RAFAEL MENDONÇA PROPOR A TERCEIRIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DE CARGA E DESCARGA MANUAL NA BRASFRIGO S/A ITAJAÍ SC.

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1 RAFAEL MENDONÇA PROPOR A TERCEIRIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DE CARGA E DESCARGA MANUAL NA BRASFRIGO S/A ITAJAÍ SC. Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior IFES Itajaí / SC 2009

2 1 RAFAEL MENDONÇA PROPOR A TERCEIRIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DE CARGA E DESCARGA MANUAL NA BRASFRIGO S/A ITAJAÍ SC. Trabalho de Conclusão de Estágio Supervisionado do Curso de Ciências Contábeis do Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior - IFES. Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior IFES Itajaí / SC 2009

3 PROPOR A TERCEIRIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DE CARGA E DESCARGA MANUAL NA BRASFRIGO S/A ITAJAÍ SC. Este trabalho de conclusão de curso foi julgado aprovado para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis do Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior IFES Itajaí, 29 de julho de 2009 Leandro Costa Coordenador de estágios Banca Examinadora Prof. SILVANA B. G. P. ROSKOWSKI Prof. JOSÉ D. DOS SANTOS NETO Orientador Prof. JOSÉ HAILTON DA SILVA

4 3 EQUIPE TÉCNICA Estagiário Rafael Mendonça Área de Estágio Custos Coordenador de Estágio Leandro Costa Supervisor de Campo Eliana da Silva Cordeiro Orientador de Conteúdo Silvana B. G. P. Roskowski Orientador de Metodologia Marcello Soares

5 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho primeiramente a Deus, pois sem Ele, nada seria possível. A toda minha família; e em especial meus pais Sr. Esadir e Sra. Claudete, pela criação e educação que me propiciaram, e nos momentos que necessitei estavam presentes em minha vida. Dedico também este trabalho a minha esposa Ana Caroline Grass dos Santos, que é por completo minha companheira, e esteve ao meu lado nos momentos em que sucumbi às dificuldades que encontrei ao longo deste projeto. E nestes momentos ela me ajudou a superar obstáculos e vencer dificuldades que encontrei em meu caminho, sempre se prontificando em me ajudar em tudo que precisei me incentivando para a realização deste projéto de minha vida. A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem pára em qualquer topada. Bob Marley ( )

6 5 AGRADECIMENTOS Primeiramente a DEUS pela oportunidade e pelo privilégio que me foi dado em compartilhar tamanha experiência e, ao freqüentar este curso, perceber e atentar para a relevância de temas que não faziam parte, em profundidade, da minha vida. A minha Orientadora Profª. SILVANA B. G. P. ROSKOWSKI pelo incentivo, simpatia e presteza no auxílio às atividades e discussões sobre o andamento e normatização deste Trabalho de Conclusão de Curso. A minha Orientadora Profª. DENISE MAESTRI pela dedicação e simpatia que me norteou no inicio deste trabalho de conclusão de curso. Aos demais idealizadores, coordenadores e funcionários do INSTITUTO CENECISTA FAYAL DE ENSINO SUPERIOR. A todos os professores pelo carinho, dedicação e entusiasmo demonstrado ao longo do curso que foram tão importantes na minha vida acadêmica. Particularmente ao Prof. JOSÉ DOMINGOS DOS SANTOS NETO por sua vocação inequívoca, por não poupar esforços como interlocutor dos alunos e pelo seu trabalho exemplarmente feito, por ser alem de um professor um companheiro, amigo e orientador. A Coordenadora ELIZANGELA DUARTE, pela segurança e destreza que nos passa em coordenar o curso de CIÊNCIAS CONTÁBEIS no INSTITUTO CENECISTA FAYAL DE ENSINO SUPERIOR. Aos colegas de classe pela espontaneidade e alegria na troca de informações e materiais numa rara demonstração de amizade companheirismo e solidariedade. A minha família pela paciência em tolerar a minha ausência. Em especial minha esposa e companheira ANA CAROLINE GRASS DOS SANTOS, que esteve ao meu lado nos momentos difíceis dessa etapa de minha vida, me segurando em momentos que fraquejei, e que pensei em desistir.

7 6 RESUMO Na era da globalização, as organizações estão percebendo que, para se manter competitivas, precisam definir o foco de atuação de suas atividades e repassar a terceiros a responsabilidade por processos ou atividades que não configuram a sua atividade fim. Ao terceirizar uma atividade busca-se reduzir custos e aumentar a eficiência, não apenas para a atividade terceirizada, mas para a organização como um todo. Pois, de nada adianta obter maior eficiência em uma atividade, se o restante da empresa não melhorar a sua gestão. Este trabalho de conclusão de curso consistiu em analisar a viabilidade da terceirização na Brasfrigo S/A em Itajai SC. A proposta do estudo baseou-se no levantamento de dados inerentes ao processo de terceirização, e seus aspectos. Nesta abordagem, combinaram-se dados disponíveis na literatura e dados práticos com o estudo de caso. O método aplicado neste trabalho possibilitou quantificar a possibilidade da implantação da terceirização mensurando também as vantagens, desvantagens e riscos que se pode ter, ao terceirizar atividades da empresa. Palavras-Chave: Terceirização, Custo, Competitividade.

8 7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Localização da Brasfrigo S/A Figura 2 - Vista aérea da Brasfrigo S/A Figura 3 - Fotos das ajudantes de operações e execução de seu trabalho (Descarga) Figura 4 - Fotos das ajudantes de operações e execução de seu trabalho (Carregamento) Figura 5 - Gráfico comparativo de remuneração Figura 6 - Gráfico Custo dos Func. Terceirizados (dia) Movimentação Avulsa Figura 7 - Remuneração dos Funcionários Terceirizados (mês) Movimentação Avulsa Figura 8 - Gráfico comparativo de Custo Figura 9 - Gráfico comparativo de Custo com Credito de PIS e COFINS Figura 10 - Gráfico comparativo de Custo Normal com Credito de PIS e COFINS Figura 11 - Quadro Demonstrativo de Vantagens e Desvantagens da Terceirização... 70

9 8 LISTA DE TABELAS Tabela 1- Quadro funcional da área alvo Tabela 2- Custo por funcionário (empresa) Tabela 3- Custo por funcionário (empresa em reais) Tabela 4- Custo por funcionário (empresa em reais diários) Tabela 5- Custo dos Funcionários (mês) Tabela 6- Tabela de Preços Trabalhador Avulso...61 Tabela 7- Preço por tonelada Tabela 8- Preço mensal Movimentação Avulsa Tabela 9- Remuneração dos Funcionários empresa X Tabela 10- Remuneração dos Funcionários empresa Y Tabela 11- Comparativo de Opções (trabalhador interno X avulso X terceirizado) Tabela 12- Comparativo de Opções (trabalhador interno X avulso X terceirizado) com créditos de PIS e COFINS Tabela 13- Comparativo de modalidade de trabalho atual e proposta... 71

10 9 LISTA DE SIGLAS COFINS - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CTN Código Tributário Nacional ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços IPI Imposto sobre Produtos Industrializados IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana IRPJ - Imposto de Renda Pessoa Jurídica PIB - Produto Interno Bruto PIS - Programa de Integração Social RICMS-SC - Regulamento do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços de Santa Catarina. SRF Secretaria da Receita Federal RIR Regulamento do Imposto de Renda LC- Lei Complementar JUCESC- Junta Comercial do Estado de Santa Catarina CNPJ - Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ

11 10 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO A Empresa Estrutura Organizacional Setor Administrativo Setor Operacional Setor Técnico Problema Justificativa OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A terceirização no Brasil Conceitos, Normas e Evolução Histórico Modalidades de Terceirização Cooperativas de trabalho Trabalho autônomo Trabalho temporário Atividades- Meio Atividade-Fim Diferença entre Terceirização de mão de obra e de Serviços Mão- De -Obra Direta Mão De- Obra Indireta Subordinação Vínculo Trabalhista As vantagens e desvantagens da terceirização no Brasil Por que Terceirizar? Vantagens da terceirização Desvantagens da terceirização Precauções na Terceirização Fatores Condicionantes da Terceirização Ambiente Político Ambiente Organizacional Ambiente Econômico Ambiente tecnológico Ambiente Social Ambiente Jurídico-Legal Diferenças Entre a Terceirização no Brasil e em Outros Países Diferenças na Terceirização no Brasil Contrato de prestação de serviços A contabilidade e o processo de terceirização nas empresas História da Contabilidade... 37

12 3.5.2 Evolução da Contabilidade A Função da Contabilidade Objeto e Objetivo da Contabilidade Finalidade da Contabilidade Usuários da Contabilidade A redução de custos na folha de pag. das empresas com o processo de terceirização Custo Despesa Contabilidade de Custos Custos Diretos Custos Indiretos Custos Fixos Custos Variáveis Alavancagem Operacional Ponto de Equilíbrio Margem de Segurança Princípios Contábeis Aplicados à Contabilidade de Custos Princípio da Realização da Receita Princípio da Competência Princípio do Custo Histórico Princípio da Consistência ou Uniformidade Princípio da Materialidade ou Relevância Princípio do Conservadorismo ou Prudência Contabilidade Tributária Tributação Da Empresa Lucro Real Comutatividade dos Tributos Pis Não Cumulativo Cofins Não Cumulativa Créditos PIS/COFINS Tributação sobre a folha de pagamento Tributação Imposto Contribuição Fato Gerador Base de Cálculo Alíquotas Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) (IRRF) Imposto de Renda Retido na Fonte (INSS) Instituto Nacional do Seguro Social Do Empregador Contribuições para Terceiros Do Empregado METODOLOGIA DA PESQUISA Modalidades da Pesquisa

13 4.2 Campo de Observação Instrumentos de Coleta de Dados Critérios para Análise dos Dados Descrições das Etapas da Investigação RESULTADOS Funcionários da Área Objeto Terceirização Movimentação Diária Remuneração dos Funcionários Alvo Custos dos Funcionários Custos dos Funcionários (em reais) Custos dos Funcionários diários (em reais) Custo dos Funcionários (mês) Tabela de Preço Movimentação Avulsa Remuneração dos Funcionários Terceirizados (dia) Movimentação Avulsa Remuneração dos Funcionários Terceirizados (mês) Movimentação Avulsa Remuneração Trabalho Terceirizado Empresa X Empresa Y Comparativo de Remuneração Aspectos a Serem Observados na Terceirização Contrato de Prestação de Serviços Credito de Impostos (PIS & COFINS) Quadro Demonstrativo de Vantagens e Desvantagens da Terceirização Resultado dos cálculos efetuados Reflexos da implantação da terceirização CONCLUSÕES Conclusão REFERÊNCIAS ANEXOS Anexo 1 - Acordo Coletivo de Trabalho Anexo 2 Lei Nº de 3 de janeiro de

14 13 1. INTRODUÇÃO O atual cenário empresarial exige das empresas a melhoria dos seus processos e a redução de custos. Com a expansão das exportações no cenário brasileiro, o porto de Itajaí como o maior pólo de escoamento de produtos congelados para a exportação não ficaria de fora. Como este mercado se torna cada vez mais atrativo, empresas vem para Itajaí-SC explorar este potencial de mercado, assim nos últimos anos vem ocorrendo um grande crescimento da concorrência, daí a necessidade de buscar melhorias nas atividades da empresa. A Brasfrigo S/A como pioneira no setor de estocagem de carnes de derivados se tornou o único Porto Seco de Itajaí-SC e desde então vem sendo o sinônimo de excelência nos serviços que presta para seus clientes. A empresa investe em melhorias internas e modernização de suas instalações, a busca de melhorar seus serviços passa por todos os setores da empresa. A terceirização é um dos itens estudados por esta empresa para buscar menores custos e assim obter maiores lucros. Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo analisar a viabilidade de implantação da terceirização dos auxiliares de operações na Brasfrigo S/A, em Itajaí SC. 1.1 A Empresa A Brasfrigo S/A está localizada na cidade de Itajaí - SC, com segmento na área de armazenagem de produtos congelados e onde se dará a realização da pesquisa, visando demonstrar sua estrutura e os seus recursos. Constituída em 1976 com a denominação de Centrais de Estocagem Frigorificada de Santa Catarina (CESCA), foi a primeira empresa do ramo de armazenagem frigorificada do estado. A mesma foi implantada com alta tecnologia na geração de frio, de origem sueca, tendo a participação de investidores estrangeiros em 40% do capital, complementados pôr investidores brasileiros e pequena participação do Cocar, órgão do Governo catarinense.

