OPOSIÇÃO COMO MODALIDADE DE INTERVENÇÃO DE TERCEIRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "OPOSIÇÃO COMO MODALIDADE DE INTERVENÇÃO DE TERCEIRO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE OPOSIÇÃO COMO MODALIDADE DE INTERVENÇÃO DE TERCEIRO FREDERICO ANTUNES BRENAND ONGARATTO RIO DE JANEIRO 2009

2 1 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE FREDERICO ANTUNES BRENAND ONGARATTO OPOSIÇÃO COMO MODALIDADE DE INTERVENÇÃO DE TERCEIRO Trabalho apresentado à Universidade Cândido Mendes como requisito parcial para obtenção do título de especialização. RIO DE JANEIRO 2009

3 2 Dedico este trabalho a Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; aos familiares, e a minha querida Luciana Soares da Silva.

4 3 Agradeço primeiramente a Deus pelos objetivos e alcançados. Agradeço especialmente, a meus pais pelo carinho e pelo apoio de sempre. Aos mestres pelo conhecimento adquirido. E aos amigos pelo companheirismo de todas as horas.

5 4 RESUMO Art Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu, poderá, até ser proferida a sentença, oferecer oposição contra ambos. Código de Processo Civil O presente trabalho aborda o instituto jurídico da Oposição como modalidade de Intervenção de Terceiro. Analisando os sujeitos, as partes e a figura do terceiro nessa relação processual. Relata brevemente todas as modalidades de intervenção de terceiro previstas no Código de Processo Civil. A pesquisa foi desenvolvida a partir da analise doutrinaria, jurisprudencial e legal. O trabalho contextualiza o conceito, prazo, julgamento e procedimento da Oposição. A pesquisa aponta a Oposição como modalidade de ação ou mero incidente processual. Considerar-se ainda a possibilidade da antecipação de tutela para o instituto jurídico da Oposição. Palavras-chaves: Código de Processo Civil, Intervenção de Terceiro; Oposição; Antecipação de Tutela.

6 5 ABSTRACT Article 56 - Who wants to, in whole or in part, the thing or the right to dispute on copyright and defendant, may be issued until the decision to offer opposition to both. Code of Civil Procedure This work deals with the legal office of the Opposition as a means of intervention of third parties. Analyzing the subject, the parties and the third figure in this connection procedure. Briefly reported all forms of assistance provided to third in the Code of Civil Procedure. The research was developed from analysis of doctrine, case law and legal. The work contextualizes the concept, time, trial procedure and the Opposition. The research suggests the Opposition as a means of action or merely procedural incident. Consider also the possibility of anticipation of legal guardianship to the Office of the Opposition. Key words: Code of Civil Procedure, intervention of third parties; Opposition; Anticipation of Trusteeship.

7 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 7 CAPÍTULO I FORMAS DE INTERVENÇÃO DE TERCEIROS SUJEITO, PARTE E TERCEIRO MODALIDADES DE INTERVENÇÃO DE TERCEIRO Assistência Nomeação à Autoria Denunciação à Lide Chamamento ao Processo CAPÍTULO 2 INTERESSE DE TERCEIRO E PROCEDIMENTO LITISCONSÓRCIO ESPÉCIES DE LITISCONSÓRCIO CAPÍTULO 3 O INSTITUTO DA OPOSIÇÃO CONCEITO PRAZO OPOSIÇÃO COMO MODALIDADE DE AÇÃO PROCEDIMENTO JULGAMENTO DA OPOSIÇÃO CAPÍTULO 4 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA NA OPOSIÇÃO CAPÍTULO 5 ANÁLISE JURISPRUDENCIAL TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Apelação com Revisão Apelação Apelação Apelação Com Revisão Apelação Com Revisão TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO APELAÇÃO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 46

8 7 INTRODUÇÃO Art Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu, poderá, até ser proferida a sentença, oferecer oposição contra ambos. Código de Processo Civil Este trabalho tratará do instituto jurídico da Oposição, uma modalidade de Intervenção de terceiros que, embora participe da relação processual, dela não faz parte. Como regra geral, a intervenção de terceiro auxilia ou exclui os litigantes, defende ou exclui direito ou interesse próprios que possam ser atingidos pelos efeitos da sentença. Inicialmente, estará em pauta o instituto da intervenção de terceiro, logo após, serão analisadas as diferentes modalidades de intervenção, tais como: assistência, nomeação à autoria, denunciação da lide, chamamento ao processo. Avaliar-se-ão ainda os sujeitos, as partes e os terceiros envolvidos na relação de intervenção. Tema limitado à matéria processual apresenta-se de relevante importância para o Direito, pois, trata-se de um incidente processual, não apenas no processo de conhecimento, mas também no processo de execução ou cautelar. Recurso de terceiro prejudicado ou embargos de terceiro são exemplos de intervenção de terceiro ocorridos após o processo de conhecimento. A relação processual apresenta-se com três sujeitos, que são: juiz, autor e réu. Cândido Rangel Dinamarco 1, citando Búlgaro, afirma que: judicium est actus trium personarum, judicis, actoris, rei; as Ordenações do Reino diziam que "três pessoas são por 1 DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições de direito processual civil. 2 ed., São Paulo: Malheiros, v.2, 2002.

9 8 direito necessárias em qualquer Juízo, Juiz que julgue, autor que demande e réu que se defenda". Embora definidos os três sujeitos que compõem a relação processual (juiz, autor e réu), a lei autoriza o ingresso de um terceiro nessa relação para reclamar direito, substituir qualquer das partes ou atuar com elas, momento em que se dá a formação da intervenção de terceiros. Assim, ao se traduzir do latim que o autor deduz em juízo uma pretensão/qui res in iudicium deducit e o réu é o sujeito contra quem a pretensão é deduzida contra res in iudicium deducitur. Destarte, pode-se afirmar que a intervenção de terceiros no processo ocorre quando um indivíduo dele participa, sem ser parte na causa. A finalidade dessa intervenção processual pode ser auxiliar ou excluir litigantes, defender direito ou interesse próprio. Pontes de Miranda assim define a intervenção de terceiro: O princípio da dualidade das partes, segundo o qual é inadmissível um processo sem que haja pelo menos dois sujeitos em posições processuais contrárias, pois ninguém pode litigar consigo mesmo, em segundo lugar vem o princípio da igualdade das partes, onde é assegurada a paridade de tratamento processual, sem prejuízo de certas vantagens atribuídas especialmente a cada uma delas, em vista exatamente de sua posição no processo, e por último o princípio do contraditório, garantindo às partes a ciência dos atos e termos do processo, com a possibilidade de impugná-los e com isso estabelecer o verdadeiro diálogo com o juiz 2. Será considerado "ad adiuvandum" o terceiro interveniente que ingresse no processo para defender um interesse próprio. "Ad excludentum" será o terceiro interveniente que se contrapõe a uma ou ambas as partes. 2 MIRANDA, Pontes de. Comentários ao Código de Processo Civil, V. II., Rio de Janeiro. ED. 1974, P.2

10 9 E, "ad adiuvandum", o terceiro interveniente que ingresse no processo para defender um interesse próprio. "Ad excludentum" será o terceiro interveniente que se contrapor a uma ou ambas as partes. A Intervenção de terceiro divide-se ainda em espontânea ou provocada. Será espontânea a Intervenção de terceiro nos casos de Assistência ou Oposição. A intervenção provocada deriva de pedido das partes e ocorre com a Nomeação à Autoria, Denunciação da Lide ou Chamamento ao Processo. Desse modo, a monografia aborda especificamente o instituto jurídico da Oposição no que tange a sua aplicabilidade, requisitos, prazo, partes envolvidas, procedimento, julgamento e analise jurisprudencial.

