INSTRUMENTOS DE GESTÃO AMBIENTAL: AS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS EM QUESTÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INSTRUMENTOS DE GESTÃO AMBIENTAL: AS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS EM QUESTÃO"

Transcrição

1 INSTRUMENTOS DE GESTÃO AMBIENTAL: AS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS EM QUESTÃO GISELA A. PIRES DO Rlo* ABSTRACT Instruments for environmental management: discussing firm strategies Based on a case study of the Companhia Vale do Rio Doce's (CVRD's) environmental management policies, the article discusses the issue of tirm-territory relations. Being a toplevei national corporation, with strong ties with the international market, the CVRD is capable of both promoting and reversing managerial practices in the territories under its influence, thus making them dependent on its strategic policies. Introdução Qual a influência dos instrumentos de proteção ao meio ambiente sobre a dinâmica da localização de unidades produtivas? É possível falar-se em dumping ecológico, o que tornaria alguns países mais atrativos que outros para a implantação de unidades produtivas poluentes? Quais as estratégias empregadas pelas grandes empresas para incorporar o meio ambiente como diferencial de competitividade no mercado internacional? Como as regras de um compromisso internacional entre empresas tornam-se balizadoras de uma gestão ambiental nas escalas local e regional? Essas questões merecem ser discutidas com cuidado. São questões provenientes de dois níveis distintos que, no entanto, têm sua fundamentação na idéia de gestão ambiental como processo de negociação, isto é, a construção de um quadro de referência para o arbítrio de conflitos que se expressam segundo ordens de grandeza bastante diferenciadas. Na escala internacional, os problemas ambientais, tal como o efeito estufa colocam novos desafios no que diz respeito à gestão dos recursos Professora do Departamento de Geografia da UFRJ.

2 38 Revista TERRITÓRIO, ano li, n!l 3, jul./dez naturais, à adequação dos instrumentos econômicos a serem adotados, e à implementação da auto-regulamentação. Não obstante a atual tendência à internalização de custos externos no que diz respeito aos rejeitos e emissões industriais, há poucas indicações de que se observe uma onda de transferência de investimentos para países onde as legislações ambientais possam ser consideradas menos coercitivas. Este argumento apóia-se na constatação de que o processo de transferência geográfica de plantas industriais não se explica unicamente pelo problema de um diferencial de custos de produção de uma empresa e pelas relações mercantis que se estabelecem entre clientes e fornecedores. As condições de base, a estrutura de uma determinada indústria, assim como o jogo de atores que asseguram determinadas localizações, especialmente a construção de vantagens competitivas por parte do ator público, em seus diferentes níveis de intervenção, atuam como elementos importantes na escolha e na perenidade de determinadas localizações. Na escala nacional, os grandes grupos empresariais privilegiam a negociação direta com as partes interessadas. Nessa estratégia dois aspectos merecem destaque. O primeiro, está relacionado ao voluntarismo da empresa como condição necessária, traduzindo sua disposição a investir segundo sua capacidade técnica, em outras palavras, a empresa dispõe de alternativas tecnológicas passíveis de serem empregadas, desde que conformadas dentro de sua visão de meio ambiente. O segundo aspecto, intimamente ligado ao precedente, refere-se ao fato de que os grandes grupos preferem comandar o processo de negociação ao anteverem uma situação de institucionalização social dos riscos ambientais. Nesse caso, o campo de negociação seria necessariamente ampliado, fugindo ao controle da esfera industrial. O presente artigo consiste em notas introdutórias para uma discussão sobre a dimensão espacial sobre a qual se sustentam as estratégias empresariais relativas ao meio ambiente. Para encaminhar tal discussão propõe-se uma breve recapitulação do debate em torno do deslocamento geográfico de unidades produtivas (primeira seção) com o intuito de esclarecer as injunções que, na escala internacional, interferem nas estratégias de grandes corporações com forte grau de internacionalização (segunda seção). Essa discussão nos permite compreender a opção das empresas pela ação normativa como princípio fundamental de gestão ambiental (terceira seção). As empresas estabelecem padrões de comportamento referenciados na escala internacional, conformando sua "área de influência", nas escalas regional e local, a esses mesmos padrões. De maneira a ilustrar esse último aspecto, a quarta seção dedica-se à gestão ambiental empreendida pela Companhia Vale do Rio Doce. A análise desse grupo é particularmente interessante, pois, como ator de primeira linha na atividade industrial, pode induzir ou reverter a instituição das práticas de gestão ambiental.

3 Instrumentos de gestão ambiental 39 Deslocamento geográfico das unidades produtivas: o princípio do equilíbrio A questão ambiental reflete uma grande diversidade de situações no que diz respeito tanto aos níveis e tipos de impactos causados ao meio ambiente quanto no que se refere às medidas que visam reduzir tais impactos. Cabe lembrar que os impactos ambientais causados por uma determinada atividade podem ser locais, regionais, nacionais ou internacionais e diferem ainda quanto ao tempo de permanência (longo prazo e curto prazo). Isto posto, é importante ressaltar que as prioridades relativas ao meio ambiente diferem segundo cada país e segundo as relações natureza! sociedade que caracterizam a trajetória desses países ao longo da História. De um ponto de vista retrospectivo, as políticas ambientais privilegiaram, durante muito tempo, a escala local. As principais análises empíricas sobre os deslocamentos de investimentos devido a problemas ambientais destacaram as transferências de certos ramos industriais como o siderúrgico, o químico e o de papel e celulose. Essas análise evidenciam. quase que de maneira exclusiva, as conseqüências, na escala nacional, da implementação de normas ambientais mais rígidas, para a localização de unidades de produção (WATTS, 1984; STAFFORT, 1977; CHAPMAN, 1980). Nesses trabalhos, centrados na indústria norte-americana, a heterogeneidade de normas e regulamentações entre as diferentes regiões que compõem o país explicariam o fechamento de determinadas plantas e a abertura, simultânea de uma nova planta, em outra região. Esses deslocamentos são, portanto, operados na escala nacional. Para esses autores, deve-se considerar três pontos fundamentais: a capacidade de absorção pelos diferentes ecossistemas dos efeitos negativos gerados pela unidade de produção, o sistema de regulamentação ambiental e a demanda social de proteção ao meio ambiente. Dentro dos pressupostos do modelo neoclássico da economia do meio ambiente, a transferência de plantas industriais, na escala internacional, tem como hipótese subjacente uma perfeita mobilidade dos fatores de produção entre países. SIEBERT (1992) mostrou que a adoção de uma taxa sobre emissões de poluentes num determinado país pode engendrar a perda de sua vantagem comparativa em relação aos demais que não adotaram o mesmo tipo de instrumento. Esses últimos tornam-se, dessa forma, atrativos para as indústrias que se viram afetadas pela incidência dessa taxa. A consequência imediata seria o deslocamento de unidades produtivas em direção aos países com menores restrições ficais. Em contrapartida, nesses países seria observado um aumento dos níveis de poluição, o que os incitaria a implementar medidas coercitivas para controlar e reduzir as externai idades negativas proporcionadas pelo aumento da atividade industrial. Nesta "corrida pelo equilíbrio". o país que primeiro estabeleceu medidas restritivas de controle ambiental apresenta uma redução dos seus níveis de poluição, recuperando. assim.