15 14 A associação pôr sua vez com a empresa estrangeira Frigoscândia da Suécia detentora da maior rede mundial de armazéns frigorificados possibilitou a empresa adquirir know-how nos padrões internacionais. Em 1980, foram iniciadas as operações de investimento, considerado audacioso para a época, o governo brasileiro habituava importar carne para regular o abastecimento interno o que gerou a ocupação plena das câmaras que na época dispunham de uma capacidade estática de estocagem de 10 mil toneladas. Nesta mesma época com as mudanças estratégicas governamentais adotadas, findou-se o fluxo das importações de carne, tal fato ocasionou um período de ociosidade, impossível de ser preenchido pelas exportações avícolas que advirão. Os acionistas frente à nova realidade que se encontraram decidiram proceder uma reformulação administrativa radical e profissional na empresa. A empresa ganhou nova razão social passando a ser chamada Brasfrigo S/A, traçou-se novas estratégias visando, através da modernização de seus serviços, buscar atender as necessidades e exigências dos clientes, tais mudanças obtiveram resultados positivos que se fazem refletir até os tempos atuais devido importante elo em que se tornou a empresa junto aos processos de exportação de seus clientes. O acionista majoritário Dr. Flávio Guimarães adquiriu a participação do sócio estrangeiro passando a empresa a ser a partir deste acontecimento genuinamente nacional. A nova política administrativa e mercadológica revolucionou os sistemas e as atividades da empresa, hoje a Brasfrigo S/A está voltada para a era da globalização, atuando eficientemente em parceria na prestação de serviços múltiplos em alimentos congelados, desenvolvendo com qualidade, eficiência e criatividade soluções para atender as necessidades dos clientes e exigências do mercado. Desde 1980 ano em que foi fundada, vem investindo em tecnologia de ponta, modernizando permanentemente sua operacionalidade, atua com profissionais altamente capacitados e treinados que asseguram as atividades em alto nível de eficiência satisfazendo assim seus usuários. A empresa conta com o suporte e a segurança do grupo BMG a qual faz parte, sediado em Minas Gerais, que atua no mercado nacional há mais de 70 anos, com investimentos em diversos setores: Financeiro (Banco BMG, BMG Leasing, e BMG Corretora), em 1990

16 15 intensificou sua participação no setor industrial, nos segmentos de milho, ervilha e outros produtos semi-industrializados congelados. A partir de 1994 inicia a produção de milho verde em conserva e passa a comercializar seus produtos com a marca Twist e diversas marcas de terceiros. Em 1995 começa a fabricação de derivados de tomate. Reinstalada em Luziânia GO, em 1998, Armazenagem (Brasfrigo Itajaí/SC e Brasfrigo Uberlândia/MG), etc. Quanto ao seu posicionamento geográfico, a Brasfrigo esta localizada a 1,5 km de distância dos dois terminais portuários de Itajaí-SC conforme figura nº 1, cujo porto principal detém o primeiro lugar no Brasil nos embarques de congelados para o Exterior. Sua situação geográfica a coloca ainda a 100 km do porto Catarinense de São Francisco do Sul, onde também existe considerável movimentação de produtos congelados para a exportação. Figura 1 - Localização da Brasfrigo S/A. Fonte: Acervo da Brasfrigo S/A

17 Estrutura Organizacional Em suas dependências atua o Ministério da Agricultura e do Abastecimento nos serviços de inspeção federal permanente, emitindo certificados internacionais e re-inspecionando os produtos. Este órgão atua através da Secretária de Defesa Agropecuária (DAS), com selo de Inspeção Federal de Alimentos (SIF) do Departamento de Inspeção para Produtos de Origem Animal (DIPOA), possuindo um número de Selo de Inspeção Federal (SIF nº 2427), o qual atesta a qualidade e as condições exigidas para o consumo humano. No DIPOA atuam um técnico e dois médicos veterinários que são funcionários do Ministério da Agricultura e cinco funcionários da Brasfrigo todos responsáveis pela confecção dos Certificados Sanitários. A Brasfrigo conquistou junto a União através de licitação, permissão pela Receita Federal para que administre a sistemática operacional aduaneira em que obteve o título de Porto Seco, a empresa hoje conta com um escritório da Receita Federal dentro de suas dependências, que fiscaliza todos os processos operacionais e administrativos envolvidos nas exportações e importações agilizando a conferência e desembaraço das cargas, bem como monitorando a permanência dos produtos no armazém. A Brasfrigo hoje é uma das poucas empresas do vale do Itajaí que conquistou o título de Porto Seco, bem como a possuir em suas dependências escritório do Ministério da Agricultura o que lhe proporciona um diferencial a ser oferecido aos seus clientes visto que permite que em suas dependências as mercadorias sejam estocadas com a suspensão do pagamento de tributos e sob controle fiscal e sanitário. Deve-se levar em conta também que as mercadorias poderão ser alvo de manipulações com a embalagem, montagem, reparos e complementação. A mesma pôr se tratar de um Porto Seco atua com empresa de transporte, terceirizada, atrelada ao processo para realizar transporte rodoviário de mercadorias em regime de trânsito aduaneiro na classe nacional, devidamente habilitada pelo Coordenador Geral do Sistema Aduaneiro da Receita Federal em Ato Declaratório. Os módulos de armazenagem são controlados pôr sistema WMS (Warehousing Management System) que permite a seus clientes através do site acessarem seus estoques virtualmente de qualquer parte do mundo com informações em tempo real facilitando assim o gerenciamento de seus estoques, bem como negociações financeiras entre agentes financeiros internacionais e exportadores.

18 17 Suas edificações contam com câmaras frigoríficas construídas com moderna tecnologia de frio que permitem hoje uma estocagem paletizada estática de toneladas, na temperatura permanente controlada de 30 graus negativos, movimentando hoje em seus armazéns toneladas mensais de congelados. As câmaras mantidas na temperatura adequada preservam os produtos nas características e qualidades originais. A empresa dispõe também de túnel de congelamentos com temperatura de 40 graus negativos que opera nos processos de congelamento e recuperação de frio de produtos. O Armazém frigorificado é apoiado pôr plataforma operacional contendo 23 portas de carga e descarga, proporcionando um fluxo de movimentação diário de toneladas. Opera armazenamento de paletes convencionais e drive-in, utilizando equipamentos de última geração como esteiras transportadoras, paleteiras, empilhadeiras, etc. Figura 2 Vista aérea da Brasfrigo S/A Fonte: acervo da Brasfrigo S/A.

19 18 Atualmente, os estoques mantidos convertem os módulos frigorificados em cofres, onde são armazenadas mercadorias equivalentes a milhões de dólares, transformados em divisas para o país advindas de exportação, sendo importante destacar também, que a empresa é uma das maiores arrecadadoras de tributos do município de Itajaí-SC. São prestados serviços de Armazenagem, movimentação, congelamento, etiquetagem, transbordo, paletização, etc... Sendo que todas as operações possuem controle de qualidade idêntico aos padrões estabelecidos pelos mercados mundiais, o esmero e o cuidado dedicados ao handling dos alimentos congelados são considerados uma responsabilidade social, pôr destinarse ao consumo humano e representar a extensão da qualidade de origem. O horário de funcionamento da empresa acontece através de dois turnos, iniciando suas atividades as 07:00 hs da manhã e terminando as 02:00 hs do dia seguinte, podendo ser flexível para operar durante 24:00 horas pôr dia em determinados momentos em que o fluxo de exportações for intenso. Entre seus clientes, destacam-se os maiores exportadores de alimentos congelados do Brasil que somados, detém o segundo lugar mundial nas exportações desse gênero de mercadorias. A Brasfrigo atua como parceira no processo de exportações de seus clientes, administrando seus estoques destinados para dezenas de importadores internacionais localizados no Canadá, Estados Unidos, Estremo e Médio Oriente, Suíça, Holanda, Portugal, Itália, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, França, Japão, Hong Kong, Cuba, Israel, África, Rússia, Argentina, China, Ilhas Canárias e outras. Dentre as empresas da sua carteira de clientes, pode-se destacar algumas como a Perdigão, Sadia, Seara, Friboi, Riosulense, Frimesa, Aurora, e várias outras de pequeno porte que utilizam os serviços prestados pela empresa. A empresa divide-se em três setores, Administrativo, Operacional e Técnica Setor Administrativo

20 19 O setor administrativo é composto pela Contabilidade (CTB); Expedição que controla a entrada e movimentação de saída de cargas; o Faturamento; o Serviço especializado de Segurança e Medicina no Trabalho (SESMT), o qual trata dos cuidados quanto à segurança dos funcionários nas operações e é responsável pela inspeção das plataformas, câmaras frias, manutenção, carpintaria, pátios externo e interno e de inflamáveis; o Centro de Processamento de Dados (CPD) que é responsável pela manutenção do sistema informatizado de controle de estoques e tudo que se relaciona com o gerenciamento de informática da empresa; Recursos Humano; Portaria e o Setor de Compras e almoxarifado Setor Operacional Neste setor onde o trabalho será realizado, ocorrem o manuseio, a movimentação e a localização das mercadorias, é formado pôr um gerente de operações, um subgerente, que são responsáveis pelo processo de toda a operação física de entrada e saída de mercadorias. No setor operacional temos os funcionários da logística, encarregados de receber os pedidos de embarque das mercadorias, localizar as mercadorias no sistema dentro das câmaras, liberação para carregamento de congêneres em local informado pelo cliente, através de plano de embarques e emissão de documentos para exportação. Possui ainda, o Monitor de Conferentes e os Conferentes, responsáveis pela conferência das mercadorias na entrada e saída, lacração dos veículos, identificação dos produtos recebidos para estocagem, medição da temperatura dos alimentos congelados, durante sua movimentação. Os auxiliares de operações são os funcionários que atuam na carga e descarga manual de produtos dos caminhões e também são encarregados pela limpeza dos transportadores contínuos (esteiras elétricas). Os operadores de empilhadeiras e paleteiras são os funcionários que atuam na movimentação das mercadorias na plataforma e dentro dos armazéns, bem como nos processos de carga e descarga de mercadorias paletizadas. Os monitores de Câmara Frias além de controlarem os operadores que trabalham com empilhadeiras e paleteiras, também controlam a temperatura interna das câmaras e organizam os lotes armazenados.

21 Setor Técnico No Setor Técnico podemos encontrar um profissional graduado em Engenharia e técnicos especializados em diferentes atividades, como pôr exemplo: Supervisor de Manutenção: responde pela manutenção mecânica preventiva e corretiva da sala de máquinas e realiza inspeções nas câmaras frias; Encarregado de Manutenção: o qual fiscaliza e orienta os serviços e o pessoal da oficina, administrando também o almoxarifado de manutenção; Mecânico de Manutenção: atua na manutenção mecânica de todos os equipamentos da empresa; Soldador: realiza solda em geral e pequenos reparos de manutenção mecânica; Gerente do Setor Técnico: profissional graduado em Engenharia responsável pelo gerenciamento de todos os processos que compreendem a área técnica da empresa. Eletricista: instala e realiza a manutenção elétrica predial de baixa tensão e de linhas telefônicas; Auxiliar de Manutenção: verifica o nível e a densidade da solução das baterias utilizadas nas empilhadeiras e paleteiras; Operadores de compressores: controla o funcionamento dos equipamentos pelo painel de controle. 1.3 Problema Quais os reflexos financeiros causados pela implantação da terceirização dos auxiliares de operações na empresa Brasfrigo S.A? 1.4 Justificativa A expansão do setor portuário em Itajaí SC, vem atraindo muitos investimentos e empresas ligadas à atividade portuária, importação e exportação. Com isso a atividade de armazenagem frigorificada vem sendo explorada por várias empresas. A realização desta pesquisa tem relevante importância, pois com o aumento da concorrência as empresas se deparam com a necessidade de oferecer diferenciais que podem ser: qualidade dos serviços, agilidade, segurança, e também preços menores.