11 10 CAPÍTULO 1 FORMAS DE INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 1.1. SUJEITO, PARTE E TERCEIRO Inicialmente cumpre esclarecer que as pretensões requeridas num processo pelos oponentes são incompatíveis com as formuladas pelas partes originárias, que passarão a ocupar o pólo passivo da demanda. Assim, autor e réu serão imperativamente réus na Oposição. Segundo o renomado processualista Candido Rangel Dinamarco, a parte ativa processual é o principal sujeito da lide, aquele que vai a juízo buscar sua pretensão (direito subjetivo) contra outrem. O réu, ao resistir à pretensão alheia, tornar-se-á a parte passiva desta relação. Assim forma-se uma relação jurídica bilateral com as principais partes da lide 3. Vale distinguir dois elementos envolvidos: Sujeitos são todos que participam do processo, sem, entretanto, terem a qualidade de parte. São eles: peritos, testemunhas ou indivíduos alheios ao interesse da causa, que auxiliam o Estado no seu julgamento. Mas em sentido amplíssimo, todos podem ser sujeitos do processo. 3 DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições de Direito Processual Civil, II volume, Malheiros, São Paulo, 4ª edição, 2004, p. 275.

12 11 Terceiro é aquele que, não sendo titular do direito debatido na lide ou não tendo legitimidade para litigar em nome de outrem, por algum interesse jurídico intervém no processo. A lei autoriza o ingresso de terceiro na lide, para que este possa manifestar-se sobre determinada situação adversa procedente de decisão entre as partes (autor e réu), que automaticamente lhe alcançaria. Terceiros que ingressam na lide através da intervenção, independentemente da modalidade, devem respeitar o disposto no artigo 14 do CPC. Art. 14. São deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo: (Redação dada pela Lei nº , de ) I - expor os fatos em juízo conforme a verdade; II - proceder com lealdade e boa-fé; III - não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento; IV - não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito. V - cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final. Exemplos comuns de intervenção de terceiro são os casos de sublocatário que ingressam em ação de despejo para auxiliar os locatários. 1.2 MODALIDADES DE INTERVENÇÃO DE TERCEIRO A modalidade de intervenção de terceiro é determinada pela forma de ingresso desse terceiro na relação jurídica, que pode ser espontâneo ou obrigatório.

13 12 Assim, têm-se duas modalidades de intervenção de terceiro: intervenção facultativa ou espontânea e intervenção coata ou obrigatória. Desse modo, tem-se a formação dos seguintes institutos jurídicos dentro da Intervenção de Terceiro: Assistência, Nomeação à Autoria, Denunciação à Lide, Chamamento ao Processo. Breves comentários sobre os institutos acima são tecidos a seguir Assistência A Assistência processual não ocorre por meio de Ação, é uma modalidade de intervenção de terceiro caracterizado pela espontaneidade e auxilio. CPC. Art. 50. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas, o terceiro, que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas, poderá intervir no processo para assisti-la. Parágrafo único. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição; mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. Uma vez que não existe pedido formulado pelo terceiro interveniente, este se torna apenas sujeito do processo com a finalidade de ajudar o assistido, não sendo, portanto, considerado parte. A assistência pode ocorrer na forma Adesiva ou Litisconsorcial. Art. 52. O assistente atuará como auxiliar da parte principal exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. Parágrafo único. Sendo revel o assistido, o assistente será considerado seu gestor de negócios.

14 13 A parte contrária poderá se manifestar sobre a inclusão do assistente na lide no prazo de 05 dias, como prevê artigo específico. Art. 51. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias, o pedido do assistente será deferido. Se qualquer das partes alegar, no entanto, que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido, o juiz: I - determinará, sem suspensão do processo, o desentranhamento da petição e da impugnação, a fim de serem autuadas em apenso; II - autorizará a produção de provas; III - decidirá, dentro de 05 (cinco) dias, o incidente. Quanto à admissibilidade da assistência no processo de execução a doutrina se divide. Pontes de Miranda defende a admissibilidade da assistência no processo de cognição, executivo ou cautelar 4. Por sua vez, Cândido Rangel Dinamarco, Arakén de Assis, Humberto Theodoro Junior admitem a Assistência na Execução, pois, havendo os embargos, inicia-se uma nova relação processual, da qual tem-se uma sentença que possivelmente constituíra direito à parte autora 5. Já Alcides de Mendonça de Lima 6 admite a assistência somente no caso de embargos à execução. Portanto, o entendimento da doutrina majoritária volta-se ao sentido da admissibilidade da Assistência no processo executivo Nomeação à Autoria Segundo a regra do artigo 62 do CPC, nomeação à autoria é a inclusão do proprietário ou possuidor de um determinado, bem no 4 MIRANDA, Pontes de. Comentários ao Código de Processo Civil, V. II., Rio de Janeiro. ED. 1974, P.2 5 MENDONÇA, Alcides. Comentários ao Código de Processo Civil. 1ª Ed. 1974, V. VIII, Nº 26, p.17 6 ibdem

15 14 processo, que o detentor de coisa em nome alheio promove, para que estes sejam citados pelo autor. CPC. Art. 62. Aquele que detiver a coisa em nome alheio, sendo-lhe demandada em nome próprio, deverá nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. Enquadra-se como modalidade de intervenção de terceiro provocada e ad excludendum, para substituir o réu, por sujeito que tenha legitimidade passiva para a causa. Denunciação da lide em vez de nomeação à autoria. Tendo sido demolida sua casa, em decorrência de obras no prédio contíguo, a autora propôs ação de indenização contra a construtora, que denunciou a lide à Prefeitura Municipal, que empreitara a obra. Decidiu-se que, havendo optado por denunciação da lide, em vez de por nomeação à autoria, não podia a ré negar responsabilidade própria pelo ato. (STJ, 3a. Turma, REsp SP, Min. Ari Pargendler, relator, j ). (grifos nosso) Indeferimento. Pode o juiz, se considerar que não estão presentes os pressupostos dos artigos 62 e 63 do Código de Processo Civil, indeferir o pedido de nomeação à autoria, mas, em tal caso, respeitando o sistema acolhido pelo art. 67 do mesmo Código, deve assinar ao nomeante novo prazo para contestar. (STJ, 3a. Turma, REsp , Min. Carlos Alberto Menezes Direito, relator, j ). (grifos nosso) Após a citação, o réu requererá a nomeação no prazo para defesa, havendo assim a suspensão do processo. Art. 64. Em ambos os casos, o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa; o juiz, ao deferir o pedido, suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias.

16 15 Sendo aceita a nomeação, o nomeado será citado. Havendo a recusa está ficará sem efeito. Art. 65. Aceitando o nomeado, ao autor incumbirá promover-lhe a citação; recusando-o, ficará sem efeito a nomeação. A recusa pelo nomeado choca com o princípio da inevitabilidade da jurisdição, sendo, pois, de duvidosa constitucionalidade o artigo 66, diante da garantia do acesso à justiça 7. Art. 66. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída, contra ele correrá o processo; se a negar, o processo continuará contra o nomeante. Art. 67. Quando o autor recusar o nomeado, ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída, assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. Nesse sentido o entendimento do Tribunal. Recusa da nomeação. Recusando o autor a nomeação feita pelo réu, a este assina-se novo prazo para contestar (CPC, art. 67), ainda que, por má técnica, já tenha antes oferecido contestação. Pode, então, argüir a preliminar de ilegitimidade passiva para a causa ou denunciar a lide a terceiro, o que antes deixara de fazer. (STJ, 3a Turma, REsp /SP, Rel. Min. Waldemar Zveiter, j Revista Nacional de Direito e Jurisprudência, Ribeirão Preto (18): 75-6, junho/2001). (grifos nosso) Segundo Pontes de Miranda, a nomeação a autoria é cabível em qualquer procedimento, desde que preenchidos os requisitos do Artigo 62 do CPC 8. 7 Cândido Rangel Dinamarco, Instituições de Direito Procesual Civil, São Paulo, Malheiros, 2002, v. II, p. 392.

