GESTÃO 2007/2009. Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT. Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT

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2 GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral da Justiça

3 COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário CGJ

4 EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Ducineia dos Santos Morimã Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Marly Maria da Silva Garcia Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato

5 COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato

6 SUMÁRIO 01 - PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS APREENSÃO DE TÍTULO (Arts. 885/887) APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS ATENTADO BUSCA E APREENSÃO BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art. 77/80) CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art. 115/122) CONSIGNAÇÃO (art. 893) CONSIGNAÇÃO (art.895 e 898) DEMARCAÇÃO (Art. 950/966) DEPÓSITO (Art. 901/906) DESPEJO DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO DIVISÃO (Arts 967/981) EMBARGOS DE TERCEIRO (art /1.054) EMBARGOS DO DEVEDOR EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts. 307/311) EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA EXIBIÇÃO INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL FALÊNCIA FALÊNCIA CONCORDATA PREVENTIVA HABILITAÇÃO INCIDENTE ( arts. 1055/1062 do CPC) HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL INSPEÇÃO JUDICIAL (arts. 440/443) LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARTIGOS LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA NOMEAÇÃO À AUTORIA ( Arts 62/69 do CPC) NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA (Arts. 934/940) OPOSIÇÃO (Arts. 56/61 DO CPC) PEDIDO DE ASSISTÊNCIA (arts. 50/55 do CPC) PRESTAÇÃO DE CONTAS (Art. 914, I) PRESTAÇÃO DE CONTAS PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS PROTESTOS, NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES RESTAURAÇÃO DE AUTOS ( arts /1.069 do CPC) USUCAPIÃO (Art. 941/945) VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL JUSTIFICAÇÃO (art. 861 do CPC) AÇÃO MONITÓRIA (Art.1.102a/1.102c do CPC) POSSESSÓRIAS (Arts. 920/933)

7 55 - RESCISÓRIA (Arts. 485/495) REVISIONAL DE ALUGUEL CAUÇÃO DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO AUTOR (Arts. 70/76) DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO RÉU (arts. 70/76) INCIDENTE DE CITAÇÃO DO RÉU DEMENTE OU IMPOSSIBILITADO DE RECEBÊ-LA EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO INCIDENTE DE FALSIDADE (ART. 390 DO CPC INCIDENTE DE IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO PEDIDO DE DECLARAÇÃO INCIDENTE ou PROCEDIMENTO ORDINÁRIO (Arts. 282/475 do CPC) PROCEDIMENTO SUMÁRIO PROCEDIMENTO DOS RECURSOS EMBARGOS APELAÇÃO (arts. 513/521 do CPC)

8 01 - PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM (art.802/803 do CPC) Petição inicial Justificativa ou prova documental (art. 804) Caução (art. 804) Deferimento liminar Sem medida liminar Mandado executivo da medida Citação (art. 802) 5 dias Contestação art. 803, parágrafo único Audiência, se há prova oral (art. 803, parág. único) Não há audiência, se não há prova oral Revelia Sentença Declaração de subsistência da medida liminar Revogação da medida liminar Expedição de mandado executivo, quando não houver liminar 7

9 Procedimento Cautelar Comum - Só em casos excepcionais, expressamente autorizados por lei, determinará o juiz medidas cautelares sem audiência do requerido ( art. 797 do CPC). Na concessão liminar ou mediante justificação prévia (sem citação do requerido), poderá o juiz determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa a sofrer (art. 804 do CPC). É o que se denomina contracautela. A medida cautelar poderá ser substituída, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pela prestação de caução ou outra garantia, menos gravosa para o requerido, sempre que adequada e suficiente para evitar a lesão ou repará-la (art. 805 do CPC). Obtida liminarmente a medida, o requerente promoverá, em cinco dias, a citação do requerido, sob pena de responder por perdas e danos (art. 811, II do CPC). O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias, contados da data da efetivação da medida cautelar preparatória, sob pena de cessar a eficácia desta (art. 806 e 808, I do CPC). Pode ser revogada ou modificada, a qualquer tempo (art. 807 do CPC). Cessadas por qualquer motivo é defeso repeti-las, salvo por novo fundamento (art. 808, parágrafo único, do CPC). Far-se-á justificação prévia, em segredo de justiça e de plano, quando ao juiz parecer indispensável (art. 815, 823 e 841 do CPC). dabliopeandrade 8