22 21 O desenvolvimento deste trabalho tem por objetivo analisar os custos com salários e encargos ligados a atividade operacional focalizado nos auxiliares de operações e efetuar o comparativo destes custos com os custos de terceirização desta atividade. O acadêmico fará uma pesquisa detalhada sobre as etapas a serem seguidas para a implantação da terceirização dos auxiliares de operações, observando as vantagens e desvantagens da terceirização proposta. Com base nas referencias bibliográficas comprova que o fator custo benefício justificase mediante ao grande número de vantagens obtidas com a terceirização.

23 22 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Este trabalho tem como objetivo geral, estudar a possibilidade de propor a implantação da terceirização dos auxiliares de operações buscando demonstrar as suas vantagens e desvantagens. 2.2 Objetivos Específicos 1. Demonstrar o processo de terceirização no Brasil Conceito e Normas 2. Apresentar as vantagens e desvantagens da terceirização no Brasil 3. Identificar a rotina de carga e descarga na Brasfrigo; 4. Calcular os custos dos auxiliares de operações; 5. Identificar a necessidade da implantação da terceirização dos auxiliares de operações na Brasfrigo S/A; 6. Calcular os custos com a terceirização dos auxiliares de operações; 7. Demonstrar as vantagens e desvantagens da terceirização para a Brasfrigo S/A. 8. Demonstrar quais os impostos recuperáveis pela empresa no caso da opção por terceirização. 9. Elaborar quadro demonstrativo das vantagens e desvantagens com o custo líquido (custo impostos recuperáveis)

24 23 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3.1 A terceirização no Brasil Conceitos, Normas e Evolução De acordo com Giosa (1999, p.14), É um processo de gestão pelo qual as repassam algumas atividades para terceiros com os quais estabelece uma relação de parceria ficando a empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua. Já Kom (2004, p.125), A idéia de terceirização é conceituada como um procedimento realizado tanto por empresas privadas quanto pela administração pública, pelo qual se repassa a terceiros a operacionalização de algumas atividades anteriormente produzidas pela empresa. Segundo Queiroz (1996, p.35), conceitua terceirização como: É uma técnica administrativa que possibilita o estabelecimento de um processo gerenciado de transferência, a terceiros, das atividades acessórias e de apoio ao escopo das empresas que é a sua atividade-fim, permitindo a estas concentrarem-se no seu negócio, ou seja, no objetivo final. A idéia de terceirização esta ligada diretamente a duas palavras chave: Processo de gestão e Parceria. Giosa (1999, p.14,15), conceitua o processo de gestão como: O conceito de processo de gestão, entendido como uma ação sistémica, processual, que tem critérios de aplicação (início, meio e fim) uma visão temporal (curto, médio e longo prazos) e uma ótica estratégica, dimensionada para alcançar objetivos determinados e reconhecidos pela organização. Segundo Giosa (1999, p.15), o conceito de parceria é: O conceito de parceria, entendido como uma nova visão de relacionamento comercial, onde o fornecedor migra de sua posição tradicional, passando a ser o

25 24 verdadeiro sócio do negócio, num regime de confiança pleno junto ao cliente, refletindo a sua verdadeira e nova função de parceiro. Nas empresas temos vários exemplos de terceirização como: etapas da produção, serviços de apoio, contabilidade, limpeza, manutenção, vigilância, e outros. No Brasil um dos serviços mais terceirizados por empresas de pequeno e médio porte é a contabilidade, isso se da pois o Brasil tem uma das mais complexas legislações tributarias Histórico Conforme Queiroz (1996, p.38) Originou-se nos EUA por volta de 1940, quando este país aliou-se aos paises europeus para combater as forças nazistas e posteriormente, o Japão, ou seja, durante o segundo conflito bélico mundial. De acordo com Kom (2004, p.125), o histórico da terceirização é: A idéia de subcontratação explícita no conceito não é nova em termos de organização do trabalho, possuindo raízes medievais que se expandiram em regiões da Europa a partir do século XVI, por meio da ruralizacão da indústria de tecidos de lã. Nessa época, crescentes mudanças no mercado e nos preços competitivos levaram as empresas à utilização do trabalhador rural, livre das restrições e proteção das guildas. Posteriormente, na Idade Moderna, a subcontratação, então denominada putting-out system. era estabelecida por meio de um arranjo no qual empregador-mercador estabelecia um acordo para o pagamento por peça de um volume de produção, sendo os processos de trabalho e os equipamentos responsabilidade do trabalhador ou grupo de trabalhadores. O empregador era apenas o proprietário da matéria-prima que muitas vezes alugava instrumentos de trabalho a trabalhadores sem capital. A terceirização sempre foi vista como um meio de redução de custos e despesas, isso se da desde os primórdios de sua utilização. Conforme Kom (2004, p.126), Já no século XIX. a subcontratação de grupos de trabalhadores era comum na Inglaterra para evitar as despesas de continuidade do emprego e da infra-estrutura e de controle interno à empresa em momentos de persistentes incertezas do mercado e de pressões competitivas, diminuindo o risco econômico. Segundo Kom (2004, p.126),

26 25 A efetivação e a disseminação desse processo, que adquiriu características mais atuais de terceirização, originaram-se nos Estados Unidos, logo após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, pois as indústrias bélicas tinham de se concentrar no desenvolvimento da produção de armamentos e passaram a delegar algumas atividades a empresas portadoras de serviços. Posteriormente, pequenas unidades empresariais nesse pais e também na Inglaterra foram transplantadas para regiões de elevado desemprego, como para o sul dos Estados Unidos, sul do País de Gales e Escócia. Este processo teve inicio em empresas de pequeno e médio porte por serem pais ágeis e perceberam logo a necessidade de mudanças para efetivamente terem seu espaço no mercado. De acordo com Kom (2004, p.127), As grandes empresas verificaram a possibilidade de continuar no mercado de forma competitiva, utilizando esses novos processos de gestão. A primeira tentativa de mudança nas grandes organizações ficou conhecida como downsi-zing c consistia na redução dos níveis hierárquicos, por meio do enxugamento do organograma e redução do número de cargos, visando a agilizar a tomada de decisões, o que não implicou, necessariamente, corte de pessoal. Desse modo, passaram a transferir para terceiros a incumbência peta execução das atividades secundarias, dando surgimento ao onisotirdng (terceirização) que passou a ser adotado plenamente pelas empresas. Conforme Giosa (1999, p.13), a terceirização no Brasil teve seu início: No Brasil, a Terceirização se introduziu sob outro prisma. A recessão como pano de fundo levou também as empresas a refletirem sobre sua atuação. O mercado, cada vez mais restrito, acabou determinando a diminuição das oportunidades, possibilitando que novas abordagens fossem aplicadas para buscar a minimização das perdas.o exemplo da aplicação em outros países rapidamente foi acolhido pelas nossas empresas pois o ambiente era propício. Ao mesmo tempo, a Terceirização demonstrava o outro lado da moeda: o fomento para a abertura de novas empresas, com oportunidades de mão-de-obra, restringindo assim, de certo modo, o impacto social da recessão e do desemprego Modalidades de Terceirização A terceirização pode ser caracterizada em suas modalidades, existem empresas que optam pelo apoio das cooperativas de trabalho, sem qualquer vinculo empregatício. Também os trabalhadores autônomos, que trabalham por conta própria. E existe também a opção pelo

27 26 trabalhador temporário, que é um apoio que as organizações buscam em caso de substituição de pessoal, ou acréscimo de serviços, estas modalidades terão que ser amparadas pelo contrato de terceirização Cooperativas de trabalho Furquim (2001, p.50), conceitua Cooperativa de trabalho como: São cooperativas de trabalho as organizações formadas por pessoas físicas, trabalhadores autônomos ou eventuais, de uma ou mais classes de profissão, reunidos para o exercício profissional em comum, com a finalidade de melhorar a condição econômica e as condições gerais de trabalho dos seus associados, em regime de autogestão democrática e de livre adesão, os quais, dispensando a intervenção de um patrão ou empresário, propõem-se a contratar e a executar obras, tarefas, trabalhos ou serviços públicos ou particulares, coletivamente por todos ou por grupo de alguns Trabalho autônomo Pinto e Pamplona Filho (2000, p.507), conceituam trabalho autônomo como: Trabalho autônomo é aquele prestado a uma ou mais empresas sem vinculo de emprego, por trabalhador que dirige sua energia pessoal. O modo de prestação do trabalho é o melhor critério distintivo do trabalhador autônomo para o trabalhador subordinado (empregado). De fato, há serviços nos quais o trabalhador tem poder de direção sobre a própria atividade, autodisciplinando-a segundo seus critérios pessoais, enquanto há trabalhadores que, abrindo mão do poder de direção sobre o trabalho que prestam, transferem-no a outrem, em troca de salário, subordinando-se, portanto. Assim, aqueles que detém o poder de direção da própria atividade são autônomos, e aqueles que o alienam em troca da retribuição alimentar, subordinados Trabalho temporário Criado pela Lei nº 6.019, de 03 de janeiro de 1974, o trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços.

28 27 Segundo Pinto e Pamplona Filho (2000, p. 526), trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços Atividades- Meio atividade-fim. A atividade-meio é a atividade que pode ser terceirizada, e que serve de suporte para a Atividade-meio são aquelas que agregam custos ao produto, caracterizam-se como ações e atitudes administrativas ou intermediárias no processo produtivo, nas empresas, apoiando ou suportando a produção, sem interferir na qualidade ou no funcionamento do produto, mantê-las como gestão própria, administrando-as diretamente; traz incrementos no custo operacional das empresas, que repassando ao preço final do produto, vai encarecê-lo, reduzindo a sua competitividade e atratividade. (QUEIROZ, 1996, p.73) Atividade-Fim Atividade-fim é aquela mencionada no contrato social da empresa, e por este motivo não pode ser terceirizada, pois a própria organização deve desenvolver esta atividade. Estas não devem e nem podem ser terceirizadas, uma vez que fazem parte da finalidade empresarial e como tal precisam e devem ser administradas pela própria empresa. A identificação da finalidade das empresas é muito importante, para que estas possam concentrar todos os seus esforços e recursos, no sentido do incremento qualitativo. O objeto social precisa ter uma relação íntima e exclusiva com a atividade-fim. (QUEIROZ, 1996, p.71). 3.2 Diferença entre Terceirização de mão de obra e de Serviços A terceirização dispõe de vários ambientes para atender as necessidades das empresas, entre eles temos a terceirização de serviços e a terceirização de mão-de-obra que são atividades de apoio das organizações. É claro que todos os meios antes de serem implantados necessitam de planejamento e controle para que os objetivos esperados sejam alcançados.

29 28 A viabilização e a aplicação da terceirização poderá se desenvolver com os seguintes, as prestadoras de serviços, são especializadas, assumem riscos empresariais, atuam e administram as suas atividades no tomador, são qualificadas, competentes, eficientes e eficazes, são responsáveis pelos resultados propostos, têm produto e assumem contratos por prazo determinado. Já os de mão-de-obra não têm produto, somente mãode-obra, não especificada, colocam a própria mão-de-obra temporária à disposição do tomados que vai administrá-la por no máximo 180 dias, e não assume riscos. (QUEIROZ, p. 53) Mão- De -Obra Direta De acordo com Crepaldi (1998, p.62) Representa custos relacionados com pessoal que trabalha diretamente na elaboração dos produtos, por exemplo, o empregado que opera um torno mecânico Mão De- Obra Indireta Segundo Crepaldi (1998, p.62) Sempre que for possível medir a quantidade de mãode-obra aplicada a determinado produto é mão-de-obra direta, caso contrário, havendo necessidade de rateio, é mão-de-obra indireta Subordinação Empregado é um trabalhador cuja atividade é exercida sob dependência de outrem para quem ela é dirigida. Nossa lei usa a palavra dependência. No entanto, em lugar dela, generalizou-se hoje a expressão subordinação, da maior importância, uma vez que permite dividir dois grandes campos de trabalho humano: o trabalho subordinado e o trabalhador autônomo. Empregado é um trabalhador subordinado. Se o trabalhador não é subordinado será considerado trabalhador autônomo, não empregado. A CLT é aplicável a empregados e não é aplicável a trabalhadores autônomos, pois estes não são subordinados a ninguém, exercendo com autonomia suas atividades e assumindo os riscos de seu negócio.