17 16 Entretanto, Candido Rangel Dinamarco afirma que: Não cabe nomeação à autoria na execução, nem no monitório, porque nos embargos não há espaço nem oportunidade para providências inerentes a um processo que já superou a primeira fase; cabe em processo cautelar 9. A nomeação é um dever da parte, o uso indevido acarretará na responsabilização por perdas de danos. Nesse sentido. Embora inexista previsão legal quanto à responsabilidade do nomeado na hipótese de sua falsa recusa, a doutrina tem entendido a possibilidade de ajuizamento de ação por perdas e danos. Caso o nomeado tenha recusado a indicação e a ação tenha sido extinta por ilegitimidade passiva do nomeante, o autor poderá intentar demanda cumulada com pedido de perdas e danos contra o nomeado recusante Denunciação à Lide O artigo 70 do Código de Processo Civil prevê que a denunciação da lide é obrigatória nos seguintes casos: I - ao alienante, na ação em que terceiro reivindica a coisa, cujo domínio foi transferido à parte, a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção Ihe resulta; II - ao proprietário ou ao possuidor indireto quando, por força de obrigação ou direito, em casos como o do usufrutuário, do credor pignoratício, do locatário, o réu, citado em nome próprio, exerça a posse direta da coisa demandada; III - àquele que estiver obrigado, pela lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo do que perder a demanda. 8 MIRANDA, Pontes de. Código de Processo Civil Comentado. Volume II. Rio de Janeiro : P Ibidem, p GONÇALVES, Marcus Vinícius Rios. Novo curso de direito processual civil. São Paulo: Saraiva, 2004, p. 184.

18 17 Em sua obra, Dinamarco ensina que: Denunciação da lide é a demanda com que a parte provoca a integração de um terceiro ao processo pendente, para o duplo efeito de auxiliá-lo no litígio com o adversário comum e de figurar como demandado em um segundo litígio 11. Tem como finalidade incluir no processo um novo litígio, envolvendo o denunciante e o denunciado. A sentença deverá abranger a lide instalada entre autor e réu, assim como, a que envolve o denunciante e o terceiro denunciado 12. Art. 71. A citação do denunciado será requerida, juntamente com a do réu, se o denunciante for o autor; e, no prazo para contestar, se o denunciante for o réu. A denunciação da lide é composta por: 1 Denunciação fundada em evicção O possuidor direto denunciará a lide o possuidor indireto Denunciação fundada em garantia legal ou contratual. 11 Cândido Rangel Dinamarco, Instituições de Direito Processual Civil, São Paulo, Malheiros, 2002, v. II, p Art. 76. A sentença, que julgar procedente a ação, declarará, conforme o caso, o direito do evicto, ou a responsabilidade por perdas e danos, valendo como título executivo. 13 Evicção: perda total ou parcial da coisa adquirida em favor de terceiro, que tem direito anterior.] 14 Art. 70. A denunciação da lide é obrigatória: II - ao proprietário ou ao possuidor indireto quando, por força de obrigação ou direito, em casos como o do usufrutuário, do credor pignoratício, do locatário, o réu, citado em nome próprio, exerça a posse direta da coisa demandada;

19 18 Não havendo a denunciação da lide no momento processual adequado, tornar-se-á precluso o direito de ação regressiva nos casos de garantia formal. Art. 74. Feita a denunciação pelo autor, o denunciado, comparecendo, assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial, procedendo-se em seguida à citação do réu. Art. 75. Feita a denunciação pelo réu: I - se o denunciado a aceitar e contestar o pedido, o processo prosseguirá entre o autor, de um lado, e de outro, como litisconsortes, o denunciante e o denunciado; II - se o denunciado for revel, ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída, cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final; III - se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor, poderá o denunciante prosseguir na defesa. Nesse sentido a jurisprudência. Ação cautelar. Não cabe denunciação da lide em medida cautelar de produção antecipada de prova, mas é admissível a intervenção de terceiro em ação cautelar de produção antecipada de prova, na forma de assistência provocada, pois visa garantir a efetividade do princípio do contraditório, de modo a assegurar a eficácia da prova produzida perante aquele que será denunciado à lide, posteriormente, no processo principal. (STJ, 3a. Turma, REsp /RJ, Min. Nancy Andrighi, relatora, j (grifos nosso) Acidente aéreo. Contrato de fretamento. A Petrobrás colocou a disposição de jornalista, um avião da TAM (Transportes Aéreos Regionais). Houve acidente com mortes. Os pais de uma das vítimas propuseram ação contra a Petrobrás, que denunciou a lide à TAM. O Superior Tribunal de Justiça reformou a decisão recorrida, para o efeito de admitir a denunciação, porque "não introduzirá fato novo à controvérsia e nem dependerá de análise de cláusula contratual" (STJ, 4a. Câmara Cível, Recurso Especial RJ, Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira, relator, j ). Observo

20 19 que a denunciação da lide necessariamente introduz fundamento novo. Em qualquer caso, ela amplia o objeto do conhecimento do juiz. A desnecessidade de prova de fatos novos não pode ser afirmada a priori, por dependente da defesa do denunciado, que pode alegar fatos impeditivos ou extintivos. Assim, pode-se concordar com a conclusão, mas não com os motivos da decisão. (grifos nosso) Denunciação da lide ao Tabelião. Não se permite a denunciação da lide nos casos em que o alegado direito de regresso demanda análise de fundamento novo, não constante da lide originária. Tratava-se, no caso, de ação de nulidade de escritura pública de promessa de compra e venda, cumulada com pedido de reintegração de posse. A autora, proprietária de um terrreno, dele fora despojada, porque terceiro, usando seu nome e documentos falsos, prometera vender o imóvel ao possuidor atual. O réu pretendeu denunciar a lide ao Tabelionato e ao Banco que recebera o depósito do preço, em conta pessoal da autora, também ardilosamente aberta. "É claro que, eventualmente, poderá surgir para o réu o direito de exigir daqueles titulares uma indenização, mas isto não decorre de direito de regresso, mas de direito próprio. O réu, se tiver direito a qualquer indenização, será por direito próprio e não porque foi condenada a pagar qualquer prejuízo". (STJ, 4a. Turma, Resp RJ, Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira, relator, j ). (grifos nosso) Chamamento ao Processo O chamamento ao processo é uma espécie de litisconsórcio facultativo, e encontra previsão legal nos artigos 77 a 80 do Código de Processo Civil. Particularmente, seleciona-se o artigo 77: Art. 77. É admissível o chamamento ao processo: I - do devedor, na ação em que o fiador for réu; II - dos outros fiadores, quando para a ação for citado apenas um deles; III - de todos os devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns deles, parcial ou totalmente, a dívida comum.

