Tecnologia de ponta ajuda recuperar visão Farmácias informatizadas chegam a hospitais

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1 Ano 1 Edição 2 - Agosto 2012 Trimestral MALA DIRETA POSTAL DDR/MG MMS CORREIOS DEVOLUÇÃO GARANTIDA CORREIOS IMPRESSO FECHADO PODE SER ABERTO PELOS ECT Tecnologia de ponta ajuda recuperar visão Farmácias informatizadas chegam a hospitais Saúde tem a maior carga tributária da economia Lei cheque-caução não define quem paga a conta do atendimento LEIA MAIS ENTEVISTA NOTÍCIAS DO SETOR GESTÃO E TECNOLOGIA

2 Palavra do presidente O SISTEMA DE SÁUDE NO BRASIL PRECISA DE CUIDADOS A FBH HÁ MAIS DE 40 ANOS VEM CUMPRINDO ESTE PAPEL PARA A MELHORIA DE QUALIDADE DA SAÚDE NO BRASIL. Lei que torna crime a exigência de cheque-caução nas emergências de hospitais particulares deixa brechas e não define quem paga a conta pelo atendimento. A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou a Lei nº /12, que torna crime exigir cheque-caução, nota promissória ou o preenchimento prévio de formulários administrativos como condição para atendimento médico de emergência em hospitais particulares. A exigência de cheque-caução já era considerada irregular pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e por órgãos de defesa do consumidor. A mudança no Código Penal, no entanto, passa a considerar a prática criminosa, com a criação do artigo 135-A, que caracteriza crime condicionar o atendimento médico-hospitalar emergencial a qualquer garantia. Quem exigir cheque-caução poderá ser punido com detenção de três meses a um ano e multa. A pena poderá ser dobrada se o paciente sofrer lesão corporal grave e até triplicada, se o paciente morrer devido à falta de atendimento. A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) participou de todo o processo de tramitação da lei e, embora não tenha sido sancionada na extensão do que foi discutido, a FBH orienta que a determinação seja cumprida e que um trabalho multidisciplinar intenso, junto às emergências, seja realizado. No entanto, fica o questionamento sobre o pagamento das despesas hospitalares. Sem dúvida, o atendimento ao paciente em estado de emergência é de suma importância, Luiz Aramicy Pinto -Presidente da Federação Brasileira de Hospitais porém as instituições de saúde particulares devem ter a garantia de que o pagamento será efetuado. A lei é omissa porque não esclarece o ente responsável pelo atendimento, o que abre precedente para que o Projeto de Lei nº 125, que tramita no Senado, de autoria do senador Cyro Miranda, ganhe força de complementação de lei para definir os procedimentos e condutas administrativas e financeiras para a nova regra de atendimentos emergenciais. De acordo com o texto do projeto, o prestador de serviço privado de assistência à saúde deve ser ressarcido das despesas decorrentes do atendimento pela operadora do plano privado de assistência à saúde do qual o paciente seja beneficiário. Caso o paciente não esteja vinculado a nenhum plano de saúde, a responsabilidade pelo pagamento deverá ser do Sistema Único de Saúde, através de regras específicas. É preciso esclarecer que nem todo caso é uma emergência com risco de vida iminente. O médico deve estar muito atento a esta questão, além de reavaliar suas responsabilidades e competências quanto a sua atuação em serviços de traumas, uma vez que a lei vem frontalmente na direção de sua conduta. Um dos casos que motivaram a iniciativa do governo federal para criação da lei foi a morte do então secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, ocorrida em janeiro de 2012, depois de dois hospitais particulares de Brasília terem recusado atendimento a ele. Com sintomas de infarto, o servidor, de 56 anos, não foi atendido porque estava sem talão de cheques para oferecer a caução. Ao receber socorro, no terceiro hospital, seu quadro já era irreversível. A partir de agora, os estabelecimentos de saúde com serviço de emergência ficam obrigados, também, a exibir, em lugar visível, a informação: Constitui crime a exigência de cheque-caução, de nota promissória ou de qualquer garantia, bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial. A nova regra evita, sob todos os aspectos, a omissão de socorro e beneficia a população. Porém, é preciso esclarecer ao cidadão, o que configura atendimento de emergência e de urgência e suas implicações. 3

3 Editorial 4 Não é novidade para ninguém a revolução que a tecnologia fez na medicina. O que era considerado ficção científica há tempos, hoje é a mais pura verdade nas unidades de saúde. É impossível não ser surpreendido com todo este universo high tech disponível para curas, tratamentos e diagnósticos. São equipamentos com alta precisão de imagem, radiações eletromagnéticas, próteses de fibra óptica, fibra de carbono, chips, implantes digitais, dentre tantos outros recursos. Soluções que trazem a qualidade de volta à vida das pessoas. Exemplo desta diversidade de recursos sofisticados da área médica é visto na Feira Hospitalar, considerada a maior exposição da America Latina do setor. A feira, realizada todos os anos em São Paulo, apresenta aos visitantes uma infinidade de empresas que expõem o que existe de mais moderno e revolucionário em produtos e serviços médico-hospitalares. Dentro deste universo é possível ter uma noção de como os recursos digitais estarão cada vez mais aliados à medicina. Nossa matéria de capa traz um pouco deste fantástico mundo biônico da saúde, especificamente na oftalmologia e na oncologia. Nesta edição, procuramos conhecer melhor sobre uma recente pesquisa desenvolvida na Alemanha e na Inglaterra para implante de microchip no globo ocular de pacientes com retinose pigmentar, uma doença hereditária que compromete a retina e leva à cegueira. Trata-se de um implante que vai permitir aos portadores recuperarem parcialmente a visão perdida com a retinose. Os estudos do microchip EXPEDIENTE Presidente: Luiz Aramicy Bezerra Pinto Vice-Presidente: Francisco José Santiago de Brito Vice-Presidente: Luiz Plínio Moraes de Toledo Vice-Presidente: Benno Kreisel Vice-Presidente: Randal Pompeu Ponte Vice-Presidente: Dário Clair Staczuk Vice-Presidente: Renato Botto Vice-Presidente: Maria Luiza Loureiro chegam ao Brasil ainda este ano e beneficiarão outras pesquisas afins da oftalmologia. Outro universo que contempla requintes tecnológicos para a cura são os elaborados equipamentos da radioterapia. Os raios eletromagnéticos deste tratamento são capazes de destruir tumores e evitar o reaparecimento de células cancerosas. Com alto grau de complexidade, os aceleradores lineares são aparelhos complementares para o tratamento de câncer. A revista Visão Hospitalar também quis saber sobre uma área que quase não se comenta, mas é de vital importância dentro do hospital: a farmácia. E, como não poderia deixar de ser, na era dos comandos eletrônicos, este setor abriu-se para uma metodologia moderna e eficiente para armazenar e distribuir medicamentos. O controle digital de receitas médicas e de remédios traz menos riscos de erros na aplicação de medicamentos aos pacientes. Da farmácia digital, acompanhamos a trajetória de higiene de todo o enxoval hospitalar, composto por lençóis, fronhas, roupas cirúrgicas dos médicos, das internações e do centro cirúrgico. Percebemos que as lavanderias dos hospitais estão perdendo espaço e alguns gestores já consideram terceirizar a assepsia do enxoval como uma das soluções de economia e praticidade. Encontramos empresas especializadas que obedecem a rigorosas exigências da ANVISA para esterilizar as roupas contaminadas. Você já observou como muitos profissionais MEMBROS DA DIRETORIA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HOSPITAIS FBH Vice-Presidente: Adelvânio Francisco Morato Secretário-Geral: Eduardo de Oliveira Secretário Adjunto: Ivo Garcia do Nascimento Diretor Tesoureiro: Mansur José Mansur Tesoureiro adjunto: Danilo de Lira Maciel Diretor de Atividades Culturais: Avelar de Castro Loureiro Assessores de Diretoria: Antônio Dib Tajra Manoel Gonçalves Carneiro Netto PRODUÇÃO REVISTA VISÃO HOSPITALAR SANTAFÉ IDEIAS E COMUNICAÇÃO Diretor Executivo Maurício Júnior Diretora de Redação Flávia Gomes Editora-Chefe Ana Lúcia Barata /DF Subeditor Dihego Luk Departamento Comercial Viviã de Sousa Revisor: José Geraldo Campos Projeto Gráfico Blog Comunicação Arte e Diagramação Blog Comunicação tel. (31) que atendem a pacientes nas recepções dos hospitais estão, na maioria das vezes, mal-humorados e despreparados para receber um doente? Pensando nisso, fomos saber como os gestores investem neste setor que, normalmente, é alvo de muitas reclamações. Surpreendemo-nos ao conhecer o professor Minoru Ueda, especializado no assunto, que nos deu uma aula sobre como funciona o treinamento integrado comportamental, uma qualificação que prepara funcionários para atender a pacientes no primeiro contato burocrático das recepções hospitalares. Descobrimos alguns centros médicos com equipes treinadas sob o foco da empatia e da boa comunicação, que, de acordo com Ueda, são trabalhadas a partir de uma equação aparentemente simples: Competência Emocional + Qualidade no Atendimento = Qualidade de Vida. Eis aí uma postura muito bem-vinda para ser difundida a todos os que trabalham com enfermos e debilitados nos hospitais! Nesta segunda edição, também vamos abordar a polêmica lei do cheque-caução, sancionada recentemente pela presidenta Dilma Rousseff e que deixou lacunas e incertezas para população e gestores da saúde. Temos, ainda, notícias do setor hospitalar e as participações especiais dos nossos competentes colunistas que, com seus esclarecimentos e avaliações, abordam os mais variados assuntos que interessam a todos nós! Boa leitura! Ana Lúcia Barata Editora-chefe Superintendente: Luiz Fernando Corrêa Silva Conselho Fiscal Membros Efetivos: Edivardo Silveira Santos Canísio Isidoro Winkelmann Volney Waldivil Maia Tiragem 5mil Trimestral Publicação Federação Brasileira de Hospitais - FBH Conselho Fiscal Membros suplentes: Luciano Correia Carneiro Paulo Eduardo Garcia Picanço Breno de Figueiredo Monteiro Federação Brasileira de Hospitais - FBH - SRTVS Qd. 701 Conj. E Nº Bloco 03-5º andar - Ed. Palácio do Rádio Asa Sul - Brasília /DF - CEP: Tel: (61) Hospitais investem em treinamento humanizado 6 Entrevista com Vera Lúcia Fonseca sobre parto humanizado Darcio Perondi apóia as redes sociais em defesa da saúde 24 Ortopedista Marcus Montenegro ressalta cuidados de lesões durante as corridas Visão Jurídica do advogado Dagoberto Lima sobre o ressarciamento ao SUS 34 Redução nos custos e segurança levam a terceirização de lavanderias hospitalares 10 Pesquisa inédita recupera visão parcial de portadores de retinose pigmentar Cartão Nacional de Saúde unifica base de dados de pacientes do SUS 20 Lei proíbe cheque-caução em hospitais particulares 26 Radioterapia e os avanços tecnológicos para o tratamento do câncer 40 Joao Eloi Olenike aponta alta carga tributaria do setor de saúde Tecnologia Biomédica da Alemanha

