Caderno de Língua Portuguesa Dom Alberto / Ana Paula Teixeira Porto. Santa Cruz do Sul: Faculdade Dom Alberto, 2010.

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2 C122 PORTO, Ana Paula Teixeira Caderno de Língua Portuguesa Dom Alberto / Ana Paula Teixeira Porto. Santa Cruz do Sul: Faculdade Dom Alberto, Inclui bibliografia. 1. Administração Teoria 2. Ciências Contábeis Teoria 3. Língua Portuguesa Teoria I. PORTO, Ana Paula Teixeira II. Faculdade Dom Alberto III. Coordenação de Administração IV. Coordenação de Ciências Contábeis V. Título CDU 658:657(072) Catalogação na publicação: Roberto Carlos Cardoso Bibliotecário CRB10 010/10 Página 2

3 Apresentação O Curso de Administração da Faculdade Dom Alberto iniciou sua trajetória acadêmica em 2004, após a construção de um projeto pautado na importância de possibilitar acesso ao ensino superior de qualidade que, combinado à seriedade na execução de projeto pedagógico, propiciasse uma formação sólida e relacionada às demandas regionais. Considerando esses valores, atividades e ações voltadas ao ensino sólido viabilizaram a qualidade acadêmica e pedagógica das aulas, bem como o aprendizado efetivo dos alunos, o que permitiu o reconhecimento pelo MEC do Curso de Administração em Passados seis anos, o curso mostra crescimento quantitativo e qualitativo, fortalecimento de sua proposta e de consolidação de resultados positivos, como a publicação deste Caderno Dom Alberto, que é o produto do trabalho intelectual, pedagógico e instrutivo desenvolvido pelos professores durante esse período. Este material servirá de guia e de apoio para o estudo atento e sério, para a organização da pesquisa e para o contato inicial de qualidade com as disciplinas que estruturam o curso. A todos os professores que com competência fomentaram o Caderno Dom Alberto, veículo de publicação oficial da produção didáticopedagógica do corpo docente da Faculdade Dom Alberto, um agradecimento especial. Lucas Jost Diretor Geral Página 3

4 PREFÁCIO A arte de ensinar e aprender pressupõe um diálogo entre aqueles que interagem no processo, como alunos e professores. A eles cabe a tarefa de formação, de construção de valores, habilidades, competências necessárias à superação dos desafios. Entre estes se encontra a necessidade de uma formação profissional sólida, capaz de suprir as demandas de mercado, de estabelecer elos entre diversas áreas do saber, de atender às exigências legais de cada área de atuação, etc. Nesse contexto, um dos fatores mais importantes na formação de um profissional é saber discutir diversos temas aos quais se aplicam conhecimentos específicos de cada área, dispondo-se de uma variedade ampla e desafiadora de questões e problemas proporcionada pelas atuais conjunturas. Para que isso se torne possível, além da dedicação daqueles envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, é preciso haver suporte pedagógico que dê subsídios ao aprender e ao ensinar. Um suporte que supere a tradicional metodologia expositiva e atenda aos objetivos expressos na proposta pedagógica do curso. Considerando esses pressupostos, a produção desse Caderno Dom Alberto é parte da proposta pedagógica do curso da Faculdade Dom Aberto. Com este veículo, elaborado por docentes da instituição, a faculdade busca apresentar um instrumento de pesquisa, consulta e aprendizagem teóricoprática, reunindo materiais cuja diversidade de abordagens é atualizada e necessária para a formação profissional qualificada dos alunos do curso. Ser um canal de divulgação do material didático produzido por professores da instituição é motivação para continuar investindo da formação qualificada e na produção e disseminação do que se discute, apresenta, reflete, propõe e analisa nas aulas do curso. Espera-se que os leitores apreciem o Caderno Dom Alberto com a mesma satisfação que a Faculdade tem em elaborar esta coletânea. Elvis Martins Diretor Acadêmico de Ensino Página 4

5 Sumário Apresentação... 3 Prefácio... 4 Plano de Ensino... 7 Aula 1 COMUNICAÇÃO, LEITURA E ESCRITA Aula 2 LÍNGUA, LINGUAGEM E SOCIEDADE Aula 3 LINGUAGEM, FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LEITURA Aula 4 TÓPICOS GRAMATICAIS: USOS DOS PORQUÊS Aula 5 ESTUDO DO PARÁGRAFO Aula 6 REDAÇÃO COESA E COERENTE Aula 7 CONTINUAÇÃO REDAÇÃO COESA E COERENTE Aula 8 CONCORDÂNCIA VERBAL Aula 9 REDAÇÃO OFICIAL ATA Aula 10 REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL Aula 11 PONTUAÇÃO Aula 12 OUTROS SINAIS DE PONTUAÇÃO Página 5