21 20 Conforme previsão legal, o chamamento ao processo ocorre nos casos de devedores solidários, ou seja, quando o(s) devedor(es) for(em) citado e requerer a citação do que não foi incluído no pólo passivo da demanda, para que juntos respondam solidariamente. Tem como objetivo dilatar o objeto do processo, chamando à lide devedores solidários perante o credor. Candido Rangel Dinamarco ensina que o chamamento do processo é um instituto característico do processo cognitivo. Essa modalidade de intervenção coata gravita em torno de uma sentença de mérito, que seria dada entre o autor e o réu e passará a ser dada em relação a todos os litisconsortes passivos integrantes da relação processual a partir de quando feito o chamamento. A utilidade do chamamento ao chamado reside plenamente nessa sentença assim mais ampla e de eficácia subjetivamente mais ampla 15. Segundo o autor, não é admissível chamar terceiro ao processo de execução, cautelar ou monitório. 15 DINAMARCO Candido Rangel. Op. Cit. 159

22 21 CAPÍTULO 2 INTERESSE DE TERCEIRO E PROCEDIMENTO Como já foi discutido neste estudo, os sujeitos da relação processual são em regra autor e réu. Os sujeitos do processo são o juiz e as partes (pólo passivo e ativo), sendo o restante considerado terceiro. A intervenção de terceiro ocorre quando alguém, autorizado por lei, ingressa em processo alheio, tornando complexa a relação jurídica processual 16. Entretanto, quando uma das partes do processo, passivo ou ativo, se compõe por várias pessoas surge a figura jurídica do litisconsórcio. Vicente Greco Filho ensina que: [...] ao réu não assiste interesse processual em chamar o terceiro como seu litisconsorte se não puder, pelo menos em tese, exercer posteriormente direito de regresso contra ele. O chamamento existe por causa da economia processual, como vimos, para atender o interesse do réu coobrigado, não para facilitar o atendimento da pretensão material do autor que escolheu, entre os co-devedores, contra quem demandar 17. Nesse sentido, litisconsórcio pode ser conceituado como a reunião de várias pessoas num mesmo processo, trazidas à lide pela analogia ou conexidade de interesses sobre o objeto demandado. Chama-se de litisconsortes os litigantes que se encontram do mesmo lado da relação processual. 16 GRECO FILHO, Vicente. Da intervenção de terceiros. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 1986, pág idem., 96

23 LITISCONSÓRCIO Havendo a formação do litisconsórcio, duas ou mais pessoas litigam, no mesmo processo, e do mesmo lado, no pólo ativo ou passivo da ação (art. 46 CPC), ou seja, quando há mais de um autor ou mais de um réu. Art. 46. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando: I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide; II - os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito; III - entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir; IV - ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. Parágrafo único. O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta, que recomeça da intimação da decisão. O litisconsórcio revela, portanto, o congraçamento de várias pessoas trazidas à demanda pela comunhão, afinidade ou conexidade de interesses sobre o objeto demandado, desde que a solução ou o resultado aí obtido influirá sobre os mesmos interesses. 2.2 ESPÉCIES DE LITISCONSÓRCIO São espécies de litisconsórcio: 1. Ativo: mais de um autor. 2. Passivo: mais de um réu. 3. Misto ou Recíproco: mais de um autor e mais de um réu.

24 23 4. Inicial: conforme a pluralidade se verifique no início ou em momento posterior da ação. O litisconsórcio pode ser também facultativo (quando adotado voluntariamente pelas partes) ou necessário (quando não é possível a formação da relação processual sem a pluralidade de partes), bem como simples ou unitário.

25 24 CAPÍTULO 3 O INSTITUTO DA OPOSIÇÂO 3.1 CONCEITO Oposição é demanda através da qual um terceiro interveniente atua em processo pendente, sob o argumento de que a coisa ou o direito discutido entre autor e réu lhe pertence. CPC. Art Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu, poderá, até ser proferida a sentença, oferecer oposição contra ambos. Portanto, Oposição é a ação movida ao autor e ao réu, por quem não é parte (terceiro), pretendendo o reconhecimento de direito real ou pessoal sobre o mesmo bem objeto da lide. Quanto à nomenclatura das partes, considera-se oponente, quem ingressa com a oposição. As partes que figuram a Oposição no pólo passivo chamam-se opostos. Trata-se de uma demanda autônoma incidental, com a finalidade de obter julgamento simultâneo. Deve ser proposta nos termos da petição inicial e distribuída por dependência. Com a citação dos opostos, que será feita na pessoa de seus respectivos advogados, o prazo para contestar será de 15 dias. Para que seja admissível a Oposição, a demanda principal deve estar pendente e ainda não julgada, em primeira instância. Candido Rangel Dinamarco conceitua Oposição como a demanda através da qual terceiro deduz em juízo pretensão incompatível com

26 25 interesse conflitantes de autor e de réu de um processo cognitivo pendente 18. A Oposição está prevista nos artigos 56 a 61 do Código de Processo Civil, que tratam do ingresso de terceiro, em processo pendente, nos casos em que objetive a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. Tem como objeto coisa ou direito, no todo, ou em parte. É resultado de conexão, por identidade de objeto, entre a ação principal. Oposição, na verdade, não se caracteriza, tecnicamente, como intervenção de terceiro, porquanto, o opoente ingressa no processo através de ação própria e não como terceiro. Tem como característica ser ação declaratória contra o autor primitivo, e condenatória contra o réu. Assim, o oponente passa a ser o autor de uma ação em que o autor e o réu originários são réus. É uma ação incidental e prejudicial à lide inicial, pois, sendo julgada procedente, a coisa ou o direito demandado pertencerá ao oponente, prejudicando assim a ação original. A Oposição é classificada doutrinariamente como de intervenção voluntária principal, já que o oponente desempenha seu direito de ação, apesar de conexão com a ação principal. É uma ação incidental e prejudicial à lide inicial, pois, sendo julgada procedente, a coisa ou o direito demandado pertencerá ao oponente, prejudicando assim a ação original. Como exemplo, tem-se a ação em que X cobra de Y determinada obrigação, podendo W entrar com Oposição, alegando ser seu o crédito objeto da lide. Distingue-se Oposição de Embargos de Terceiro, conquanto ambos tenham natureza de ação, a Oposição será proposta contra as partes que demandam no processo de conhecimento, já os Embargos 18 DINAMARCO Cândido Rangel. Intervenção de Terceiros. Malheiros Editores Ltda. 5ª Edição. São Paulo p. 37

1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na

1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na 1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na qual este reivindicava a propriedade do veículo adquirido

Leia mais

Do Chamamento ao Processo

Do Chamamento ao Processo - INTERVENÇÃO DE TERCEIROS CONTINUAÇÃO (...) Do Chamamento ao Processo O chamamento ao processo configura-se por ser o instituto por meio do qual se permite que o devedor acionado em juízo convoque para

Leia mais

Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12. Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa

Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12. Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12 Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa Sumário Jurisdição Competência Ação Partes, Ministério Público e Intervenção

Leia mais

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 1 INTERVENÇÃO DE TERCEIROS Trata-se de roteiro de um importantíssimo capítulo da disciplina Direito Processual Civil Processo de Conhecimento de modo a auxiliar os discentes na compreensão da matéria.

