Língua Portuguesa Comparada

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1 Comparada

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3 Comparada Brasília-DF, 2010.

4 Elaboração: Marcelo Whately Paiva Produção: Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração Língua Portuguesa Comparada 2

5 Sumário Apresentação... 4 Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa... 5 Organização da Disciplina... 6 Introdução... 7 Língua Portuguesa... 9 Capítulo 1 A Língua Portuguesa... 9 Capítulo 2 O Português no Brasil Capítulo 3 Características Brasileiras Capítulo 4 Diferenças entre Brasil e Portugal Capítulo 5 O novo Acordo Ortográfico Capítulo 6 O Português do Brasil Questões de Substrato, Superstrato e Adstrato Capítulo 7 Entrevistas Capítulo 8 Aspectos Literários Referências Pós-Graduação a Distância 3

6 Apresentação Caro aluno, Bem-vindo ao estudo da disciplina Língua Portuguesa Comparada. Este é o nosso Caderno de Estudos e Pesquisa, material elaborado com o objetivo de contribuir para a realização e o desenvolvimento de seus estudos, assim como para a ampliação de seus conhecimentos. Para que você se informe sobre o conteúdo a ser estudado nas próximas semanas, conheça os objetivos da disciplina, a organização dos temas e o número aproximado de horas de estudo que devem ser dedicadas a cada unidade. A carga horária desta disciplina é de 40 (quarenta) horas, cabendo a você administrar o tempo conforme a sua disponibilidade. Mas, lembre-se, há um prazo para a conclusão da disciplina, incluindo a apresentação ao seu tutor das atividades avaliativas indicadas. Os conteúdos foram organizados em unidades de estudo, subdivididas em capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, que farão parte das atividades avaliativas do curso; serão indicadas, também, fontes de consulta para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares. Desejamos a você um trabalho proveitoso sobre os temas abordados nesta disciplina. Lembre-se de que, apesar de distantes, podemos estar muito próximos. A Coordenação Língua Portuguesa Comparada 4

7 Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa Apresentação: Mensagem da Coordenação. Organização da Disciplina: Apresentação dos objetivos e da carga horária das unidades. Introdução: Contextualização do estudo a ser desenvolvido por você na disciplina, indicando a importância desta para sua formação acadêmica. Ícones utilizados no material didático Provocação: Pensamentos inseridos no material didático para provocar a reflexão sobre sua prática e seus sentimentos ao desenvolver os estudos em cada disciplina. Para refletir: Questões inseridas durante o estudo da disciplina para estimulá-lo a pensar a respeito do assunto proposto. Registre sua visão sem se preocupar com o conteúdo do texto. O importante é verificar seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. É fundamental que você reflita sobre as questões propostas. Elas são o ponto de partida de nosso trabalho. Textos para leitura complementar: Novos textos, trechos de textos referenciais, conceitos de dicionários, exemplos e sugestões, para lhe apresentar novas visões sobre o tema abordado no texto básico. Sintetizando e enriquecendo nossas informações: Espaço para você fazer uma síntese dos textos e enriquecê-los com sua contribuição pessoal. Sugestão de leituras, filmes, sites e pesquisas: Aprofundamento das discussões. Praticando: Atividades sugeridas, no decorrer das leituras, com o objetivo pedagógico de fortalecer o processo de aprendizagem. Para (não) finalizar: Texto, ao final do Caderno, com a intenção de instigá-lo a prosseguir com a reflexão. Referências: Bibliografia consultada na elaboração da disciplina. Pós-Graduação a Distância 5

8 Organização da Disciplina Ementa: A origem da Língua Portuguesa. O Português no Brasil e influências em sua formação. Diferenças entre o Português americano e o europeu. O novo Acordo Ortográfico. Questões de substrato, superstrato e adstrato em nosso idioma. Discussões entre especialistas. Aspectos literários. Objetivos: Capacitar o participante a compreender a influência histórico-cultural na formação do idioma português. Esclarecer os motivos da divisão fonética, lexical e semântica entre o idioma na américa e na Europa. Explicitar as principais diferenças entre o uso do idioma em lugares diferentes. Promover o entendimento do novo Acordo Ortográfico. Aprofundar conhecimentos linguísticos no idioma. Comparar influências literárias. Língua Portuguesa Carga Horária: 40 horas Conteúdo Capítulo A Língua Portuguesa 1 O Português no Brasil 2 Características Brasileiras 3 Diferenças entre Brasil e Portugal 4 O novo Acordo Ortográfico 5 O Português do Brasil Questões de Substrato, Superstrato e Adstrato 6 Entrevistas 7 Aspectos Literários 8 Língua Portuguesa Comparada 6