4 SERVIÇO HOSPITALAR Funcionários de recepções hospitalares são treinados em atendimento humanizado Equilíbrio psicológico e processo de cura de doentes começam no primeiro contato com o hospital Renata Guimarães Recepção hospitalar: espera e ansiedade antes do atendimento médico Arquivo Pessoal Professor Minoru Ueda é especialista em atendimento humanizado Todo o universo de dores e doenças leva, necessariamente, à busca de auxílio médico. Algumas pessoas, mesmo muito debilitadas, procuram assistência apenas na última hora, quando a situação chega ao limite. Outras preferem não adiar tanto e buscam socorro imediato para o alívio de suas dores. Mas, ao chegar a um ambiente hospitalar, o candidato a paciente, abatido, se depara com a recepção hospitalar, que normalmente trata da burocracia do atendimento e do encaminhamento aos procedimentos médicos necessários. E, neste momento, é muito comum ouvir pessoas reclamando da indiferença e despreparo destes funcionários no trato com os pacientes. Para o professor da Fundação Instituto de Administração de São Paulo (FIA-USP) e especialista em atendimento humanizado, Minoru Ueda, o processo de cura do paciente é iniciado no primeiro contato com o hospital. O especialista acredita que, para que o hospital seja um modelo de sucesso, é necessário que haja treinamento focado em todas as áreas, desde o pessoal do estacionamento até o da manutenção. A chave para um bom atendimento está na humanização que o colaborador da instituição precisa ter para passar esse sentimento ao paciente e todos aqueles que o acompanham na ida ao hospital. Muitas instituições já seguem o preceito de ter um atendimento humanizado, com mais atenção e cordialidade com quem entra no ambiente hospitalar como uma meta a ser cumprida. Dessa forma, é organizado um setor com um ou mais profissionais capacitados para chefiar essa área e coordenar tanto o quadro de funcionários da recepção quanto todos os funcionários do hospital. Segundo a coordenadora de atendimento, Maria da Glória Gomes, do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, Distrito Federal, todos os colaboradores de um hospital devem saber, antes de qualquer informação, que o motivo que leva o paciente a buscar o médico está normalmente ligado à dor e à angústia, e que o paciente já chega ao ambiente hospitalar psicologicamente abalado. Por isso, todos os colaboradores devem ter a noção de que aquele é um território delicado. Os profissionais que atuam nos hospitais devem lidar com os elementos burocráticos e negligentes, que devem ser combatidos a todo o momento, para que a passagem do paciente pelo hospital seja feita da melhor forma possível. Ueda afirma que, para ter um atendimento bem sucedido, é necessário seguir uma simples fórmula: Competência Emocional + Qualidade no Atendimento = Qualidade de Vida. E, para que esse resultado seja possível, é necessário um denominador que ele chama de comunicação. O professor cita o pensador Sigmund Freud ao dizer que o elemento da cura está na comunicação. Este é o único veículo para conceber a alteridade. Sendo assim, a cura dos pacientes também depende do nível de comunicabilidade dos funcionários do hospital. No momento em que a visão de paciente como inimigo for eliminada, teremos pessoas abertas a sentir, com as outras, os momentos de dificuldades. A equipe de uma instituição hospitalar deve criar uma zona de sensação em que se coloquem no lugar dos pacientes e percebam que são feitos da mesma substância, sem divisão de áreas, enfatiza Ueda. Seguindo esses preceitos, Maria da Glória Gomes relata que os funcionários do Hospital Anchieta que trabalham especificamente na recepção de pacientes recebem treinamento intensivo para lidar com todos os casos de urgência, emergência, marcação de consultas, entre outros, para melhor atender o paciente nessa primeira visita. Mas o aperfeiçoamento do atendimento não para por aí. Todos os colaboradores do Hospital Anchieta, trimestralmente, recebem atualização sobre os processos que envolvem o atendimento desde a receptividade dos pacientes, sendo observadas, a todo momento, as condições físicas e psicológicas dos pacientes e acompanhantes para prestar um atendimento digno, atencioso e respeitoso, assinala. 6 7

5 SERVIÇO HOSPITALAR Para a realização desses treinamentos, Ueda aconselha fazer um trabalho de reflexão a fim de despertar várias qualidades nos trabalhadores. Nós não conseguimos oferecer para o outro aquilo que não temos internamente. Então, temos de focar no indivíduo, que é qualquer colaborador do hospital, um olhar para que ele possa fazer a entrega de acolhimento, uma humanização junto ao paciente. Assim, a humanização acontece a partir do momento em que despertamos isso dentro do colaborador, reitera. Segundo Maria da Glória, é necessário que todos os colaboradores compreendam, especialmente para os casos de urgência e emergência, que a atenção e a observação são fundamentais para identificação dos riscos e necessidade de atendimento mais ágil nos casos de maior gravidade. Além disso, contamos com profissionais que circulam na recepção, na espera e observam o atendimento médico e de enfermagem até a alta do paciente. Esses profissionais observam e identificam as necessidades de intervenção para agilizar o processo. Contamos, também, com um sistema que possibilita ao gerente monitorar a fila de espera e tomar ações para agilizar o atendimento. Para atuação no setor de emergência, Maria da Glória relata que, além das competências técnicas e habilitações requeridas para o cargo, o profissional deve apresentar atitudes compatíveis com a atividade a ser desenvolvida, além de ter equilíbrio emocional, ser prestativo, atento, cortês, ter espírito de equipe, entre outros. Inicialmente, os colaboradores que atuam na emergência passam por um período de integração na instituição para ter contato com a cultura, com as normas internas da instituição e alinhamento às políticas de qualidade, à missão, visão e valores institucionais. Além disso, recebem capacitação teórica e prática nas atividades a serem desenvolvidas. Ueda relata que há alguns anos, na década de 80, até o início da década de 90, os gestores de hospitais discutiam que o atendimento nos hospitais só melhoraria se houvesse investimento em tecnologia. Contudo, o segredo para operar esses equipamentos estava e está nas pessoas, que fazem essa interface entre o equipamento e os pacientes. Segundo ele, esses gestores, atualmente, observam que não existe apenas o adquirir o equipamento X ou Y, mas investir também nas pessoas que lá se encontram por dois motivos: primeiro porque o indivíduo interage não somente com a máquina, mas com o ser humano. E, segundo, porque desenvolver esse profissional é, também, uma forma de segurar esse talento na instituição. O professor reforça ainda que o melhor modelo de atendimento é aquele em que acontece um treinamento integrado envolvendo todas as áreas em um só momento, para que todos os colaboradores pratiquem a comunicação entre si, trabalhando não somente os componentes técnicos, mas os comportamentais. Não pode acontecer um apartheid dentro do hospital, não é somente o pessoal da enfermaria, da manutenção, da recepção, pois são todos uma equipe, essa divisão acaba afetando o paciente e, consequentemente, cria um cartão de visita negativo para a instituição, diz. Os conhecimentos e as competências técnicas representam uma chave que abre a porta do profissional dentro da organização. Contudo a sua manutenção ocorre a partir do momento que ele possui competência comportamental e emocional desenvolvida, de maneira que ele possa se autoconhecer para desenvolver o conhecimento técnico, desenvolver a empatia, colocando-se no lugar dos outros colaboradores e do paciente, desenvolver o autocontrole, a paciência, principalmente exercitando a musculatura que está ligada à comunicação, pois é um ser humano atendendo outro ser humano, finaliza Ueda. SE VOCÊ ACREDITA, VOCÊ CONFIA. ACREDITE! A ONA - Organização Nacional de Acreditação, há 13 anos, contribui para o aprimoramento da qualidade da assistência à saúde, através do desenvolvimento e evolução de um sistema de avaliação e certificação da qualidade, a Acreditação. Acredite, você só tem a ganhar! ONA, acreditando na melhoria da Saúde no Brasil 8 9 W W W. O N A. O R G. B R 9

6 Materia de Capa Brasil participa de pesquisa inédita para recuperar visão parcial de portadores de doença ocular rara Universidade de São Paulo será a primeira no país a dar continuidade à pesquisa européia para implantar microchip em pacientes com retinose pigmentar O esquema mostra o a localização do chip depois de implantado Claudia Carpo Estudo com microchips implantados no globo ocular de pacientes que perderam a visão em função de uma doença genética que destrói células da retina, conhecida como retinose pigmentar, será realizado no Brasil. A pesquisa, inédita no país, será conduzida por oftalmologistas da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (USP) e dará continuidade a estudos já realizados na Alemanha e em Londres. O início das pesquisas na USP de Ribeirão Preto está previsto para dezembro de 2012, assim que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) der o aval para o início dos testes com brasileiros. Ao total, serão cinco implantes em pacientes com diagnóstico de retinose pigmentar e que estejam completamente cegos. Depois da fase de testes, caso tudo ocorra como o previsto, a Retina Implant AG, empresa que fabrica o chip e que financia a pesquisa, vai solicitar a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização do produto. Só depois, o chip poderá entrar no mercado. A pesquisa será coordenada pelo oftalmologista e professor da Universidade André Messias, que participou das experiências na Alemanha. O oftalmologista Rodrigo Jorge, cirurgião de retina e professor da USP, será responsável pela realização dos implantes. O produto só poderá ser comercializado quando os resultados das pesquisas forem totalmente satisfatórios. Até que tenhamos a certeza de que os chips implantados nos pacientes irão funcionar, até que possamos prescrevê-lo como sendo uma solução eficaz, explica Messias. A retinose pigmentar é um grupo de doenças genéticas que se manifestam no olho, de forma muito parecida, agrupadas em um único nome. Essas doenças fazem um depósito de pontos pretos na retina, por isso que se chama retinose pigmentar. Quando as células perdem a função, ocorre uma cicatrização na retina, que gera pigmentos, explica o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília Sérgio Kniggenorf, especialista em retina. Aos poucos, ocorre distrofia das células da retina que captam a luz: os cones e os bastonetes. Os cones são responsáveis pela captação das cores e ficam mais concentrados no centro da retina; os bastonetes, responsáveis pela visão noturna, criam imagens em preto e branco e localizam-se na periferia da retina. A retinose pigmentar evolui gradativamente, destruindo primeiro os bastonetes e depois os cones, da periferia para o centro da retina. Por isso, os primeiros sintomas da doença são a dificuldade de enxergar à noite e a perda da visão periférica. A doença vai progredindo, não existem casos de perda de visão repentina. Como não é uma doença aguda e não causa dor, às vezes não se percebem os sintomas Foi o que aconteceu com Aurélio Aguiar de Sousa. O jovem lavrador de 29 anos, morador de Pastos Bons, no Maranhão, descobriu neste ano que era portador de retinose pigmentar. Ele relata que os primeiros sintomas começaram ainda na infância: Sentia que não enxergava muito bem à noite, conta. No início, Aurélio não se incomodava. Agora, após progressão da doença, relata que a visão também fica embaçada durante o dia. Kniggenorf explica que, em geral, os primeiros sintomas aparecem ao final da infância, quando se começa a perceber dificuldade para enxergar à noite. O pré-adolescente não se queixa, na maioria das vezes, pois não sente nenhuma dor. Enxerga menos à noite, mas pode achar que é normal para todo mundo, explica o oftalmologista. Na adolescência, o paciente começa a perder campo de visão, por conta da degeneração dos bastonetes. É um jovem que, com muita facilidade bate nas mesas, nas portas, porque vai perdendo a visão lateral, diz. Nesse momento, a visão central é perfeita, de forma que a pessoa enxerga normalmente quando olha para frente. O especialista afirma que, muitas vezes, esses sintomas passam despercebidos quando não se tem histórico de retinose pigmentar na família. Como a doença progride lentamente, muitas pessoas só percebem os sintomas da retinose na fase adulta, quando o comprometimento dos cones é maior, a ponto de afetar a visão central. De acordo com Kniggenorf, em alguns casos, adultos ou idosos, podem ter apenas uma visão tubular, quando só se enxerga o centro da imagem Como se estivesse olhando por um cano, ou pelo buraco de uma fechadura. Não se enxerga nada em volta, mas perfeitamente no centro, conta. O especialista explica ainda que a doença evolui com a idade e, em alguns casos, pode levar à perda total da visão. Porém, não há como prever a evolução da retinose, já que em alguns indivíduos se manifesta mais tarde. Em outros, os primeiros sintomas podem surgir ainda na adolescência e estagnar-se depois. A doença vai progredindo, não existem casos de perda de visão repentina. Como não é uma doença aguda e não causa dor, às vezes não se percebem os sintomas, explica. Atualmente, não existe tratamento eficaz para a retinose, mas o oftalmologista alerta que os pacientes diagnosticados devem acompanhar a evolução da patologia, já que é possível tratar doenças como catarata, edema de mácula e glaucoma, que normalmente se manifestam em pacientes com retinose