Leia mais

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO Citação 2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2 Prof. Darlan Barroso - GABARITO 1) Quais as diferenças na elaboração da petição inicial do rito sumário e do rito ordinário? Ordinário Réu

Leia mais

PROCEDIMENTO. Classificação do procedimento Comum: rito ordinário e rito sumário Especial: de jurisdição contenciosa e de jurisdição voluntária

PROCEDIMENTO. Classificação do procedimento Comum: rito ordinário e rito sumário Especial: de jurisdição contenciosa e de jurisdição voluntária Turma e Ano: Direito Público I (2013) Matéria / Aula: Processo Civil / Aula 20 Professor: Edward Carlyle Monitora: Carolina Meireles PROCEDIMENTO Conceito Corrente clássica: é uma forma material com que

Leia mais

ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE A MODALIDADE DE INTERVENÇÃO DE TERCEIROS: DENUNCIAÇÃO DA LIDE

ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE A MODALIDADE DE INTERVENÇÃO DE TERCEIROS: DENUNCIAÇÃO DA LIDE II ANAIS DO CURSO DE EXTENSÃO EM TEORIA DO DIREITO: A Tríplice perspectiva do Direito e a relação teórica, prática e ética. Cáceres: Unemat Editora, Vol.1. n. 01 (2013). ISSN 2317-3478 ASPECTOS IMPORTANTES

Leia mais

DA ASSISTÊNCIA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

DA ASSISTÊNCIA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO DA ASSISTÊNCIA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO Intervenção de Terceiros CLASSIFICAÇÃO: Quanto à finalidade: ad coadjuvandum ( assistência, denunciação da lide e chamamento

Leia mais

Denunciação da Lide. Genésio Luís de Menezes Cibillo

Denunciação da Lide. Genésio Luís de Menezes Cibillo 1 Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro Denunciação da Lide Genésio Luís de Menezes Cibillo Rio de Janeiro 2013 2 GENÉSIO LUIS DE MENEZES CIBILLO Denunciação da Lide Projeto de pesquisa apresentado

Leia mais

DO PROCEDIMENTO SUMÁRIO. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

DO PROCEDIMENTO SUMÁRIO. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO DO PROCEDIMENTO SUMÁRIO Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO PROCESSO E PROCEDIMENTO PROCEDIMENTO COMUM Art. 271. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário deste Código

Leia mais

Conteúdo: Intervenção de Terceiros: Conceitos, Classificação e Espécies.

Conteúdo: Intervenção de Terceiros: Conceitos, Classificação e Espécies. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Civil / Aula 12 Professor: Edward Carlyle Conteúdo: Intervenção de Terceiros: Conceitos, Classificação e Espécies. Litisconsórcio (cont.) Litisconsortes

Leia mais

A propositura da ação vincula apenas o autor e o juiz, pois somente com a citação é que o réu passa a integrar a relação jurídica processual.

A propositura da ação vincula apenas o autor e o juiz, pois somente com a citação é que o réu passa a integrar a relação jurídica processual. PROCESSO FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO FORMAÇÃO DO PROCESSO- ocorre com a propositura da ação. Se houver uma só vara, considera-se proposta a ação quando o juiz despacha a petição inicial; se houver

Leia mais

FACULDADES INTEGRADAS DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI CURSO DE DIREITO

FACULDADES INTEGRADAS DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI CURSO DE DIREITO FACULDADES INTEGRADAS DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI CURSO DE DIREITO PRATICA JURIDICA II : FASE DE POSTULAÇÃO AILTON SILVA ANTUNES NILSON DE OLIVEIRA JUNIOR TITO MARÇAL DE OLIVEIRA PEREIRA LINHARES-ES

Leia mais

José Domingues Filho 1. 1. O Problema O MÉRITO NO PROCESSO EXECUÇÃO CIVIL

José Domingues Filho 1. 1. O Problema O MÉRITO NO PROCESSO EXECUÇÃO CIVIL O MÉRITO NO PROCESSO EXECUÇÃO CIVIL José Domingues Filho 1 SUMÁRIO RIO: 1. O problema. 2. Conceito de mérito 3. Defesa de mérito no processo de conhecimento. 4. Julgamento de mérito no processo de conhecimento.

Leia mais

Poder Judiciário do Estado da Paraíba Tribunal de Justiça Gabinete da Desembargadora Maria das Neves do Egito de A. D. Ferreira

Poder Judiciário do Estado da Paraíba Tribunal de Justiça Gabinete da Desembargadora Maria das Neves do Egito de A. D. Ferreira AC no 035.2005.000.557-4/001 1 Poder Judiciário do Estado da Paraíba Tribunal de Justiça Gabinete da Desembargadora Maria das Neves do Egito de A. D. Ferreira ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL No 035.2005.000.5 001

Leia mais

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO Ações Possessórias 131 INTRODUÇÃO Conceito: Grace Mussalem Calil 1 Há duas principais teorias sobre a posse: a Subjetiva de Savigny e a Objetiva de Ihering. Para Savigny, a posse é o poder físico sobre

Leia mais

:João Batista Barbosa - Juiz Convocado. Apelante :Unibanco AIG Seguros S/A (Adv. Vanessa Cristina de Morais Ribeiro e outros).

:João Batista Barbosa - Juiz Convocado. Apelante :Unibanco AIG Seguros S/A (Adv. Vanessa Cristina de Morais Ribeiro e outros). APELAÇÃO CÍVEL N 200.2008.032.045-61 001. Relator :João Batista Barbosa - Juiz Convocado. Apelante :Unibanco AIG Seguros S/A (Adv. Vanessa Cristina de Morais Ribeiro e outros). Apelado :Evaldo de Lima

Leia mais

Da TUTELA ANTECIPADA. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

Da TUTELA ANTECIPADA. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO Da TUTELA ANTECIPADA Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO ANTECIPAÇÃO DE TUTELA - REQUISITOS Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida

Leia mais

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual.

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Legitimidade - art. 499 CPC: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. Preposto é parte? Pode recorrer? NÃO.

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO SEGUNDO TRIBUNAL DE ALÇADA CIVIL DÉCIMA CÂMARA

PODER JUDICIÁRIO SEGUNDO TRIBUNAL DE ALÇADA CIVIL DÉCIMA CÂMARA APELAÇÃO COM REVISÃO N º 641.562-0/7 CAMPINAS Apelante: Lafontes Seguros Administração e Corretora de Seguros S. C. Ltda. Apelada : Margarida da Cunha Santos AÇÃO DE COBRANÇA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CERCEAMENTO

Leia mais

TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS

TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS Programa de Pós-Graduação em Direito Processual Civil Tema: TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 1 I - CONCEITO a) Espécie de procedimento (de conhecimento) Processo de Conhecimento Procedimento Comum

Leia mais

Nº 70048989578 COMARCA DE PORTO ALEGRE BARBARA DE PAULA GUTIERREZ GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA A C Ó R D Ã O

Nº 70048989578 COMARCA DE PORTO ALEGRE BARBARA DE PAULA GUTIERREZ GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA A C Ó R D Ã O APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. SITE DE BUSCA. O trabalho da demandada é tão somente de organizar o conteúdo já existente na internet, cuja elaboração é realizada por terceiros. Ou seja,

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO N º 904.124-0/9 São Paulo Agravante: Patrícia de Carvalho Izoldi Agravado: Paulo Penido Pinto Marques

AGRAVO DE INSTRUMENTO N º 904.124-0/9 São Paulo Agravante: Patrícia de Carvalho Izoldi Agravado: Paulo Penido Pinto Marques AGRAVO DE INSTRUMENTO N º 904.124-0/9 São Paulo Agravante: Patrícia de Carvalho Izoldi Agravado: Paulo Penido Pinto Marques AÇÃO DE DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO CUMULADA COM COBRANÇA DE ALUGUERES E ENCARGOS.

Leia mais

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA.

