ESPAÇOS DE NASCER: REFLEXÕES SOBRE A TERCEIRIZAÇÃO DE PARTOS NA CONTEMPORANEIDADE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESPAÇOS DE NASCER: REFLEXÕES SOBRE A TERCEIRIZAÇÃO DE PARTOS NA CONTEMPORANEIDADE"

Transcrição

1 ESPAÇOS DE NASCER: REFLEXÕES SOBRE A TERCEIRIZAÇÃO DE PARTOS NA CONTEMPORANEIDADE Rusvênia Luiza B. R. da Silva CEPAE- IESA/ UFG Gabriela Leles Amaral IESA/ UFG INTRODUÇÃO Este texto é uma reflexão estimulada inicialmente a partir da experiência de uma pesquisa de doutorado realizada de , cujo espaço etnográfico foi dois povoados rurais do interior de Goiás. Na ocasião dessa pesquisa algumas ideias não foram desenvolvidas, porém elas iluminam possibilidades de pesquisar a vida cotidiana, a urbanização da produção do espaço. O estudo intitulado Patrimônios: Espaço e Lugar Um estudo das vilas de Cibele e Caiçara e seus conteúdos, centralizou a temática na discussão dos elementos da vida cotidiana dos moradores de duas vilas e de como tais elementos dialogam com o mundo rural. A abordagem transitou para além de uma perspectiva de resíduo, pois se percebia uma transição incompleta, uma situação intransitiva 1, que se manifesta tanto nas formas espaciais como nos conteúdos da vida cotidiana. Compareceu, de maneira tangencial, uma narrativa acerca de como aconteciam os ritos fúnebres nas vilas e a participação dos moradores nesses ritos. Foram descritos, minunciosamente, o papel desempenhado por cada morador no preparo do velório e do enterro. Tais 1 A ideia de situação intransitiva é mais bem explicada na tese. Para o conceito de situação elencamos a noção clássica de situação geográfica, que desde Pierre George é usual na Geografia, embora tenha comparecido de maneira mais residual nos estudos urbanos e rurais.

2 elementos demonstraram a maneira como o grupo compreendia, resolvia e se organizava no tratamento da morte. Outro importante elemento, antagônico a morte, é o nascimento. As narrativas sobre a gestação e os partos ocuparam posição, muitas vezes central, na fala de informantes mulheres. A gestação no mundo rural é muito incorporada ao cotidiano e, apesar de importante, não tem a centralidade de alguns elementos que comparecem no mundo urbano. Relatos de pessoas mais velhas demonstram que mulheres grávidas no campo desempenham suas atividades de trabalho, normalmente, até o momento do parto. Registros dos cartórios das vilas indicaram outro relevante fator: o elevado número de natimortos e de crianças mortas antes de completar o primeiro ano de vida. As principais preocupações apontadas pelas mulheres grávidas ou nos relatos das gestações, de maneira mais sistemática, era descobrir o sexo da criança. Esta preocupação pode representar uma permanência na diferenciação da expectativa de ter filhos homens ou mulheres, para a ajuda nos labores da casa e do campo. Inúmeras formas de descobrir o sexo da criança foram construídas no mundo rural/tradicional, como por exemplo: o uso do garfo e da colher (quando se ofertam duas cadeiras para uma mulher grávida colocando antes um dos talheres diferentes em cada uma dela, sendo a colher reveladora de gravidez de menina e o garfo de menino); ou cozinha-se um rim de porco (se abrir na fervura é menino e se fechar é menina), dentre outros; ou inicia-se uma reza e o sexo da primeira visita que chegar, no momento da reza ou depois dela, é o sexo do bebê. Curiosamente, as estratégias para descoberta do sexo da criança são elaboradas no espaço da casa, no ambiente doméstico, por mulheres, como se elas estivessem mais autorizadas a este ofício. Assim também as parturientes se preparavam para o parto no espaço da casa, na cama do casal, local em que nasce o filho/filha, na presença de mulheres, das mãos de uma parteira. Embora haja várias narrativas de partos e parteiras, mesmo nas vilas estudadas elas parecem ocupar um espaço-tempo do passado, como demonstra uma entrevista feita em Cibele: S1 - Mas ela fez muito parto aqui? [referindo-se a uma parteira] S2- Fez.

3 S1b- Ensinou alguém o oficio dela? S2- Ensinou mais já quase num existe mais, porque depois foi caindo essa moda, só ia pra mão dos médicos ai, e foi desistindo desse negócio de a mulher ficar quieta em casa pra ganha neném, porque, sabe o que acontece assim oh: num sei se serei [] ou com toda família, mais, quando acontece de uma parteira ir cuidar de uma mulher pra ganha neném, e ela seja muito feliz, tudo bem, éh que fulana é boa pra trabalhar, é boa pra zela duma mulher pra ganha neném, quando acontece de uma parteira cuidar de uma fulana pra ganhar neném, ou do neném morrer [] é fulano não cuidou direito, fulana machucou o menino, fulana fez aquilo por isso o menino morreu. Quando a mulher que morre: não, o outro, ah, eu num vô deixar a fulana ajudar a minha mulher por conta de fulana não, vô leva pro doutor, pra o que é que tem doutor, pra o que é que tem hospital, e desse jeito foi cortando os parto de parteira... S1- O que o senhor acha disso? S2- Euacho, certo e de acordo, porque não só doido pra ganhar uma criança, pode ser arriscado dá também qualquer uma outra doença,, naquele ato, e uma parteira aqui que não se entende nada, assim, não é que não se entende nada, de medicina, no hospital vai ter conforto aqui, naquela hora, num tem ah vamos levar pra Itapuranga [cidade mais próxima, com assistência hospitalar adequada], que nem sempre é Itapuranga,é Crixás vamos levar pro Crixá para o doutor fulano, doutor fulano, quando chega lá já passou da hora,o doutor tem aquele negócio de tacá [jogar] na cara do homem: deixou a mulher morrer, poderia ter trazer [no hospital], você não serve para ser pai de família. Então eu achei certo e muito certo de levar pra mão do médico lá dentro do hospital porque, primeiro que Deus abençoe que não, mas se precisa a medicina dá/. No depoimento há várias questões que podem ser exploradas sendo que uma delas, talvez a mais central, seja a oposição parteira/parto doméstico e médico/parto hospitalar. Este processo de transição crescente do parto nos ambientes caseiros para o parto hospitalar ocorre, porém numa perspectiva relativa: a parteira pode ser boa ou não. Ofício fora de moda, quando feliz é respaldada/autorizada pelo grupo e quando não é feliz torna-se desautorizada. Assim também o homem parece ser aquele que procedeu de maneira incorreta quando, numa fatalidade de perda do bebê ou da mulher, teria relegado a esposa ao parto doméstico, em oposição ao parto hospitalar, mais confortável e seguro. Em outros depoimentos, numa falha médica, outro depoente disse ao doutor que ele seria pior que um benzedor, denotando a desconfiança ao saber perito coexistindo com o respaldo desse saber. A partir desses elementos algumas perguntas começaram a aparecer: o protagonismo da mulher como sujeito do seu corpo não é, necessariamente, um fator

