SÉTIMA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº

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1 Fls.1 SÉTIMA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº Apelante 1 : Ricardo Araújo Bezamat Apelante 2: Arara Azul Rede De Postos Ltda Apelante 3: Posto De Gasolina LR e Outros Apelado : Ministério Público Relator : Des. José Geraldo Antonio. Revisor : Desª Maria Henriqueta Lobo Classificação Regimental : ACÓRDÃO AÇÃO CIVIL PÚBLICA - PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE PASSIVA E CERCEAMENTO DE DEFESA REJEITADAS - ADULTERAÇÃO DE COMBUSTÍVEL PARTICIPAÇÃO DA SEGUNDA APELANTE NÃO COMPROVADA - DANO MATERIAL A SER APURADO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA - DANO MORAL COLETIVO POSSIBILIDADE FIXAÇÃO RAZOABILIDADE/PROPORCIONALIDADE - PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. O Juiz é o destinatário da prova, incumbindo-lhe avaliar e decidir sobre a necessidade ou não da sua produção, nos termos dos Art. 130 e 131 do CPC. Os estabelecimentos que comercializam combustíveis adulterados possuem legitimidade para figurar no pólo passivo da ação civil pública. É dever dos fornecedores do produto disponibilizar no mercado produtos que observem as normas estabelecidas pelo órgão regulador A Lei nº 7347/85 prevê a possibilidade de ação civil pública de responsabilidade por danos morais e materiais, sendo admissível seu ressarcimento coletivo. Desprovimento do primeiro e terceiro recursos e provimento do segundo.

2 Fls.2 Vistos, relatados e discutidos estes autos da Apelação Cível nº , em que figuram como apelantes Ricardo Araújo Bezamat; Arara Azul Rede De Postos Ltda; Posto De Gasolina LR e Outros e como apelado o Ministério Público. ACORDAM os Desembargadores que compõem a Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade de votos, em dar provimento ao segundo recurso e negar provimento ao primeiro e terceiro, nos termos do voto do Desembargador Relator. Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 2011 Desembargador JOSÉ GERALDO ANTONIO Relator V O T O Trata-se de Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público em face de Ricardo Araujo Bezamat e outros, sob o fundamento de que os Réus comercializavam combustível adulterado, com sentença de procedência. Inconformados, apelam os Réus. Inicialmente, cumpre analisar a preliminar de ilegitimidade passiva, argüida por todos os recorrentes. No que tange ao primeiro apelante, Ricardo Araújo Bezamat, não há qualquer prova quanto à sua retirada do rol de sócios do Posto de Gasolina LR, pois a suposta cessão de cotas alegada pelo recorrente não foi sequer averbada, como exige a norma do Art. 1057, parágrafo único, do Código Civil. Assim, o recorrente está legitimado para figurar no pólo passivo da presente ação. Quanto à segunda apelante, Arara Azul Rede de Postos Ltda, não obstante a afirmação de que não exercia atividade de venda de

3 Fls.3 combustíveis quando da aferição das irregularidades pela ANP (abril de 2005), consta dos autos alteração do contrato social, em 21 de agosto de 2003, acrescendo, ao rol de suas filiais, o posto localizado à Av. Alberico Diniz nº 1401, Sulacap, Rio de Janeiro/RJ. Destarte, ainda que não estivesse devidamente registrada pela ANP, a apelante comercializava combustíveis no local, sendo descabida a tese de ilegitimidade passiva. Em relação aos apelantes Posto de Gasolina LR Ltda, Moises Prado Gonçalves, Álvaro Prati de Aguiar, Carlos Eduardo da Costa Lino e Ricardo Prati de Aguiar, embora tenham sustentado que a exploração da atividade foi arrendada pela empresa Lughar-Óleo Derivados de Petróleo Ltda de 04 de novembro de 1999 a 04 de maio de 2000, verifica-se que no período de maio de 2000 foram constatadas as irregularidades pela ANP, época em que o contrato de arrendamento já havia vencido (fls.165/168) e, além disso, não há comprovação da sua prorrogação tácita. Quanto à preliminar de cerceamento de defesa, argüida apenas pelo primeiro Apelante, em razão do indeferimento de prova testemunhal, também não lhe assiste razão. Com efeito, o Juiz é o destinatário da prova, incumbindo-lhe avaliar e decidir sobre a necessidade ou não da sua produção, nos termos dos Art. 130 e 131 do CPC, devendo indeferir a produção de provas desnecessárias ou inúteis ao deslinde da causa. Neste sentido, há precedente nesta Corte: DESPEJO. FALTA DE PAGAMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA INOCORRÊNCIA. 1-Embora tenha havido requerimento de provas, em sendo a ação de despejo por falta de pagamento, a produção que não se destina a comprová-lo é desnecessária. Cumpre ao juiz, como destinatário das provas, indeferir aquelas inúteis e desnecessárias, cuja produção só é pedida para procrastinar o julgamento. Preliminar de cerceamento de defesa rejeitada. 2-A ação é de despejo por falta de pagamento, portanto, cabia ao Réu comprovar que pagou ou purgou a mora. Não fazendo nem uma coisa nem outra, então, caminho outro não há senão a decretação do despejo. Recurso manifestamente improcedente. (Apelação DES. RICARDO RODRIGUES CARDOZO - Julgamento: 30/03/ DECIMA QUINTA CAMARA CIVEL)