30 Vínculo Trabalhista O art. 3º da CLT define o empregado como: "toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário". De acordo com Pinto e Pamplona Filho (2000, p. 229), Empregado é a pessoa física que coloca sua energia pessoal à disposição de empregador para utilização por este, em caráter permanente, mediante subordinação jurídica, em troca de retribuição material. 3.3 As vantagens e desvantagens da terceirização no Brasil Por que Terceirizar? A oportunidade de terceirização hoje no Brasil é muito grande. Há um cenário para isso, os funcionários já conhecem o assunto e a alta administração já tem a sensibilidade para entender a necessidade real da implantação da terceirização. Para Pagniocelli (1993, p.3). É claro que subcontratar atividades não é algo inteiramente novo no mundo dos negócios. Já na década de 50 os americanos usavam esse recurso. Há muito, europeus e japoneses também o fazem. No Brasil, as multinacionais ligadas ao setor automobilístico, assim como outras empresas estrangeiras que aqui operam, já trabalham com essa estratégia. Conforme Queiroz (1996, p.21), A maior parte dos empresários, diretores, gerentes, supervisores e chefes buscam a terceirização como uma eficiente e eficaz alternativa que gera a flexibilidade empresarial, com qualidade, proporcionando a agilidade, simplicidade e competitividade nas empresas. Nesta situação, as empresas entendem que a implantação de projetos de terceirização trará inúmeras vantagens e benefícios, tornando-as mais flexíveis e adaptando-as mais facilmente às rápidas mudanças do mercado e com isso passam a ser líderes no seu segmento, com ganhos consideráveis Vantagens da terceirização

31 30 As empresas não precisam se especializar em atividades que não tem a ver com ser negócio principal. Se bem elaborada, as empresas podem conseguir uma diminuição dos custos com esses contratos, já que parte dos gastos de manutenção ficam com a terceirizada. A empresa pode se concentrar em melhorias na sua atividade-fim. A implantação das técnicas administrativas de terceirização traz para as empresas vários benefícios, como, concentração dos recursos liberados para a área produtiva, melhorando a qualidade e competitividade do produto, incrementa a produtividade, reduz os controles, libera a supervisão para outras atividades produtivas, reduz as perdas, evita o sucateamento dos equipamentos, libera recursos para a aplicação em outras tecnologias, concentra esforços na criação de novos produtos, reduz os custos administrativos e de pessoal, transforma os custos fixos em variáveis, gera ganhos de competitividade, otimiza o uso de espaços colocados em disponibilidade, soma as qualidades do prestador e tomador dos serviços, aumenta a especialização, agiliza as decisões, simplifica a estrutura empresarial, cria condições de desmobilização para movimentos grevistas, proporciona o aumento do lucro, cria condições para melhoria na economia de mercado, proporciona a somatória das qualidades na atividade meio, gera melhoria na administração do tempo, gera efetividade e eficiência, proporciona um novo relacionamento sindical, diminui o nível hierárquico, proporciona melhor distribuição de renda com a geração de mais empregos em novas empresas, reduz o passivo trabalhista nas empresas tomadoras, redução das ações reclamatórias nas empresas tomadoras, reduz a ociosidade da mão de obra, racionaliza as compras de materiais, de equipamentos e de uniformes. (QUEIROZ,1996, p.75) Desvantagens da terceirização Desconhecimento da administração e da filosofia da empresa pelo terceirizado pode atrapalhar. Muitas vezes há dificuldade para encontrar a empresa parceria ideal. Sempre existe o risco de não cumprimento de contratos. As desvantagens da terceirização são: o risco de desemprego e não absorção da mãode-obra na mesma proporção; a resistência e conservadorismo de muitas pessoas dentro das atividades empresariais, em especial os empregados. O risco de coordenação dos contratos e a ausência de parâmetros para os custos internos. O excesso de demissões na fase inicial do projeto e o custo dessas demissões. A dificuldade em se encontrar parceiros ideais e a grande necessidade de atenção na escolha dos fornecedores. Também é necessário observar com atenção o maior risco a ser administrado, o conflito com os sindicatos e as mudanças de poder que esses novos contratos gerarão. Um fator fortemente preocupante é o aumento da dependência de terceiras pessoas, a perda do vínculo com os funcionários e o desconhecimento das leis trabalhistas e uma das maiores ainda, a dificuldade de aproveitamento dos empregados já treinados, além

32 31 da perda da identidade cultural da empresa, por parte dos funcionários que poderá ocorrer a longo prazo. (TERCERIZAÇÃO.NET) Precauções na Terceirização Segundo Martins (1995, p. 92), Uma empresa que deseja terceirizar algumas de suas atividades deve se precaver para que não ocorram os seguintes fatores, a fim de evitar um vínculo trabalhista: Subordinação ou hierarquia de funcionários da empresa contratada para empregados da empresa contratante. Dependência econômica de funcionários terceirizados com relação à empresa contratante. Pessoalidade, ou seja, quando é sempre a mesrna pessoa terceirízada que presta serviço à contratante. Continuidade do trabalho, ou seja, a constância do serviço prestado. Também deve exigir da contratada que apresente os documentos que comprovem o registro de seus empregados e os recolhimentos de contribuições como a do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), a fim de evitar que seja acionada judicialmente como co-responsável por questões trabalhistas. 3.4 Fatores Condicionantes da Terceirização Podemos considerar de forma ampla e geral, uma série de fatores que condicionam, de maneira efetiva e determinante o sucesso da implantação de terceirização nas empresas. São eles: ambiente político, organizacional, econômico, tecnológico, social, jurídico-legal Ambiente Político Cada vez mais os governos municipais, estaduais e federais vêm utilizando a terceirização de forma a propiciar mudanças estratégicas e operacionais nos órgãos públicos. Para Giosa (1999, p.23),

33 32 Os programas de desestatização da economia, de privatização de empresas estatais, de abertura da economia para produtos antes não liberados, de desregulamentação das leis e da burocracia, e os programas de qualidade e produtividade, dão ao Estado condições de avaliar os reflexos mutacionais que ocorrerão com a implantação da Terceirização nos órgãos públicos. A parceria da iniciativa privada com o Governo, se destaca e consagram a terceirização como uma ferramenta que propicia a redução de custos, melhoria da qualidade dos serviços prestados a população Ambiente Organizacional Nesta abordagem serão considerados vários tópicos. Conforme Giosa (1999, p.24), O espaço físico de ocupação da empresa poderá ser significativa mente alterado; A estrutura funcional sofrerá mudanças, com alterações nos níveis hierárquicos, extinção e criação de novos cargos nas áreas terceirizadas e nas áreas que executam as atividades principais da empresa; A atividade funcional e a delegação de autoridade sofrerão variações freqüentes; Haverá rupturas nos processos de centralização e descentralização administrativas, dependendo da área e empresa, à luz do conceito da abordagem contingêncial, específico para cada companhia; As normas, sistemas e métodos operacionais deverão sofrer altera coes e revisões constantes, para suportar as mudanças advinda da Terceirização; O quadro de pessoal, invariavelmente, sofrerá mudanças; Os controles internos e os sistemas de informações gerenciais df verão se adaptar ao novo processo, trazendo mais suporte e qualificação de dados para a tomada de decisão Ambiente Econômico Nesta abordagem serão considerados vários tópicos. Para Giosa (1999, p.25),

34 33 A estrutura de custos internos deverá ser adaptada à nova sistemática, definindo a sua conceituação a nível contábil e operacional. Os dados fornecidos por este sistema de custeio permitirão avaliar, com freqüência, os custos terceirizados em relação aos custos despendidos pela atividade interna; A nível de investimentos, poderá haver variações de planejamento, de acordo com a agilidade de implantação da Terceirização, bem como da remuneração dos ativos existentes, e dos registros contábeis da depreciação dos mesmos; Os preços e tarifas praticadas deverão ser revisados pelas empresas com a introdução da Terceirização, considerando a participação dos serviços que têm influência, direta ou indireta, na determinação do cálculo final; Os custos dos processos de produção, dos processos de distribuição, comercialização e das atividades administrativas de apoio, deverão ser revistos com a implementação da Terceirização, pois refletem diretamente na máquina administrativa-operacíonal da empresa Ambiente tecnológico Nesta abordagem serão considerados vários tópicos. Conforme Giosa (1999, p.25,26), A disponibilidade do uso da tecnologia pelas empresas prestadoras de serviço, já que poderão assim fazê-lo, com economia virtual de escala no uso otimizado; A adequação da tecnologia, na adaptação dos equipamentos ao nível de exigência do cliente; A necessidade de transferência do conhecimento da utilização da tecnologia entre contratado e contratante, no aperfeiçoamento das relações; A possibilidade de desenvolvimento de um plano de melhoria tecnológica que o prestador de serviços poderá propor ao contratante, com vistas a obter melhores resultados e peracionais Ambiente Social Neste caso caberá a alta administração com sua visão estratégica, delimitar as conseqüências internas da terceirização na organização. Giosa apresenta (1999, p.27), os aspectos a serem considerados são:

35 34 O aspecto social das demissões, quando ocorrem, procurando facilitar o processo junto aos funcionários, tentando, sempre que for possível, através de negociação com fornecedor de serviços/parceiros que estará sendo contratado, o acolhimento, de uma forma, total ou parcial, destes funcionários que irão ser agora colaboradores em uma nova empresa-parceira; A movimentação interna funcional, com a Terceirização, ensejará ao administrador a possibilidade de aproveitar a mão-de-obra disponível das áreas terceirizadas, mas já com o conhecimento da empresa, sua cultura e filosofia, e, devidamente treinados e com potencial, para as atividades-fim, que serão naturalmente incentivadas e em crescimento, pois a Terceirização tenderá a fazer expandir a empresa nestas micro-unidades. É importante salientar que com a implantação da terceirização, vem a tendência de demissões imediatas, em um determinado momento, e no momento posterior haverá a necessidade de contratação pois a organização terá um enfoque maior nas suas atividades principais Ambiente Jurídico-Legal Com a implantação da terceirização nas organizações trouxeram duvidas na conceituação jurídica, trabalhista e legal. No entanto podemos afirmar que nas relações empresariais de pessoas jurídicas entre si não existe lei que proíba o processo de terceirização. No entanto, cuidados especiais deverão ser tomados quando a relação se dá entre a empresa-mãe com a empresa formada pelo ex-funcionário. Para Giosa (1999, p.28, os aspectos a serem considerados são: A relação entre a empresa e o seu ex-funcionário deverá ser como pessoa jurídica e não como autônomo; A empresa formada pelo ex-funcionário não poderá ter a empresa-mãe orno único cliente. É evidente que, na sua formação, isto é inevitável. No entanto, um período máximo de 6 (seis) meses é suficiente para conquistar uma carteira de clientes capaz de, em hipótese alguma, se caracterizar a relação ainda única de trabalho com a ex-empresa, impondo com isso um vínculo e, portanto, ensejando a uma eventual ação trabalhista; Caberá à empresa-mãe até incentivar a conquista de outros clientes pela empresa formada por ex-funcionários, verificando se isto está ocorrendo, para se assegurar verdadeiramente da situação;