10 02 - MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS (ARRESTO e SEQÜESTRO (arts. 813 a 820 e 823 do CPC) Petição inicial Prova literal da dívida líquida e certa (art. 814, I) Prova documental dos motivos (art. 814, I) Justificação dos motivos (art. 814, II) Caução (art.816) Deferimento de liminar Mandado executivo Procedimento sem liminar Citação Contestação Suspensão (art. 819) Audiência: Prova oral Sem audiência Depósito ou pagamento da dívida (art. 819, I) Substituição por caução (art. 819, II) Extinção do processo Contestação Revelia Instrução Sentença Declaração de subsistência da medida liminar Revogação da liminar Mandado executivo, quando não houver liminar 9

11 Cautelar de Arresto e Seqüestro - A cautelar de seqüestro tem por finalidade a constrição de determinados bens sobre os quais recai o pretenso direito do requerente, de modo a evitar riscos de dano ou rixa. Assim, cabe o seqüestro quando o requerente, na ação principal, pretende que seja reconhecido um direito sobre os bens constritos, ou quando haja uma extrapolação na litigiosidade da demanda (rixa), que seja necessário preservar o direito da parte por meio da apreensão do bem. A ação cautelar de arresto tem por finalidade a constrição de bens do requerido, de modo a garantir a eficácia ou utilidade do provimento final da ação principal, cujo objeto envolve pagamento de uma quantia em dinheiro. No procedimento da cautelar de arresto, em primeiro lugar, aplicam-se as regras específicas previstas no Código de Processo Civil (CPC), nos artigos 813 e seguintes. Em segundo lugar, são paliçadas as regras das cautelares inominadas, subsidiariamente. E, por último, as regras da penhora. O arresto é a apreensão cautelar de bens, com a finalidade de garantir uma futura execução por quantia. Daí, quanto ao procedimento e extensão serem aplicáveis as disposições relativas à penhora, que é a medida executiva de apreensão de bens. São arrestáveis os bens penhoráveis. Serão arrestados tantos bens quantos bastem para garantia da futura execução; pode haver ampliação ou redução do arresto; dele é lavrado um auto, nomeando-se depositário para a guarda dos bens. - Para concessão do arresto é essencial (art. 814 do CPC): I prova literal da dívida líquida e certa; II prova documental ou justificação de situações previstas no art. 813 do CPC. Equipara-se à prova literal de dívida líquida e certa, para efeito de concessão de arresto, a sentença líquida ou ilíquida, pendente de recurso, condenando o devedor ao pagamento de dinheiro, ou de prestação que em dinheiro possa converter-se (art. 814, parágrafo único do CPC). 10

12 Julgada procedente a ação principal, o arresto se resolve em penhora (art. 818 do CPC). Aplicam-se ao arresto as disposições referentes à penhora (art. 821 do CPC). O seqüestro é a apreensão da coisa objeto do litígio, a fim de garantir sua total entrega ao vencedor. Quanto à materialidade e também quanto ao procedimento, o arresto é idêntico ao seqüestro. A diferença está em que, no arresto, os bens apreendidos são os penhoráveis, que vão ser convertidos em dinheiro, para pagamento do credor; ao passo que, no seqüestro, a apreensão é da coisa litigiosa, para garantir sua total entrega ao vencedor. No seqüestro, ao juiz incumbe a nomeação de depositário (art. 824 do CPC); os bens seqüestrados só serão entregues ao depositário depois que este assumir o respectivo compromisso (art. 821 do CPC). O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias, contados da data da efetivação da medida cautelar preparatória, sob pena de cessar a eficácia desta (arts. 806 e 808, I do CPC), e de responder o requerente pelos prejuízos causados ao requerido (art.811, III do CPC). O seqüestro é revogável e modificável como o arresto, seguindo o mesmo procedimento e as mesmas condições previstas por este. dabliopeandrade 11

