UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU"

Transcrição

1 1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU A EXTINÇÃO DE CRÉDITO TRIBUÁRIO AUTOR EDUARDO DE OLIVEIRA SOARES ORIENTADOR PROF. FRANCIS RAJZMAN RIO DE JANEIRO 2009

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU A EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Monografia apresentada à Universidade Candido Mendes Instituto a Vez do Mestre, como requisito parcial para a conclusão do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito e Publico e Tributário. Por: Eduardo de Oliveira Soares.

3 3 RESUMO A extinção do crédito tributário. A mais importante forma de extinção do crédito é o pagamento. A obrigação tributária principal é uma obrigação pecuniária. Existe semelhança entre obrigação tributária e obrigação civil. O art. 156 do Código Tributário Nacional elenca as hipóteses de extinção do crédito tributário.

4 4 METODOLOGIA O presente trabalho constitui-se em uma descrição detalhada das diversas formas de extinção do credito tributário existentes na realidade brasileira e do tratamento dado a cada uma delas pelo ordenamento jurídico pátrio, sob o ponto de vista especifico do direito positivo brasileiro. A partir dessa premissa, é fácil concluir que o estudo que ora se apresenta foi levado a efeito a partir do método de pesquisa bibliográfico, em que se buscou conhecimento em diversos tipos de publicações, como livros e artigos em jornais, revistas e outros periódicos especializados, alem de publicações oficiais da legislação e da jurisprudência. Por outro lado, como também é fácil perceber, a pesquisa que resultou nesta monografia foi empreendida através do método dogmático, porque teve como marco referencial e fundamento exclusivamente a dogmática desenvolvida pelos estudiosos que já se debruçaram sobre o tema anteriormente, e positivista, sob o ponto de vista especifico do direito positivo brasileiro. Adicionalmente, o estudo que resultou neste trabalho identifica-se, também, com o método de pesquisa aplicado, por pretender produzir conhecimento para aplicação prática, assim como com o método de pesquisa qualitativa, porque procurou entender a realidade a partir da interpretação e qualificação dos fenômenos estudados; identifica-se, ainda, com a pesquisa exploratória, porque buscou proporcionar maior conhecimento sobre a questão proposta, alem da pesquisa descritiva, porque visou a obtenção de um resultado puramente descritivo, sem a pretensão de uma analise critica do tema.

5 5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 6 CAPÍTULO 1 O PAGAMENTO... 8 CAPÍTULO 2 DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA... 38

6 INTRODUÇÃO 6 Trata-se de trabalho monográfico que tem como tema a extinção do credito tributário. Foi feita uma ampla pesquisa na doutrina acerca desse tema para melhor redação da tese proposta. Há na doutrina brasileira, entendimento já pacificado no sentido de que não existe diferença entre credito tributário e obrigação tributária. O Direito subjetivo de crédito para o sujeito ativo, surge da obrigação tributária, assim como a dívida para o sujeito passivo. É o que preceitua o artigo 139 do Código Tributário Nacional quando diz o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. Existem semelhanças entre as obrigações tributárias e as obrigações civis, com isso suas causas de extinção, previstas no CTN e no Código Civil são praticamente as mesmas. O que as difere é que quanto a extinção do crédito tributário, à extensão do principio da legalidade, ou seja, o lugar do pagamento ou da remissão comportam conseqüências diferentes conforme se trate de obrigação civil ou tributário. O artigo 156 do Código Tributário Nacional elenca as causas de extinção do credito tributário. As hipóteses ali elencadas são exemplificativas, uma vez que existem outras causas que extinguem o crédito tributário, inclusive no Código Civil. Por exemplo, a confusão, instituto do Direito Civil, ocorre quando na mesma pessoa se confundem as figuras do credor e do devedor (art. 1049). Tal fenômeno jurídico pode ocorrer no Direito Tributário, quando o ente tributante tenha recebido a herança jacente ou tenha estatizado empresas privadas. Outro exemplo de aplicabilidade de um instituto do Direito Civil para extinção do crédito tributário é a morte do devedor, que não deixa bens. Porém não se aplica a extinção do crédito tributário ao instituto civilista da novação, que se da quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir a anterior, quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor ou quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao

7 7 antigo, ficando o devedor quite com este (art. 999 do Código Civil), não se aplica, em virtude do seu caráter dispositivo, ao direito tributário, rigidamente tutelado pelo principio da legalidade. O Código assumiu o dogma de que todo tributo deve ser objeto de lançamento e por isso, se inferiu que o objeto da extinção seria o crédito tributário, estágio mais avançado da obrigação tributária que da origem ao crédito tributário e por isso se extinguiriam juntos. Não há coerência no Código Tributário Nacional pois há obrigações tributárias que se extinguem antes de nascer o crédito pelo lançamento. É caso de extinção da obrigação por decadência. É caso ainda de remissão ( perdão) que implica na dispensa do pagamento da obrigação tributária mesmo que o lançamento ainda não tenha sido efetuado. A compensação também pode extinguir a obrigação tributária antes do lançamento, ou seja, antes de materializar-se a categoria do crédito tributário. Há um outro viés, nas quais há situações onde inexiste obrigação, neste caso o Código Tributário Nacional procurou ser fiel a idéia de que o crédito é uma categoria independente, discorrendo sobre extinção do crédito. É o caso por exemplo do art. 156, IX e X, na incidência das decisões definitivas, na esfera administrativa ou judicial, como causas extintivas do crédito tributário. Se são essas decisões fundadas na inexistência do obrigação tributária, qual o crédito que elas estariam a suprimir? A decisão definitiva numa ação declaratória negativa ou num mandado de segurança, nas hipóteses nas quais não tenha havido ainda lançamento, seriam excrescências diante do art. 156, pois não se extinguiam nem obrigação nem crédito. Uma ação anulatória de debito fiscal também não extingue obrigação tributária (nem crédito tributário), apenas desconstitui ato administrativo irregular, em razão de vicio de ilegalidade ( que, entre outros, pode traduzir-se na inexistência de fato gerador da obrigação tributária e, portanto, do crédito de que o fisco pretendia ser titular).