4 40 Revista TERRITÓRIO, ano li, nº 3, jul./dez sua vantagem comparativa. Em outros termos, constata-se uma perfeita adaptação dos sistemas de taxas aos custos marginais dos impactos ambientais negativos. O resultado seria, no longo prazo, um novo equilíbrio no momento em que todos os países conseguissem equalizar o nível de restrições, isto é, o nível das taxas sobre poluentes que incidem sobre as atividades em questão. Esta abordagem apresenta limites importantes. A dinâmica do processo de transferência de unidades industriais é muito mais complexa. Além disso, o argumento de Siebert supõe implicitamente que as diferenças de regulamentação ambiental constituem o fator determinante da perenidade de determinadas localizações. Nesse sentido, STEVENS (1995) sintetiza muito bem o problema considerando o deslocamento geográfico de unidades produtivas como um mito. Cabe lembrar, ainda, que as estruturas administrativas dos Estados assumiram a responsabilidade da elaboração de uma política de proteção ao meio ambiente. Na escala internacional, tal fato compreende uma transposição da antiga idéia da defasagem, agora em termos de regulamentação ambiental, entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Essa hipótese é fundamentada em três pontos principais. Primeiro, os países em desenvolvimento teriam prioridade diferentes e, por conseguinte, apresentariam um quadro regulador em termos de meio ambiente mais "favorável" às indústrias poluidoras. Segundo, os países em desenvolvimento apresentam, no curto prazo, condições favoráveis para a produção de bens a partir de tecnologias menos performantes em função da capacidade de absorção dos seus ecossistemas, menos saturados. Terceiro, as transferências de unidades produtivas se inscrevem igualmente nas estratégias das firmas sob a forma de uma resposta defensiva às mudanças nas condições de competitividade (BARDE, 1992). Em favor desse processo de deslocamento geográfico, os países que dispõem de recursos naturais podem ter sua competitividade relativa melhorada ao preço de uma deterioração de uma situação local ou ao preço de um aumento de sua contribuição aos problemas globais, tal como o efeito estufa, por exemplo. Esse frade-oft entre competitividade e qualidade ambiental coloca a questão fundamental das disparidades entre países em termos de normas ambientais. Os instrumentos econômicos na escala internacional Durante a década de 80, o debate sobre a adoção de instrumentos econômicos privilegiou duas vertentes principais: os certificados de permissões de emissão negociáveis (P.E.N.) e as taxas sobre emissões de carbono. O primeiro instrumento visa atribuir a cada país uma quota de P.E.N. em função de diferentes critérios (população. consumo de energia...), permitindo, assim, sua troca, quer na forma monetária, quer na forma de projeto de de-

5 Instrumentos de gestão ambiental 41 senvolvimento. O segundo instrumento diz respeito à adoção de uma taxa internacional sobre as emissões de carbono. Neste caso, uma instituição internacional seria encarregada de recolher e distribuir os fundos recolhidos, segundo critérios definidos previamente. A adoção de uma taxa internacional apresenta, para alguns autores, certas vantagens em relação às PENs em razão de sua maior capacidade em apontar um sinal-preço para os diferentes atores econômicos. Essa opção leva em conta as observações de HOURCADE e BARON (1993) que consideram, teoricamente, três critérios que devem ser considerados para se julgar as vantagens ou desvantagens de um sistema de P.E.N.: a realização de objetivos ambientais, a redução das externalidades ao menor custo e a contribuição à inovação tecnológica. Entretanto, esses mesmos autores chamam a atenção das dificuldades quando se passa do domínio puramente teórico para a implantação de um sistema de P.E.N.. Entre essas dificuldades devese ressaltar o problema da alocação inicial, presumidamente 2equitável, entre os diferentes países. Um sistema de taxas apresenta a vantagem de permitir aos diferentes agentes o conhecimento antecipado dos custos que eles terão que arcar para evitar uma situação limite (GODARD, 1993a). Essa informação prévia é essencial para as empresa pois ela condiciona as antecipações que interferem na rentabilidade dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos quais, em última análise, dependerão as possíveis diminuições dos níveis de emissões poluentes. Enquanto instrumento que busca a eficiência econômica, esse tipo de taxa viabilizaria, teoricamente, a permanência de medidas incitativas ao desenvolvimento de tecnologias menos poluentes e poupadoras de energia. Assim, em ambos os casos, pressupõe-se a negociação entre unidades político administrativas bem delimitadas, cujos representantes dispõem de autonomia suficiente para designar a trajetória de uma formação sócioespacial. O principio que rege tal negociação é, pois, o da representação legitimada pelo voto.' Trata-se, portanto, de instrumentos cuja adoção considera um espaço homogêneo com elevada capacidade adaptativa. Os limites à implantação de um quadro regulador nessa escala são importantes. O esforço de uma concertação internacional ou restrito aos limites de blocos regionais supranacionais (União Européia, por exemplo), está vinculado à implantação de instrumentos capazes de assegurar o "equilíbrio" entre espaços concorrentes. Retornamos com esse debate às questões relacionadas com a especificação dos limites geográficos legitimadores do processo de tomada de decisão na escala internacional. Questões que permanecem em aberto., Os tratados internacionais ratificados pelos respectivos congressos incluem-se nesse caso.

6 42 Revista TERRITÓRIO, ano 11, n!! 3, jul./dcz A ação normativa como princípio de gestão Diante da assimetria de interesses e das dificuldades de se operar uma agência que assuma o papel de regulador ambiental na escala internacional, as empresas buscam consolidar seu compromisso ambiental através de um sistema de gestão normativo. Para as companhias com elevado grau de internacionalização, a implantação de um sistema de gestão atua como componente regular de seus negócios. Por essa razão, esse sistema será preferível face a um sistema de taxas, por exemplo. Além disso, um sistema normativo estabelece as diretrizes de uma estratégia coletiva baseada no engajamento voluntário da empresa, motivo suficiente para que as grandes companhias privilegiem essa abordagem. O processo de gestão normativo tem como princípio fundamental estabelecer, de forma sistemática, padrões de comportamento definidos em função de parâmetros técnicos passíveis de monitoramento. Na forma de gestão normativa, os órgãos técnicos, públicos ou não, tentam estabelecer uma regulamentação sobre os níveis de emissão de determinadas atividades, o tratamento e disposição de efluentes líquidos e de resíduos sólidos. Deve-se notar que na grande maioria dos países esses órgãos são extremamente especializados, ou seja, possuem uma área de atuação restrita ao controle e monitoramento da qualidade do ar, da qualidade da água, etc. A articulação entre esses órgãos não se efetua sem problemas e, na maioria dos casos é inexistente. No que diz respeito à forma institucional encontra-se uma diversidade de atores que não dispõem do mesmo poder institucional além de se estabelecerem vínculos institucionais hierárquicos que dificultam a tomada de decisão e a implementação de normas ou regulamentos. Levando-se em conta a melhor tecnologia disponível para reduzir os níveis de poluição de uma determinada atividade, a ação normativa permite alguns questionamentos no que diz respeito ao significado das normas técnicas quando passam a integrar uma estratégia de antecipação da regulamentação pública. A esse respeito FORAY (1996) considera que o estabelecimento de determinados padrões apresenta dois significados econômicos: como uniformização e, por conseguinte, redução da diversidade e como suporte de um sistema de transferência de informação. Este último ponto pode ser ilustrado através do exemplo da participação da CVRD como empresa cotista do Grupo de Apoio a Normatização Ambiental (GANA), cuja principal atribuição é participar das negociações em torno da série de normas que definem um sistema de gestão ambiental. Como veremos posteriormente, o exemplo da CVRD é particularmente ilustrativo da imposição desse sistema normativo e como catalisador de interesses compartilhados pelos atores industriais. A International Organization for Standardization (ISO) é uma instituição de cunho privado que congrega diferentes organismos de normatização de vários países. Como tal, esta organização tem por objetivo o estabelecimento de orientações, especificações e critérios norteadores para procedimentos

