SO LTA N D O A LÍNGUA

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1 Informe /09/2008 1a. INFORME [13/09/ :06:43] Por: chboninsenha Pág: 1 - Cor: INFORMATIVO MENSAL DO PROGRAMA A GAZETA NA SALA DE AULA ANO 11 Nº 99 SETEMB RO/ SO LTA N D O A LÍNGUA O ensino de língua estrangeira aproxima as pessoas e promove o conhecimento de diferentes culturas. Confira como tem sido esse trabalho em escolas com diferentes realidades, no Em Debate? Página 3

2 Informe /09/2008 1a. INFORME [13/09/ :08:07] Por: chboninsenha Pág: 2 - Cor: Por um mundo sem fronteiras Sons do x Chato é com x ou ch? Claro, é com ch, essa todo mundo sabe. E lixo? Com x, sem dúvida, todo mundo sabe disso também. Mas, nessas duas palavras, o ch e o x têm som de quê? De x, oras. Afinal, o nome da letra é xis. Assim, em chato, as letras c e h é que, juntas, têm som de x. Mas será que a letra x tem sempre som de x? Nem sempre. Vejamos alguns casos: máximo - som de ss intoxicação - som de ks exorcizar - som de z excesso - som de ss Então, da próxima vez que for usar o x, fique atento para ler corretamente! Saber falar uma segunda língua, no mundo em que vivemos hoje, parece ser mesmo imprescindível. Disciplinas como Inglês e Espanhol têm sido ensinadas em nossas escolas, como algum tempo atrás se ensinava o Francês. E tem até gente aprendendo Mandarim. Sinal de um tempo em que as fronteiras entre os países se tornam cada vez mais tênues, e o mundo globalizado mais presente em nossas vidas. Na escola, quando se tem poucas aulas e muitos alunos na turma, fica praticamente inviável conseguir que os alunos tenham fluência na segunda língua ensinada. Se o professor, por exemplo, resolver dar um minuto (o que não seria muito, tratando-se de aprendizado de língua estrangeira) para cada aluno falar, em uma turma de 50 alunos, tendo 50 minutos de aula, o que aconteceria? Para sanar esse tipo de problema, algumas escolas têm adotado fórmulas diferentes de ensinar a segunda língua, criando salas menores em que os alunos são nivelados pelo conhecimento que já têm ou mesmo extrapolando a sala de aula e vivenciando a língua em outros espaços. O fato é que muitos pais acabam por matricular seus filhos em cursos de línguas, que são em sua maioria particulares. A opção pela matrícula em um curso de língua estrangeira tem sido ainda a mais comum entre os pais que desejam que seus filhos adquiram fluência. Quando há turmas 2 reduzidas, material adequado e professores proficientes que incentivam a fala do aluno, o resultado costuma ser mesmo este: o domínio do idioma. O aprendizado de uma língua estrangeira demanda tempo e dedicação. O curso escolhido deve proporcionar um ambiente em que apenas a língua estrangeira seja usada, deixando o Português de lado. A metodologia precisa ser dinâmica, com recursos audiovisuais que permitam que o aluno ouça nativos falando, para aprender a pronúncia correta, sem depender exclusivamente do professor. Além disso, a fala do aluno deve ser o elemento principal em sala de aula. Nesse caso, confirma-se a teoria de que a ordem o professor fala e o aluno aprende precisa ser subvertida. Em um curso de línguas todos os alunos devem ser estimulados a falar, durante todo o tempo, interagindo com o material gravado, o professor e os colegas. O vocabulário precisa ser contextualizado, inserido na vivência dos alunos, para que faça sentido e seja mais facilmente assimilado. O ambiente deve ser livre de ruídos externos, para facilitar o entendimento do material audiovisual. Cabe ao professor corrigir a pronúncia dos alunos, orientando-os ainda sobre como elaborar frases e usar a entonação correta. É um trabalho minucioso, de formiguinha, que leva algum tempo para produzir resultados. Ainda não se descobriu, por mais que se tente, fórmulas rápidas e mágicas para se aprender um segundo idioma. Existe ainda uma terceira opção, focada nas