4 visto como centralidade apenas pelo fato de o parto ser doméstico. Por outro lado, o problema do deslocamento, levar para Itapuranga/ ou Crixás, pequenos municípios do interior de Goiás, próximos as vilas estudadas, pode ser ocorrer passado da hora. O parto doméstico não parece ser necessariamente, uma opção por convicção de vocação. Parece coexistir uma relação de confiança e desconfiança o mesmo que de certeza e incerteza. Ao analisar sociedades indígenas Da Mata (1975, p.242) descreve os ritos sociais entre os Apinayé relacionando a regularidade ao Sol a inconveniência a Lua. O Sol seria o senhor da regularidade enquanto a Lua seria a criadora de ritos fúnebres e de resguardo de parto. Manuela Carneiro da Cunha (s/n) referenda a reflexão, quando ao pesquisar o mesmo tema, aponta o fato de que para os indígenas, a Lua é o universo do obscuro que podem assolar a vida dos homens: E, como se queixa da ausência de movimento, Lua provoca a criação de mosquitos e cobras que atormentam os homens. Lua é, portanto causa de diversos males e inconvenientes, instigador de várias desordens, por certo, mas é também e precisamente por isso mesmo, o principio dinâmico na criação, e finalmente o fundador de dois ritos fundamentais. Esses dois ritos são, como vimos, o resguardo de parto e os funerais, e tornar-se-á (espero) claro mais adiante que isso não parece fortuito: são esses ritos de separação de indivíduos do seio de suas parentelas que têm a vez com a criação e a destruição de um espaço propriamente pessoal. No entanto, embora a incerteza presente na fala do depoente aponte uma relação entre o significado do evento (parto/resguardo/parir), no ambiente doméstico e rural, à incerteza, percebe-se a presença da ideia de coexistênciade duas formas de parto como possibilidade. A coexistência é tematizada nas obras de Pierre Bourdieu e serviu de escopo teórico para que se compreendesse, de maneira mais profunda, os limites da ruptura do passado, já que o número de determinadas Luas continua servindo de referência para organizar o período de tempo da gestação. OBJETIVOS/METODOLOGIAS Com base nessas observações, considerando o núcleo fértil dessa discussão iniciou-se a construção de outra proposta de pesquisa, sobre os espaços de nascer e os

5 tipos de partos em Goiânia, tentando buscar os elementos de permanência, dentro da cidade e como eles se especializam e ao mesmo tempo em que dialogam com o passado. Organizou-se uma seleção previa de textos (seleção de pré-referencial teórico estado da arte dos estudos) que eluciadam vários temas, dentro da Geografia e em outras áreas. Nesse quesito, observou-se que tais temas parecem ter interessado mais aos estudos de saúde pública e enfermagem. Mesmo na chamada Geografia da Saúde ou na Geografia da População eles não comparecem de maneira centralizada. Parte da abordagem desse tema, nos estudos de população, será apresentada no tópico a seguir, mesmo que não diretamente centralizando na discussão dos partos. REFLEXÕES SOBRE OS ESTUDOS POPULACIONAIS, OU DE COMO FAZER UMA GEOGRAFIA DOS HOMENS CONCRETOS Para tratar do tema proposto procurou-se apresentar, primeiramente, a maneira como a discussão que tangencia a questão dos partos comparece nos estudos da Geografia. Especificamente, assuntos como gestações, partos, e nascimentos são reduzidos ao conceito de natalidade. A despeito dos estudos demográficos, ao que se sabe, eles se assentam em pelo menos três pilares. Um viés antigo, onde a procriação está vinculada a prosperidade. Um viés intermediário com a solidificação dos estudos de população a partir das ideias de Malthus. E um viés recente, a partir da teoria do neomalthusianismo com o final da 2 Guerra Mundial. Neste tópico iremos apresentar a maneira como a discussão comparece nos estudos populacionais. Na Antiguidade Clássica sempre existiram preocupações relativas ao crescimento populacional, pois já havia uma migração constante de povos em busca de alimentação. Na Grécia, Aristóteles e Platão desenvolveram estudos sobre a quantidade ideal de uma população para as cidades- estados gregos. No Império Romano notava-se claramente a abordagem dessas questões vinculada a expansão territorial do império pois isto exigia soldados e determinava ações, por parte dos governos, de incentivo aos casamentos e a procriação.

6 Já na Idade Média os preceitos bíblicos da multiplicação dos pães eram postulados, agrupados a ideia de povoamento como sinônimo de prosperidade. Há um versículo bíblico que contribui para esta reflexão, em Gênesis capítulo IX versículo 1: E Deus abençoou a Noé e seus filhos e disse-lhe: crescei e multiplicai-vos e enchei a terra. Apesar das preocupações com a procriação e o incentivo a multiplicação dos povos, a Antiguidade Clássica não é um período reconhecido como marco dos estudos e pesquisas sobre população. Sabe-se que o pensamento ocidental tem suas raízes na Grécia com as concepções de Platão e Aristóteles, tendo sido também desenvolvido em Roma e durante a Idade Média com Tomás de Aquino como demonstra Denis (1974). No entanto é somente no século XVIII que a Economia Política nasce como um dos frutos de transformações radicais das concepções relativas ao conhecimento científico que se desenvolviam no século XVII. O século XVIII foi marcado por intensos debates no Pensamento Social Inglês, sobre temas que refletia a situação dos trabalhadores, a pobreza, o alto índice da mortalidade infantil e desnutrição e a ascensão da burguesia. Adam Smith foi um importante pensador da época elaborando um estudo que durou 12 anos para explicar o modo como o mercado agia como regulador da sociedade, contribuindo, sobretudo, ao debate contra a noção de Fisiocracia que dominava as primeiras escolas de economia com fortes influências das concepções de que a riqueza originava a produção (agrícola) e espalhava-se através do país de mão em mão, fortalecendo o organismo social com a circulação de sangue. Duas leis são importantes na obra de Smith a lei de Acumulação e a deu da População. Ele dizia que os trabalhadores poderiam, como as mercadorias, serem produzidos de acordo com a demanda por sua força de trabalho. Assim, se os salários são altos, e número de trabalhadores se multiplica e se eles caem o número diminui: é como se a demanda por homens regula-se a produção dos homens. No século XVIII a Inglaterra precisava saber quantas pessoas existiam no país. O aspecto que tornava a situação preocupante, os inimigos naturais da Inglaterra, ou seja, os habitantes do continente aumentavam com o que deve ter parecido, aos olhos britânicos, uma verdadeira onda de gente, mesmo que pagamentos de dízimos ao

