Redes com Integração de Serviços

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1 Instituto Superior Técnico Redes com Integração de Serviços 4ª Parte Voz sobre IP 1 Introdução Codificação da voz Recomendação H Arquitectura de H Componentes do sistema Terminais Gateways Gatekeepers Unidades de Controle Multiponto MCU Canais de Sinalização Canal RAS Canal de Sinalização de Chamada Canal de Controlo H Diagrama de estabelecimento e desligamento Session Initiation Protocol (SIP) Arquitectura básica Endereçamento Estrutura de Mensagens SIP Cabeçalhos Mensagens de Pedidos REGISTER INVITE ACK CANCEL OPTIONS

2 4.4.6 BYE Mensagens de Resposta Sinalização Chamada SIP directa Chamada SIP com Servidor Proxy Chamada SIP com Servidor Redirect Chamada SIP com pesquisa do chamado em vários locais H323 versus SIP Protocolos RTP/RTCP Real-time Transport Protocol (RTP) Cabeçalho RTP Análise do funcionamento do RTP Protocolo RTCP Pacotes RTCP Análise do funcionamento do RTCP Requisitos de largura de banda de VoIP Compressed Real Time Protocol (crtp) Fragmentação e interpolação de pacotes Cenários PC a PC sobre IP PC a Telefone sobre IP Telefone a Telefone sobre IP Integração Telefone / WEB sobre IP Gateways de interligação entre PSTN e Internet Interligação de Filiais e Escritórios sobre IP Referências Glossário

3 1 Introdução Voz sobre IP é a designação usual do serviço de conversação telefónica suportado numa rede de dados baseada em IP, em geral abreviada para VoIP (Voice over IP). Ao contrário das chamadas telefónicas tradicionais de comutação de circuitos, em VoIP as conexões telefónicas são baseadas em comutação de pacotes, pelo que a informação de voz tem de ser agrupada em blocos de informação de modo a ser transportada pela rede. Numa chamada VoIP os diferentes tipos de sinalização áudio de estabelecimento da chamada têm de ser simulados, nomeadamente o tom de chamar, corrente de chamar e tom de ocupado. Na fase de conversação a voz tem de ser convertida de analógico para digital, agrupada em pacotes, enviada através da rede, reagrupada na recepção e convertida de novo em analógico, através de Codecs. São seis as fases de uma chamada VoIP: 1) O terminal chamador levanta o auscultador do telefone e ouve o tom de chamar 2) O chamador introduz o número de telefone do destinatário, a partir do qual se obtém o endereço IP do destinatário 3) São activados os protocolos de estabelecimento de chamada para localizar o destinatário e enviar um sinal que produza um toque de chamada 4) O telefone do destinatário toca, indicando ao chamado que chegou uma chamada 5) O chamado levanta o auscultador e começa uma conversação bidireccional. O sinal de audio é codificado através de um Codec e enviado pela rede IP usando um protocolo de corrente (streaming) de voz. 6) A conversação termina com a colocação do auscultador no descanso, ocorrendo a terminação de chamada e consequente registo de facturação da mesma. Para além de diversas soluções proprietárias, existem actua lmente duas recomendações de voz sobre IP, uma do ITU-T e outra do IETF. A primeira recomendação do ITU-T surgiu em 1996 com a designação H.323, Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed quality of service. Em Janeiro de 1998 surge a segunda versão da recomendação H.323, Packet Based Multimédia Communication Systems. A terceira versão foi aprovada em Setembro de 1999 e a quarta em Novembro de A solução do IETF denominada SIP Session Initiation Protocol encontra-se descrita no IETF RFC 2543 de Março de Relativamente a estas duas recomendações, o H.323 encontra-se actualmente mais implementado no mercado, provavelmente por ter surgido primeiro. No entanto, as características do SIP, principalmente a sua maior simplicidade comparativamente ao H.323, e o facto de ter sido desenvolvido com base no HTTP, colocam-no numa posição de concorrência efectiva com o H.323, apesar de esta disponibilizar mais características e ser mais completo no suporte a comunicações multimédia em redes de dados. 3

