Marcus Maia Marcela Teixeira

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1 Povos e Línguas Indígenas do Brasil Marcus Maia Marcela Teixeira Julho/2009

2 Ao estudar a morfologia craniana de Luzia, Neves encontrou traços que lembram os atuais aborígines da Austrália e os negros da África. Ao lado do colega argentino Héctor Pucciarelli, do Museo de Ciencias Naturales de la Universidad de La Plata, Neves formulou a teoria de que o povoamento das Américas teria sido feito por duas correntes migratórias de caçadores-coletores, ambas vindas da Ásia, provavelmente pelo estreito de Bering através de uma língua de terra chamada Beríngia(que se formou com a queda do nível dos mares durante a última idade do gelo). Cada corrente migratória, no entanto, era composta por grupos biológicos distintos. A primeira, os chamados aborígenes americanos, teria ocorrido 14 mil anos atrás e os membros teriam aparência semelhante aos de Luzia. O segundo grupo teria sido o dos povos mongolóides, há cerca de 11 mil anos, dos quais descendem atualmente todas as tribos indígenas das Américas.

3 Como qualquer outra das cerca de seis mil línguas naturais existentes, as línguas indígenas são organizadas segundo princípios gerais comuns e constituem manifestações da capacidade humana da linguagem.

4 Podemos resumir as principais contribuições da Lingüística ao estudo da linguagem humana, sobre as quais há convergência entre pesquisadores de diferentes orientações teóricas. São elas: 1. Não há línguas primitivas: todas as línguas são altamente complexas em cada um de seus níveis estruturais. 2. Todas as línguas são articuladas, recursivas e apresentam estruturas formais similares: sentenças, sintagmas, palavras esons. 3. Todas as línguas são bem-formadas, lógicas e governadas por regras. 4. Todas as línguas variam, apresentando dialetos associados a grupos geográficos, sociais e etários diferentes. 5.Amudançalingüísticaénormal:nãosetemnotíciade nenhuma língua natural que tenha permanecido imutável.

5 Estudos sobre as línguas indígenas brasileiras do descobrimento a 1950 Primeiros estudos: missionários católicos Tupi/Tapuya A língua brasílica A Arte da Gramática da Língua Mais Falada Nas Costas do Brasil (Anchieta, 1595) Gramática do Padre Luís Figueira (1621) Arte da Gramática da Língua Brasílica da Nação Kiriri de Miguel Deslandes (1699) Catecismos, doutrinas cristãs, dicionários, cartilhas Mattoso Câmara: os estudos missionários eram subordinados à conversão religiosa, adaptavam as línguas aos padrões gramaticais clássicos, simplificação fonética e semântica Yonne Leite: corpora jesuítico é rica fonte de dados, permitindo reanálises A Tupinologia Nheengatu/Abanhenga Textos tupi compostos por falantes de português A influência do tupi no português: os tupinismos/ o morfema rana Mattoso Câmara: sem estudos in loco, natureza filológica, restrito a empréstimos lexicais Naturalistas e Etnólogos europeus Von Martius, Karl von den Steinen, Theodor Koch-Grünberg, Paul Ehrenreich, Fritz Krause, Castelneau, Coudreau. Pesquisadores brasileiros A Comissão Rondon Couto de Magalhães Capistrano de Abreu Curt Nimuendaju Unkel

6 Estudos sobre as línguas indígenas brasileiras de 1950 aos dias atuais Considerações sobre o estudo das línguas indígenas brasileiras nesse período entrecruzam-se necessariamente com a história da implementação da Lingüística no Brasil e com a instalação, no País, do Summer Institute of Linguistics. O principal foco daqueles que se preocupavam então com as línguas indígenas era o apelo em favor do estudo científico das mesmas. Assim, em 1930 José Oiticica (1933), ao mesmo tempo em que criticava a orientação até então vigente nos estudos de línguas indígenas, falava sobre a necessidade de se proceder metodicamente à documentação dessas línguas e de se organizar um centro coordenador de pesquisas lingüísticas na América do Sul. Três décadas depois, em relatório apresentado na 5ª Reunião Brasileira de Antropologia (B. Horizonte, junho/61), A. Rodrigues (1961) observava que a "indigência de bons materiais" sobre as línguas indígenas brasileiras era ainda praticamente a mesma.

7 O SIL A vinda e permanência do SIL teve outras influências negativas na formação da Lingüística Indígena no Brasil. O acordo com aquela instituição criou a falsa idéia de que nossas línguas já estavam sendo estudadas por lingüistas competentes, o que desestimulou o ingresso na área de estudantes iniciantes e mesmo de outros pesquisadores estrangeiros. Alie-se a isto o fato de que o modo de trabalho linguístico do SIL, com sua concepção de permanência prolongada em campo (sem dúvida imprescindível para o aprendizado prático da língua e para as tarefas de catequese e tradução da bíblia), com a produção de resultados em geral fragmentários, em desproporção ao tempo de permanência em área e às facilidades de infraestrutura disponíveis à Instituição (Leite, 1981), passou a ser visto como o "padrão" de trabalho com línguas indígenas, contribuindo para uma falsa representação de que o estudo de uma língua indígena constitui um tarefa de natureza "missionária", ao qual o pesquisador deve dedicar toda a sua vida, sendo pouco gratificante do ponto de vista acadêmico. (Lucy Seki)

8 A Lingüística Indígena Brasileira Somente a partir da década de setenta, e mais particularmente de oitenta, paralelamente ao avanço gradativo no processo de institucionalização da Lingüística no Brasil, houve também um avanço considerável na formação de lingüistas brasileiros que passaram a se dedicar ao estudo de nossas línguas e à formação de novos quadros para a área, o que se evidencia pelo número de teses e dissertações defendidas e pelo significativo aumento de publicações O Setor de Lingüística do Museu Nacional/UFRJ O Museu do Índio O Museu Goeldi Unicamp UnB, UFGo, UFPa, UFPE, UFAL,UFSC,UNIR,USP, Unemat

9 Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil com Tomé de Sousa, em 1549, liderados por Manuel da Nóbrega, que se tornou o provincial, isto é, chefe da ordem no Brasil. O poder que os jesuítas exerciam em Portugal, por intermédio do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, instaurou-se também na colônia.

