DA ASSISTÊNCIA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

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1 DA ASSISTÊNCIA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

2 Intervenção de Terceiros CLASSIFICAÇÃO: Quanto à finalidade: ad coadjuvandum ( assistência, denunciação da lide e chamamento ao processo) Ad excludendum ( oposição e nomeação à autoria) Quanto à iniciativa: Voluntária ( assistência e oposição) Provocada ( nomeação à autoria, denunciação da lide e chamamento ao processo)

3 ASSISTENCIA SIMPLES Assistência é forma de intervenção espontânea e ad coadjuvandum Há duas espécies de assistência: a assistência simples e a assistência litisconsorcial Na assistência simples, o assistente mantém relação jurídica com a parte assistida, sujeita aos efeitos reflexos da sentença. Exemplo: o sublocatário que intervém assistindo o locatário em ação de despejo que contra ele move o locador.

4 ASSISTENTE SIMPLES Previsão no CPC e oportunidades do manejo Art. 50. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas, o terceiro, que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas, poderá intervir no processo para assisti-la. Parágrafo único. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição; mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra.

5 Limites à atuação do assistente simples Art. 53. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido, desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos; casos em que, terminando o processo, cessa a intervenção do assistente. Não pode interpor recurso adesivo, para o qual a lei somente legitima as partes ( cf. art. 500, do CPC)

6 ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIAL O Assistente litisconsorcial mantém uma relação jurídica com o adversário da parte assistida, sobre a qual a sentença haverá de influir.

7 Assistência Litisconsorcial É muito controvertida, na doutrina, a natureza jurídica da assistência litisconsorcial, havendo doutrinadores que não o consideram parte e sim, um assistente qualificado, mais próximo do objeto do litígio ( Arruda Alvim e Cândido Dinamarco). Outros, como Luiz Fux, consideram-no o litisconsorte que chegou mais tarde e para o qual também se formará a coisa julgada. Trata-se da parte no sentido material, que intervém em processo no qual atua um substituto processual ou um co-titular do direito.

8 ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIAL - CPC Art. 54. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente, toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. Parágrafo único. Aplica-se ao assistente litisconsorcial, quanto ao pedido de intervenção, sua impugnação e julgamento do incidente, o disposto no art. 51.

9 Assistente Litisconsorcial - Exemplo Exemplo de assistente litisconsorcial é o terceiro adquirente de coisa litigiosa, ou cessionário de direito litigioso, que intervém no processo, nos termos do artigo 42, 2o. como assistente do alienante ou cedente, o qual continua legitimado para a causa. A sentença proferida entre as partes originárias estende seus efeitos a ele ( CPC, art. 42, 3o.)

10 Assistência Litisconsorcial Jurisprudência PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. EXPLORAÇÃO DE LINHA RODOVIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO OU DE HIPÓTESE DE ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIAL. 1. Litisconsorte é parte, e não terceiro, na relação processual. Assim, para legitimar-se como litisconsorte é indispensável, antes de mais nada, legitimar-se como parte. Em nosso sistema, salvo nos casos em que a lei admite a legitimação extraordinária por substituição processual, só é parte legítima para a causa quem, em tese, figura como parte na relação de direito material nela deduzida.

11 Assistência Litisconsorcial Jurisprudência 2. A assistência litisconsorcial supõe, conforme o art. 54 do CPC, a existência de uma relação jurídica material entre o assistente e o adversário do assistido que pode ser afetada pela sentença de mérito.... (REsp /RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 02/10/2008, DJe 20/10/2008)

12 Assistência Litisconsorcial Jurisprudência PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIAL. LEGITIMIDADE. PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. (...) 3. O assistente litisconsorcial detém relação de direito material com o adversário do assistido, de modo que a sentença que vier a ser proferida, em relação a ele, constituirá coisa julgada material. Assim, não há como afastar a legitimidade passiva ad causam do recorrente. 4. Recurso especial conhecido em parte e não provido. (REsp /SE, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/06/2007, DJ 01/08/2007 p. 434)

13 EFEITO-ASSISTÊNCIA ou EFEITO-INTERVENÇÃO Art. 55. Transitada em julgado a sentença, na causa em que interveio o assistente, este não poderá, em processo posterior, discutir a justiça da decisão, salvo se alegar e provar que: I - pelo estado em que recebera o processo, ou pelas declarações e atos do assistido, fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença; II - desconhecia a existência de alegações ou de provas, de que o assistido, por dolo ou culpa, não se valeu.