7 Vaticano e os registros de batismos no final do século XVII demonstrassem o contrário: apontavam o declínio populacional. Ao mesmo tempo, multiplicavam-se idéias sobre o liberalismo, escola que se consolidou na França em 1789, assim como o debate da valorização da classe burguesa críticando ao Antigo Regime onde a riqueza e a propriedade eram uma espécie de Direito Natural. A partir deste universo de acontecimentos, Thomas Robert Malthus, pároco de uma igreja anglicana e membro da classe média superior inglesa, sendo economista e professor, escreveu uma tese que transformou o pensamento economista e influenciou gerações: Ensaio sobre o princípio da população e como ele afeta o futuro desenvolvimento da sociedade. Está neste trabalho, compendiado, a primeira teoria demográfica a qual, para Yves Saroste se apóia na defesa da classe burguesa agrária a qual Malthus estava ligado. Para explicar a tesse, Malthus acreditava serem os continentes um fator fixo, portanto, uma área finita e limitada. Em contrapartida, a população seria um fator variável e por tal fato haveria de ser controlada para não obedecer sua lógica infinita de reprodução. Assim, apoiou-se na Lei dos Rendimentos de Crescentes, teoria desenvolvida pelo economista do século XVIII. A população cresce, para Malthus, em PG (2, 4, 8, 16,...) enquanto que os recursos disponíveis em PA (2, 4, 6,...). Algumas questões são importantes na obra de Malthus. Primeiro, a tese deve ser lida como uma obra da burguesia agrícola. Ao afirmar que o vício e a miséria são positivos para o controle da população, o economista burguês era contra o desenvolvimento de projetos como construção de casas populares bem como também apregoava que as relações afetivas deveríam ser controladas em função da procuração. Malthus também apresentava um debate que se opunha os chamados socialistas utópicos (Condorcet, Godwin e Wallace) os quais propunham uma sociedade igualitária como alternativa para solução da miséria, e isto não estava de acordo com os ideais liberais conforme analisou Marilena Chauí. Porém, a população não cresceu em conformidade com as teses e previsões do pároco. A produção não obedeceu a lógica da lei do Rendimentos Decrescentes. Porém,

8 as pequisas demográficas tornaram-se importantes para o segmento científico. Em quase todos os Manuais de Economia, bem como nos tratados há pelo menos um capítulo dedicado a importância da demografia. Assim, a Demografia se consolida como um ramo de pesquisa científica no mundo contemporâneo, permitindo a Economia, a Sociologia e a Geografia trabalharem de forma mais segura os estudos relacionados à população. Ruy Moreira aponta dois problemas desta demografia, por ele intitulada de Demografia liberal. O primeiro é a descaracterização do caráter histórico do fenômeno populacional e, segundo, a fragmentação Natureza e Sociedade. Para o geógrafo fluminense discutir população é parte/ estrutura da totalidade, a sociedade, e neste sentido, os estudos desse tema são sempre fragmentários: estudos de partes: crescimento, natalidade, mortalidade, distribuição espacial, enfim; fragmenta-se a totalidade sociedade em uma série de partes dessa totalidade. Assim, a opção pelo estudo das estruturas representa a saída de uma totalidade dialética para uma totalidade fragmentária. Com o início das preocupações, no nível global com os estudos demográficos, a ONU, criada em substituição à Liga das nações - pós 1ª Guerra-, após a 2ª Guerra Mundial, anuncia uma série de problemas graves ligados as estatísticas de educação, alimentação e saúde dos países coloniais, segundo Pierre George. É importante resgatar rapidamente o momento histórico vivido pelo mundo neste pós guerra. Talvez o primeiro importante fato a situação das polêmicas européias, arrasadas e sem nenhuma hegemonia; ao contrário a burguesia norte americana consolida sua hegemonia mundial e impõe uma nova divisão do trabalho, ou o neocolonialismo tal qual diz Pierre George. Cresceram idéias como a do Reformismo Social (criação de uma teoria capaz de romper com a situação de atraso de que padeciam as ex- colônias) e o Welfare State, uma forma de gestão da sociedade pelo Estado, que torna, para si a tarefa dos investimentos em infra estrutura (transportes, comunicações etc) e os meios de consumo coletivos (escolas, hospitais etc). Assim é criada a Teoria do Subdesenvolvimento, desenvolvida e elaborada por cientistas e especialistas em

9 economia, sociologia e ciência política dos países centrais, completamente desvinculados das realidades dos países subdesenvolvidos. Mas como a dependências dos países pobres em relação às nações que detêm o poder mundial se manifesta em diferentes níveis, essa teoria foi prontamente aceita até mesmo por intelectuais e políticos, bem como pela opinião pública. Dos critérios e sintomas do subdesenvolvimento alguns devem ser apontados, como: a insuficiência alimentar; as deficiências das populações (analfabetismos e epidemias); a forte proporção de agricultores com produtividade baixa; a industrialização restrita ou incompleta (tardia); o desemprego e trabalho infantil, o rápido crescimento demográfico e as diferenças sociais videntes. Assim, o mundo conhece todo um arcabouço de justificativas para uma nova Teoria demográfica: A Teoria Neomalthusiana. Segundo Josué de Castro, autor de obras importantes sobre a relação entre alimentos, território e população, no Brasil e no mundo, a Teoria Neomalthusiana é a Teoria do Faminto Nato. Primeiro por que ela é defendida pelo mundo desenvolvido e a partir daí a o início da relação entre, de um lado, o forte crescimento populacional e ao outro a necessidade, segundo o mundo desenvolvido, de se estabelecer o controle de natalidade. A tese fundamental dos neomalthusianos é a de que o crescimento demográfico acelerado cria obstáculos para o desenvolvimento econômico das nações. Ele dizia que, havendo altas taxas de natalidade em um país, haveria um contingente maior de jovens na estrutura da população o que exigiria investimentos sociais consideráveis no campo social, esses, retirados dos recursos escassos; acarretariam uma limitação dos investimentos produtivos, dificultando, portanto, o desenvolvimento econômico e social das nações. Assim o mundo desenvolvido inicia uma enorme campanha de políticas para controle de natalidade com incremento de medicamentos, vacinas, programas de prevenção de doenças, epidemias e outros problemas ambientais. Um dos principais contestadores da teoria neomalthusiana é o geógrafo Josué de Castro. Para ele, os problemas ambientais ligados a fome, não devem ser explicados de