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11 Características principais dos materiais lingüísticos dessa época, já apontadas por Câmara Jr., são: 1. referem-se somente à língua tupi, uma generalização de variantes próximas, também chamada de brasílica, nos séculos XVI e XVII, e de tupinambá, a partir do século XVIII, e ainda de tupi-guarani; 2. focalizam a língua não pelo interesse nela, em si, enquanto objeto de estudo, mas com a finalidade prática de estabelecer um meio de comunicação com os falantes nativos e de promover sua catequese; 3. a língua é abordada com base no aparato conceptual então disponível o de descrição das gramáticas clássicas, particularmente a latina.

12 LÉRY, J. de. Viagem à Terra do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/USP,

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14 Entra em pormenores a respeito da função do canto, descrevendo o canto ("He, ha, he, hé, he") e a prática responsorial das mulheres, dando atenção a gestos e à coreografia. Menciona danças e cantos acompanhadas pelo consumo de cauim. (...) Descreve a confecção de idiofones de cascas de frutas que os indígenas prendiam nos tornozelos. Segundo ele, essas fieiras de cascos e cascas desempenhavam a função de excitar o espírito e poderiam ser comparados, segundo Léry, com os guisos comumente usados nos folguedos da Europa, uma comparação que podia ser corroborada pelo fato desses instrumentos europeus serem muito procurados pelos indígenas. Também oferece dados a respeito do contexto ritual no qual eram usados, citando, por exemplo, o uso de guisos de pernas pelos homens jovens por ocasião do casamento, comparando-os mais uma com os costumes do catolicismo popular na Europa. (...) Outro pormenor de extraordinária importância etnomusicológica é a menção que Léry faz das referências a pássaros nos cantos indígenas. No Capítulo XII, dedicado aos pássaros e insetos voadores, fornece dados a respeito do pássaro chamado "Kanidé", citado frequentemente em canções que repetiriam "Kanidé-june, Kanidé-june, heurauech".

15 Também apresenta em seu Colóquio, a flexão do verbo tupi, dando importantes explicações: A-ikó, ere-ikó, o-ikó, oro-ikó, pe-ikó, o-ikó. Estou, estás, está, estamos, estais, estão. A-ikó akûeî-me. Ere-ikó akûeî-me O-ikó akûeî-me. Pe-ikó akûeî-me. A'e o-ikó akûeî-me Estava Estavas Estava Estáveis Estavam Quanto ao tempo perfeitamente passado e totalmente transato, toma-se o verbo ikó, como antes e se lhe acrescenta o advérbio akûeî-me, que lembra o tempo de outrora, inteiramente passado. (In: Colóquio, Historie, 157) E-ikó, t'o-ikó, t'oro-ikó, ta pe-ikó, a e t o-ikó. Sê tu, seja ele, sejamos nós, sede vós, sejam eles. É o determinativo que se chama imperativo. Para o futuro basta acrescentar irã, como já se disse. O sentido de ordem se dá empregando taûîé, isto é, agora, atualmente (sic). Para exprimir desejo e afeição a alguma coisa, usamos o chamado optativo: A-ikó-mo mã: Oxalá estivesse eu! Seguindo-se como acima. (Ibidem) A-îu, ere-îu, o-ú, oro-îu, pe-îu, o-ú. Venho ou vim, vens ou vieste, vem ou veio, vimos, vindes ou viestes, vem ou vieram. (Conjugação do verbo a-îu) Eduardo Navarro

16 Exemplo do indicativo ou demonstrativo no tempo presente. Para os outros tempos devem-se tomar unicamente os advérbios acima citados, pois nenhum verbo se conjuga por outra forma a não ser por meio de advérbios, tanto no pretérito, presente imperfeito, mais-que-perfeito, indefinido, quanto no futuro ou tempo vindouro. Léry, como um autêntico gramático ou lingüista, observa a ausência de expressão temporal no verbo tupi, revelando que são as partículas, na verdade, que expressam o tempo naquela língua. Foi ele que, pela primeira vez, empregou o termo artigo (article) para designar a flexão à esquerda que o verbo tupi apresenta, o que tornaria impróprio o uso do termo desinentia, que significa, propriamente, terminação. Léry até mesmo cria terminologia gramatical na própria língua brasílica: A palavra que em nossa língua brasílica corresponde a nhe'eng-aba, locução ou maneira de dizer. Assim, a obra de Léry foi de suma importância para o conhecimento do tupi antigo, mormente se considerarmos que ele não se inseria no sistema missionário jesuítico em cujo âmbito deu-se grande parte da produção de textos naquela língua indígena clássica do Brasil.

17 Jean de Léry, em pleno domínio do tupinambá, mostra a variante dialetal tupi, de São Vicente, se nos fundamos na citação da Arte de Anchieta. Os tupinambás diriam, segundo Rodrigues: - Pá, a-îur, com a consoante final do verbo afirmativo. O texto de Léry contradiz a própria afirmação de Anchieta e desmente afirmação de que a língua brasílica fosse o tupinambá. O tupinambá é, na verdade, uma variante dialetal da língua brasílica na qual também se incluem as variantes tupi, tupiniquim, temiminó e, possivelmente, ainda outras. Com efeito, Rodrigues emprega o designativo tupinambá com uma extensão que ele absolutamente não tinha. Seu erro advém de se ter fundado na obra do antropólogo Alfred Métraux, que utiliza o termo tupinambá como um genérico haja vista, o fato de eles estarem na porção meridional (Guanabara), central (Pernambuco e Bahia) e setentrional (Maranhão) do país. Contudo ainda que estivessem bem mais disseminados na costa brasileira que outros grupos, os tupinambás não falavam a língua brasílica de forma absolutamente igual, o que o texto de Léry evidencia e o que torna o designativo tupinambá impróprio para se referir à língua brasílica como um todo. O texto de Léry, no seguinte passo, mais uma vez desmente a hipótese de Rodrigues (op. cit.): Abá-pe o-monhang? Quem as fez? Paîé-gûasu r-emi-monhanga. São obra de um grande pajé. Ora, em pleno domínio tupinambá, Léry usa aquilo que Anchieta chamaria de tupi de São Vicente. Strictu sensu, no domínio tupinambá dir-se-ia: Abá-pe o-î-monhang, com o pronome objetivo incorporado. Se Léry empregou formas do tupi de São Vicente no domínio do tupinambá era porque este último também apresentava diferenças ao longo da costa brasileira e Léry deixou-as evidenciadas em sua importante obra.