14 Ingresso do assistente no processo - procedimento Art. 51. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias, o pedido do assistente será deferido. Se qualquer das partes alegar, no entanto, que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido, o juiz: I - determinará, sem suspensão do processo, o desentranhamento da petição e da impugnação, a fim de serem autuadas em apenso; II - autorizará a produção de provas; III - decidirá, dentro de 5 (cinco) dias, o incidente.

15 Poderes e ônus do Assistente Art. 52. O assistente atuará como auxiliar da parte principal, exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. Parágrafo único. Sendo revel o assistido, o assistente será considerado seu gestor de negócios.

16 Assistência: oportunidade da intervenção - Jurisprudência PROCESSUAL CIVIL MANDADO DE SEGURANÇA PEDIDO DE ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIAL EM GRAU DE RECURSO: ADMISSIBILIDADE. 1. O litisconsórcio e a assistência são institutos com características e objetivos diversos. 2. Na assistência litisconsorcial, tema do recurso, existe uma pretensão do assistente sobre o objeto material do processo e assemelha-se a uma "espécie de litisconsórcio facultativo ulterior, ou seja, o assistente litisconsorcial é todo aquele que, desde o início do processo, poderia ter sido litisconsorte facultativo-unitário da parte assistida" (CPC Comentado por Nélson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, 8ª ed., RT, p. 487, nota de rodapé n. 1, comentários ao art. 54 do CPC).

17 Assistência: oportunidade da intervenção - Jurisprudência 3. A assistência, simples ou litisconsorcial, tem cabimento em qualquer procedimento ou grau de jurisdição, inexistindo óbice a que se admita o ingresso do assistente em mandado de segurança, ainda que depois de transcorrido o prazo decadencial do writ. 4. Dissídio não configurado. 5. Recurso especial conhecido em parte e improvido. (REsp /DF, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 11/04/2006, DJ 22/05/2006 p. 180)

18 Assistência Anômala: Lei 9469/97, art. 5o., parágrafo único PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL EM AÇÃO DE USUCAPIÃO DE IMÓVEL QUE SE ENCONTRA NA POSSE DE PARTICULARES. ADVENTO DA LEI Nº 9.469/ O parágrafo único do art. 5º da Lei 9.469/97 esclarece que a União pode intervir nas causas em que os reflexos da decisão possam ser somente indiretos e independentemente da demonstração de interesse público. 2. Recurso especial a que se nega provimento, mantendo-se a competência da Justiça Federal para a apreciação do feito. (REsp /SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, Rel. p/ Acórdão Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 09/12/2003, DJ 17/05/2004 p. 110)

19 DA OPOSIÇÃO Da Oposição CPC, Art. 56. Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu, poderá, até ser proferida a sentença, oferecer oposição contra ambos.

20 DA OPOSIÇÃO Natureza Jurídica: Oposição é ação, movida por terceiro que pretender, no todo ou em parte, direito ou coisa, sobre a qual controvertem autor e réu. É incidente a outra em curso, conexa pelo objeto. É movida por terceiro contra autor e réu de uma demanda em curso, os quais formarão um litisconsórcio necessário simples.

21 Oposição - Jurisprudência PROCESSO CIVIL. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. OPOSIÇÃO. CABIMENTO. Tem legitimidade ad causam o terceiro para propor oposição quando os opostos, em processo de conhecimento (ação declaratória de nulidade), discutem acerca da validade jurídica do negócio que transferiu ao opoente a propriedade de um bem imóvel. ( APC, Relator NATANAEL CAETANO, 1ª Turma Cível, julgado em 06/11/2008, DJ 17/11/2008 p. 50)

22 DA OPOSIÇÃO - processamento Art. 57. O opoente deduzirá o seu pedido, observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. 282 e 283). Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados, na pessoa dos seus respectivos advogados, para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. Parágrafo único. Se o processo principal correr à revelia do réu, este será citado na forma estabelecida no Título V, Capítulo IV, Seção III, deste Livro. Art. 58. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, contra o outro prosseguirá o opoente.

23 DA OPOSIÇÃO Classificação, quanto à forma de tramitação: Oposição própria e Oposição imprópria. Própria é a oposição oferecida antes da audiência, que tramita em apenso aos autos principais, em simultaneus processus, sendo as ações decididas pela mesma sentença. Art. 59. A oposição, oferecida antes da audiência, será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação, sendo ambas julgadas pela mesma sentença.

24 DA OPOSIÇÃO Oposição imprópria é a oferecida depois de iniciada a audiência, com tramitação autônoma ( CPC, art. 60, 1a. Parte) Art. 60. Oferecida depois de iniciada a audiência, seguirá a oposição o procedimento ordinário, sendo julgada sem prejuízo da causa principal. Poderá o juiz, todavia, sobrestar no andamento do processo, por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias, a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição.