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7 Centro de Ensino Superior Dom Alberto Plano de Ensino Identificação Curso: Direito Disciplina: Língua Portuguesa Carga Horária (horas): 60 Créditos: 4 Semestre: 1º Ementa Comunicação. Linguagem. Língua oral e língua escrita. Linguagem e Direito. Linguagem forense. Funções da linguagem. Variação lingüística e adequação da linguagem. Níveis de linguagem. Vocabulário jurídico. Redação jurídica. Redação Oficial. Tópicos gramaticais. Objetivos Geral: Ampliar a competência comunicativa do profissional da área jurídica, através do exercício da leitura, interpretação e produção de texto jurídico ou normativo, a fim de maximizar aprendizagens necessárias à prática da Ciência do Direito na sociedade. Específicos: Refletir sobre o uso da Língua Portuguesa nas diversas situações de interação social, promovendo a ampliação da competência lingüística na leitura, compreensão e elaboração de textos, atos e documentos jurídicos ou normativos; Conhecer as relações entre Língua Portuguesa e Linguagem Forense a fim de elaborar textos com a devida terminologia jurídica ou da Ciência do Direito; Exercitar a leitura e a redação de textos e documentos jurídicos para solidificar a utilização de raciocínio jurídico, argumentação, persuasão e reflexão crítica; Promover o estudo de tópicos gramaticais para que se redija adequadamente textos jurídicos, obedecendo às normas gramaticais da língua culta; Estudar a redação oficial e a redação jurídica, considerando seu uso e linguagem a fim de preparar o discente para o exercício profissional. Inter-relação da Disciplina Na medida em que a disciplina visa à competência comunicativa do profissional da área jurídica, através do exercício da leitura, interpretação e produção de texto jurídico ou normativo, a fim de maximizar aprendizagens necessárias à prática da Ciência do Direito na sociedade, está inevitavelmente interrelacionada com todas as disciplinas do curso. Competências Gerais Conhecer os pressupostos teórico-práticos que embasam o processo de leitura, compreensão e elaboração de textos próprios do âmbito jurídico. Competências Específicas Desenvolver a capacidade de ler, interpretar e produzir textos e documentos jurídicos, servindo-se da linguagem técnico-jurídica e da modalidade padrão da língua; Identificar recursos linguísticos usados na redação argumentação bem como conhecer a estrutura dos gêneros textuais utilizados na área jurídica e dominar as regras da língua portuguesa culta; Conhecer as características da linguagem forense e sua relação com a língua portuguesa. Habilidades Gerais Analisar textos, atas e documentos jurídicos ou normativos a fim de propiciar adequada interpretação e produção de diferentes gêneros textuais. Habilidades Específicas Utilizar adequadamente a língua Portuguesa na produção de textos, atos e documentos jurídicos; interpretar textos, apontando recursos linguísticos e estruturais de sua construção; Utilizar de forma adequada a língua culta nas diversas situações de interações social. Conteúdo Programático Missão: "Oferecer oportunidades de educação, contribuindo para a formação de profissionais conscientes e competentes, comprometidos com o comportamento ético e visando ao desenvolvimento regional. Página 7

8 Programa: 1. Comunicação 1.1 Comunicação e linguagem 1.2 Língua oral e língua escrita 1.3 Linguagem e Direito 1.4 Linguagem forense 1.5 Funções da linguagem 1.6 Variação lingüística 1.7 Níveis de linguagem 2. Vocabulário Jurídico 2.1 Conotação e Denotação 2.2 Sinonímia e paronímia 2.3 Polissemia e homonímia 2.4 O verbo jurídico 2.5 Dificuldades do Vocabulário Jurídico 3. Redação jurídica 3.1 Parágrafo 3.2 Narração 3.3 Descrição 3.4 Dissertação/Argumentação 3.5 Coesão e coerência 3.6 Coesão no discurso jurídico 3.7 A redação da sentença jurídica 3.8 A redação das peças processuais 4. Redação Oficial 4.1 Características e qualidades da redação oficial 4.2 Tipos de texto 4.3 Ofício 4.4 Requerimento 5. Tópicos gramaticais 5.1 Concordância nominal e verbal 5.2 Regência verbal e nominal 5.3 Crase 5.4 Pontuação Estratégias de Ensino e Aprendizagem (metodologias de sala de aula) Aulas expositivo-interativas; atividades em grupo e/ou individuais; atividades de leitura e produção textual. Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem A avaliação do processo de ensino e aprendizagem deve ser realizada de forma contínua, cumulativa e sistemática com o objetivo de diagnosticar a situação da aprendizagem de cada aluno, em relação à programação curricular. Funções básicas: informar sobre o domínio da aprendizagem, indicar os efeitos da metodologia utilizada, revelar conseqüências da atuação docente, informar sobre a adequabilidade de currículos e programas, realizar feedback dos objetivos e planejamentos elaborados, etc. Para cada avaliação o professor determinará a(s) formas de avaliação podendo ser de duas formas: 1ª Avaliação Peso 8,0 (oito): Prova; Peso 2,0 (dois): Trabalho. 2ª Avaliação: Peso 8,0 (oito): Prova; Peso 2,0 (dois): referente ao Sistema de Provas Eletrônicas SPE Avaliação Somativa A aferição do rendimento escolar de cada disciplina é feita através de notas inteiras de zero a dez, permitindo-se a fração de 5 décimos. O aproveitamento escolar é avaliado pelo acompanhamento contínuo do aluno e dos resultados por ele obtidos nas provas, trabalhos, exercícios escolares e outros, e caso necessário, nas provas substitutivas. Dentre os trabalhos escolares de aplicação, há pelo menos uma avaliação escrita em cada disciplina no bimestre. Missão: "Oferecer oportunidades de educação, contribuindo para a formação de profissionais conscientes e competentes, comprometidos com o comportamento ético e visando ao desenvolvimento regional. Página 8