18 Sem nenhuma dúvida, é à obra dos franceses, notadamente a de Jean de Léry, Claude D Abbeville e Yves D Evreux, que devemos importantes conhecimentos sobre a língua brasílica, falada em quase toda a costa brasileira, segundo a abalizada palavra de Gândavo: A língua que usam toda pela costa é uma, ainda que em certos vocábulos difere em algumas partes, mas não de maneira que se deixam uns aos outros de entenderem. É o próprio Gândavo quem nos informa que a língua brasílica (ou o tupi antigo) era falada na costa brasileira até o paralelo de 27 0, aproximadamente, ao sul, por milhares de quilômetros em nosso litoral. Os cronistas portugueses mencionados anteriormente e o cronista Hans Staden, de origem germânica, legaram-nos importantes conhecimentos sobre o léxico da língua brasílica, notadamente nos campos semânticos da flora e da fauna. Sem embargo, foram os três cronistas franceses supracitados os que recolheram importantes textos e diálogos, facultando-nos o conhecimento pleno da sintaxe e da morfologia da língua brasílica. Ademais, é mister salientar que dois deles, Yves D Evreux e Claude D Abbeville, foram os cronistas da gesta francesa no Maranhão, ao passo que Jean de Léry foi o cronista da França Antártica, a revelar situações lingüísticas de áreas muito distanciadas entre si.

19 Gramática tupi: Uma constante da história colonial das línguas indígenas utilizadas na conversão religiosa foi a de terem recebido algum tipo de escrita alfabética. Sobre elas, uma trilogia de obras foi elaborada: catecismos, vocabulários e gramáticas. Desses três gêneros, o primeiro a ser elaborado em tupi foi o catecismo. Este tipo de obra era complementado com as falas próprias para cada cerimonial cristão (batizar, casar, ungir, enterrar, confessar, declarar e admoestar) [13]. Textos como esses foram escritos logo no primeiro ano da chegada dos jesuítas por ordem do provincial Nóbrega. Dois padres do Reino foram encarregados de escrevê-los com o auxílio dos colonos, em especial um que era alfabetizado (PIRES, 1551 apud LEITE, 1956:252)(NAVARRO, 1551 apud CORTEZAO, 1955). Navarro incumbiu a esse colono de traduzir sermões, um texto para ser usado na confissão e orações (LEITE, 1958:546). Em relação aos vocabulários, Leite avalia que foram obras elaboradas por iniciativa e uso individual até Neste ano, foi solicitado pela metrópole um vocabulário para que os jesuítas europeus, a caminho da colônia, pudessem usar como forma de aprendizado. Quanto a gramática, a primeira foi a de Anchieta, escrita entre em São Vicente e publicada em Uma outra, tupi, foi escrita no século XVII por Luis Figueira, quando o foco da ação jesuítica passou a ser as colônias mais ao norte (Maranhão e Grão Pará). Anchieta, ainda, colaborou com Manuel Viegas na elaboração de uma arte na língua Marominin. Para ler um catecismo tupi, requeria ser alfabetizado em português, já que essa ortografia serviu de base para a escrita tupi. Para usar um vocabulário, exigia, além de ser alfabetizado, conhecer as regras de uso desse gênero de obra (consulta ao significado de palavras isoladas ordenadas alfabeticamente). No caso da gramática tupi, era requerido um conhecimento extra, o de saber noções da gramática latina. Saber falar tupi não tornava uma pessoa capaz de compreender uma gramática nesta mesma língua. Maria Candida Drummond de Barros -

20 A história da gramática tupi se constrói paralela ao ensino de latim. A idéia de fazer uma Arte tupi já é mencionada por Navarro em 1553 (LEITE, 1950:v.II:549), porém seu primeiro autor acabou sendo Anchieta, professor de latim em São Vicente. Ele menciona estar trabalhando na Arte em 1555, mas não encontrava ali pessoas que soubessem gramática [14], que pudessem fazer uso da obra, apenas os que chegassem da Metrópole com conhecimento de latim. Um ano mais tarde, Nóbrega levou uma cópia da Arte para Bahia, e quem parece disposto a aprender a língua brasílica por meio dela é o professor de Latim do Colégio da Bahia, Antonio Blazques (1556 apud LEITE, 1957:301). A primeira gramática tupi (1555) foi contemporânea à primeira gramática do português (1536). A proliferação de gramáticas no século XVI foi um sinal da ideologia das letras, que tornou o latim modelo universal. Essa universalização surge pela elaboração de escritas alfabéticas e pelo uso de categorias gramaticais latinas como molde para as línguas coloniais (MIGNOLO, 1992:305). As gramáticas do século XVI não tiveram a função especulativa que possuíam na tradição grega e se tornaram instrumentos de aprendizado de línguas. Embora as gramáticas em línguas européias tenham sido propostas como meio de difusão daquelas línguas nas colônias, a obra gramatical acabou sendo aí utilizada apenas como forma de ensino das línguas indígenas usadas na conversão (as "línguas gerais"). No Brasil, os principais autores da escrita tupi foram os "línguas" jesuítas; a administração colonial não se interessou por uma escrita tupi. Quanto aos colonos, apesar de ter sido um deles o primeiro a produzir textos escritos em tupi, isto ocorreu sempre por solicitação dos jesuítas. Um indício de que não havia muitos letrados entre os colonos conhecedores da língua brasílica foi a ida de Navarro a Porto Seguro atrás do único colono alfabetizado.