4 2 Codificação da voz A codificação da voz é feita em dispositivos designados CODEC (Coder/decoder), os quais para além de converterem os sons analógicos em digitais e vice-versa, em geral também efectuam compressão/descompressão do sinal degital, de modo a reduzir o débito final do sinal codificado. Indicam-se alguns dos CODEC mais usados actualmente, indicando-se a técnica de codificação utilizada, o ritmo binário gerado, o atraso de empacotamento e a qualidade da voz medida através do parâmetro MOS (Mean Opinion Score), definida pelo ITU-T na recomendação P.800. O MOS é obtido através de testes, em que um conjunto de ouvintes avaliam a qualidade da voz numa escala de 1 (baixo) a 5 (alto). Codec Técnica de compressão Ritmo (kbps) Atraso de codificação (ms) Linear Linear - Sem compressão 128 0,125 4,5 G.711u/A PCM - Pulse Code Modulation 64 0,125 4,1 MOS G ADPCM - Adaptive Diferencial PCM (16, 24, Kbps) G.728 LD-CELP - Low-Delay Code-Excited Linear- Prediction 32 0,125 3, ,6 G.729A CS-ACELP - Conjugate-Structure Algebraic-Code-Excited Linear- Prediction ,7 G MP-MLQ ,6 G ACELP - Algebraic-Code-Excited Linear- Prediction ,1? Tabela 2.1 Tipos de Codecs Como se pode observar, os Codecs de baixo débito como o G.729A e o G utilizam uma reduzida largura de banda, mas em contrapartida têm uma menor qualidade, traduzida por valores mais baixos de MOS e apresentam tempos de codificação mais elevados. 4

5 3 Recomendação H.323 A recomendação H.323 especifica os requisitos técnicos para sistemas de comunicações multimédia sobre suportes baseados em redes de pacotes que não garantem qualidade de serviço. A estrutura de suporte à comunicação pode variar desde uma simples rede local até um conjunto de redes diferentes num ambiente de internetworking. As redes de pacotes abrangidas englobam redes de área local LAN, redes privadas, redes privadas interligadas do tipo campus LAN, redes metropolitanas MAN, redes WAN, ligações através de linha telefónica (Dial-up Connections), e ligações ponto-a-ponto. A interface com a rede, a rede física, e o protocolo de transporte, encontram-se fora do âmbito desta recomendação. O H.323 baseia-se num conjunto de recomendações do ITU-T que definem procedimentos e protocolos para comunicações multimédia na Internet. Este protocolo é fortemente baseado nos antecessores H.320 para Redes Digitais com Integração de Serviços (RDIS) e H.321 para B-RDIS. As operações básicas do protocolo são versões simplificadas do protocolo de sinalização Q.931 de RDIS. A recomendação H.323 baseia-se num conjunto de protocolos que servem diferentes requisitos e cooperam entre si, que se resumem na tabela seguinte. Protocolo Descrição H.323 Responsável pelas especificações do sistema H Exerce funções de controlo de chamada (RAS), estabelecimento de chamada (semelhante ao Q.931) e sincronização dos dados H.235 Protocolo de segurança (autenticação, integridade, privacidade, etc.) H.245 Responsável pela comunicação das capacidades dos terminais H.450 Responsável por serviços suplementares (p. ex. chamada em espera, transferência de chamadas, etc.) H.246 Para interoperação com serviços de comutação de circuitos H.332 Para o estabelecimento de conferências de grande dimensão H.26x G.7xx Vídeo codecs (p. ex. H.261 e H.263) Áudio codecs (p.ex. G.711, G.723, G.729, G.728, etc.) Tabela 3.1 Protocolos H.323 Na Figura 3.1 apresenta-se um diagrama dos protocolos de H.323, situados em relação ao modelo OSI. 5