7 Materia de Capa Como funciona o chip implantado Através de cirurgia, o aparelho é implantado no globo ocular e passa a exercer a mesma função dos cones e bastonetes que foram destruídos: captar a luz. Para isso, o chip é composto por células fotossensíveis que absorvem a luz e a transformam em sinais elétricos. Como se fosse uma câmera fotográfica digital. No caso do implante, a luz entra, se transforma em sinal elétrico, que por sua vez, manda a informação visual para a retina e ao nervo óptico, explica Messias. O sistema é mais fino que um fio de cabelo. Tem aproximadamente 3mm de diâmetro e 50 mícrons (ou seja, 0,05 mm) de espessura e conta ainda com uma matriz de pixels. Cada pixel é ligado a uma célula receptora e a um amplificador. O chip funciona como se fosse uma câmera fotográfica digital. No caso do implante, a luz entra, se transforma em sinal elétrico, que por sua vez, manda a informação visual para a retina e ao nervo óptico. As células absorvem a luz e a transforma em sinais elétricos, que são amplificados por meio de uma bateria externa e estimulam os neurônios próximos à retina. Esses neurônios transmitem o sinal elétrico para o nervo óptico e centros visuais, produzindo a visão. Há também uma unidade de controle Detalhamento do microchip e suas dimensões (que leva energia ao chip) e bateria, implantadas por baixo da pele, atrás da orelha. Ambas ligadas a cabos, que transmitem energia e dados da unidade de controle para o chip. Para que seja feito o controle da sensibilidade, o paciente utiliza uma unidade de controle externa ao corpo. O microchip recupera parcialmente a visão de pessoas que ficaram totalmente cegas em função da retinose pigmentar. A imagem formada será rudimentar e em preto e branco, em alto contraste. A pessoa se torna capaz de se orientar no ambiente, se locomover e perceber estruturas que estão ao seu redor, explica André Messias. O setor de Retina do Ambulatório de Oftalmologia do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Documento USP A Planejamento de Incisão Unidade de controle e recarga de bateria externa Preto irá realizar os exames pré-operatórios, testes e cirurgia para implantação do chip. A pré-seleção dos pacientes será feita em Ribeirão Preto, mas a decisão final será tomada em conjunto com a equipe do Institute for Ophthalmic Research de Tübingen, Alemanha. Guia para dissecação do espaço subretiniano B Poscionamento magnético para operação D E F Os estudos com o Retina Implant, o microchip, também conhecido como olho biônico, começaram em 1995, na Universidade de Tübingen. Os experimentos foram feitos inicialmente com animais. Entre 2005 e 2009, foram feitos os primeiros testes em humanos. O implante foi realizado em 11 pessoas e mostrou que o chip não causa riscos à retina humana. Neste ano, dois pacientes receberam o implante do chip de forma permanente, em Londres. André Messias, que participou das pesquisas na Alemanha e vai dar continuidade à pesquisa no Brasil, fala da importância dos experimentos a serem realizados no Brasil. A pesquisa vai possibilitar a inclusão de pacientes brasileiros que estão cegos por conta da retinose. Além disso, nos inclui como pesquisadores no processo de evolução do chip, aponta. O engenheiro eletricista, especializado em microeletrônica e professor da Universidade de Brasília, campus do Gama, Sandro Haddad, explica que os chips implantados no corpo humano têm características Esclera Posicionamento do Chip Entrada transcleral e transcoidal Córnea lente cornea Cabo de fixação de Chip Coroide Retina Nervo Òtico Controle de sensibilidade do sistema pelo paciente Após a realização da vitrectomia é confeccionado uma abertura na esclera transpassando a coroide para posicionamento da porção intraocular do sistema. O planejamento da incisão para posicionamento do chip é baseado em modelos tridimensionais do globo ocular do paciente baseado nas dimensões do globo medidas previamente em ressonância magnética, OCT e angiofrafia da retina. Um guia plástico é introduzido na incisão para liberação do espaço subretinianaté o posição planejada do implante. C comuns. São sistemas implantáveis que proporcionam estímulos biológicos adicionais. O chip gera um sinal e recebe um estímulo do organismo. Dessa forma, têm a capacidade de substituir órgãos que se tornaram deficientes por conta de alguma doença. Além disso, os sistemas têm de ser portáteis, leves e pequenos para não causar incômodos. A ideia é aumentar a qualidade de vida do paciente, não fazer com que o implante se torne uma limitação, afirma. Haddad conta que as pesquisas avançam para causar o mínimo de incômodo possível ao paciente e acredita que em um futuro próximo, esse tipo de mecanismo poderá substituir todo sistema de sensores da retina. Documento USP 12 13

8 Entrevista Vera Lúcia Mota da Fonseca A desmistificação do parto humanizado Presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro diz que todo parto deve ser humanizado e que profissional da área é mal remunerado Renata Guimarães De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é um dos lideres no ranking de partos cesáreas em todo o mundo. Movimentos articulados pelas redes sociais, ocorridos em várias cidades brasileiras, nos últimos meses, uniram profissionais de saúde e sociedade civil para manifestação contra os altos índices de cesarianas e apoio ao direito da gestante em optar pelo parto normal em casa, o chamado parto domiciliar. Na contramão desta vontade de muitas mulheres, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) proibiu os médicos de realizarem partos domiciliares alegando riscos para mães e bebês. Alguns hospitais encontraram neste desejo um Em muitos lugares o médico recebe 180 reais para realizar um parto em enfermaria, seja normal ou cesárea. O auxiliar que também é um obstetra, recebe 60 reais e o instrumentador ganha 18 reais. Enquanto estes valores continuarem sendo pagos vamos ter problemas sim nicho de mercado e passaram a oferecer o "parto humanizado" que, em princípio, atenderia às condições de segurança, sem deixar de lado o contato mais intenso entre mãe e recémnascido. O ambiente é preparado com música calma, banheira com água quente, pouca luminosidade e outros recursos que garantem mais autonomia à gestante. A médica Vera Lúcia Mota da Fonseca, presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (Sgorj) falou, dentre outros assuntos, sobre a iniciativa das mulheres na busca ao parto normal e a realidade dos médicos da área, na entrevista a seguir: Arquivo Pessoal O que é o parto humanizado? Por que as mulheres têm procurado esse tipo de procedimento? O verdadeiro parto humanizado é o nome dado ao parto que recebe assistência obstétrica, psicológica, onde a paciente possa escolher melhor posição para dar à luz, com o auxílio de música, inserção em banheira de água quente e a escolha de um acompanhante. Ou seja, recebe outros complementos que não só o da assistência obstétrica. Mas para a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o parto humanizado é muito mais do que isso. Nós defendemos que todo parto normal ou não, seja humanizado, assistido por profissionais dentro de uma maternidade, com todos os recursos, para que possa ser feito um bom trabalho e os envolvidos recebam toda a assistência, por exemplo, um banco de sangue, caso seja necessário. Além disso, é necessário ter uma equipe completa, com anestesista, pediatra, dois obstetras, onde tenha um fluxograma, para o caso de mandar essa paciente para o CTI, além, é claro, de uma boa condição de trabalho. É necessário ter conforto, para dar esse conforto para a paciente e para toda a equipe de trabalho. É um conjunto de atribuições e acessórios que contribuem para que o nascimento ocorra da melhor forma possível, sem colocar em risco a vida da mãe e do bebê e com o material necessário para o caso de acontecer algum imprevisto. Nosso objetivo é sempre o de salvar as vidas envolvidas nesse processo. Eu quero deixar bem claro que para esse parto, que as pessoas têm chamado de humanizado, acontecer com sucesso, é necessário ter tudo aquilo que eu já citei. Nós temos de estar preparados para caso aconteça alguma emergência. Por isso, não existe o parto humanizado e o parto não humanizado, todo procedimento deve ser humanizado, atendendo às necessidades da paciente. Todo parto deve ser feito dentro das melhores condições. É louvável que hospitais tenham investido nesses acessórios que incentivam o parto normal, mas se o profissional não receber a valorização necessária, nada disso irá progredir. Então, pode-se dizer que essa busca pelo parto normal, com condições diferentes, como música, banheiras de água quente é um resgate dos antigos padrões, da época em que não existia cesariana? Não, pois antigamente, quando não existia a cesariana, morriam muito mais mães do que atualmente e da mesma forma com os fetos e com os recém-nascidos. Nós não queremos voltar ao passado, não desejamos o retrocesso. O que a gente deseja é a diminuição dos níveis de mortalidade materna e neonatal. E nós sabemos que, infelizmente, o que acontecia antigamente ainda acontece hoje nas regiões mais isoladas do país, onde morre muita gente por falta de condições não somente governamentais, mas de saúde suplementar. As mulheres ainda morrem porque sangram, por não ter acesso à medicação necessária ou a um banco de sangue; de pressão alta por não serem atendidas a contento em uma unidade intensiva quando necessário. Esse retrocesso só vai atrapalhar, com toda a certeza, o bom andamento da obstetrícia e vai continuar aumentando os níveis de mortalidade materna. Nós entendemos que a cesárea não pode ser condenada, pois é uma excelente cirurgia e graças a ela muitas mulheres e crianças têm sido salvas. O que temos de entender é que cada mulher deve procurar o melhor meio para dar à luz, da melhor maneira para a saúde de cada uma. O Brasil lidera o ranking no número de cesárea. Por que isto acontece? O que isto significa do ponto de vista cultural? Na verdade, é um conjunto de fatores que contribuem para esse nível tão elevado. Esses fatores mudam muito conforme a região, principalmente porque a maior parte da população depende do serviço público de saúde. Por exemplo, nas grandes capitais, como o Rio de Janeiro, nós não temos a quantidade ideal de leitos obstétricos, por isso, quando os leitos estão lotados e uma paciente entra em trabalho de parto, o médico corre o risco de não ter onde internar essa paciente. Tanto médico quanto paciente não querem correr esse risco de não ter para onde ir. Ainda falando de saúde pública, no interior, nós sabemos que não é em todos os dias da semana que há uma equipe obstétrica completa para atender as pacientes que podem aparecer. Então é preferível marcar uma cesariana para um dia em que a equipe esteja completa e a mãe não corra risco de entrar em trabalho de parto no dia que o anestesista não esteja presente, por exemplo. Outro fator importantíssimo é a questão financeira. Em muitos lugares paga-se R$ 180,00 por cirurgião, por um parto em enfermaria, seja normal ou cesárea, o auxiliar, que também é um obstetra, recebe R$ 60,00 e o instrumentador ganha R$ 18,00. Um trabalho de parto normal dura 12 horas e o médico tem de fazer duas visitas: uma no dia seguinte e depois para dar alta para essa paciente. Tudo isso por R$ 180,00. Você acha que o médico vai preferir fazer um parto normal, que dura 12 horas, ou uma cesariana que demora duas horas? Não tem como comparar. Enquanto estes valores continuarem sendo pagos vamos ter problemas, sim. É principalmente por isso que muitas cesáreas vêm sendo realizadas. Se o obstetra não for valorizado, no futuro, teremos um número menor ainda de partos normais. Existe também um fator cultural, que nós queremos deixar bem claro que é mito essa história de o parto normal afetar a sexualidade da mulher. Não interfere absolutamente em nada, mas infelizmente algumas pacientes ainda têm essa visão