7 Instrumentos de gestão ambiental 43 que cobrem desde a elaboração de documentos internacionais até os vínculos contratuais entre empresas. É no interior dessa organização que se negocia atualmente a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), denominado ISO A definição dessa série de normas é abrangente: refere-se a um conjunto de normas internacionais que pretende uniformizar um sistema de gestão ambiental passível de ser empregado por qualquer empresa. Privilegiando aspectos "estritamente" técnicos, esta série adota uma perspectiva do ponto de vista do processo de produção e do produto. A concepção do sistema normativo para a gestão, auditoria e certificados ambientais, vincula diretamente a "performance" da empresa à implementação de um sistema de gestão do meio ambiente. O caráter particular da ISO encontra-se justamente no fato de trazer para o campo de interesses "internos" da empresa, ou para o campo para onde convergem os interesses de atores pertencentes aos mesmo ramo de atividade (ou de atividades conexas), as atribuições de responsabilidade sobre o controle da "variável ambientai". É interessante notar que as negociações para o estabelecimento de normas técnicas, aceitas internacionalmente, começam a ser intensificadas no momento em que há maior incidência de regulamentações sobre questões como o efeito estufa ou as chuvas ácidas. Os mecanismos de comando e controle e normas definidos pelo ator público são, do ponto de vista das empresas, regulamentações "externas", pois resultam de interesses externos ao mercado. Na realidade, o estabelecimento de um processo de gestão ambiental que incida sobre todo o processo produtivo corresponde a um anteparo às possíveis normas de desempenho, estabelecidas de maneira exógena ao mercado. As normas de desempenho, assim definidas, constituem, para as empresas, a percepção de que uma tecnologia de referência pode mudar ou aprofundar a vantagem de certos grupos industriais ou países." Cabe ressaltar, ainda, que a série ISO não constitui uma normatização de caráter obrigatório. Até o momento. as negociações para a implantação do SGA não estabelece nem medidas específicas nem as bases de um requerimento mínimo para um processo de gestão. Nesse sentido, O'RIORDAN (1995) salienta que esses aspectos tornam a ISO mais fraca que as EMAS (Eco-Auditing and Management Scheme), na medida em que estas últimas, estabelecidas de modo voluntário, tornaram-se mandatárias. Como negociação estritamente de domínio privado a ISO não engaja um projeto de desenvolvimento sustentável. Ao contrário das convenções internacionais assinadas pelos representantes oficiais dos países signatários e 2 A esse respeito ver FAUCHEUX e NOEL (1990). Os autores analisam o processo de negociação internacional sobre a regulamentação da fabricação de clorofluorcarbonetos. mostrando como esse processo foi fortemente condicionado pelo desenvolvimento de tecnologias para a substituição desses elementos.

8 44 Revista TERRITÓRIO, ano li, no 3, jul./dez confirmadas pelos respectivos congressos nacionais, a ISO não envolve um engajamento das diferentes formações sócio-espaciais, pelo menos até o momento. Parece útil relembrar este aspecto, pois não há correspondência entre as implicações de uma convenção internacional ratificada pelo poder legislativo de um Estado e uma negociação de caráter normativo circunscrita à esfera industrial. As diretrizes para a implantação do SGA, os objetivos de qualidade ambiental e os critérios para avaliação da qualidade e eficácia das relações empresa-ambiente formulados pela ISO parecem apontar para o critério de adoção da melhor tecnologia disponível, quando esta for economicamente viável. A utilização desse critério sugere que, ao tentar romper com os as imposições de natureza "externa'" à esfera industrial, o sistema normativo, mesmo aquele que possui apenas o sentido de orientação, pode fazer valer, atrás de um critério técnico, possíveis vantagens tecnológicas de determinados grupos.4 Nesse sentido, a capacitação tecnológica e o montante dos investimentos em meio ambiente ficam restritos a critérios normativos. Desse ponto de vista, os limites da perspectiva normativa residem na impossibilidade de passar divergências de preferências sob a ótica do mercado privado (RIO, 1996). O problema consiste, pois, na possibilidade desse sistema normativo vir a legitimar determinadas opções tecnológicas que levaria a um enrigecimento do campo de negociações com os demais atores (GODARD, 1993b). A rigor, a negociação entre empresas para o estabelecimento de critérios normativos quer para as especificações de produtos, quer para os processos industriais, não necessita apoiar-se em estratégias de desenvolvimento de longo prazo, tal como exige a noção de desenvolvimento sustentável. Este tipo de estratégia se aproxima do comportamento reativo descrito por BAU MOl (1979) que privilegia o processo de tomada de decisão como arbítrio entre o atendimento à regulamentação legal e às exigências de mercado. A discussão sobre a natureza da série ISO colocou em evidência o meio ambiente como elemento estratégico para as diversas empresas. Nas escalas nacional e regional, a adoção de um sistema de gestão normativo implica que o meio ambiente esteja integrado à estrutura organizacional da empresa. A opção normativa está, portanto, associada a idéia de gestão cooperativa; a estratégia a ser adotada deve contemplar "unidades regionais fe- 3 Considera-se imposições de natureza externa à esfera industrial os instrumentos que regulamentam determinadas atividades. No que diz respeito às políticas ambientais, a fixação de taxas sobre o consumo de energia ou sobre as emissões de gás carbônico é considerada uma imposição externa ao mercado. 4 Esse argumento foi muito utilizado quando da negociação do Protocolo de Montreal. Diferentemente do processo de implantação da ISO , as negociações do Protocolo de Montreal se processaram entre delegações diplomáticas dos Estados signatários

9 Instrumentos de gestão ambiental 45 chadas" (sua área de influência direta) permitindo à empresa coordenar os interesses das partes interessadas. Evidentemente, o que as empresas entendem por gestão cooperativa significa que o meio ambiente possa se constituir em um interesse coletivo. LAFAYE e THEVENOT (1993) apontam os limites dessa abordagem salientando o fato de que o meio ambiente ainda não se constitui em um interesse coletivo considerado legítimo por todos. A gestão ambiental empreendida pela CVRD A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) deve ser entendida, hoje, como um grupo empresarial que congrega 17 empresas controladas e 26 coligadas, além de seis escritórios comerciais no exterior. As empresas controladas e coligadas atuam em setores como a mineração e metalurgia de ferrosos e não ferrosos (minério de ferro, pelotas, bauxita, alumina e alumínio, aços e ligas), produtos florestais (madeira, papel e celulose), transportes e operações portuárias (ferroviário, marítimo e terminais marítimos), pesquisa mineral e minerais não ferrosos (ouro, potássio, manganês fertilizantes). A estrutura atual é fruto de uma evolução histórica que, em vários momentos, se confunde com decisões macroeconômicas tomadas na esfera pública e que transcendem o âmbito da Companhia." A formação desse grupo resultou de um longo processo que se iniciou, em 1911, com a concessão, pelo governo brasileiro, das minas de ferro de Itabira à empresa Itabira Iron Ore Co, embrião do que seria a CVRD. Trinta anos mais tarde, a publicação do decreto-lei de 1 de junho de 1942 cria a CVRD como sociedade anônima de economia mista, destinada à exploração, comércio, transporte e exportação de minério de ferro de Ilabira e exploração do tráfego da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM).6 A EFVM, iniciada em 1903, antecede, portanto, à constituição da Itabira Iron Ore. Esse detalhe é relevante, pois, a ferrovia teve seu traçado modificado em função da descoberta das reservas de minério de ferro de ltabira (PIMENTA, 1981). Assim, desde o início da constituição da CVRD, a ferrovia esteve no "coração" da Companhia. Essa associação foi de fundamental importância para as estratégias ulteriores de crescimento e do grupo. Essas estratégias de crescimento privilegiaram, num primeiro momento, a integração vertical das atividades a jusante da mineração de ferro e, 5 A CVRD, assim como a Petrobrás, foi criada dentro de uma filosofia nacionalista. Deve-se alentar para o falo de que o governo Vargas trouxe para a esfera federal a experiência gaúcha com a criação da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), iniciando, desse modo, o controle de setores estratégicos pelo Estado. 6 Para uma história factual da CVRD ver PIMENTA (1981) A Vale do Rio Doce e sua história, ou ainda CVRD (1992), A mineração no Brasil e a Companhia Vale do Rio Doce.