8 8 São dois os problemas encontrados nesta situação. Primeiro o Código Tributário Nacional trata como extinção do credito tributário situações que, para manter a coerência, ele deveria disciplinar como causas de extinção da obrigação tributária ( ainda não objeto de lançamento). Segundo, o Código confunde a extinção do direito material do fisco de receber uma prestação pecuniária com a extinção de mera pretensão do Fisco, que pode estar viciada justamente pela falta de direito material. CAPITULO 1 PAGAMENTO Pagamento é a entrega do valor devido ao sujeito ativo da obrigação tributária. 1 A mais importante forma de extinção da obrigação tributária é o pagamento, regulado minuciosamente pelos arts. 157 a 169 do CTN. É o modo natural de extinção da obrigação tributária. A obrigação tributária principal é uma obrigação pecuniária e ela se faz com o pagamento pelo devedor ao credor da quantia em dinheiro que corresponde ao objeto da obrigação. O sujeito passivo não fica dispensado do pagamento integral da divida pela circunstancia de imposição de penalidade por descumprimento de obrigação acessória ou por falta de recolhimento de tributo. Vale dizer que a penalidade é punitiva da infração à lei e não substituto do tributo. O art. 157 diz que a penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário, mas a obrigação principal e o crédito tributário englobariam a penalidade pecuniária, o que o código teria de ter dito, se tivesse a preocupação de manter a sua coerência interna, é que a penalidade não ilide o pagamento integral do tributo, pois não haveria sequer possibilidade lógica de uma penalidade excluir o pagamento de quantia correspondente a ela mesma. O pagamento prova-se mediante recibo ou documento passado pela repartição fazendária ou pelos estabelecimentos bancários autorizados, em que se indique o nome do devedor, ou de quem pagou por este, e o valor e a espécie de dívida. 1 Texto retirado da internet pt.wikipedia.org/wiki/cr%c3%a9dito_tribut%c3%a1rio. Wikipédia, acessado dia 02/01/2011.

9 9 Não existe presunção de pagamento das demais parcelas de um crédito tributário que se decomponha, com o seu pagamento parcial ( art.158, I) diferentemente do que dispõe o art. 322 do Código Civil de E o pagamento total de um crédito não implica presunção de pagamento de outros créditos, referentes ao mesmo ou a outro tributo. Para completar o quadro de ociosidades só faltou explicitar que no caso de pagamento parcial também não há presunção de pagamento de outros créditos. O local do pagamento é a repartição competente do domicilio do sujeito passivo, salvo se a legislação tributária dispuser de modo diverso. O direito civil adota uma regra diferente segundo a qual o pagamento se efetua no domicilio do devedor ( art. 950 do C.C.). Ao contrario da obrigação civil, a obrigação tributária é portable e não quérable. A prática é o pagamento feito junto a rede bancária credenciada pelo Fisco (CTN art. 7º, 3º), mas o pagamento feito pelo correio também pode ser previsto assim como outros meios. No pagamento feito por estampilhas, o mesmo pode ser feito no domicílio sujeito passivo. A legislação de cada tributo estabelece, em regra, o prazo para o pagamento do tributo. O art. 160 atua como norma supletiva na falta de definição e fixa trinta dias da data em que o sujeito passivo se considera notificado do lançamento, o parágrafo único acrescenta que a lei pode conceder desconto pela antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. Isso acontece comumente no IPTU e na exigência de multa através de auto de infração. A administração tem competência para fixação do tempo de pagamento, que não se encontra sujeita a regra da reserva de lei. Não há de se confundir o tempo de pagamento com o aspecto temporal do fato gerador, este, sim, subordinado a previsão da lei formal (art. 97, III, do CTN). Nos impostos sujeitos a lançamento por homologação o tempo do pagamento geralmente consta de calendário divulgado pela repartição fazendária. Se o crédito não for integralmente pago no vencimento será acrescido de: a) juros de mora de 1% ao mês, se a lei não dispuser de forma

10 10 diferente; b) multa moratória prevista na lei formal; c) correção monetária. Mas isso tudo não será cobrado na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. cheque O pagamento deve ser efetuado em moeda corrente, ou vale postal. Nestas duas ultimas hipóteses, a lei pode exigir garantias, desde que não torne o pagamento mais oneroso. O pagamento em cheque só extingue a obrigação ( ou o crédito como insiste em dizer o Código) com o resgate pelo sacado ( art. 162, I, 1º e 2 º). O art. 3º do CTN define tributo como sendo uma prestação pecuniária em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. Se a lei permitir, o pagamento pode ser feito em selo ( estampilha) em papel selado ou por processo mecânico, sendo estes últimos equiparados ao pagamento em selo ( art. 162, II e 5º). Equivalem-se esses mecanismos ao pagamento em dinheiro, com ele se compra o selo ou o papel selado, ou paga-se o tributo via processo mecânico ( carimbo num documento, p. ex.). O selo deve ser inutilizado de modo regular para o pagamento ser considerado feito, diz o 3º do mesmo dispositivo, que ressalva o disposto no art A ressalva está mal posta, pois todo e qualquer pagamento, mesmo em dinheiro, na hipótese de lançamento por homologação ( art. 150) é necessariamente condicionado ao exame posterior pela autoridade administrativa. A perda do selo ou o erro no pagamento por essa modalidade não dá direito a restituição, salvo se a lei dispuser de modo contrário ou o erro for imputável a autoridade administrativa ( 4º). A imputação de pagamento está prevista no art Quando o devedor de várias obrigações vencidas efetua o pagamento, ocorre esse fenômeno, o que não significa que todas as obrigações foram solvidas, portanto surge o problema de saber a qual delas o pagamento deva ser atribuído (imputado). No Direito Tributário, esse problema normalmente não aparece, pois o recolhimento de tributos e eventuais encargos se costuma fazer por meio de guias nas quais se indica expressamente a obrigação que é quitada. O art. 163 dá as regras que devem ser seguidas para efeito de

11 11 eventual imputação que tenha que ser feita: a) em primeiro lugar, deve fazer-se a imputação aos débitos por obrigação própria ( onde o devedor seja contribuinte), e, em segundo lugar, aos débitos na condição de responsável; b) se os tributos forem de diversas espécies, primeiro se imputa o pagamento as contribuições de melhoria, depois às taxas e, por fim, aos impostos; c) se houver identidade nessas características, a imputação será feita na ordem crescente dos prazos de prescrição ; d) se a identidade remanescer, segue-se a ordem decrescente dos montantes. O deposito em juízo da importância correspondente também extingue o credito tributário, desde que a ação de consignação venha a ser julgada procedente. O art. 156 arrola em itens diferentes o pagamento e a consignação em pagamento, mas ambos são tratados na mesma seção, com o titulo de Pagamento. No Código Civil de 2002, o tema encontra disciplina nos arts. 334 e seguintes. O complexo de direitos e obrigações do Fisco e do contribuinte, é a relação jurídica tributária. É direito do contribuinte ver recebida pela fazenda publica o pagamento da dívida tributária no tempo e lugar determinados pela legislação. A consignação em pagamento de obrigação tributária é uma ação judicial que visa a proteção do direito que o sujeito passivo tem de pagar sua dívida e obter quitação, nos casos em que haja recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória ( art. 164, I) bem como na hipótese em que o recebimento seja subordinado ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal ( item II); resguarda, também, o individuo nas situações em que haja a exigência, por mais de uma pessoa de direito publico, de tributo idêntico, sobre um mesmo fato gerador ( item III). Disso tudo se inferem algumas conclusões. Mesmo devendo dois ou mais tributos, o sujeito passivo tem o direito de pagar somente um. A administração tem o direito de fazer a imputação nos termos do art. 163, mas