classes altas, em sua maioria. É a chamada escola bilíngüe, que traz a língua estrangeira para o centro do processo educativo, usando-a paralelamente à língua materna, sem prejuízo para o aprendizado desta última. Em grandes centros urbanos já é possível matricular os filhos nesse tipo de escola desde o berçário. O resultado são crianças que crescem falando simultaneamente os dois idiomas, com naturalidade. Os professores que atuam nesse tipo de escola precisam ter, além da habilitação em Pedagogia, fluência na língua estrangeira em questão. É uma nova realidade que propõe um desafio para a formação de professores: oferecer, nos bancos das nossas faculdades, a língua estrangeira na grade curricular. Seja qual for a opção, o contato com uma segunda língua enriquece muito a formação do aluno. Junto com a língua pode-se aprender sobre cultura e modos de pensar diferentes, exercendo a tolerância e aumentando a visão do mundo. Como durante as Olimpíadas aprendemos um pouco sobre a cultura chinesa, que tal estimular nossos alunos a viajar pelo mundo através das diferentes línguas e culturas? Cristina Moraes O livro Histórias da avó. Contos da mulher sábia de várias culturas, da editora Paulinas, retrata, em oito contos, as antigas sociedades matriarcais, onde a anciã era respeitada e reconhecida como soberana na sua comunidade. Sua sabedoria, advinda das experiências dos anos vividos, garantia a existência da comunidade, porque ela detinha o conhecimento e mantinha a tradição, através das histórias por ela contadas. Todos os contos em Histórias da Avó têm como protagonista a anciã, retratada em suas qualidades, como a sabedoria, a perspicácia, a sagacidade. São oito contos, recolhidos da oralidade: A parteira e o djim, conto senegalês; A anciã que não tinha medo, conto japonês; O cesto da avó, conto russo; A mulher na lua, conto havaiano; A bela anciã de Córdoba, conto mexicano; Vá perguntar à mulher sábia, conto irlandês; A velha mãe Holle, conto alemão; e A anciã que tinha razão, conto sueco. Há muitos aspectos relevantes que podem ser trabalhados nessas histórias recontadas por Burleigh Mutén. A autora realiza um cruzamento de saberes de várias culturas. As ilustrações de Siân Bailey são lindas, as imagens prendem os olhos às páginas e ajudam o leitor a entrar no mundo da magia dos contos inseridos nas 83 páginas da obra.

3 Informe /09/2008 1a. INFORME [13/09/ :08:51] Por: chboninsenha Pág: 3 - Cor: Inglês, Alemão, Francês, Italiano...? Você considera importante aprender uma segunda língua? Como essa prática é d ese n vo l v i d a em sua escola? De que forma os conteúdos aprendidos podem ser colocados em prá t i ca? As escolas da Rede Municipal de Santa Maria de Jetibá ensinam a escrita da língua pomerana nas salas de aula. Os alunos aprendem a fala em casa. Os pais transmitem esse conhecimento para seus filhos, pois aproximadamente 80% da população fala a língua. A importância do ensino da escrita do Pomerano é o fortalecimento da língua, que é um bem da população, um patrimônio imaterial. É importante que o aluno encontre na escola um eco daquilo que ele convive e aprende em casa. Caso isso não aconteça corremos o risco de ver a cultura local se enfraquecer. A escrita pomerana não existia. O professor doutor Ismael Tresman desenvolveu o dicionário da língua e, através dele, montamos a escrita e o método pedagógico. Realizamos um trabalho de capacitação com os professores há quatro anos. Essa iniciativa concorre ao Prêmio Inovação em Gestão, do INEP. Na sala de aula as professoras que falam as duas línguas realizam traduções e desenvolvem o ensino com o aluno. Observamos uma queda considerável no número de reprovações. Os alunos que só falavam Pomerano demoravam a aprender. Com o ensino da língua eles aumentam a sua auto-estima e não sentem medo e desconforto no ambiente escolar. Lúzia Fiorot Daleprane é