9 Entrevista Vera Lúcia Mota da Fonseca Saúde Suplementar Quando a senhora fala em valorização, seria em que sentido? É necessário que haja uma valorização completa desses profissionais financeiramente falando, para que eles sejam motivados a realizar o procedimento mais adequado para cada paciente e não sair fazendo cesarianas aleatoriamente. Não se pode mais permitir que o médico ganhe tão pouco por esse procedimento tão importante. Fica até irônico nós pregarmos tanto uma humanização, se ela não é favorecida por esses fatores. É comum as mulheres comentarem que não tiveram seus filhos por meio de parto natural porque não tiveram dilatação. Porque as mulheres hoje não atingem a dilatação necessária? Podemos dizer que isto ocorre devido a mudança de hábitos, como sedentarismo e má alimentação? Não é assim que acontece. Temos de analisar cada caso em separado. Isso não é um problema geral. Às vezes não tem dilatação, outras vezes não tem contração. São várias causas que interferem nisso, mas as pacientes acabam dizendo de forma popular que não tiveram dilatação. Na maioria das vezes não é só o fato de não ter dilatação, mas de ter uma parada de progressão, desproporção pélvica, etc. São várias causas que a paciente pode atribuir simplesmente à dilatação, mas não é tão simples assim. As mulheres brasileiras, atualmente, têm medo do parto natural? Existe alguma maneira de minimizar a dor durante o procedimento? A analgesia é algo que a gente defende completamente, tanto na saúde pública, quanto na saúde privada. Isso minimiza muito a dor e é um recurso que todas as mulheres têm o direito de exigir. Esse procedimento é suficiente para dar alivio à dor sem tirar a mulher do comando do trabalho de parto. Ultimamente, vários movimentos estão ocorrendo no Brasil, de mulheres reivindicando o direito ao parto natural, alegando que os médicos dificultam este procedimento. O que a senhora acha disso? Nós temos grandes problemas relacionados a isso e algumas instituições não têm focado em resolver essa situação. Os profissionais precisam se mobilizar de alguma forma para procurar essa valorização a fim de que cada mulher escolha a maneira que dará à luz, de acordo com a sua saúde. Nós precisamos cobrar uma resolução para esses problemas, pois eles acabam desencadeando outros, como essas manifestações defendendo o parto domiciliar. Por todos esses motivos que nós já conversamos, todos os Conselhos e Federações são totalmente contra o parto domiciliar. Se nós temos as ferramentas para salvar essas vidas, não tem motivos para correr o risco de não salvar. O parto não é um momento único, é necessário uma preparação e um pós-parto. Há um caso de uma médica australiana que defendia totalmente o parto em casa e recentemente ela morreu ao dar à luz em sua residência. Nada é tão simples quanto parece. Quais são as medidas necessárias para sairmos da liderança do ranking das cesáreas? O parto normal deve ser sempre incentivado, o nome já diz. Mas como eu disse, é necessário que haja essa valorização. Outra forma de aumentar a chance de acontecerem mais partos normais é os hospitais manterem suas equipes sempre completas e eu acredito que, além disso, há algo que é preciso mudar. Por exemplo, as pacientes costumam querer fazer o parto com o obstetra que a acompanha desde o início do pré-natal e isso atrapalha um pouco a rotina do profissional. Caso ela fizesse o pré-natal com um obstetra e o parto com outro obstetra responsável unicamente por partos, o serviço seria muito mais facilitado. Com isso, a chance de ter um parto normal é bem maior, pois o médico não precisaria sair de seu local de trabalho prévio para fazer um parto normal que dura cerca de 12 horas, para ganhar quase nada com isso e perder todas as suas consultas do dia. Se houver um plantão 24 horas responsável por isso, recebendo um salário justo, não prejudicaria o médico obstetra que acompanha a paciente desde o prénatal. Essa cultura de fazer o prénatal, parto e pós-parto com o mesmo médico foi disseminada no Brasil, mas há países em que isso não acontece e realmente não precisa acontecer, pois funciona muito bem. E é por isso, que nesses países o parto normal é muito mais comum. A força da informação no SUS O Sistema Cartão Nacional de Saúde é um instrumento que permite acesso a dados estratégicos para a gestão participativa do Sistema Único de Saúde. Através dele, o cidadão vai acompanhar todo seu histórico de atendimento, o profissional de saúde otimizará o trabalho e o gestor terá em mãos uma ferramenta de governança para a tomada de decisões. O Cartão Nacional de Saúde é regulamentado pela Portaria nº 940/2011, do Ministério da Saúde, e visa, entre seus propósitos, a unificar a base de dados dos vários sistemas existentes no SUS, organizando dados estratégicos para o planejamento das políticas de saúde, sistematizando as informações de quem foi atendido, quando, em que estabelecimento, quais profissionais prestaram este atendimento e quais procedimentos foram realizados. Por meio do Registro Eletrônico de Saúde (RES) será possível a disponibilização, no portal, dos dados cadastrais do cartão e o rol de serviços consumidos pelo usuário. O RES é uma ferramenta estratégica que funcionará como um prontuário eletrônico com interoperabilidade, agregando informações que podem ser processadas, compartilhadas e armazenadas de modo seguro e com acesso a usuários autorizados. O cartão institui um padrão nacional de registro, integrando os sistemas tecnológicos aos quais está vinculado. Como tudo no SUS, universalizar o cartão até 2014 significa trabalhar com um padrão macro. Para tanto, a base do CadSUS [Cadastro Único do SUS] passa agora por um processo permanente de higienização para evitar duplicidades, erros e informações desatualizadas. O Sistema estará ao alcance do usuário até o final de 2012 no portal Saúde do Cidadão. Todo acesso ao registro de atendimentos será Luiz Odorico Monteiro de Andrade identificado e monitorado para garantir a segurança e a privacidade da informação. A ideia é colocar o cidadão no centro da gestão, com uma identidade que lhe permitirá conhecer melhor o SUS e saber como ele está presente em sua vida. O Sistema estará ao alcance do usuário até o final de 2012 no portal Saúde do Cidadão. Todo acesso ao registro de atendimentos será identificado emonitorado para garantir a segurança e aprivacidade da informação. No primeiro semestre de 2012, foi concluído o ciclo inicial desse processo, que incluiu 30 milhões de números de cartões pertencentes a usuários dos planos de saúde. Esta é uma maneira concreta de reafirmar que todo brasileiro tem, em algum momento da vida, contato com o SUS. Em um futuro breve, cada criança que nascer vai deixar a maternidade com o seu cartão. Até o momento, foram distribuídos 20 milhões de cartões para municípios que têm Sistema de Regulação (SISReg) implantado e 100% dos usuários cadastrados no CadSUS. A meta é entregar 102 milhões durante a primeira fase de implantação. Para os profissionais de saúde que operam a base de dados do cartão, já está disponível na internet o CadSUSWeb, instrumento que permite visualizar os dados e editá-los em tempo real e possibilita imprimir imagem e etiqueta do cartão. O CadSUSWeb pode ser acessado por profissionais que possuem o código de acesso do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES). O novo ambiente permite a consulta, edição, relatórios, cadastro e impressão do documento. Tal impressão pode ser feita em três modalidades: etiqueta no padrão da impressora, impressão direta na mídia e impressão em papel. A variedade permite que o município imprima o cartão de acordo com os recursos de que dispõe. O Ministério da Saúde está incentivando, com um total de R$ 30 milhões, estados e municípios que apresentarem projetos de soluções informatizadas para se integrar ao Sistema Cartão Nacional de Saúde. Em fase de licitação está a aquisição dos kits de impressão (compostos de uma impressora e dois rolos de etiquetas) que serão distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios da Fase 1. Mais do que um precioso instrumento de gestão, o Cartão Nacional de Saúde fortalece o vínculo do cidadão brasileiro com o SUS. É a materialização da aliança governo e sociedade por um SUS forte, universal e de qualidade. Luiz Odorico Monteiro de Andrade é médico e secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde. Foto Luis Oliveira 16 17