9 Introdução/Provocação O PORTUGUÊS é a língua que os portugueses, os brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos aprendem no berço, reconhecem como património nacional e utilizam como instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no relacionamento com as outras comunidades lusofalantes. Esta língua não dispõe de um território contínuo (mas de vastos territórios separados, em vários continentes) e não é privativa de uma comunidade (mas é sentida como sua, por igual, em comunidades distanciadas). Por isso, apresenta grande diversidade interna, consoante regiões e grupos que a usam. Mas, também por isso, é uma das principais línguas internacionais do mundo. É possível ter percepções diferentes quanto à unidade ou à diversidade internas do Português, conforme a perpectiva do observador. Quem se concentrar na língua dos escritores e da escola, colherá uma sensação de unidade. Quem comparar a língua falada de duas regiões (dialetos) ou grupos sociais (socioletos) não escapará a uma sensação de diversidade, até mesmo de divisão. Pós-Graduação a Distância 7

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11 Língua Portuguesa Capítulo 1 A Língua Portuguesa Unidade Uma língua de cultura como a nossa, portadora de longa história, que serve de matéria-prima e é produto de diversas literaturas, instrumento de afirmação mundial de diversas sociedades, não se esgota na descrição do seu sistema linguístico: uma língua como esta vive na História, na sociedade e no mundo. Tem uma existência que é motivada e condicionada pelos grandes movimentos humanos e, imediatamente, pela existência dos grupos que a falam. Significa dizer que o português falado em Portugal, Brasil e África pode continuar a ser sentido como uma única língua enquanto os povos dos vários países lusofalantes sentirem necessidade de laços que os unam. A língua é, porventura, o mais poderoso desses laços. Diz, a este respeito, o linguista português Eduardo Paiva Raposo: A realidade da noção de Língua Portuguesa, aquilo que lhe dá uma dimensão qualitativa para além de um mero estatuto de repositório de variantes, pertence, mais do que ao domínio linguístico, ao domínio da história, da cultura e, em última instância, da política. Na medida em que a percepção dessas realidades for variando com o decorrer dos tempos e das gerações, será certamente de esperar, concomitantemente, que a extensão da noção de língua portuguesa varie também. (Algumas observações sobre a noção de Língua Portuguesa, Boletim de Filologia, 29, 1984, 592) Diversidade A diversidade linguística que o Português apresenta através do seu enorme espaço pluricontinental é, inevitavelmente, muito grande e certamente vai aumentar com o tempo. Os linguistas acham-se divididos a esse respeito: alguns acham que, já neste momento, o Português de Portugal (PE) e o Português do Brasil (PB) são línguas diferentes; outros acham que constituem variedades bastante distanciadas dentro de uma mesma língua. (Instituto Camões de Portugal) Pós-Graduação a Distância 9

12 Língua Portuguesa (Olavo Bilac) Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amote assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: meu filho! E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Livro do Desassossego (Fernando Pessoa) Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie nem sequer mental ou de sonho, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida. Língua Portuguesa Comparada Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso. Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. Fabricou Salomão um palácio... E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é não a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica. 10

