem que certos tipos de dados estejam alinhados em memória. Por exemplo, um valor inteiro de dois bytes precisa ser guardado na memória começando em um endereço par (e.g., o valor pode ser armazenado nas posições 4 e 5, mas não em 5 e 6). Neste caso, se o sistema utiliza alinhamento com blocos de 2 bytes (ou qualquer valor par), é simples para os programadores atenderem a esta exigência do processador. Caso não houvesse alinhamento, seria possível que o endereço inicial do espaço de endereçamento de um processo fosse ímpar, fazendo com que, em termos de endereçamento lógico, o programa precisasse armazenar seus inteiros de dois bytes a partir de endereços ímpares. A outra vantagem do alinhamento é a redução no número de bits necessários para endereçar os blocos de memória livre armazenados na lista do SO. Por exemplo, utilizando blocos de 2 bytes, é necessário 1 bit a menos de endereço.

Arquitetura de Computadores. Sistemas Operacionais IV

Arquitetura de Computadores. Sistemas Operacionais IV Arquitetura de Computadores Sistemas Operacionais IV Introdução Multiprogramação implica em manter-se vários processos na memória. Memória necessita ser alocada de forma eficiente para permitir o máximo

Leia mais

AULA 13 - Gerência de Memória

AULA 13 - Gerência de Memória AULA 13 - Gerência de Memória omo sabemos, os computadores utilizam uma hierarquia de memória em sua organização, combinando memórias voláteis e não-voláteis, tais como: memória cache, memória principal

Leia mais

Nível 3 Sistema Operacional

Nível 3 Sistema Operacional Nível 3 Sistema Operacional Universidade Tuiuti do Paraná UTP Faculdade de Ciências Exatas - FACET Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Organização de Computadores Prof. André Luiz 1 Nível

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Aula 13 Gerência de Memória Prof.: Edilberto M. Silva http://www.edilms.eti.br Baseado no material disponibilizado por: SO - Prof. Edilberto Silva Prof. José Juan Espantoso Sumário

Leia mais

Sistemas Operativos I

Sistemas Operativos I Gestão da Memória Luis Lino Ferreira / Maria João Viamonte Fevereiro de 2006 Gestão da Memória Gestão de memória? Porquê? Atribuição de instruções e dados à memória Endereços lógicos e físicos Overlays

Leia mais

Disciplina: Sistemas Operacionais - CAFW-UFSM Professor: Roberto Franciscatto

Disciplina: Sistemas Operacionais - CAFW-UFSM Professor: Roberto Franciscatto Disciplina: Sistemas Operacionais - CAFW-UFSM Professor: Roberto Franciscatto Introdução Considerações: Recurso caro e escasso; Programas só executam se estiverem na memória principal; Quanto mais processos

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Gerenciamento de Memória Norton Trevisan Roman Marcelo Morandini Jó Ueyama Apostila baseada nos trabalhos de Kalinka Castelo Branco, Antônio Carlos Sementille, Paula Prata e nas transparências

Leia mais

Capítulo 8: Gerenciamento de Memória

Capítulo 8: Gerenciamento de Memória Capítulo 8: Gerenciamento de Memória Sobre a apresentação (About( the slides) Os slides e figuras dessa apresentação foram criados por Silberschatz, Galvin e Gagne em 2005. Esse apresentação foi modificada

Leia mais

Infraestrutura de Hardware. Memória Virtual

Infraestrutura de Hardware. Memória Virtual Infraestrutura de Hardware Memória Virtual Perguntas que Devem ser Respondidas ao Final do Curso Como um programa escrito em uma linguagem de alto nível é entendido e executado pelo HW? Qual é a interface

Leia mais

A memória é um recurso fundamental e de extrema importância para a operação de qualquer Sistema Computacional; A memória trata-se de uma grande

A memória é um recurso fundamental e de extrema importância para a operação de qualquer Sistema Computacional; A memória trata-se de uma grande A memória é um recurso fundamental e de extrema importância para a operação de qualquer Sistema Computacional; A memória trata-se de uma grande região de armazenamento formada por bytes ou palavras, cada

Leia mais

Gerenciamento Básico B de Memória Aula 07

Gerenciamento Básico B de Memória Aula 07 BC1518-Sistemas Operacionais Gerenciamento Básico B de Memória Aula 07 Prof. Marcelo Z. do Nascimento marcelo.nascimento@ufabc.edu.br Roteiro Introdução Espaço de Endereçamento Lógico vs. Físico Estratégias

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais SISTEMAS DE ARQUIVOS MACHADO/MAIA: CAPÍTULO 11 Prof. Pedro Luís Antonelli Anhanguera Educacional SISTEMAS DE ARQUIVOS - INTRODUÇÃO O armazenamento e a recuperação de informações é

Leia mais

Gerenciamento de memória

Gerenciamento de memória Na memória principal ficam todos os programas e os dados que serão executados pelo processador. Possui menor capacidade e custo maior. S.O buscam minimizar a ocupação da memória e otimizar sua utilização.