10 Conexão Brasília Participei, recentemente, em Brasília, de um Fórum sobre Cidadania e Transparência na relação município-cidadão no qual destaquei a importância das redes sociais como a mais nova arma da sociedade. O maior instrumento de transparência é o controle social, que é feito através dos conselhos estaduais e municipais, integrados na mesma proporção por usuários e prestadores indicados e que foram implementados a partir da Constituição de Foi um avanço indiscutível, mas, passados 24 anos, ficou claro que esses conselhos precisam ser modernizados e instrumentalizados. Precisam de novas Darcísio Perondi Redes sociais em defesa da saúde ferramentas, inclusive digitais, para obter mais informações e conseguir controlar a qualidade dos serviços oferecidos pelo Executivo nas três esferas de Poder, e o uso do dinheiro público em seus estados e municípios. Nesse contexto, surgiu uma nova ferramenta das comunidades. As redes sociais já são uma realidade e um grande instrumento, esse voluntário, para o fortalecimento do controle social. Através das redes sociais, o cidadão tem condições, cada vez mais, de gritar, cobrar, exigir serviços melhores, além de denunciar o mau uso do dinheiro público e os desvios de conduta. Hoje, o planeta está praticamente todo interconectado em rede. Existe muita informação e milhões de pessoas se fazem presentes nas redes sociais. Através delas, a distância entre as interações humanas reduziuse consideravelmente. Existe um verdadeiro intercâmbio de ideias, o compartilhamento do conhecimento tácito dentro de uma microcomunidade. As redes sociais ultrapassam qualquer outro veículo de comunicação em velocidade e eficiência. Tudo isso devido à rapidez com que elas disseminam as informações. As redes mobilizam as pessoas. Crédito Agência Câmara Vale destacar, como exemplo, o que vem acontecendo em meu Estado, o Rio Grande do Sul, onde o cidadão, através das redes sociais, está participando de forma decisiva da campanha Saúde Rio Grande Cumpra-se a Lei e exigindo que o governo do Estado cumpra a Constituição e invista 12% de sua arrecadação no setor de saúde. Infelizmente, o Rio Grande do Sul é o único Estado da Federação que ainda está longe de cumprir a lei: mal investe 6% na saúde. A mobilização é liderada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) com apoio da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Famurs, Amrigs, Conselho Regional de Administração (CRA-RS), Cremers, Associação Brasileira em Defesa dos Usuários do SUS (Abrasus), Sindisaúde, Conselho Estadual de Saúde, entre outras entidades da sociedade civil. O objetivo é colher um milhão de assinaturas. O abaixo-assinado será encaminhado ao governador Tarso Genro. A assinatura do manifesto pode ser feita pela internet através do site É aí que entram as Através das redes sociais, o cidadão tem condições, cada vez mais, de gritar, cobrar, exigir serviços melhores, além de denunciar o mau uso do dinheiro público e os desvios de conduta. redes sociais. O link está fazendo o maior sucesso nas redes e, com certeza, a meta de assinaturas será ultrapassada em muito. É uma campanha justa e que foi abraçada por todos os segmentos da sociedade. A Constituição de 1988, no artigo 196, determina que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Foi um avanço, mas não ficaram estabelecidos os percentuais nos orçamentos dos entes federados. Essa garantia veio em 2000 através da Emenda nº 29, quando ficaram vinculados gastos mínimos do município (15%), do Estado (12%) e da União (o investimento do ano anterior mais a variação do PIB nominal). O mais recente avanço foi a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, que deu origem ao PLC 141. A aprovação, no ano passado, significou a perda na luta dos 10% como percentual de investimento da União, mas representou a definição clara do que é gasto em saúde, o que impede desvios de recursos para outros setores. A regulamentação determina o compromisso cristalino e definitivo do investimento de 12% pelos estados já este ano. Outra campanha, esta de âmbito nacional, já está em andamento. O objetivo é colher assinaturas para uma Emenda de Iniciativa Popular para resgatar a ideia dos 10% de gastos da União com a saúde e, com certeza, as redes sociais terão, novamente, um papel decisivo. Darcísio Perondi é deputado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e presidente da Frente Parlamentar da Saúde

11 Legislação Hospitalar Lei que proíbe cheque-caução em hospitais particulares deixa lacunas e gera incertezas Renata Guimarães Agencia Senado A nossa Constituição Federal nos diz que a saúde da população é obrigação do Estado. Por isso, quando o Governo Federal não oferecer o que a população precisa e for necessário apelar para uma instituição privada é o Estado quem deve arcar com as consequências, ressalta. Para o senador, a pessoa que não tem dinheiro não pode pagar com a própria vida ou deixar as despesas a cargo da iniciativa privada. A saúde privada é onerosa e o Estado é quem deve honrar essa dívida. Os hospitais são empresas e sabem dos riscos que correm. O que nós não queremos que aconteça é que, no caso de o cidadão não poder pagar, o hospital deixe de atendê-lo ou, quando atender, arque com a dívida sozinho, avalia. Ainda de acordo com a proposta do senador quem tem convênio médico e precisa ser atendido em condições de emergência, a despesa vai para a conta do plano de saúde ao qual a pessoa é associada. O prestador de serviços privado de assistência à saúde será ressarcido das despesas decorrentes da prestação do atendimento referido no caput pela operadora do plano privado de assistência à saúde do qual o paciente é beneficiário, completa. Lei do cheque-caução não define quem paga a conta do hospital Proposta do senador Ciro Miranda em tramitação no Senado define responsabilidades financeiras pelo atendimento A lei do cheque-caução altera o Código Penal para incluir um complemento junto ao artigo 135, que trata da omissão de socorro. A partir de agora, foi adicionado o artigo 135-A, que caracteriza crime vincular o atendimento médico-hospitalar emergencial a qualquer garantia. De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Luiz Aramicy Pinto, a lei será obedecida e cumprida, embora, na sua avaliação, ela seja omissa por não definir o responsável pelo atendimento

12 Legislação Hospitalar O médico terá de reavaliar sua posição como plantonista de emergência e vai precisar rever sua responsabilidade e competência. Não é qualquer médico que pode trabalhar em um serviço de emergência, principalmente de trauma. O presidente da FBH não nega o fato de que, hoje, os hospitais ainda são alvos de inadimplência por falta de pagamento pelo atendimento prestado. Mas, segundo ele, com a aprovação do projeto de lei do senador Cyro Miranda, a responsabilidade pela prestação de serviço nas emergências será definida e a lei poderá ser cumprida sem riscos e penalizações. De acordo com Aramicy, o projeto de lei vai complementar a lei já sancionada, mas ele alerta que a população precisa estar informada e conhecer a diferença entre os procedimentos de emergência e urgência. Uma situação é considerada emergência quando o paciente precisa ser atendido imediatamente, em circunstâncias que exijam cirurgia ou intervenção médica, uma vez que corre risco de vida. Já a urgência é menos imediatista mas não pode ser adiada, deve ser resolvida rapidamente. Nós já estamos fazendo um trabalho intenso de orientação às nossas emergências para que a Luiz Aramicy Pinto, presidente da FBH Arquivo FBH triagem, o primeiro atendimento, seja de responsabilidade do médico, que é a pessoa habilitada e a quem cabe avaliar se é uma emergência com risco de vida ou uma urgência, para o paciente possa ser atendido e, posteriormente, transferido para outra unidade à qual ele esteja vinculado, pondera. O presidente da FBH ressalta que o médico é a pessoa mais importante nesse contexto por que é ele quem julga se o paciente corre risco de morrer ou não. As emergências de todo o Brasil terão de trabalhar com essa conscientização para que essa lei possa ser seguida sem prejuízo, avalia. De acordo com Aramicy, o médico tem de estar atento, pois a lei cai sobre ele em alguns casos. Por exemplo, se ele decidir que o paciente não corre risco de vida e morrer, a lei determina que a pena do profissional seja dobrada. O médico terá de reavaliar sua posição como plantonista de emergência e terá de rever sua responsabilidade e competência. Não é qualquer médico que pode trabalhar em um serviço de emergência, principalmente de trauma, diz. Enquanto esse complemento à lei tramita nas casas do Congresso Nacional, muitas instituições já estão enfrentando prejuízos. Segundo o advogado Wellington de Queiroz, atualmente o hospital não tem amparo legal para cobrar do Estado os custos do atendimento, e se a instituição não for persistente junto à justiça, pode acabar no prejuízo. Atualmente, os hospitais particulares estão expostos a uma legislação incompleta, afirma. O advogado ressalta que é obrigação do Estado proporcionar meios para que o cidadão cuide da sua saúde. Por isso, o complemento da lei precisa ser regulamentado com urgência. Se o Estado forçar a rede privada a atender aquilo que a rede pública não atende, deve, no mínimo remunerála de maneira suficiente para que ela cubra seus custos com certa margem de lucro também, pois a rede pública não investe em tecnologia, já a rede privada sim, e investimento é risco. Essas instituições não podem sofrer prejuízos para não correrem o risco de fechar, aponta. Para o provedor da Santa Casa de Maceió e presidente da Associação dos Hospitais do Estado de Alagoas, Humberto Gomes de Melo, a lei do cheque-caução não alterou a situação daqueles que já possuem plano de saúde. De acordo com Melo já não era exigida a garantia de pagamento para quem possuía convênio médico, mas a situação agora abrange toda a população no que diz respeito às emergências. Segundo ele, o paciente deve ser atendido em primeiro lugar. A população deve ser instruída de que o atendimento deve ser pago. Se a pessoa não tem condições de pagar, depois de todos os procedimentos realizados, o hospital ou até mesmo o paciente pode contatar um gestor público por meio da justiça municipal, estadual ou federal, para que o devido ressarcimento ao hospital seja feito. A nossa constituição diz que a saúde do cidadão é de obrigação do Estado e felizmente já existem muitas causas em que a justiça tem favorecido os hospitais privados, bem como os cidadãos expostos a essa situação, explica Melo. O senador Cyro Miranda espera que até o final de 2012 o projeto de lei de sua autoria seja sancionado para que a lei do cheque-caução não dê margem a interpretações errôneas. Eu acredito que a tramitação será fácil no Senado, mas eu tenho um pouco de receio da demora que pode ocorrer na Câmara. A minha expectativa é de que até o final desse ano ou começo do ano que vem a presidente Dilma Rousseff possa sancionar essa lei. Enquanto isso, infelizmente, os hospitais particulares podem sofrer prejuízos, afirma