13 Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a Língua Portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal Português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha. A origem da Língua Portuguesa O idioma português teve origem no noroeste da Península Ibérica (norte de Portugal) e desenvolveu-se em sua faixa ocidental, na região conhecida como antiga Lusitânia. O Império Romano, ao chegar à península Ibérica em 218 a.c., trouxe o latim vulgar, de que todas as línguas românicas (também conhecidas como línguas novilatinas ou, ainda, neolatinas ) descendem. As línguas paleo-ibéricas, como a língua lusitana ou a sul-lusitana são substituídas pelo latim. A língua difundiu-se com soldados, colonos e mercadores, vindos das várias províncias e colônias romanas, que construíram cidades romanas normalmente perto de cidades nativas. Com a queda do Império Romano, no século V, ocorrem as primeiras alterações fonéticas documentadas. O idioma começou a ser usado em documentos escritos pelo século IX e, no século XV, tornara-se numa língua amadurecida, com uma literatura bastante rica. A partir de 409 d.c., enquanto o Império Romano entrava em colapso, a Península Ibérica era invadida por povos de origem germânica e iraniana ou eslava (suevos, vândalos, búrios, alanos, visigodos), conhecidos pelos romanos como bárbaros que receberam terras como fœderati. Os bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram em grande escala a cultura e a língua da península; contudo, desde que as escolas e a administração romana fecharam, a Europa entrou na Idade Média e as comunidades ficaram isoladas. O latim popular começou a evoluir de forma diferenciada e a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de um proto-ibero-romance lusitano (ou proto-galego-português). Desde 711, com a invasão islâmica da península, que também introduziu um pequeno contingente de saqalibas, o árabe tornou-se a língua de administração das áreas conquistadas. Contudo, a população continuou a usar as suas falas românicas, o moçárabe nas áreas sob o domínio mouro, de tal forma que, quando os mouros foram expulsos, a influência que exerceram na língua foi relativamente pequena. O seu efeito principal foi no léxico, com a introdução de cerca de mil palavras através do moçárabe-lusitano. Os registos mais antigos que sobreviveram de uma língua portuguesa distinta são documentos notariais (ou tabeliónicos) do século IX, ainda entremeados com muitas frases em latim notarial (ou latino-romance). Essa fase da história da língua, que antecedeu o surgimento de uma escrita (scripta) portuguesa autônoma foi designada por período proto-histórico, por José Leite de Vasconcellos e período das origens, por Clarinda Maia. Embora a escrita tivesse uma aparência alatinada a língua falada era o galego-português. Pós-Graduação a Distância 11

14 Os mais antigos textos escritos em português constituem aquilo que Ivo Castro chamou a produção primitiva portuguesa e datam de inícios do século XIII. A partir de 1255, o português foi adotado como língua de registro na chancelaria régia (no reinado de D. Afonso III). Portugal tornou-se independente em 1143 com o rei D. Afonso Henriques. A língua falada à época, o português antigo (antepassado comum ao galego e ao português moderno, do século XII ao século XIV), começou a ser usada de forma mais generalizada. Em 1290, o rei Dom Dinis criou a primeira universidade portuguesa em Lisboa (o Estudo Geral) e decretou que o português, até então apenas conhecido como língua vulgar, passasse a ser conhecido como Língua Portuguesa e oficialmente usado. No segundo período do português arcaico, entre os séculos XIV e XVI, com as descobertas portuguesas, a Língua Portuguesa espalhou-se por muitas regiões da Ásia, da África e das Américas. Hoje, a maioria dos falantes do português encontram-se no Brasil. No século XVI, torna-se a língua franca da Ásia e da África, usada não só pela administração colonial e pelos mercadores, mas também para comunicação entre os responsáveis locais e europeus de todas as nacionalidades. A irradiação da língua foi ajudada por casamentos mistos entre portugueses e as populações locais e a sua associação com os esforços missionários católicos levou a que fosse chamada Cristão em muitos sítios da Ásia. O Dicionário japonês-português de 1603 foi um produto da atividade missionária jesuíta no Japão. A língua continuou a gozar de popularidade no sudoeste asiático até ao século XIX. Algumas comunidades cristãs falantes de português na Índia, em Sri Lanka, na Malásia e na Indonésia preservaram a sua língua mesmo depois de terem ficado isoladas de Portugal. A língua modificou-se bastante nessas comunidades e, em muitas, nasceram crioulos de base portuguesa, alguns dos quais ainda persistem, após séculos de isolamento. Palavras de origem portuguesa entraram no léxico de várias outras línguas, como o japonês, o suaíli, o indonésio e o malaio. O fim do português arcaico é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende, em O período do português moderno (do século XVI até ao presente) teve um aumento do número de palavras originárias do latim clássico e do grego, emprestadas ao português durante a Renascença, aumentando a complexidade da língua. A geografia do Português Língua Portuguesa Comparada A exemplo do sentido que dou à palavra România no mundo neolatino, vou chamar Lusitânia ao espaço geolinguístico ocupado pela Língua Portuguesa, no conjunto de sua unidade e variedades. Esse será o espaço próprio da lusofonia: os seus usuários serão os lusofalantes. Como estágio atual da Língua Portuguesa no mundo, considerarei a situação da Lusitânia após a Segunda Guerra Mundial. Nessa perspectiva, vejo cinco faces na Lusitânia atual, que assim denominarei: Lusitânia Antiga, Lusitânia Nova, Lusitânia Novíssima, Lusitânia Perdida e Lusitânia Dispersa. A Lusitânia Antiga compreende Portugal, Madeira e Açores. A Lusitânia Nova é o Brasil. A Lusitânia Novíssima abrange as cinco nações africanas constituídas em consequência do processo dito de descolonização e que adotaram o Português como língua oficial: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Lusitânia Perdida são as regiões da Ásia ou da Oceania onde já não há esperança de sobreviência para a Língua Portuguesa. Finalmente, Lusitânia Dispersa são as comunidades de fala portuguesa espalhadas pelo mundo não lusófono, em consequência do afluxo de correntes imigratórias. (Sílvio Elia) O Português é língua oficial de nove países (Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste) e é largamente falado ou estudado como segunda língua noutros. Há, ainda, cerca de vinte línguas crioulas de base portuguesa. É uma importante língua minoritária em Andorra, Luxemburgo, Paraguai, Namíbia, 12