Leia mais

Gerenciamento de memória. Carlos Eduardo de Carvalho Dantas

Gerenciamento de memória. Carlos Eduardo de Carvalho Dantas Carlos Eduardo de Carvalho Dantas Motivos: 1 Manter a CPU ocupada o máximo de tempo para não existir gargalos na busca de dados na memória; 2 Gerenciar os espaços de endereçamento para que processos executem

Leia mais

Gestão de Memória. DCC/FCUP Fernando Silva Sistemas de Operação 1

Gestão de Memória. DCC/FCUP Fernando Silva Sistemas de Operação 1 Gestão de Memória Como organizar a memória de forma a saber-se qual o espaço livre para carregar novos processos e qual o espaço ocupado por processos já em memória? Como associar endereços de variáveis

Leia mais

ROTEIRO. Gerência de Memória. Gerência de Memória. Fundamentos. Sistemas Operacionais 2014 Gerência de Memória FUNDAMENTOS 03/09/2014

ROTEIRO. Gerência de Memória. Gerência de Memória. Fundamentos. Sistemas Operacionais 2014 Gerência de Memória FUNDAMENTOS 03/09/2014 Sistemas Operacionais 0 Gerência de Memória Alexandre Augusto Giron ROTEIRO Fundamentos Endereçamento Lógico x Físico Swapping Alocação de Memória Contígua Paginação Segmentação Memória Virtual Algoritmos

Leia mais

Gerenciamento de Memória

Gerenciamento de Memória Gerenciamento de Memória Prof. Dr. José Luís Zem Prof. Dr. Renato Kraide Soffner Prof. Ms. Rossano Pablo Pinto Faculdade de Tecnologia de Americana Centro Paula Souza Tópicos Introdução Alocação Contígua

Leia mais

Memória Virtual. Prof. Dr. José Luís Zem Prof. Dr. Renato Kraide Soffner Prof. Ms. Rossano Pablo Pinto

Memória Virtual. Prof. Dr. José Luís Zem Prof. Dr. Renato Kraide Soffner Prof. Ms. Rossano Pablo Pinto Memória Virtual Prof Dr José Luís Zem Prof Dr Renato Kraide Soffner Prof Ms Rossano Pablo Pinto Faculdade de Tecnologia de Americana Centro Paula Souza Tópicos Introdução Espaço de Endereçamento Virtual

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores

Organização e Arquitetura de Computadores Organização e Arquitetura de Computadores MemóriaVirtual Edson Moreno edson.moreno@pucrs.br http://www.inf.pucrs.br/~emoreno Gerência de memória convencional Divide um programa em unidades menores Partes

Leia mais

Simulação do Processo de Substituição de Páginas em Gerência de Memória Virtual

Simulação do Processo de Substituição de Páginas em Gerência de Memória Virtual Simulação do Processo de Substituição de Páginas em Gerência de Memória Virtual Fagner do Nascimento Fonseca a, Orientador(a): Flávia Maristela S. Nascimento b a Instituto Federal da Bahia b Instituto

Leia mais

Sistema de Arquivos. Ambientes Operacionais. Prof. Simão Sirineo Toscani stoscani@inf.pucrs.br www.inf.pucrs.br/~stoscani

Sistema de Arquivos. Ambientes Operacionais. Prof. Simão Sirineo Toscani stoscani@inf.pucrs.br www.inf.pucrs.br/~stoscani Sistema de Arquivos Ambientes Operacionais Prof. Simão Sirineo Toscani stoscani@inf.pucrs.br www.inf.pucrs.br/~stoscani Gerência de Arquivos É um dos serviços mais visíveis do SO. Arquivos são normalmente

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS. Sistemas de Arquivos Apostila 09

SISTEMAS OPERACIONAIS. Sistemas de Arquivos Apostila 09 SISTEMAS OPERACIONAIS Sistemas de Arquivos Apostila 09 1.0 INTRODUÇÃO Sistema de Arquivos: conceito de arquivo, métodos de acesso, estrutura de diretório, estrutura do sistema de arquivos, métodos de alocação

Leia mais

Dispositivos de Armazenamento. Prof. Flávio Humberto Cabral Nunes

Dispositivos de Armazenamento. Prof. Flávio Humberto Cabral Nunes Dispositivos de Armazenamento Prof. Flávio Humberto Cabral Nunes Conteúdo 1. Discos 2. Fitas magnéticas 3. CD-ROM Capítulo: 2 (APOSTILA). Dispositivos de Armazenamento Armazenamento permanente Custo menor