10 46 Revista TERRIT6RIO, ano li, nº 3, jul./dez posteriormente, a diversificação horizontal em setores como, por exemplo, o alumínio, a exploração de manganês e ouro. A principal modalidade desses investimentos consistiu na formação de loint-ventures. Nesse sentido, ABRANCHES e DAIN (1980) indicaram que a estratégia de diversificação, intensificada na década de 70, através da associação com o capital japonês, possibilitou a conquista desse mercado não só para o minério de ferro mas igualmente viabilizou a própria estratégia. A continuidade dessas estratégias é atualmente assegurada pela ampliação das associações com capitais internacionais, como o capital coreano, por exemplo na constituição da KOBRASCO (usina de pelotização localizada no próxima ao Porto de Tubarão). A efetivação dessas estratégias expressam a trajetória espacial efetuada pela CVRD ao longo dos seus 55 anos de operação. Para os objetivos desse artigo, podemos simplificar a estrutura espacial da CVRD em dois grandes sistemas: sul e norte. O sistema sul é composto pelas unidades localizadas no eixo Itabira-Vitória incluindo-se aí as unidades de papel e celulose da empresa coligada Bahia Sul, localizada no município de Mucuri (Bahia), pela Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) e os Terminais Portuários do Espírito Santo (Tubarão, Praia Mole e Paul). O sistema norte compreende as minas de Carajás, a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (em São Luis-MA). além da empresa coligada MRN. Esses dois sistemas traduzem o essencial da trajetória espacial da empresa e sua política de diversificação de atividades. Nessas duas áreas, o vale do Rio Doce (Minas Gerais e Espírito Santo) e a Amazônia Oriental (Pará e Maranhão), a base de suas atividades encontra-se no sistema mina-ferrovia-porto. Deve-se notar que todos os demais ramos de atividades desenvolvidos utilizam-se do sistema de transporte implementado pela empresa. As opções de localização de algumas das atividades estão, no entanto, sujeitas às restrições de localização impostas pela disponibilidade de recursos naturais. Nesse caso, encontram-se as empresas de mineração, tais como Mineração Rio do Norte (Oriximiná-PA), Mineração Vera Cruz (Paragominas-PA), para citar apenas dois exemplos. Essa característica não deve, todavia, ser tomada como um determinante absoluto para a estratégia espacial da CVRD. As demais empresas que compõem o grupo foram localizadas segundo sua estratégia de diversificação horizontal e integração vertical, e sobretudo como parte de seu projeto de empresa operadora de um sistema de Ioqistica.? Assim, a estratégia de diversificação foi concentrada na exploração do patrimônio mineral (que envolve, além da exploração de ferro, na exploração das minas de cobre e caulím), do patrimônio 7 A Companhia vem expandindo sua infra-estrutura de transporte ferroviário e marítimo, seu know-how comercial como elementos estratégicos para a ampliação de seus negócios. A esse respeito, COELHO (1996) observa os interesses da CVRD no Pólo Agro-industrial de Conceição do Araguaia e na hidrovia Araguaia-Tocantins.

11 Instrumentos de gestão ambiental 47 florestal, através da produção de papel e celulose, na ampliação dos investimentos na malha ferroviária, participando ativamente do processo de privatização da RFFSA, na construção de terminais intermodais e na modernização dos terminais portuários. Um último aspecto deve ser considerado no que diz respeito à consolidação da CVRD como grupo diversificado. Grande parte de sua estrutura organizacional apeia-se na exploração e comercialização de commodities: minério de ferro, alumínio, celulose. Ora, as commodities se definem basicamente por serem produtos homogêneos, geralmente intensivos em recursos naturais e energéticos, com preços determinados em bolsas internacionais e cujas possibilidades de aquisição de competitividade," associados às inovações tecnológicas, são cada vez mais difíceis (FERRAZ et ai., 1995). Levando-se em conta essa limitação competitiva, a Companhia passa a desenvolver, a partir de 1992, um programa de gestão ambiental. Esse programa marca claramente a captura do meio ambiente como vetor estratégico que contempla duas vertentes principais: a incorporação do meio ambiente como diferencial de competitividade no mercado internacional e a antecipação de um possível recrudescimento das regulamentações ambientais. A primeira vertente considera que a manutenção e/ou ampliação de partes do mercado está fortemente influenciada pela incorporação de práticas de gestão da qualidade e do meio ambiente. Por essa razão, gestão ambiental apresenta-se, para o grupo CVRD, como inovação no processo de tomada de decisão que articula, num encadeamento lógico, competilividade internacional- aumento da rentabilidade- proteção do meio ambiente- desenvolvimento sustentável." A gestão ambiental está, desse ponto de vista, em estreita ligação com a busca de uma "vantagem competitiva verde". Dado o seu elevado grau de internacionalização, essa vantagem passa, necessariamente, pela incorporação de padrões normativos internacionais como forma de assegurar sua competilividade nessa escala. A ênfase atribuída à gestão ambiental, no âmbito do processo de reestruturação produtiva, encontra seu alicerce estratégico na necessidade que as empresas têm de antecipar modificações nas regulamentações ambientais. Assim, sob esse rótulo agrupa-se um conjunto de práticas bastante variadas. Cabe lembrar que as políticas ambientais das empresas toe Competitividade é definida por FERRAZ et ai. (1995: 3) como "a capacidade da empresa formular e implementar estratégias concorrenciais, que lhe permitam ampliar ou conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado". Por extensão, a vantagem competitiva verde reflete a estratégia de conquista de um diferencial de competitividade relacionado ao desempenho ambiental de uma empresa. S A evocação da noção de desenvolvimento sustentável como parte de sua gestão ambiental indica a importância do "ecologismo estratégico" no discurso empresarial.

12 48 Revista TERRITÓRIO, ano li, nº 3, jul./dez ram, grosso modo, elaboradas como resposta a um obstáculo burocrático exigido pelo órgão regulador. A semelhança do que ocorreu com o dispositivo legal tornando obrigatória a elaboração dos ElAs/RIMAs, na década de 80, ao implementar essa estratégia, a empresa responde às regulamentações fixadas em lei. Em outros termos, o comportamento empresarial que privilegia, conforme foi salientado anteriormente, a tomada de decisão como o arbítrio entre o atendimento à regulamentação e às exigências de mercado. É nesse contexto que a gestão ambiental se caracteriza como inovação na tomada de decisão, pois pretende ser um engajamento voluntário cujos procedimentos são orientados por sua própria política ambiental. A antecipação do timing das regulamentações ambientais através da sistematização de práticas de organização e administração do meio ambiente constitui a segunda vertente. Trata-se, principalmente, de medidas de cunho normativo. Há nisso duas razões importantes. A primeira, retere-se à reconstrução da própria história da empresa como uma série de etapas preparatórias que estimularam a atual concepção de gestão ambiental. Desde a década de 80 a CVRD vem indicando sua maneira de abordar os problemas ambientais e de assumir suas responsabilidades face aos impactos provocados pelo desenvolvimento de suas atividades. As etapas preparatórias apontadas pela Companhia dizem respeito à criação, em 1981, do Grupo de Estudos e Assessoramento sobre Meio Ambiente (GEAMAM) e a posterior instituição das Comissões Internas de Meio Ambiente. O GEAMAM teve por objetivo "propor medidas para a conservação e o uso racional dos recursos em áreas sobre jurisdição da CVRD ou de sua propriedade (CVRD, 1986). Por recomendação do GEAMAM, a Companhia institui as Comissões Internas de Meio Ambiente (CIMAs), responsáveis pela identificação de pontos críticos, pelo estabelecimento de normas, pela realização estimativas sobre os recursos físicos e financeiros e pela adoção de medidas administrativas relativas à proteção do meio ambiente. Essa concepção positiva tem como efeito imediato a afirmação da conduta responsável predeterminada pelas ações empreendidas no âmbito exclusivo da empresa, isto equivale a mostrar-se responsável sem portanto reconhecer a necessidade de discutir com terceiros a legitimidade de suas ações. A segunda razão implica na adoção de um modelo experimental que integre o meio ambiente nos diferentes níveis da administração, afirme seu comprometimento com a proteção ambiental através de sua própria política. Esta deve estabelecer os objetivos a serem atingidos e legitimar as ações que decorrem de sua implementação. O processo de gestão normativo pressupõe uma adequação entre as medidas preconizadas e as áreas sob sua jurisdição. Em suma, a política de proteção do meio ambiente serve de referência para a gestão ambiental. Como consequência, as ações consideras legítimas se desdobram em função de sua estrutura espacial: o sistema sul necessita prioritariamente de medidas de corretivas, enquanto o sistema norte exige medidas de prevenção.