36 35 Os sindicatos e os empresários, dentro dos seus limites de relacionamento naturais, já avançaram muito na discussão e na interpretação da utilização da Terceirização nos mais variados segmentos Diferenças Entre a Terceirização no Brasil e em Outros Países Na terceirização existe diferenças que variam de pais para pais, aspectos legais, comerciais, e culturais são de muita relevância para este processo. Em países como os Estados Unidos, é comum a terceirização de atividades ou funções por prazos determinados que podem ser desde algumas horas até meses e anos. No Brasil, os contratos são mais complexos e dificilmente uma empresa é contratada por apenas algumas horas. Além disso o conceito de vínculo empregatício também é diferente. Enquanto nos EUA os empregadores podem contratar funcionários por períodos preestabelecidos ou por tempo indeterminado, no Brasil, somente empresas de terceirização estão autorizadas por lei a contratar e fornecer mão-de-obra temporária e ainda no limite máximo de seis meses. Ainda sobre contratação de mão-de-obra, outra diferença fundamental é que em muitos países o trabalhador terceirizado pode optar por um salário menor ou maior dependendo de seu interesse em trabalhar em determinada empresa. Já no Brasil, os sindicatos de trabalhadores definem com as grandes empresas os pisos salariais de cada categoria, e um funcionário, deve receber este piso, independente de quanto um funcionário terceirizado custa de fato para a tomadora em relação a um contratado seu e por prazo indeterminado. (STAFFNET) Diferenças na Terceirização no Brasil O Brasil como é um país de grandes dimensões, e há diferenças nos processos de terceirização, mesmo com alíquotas de impostos unificadas temos ainda diferenças entre algumas regiões do Brasil. O Brasil é um país de dimensões continentais e diferenças regionais imensas. As legislações Trabalhistas e Comerciais são unificadas e válidas para todo o território nacional. Algumas poucas diferenças estão nas alíquotas de impostos estaduais como o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e municipais como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Impostos Sobre Serviços (ISS), que os Estados e municípios eventualmente reduzem para atrair determinadas empresas. De qualquer modo, as empresas estrangeiras e multinacionais normalmente instalam-se no Brasil nas regiões (sul e sudeste), que abrangem as áreas metropolitanas em torno das maiores cidades brasileiras. O processo de terceirização de atividades dentro das áreas metropolitanas como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre, em geral é mais simples e vantajoso do que em outras cidades e mesmo no interior desses Estados. Cidades desenvolvidas possuem uma variedade de empresas,

37 36 que podem oferecer qualquer serviço ou produto passível de terceirização. (STAFFNET) Encarada como uma das técnicas administrativas modernas, a terceirização irradia, no espaço mercadológico de atuação das empresas brasileiras, um espectro altamente profícuo para o desencadeamento de uma malha promissora de desempenhos qualificados, através de reformulações internas nos tecidos das organizações, tornandoas mais ágeis e competitivas. (GIOSA, 1999, p.3) Contrato de prestação de serviços. Definido o prestador de serviços deve a empresa contratante propor a assinatura de um contrato, que Dara o aspecto formal a relação entre as partes. A formalização contratual se torna um instrumento de apoio e suporte a operação, responsabilizando o prestador de serviço, estabelecendo regras de relacionamento, e dando uma base juridicamente adequada e relação. Conforme Giosa (1999, p.09,10) os aspectos a serem considerados na elaboração do contrato de prestação de serviços: É importante se observar o contrato social do prestador para verificar a compatibilidade com a finalidade do tomador. É necessário conhecer-se detalhadamente as atividades-fins de ambos, as quais, têm que ser diferentes para se evitar a pre sunção do vínculo empregatício; O posicionamento das partes deve ser equilibrado para não haver a submissão de uma parte à outra e vice-versa. Havendo a subserviência haverá a subordinação, e com isso o vínculo; Deve-se evitar detalhar as cláusulas contratuais. A autonomia da operação pelo prestador de serviços precisa ser garantida; A descrição detalhada das operações no contrato submete o prestador às condições do tomador, funcionando como se este fosse um "departamento disfarçado"; É sempre bom incluir no contrato uma cláusula prevendo o risco do tomador de vir a ser interpelado judicialmente por uma obri gação trabalhista não cumprida pelo prestador. Neste caso, o tomador deverá assumir a responsabilidade pela indefinição. Mas nesta cláusula, deverá estar expresso que, em caso dessa ocorrência, o tomador acionará na esfera civil o prestador para que haja o ressarcimento dos prejuízos; Na preparação do contrato, recomenda-se aos tomadores evi tarem "levar vantagem" sobre o prestador. Nesta hipótese, quem acaba perdendo é o trabalhador do prestador. O Direito do Trabalho, nestes casos, protege o funcionário, garantindo-

38 37 lhe os seus direitos trabalhistas e responsabilizando o prestador e o tomador. Assim, o contrato estará viciado e não terá vali dade, pois estará causando prejuízos ao trabalhador. 3.5 A contabilidade e o processo de terceirização nas empresas História da Contabilidade A origem da Contabilidade está ligada a necessidade de registros do comércio. Há indícios de que as primeiras cidades comerciais eram dos fenícios. A prática do comércio não era exclusiva destes, sendo exercida nas principais cidades da Antiguidade. A atividade de troca e venda dos comerciantes semíticos requeria o acompanhamento das variações de seus bens quando cada transação era efetuada. As trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos, na Babilônia já se faziam com escritas, embora rudimentares. Um escriba egípcio contabilizou os negócios efetuados pelo governo de seu país no ano 2000 a.c. O aparecimento da obra de Frei Luca Pacioli, contemporâneo de Leonardo da Vinci, que viveu na Toscana, no século XV, marca o início da fase moderna da Contabilidade. Pacioli foi matemático, teólogo, contabilista entre outras profissões. Deixou muitas obras, destacando-se a "Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et Proporcionalitá", impressa em Veneza, na qual está inserido o seu tratado sobre Contabilidade e Escrituração. Pacioli, apesar de ser considerado o pai da Contabilidade, não foi o criador das Partidas Dobradas. O método já era utilizado na Itália, principalmente na Toscana, desde o Século XIV Evolução da Contabilidade De acordo com Sá (1997, p.16) os principais períodos da contabilidade são: intuitivo primitivo, racional-mnemônico, lógico racional, literatura, pré-científico, científico e filosóficonormativo. INTUITIVO PRIMITIVO vivenciado durante a pré-história da humanidade, destacam-se algumas manifestações de arte e pré-escrita.

39 38 RACIONAL-MNEMÔNICO começa aqui a disciplina dos registros, criando métodos de organização da informação. LÓGICO RACIONAL percebe-se neste período a origem à Partida Dobrada, havendo a evidência de causa e efeito dos fenômenos. LITERATURA inicia-se a evolução com relação a escrita, difundindo o conhecimento, se preocupando em ensinar através de livros procedimentos para realizar registros e demonstrações. PRÉ-CIENTÍFICO ocorre uma intensa busca de raciocínios, definições e conceitos tanto em matéria de registros, como no entendimento sobre os fatos ocorridos com a riqueza, surgindo nesta fase as primeiras teorias empíricas. CIENTÍFICO durantes este período apareceram as primeiras obras científicas, nesta época começou-se a estudar os fenômenos patrimoniais. FILOSÓFICO-NORMATIVO houve uma preocupação em normalizar as e interpretar as informações, definindo as áreas das mesmas bem como disciplinando o entendimento profundo e holístico dos fenômenos patrimoniais A Função da Contabilidade A função da Contabilidade é registrar e gerenciar as alterações patrimoniais das empresas e assim auxiliar a tomada de decisão. Segundo Santos et al (2003, p. 61) a função da contabilidade é a de captar, registrar, acumular, estudar e interpretar (analisar) os fenômenos contábeis originados da gestão patrimonial de pessoas físicas ou jurídicas. A contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobre maneira para tomada de decisões. (IUDÍCIBUS e MARION, 2002, p. 42) Objeto e Objetivo da Contabilidade

40 39 O objeto da Contabilidade, é estudar, analisar, interpretar e verificar de modo geral, é o estudo do patrimônio das entidades era seus aspectos qualitativos e quantitativos. O objetivo da Contabilidade, então, pode ser estabelecido como o de fornecer informação como suporte à tomada de decisão, tanto dos usuários internos, como dos usuários externos das entidades. Segundo o Financial Accounting Standard Board (Fasb), o conselho de padrões de contabilidade financeira dos Estados Unidos, os objetivos da Contabilidade são essencialmente pragmáticos: 1. Fornecer informações que sejam úteis para investidores e credores atuai: e em potencial, bem como para outros usuários que a utilizem para torna da de decisões. As informações devem ser compreensíveis aos que pôs suem uma noção razoável dos negócios e estejam dispostos a estuda essas informações; 2. A divulgação financeira deve proporcionar informações aos usuários sobre o volume e a incerteza dos fluxos de caixa referentes a juros e dividendos e resgate de empréstimos. Com base nesses pressupostos o objetivo precípuo da Contabilidade é o de permitir, a cada grupo principal de usuários, a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras, num sentido dinâmico. (SANTOS et al, 2003, p.62,63) Finalidade da Contabilidade As principais finalidades da Contabilidade são as de assegurar o controle do patrimônio e fornecer informações sobre sua composição e as variações patrimoniais, bem como, sobre o resultado das atividades econômicas desenvolvidas pelas organizações Usuários da Contabilidade Conforme Santos et al, (2003, p.63), considera-se usuário da informação contábil toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja ela empresa, com fins lucrativos ou não, ou mesmo patrimônio familiar. Os usuários podem ser separados em dois grupos: usuários internos e usuários externos. Os usuários internos são aqueles que atuam dentro da empresa, tais como funcionários, administradores, gerentes etc.

41 40 Os usuários externos são os investidores, sócios, acionistas, fornecedores de bens e serviços, as instituições financeiras, o Governo, os sindicatos, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidades de classe etc. Cada um desses usuários possui um interesse específico nas informações contábeis. Por exemplo, ao Governo interessa tanto para a cobrança de tributos como para coletar dados estatísticos (IBGE); aos fornecedores para a análise da capacidade de pagamento; às instituições financeiras para concessão de crédito; aos investidores interessa obter informações para decidir sobre as melhores alternativas de investimentos. (SANTOS et al, 2003, p.64) 3.6 A redução de custos na folha de pag. das empresas com o processo de terceirização A implantação da terceirização nas organizações esta ligada diretamente a política de redução de custos, é histórico a utilização desta ferramenta para este motivo Custo Segundo conceito de Martins (2003, p.25) é gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. Na definição de Crepaldi (1998, p. 57) custos são todos os gastos relativos à atividade de produção Gasto relativo à bem ou serviço utilizado de outros bens ou serviços. O Custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento, e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem; no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Este, por sua vez, é de novo um investimento, já que fica ativado até sua venda. A energia elétrica é um gasto, no ato da aquisição, que passa imediatamente para custo (por sua utilização) sem transitar pela fase de investimento. A máquina provocou um gasto em sua entrada, tornando investimento (ativo) e parceladamente transformado em custo, via Depreciação, à medida que é utilizada no processo de produção de utilidades, (MARTINS, 2003 pág25).

42 Despesa Segundo definição de Crepaldi (1998, p.57) é Gasto com bem ou serviço não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. Conforme Leone (2000, p. 46) despesas são todos os gastos que são feitos para se obter em troca uma receita Contabilidade de Custos George S. G. Leone (1997, p. 19 e 20) conceitua Contabilidade de Custos como: Ramo da Contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade como, auxílio as funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões. A Contabilidade de Custos para Leone (2000, p.47) é: O ramo da função financeira que coleta, acumula, organiza, analisa, interpreta e informa os custos dos produtos, dos serviços dos estoques, dos componentes operacionais e administrativos, dos planos operacionais, dos programas, das atividades especiais e dos segmentos de distribuição para determinar a rentabilidade e avaliar o patrimônio da empresa, para controlar os próprios custos e as operações e para auxiliar o administrador no processo de planejamento e tomada de decisões. A figura 5 apresenta a definição de Contabilidade de Custos, de forma gráfica, para melhor visualização e entendimento de sua conceituação Custos Diretos Custos diretos são os custos que podem ser apropriados diretamente a cada produto. Para Leone (2000, p. 49) são aqueles custos (ou despesas) que podem ser facilmente identificados com o objeto de custeio. São os custos diretamente identificados a seus portadores. Para que seja feita a identificação, não há necessidade de rateio. Conclui Crepaldi (1998, p. 59) São aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados, porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação. Exemplo: matéria-prima, mão-de-obra direta, material.

