ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ. Inspeções Internas. João Gama Godoy. Técnico de Segurança do Trabalho. Senac

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1 ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ Inspeções Internas João Gama Godoy Técnico de Segurança do Trabalho Senac É proibida a reprodução do conteúdo desta apresentação em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do autor.

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3 DEFINIÇÃO?? A definição de líquido inflamável e líquido combustível depende do aspecto legal em questão. Sob o ponto de vista legal da periculosidade vale somente a definição dada pela NR 20, onde o ponto de fulgor (PF) é a referência principal para caracterizar um determinado líquido como inflamável ou combustível.

4 : Líquido inflamável: todo produto que possua ponto de fulgor inferior a 70 C Líquido combustível: todo produto que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70 C e inferior a 93,3 C.

5 Entendendo o que é PONTO DE FULGOR

6 Como é determinada a inflamabilidade das substâncias?? A inflamabilidade é definida levando em conta:, a temperatura na qual o líquido emite vapores capazes de sustentar a combustão, E como isso é chamado?? chamada de ponto de fulgor (flash point).

7 Em resumo: É a menor temperatura em que um líquido fornece vapor suficiente para formar uma mistura inflamável quando uma fonte de ignição (faísca, chamas abertas, etc.) está presente. Dois testes são usados para determinar o ponto de fulgor: Recipiente aberto e recipiente fechado.

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9 LIMITES DE INFLAMABILIDADE

10 LIMITES DE INFLAMABILIDADE Efeito da concentração Para um gás ou vapor inflamável queimar é necessário que exista, além da fonte de ignição, uma mistura chamada "ideal" entre o ar atmosférico (oxigênio) e o gás combustível. combustível

11 LIMITES DE INFLAMABILIDADE A quantidade de vapor necessário para a queima varia para cada substância e está dimensionada por dois parâmetros: Limite Inferior de Inflamabilidade (ou explosividade) (LII) Limite Superior de Inflamabilidade (LSI).

12 LIMITES DE INFLAMABILIDADE O LII é a concentração mínima de vapor que, misturado ao ar atmosférico, é capaz de provocar a combustão da substância, a partir do contato com uma fonte de ignição.

13 LIMITES DE INFLAMABILIDADE Concentrações de vapor abaixo do LII não são combustíveis pois, nesta condição, há excesso de oxigênio e pequena quantidade da combustível para a queima. Esta condição é chamada de "mistura pobre".

14 LIMITES DE INFLAMABILIDADE Já o LSI é a máxima concentração de vapor que, misturada ao ar atmosférico, é capaz de provocar a combustão da substância, quando em contato com uma fonte de ignição.

15 LIMITES DE INFLAMABILIDADE Concentrações de vapor acima do LSI não são combustíveis pois, nesta condição, há excesso de combustível e pequena quantidade de oxigênio para que a combustão ocorra. É a chamada "mistura rica".

16 LIMITES DE INFLAMABILIDADE Pode-se então concluir que os gases ou vapores combustíveis só queimam quando sua percentagem em volume estiver entre os limites (inferior e superior) de inflamabilidade, que é a "mistura ideal" para a combustão.

17 LIMITES DE INFLAMABILIDADE x EQUIPAMENTOS Existem equipamentos capazes de medir a porcentagem em volume no ar de um gás ou vapor combustível. Estes instrumentos são conhecidos como " explosímetros".

18 LIMITES DE INFLAMABILIDADE x EQUIPAMENTOS

19 QUANDO O MAIOR??? RISCO É Quanto MAIOR ou quanto MENOR a temperatura do Ponto de Fulgor?? Quanto menor for essa temperatura, maior o risco!

20 DEFINIÇÕES Classificação do Líquido Inflamável para a : Classe I: Ponto Fulgor < 37,7 C Classe II: Ponto Fulgor > 37,7 C <70 C

21 UM POUCO DE HISTÓRIA... A Portaria 130 do MTE de 20/12/1956 (primeira Norma do MTE que tratou tecnicamente do critério para classificação de líquidos inflamáveis) estabeleceu, sem se referir a pressão de vapor, que os líquidos inflamáveis seriam aqueles que possuíssem ponto de fulgor de até 70 ºC. O QUE É MESMO PRESSÃO DE VAPOR??

22 O QUE É MESMO PRESSÃO DE VAPOR?? A pressão de vapor é função da tendência de escapamento, para a fase gasosa, gasosa das moléculas em estado líquido e portanto variam de líquido para outro. Quando essa pressão de vapor, em função do aumento da temperatura se torna igual ou maior do que a pressão atmosférica o líquido entra em ebulição.