21 Quanto aos usuários dessa escrita, não se dirigia aos índios; seu fim era apenas para uso interno da missão, haja visto que as classes de "ler e escrever" para crianças indígenas eram em português (LEITE, 1958:65*) e que a forma discursiva usada na conversão foi essencialmente oral. Isso representava enfatizar a memória ("saber de cor")(leite, 1957:352) como forma de difusão dos textos religiosos entre os catecúmenos, além de usar textos na forma de diálogo de perguntas e respostas [15] (LEITE, 1957:137), para que, com "maior facilidade lhes ficasse na cabeça" (LEITE, 1950:v.II: ). As obras escritas em tupi se dirigiam essencialmente aos "padres do reino". A gramática era a estratégia de aprendizado da língua para os membros vindos da metrópole com uma forte formação literária (FIGUEIRA, 1878). Através da observação de publicações em línguas indígenas, percebe-se que a ideologia das letras foi forte no mundo colonial espanhol e branda nas colônias portuguesas por causa da proibição de haver imprensa nos domínios portugueses. Nos primeiros 50 anos da presença dos jesuítas no Brasil, à exceção da impressão da gramática de Anchieta nada mais foi publicado, apesar de haver solicitações nesse sentido por parte dos missionários. O primeiro catecismo tupi impresso ocorreu em 1618, depois de cerca de meio século do exercício de escrever textos cristãos em tupi. No período em exame, século XVI, a escrita tupi existiu apenas na forma de manuscrito, tendo sido o século XVII mais pródigo de publicação de materiais tupi. O maior número de impressão ocorreu na época em que o trono português esteve nas mãos dos reis espanhóis ( ).

22 Uma repercussão da ideologia das letras na forma de aprendizado do tupi pelos jesuítas pode ser encontrada no momento em que a gramática se torna central como instrumento pedagógico. O jesuíta Antonio Pires mostra, por exemplo, uma outra estratégia para aprender a língua, dessa vez a partir de noções da gramática latina [16]. A gramática continua presente mesmo quando os jesuítas são enviados para as aldeias para aprenderem oralmente a língua; em 1610, por exemplo, havia determinações para o estudo do tupi pela arte nas aldeias, pelo menos meia hora por dia (LEITE, 1950:v.II:562). A gramática de Anchieta deu ensejo à institucionalização do tupi como matéria de ensino nos colégios (LEITE, 1950:v.II:561). Esse fato pode ser observado nas cartas de jesuítas da Bahia, as quais falam sobre a ordem do provincial Luis Grã de que todos estudassem tupi pela gramática de Anchieta. (MELO, 1560 apud LEITE 1958:283; PEREIRA, 1560 apud LEITE, 1958:306; PIRES 1560 apud LEITE, 1958:310). Mais tarde, o Visitador Inácio de Azevedo, quando tornou obrigatório o aprendizado do tupi, determinou que aqueles que soubessem latim, deveriam exercitar-se pela Arte da Língua (LEITE, 1950:v.II:561). Outro indício do fortalecimento da ideologia das letras na colônia surge através da idéia de que dominar uma gramática tupi é uma forma de saber a língua. Este é o caso de Luis Grã, que consta nas crônicas jesuíticas como um não "língua", ao usar intérpretes nas suas viagens e ao realizar os sacramentos em tupi por meio de falas decoradas. Entretanto, em 1560, ele é identificado como conhecendo tupi pelo fato de dominar a sua gramática [17].

23 5. Conclusão As questões sobre a procedência dos intérpretes jesuítas e do uso da gramática tupi na Companhia de Jesus levam a propor uma diferença na forma de conhecimento do tupi nos dois primeiros colégios dos jesuítas no Brasil, São Vicente e Salvador. O período em que os jesuítas se concentraram em São Vicente, o tupi adquirido pela missão é predominantemente de domínio oral, enquanto na Bahia se institucionaliza seu uso escrito, surgindo ali maiores reflexos da ideologia das letras, pelo papel relevante que teve a gramática de Anchieta. O colégio de São Vicente representou o momento do domínio do tupi pela oralidade, cujo interesse era criar "senhores da fala" cristãos. Ali, o conhecimento do tupi se deu pelo recrutamento de colonos "línguas" para os quadros da ordem religiosa ou pela exposição dos órfãos a situações de uso oral do tupi. O Colégio da Bahia parece ter tido uma formação diferente à de São Vicente, diante do fato possível do tupi não ser a língua franca na cidade, sede administrativa da colônia. Foi lá que se institucionalizaram aulas de tupi em 1572, transformando o colégio em local de aprendizado da língua. Ali, a língua brasílica se incorporou ao programa escolar, teve um professor para essas funções e a gramática se tornou seu modelo de ensino, tanto para os padres da metrópole como para os próprios línguas.

24 O uso da gramática tupi no Colégio da Bahia, em vez de apontar um maior realce daquela língua na vida interna da Ordem, mostra, na verdade, uma maior importância da gramática latina na formação dos jesuítas. A obrigação de aprender tupi pela gramática revela mais a institucionalização do latim do que da língua brasílica. Em suma, a oposição entre a oralidade tupi, representada pelos intérpretes, e a escrita tupi, por parte da gramática, nos leva a uma interpretação sobre o funcionamento da diglosia tupi versus latim. Num primeiro momento, houve uma maior importância no interior da Ordem do conhecimento da língua indígena, o que fez com que a missão abrisse mão do conhecimento de latim para receber no seu quadro aqueles que dominavam apenas o tupi, chamado do "latim da terra"(leite, 1957:418). Com o aparecimento da gramática tupi, se requeria saber latim para ser capaz de usá-la.

25 Nesta lingoa do Brail não ha f. l. s. z. rr. dobrado nem muta com liquida, vt cra, pra, &c. Em lugar do s. in principio, ou medio dictionis erue, ç. com zeura, vt Açô, çatâ. Nesta língua do Brasil não há f, l, s, z, rr nem (encontro de consoante) muda com (consoante) líquida, como cra, pra, etc. Em lugar do s no início ou no meio da palavra, serve ç, como açô [a-só], çatâ [s-atá].

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27 Unter den Naturvölkern Zentral-Brasiliens, de Karl von den Steinen (1894), um clássico da literatura etnográfica. Relato da segunda expedição do alemão ao Xingu, a obra inclui, além de várias informações de interesse etnográfico e lingüístico, um apêndice com vocabulários Boróro, Pareci, Trumai, Kamayurá, Aweti, Yawalapiti, Waurá, Kustenaú, Mehinaku, Yanumakapü-Nahukwá e Nahukwá.

28 Theodor Koch Grunberg

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30 Capistrano de Abreu Kaxinawa

31 A tupinologia

32 Summer Institute of Linguistics William Cameron Townsend

33 Línguas Indígenas Brasileiras Marcus Maia

34 Panorama das Línguas Indígenas no Brasil Demografia Classificação Propriedades Histórico dos Estudos

35 Demografia As pessoas que têm línguas maternas minoritárias no Brasil constituem apenas 0,5% da população total do país, menos de 1 milhão de indivíduos. Deste contingente a maior parte, 60%, fala a que é a segunda língua do Brasil em termos demográficos- o Japonês.