Leia mais

Exercícios Gerência de Memória

Exercícios Gerência de Memória Exercícios Gerência de Memória 1) Considerando o uso de particionamento Buddy em um sistema com 4 GB de memória principal, responda as seguintes perguntas: a) Esboce o gráfico que representa o uso da memória

Leia mais

Sistemas Processadores e Periféricos Aula 9 - Revisão

Sistemas Processadores e Periféricos Aula 9 - Revisão Sistemas Processadores e Periféricos Aula 9 - Revisão Prof. Frank Sill Torres DELT Escola de Engenharia UFMG Adaptado a partir dos Slides de Organização de Computadores 2006/02 do professor Leandro Galvão

Leia mais

Fundamentos de Sistemas Operacionais

Fundamentos de Sistemas Operacionais Fundamentos de Sistemas Operacionais Sistema de Arquivos - II Prof. Galvez Implementação de Arquivos Arquivos são implementados através da criação, para cada arquivo no sistema, de uma estrutura de dados

Leia mais

Funções de um SO. Gerência de processos Gerência de memória Gerência de Arquivos Gerência de I/O Sistema de Proteção

Funções de um SO. Gerência de processos Gerência de memória Gerência de Arquivos Gerência de I/O Sistema de Proteção Sistemas de Arquivos Funções de um SO Gerência de processos Gerência de memória Gerência de Arquivos Gerência de I/O Sistema de Proteção 2 Sistemas Operacionais Necessidade de Armazenamento Grandes quantidades

Leia mais

Gerenciamento de memória

Gerenciamento de memória Sistemas Operacionais Gerenciamento de memória Capítulos 7 Operating Systems: Internals and Design Principles W. Stallings O problema Em um ambiente multiprogramado, é necessário: subdividir a memória

Leia mais

ROM-BIOS Inicialização Sistemas de Arquivos Formatação

ROM-BIOS Inicialização Sistemas de Arquivos Formatação ROM-BIOS Inicialização Sistemas de Arquivos Formatação 1 ROM-BIOS ROM-BIOS Basic Input/Output System (Sistema Básico de Entrada/Saída). O termo é incorretamente conhecido como: Basic Integrated Operating

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Gerência de Memória Paginação e Segmentação Edson Moreno edson.moreno@pucrs.br http://www.inf.pucrs.br/~emoreno Slides baseados nas apresentações dos prof. Tiago Ferreto e Alexandra

Leia mais

Organização de Computadores 1

Organização de Computadores 1 Organização de Computadores 1 4 SUPORTE AO SISTEMA OPERACIONAL Prof. Luiz Gustavo A. Martins Sistema Operacional (S.O.) Programa responsável por: Gerenciar os recursos do computador. Controlar a execução

Leia mais

Memória - Gerenciamento. Sistemas Operacionais - Professor Machado

Memória - Gerenciamento. Sistemas Operacionais - Professor Machado Memória - Gerenciamento Sistemas Operacionais - Professor Machado 1 Partes físicas associadas à memória Memória RAM Memória ROM Cache MMU (Memory Management Unit) Processador Tabela de Páginas TLB 2 Conceitos

Leia mais

AULA 5 Sistemas Operacionais

AULA 5 Sistemas Operacionais AULA 5 Sistemas Operacionais Disciplina: Introdução à Informática Professora: Gustavo Leitão Email: gustavo.leitao@ifrn.edu.br Sistemas Operacionais Conteúdo: Partições Formatação Fragmentação Gerenciamento

Leia mais

Fundamentos de Sistemas Operacionais. Sistema de Arquivos. Prof. Edwar Saliba Júnior Março de 2007. Unidade 03-002 Sistemas de Arquivos

Fundamentos de Sistemas Operacionais. Sistema de Arquivos. Prof. Edwar Saliba Júnior Março de 2007. Unidade 03-002 Sistemas de Arquivos Sistema de Arquivos Prof. Edwar Saliba Júnior Março de 2007 1 Objetivos Facilitar o acesso dos usuários ao conteúdo dos arquivos; Prover uma forma uniforme de manipulação de arquivos, independente dos

Leia mais

Sistemas Operacionais Arquivos. Carlos Ferraz (cagf@cin.ufpe.br) Jorge Cavalcanti Fonsêca (jcbf@cin.ufpe.br)

Sistemas Operacionais Arquivos. Carlos Ferraz (cagf@cin.ufpe.br) Jorge Cavalcanti Fonsêca (jcbf@cin.ufpe.br) Sistemas Operacionais Arquivos Carlos Ferraz (cagf@cin.ufpe.br) Jorge Cavalcanti Fonsêca (jcbf@cin.ufpe.br) Copyright Carlos Ferraz Cin/UFPE Implementação do Sistema de Arquivos Sistemas de arquivos são