23 UM POUCO DE HISTÓRIA... A Portaria 608 de 26/10/1965, 26/10/1965 ao revogar a de nº 130, manteve a mesma redação. PORQUÊ ERA FALHA?? Acontece que essa conceituação era falha por não especificar líquido, líquido já que não se define um estado (no entendimento físico) sem relacionar temperatura e pressão a que a substância deve estar sujeita para que possa esse estado estar perfeitamente definido.

24 UM POUCO DE HISTÓRIA... Para suprir essa falha a NR-16 utilizou-se da conceituação dada pela Norma 321 da NFPA convertendo 100 ºF (37,7 ºC) sia (2,78 kg/cm2 abs). psi (pound force per square inch) ou libra força por polegada quadrada, é a unidade de pressão no sistema Inglaterra/americano: Dentro desta unidade de medida encontramos duas escalas de medir pressão: psia e psig. psia: abreviação para pounds per square inch absolute libras por polegada quadrada absoluta (inclui a pressão atmosferica), esta pressão varia de acordo com a altitude. Uma atmosfera é igual a 14,696 psia.

25 UM POUCO DE HISTÓRIA... Portanto, a introdução do conceito de pressão de vapor, vapor em nossa legislação trabalhista, deve-se a necessidade de diferenciar gases de líquidos.

26 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL Vejamos como é feita??

27 Lista dos líquidos inflamáveis e produtos químicos combustíveis mais comuns e perigosos (no seu nome inglês), seus pontos de fulgor* e pontos de ebulição (em Fahreneit e graus centígrados) associados às suas classes de inflamabilidade pela National Fire Protection Association (NFPA).

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34 Uma prática muito comum consiste na estocagem de materiais voláteis, alguns dos quais inflamáveis, ONDE??? em geladeiras de uso doméstico (comerciais). Essas geladeiras não são fabricadas para essa finalidade, em virtude do que podem gerar faíscas seja no acendimento da luz interna, seja no motor, e causar um grave acidente.

35 Guarde materiais voláteis inflamáveis em geladeiras apropriadas (para essa finalidade) ou em local muito bem ventilado e sem fontes de ignição. ignição Sempre em recipientes adequados, como os containers de segurança (safety cans) e armários para líquidos inflamáveis.

36 ESTOCAGEM INCORRETA GELADEIRA COMUM

37 ESTOCAGEM INCORRETA GELADEIRA COMUM

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39 ESTOCAGEM INCORRETA GELADEIRA COMUM

40 Exemplo de recepientes para líquidos inflamavéis: inflamavéis armário para líquidos inflamáveis

41 Exemplo de recepientes para líquidos inflamavéis: inflamavéis container de segurança

42 Exemplo de recepientes para líquidos inflamavéis: inflamavéis lata de segurança

43 Exemplo de recepientes para líquidos inflamavéis: inflamavéis plástico

44 Sistema de aquecimento por meio de resistências tubulares blindadas e aletadas Gabinete de chapa de aço carbono SAE 1020, tratamento anticorrosivo Câmara interna de aço inox AISI 430 Porta com guarnição magnética, em todo seu perímetro, garante perfeita vedação da câmara Isolação térmica em todas as laterais e porta Sistema de segurança de temperatura com alarme sonoro, autônomo e ajustável Porta interna de vidro blindado ou visor de vidro duplo na porta Gabinete externo de aço inox AISI 304

45 QUAL A QUANTIDADE MÁXIMA DESSES LÍQUIDOS QUE PODEM SER ARMAZENADAS EM LABORATÓRIO??

46 TANQUES ARMAZENAGEM PARA COMBUSTIVEIS ()

47 TANQUES ARMAZENAGEM PARA COMBUSTIVEIS () -Construídos em AÇO ou de CONCRETO; * Todos os tanques de armazenamento de líquidos combustíveis, de superfície ou equipados com respiradouros de emergência, deverão ser localizados de acordo com a Tabela A

48 TANQUES ARMAZENAGEM PARA COMBUSTIVEIS ()

49 TANQUES ARMAZENAGEM PARA COMBUSTIVEIS () - Existe distância mínima entre os tanques de armazenagem pela NR20?? Não inferior a 1M

50 TANQUES ARMAZENAGEM PARA COMBUSTIVEIS (NR20) Em caso de armazenamento de combustíveis diferentes, ou de armazenamento de qualquer outro combustível, essa distância não deve ser inferior a... 6M

