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1 Nove áreas temáticas do programa Com base no Plano de Ação FLEGT da União Europeia, a gerência do programa estabeleceu nove áreas temáticas apoiadas pelo programa. Sob cada tema, há uma lista indicativa para demonstrar a gama de possíveis atividades que se qualificam para o programa. Trata-se de uma lista não exaustiva para orientar as entidades participantes a concentrar os temas das propostas em atividades prioritárias. 1. Fortalecimento da capacidade e treinamento Fortalecer a capacidade das entidades participantes para administrar novas e complexas questões do setor florestal que os países em desenvolvimento enfrentam, prestando apoio aos seguintes tipos de atividades: a. Monitorar e colher dados sobre crimes ambientais; iniciar ação judicial contra os transgressores; b. Aumentar o entendimento das leis que governam o setor florestal por parte da polícia, profissionais da área jurídica, ministério público e judiciário; c. Angariar o apoio público e político necessário para combater a corrupção que perpetua o comportamento ilegal no setor florestal; d. Apoiar ações que melhorem a arrecadação de receita do setor florestal; e. Desenvolver e implementar cursos e programas de treinamento específicos sobre cumprimento da legislação florestal e governança nos três grupos de entidades do programa; f. Elaborar e divulgar materiais de treinamento pertinentes; g. Promover intercâmbio de conhecimento e experiência entre órgãos educacionais relevantes no âmbito sub-regional e regional; h. Fornecer aos ministros responsáveis pelos recursos florestais, judiciário e outras instituições judiciais treinamento nos melhores sistemas e práticas internacionais de aplicação da lei. 2. Transparência ou monitoramento independente Encorajar maior acesso de todas as entidades participantes a informações do setor florestal, prestando apoio aos seguintes tipos de atividades: a. Desenvolver sistemas independentes de monitoramento e auditoria para verificar a legalidade da madeira; b. Encorajar políticas de transparência e liberdade de informação em países da África, Caribe e Pacífico (ACP), incluindo informação sobre os processos de alocação da concessão de florestas, localização e propriedade, planos de gestão e leis; c. Apoiar tecnologias como sensoriamento remoto e fotografia aérea;

2 d. Promover a conscientização acerca dos benefícios da melhoria dos sistemas de informação entre as autoridades; e. Melhorar os sistemas de informação florestal para ampliar a coleta e notificação de dados nacionais e subnacionais sobre extração da madeira e produtos de madeira; f. Melhorar as estatísticas de produção e comércio e as informações do mercado para facilitar a estimativa e monitoramento da extração ilegal; g. Pesquisas e estudos nacionais sobre fluxos de madeira para identificar a extensão da extração ilegal e seu comércio; h. Apoiar a disponibilidade de conhecimento e informação em sistemas baseados na internet, divulgação de lições aprendidas e outros meios de compartilhar conhecimentos. 3. Acordos de parceria voluntária Ajudar as entidades a participar em processos de acordo de parceria voluntária (APV), prestando apoio aos seguintes tipos de atividades: a. Apoiar seminários nacionais ou regionais sobre FLEGT/APV para compartilhar informações, conhecimentos e lições aprendidas nos países da ACP e entre eles; b. Executar estudos de viabilidade sobre questões relacionadas a APV: realizar avaliações das necessidades de capacidade institucional, avaliar questões relacionadas aos mercados ou comércio de madeira, avaliar sistemas nacionais de rastreamento da madeira; c. Apoiar o comitê nacional de múltiplas entidades encarregado da negociação de APV, organização de entidades participantes e reuniões de planejamento, etc.; d. Ajudar as entidades locais a definir a legalidade da madeira: apoiar a consulta por parte das entidades, organização de seminários técnicos ou grupos de trabalho, ou apoiar testes locais das definições. e. Sistema de verificação da legalidade: elaborar ou testar sistemas de aplicação da lei, monitoramento nacional das florestas, regulamentação e controle nacional das atividades florestais, emissão de licenças FLEGT, auditoria independente, etc. f. Melhorar os sistemas nacionais de aplicação da lei e patrulhamento: melhorar os procedimentos, capacidade de implementar procedimentos, iniciar monitoramento independente, testar sistemas inovadores como sistemas conjuntos de monitoramento da gestão florestal, etc.; g. Ajudar na implementação do sistema de verificação da legalidade: apoiar ações prioritárias definidas pelos Comitês de Implementação Conjunta e auditoria independente. 4. Iniciativas comunitárias de FLEGT Apoiar a habilitação dos grupos que dependem da floresta para desenvolver e participar em sistemas de gestão florestal, prestando apoio aos seguintes tipos de atividades: a. Apoiar o manejo florestal comunitário para a melhoria da subsistência; b. Promover a divulgação de lições aprendidas nas iniciativas comunitárias no âmbito nacional;