4 Fls.4 Rejeito, pois, as preliminares. Do mérito O Ministério Público ajuizou a presente ação coletiva de consumo, alegando, em síntese, que os Réus vêm comercializando combustíveis adulterados, em detrimento dos consumidores do produto, de forma a majorar a lucratividade dos seus negócios, em evidente afronta ao Código de Defesa do Consumidor, norma de ordem pública, indisponível por contrato ou pela vontade das partes, dado seu caráter de interesse social, dotado de função social, consoante Art. 5º, XXXII e 170, V, da CRFB/88, cujo acentuado caráter principiológico a torna capaz de suplantar o caráter privado, atribuindo forte interesse público às relações por ela disciplinadas. Dessa forma, é dever dos fornecedores do produto disponibilizar no mercado produtos que observem as normas estabelecidas pelo órgão regulador, na hipótese vertente a Agência Nacional de Petróleo (ANP). A segunda apelante, Arara Azul Rede de Postos Ltda, sustentou a ausência de elementos que comprovem sua vinculação direta ou indireta aos fatos narrados na inicial. Neste ponto, assiste razão à segunda Recorrente, pois de acordo com o ofício de fls. 353, a ANP informou que a apelante não perpetrou qualquer irregularidade com relação à adulteração de combustíveis, in verbis: Arara Azul Rede de Postos Ltda, CNPJ nº / , estabelecida à Av. Alberico Diniz nº 1401 Sulacap Rio de Janeiro/RJ. Nas vistorias realizadas não foram detectadas irregularidades. GRIFEI O mesmo documento revela a existência de diversas irregularidades em Vitória - Espírito Santo, sede de outro posto da mesma rede, in verbis: Arara Azul Rede de Posto Ltda, CNPJ nº / , estabelecida à Av. Fernando Ferrari nº 1300 Mata da Praia

5 Fls.5 Vitória/ES, sofreu autuações pelas infrações praticadas por adquirir combustíveis de fontes não autorizadas, quadros e placas informativas em desacordo com a legislação desta Agência, bem como comercializar e armazenar combustíveis fora das especificações. No entanto, tal posto de gasolina não guarda relação com a presente demanda, eis que estão sendo discutidas, apenas, irregularidades no posto situado à Av. Alberico Diniz nº 1401 Sulacap Rio de Janeiro/RJ. Assim, não se trata de ilegitimidade passiva, conforme sustentado pela Apelante, mas sim, de improcedência. reparo. Em relação aos demais recursos, a sentença não merece A documentação trazida aos autos, em especial o ofício às fls. 353/354, demonstra claramente o emprego de combustível adulterado no mercado de consumo. Confira-se abaixo: Posto de Gasolina LR Ltda sofreu autuações e interdições por comercializar e armazenar produtos fora das especificações da ANP; GRIFEI Tal conduta, além de configurar crime, consoante Art. 1º, da Lei 8.176/91, como bem salientado pela eminente magistrada, sujeita os Réus ao disposto no artigo 18 do CDC. Por outro lado, o artigo 1º da Lei nº 7347/85 prevê a possibilidade de ação civil pública de responsabilidade por danos morais e materiais. Prevê, também, ressarcimento integral do dano causado à coletividade, não restringindo o dano moral coletivo. No tocante aos danos morais coletivos, correta a sentença ao impor uma condenação pecuniária, a fim de se evitarem novas violações aos valores da coletividade. coletivo é De acordo com Carlos Alberto Bittar Filho, o dano moral "... a injusta lesão da esfera moral de uma dada comunidade, ou seja, é a violação antijurídica de um determinado círculo de valores coletivos, agredido de maneira absolutamente injustificável do