13 Instrumentos de gestão ambiental 49 Assim, o programa de gestão da qualidade e do meio ambiente deve assegurar, por um lado a competitividade da empresa e, por outro, indicar seu comprometimento voluntário com a qualidade ambiental. Para tanto, a Companhia define uma política ambiental cujas diretrizes básicas são: a prevenção de poluição, a conformidade legal, a adoção de tecnologias limpas, o treinamento e a capacitação técnica e a manutenção da qualidade dos processos, produtos e serviços. No que pese o grau de generalidade dessa política, o comprometimento ambiental da empresa pode ser indicado pelo volume de investimentos destinados ao meio ambiente. Em um período de cinco anos ( ), esses investimentos passaram de 5,2% para 8.7% do total de investimentos realizados pela CVRD. Nessa categoria compreende-se aqueles alocados na recuperação de áreas degradadas. na proteção de áreas de reservas florestais. na manutenção de centros de pesquisa florestal com bancos genéticos, na utilização de tecnologias consideradas limpas, no tratamento de resíduos e efluentes resultantes do processo de exploração e no tratamento e transformação das matérias-primas. A consonância entre as diretrizes e a alocação dos investimentos supra citados caracterizam a gestão ambiental praticada pela Companhia. A avaliação da gestão ambiental empreendida pela CVRD revela aspectos bastante interessantes no que diz respeito à sua atuação como elemento catalisador de um certo tipo de "compromisso ambiental" com fortes implicações na gestão do território. A empresa tenta impor sua racionalidade no território, através de um mecanismo que começamos apenas a identificar. Tal como outras empresas, ao trazer para dentro da CVRD a sistematização de procedimentos específicos relacionados ao meio ambiente, a Companhia estabelece o limites espaciais sobre os quais está propenso a assumir sua responsabilidade (PIRES DO RIO e GALVÃO, 1996). Tal fato tem implicações não só para as áreas que são de sua propriedade mas também para as áreas que estão sob sua jurisdição. Nesse último caso encontram-se, por exemplo, algumas unidades de conservação criadas pelo IBAMA como a Reserva Biológica de Tapirapé, a Floresta Nacional do Aquiri/Tapirapé e a Área de Proteção Ambiental do Gelado, município de Marabá.'? Essa problemática sugere uma tensão latente entre, por um lado, uma gestão normativa e antecipativa que impõe-se segundo uma certa visão de meio ambiente e, por outro, uma gestão que privilegie a coordenação da diversidade e, consequentemente, diferentes concepções e divergências de interesses. Essa última tem especial relevância na medida que a gestão normativa empreendida por uma companhia do porte da CVRD tem um papel 10 BECKER (1997) chama a atenção para a participação de ONGs como atores de peso associados ao vetor ecológico, principalmente na Amazônia. No entanto, uma companhia do porte da CVRD tem expressiva atuação tanto na demarcação como no controle de unidades de conservação com diferentes finalidades.

14 50 Revista TERRIT6RIO, ano 11, n? 3, jul./dez de liderança estruturante. Por essa razão, consegue impor as reterências normativas construfdas com base em sua posição de domínio tecnológico, financeiro e estratégias de crescimento. Esse tipo de visão é estreitamente vinculada aos macro-objetivos de busca de competitividade e de rentabilidade. O projeto desenvolvido, por exemplo, na reserva florestal de Unhares, no Espfrito Santo, constitui uma ilustração exemplar desse aspecto. A CVRD registrou um lucro de US$ 1,2 milhão com a exploração florestal de 22 mil hectares de Mata Atlântica, evidenciando a necessidade de criar oportunidades de negócio associadas à preservação ambiental (CVRD, 1996). Considerações finais Ao longo deste trabalho foi destacada a importância de centrar o estudo da gestão ambiental sob o duplo foco analítico dos instrumentos econômicos e das ações normativas empreendidas pelas grandes corporações. As diferentes combinações resultantes desse binômio conduzem a uma significativa diversidade de situações que fazem da análise das estratégias empresariais relacionadas com a gestão ambiental um objeto de pesquisa em si. Nesse sentido, esse argumento foi aqui ilustrado com a análise das ações da CVRD, destacando a importância das sua estrutura espacial para a definição de seus objetivos de gestão ambiental. O exame dos principais instrumentos econômicos para a regulamentação dos impactos ambientais, na escala internacional, deixa claro as dificuldades de harmonização e negociação que permitam sua efetiva implementação. Esse vazio institucional vem sendo, de certo modo, ocupado pelas empresas que tomam a dianteira de ações normativas, fortalecendo suas posições como atores incontornáveis no processo de gestão ambiental nas escalas local e regional. Nesta perspectiva, as grandes corporações identificaram oportunidades concretas de novos negócio, diversificando atividades via adoção de "compromissos ou projetos ambientais" que possam ser selecionados em função de sua rentabilidade econômico-financeira. Esse tipo de comportamento pode se traduzir, a termo, em um foco de conflitos potenciais entre essas empresas e outros atores públicos e/ou privados. Bibliografia ABRANCHES, S. e DAI N, S. (1980): A Empresa Estatal no Brasil: padrões estruturais e estratégia de atuação. Rio de Janeiro: FINEP. BARDE, J-Ph. (1990): Économie et polifique de I'environnement. Paris: PUF.

15 Instrumentos de gestão ambiental 51 BAUMOl, W. (1979): Economics, environmental policy and quality of lite. Nova York: Pretence Hall. BECKER, B. (1997): "Tendências de transformações do território no Brasil. Vetores e circuitos". Território 1 (2), jan-jun, pp CHAPMAN, K. (1980): "Environmental policy and industrial location". In: Area (12), pp COELHO, M.C.N. (1996): "A CVRD e a (re)estruluração do espaço geográfico na área de Carajás (Pará)". In: CASTRO, I. E. el ai. (org.) Brasil: questões atuais da reorganização do território. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. CVRD (1986): Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico: a experiência da CVRD. Rio de Janeiro: CVRD (1992): A mineração no Brasil e a Companhia Vale do Rio Doce. Rio de Janeiro: CVRD (1996): Relatório de Atividades. Rio de Janeiro: CVRD. DUClOS, 0.( 1993): "les industriels et I'environnement: un nouveau paradigme". In: Ecologie Po/itique 5, pp FAUCHEUX, S. e NOEL, J-F. (1990): Les menaces globa/es sur /'environnement. Paris: la Découverte. FERRAZ, J. C. et ai. (199S): Made in Brazil: desafios competitivos para a indústria. Rio de Janeiro: Campus. FORAY, D. (1996): "Diversité, sélection et standardisalion: les nouveaux modes de gestion du changement téchnique". In: Révue d'économie Industriel/e (75), 3º trimestre, pp GOOARD, O. (1993a): "Taxes". In: OCDE, Les instruments économiques internationaux et les changements climatiques. Paris: OCDE (1993b): "Stratégies industrielles et conventions d'environnement: de I"univers stabilisé aux univers controversés". In: Environnement et Societé 93/5, Paris: CIREO. HOURCAOE, J-C; BARON, R. (1993): "Perrnis d' émissions négociables". In: Les instruments économiques intemationaux et les changements climatiques. Paris: OCDE. LAFAYE, C. e THEVENOT, L. (1991): "Une justification écologique: conflits dans I'aménagement de la natura". In: Revue Française de Sociologie, XXXIV, pp O'RIORDAN, T (1995): "Frameworks for choice: core beliefs and the environment". In: Environment, 37 (8), outubro, pp PIMENTA, D. (1981): A Vale do Rio Doce e sua história. Belo Horizonte: Vega. RIO, G. A. Pires do (1996): "Gestão Ambiental: uma avaliação das negociações para a implantação da ISO ". In: Estudos e Documentos, 33. Rio de Janeiro: CNPq/CETEM.