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. VOTO DE VISTA: FAUZI AMIM SALMEM PELA APROVAÇÃO DO RELATÓRIO, COM AS SEGUINTES

Leia mais

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal Interposição: perante o órgão prolator da decisão Recurso Especial Nomenclatura: REsp Competência: Superior Tribunal de Justiça STJ Prazo para interposição 15 dias; Recurso Extraordinário Nomenclatura:

Leia mais

PROCEDIMENTO SUMÁRIO e SUMARÍSSIMO

PROCEDIMENTO SUMÁRIO e SUMARÍSSIMO PROCEDIMENTO SUMÁRIO e SUMARÍSSIMO 1. Procedimento Sumário e Sumaríssimo 1.1 Generalidades I. Processo de Conhecimento (artigo 272 Livro I): b) Comum: a.1) Ordinário (regra geral) a.2) Sumário (275) b)especiais

Leia mais

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso 2ª Fase OAB - Civil Juquinha Junior, representado por sua genitora Ana, propôs ação de investigação de paternidade

Leia mais

DA PETIÇÃO INICIAL. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

DA PETIÇÃO INICIAL. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO DA PETIÇÃO INICIAL Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO DA PETIÇÃO INICIAL - Requisitos Petição inicial como veículo da ação. Art. 282. A petição inicial indicará: I - o juiz ou tribunal, a que é dirigida;

Leia mais

AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO

AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO 1 1) O DIREITO MATERIAL DE PAGAMENTO POR CONSIGNAÇÃO a) Significado da palavra consignação b) A consignação como forma de extinção da obrigação c) A mora accipiendi 2 c)

Leia mais

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011.

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Ementa: Direito Administrativo e tributário. Desapropriação de imóvel urbano Responsabilidade pelo pagamento da dívida de IPTU e Compensação com o valor a ser recebido

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JATAÍ - CESUT A s s o c i a ç ã o J a t a i e n s e d e E d u c a ç ã o

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JATAÍ - CESUT A s s o c i a ç ã o J a t a i e n s e d e E d u c a ç ã o EMENTA: 1. TEORIA GERAL DA EXECUÇÃO 2. PARTES NO PROCESSO DE EXECUÇÃO 3. COMPETÊNCIA 4. REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA REALIZAR QUALQUER EXECUÇÃO 5. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA 5.1 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

Leia mais

RESPOSTAS AOS RECURSOS IMPETRADOS CONTRA A PROVA OBJETIVA E GABARITO OFICIAL

RESPOSTAS AOS RECURSOS IMPETRADOS CONTRA A PROVA OBJETIVA E GABARITO OFICIAL O Instituto AOCP, no uso de suas atribuições legais, TORNA PÚBLICO os pareceres dos recursos deferidos e indeferidos, de acordo com o subitem 14.18 do Edital de Abertura nº 0001/2012 do Tribunal Regional

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso.

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. Por que se diz instrumento: a razão pela qual o recurso se chama agravo de

Leia mais

Na prática, não há distinção entre objeção substancial e processual.

Na prática, não há distinção entre objeção substancial e processual. Turma e Ano: Direito Público I (2013) Matéria / Aula: Processo Civil / Aula 22 Professor: Edward Carlyle Monitora: Carolina Meireles (continuação) Exceções No Direito Romano, exceção era no sentido amplo

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SAO PAULO - SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO. 30 a Câmara

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SAO PAULO - SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO. 30 a Câmara DO ESTADO DE SAO PAULO - SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO 30 a Câmara AGRAVO DE INSTRUMENTO No.1204235-0/4 Comarca cie SÃO CAETANO DO SUL Processo 2789/08 3.V.CÍVEL DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A)

Leia mais

eduardocambi@hotmail.com

eduardocambi@hotmail.com eduardocambi@hotmail.com - Sociedade tecnológica e de consumo: transforma tudo rapidamente. - Direito - influenciado pela cultura: é resultado das idéias, valores e normas compartilhadas em um grupo social.

Leia mais

Nº 70020131579 COMARCA DE PORTO ALEGRE BANCO DO BRASIL S/A MARINA HELENA ALENCASTRO

Nº 70020131579 COMARCA DE PORTO ALEGRE BANCO DO BRASIL S/A MARINA HELENA ALENCASTRO AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. LITISCONSÓRCIO PASSIVO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDENCIA, CONDENANDO APENAS UMA DAS PARTES DEMANDADAS. NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 191, DO CDC. SÚMULA 641, DO STF. PRAZO SIMPLES PARA RECORRER.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 866.249 - SP (2006/0131792-5) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI EMENTA CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PREJUDICIALIDADE EXTERNA ENTRE AÇÃO POSSESSÓRIA E USUCAPIÃO ESPECIAL URBANO. INEXISTÊNCIA.

Leia mais

A DENUNCIAÇÃO DA LIDE NA EVICÇÃO RESUMO

A DENUNCIAÇÃO DA LIDE NA EVICÇÃO RESUMO 1 A DENUNCIAÇÃO DA LIDE NA EVICÇÃO Isabella Bogéa de Assis 1 Sumário: Introdução; 1 Denunciação da lide; 2 A evicção e sua garantia processual; 3 A denunciação da lide é obrigatória na evicção?; 3.1 Análise

Leia mais

O Procedimento Comum Ordinário

O Procedimento Comum Ordinário PROCESSO CIVIL 07 O Procedimento Comum Ordinário Introdução Noções Gerais Noções Iniciais: No processo de conhecimento o procedimento pode ser comum ou especial. É comum quando não houver disposição especial.

Leia mais

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG,

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG, MERITÍSSIMA JUÍZA DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE UBERABA/ MINAS GERAIS. Autos n. 701. Secretaria cível BANCO xxxx., já qualificado nos autos epigrafados da AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA

Leia mais

Art. 62. Aquele que detiver a coisa em nome alheio, sendo-lhe demandada em nome próprio, deverá nomear à autoria o proprietário ou o possuidor.

Art. 62. Aquele que detiver a coisa em nome alheio, sendo-lhe demandada em nome próprio, deverá nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. DA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS Da Nomeação à Autoria Do Conceito de Nomeação à Autoria Trata-se de intervenção de terceiros pelo qual o mero detentor, quando demandado, indica aquele que é o proprietário

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39 SUMÁRIO Apresentação da Coleção...15 CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 1. Antecedentes históricos da função de advogado...19 2. O advogado na Constituição Federal...20 3. Lei de regência da

Leia mais

Manual de Rotinas do Procedimento Cível Comum Ordinário. Protocolo

Manual de Rotinas do Procedimento Cível Comum Ordinário. Protocolo 29 Protocolo 2. DISTRIBUIÇÃO A previsão legal dos atos de distribuição e registro está no Código de Processo Civil, nos artigos 251 a 257. A distribuição tem a função de dividir os processos entre juízos

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo II 1.2013

Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo II 1.2013 Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo II 1.2013 Trabalho 1 Denunciação à Lide das Pessoas Jurídicas de Direito Público Prof. Vallisney de Souza Oliveira Fernando Lagares

Leia mais

4. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

4. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS 4. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS 4.1 Conceito - O que é a ação de prestação de contas? 4.2 Ação de dar e ação de exigir contas - A quem compete esta ação? - Trata-se de uma ação dúplice? - Ação de dar contas

Leia mais

Direito Processual Civil II - Turma A

Direito Processual Civil II - Turma A Direito Processual Civil II - Turma A Regência: Professor Doutor Miguel Teixeira de Sousa 4 de Junho de 2015 Duração: 2h A intentou contra B e C uma ação, na secção cível do Tribunal da comarca do Porto.

Leia mais

Precedente da Câmara. APELAÇÃO DESPROVIDA. EDUARDO SANTOS DA SILVA

Precedente da Câmara. APELAÇÃO DESPROVIDA. EDUARDO SANTOS DA SILVA APELAÇÃO CÍVEL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO APRESENTADO EM JUÍZO. RECURSO DO RÉU. A transação em juízo não exige a intervenção de advogados, restando válido o acordo pactuado no presente

Leia mais

PROVA ORAL PONTO II DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 1

PROVA ORAL PONTO II DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 1 DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 1 Discorra sobre a utilização da usucapião como instrumento de defesa em ações petitórias e possessórias. DISCIPLINA: DIREITO CIVIL QUESTÃO 2 Considere que um indivíduo,

Leia mais

PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro. Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013

PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro. Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013 PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013 Esse pequeno ensaio tem por objetivo elaborar um estudo a respeito

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.084.748 - MT (2008/0194990-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : AGRO AMAZÔNIA PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA : DÉCIO JOSÉ TESSARO E OUTRO(S) :

Leia mais

2 - Qualquer pessoa pode reclamar seu direito nos Juizados Especiais Cíveis?