43 Custos Indiretos Custos indiretos são os custos que não podem ser apropriados diretamente a cada produto, estes custos necessitam de rateio para a sua apropriação. Para Leone (2000, p. 49) são aqueles custos que não são facilmente identificados com o objeto de custeio. Às vezes, por causa de sua não-relevância, alguns custos são alocados aos objetos do custo através de rateios. Completa Crepaldi (1998, p. 59) Na prática, a separação de custos em diretos e indiretos, além de sua natureza, leva em conta a relevância e o grau de dificuldade de medição. Exemplo: Gastos Gerais de Fabricação Custos Fixos Custo Fixo é o custo que não varia em relação à quantidade produzida. Segundo Crepaldi (1998, p. 60) Custos fixos são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Por exemplo: aluguel, seguro de fabrica, etc.. Conforme Leone (2000, p. 55) São custos (ou despesas) que não variam com a variabilidade da atividade escolhida. Isto é, o valor total dos custos permanece praticamente igual mesmo que a base de volume selecionada como referencial varie Custos Variáveis Custo Fixo é o custo que varia em relação à quantidade produzida. Para Crepaldi (1998, p. 61) São os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Exemplos: matéria-prima e embalagem. Crepaldi (1998, p. 61) ainda afirma que Se não houver quantidade produzida, o custo variável será nulo. Os custos variáveis aumentam à medida que aumenta a produção. Conclui Leone (2000, p. 53) Atente, ainda, para o fato de que o custo variável no total é variável, mas, quando considerado como custo unitário diante do quantitativo da base de volume, ele é fixo.

44 Alavancagem Operacional Conforme Gitman (1997, p.422) O uso potencial dos custos operacionais fixos para aumentas os efeitos das mudanças nas vendas sobre os lucros das empresas antes dos juros e dos impostos (LAJIR) Ponto de Equilíbrio É quando a receita se iguala ao custo, é o momento de produção que a empresa não tem lucro e nem prejuízo. Segundo Crepaldi (1998, p.123) refere-se ao nível de venda em que não há lucro nem prejuízo, ou seja, onde os custos totais são iguais às receitas totais Margem de Segurança Para Crepaldi (1998, p.129), é o indicador de risco que aponta a quantidade a que as vendas podem cair antes de se ter prejuízo. 3.7 Princípios Contábeis Aplicados à Contabilidade de Custos Princípio da Realização da Receita De acordo com Martins (2003, p. 31) o reconhecimento contábil do resultado (lucro ou prejuízo) deve ser feito somente quando da realização da receita. A realização da receita ocorre quando da transferência do bem ou serviço para terceiros Princípio da Competência O regime de competência é um princípio contábil, que deve ser, na prática, estendido a qualquer alteração patrimonial, independentemente de sua natureza e origem.

45 44 Por este princípio, as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento Princípio do Custo Histórico Os bens devem ser avaliados pelo valor de entrada, não podendo ser alterados após a contabilização, só podem ser incluídos valores que agregam o patrimônio ou obrigação. De acordo com Martins (2003, p. 33) os ativos são registrados contabilmente por seu valor original de entrada, ou seja, histórico Princípio da Consistência ou Uniformidade A adoção de um critério de contabilização, é um processo necessário mais este não pode ser alterado com freqüência, as alterações devem ser justificadas e de relevância. Quando existem diversas alternativas para o registro contábil de um mesmo evento, todas válidas dentro dos princípios geralmente aceitos, deve a empresa deve adotar uma delas de forma consistente. Isso significa que a alternativa adotada deve ser utilizada sempre, não podendo a entidade mudar o critério a cada período. Quando houver interesse ou necessidade dessa mudança de procedimento, deve a empresa reportar o fato e o valor da diferença no lucro com relação ao que seria obtido se não houvesse a quebra de consistência (MARTINS, 2003, p. 36) Princípio da Materialidade ou Relevância Este principio aplicado visa determinar o que são custos relevantes, para os quais devese gastar mais tempo na obtenção. A obrigatoriedade de mensuração os custo relevantes para o processo decisório, estes merecem atenção, controle para auxiliar a tomada de decisão. Já as variáveis irrelevantes para o processo decisório, devem ser ignoradas.

46 45 De acordo com Martins (2003, p. 37) essa outra regra contábil é de extrema importância para Custos. Ela desobriga de um tratamento mais rigoroso aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais Princípio do Conservadorismo ou Prudência Em casos de duvida na contabilização deve ser contabilizado pelo valor menor em caso de receita e em caso de despesa devem ser considerados em valor maior. Quase que uma regra comportamental, o Conservadorismo obriga a adoção de um espírito de precaução por parte do Contador. Quando ele tiver dúvida fundamentada sobre tratar determinado gasto como Ativo ou Redução de Patrimônio Líquido (básica e normalmente despesa), deve optar pela forma de maior precaução, ou seja, pela segunda. Por exemplo, sendo duvidoso o recebimento de um direito ativado, este deve ser baixado para o resultado (diretamente ou por meio da constituição de uma provisão) (MARTINS, 2003, p. 36) Contabilidade Tributária Segundo Oliveira, et al (2005, p.36) é o ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa adaptando ao diaa-dia empresarial as obrigações tributárias de forma a não expor a entidade as possíveis sanções fiscais e legais. 3.8 Tributação Da Empresa A Brasfrigo S/A é uma empresa tributada pelo lucro real por se tratar de uma sociedade anônima de capital fechado. É obrigatória esta tributação para empresas cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, seja superior a R$ ,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou a R$ ,00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses (limite fixado pela Lei /2002).

47 Lucro Real De acordo com o art. 247 do RIR/1999, lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das leis comerciais Comutatividade dos Tributos Segundo Medeiros Neto (2001) é cumulativo o tributo que incide em duas ou mais etapas da circulação de mercadorias, sem que na etapa posterior possa ser abatido montante pago na etapa anterior. Exemplos típicos destes tributos são a COFINS, e a contribuição para o PIS Pis Não Cumulativo Segundo site Portal Tributário (2009) O Pis/Pasep é uma contribuição de competência da União, que incide sobre o faturamento das empresas, variando conforme a forma de tributação de cada uma. São contribuintes do PIS as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhe são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive empresas prestadoras de serviços, empresas públicas e sociedades de economia mista e suas subsidiárias, excluídas as microempresas e as empresas de pequeno porte submetidas ao regime do Simples Federal (Lei 9.317/96) e, a partir de , do Simples Nacional (LC 123/2007). A partir de , com a edição da Lei 9.718/98, a base de cálculo da contribuição é a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. Alíquota: 1,65%.

48 Cofins Não Cumulativa Segundo Portal Tributário (2009) A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é uma contribuição federal, de natureza tributária, incidente sobre a receita bruta das empresas em geral, destinada a financiar a seguridade social. São contribuintes da COFINS as pessoas jurídicas de direito privado em geral, inclusive as pessoas a elas equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, exceto as microempresas e as empresas de pequeno porte submetidas ao regime do Simples Federal (Lei 9.317/96) e, a partir de , do Simples Nacional (LC 123/2007). A partir de , com a edição da Lei 9.718/98, a base de cálculo da contribuição é a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. De acordo com Oliveira (2005, p. 148), ficam definidas as modalidades para o cálculo do Pis/Pasep e Cofins conforme a legislação: Alíquota: 7,6%. A primeira é aplicada sobre a receita bruta das pessoas jurídicas, em geral, enquanto a segunda destina-se exclusivamente às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, sujeitas a sistemática da não cumulatividade, de que tratam as Leis nº /2002 e /2003, com as alterações da Lei / Créditos PIS/COFINS Dos valores de Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins apurados, a pessoa jurídica submetida à incidência não-cumulativa poderá descontar créditos, calculados mediante a aplicação das alíquotas de 7,6% (Cofins) e 1,65% (Contribuição para o PIS/Pasep), sobre os valores: a. das aquisições de bens para revenda efetuadas no mês; OBS: O crédito, na hipótese de aquisição, para revenda, de papel imune a impostos de que trata o art. 150, inciso VI, alínea d da Constituição Federal, quando destinado à impressão de periódicos, será determinado mediante a aplicação da alíquota de 3,2%

49 48 (Cofins) e 0,8% (Contribuição para o PIS/Pasep) (Ver em Regimes especiais o subitem d.8). OBS2: O crédito, na hipótese de revenda de nafta petroquímica pela central petroquímica que adquiriu o produto com a redução de alíquota prevista no art. 56 da Lei nº , de 2005, ou no art. 8º, 15 da Lei nº , de 2004, será determinado mediante a aplicação da alíquota de 4,6% (Cofins) e 1% (Contribuição para o PIS/Pasep). b. das aquisições, efetuadas no mês, de bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; OBS1: No caso de subcontratação, por empresa de transporte rodoviário de cargas, de serviço de transporte de carga prestado por pessoa jurídica transportadora optante pelo Simples, a alíquota dos créditos é de 5,7% (Cofins) e 1,2375% (Contribuição para o PIS/Pasep) OBS2: A pessoa jurídica industrial de bebidas que optar pelo regime de apuração previsto no art. 52 da Lei nº , de 2003, se credita com base nos valores das contribuições estabelecidos nos incisos I a III do art. 51 referentes às embalagens que adquirir, no período de apuração em que registrar o respectivo documento fiscal de aquisição. c. dos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de venda tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior, e tenha sido tributada no regime de incidência não-cumulativa; OBS: O crédito será determinado mediante a aplicação das alíquotas incidentes na venda sobre o valor ou unidade de medida, conforme o caso, dos produtos recebidos em devolução no mês. d. das despesas e custos incorridos no mês, relativos: 1. à energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica; 2. a aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, utilizados nas atividades da empresa; OBS: É vedado o crédito relativo a aluguel de bens que já tenham integrado o patrimônio da pessoa jurídica. 3. a contraprestação de operações de arrendamento mercantil pagas a pessoa jurídica, exceto quando esta for optante pelo Simples; OBS: É vedado o crédito relativo contraprestação de arrendamento mercantil de bens que já tenham integrado o patrimônio da pessoa jurídica.

50 49 4. armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor; e. dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, relativos a máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado adquiridos a partir de maio de 2004, para utilização na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços (Ver IN SRF nº 457, de 2004); OBS1: Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular esse crédito, em relação a máquinas e equipamentos, no prazo de 4 (quatro) anos, mediante a aplicação, a cada mês, das alíquotas de 7,6% (Cofins) e 1,65% (Contribuição para o PIS/Pasep) sobre o valor correspondente a 1/48 (um quarenta e oito avos) do valor de aquisição do bem, de acordo com a IN SRF nº 457, de OBS2: Para os bens adquiridos depois de 1º de outubro de 2004, o contribuinte poderá calcular esse crédito, em relação a máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, relacionados em ato do Poder Executivo, no prazo de 2 (dois) anos, mediante a aplicação, a cada mês, das alíquotas de 7,6% (Cofins) e 1,65% (Contribuição para o PIS/Pasep) sobre o valor correspondente a 1/24 (um vinte e quatro avos) do valor de aquisição do bem (art. 2º da Lei nº , de 2004, e Decreto nº 5.222, de 2004, e IN SRF nº 457, de 2004). OBS3: Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular esse crédito, relativo à aquisição de vasilhames referidos no inciso IV do art. 51 desta Lei, destinados ao ativo imobilizado, no prazo de 12 meses, à razão de 1/12 (um doze avos), ou, na hipótese de opção pelo regime de tributação previsto no art. 52 desta Lei, poderá creditar-se de 1/12 (um doze avos) do valor da contribuição incidente, mediante alíquota específica, na aquisição dos vasilhames, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal. OBS4: O contribuinte que tenha projeto aprovado na forma do art. 1º da MP nº , de 2001 em microrregiões menos desenvolvidas definidas em regulamento localizadas nas áreas de atuação das extintas Sudene e Sudam tem direito ao desconto desse crédito no prazo de 12 meses (Lei nº , de 2005, art. 31). OBS5: Não integram o valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para incorporação ao ativo imobilizado os custos de mão-de-obra paga a pessoa física; e da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. f. dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, relativos a edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, adquiridas ou realizadas a partir de maio de 2004, utilizados nas atividades da empresa.