6 3.1 Arquitectura de H.323 Figura Protocolos H.323 A arquitectura de um sistema H.323 pode ser analisada a dois níveis, um onde se representam apenas as entidades endereçáveis, e um outro onde se representam todas as entidades. Na Figura 3.2 apresenta-se uma esquematização de todas as entidades endereçáveis, ilustrando-se também o conceito de zona e a interligação através de uma gateway com equipamentos terminais de outras recomendações ITU-T existentes em outros tipos de redes. 6

7 Terminal H.323 MCU H.323 Zona Rede de Pacotes Gatekeeper H.323 Gateway H.323 Terminal H.323 Terminal H.323 GSTN N-ISDN B-ISDN Terminal H.324 Terminal Voz Terminal H.320 Terminal H.321 Figura 3.2 Arquitectura de um sistema H.323 Definem-se em seguida alguns dos conceitos existentes no contexto desta recomendação. Define-se Zona como um conjunto de terminais, gateways, e MCUs, controlados por uma única gatekeeper. As Entidades (Entity) representam um componente, podendo ser classificadas em três tipos: - Entidades Endereçáveis (Addressable): as que possuem um endereço de transporte. - Entidades Chamáveis (Callable): as que podem ser utilizadas como destinatárias numa chamada. - Entidades Terminais (Endpoint): as que podem ser emissoras ou destinatárias de informação de utilizador. Todas as entidades podem ser dos três tipos excepto a Gateway, que só pode ser endereçável. Os Endereços de Rede (Network Addresses) utilizam-se para identificar entidades endereçáveis na interface de nível rede, existindo pelo menos um endereço para cada uma. Os Identificadores de Nível Transporte (TSAP Identifiers Transport Service Access Point Identifiers) permitem identificar entidades endereçáveis através de portos universalmente conhecidos (Well-Known Ports), permitindo ainda a utilização de vários canais de informação num único endereço de rede. Salienta-se a diferença entre Endpoints e Gatekeepers. Os Endpoints possuem apenas um identificador universalmente conhecido utilizado na sinalização de chamada. As Gatekeepers 7

8 possuem dois identificadores universalmente conhecidos, um que identifica uma gatekeeper individualmente e outro que define um canal de multicast para as Gatekeepers. O Endereço de Transporte (Transport Address) é constituído pelo conjunto de um endereço de rede e um TSAP Identifier. Os Endereços Alias (Alias Addresses) permitem a identificação de um Endpoint ou de uma conferência através de nomes, como por exemplo, endereços de correio electrónico, número de telefone, ou um identificador H.323 que consiste numa sequência de caracteres. Só se podem utilizar endereços alias dentro de uma zona controlada por uma gatekeeper, uma vez que é esta que tem como tarefa a conversão de endereços alias para endereços de transporte. 3.2 Componentes do sistema Na H.323 estão definidos os seguintes componentes ou entidades:?? Terminais;?? Gateways (GW);?? Gatekeepers (GK);?? Unidades de Controlo Multiponto (Multipoint Control Unit MCU). De seguida apresenta-se uma descrição dos diferentes componentes referidos Terminais Permitem estabelecer comunicações bidireccionais com outros terminais, com gateways, ou com MCUs. Estas comunicações envolvem obrigatoriamente informação de controle e áudio, podendo ainda incluir vídeo e/ou dados. Na Figura 3.3 apresenta-se o diagrama de blocos de um equipamento terminal H.323. Os Terminais são os pontos de comunicação do cliente numa rede IP e deverão suportar a seguintes funções:?? Sinalização e Controlo: O H.323 deverá suportar o H.245 para a comunicação das capacidades dos terminais, em adição ao H.225 utilizado para sinalização e estabelecimento de chamadas.?? Comunicação em tempo real: Os terminais devem suportar o protocolo RTP/RTCP, para comunicação de áudio e vídeo em tempo real.?? Codecs: Os terminais deverão suportar codecs para a codificação (na emissão) e descodificação (na recepção) dos sinais áudio/vídeo. 8