36 Comparação entre a demografia do Português e das demais línguas faladas no Brasil Português Outras

37 Comparação entre as línguas indígenas e as demais línguas minoritárias faladas no Brasil Japonês Indígenas Outras

38 Europa 225 Ásia Américas África Pacífico Nove países concentram línguas no mundo Nova Guiné Indonésia Nigéria Índia Camarões Austrália México BRASIL Zaire Previsão de perda da diversidade linguística Línguas ano

39 Distribuição demográfica das línguas indígenas brasileiras Embora não haja dados totalmente precisos, os estudiosos em geral concordam com a estimativa de que atualmente são ainda faladas no Brasil entre 150 e180 línguas indígenas. Estima-se também que desde a chegada dos portugueses houve a perda de línguas, o que representa 85% das línguas existentes no território brasileiro no século XVI. É muito variável o número de falantes por língua, havendo apenas uma, o Ticuna, com cerca de Três línguas o Makuxi, o Terena e o Kaingang, contam com falantes; vinte línguas têm entre e falantes, e as outras 156 têm menos de mil, sendo que dentre elas, 40 são faladas por menos de cem pessoas, havendo casos de línguas com menos de 20 falantes(rodrigues, 1993).

40 Distribuição genealógica O número ainda existente de línguas indígenas brasileiras representa uma grande diversidade lingüística: as 150 línguas se distribuem por cinco grandes grupos Tronco Tupi, Tronco Macro-Jê, Família Karib, Família Aruak, Família Pano; havendo ainda nove outras famílias menores e dez isolados lingüísticos.

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44 A diversidade das línguas indígenas brasileiras Há grande diversidade entre as línguas indígenas do Brasil, tanto de natureza tipológica, quanto de natureza genética. Do ponto de vista tipológico há tanto línguas de gramática predominantemente analítica, quanto outras fortemente polissintéticas, com características que só se encontram nas Américas; tanto línguas com inventários fonológicos abundantes, como outras com um número extremamente reduzido de vogais e consoantes, assim como há línguas tonais, que caracterizam as palavras por sílabas de tom mais alto e de tom mais baixo, e línguas que, como a maioria das européias, só usam o tom para caracterizar tipos de sentenças. (Aryon Rodrigues)

45 Princípios universais & Parâmetros particulares Em todos os SINTAGMAS de todas as línguas há NÚCLEOS, que determinam o tipo do sintagma. Entretanto, em algumas línguas, os núcleos vêm ANTES dos complementos e em outras os núcleos vêm DEPOIS dos complementos. Assim os Princípios Universais admitem Parâmetros particulares

46 SVO, SOV,VSO,VOS, OSV, OVS A ordem básica dos constituintes principais da oração (S,V e O), é aquela que ocorre com maior freqüencia nas orações declarativas simples e é a menos marcada morfologica e pragmaticamente. Todas as 6 combinações são atestadas nas línguas do mundo, mas não com a mesma freqüência.

47 SOVSVO VSO VOS OSV OVS 45% 42% 8% 3% 1% 1% Freqüência das ordens de S,V e O nas línguas do mundo SOV SVO VSO VOS OSV OVS

48 VO & OV Por exemplo, em português, a ordem básica de Verboe Objetoé VO: vejo o pássaro Já, em Apinayé, qual é a ordem básica? Kuven o pássaro pumu vejo

49 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? moia jawara ojuka cobra onça matar "A cobra matou a onça (Tupinambá, Anchieta) SOV

50 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? a-dukar m 1sg-matar ihe miar eu caça eu vou matar a caça (Tembé, Duarte) VSO

51 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? no'ladi na'deigi i'biki nuvem traz chuva A nuvem traz chuva (Kadiweu, Braggio) SVO

52 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? Toto yahosπye kamara homem pegou onça A onça pegou o homem (Hixkaryana) OVS

53 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? samuuy yi qa-wùh macaco gente come Gente come macaco (Nadëb, Song) OSV

54 SVO, SOV,VSO,VOS, OSV, OVS A ordem básica dos constituintes principais da oração (S,V e O), é aquela que ocorre com maior freqüencia nas orações declarativas simples e é a menos marcada morfologica e pragmaticamente. Todas as 6 combinações são atestadas nas línguas do mundo, mas não com a mesma freqüência.

55 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? samuuy yi qa-wùh macaco gente come Gente come macaco (Nadëb, Song) OSV

56 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? Jatu kaje atsikata humo nikya ontem minha mãe beiju fazendo estava Ontem minha mãe estava fazendo beiju (Erikbatsa) SOV

57 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? Texana idxa sonala aina aquele homem pegou peixe Aquele homem pegou peixe (Nambikwara do Sararé) SVO

58 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? Ara uuj jaap mánga aquele homem flecha faz Aquele homem faz flecha (Cinta Larga) SOV

59 Quais as ordens básicas de SUJEITO, VERBOe OBJETO? Kui ma e kagy opisi ragê homem macaco matou hoje O homem matou macaco hoje (Kayabí) SOV

60 Asuriní

61 Diferenças entre a fala masculina e feminina Língua Karajá

62 Classificadores em Munduruku

63 Marcadores de posse Kamaiurá: i-nami orelha dele * nami kˆe facão i-kˆe facão dele parana rio *i-parana

64 TESTE BORORO O homem foi à roça. Imedu uture boepato. A mulher foi à roça. Aredu uture boepato. O homem foi à aldeia. Imedu uture bato. A mulher foi à aldeia. Aredu uture bato. O homem está na roça. Imedu rakojere boepa tada. A mulher está na casa. Aredu rakojere bai tada. Imedu rakojere ba tada. O homem está na aldeia.

65 O homem foi à roça. Imedu uture boepato A mulher não está na casa. Aredu rakojekare bai tada. A mulher não está na roça. Aredu rakojekare boepa tada. A mulher vive na casa. Aredu mugure bai tada. O homem vive na aldeia. Imedu mugure ba tada. O homem vive na roça. Imedu mugure boepa tada.