10 modo simplista, como se o tema fosse um limite fixo. Isto seria um retorno a teoria do determinismo geográfico de Ratzel na qual o homem se torna peça passiva no jogo da natureza, com força criadora e se, possibilidade de reagir diante das imposições das forças naturais. Assim é a fome que origina superpopulação, pois ela aumenta o coeficiente de fertilidade e não o contrário. Para Josué de Castro a fome e suas conseqüências devem ser tratadas como um fenômeno social e não natural o qual só pode ser superado pela ação do próprio homem. O crescimento populacional e a estrutura da população foram naturalizados no pensamento malthusiano e neomalthuasiano. Apesar de os avanços técnicos apontarem, desde o século XVIII que o crescimento da produção de alimentos pode acompanhar o crescimento da população o retorno as idéias do velho Malthus ainda são defendidas por muitos países e diferentes ramos da ciência até hoje. Contudo, a principal e talvez mais polêmica tese de Josué de Castro trata a relação entre fome e fenômeno da superpopulação trabalhando com o princípio da causalidade, ou seja, a superpopulação não causa fome, mas sim que a fome é causa do fenômeno da superpopulação. E a pesquisa desse autor demonstra que as populações com deficiências alimentares se tornariam mais férteis, tendo mais filhos, o que causaria um aumento indesejado da população. Dentre as divergências a Teoria Neomalthusianista o que mais ocasionou confeitos é o fato de que, para eles, o mundo está condenado a parecer de uma epidemia total de fome porque os homens não controlam de maneira adequada os nascimentos de novos seres humanos, ou seja, a culpa da fome é dos próprios famintos. Assim, os neomalthusianos seriam, conforme diz Yves Lacoste, aproveitadores da economia do tipo imperialista e fazem renascer assim o espantalho de Malthus. Há desta forma, questões ideológicas, ou seja, fatores de ordem política e economista escondido atrás da formulação de contenção de natalidade. No entanto, como provado que a natalidade não se vincula a pobreza, não do modo como querem os neomalthusianos. Com a apresentação de todas as teorias populacionais é necessário propor uma relação entre elas e a estrutura da população e os elementos da dinâmica populacional.

11 As duas principais variáveis para pensar a dinâmica populacional que mais influenciam na sociedade e no território são a natalidade (variável ligada a fecundidade e ao comportamento reprodutivo) e a mortalidade (variável ligada ao comportamento demográfico como mortalidade diferencial, segundo idade e camada social/ profissional, mortalidade infantil e migração). Tanto a natalidade quanto a mortalidade são índices que interferem diretamente na dinâmica populacional em todos os níveis espaciais e a variação desses índices são demonstrativos importantes para a reflexão do momento econômico- produtivo de cada país. Esses índices ou variáveis contribuem para o entendimento do mundo e os valores da sociedade. Os estudos da população na Geografia têm no longo dos anos, sido caracterizado por um duplo aspecto segundo Ruy Moreira. O primeiro seria a descaracterização do caráter histórico do fenômeno populacional, ou seja, o isolamento das estruturas do seu contexto histórico. A segunda é a fragmentação colagem uma representação caótica -, quebra indevida e parcelamento da totalidade em um conjunto de partes, deixando o movimento do real para ser o conjunto da soma das partes: idade, sexo, atividade, etc. Assim, de acordo com Ruy Moreira, os estudos de população criados para fundamentar empírico e ideologicamente uma conjuntiva de reformismo social. Por fim é necessário estar atento para a afirmativa de Pierre George quando diz que a desigualdade entre os homens é hoje a sua origem geográfica, isto é, o lugar onde nascem, no nosso caso, nos atentaremos para além do onde: como nascem. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVAREZ, Santiago. Enterrando heróis, patriarcas, suicidas e traidores: solidariedade e ostracismo nos Andes Colombianos. MANA 7(2): 35-55, CRIZÓSTOMO, Cilene Delgado; NERY, Inez Sampaio; LUZ, Maria Helena Barros. A vivência de mulheres no parto domiciliar e hospitalar. Esc Anna Nery Rev. Enferm. 2007, mar; 11 (1):

12 CUNHA, Maria Manuela Carneiro da.de amigos formais e pessoa: de companheiros, espelhos e identidades. Núcleo de Estudos e Assuntos Indígenas. Universidade Fedeígenas. Universidade Federal do Tocantins, Campus do Porto. s/d. DENIS, Henri. História do pensamento econômico. Lisboa: Livros Horizonte. s/d. GEORGE, Pierre. Geografia da População. São Paulo: Difel MEDEIROS, Renata MarienKnupp; SANTOS, Inês Maria Meneses; SILVA, Leila Rangel. A escolha pelo parto domiciliar: história de vida de mulheres que vivenciaram esta experiência. Esc Anna Nery Rev. Enferm. 2008, dez; 12 (4): MOREIRA, Ruy. O círculo e a espiral: Para a crítica da geografia que se ensina- 1. Niterói- RJ: Edições AGB Niterói, ROCHA, Juan StuardoYazlle; ORTIZ, Pabla Clotilde; FUNG, Yang Tai. A incidência de cesáreas e a remuneração da assistência ao parto. Caderno de Saúde Pública, R. J. 1 (4): , out/dez, 1985.

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro?

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro? População mundial Leia as manchetes abaixo: População mundial superará 9,2 bilhões em 2050, estima ONU BBC Brasil Casais ricos burlam lei do filho único na China BBC Brasil A população mundial atingiu

Leia mais

População é o conjunto de habitantes de um determinado lugar em um determinado tempo;

População é o conjunto de habitantes de um determinado lugar em um determinado tempo; INTRODUÇÃO À GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO 1 Aspectos teóricos e metodológicos da geografia da população População é o conjunto de habitantes de um determinado lugar em um determinado tempo; A importância de

Leia mais

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ POLÍTICA E SOCIEDADE NO BRASIL CONTEMPORÂNEO A DINAMICA POPULACIONAL A PARTIR DA DECADA DE 1960 NO BRASIL

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ POLÍTICA E SOCIEDADE NO BRASIL CONTEMPORÂNEO A DINAMICA POPULACIONAL A PARTIR DA DECADA DE 1960 NO BRASIL UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ POLÍTICA E SOCIEDADE NO BRASIL CONTEMPORÂNEO A DINAMICA POPULACIONAL A PARTIR DA DECADA DE 1960 NO BRASIL Thaís Schmidt Salgado Vaz de Castro thaissalgado@hotmail.com; Felipe José

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 3ª Ano Tema da aula: Crescimento populacional: tendências e dilemas Objetivo da aula: contextualizar

Leia mais

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL META Refletir sobre as características da população brasileira como fundamento para a compreensão da organização do território e das políticas de planejamento e desenvolvimento

Leia mais

EXERCÍCIOS DE REVISÃO

EXERCÍCIOS DE REVISÃO GEOGRAFIA / /2012 ALUNO: N.º TURMA EXERCÍCIOS DE REVISÃO FONTES DE ENERGIA Fontes renováveis: eólica, marés, solar, biomassa. Fontes não renováveis: combustíveis fósseis e radioativos. Fontes mais utilizadas

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

DEMOGRAFIA E RECURSOS NATURAIS: AS INFLUÊNCIAS DO PENSAMENTO MALTHUSIANO

DEMOGRAFIA E RECURSOS NATURAIS: AS INFLUÊNCIAS DO PENSAMENTO MALTHUSIANO 1 DEMOGRAFIA E RECURSOS NATURAIS: AS INFLUÊNCIAS DO PENSAMENTO MALTHUSIANO Francisco Albertino Ribeiro dos Santos 1 Antônio Wilton Cajado de Sousa 2 Everton José Amaral Pereira 3 Rafael Rebelo Lopes 4

Leia mais

Também conhecido como densidade populacional ou população relativa. É a medida expressa pela relação entre a população e a superfície do território.