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Gerência de Arquivos Edson Moreno edson.moreno@pucrs.br http://www.inf.pucrs.br/~emoreno Sumário Conceituação de arquivos Implementação do sistemas de arquivo Introdução Sistema de

Leia mais

Prof.: Roberto Franciscatto. Capítulo 1.2 Aspectos Gerais

Prof.: Roberto Franciscatto. Capítulo 1.2 Aspectos Gerais Sistemas Operacionais Prof.: Roberto Franciscatto Capítulo 1.2 Aspectos Gerais Estrutura do Sistema Operacional Principais Funções do Sistema Operacional Tratamento de interrupções e exceções Criação e

Leia mais

Capítulo 4 Gerenciamento de Memória

Capítulo 4 Gerenciamento de Memória Capítulo 4 Gerenciamento de Memória 4.1 Gerenciamento básico de memória 4.2 Troca de processos 4.3 Memória virtual 4.4 Algoritmos de substituição de páginas 4.5 Modelagem de algoritmos de substituição

Leia mais

Exercícios Gerência de Memória

Exercícios Gerência de Memória Exercícios Gerência de Memória 1) Considerando o uso de particionamento Buddy em um sistema com 4 GB de memória principal, responda as seguintes perguntas: a) Esboce o gráfico que representa o uso da memória

Leia mais

Prof. Bruno Calegaro

Prof. Bruno Calegaro Prof. Bruno Calegaro Fazendo o uso de chamadas de sistema, o usuário pode realizar operações de manipulação nos arquivos ou diretórios As operações de entrada e saída básicas são: create open read write

Leia mais

Exercícios de revisão V2. FAT: 300 GB / 2KB = 150MB X 8 bytes (64 bits / 8) = 1.2GB

Exercícios de revisão V2. FAT: 300 GB / 2KB = 150MB X 8 bytes (64 bits / 8) = 1.2GB Exercícios de revisão V2 1 Uma empresa que possui partições FAT em seus servidores, estava impressionada com um processo em específico na memória, onde o mesmo ocupava um espaço grande. Este servidor dedicado

Leia mais

Introdução à Computação: Sistemas de Computação

Introdução à Computação: Sistemas de Computação Introdução à Computação: Sistemas de Computação Beatriz F. M. Souza (bfmartins@inf.ufes.br) http://inf.ufes.br/~bfmartins/ Computer Science Department Federal University of Espírito Santo (Ufes), Vitória,

Leia mais

Memória Cache. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

Memória Cache. Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Memória Cache Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Sumário Introdução; Projeto de Memórias Cache; Tamanho; Função de Mapeamento; Política de Escrita; Tamanho da Linha; Número de Memórias Cache; Bibliografia.

Leia mais

Notas da Aula 15 - Fundamentos de Sistemas Operacionais

Notas da Aula 15 - Fundamentos de Sistemas Operacionais Notas da Aula 15 - Fundamentos de Sistemas Operacionais 1. Software de Entrada e Saída: Visão Geral Uma das tarefas do Sistema Operacional é simplificar o acesso aos dispositivos de hardware pelos processos

Leia mais

CAPÍTULO 6 NÍVEL DE SISTEMA OPERACIONAL. Nível de Sistema Operacional. Nível de Máquina Convencional. Nível de Microprogramação

CAPÍTULO 6 NÍVEL DE SISTEMA OPERACIONAL. Nível de Sistema Operacional. Nível de Máquina Convencional. Nível de Microprogramação CAPÍTULO 6 NÍVEL DE SISTEMA OPERACIONAL 6.1 Introdução Nível que automatiza as funções do operador do sistema. Nível 3 Nível de Sistema Operacional Sistema Operacional Nível 2 Nível de Máquina Convencional

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS

SISTEMAS OPERACIONAIS SISTEMAS OPERACIONAIS Sistema de Arquivos Andreza Leite andreza.leite@univasf.edu.br Plano de Aula Arquivos Organização de arquivos Diretórios Métodos de acesso Métodos de alocação em disco Fragmentação

Leia mais

Sistemas Operacionais 2014 Introdução. Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com

Sistemas Operacionais 2014 Introdução. Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com Sistemas Operacionais 2014 Introdução Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com Roteiro Sistemas Operacionais Histórico Estrutura de SO Principais Funções do SO Interrupções Chamadas de Sistema

Leia mais

Sistema de arquivos. Dispositivos com tecnologias variadas. CD-ROM, DAT, HD, Floppy, ZIP SCSI, IDE, ATAPI,... sistemas de arquivos em rede

Sistema de arquivos. Dispositivos com tecnologias variadas. CD-ROM, DAT, HD, Floppy, ZIP SCSI, IDE, ATAPI,... sistemas de arquivos em rede Sistema de arquivos Dispositivos com tecnologias variadas CD-ROM, DAT, HD, Floppy, ZIP SCSI, IDE, ATAPI,... sistemas de arquivos em rede Interfaces de acesso uniforme visão homogênea dos dispositivos transparência