13 03 - APREENSÃO DE TÍTULO (Arts. 885/887) Petição inicial art.885, CPC Citação Justificação ou documento provando a entrega do título Sem prova da entrega do título Juiz ordena a prisão Juiz ordena a apreensão Mandado de prisão Mandado de busca e apreensão Devedor restitui Devedor paga valor do título e despesas Devedor exibe o valor e deposita Cessa a prisão 12

14 Apreensão de Título - O pedido do credor nesta ação deve ser embasado na apreensão de títulos não restituídos ou sonegados pelo emitente, sacado ou aceitante. Embora fale o artigo 885, parágrafo único, em processamento de plano, não deve, de qualquer maneira, haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor, ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta. Mesmo quando decretada e cumprida a ordem, a prisão deverá cessar (art. 866): I- se o devedor restituir o título, ou pagar o seu valor e as despesas feitas, ou o exibir para ser levado a depósito; II- quando o requerente desistir do pedido; III- não sendo iniciada ação penal dentro do prazo da lei; IV- não sendo a ação penal julgada dentro de 90 dias da data da execução do mandado de prisão. O pagamento da dívida extingue a relação obrigacional entre as partes e faz desaparecer a questão em torno do título retido, que passa a ser documento do sacado. O mesmo efeito do pagamento direto ao credor tem o depósito da importância devida e acessórios, feito em juízo, à disposição do credor. Na ação do artigo 885, só se pode discutir a existência ou não da retenção do título ou da legalidade do ato do devedor, sem penetrar no mérito da exigibilidade da dívida. O levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do trânsito em julgado da sentença (art.887 do CPC). Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885, o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença proferida neste procedimento. Mas, se houve contestação ao mérito da dívida, nas vias contenciosas comuns, a solução aqui ficará condicionado ao levantamento da ação principal. 13

15 04 - APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS (arts. 885 a 887 do CPC) Petição inicial Justificação ou prova documental da retenção do título Citação Revelia Contestação Instrução sumária (art. 885, único) Sentença Procedência Improcedência Ordem de apreensão do título Depósito do título ou de seu valor para discutir sua legitimidade, em ação própria Extinção do processo / Prisão do devedor (art. 885) 14

16 Apreensão de Títulos Retidos - A apreensão de título não restituído ou sonegado pelo emitente, sacado ou aceitante, trata-se de medida relacionada com a formação e integração do título cambial. Como se sabe do direito cambiário, a formação e o aperfeiçoamento de um título podem depender da participação de várias pessoas: sacador, emitente, sacado, aceitante. A não devolução do título por aquele que deveria praticar algum ato cambial é ilegal e permite ao prejudicado pedir a apreensão do título (art. 885). O pedido de apreensão é feito em processo cautelar, preparatório da futura execução ou cobrança do crédito. Se o credor provar documentalmente, ou justificar previamente a entrega do título e a recusa de devolução, o juiz decretará a prisão civil do devedor. Embora fale o artigo 885 parágrafo único, em processamento de plano, não deve de qualquer maneira, haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor, ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta. Na ação do art. 885, só se pode discutir a existência ou não da retenção do título e da legalidade do ato do devedor, sem entrar do mérito da exigibilidade da dívida. O levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do trânsito em julgado da sentença (art. 887). Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885, o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença nesse procedimento. Mas, se houve contestação ao mérito da dívida, nas vias contenciosas comuns, a solução a que ficará condicionado o levantamento é a da ação principal. A prisão mencionada pelo artigo 885 não é compatível com o sistema constitucional vigente. A Constituição Federal somente admite a prisão por 15

17 dívida no caso de depositário infiel ou inadimplemento de pensão alimentícia (art. 5º, LXVII). 16