Secretária Municipal de Educação de Santa Maria de Jetibá. Muitos estudantes acreditam que a língua espanhola, por ser uma língua neo-latina, e parecida com o Português, é uma língua fácil de ser aprendida. Ela é parecida, mas muitos verbos e construções são diferentes. Para ensinar o Espanhol eu utilizo músicas, quadrinhos da Mafalda (personagem argentina) e muita leitura de textos. Como os meus alunos são pré-adolescentes eles levam para sala de aula jogos de vídeo-game, de computador e músicas com textos em Espanhol para interpretarmos o significado. Vamos começar ainda esse ano um trabalho de leitura de quadrinhos e charges para que os alunos coloquem os textos em Espanhol. Além disso, um aluno pediu para trabalharmos com poesia, músicas e, quem sabe, paródias. É muito importante que os estudantes aprendam uma segunda língua, pois, além do mercado de trabalho exigir, hoje é muito mais fácil morar fora do país e, para isso, é preciso estar familiarizado com outras línguas. Luana Clicia Bastos Oliveira leciona Espanhol para alunos de 6º a 9º anos, no Colégio Philippe Perrenoud, em Vila Velha. Responda rápido: qual a língua mais falada do mundo? Se você pensou no inglês, está completamente enganado. A língua mais falada do mundo é o chinês. Calcula-se que aproximadamente a quinta parte dos habitantes da terra fala chinês. Para afirmar quais são as línguas mais faladas do mundo, temos de tomar por base alguns critérios sobre como delimitar as diversas línguas em relação a suas variações ou dialetos. Igualmente, devemos distinguir aqueles que falam determinado idioma como primeira (língua materna) ou como segunda língua. O inglês, por exemplo, tem pouco mais de 300 milhões de falantes nativos. Se considerarmos os que o dominam como segunda língua, esse número ultrapassa 500 milhões. Equacionando essas questões, a tabela a seguir apresenta as cinco línguas mais faladas atualmente no mundo. Língua 1. Chinês mandarim Espanhol Inglês Árabe Hindi Número de falantes nativos Ficha suja Converse com seus alunos sobre a polêmica dos candidatos com ficha suja. Pesquise em jornais de datas anteriores para saber como foi a repercussão dos fatos. Pergunte se eles acham correto esses candidatos disputarem cargos públicos. Abra uma discussão para saber as possíveis conseqüências de elegermos um candidato com ficha suja para representar o município, por exemplo. Fale sobre a decisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou permitindo que esses candidatos com fichas comprometidas disputem as eleições. Promova um bate-papo para que os alunos emitam suas opiniões sobre a responsabilidade que o eleitor precisa ter nas eleições. Fale sobre a importância de conhecer o histórico político do candidato antes de elegê-lo. Destaque as mudanças ocorridas nos bairros e nas cidades devido ao ano eleitoral. Pergunte se no lugar onde moram é possível perceber essas mudanças. Converse sobre as campanhas eleitorais, questionando quais são os pontos po s i t ivo s e negativos da obrigatoriedade de sua divulgação. Pergunte se costumam freqüentar comícios com seus familiares ou mesmo assistir, junto com eles, à propaganda política na TV. Conduza uma entrevista com pessoas da comunidade para saber de que forma decidem em que candidato vão votar, verificando se a propaganda política influencia ou não nessa decisão. Monte uma tabela com os dados levantados. Proponha uma análise dos horários eleitorais gratuitos. Eleja alguns critérios que poderiam nortear a avaliação de cada candidato em sua aparição na TV. Peça que os alunos assistam e pontuem os candidatos de acordo com os critérios, levando os resultados para discussão em sala de aula e concluindo se é possível formar uma opinião a partir da propaganda política. 3