51 TANQUES ARMAZENAGEM PARA LÍQUIDOS INFLAMAVEIS () -Vale o disposto na tabela anterior (A) mais o disposto na tabela (B):

52 PROTEÇÃO DE ACORDO COM O TIPO DE TANQUE (TABELA C NR20)

53 PROTEÇÃO DE ACORDO COM O TIPO DE TANQUE (TABELA C NR20)

54 Todos os tanques de armazenamento de líquidos inflamáveis deverão ser aterrados segundo recomendações da Norma Regulamentadora - NR

55 Posso armazenar combustível no interior de um edifício?? SIM. Poderá ser feito com recipientes cuja capacidade máxima seja de 250 (duzentos e cinqüenta) litros por recipiente.

56 DESDE QUE... As salas de armazenamento interno deverão obedecer aos seguintes itens: a) as paredes, pisos e tetos deverão ser construídos de material resistente ao fogo e de maneira que facilite a limpeza e não provoque centelha por atrito de sapatos ou ferramentas; b) as passagens e portas serão providas de soleiras ou rampas com pelo menos 0,15m (quinze centímetros) de desnível, ou valetas abertas e cobertas com grade de aço com escoamento para local seguro; d) deverá ser ventilada, de preferência com ventilação natural;

57 e) deverá ter sistema de combate a incêndio com extintores apropriados, próximo à porta de acesso; f) nas portas de acesso, deverá estar escrito de forma bem visível "Inflamável" e "Não Fume".

58 Os compartimentos e armários usados para armazenamento de combustíveis inflamáveis, localizados no interior de salas, deverão ser construídos de chapas metálicas e demarcados com dizeres bem visíveis "Inflamável".

59 ARMAZENAGEM TAMBORES O armazenamento de líquidos inflamáveis da Classe I, em tambores com capacidade até 250 (duzentos e cinqüenta) litros, deverá ser feito em lotes de no máximo 100 (cem) tambores. tambores Os lotes a que se refere o item , que possuam no mínimo 30 (trinta) e no máximo 100 (cem) tambores, deverão estar distanciados, no mínimo, 20,00m (vinte metros) de edifícios ou limites de propriedade. Quando houver mais de um lote, os lotes existentes deverão estar distanciados entre si, de no mínimo 15,00m (quinze metros).

60 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO GLP

61 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO

62 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO Produto constituído, predominantemente, pelo hidrocarboneto propano, propeno, butano e buteno. A capacidade máxima permitida para cada recipiente de armazenagem de GLP, será de (cento e quinze mil) litros, salvo instalações de refinaria, terminal de distribuição ou terminal portuário

63 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO

64 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO

65 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO Jamais verifique vazamentos de GLP com fósforo ou qualquer tipo de chama, utilize ESPUMA DE SABÃO com uma esponja ou pano.

66 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO Jamais deite botijões de GLP, grande perigo de explosão.

67 GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO

68 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO / LIQUÍDOS INFLAMAVÉIS

69 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO / LIQUÍDOS INFLAMAVÉIS A estocagem de líquidos inflamáveis não deve ser feita em geladeiras domésticas, dados os riscos envolvidos. A refrigeração não evita a formação de vapores altamente inflamáveis, e a estocagem deve ser feita em recipientes adequados. As geladeiras apropriadas para estocagem de líquidos inflamáveis são chamadas blindadas (explosion-proof).

70 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO / LIQUÍDOS INFLAMAVÉIS Um exemplo de recipiente adequado é o contêiner de segurança (safety can), com sistema corta-chamas. Dependendo do líquido a ser contido, pode se escolher entre os fabricados em metal ou em polietileno. polietileno Recipientes desse tipo devem ser estocados em armários para líquidos inflamáveis que podem inclusive ter fechamento automático.

71 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO / LIQUÍDOS INFLAMAVÉIS Os armários contendo líquidos inflamáveis podem ser colocados em local ventilado, de forma a evitar o acúmulo de eventuais vapores emanados dos recipientes.

72 POLÍTICA DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO / LIQUÍDOS INFLAMAVÉIS Adoção de política de segurança que inclua pelo menos: A minimização da quantidade de substâncias inflamáveis nos laboratórios, agendando as compras de acordo com o consumo; Usar líquidos inflamáveis somente na capela, não na bancada, utilizando equipamento de proteção individual (luvas, óculos de proteção, avental de algodão, etc.);

73 MUITO OBRIGADO

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