9 3.2.2 Gateways Figura Equipamento terminal H.323 Possibilitam comunicações bidireccionais de tempo real entre terminais H.323 e terminais de outras recomendações do ITU, ou então entre terminais H.323 e outras gateways H.323. Os terminais previstos encontram-se descritos nas recomendações: H.310; H.320; H.321; H.322; H.324; V.70. Os Gateways proporcionam a ligação entre a rede de comutação de pacotes e a rede de comutação de circuitos (GSTN), ambas podem ser públicas ou privadas. Os Gateways não são necessários quando não existe ligação a outras redes. Os Gateways são responsáveis por traduzir os formatos da transmissão e os procedimentos de comunicação. Nalguns casos têm ainda a capacidade de conversão entre diferentes codecs. Na Figura 3.4 apresentam-se diferentes configurações de Gateway H

10 Figura Configurações de Gateway H Gatekeepers É o componente de controle de uma determinada zona, efectuando dois tipos de serviços, a tradução de endereços, e o controle de acessos à zona, sendo esta definida como um conjunto de componentes H.323 existentes numa rede ou num conjunto de redes interligadas, com a particularidade de serem todos controlados pela mesma gatekeeper. As gatekeepers podem ainda disponibilizar serviços extra, como por exemplo, a gestão de largura de banda dos terminais, das gateways, e dos MCUs, ou a localização de gateways. Os Gatekeepers são opcionais no sistema H.323, mas quando presentes devem ter registados os equipamentos terminais associados. As funções que podem desempenhar são as seguintes:?? Tradução de endereços: de alias e números de telefone para endereços de transporte (no casos da rede IP o endereço de transporte é constituído pela combinação do endereço IP e do porto TCP ou UDP)?? Controlo da largura de banda?? Controlo da sinalização das chamadas?? Gestão de chamadas 10

11 3.2.4 Unidades de Controle Multiponto MCU É composto por um MC e por zero ou mais MPs. A sua função é possibilitar a comunicação em conferência multiponto entre três ou mais terminais e/ou gateways. Os MCU são o ponto de suporte entre três ou mais utilizadores. Estes são constituídos por duas componentes:?? Controladores Multiponto (Multipoint Controler - MC): Controlam as comunicações entre dois ou mais terminais intervenientes numa conferência. Realiza funções de controlo como a negociação e determinação entre terminais das capacidades de áudio/vídeo.?? Processadores Multiponto (Multipoint Processor - MP): São controlados por um MC e são responsáveis pelo processamento da informação do áudio, vídeo, e/ou os dados de uma conferência multiponto, de uma forma centralizada, efectuando operações de mistura, comutação, ou outro tipo de processamento sobre a informação. 3.3 Canais de Sinalização O H.323 utiliza vários canais para estruturar a troca de informação na comunicação. Um canal é uma ligação ao nível da camada de transporte, que pode ser uni- ou bi-direcional. No caso do H.323 estão definidos os seguintes canais: 1. Canal RAS: Canal de comunicação entre o utilizador e o seu gatekeeper. O protocolo do RAS (Registration, Admission e Status) é especificado pelo H É por este canal que o utilizador se regista no gatekeeper e pede autorização para dar inicio a uma chamada. Se esta permissão for concedida o gatekeeper retorna o endereço de transporte do canal de sinalização da chamada (Call Signaling Channel) do destinatário. 2. Canal de Sinalização de Chamada (Call Signalling Channel): Este canal transporta informação para a sinalização de chamada. O protocolo utilizado neste canal é baseado no Q.931 e está especificado no H e H.450.x. Quando a chamada é estabelecida o endereço de transporte do canal de controlo H.245 (H.245 Control Channel), é notificado por este canal. 3. Canal de Controlo H.245 (H.245 Control Channel: Este canal transporta as mensagens do protocolo H.245 acerca das capacidades dos terminais da comunicação. Uma vez conhecidos os parâmetros necessários são abertos os canais lógicos (Logical Channels) para a troca de dados. 4. Canais Lógicos para Media (Logical Channel for Media): Estes canais transportam áudio e vídeo. Cada tipo de informação é transportado em pares de canais (um para cada direcção unidirecionais separados, utilizando para tal os protocolos RTP e RTCP. 11