4 nforme /09/2008 1a. INFORME [13/09/ :10:00] Por: chboninsenha Pág: Cor: Direito e realidade Valorizar a mãe, incentivando o amor, o carinho e o respeito por ela. Desenvolver a criatividade. Trabalhar a socialização. Conversa informal sobre o relacionamento entre mãe e filhos. Apresentação da história O pintinho fujão, com interpretação oral. Pesquisa no jornal de gravuras de mulheres (mães) e confecção coletiva de um cartaz com registros de palavras que expressam os vários tipos de mães. Mamãe Desenho da mãe com uso do jornal. Trabalho com as letras do jornal formando a palavra mamãe. As crianças ficaram muito empolgadas com o manuseio do jornal. Algumas demonstraram solidariedade a colegas dando-lhes letras repetidas por elas para formarem a palavra mamãe. Professor(a): Maria Alice Mantegazine Escola: CEIM Luz do Futuro Série: 6 anos Município: Jaguaré Água, ouro líquido Promover a conscientização sobre a importância da conservação e proteção do meio ambiente. Realizar ações para combater o desperdício de água. Refletir sobre as causas da destruição das matas ciliares e da seca das nascentes. Identificar o jornal como fonte de informação e pesquisa. Leitura, interpretação e discussão de notícias e debate sobre o tema Devastação da cobertura florestal faz desaparecer nascentes do Caderno Especial de A GAZETA, publicado em 22/03/08. Visita a uma nascente e a matas ciliares. Passeata ecológica nas ruas da cidade com apresentação de uma coreografia com a música Em prol da vida, de Pe. Zezinho. Plantio de árvores nativas e frutíferas. O projeto foi interdisciplinar e envolveu Matemática e Ciências. Diante da realidade de degradação do meio ambiente e a escassez de água, acreditamos que os alunos elevaram ainda mais o nível de conscientização em poder colaborar com o futuro do planeta e valorizar este líquido tão precioso: a água. Professor(a): Adoracy Soares e Eclair Domiciano Escola: EMEF Francisco José Mattedi Série: 8ª Município: São Gabriel da Palha Proporcionar uma análise da conquista burguesa na Revolução Francesa: direitos do homem e do cidadão. Promover uma reflexão fazendo uma analogia entre a garantia do direito pelo Estado e a realidade brasileira. Desenvolvimen - to : Exercício de análise dos direitos do homem e do cidadão conquistados na Revolução Francesa. Debate, comparando a conquista de direitos na Revolução Francesa e a realidade dos nossos dias. Confecção de mural - recorte de figuras de jornais que mostrem a garantia dos direitos do homem e do cidadão ou o seu desrespeito. Os alunos foram direcionados à compreensão da responsabilidade da sociedade civil organizada na garantia dos direitos conquistados, sendo essa uma das soluções para a disparidade entre o que garantem as leis e a realidade brasileira. Professor(a): Deraldo Lima de Oliveira Escola: EMEF Lacerda de Aguiar Série: 7ª Suplência Município: Piúma Nossos sentimentos Refletir sobre atitudes saudáveis para uma boa c o nv iv ê n c i a. Trabalhar os valores, despertando nas crianças o senso crítico. Identificar expressões de sentimentos em gravuras e palavras. Estimular o companheirismo, a amizade e o respeito entre os colegas. Conversa informal sobre companheirismo, amizade, respeito e cooperação. Apresentação da história A formiga e a pomba, de Pedro Bandeira. Pesquisa, leitura intuitiva e interpretação de figuras e palavras do jornal A GAZETA que expressam diversos sentimentos. Produção de cartaz coletivo com o material pesquisado. Trabalho com as músicas Cinco palavrinhas mágicas e Põe a mão na boca. Realização do amigo oculto, em que cada criança em casa, junto com os pais, produziu uma mensagem para o amigo. Leitura das mensagens e produção de um texto coletivo, expressando os sentimentos abordados nas aulas. Confecção de livrinhos com o tema Nossos sentimentos. Trabalho com atividades explorando as pal av r a s. Elaboração de gráfico com a representação dos sentimentos (bons e ruins). O trabalho com o tema sentimentos foi muito gratificante, pois