18 05 - ATENTADO (art. 880/881) Petição inicial (art. 880) Citação (art. 802) 5 dias Contestação (art. 803, parágrafo único) Audiência se há prova oral (art. 803, parágrafo único) Não há audiência se há prova oral Revelia Sentença Improcedência da ação Procedência da ação ( art. 881) Encerramento do feito Ordem de restabelecimento do estado anterior Suspensão da causa principal Proibição ao réu de falar até purgação do atentado Condenação a perdas e danos (art. 881, parág. único) 17

19 Atentado - Atentado é a criação de situação nova ou mudança de status quo, pendente à lide, lesiva à parte e sem razão de direito. O atentado é o fato de uma parte que fere o interesse da parte contrária. Dele nasce a ação de atentado, que é o meio de exercitar a pretensão de restituição ao status quo, para que a situação de fato possa aguardar a solução do processo, tal como se achava ao ajuizar-se o feito. A petição inicial, além de satisfazer os requisitos do art. 801, deve esclarecer em que constitui o atentado, isto é, deve indicar o estado de coisas antes e depois da inovação ilícita praticada pelo promovido. A ação cautelar de atentado é admitida pelo art. 879, nos casos em que a parte, no curso do processo: I- viola penhora, arresto, seqüestro ou imissão na posse; II- prossegue em obra embargada; III- pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. A ação de atentado tem lugar frente a qualquer espécie de ação: condenatória, constitutiva, declaratória, executiva ou cautelar. Após a citação, o requerido terá cinco dias para contestar. Se não o fizer, incidirá em revelia e o feito será imediatamente julgado, admitindo-se como verídicos os fatos alegados pelo requerente (arts. 319, 330, II, e 803 do CPC). Contestada a ação, o juiz admitirá a instrução da causa, mediante as provas que se fizerem necessárias. Somente se houver necessidade de prova oral é que designará audiência de instrução e julgamento (art. 803, parágrafo único do CPC). Encerrada a instrução, com ou sem audiência, o juiz proferirá a sentença que, acolhendo ou rejeitando o pedido, desafiará recurso de apelação, sem efeito suspensivo. 18

20 Os efeitos obrigatórios da sentença de procedência da ação de atentado: a) o reconhecimento de inovação ilícita do estado de fato cometida pelo requerido em detrimento do requerente; b) a ordem de restabelecimento da causa principal; c) a suspensão da causa principal; d) a proibição de o réu falar nos autos até a purgação do atentado; e) a imposição do ônus da sucumbência: despesas processuais e honorários advocatícios. A sentença é, pois, de condenação, sob forma cominatória: restabelecer o status quo, sob pena de não se poder falar nos autos. dabliopeandrade 19

21 06 - BUSCA E APREENSÃO (arts. 839 a 843 do CPC) Petição inicial (art. 840) Nega liminar Concede de plano Justificação ( em segredo de justiça ou não ) art. 841 Concede liminar Nega liminar Cita Executa-se, se for o caso, cita Cita, se for o caso Sem contestação (art. 803) 5 dias Contestação (art. 802) Audiência, se necessária (art. 803, par. único) Sentença (art. 803) Execução se não tiver sido concedida liminarmente 20