13 Especialidade em Foco Ortopedia Marcus Montenegro Lula Lopes Corrida e lesões É sabido que, entre os benefícios da corrida, estão a redução do peso corporal, o aumento da capacidade respiratória e a melhora da autoestima. Do ponto de vista ortopédico, a corrida aumenta a massa muscular e estimula a formação de massa óssea, ajudando a prevenir a osteoporose. A popularidade da corrida está associada ao baixo custo para se exercitar apenas o uso de um tênis adequado -, busca de saúde e melhora do condicionamento físico. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que a diversão não se transforme em dor de cabeça. Uma das recomendações é pedir a realização da baropodometria computadorizada, exame que avalia a pisada e é muito importante para detectar as regiões do pé que sofrem mais sobrecarga. É muito importante que o futuro atleta iniciante procure um educador físico, cardiologista ou ortopedista para avaliação e prescrição do treinamento com base em seus objetivos e em suas condições de saúde. Uma das recomendações é pedir a realização da baropodometria computadorizada, exame que avalia a pisada e é muito importante para detectar as regiões do pé que sofrem mais sobrecarga. A ressonância magnética também auxilia o diagnóstico quando o atleta relata dores no joelho, pernas ou pés, pois os raios-x não são capazes de mostrar lesões iniciais, como edema ósseo e fratura por estresse. Lesões mais comuns 1. Canelite: inflamação de tendões e músculos ao redor da "canela" - tíbia. 2. Tendinite do tendão calcâneo: inflamação por sobrecarga do tendão calcâneo. 3. Condromalácia: lesão na cartilagem da patela do joelho A precaução deve ser feita para evitar lesões decorrentes do excesso de treino ou para identificar se o atleta tem alguma alteração estrutural corpórea que favoreça a lesão. A frequência de exercícios ideal depende, portanto, do objetivo e das condições físicas de cada atleta. Para a maioria iniciante, é recomendável uma atividade cerca de três vezes por semana.é interessante lembrar a importância do alongamento, principalmente após os exercícios, pois a recuperação muscular é feita de forma mais rápida. Antes do treino, entretanto, é necessário fazer um pré-aquecimento adequado: uma caminhada mais forte por 10 minutos é uma boa pedida. Marcus Montenegro é ortopedista com especialização em traumatologia esportiva 4. Metatarsalgia: inflamação dos ossos metatarsos do pé 5. Fratura por estresse: uma fratura por sobrecarga, geralmente na tíbia ou no metatarso 6. Síndrome do tractoileotibial: dor na região lateral do joelho, ocasionada por fricção do tractoileotibial com o epicôndilo lateral do fêmur Banco de imagens : shuterstock 24 25

14 Radioterapia Radioterapia e os avanços tecnológicos para o tratamento do câncer Ministério da Saúde quer fábrica de acelerador linear no Brasil Ministério da Saúde anuncia investimento de mais de R$ 500 milhões em equipamentos de radioterapia, uma das principais técnicas para tratar a doença. Saiba como são as tecnologias voltadas para a área Divulgação - Inca Divulgação Elekta Claudia Carpo Acelerador linear é o principal aparelho utilizado no tratamento com radioterapia. Uma das armas mais potentes no combate ao câncer é a radioterapia, tratamento curativo indicado para 60% dos casos da doença. A técnica, que usa radiação para destruir as células tumorais, permite que o tumor seja atingido com maior precisão, de forma que os demais órgãos não corram o risco de serem afetados. Caso o tumor esteja no intestino, não atinja o rim, que é ao lado, explica Ernane Bronzatt, coordenador do serviço de radioterapia do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. Dependendo do tipo de câncer e do estágio da doença, a radioterapia pode ser usada isoladamente ou combinada com outras técnicas, como a quimioterapia. Não dá para falar na cura do câncer sem falar em radioterapia, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia, Robson Ferrigno. A técnica exige equipamentos de alta tecnologia e de alto custo. O investimento é alto, o que muitas vezes torna a viabilidade difícil, pois gasta-se muito para manter os aparelhos funcionando, aponta Ferrigno. Em abril, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o governo investirá R$ 505 milhões no setor. Parte do recurso será utilizada para compra de aceleradores lineares, principal aparelho da radioterapia, e produção de medicamento para leucemia mielóide crônica. O Ministério da Saúde fará uma compra centralizada das máquinas, combinadas com a construção da sala onde ficarão, o que agiliza a instalação dos equipamentos. O ministro explica que como não existe nenhuma empresa que produza aceleradores lineares no Brasil, as empresas que passarem a produzi-los terão preferência em participar do contrato. Esse acordo vai permitir atrair uma fábrica para produzir no Brasil, fazendo com que a produção de equipamentos de acelerador linear seja cada vez mais sustentável, gere inovação tecnológica e empregos no nosso país. De acordo com o ministro, o Brasil, atualmente, tem um dos maiores planos de expansão da radioterapia no mundo. O investimento vai permitir, ainda, que 48 equipamentos que já funcionam no SUS sejam substituídos por aparelhos mais novos e modernos. Haverá, também, a criação de 32 novos centros de radioterapia. O objetivo das ações é reduzir a desigualdade no acesso aos serviços de radioterapia, sobretudo no norte e nordeste e interior do sul, sudeste e centro-oeste, regiões onde o tempo de espera para iniciar o tratamento é maior. A preocupação do Ministério da Saúde é reduzir o tempo de espera que uma pessoa tem hoje para começar a radioterapia, que é terapia complementar fundamental no tratamento do câncer, afirmou o ministro durante coletiva de imprensa realizada em abril durante o Encontro com a Comunidade Científica, evento realizado em Brasília, no Edifício Brasil 21. A radioterapia é um tratamento localizado que utiliza radiação ionizante para destruir as células onde o tumor está localizado. A ferramenta é utilizada em mais da metade dos casos de câncer, podendo ser combinada com a quimioterapia. O oncologistachefe da Unidade de Oncologia Clínica do Hospital de Base, Márcio Almeida, explica que, em alguns tipos de tumores, a radioterapia é o tratamento mais utilizado, principalmente nos casos de colo de útero, câncer de cabeça e pescoço, câncer no sistema nervoso central. Nesses casos, a técnica tem um papel imprescindível. Para outros tipos de tumores, ela complementa o tratamento da quimioterapia, diminuindo as chances de reincidência do câncer na região. É um tratamento localizado, de curta duração, mas muito intenso, aponta. A dona de casa Maria Ivoneide de Sousa, de 51 anos, fez mastectomia após descobrir um tumor na mama. Após a cirurgia, foi indicado que ela fizesse 21 sessões de radioterapia, combinadas com 16 de quimioterapia. Ivoneide conta que começou o tratamento após 45 dias do diagnóstico. Ter feito os exames de rotina foi determinante para minha recuperação. Hoje, já me considero curada, afirma. A reconstituição do seio está prevista para janeiro. Atualmente, a dona de casa sente os efeitos colaterais da radioterapia, como a ardência, efeito colateral comum nesse tipo de tratamento, assim como o cansaço e a perda de apetite. A evolução das tecnologias em saúde permite o aprimoramento das técnicas, bem como o avanço nos equipamentos utilizados. A radioterapia pode ser usada de maneira curativa, a fim de evitar 26 27

15 Radioterapia A SUA REVISTA DO SETOR HOSPITALAR Após 21 sessões de radioterapia, combinadas com 16 de quimioterapia, a dona- de-casa, Maria Ivoneide, já se considera curada. Credito: Ed Alves VALORIZANDO A INFORMAÇÃO E A QUALIDADE DA SAÚDE NO BRASIL o ressurgimento do tumor, ou paliativa, para melhorar a qualidade de vida de pacientes. Existem dois tipos de radioterapia: a externa, também chamada de teleterapia - quando não há contato direto entre os aparelhos e o paciente - e a braquiterapia, também chamada de radioterapia de contato - quando há contato direto entre o aparelho e o organismo do paciente. Atualmente, o principal equipamento da radioterapia externa é o acelerador linear. A modernidade varia de acordo com os acessórios e os sistemas computacionais, que permitem que a radiação seja mais ou menos concentrada, explica Robson Ferrigno. O equipamento pode funcionar de duas formas: em casos de tumores mais superficiais, a máquina acelera elétrons que, por meio de um tubo acelerador ressonante, são direcionados ao paciente. Para tumores mais profundos, os elétrons acelerados colidem em um alvo, que produz fótons que, por sua vez, atingem o paciente em forma de radiação gama; quem explica é o engenheiro-biomédico da LM Biotecnologia, Jean Michalaros. As técnicas mais comuns usadas com os aparelhos de aceleradores lineares são a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e radioterapia guiada por imagem (IGRT) - que geralmente são usadas de forma associada. A radioterapia de intensidade modulada (IMRT) é utilizada no tratamento de tumores muito próximos aos tecidos sadios, além de poupar esses tecidos sadios próximos, é possível aumentar a dose de radiação, aumentando a chance de cura do paciente e trazendo menos toxicidade ao tratamento, explica a diretora de radioterapia do Hospital do Servidor Público Estadual, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (HSPE/IAMSPE), Maria José Alves. É associada a técnicas de localização guiada por imagens (IGRT), que monitoram o tumor por imagens digitais e tridimensionais, para que se tenha certeza do posicionamento nas células cancerígenas. A radioterapia conformacional 3D usa a tomografia para avaliar melhor a região e tentar irradiar localmente os pontos específicos. Outra técnica avançada que faz parte da radioterapia externa é a radiocirurgia, muito usada em casos de câncer no sistema nervoso central. Nesses casos, são aplicadas doses maiores de radiação, muito concentradas, no local do tumor. Essa técnica pode ser realizada com o acelerador linear ou com um aparelho chamado Gamma Knife. Já na braquiterapia, as fontes de radiação ficam em contato direto com o organismo do paciente, agindo diretamente no local do tumor. A radiação pode ser levada até as células malignas por meio de canais, tubos ou agulhas irradiadas e colocadas no tumor por um cateter. Também pode ser feito um implante com sementes radioativas. É uma técnica em que cápsulas com a radiação atuam exatamente no local do tumor. É feita por meio de cirurgia que implanta a semente na região, explica Almeida. A braquiterapia é indicada apenas para alguns tipos de tumores, como da cabeça, do pescoço, das mamas, do útero, da tireóide e da próstata. Há também a protonterapia, que utiliza feixes de prótons, partículas com alta energia que penetram o organismo liberando a maior parte de sua carga na área do tumor. É necessária apenas uma aplicação. A grande desvantagem dessa técnica é o alto custo, já que o aparelho custa cerca de 50 milhões de dólares. Para Michalaros, não dá para separar medicina de tecnologia. A tecnologia veio como uma aliada da medicina. É um caminho sem volta. Para o engenheiro-biomédico, é importante adotar uma posição ética, que preserve os valores da relação médico-paciente. A engenharia clínica, como ciência, veio para ajudar nas escolhas corretas, no uso e na gestão dessas tecnologias a serviço da saúde, afirma. FORMADORES DE OPINIÃO NOTÍCIAS DO SETOR QUALIDADE EDITORIAL NOVO CONCEITO - NOVO LAYOUT NOVA PROPOSTA EDITORIAL ANUNCIE, VOCÊ TAMBÉM! REALIZAÇÃO Federação Brasileira de Hospitais SRTVS Qd Conj. E Nº Bloco 03-5º andar - Ed. Palácio do Rádio Asa Sul Brasília /DF - CEP: Tel: (61) REVISTA VISÃO HOSPITALAR 5000 EXEMPLARES CIRCULAÇÃO NACIONAL FREQUÊNCIA TRIMESTRAL MÍDIA SEGMENTADA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO Santafé Idéias e Comunicação SHS - Quadra 2 - Bloco J - Bonaparte Hotel - Sala 104 Mezanino Brasília /DF - CEP: Tel: (61)