as crianças entenderam as expressões passadas pelas imagens e compreenderam a importância da amizade, do companheirismo e do respeito. Professor(a): Izabel Cristina da Rocha Escola: EMEF Padre Alonso Série: 1º ano Município: Itaguaçu Chargeando a notícia Identificar a crítica presente em charges. Produzir charges baseadas em notícias. Divisão da sala em grupos ou duplas. Distribuição de jornais para pesquisa de charges e identificação da crítica presente nelas. Escolha de algumas reportagens de assuntos variados: política, esporte, polícia, etc. Produção de charges baseadas nas notícias selecionadas. Exposição dos trabalhos no corredor da escola. Eleição da melhor charge produzida. O trabalho realizado proporcionou aos alunos estímulo à criatividade e à criticidade. Professor(a): Gláucia Donna Cardoso Escola: EMEB Pedro Milaneze Altoé Série: 8º ano Município: Vargem Alta A educação não tem cor Mostrar que existe um racismo velado no Brasil e que a imagem dos negros nos livros, revistas e jornais ainda é inferiorizada perante o branco. Aumentar a auto-estima dos alunos afrodescendentes. Despertar a sala de aula para a diversidade da raça humana e promover o respeito pelas diversas etnias. Confecção de um cartaz com gravuras do jornal A GAZETA para demonstrar nossa realidade da pluralidade cultural. Concurso de desenho com o tema Educação não tem cor. Desfile com o tema Miscigenação de cor (música Beleza Pura, da banda Skank). Apresentação do congo mirim para demonstrar a cultura afro. Pesquisa no jornal A GAZETA para fazer um triângulo de raças. Montagem de um gráfico sobre a discriminação racial no Brasil, com base em dados do jornal A G A Z E TA. Leitura e interpretação de textos informativos. Produção de texto. O Brasil é um país fruto de miscigenação, habitado pelas mais variadas raças do planeta. Começando na sala de aula, devemos romper com o preconceito, uma vez que precisamos aceitar as diferenças. Professor(a): Fernanda Ferreira e Patrícia Zanetti Escola: EMEF Patrimônio de Santo Antônio Série: 1ª a 4ª Município: São Domingos do Norte 4 5

5 Informe /09/2008 1a. INFORME [13/09/ :10:51] Por: chboninsenha Pág: 6 - Cor: Trabalhando com jornal Familiarizar o aluno com a estrutura do jornal, aproximando-o dos diferentes tipos de textos. Oferecer ao leitor condições para ampliar sua visão de mundo. Possibilitar produções orais e escritas a partir das reportagens. Distribuição de várias reportagens de jornais para que fossem analisadas e lidas, mediante intervenções realizadas pela professora. Troca das reportagens entre os alunos para que todos pudessem ter acesso aos mesmos textos, facilitando assim a interação dos alunos. Socialização oral das reportagens. Produção escrita individual a partir das reportagens lidas. Introdução de alguns questionamentos para os alunos: Seu texto fala sobre o quê? Quem escreveu o texto lido? Onde ocorreu? Foi solucionado o problema? Estão sendo realizadas investigações e/ou pesquisas? A que tipo de leitor interessa esse texto? De que você mais gostou? O que deixou você mais assustado? Qual a principal característica do seu texto? Se você fosse escrever essa reportagem, como a escreveria? Que título daria? Como ilustraria a reportagem para conquistar a atenção do leitor? Construção de tabelas e gráficos a partir de mapas de previsão do tempo. Pesquisa sobre os municípios litorâneos de nosso Estado, desconhecidos por muitos alunos. As crianças acharam a atividade muito atrativa, despertando assim um maior interesse pelas aulas, tornando-as mais prazerosas e produtivas. Neste sentido, os alunos passaram a interagir e a contribuir com o processo ensino-aprendizagem, ampliando sua visão de mundo. Professor(a): Marinalva Moreira Escola: EU Fazenda Gustavo Berger Série: 1ª a 4ª Município: Santa Maria de Jetibá Menina bonita do laço de fita Desenvolver o hábito da leitura. Apresentar