16 52 Revista TERRITÓRIO, ano 11, nº 3, jul./dez RIO, G. A. Pires do e GALVÃO, M.C.C. (1996): "Gestão ambiental: apontamentos para uma reflexão". In: Anuán"o do Instituto de Geociências, Rio de Janeiro: UFRJ. SIEBERT, H. (1992): Europe 1992: environmental poliey in a integrated market. Working Paper n Q 365, The Kiel Institute for World Economics, março. STAFFORT HA (1977): "Environmental, regulation and location 01 US manufacturing". In: Geoforum (8), pp STEVENS, C. (1995): "Eco-Dumping: more myth than reality". In: Polítik und Gese/lschaft(2), pp

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA SUMÁRIO Apresentação ISO 14001 Sistema de Gestão Ambiental Nova ISO 14001 Principais alterações e mudanças na prática Estrutura de alto nível Contexto

Leia mais

PADRÕES DE CERTIFICAÇÃO LIFE. Versão 3.0 Brasil Português. LIFE-BR-CS-3.0-Português (NOVEMBRO/2014)

PADRÕES DE CERTIFICAÇÃO LIFE. Versão 3.0 Brasil Português. LIFE-BR-CS-3.0-Português (NOVEMBRO/2014) LIFE-BR-CS-3.0-Português Versão 3.0 Brasil Português (NOVEMBRO/2014) Próxima revisão planejada para: 2017 2 OBJETIVO A partir das Premissas LIFE, definir os Princípios, critérios e respectivos indicadores

Leia mais

O papel da empresa na relação com o meio natural

O papel da empresa na relação com o meio natural Gestão Ambiental O papel da empresa na relação com o meio natural Visão Tradicional Empresa Consumidor Compreensão Básica: - Relações econômicas determinadas pela Oferta/Procura -Visão do lucro como o

Leia mais

CVRD: Governança Corporativa e Diretrizes Estratégicas

CVRD: Governança Corporativa e Diretrizes Estratégicas CVRD: Governança Corporativa e Diretrizes Estratégicas Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2001 - O Conselho de Administração da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) aprovou um novo modelo de governança e diretrizes

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA A SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA, TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE

ORIENTAÇÕES PARA A SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA, TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE 1 ORIENTAÇÕES PARA A SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA, TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE (D.O 01 revisão 05, de 22 de março de 2011) 2 SUMÁRIO PARTE I INTRODUÇÃO

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

Política Ambiental das Empresas Eletrobras

Política Ambiental das Empresas Eletrobras Política Ambiental das Empresas Eletrobras Versão 2.0 16/05/2013 Sumário 1 Objetivo... 3 2 Princípios... 3 3 Diretrizes... 3 3.1 Diretrizes Gerais... 3 3.1.1 Articulação Interna... 3 3.1.2 Articulação

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 8.10.2007 SEC(2007)907 DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO documento de acompanhamento da Comunicação da Comissão sobre um programa para ajudar as

Leia mais

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO)

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) Objeto, princípios e campo de aplicação 35.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece princípios e requisitos para gestão da segurança

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 ZOOTECNIA/UFG DISCIPLINA DE GPA Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 Introdução EVOLUÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL Passou por três grandes etapas: 1ª. Os problemas ambientais são localizados

Leia mais

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 ATENÇÃO: ANTES DE ASSINAR ESTA CARTA, LEIA O CONTEÚDO ATÉ O FINAL E CLIQUE NO LINK. FÓRUM DE AÇÃO EMPRESARIAL PELO CLIMA CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 O desafio da mudança do clima

Leia mais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Garo Batmanian Banco Mundial Seminário Latino Americano de Avaliação Ambiental Estratégica Brasília, 28 de agosto de 2006 Estratégia

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

Instrumentos Econômicos: Licenças Negociáveis

Instrumentos Econômicos: Licenças Negociáveis Instrumentos Econômicos: Licenças Negociáveis O sistema de licenças negociáveis é um tipo especifico de direito de propriedade. O direito de propriedade consiste em uma licença por meio da qual os agentes

Leia mais

Legislação e Gestão Ambiental no Brasil. Alessandra Magrini PPE/COPPE-UFRJ ale@ppe.ufrj.br

Legislação e Gestão Ambiental no Brasil. Alessandra Magrini PPE/COPPE-UFRJ ale@ppe.ufrj.br Legislação e Gestão Ambiental no Brasil Alessandra Magrini PPE/COPPE-UFRJ ale@ppe.ufrj.br Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável Abril 2005 Evolução da Política Ambiental no Contexto Internacional

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

Política de Responsabilidade Socioambiental

Política de Responsabilidade Socioambiental Política de Responsabilidade Socioambiental SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 OBJETIVO... 3 3 DETALHAMENTO... 3 3.1 Definições... 3 3.2 Envolvimento de partes interessadas... 4 3.3 Conformidade com a Legislação

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001 Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Conceitos Gerais A gestão ambiental abrange uma vasta gama de questões, inclusive aquelas com implicações estratégicas

Leia mais

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento)

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Nos dois últimos anos, vimos construindo as bases de um crescimento sustentável e socialmente benéfico para a grande maioria dos brasileiros.

Leia mais

Taxonomias para orientar e coordenar a formulação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas de APLS

Taxonomias para orientar e coordenar a formulação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas de APLS Taxonomias para orientar e coordenar a formulação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas de APLS José E Cassiolato Coordenador da RedeSist, IE-UFRJ Marcelo G P de Matos Pesquisador da RedeSist,

Leia mais

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente

Leia mais

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS REDES DE PEQUENAS EMPRESAS As micro, pequenas e médias empresas, em decorrência da globalização e suas imposições,vêm buscando alcançar vantagem competitiva para sua sobrevivência no mercado. CONTEXTO

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL SGA ISO 14.001:2004 O que é ISO? A ISO - International Organization for Standardization é uma organização sediada em Genebra, na Suíça. Foi fundada em 1946; A sigla ISO foi

Leia mais

Política Ambiental janeiro 2010

Política Ambiental janeiro 2010 janeiro 2010 5 Objetivo Orientar o tratamento das questões ambientais nas empresas Eletrobras em consonância com os princípios da sustentabilidade. A Política Ambiental deve: estar em conformidade com

Leia mais

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los.