12 12 não pode compelir o sujeito passivo a pagar todos os tributos com a ameaça de não receber nenhum. A autoridade administrativa também não pode recusar o recebimento do tributo se o sujeito passivo dever também alguma penalidade. Ainda que o sujeito passivo não se disponha, por algum motivo, a pagar a penalidade, ela é obrigada a receber o tributo. Alem disso, mesmo que tenha descumprido alguma obrigação acessória, cuja satisfação não pode ser colocada pela autoridade como condição para receber o tributo, tem o sujeito passivo o direito de pagar o tributo e obter a quitação. O segundo inciso é ocioso. Equivale a recusa pura e simples, se a recusa da autoridade se funda em exigência ilegal. A contrario sensu, o item parece permitir que a autoridade possa fazer exigências com fundamento legal, mas é preciso lembrar que o inciso anterior veda a recusa fundada na exigência de cumprimento de obrigação acessória. Portanto há poucos motivos legais para que autoridade recuse o pagamento, já que eles estará limitados às formalidades legais inerentes ao pagamento. No item III, se o sujeito passivo for compelido a pagar tributo idêntico a mais de uma pessoa jurídica de direito publico, ele se socorrerá da consignação, que lhe facultará consignar o montante do tributo, a fim de que o judiciário decida quem é o legítimo sujeito ativo. Portanto, o sujeito passivo não fica na contingência de ter de optar pelo pagamento a um dos supostos credores, e correr o risco de pagar ao falso credor e ficar inadimplente em relação ao legítimo. O Código Tributário Nacional diz em outro preceito ocioso que a consignação só pode versar sobre tributo que o consignante se propõe pagar ( 1º). Sob pena de incontornável contradição nos termos, não poderia ele pretender outra coisa Caso a consignação seja julgada procedente, reputa-se efetuado o pagamento e extinta a obrigação tributária, convertendo-se em renda o depósito. No caso da consignação ser julgada improcedente, no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de mora e correção

13 13 monetária - salvo se o depósito se efetuou em estabelecimento de crédito da entidade tributante - e das multas cabíveis. A ação de consignação em pagamento segue o rito previsto no art. 890 do C.P.C. Ela não se confunde com o depósito, ainda que em juízo, do valor do tributo. O depositante não quer pagar, quer discutir o questionado débito e, se vencedor, recobrar o depósito. Já o consignante não quer discutir o débito, quer paga-lo. Entende-se que a exigibilidade da obrigação fica suspensa na pendência da ação de consignação o que é confirmado pelo 2º, segunda parte. O tributo pago indevidamente pode ser restituído através da ação de repetição de indébito que o CTN disciplina nos arts. 165/169. O aludido diploma legal estabelece que o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, a restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade de pagamento. Os casos previstos pelo CTN são os de: a) cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido, ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstância materiais do fato gerador efetivamente ocorrido: b) erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no calculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento: c) reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Seguindo a doutrina e a jurisprudências já então pacificadas, o CTN deixou claro que o contribuinte tem direito ao reembolso independentemente de prévio protesto. Todo e qualquer pagamento em desconformidade com a lei deve ser restituído. Quando ocorre na vida real um fato que se pode subsumir na hipótese genérica prevista na norma jurídica, nasce a obrigação de pagar tributo. Quando o imposto pago não corresponde a descrição constante da lei por qualquer circunstância de natureza substancial, temporal ou quantitativa, diz-se que há indébito a repetir. O conceito de fato gerador é complexo, pois contém, em torno do núcleo representado pela definição da situação ou ato

14 14 jurídico que justifica a incidência do tributo, os outros elementos relativos a identificação do contribuinte, à base de calculo e à alíquota. O art. 165 enumera as hipóteses de restituição, que se referem a todos os elementos do fato gerador. O imposto pago em desacordo com as circunstâncias materiais do fato gerador será devolvido assim como será restituído aquele em que houve erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável ou no cálculo do montante do débito. Assim o erro de fato que o erro de direito justificam a devolução. Também é causa de devolução a duplicidade do pagamento. O art. 165 ainda enumera uma ultima hipótese reforma, anulação ou rescisão de decisão condenatória que é de natureza adjetiva, o que significa que a rescisão do lançamento ou da sentença judicial torna-se pressuposto para o pleito de repetição. O CTN no seu art. 165 e seguintes fala apenas da repetição da importância que era indevida na data do pagamento, pelo que nele não são compreendidos: a) a restituição de indébito a causa superveniente, que se estrema pelos pressupostos, pelo fundamento legal e pelas conseqüências jurídicas peculiares. Essa categoria pode se dividir em cinco grandes grupos, conforme a restituição tenha por fundamento: a declaração de invalidade e ineficácia do negocio jurídico; a declaração judicial de inconstitucionalidade da lei tributaria; as mudanças dos critérios de interpretação do legislador pela incorporação da jurisprudência; o pagamento antecipado; a remissão por equidade; b) a restituição a titulo de incentivo fiscal, que se encontra regulada em leis esparsas, sem qualquer sistematização, e que vem sendo largamente utilizada para promover o desenvolvimento econômico; c) a restituição do empréstimo compulsório, que decorre da promessa ínsita no seu próprio lançamento. Ate que lhe constitui o reverso, a obrigação de restituir não é uma obrigação tributária. É idêntica a qualquer outra obrigação passiva do Estado e caracteriza-se como uma obrigação de direito publico. A idéia de justiça e equidade é o fundamento da repetição de indébito, restituir o contribuinte à sua anterior capacidade contributiva é o