diferentes tipos de textos. Desenvolver a coordenação motora fina. Perceber as diferenças existentes entre as pessoas. Apresentação do jornal A GAZETA. Leitura, interpretação e discussão da matéria Cuide bem dos livros, de 06/04/08. Leitura e interpretação da história Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado. Conversa sobre os personagens da história. Produção de releitura da obra lida. Confecção de livro. Ao apresentar o jornal A GAZETA, os alunos ficaram curiosos e observaram atentamente o que a professora falava. Todos envolveram-se na atividade com alegria e entenderam que devem cuidar muito bem dos livros. Professor(a): Juliana Vieira Santiago Escola: São Domingos Série: Maternal II Município: Vi t ó r i a Era uma vez a menina do laço de fita. Ela era pretinha, pretinha. A mãe fazia trancinhas no cabelo da menina. Mas o coelho queria ficar da mesma cor da menina e comeu muitas jabuticabas. Depois o coelho se apaixonou pela coelha p re t i n h a. Amigo notícia 6 Despertar o hábito de leitura de jornal. Reconhecer que o jornal é um importante meio de infor mação. Reconhecer a importância do fortalecimento da auto-estima para a construção de boas relações consigo mesmo e com o outro. Conversa informal sobre a atividade a ser realizada, explicando seu funcionamento (O aluno deverá escolher uma notícia interessante e enviar para o colega. Este deverá fazer leitura em casa, destacar fatos importantes e informar sua família sobre o assunto). Sorteio dos nomes dos colegas para o envio das notícias (O aluno deverá guardar segredo sobre o nome do colega que tirou). Confecção e exposição de caixas para os envelopes do Amigo notícia. Troca dos envelopes com a mesma dinâmica de um Amigo X. Exposição das notícias recebidas em um mural, comentando-as para os colegas. Realização de intervenções e debate sobre os assuntos expostos. Realização de outras atividades com base nos textos recebidos, como interpretação oral e escrita, caça-palavras, palavras cruzadas e produção de cartazes. Esta atividade foi realizada com os alunos com deficiência física acompanhada de um déficit de atenção e de dificuldade de aprendizagem, que já fazem leitura e escrita, mas ainda não possuem o hábito de leitura. Isso pode ter ocasionado a dificuldade de interpretação de texto. Com a prática desta atividade realizada com jornal temos obtido maior êxito, pois ela facilita a aprendizagem e a alfabetização dos alunos que estão matriculados na escola regular de Ensino Fundamental e que também freqüentam esta instituição. Professor(a): Delizete da Costa Lahas Escola: A PA E Município: Domingos Martins

6 Informe /09/2008 1a. INFORME [13/09/ :12:29] Por: chboninsenha Pág: 7 - Cor: III Encontro Regional Bilboquê de garrafa pet O Informe deste mês sugere uma diversão barata que vai agradar todos os seus alunos no Dia da Criança. Experimente e comprove! O programa A Gazeta na Sala de Aula promoveu o III Encontro Regional para monitores. O evento reuniu cerca de 30 participantes no dia 15 de agosto, no auditório da Rede Gazeta. Durante o encontro foram apresentadas a Oficina C Ética e respeito: aprendendo a conviver em grupo ; a Oficina de Afeto, com o professor Nourival Júnior; e a Oficina de LIBRAS, com Adriana Gomes. Na ocasião foi lançado o concurso Jornal na Sala de Aula, que premiará os melhores trabalhos desenvolvidos pelos professores e alunos na sala de aula. As atividades selecionadas serão apresentadas na Jornada, que acontecerá no auditório da Rede Gazeta, no dia 25 de n ove m b r o. O melhor trabalho será premiado com um computador, o segundo colocado ganhará uma máquina digital e o terceiro um DV D. A Gazeta na Sala de Aula no Conexão Geral Os 80 anos do jornal A Gazeta foram retratados no Conexão Geral especial, exibido pela TV Gazeta, no dia 14 de setembro. O programa mostrou como o jornal é produzido, os