9 O professor pode submeter os alunos a diversas formas de avaliações, tais como: projetos, seminários, pesquisas bibliográficas e de campo, relatórios, cujos resultados podem culminar com atribuição de uma nota representativa de cada avaliação bimestral. Em qualquer disciplina, os alunos que obtiverem média semestral de aprovação igual ou superior a sete (7,0) e freqüência igual ou superior a setenta e cinco por cento (75%) são considerados aprovados. Após cada semestre, e nos termos do calendário escolar, o aluno poderá requerer junto à Secretaria-Geral, no prazo fixado e a título de recuperação, a realização de uma prova substitutiva, por disciplina, a fim de substituir uma das médias mensais anteriores, ou a que não tenha sido avaliado, e no qual obtiverem como média final de aprovação igual ou superior a cinco (5,0). Sistema de Acompanhamento para a Recuperação da Aprendizagem Serão utilizados como Sistema de Acompanhamento e Nivelamento da turma os Plantões Tira-Dúvidas que são realizados sempre antes de iniciar a disciplina, das 18h30min às 18h50min, na sala de aula. Professor. Laboratórios, visitas técnicas, etc. Recursos Multimídia. Recursos Necessários Humanos Físicos Materiais Bibliografia Básica VIEIRA, João Alfredo Medeiros. Português prático e forense. 7. ed. São Paulo: Ledix, HENRIQUES, Antônio e DAMIÃO, Regina Toledo. Curso de Português Jurídico. São Paulo: Atlas, KASPARY, Adalberto.. Hábeas verba: português para juristas. Porto Alegre: Edita, Complementar KASPARY, Adalberto. O verbo na linguagem jurídica: acepções e regimes. Porto Alegre: Livraria do Advogado, PAIVA, Marcelo. Português jurídico: prática aplicada. São Paulo: Fortium, ANDRADE, Maria Margarida de; HENRIQUES, Antonio. Língua portuguesa: noções básicas para cursos superiores. 6. ed. São Paulo: Atlas, AZEREDO, José Carlos. Fundamentos de gramática do português. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lubia Scliar. Português instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 24. ed. São Paulo: Sagra Luzzatto, MEDEIROS, João Bosco. Correspondência: técnicas de comunicação criativa. 17. ed. São Paulo: Atlas, FERREIRA, Mauro. Aprender e praticar a gramática. São Paulo: FTD, Periódicos Jornais: Zero Hora, Folha de São Paulo, Gazeta do Sul, entre outros. Jornais eletrônicos: Clarín (Argentina); El País (Espanha); El País (Uruguai); Le Monde (França); Le Monde Diplomatique (França) Sites para Consulta Outras Informações Endereço eletrônico de acesso à página do PHL para consulta ao acervo da biblioteca: Missão: "Oferecer oportunidades de educação, contribuindo para a formação de profissionais conscientes e competentes, comprometidos com o comportamento ético e visando ao desenvolvimento regional. Página 9

10 Cronograma de Atividades Aula Consolidação Avaliação Conteúdo Procedimentos Recursos 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 1 1 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª Legenda Código Descrição Código Descrição Código Descrição AE Aula expositiva QG Quadro verde e giz LB Laboratório de informática TG Trabalho em grupo RE Retroprojetor PS Projetor de slides TI Trabalho individual VI Videocassete AP Apostila SE Seminário DS Data Show OU Outros PA Palestra FC Flipchart Página 10 Missão: "Oferecer oportunidades de educação, contribuindo para a formação de profissionais conscientes e competentes, comprometidos com o comportamento ético e visando ao desenvolvimento regional.