6 Fls.6 ponto de vista jurídico: quer isso dizer, em última instância, que se feriu a própria cultura, em seu aspecto imaterial" (Revista de Direito do Consumidor, v. 12, pág. 55). Registre-se que a exemplo do dano moral individual, o montante da condenação deve ter dupla função: compensatória para a coletividade e punitiva para o ofensor. Destarte, há que se obedecer, na fixação do quantum, a determinados critérios de razoabilidade elencados pela doutrina como a gravidade da lesão, a situação econômica do agente e as circunstâncias do fato. Justiça: Neste sentido, há precedentes no Superior Tribunal de ADMINISTRATIVO - TRANSPORTE - PASSE LIVRE - IDOSOS - DANO MORAL COLETIVO - DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA DOR E DE SOFRIMENTO - APLICAÇÃO EXCLUSIVA AO DANO MORAL INDIVIDUAL - CADASTRAMENTO DE IDOSOS PARA USUFRUTO DE DIREITO - ILEGALIDADE DA EXIGÊNCIA PELA EMPRESA DE TRANSPORTE - ART. 39, 1º DO ESTATUTO DO IDOSO LEI 10741/2003 VIOLAÇÃO NÃO PREQUESTIONADA. 1. O dano moral coletivo, assim entendido o que é transindividual e atinge uma classe específica ou não de pessoas, é passível de comprovação pela presença de prejuízo à imagem e à moral coletiva dos indivíduos enquanto síntese das individualidades percebidas como segmento, derivado de uma mesma relação jurídica-base. 2. O dano extrapatrimonial coletivo prescinde da comprovação de dor de sofrimento e de abalo psicológico, suscetíveis de apreciação na esfera do indivíduo, mas inaplicável aos interesses difusos e coletivos. 3. Na espécie, o dano coletivo apontado foi a submissão dos idosos a procedimento de cadastramento para o gozo do benefício do passe livre, cujo deslocamento foi custeado pelos interessados, quando o Estatuto do Idoso, art. 39, 1º exige apenas a apresentação de documento de identidade. 4. Conduta da empresa de viação injurídica se considerado o sistema normativo. 5. Afastada a sanção pecuniária pelo Tribunal que considerou as circunstancias fáticas e probatória e restando sem prequestionamento o Estatuto do Idoso, mantém-se a decisão. 5. Recurso especial parcialmente provido. (REsp /RS, Rel Min ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJ 01/12/2009) No mesmo sentido, a jurisprudência desta Egrégia Corte:

7 Fls.7 Apelações tempestivas, preparadas (as da parte ré) e dentro da regularidade formal. Industrialização e depósito de produtos a partir do amianto (fibrocimento). Meio ambiente. Lei nº 7.347/85. Ação Civil Pública precedida do competente Inquérito Civil Público. Antecipação da tutela cumprida. Armazenamento inadequado de produtos de fibrocimento (amianto). Graves riscos de contaminação. Perigo à saúde pública. Condenação solidária. Ub emolumentum, ibi et onus esse debet. Possibilidade de reparação por dano moral detrimentoso do sentimento difuso ou coletivo. Caracterizado o chamado dano por incomodamento. Patrimônio imaterial da sociedade. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO E IMPROVIMENTO DAS APELAÇÕES DA PARTE RÉ, PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA. REFORMA PARCIAL DO JULGADO DE PRIMEIRO GRAU. ( APELACAO - DES. PEDRO SARAIVA ANDRADE LEMOS - Julgamento: 18/08/ DECIMA CAMARA CIVEL) GRIFEI Ação civil pública proposta pelo Ministério Público objetivando compelir a Ré, fornecedora de serviço de energia elétrica, a não condicionar a ligação da luz no imóvel ao pagamento de débito de terceiro, sob pena de multa, bem como, a indenizar seus consumidores por danos material e moral. Sentença que julga procedente o pedido, arbitrando indenização por dano moral coletivo em R$ 5.000,00. Apelação da Ré. Legitimidade do Ministério Público para figurar no pólo ativo de ação civil pública que envolve interesses individuais homogêneos. Inteligência dos artigos 81, parágrafo único, inciso III e 82, inciso I da Lei 8.078/90. Reiteradas ações judiciais individuais sobre a questão objeto desta controvérsia que comprovam a prática de atribuir indevidamente ao débito da tarifa de energia elétrica a natureza propter rem, o que não tem amparo legal, nem nas resoluções da ANEEL. Prática abusiva que conduziu com acerto à imposição à Ré de se abster de qualquer ato que atribua ao consumidor responsabilidade por débitos anteriores, inclusive, condicionando o fornecimento do serviço à quitação desse débito. Multa cominatória arbitrada em valor compatível com o caráter coercitivo do instituto. Dever de indenizar corretamente reconhecido na sentença. Dano material que será apurado em liquidação de sentença, ocasião em que o consumidor deverá comprovar o fato gerador do direito reclamado. Dano moral coletivo corretamente reconhecido ante a intranqüilidade gerada pela ofensa à proteção legal do direito do consumidor. Indenização arbitrada observando critérios de razoabilidade e de proporcionalidade. Desprovimento da apelação. ( ( ) APELAÇÃO - DES. ANA MARIA OLIVEIRA - Julgamento: 07/10/ OITAVA CAMARA CIVEL) GRIFEI Dessa forma, à luz dos Princípios da Proporcionalidade e da Razoabilidade e levando-se em consideração as características do caso concreto, sobretudo em atenção à inegável reprovabilidade da conduta dos réus, sem deixar de considerar, ainda, o caráter punitivo e a natureza