12 Na Figura 3.5 apresenta-se um diagrama simplificado das diferentes fases de estabelecimento de uma chamada H.323 entre dois endpoints. Figura 3.5 Fases de estabelecimento de chamada H.323 entre endpoints Canal RAS O canal de comunicação entre endpoints e gatekeepers denomina-se Registration, Admission and Status (RAS) e utiliza um serviço sem ligação através do protocolo de transporte UDP constituído por um endereço de rede da respectiva gatekeeper e um porto universalmente conhecido que é Este canal dispõe ainda de um outro porto, também universalmente conhecido (1718) e de um endereço de multicast, o , ambos destinados à descoberta de gatekeepers. Está definido um conjunto de procedimentos entre endpoints e gatekeepers através do canal RAS, que se distribuem por várias fases e que são os seguintes: 1. Procura automática de gatekeeper (Automatic Gatekeeper Discovery); 2. Registo de um endpoint (Endpoint Registration); 3. Desregisto de um endpoint (Endpoint Unregistration); 12

13 4. Localização de um endpoint ( Endpoint Location ); 5. Pedido de admissão à rede (Endpoint Admission to Network) Procura automática de gatekeeper Um endpoint pode sondar a existência de gatekeepers através do canal RAS utilizando o endereço de multicast , ou então utilizar o porto universalmente conhecido associado a este processo para saber se uma determinada gatekeeper está disponível. As comunicações neste canal utilizam o protocolo UDP. A mensagem destinada a este fim denomina-se Gatekeeper Request (GRQ), e é enviada por um endpoint. Como resposta, a/as gatekeeper/s pode/m responder com uma mensagem Gatekeeper Confirm (GCF) no caso de esta se encontrar disponível para controlar o endpoint, ou então pode/m responder com uma mensagem Gatekeeper Reject (GRJ) caso não possa assumir as funções de controladora do endpoint, enviando neste segundo caso a razão para a rejeição. A Figura 3.6 ilustra as mensagens trocadas neste processo. Endpoint Gatekeeper GRQ GCF ou GRJ Figura 3.6 Processo de Gatekeeper Discovery A resposta poderá ser de uma ou de várias gatekeepers, consoante se utilizar o porto universalmente conhecido juntamente com um endereço de rede de uma gatekeeper ou se utilizar o endereço de multicast juntamente com o porto universalmente conhecido Registo de um endpoint Um endpoint regista-se numa gatekeeper enviando uma mensagem Registration Request (RRQ) onde indica o seu endereço de rede e um conjunto de endereços alias pelos quais o endpoint pretende ser conhecido. Se a gatekeeper aceitar o pedido de registo responde com uma mensagem Registration Confirm (RCF) e actualiza a sua base de dados de tradução de endereços onde associa endereços de rede com endereços alias. No caso da gatekeeper não aceitar o pedido de registo envia uma mensagem Registration Reject (RRJ). Endpoint Gatekeeper RRQ RCF ou RRJ Figura 3.7 Processo de Registo de um endpoint 13