22 Busca e Apreensão - Quanto ao objeto, a busca e apreensão pode ser de coisas e de pessoas. Quanto à natureza, existe busca e apreensão cautelar e principal. O procedimento de busca e apreensão, de que cuidam os arts. 839 a 843 é, no entanto, exclusivamente destinado à função cautelar, isto é, à realização da tutela instrumental de outro processo, cuja eficiência se busca assegurar. Procedimento: Como medida precedente (preparatória) ou como incidente de processo já em curso, a busca e apreensão é forma de ação cautelar que deve ser autuada à parte, com oportuno apensamento aos autos principais (art.809 do CPC). A petição inicial deve apresentar os requisitos dos arts. 282 e 801, devendo o autor expor, expressamente, as razões justificativas da medida e da ciência de estar a pessoa ou coisa no lugar designado (art. 840 do CPC). O deferimento da medida se dá, em regra, sem contraditório, inaudita altera pars, com expedição imediata da ordem judicial, à luz das informações e dados apresentados pelo requerente. O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça, que são autorizados, em razão da própria natureza da ordem judicial, a praticar arrombamento de portas externas ou internas e de quaisquer móveis onde presumam que esteja oculta a pessoa ou a coisa procurada, desde que não se dê a abertura voluntária, pelo promovido, após a devida intimação. Deverão os oficiais ser acompanhados por duas testemunhas. Encerrada a diligência, os oficiais de justiça lavrarão auto circunstanciado, que será assinado por eles e pelas testemunhas e será juntado ao processo (art.843 do CPC). O deferimento da liminar de busca e apreensão não elimina a possibilidade de contestação pelo promovido, após o cumprimento do mandado, e dentro do prazo de 05 (cinco) dias (art. 802 do CPC). Se isto se der, o feito assumirá o 21

23 rito preconizado pelo art. 803, culminando por sentença que confirmará ou revogará a medida liminarmente decretada. dabliopeandrade 22

24 07 - BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ( Dec.-Lei nº 911/69, com a redação dada pela Lei nº10.931/04) Petição inicial ( art. 3º) Busca e apreensão liminar e citação 5 dias 15 dias Devedor paga o valor indicado pelo credor (art. 3º 2º) Devedor não paga Resposta (art. 3º, 3º) Devolução do bem ao devedor e extinção do processo (art. 3º, 2º) Consolidação da propriedade e posse no patrimônio do credor ( art. 3º, 1º) Sentença (art. 3º, 5º) 23

25 Busca e Apreensão Sob Alienação Fiduciária - Com a inicial, deve o autor comprovar a mora ou o inadimplemento do devedor (art. 3º). Consolidadas a propriedade e a posse no patrimônio do credor, este poderá, sem sentença, vender o bem ou registrá-lo em seu nome( art. 3º, 1º). Não será proferida sentença, a não ser para extinção do processo, quando o devedor não pagar nem oferecer resposta. A resposta pode ser apresentada, ainda que o devedor tenha efetuado o pagamento, caso entenda ter havido pagamento a maior e desejar restituição (art. 3º, 4º). Se o Juiz, acolhendo a resposta, decretar a improcedência da ação, condenará o credor ao pagamento de multa de 50% do valor originalmente financiado, com a atualização, caso o bem já tenha sido alienado( art. 3º, 6º), multa essa que não exclui a responsabilidade do credor por perdas e danos ( art. 3º, 7º). Se os bens alienados fiduciariamente não forem encontrados ou não se acharem na posse do devedor, o credor poderá requerer que o pedido seja convertido, nos mesmos autos, em ação de depósito (art. 4º). Ao formular o pedido de conversão, entretanto, deve o autor atender os requisitos genéricos de qualquer petição inicial (CPC, art. 282), além de observar o que dispõe o artigo 902 do CPC, ou seja, instruir a petição com a prova literal do depósito (se já não constar dos autos) e indicar a estimativa do valor da coisa (se não constar do contrato), pedindo a citação para os fins mencionados naquele artigo. Consulte-se o fluxograma da ação de depósito. Embora a lei não preveja, é evidente que ao réu deve ser facultada a produção de provas que, a critério do juiz, sejam pertinentes e relevantes. A apelação tem efeito apenas devolutivo (art. 3º, 5º). Dablipeandrade 24

26 08 - CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art. 77/80) Pedido do réu no prazo da contestação (art. 78 do CPC) Suspensão do processo (art. 79 do CPC) Juiz determina citação do chamado (art. 79 do CPC) Prazo de resposta: 15 dias (art. 297 do CPC) Citação não realizada no prazo legal Chamado não comparece Processo continua só contra o réu Chamado comparece Sentença final não apreciará questão que motivou chamamento Chamado torna-se litisconsorte do réu (art. 74 do CPC) Cessa suspensão do processo Reabre-se o prazo para contestação 25