66 Eu vivo na aldeia. Imugure ba tada. Você vive na aldeia. Amugure ba tada. Eu fui à roça. Iture boepato. Você foi à roça. Amugure boepato O homem fez a roça. Imedu ure boepa towuje. O homem fez o arco. Imedu ure baiga towuje. O homem fez a casa. Imedu ure bai towuje. O homem vai fazer a roça. Imedu umode boepa towuje. A mulher vai viver na casa. Aredu mugumode bai tada. A mulher irá à aldeia. Aredu utumode bato. O homem vai estar na roça. Imedu rakojemode boepa tada.

67 O homem matou o peixe. Imedu ure karo bito. O homem vai matar o peixe. Imedu umode karo bito. A mulher comeu o peixe. Aredu ure karo kowuje. Aredu umode karo kowuje. A mulher vai comer peixe.

68 TESTE Xavante 1. aibö te pa o ti - rẽ homem 3ª/pres. banana 3ª - comer O homem come banana 2. uhödö ma tô ĩ - tse anta 2ª/pass. perf. 2ª - assar Você assou anta Você comeu anta Uhödö ma tô ĩrẽ aibö te pa o titse O homem assa banana

69 aibö te romhu homem 3ª/pres. trabalhar O homem trabalha pi õ nori te dza ai aba ré mulher pl. 3ª fut. ir/plural As mulheres vão aibö nori te dza romhu ré Os homens trabalharão

70 uhödö wa ti rẽ anta 1ª/pass. 1ª - comer Eu comi anta uhödö wa rene õ di anta 1ª/pass. comer neg. est. Eu não comi anta ai uté ma ti - wawa criança 3ª/pass. 3ª - chorar A criança chorou A criança não chorou ai uté wawai õ di

71 A lingüística indígena brasileira Segundo Yonne Leite, o problema incide principalmente sobre "a falta de uma visão de conjunto da língua estudada: os trabalhos abordam aleatoriamente aspectos cuja relevância não fica patente de imediato. Assim, tem-se ora uma descrição sobre o verbo em Terêna, ora notas sobre os substantivos em Kayabi, uma fonêmica Xerente e uma descrição de aspectos do Xavânte. Inexiste o material que os estudiosos de línguas em geral e antropólogos tanto almejam: uma gramática com terminologia descritiva accessível e dicionários"

72 Propriedades gramaticais únicas Com base no exame de línguas dos outros continentes, os tipologistas haviam concluído que não existiam línguas em que a ordem básica das orações transitivas tivesse o objeto direto nominal em primeira posiçáo. O Hixkaryána, língua da família Karíb, no rio Nhamundá no Amazonas, desfez essa conclusão O V S tohu yarymehe meko pedra está jogando macaco "o macaco está jogando pedra (Derbyshire 1977).

73 Educação Indígena A Resolução 3/99 do Conselho Nacional de Educação define escola indígena como aquele estabelecimento localizado em terras habitadas por comunidades indígenas, que dê exclusividade de atendimento a essas comunidades, onde o ensino seja ministrado nas línguas maternas das comunidades atendidas e que tenha uma organização escolar própria. Esta mesma resolução estabelece que as escolas indígenas deverão ser regularizadas administrativamente como unidades próprias, autônomas e específicas no sistema estadual.

74 Escolas Indígenas De acordo com o Censo Escolar Indígena de 1999, existem escolas em terras indígenas no país. Com exceção do Piauí e Rio Grande do Norte, que não possuem população indígena, em todos os outros estados da federação há escolas indígenas. Em termos de dependência administrativa, há um ligeiro predomínio das escolas municipais, que respondem por 54,8% do total das escolas indígenas no país, enquanto 42,7% são estaduais.

75 Professores Indígenas De acordo com o Censo Escolar Indígena, estão em atuação nas escolas indígenas de todo o país professores. Destes, são índios e 939 são não-índios. Em termos percentuais, os professores indígenas respondem por 76,5% do total dos professores, enquanto os não-índios correspondem a 23,5%.

76 Formação dos Professores Indígenas O censo revela que os professores indígenas apresentam uma grande heterogeneidade de níveis de formação: 28,2% ainda não completaram o ensino fundamental, 24,8% têm o ensino fundamental completo, 4,5% têm ensino médio completo, 23,4% têm ensino médio com magistério, 17,6% têm ensino médio com magistério indígena e 1,5% tem ensino superior.

77

78 I speak my favorite language Because That s who I am We teach our children our favorite language, Because We want them to know who they are Anciã Tohono O odham

79 Alguns dados... Há cerca de 250 países no mundo e entre a línguas faladas, o que indica que a grande maioria das línguas não é uma língua oficial de Estado, nem a língua adotada como língua de instrução nas escolas... Hinton, 2001 Cerca de 97% das quase sete bilhões de pessoas no mundo falam cerca de 4% das línguas do mundo e, inversamente, 96% das línguas são faladas por cerca de 3% da população mundial. A maioria das línguas, portanto, está entregue a um número reduzidíssimo de falantes... Bernard, 1996

80 Densidade populacional Habitante por km²

81

82 Línguas dominantes na INTERNET

83 Europa 225 Ásia Américas África Pacífico Nove países concentram línguas no mundo Nova Guiné Indonésia Nigéria Índia Camarões Austrália México BRASIL Zaire Previsão de perda da diversidade linguística Línguas ano

84 Language Hot spots David Harrison

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88

89 Número absoluto de falantes Proporção de falantes na população Disponibilidade de materiais pedagógicos Presença na mídia Transmissão Entre gerações Índices de vitalidade lingüística Documentação Atitudes da comunidade Mudanças nos domínios de uso Atitudes governamentais e institucionais UNESCO

90 Transmissão Inter-geracional Escala de vitalidade (Krauss, 1997) a. A língua é falada por todas as gerações, incluindo todas ou quase todas as crianças b. A língua é adquirida por todas ou pela maioria das crianças c. A língua é falada por todos os adultos, mas adquirida por poucas ou nenhuma criança d. A língua é falada por adultos acima dos 30, mas não pelos mais jovens e. A língua é falada por adultos acima dos 40, mas não pelos mais jovens f. A língua é falada por adultos acima dos 50, mas não pelos mais jovens g. A língua é falada por adultos acima dos 60, mas não pelos mais jovens h. A língua é falada por adultos acima dos 70, mas não pelos mais jovens i. A língua é falada apenas por adultos acima dos 70, havendo menos de dez falantes. j. A língua está extinta, não havendo mais falantes

91 Critérios da Unesco Segura a língua é falada por todas as gerações Ameaçada, mas estável A língua é falada por todas as gerações, mas os domínios de uso são reduzidos Insegura Muitas crianças já não falam a língua Em perigo A língua já não está mais sendo transmitida às crianças Em sério perigo A língua é falada apenas pelos velhos Em extremo perigo Os mais velhos só lembram algumas palavras, mas não usam a língua no dia a dia Extinta Já não há ninguém que fale ou lembre da língua

92 Glossário da Revitalização Língua ameaçada José Antonio Flores Farfán Língua na qual se encontram indícios de redução no uso e na estrutura. Ao contrário de uma língua em extinção, uma língua ameaçada ainda tem chances de revitalização.