15 15 objetivo da ação, e não ao mero controle da legalidade formal dos atos da Administração. Quem suportou o encargo financeiro do tributo é o sujeito ativo da repetitória, tenha ou não ocorrido a substituição legal da responsabilidade. A pessoa jurídica de direito público competente para administrar o tributo é o sujeito passivo da repetitória, mesmo não detendo o poder de legislar ou de dispor do produto da arrecadação. O direito do contribuinte não pode ser afetado pelo problema do ressarcimento entre os entes públicos, pela transferência do indébito. Aquele que suportou o ônus da cobrança é o legitimado ativo para repetir o indébito, ou seja, aquele que sofreu a redução em sua capacidade contributiva sem apoio na lei. Nos tributos diretos, o sujeito ativo da repetitória é quem recolheu o tributo aos cofres públicos. Naqueles em que repercute o ônus da imposição, ou seja os impostos indiretos, se distingue as figuras do contribuinte de jure ( aquele que providencia o recolhimento) e o do contribuinte de fato ( o que suporta a carga fiscal) legitimado ativamente é o contribuinte de fato. É de construção nitidamente pretoriana o arcabouço do direito de repetição do indébito. O entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal foi positivado pelas normas insertas no CTN. Ainda merece critica candente de parte dos tributaristas pátrios a jurisprudência consolidada. Não há no direito comparado a solução brasileira. Não obstante certos aspectos ainda obscuros na construção jurisprudencial, o problema da repetição de indébito teve solução singular no Brasil, motivada sempre pelo sentimento de equidade e justiça e, conseguintemente, divorciada de posições formalistas e de esquemas que se pretendem técnicos ou científicos. O Supremo Tribunal Federal antes mesmo da edição do Código Tributário Nacional já fizera incluir, em , para vigorar a partir de

16 16 março de 1964 o enunciado de numero 71 da seguinte lavra: embora pago indevidamente, não cabe restituição de tributo indireto. Dois argumentos principais surgem dos diversos acórdãos referidos naquele verbete: 1º) repercute o tributo nos impostos indiretos, o ônus financeiro da imposição fiscal é transferido pelo contribuinte de direito ao contribuinte de fato, com isso lhe falta interesse para agir, caso não tenha suportado a carga tributária; 2º) a ação de repetição de indébito tem como fundamento ético-jurídico o mesmo fundamento da ação de enriquecimento ilícito onde o contribuinte de direito carece de legitimidade para a causa para repetir o indébito cujo o encargo financeiro transferiu-se a terceiros. Para legitimar a ação de repetição de indébito não é suficiente o enriquecimento ilícito do ente público, mas o empobrecimento do contribuinte. Carece de legitimidade para a causa o contribuinte que recolheu indevidamente o imposto aos cofres públicos mas não sofreu o desembolso efetivo do numerário, porque, do contrário, enriqueceria ilicitamente. E como disse o ministro Victor Nunes Leal, se há alguém que tenha que enriquecer ilicitamente, que esse alguém seja o Estado que representa a coletividade. Seria menos justo proporcionar ao contribuinte de direito um sobrelucro sem causa, para seu proveito pessoal, do que deixar esse valor em poder do Estado, que presumivelmente já o terá aplicado na manutenção dos serviços públicos e na satisfação dos encargos diversos que oneram o tesouro em beneficio da coletividade. Se o dilema é sancionar um enriquecimento sem causa, quer a favor do Estado, com a carência ou improcedência da ação, quer em favor do contribuinte, se for julgado procedente o pedido, não há que hesitar; impõe-se a primeira alternativa, pois o Estado representa, por definição, o interesse coletivo, a cuja promoção se destina, no conjunto da receita pública, a importância reclamada pelo particular para sua fruição pessoal. Esta solução é que corresponde à equidade, fundamento básico da ação proposta. A súmula de nº 546 complementou posteriormente a súmula de nº71, temperando o excesso de generalização com admitir a repetição nos

17 17 casos em que o solvens comprovasse que assumira o ônus financeiro do tributo. Casuisticamente, o Supremo Tribunal Federal se pôs a pesquisar se houve, ou não, a translação do tributo. Pode-se inferir que se firmaram algumas constantes no exame de casos concretos. Assim é que: 1º ) inexiste a repercussão se a mercadoria é tabelada e não vem incluído na composição do preço a quantidade do imposto; 2º ) a repercussão se da todavia, quando, embora tabelada a mercadoria, em seu preço foi incluído o imposto cuja a devolução se postula; 3º ) não repercute o tributo se, estando o contribuinte sujeito ao regime de estimativa fiscal, inexiste tabelamento, pois o imposto, neste caso, é absorvido na margem de lucro do comerciante, o que equivale a dizer que o contribuinte de direito suporta o respectivo encargo financeiro; 4º ) também não repercute o tributo incidente sobre a importação de bens para integrar o ativo fixo, eis que inexiste venda ulterior; nem ISS, lançado por declaração; nem taxa pelo exercício do poder de policia. O Supremo Tribunal Federal inclina-se, por conseguinte, a rejeitar a repercussão indireta, absorvida nos custos empresariais, porque entende que em tais situações o tributo se dilui na margem de lucro e é suportado pelo solvens. No entanto, se há repercussão direta do ônus financeiro sobre o contribuinte de fato, nega-se a recuperação do indébito ao contribuinte de direito, para se admitir, embora seja discutível a questão até no STF, legitimidade para a causa do próprio contribuinte de fato. A orientação jurisprudencial foi incorporada pelo Código Tributário Nacional no art Em sua quase totalidade, a doutrina brasileira tem posição contrária a jurisprudência consolidada assim antes como depois de publicado o C.T.N. Os juristas fundamentavam-se principalmente na dificuldade de se conceituar a repercussão dos tributos. A taxa dos juros de mora está em 1% a.m. e só se calculam na ausência de lei especial, nas restituições obtidas na via judicial e a parte do

18 18 transito em julgado da decisão definitiva proferida no processo de conhecimento. Em decorrência de construção do Supremo Tribunal Federal, passou a ser devida a correção monetária, calculada desde a data do pagamento indevido, sendo que a lei 6.899/81 é inaplicável à espécie. As multas moratórias são também restituídas corrigidas monetariamente. CAPITULO II DECADENCIA E PRESCRIÇÃO A doutrina pátria vem entendendo que prescrição nada mais é do que perda do Direito de exigibilidade. Prazo de 5 anos. Prazo em que a Fazenda Pública tem o Direito de cobrar judicialmente o contribuinte 2. Não se compadecem com a permanência no tempo a certeza e a segurança do direito ante a possibilidade de litígios instauráveis pelo suposto titular de um direito que tardiamente venha a reclamá-lo. O Direito não socorre a quem dorme, a quem permanece inerte, durante largo espaço de tempo, sem exercitar seus direitos. Em certo prazo assinalado em lei, se esgotado, prestigiam-se a certeza e a segurança, e sacrifica-se o eventual direito daquele que se manteve inativo no que respeita à atuação ou defesa desse direito. Por diversas razões, porque esse direito pode inexistir, dizemos que ele seja eventual. Ele já pode ter sido, por exemplo, satisfeito pelo devedor; após decorrido o prazo legal, se cobrado novamente, o devedor pode invocar o fim do prazo para a cobrança, na eventualidade de o credor resolver cobrá-lo o que o desobriga de ficar permanentemente apetrechado para defender-se. Com o passar do tempo papeis perdem-se ou destroem-se. O tempo apaga a memória dos fatos, e inexoravelmente, elimina as testemunhas. Portanto, decorrido certo prazo, as relações jurídicas devem estabilizar-se, superando eventuais vícios que pudessem ter sido invocados, mas que não o foram, no tempo legalmente 2 Texto retirado da Internet pt.wikipedia.org/wiki/cr%c3%a9dito_tribut%c3%a1rio. Wikipédia, acessado em 02/01/2011