11 Profa. Ms. Ana Paula Teixeira Porto AULA 1 1. COMUNICAÇÃO, LEITURA E ESCRITA O homem, sendo um ser social por excelência, porque vive em grupos e é dotado da capacidade de refletir, tem usado suas habilidades para manter relações com seus semelhantes, o que lhe possibilita partilhar pensamentos e emoções. E esse partilhar, antes da evolução do homem até o estágio homo sapiens, se estabelecia através de algumas modalidades de significantes, listadas por Vicente de Paulo Saraiva: pintura, escultura, música, dança. Mas a capacidade de pensar fez o homem criar outra ferramenta de comunicação - a palavra. A palavra, como um dos recursos mais fecundos da comunicação, é o instrumento que o homem possui para difundir idéias, expressar emoções e defender posições. Por isso, seu uso adequado tem sido amplamente defendido não só por profissionais ligados à área da comunicação, mas também por aqueles que vêem no domínio da palavra um requisito essencial para obtenção de sucesso no mercado de trabalho, independentemente do campo de atuação. Nessa linha de raciocínio, João Bosco Medeiros enfatiza: O sucesso empresarial também depende de um sistema de comunicação eficaz, tanto interna, quanto externamente. A comunicação imprecisa, ambígua e insuficiente tem gerado a ruína de muitos empresários. (MEDEIROS, 2005, p. 17) Diante disso, que estratégias adotar para estabelecer uma comunicação eficiente? Exercitar a leitura e a escrita e tornar-se um bom leitor. Quais são as características do bom leitor? Um bom leitor cria possibilidades mais amplas de integração e ação social; Um bom leitor é aquele que capta o explícito e o implícito, as entrelinhas subjacentes ao texto, as intenções do autor; É aquele que constrói uma leitura crítica do mundo; É ainda aquele que aprecia a potencialidade da língua concretizada no texto e avalia o que se diz e como as coisas são ditas; Um bom leitor incorpora à leitura os seus conhecimentos prévios e as suas experiências de vida para atingir o significado do texto. Assim, em um mesmo texto diferentes possibilidades de leitura podem surgir. Mas é preciso ressaltar que uma leitura só é válida quando autorizada pelo texto e fundamentada por indicadores que permitem uma ou mais interpretações. Que leituras podem ser feitas a partir do seguinte texto? Página 11

12 Profa. Ms. Ana Paula Teixeira Porto ZERO HORA, 28 DE FEVEREIRO DE Enfim, o bom leitor é aquele que constrói significado/sentido no texto. E a atividade de leitura é um exercício que prepara o indivíduo para a vida em sociedade, devendo, por isso, ser cultivada e aperfeiçoada. Isso porque: Não basta, porém, ser alfabetizado para fazer da leitura um ato de crítica, que envolve constatação, reflexão e transformação de significados. [...] A leitura é uma atividade necessária no mundo de hoje e não deve restringir-se às finalidades de estudo. É preciso ler para se informar, para participar, para ampliar conhecimentos e alcançar uma compreensão melhor da realidade atual. (ANDRADE; HENRIQUES, 1999, p. 49) O domínio da leitura conduz ao domínio da escrita, prática indispensável no contexto atual, já que o homem escreve para dar ordens, avisar alguém, receitar, registrar vivências, pedir, etc. inicio9-10). Para esses autores, a escrita já nasceu com mil utilidades (2003, p. 9-10) e a sua invenção foi um sucesso: veio para ficar e se espalhar pelo mundo, e foi uma arma poderosíssima nas mãos dos povos que a dominavam, de tal forma que, hoje, os povos que não dispõem dela dependem da escrita dos outros para sobreviverem. E, mesmo dentro de países civilizados, o cidadão que não sabe escrever também depende dos que sabem para ficar vivo. (2003, p. 10). A dificuldade ou a ausência do culto à escrita pode tornar-se fator gerador de exílio, colonização e dominação do homem na sociedade, pois, segundo Faraco e Tezza, O domínio da escrita é tão importante que, durante séculos, só se permitia que uma pequeníssima parcela da sociedade aprendesse a ler e a escrever. Escrever era uma questão de segurança social, política ou religiosa: só pessoas de determinadas classes ou castas tinham esse direito, exercido sempre sob estrito controle. (2003, p. 10) Com o passar do tempo, a vigilância foi sendo amenizada e a escrita, popularizada de tal modo que é impensável um mundo sem palavras escritas(faraco; TEZZA, 2003, p. 9-11). Página 12