51 50 OBS: O direito ao desconto de créditos de que tratam as letras e) e f) não se aplica ao valor decorrente da reavaliação de bens e direitos do ativo permanente. (RECEITA. FAZENDA) 3.9 Tributação sobre a folha de pagamento Além do próprio salário a ser pago aos empregados pela prestação de serviços ao empregador, todos os benefícios aos quais eles têm direito devem constar em folha de salários, tais como: adicionais, comissões, gorjetas, gratificações, prêmios etc. Do total da remuneração, deverão ainda ser descontados todos os valores legalmente permitidos tais como: contribuições previdenciárias, imposto de renda retido na fonte (IRRF), adiantamentos salariais, contribuição sindical, vale-transporte e outros valores previstos em instrumentos de negociação coletiva. Constam ainda como despesas com pessoal aqueles valores cujo ônus é exclusivo do empregador, tais como: a parte da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrada sobre a folha de pagamento a ser recolhida pelo empregador, as indenizações pagas aos funcionários e o encargo da empresa referente à contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). (OLIVEIRA, 2005, pg.136) Tributação Segundo Fabretti (2000, p. 40) O Código Tributário Nacional define em seus arts. 3º e 5º: Art. 3º - Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de alto ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada Imposto Segundo Fabretti (2003, p. 116), a definição de imposto é aquele que, uma vez instituído por lei, é devido, independentemente de qualquer atividade estatal em relação ao contribuinte Contribuição A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras publicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. (OLIVEIRA, 2005, p.62)

52 Fato Gerador De acordo com Fabretti (2003, p. 128) o fato gerador é a concretização da hipótese de incidência tributária prevista em abstrato na lei, que faz nascer a obrigação tributária. Para Oliveira et al (2005, p. 29) o fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. De forma mais simples, conceitua-se como o fato que gera a obrigação de pagar o tributo Base de Cálculo De acordo com Fabretti (2003, p. 130) o conceito de base de cálculo é o valor sobre o qual é aplicada a alíquota (percentual) para apurar o valor do tributo a pagar Alíquotas Fabretti (2003, p. 131), afirma que a alíquota é o percentual definido em lei que, aplicado sobre a base de cálculo, determina o montante do tributo a ser pago Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) Fabretti (2000, p. 120 e 121) define que: O FGTS foi instituído pela Lei nº 5.107/66 (DOU de ), para modernizar e tornar mais efetivas as normas anteriores de garantia do tempo de serviço. A Lei nº 5.107/66 foi revogada, posteriormente. Atualmente o FGTS é regido pela Lei nº 8.036, de A sistemática do FGTS, que impõe ao empregador o recolhimento dessa contribuição de 8% sobre a remuneração mensal do empregado, em conta deste na Caixa Econômica Federal, torna efetiva a proteção financeira do tempo de serviço. A base de cálculo é o total da remuneração paga no mês ao empregado.

53 52 Segundo Fabretti (2003, p. 171), no caso de despedida sem justa causa, o empregador pagará multa de 40% sobre o saldo da conta vinculado do trabalhador na Caixa Econômica Federal, que deverá fornecer o respectivo extrato a tempo para a homologação da rescisão do contrato de trabalho (IRRF) Imposto de Renda Retido na Fonte De acordo com o RIR/2004, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre rendimentos do trabalho tem como fator gerador o pagamento de salário, inclusive adiantamento de salários a qualquer título, indenização sujeita à tributação, ordenado, vencimento, provento de aposentadoria, reserva ou reforma, pensão civil ou militar, soldo, pró-labore, remuneração indireta, retirada, vantagem,, subsídio, comissão, corretagem, benefício (remuneração mensal ou prestação única) das previdências social ou privada, do Plano Gerador de Benefícios Livre (PGBL) e de Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI), remuneração de conselheiro fiscal e de administração, diretor e administrador de pessoa jurídica, titular de empresa individual, gratificação e participação dos dirigentes no lucro, participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa e demais remunerações decorrentes de vínculo empregatício, recebidos por pessoa física residente no Brasil.(OLIVEIRA, 2005, pg.140) (INSS) Instituto Nacional do Seguro Social Do Empregador Na forma da Lei n.º 8.212/91, os empregados contribuem sobre a folha de salários da seguinte forma: a) para o INSS 20% b) para o Seguro Acidente de Trabalho (SAT), dependendo do grau de risco da atividade: 1% para risco considerado leve, 2% para risco médio e 3% para risco grave Contribuições para Terceiros Contribuições para terceiros: São as contribuições para o SEBRAE (0,6%), SENAI ou SENAC (1%), INCRA (0,2%), Salário Educação (2,5%), SESI ou SESC (1,5%), totalizando 5,8% da folha de pagamento.

54 Do Empregado O empregador é obrigado a descontar do empregado sua contribuição previdenciária sobre o salário recebido. A contribuição previdenciária descontada do empregado, se não for recolhida pelo empregador ao INSS configura crime de depositário infiel, previsto na Lei n.º 8.866/94. Esse desconto da contribuição do empregado é ônus deste, sendo a empresa a responsável por seu recolhimento ao INSS. Portanto, o valor do encargo do empregado não faz parte do custo ou despesa f é apenas representado no passivo como obrigação da empresa, que é depositária desse desconto e responsável pelo recolhimento, no prazo, ao INSS. (FABRETTI, 2003.pg. 169)

55 54 4. METODOLOGIA DA PESQUISA Esta pesquisa se dá nas instalações da empresa Brasfrigo S/A, com o auxílio de pessoas ligadas inteiramente a entidade. Esta pesquisa tem fundamentos bibliográficos sobre os seus objetivos, utilizando-se de variadas referências disponíveis em livros, na legislação e em meios eletrônicos (Internet). Segundo Fachin (2001, p. 27), todo trabalho científico deve ser apreciado em procedimentos metodológicos, que conduzem a um modo no qual se realiza uma operação denominada conhecer, outra de agir e outra de fazer. 4.1 Modalidades da Pesquisa A pesquisa quanto à natureza de seus dados será de abordagem quantitativa e qualitativa. Como defende Richardson (2003, p.79) a abordagem qualitativa de um problema, além de ser uma opção do investigador, justifica-se, sobretudo, por ser uma forma adequada para entender a natureza do fenômeno social. E conforme Roesch (2007, p.130) a abordagem quantitativa implica em medir relações entre variáveis (associação ou causa-efeito), ou avaliar o resultado de algum sistema ou projeto. Quantos os seus objetivos, esta pesquisa se caracteriza pela pesquisa exploratória. Quanto aos procedimentos desta pesquisa, sua coleta de dados é de levantamento e estudo de caso. As informações necessárias serão obtidas mediante a coleta de dados em documentos e relatórios contábeis fornecidos pela empresa, através do comparativo entre os custos normais de funcionários e o custo com a terceirização. 4.2 Campo de Observação

56 55 Brasfrigo S.A. O campo de observação deste estudo se dá no interior das instalações da empresa 4.3 Instrumentos de Coleta de Dados Para responder os objetivos deste estudo será efetuada a análise de documentos e relatórios contábeis fornecidos pela empresa. Serão feitas entrevistas com funcionários que estão ligados ao objeto deste estudo. 4.4 Critérios para Análise dos Dados As análises dos dados coletados serão demonstrados através de tabelas e por gráficos caracterizando o aspecto quantitativo deste estudo. 4.5 Descrições das Etapas da Investigação 1. Demonstrar o processo de terceirização no Brasil Conceito e Normas 2. Apresentar as vantagens e desvantagens da terceirização no Brasil 3. Identificar a rotina de carga e descarga na Brasfrigo; 4. Calcular os custos dos auxiliares de operações; 5. Identificar a necessidade da implantação da terceirização dos auxiliares de operações na Brasfrigo S/A; 6. Calcular os custos com a terceirização dos auxiliares de operações; 7. Demonstrar as vantagens e desvantagens da terceirização para a Brasfrigo S/A.

57 56 5. RESULTADOS 5.1 Funcionários da Área Objeto Terceirização. Os funcionários a serem terceirizados tem como função a movimentação de mercadorias, sendo descarga e carregamento. Designados como ajudante de operações trabalham em dois turnos. O turno diurno compreende: 08:00h as 12:00h 13:30h as 17:30h, e o turno noturno compreende: 17:30h as 21:30h 23:00h as 03:00h. Figura 3 Fotos das ajudantes de operações e execução de seu trabalho (Descarga). Fonte: acervo da Brasfrigo S/A.

58 57 Figura 4 Fotos das ajudantes de operações e execução de seu trabalho (Carregamento). Fonte: acervo da Brasfrigo S/A. Tabela 1- Quadro funcional da área alvo Nº DE FUNCIONARIOS FUNÇÃO HORARIOS 35 AJUDANTE DE OPERAÇÕES DIURNO 15 AJUDANTE DE OPERAÇÕES NOTURNO Fonte: acadêmico 2009 A tabela acima demonstra o número de funcionários da área a ser terceirizada separada pelos seus respectivos turnos de trabalho. A quantidade é diferenciada, pois o maior fluxo

59 58 operacional concentra-se no turno diurno por necessidade mercadológica da cidade de Itajaí- SC Movimentação Diária Conforme dados levantados pela gerência operacional da Brasfrigo, em média são movimentadas (mil) toneladas entre descargas e carregamentos, sendo estes movimentos executados pelos ajudantes de operação. Estas informações justificam-se devido a modalidade de trabalho avulso ser calculado por tonelada movimentada Remuneração dos Funcionários Alvo Conforme dados coletados o salário médio de cada funcionário é de R$526,00 (quinhentos de vinte e seis reais) por mês, sendo alocados para a função de ajudante de operações 50 (cinqüenta), funcionários Custos dos Funcionários Os custos que são apropriados ao salário dos funcionários são: Tabela 2- Custo por funcionário (empresa) ENCARGOS EM PERCENTUAIS APLICADOS AO SALÁRIO FUNCIONARIO (EMPRESA) % SALARIO... INSS 20% SAT 3% SALARIO EDUCAÇÃO 3% FGTS 8% REPOUSO SEMANAL REMU. 18% FERIAS INDENIZADA 11% ABONO NATALINO 13º SAL 9%

60 59 Tabela 2- Custo por funcionário (empresa) FGTS S/13º SAL 1% INSS S/ 13. SAL 2% VALE TRASPORTE 6% ASSISTENCIA MEDICA 10% SEGURO 2% ALIMENTAÇÃO... TOTAL 93 % Fonte: Dados repassados pela gerencia contábil Brasfrigo S/A 2009 Na tabela Custo por funcionário (empresa) demonstra os encargos em percentuais incidentes sobre os salários de cada funcionário Custos dos Funcionários (em reais) Tabela 3- Custo por funcionário (empresa em reais) CUSTO FUNCIONARIO (EMPRESA) MENSAL % TOTAL SALARIO.. R$ 526,00 INSS 20% R$ 105,20 SAT 3% R$ 15,78 SALARIO EDUCAÇÃO 3% R$ 13,15 FGTS 8% R$ 42,08 REPOUSA SEMANAL REMU. 18% R$ 95,63 FERIA INDENIZADAS 1/3 11% R$ 58,44 ABONO NATALINO 13º SAL 9% R$ 47,34 FGTS S/13º SAL 1% R$ 3,52 INSS S/ 13. SAL 2% R$ 11,15 VALE TRASPORTE 6% R$ 31,56 ASSISTENCIA MEDICA 10% R$ 52,60 SEGURO 2% R$ 7,89 ALIMENTAÇÃO.. R$ 279,00 TOTAL 100% R$ 1.289,34 Fonte: acadêmico 2009

61 60 A tabela Custo por funcionário (empresa em reais) evidencia os gastos da empresa com cada funcionário, utilizando como base o valor de R$ 526,00 (quinhentos de vinte e seis reais) Custos dos Funcionários diários (em reais) Tabela 4- Custo por funcionário (empresa em reais diários) CUSTO FUNCIONARIO TOTAL (EMPRESA) % MENSAL DIARIO SALARIO... R$ 526,00 R$ 20,23 INSS 20% R$ 105,20 R$ 4,05 SAT 3% R$ 15,78 R$ 0,61 SALARIO EDUCAÇÃO 3% R$ 13,15 R$ 0,51 FGTS 8% R$ 42,08 R$ 1,62 REPOUSA SEMANAL REMU. 18% R$ 95,63 R$ 3,68 FERIA INDENIZADAS 11% R$ 58,44 R$ 2,25 ABONO NATALINO 13º SAL 9% R$ 47,34 R$ 1,82 FGTS S/13º SAL 1% R$ 3,52 R$ 0,14 INSS S/ 13. SAL 2% R$ 11,15 R$ 0,43 VALE TRASPORTE 6% R$ 31,56 R$ 1,21 ASSISTENCIA MEDICA 10% R$ 52,60 R$ 2,02 SEGURO 2% R$ 7,89 R$ 0,30 ALIMENTAÇÃO... R$ 279,00 R$ 10,73 TOTAL 100% R$ 1.289,34 R$ 49,59 Fonte: acadêmico 2009 Na tabela acima foi calculado os custos dos funcionários em dia com base de 26 (vinte e seis), dias trabalhados, pois a empresa trabalha aos sábados.