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES II

ARQUITETURA DE COMPUTADORES II ARQUITETURA DE COMPUTADORES II UNIDADE 2: GERÊNCIA DE MEMÓRIA Conteúdo: INTRODUÇÃO 2 Exemplo da Biblioteca 2 2 HIERARQUIA DE MEMÓRIA 4 3 GERÊNCIA DE MEMÓRIAS CACHE 6 3 Mapeamento de endereços em memória

Leia mais

Arquitetura de Sistemas Operacionais

Arquitetura de Sistemas Operacionais rquitetura de Sistemas Operacionais Francis Berenger Machado Luiz Paulo Maia Complementado por Sidney Lucena (Prof. UNIRIO) Capítulo 11 Sistema de rquivos 11/1 Organização de rquivos Um arquivo é constituído

Leia mais

Sistemas Operacionais Aula 14: Sistema de Arquivos. Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.realidadeaumentada.com.br

Sistemas Operacionais Aula 14: Sistema de Arquivos. Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.realidadeaumentada.com.br Sistemas Operacionais Aula 14: Sistema de Arquivos Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.realidadeaumentada.com.br Introdução O sistema de arquivos é a parte mais vísivel do sistema operacional Cria

Leia mais

Hardware (Nível 0) Organização. Interface de Máquina (IM) Interface Interna de Microprogramação (IIMP)

Hardware (Nível 0) Organização. Interface de Máquina (IM) Interface Interna de Microprogramação (IIMP) Hardware (Nível 0) Organização O AS/400 isola os usuários das características do hardware através de uma arquitetura de camadas. Vários modelos da família AS/400 de computadores de médio porte estão disponíveis,

Leia mais

Gerência de Memória. Paginação

Gerência de Memória. Paginação Gerência de Memória Paginação Endereçamento Virtual (1) O programa usa endereços virtuais É necessário HW para traduzir cada endereço virtual em endereço físico MMU: Memory Management Unit Normalmente

Leia mais

Arquitetura e Organização de Computadores

Arquitetura e Organização de Computadores UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DEPARTAMENTO DE DE CIÊNCIAS CIÊNCIAS EXATAS EXATAS E E NATURAIS NATURAIS CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO Arquitetura

Leia mais

Conceitos e Gerenciamento de Memória

Conceitos e Gerenciamento de Memória Conceitos e Gerenciamento de Memória Introdução à Ciência da Computação Professor Rodrigo Mafort O que é memória? Dispositivos que permitem armazenar dados temporariamente ou definitivamente. A unidade

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Professores autores Vicente Pires Lustosa Neto Roberta De Souza Coelho Aula 11 - Gerenciamento de memória Apresentação Na última aula, aprendemos mais sobre os processos e como gerenciá-los.

Leia mais

Notas da Aula 4 - Fundamentos de Sistemas Operacionais

Notas da Aula 4 - Fundamentos de Sistemas Operacionais Notas da Aula 4 - Fundamentos de Sistemas Operacionais 1. Threads Threads são linhas de execução dentro de um processo. Quando um processo é criado, ele tem uma única linha de execução, ou thread. Esta

Leia mais

Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert

Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição Capítulo 4 Memória cache Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert slide 1 Características Localização. Capacidade.

Leia mais

Gerência do Sistema de Arquivos. Adão de Melo Neto

Gerência do Sistema de Arquivos. Adão de Melo Neto Gerência do Sistema de Arquivos Adão de Melo Neto 1 Gerência do Sistema de Arquivos Organização dos arquivos Estrutura de diretório Gerência de espaço livre Gerência de alocação de espaços em disco Proteção

Leia mais

Capítulo 3 Gerenciamento de memória

Capítulo 3 Gerenciamento de memória Sistemas operacionais modernos Terceira edição ANDREW S. TANENBAUM Capítulo 3 Gerenciamento de memória Introdução Programas tendem a se expandir a fim de ocupar toda a memória disponível Programador deseja

Leia mais

Sistema de Arquivos FAT

Sistema de Arquivos FAT Sistemas Operacionais Sistema de Arquivos FAT Edeyson Andrade Gomes www.edeyson.com.br FAT A FAT é o sistema de arquivos usado pelo MS-DOS e outros sistemas operacionais baseados em Windows para organizar

Leia mais

Aula 26: Arquiteturas RISC vs. CISC

Aula 26: Arquiteturas RISC vs. CISC Aula 26: Arquiteturas RISC vs CISC Diego Passos Universidade Federal Fluminense Fundamentos de Arquiteturas de Computadores Diego Passos (UFF) Arquiteturas RISC vs CISC FAC 1 / 33 Revisão Diego Passos