15 Maurícia, Suíça e África do Sul. Além disso, estão presentes em várias cidades no mundo numerosas comunidades de emigrantes onde se fala o português, como em Paris, Toronto, Montreal, Boston, Nova Jérsei, Miami, Nagoia etc. Com mais de 260 milhões de falantes, é a quinta língua nativa mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Possui estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul, na União Africana, na Organização dos Estados Americanos, na União Latina, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e na Associação dos Comitês Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP). O português é conhecido como A língua de Camões (em homenagem a Luís Vaz de Camões, escritor português, autor de Os Lusíadas) e A última flor do Lácio (expressão usada no soneto Língua Portuguesa, do escritor brasileiro Olavo Bilac). Miguel de Cervantes, o célebre autor espanhol, considerava o idioma doce e agradável. Relação com outros idiomas Em sua origem primeira, nosso idioma é uma língua indo-europeia, do grupo das línguas românicas (ou latinas), as quais descendem do latim, pertecente ao ramo itálico da família indo-europeia. A Língua Portuguesa é, em alguns aspectos, parecida com a Língua Castelhana, tal como com a Língua Catalã ou a Língua Italiana, mas é muito diferente na sua sintaxe, na sua fonologia e no seu léxico. Um falante de uma das línguas precisa de alguma prática para entender um falante da outra. Além do mais, as diferenças no vocabulário podem dificultar o entendimento. Compare-se por exemplo: Ela fecha sempre a janela antes de jantar. (português) Ella cierra siempre la ventana antes de cenar. (castelhano) Enquanto os falantes de português têm um nível notável de compreensão do castelhano, os falantes castelhanos têm, em geral, maior dificuldade de entendimento. Isto acontece porque o português, apesar de ter sons em comum com o castelhano, possui outros que são únicos. No português, por exemplo, há vogais e ditongos nasais (provavelmente herança das línguas célticas). Além disso, no português europeu há profunda redução de intensidade das sílabas finais e as vogais átonas finais tendem a ser ensurdecidas ou mesmo suprimidas. Esta particularidade da variedade europeia, que resulta do chamado processo de redução do vocalismo átono, dificulta a compreensão por parte de falantes castelhanos, galegos e, mesmo, brasileiros. Idioma e dialetos A Língua Portuguesa tem grande variedade de dialetos, muitos deles com uma acentuada diferença lexical em relação ao português-padrão, seja no Brasil ou em Portugal. Tais diferenças, entretanto, não prejudicam muito a inteligibilidade entre os locutores de diferentes dialetos. Os primeiros estudos sobre os dialetos do português europeu começaram a ser registados por Leite de Vasconcelos, no começo do século XX. O português africano, em especial o português são-tomense, tem muitas semelhanças com o português do Brasil. Ao mesmo tempo, os dialetos do sul de Portugal (chamados meridionais ) apresentam muitas semelhanças com o falar brasileiro, especialmente, o uso intensivo do gerúndio (falando, escrevendo etc.). Na Europa, o dialeto transmontano-alto-minhoto apresenta muitas semelhanças com o galego. Após a independência das antigas colônias africanas, o português-padrão de Portugal tem sido o preferido pelos países africanos de Língua Portuguesa. Logo, o português tem apenas dois dialetos de aprendizagem, o europeu e o brasileiro. Note-se que na língua portuguesa europeia há uma variedade prestigiada que deu origem à norma-padrão: a variedade de Lisboa. No Brasil, o dialeto de mais prestígio é o falado pelos habitantes cultos das grandes cidades, sendo mais difundidos Pós-Graduação a Distância 13