Também conhecido como densidade populacional ou população relativa. É a medida expressa pela relação entre a população e a superfície do território. Também conhecido como densidade populacional ou população relativa. É a medida expressa pela relação entre a população e a superfície do território. É geralmente expressa em habitantes por quilômetro quadrado

Leia mais

Disciplina: Geografia da População Carga Horária Total: 75 H

Disciplina: Geografia da População Carga Horária Total: 75 H Disciplina: Geografia da População Carga Horária Total: 75 H PLANO DE CURSO I EMENTA Teorias e políticas de população; A população e suas formas de ocupação do espaço; A evolução da população e seus indicadores;

Leia mais

Matéria da Recuperação. Industrialização Urbanização População

Matéria da Recuperação. Industrialização Urbanização População Disciplina: Geografia Roteiro de Recuperação Ano / Série: 7º Professor (a): Gabriel Data: / / 2013 Matéria da Recuperação Industrialização Urbanização População 1- A função urbana de uma cidade diz respeito

Leia mais

Nome: n o : Geografia. Exercícios de recuperação

Nome: n o : Geografia. Exercícios de recuperação Nome: n o : Ensino: Fundamental Ano: 7 o Turma: Data: Professor(a): Maria Silvia Geografia Exercícios de recuperação 1) Para a geografia, qual é o conceito de região? 2) Entre os aspectos utilizados para

Leia mais

GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO DO BRASIL ASPECTOS GERAIS E ANÁLISE DAS ESPECIFICIDADES

GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO DO BRASIL ASPECTOS GERAIS E ANÁLISE DAS ESPECIFICIDADES GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO DO BRASIL ASPECTOS GERAIS E ANÁLISE DAS ESPECIFICIDADES População Absoluta e Relativa População Absoluta e Relativa População Absoluta Cálculo de população relativa: pop/área Brasil:

Leia mais

As regiões com maior e menor crescimento previsto para 2050

As regiões com maior e menor crescimento previsto para 2050 Introdução: O aumento da população ficará na história da Humanidade como o facto mais extraordinário do século XX. Há quarenta anos estimava-se a população em cerca de 3000 milhões de pessoas. Daí em diante

Leia mais

Conceitos introdutórios

Conceitos introdutórios População Conceitos introdutórios 1. POPULAÇÃO: conjunto de pessoas que habita determinado espaço geográfico. 2. POPULAÇÃO ABSOLUTA: número total de habitantes de um país, podendo este ser classificado,

Leia mais

CORREÇÃO TAREFAS. Aulas 1 4 Pág. 24-31

CORREÇÃO TAREFAS. Aulas 1 4 Pág. 24-31 CORREÇÃO TAREFAS Aulas 1 4 Pág. 24-31 Paginas 24 e 25 1. a) População absoluta é a população total de um determinado local. b) População relativa é a densidade demográfica, ou seja, média de habitantes

Leia mais

2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade

2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade 2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade O aumento da população ficará na história da Humanidade como o facto mais extraordinário do século XX. Há cerca de cinquenta anos estimava-se a população em cerca

Leia mais

Conceitos introdutórios

Conceitos introdutórios População Conceitos introdutórios 1. POPULAÇÃO: conjunto de pessoas que habita determinado espaço geográfico. 2. POPULAÇÃO ABSOLUTA: número total de habitantes de um país, podendo este ser classificado,

Leia mais

CRESCIMENTO POPULACIONAL. Estágio-Docência: Camila Macêdo Medeiros

CRESCIMENTO POPULACIONAL. Estágio-Docência: Camila Macêdo Medeiros CRESCIMENTO POPULACIONAL Estágio-Docência: Camila Macêdo Medeiros O que é Crescimento Populacional? O crescimento populacional é a mudança positiva do número de indivíduos de uma população dividida por

Leia mais

A POPULAÇÃO MUNDIAL. População absoluta e população relativa

A POPULAÇÃO MUNDIAL. População absoluta e população relativa A POPULAÇÃO MUNDIAL Com o rápido crescimento da população mundial, especialmente nos países subdesenvolvidos, estatísticas dão-nos conta que em 2050 poderemos chegar até 12,5 biliões de habitantes no planeta.

Leia mais

CONCEITOS POPULACIONAIS PROFº CLAUDIO FRANCISCO GALDINO GEOGRAFIA

CONCEITOS POPULACIONAIS PROFº CLAUDIO FRANCISCO GALDINO GEOGRAFIA CONCEITOS POPULACIONAIS PROFº CLAUDIO FRANCISCO GALDINO GEOGRAFIA Oferecimento Fábrica de Camisas Grande Negão AQUELA QUE TRAZ EMOÇÃO. PARA VOCÊ E SEU IRMÃO!!! ESTUDO DA POPULAÇÃO P/ GEOGRAFIA - objetivo

Leia mais

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos POPULAÇÃO BRASILEIRA Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos Desde a colonização do Brasil o povoamento se concentrou no litoral do país. No início do século XXI, a população brasileira ainda

Leia mais

Aspectos Demográficos: Conceitos Fundamentais

Aspectos Demográficos: Conceitos Fundamentais Aspectos Demográficos: Conceitos Fundamentais Diversos fatores impedem ou favorecem que pessoas se fixem em um lugar: Fatores Naturais. Fatores Econômicos. Fatores Históricos. Clima, topografia, solo entre

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

Roteiro de Estudos. 3 trimestre - 2015

Roteiro de Estudos. 3 trimestre - 2015 Roteiro de Estudos 3 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia Professor: Eduardo 3ª série O que devo saber: Crescimento populacional no Brasil e no mundo. Sociedade e economia. Povos em movimento e migrações

Leia mais

QUAIS INSTRUMENTOS SÃO USADOS NO MONITORAMENTO DE PROGRAMAS SOCIAIS?

QUAIS INSTRUMENTOS SÃO USADOS NO MONITORAMENTO DE PROGRAMAS SOCIAIS? COMO SE FAZ NO BRASIL: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE MONITORAMENTO DE PROGRAMAS SOCIAIS COMO SE FAZ O MONITORAMENTO? O monitoramento de programas envolve as seguintes etapas:» 1ª etapa: Coleta regular de

Leia mais

População Mundial. Prof. R O C H A

População Mundial. Prof. R O C H A População Mundial Prof. R O C H A Crescimento da População Conceitos Demográficos População absoluta Número total de habitantes Densidade demográfica ou população relativa número de habitantes por Km²,

Leia mais

Aula 9 PROCESSOS MIGRATÓRIOS

Aula 9 PROCESSOS MIGRATÓRIOS PROCESSOS MIGRATÓRIOS Aula 9 METAS Inserir o aluno em um dos temas centrais da análise da Geografia da População: a questão migratória; analisar as causas, motivações e conseqüências do deslocamento populacional

Leia mais

A DINÂMICA DEMOGRÁFICA II

A DINÂMICA DEMOGRÁFICA II A DINÂMICA DEMOGRÁFICA II META Expor as variáveis demográficas além daquelas estudadas na aula anterior, destacando a as variâncias das taxas de mortalidade e da importância da variável da nupcialidade.