jornalistas que fazem parte dessa história e muitas curiosidades. Além disso, os telespectadores puderam conhecer um pouco mais sobre o Programa A Gazeta na Sala de Aula com depoimentos da coordenadora Cristina Barbiero Moraes e da monitora de Cariacica Márcia Rosângela. Oficina Intermediária A segunda oficina intermediária do Programa A Gazeta na Sala de Aula em Guarapari foi realizada no dia 4 de julho, no auditório Paulo Freire. O tema da oficina foi A Afetividade e a Auto-Estima na Relação Pe d a g ó g i c a. Inicialmente, houve um momento de sensibilização e exibição de um vídeo da música O caderno, de Toquinho. Os participantes foram convidados a refletir a respeito da seguinte questão: Que confidências os cadernos de nossos alunos devem guardar? Em seguida, a história infantil A Formigadinha, de Rossana Ramos, foi narrada. Formigadinha era uma formiguinha que não se adaptara à escola tradicional, mas quando encontrou a Escola Viva descobriu que escola é lugar de aprender e ser feliz. Após a sensibilização, os professores de Yoga Maurício da Silveira Chaves e Naren Rodrigues Chaves falaram da relação entre respiração e equilíbrio e realizaram uma técnica de relaxamento. A psicóloga Ravenna Baptista Negromonte de Almeida ministrou a palestra Afetividade e Auto-estima. O professor de Educação Física Felipe Santiago finalizou o evento com a palestra Afeto e Individualidade: o papel da auto-estima. Com dinamismo, descontração e interatividade, fez os participantes se descontraírem e vivenciarem suas emoções de forma ampla e abrangente. A Gazeta na Sala de Aula Informe é uma publicação mensal da Assessoria de Comunicação Empresarial da Rede Gazeta Coordenação do projeto Educar: Maria Alice Lindenberg Coordenação do programa A Gazeta na Sala de Aula: Cris - tina Barbiero Moraes Te l e fo n e : (27) agazetanasaladeau - Hot site: w w w. ga z e t a o n l i n e. com.br/saladeaula Jornalista Responsável: Mo - niky Koscky (MTB ES 01456JP) Diagramação: Alialba Custódio Ilustração: Genildo Colaboração : Carolina Bragio, Jirlan Biazatti e Marcela Tessarolo 7

7 Informe /09/2008 1a. INFORME [13/09/ :15:27] Por: chboninsenha Pág: 8 - Cor: As escolas precisam de educadores, não de professores! Tião Rocha é seu nome, Sebastião é apelido. Antropólogo (por formação acadêm i ca), educador popular (por opção política), folclorista (por necessidade) e mineiro (por sorte). Fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento - CPCD, orga n i za ç ã o não-governamental sem fins lucrativos, criada em 1984, em Belo Horizonte/MG. O professor Tião Rocha trabalha com educação há quase 40 anos, porém, segundo ele mesmo afirma, tornou-se educador há 25 anos, quando deixou as salas de aula para se dedicar a projetos de aprendizagem. Confira a entrevista! Paulo Takashi O que o levou a deixar a sala de aula para se dedicar a outros projetos na área de educação? Há 25 anos eu tomei uma decisão. Depois de muitos anos na vida acadêmica não queria mais ser professor. Pensei: quero ser agora educador. Para mim existe uma grande diferença entre professor e educador. Professor é aquele que ensina e educador é aquele que aprende. Queria deixar de ser um mero repassador de informações e passar a ser aprendiz. Então percebi que para me tornar um educador não poderia ficar dentro da escola e resolvi seguir outro caminho. Continuo trabalhando com educação, mas sem precisar estar dentro da esco l a. Como o senhor avalia a estrutura das escolas atuais? A estrutura está ultrapassada há anos. A escola virou uma fôrma. Não é só formal, ela tem um conteúdo que está no formol, que já morreu. As instituições de ensino continuam reproduzindo isso, independente de quem entra na escola. Hoje, os alunos estão muito mais informados, têm muito acesso à informação, à tecnologia e ao conhecimento e as escolas não acompanharam essa evolução. Temos que pensar que