27 O chamamento ao processo é cabível em qualquer espécie de procedimento, no processo de cognição, saldo no sumário (art. 280, I). Chamamento ao processo é o incidente pelo qual o devedor demandado chama para integrar o mesmo processo os coobrigados pela dívida, de modo a fazê-los também responsáveis pelo resultado do feito (art. 77). Com essa providência, o réu obtém sentença que pode ser executada contra o devedor principal ou os co-devedores, se tiver de pagar o débito. A finalidade do instituto é, portanto, favorecer o devedor que está sendo acionado, porque amplia a demanda, para permitir a condenação também dos demais devedores, além de lhe fornecer, no mesmo processo, título executivo judicial para cobrar deles aquilo que pagar. O chamamento ao processo é uma faculdade e não uma obrigação do devedor demandado. Segundo a própria finalidade do incidente, só o réu pode promover o chamamento ao processo. É admissível o chamamento ao processo, conforme o artigo 77 do CPC: I- do devedor, na ação em que o fiador for réu; II- dos outros fiadores, quando para a ação for citado apenas um deles; III- de todos os devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns deles, parcial ou totalmente, a dívida comum. O réu deve propor incidente no prazo de contestação (art. 78). Recebendo a petição, o juiz suspenderá o curso do processo e será observado, quanto à citação e prazos, o mesmo rito da denunciação à lide, recomendado pelo art. 72 (art. 79). Haja ou não aceitação do chamamento pelo terceiro (chamado), ficará este vinculado ao processo, de modo que a sentença que condenar o réu terá, também, força de coisa julgada contra o chamado. dabliopeandrade 26

28 09 - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art. 115/122) Provocação: ofício do juiz ou petição da parte ou do MP, com os documentos necessários Encaminhamento ao Presidente do Tribunal (art. 118 do CPC) Distribuição ao relator Requisição de informações aos juízes Designação de um juiz para resolver, em caráter provisório, as medidas urgentes (art. 120 do CPC) Transcurso do prazo legal, com ou sem informações Ouvida do MP, em cinco dias (art. 121 do CPC) Julgamento pelo Tribunal 27

29 Conflito de competência - Pode ser suscitado por qualquer das partes, pelo Ministério Público ou pelo juiz, ao Presidente do Tribunal (art. 116 e 118 do CPC). O juiz, quando lhe couber a iniciativa, suscitará o conflito, por ofício (art.118, I do CPC). Ao decidir, o Tribunal declarará qual juiz competente, pronunciando-se também sobre a validade dos atos do juiz incompetente (art. 122 do CPC). Os conflitos entre turmas, seções, câmaras, juízes de segundo grau, desembargadores e Conselho Superior da Magistratura processar-se-ão conforme os regimentos dos tribunais (art. 123 do CPC). Não pode suscitar conflito a parte que no processo oferecer exceção de incompetência (art. 117 do CPC). Poderá o relator, de ofício, ou a requerimento de qualquer das partes, determinar, quando o conflito for positivo, seja sobrestado o processo; mas, neste caso, bem como no de conflito negativo, designará um dos juízes para resolver, em caráter provisório, as medidas urgentes (art. 120 do CPC). Havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre a questão suscitada, o relator poderá decidir, de plano, o conflito de competência, cabendo agravo, no prazo de cinco dias, contados da intimação da decisão às partes, para o órgão recursal competente (art. 120, parágrafo único do CPC). dabliopeandrade 28

30 10 - CONSIGNAÇÃO (art. 893) Petição inicial art. 893 do CPC Juiz defere o depósito Depósito de quantia ou coisa devida art. 893, I do CPC 15 dias Credor recebe Sem contestação art. 897 do CPC Contestação art. 896 do CPC Se houver alegação de depósito insuficiente e a prestação não acarretar o inadimplemento do contrato art. 899 do CPC 10 dias Para o autor completar o depósito art. 899 do CPC Réu concorda com a complementação Sem complementação ou discordando o réu Sentença Segue o procedimento Ordinário 29