Leia mais

DINÂMICA POPULACIONAL MUNDIAL

DINÂMICA POPULACIONAL MUNDIAL DINÂMICA POPULACIONAL MUNDIAL O s diferentes aspectos demográficos, tais como: população absoluta, densidade demográfica, crescimento demográfico, crescimento populacional, distribuição geográfica da população,

Leia mais

Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO. Christian Jean-Marie Boudou

Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO. Christian Jean-Marie Boudou Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO OBJETIVOS Compreender a abordagem geográfica da fome; Discorrer sobre fome e desnutrição; Conhecer a problemática de má distribuição de renda e alimentos no Brasil

Leia mais

Aula anterior... Revisão Geral de Conteúdo

Aula anterior... Revisão Geral de Conteúdo Aula anterior... Revisão Geral de Conteúdo Reveja esta aula em: http://www.joseferreira.com.br/blogs/sociologia/ Professor: Danilo Borges - Sociologia Aula de hoje... Aprofundamento do problema do trabalho

Leia mais

Quase 10% dos brasileiros têm mais de 70 anos. Segundo o IBGE, em 40 anos o número de idosos deverá superar o de jovens

Quase 10% dos brasileiros têm mais de 70 anos. Segundo o IBGE, em 40 anos o número de idosos deverá superar o de jovens Um país de idosos Quase 10% dos brasileiros têm mais de 70 anos. Segundo o IBGE, em 40 anos o número de idosos deverá superar o de jovens A expectativa de vida do brasileiro aumentou mais de 20 anos em

Leia mais

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014 GEOGRAFIA QUESTÃO 1 A Demografia é a ciência que estuda as características das populações humanas e exprime-se geralmente através de valores estatísticos. As características da população estudadas pela

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

CRESCIMENTO POPULACIONAL. Estágio-Docência: Camila Macêdo Medeiros

CRESCIMENTO POPULACIONAL. Estágio-Docência: Camila Macêdo Medeiros CRESCIMENTO POPULACIONAL Estágio-Docência: Camila Macêdo Medeiros O que é Crescimento Populacional? O crescimento populacional é a mudança positiva do número de indivíduos de uma população dividida por

Leia mais

Geografia da Fome. Geopolítica da fome

Geografia da Fome. Geopolítica da fome Atividade facebook para os alunos dos 8 anos C, D e E da Emeb Estância. Continuando a temática "formação da desigualdade social", nesse bimestre vocês me farão uma PESQUISA BIOGRÁFICA DO GEÓGRAFO CHAMADO

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher , Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Palácio do Planalto, 12 de março de 2003 Minha cara ministra Emília Fernandes, Minha cara companheira Benedita da

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda DISCIPLINA: Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA: 06/02/2012. CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br QUESTÕES DE VESTIBULAR e-mail: especifico@especifico.com.br Av. Rio Claro nº 615 Centro

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias Daiana de Aquino Hilario Machado * RESUMO: Neste artigo estaremos discutindo sobre as repercussões do envelhecimento

Leia mais

A comida entrou na roda financeira

A comida entrou na roda financeira A comida entrou na roda financeira Brasil de Fato - seg, 2011-05-02 15:06 admin Para Walter Belik, especulação e irresponsabilidade dos governos neoliberais levou a crise que ainda deve durar vários anos

Leia mais

O PROCESSO DE FECHAMENTO DE ESCOLAS RURAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: A NUCLEAÇÃO ESCOLAR ANALISADA A PARTIR DA EDUCAÇÃO DO CAMPO.

O PROCESSO DE FECHAMENTO DE ESCOLAS RURAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: A NUCLEAÇÃO ESCOLAR ANALISADA A PARTIR DA EDUCAÇÃO DO CAMPO. O PROCESSO DE FECHAMENTO DE ESCOLAS RURAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: A NUCLEAÇÃO ESCOLAR ANALISADA A PARTIR DA EDUCAÇÃO DO CAMPO. Resumo Tássia Gabriele Balbi de Figueiredo e Cordeiro Universidade Estadual

Leia mais

Na escola. Para saber mais, visite: www.objetivosdomilenio.org.br www.nospodemos.org.br www.educardpaschoal.org.br

Na escola. Para saber mais, visite: www.objetivosdomilenio.org.br www.nospodemos.org.br www.educardpaschoal.org.br Na escola "Precisamos, mais do que nunca, do engajamento dos voluntários para que o nosso desejo de um mundo melhor para todos se transforme em realidade. Kofi Annan, Secretário-Geral da ONU Para saber

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 1ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 9º Turma: Data: / /2012 Nota: Professor(a): Edvaldo Valor da Prova: 65 pontos Orientações gerais: 1)

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 8 o ano o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o :. Leia os textos e responda às questões e. Texto Na Grécia Antiga, Aristóteles (384 a.c.-3 a.c.) já defendia a ideia de que o Universo

Leia mais

PRÁTICAS DE CUIDADO EM SAÚDE NOS QUILOMBOS DE GOIÁS

PRÁTICAS DE CUIDADO EM SAÚDE NOS QUILOMBOS DE GOIÁS PRÁTICAS DE CUIDADO EM SAÚDE NOS QUILOMBOS DE GOIÁS Renata Carvalho dos SANTOS; Maria Sebastiana SILVA; Suzana de Santana MARTINS; Jéssica Félix Nicácio MARTINEZ Faculdade de Educação Física renathacarvalho@hotmail.com

Leia mais

Tábua completa de mortalidade para o Brasil 2013. Breve análise da mortalidade nos períodos 2012 2013 e 1980 2013

Tábua completa de mortalidade para o Brasil 2013. Breve análise da mortalidade nos períodos 2012 2013 e 1980 2013 Tábua completa de mortalidade para o Brasil 2013 Breve análise da mortalidade nos períodos 2012 2013 e 1980 2013 Presidenta da República Dilma Rousseff Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão Miriam

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE - Sistemas sociais e culturais de notação de tempo ao longo da história, - As linguagens das fontes históricas; - Os documentos escritos,

Leia mais

Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade?

Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade? Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade? Natália de Oliveira Fontoura * Roberto Gonzalez ** A taxa de participação mede a relação entre a população

Leia mais

CRESCIMENTO POPULACIONAL NO BRASIL

CRESCIMENTO POPULACIONAL NO BRASIL GEOGRAFIA CRESCIMENTO POPULACIONAL NO BRASIL 1. ASPECTOS GERAIS O Brasil atualmente apresenta-se como o quinto país mais populoso do mundo, ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.