13 Profa. Ms. Ana Paula Teixeira Porto Para Faraco e Tezza, a escrita é indispensável porque amplifica a linguagem oral em dois aspectos: a escrita atravessa o tempo e atravessa o espaço. Por romper a linha temporal, faz história na dupla acepção do termo. Ao ultrapassar barreiras geográficas, no envio de uma carta ou de um , por exemplo, a escrita possibilita a construção de uma memória de informações a serem compartilhadas por pessoas de/em diversos lugares. Essas duas peculiaridades da escrita, as quais são sintetizadas na noção de permanência, asseguram que a escrita dominou o mundo (FARACO; TEZZA, 2003, p. 12) Se a escrita domina o mundo, o homem precisa dominá-la para se revelar apto a interagir socialmente. Diante dessa necessidade de aprimoramento da capacidade de expressão escrita, algumas dicas são fundamentais: Ler atentamente bons textos, assumindo uma postura crítica; Ler autores da área que pretende seguir; Observar a forma de escrever dos autores; Corrigir deficiências do aprendizado da Língua Portuguesa; Dominar técnicas de redação e recursos lingüísticos básicos; Produzir textos. É importante destacar que produzir bons textos não significa produzir textos literários. Um texto bem elaborado é aquele que atende a determinados fins, seja no âmbito artístico, seja no profissional. Por exemplo, se o objetivo do redator é relatar pormenorizadamente tudo o que aconteceu numa reunião administrativa de uma empresa, ele precisará escrever uma ata, tipo de texto que se organiza segundo algumas normas específicas. Agora, se a intenção de um autor é produzir uma história a partir de acontecimentos do cotidiano e envolver o leitor numa narrativa literária, deverá escrever uma crônica. Portanto, quando se escreve um texto, é necessário atender aos objetivos da produção textual, obedecendo a um sistema de regras ligado não só a normas lingüísticas, mas também à tipologia textual. Outro elemento importante na construção de um texto é a atenção ao contexto comunicativo. Quem será o leitor do texto? Que linguagem adotar para estabelecer comunicação com determinado leitor e para obedecer à característica do texto? Ao escrever um , por exemplo, o nível de linguagem usado quando se comunica com um amigo não é o mesmo quando o interlocutor é o chefe de trabalho. Página 13

14 Profa. Ms. Ana Paula Teixeira Porto A atividade de escrita, então, pressupõe conhecimento do assunto a ser abordado, clareza das intenções/objetivos da produção textual, adequação à modalidade da língua e ao tipo de texto e ajuste de estrutura e expressão à característica do leitor/receptor. Além disso, o processo de escrita é baseado em noções de apresentação formal do texto, como a estrutura dissertativa - que exige a divisão do texto em, no mínimo, três parágrafos e a estrutura da redação técnica que possui linguagem e diagramação próprias. Em síntese: Organizar adequadamente a produção de um texto significa considerar o que se escreve, para que se escreve, como se escreve e para quem se escreve. ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUAL 1. Imagine a seguinte situação: você é auxiliar administrativo de uma empresa do setor fumageiro e está trabalhando em sua sala. O telefone toca. É seu pai, pedindo que você vá depressa para o hospital porque sua mãe sofreu um acidente. Antes de sair do local de trabalho, você precisa deixar um aviso, informando que precisou sair mais cedo por motivos pessoais. Como você escreveria um aviso para o seu chefe, informando o ocorrido? 2. Diante da situação apresentada acima, considere que você ainda precisa avisar sua esposa. Que torpedo você enviaria a ela, noticiando os fatos? Página 14