2 - Qualquer pessoa pode reclamar seu direito nos Juizados Especiais Cíveis? Tribunal de Justiça do Estado de Goiás Juizados Especias Perguntas mais freqüentes e suas respostas 1 - O que são os Juizados Especiais Cíveis? Os Juizados Especiais Cíveis são órgãos da Justiça (Poder

Leia mais

PETIÇÃO INICIAL (CPC 282)

PETIÇÃO INICIAL (CPC 282) 1 PETIÇÃO INICIAL (CPC 282) 1. Requisitos do 282 do CPC 1.1. Endereçamento (inciso I): Ligado a competência, ou seja, é imprescindível que se conheça as normas constitucionais de distribuição de competência,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.080.614 - SP (2008/0176494-3) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI EMENTA Direito de família e das sucessões. Ação de reconhecimento de sociedade de fato, proposta por ex-companheiro

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores MARCOS RAMOS (Presidente), ANDRADE NETO E ORLANDO PISTORESI.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores MARCOS RAMOS (Presidente), ANDRADE NETO E ORLANDO PISTORESI. Registro: 2011.0000252337 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 0200229-93.2011.8.26.0000, da Comarca de, em que é agravante CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SAINT PAUL DE VENCE

Leia mais

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Multa de 40% do FGTS A multa em questão apenas é devida, nos termos da Constituição e da Lei nº 8.036/90, no caso de dispensa imotivada, e não em qualquer outro caso de extinção do contrato de trabalho,

Leia mais

SENTENÇA. Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro

SENTENÇA. Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro fls. 375 SENTENÇA Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro Requerente: Luiz Eduardo Possagnolo Requerido: Gafisa Spe-127

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 87.156 - RJ (2007/0145923-6) RELATOR : MINISTRO SIDNEI BENETI AUTOR : EVANDRO DA SILVA ADVOGADO : CARLOS LIMA CASTRO RÉU : SAINT GOBAIN CANALIZAÇÃO S/A ADVOGADO : HISASHI KATAOKA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 695.205 - PB (2004/0145940-1) RELATOR RECORRENTE ADVOGADOS RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO : BANCO DO BRASIL S/A : MAGDA MONTENEGRO PAULO LOPES DA SILVA

Leia mais

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQUERENTE(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQUERIDO(A/S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO REQUERIDO(A/S) :

Leia mais

Nº 70034654392 COMARCA DE NOVO HAMBURGO BRUNA MACHADO DE OLIVEIRA

Nº 70034654392 COMARCA DE NOVO HAMBURGO BRUNA MACHADO DE OLIVEIRA AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO MONOCRÁTICA. AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO. DPVAT. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE DE QUALQUER SEGURADORA INTEGRANTE DO CONSÓRCIO. INCLUSÃO DA SEGURADORA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 468.333 - MS (2002/0108270-6) RELATOR : MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO RECORRENTE : BANCO DO BRASIL S/A ADVOGADO : GILBERTO EIFLER MORAES E OUTRO(S) RECORRIDO : LEODARCY DA SILVA ANGELIERI

Leia mais

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual O NOVO CPC E O DIREITO CONTRATUAL. PRINCIPIOLOGIA CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÕES PARA OS CONTRATOS. Art. 1 o O processo civil será ordenado, disciplinado

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo. Voto nº 23951

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo. Voto nº 23951 10ª Câmara Seção de Direito Privado Apelação com Revisão n 4002213-20.2013.8.26.0562 Comarca: Santos Ação: Compromisso de Venda e Compra e Repetição de indébito Apte(s).: API Assessoria Consultoria e Intermediação

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo fls. 142 Registro: 2014.0000196662 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo de Instrumento nº 2032279-20.2014.8.26.0000, da Comarca de, em que é agravante ENGELUX CONSTRUTORA LTDA.

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. RIBEIRÃO PRETO, em que é agravante COMPANHIA HABITACIONAL

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. RIBEIRÃO PRETO, em que é agravante COMPANHIA HABITACIONAL TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO AC REG.STRADO(A)SOBN Vistos, relatados e discutidos estes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO n e 682.409-5/0-00, da Comarca de RIBEIRÃO PRETO, em que é agravante COMPANHIA

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ACÓRDÃO ACÓRDÃO Registro: 2013.0000251389 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0128060-36.2010.8.26.0100, da Comarca de São Paulo, em que é apelante AGÊNCIA ESTADO LTDA, é apelado IGB ELETRÔNICA

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT da 4ª Região Órgão Oficiante: Dr. Roberto Portela Mildner Interessado 1: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Interessado 2: Banco Bradesco S/A. Assuntos: Meio ambiente do trabalho

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Registro: 2013.0000259028 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 0061195-35.2013.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante CRISTIANO DE BRITO BANDEIRA,

Leia mais

DECISÃO MONOCRÁTICA. Lei n. 12.016/2009, tirado contra a autoridade coatora, ilibado. desembargador Melo Colombi, haja vista que ao ser julgado seu

DECISÃO MONOCRÁTICA. Lei n. 12.016/2009, tirado contra a autoridade coatora, ilibado. desembargador Melo Colombi, haja vista que ao ser julgado seu fls. 73 Registro: 2014.0000596141 VOTO Nº 12525 Mandado de Segurança nº 2164775-13.2014.8.26.0000 Relator(a): Carlos Abrão Comarca: São Paulo (1ª Vara Cível - Foro Regional de Pinheiros) Impetrante: Silvy

Leia mais

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO PARTE 1 A TUTELA PROVISÓRIA PREVISTA NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA CRÍTICA... 23 CAPÍTULO I TEORIA GERAL DA TUTELA

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA. Cláudio Basques. A garantia dos credos é o patrimônio do devedor.

DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA. Cláudio Basques. A garantia dos credos é o patrimônio do devedor. DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA Cláudio Basques A garantia dos credos é o patrimônio do devedor. LEI N. 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005 Nova Lei de Falências Art. 1º Esta lei disciplina a recuperação judicial,

Leia mais

O Processo Trabalhista

O Processo Trabalhista Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos Profa. Barbara Mourão O Processo Trabalhista Princípios gerais do processo Constituição Federal de 1988; Código de Processo Civil (CPC). Princípios

Leia mais

Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional

Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional Universidade de Brasília Disciplina: Teoria Geral do Processo II Professor: Dr. Vallisney

Leia mais

NULIDADE POR FALTA DE INTIMAÇÃO DA AVALIAÇÃO.