8 Fls.8 preventiva da indenização, confirma-se o valor da indenização a título de danos morais coletivos arbitrados em primeiro grau, cuja destinação deverá obedecer ao disposto no art.13 da Lei 7.347/85. Outrossim, aquele que se considerar prejudicado patrimonialmente ou ofendido moralmente deverá postular e comprovar os prejuízos suportados, para então fazer jus à correspondente indenização, tudo a ser apurado em sede de liquidação, conforme determinado na sentença. Igualmente, deve ser mantida a sentença na parte que determinou que os réus providenciassem a publicação da parte dispositiva em dois jornais de grande circulação, o que possibilitará seu conhecimento pelos consumidores lesados. Ante o exposto, dou provimento ao segundo recurso para julgar improcedente o pedido em face da segunda Apelante e negar provimento aos demais recursos. Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de Desembargador JOSÉ GERALDO ANTONIO Relator

9 Fls.9 SÉTIMA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº Apelante 1 : Ricardo Araújo Bezamat Apelante 2: Arara Azul Rede De Postos Ltda Apelante 3: Posto De Gasolina LR e Outros Apelado : Ministério Público Relator : Des. José Geraldo Antonio. Revisor : Classificação Regimental : 01 R E L A T Ó R I O Trata-se de apelações interpostas por Ricardo Araújo Bezamat, Arara Azul Rede de Postos Ltda. e Posto De Gasolina LR e Outros contra a sentença proferida pela Juíza da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital proferida na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público, que julgou procedente o pedido para determinar que os Réus se abstenham de comercializar combustíveis adulterados, impróprios para o consumo ou em desacordo com as normas do órgão regulador, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais); condená-los no pagamento da quantia de R$ ,00 (setenta mil reais), a título de dano moral coletivo, na forma do Art. 13, da lei nº /85 e a indenizar os consumidores pelos danos morais e materiais causados pela venda de gasolina adulterada, a serem apurados em liquidação de sentença; bem como na obrigação de fazer consistente em publicar em dois jornais de grande circulação, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), a parte dispositiva da sentença para que os consumidores tenham ciência da mesma, além do pagamento dos honorários advocatícios, estes fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, a serem revertidos e, favor do Centro de Estudos Jurídicos do Ministério Público. Embargos de declaração opostos pelo terceiro Apelante, às fls. 435/437, rejeitados. Em suas razões recursais, às fls. 444/447, o terceiro réu, ora primeiro apelante, sustenta, preliminarmente, sua ilegitimidade passiva e

10 Fls.10 cerceamento de defesa. No mérito, alega que os fatos ocorreram por culpa exclusiva de terceiros. Pede a reforma da sentença para que o pedido seja julgado improcedente. Subsidiariamente, pleiteia a exclusão da obrigação de não fazer e a redução do quantum indenizatório. Por seu turno, às fls. 453/457, a segunda ré, ora segunda apelante, alega, preliminarmente, sua ilegitimidade passiva, pela ausência de elementos que comprovem sua vinculação aos fatos narrados. No mérito, sustenta que não foi aferida qualquer irregularidade no exercício de sua atividade empresarial. Pede o acolhimento da preliminar e, caso seja ultrapassada, pugna pela improcedência do pedido. Às fls. 463/470, os réus Posto de Gasolina LR Ltda, Moises Prado Gonçalves, Álvaro Prati de Aguiar, Carlos Eduardo da Costa Lino e Ricardo Prati de Aguiar, ora terceiros apelantes, sustentam a preliminar de ilegitimidade passiva. No mérito, afirmam que não operavam o estabelecimento á época das autuações. Alegam não terem ingerência na qualidade do combustível comercializado, sendo impossível o cumprimento da obrigação de não fazer. Aduzem ser indevida a condenação por danos morais, uma vez que não atuaram com má-fé. Pedem o acolhimento da preliminar de ilegitimidade passiva. Ultrapassada esta, pugnam pela reforma da sentença. sentença. Contrarrazões da parte autora, às fls.475/492, prestigiando a Parecer da douta Procuradoria de Justiça, às 498/506, opinando pelo conhecimento e desprovimento dos recursos. É o relatório. À douta revisão. Rio de Janeiro, 18 de janeiro de Desembargador JOSÉ GERALDO ANTONIO Relator Certificado por DES. JOSE GERALDO ANTONIO A cópia impressa deste documento poderá ser conferida com o original eletrônico no endereço Data: 18/02/ :31:57Local: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro - Processo: Tot. Pag.: 10

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