16 na mídia de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os dialetos europeus e americanos do português apresentam problemas de inteligibilidade mútua (dentro dos dois países), devido, sobretudo, a diferenças fonéticas e lexicais. Nenhum pode, no entanto, ser considerado como intrinsecamente melhor ou mais perfeito do que os outros. Principais dialetos em Portugal Açorianos Madeirenses Transmontanos Alto-minhotos Baixo-minhotos Centro-litoral Centro-interior Sul Principais dialetos no Brasil Caipira interior do estado de São Paulo, norte do Paraná, sul de Minas Gerais, sul de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul (Sul, Sudeste e Centro-Oeste). Nordestino do norte dialeto falado no norte da Região Nordeste, mais precisamente no Maranhão e no Piauí, com influência do dialeto nortista. Nordestino do sul/baiano dialeto falado no sul da Região Nordeste, mais precisamente na Bahia, com influência do dialeto mineiro. Fluminense (ouvir) estado do Rio de Janeiro, capital e regiões litorânea e serrana (Sudeste). Gaúcho Rio Grande do Sul, com alguma influência do castelhano, como bueno, griz, cucharra e entonces (Sul). Mineiro Minas Gerais (Sudeste). Língua Portuguesa Comparada Nordestino do centro dialeto falado no centro da Região Nordeste, mais precisamente nos estados de Alagoas e Sergipe e interior do Ceará, da Paraíba, Pernambuco e do Rio Grande do Norte. As cidades de Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza apresentam um dialeto misturado (ouvir), forte influência dos dialetos paulistano, fluminense, sulista e naturalmente nordestino, devido a migrantes recentes do Sudeste e Sul e nordestinos que voltam de São Paulo e Rio de Janeiro. Nortista estados da bacia do Amazonas (o interior e Manaus têm falares próprios). Paulistano cidade de São Paulo e proximidades. Sertanejo Goiás e Mato Grosso. Assemelha-se aos dialetos mineiro e caipira. Sulista Paraná e Santa Catarina. Este dialeto sofre inúmeras variações de pronúncia de acordo com a área geográfica, sendo influenciado pela pronúncia de São Paulo e do Rio Grande do Sul, com influências eslavas no Paraná e em algumas regiões de Santa Catarina a maioria das regiões deste estado influências portuguesas e gaúchas. Há ainda pequena influência nas áreas de colonização alemã com sotaque. 14

17 Capítulo 2 O Português do Brasil Podemos referir aqui a questão da língua nacional no Brasil como um dos elementos de definição da identidade brasileira. Esta questão leva à consideração da variação (e por aí da diversidade) na medida em que ela pode caracterizar o Brasil como um país distinto de Portugal. Mas, por outro lado, isto se inscreve na constituição da unidade necessária (ou de uma nova unidade) neste novo espaço que é o Brasil. Assim, os indigenismos, os africanismos, os provincianismos, os regionalismos aparecem como diferenças domesticadas, enquanto características do Brasil. Em outras palavras, todas as diversidades dos falares e a diversidade do conjunto das línguas indígenas brasileiras e das línguas africanas faladas no Brasil são referidas à unidade da língua nacional. Elas se organizam em relação a essa unidade. O que há de específico é que esta unidade não é referida ao português de Portugal, mas ao do Brasil. (Eni Orlandi) A Língua Portuguesa no Brasil Eduardo Guimarães A Língua Portuguesa formou-se como língua específica, na Europa, pela diferenciação que o latim sofreu na Península Ibérica, durante o processo de contatos entre povos e línguas, que se deram a partir da chegada dos romanos no século II a.c., por ocasião da segunda Guerra Púnica, no ano de 218 a.c. Na Península Ibérica, o latim entrou em contato com línguas já ali existentes. Depois houve o contato do latim já transformado com as línguas germânicas, no período de presença desses povos na península (de 409 a 711 d.c). Em seguida, com a invasão mulçumana (árabes e berberes), esse latim modificado e já em processo de divisão entra em contato com o árabe. Na primeira fase do processo de reconquista da Península Ibérica pelos cristãos, que tinham resistido no norte, os romances (latim modificado por anos de contato com outros povos e línguas) tomaram uma feição específica no oeste da península, formando o galego-português e, em seguida, o português. Formou-se paralelamente o Condado Portugalense e, a partir dele, um novo país, Portugal. Toma-se como data de independência do condado do reino de Castela e Leão a batalha de São Mamede, em Essa nova língua, depois de um longo período de mudanças correspondente a todo o final da chamada Idade Média, é transportada para o Brasil, assim como para outros continentes, no momento das grandes navegações do final do século XV e do século XVI. Português: língua oficial e nacional Com o início efetivo da colonização portuguesa em 1532, a Língua Portuguesa começa a ser transportada para o Brasil. Aqui ela entra em relação, num novo espaço-tempo, com povos que falavam outras línguas, as línguas indígenas, e acaba por tornar-se, nessa nova geografia, a língua oficial e nacional do Brasil. Podemos estabelecer para esta história quatro períodos distintos, se consideramos, como elemento definidor, o modo de relação da língua portuguesa com as demais línguas praticadas no Brasil deste Pós-Graduação a Distância 15