Leia mais

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Centro Educacional Juscelino Kubitschek Centro Educacional Juscelino Kubitschek ALUNO: N.º: DATA: / /2011 ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIE: 6ª série/7 ano TURMA: TURNO: DISCIPLINA: GEOGRAFIA PROFESSOR: Equipe de Geografia Roteiro e lista de Recuperação

Leia mais

GABARITO PRÉ-VESTIBULAR

GABARITO PRÉ-VESTIBULAR LINGUAGENS 01. C 02. D 03. C 04. B 05. C 06. C 07. * 08. B 09. A 10. D 11. B 12. A 13. D 14. B 15. D LÍNGUA ESTRANGEIRA 16. D 17. A 18. D 19. B 20. B 21. D MATEMÁTICA 22. D 23. C De acordo com as informações,

Leia mais

1º ano. I. O Surgimento do Estado e a Organização de uma Sociedade de Classes

1º ano. I. O Surgimento do Estado e a Organização de uma Sociedade de Classes Africana: África como berço da humanidade Capítulo 1: Item 1 Européia Capítulo 1: Item 2 Asiática Capítulo 1: Item 2 Americana Capítulo 1: Item 3 Arqueologia Brasileira Capítulo 1: Item 4 A paisagem e

Leia mais

,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD

,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD ,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD 'RFXPHQWRDSUHVHQWDGRSRURFDVLmRGRODQoDPHQWRGD &RPLVVmR1DFLRQDOVREUH'HWHUPLQDQWHV6RFLDLVHP6D~GHGR %UDVLO&1'66 0DUoR ,QLTXLGDGHVHPVD~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD

Leia mais

Planejamento Anual. Componente Curricular: GEOGRAFIA Ano: 2º Ano Letivo: 2015. Professor(s): Júlio

Planejamento Anual. Componente Curricular: GEOGRAFIA Ano: 2º Ano Letivo: 2015. Professor(s): Júlio Planejamento Anual Componente Curricular: GEOGRAFIA Ano: 2º Ano Letivo: 2015 Professor(s): Júlio APRESENTAÇÃO: Percebemos ser de fundamental importância que o aluno da 2 Ano do Ensino Fundamental possua

Leia mais

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer 2 Saúde reprodutiva: gravidez, assistência pré-natal, parto e baixo peso ao nascer SAÚDE BRASIL 2004 UMA ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE INTRODUÇÃO No Brasil, as questões relativas à saúde reprodutiva têm

Leia mais

CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CIÊNCIAS HUMANAS 3º ANO FILOSOFIA FILOSOFIA NA HISTÓRIA

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: maternidade, representação social da mulher, paradigma biológico. 1. Introdução

PALAVRAS-CHAVE: maternidade, representação social da mulher, paradigma biológico. 1. Introdução O SER MULHER, MÃE E TRABALHADORA: a maternidade sob a ótica da mulher atual Márcia Marrocos Aristides Barbiero Orientadora: Katia Fernanda Alves Moreira RESUMO: Esta pesquisa teve como objetivo estudar

Leia mais

AS ORIGENS DO SUBDESENVOLVIMENTO

AS ORIGENS DO SUBDESENVOLVIMENTO AS ORIGENS DO SUBDESENVOLVIMENTO 1. A TEORIA LIBERAL Os Países pobres são pobres porque não atingiram ainda a eficiência produtiva e o equilíbrio econômico necessário à manutenção de um ciclo de prosperidade

Leia mais

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Serviço Social 2011-2 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Serviço Social 2011-2 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais. Especial Online ISSN 1982-1816 www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.html DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Serviço Social 2011-2 A INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NO PROGRAMA PROJOVEM URBANO Alunos: VARGAS,

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Novo Mundo, MT 02/08/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 5826,18 km² IDHM 2010 0,674 Faixa do IDHM Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699) (Censo 2010) 7332 hab. Densidade

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de São José do Rio Claro, MT 02/08/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 5074,56 km² IDHM 2010 0,682 Faixa do IDHM Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699) (Censo 2010) 17124 hab.

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Vera, MT 02/08/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 2962,4 km² IDHM 2010 0,680 Faixa do IDHM Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699) (Censo 2010) 10235 hab. Densidade demográfica

Leia mais

Diferenças entre o mundo rural e o urbano.

Diferenças entre o mundo rural e o urbano. Oficina Urbanização Esta oficina tem como objetivo analisar uma das principais características do mundo atual; a vida em cidades. Pretendemos compreender a evolução das cidades na história e como se configuram

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Peruíbe, SP 30/07/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 323,17 km² IDHM 2010 0,749 Faixa do IDHM Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799) (Censo 2010) 59773 hab. Densidade

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Porto Alegre do Norte, MT 02/08/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 3994,51 km² IDHM 2010 0,673 Faixa do IDHM Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699) (Censo 2010) 10748 hab.

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Cabo Verde, MG 29/07/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 368,15 km² IDHM 2010 0,674 Faixa do IDHM Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699) (Censo 2010) 13823 hab. Densidade

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

A população mundial superou a marca de 7 bilhões de pessoas. O crescimento demográfico resulta da diferença entre as taxas de natalidade e de

A população mundial superou a marca de 7 bilhões de pessoas. O crescimento demográfico resulta da diferença entre as taxas de natalidade e de População Geografia da população mundial A população mundial superou a marca de 7 bilhões de pessoas. O crescimento demográfico resulta da diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade. A

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

EDUCAÇÃO POLÍTICA E EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA (IV Parte)

EDUCAÇÃO POLÍTICA E EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA (IV Parte) EDUCAÇÃO POLÍTICA E EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA (IV Parte) Saiba quais são as Recomendações das Conferências Internacionais na emancipação política das mulheres, as quais já foram assinadas pelo governo brasileiro

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Guaranésia, MG 29/07/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 294,28 km² IDHM 2010 0,701 Faixa do IDHM Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799) (Censo 2010) 18714 hab. Densidade

Leia mais

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo Inovação e Gestão Empreendedora atuação empreendedora no brasil desenvolvimento da teoria do empreendedorismo diferenças entre empreendedores, empresários, executivos e empregados Introdução ao empreendedorismo

Leia mais

SITUAÇÃO DOS ODM NOS MUNICÍPIOS

SITUAÇÃO DOS ODM NOS MUNICÍPIOS SITUAÇÃO DOS ODM NOS MUNICÍPIOS O presente levantamento mostra a situação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nos municípios brasileiros. Para realizar a comparação de forma mais precisa,

Leia mais

Dinâmica demográfica e qualidade de vida da população brasileira Parte II

Dinâmica demográfica e qualidade de vida da população brasileira Parte II Dinâmica demográfica e qualidade de vida da população brasileira Parte II A nova Pirâmide Etária do Brasil; Crescimento horizontal devido às migrações; É um tipo de gráfico que representa os dados sobre