16 Notícias Saúde Ministério da Saúde recebe FBH para discutir atendimento à saúde mental Saúde no Brasil tem a maior carga tributária da economia Arquivo FBH Nathália Siqueira O Conselho Federal de Medicina (CFM), e a Federação Brasileira dos Hospitais planejam uma campanha que vai garantir vagas para treinamento e qualificação de pessoas com necessidades especiais em estabelecimentos de saúde. As entidades já firmaram parceria com o deputado federal e ex-jogador de futebol Romário, que tem dedicado seu mandato à luta pela inclusão de minorias. Uma cartilha está sendo desenvolvida para a campanha e retrata, em história em quadrinhos, Romário (como jogador) explicando a importância do enfrentamento do preconceito. É mais do que ganhar copas, é ganhar o respeito pelas diferenças, O presidente da FBH, Luiz Aramicy Pinto, apresenta propostas ao Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda. A Federação Brasileira de Hospitais, representando a rede privada de hospitais psiquiátricos, contratados ou conveniados com o SUS, apresentou ao Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda, um novo modelo de atendimento aos dependentes químicos e aos doentes mentais no intuito de aperfeiçoar a política do sistema psiquiátrico brasileiro. Para os profissionais em saúde mental, a reforma na área tornou-se uma necessidade para a sociedade. Hoje, no país, 201 hospitais psiquiátricos remanescentes estão desestruturados, e o atendimento na rede CAPS Centro de Atenção Psicossocial vinculada ao Sistema Único de Saúde, não responde às necessidades dos pacientes psiquiátricos. A FBH propôs, durante a reunião no Ministério da Saúde, a criação de um Centro Integrado de Atendimento à Saúde Mental, CIAPS, que funcionaria como xtensão e aprimoramento do modelo vigente (CAPS). A FBH apresentou, neste novo formato de atendimento psiquiátrico, a inclusão de pronto atendimento 24 horas, leitos dia e noite, internação de médio e longo prazos, oficinas de geração de renda, acompanhamento odontológico e estrutura para atendimento ginecológico a portadoras de transtorno mental e dependentes químicos atendidos nestes centros. Durante a reunião, o secretário Helvécio Miranda afirmou que o Ministério da Saúde vai compor um grupo de trabalho com especialistas multidisciplinares para discutir o novo modelo de atendimento psiquiátrico sugerido pela FBH. CFM e Romário firmam parceria para garantir mais vagas para treinamento a deficientes Romário com representantes do Conselho Federal de Medicina e da Federação Brasileira de Hospitais informa a cartilha. A previsão de lançamento da cartilha é próxima ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado em 21 de setembro. De acordo com o membro da Comissão de Ações Sociais do CFM, Ricardo Paiva, trazer a sociedade para o convívio com pessoas especiais é uma forma de romper o preconceito. Fonte: Conselho Federal de Medicina e Federação Brasileira de Hospitais Nathália Siqueira Ministro Alexandre Padilha recebe proposta de representantes de entidades de saúde para redução da carga tributária no setor. A saúde no Brasil tem, hoje, a maior carga tributária se comparada a outros setores da economia, como educação, segurança e sistema financeiro. Os tributos excessivos do setor também causam elevados custos em prevenção e tratamento de doenças no país. Para se ter uma ideia, equipamentos utilizados para exames, medicamentos, materiais hospitalares e todos os insumos utilizados no setor de saúde, inclusive consultas dos profissionais da área, são tributados em índices mais elevados que os dos países desenvolvidos. A Federação Brasileira de Hospitais, FBH, representada pelo seu secretário-geral, Dr. Eduardo de Oliveira, representantes das associações de hospitais das cinco regiões brasileiras, juntamente com as entidades do setor saúde, Confederação Nacional de Saúde-CNS, Confederação das Misericórdias do Brasil-CMB e Associação Nacional dos Hospitais Privados-ANAHP reuniram-se em audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no intuito de apresentar alternativas para a redução tributária da saúde no país. Rondon Vellozo/MS De acordo com o presidente do Sindicato dos Hospitais do Rio de Janeiro, Aécio Nanci Filho, a audiência com o ministro da Saúde tem o propósito de apresentar alternativas para a situação tributária da saúde, sugerindo a desoneração de impostos que incidem sobre a receita, como a bitributação PIS/COFINS. O presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Pinto, ressaltou que a saúde no Brasil é muito onerada e a carga tributária a quem presta o serviço chega a 28%, o setor ainda não foi contemplado com redução de impostos. Com essa proposta, estamos mostrando o que se pode melhorar caso haja uma redução nos tributos da saúde, que são maiores do que a tributação financeira, afirma. O médico e deputado federal Chico D'Angelo, que também esteve em reunião no Ministério da Saúde com os representantes das entidades do setor, acredita que a audiência dos representantes da área da saúde com o ministro Alexandre Padilha é uma tentativa de solicitar o apoio do chefe da pasta como instrumento de interlocução junto aos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e da presidenta Dilma. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a audiência, comprometeu-se a apresentar as propostas para tomada de decisão ao Palácio do Planalto. Rondon Vellozo/MS 30 31

17 Notícias Saúde Ministério da Saúde segue cronograma de preparação para Copa Associações buscam reforçar protagonismo Banco de imagens : shuterstock ANS suspende a comercialização de 268 planos de saúde Uma das definições de associativismo diz que o conceito trata de uma forma de organização social usada como instrumento para a satisfação das necessidades. Parece simples mas, em muitos casos no da saúde, por exemplo a dificuldade dos agentes em estabelecer pautas de apelo coletivo e as diferentes realidades de um país que convive com gigantescas disparidades sociais fazem com que as entidades representativas fiquem numa constante luta por consolidação a fim de liderar, de forma protagonista e coesa, as demandas do segmento. Um dos problemas crônicos do modelo de associação é a falta de participação efetiva. Vivemos num país que tem, ao mesmo tempo, a seca do Nordeste e as cheias da Amazônia. São várias situações diferentes. Então, precisamos ter as diretorias em peso, precisamos levar as discussões para a base, precisamos fazer isso chegar ao interior, sugere o presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Luiz Aramicy Bezerra Pinto, que clama por entidades mais sólidas. Hoje, no Brasil, você tem várias entidades associativas, mas você precisa de um núcleo de pessoas para ajudar, não uma diretoria de dez que é sempre representada por dois, completa. O presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), José Reinaldo de Oliveira Jr., concorda. Hoje só se justifica a criação de novas entidades estaduais se for para serem ativas. Ter mais uma que não desenvolva trabalhos e à qual os associados não deem valor não faz sentido. Proatividade nos torna mais fortes, considera, antes de narrar um exemplo clássico do poder das negociações em comum. Oliveira vê no país falta de engajamento que, em outros locais, é menos crônica. Segundo o gestor, isso precisa fazer parte do nosso DNA, para que não se repitam situações nas quais instituições maiores, com caminho livre no contato com ministros, governos e secretários, acabem enfraquecendo a coletividade ao marchar sozinhas por uma causa e não necessariamente alcançam os objetivos, completa. Apesar disso, o representante das filantrópicas celebra a boa participação das associações em algumas discussões relevantes: na Constituição de 1988, por exemplo, quando foi reconhecida a isenção e a preferência pelas entidades filantrópicas na contratação de serviços do Sistema Único de Saúde; no processo de contratualização, no qual, hoje, há um incentivo financeiro para quem se adequa à questão; e na arrecadação de recursos da Timemania para ações de santas casas, hospitais sem fins lucrativos e entidades de reabilitação física, para que seja possível instalar uma rede nacional de videoconferências para capacitação e treinamento, interligando as instituições. Por fim, ambos acusam uma grave deficiência na comunicação entre as partes, na busca por conceitos coletivos e no compartilhamento de ideias e problemas, num cenário em que diversas entidades são associadas a vários núcleos e têm questões mais do que semelhantes. Tanto para o presidente da FBH quanto para o presidente das Santas Casas de Misericórdia, as lideranças estão despidas de vaidades e têm intensificado os encontros regulares. De acordo com os gestores, falta muito para tornar o modelo mais efetivo para uma melhor gestão da saúde. Fonte: Saúde Business Web/SP A Agência Nacional de Saúde Suplementar suspendeu o direito de comercialização de 268 planos de saúde, administrados por 37 operadoras, por descumprimento de prazos estabelecidos pela agência para atendimento médico, realização de exames e internações. A medida, que já entrou em vigor, é uma punição pelo descumprimento dos prazos máximos de atendimento que entraram em vigor em dezembro de No total, os planos que tiveram a comercialização suspensa atendem a cerca de 7% dos beneficiários de planos de saúde no país, o que equivale a aproximadamente 3,5 milhões de pessoas. Caso a empresa insista na comercialização do plano, será aplicada multa de R$ 250 mil. Além disso, poderão ser adotadas medidas administrativas adicionais, como a instalação de um regime de direção técnica, em que uma pessoa nomeada pela ANS passa a acompanhar a gestão do plano. Em casos extremos, também pode ocorrer a alienação da carteira de clientes e o fechamento do plano. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a suspensão da comercialização terá um "caráter pedagógico" não apenas para as operadoras afetadas, mas para todo o mercado. De acordo com Padilha, a punição dos planos só foi possível devido à participação da sociedade, que denunciou o descumprimento dos prazos das operadoras. Nos três primeiros meses de vigência da norma, a ANS recebeu reclamações. No trimestre seguinte, foram A partir da quantidade de reclamações, a ANS separou as operadoras por grupos de notas. Foram suspensas as que receberam a pior nota nas duas avaliações. Todos os planos terão seu desempenho avaliado novamente até o final do mês de outubro. Só terão a comercialização liberada aqueles que apresentarem melhora na nota atribuída a partir das reclamações. Fonte : Folha de São Paulo Secretario-executivo adjunto, Adriano Massuda, coordenador da Câmara de Saúde para a Copa A 8ª reunião da Câmara Temática da Saúde para a Copa do Mundo de 2014, da qual participaram o Ministério da Saúde e representantes dos estados e municípios que sediarão jogos da Copa do Mundo, debateu os planos de preparação do setor da saúde das cidades-sede do mundial. Entre os objetivos da Câmara destacam-se a coordenação do planejamento de ações nacionais na área da saúde, estabelecendo diretrizes gerais e metas, ações estratégicas e o apoio às ações com os municípios-sede. O secretário-executivo adjunto, Adriano Massuda, coordenador da Câmara, afirmou que o planejamento para a Copa está seguindo o cronograma proposto pelo Ministério da Saúde. De acordo com ele, após sete encontros, grande parte dos planos de ação das cidades-sede para fortalecimento da rede de urgência está em fase de execução. O momento, agora, é de elaboração dos planos de contingência para o evento e definição da Copa das Confederações como evento-teste. A expectativa é que os planos de ação da saúde das cidades-sede deixem como herança o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Fonte: Luís Oliveira - ASCOM - MS 32 33