18 O primeiro momento começa com o início da colonização e vai até a saída dos holandeses do Brasil, em Nesse período, o português convive, no território que é hoje o Brasil, com as línguas indígenas, com as línguas gerais e com o holandês, esta última a língua de um país europeu e também colonizador. As línguas gerais eram línguas tupi faladas pela maioria da população. Eram as línguas de contato entre índios de diferentes tribos, entre índios e portugueses e seus descendentes, assim como entre portugueses e seus descendentes. A língua geral era assim uma língua franca. O Português, como língua oficial do Estado português, era a língua empregada em documentos oficiais e praticada por aqueles que estavam ligados à administração da colônia. O segundo período começa com a saída dos holandeses do Brasil e vai até a chegada da família real portuguesa no Rio de Janeiro, em A saída dos holandeses muda o quadro de relações entre línguas no Brasil, na medida em que o português não tem mais a concorrência de uma outra língua de Estado (o holandês). A relação passa a ser, fundamentalmente, entre o português, as línguas indígenas, especialmente as línguas gerais, e as línguas africanas dos escravos. Esse período caracteriza-se por ser aquele em que Portugal, dando andamento mais específico ao processo de colonização, toma também medidas diretas e indiretas que levam ao declínio das línguas gerais. A população do Brasil, que era predominantemente de índios, passa a receber um número crescente de portugueses, assim como de negros que vinham para o Brasil como escravos. Para se ter uma ideia, no século XVI, foram trazidos para o Brasil 100 mil negros. Este número salta para 600 mil no século XVII e 1,3 milhão no século XVIII. O espaço de línguas do Brasil passa a incluir também a relação das línguas africanas dos escravos e o português. Com o maior número de portugueses, cresce também o número de falantes específicos do português. E isto tem uma outra característica: os portugueses que vêm para o Brasil não vêm da mesma região de Portugal. Desse modo, passam a conviver no Brasil, num mesmo espaço e tempo, divisões do português que, em Portugal, conviviam como dialetos de regiões diferentes. Nesse período, ainda, há dois fatos de extrema importância. O primeiro deles é a ação direta do Império português, que age para impedir o uso da língua geral nas escolas. Esta ação é uma atitude direta de política de línguas de Portugal para tornar o português a língua mais falada do Brasil. Uma dessas ações mais conhecidas é o estabelecimento do Diretório dos Índios (1757), por iniciativa do Marquês de Pombal, ministro de Dom José I, que proibia o uso da língua geral na colônia. Assim, os índios não poderiam mais usar nenhuma outra língua que não a portuguesa. Essa ação, junto com o aumento da população portuguesa no Brasil, terá um efeito específico que ajuda a levar ao declínio definitivo da língua geral no país. O Português que já era a língua oficial do Estado passa a ser, então, a língua mais falada no Brasil. O terceiro momento do português no Brasil começa com a vinda da família real em 1808, como consequência da guerra com a França, e termina com a independência. Poderíamos utilizar, como data final desse período, 1826, pois é nesse ano que se formula a questão da língua nacional do Brasil no parlamento brasileiro. Língua Portuguesa Comparada A vinda da família real terá dois efeitos importantes. O primeiro deles é um aumento, em curto espaço de tempo, da população portuguesa no Brasil. Chegaram ao Rio de Janeiro em torno de 15 mil portugueses. O segundo é a transformação do Rio de Janeiro em capital do Império, que traz novos aspectos para as relações sociais em território brasileiro, e isto inclui também a questão da língua. Logo de início, Dom João VI criou a imprensa no Brasil e fundou a Biblioteca Nacional, mudando o quadro da vida cultural brasileira e dando à Língua Portuguesa aqui um instrumento direto de circulação, a imprensa. Esses fatos produzem um certo efeito de unidade do português para o Brasil, enquanto língua do rei e da Corte. O quarto período começa em Nesse ano o deputado José Clemente propôs que os diplomas dos médicos no Brasil fossem redigidos em "linguagem brasileira". Em 1827 houve um grande número de discussões sobre o fato de que os professores deveriam ensinar a ler e a escrever utilizando a gramática da língua nacional. Ou seja, a questão da Língua Portuguesa no Brasil, que já era língua oficial do Estado, põe-se agora como uma forma de transformá-la de língua do colonizador em língua da nação brasileira. Temos aí constituída a sobreposição da língua oficial e da língua nacional. 16