Leia mais

O brincar hoje: da colaboração ao individualismo

O brincar hoje: da colaboração ao individualismo O brincar hoje: da colaboração ao individualismo Profa. Dra. Maria Angela Barbato Carneiro Campo Grande/ Simpósio Internacional da OMEP Jul/ 2012 Este trabalho tem por objetivo discutir sobre o brincar

Leia mais

SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO NORTE: DISCREPÂNCIAS, DISPARIDADES E ASSIMETRIAS DA SAÚDE COMO DIREITO SOCIAL

SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO NORTE: DISCREPÂNCIAS, DISPARIDADES E ASSIMETRIAS DA SAÚDE COMO DIREITO SOCIAL SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO NORTE: DISCREPÂNCIAS, DISPARIDADES E ASSIMETRIAS DA SAÚDE COMO DIREITO SOCIAL Prof. Dr. David Lopes Neto - UFAM Prof a Dr a Eliana Ofélia Llapa-Rodriguez - UFS Prof. Dr. António

Leia mais

Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais

Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais INTRODUÇÃO À sociologia Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais introdução à S Maura Pardini Bicudo Véras O CIO LO GIA Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais Direção editorial Claudiano

Leia mais

Gestão da dengue no município de Niterói

Gestão da dengue no município de Niterói Gestão da dengue no município de Niterói Fundação Municipal de Saúde de Niterói Veronica Alcoforado de Miranda Coordenação do Núcleo de Educação Permanente e Pesquisa A questão da reemergência da dengue

Leia mais

ENVELHECIMENTO POPULACIONAL

ENVELHECIMENTO POPULACIONAL ENVELHECIMENTO POPULACIONAL Maria Ângela Cabanilha de Souza Maltempi Assistente social e gerontóloga Professora e coordenadora da Toledo Aberta a Melhor Idade Segundo as projeções estatísticas da Organização

Leia mais

INTRODUÇÃO A GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO

INTRODUÇÃO A GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO INTRODUÇÃO A GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO Aspectos teóricos e metodológicos da geografia da população Onde vivem as pessoas e por que vivem ali? Quantas e que tipo de pessoas vivem nas diferentes partes do mundo?

Leia mais

ESCOLAS NO/DO CAMPO: UM DIAGNÓSTICO DOS MODELOS EXISTENTES EM GOIÁS 1. Palavras-Chave: Educação no/do Campo; Educação; Saberes Locais; Povos do Campo

ESCOLAS NO/DO CAMPO: UM DIAGNÓSTICO DOS MODELOS EXISTENTES EM GOIÁS 1. Palavras-Chave: Educação no/do Campo; Educação; Saberes Locais; Povos do Campo ESCOLAS NO/DO CAMPO: UM DIAGNÓSTICO DOS MODELOS EXISTENTES EM GOIÁS 1. Priscylla Karoline de Menezes Graduanda em Geografia (IESA/UFG) e-mail: priscyllakmenezes@gmail.com Dra. Rusvênia Luiza B. R. da Silva

Leia mais

Unidade 1.1 Teorias de Comércio Internacional Baseado Livro: Manual de Comércio Exterior (Cap. 2) Causas do Comércio Internacional Os países comerciam por que? São diferentes uns dos outros, isto é apresentam

Leia mais

Ano: 7º Turma: 7.1 e 7.2

Ano: 7º Turma: 7.1 e 7.2 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 2ª Etapa 2014 Disciplina: Geografia Professor (a): Fernando Parente Ano: 7º Turma: 7.1 e 7.2 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo

Leia mais

Gênero e Desigualdades

Gênero e Desigualdades 1 Gênero e Desigualdades Leila Linhares Barsted * Analisar as desigualdades de gênero importa em compreender como se constituem as relações entre homens e mulheres face à distribuição de poder. Em grande

Leia mais

Demografia. A palavra demografia possui origem grega e. significa demo, povo e grafia, descrição. Podemos então afirmar que a mesma é a ciência

Demografia. A palavra demografia possui origem grega e. significa demo, povo e grafia, descrição. Podemos então afirmar que a mesma é a ciência Demografia A palavra demografia possui origem grega e significa demo, povo e grafia, descrição. Podemos então afirmar que a mesma é a ciência geográfica que estuda os. Sua área de estudo envolve as estatísticas,

Leia mais

SUMÁRIO O MUNDO ANTIGO

SUMÁRIO O MUNDO ANTIGO SUMÁRIO Apresentação Prefácio Introdução 1. Da história da pedagogia à história da educação 2. Três revoluções em historiografia 3. As muitas histórias educativas 4. Descontinuidade na pesquisa e conflito

Leia mais

Transição demográfica. transição da estrutura etária e envelhecimento

Transição demográfica. transição da estrutura etária e envelhecimento 8 Transição demográfica, transição da estrutura etária e envelhecimento José Eustáquio Diniz Alves Resumo: O objetivo deste artigo é traçar um panorama da transição demográfica no Brasil, seus efeitos

Leia mais

HISTÓRIA. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses da Coluna B, de cima para baixo.

HISTÓRIA. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses da Coluna B, de cima para baixo. HISTÓRIA 37 Associe as civilizações da Antigüidade Oriental, listadas na Coluna A, às características políticas que as identificam, indicadas na Coluna B. 1 2 3 4 COLUNA A Mesopotâmica Fenícia Egípcia

Leia mais

TEMA: CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO. 1ª parte -Países desenvolvidos vs Países em desenvolvimento

TEMA: CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO. 1ª parte -Países desenvolvidos vs Países em desenvolvimento TEMA: CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO 1ª parte -Países desenvolvidos vs Países em desenvolvimento Questões de partida 1. Podemos medir os níveis de Desenvolvimento? Como? 2. Como se distribuem os valores

Leia mais

Apoio. Patrocínio Institucional

Apoio. Patrocínio Institucional Patrocínio Institucional Apoio O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte, desperta potencialidades artísticas que elevam a autoestima de jovens

Leia mais

Meio Ambiente & Sociedade. Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização.

Meio Ambiente & Sociedade. Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização. Meio Ambiente & Sociedade Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização. Geografia Humana Geografia Humana: É possível dividir a geografia

Leia mais

Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com

Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com A estatística tem como objetivo fornecer informação (conhecimento) utilizando quantidades numéricas. Seguindo este raciocínio, a estatística

Leia mais

SUMÁRIO. A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02

SUMÁRIO. A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02 SUMÁRIO A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02 Max Weber e o espírito do apitalismo...02 PRIMEIRO CONCEITO-Ética protestante

Leia mais

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis.

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis. David Ricardo David Ricardo nasceu em Londres, em 18 ou 19 de abril de 1772. Terceiro filho de um judeu holandês que fez fortuna na bolsa de valores, entrou aos 14 anos para o negócio do pai, para o qual

Leia mais