a escola não é o único espaço gerador de educação. Existem tantos outros meios que podem e devem ser usados para a aprendizagem p e r m a n e n te. E como é possível desconstruir a lógica do que é educar e tornar-se um educador que pratica a aprendizagem? É mudar radicalmente a postura diante dos alunos. É mudar o jeito de trabalhar. O professor não pode ser um repassador de informação. Ele tem que construir coletivamente. Não pode, por exemplo, querer que os alunos aprenderam a história do país sem que eles possam exercitar a própria história. E a escola tem que permitir e incentivar a reflexão sobre isso. Caso contrário, a outra Confira os eventos! Oficina D Afetividade e Sexualidade IV Encontro regional (para m o n i to re s) Data: 03/10 Horário: 8h30 às 15h20 Local: Auditório da Rede Gazeta Escolas Particulares Data: 14/10 Local e horário: a serem definidos por cada escola Grupo 1 (Guarapari, Piúma, Anchieta e Alfredo C h ave s) Data: 20/10 Horário: 13 às 17h Local: Piúma Grupo 2 (Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta) Data: 22/10 Horário: 13 às 17h Local: Vargem Alta história não terá importância. Um bom exemplo é o fato das crianças não gostarem de ler. Eu pergunto: os livros perderam o encantamento ou foi a escola que não soube mantê-los encantados? Quando alguém fala que os alunos não gostam de ler eu digo que a escola matou esse prazer da leitura. Na sua opinião, como se formam os bons educadores, imprescindíveis para que haja boa e d u c a ç ã o? Primeiro é preciso querer ser educador e querer construir processos coletivos. É inadmissível que um professor coloque todos os dias os alunos uns atrás dos outros e ele fique lá no quadro ditando regras, enquanto os alunos ficam copiando. Outro absurdo é que a escola é a única instituição que ainda tem servente, que significa servo. Tudo isso está muito atrasado. Há 25 anos me perguntei se seria possível fazer educação sem escola. Será possível construir uma escola embaixo de um pé de manga, por exemplo? É possível aprender brincando? Ou a escola tem que ser um serviço militar obrigatório aos sete anos? Então fui tentar responder essas questões e estou aprendendo até hoje. Logo percebi que seria possível, sim, fazer educação sem escola e fazer boa educação embaixo de um pé de manga. Mas tudo isso só é possível com bons educadores, que são aqueles comprometidos com o processo de aprendizagem. Para conhecer ainda mais o trabalho de Tião Rocha acesse o site: Para Tião Rocha, o professor não pode ser um repassador de informação. Ele tem que construir coletivamente Concurso Jornal na sala de aula Professor, fique atento às datas do concurso e participe! Entrega da ficha de planejamento de atividade ao monitor - 30/09/08 (Cada professor pode inscrever apenas um trabalho). Recebimento das atividades selecionadas pelos monitores à Rede Gazeta- até 10/10/08 (Cada monitor faz uma seleção prévia e envia apenas uma atividade de seu município/escola particular. Não serão aceitas inscrições posteriores). Seleção das oito melhores atividades por uma comissão da Rede Gazeta - até 24/10/08. Divulgação do resultado do julgamento - 28/10/08. Apresentação das atividades selecionadas - 25/11/08 (As 8 atividades selecionadas serão apresentadas, nesta data, na Jornada, que acontecerá no auditório da Rede Gazeta. Uma comissão de monitoras elegerá, durante o evento, as 3 melhores para receber prêmios). Pre m i a ç ã o 1º lugar - um computador 2º lugar - uma máquina fotográfica digital 3º lugar - um DVD Os professores das oito atividades finalistas visitarão a sede da Rede Gazeta ao final da Jornada. As atividades apresentadas durante o evento serão publicadas no Informe, tablóide informativo do programa. No caso de falta justificada do autor, a atividade poderá ser apresentada por um representante deste. 8

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