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los. Decorrência da Teoria Neoclássica Processo Administrativo. A Teoria Neoclássica é também denominada Escola Operacional ou Escola do Processo Administrativo, pela sua concepção da Administração como um

Leia mais

Código de prática para a gestão da segurança da informação

Código de prática para a gestão da segurança da informação Código de prática para a gestão da segurança da informação Edição e Produção: Fabiano Rabaneda Advogado, professor da Universidade Federal do Mato Grosso. Especializando em Direito Eletrônico e Tecnologia

Leia mais

ECS -ASSESSORIA E CONSULTORIA TÉCNICA. ISO 14001:2015 Tendências da nova revisão

ECS -ASSESSORIA E CONSULTORIA TÉCNICA. ISO 14001:2015 Tendências da nova revisão ISO 14001:2015 Tendências da nova revisão A ISO 14001 EM SUA NOVA VERSÃO ESTÁ QUASE PRONTA Histórico ECS -ASSESSORIA E CONSULTORIA TÉCNICA As normas da série ISO 14000 foram emitidas pela primeira vez

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades;

Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades; POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE OBJETIVO Esta Política tem como objetivos: - Apresentar as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente as inovações

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental

Sistema de Gestão Ambiental Objetivos da Aula Sistema de Gestão Ambiental 1. Sistemas de gestão ambiental em pequenas empresas Universidade Federal do Espírito Santo UFES Centro Tecnológico Curso de Especialização em Gestão Ambiental

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

ANEXO III Resolução 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável

ANEXO III Resolução 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável ANEXO III Resolução 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável Projeto: Geração de eletricidade a partir de fontes

Leia mais

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Exportações de açúcar da empresa devem aumentar 86% na safra 2009/2010 A Copersucar completa

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF Brasília, 10 de agosto de 2012. Assunto: Contribuição à Consulta Pública nº

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

POLÍTICA DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

POLÍTICA DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA POLÍTICA DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA ESTEVÃO FREIRE estevao@eq.ufrj.br DEPARTAMENTO DE PROCESSOS ORGÂNICOS ESCOLA DE QUÍMICA - UFRJ Tópicos: Ciência, tecnologia e inovação; Transferência de tecnologia; Sistemas

Leia mais

EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 ANEXO 9 DO CONTRATO PLANO DE TRANSFERÊNCIA OPERACIONAL (PTO)

EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 ANEXO 9 DO CONTRATO PLANO DE TRANSFERÊNCIA OPERACIONAL (PTO) EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 CONCESSÃO PARA AMPLIAÇÃO, MANUTENÇÃO E EXPLORAÇÃO DOS AEROPORTOS INTERNACIONAIS BRASÍLIA CAMPINAS GUARULHOS EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 ANEXO 9 DO CONTRATO PLANO DE TRANSFERÊNCIA

Leia mais

GESTÃO E GERENCIAMENTO AMBIENTAL ESTRATÉGIAS DE GESTÃO AMBIENTAL

GESTÃO E GERENCIAMENTO AMBIENTAL ESTRATÉGIAS DE GESTÃO AMBIENTAL GESTÃO E GERENCIAMENTO AMBIENTAL GESTÃO AMBIENTAL: Planejamento. GERENCIAMENTO AMBIENTAL: Execução e Controle. GESTÃO ETAPAS: 1. Definição dos Objetivos do Planejamento = metas. 2. Inventário/ Banco de

Leia mais

Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial

Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial Subsídios à participação brasileira no evento e considerações

Leia mais

Competitividade e Tecnologias Limpas

Competitividade e Tecnologias Limpas Competitividade e Tecnologias Limpas Carlos Eduardo Frickmann Young Instituto de Economia/UFRJ Email: young@ie.ufrj.br A grande vantagem das tecnologias limpas está na possibilidade de reverter um custo

Leia mais

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE 1. OBJETIVO E ABRANGÊNCIA Esta Política tem como objetivos: Apresentar de forma transparente os princípios e as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e direcionam

Leia mais

Política Ambiental do Sistema Eletrobrás

Política Ambiental do Sistema Eletrobrás Política Ambiental do Sistema Eletrobrás POLÍTICA AMBIENTAL DO SISTEMA ELETROBRÁS 5 OBJETIVO Orientar o tratamento das questões ambientais nas empresas do Sistema Eletrobrás em consonância com os princípios

Leia mais

O impacto da expansão do setor de mineração, metalurgia e de materiais no Espírito Santo na Academia

O impacto da expansão do setor de mineração, metalurgia e de materiais no Espírito Santo na Academia 1 O impacto da expansão do setor de mineração, metalurgia e de materiais no Espírito Santo na Academia Eng. Maristela Gomes da Silva, Dr. 1 Os objetivos desta primeira intervenção são apresentar a situação

Leia mais

ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS

ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS Maria Rita Pontes Assumpção Mestrado em Gestão de Negócios Universidade Católica de Santos Resenha da Dissertação de Bruno

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000)

MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000) MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000) Ao longo do tempo as organizações sempre buscaram, ainda que empiricamente, caminhos para sua sobrevivência, manutenção e crescimento no mercado competitivo.

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental

Sistema de Gestão Ambiental Sistema de Gestão Ambiental Universidade Federal do Espírito Santo UFES Centro Tecnológico Curso de Especialização em Gestão Ambiental Professora Flavia Nogueira Zanoni MSc em Controle de Poluição Ambiental

Leia mais

MEIO AMBIENTE COMO UMA QUESTÃO DE NEGÓCIOS OBJETIVOS

MEIO AMBIENTE COMO UMA QUESTÃO DE NEGÓCIOS OBJETIVOS MEIO AMBIENTE COMO UMA QUESTÃO DE NEGÓCIOS OBJETIVOS Prover uma compreensão básica : do desenvolvimento da abordagem das empresas com relação às questões ambientais, dos benefícios provenientes de melhorias

Leia mais

Política Nacional de Meio Ambiente

Política Nacional de Meio Ambiente Política Nacional de Meio Ambiente O Brasil, maior país da América Latina e quinto do mundo em área territorial, compreendendo 8.511.996 km 2, com zonas climáticas variando do trópico úmido a áreas temperadas

Leia mais

NORMA ISO 14004. Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio

NORMA ISO 14004. Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio NORMA ISO 14004 Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio São Paulo, 10 de Março de 2003 Índice 0 INTRODUÇÃO...4 0.1 ASPECTOS GERAIS...4 0.2 BENEFÍCIOS DE

Leia mais

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 Página 1 feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 DZ 056 - Diretriz para Realização de Auditoria Ambiental capa

Leia mais

GESTÃO TERRITORIAL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE TERRITÓRIOS a REGIÃO como espaço de atuação e inovação

GESTÃO TERRITORIAL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE TERRITÓRIOS a REGIÃO como espaço de atuação e inovação GESTÃO TERRITORIAL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE TERRITÓRIOS a REGIÃO como espaço de atuação e inovação Nova condição territorial Na era da integração econômica regional e global, situações locais são

Leia mais

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável I Introdução O Projeto Granja São Roque de redução

Leia mais

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios Português Resumo Executivo Esta é a segunda edição revista e ampliada da publicação: O Setor Elétrico Brasileiro e

Leia mais

Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro

Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro Avaliação do desempenho socioambiental de projetos com foco nos Princípios do Equador e Parâmetros de Desempenho do IFC Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro São Paulo,

Leia mais

Relatos de Sustentabilidade

Relatos de Sustentabilidade Os trechos em destaque encontram-se no Glossário. Relatos de Sustentabilidade Descreva até 3 projetos/programas/iniciativas/práticas relacionadas a sustentabilidade Instruções 2015 Esse espaço é reservado

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PEA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO FORMAL 1

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PEA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO FORMAL 1 1 1. APRESENTAÇÃO O presente Termo de Referência visa orientar e fornecer subsídios para a elaboração e conseqüente implantação do Programa de Educação Ambiental (PEA) a ser apresentado à Coordenadoria

Leia mais

CAPITAL INTELECTUAL DA EMPRESA: PROTEÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO

CAPITAL INTELECTUAL DA EMPRESA: PROTEÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO CAPITAL INTELECTUAL DA EMPRESA: PROTEÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO Resende, J.M.; Nascimento Filho, W.G.; Costa S.R.R. INEAGRO/UFRuralRJ INTRODUÇÃO O patrimônio de uma empresa é formado por ativos tangíveis

Leia mais

ISO 9001. As três primeiras seções fornecem informações gerais sobre a norma, enquanto as cinco últimas centram-se na sua implementação.

ISO 9001. As três primeiras seções fornecem informações gerais sobre a norma, enquanto as cinco últimas centram-se na sua implementação. ISO 9001 A ISO 9001 é um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) standard que exige que uma dada organização satisfaça as suas próprias exigências e as dos seus clientes e reguladores. Baseia-se numa metodologia

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE A COOPERAÇÃO EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO ENTRE OS GOVERNOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, REPÚBLICA DA ÍNDIA, REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE?