25 DA OPOSIÇÃO Julgamento em simultaneus processus: primeiro a oposição e depois a ação. Art. 61. Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição, desta conhecerá em primeiro lugar.

26 Nomeação à autoria Incidente processual que tem por finalidade a correção do errado endereçamento da demanda ( correção da ilegitimidade passiva ad causam), que a lei permite em duas situações: Ação proposta contra mero detentor da coisa vindicada, que deve nomear à autoria o verdadeiro proprietário ou possuidor ( CPC, art. 62) ação indenizatória ajuizada pelo proprietário ou titular de um direito sobre a coisa em face daquele que praticou atos por ordem ou em cumprimento de instruções de terceiro. ( CPC, art. 63)

27 Nomeação à Autoria Art. 62. Aquele que detiver a coisa em nome alheio, sendo-lhe demandada em nome próprio, deverá nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. Art. 63. Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização, intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa, toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem, ou em cumprimento de instruções de terceiro.

28 Nomeação à Autoria - procedimento Art. 64. Em ambos os casos, o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa; o juiz, ao deferir o pedido, suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Art. 65. Aceitando o nomeado, ao autor incumbirá promover-lhe a citação; recusandoo, ficará sem efeito a nomeação. Art. 66. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída, contra ele correrá o processo; se a negar, o processo continuará contra o nomeante.

29 Nomeação à Autoria - procedimento Art. 67. Quando o autor recusar o nomeado, ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída, assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. Art. 68. Presume-se aceita a nomeação se: I - o autor nada requereu, no prazo em que, a seu respeito, Ihe competia manifestar-se; II - o nomeado não comparecer, ou, comparecendo, nada alegar.

30 Nomeação à Autoria Cabimento PROCESSO CIVIL. APELAÇÃO. EMBARGOS À MONITÓRIA. INCOMPETÊNCIA RELATIVA ARGÜIDA EM PRELIMINAR DE CONTESTAÇÃO. PRECLUSÃO. NOMEAÇÃO À AUTORIA. REJEIÇÃO. Cuidando-se de incompetência relativa, esta deve ser alegada sob a forma de exceção, em petição fundamentada e devidamente instruída, nos termos dos artigos 304 e 307 do CPC, sob pena de preclusão. A nomeação à autoria se destina à correção de ilegitimidade passiva de parte, naquelas hipóteses restritas dos artigos 62 e 63 do CPC, quais sejam, demanda movida contra detentor ou contra preposto de terceiro, que alegar essa condição. Apelação não provida.( apc, Relator ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO, 6ª Turma Cível, julgado em 21/02/2007, DJ 13/03/2007 p. 125)

31 Nomeação à Autoria Art. 69. Responderá por perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: I - deixando de nomear à autoria, quando Ihe competir; II - nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada.

32 DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação da lide é ação de garantia para eventual acertamento de um direito de regresso, em caso de: Evicção Perda da posse cedida Condenação ao pagamento de indenização Pode ser promovida pelo autor ( na petição inicial) ou pelo réu ( no prazo da resposta)

33 DENUNCIAÇÃO DA LIDE Art. 70. A denunciação da lide é obrigatória: I - ao alienante, na ação em que terceiro reivindica a coisa, cujo domínio foi transferido à parte, a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção Ihe resulta; II - ao proprietário ou ao possuidor indireto quando, por força de obrigação ou direito, em casos como o do usufrutuário, do credor pignoratício, do locatário, o réu, citado em nome próprio, exerça a posse direta da coisa demandada; III - àquele que estiver obrigado, pela lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo do que perder a demanda.

34 DENUNCIAÇÃO DA LIDE Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, in Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante, 10ª edição cita a seguinte casuística (pág. 284): 14. Direito de regresso. A ação de garantia não se caracteriza como mero direito genérico de regresso, isto é, fundado em garantia imprópria. Este não enseja a denunciação da lide, sob pena de ofenderem-se os princípios da celeridade e economia processual. Por direito de regresso, autorizador da denunciação da lide com base no CPC 70 III, deve-se entender aquele fundado em garantia própria (Sanches, Denunciação, 121).

35 Denunciação da lide: obrigatoriedade ( doutrina) Sobre a obrigatoriedade, confira-se a doutrina de Nelson Nery Júnior, in Código de Processo Civil Comentado. RT, p. 245: Como o direito material é omisso quanto à forma e modo de obter indenização, relativamente às demais hipóteses de denunciação da lide, não se pode admitir que a não denunciação, nos casos do CPC 70 II e III, acarretaria a perda da pretensão material de regresso. Norma restritiva de direito interpreta-se de forma estrita, não comportando ampliação. O desatendimento de ônus processual somente pode ensejar preclusão ou nulidade do ato, razão pela qual a falta de denunciação nas hipóteses do CPC 70 II e III não traz como conseqüência a perda do direito material de indenização, mas apenas impede que esse direito seja exercido no mesmo processo onde deveria ter ocorrido a denunciação (Barbi, Coment. N. 407, PP. 251/253).