14 Desregisto de um endpoint Este processo permite a um endpoint terminar uma relação com uma gatekeeper, sendo iniciado através de uma mensagem Unregister Request (URQ), à qual a gatekeeper deve responder com um Unregister Confirm (UCF). A gatekeeper pode responder com um Unregister Reject (URJ) no caso de o endpoint não se encontrar registado na gatekeeper. Este processo pode ainda ser iniciado pela gatekeeper. Faz-se notar que o processo de Desregisto, permite a um endpoint redefinir os seus alias. A Endpoint Gatekeeper Endpoint Gatekeeper URQ URQ UCF ou URJ UCF Figura 3.8 ilustra este processo, iniciado pelo endpoint e pela gatekeeper, respectivamente. Endpoint Gatekeeper Endpoint Gatekeeper URQ URQ UCF ou URJ UCF Figura Desregisto iniciado pelo endpoint (esquerda) ou pela gatekeeper (direita) Localização de um endpoint Este processo permite a um endpoint tentar localizar um outro endpoint através dos endereços de alias deste, enviando uma mensagem Location Request (LRQ) para o porto universalmente conhecido 1718 de uma gatekeeper. A gatekeeper irá comparar os endereços de alias recebidos no LRQ com os que detém na sua tabela de tradução de endereços e em caso positivo retorna uma mensagem Location Confirm (LCF) com o endereço de transporte do respectivo endpoint, no campo callsignaladdress. Caso contrário envia uma mensagem Location Reject (LRJ). Este processo pode ainda efectuar-se utilizando o endereço de multicast Neste caso, todas as gatekeepers que recebam o LRQ verificam o pedido e respondem 14

15 apenas no caso positivo. Assim, não haverá resposta se não encontrarem nenhum dos alias contidos no LRQ na sua tabela de tradução de endereços. A Figura 3.9 ilustra este processo. Endpoint Gatekeeper LRQ LCF ou LRJ Figura 3.9 Processo de Localização de um endpoint Pedido de admissão à rede Um pedido de admissão à rede ocorre quando um endpoint registado numa gatekeeper pretende realizar uma chamada ou responder a uma chamada. O endpoint envia uma mensagem Admission Request (ARQ) à gatekeeper onde se encontra registado, indicando o modelo de chamada (que se explica à frente) pretendido e a largura de banda necessária à chamada. Neste caso, a gatekeeper verifica se o número máximo de chamadas ainda não foi atingido, se é possível reservar a largura de banda que o endpoint pretende, e se está de acordo com o modelo de chamada proposto pelo endpoint. No caso de a gatekeeper aceitar o pedido, envia uma mensagem Admission Confirm (ACF) ao endpoint indicando a largura de banda concedida e o modelo de chamada a utilizar, que podem ser ambos diferentes dos propostos na mensagem ARQ correspondente. Na situação em que a gatekeeper não pode aceitar a chamada responde com uma mensagem Admission Reject (ARJ). A Figura 3.10 ilustra este processo. Endpoint Gatekeeper ARQ ACF ou ARJ Figura 3.10 Processo de admissão à rede Canal de Sinalização de Chamada O canal de sinalização de chamada (Call Signalling Channel)dos endpoints utiliza um serviço orientado à ligação através do protocolo de transporte TCP, identificado pelo Call Signalling Channel Transport Address que consiste num endereço de rede do respectivo endpoint e no porto universalmente conhecido destinado a esta sinalização que é o