19 19 assinalado, e desprezado o eventual desrespeito de direitos, que terá gerado uma pretensão fenecida por falta do exercício tempestivo. Já a decadência é conceituada pela doutrina como sendo perda do próprio Direito. A Fazenda Pública não pode mais efetuar o lançamento tributário. Prazo de 5 anos 3. Largamente aplicados no direito público e no direito privado, referimo-nos aos institutos da decadência e da prescrição. A decadência e a prescrição têm em comum a circunstancia de ambas operarem à vista da conjugação de dois fatores: o decurso do tempo e a inércia do titular do direito. A doutrina e a jurisprudência têm se esmerado em distinguir, no velho Código Civil, os prazos de prescrição e de decadência. Esse diploma legal, como se sabe, não falava em decadência, limitando-se ao emprego do vocábulo prescrição de ações, utilizáveis não apenas para a reparação de direitos violáveis (p. ex., ações para cobrar um crédito não satisfeitos no seu vencimento), mas também para a constituição do próprio instrumento de atuação do direito (p. ex. ação para anulação de casamento). O código civil falava por vezes, elipticamente, em prescrição de direitos, embora disciplinasse a prescrição de ações ( nos arts. 177 e 178), querendo referir-se, certamente, às ações utilizáveis par fazer valer os direitos ali mencionados. A renúncia da prescrição era admitida no velho diploma, expressa ou tácita, porem deveria ser feita após a sua consumação e desde que não prejudicasse terceiro ( art. 161). A prescrição podia ser alegada em qualquer instância pela parte a quem aproveitasse ( art. 162) e vedava ao juiz proclamar de oficio a prescrição, quando se tratasse de direitos patrimoniais ( art. 165). Algumas conclusões importantes se inferiam da conjugação desses dispositivos ( especialmente o art. 161 e o art. 165) para identificação de diferenças de tratamento entre diversas hipóteses genericamente rotuladas como prescrição pelo Código de A prescrição era renunciável ( art. 161), portanto não podia ser reconhecida de oficio pelo juiz. O juiz podia conhecer da prescrição, mesmo que não alegada pelas partes, nas hipóteses de direitos 3 Texto retirado da Internet pt.wikipedia.org/wiki/cr%c3%a9dito_tribut%c3%a1rio. Wikipédia, acessado em 02/01/2011

20 20 não patrimoniais ( art. 166, em sentido contrario), portanto, nessas situações, a prescrição não era renunciável, pois, mesmo no silêncio da parte a quem sua alegação aproveitaria ( o que traduziria forma tácita de renúncia), ela seria decretada pelo juiz. A sistemática do velho Código Civil apresentava prescrições renunciáveis e não renunciáveis, prescrições reconhecíveis de oficio e só reconhecíveis se alegadas pela parte a quem aproveitassem. Pela lógica, disso decorreria que as prescrições irrenunciáveis não poderiam ser prorrogadas por ato das partes que pudesse operar a interrupção ou a suspensão do prazo ( dado o principio de que sobre tais prescrições não poderia atuar a vontade das partes), qualificando-se, pois, como fatais ou improrrogáveis. Ainda na linha dessas colocações, as prescrições irrenunciáveis atenderiam a normas de ordem pública ( inderrogáveis pela vontade das partes, por se reportarem a interesses da coletividade), ao contrário das prescrições renunciáveis, que, referindo-se a direitos patrimoniais das partes, ficariam restritas à esfera de interesses dos indivíduos envolvidos na relação jurídica, sem interesse imediato da coletividade. O prazo não seria de ordem pública nem fatal, se cuidasse de direitos disponíveis por vontade das partes. Para diferenciar o regime jurídico aplicável, ficou demonstrado que aquele estatuto civil se preocupou com a natureza do direito em relação ao qual pudesse atuar a prescrição. Assim, a prescrição da ações atinentes a certos direitos estaria submetida a determinado regime jurídico ( renunciabilidade, impossibilidade de reconhecimento de oficio etc.), ao passo que a prescrição de ações atinentes a direitos de outra especifica natureza já se submeteria a diferente regime jurídico ( irrenunciabilidade, decretabilidadede oficio etc.). Se o código antigo tivesse dado a cada grupo de direitos ( suscetíveis de ser afetados pelo decurso do prazo aliado à inação do titular), uma denominação especifica que permitisse distinguir já no rotulo cada um deles, teria facilitado o trabalho da doutrina ( e da jurisprudência). A doutrina, que se debatia na busca do critério verdadeiro ou científico, ou definitivo, ficou

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

MATERIAL DE APOIO MONITORIA

MATERIAL DE APOIO MONITORIA Delegado Federal Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.01.2010 Aula n.º 08 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Artigos Correlatos 1.1 Lançamento por homologação 2. Jurisprudência

Leia mais

Decadência e Prescrição em Matéria Tributária

Decadência e Prescrição em Matéria Tributária CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO TRIBUTÁRIO Decadência e Prescrição em Matéria Tributária F A B I A N A D E L P A D R E T O M É G O I Â N I A, 1 1 / 0 4 / 2 0 1 5 CICLO DE POSITIVAÇÃO DO DIREITO CONSTITUIÇÃO

Leia mais

a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o contribuinte

a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o contribuinte Unidade VIII I. PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO 1. Acepções e espécies a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o

Leia mais

CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO. Prof. Jefté Fernando Lisowski

CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO. Prof. Jefté Fernando Lisowski CRÉDITO TRIBUTÁRIO Art. 139 a 182 do CTN - Decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta - A constituição do CT dá exigibilidade à obrigação tributária - Depende do lançamento realizado por

Leia mais

PARECER DOS RECURSOS REFERENTES À ELABORAÇÃO DAS QUESTÕES DE PROVA OU GABARITO PRELIMINAR

PARECER DOS RECURSOS REFERENTES À ELABORAÇÃO DAS QUESTÕES DE PROVA OU GABARITO PRELIMINAR QUESTÃO: 22 22- Assinale a alternativa correta: (A) O direito do contribuinte em pleitear a repetição de tributos sujeitos a lançamento por homologação, indevidamente recolhidos, extingue-se em cinco anos,

Leia mais

CRÉDITO TRIBUTÁRIO. e) A aplicação retroativa de legislação tributária formal pode atribuir responsabilidade tributária aterceiros.