3 c. Ajudar as entidades participantes a assegurar que os principais fatores subjacentes, como posse da terra e acesso a recursos florestais, sejam protegidos; d. Encorajar a participação local em ações destinadas a reduzir a extração ilegal da madeira; e. Apoiar o fortalecimento da capacidade das comunidades pobres que dependem da floresta e pequenas e médias empresas para produzir e comercializar madeira de fontes legais e sustentáveis. 5. Sistemas de verificação Apoiar o desenvolvimento e implementação de sistemas de monitoramento confiáveis, precisos e eficazes em função do custo, prestando apoio aos seguintes tipos de atividades: a. Criar ou fortalecer a capacidade de instituições governamentais, sociedade civil e setor privado de desenvolver, implementar ou administrar sistemas de verificação; b. Apoiar tecnologias e métodos inovadores para monitorar as operações de extração e rastrear a madeira desde o ponto de extração e serrarias até os portos e mercado final (nacional, regional ou internacional); c. Desenvolver métodos para reconciliação de dados e melhoria da cadeia de fornecimento, especialmente nas operações de extração e processamento; d. Apoio técnico para desenvolver ou testar sistemas de auditoria do cumprimento da legislação e origem adaptados às circunstâncias nacionais; e. Apoio ao desenvolvimento de sistemas para monitorar, verificar e reconciliar requisitos de contratos, planejamento do manejo e dados de produção. 6. Políticas, leis e regulamentos Ajudar os grupos a analisar e reformar políticas, leis e regulamentos para cumprir os padrões de gestão de recursos naturais aceitos internacionalmente, prestando apoio aos seguintes tipos de atividades: a. Estabelecer fóruns de múltiplas entidades e processos participativos para diálogo e formulação de políticas, leis e regulamentos; b. Apoiar a revisão dos regimes legislativos, reguladores e fiscais das florestas com previsão de resultados positivos como a melhoria do acesso das comunidades dependentes às florestas, mais transparência no setor florestal, maior eficiência do mercado ou melhor ambiente de negócios; c. Realizar outras atividades relevantes para fortalecer o quadro normativo e institucional. 7. Iniciativas privadas Apoiar iniciativas que melhorem a responsabilidade social das empresas privadas, eficiência do mercado, intercâmbio e disponibilidade de informações do setor florestal ou estabelecer diálogo entre as organizações do setor privado, instituições do governo e organizações da sociedade civil, prestando apoio aos seguintes tipos de atividades:

4 a. Analisar as lições aprendidas em iniciativas de responsabilidade social das empresas e examinar maneiras de aplicar essas lições ao setor florestal; b. Ajudar as organizações do setor privado a desenvolver e adotar códigos de conduta, transparência em iniciativas do setor privado e monitoramento independente; c. Encorajar a participação ativa e contribuições do setor privado para assistência técnica e financeira à cadeia de fornecimento; d. Ajudar as organizações do setor privado a participar em sistemas de gestão da cadeia de fornecimento e publicar esquemas de pagamento; e. Apoiar auditoria interna e externa para testar o cumprimento dos sistemas de verificação da legalidade. 8. Questões do mercado interno e regional Apoiar a melhoria do conhecimento, entendimento e capacidade de gerir os mercados de madeira e lenha nacionais e sub-regionais, prestando apoio aos seguintes tipos de atividades: a. Pesquisa sobre os padrões do mercado interno de madeira e lenha, origens, sistemas de gestão ou outra informação que facilite um manejo melhorado dos recursos; b. Estabelecer sistemas que melhorem a disponibilidade e confiabilidade da informação sobre o mercado interno; c. Apoiar o desenvolvimento e teste de estratégias inovadoras para aplicação de leis e regulamentos que governam o mercado interno; d. Apoiar o desenvolvimento de políticas, leis ou regulamentos para melhorar a governança no mercado interno; e. Fortalecer a cooperação regional e internacional em aplicação da legislação florestal e governança com organizações internacionais, regionais e sub-regionais e órgãos intergovernamentais; f. Promover o diálogo sobre políticas e intercâmbio de experiências e informações sobre aspectos do mercado internacional relacionados à demanda de madeira e produtos de madeira legais e sustentáveis e cumprimento dos requisitos de mercado. 9. Comunicações, divulgação e assistência informativa Proporcionar oportunidades de melhor comunicação, divulgação e informação sobre temas e programas relacionados a FLEGT. Nos países que não têm amplo conhecimento do FLEGT ou não estabeleceram programas FLEGT, a assistência poderia incluir: a. Fornecer assistência para oportunidades de intercâmbio regional de conhecimento sobre uma das nove áreas temáticas deste guia. b. Proporcionar assistência técnica para ajudar entidades dos países da ACP a avaliar seu conhecimento sobre FLEGT e possíveis necessidades. Com base na avaliação das necessidades, prestar apoio para desenvolver um guia de implementação do FLEGT. Nos países que já estão trabalhando num processo APV ou têm maior conhecimento sobre atividades FLEGT, a assistência poderia incluir:

5 a. Apoio a iniciativas de comunicação que visem instituições governamentais, entidades ou grupos de entidades do setor florestal. b. Assistência a populações que dependem da floresta em importantes áreas geográficas. c. Ajudar grupos de entidades a desenvolver plataformas informadas de entidades que podem participar produtivamente dos processos de FLEGT ou APV.

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