16 A sinalização de chamada faz-se de acordo com os procedimentos descritos na recomendação H.323 em conjunto com a recomendação H e envolve o estabelecimento de chamadas, o pedido de alteração de largura de banda de chamadas, a obtenção do estado actual de endpoints intervenientes em chamadas e a terminação de chamadas. As comunicações envolvidas na sinalização de chamada entre endpoints dividem-se em cinco fases:?? Estabelecimento de chamada (Call set-up);?? Comunicações iniciais e negociação de capacidades (Initial comunications and capability exchange);?? Estabelecimento de comunicações audiovisuais (Establishment of audiovisual comunications);?? Serviços de chamada (Call Services);?? Terminação de chamada (Call Termination). A forma como se desenvolvem as comunicações em qualquer das fases depende do cenário existente que pode variar ao longo do tempo, quer através da alteração de configurações, quer através da existência ou não de gatekeepers envolvidas e a definição de zonas, ou até mesmo através do surgimento de novos equipamentos. Existem dois modelos de chamada, que diferem no papel desempenhado pela gatekeeper:?? Gatekeeper de Encaminhamento (Gatekeeper-Routed) - a gatekeeper serve de intermediária de todas as mensagens trocadas entre os endpoints.?? Endpoint Directo (Direct Endpoint) - a gatekeeper apenas autoriza ou não a troca de mensagens, que se fazem directamente entre os endpoints. A fase de estabelecimento de chamada processa-se de acordo com os procedimentos descritos na recomendação H.323 respeitando as mensagens definidas na recomendação H Basicamente, esta primeira fase das comunicações entre dois endpoints tem como objectivo iniciar a comunicação, sendo enviada uma mensagem Setup pelo endpoint chamador, e como resposta uma mensagem Connect pelo endpoint chamado. Esta última mensagem contém a informação necessária para a segunda fase, onde se negoceiam as capacidades dos endpoints para a comunicação de acordo com a recomendação H.245. Podem ainda ser trocadas outras mensagens, como por exemplo, Call Proceeding, Alerting, Facility, ou Release Complete. A tabela 3.2 apresenta-se resumidamente a utilização de cada uma das mensagens aqui enunciadas. 16

17 Mensagem Setup Call Proceeding Alerting Connect Facility Release Complete Utilização Indica a intenção de estabelecer uma chamada Indica que o pedido de estabelecimento de chamada foi iniciado e que não serão aceites mais chamadas até este processo ter sido concluído Indica que o destinatário do pedido de estabelecimento de chamada já foi notificado do mesmo Indica a aceitação dum pedido de estabelecimento de um chamada Indica que uma chamada recebida deve passar primeiro por uma gatekeeper; ou então que deve ser reencaminhada para um outro qualquer destino como uma MCU por exemplo Indica que uma chamada foi terminada Tabela 3.2 Mensagem de estabelecimento de chamada As mensagens Setup e Connect são essenciais nesta primeira fase. Contudo, se pelo menos um dos endpoints estiver registado então irão ser trocadas mensagens com a/as respectivas gatekeeper/s. Assim, perfilam-se os seguintes cenários: - nenhum dos endpoints está registado; - ambos os endpoints estão registados na mesma gatekeeper; - só o endpoint chamador está registado; só o endpoint chamado está registado; - ambos os endpoints estão registados em gatekeepers diferentes. Outro factor que condiciona as mensagens trocadas nesta fase é o modelo de chamada escolhido pelas gatekeepers envolvidas. Existem assim uma variedade de situações possíveis, das quais se apresentam algumas que se consideram elucidativas. Para uma referência completa pode consultar-se o ponto 8.1 da recomendação H

18 Nenhum Endpoint registado O endpoint chamador envia uma mensagem Setup directamente através do Call Signalling Channel (endereço de rede respectivo e porto 1720) do endpoint chamado, que responde com uma mensagem Connect onde indica o endereço de transporte a utilizar na sinalização da segunda fase como canal de controle H.245. Podem ainda ser enviadas mensagens Call Proceeding e Alerting por parte deste. A Figura 3.11 ilustra as mensagens trocadas neste cenário. Endpoint Chamador Setup Endpoint Chamado Call Proceeding Alerting Connect Figura 3.11 Nenhum endpoint registado Ambos os Endpoints registados na mesma Gatekeeper Neste cenário distinguem-se duas situações: uma em que a gatekeeper decide fazer o encaminhamento das mensagens de sinalização, escolhendo o modelo de chamada Gatekeeper Routed Call Signalling ; e outra em que a gatekeeper opta por permitir a sinalização de chamada directamente entre os endpoints, através do modelo Direct Call Signalling Routed Call Signalling No caso de a gatekeeper optar pelo modelo de chamada Gatekeeper Routed Call Signalling, o endpoint chamador envia uma mensagem ARQ à gatekeeper. Se esta aceitar o pedido de acesso à rede responde com um ACF, onde coloca um endereço seu de transporte para ser utilizado entre ela e o endpoint chamador na sinalização de chamada. Caso não aceite o pedido responde com uma mensagem ARJ, originando o fim da comunicação. O endpoint chamador ao receber um ACF, envia uma mensagem Setup para o endereço da gatekeeper recebido neste. A gatekeeper por sua vez reenvia o Setup recebido para o endpoint chamado. Este se aceitar a chamada envia uma mensagem ARQ à gatekeeper que no caso de aceitar este pedido de acesso à rede responde com um ACF, caso contrário envia uma mensagem ARJ à qual o endpoint chamado responde com o envio de uma mensagem Release Complete à gatekeeper, que irá depois enviar uma mensagem Release Complete ao endpoint chamador terminando a comunicação. 18