19 Essas questões tomam espaços importantes tanto na literatura quanto na constituição de um conhecimento brasileiro sobre o português no Brasil. É dessa época a literatura de José de Alencar que tem debates importantes com escritores portugueses que não aceitavam o modo como ele escrevia. É também dessa época o processo pelo qual os brasileiros tiveram legitimadas suas gramáticas para o Ensino de Português e seus dicionários. Dessa maneira, cria-se historicamente, no Brasil, o sentido de apropriação do português enquanto uma língua que tem as marcas de sua relação com as condições brasileiras. Pela história de suas relações com outro espaço de línguas, o português, ao funcionar em novas condições e nelas se relacionar com línguas indígenas, língua geral, línguas africanas, modificou-se de modo específico e os gramáticos e lexicógrafos brasileiros do final do século XIX, junto com nossos escritores, trabalham o "sentimento" do português como língua nacional do Brasil. Esse quarto período, no qual o português já se definira como língua oficial e nacional do Brasil, trará uma outra novidade, o início das relações entre o português e as línguas de imigrantes. Começa em 1818/1820 o processo de imigração para o Brasil, com a vinda de alemães para Ilhéus (1818) e Nova Friburgo (1820). Esse processo de imigração terá um momento muito particular na passagem do século XIX para o XX ( ). A partir desse momento, entraram no Brasil, por exemplo, falantes de alemão, italiano, japonês, coreano, holandês, inglês. Deste modo, o espaço de enunciação do Brasil passa a ter, em torno da língua oficial e nacional, duas relações significativamente distintas: de um lado as línguas indígenas (e num certo sentido as línguas africanas dos descendentes de escravos) e de outro as línguas de imigração. Essa diferença não é simplesmente uma diferença empírica do tipo: as línguas indígenas e seus falantes já existiam no Brasil quando da chegada dos portugueses e as línguas de imigração vieram depois. A diferença é o modo de relação. As línguas indígenas e africanas entram na relação como línguas de povos considerados primitivos a serem ou civilizados (no caso dos índios) ou escravizados (no caso dos negros), ou seja, não há lugar para essas línguas e seus falantes. No caso da imigração, as línguas e seus falantes entram no Brasil por uma ação de governo que procurava cooperação para desenvolver o país. E as línguas que vêm com os imigrantes eram, de algum modo, línguas nacionais ou oficiais nos países de origem dos imigrantes. Essas línguas são línguas legitimadas no conjunto global das relações de línguas, diferentemente das línguas indígenas e africanas. As línguas dos imigrantes eram línguas de povos considerados civilizados, em oposição às línguas indígenas e africanas. Enquanto língua oficial e língua nacional do Brasil, o português é uma língua de uso em todo o território brasileiro, sendo também a língua dos atos oficiais, da lei, a língua da escola e que convive, na extensão do território brasileiro, com um grande conjunto de outras línguas (de um lado as línguas indígenas e de outro as línguas de imigrantes). Por outro lado, enquanto língua nacional, o português é significado como a língua materna de todos os brasileiros, mesmo que bom número de brasileiros tenham como língua materna outras línguas, ou indígenas ou de imigrantes. Características do Português do Brasil A vinda da Língua Portuguesa para o Brasil não se deu, como vimos, em um só momento. Ela se deu durante todo o período de colonização entrando em relação constante com outras línguas. Por outro lado, o povoamento do Brasil fez-se com a vinda de portugueses de todas regiões de Portugal. Desse modo, sua vinda para o Brasil traz para esse novo espaço as diversas variedades do português de Portugal. Estas variedades se instalarão em lugares diferentes do Brasil, mas, em muitos casos, elas convivem num mesmo espaço, como no Rio de Janeiro, por exemplo. O português do Brasil vai, com o tempo, apresentar um conjunto de características não encontráveis, em geral, no português de Portugal, da mesma maneira que o português, em diversas outras regiões do mundo, terá características também específicas, em virtude das condições novas em que a língua passou a funcionar. Há de se considerar que, se levamos em conta a língua escrita, vamos encontrar maior proximidade entre o português do Brasil, assim como o de outras regiões do mundo, com o português de Portugal, já que a língua escrita está mais sujeita à normatização da língua efetivada por meio de gramáticas normativas, dicionários e outros instrumentos reguladores da língua. Na língua oral, o processo de incorporação de características específicas faz-se de modo mais rápido. Pós-Graduação a Distância 17