15 Profa. Ms. Ana Paula Teixeira Porto LER É UM EXERCÍCIO. UM CONVITE À LEITURA: Nadando em letras Estes dias, enquanto conversava com amigos, o assunto literatura veio à tona. Decepcionei-me ao saber que muitos detestavam ler e espantei-me com a razão: ler seria, na opinião deles, complicado, difícil. Sei lá, isso ficou lá num canto empoeirado da minha mente, até que reapareceu, e na hora certa; na hora em que nadava. Curioso, mas os atos de ler e de nadar têm muito mais comum do que aparentemente se pensa. Ler, assim como nadar, são atividades para as quais devemos treinar, aprender. Algo gradual; não se começa nadando em uma piscina de 50 metros, assim como não se aprende a ler com um livro de Eco, mas com treino chegamos lá. No princípio, mesmo uma piscina curta é um desafio. A borda oposta parece tão distante; uma eternidade marcada por lentas braçadas nos separa dela. De repente a gente vai e volta, as braçadas ficam rápidas e fortes; procuramos uma piscina grande. Um dia aprendemos que, ao chegar perto da borda, basta dar uma meia cambalhota, impulsionar com os pés e daí nadar ainda mais rápido. Depois da velocidade, vem o gosto pela distância, este junto com as temidas cãibras mais treino. Dois, três quilômetros são (quase) brincadeira. Próximo desafio: água aberta e fria, rio, correnteza; desafio! O melhor de tudo é que a qualquer momento podemos lembrar dos estágios anteriores, isto é, ter consciência de que melhoramos de fato. Ler é similar. Quando começamos, qualquer textinho é um desafio. O ponto final não chega nunca, nos perdemos ao mudar de linha; nossa própria leitura mental não consegue encontrar a entonação certa. Enfim, é um calvário de letrinhas. Quando os textos ficam curtos, pulamos para livretos e aos poucos desenvolvemos consciência do conteúdo que expõem, assim como na piscina quando aprendemos seus truques; em resumo, adquirimos experiência, a qual é vital para ir adiante. Então pulamos para livros complicados, grandes, clássicos de autores famosos ou não. Eles dão um nó na gente e não é raro que tenhamos que ler determinadas partes duas vezes, ou retornar alguns capítulos para compreender o contexto. São as cãibras gramaticais, digamos assim mais treino. O que vem depois: outras línguas, outros autores, mais desafios... quem sabe até mesmo escrever? E assim como a natação, o nostálgico olhar para trás é gratificante e neste caso, culturalmente impagável. Pessoalmente, leio muito. Sou do time do Luís Fernando Veríssimo: se não tenho nada para ler, corro para a torneira do banheiro para ler quente/fria. Talvez por isso repudie aquela imagem esterotipada que fazem dos leitores, com seus pesados óculos, pele pálida, característica apatia, chatice e aversão a convívio pessoal e afins. Ela apenas intimida aqueles que lêem, nutre um preconceito, que assim como a maioria, é detestável e infundado. E chegou aquela hora de passar a mensagem final e se tenho uma, ela é: leiam! Ler é mentalmente saudável; nadar (ou praticar qualquer forma de esporte) é fisicamente saudável e como o ditado latino prescreve, mens sana incorpore sano, isto é, mente sã em corpo são. Rafael Accorsi/Universidade de Freiburg, Alemanha (Gazeta do Sul, 7 ago. 2002) Página 15

16 Profa. Ms. Ana Paula Teixeira Porto 1. A exemplo dos amigos do autor do texto, que detestavam ler, apresente outras razões possíveis para tanta resistência à leitura. 2. Na visão do autor do texto, a leitura também é complicada e difícil? Explique. 3. Considere a seguinte afirmação: Ler, assim como nadar, são atividades para as quais devemos treinar, aprender. Segundo o texto, como se desenvolve o processo de leitura? 4. Que estratégia lingüística o autor utiliza para explicar como se desencadeiam os estágios de leitura? 5. A partir da leitura do texto, explique o que são calvário de letrinhas e cãibras gramaticais. 6. O autor se opõe a uma visão tradicional de leitor, definida como aquela imagem esterotipada que fazem dos leitores, com seus pesados óculos, pele pálida, característica apatia, chatice e aversão a convívio pessoal e afins. Qual a razão dessa oposição? 7. A referência a Luís Fernando Veríssimo não é casual. Por que Rafael Accorsi o citou? 8. No final do texto, o autor propõe uma reflexão-síntese construída pela analogia entre nadar e ler e pela citação de um provérbio latino. Explique, com suas palavras, essa reflexão. DOMÍNIO DA LÍNGUA PORTUGUESA E MERCADO DE TRABALHO A Língua Portuguesa e o Mercado de Trabalho Vanessa Loureiro Correa* O programa de televisão "O Aprendiz 3", transmitido pelo canal fechado People and Arts e retransmitido pela TV Pampa, mostra a luta de doze candidatos por uma vaga na empresa de Roberto Justus, âncora do programa. Esse emprego é em Nova York e o salário é em torno de U$ anuais, além de todos os confortos, ou seja, carro, apartamento, alimentação e outras vantagens. Para serem merecedores da vaga, os candidatos precisam mostrar liderança, criatividade, conhecimento técnico e, também, domínio da língua materna e de uma língua estrangeira. Página 16