31 Consignação - A petição inicial, então, além de atender as exigências ordinárias previstas no art. 282, terá de conter pedido especial de depósito da quantia ou coisa devida, a ser efetivado no prazo de cinco (5) dias contados do deferimento (artigo 893). O deferimento da inicial far-se-á por despacho em que o juiz determinará o depósito requerido pelo autor e ordenará a citação do credor para dupla finalidade de receber o pagamento oferecido ou contestar a causa no prazo de 15 (quinze) dias. A aceitação da oferta real, por parte do credor, importa em extinção do processo, com a solução de mérito, derivada do reconhecimento da procedência do pedido, de forma tácita, pelo réu (Código de Processo Civil, art. 897, parágrafo único). Mas o prosseguimento do feito, seja com contestação, seja à revelia do credor, só é possível após a efetivação do depósito judicial. E que, com ou sem resposta do réu, a sentença final tem, no sistema da consignatória, uma função muito singela, qual seja a de declarar a eficácia liberatória do depósito, quando regularmente feito pelo devedor. Quando na contestação o réu alegar que o depósito não é integral, é licito ao autor complementá-lo, em dez dias, salvo se corresponder à prestação, cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato (art. 899 do CPC). Se o réu concorda com a complementação, sendo esta a única matéria alegada em sua contestação, extinta está a lide; e ao juiz caberá encerrar o processo com a colhida do pedido consignatório, para os fins de direito. Se, porém, houver outras defesas formuladas pelo réu, o feito prosseguirá normalmente, apenas com a redução do conteúdo da lide, seguindo-se o rito ordinário, até prolação da sentença. 30

32 11 - CONSIGNAÇÃO (art.895 e 898) Petição inicial com o depósito art. 895 do CPC 15 dias Não comparece pretendente algum (sem contestação) art. 898 do CPC Comparece apenas um pretendente (uma só contestação) Art. 898 do CPC Comparece mais de um pretendente (mais de uma contestação) Art. 898 do CPC Converte-se o depósito em arrecadação de bens de ausente Juiz decide de plano Juiz declara efetuado o depósito e extinta a obrigação Processo continua só entre credores; procedimento ordinário 31

33 Consignação Sempre que ocorrer dúvidas sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, poderá o devedor obter a sua liberação pela via judicial, requerendo o depósito e a citação dos que o disputam para provarem o seu direito, através deste procedimento de consignação em pagamento, furtando-se, assim, ao risco de pagamento indevido (art. 895 do CPC). Feito o depósito preparatório, a citação será para que os interessados venham provar o seu direito, em prazo de contestação, que é de 15 dias. Se todos são conhecidos, a citação será pessoal; havendo desconhecimento ou incerteza quanto à identidade do interessado ou dos interessados, a citação far-se-á por editais. Após a citação dos credores incertos, podem ocorrer várias atitudes processuais da parte dos possíveis interessados, cujas conseqüências se acham reguladas de maneira especificada pelo art. 898, a saber: a) Ausência de pretendente: o depósito será arrecadado por ordem judicial e confiado a um curador. Assim perdurará o depósito indefinidamente, até que um eventual interessado venha provocar o seu levantamento, mediante adequada comprovação de seu direito. Para o devedor, o procedimento consignatório estará, desde logo, encerado, pois, ao determinar a arrecadação, caberá ao juiz declarar extinta a obrigação. b) Se apenas um pretendente comparece em juízo para se habilitar ao depósito feito pelo consignante, caberá ao juiz apreciar suas alegações e provas, para proferir, de plano, decisão em torno da pretensão de levantar o depósito (art. 898 do CPC). c) quando dois ou mais pretendentes se apresentam em juízo, cada um avocando para si o direito ao crédito que o autor procura solver, o processo sofre um verdadeiro desmembramento, de maneira a estabelecer uma relação processual entre o devedor e o bloco dos pretensos credores, e outra entre os diversos disputantes do pagamento. 32

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