19 O endpoint chamado se receber um ACF da gatekeeper envia uma mensagem Connect para o endereço de transporte da gatekeeper do qual recebeu a mensagem Setup, onde indica um endereço seu de transporte destinado à sinalização de controle H.245. A gatekeeper reenvia este Connect para o endpoint chamador podendo ou não alterar o endereço destinado à sinalização de controle H.245 da segunda fase, dependendo se a gatekeeper pretender ou não efectuar encaminhamento do canal de controle H.245. A Figura 3.12 ilustra as mensagens trocadas neste cenário. Endpoint Chamador ARQ Gatekeeper Endpoint Chamado ACF Setup Call Proceeding Setup Call Proceeding ARQ ACF/ARJ Alerting Connect Alerting Connect Figura 3.12 Ambos endpoints registados na mesma gatekeeper, Routed Call Signalling Direct Call Signalling Na situação de Direct Call Signalling o endpoint chamador envia uma mensagem ARQ à gatekeeper que no caso de aceitar o pedido de acesso à rede responde com um ACF onde coloca o endereço de transporte do endpoint chamado. O endpoint chamador por sua vez envia uma mensagem Setup para o endereço do endpoint chamado que lhe foi fornecido pela gatekeeper. O endpoint chamado no caso de aceitar a chamada pede autorização à gatekeeper para aceder à rede enviando-lhe uma mensagem ARQ. A gatekeeper se aceitar o pedido de acesso à rede por parte deste endpoint responde com uma mensagem ACF. No entanto, pode recusar o pedido enviando uma mensagem ARJ e nesta situação o endpoint chamado envia uma mensagem Release Complete ao endpoint chamador terminando a comunicação. Na situação em que o endpoint chamado recebe uma mensagem ACF da gatekeeper envia uma mensagem Connect ao endpoint chamador, onde coloca um endereço seu de transporte, a ser utilizado para sinalização na segunda fase como canal de controle H.245. Na figura 3.12 ilustram-se as mensagens trocadas neste cenário. Note-se que as mensagens Call Proceeding e Alerting têm um carácter opcional, pelo que não são referidas no texto explicativo destes vários cenários, apesar de se apresentarem nas figuras. 19

20 Endpoint Chamador ARQ Gatekeeper Endpoint Chamado ACF Setup Call Proceeding ARQ ACF/ARJ Alerting Connect Figura 3.13 Ambos os endpoints registados na mesma gatekeeper, Direct Call Signalling Só o Endpoint chamador é que está registado Neste cenário descreve-se a situação em que a gatekeeper opta pelo modelo de chamada Direct Call Signalling, que se ilustra-se na figura O endpoint chamador envia uma mesagem ARQ à gatekeeper que, caso permita este pedido de acesso, responde com uma mensagem ACF onde indica o endereço de transporte do endpoint chamado. O endpoint chamador envia uma mensagem Setup para esse endereço, ao que o endpoint chamado responde com uma mensagem Connect no caso de entender aceitar a chamada, caso contrário responde com uma mensagem Release Complete, terminando a comunicação. Endpoint Chamador ARQ ACF Gatekeeper Endpoint Chamado Setup Call Proceeding Alerting Connect Figura 3.14 Só o endpoint chamador está registado, Direct Call Signalling 20

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