17 Profa. Ms. Ana Paula Teixeira Porto Vários estudiosos da língua portuguesa escreveram sobre a importância de se saber mais de um nível de linguagem para a conquista da vaga. Justus não perdoou os competidores que, em algum momento, usaram termos ou aspectos gramaticais inadequados. Foi incisivo e falou, por alguns minutos, sobre a importância das línguas nas empresas. Provou que um excelente executivo não pode contar somente com o conhecimento da secretária para que a comunicação ocorra. O próprio Roberto demonstrou, em todos os programas, um alto nível de domínio das línguas portuguesa e inglesa. Muitos podem estar pensando que isso só ocorreu no programa porque o emprego era bom. Porém, revistas especializadas como Você S/A informam que, atualmente, o domínio lingüístico está sendo usado como fator de seleção, tendo em vista o bom currículo dos candidatos. Há empresas que pedem a conjugação de um verbo, outras fazem "ditado" de palavras portuguesas e inglesas, mas a grande maioria pede mesmo é a elaboração de uma redação. Sem sombra de dúvida que a escritura de um texto é, de fato, a melhor maneira de se avaliar o candidato. Além dos aspectos gramaticais, pode-se verificar se ele sabe coesão, coerência, partes textuais e outros elementos que constituem uma produção textual. Sendo assim, torna-se evidente que a inserção no mercado de trabalho não depende mais de um domínio somente técnico. Aqueles que ainda têm problemas com a língua materna terão de correr atrás do prejuízo se quiserem encontrar colocação. Ainda que se possa usar o nível coloquial com os amigos e em situações informais, tem-se que dominar o culto para apresentar um diferencial. Não tem escapatória, a mensagem é clara: mãos à obra! * Mestre em Lingüística Aplicada pela PUCRS, professora do Curso de Letras da ULBRA e tutora de Língua Portuguesa no ULBRA EAD. Coordenadora das Licenciaturas do ISEE. Texto disponível em: Acesso em: 16 ago Página 17

18 Profa. Ms. Luana Teixeira Porto AULA LÍNGUA, LINGUAGEM E SOCIEDADE 2.1. CONCEITOS DE LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA A comunicação em nossa sociedade pode ser realizada de diversas formas: através da palavra, do corpo, do gesto, da imagem, do som. Essas formas de comunicação são linguagens que se valem de diversos recursos para produzir significados. A linguagem é um processo comunicativo pelo qual as pessoas interagem entre si. Além da linguagem verbal, cuja unidade básica é a palavra (falada ou escrita), existem também as linguagens não verbais. Há ainda linguagens mistas, que intercalam a verbal com a não verbal. Veja os exemplos: Linguagem Verbal Linguagem não verbal Linguagem mista (verbal e não verbal) Texto opinativo (editorial), poema, ata, ofício, requerimento Música, dança, pintura, fotografia, escultura Notícia de jornal (texto escrito e imagem, fotografia), sites da Internet, história em quadrinhos, cinema, teatro, novela Segundo Dileta Martins e Lúbia Zilberknop (2003), no mundo moderno o homem não vive sem a comunicação, que é uma força de extraordinária vitalidade na observação das relações humanas e no comportamento individual [...] Provado está que a comunicação é um processo social e, sem ela, a sociedade não existiria (2003, p. 23). Como processo indispensável à sobrevivência do homem na sociedade, é preciso ter domínio da comunicação e esta se estabelece através de diversos recursos, como a palavra, os gestos, os movimentos, os símbolos, o silêncio, etc. Mas de todos esses recursos, a palavra é o instrumento que tem sido preferido pelo ser humano para expressar seu pensamento, interagir com o outro e se fazer compreender. O uso da palavra como instrumento de comunicação é regido por um código específico, que é dominado por um grupo de pessoas ou por toda uma comunidade e que possibilita a troca e a construção de mensagens. Esse código é a língua. O que é língua? Língua é um código que possibilita a comunicação. É um sistema de signos, combinações e de sons, de caráter abstrato, utilizado na fala. (MEDEIROS, 2005, p. 28) A língua portuguesa é o código que brasileiros usam nas diversas situações de comunicação e interação social. Por isso, quanto maior for o domínio da língua portuguesa, maiores serão as possibilidades de obter uma comunicação eficiente. Dominar de forma competente uma língua não significa somente conhecer o seu vocabulário; é necessário dominar A língua portuguesa, assim como outras línguas neolatinas, originouse do latim vulgar. Durante a expansão marítima, no século XV, foi levada pelos portugueses a outros continentes. Hoje é falada por 200 milhões de pessoas. Habitantes de Portugal, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Macau, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau falam a língua portuguesa. Página 18