93 Glossário da Revitalização Arte verbal Saberes e práticas orais tradicionais, relacionadas à cosmovisão dos povos indígenas e que os distinguem culturalmente. A perda desse legado ou de parte dele é um indício importante da ameaça a que está submetida uma língua que inicia uma fase recessiva ou de retrocesso.

94 Glossário da Revitalização Bilinguismo O bilinguismo é o uso alternado de duas línguas. A maior parte da população do mundo é, ao menos, bilíngue, embora a definição dos tipos de bilinguismo seja variável. O conceito abarca grande variação: bilinguismo estável, bilinguismo funcional, bilinguismo incipiente, bilinguismo social, bilinguismo individual.

95 Glossário da Revitalização Descrição lingüística Processo de apresentação das estruturas de uma língua, segundo um quadro teórico e metodológico que guia como selecionar e editar os dados, para fins acadêmicos ou para subsidiar gramáticas pedagógicas. Em geral, não há preocupação sobre a origem dos dados nem sobre sua exaustividade.

96 Glossário da Revitalização Documentação lingüística Processo de apresentação das estruturas de uma língua em que há explicitação sobre a origem dos dados e preocupação com sua exaustividade. Na documentação, existe, ao menos, o desafio de conciliar os interesses acadêmicos com os interesses da comunidade de falantes, suscitando questões éticas e as boas práticas.

97 Glossário da Revitalização Co-autorias Processo colaborativo em que os participantes de um projeto de investigação/ação coordenam esforços na produção de materiais, de forma coletiva e complementar. As co-autorias são um método eficaz de democratizar a produção de materiais em que os falantes se reconheçam e nos quais têm participação ativa.

98 Glossário da Revitalização Consciência lingüística Estruturas psicológicas que contêm valoração das línguas por parte dos falantes, que podem variar desde apreciações positivas de lealdade linguística e étnica até outras, negativas, que podem chegar a promover seu desaparecimento.

99 Glossário da Revitalização Conflito lingüístico Existe conflito linguístico quando duas línguas se encontram em relação assimétrica, refletindo as desigualdades entre grupos sociais. Nesta situação, uma língua acaba subordinando-se a outra, perdendo terreno em suas esferas de uso.

100 Glossário da Revitalização Desenvolvimento lingüístico Existe desenvolvimento lingüístico quando uma língua é alçada a novas esferas de uso, ampliando os âmbitos restritos em que uma língua ameaçada é geralmente confinada, tais como o âmbito exclusivamente familiar, usos informais ou exclusivamente orais.

101 Glossário da Revitalização Deslocamento lingüístico É o processo de redução gradual das esferas de uso de uma língua, que vai se restringindo a âmbitos mais limitados, podendo chegar ao desaparecimento completo.

102 Diglossia Glossário da Revitalização Situação em que uma língua A se encontra em situação de uso mais amplo ou alto (funções formais ou públicas) do que a língua B, o pólo desfavorecido da relação (funções informais ou privadas). Fala-se de diglossia até mesmo em relação às variantes de uma mesma língua. Conferir também os conceitos de poliglossia, diglossia parcial e de reversão diglóssica.

103 Educação Glossário da Revitalização Do ponto de vista da ecologia linguística, pode-se considerar dois tipos de processos educacionais os lingüicidas, que perpetuam a situação de desfavorecimento da língua minoritária; os revitalizadores ou de empoderamento, que contribuem para o desenvolvimento da língua minoritária.

104 Glossário da Revitalização Empoderamento Processo pelo qual uma população toma em suas mãos o destino de sua língua e cultura, participando ativamente de seu desenvolvimento. Nesse processo, procura-se superar as relações de subordinação da população minoritária à majoritária, incluindo aí a pesquisa que, frequentemente atende apenas os interesses da população majoritária.

105 Glossário da Revitalização Escalas ou Fases Estágios ou momentos históricos e geracionais em que se encontra uma língua em perigo de extinção. As escalas permitem caracterizar com maior precisão a viabilidade de sobrevivência, revitalização ou reversão da morte lingüística, através da identificação dos processos de contato e conflito com a língua hegemônica.

106 Lingüicídio Glossário da Revitalização Conceito análogo ao de etnocídio, indicando o processo pelo qual uma língua restringe gradualmente os domínios de uso de outra até causar a sua morte. O conceito surgiu associado à educação, mas há diversas forças linguicidas, tais como as migrações, o mercado, a mídia, as políticas governamentais, etc.

107 Glossário da Revitalização Lingüística Educacional Um tipo de Lingüística comprometida com os direitos lingüísticos, engajada na promoção e no fortalecimento das línguas minoritárias, principalmente através da atuação na educação, em que busca atuar no sentido de desenvolver e revitalizar as línguas em perigo de extinção.

108 Glossário da Revitalização Língua extinta Uma língua que já não tem falantes e nem remete a uma comunidade lingüística. Por exemplo, o latim, o tupinambá, bem como as cerca de mil línguas indígenas já desaparecidas no Brasil.

109 Glossário da Revitalização Metodologias de revitalização lingüística e cultural Existem diversas metodologias de revitalização, tais como os ninhos de língua dos Maori, o método um a um, usados para recuperar línguas indígenas da Califórnia e outros. De modo geral, os métodos procuram propiciar a imersão na língua. As metodologias co-participativas concebem o trabalho coletivo como fundamental para a recuperação de uma língua ameaçada.

110 Glossário da Revitalização Micro-política lingüística Processos de vitalização lingüística concebidos de baixo para cima, a partir da comunidade, da família, do professor indígena e não por políticas públicas de estado ou macro-políticas. As micropolíticas podem subsidiar o desenvolvimento de macro-políticas em sintonia com as bases.