20 Meu objetivo não é, neste texto, discutir essas diferenças internas, mas mostrar como o português do Brasil apresenta um conjunto importante de características específicas. A seguir, vou apresentar um conjunto destas características encontráveis no português do Brasil. Vou me limitar a apresentar, aqui, o que chamarei de diferenças gramaticais e lexicais (de vocabulário). Evidentemente que a caracterização do português do Brasil envolve a consideração efetiva das diversas divisões a que a Língua Portuguesa está sujeita no Brasil, tanto regionais quanto sociais e históricas (tal como mostram o artigo "Variedades do português no mundo e no Brasil" de Emílio Pagotto, para a questão das diferenças na língua, e o artigo "Língua brasileira" de Eni Orlandi, sobre os aspectos discursivos envolvidos nessa questão). Nas características gramaticais, podemos distinguir dois conjuntos de características: o das características fonéticofonológicas; o das características morfológicas e sintáticas. Características fonéticos-fonológicas Neste nível, a grande especificidade do português do Brasil, se comparado ao de Portugal, considerando o que Pagotto nos mostra em seu texto, é seu sistema de vogais. Para observar esse aspecto, é necessário distinguir, tal como nos mostrou Câmara (1953, 1970) a vogal na posição tônica (da sílaba com acento de intensidade), a vogal na posição átona final (como o /a/ de fuga), e a vogal na posição pretônica (como o /a/ de até). a) Na posição tônica, o português do Brasil apresenta 7 vogais: /a/ (entrada); /é/ (deve), /ê/ (medo), /i/ (viga); /ó/ (avó), /ô/ (avô), /u/ (urubu). Note-se que a vogal /a/ é pronunciada, com timbre aberto, com a língua em repouso embaixo, na boca; que as vogais /é/, /ê/, /i/ são anteriores, elas são pronunciadas com um movimento da língua para frente; e as vogais /ó/, /ô/, /u/ são posteriores, pronunciadas com um movimento da língua para trás. Em Portugal, além dessas vogais, há também um /ä/, que não é aberto como o /a/. Este /ä/ é pronunciado com certa elevação da língua, diferentemente do /a/ aberto pronunciado com língua em repouso, embaixo na boca. Assim é que, na língua falada, se distingue /falämos/, presente do indicativo, de /falamos/ passado perfeito. b) Na posição átona final, no português do Brasil, de modo geral, há três vogais /a/ (casa), /i/ (barbante, pronunciado [barbãti]), /u/ (menino, pronunciado [meninu] e mesmo [mininu]). Em Portugal, são também três vogais, /ä/, /ë/ e /u/. Assim, diferentemente do Brasil, /ä/ é pronunciado com a língua mais alta, com timbre mais fechado, /ë/ é pronunciado fechado, mas numa posição mais posterior do que o /ê/ do Brasil. O /u/ tem as mesmas características fonéticas do /u/ brasileiro. c) Na posição pretônica, há no português do Brasil, em geral, 5 vogais, /a/, /ê/, /i/, /ô/, /u/, enquanto que em Portugal mantêm-se as 8 vogais da posição tônica, com a diferença de que o /ê/ passa a /ë/, numa pronúncia mais central: /a/, /ä/; /é/, /ë/, /i/; /ó/, /ô/, e /u/. Características morfológicas e sintáticas Língua Portuguesa Comparada No nível sintático, uma primeira característica geral do português do Brasil é que ele, no que toca ao funcionamento dos pronomes átonos (me, te, se, lhe, o, a etc.) tem uma colocação mais proclítica, não sendo encontrável em Portugal, por exemplo, João se levantou, tão comum no Brasil. Isto faz com que toda a colocação de pronomes átonos no Brasil seja bastante diferente da de Portugal. Este tipo de diferença tem muito a ver com o fato de que as diferenças fonéticofonológicas, apontadas antes, levam a um outro ritmo da frase, assim como uma diferença de tonicidade nesses pronomes. Isso resulta em um outro modo de colocá-los na frase, tal como já nos mostrou Ali (1908). No Brasil, é também comum construções como está escrevendo, com estar + gerúndio, não comum em Portugal, onde se encontram expressões como está a escrever, com estar a + infinitivo. É também comum no Brasil expressões com a preposição em, que em Portugal são com a preposição a. Tem-se, comumente no Brasil: está na janela, chegou no Brasil, quando em Portugal se tem está à janela, chegou ao Brasil. 18

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