18 Gestão Hospitais apostam em lavanderias terceirizadas Redução nos custos e segurança levam gestores a desativar lavanderias hospitalares e utilizar serviços fora das unidades de saúde Claudia Carpo As lavanderias hospitalares são serviços de apoio responsáveis por receber roupas das unidades de saúde, lavar, secar, passar e entregá-las em perfeito estado. Parece ser uma tarefa simples mas, na verdade, é um trabalho complexo que exige a atenção minuciosa dos gestores. Por ser um ambiente propenso a infecções, as unidades de processamento de roupas, como são chamadas as lavanderias hospitalares, devem seguir à risca as normas de vigilância, publicadas no manual técnico Processamento de Roupas de Serviços de Saúde: prevenção e controle de riscos e na resolução RDC nº 06/2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Estes ambientes exigem absoluta assepsia e precisam de atenção dobrada, altos investimentos em equipamentos, funcionários e grande espaço físico para comportar todo o maquinário necessário. Por essas razões, muitos gestores abrem mão de ter uma lavanderia funcionando dentro do próprio hospital e optam pela praticidade de terceirizar o serviço. As principais vantagens são a liberação do espaço dentro da unidade de saúde - o que antes era ocupado pela lavanderia pode se transformar em novos consultórios ou novos leitos para atendimento, por exemplo, e a diminuição dos gastos com água, luz, manutenção de equipamentos e funcionários. Para a gerente de hotelaria do Hospital Daher, Maria Carolina Carvalho, responsável pelo enxoval da unidade, a terceirização tem muito mais vantagens financeiras, pois o hospital não assume as despesas. Quando o serviço é terceirizado, o gestor repassa os custos para o fornecedor. O hospital paga apenas para que a roupa seja lavada e a empresa entregue o serviço, explica. Outra questão que deve ser considerada na hora da contratação do serviço é de que, ao terceirizar, o hospital fica totalmente focado em sua área fim, que é a prestação de serviços de saúde de qualidade aos pacientes. Para a diretora de Pessoas e Qualidade do Hospital Ortopédico e Medicina Especializada (Home), Susie Lobo, profissionalizar as áreas, direcionando cada colaborador para sua área específica, é essencial. E assim funciona também com a lavanderia da unidade. Desde que inaugurado, há três anos, o Home nunca manteve a lavanderia funcionando dentro da unidade. Vimos a necessidade de não lavar o enxoval dentro do próprio hospital, pois o maquinário precisa de manutenção, pessoal especializado e grande rotatividade, pondera. Diferentemente das lavanderias comuns, as unidades especializadas em serviços hospitalares devem ser divididas em dois ambientes distintos: a área suja - destinada ao recebimento, pesagem, separação por grau de sujidade e lavagem - e a área limpa, onde as roupas são secadas, passadas e, por fim, distribuídas às unidades de saúde. As áreas são separadas por uma parede de vidro e a comunicação entre duas áreas é por interfone. A divisão entre as áreas é essencial para não contaminar as roupas limpas e, consequentemente, evitar a propagação de organismos causadores de infecções hospitalares. Assim que as roupas chegam à lavanderia, vão para a área suja, onde passam pelo processo de separação, classificação e pesagem. Elas são separadas por critérios como: grau de sujidade (uma roupa com resíduos de sangue não é lavada com uma que está seca, por exemplo) e tipo de tecido

19 Gestão Nesse momento, é verificada a presença de objetos cortantes que podem ferir os funcionários e danificar equipamentos. As lavadoras devem ter portas duplas, instaladas entre a área suja e a limpa. Dessa forma, a roupa suja entra por uma porta, localizada na área suja, e sai lavada por outro compartimento, situado na área limpa. Assim, as roupas saem lavadas da máquina e, logo depois, são colocadas na centrífuga para retirar o excesso de água. Posteriormente, as roupas são passadas de acordo com cada tipo de peça. Na calandra, equipamento que seca e passa ao mesmo tempo, são colocadas as peças leves, como lençóis, fronhas e colchas. As secadoras são usadas para roupas que não precisam ser passadas, como toalhas e cobertores. A prensa a vapor passa roupas que não podem ir para a calandra. Há, também, o ferro, usado eventualmente. Caso haja alguma imperfeição nas roupas, as máquinas de costura podem ser utilizadas para fazer conserto. Depois de consertadas, voltam para a área suja e passam novamente por todo o processo. Após lavadas, as roupas são embaladas e transportadas até o hospital, onde são colocadas nas rouparias. Há diversos riscos relacionados ao processamento de roupas hospitalares. Por isso, todas as lavanderias especializadas, independentemente de funcionarem dentro da unidade de saúde, ou terceirizadas, devem seguir à risca as normas contidas no manual técnico e na resolução da Anvisa. Entre as regras, está a licença atualizada pelo órgão sanitário competente, que permite o funcionamento da unidade de processamento de roupas; a regularização de equipamentos e produtos de lavagem junto à Anvisa; o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como gorro, máscara, protetor auditivo, óculos, botas de borracha, capote e luvas, toca ou gorro; o uso de lavadoras com barreira, que separa a roupa suja da limpa, com portas diferentes: uma para entrada da roupa suja e outra de saída da roupa limpa; o treinamento e a capacitação de funcionários, entre outras. Para o proprietário e sócio-gerente da lavanderia Acqua, Roberto Becker, obedecer às normas impostas pela vigilância é essencial para o bom atendimento às unidades de saúde. Nossos clientes visam a uma parceria para que a terceirização desenvolva um trabalho de acordo com as regras, possua uma equipe bem treinada, tenha todos os certificados, seja pontual na entrega, sem danificar os enxovais, e apresentem um processo de higienização eficiente, diz. De acordo com a especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa, Maria Dolores Santos da Purificação Nogueira, o cumprimento das normas é extremamente importante para a prevenção de infecções. Existem vários riscos associados às atividades de processamento de roupas de serviços de saúde que, se não adequadamente controlados, podem acarretar danos ao trabalhador, ao usuário e ao meio ambiente, afirma. Dolores destaca os perigos da manipulação de objetos cortantes, como seringas e agulhas, que podem vir erroneamente junto com as roupas, e do uso inadequado das má- Equipamentos utilizados na área suja da lavanderia. Do outro lado do vidro a roupa sai limpa. quinas e do contato com os produtos químicos. Para a especialista, os padrões garantem a segurança do paciente e dos colaboradores da lavanderia, bem como a qualidade do serviço prestado. Além disso, a roupa adequadamente processada influencia na qualidade da assistência à saúde, principalmente no que se refere à segurança e ao conforto do paciente. A especialista afirma, ainda, que o uso do EPI, além da higienização dos ambientes e equipamentos da unidade, é importante para evitar a recontaminação da roupa e prevenir a transmissão de infecção entre os trabalhadores, afirma. Foto: Ed Alves O proprietário da NJ Lavanderia, Nabil Dahdah, diz que o cumprimento das normas é essencial para garantir a qualidade de vida dos colaboradores da lavanderia. Em dois anos de funcionamento, nunca houve nenhum acidente com funcionário, nenhum colaborador nunca pegou uma infecção aqui, porque nós seguimos à risca os padrões e normas da Anvisa. Nabil acrescenta que todos os funcionários têm de estar com cartão de vacinas atualizado e que, a cada três meses, são realizados os exames que atestam a saúde dos colaboradores. Panorâmica da lavanderia: ao centro, funcionários colocando lençóis na calandra. Ao fundo, secadoras. À direita, processo de dobragem e embalagem das roupas, para distribuição aos hospitais O infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Brasília), Vitor Laerte, adverte que as lavanderias são um serviço de suporte que, muitas vezes, são negligenciados pelos gestores. Nesse setor, há o potencial de se permitir a propagação de infecções para pacientes internados e, também, de ser local para acidentes de trabalho com material biológico contaminante, aponta. Para Laerte a correta instituição de rotinas e processos que obedeçam às normas da vigilância sanitária é indispensável para se minimizar esses riscos, afirma

20 Vitrine Hospitalar Duetto Monitor A unidade de cuidado intensivo DuettoTM é um equipamento de funções híbridas, que opera tanto como incubadora como uma unidade de cuidado intensivo irradiante (berço aquecido). Quando operado como berço aquecido, conta com um sistema de calor especialmente projetado para atender os recém-nascidos nos primeiros momentos de vida ou para atendimento prolongado, quando necessário. Autoclave Elevação Lançamento Fanem Esterilização de materiais diversos em hospitais, laboratórios, universidades, indústrias alimentícias e farmacêuticas. Sistema de elevação vertical, tipo guilhotina: abertura e fechamento da porta por sistema de elevação automática, eletromecânico, com acionamento de através de motoredutores, não necessitando rede ou compressor de ar comprimido. Lançamento Ortossíntese Mesa Mesa Cirúrgica - MC 757 Equipamento com sistema rápido de mobilização e pedal de duplo comando. A mesa cirúrgica é de grande versatilidade que permite, através de articulações, posições adequadas para o conforto do paciente. Ideal para procedimentos cirúrgicos de pequena, alta e média complexidade, com intensificador de imagem em toda a sua extensão. Trius Lançamento Ortossíntese Equipamento de produção nacional com tecnologia adequada para que médicos ou enfermeiros assegurem com precisão a classificação do risco clínico dos pacientes. Estão integrados ao TRIUS os medidores clínicos: glicosímetro, termômetro timpânico, oxímetro de pulso e aparelho de pressão arterial. Além de tela sensível ao toque, impressora térmica e leitor de biometria. O Trius conta ainda com o software EMERGES que funciona como um Sistema de Informação que apóia o processo de atendimento, organiza os fluxos de pacientes e controla os processos internos. Lançamento ToLife Digitalizador Compacto O CR 30-Xm permite a aquisição de imagens de alta qualidade em mamografia e radiologia geral, proporciona solução para clínicas de pequeno porte que desejam ir para o mundo digital. Conectado a uma estação NX aliado ao software Música 2 o CR 30-Xm oferece uma resolução de 50 μm para as imagens de mamografia e 100μm para imagens de radiologia, sendo facilmente conectado a soluções de impressão ou estação de diagnóstico. Lançamento: Agfa HealthCare Mamógrafo Digital O DX-M é um equipamento completo para aplicações de mamografia digital e radiografia geral, para quem exige qualidade superior de imagem com alta produtividade e potencial redução de dose para o paciente. Com a nova tecnologia dos cassetes NIP, proporciona aos radiologistas alta resolução de imagem. Lançamento: Agfa HealthCare 38

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