CRÉDITO TRIBUTÁRIO. e) A aplicação retroativa de legislação tributária formal pode atribuir responsabilidade tributária aterceiros. CRÉDITO TRIBUTÁRIO 01- Sobre o lançamento, com base no Código Tributário Nacional, assinale a opção correta. a) O lançamento é um procedimento administrativo pelo qual a autoridade fiscal, entre outras

Leia mais

O PRAZO DE PRESCRIÇÃO E AS CAUSAS IMPEDITIVAS

O PRAZO DE PRESCRIÇÃO E AS CAUSAS IMPEDITIVAS 1 2 3 4 O PRAZO DE PRESCRIÇÃO E AS CAUSAS IMPEDITIVAS Indaga-se: considerando que o CTN apenas tratou de causas de interrupção do prazo prescricional, o referido lapso temporal está sujeito também a causas

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Art. 175 ao Art. 182 CTN Centro de Ensino Superior do Amapá Direito Financeiro e Tributário II Professora: Ilza Facundes Macapá-AP, 2013.1

Leia mais

ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 29/11/2011

ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 29/11/2011 ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 29/11/2011 Recolhimento Espontâneo 001 Quais os acréscimos legais que incidirão no caso de pagamento espontâneo de imposto ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita

Leia mais

RECURSOS DIREITO TRIBUTÁRIO- ALEXANDRE LUGON PROVA 2 ATRFB (ÁREA GERAL) -DIREITO TRIBUTÁRIO

RECURSOS DIREITO TRIBUTÁRIO- ALEXANDRE LUGON PROVA 2 ATRFB (ÁREA GERAL) -DIREITO TRIBUTÁRIO RECURSOS DIREITO TRIBUTÁRIO- ALEXANDRE LUGON QUESTÃO 1 1 - Responda às perguntas abaixo e em seguida assinale a opção correta. I. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar

Leia mais

PARTE I INTRODUÇÃO REGRA GERAL

PARTE I INTRODUÇÃO REGRA GERAL PARTE I INTRODUÇÃO Este guia tratará dos prazos de guarda e manutenção de livros e documentos fiscais, seja de competência federal, estadual ou municipal, bem como das multas decorrentes da falta, atraso

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS. Apesar de ter apresentado a declaração, não efetuou o recolhimento do crédito

Leia mais

O artigo 156 do CTN elenca 11 modalidades distintas de extinção do crédito tributário. Vejamos:

O artigo 156 do CTN elenca 11 modalidades distintas de extinção do crédito tributário. Vejamos: 11. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Nos MA s anteriores vimos que a obrigação tributária nasce com a ocorrência do fato gerador e o crédito tributário é constituído a partir do lançamento tributário, podendo,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Kiyoshi Harada* É pacífico na doutrina e na jurisprudência que o crédito tributário resulta do ato

Leia mais

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional Olá pessoal, tudo bem? Muitos estudos? Espero que sim. Vou começar a trabalhar com vocês alguns aspectos importantes da Legislação do ICMS RJ que podem ser cobrados no próximo concurso para Auditor Fiscal

Leia mais

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE TRIBUTÁRIO FCC

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE TRIBUTÁRIO FCC CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE TRIBUTÁRIO FCC Lançamento 1-(FCC - 2012 - Prefeitura de São Paulo - SP - Auditor Fiscal do Município) Um contribuinte do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU possuía

Leia mais

Lançamento. Crédito Tributário: Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com

Lançamento. Crédito Tributário: Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com Direito Tributário Crédito tributário:conceito e constituição. Lançamento: conceito e modalidades de lançamento. Hipóteses de alteração do lançamento. Suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

Leia mais

Pós-Graduação Lato Sensu Direito Tributário

Pós-Graduação Lato Sensu Direito Tributário Pós-Graduação Lato Sensu Direito Tributário Professora FABIANA DEL PADRE TOMÉ Mestre e Doutora em Direito Tributário pela PUC/SP Disciplina SUSPENÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Que é crédito tributário? Crédito

Leia mais

ÍNDICE. Alguns estudos do autor... Prefácio...

ÍNDICE. Alguns estudos do autor... Prefácio... ÍNDICE Alguns estudos do autor................... Prefácio..................................... 5 11 Capítulo I - CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO 1. Direito financeiro e direito tributário........ 23 2.

Leia mais

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo?

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? a) União b) Estado c) Território Federal d) Distrito Federal 02) Qual diploma normativo é apto para estabelecer normas gerais em matéria de legislação

Leia mais

CAUSAS DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SHIRLEY ALONSO RODRIGUES SILVERIO LOPES 1

CAUSAS DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SHIRLEY ALONSO RODRIGUES SILVERIO LOPES 1 1 CAUSAS DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SHIRLEY ALONSO RODRIGUES SILVERIO LOPES 1 RESUMO O presente trabalho tem por objetivo apreciar as causas de extinção do crédito tributário através da análise

Leia mais

Direito Tributário Toque 9 Salvo disposição em contrário (2)

Direito Tributário Toque 9 Salvo disposição em contrário (2) 10Olá pessoal! Dando continuidade ao tema salvo disposição de lei em contrário, vamos retomar a partir do item 11. Segue abaixo a lista completa, lembrando que no Toque 8 tratamos dos itens 1 a 10. 1.

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP. EMENTA AÇÃO ORDINÁRIA. PIS/COFINS. RECOLHIMENTO NA FORMA DAS LEIS Nº 10.637/02 E 10.833/03. EXCEÇÃO ÀS PESSOAS JURÍDICAS REFERIDAS NA LEI Nº 7.102/83. SITUAÇÃO

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40.

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40.010136543-73 Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA Miquelanti Ltda IE: 186946145.00-63 João Henrique Galvão DF/Contagem

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA LEI Nº 3.256, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2003 Institui o programa de recuperação de créditos tributários da fazenda pública municipal REFIM e dá outras providências. Piauí Lei: O PREFEITO MUNICIPAL DE TERESINA,

Leia mais

Direito Tributário. Módulo IV: Obrigação Tributária e Crédito Tributário.

Direito Tributário. Módulo IV: Obrigação Tributária e Crédito Tributário. Direito Tributário Módulo IV: Obrigação Tributária e Crédito Tributário. Obrigação Tributária Relação obrigacional entre Poder Público e Contribuinte. Obrigação Tributária Espécies: 1. Principal (obrigação

Leia mais

Clipping. GOVERNO DO ESTADO Governador: Fernando Pimentel. Leis e Decretos LEI Nº 21.735, DE 3 DE AGOSTO DE 2015.