O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE? 1 O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE? A globalização dos mercados torna cada vez mais evidente as questões da qualidade. De facto a maioria dos nossos parceiros económicos não admite a não qualidade.

Leia mais

ENTENDENDO A ISO 14000

ENTENDENDO A ISO 14000 UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS ENTENDENDO A ISO 14000 Danilo José P. da Silva Série Sistema de Gestão Ambiental Viçosa-MG/Janeiro/2011

Leia mais

PRIORIDADES DA POLÍTICA DE CONCORRÊNCIA PARA O ANO DE 2016. - 30 de dezembro de 2015 -

PRIORIDADES DA POLÍTICA DE CONCORRÊNCIA PARA O ANO DE 2016. - 30 de dezembro de 2015 - PRIORIDADES DA POLÍTICA DE CONCORRÊNCIA PARA O ANO DE 2016-30 de dezembro de 2015 - PRIORIDADES DA POLÍTICA DE CONCORRÊNCIA PARA O ANO DE 2016 Em cumprimento do disposto no n.º 3 do artigo 7.º da Lei n.º

Leia mais

AUDITORIA AMBIENTAL PARA DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES

AUDITORIA AMBIENTAL PARA DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES Belo Horizonte/MG 24 a 27/11/2014 AUDITORIA AMBIENTAL PARA DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES M. H. M. Nunes(*), L. M. Castro * Mineração de Alumínio da Votorantim Metais, maura.nunes@vmetais.com.br. RESUMO

Leia mais

Cumulatividade e Sinergia: Conceitos e Desafios para Avaliações de Impactos e elaboração de Planos de Gestão no Brasil Andressa Spata

Cumulatividade e Sinergia: Conceitos e Desafios para Avaliações de Impactos e elaboração de Planos de Gestão no Brasil Andressa Spata Cumulatividade e Sinergia: Conceitos e Desafios para Avaliações de Impactos e elaboração de Planos de Gestão no Brasil Andressa Spata Problema Questionamentos no Brasil a respeito dos conceitos de cumulatividade

Leia mais

Normas ISO 14000. Jonas Lucio Maia

Normas ISO 14000. Jonas Lucio Maia Jonas Lucio Maia Agenda Origem das normas Normas ISO 14000 Similaridades GQ e GA Benefícios Críticas Bibliografia Origens das normas Quatro origens relacionadas: Padrões do Business Council for Sustainable

Leia mais

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas.

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas. 1. OBJETIVOS Estabelecer diretrizes que norteiem as ações das Empresas Eletrobras quanto à promoção do desenvolvimento sustentável, buscando equilibrar oportunidades de negócio com responsabilidade social,

Leia mais

POLÍTICA DE LOGÍSTICA DE SUPRIMENTO DO SISTEMA ELETROBRÁS. Sistema. Eletrobrás

POLÍTICA DE LOGÍSTICA DE SUPRIMENTO DO SISTEMA ELETROBRÁS. Sistema. Eletrobrás POLÍTICA DE LOGÍSTICA DE SUPRIMENTO DO SISTEMA ELETROBRÁS Sistema Eletrobrás Política de Logística de Suprimento do Sistema Eletrobrás POLÍTICA DE LOGÍSTICA DE SUPRIMENTO 4 POLÍTICA DE Logística de Suprimento

Leia mais

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO Programa de Educação Ambiental Interno Condicionante 57 LO 417/2010 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 04 2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 05 3. REGULAMENTO APLICÁVEL 06 3.1. FEDERAL

Leia mais

Produzido por CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem e ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, 2008.

Produzido por CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem e ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, 2008. Produzido por CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem e ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, 2008. Sumário As Normas ISO 14000 4 A Rotulagem Ambiental 5 Rotulagem Tipo I NBR ISO 14024 5

Leia mais

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 7, DE 13 DE ABRIL DE 2009 O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

Leia mais

Empresas se veem numa nova lógica de mercado...

Empresas se veem numa nova lógica de mercado... Empresas se veem numa nova lógica de mercado... 20/04/2010 Acidente com uma plataforma de petróleo que causou o vazamento de 2,2 milhões de barris no mar. - 53,79% ... mas também enxergam novas oportunidades.

Leia mais

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL COLÓQUIO EMPREGOS VERDES E CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS 20.08.2009

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

DA INSERÇÃO REGIONAL A RESPONSABILIDADE SOCIAL UM CASE DE SUCESSO

DA INSERÇÃO REGIONAL A RESPONSABILIDADE SOCIAL UM CASE DE SUCESSO DA INSERÇÃO REGIONAL A RESPONSABILIDADE SOCIAL UM CASE DE SUCESSO A GENESE DA INSERÇÃO REGIONAL DE EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS A GENESE DA INSERÇÃO REGIONAL DE EMPRENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS DÉCADA DE

Leia mais

MERCADO DE CARBONO NO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

MERCADO DE CARBONO NO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO MERCADO DE CARBONO NO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO III SISCA 21 e 22 de agosto de 2013 Felipe Jané Bottini Green Domus Desenvolvimento Sustentável felipe@greendomus.com.br +55 (11) 5093 4854 http://storymaps.esri.com//globalfootprint/

Leia mais

Balanced Scorecard. Planejamento Estratégico através do. Curso e- Learning

Balanced Scorecard. Planejamento Estratégico através do. Curso e- Learning Curso e- Learning Planejamento Estratégico através do Balanced Scorecard Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE Revista Ceciliana Jun 5(1): 1-6, 2013 ISSN 2175-7224 - 2013/2014 - Universidade Santa Cecília Disponível online em http://www.unisanta.br/revistaceciliana EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA

Leia mais

www.imcdgroup.com CÓDIGO DE CONDUTA. IMCD

www.imcdgroup.com CÓDIGO DE CONDUTA. IMCD www.imcdgroup.com CÓDIGO DE CONDUTA. IMCD O SUCESSO DA IMCD É BASEADO NO ESTABELECIMENTO DE UM AMBIENTE QUE PROMOVE A RESPONSABILIDADE, CONFIANÇA E O RESPEITO. IMCD Código de Conduta 3 1. Introdução O

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

Inovação Empresarial e Empreendedorismo

Inovação Empresarial e Empreendedorismo Inovação Empresarial e Empreendedorismo Portugal 2020 Programa Operacional INFEIRA GABINETE DE CONSULTADORIA, LDA. RUA DO MURADO, 535, 4536-902, MOZELOS 227 419 350 INFEIRA.PT 0 Tipologia de Projetos Na

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO Chamamento para a Elaboração de Acordo Setorial para a Implantação de Sistema de Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON Economia Ecológica Professor Rodrigo Nobre Fernandez Capítulo 7 Política Ambiental Pelotas, 2010 7.1 Introdução A política ambiental

Leia mais

AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL

AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL 2.º CURSO SOBRE GESTÃO E MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS DANIELE GIDSICKI FLONA DE IPANEMA, 16 DE AGOSTO DE 2012 Fotos: Daniele Gidsicki

Leia mais

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL MANUAL Elaborado por Comitê de Gestão de Aprovado por Paulo Fernando G.Habitzreuter Código: MA..01 Pag.: 2/12 Sumário Pag. 1. Objetivo...

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA A SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA, TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE

ORIENTAÇÕES PARA A SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA, TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE 1 ORIENTAÇÕES PARA A SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA, TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE Elaborado por: GT Especial do ABNT/CB-25 Grupo de Aperfeiçoamento do

Leia mais

VIGILÂNCIA AMBIENTAL

VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL Introdução Considera-se a vigilância ambiental como o processo contínuo de coleta de dados e análise de informação sobre saúde e ambiente, com o intuito de orientar

Leia mais