Leia mais

Programação de Sistemas

Programação de Sistemas Programação de Sistemas Introdução à gestão de memória Programação de Sistemas Gestão de memória : 1/16 Introdução (1) A memória central de um computador é escassa. [1981] IBM PC lançado com 64KB na motherboard,

Leia mais

BC1518-Sistemas Operacionais Memória Virtual (aula 9)

BC1518-Sistemas Operacionais Memória Virtual (aula 9) BC1518-Sistemas Operacionais Memória Virtual (aula 9) Prof. Marcelo Z. do Nascimento marcelo.nascimento@ufabc.edu.br Roteiro Memória Virtual Paginação sob demanda Cópia na escrita Algoritmos de Substituição

Leia mais

1- Questão. a) 12 M b) 22 M c) 18 M d) 14 M e) 36 M. Resposta: e

1- Questão. a) 12 M b) 22 M c) 18 M d) 14 M e) 36 M. Resposta: e 1- Questão A figura acima representa um esquema de memória, onde as regiões em cinza correspondem a blocos alocados e as regiões em branco, a áreas livres. O último bloco alocado é mostrado na figura.

Leia mais

SW DE E/S INDEPENDENTE DE DISPOSITIVO

SW DE E/S INDEPENDENTE DE DISPOSITIVO SOFTWARE AO NÍVEL DO USUÁRIO SOFTWARE INDEPENDENTE DE DISPOSITIVOS ACIONADORES DE DISPOSITIVOS (DRIVERS) TRATAMENTO DE INTERRUPÇÕES HARDWARE FUNÇÕES: INTERFACE UNIFORME PARA OS DRIVERS USO DE BUFFERS INFORMAÇÃO

Leia mais

Sistemas Operacionais. Roteiro. Introdução. Marcos Laureano

Sistemas Operacionais. Roteiro. Introdução. Marcos Laureano Sistemas Operacionais Marcos Laureano 1/68 Roteiro Arquivos Organização de arquivos Diretórios Métodos de acesso Métodos de alocação em disco Fragmentação Tamanho de bloco Proteção de acesso 2/68 Introdução

Leia mais

FACULDADE ZACARIAS DE GÓES JUSSARA REIS DA SILVA SISTEMA DE ARQUIVOS

FACULDADE ZACARIAS DE GÓES JUSSARA REIS DA SILVA SISTEMA DE ARQUIVOS FACULDADE ZACARIAS DE GÓES JUSSARA REIS DA SILVA SISTEMA DE ARQUIVOS Valença 2010 JUSSARA REIS DA SILVA SISTEMAS DE ARQUIVOS Trabalho apresentado como requisito parcial para AVII da disciplina Sistemas

Leia mais

Sistemas Operacionais Aula 03: Estruturas dos SOs. Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.ezequielzorzal.com

Sistemas Operacionais Aula 03: Estruturas dos SOs. Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.ezequielzorzal.com Sistemas Operacionais Aula 03: Estruturas dos SOs Ezequiel R. Zorzal ezorzal@unifesp.br www.ezequielzorzal.com OBJETIVOS Descrever os serviços que um sistema operacional oferece aos usuários e outros sistemas

Leia mais

3/9/2010. Ligação da UCP com o barramento do. sistema. As funções básicas dos registradores nos permitem classificá-los em duas categorias:

3/9/2010. Ligação da UCP com o barramento do. sistema. As funções básicas dos registradores nos permitem classificá-los em duas categorias: Arquitetura de Computadores Estrutura e Funcionamento da CPU Prof. Marcos Quinet Universidade Federal Fluminense P.U.R.O. Revisão dos conceitos básicos O processador é o componente vital do sistema de

Leia mais

Aula 3. Sistemas Operacionais. Prof: Carlos Eduardo de Carvalho Dantas (carloseduardoxpto@gmail.com) http://carloseduardoxp.wordpress.

Aula 3. Sistemas Operacionais. Prof: Carlos Eduardo de Carvalho Dantas (carloseduardoxpto@gmail.com) http://carloseduardoxp.wordpress. Sistemas Operacionais Aula 3 Prof: Carlos Eduardo de Carvalho Dantas (carloseduardoxpto@gmail.com) http://carloseduardoxp.wordpress.com Nunca cone em um computador que você não pode jogar pela janela.