NULIDADE POR FALTA DE INTIMAÇÃO DA AVALIAÇÃO. NULIDADE POR FALTA DE INTIMAÇÃO DA AVALIAÇÃO. A inexistência de intimação para o devedor se manifestar em relação à avaliação realizada implica em nulidade do processo. Esse fato macula de nulidade a arrematação

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0105.13.026868-0/001 Númeração 0268680- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Heloisa Combat Des.(a) Heloisa Combat 11/06/2014 16/06/2014 EMENTA: APELAÇÃO

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

SUMÁRIO. - Ao abrigo do disposto no artigo 219º do Código. de Processo Civil, o pedido de apensação só pode ser

SUMÁRIO. - Ao abrigo do disposto no artigo 219º do Código. de Processo Civil, o pedido de apensação só pode ser Processo nº 646/2014 (Autos de recurso civil) Data: 14/Maio/2015 Assuntos: Apensação de acções SUMÁRIO - Ao abrigo do disposto no artigo 219º do Código de Processo Civil, o pedido de apensação só pode

Leia mais

O CONVÊNIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E A UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA: RESULTADOS ESTATÍSTICOS (ANO BASE 2007) DO CARTÓRIO DO

O CONVÊNIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E A UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA: RESULTADOS ESTATÍSTICOS (ANO BASE 2007) DO CARTÓRIO DO O CONVÊNIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E A UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA: RESULTADOS ESTATÍSTICOS (ANO BASE 2007) DO CARTÓRIO DO ANEXO II DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA UNOESTE... 969

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO fls. 180 SENTENÇA Processo Digital nº: 1021633-14.2014.8.26.0405 Classe - Assunto Procedimento Ordinário - Promessa de Compra e Venda Requerente: RAFAEL RODRIGUES e outro Requerido: IBÉRIA INCORPORADORA

Leia mais

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DESEMB - CARLOS SIMÕES FONSECA 11 de dezembro de 2012

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DESEMB - CARLOS SIMÕES FONSECA 11 de dezembro de 2012 ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DESEMB - CARLOS SIMÕES FONSECA 11 de dezembro de 2012 AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0902402-16.2012.8.08.0000 (048129002084) - SERRA - 4ª VARA

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS fls. 122 Processo: 0135890-46.2012.8.06.0001 - Apelação Apelante: Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metrolitana de Fortaleza - SINDIGUARDAS Apelado: Município de Fortaleza Vistos etc. DECISÃO

Leia mais

O NOVO CPC E OS PRECEDENTES EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA

O NOVO CPC E OS PRECEDENTES EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA O NOVO CPC E OS PRECEDENTES EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA Fernando Facury Scaff Professor de Direito Financeiro da USP. Doutor e Livre Docente pela mesma Universidade. Sócio de Silveira, Athias, Soriano de Melo,

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Saulo Henriques de Sá e Benevides. Vistos, etc.

ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Saulo Henriques de Sá e Benevides. Vistos, etc. ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Saulo Henriques de Sá e Benevides APELAÇÃO CÍVEL n 2 073.2003.012900-8/001 Comarca de Cabedelo RELATOR: João Benedito da Silva Juiz Convocado

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo ACÓRDÃO Registro: 2014.0000318446 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0001766-40.2013.8.26.0291, da Comarca de Jaboticabal, em que é

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em ação de indenização, em que determinada empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento de sentença, autorizou

Leia mais

D E C I S Ã O. Contra-razões ofertadas as fls. 176/184 em total prestígio a. sentença.

D E C I S Ã O. Contra-razões ofertadas as fls. 176/184 em total prestígio a. sentença. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA QUARTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº 0168239-18.2007.8.19.0001 APELANTE: BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A APELADO: CATIA MARIA DA SILVA COUTO RELATOR:

Leia mais

: ANTONIO ROMAO DA SILVA FILHO : CHRISTIAN DA SILVA BORTOLOTTO E OUTROS : TRIGÉSIMA SÉTIMA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (200751018083503)

: ANTONIO ROMAO DA SILVA FILHO : CHRISTIAN DA SILVA BORTOLOTTO E OUTROS : TRIGÉSIMA SÉTIMA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (200751018083503) RELATOR AGRAVANTE ADVOGADO AGRAVADO PROCURADOR AGRAVADO ADVOGADO ORIGEM : DESEMBARGADORA FEDERAL LILIANE RORIZ : DE PAULA CONEXOES LTDA E OUTRO : ISMENIA BORGES DE BARROS E OUTROS : INSTITUTO NACIONAL

Leia mais

O PROCESSO JUDICIAL E A PERÍCIA - CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O PROCESSO JUDICIAL E A PERÍCIA - CONSIDERAÇÕES INICIAIS Curso de Avaliações Prof. Carlos Aurélio Nadal cnadal@ufpr.br AULA 01 O PROCESSO JUDICIAL E A PERÍCIA - CONSIDERAÇÕES INICIAIS Conflito de interesses - duas pessoas possuem interesse sobre o mesmo bem

Leia mais

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

O CONGRESSO NACIONAL decreta: Altera a Lei nº 8.245, de 18 de outubro de 1991, que dispõe sobre as locações de imóveis urbanos e os procedimentos pertinentes. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Esta Lei introduz alteração na Lei

Leia mais

TURMA RECURSAL ÚNICA J. S. Fagundes Cunha Presidente Relator

TURMA RECURSAL ÚNICA J. S. Fagundes Cunha Presidente Relator RECURSO INOMINADO nº 2006.0003375-3/0, DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE APUCARANA Recorrente...: ROVIGO INDUSTRIA E COMERCIO DE CONFECÇÕES LTDA Recorrida...: FINASA LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL

Leia mais

Resumo. Sentença Declaratória pode ser executada quando houver o reconhecimento de uma obrigação.

Resumo. Sentença Declaratória pode ser executada quando houver o reconhecimento de uma obrigação. 1. Execução Resumo A Lei 11.232/05 colocou fim à autonomia do Processo de Execução dos Títulos Judiciais, adotando o processo sincrético (a fusão dos processos de conhecimento e executivo a fim de trazer

Leia mais

autoridade consular brasileira competente, quando homologação de sentença estrangeira: (...) IV - estar autenticada pelo cônsul brasileiro e

autoridade consular brasileira competente, quando homologação de sentença estrangeira: (...) IV - estar autenticada pelo cônsul brasileiro e COMPARATIVO ENTRE A RESOLUÇÃO N. 9 E A EMENDA REGIMENTAL N. 18 DO STJ EMENDA REGIMENTAL N. 18 (2014) RESOLUÇÃO N. 9 (2005) Art. 1º O Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça passa a vigorar acrescido

Leia mais

REVISTA SABER ELETRÔNICO Ano 1 Vol. 1 Nov / Jun 2010 ISSN 2176-5588

REVISTA SABER ELETRÔNICO Ano 1 Vol. 1 Nov / Jun 2010 ISSN 2176-5588 A INTERVENÇÃO DE TERCEIRO NA AÇÃO CIVIL PÚBLICA Daniel Cervantes Angulo Vilarinho 1, Resumo: Pretendemos com este trabalho após um breve relato acerca da intervenção de terceiros nas ações coletivas, discutir

Leia mais

PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves

PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves QUESTÃO 01 Partindo-se da premissa da instrumentalidade do processo, há diferença ontológica entre a jurisdição

Leia mais

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL 2379] ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 1. PETIÇÃO DA CREDORA AUNDE BRASIL S/A. [mov. Considerando que não há previsão legal

Leia mais

- Espécies. Há três espécies de novação:

- Espécies. Há três espécies de novação: REMISSÃO DE DÍVIDAS - Conceito de remissão: é o perdão da dívida. Consiste na liberalidade do credor em dispensar o devedor do cumprimento da obrigação, renunciando o seu direito ao crédito. Traz como

Leia mais

3ª aula: REFORMAS DO CPC E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DO TRABALHO

3ª aula: REFORMAS DO CPC E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DO TRABALHO Material disponibilizado pelo Professor: 3ª aula: REFORMAS DO CPC E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DO TRABALHO REMIÇÃO DA EXECUÇÃO CPC, 651. Antes de adjudicados ou alienados os bens, pode o executado, a todo

Leia mais

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A

D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A NÃO ESPECIFICADO. DETRAN. HABILITAÇÃO. PROVA TEÓRICA. PORTADOR DE DISLEXIA. TUTELA ANTECIPADA. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VEROSSIMILHANÇA DO DIREITO ALEGADO. Para o deferimento da tutela antecipada,

Leia mais