111 Glossário da Revitalização Monolinguismo Uso exclusivo de uma única língua. O monolinguismo pode, muitas vezes, ser sinônimo de intolerância e racismo, como, por exemplo, a atitude que se têm diante do inglês em relação ao espanhol nos Estados Unidos.

112 Glossário da Revitalização Morte lingüística Processo de desaparecimento e extinção completa de uma língua.

113 Glossário da Revitalização Reversão e Revitalização lingüísticas Processos de recuperação e reativação das esferas de uso de uma língua ameaçada, levando ao seu desenvolvimento.

114 Glossário da Revitalização Transmissão inter-geracional Condição fundamental para a retenção de uma língua. Se a geração de falantes mais velhos já não transmite regularmente sua língua aos mais jovens, há uma ruptura na cadeia de transmissão que constitui um momento crítico que leva à morte lingüística. Reestabelecer a transmissão é uma das condições da revitalização.

115 Glossário da Revitalização Valorização lingüística Processo de reivindicação e empoderamento de uma língua e cultura ameaçadas, que as visibilizam, celebrando seu valor, garantindo o desenvolvimento da auto-estima dos falantes e potencializando suas condições de sobrevivência.

116

117

118 O que pode ser feito? 1. Treinamento lingüístico e pedagógico a professores indígenas. Assim, pode-se desenvolver metodologias de ensino de primeira e segunda línguas, desenvolver materiais didáticos, currículos, etc.

119 O que pode ser feito? 2. Desenvolvimento sustentável nas áreas de alfabetização e documentação lingüística e cultural As populações indígenas podem desenvolver a capacidade de produzir suas ortografias, analisar suas línguas e produzir materiais pedagógicos. Centros de pesquisa podem ser criados para que os falantes aprendam a estudar, documentar, arquivar dados sobre sua língua e cultura.

120 O que pode ser feito? 3. Desenvolvimento de políticas lingüísticas nacionais Cientistas sociais, linguistas, membros das comunidades indígenas devem envolver-se ativamente na criação de políticas públicas que promovam a diversidade lingüística e cultural

121 O que pode ser feito? 4. Desenvolvimento de políticas educacionais Promover o uso das línguas indígenas como meio de instrução nas escolas, não apenas como uma das matérias do currículo escolar. Muitas pesquisas têm demonstrado que adquirir competência bilíngue, de modo algum diminui a competência nas línguas oficiais dos países.

122 O que pode ser feito? 5. Melhorar as condições de vida e o respeito aos direitos das populações minoritárias O desenvolvimento econômico e social das populações indígenas é um fator que pode contribuir para a consciência da importância de manutenção de seus valores tradicionais e de suas línguas maternas.

123 PROGRAMA MAORI

124 Análise das idéias Tradição x modernidade Revitalização cultural O papel da escola O papel da mulher Comparações com outras realidades

125 A Revitalização de Línguas indígenas e seu desafio para a educação inter-cultural bilíngüe Após a leitura do texto, desenvolva as seguintes questões: 1. O que se conclui dos estudos sobre a distribuição de línguas em relação ao número de países, ou seja, do fato de que há no mundo cerca de 250 países e línguas? 2. Qual a previsão de perda de línguas feita pelo Atlas das Línguas do Mundo? 3. Qual a previsão feita pelo Ethnologue: línguas do mundo sobre a relação entre língua e população mundial? 4. O que significa o termo Ecologia da Linguagem? 5. Que fatores levam à morte de uma língua? 6. O que são macro-política e micro-política lingüísticas? 7. Qual a diferença entre o ensino prescritivo e o ensino descritivo de línguas? 8. Resuma o debate relatado no final do artigo em que os Xavante discutiram uma questão ortográfica de sua língua.

126 Línguas em perigo e línguas como patrimônio imaterial: duas idéias em discussão 1) O que se pretende, segundo a autora, com esse artigo? 2) o que é o programa DoBes? 3) como são as perspectivas dos linguistas com relação as línguas humanas num futuro próximo? 4) por que, em certos contextos, os Kuikuro, Kalapalo, Nahukwá e Matipu preferem que se diga que eles falam línguas diferentes e, em outros, preferem que se diga que falam dialetos da mesma língua? 5) Quais são, segundo a autora, as duas principais ameaças a sobrevivência de uma língua? 6) Qual é o argumento dos críticos da moda da morte de línguas em relação ao contato das línguas? 7) Dentro da visão museológica de trabalho com as línguas, qual é a tarefa do modelo clássico de documentação?

127 Campo Grande (MS), 12 a 17 de maio de 2008

128 Terena e Guarani no Mato Grosso do Sul

129 População: pessoas no Mato Grosso do Sul; Língua Aruak, de uso desigual nas várias aldeias e áreas indígenas. Por exemplo, em Buriti e Nioaque, restam pouquíssimos falantes. Em algumas outras, como Cachoeirinha, há casos de jovens que não dominam o português. Há, por outro lado, muitos indígenas urbanos que falam unicamente o Português.

130 Uso de la lengua De modo general, a língua Terena não é usada nestas sociedades como sinal diacrítico para afirmar sua diferença frente aos brancos (Ladeira, 2001) A estratégia Terena fundou-se principalmente na adoção da língua portuguesa. Hoje em dia, já se pode observar, no entanto, uma forte preocupação em resgatar a língua indígena por parte dos Terena. (Antonio Brand (UCDB), comunicação pessoal, 2008)

131 No Brasil, tomando por base, sempre, cálculos aproximados, haveria cerca de indivíduos, entre e Kaiowa, w entre e Ñandeva, localizados principalmente em Mato Grosso do Sul.

132 Uso de la lengua Os três subgrupos apresentam vigorosa energia para manter su língua viva e nada indica que haja uma tendência contrária, mesmo em situações de alto grau de educação escolar ou relação interétnica. A língua, ou melhor, a palavra, para os Guaraní, assume relevância cosmológica e religiosa, representando importante elemento na elaboração da identidade étnica. (Almeida & Mura, UEMS, 2003)

133 54 professores Guaraní 38 professores Terena Como está a situação linguística em sua aldeia? O que se faz e o que se poderia fazer na escola pela língua materna?

134

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