36 Denunciação da lide - Jurisprudência PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO CONFIGURADO (ART. 541 DO CPC E ART. 255 DO RISTJ) INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO ART. 535 DO CPC DENUNCIAÇÃO DA LIDE DIREITO DE REGRESSO CPC, ART. 70, III OBRIGATORIEDADE AFASTADA PRECEDENTES REDUÇÃO DO QUANTUM DA INDENIZAÇÃO SÚMULA 7/STJ.

37 Denunciação da lide - Jurisprudência 3. A denunciação da lide só é obrigatória em relação ao denunciante que, não denunciando, perderá o direito de regresso, mas não está obrigado o julgador a processá-la, se concluir que a tramitação de duas ações em uma só onerará em demasia uma das partes, ferindo os princípios da economia e da celeridade na prestação jurisdicional, sendo desnecessária em ação fundada na responsabilidade prevista no art. 37, 6º, da CF/88, vez que a primeira relação jurídica funda-se na culpa objetiva e a segunda na subjetiva, fundamento novo não constante da lide originária.

38 Denunciação da lide - procedimento Art. 71. A citação do denunciado será requerida, juntamente com a do réu, se o denunciante for o autor; e, no prazo para contestar, se o denunciante for o réu.

39 Denunciação da lide - procedimento Art. 72. Ordenada a citação, ficará suspenso o processo. 1o - A citação do alienante, do proprietário, do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca, dentro de 10 (dez) dias; b) quando residir em outra comarca, ou em lugar incerto, dentro de 30 (trinta) dias. 2o Não se procedendo à citação no prazo marcado, a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante.

40 Denunciação da lide - procedimento Art. 73. Para os fins do disposto no art. 70, o denunciado, por sua vez, intimará do litígio o alienante, o proprietário, o possuidor indireto ou o responsável pela indenização e, assim, sucessivamente, observando-se, quanto aos prazos, o disposto no artigo antecedente.

41 Denunciação da lide - procedimento Art. 74. Feita a denunciação pelo autor, o denunciado, comparecendo, assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial, procedendo-se em seguida à citação do réu.

42 Denunciação da lide - procedimento Art. 75. Feita a denunciação pelo réu: I - se o denunciado a aceitar e contestar o pedido, o processo prosseguirá entre o autor, de um lado, e de outro, como litisconsortes, o denunciante e o denunciado; II - se o denunciado for revel, ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída, cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final; III - se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor, poderá o denunciante prosseguir na defesa.

43 Denunciação da lide - procedimento Art. 76. A sentença, que julgar procedente a ação, declarará, conforme o caso, o direito do evicto, ou a responsabilidade por perdas e danos, valendo como título executivo.

44 Denunciação da lide - jurisprudência AÇÃO INDENIZATÓRIA. ACIDENTE DE TRÂNSITO. SEGURADORA. DENUNCIAÇÃO DA LIDE. PROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS. CONDENAÇÃO EM REEMBOLSO. POSSIBILIDADE DE A DENUNCIADA RESISTIR, DE FORMA AMPLA, AOS FUNDAMENTOS DA LIDE PRIMÁRIA. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO. I - Com a denunciação da lide inaugura-se uma nova relação processual, em que o réu do processo originário passa a figurar como autor da lide secundária, estabelecida em face do terceiro denunciado, com quem mantém vínculo jurídico, no intuito de que este responda em regresso, na hipótese de sucumbência do denunciante.

45 Denunciação da lide - jurisprudência II - Quanto à controvérsia em si, e passando ao largo da discussão acerca da natureza jurídica que o denunciado assume no processo, isto é, se assistente simples, assistente litisconsorcial ou litisconsorte, tal qual enuncia o artigo 75, I, do CPC, em qualquer caso, tem-se-lhe reconhecido, e não poderia ser diferente, o interesse em oferecer resistência, de forma ampla, à pretensão deduzida pelo adversário do denunciante, tendo em vista que o desfecho da demanda principal poderá repercutir na demanda secundária. Recurso especial provido. (REsp /MG, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 12/02/2008, DJe 25/04/2008)