19 Profa. Ms. Luana Teixeira Porto as suas leis combinatórias, isto é, fazer uma combinação de palavras que propicie sentido. O falante de língua portuguesa pode conhecer o sentido das palavras, mas se não respeitar as leis de combinação das palavras, não produzirá significado, sentido. Como código que possibilita a comunicação na sociedade, a língua assume um caráter social, pois o indivíduo sempre recorre ao mundo dos signos lingüísticos para formular suas mensagens. Dino Pretti (1984) sintetiza a relação entre língua e sociedade: Nas grandes civilizações, a língua é o suporte de uma dinâmica social, que compreende não só as relações diárias entre os membros da comunidade, como também uma atividade intelectual, que vai desde o fluxo informativo dos meios de comunicação de massa até a vida cultural, científica e literária. (PRETTI, 1984, p. 53) É preciso destacar que a língua pertence a toda uma comunidade, evolui e transforma-se historicamente. Quando se fala em língua, deve-se abandonar a busca da homogeneidade e da instabilidade. A língua é mutável. Como exemplo dessas mudanças, pode-se observar o vocabulário: algumas palavras perdem ou ganham fonemas (sons); outras deixam de ser utilizadas; outras palavras são criadas de acordo com as necessidades das pessoas é o caso dos neologismos e dos empréstimos de outras línguas com as quais uma comunidade tem contato. Como podemos observar a flexibilidade e as mudanças da língua? Vejamos os textos: Texto 1: Em nossa última conversa, dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo, por seu um cardisplicente. _ O quê? _ Cardisplicente. Aquele que desdenha do próprio coração. Entre um copo e outro de cerveja, fui ao dicionário. _ Cardisplicente não existe, você inventou - triunfei. _ Mas se eu inventei, como é que não existe? espantou-se o meu amigo. Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros, parentes e bemamadas. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes. Questão: Mas se eu inventei, como é que não existe? Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador, a língua, para ele, era um código aberto, (a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular. (b) A ser enriquecido pela criação de gírias. (c) Pronto para incorporar estrangeirismos. (d) Que se amplia graças à tradução de termos científicos. (e) A ser enriquecido com contribuições pessoais. Texto 2: Explicação moderna para uma pergunta antiga _ Pai, como é que eu nasci? _ Boa pergunta, filhão. Muito bem, tínhamos mesmo que ter essa conversa um dia. O que aconteceu foi o seguinte: eu e sua mãe nos conhecemos após nos Página 19

20 Profa. Ms. Luana Teixeira Porto encontrarmos num Chat desses da net, que existem para se conversar. O papai marcou uma interface com a mamãe num cybercafé e acabamos plugados. A seguir, a mamãe fez uns downloads no joy-stick do papai e quando estava tudo pronto para a transferência de arquivo, descobrimos que não havia qualquer tipo de firewall conosco. Como era tarde demais par dar o ESC, papai acabou fazendo o upload de qualquer jeito com a mamãe e, nove meses depois, você apareceu. Entendeu? (Gazeta do Sul, Gazeta Mix, 02 mar. 2006, p.6) De que forma o pai explicou o nascimento do filho? A língua é um código aceito por convenção. Por isso, um indivíduo, isoladamente, não consegue modificá-la. As transformações da língua são ocasionadas por alterações lingüísticas surgidas em comunidades ou grupos sociais. Além disso, a língua é usada tanto na escrita quanto na fala. A fala, segundo Medeiros, é regida pelo uso consensual que os falantes fazem dos elementos do sistema (2005, p. 28). Além disso, a fala é um ato intencional e individual, de vontade e de inteligência. Tanto a fala quanto a escrita são usos individuais da língua (CEREJA; MAGALHÃES, 2005, p. 21), pois os indivíduos não falam e escrevem da mesma forma. Como enfatiza Medeiros (2005), a língua escrita e a língua falada apresentam diferenças de forma, gramaticalidade e recursos expressivos: Estabelece-se diferença fundamental entre língua falada e língua escrita. A primeira é livre, desativada de componentes situacionais; a segunda é presa às regras da gramática e ao padrão considerado culto. Uma é criativa, espontânea; outra cuidada, elaborada. Ainda que a língua seja a mesma, a expressão escrita difere muito da oral, podendo-se facilmente comprovar que ninguém fala como escreve, ou vice-versa. (2005, p. 29). O autor também ensina que na língua falada há mais contato entre os falantes, enquanto na escrita há mais distanciamento, pois o contato entre quem escreve e quem lê é indireto (2005, p. 29). Nesse sentido, o autor afirma que a língua falada é concreta, não apresenta grande preocupação gramatical, tem vocabulário reduzido e constantemente renovado e pode contar com outros recursos extralingüísticos, como os gestos, as expressões faciais, a postura. A língua escrita, ao contrário, é abstrata, conservadora, refletida e exige maior esforço para elaboração e obediência às regras gramaticais. Seu vocabulário deve ser preciso e apurado. DIFERENÇAS ENTRE LÍNGUA FALADA E LÍNGUA ESCRITA LÍNGUA FALADA LÍNGUA ESCRITA Vocabulário restrito e repetições de palavras Vocabulário amplo e variado Emprego de gírias e neologismos Emprego de termos técnicos Uso de onomatopéias Uso de vocabulários eruditos e abstratos Emprego restrito de certos tempos verbais Emprego do mais-que-perfeito, subjuntivo, futuro do pretérito Ausência de rigor na colocação pronominal Rigor na colocação pronominal Supressão de pronomes relativos, como cujo Emprego de pronomes relativos Subjetividade e uso de expressões emotivas Objetividade e ausência de expressões Página 20

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