Clipping. GOVERNO DO ESTADO Governador: Fernando Pimentel. Leis e Decretos LEI Nº 21.735, DE 3 DE AGOSTO DE 2015. Clipping Veículo: Minas Gerais Data: 04/08/2015 Editoria: Caderno 1 - Diário do Executivo Páginas: 1 e 2 GOVERNO DO ESTADO Governador: Fernando Pimentel Leis e Decretos LEI Nº 21.735, DE 3 DE AGOSTO DE

Leia mais

Especial Área Fiscal Direito Tributário Professor Irapuã Beltrão

Especial Área Fiscal Direito Tributário Professor Irapuã Beltrão 1 O que você aconselha para quem começa agora a se preparar para a área fiscal? Em primeiro lugar, deve ser elaborado algum tipo de planejamento de estudo, com reserva de tempo para aulas num bom curso

Leia mais

PARECER ANISTIA FISCAL MULTA E JUROS RENÚNCIA DE RECEITA

PARECER ANISTIA FISCAL MULTA E JUROS RENÚNCIA DE RECEITA Salvador, 17 de Março de 2014. Da: CAMP - Consultoria em Administração Pública Ltda. Para: Prefeito Municipal de Barrocas Senhor Prefeito, Vimos por meio deste, em atenção a consulta feita por V.Exª.,

Leia mais

Murillo Lo Visco 1 Editora Ferreira

Murillo Lo Visco 1 Editora Ferreira Olá pessoal! Sabemos que se aproxima a prova do concurso destinado a selecionar candidatos para provimento de vagas no cargo de Fiscal de Rendas de 3ª Categoria, do quadro da Secretaria de Estado de Fazenda

Leia mais

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 01) A prestação de serviço militar é compulsória e não constitui sanção a ato ilícito, porém não tem a natureza de tributo porque não é prestação pecuniária. Os impostos,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em ação de indenização, em que determinada empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento de sentença, autorizou

Leia mais

Processo Administrativo Tributário e Lançamento

Processo Administrativo Tributário e Lançamento Processo Administrativo Tributário e Lançamento 2ª edição, atualizada de acordo com o Decreto 7.574/2011 958 STF00094579 SUMÁRIO.I'.~. P rejaclo a '2a e d Iça0 -... 11 Capítulo I - TEORIA GERAL DO PROCESSO

Leia mais

DECRETO Nº 36.777 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais,

DECRETO Nº 36.777 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, DECRETO Nº 36.777 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) Regulamenta os arts. 5º a 9º e 23, da Lei nº 5.546, de 27 de dezembro de 2012, que instituem remissão, anistia e parcelamento estendido,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL A Administração Fazendária de determinado Estado, por entender que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ECT enquadra-se como contribuinte do IPVA incidente

Leia mais

www.direitofacil.com f ÅâÄtwÉ W Üx àé gü uâàöü É @ `öüv t cxä áátü

www.direitofacil.com f ÅâÄtwÉ W Üx àé gü uâàöü É @ `öüv t cxä áátü TRIBUTÁRIO 02 QUESTÕES DE CONCURSO 01 - (TTN/97 ESAF) O Distrito Federal pode instituir a) impostos, taxas e empréstimos compulsórios b) imposto sobre serviços de qualquer natureza; taxas, em razão do

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Felipe das Neves, 20 anos, portador de grave deficiência mental, vem procurá-lo, juntamente com seu pai e responsável, eis que pretendeu adquirir um carro, para ser

Leia mais

lançamento A cada (notificação) 5 anos 5 anos 1º de janeiro 1º/01

lançamento A cada (notificação) 5 anos 5 anos 1º de janeiro 1º/01 DIREITO TRIBUTÁRIO Jurisprudência do STJ Prescrição e Decadência Ministra Eliana Calmon 1. GENERALIDADES - Fato Gerador obrigação gç lançamento crédito tributário - Lançamento (art. 142 do CTN) - Tipos

Leia mais

AULA 26 1. As causas que suspendem a exigibilidade do crédito tributário também impendem a fluência do lapso prescricional.

AULA 26 1. As causas que suspendem a exigibilidade do crédito tributário também impendem a fluência do lapso prescricional. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Tributário / Aula 26 Professor: Mauro Luís Rocha Lopes Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 26 1 CONTEÚDO DA AULA: Extinção do crédito tributário:

Leia mais

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL ÍRIS VÂNIA SANTOS ROSA

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL ÍRIS VÂNIA SANTOS ROSA AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL ÍRIS VÂNIA SANTOS ROSA IRIS VÂNIA SANTOS ROSA ADVOGADA SAAD ADVOGADOS; Doutora em Direito do Estado:

Leia mais

Curso de Especialização Telepresencial e Virtual em Direito Tributário PROCESSO E PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO

Curso de Especialização Telepresencial e Virtual em Direito Tributário PROCESSO E PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO Universidade da Amazônia UNAMA Universidade Virtual Brasileira - UVB Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes REDE LFG Curso de Especialização Telepresencial e Virtual em Direito Tributário Disciplina Aula 1 LEITURA

Leia mais

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO Depósitos Judiciais (REsp. 1.251.513/PR) e a conversão do depósito pela Fazenda Pública José Umberto Braccini Bastos umberto.bastos@bvc.com.br CTN ART. 151 o depósito é uma das

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Altera e acrescenta dispositivos à Lei n o 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1 o A Lei n o 5.172, de 25 de outubro

Leia mais

Emb. Inf. 0036569-36.2012.8.19.0014-4 1

Emb. Inf. 0036569-36.2012.8.19.0014-4 1 Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Vigésima Câmara Cível Embargos Infringentes n.º 0036569-36.2012.8.19.0014 Embargante: JOSÉ FRANCISCO NETO CAMPINHO Embargada: ESTADO DO RIO DE JANEIRO Relatora:

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ TRADIÇÃO, EXPERIÊNCIA E OUSADIA DE QUEM É PIONEIRO Data: 23/03/2010 Estudo dirigido Curso: DIREITO Disciplina: DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO II Professora: ILZA MARIA

Leia mais

Legislação e tributação comercial

Legislação e tributação comercial 6. CRÉDITO TRIBUTÁRIO 6.1 Conceito Na terminologia adotada pelo CTN, crédito tributário e obrigação tributária não se confundem. O crédito decorre da obrigação e tem a mesma natureza desta (CTN, 139).