46 Denunciação da lide - jurisprudência PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. DENUNCIAÇÃO DA LIDE. FACULDADE. NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART. 70 DO CPC. 1. A denunciação da lide é modalidade de intervenção forçada, vinculado à idéia de garantia de negócio translatício de domínio e existência de direito regressivo. A parte que enceta a denunciação da lide, o denunciante, ou tem um direito que deve ser garantido pelo denunciante-transmitente, ou é titular de eventual ação regressiva em face do terceiro, porque demanda em virtude de ato deste.. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 11/11/2008, DJe 01/12/2008)

47 Chamamento ao processo O chamamento ao processo é admissível quando o chamado responder solidariamente com o réu pelo direito que o autor reclama Provoca a intervenção de co-obrigados solidários: Fiador chama devedor principal, fiador chama cofiadores solidários e devedor chama co-devedores solidários ( OBSERVAÇÃO: DEVEDOR NÃO CHAMA FIADOR.)

48 CHAMAMENTO AO PROCESSO Art. 77. É admissível o chamamento ao processo: I - do devedor, na ação em que o fiador for réu; II - dos outros fiadores, quando para a ação for citado apenas um deles; III - de todos os devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns deles, parcial ou totalmente, a dívida comum.

49 CHAMAMENTO AO PROCESSO Art. 78. Para que o juiz declare, na mesma sentença, as responsabilidades dos obrigados, a que se refere o artigo antecedente, o réu requererá, no prazo para contestar, a citação do chamado. Art. 79. O juiz suspenderá o processo, mandando observar, quanto à citação e aos prazos, o disposto nos arts. 72 e 74.

50 CHAMAMENTO AO PROCESSO Art. 80. A sentença, que julgar procedente a ação, condenando os devedores, valerá como título executivo, em favor do que satisfizer a dívida, para exigi-la, por inteiro, do devedor principal, ou de cada um dos co-devedores a sua quota, na proporção que Ihes tocar.

51 Chamamento ao processo - jurisprudência RECURSO ESPECIAL. CHAMAMENTO AO PROCESSO DO PATROCINADOR. INEXISTÊNCIA DE SOLIDARIEDADE.(...) 1. O chamamento ao processo é admissível quando o chamado responder solidariamente com o réu pelo direito que o autor reclama (Art. 77, III, do CPC).(...) (REsp /RS, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/10/2007, DJ 31/10/2007 p. 339)

52 Cespe oab-2008/3 Questão 40 ( CESPE-OAB-2008/3 - Suponha que Antônio, empregado de Carlos, tenha cumprido ordens deste para retirar madeira na fazenda de Celso, que, diante disso, tenha proposto a ação de reparação de danos materiais contra Antônio. Nessa situação, no prazo para a defesa, é lícito a Antônio A - requerer a denunciação da lide contra Carlos. B - deduzir pedido de chamamento ao processo contra Carlos. C - requerer a nomeação à autoria contra Carlos. D - requerer a citação de Carlos na qualidade de litisconsorte passivo necessário.

53 CESPE-OAB-2008/2 Questão 40 ( CESPE-OAB-2008/2) - Carla e Renata eram fiadoras de André em contrato de locação de um apartamento residencial, em caráter solidário e mediante renúncia ao benefício de ordem. Como André não pagou os últimos três meses de aluguel, o locador ajuizou ação de cobrança contra o locatário e Carla. Considerando a situação hipotética apresentada, é correto afirmar que Carla agirá corretamente se A - nomear Renata à autoria, pois se trata de fiança dada pelas duas conjuntamente. B - requerer a suspensão do processo até que André conteste a ação, a fim de obter elementos para apresentar a sua defesa. C - promover o chamamento ao processo de Renata, haja vista que as duas são fiadoras. D - denunciar Renata à lide, visto que ela também está obrigada pelo contrato.

54 OAB-CESPE Questão 36 OAB-CESPE Com referência a intervenção de terceiros e a assistência, assinale a opção correta. A - O terceiro que se sentir prejudicado ou que tiver seu direito ameaçado em virtude de uma pretensão discutida em juízo poderá ingressar na ação e nomear- se como legítimo detentor do direito disputado pelo autor, por meio do incidente denominado nomeação à autoria. B - A assistência somente é admissível até o julgamento da apelação. C - Tanto o autor quanto o réu têm legitimidade para requerer o chamamento ao processo do devedor principal, dos demais co-devedores solidários ou do fiador. Quando o chamamento for manejado pelo autor, permite-se o aditamento da petição inicial pelo chamado. D - A denunciação à lide constitui uma nova ação, ou seja, é lide secundária em relação à ação principal, e, uma vez extinta a AÇão principal, resta prejudicada, por falta de objeto, a lide secundária.

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