Leia mais

Arquitetura de Sistemas Operacionais

Arquitetura de Sistemas Operacionais Arquitetura de Sistemas Operacionais 3 a Edição Versão: 3. (Jan/) Francis Berenger Machado Luiz Paulo Maia Soluções dos Exercícios LTC Soluções de Exercícios Versão 3. (Jan/4) Capítulo Visão Geral. Sem

Leia mais

Sistema Operacional. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

Sistema Operacional. Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Sistema Operacional Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Sumário Introdução; Tipos de Sistemas Operacionais; Escalonamento; Gerenciamento de Memória; Bibliografia. Prof. Leonardo Barreto Campos 2/25 Introdução

Leia mais

Sistemas Operativos. Gestão de memória. Rui Maranhão (rma@fe.up.pt)

Sistemas Operativos. Gestão de memória. Rui Maranhão (rma@fe.up.pt) Sistemas Operativos Gestão de memória Rui Maranhão (rma@fe.up.pt) Gestão de memória idealmente a memória seria grande rápida não volátil contudo, na realidade existem limitações físicas! Portanto... hierarquia

Leia mais

Memória. Espaço de endereçamento de um programa Endereços reais e virtuais Recolocação dinâmica Segmentação

Memória. Espaço de endereçamento de um programa Endereços reais e virtuais Recolocação dinâmica Segmentação Memória Espaço de endereçamento de um programa Endereços reais e virtuais Recolocação dinâmica Segmentação Espaço de endereçamento de um programa Para ser executado, um programa tem de ser trazido para

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866 6.7 Operações com as Memórias: Já sabemos, conforme anteriormente citado, que é possível realizar duas operações em uma memória: Escrita (write) armazenar informações na memória; Leitura (read) recuperar

Leia mais

Sistemas de Informação. Sistemas Operacionais 4º Período

Sistemas de Informação. Sistemas Operacionais 4º Período Sistemas de Informação Sistemas Operacionais 4º Período SISTEMA DE ARQUIVOS SUMÁRIO 7. SISTEMA DE ARQUIVOS: 7.1 Introdução; 7.2 s; 7.3 Diretórios; 7.4 Gerência de Espaço Livre em Disco; 7.5 Gerência de

Leia mais

O texto desta seção foi publicado em http://msdn.microsoft.com/ptbr/library/ms177433.aspx. o http://msdn.microsoft.com/pt-br/library/ms178104.

O texto desta seção foi publicado em http://msdn.microsoft.com/ptbr/library/ms177433.aspx. o http://msdn.microsoft.com/pt-br/library/ms178104. AULA 12 - Deadlocks Em alguns casos pode ocorrer a seguinte situação: um processo solicita um determinado recurso e este não está disponível no momento. Quando isso ocontece o processo entra para o estado

Leia mais

Fundamentos de Sistemas Operacionais

Fundamentos de Sistemas Operacionais Fundamentos de Sistemas Operacionais Professor: João Fábio de Oliveira jfabio@amprnet.org.br (41) 9911-3030 Objetivo: Apresentar o que são os Sistemas Operacionais, seu funcionamento, o que eles fazem,

Leia mais

6 Sistema de Gerenciamento de Memória

6 Sistema de Gerenciamento de Memória 6 Sistema de Gerenciamento de Memória Os sistemas de gerenciamento de memória baseiam-se no princípio de que a quantidade de dados necessária para realizar uma operação pode ser completamente armazenada

Leia mais

CAPÍTULO 7 NÍVEL DE LINGUAGEM DE MONTAGEM

CAPÍTULO 7 NÍVEL DE LINGUAGEM DE MONTAGEM CAPÍTULO 7 NÍVEL DE LINGUAGEM DE MONTAGEM 71 Introdução Difere dos níveis inferiores por ser implementado por tradução A tradução é usada quando um processador está disponível para uma mensagem fonte mas

Leia mais

LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS. PROFª. M.Sc. JULIANA HOFFMANN QUINONEZ BENACCHIO

LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS. PROFª. M.Sc. JULIANA HOFFMANN QUINONEZ BENACCHIO LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS PROFª. M.Sc. JULIANA HOFFMANN QUINONEZ BENACCHIO Gerenciamento de Memória no Linux O Linux é um sistema operacional com memória virtual paginada, isto quer dizer que

Leia mais

Arquitetura de Computadores. Introdução aos Sistemas Operacionais

Arquitetura de Computadores. Introdução aos Sistemas Operacionais Arquitetura de Computadores Introdução aos Sistemas Operacionais O que é um Sistema Operacional? Programa que atua como um intermediário entre um usuário do computador ou um programa e o hardware. Os 4

Leia mais

1 http://www.google.com

1 http://www.google.com 1 Introdução A computação em grade se caracteriza pelo uso de recursos computacionais distribuídos em várias redes. Os diversos nós contribuem com capacidade de processamento, armazenamento de dados ou

Leia mais

Arquiteturas RISC. (Reduced Instructions Set Computers)

Arquiteturas RISC. (Reduced Instructions Set Computers) Arquiteturas RISC (Reduced Instructions Set Computers) 1 INOVAÇÕES DESDE O SURGIMENTO DO COMPU- TADOR DE PROGRAMA ARMAZENADO (1950)! O conceito de família: desacoplamento da arquitetura de uma máquina