62 61 Figura 5 Gráfico comparativo de remuneração Fonte: acadêmico 2009 O gráfico comparativo de remuneração acima demonstra a relação dos custos dos funcionários alvo e que demonstra que os maiores custos são o salário 41%, alimentação 22%, e INSS 8% Custo dos Funcionários (mês) Tabela 5- Custo dos Funcionários (mês) FUNCIONARIOS CUSTO DIARIO VALOR DIARIO DIAS TRABALHADOS VALOR 50 R$ 49,59 R$ 2.479,50 26 R$ ,04 TOTAL R$ 2.479,50 26 R$ ,04 Fonte: acadêmico 2009 A tabela custo dos Funcionários (mês) demonstra o valor do gasto mensal com os funcionários internos tomando como base os valores descritos na tabela Tabela de Preço Movimentação Avulsa Uma das opções que a empresa tem é a contratação de mão de obra avulsa sindicalizada, regulamentada pelo acordo coletivo de trabalho, esta modalidade esta disponível para as empresas que são filiadas na Federação dos trabalhadores na movimentação de Mercadorias em geral de Santa Catarina (FETRANMASC). Tabela 6- Tabela de Preços Trabalhador Avulso TURNOS DIAS UTEIS DOMINGOS E FERIADOS TURNO DAS 05:00 AS 22:00 (DIURNO) R$ 3,28 p/ton R$ 6,56 p/ton TURNO DAS 22:00 AS 05:00 (NOTURNO) R$ 4,11 p/ton R$ 8,22 p/ton Fonte: Acordo Coletivo de Trabalho 01/05/2008

63 Remuneração dos Funcionários Terceirizados (dia) Movimentação Avulsa Tabela 7- Preço por tonelada Dias Uteis TURNO VALOR POR TONELADA MOV. MÉDIA DIARIA VALOR DIURNO R$ 3, R$ 2.296,00 NOTURNO R$ 4, R$ 1.233,00 TOTAL R$ 7, R$ 3.529,00 Fonte: acadêmico 2009 A tabela acima demonstra o valor cobrado pelo (FETRANMASC), esta efetua a cobrança por tonelada, neste contexto há a necessidade de mensurar qual a quantidade movimentada no turno diurno e noturno. A movimentação diária por turno foi obtida analisando o histórico de um mês anterior ao do levantamento de dados. Figura 6 Gráfico Remuneração dos Funcionários Terceirizados (dia) Movimentação Avulsa Fonte: acadêmico 2009

64 63 O gráfico acima demonstra o valor cobrado por turno de trabalho com uma movimentação diurna de 700 (setecentas) toneladas e noturna de 300 (trezentas) toneladas Remuneração dos Funcionários Terceirizados (mês) Movimentação Avulsa Tabela 8- Preço mensal Movimentação Avulsa TURNO VALOR DIARIO DIAS TRABALHADOS VALOR DIURNO R$ 2.296,00 26 R$ ,00 NOTURNO R$ 1.233,00 26 R$ ,00 TOTAL R$ 3.529,00 R$ ,00 Fonte: acadêmico 2009 Na tabela preço mensal movimentação avulsa foi efetuado o calculo dos gastos mensais sobre a movimentação dos turnos diurno e noturno em 26 (vinte e seis), dias trabalhados. Figura 7 Remuneração dos Funcionários Terceirizados (mês) Movimentação Avulsa Fonte: acadêmico 2009

65 64 O gráfico acima demonstra o valor que deverá ser pago pelo serviço avulso separados em turnos, pois o preço é diferente para os turnos diurno e noturno. 5.3 Remuneração Trabalho Terceirizado Em pesquisa efetuada no período de 01/03/2009 a 01/04/2009, por meio telefônico, foi contatado pelo acadêmico duas empresas de terceirização de mão de obra, uma em Itajai-SC e outra em São Francisco do Sul, sendo repassado pelas empresas os valores cobrados por funcionários cedidos. Por solicitação das empresas, não será divulgada qualquer informação sobre as mesmas, por isso trata-se como empresa X e empresa Y Empresa X A empresa forneceu um orçamento conformo o descrito abaixo: Até 20 funcionários R$ 60,00, por funcionário por 8h trabalhadas. Até 40 funcionários R$ 55,00, por funcionário por 8h trabalhadas. Acima de 50 R$ 48,00, por funcionário por 8h trabalhadas. Tabela 9- Remuneração dos Funcionários empresa X Nº DE FUNCIONARIOS VALOR TOTAL DIAS TOTAL MENSAL 50 R$ 45,00 R$ 2.250,00 26 R$ ,00 Fonte: acadêmico 2009 A tabela Remuneração dos Funcionários empresa X demonstra o valor cobrado pele empresa X, sendo cobrado o valor por funcionário solicitado e pago mensalmente Empresa Y A empresa forneceu um orçamento conforme o descrito abaixo:

66 65 Até 50 funcionários R$ 55,00, por funcionário por 8h trabalhadas. Acima de 50 R$ 42,00, por funcionário por 8h trabalhadas. Tabela 10- Remuneração dos Funcionários empresa Y Nº DE FUNCIONARIOS VALOR TOTAL DIAS TOTAL MENSAL 50 R$ 42,00 R$ 2.100,00 26 R$ ,00 Fonte: acadêmico 2009 A tabela Remuneração dos Funcionários empresa Y demonstra o valor cobrado pele empresa Y, sendo cobrado o valor por funcionário solicitado e pago mensalmente Comparativo de Remuneração Tabela 11- Comparativo de Opções (trabalhador interno X trabalhador avulso X trabalhador terceirizado) FUNCIONARIOS VALOR DIARIO VALOR MENSAL TRABALHO AVULSO R$ 3.529,00 R$ ,00 INTERNO ( EMPRESA) R$ 2.479,50 R$ ,00 TERCEIRIZADO EMPRESA X R$ 2.250,00 R$ ,00 TERCEIRIZADO EMPRESA Y R$ 2.100,00 R$ ,00 Fonte: acadêmico 2009 Esta tabela acima mostra o gasto com cada modalidade de obtenção de mão de obra, levando em conta os custos levantados nas modalidades de Trabalho interno avulso e terceirizado. Analisando a tabela acima já podemos afirmar que a modalidade de trabalho terceirizado é a mais rentável mas posteriormente analisando todos os aspectos teremos realmente a opção mais segura e rentável que atenda a necessidade da empresa.

67 66 Figura 8 Gráfico comparativo de custo Fonte: acadêmico 2009 Este gráfico comparativo de custo demonstra visualmente os valores de cada modalidade de trabalho, que mostra uma vantagem maior para a empresa Y e as outras modalidades se mostraram pouco atrativas. 5.4 Aspectos a Serem Observados na Terceirização A terceirização leva alguns aspectos que a empresa tomadora tem que tomar cuidado como: Subordinação e Vinculo Trabalhista. Outro aspecto e que a empresa deve exigir da contratada que apresente os documentos que comprovem o registro de seus empregados e os recolhimentos de contribuições como a do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do

68 67 INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), a fim de evitar que seja acionada judicialmente como co-responsável por questões trabalhistas Contrato de Prestação de Serviços Para que o contrato de terceirização esteja completo, e válido, é necessário que as empresas envolvidas, disponibilizem todos os seus documentos tais como: Contrato Social e alterações, devidamente registrados na (JUCESC); CNPJ; Inscrição Estadual/ Municipal; Certidões Negativas esferas Estadual, Municipal, e Federal; Comprovante de endereço da Sede; Documentação dos sócios (pessoa física); Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado de Exercício; Credito de Impostos (PIS & COFINS) Observou-se na legislação vigente que o custo com o pagamento da terceirização gera crédito de PIS e COFINS, reduzindo o custo e tornando a alternativa da terceirização mais atrativa. Este custo é creditado no valor total de 9,25 %, 7,6% (COFINS), 1,65% (PIS), sobre o valor pago, reduzindo então o custo para a empresa. Tabela 12- Comparativo de Opções (trabalhador interno X avulso X terceirizado) com créditos de PIS e COFINS. FUNCIONARIOS VALOR DIARIO CREDITO IMPOSTOS VALOR MENSAL TRABALHO AVULSO R$ 3.529,00 R$ 326,43 R$ ,76 INTERNO R$ 2.479,50 R$ ,00 TERCEIRIZADO EMPRESA X R$ 2.250,00 R$ 208,13 R$ ,75 TERCEIRIZADO EMPRESA Y R$ 2.100,00 R$ 194,25 R$ ,50 Fonte: acadêmico 2009

69 68 A tabela acima demonstra o valor das modalidades de trabalho descontando o valor do credito de PIS e COFINS, evidenciando uma vantagem ainda maior para as modalidade de terceirização. Figura 9 Gráfico comparativo de custo com Credito de PIS e COFINS. Fonte: acadêmico 2009 O Gráfico acima demonstra o valor efetivo do gasto com as modalidades de trabalho já descontado o valor do credito do PIS e da COFINS. A opção pela contratação da empresa é demonstrada e a empresa que mostrou-se mais atrativa nos aspectos financeiros foi a empresa Y.

70 69 Figura 10 Gráfico comparativo de custo Normal com Credito de PIS e COFINS. Fonte: acadêmico 2009 O gráfico acima expressa visualmente a redução de 9,25% nos gastos com o pagamento das modalidades de trabalho avulso, e terceirizado e os valores com o trabalho interno não se alteram, pois a esta modalidade não se aplica os créditos de impostos. Os impactos gerados pelos créditos influenciam diretamente nas atividades das organizações exemplo disto está demonstrado neste trabalho de conclusão de curso, pois neste caso os créditos tem uma redução de 9,25% nos custos. 5.5 Quadro Demonstrativo de Vantagens e Desvantagens da Terceirização. Hoje as empresas que opção pela contratação de terceiro não pode se ater só aos aspectos financeiros pois é uma cadeia que engloba aspectos jurídicos e administrativos.

71 70 Figura 11 Quadro demonstrativo de Vantagens e Desvantagens da Terceirização. Fonte: acadêmico 2009 A figura acima demonstra os aspectos mais importantes considerando as vantagens e desvantagens da terceirização e do trabalho interno. 5.6 Resultado dos cálculos efetuados Após efetuar os cálculos e analises pode-se afirmar que a implantação da terceirização na Brasfrigo S/A, é viável e a modalidade mais lucrativa para a empresa é a contratação da empresa Y que nos cálculos apresentou um custo menor que as outras modalidades apresentadas. A tabela abaixo mostra a comparação entre o modelo atual utilizado pela organização e a proposta por este trabalho de conclusão de curso.

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