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais 7 Sistemas Operacionais 7.1 Fundamentos da ciência da computação Cengage Learning Objetivos 7.2 Compreender o papel do sistema operacional. Compreender o processo de inicialização para carregar o sistema

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores

Organização e Arquitetura de Computadores Organização e Arquitetura de Computadores Entrada e saída Alexandre Amory Edson Moreno Nas Aulas Anteriores Foco na Arquitetura e Organização internas da Cleo Modelo Von Neuman Circuito combinacional Circuito

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Sistemas de Entrada/Saída Princípios de Hardware Sistema de Entrada/Saída Visão Geral Princípios de Hardware Dispositivos de E/S Estrutura Típica do Barramento de um PC Interrupções

Leia mais

Redes de Computadores. Camada de Rede Endereçamento

Redes de Computadores. Camada de Rede Endereçamento Redes de Computadores Camada de Rede Endereçamento Motivação Desperdício de endereços Qualquer endereço de rede somente pode ser alocada a uma única rede física Esquema de endereçamento original mostrou-se

Leia mais

Um sistema é constituído de um conjunto de processos que executam seus respectivos códigos do sistema operacional e processos e códigos de usuários.

Um sistema é constituído de um conjunto de processos que executam seus respectivos códigos do sistema operacional e processos e códigos de usuários. Os sistemas computacionais atuais permitem que diversos programas sejam carregados na memória e executados simultaneamente. Essa evolução tornou necessário um controle maior na divisão de tarefas entre

Leia mais

Cap. 10 Gerência de Memória Virtual 1

Cap. 10 Gerência de Memória Virtual 1 Arquitetura de Sistemas Operacionais Francis Berenger Machado Luiz Paulo Maia Capítulo 10 Gerência de Memória Virtual Cap 10 Gerência de Memória Virtual 1 Introdução Espaço de Endereçamento Virtual Mapeamento

Leia mais

Desenvolvimento de um Simulador de Gerenciamento de Memória

Desenvolvimento de um Simulador de Gerenciamento de Memória Desenvolvimento de um Simulador de Gerenciamento de Memória Ricardo Mendes do Nascimento. Ciência da Computação Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Santo Ângelo RS Brasil

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER CST EM ANALISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER CST EM ANALISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER CST EM ANALISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS MATERIAL DE APOIO SISTEMAS OPERACIONAIS CURITIBA 2015 SUMÁRIO 1 CONCEITOS... 3 1.1 PROCESSAMENTO DE DADOS... 3 1.2

Leia mais

Manutenção de Arquivos

Manutenção de Arquivos Manutenção de Arquivos Manutenção de Arquivos Algoritmos e Estruturas de Dados II Prof. Ricardo J. G. B. Campello Projetista deve considerar modificações no arquivo Adição, atualização e eliminação de

Leia mais

Sistemas Operacionais Arquivos

Sistemas Operacionais Arquivos Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul UEMS Curso de Licenciatura em Computação Sistemas Operacionais Arquivos Prof. José Gonçalves Dias Neto profneto_ti@hotmail.com Introdução Os arquivos são gerenciados

Leia mais

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Sistemas Operacionais Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Introdução Um sistema operacional é um programa que atua como intermediário entre o usuário e o hardware de um computador. O propósito

Leia mais

Notas da Aula 16 - Fundamentos de Sistemas Operacionais

Notas da Aula 16 - Fundamentos de Sistemas Operacionais Notas da Aula 16 - Fundamentos de Sistemas Operacionais 1. Disco Rígido: Visão Geral Há inúmeros dispositivos de E/S em um sistema computacional moderno. Por esta razão, é inviável do ponto de vista de

Leia mais

Pós-Graduação, Maio de 2006 Introdução aos Sistemas Operacionais. Prof. Dr. Ruy de Oliveira CEFET-MT

Pós-Graduação, Maio de 2006 Introdução aos Sistemas Operacionais. Prof. Dr. Ruy de Oliveira CEFET-MT Pós-Graduação, Maio de 2006 Introdução aos Sistemas Operacionais Prof. Dr. Ruy de Oliveira CEFET-MT O que é um Sistema Operacional? Um software que abstrai as complexidades do hardware de um usuário/programador

Leia mais

Prof. Marcos Ribeiro Quinet de Andrade Universidade Federal Fluminense - UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO

Prof. Marcos Ribeiro Quinet de Andrade Universidade Federal Fluminense - UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO Conceitos básicos e serviços do Sistema Operacional Prof. Marcos Ribeiro Quinet de Andrade Universidade Federal Fluminense - UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO Tipos de serviço do S.O. O S.O.

Leia mais