Leia mais

RESTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

RESTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA PAGAMENTO INDEVIDO E RESTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA Indaga-se: havendo o pagamento, por erro ou engano, de tributo direto, a exemplo do IPTU ou IPVA, pode-se pedir a sua devolução? 1. Introdução Trata o Código

Leia mais

MUNDO JURÍDICO Artigo de Carlos Araújo Leonetti PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO DIREITO TRIBUTÁRIO

MUNDO JURÍDICO Artigo de Carlos Araújo Leonetti PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO DIREITO TRIBUTÁRIO PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO DIREITO TRIBUTÁRIO Carlos Araújo Leonetti Professor de Direito Tributário na UFSC e em outras Instituições; Procurador da Fazenda Nacional; Mestre e Doutor em Direito pela UFSC.

Leia mais

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro APELAÇÃO CÍVEL N. 638896-9, DA COMARCA DE LONDRINA 2.ª VARA CÍVEL RELATOR : DESEMBARGADOR Francisco Pinto RABELLO FILHO APELANTE : MUNICÍPIO DE LONDRINA APELADO : ALESSANDRO VICTORELLI Execução fiscal

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL QUESTÃO Nº 13 Gabarito divulgado: D Mantemos o gabarito apresentado na alternativa D. A candidata indicou a alternativa correta, ou seja a alternativa D. Recurso improcedente.

Leia mais

LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009

LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009 ESTADO DO CEARÁ LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009 Publicada no DOE em 19/11/2009. O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ. DISPÕE SOBRE A REMISSÃO, A ANISTIA E A TRANSAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS RELACIONADOS

Leia mais

Professor Alex Sandro.

Professor Alex Sandro. 1 (OAB 2009-3 CESPE Q. 58) Considere que João e Marcos tenham deliberado pela constituição de sociedade limitada, com atuação no segmento de transporte de cargas e passageiros na América do Sul. Nessa

Leia mais

DECADÊNCIA E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS

DECADÊNCIA E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS DECADÊNCIA E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS Elaborado em 11.2007. José Hable Auditor tributário da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, graduado em Agronomia pela UFPR, Administração de Empresas

Leia mais

constitucional dos Estados e Municípios d) supletiva da legislação dos Estados e Municípios e) concorrente com os Estados e os Municípios

constitucional dos Estados e Municípios d) supletiva da legislação dos Estados e Municípios e) concorrente com os Estados e os Municípios 01- O estabelecimento de normas gerais em matéria de legislação tributária sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários, deverá fazer-se, segundo norma contida na Constituição,

Leia mais

Redução Juros sobre Multa Punitiva. Redução Multa Punitiva. Parcela Única 60% 60% 75% 75% - N/A

Redução Juros sobre Multa Punitiva. Redução Multa Punitiva. Parcela Única 60% 60% 75% 75% - N/A TRIBUTÁRIO 16/11/2015 ICMS - Regulamentação do Programa Especial de Parcelamento do Estado de São Paulo PEP Reduções Com base na autorização do Convênio ICMS 117/2015, de 07 de outubro de 2015, no último

Leia mais

- lei ordinária: regra - lei complementar: empréstimos compulsórios e contribuição para a seguridade social. - bitributação X bis in idem

- lei ordinária: regra - lei complementar: empréstimos compulsórios e contribuição para a seguridade social. - bitributação X bis in idem I. SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 1. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA - lei ordinária: regra - lei complementar: empréstimos compulsórios e contribuição para a seguridade social vide arts. 146 e 148 da CF vide arts.

Leia mais

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA Capítulo I Da Finalidade Artigo 1 - O presente Regulamento de Empréstimo Pessoal, doravante denominado Regulamento, tem por finalidade definir normas

Leia mais

Renúncia à Instância Administrativa Trabalhista

Renúncia à Instância Administrativa Trabalhista Renúncia à Instância Administrativa Trabalhista Abel Ferreira Lopes Filho* 1. Introdução. Para Mariana Wolfenson, renunciar à instância administrativa decorre da opção lógica feita pelo administrado em

Leia mais

SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015

SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015 Simulado PFN 2015 I Prof. Mauro Luís Rocha Lopes SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015 1ª Questão A empresa Fábrica de Caixões Morte Feliz Ltda

Leia mais

Prescrição ou decadência?

Prescrição ou decadência? Prescrição ou decadência? I Como identificar os institutos. A questão que formulamos como título deste artigo, aparentemente simples, merece algumas ponderações e é de grande interesse a todos os operadores

Leia mais

Resolução de Questões Direito Tributário Prof. Vinícius Casalino 18.03.2009

Resolução de Questões Direito Tributário Prof. Vinícius Casalino 18.03.2009 01. Analise os itens a seguir: I - Imposto direto é aquele em que a pessoa que praticou o fato tipificado na lei suporta o respectivo ônus fiscal e imposto indireto é aquele em que o ônus financeiro do

Leia mais

MINUTA LEI ANISTIA / LEI Nº 16.943

MINUTA LEI ANISTIA / LEI Nº 16.943 MINUTA LEI ANISTIA / LEI Nº 16.943 Dispõe sobre a concessão de redução na multa e no juros de mora no pagamento de crédito tributário do ICMS nas situações que especifica. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO

Leia mais

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA CISÃO PARCIAL

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA CISÃO PARCIAL RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA CISÃO PARCIAL Gilberto de Castro Moreira Junior * O artigo 229 da Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6.404/76) define a cisão como sendo a operação pela qual a companhia

Leia mais

Questões Extras Direito Tributário Profº Ricardo Alexandre www.lfg.com.br/ www.cursoparaconcursos.com.br

Questões Extras Direito Tributário Profº Ricardo Alexandre www.lfg.com.br/ www.cursoparaconcursos.com.br TRIBUTO - CONCEITO 1. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) Na atividade de cobrança do tributo a autoridade administrativa pode, em determinadas circunstâncias, deixar de aplicar a lei. 2. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) Segundo

Leia mais

LEI Nº 5.546 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012.

LEI Nº 5.546 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012. LEI Nº 5.546 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012. Institui remissão e anistia para créditos tributários, altera dispositivos da Lei nº 691, de 24 de dezembro de 1984; da Lei nº 5.098, de 15 de outubro de 2009; e

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS ACÓRDÃO N o : 110/2011 RECURSO VOLUNTÁRIO N o : 7.968 PROCESSO N

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL V EXAME UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA PROVA DO DIA 4/12/2011 DIREITO TRIBUTÁRIO

CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL V EXAME UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA PROVA DO DIA 4/12/2011 DIREITO TRIBUTÁRIO DIREITO TRIBUTÁRIO PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL Trata-se de ação de consignação em pagamento, com previsão no art. 164, I, do CTN, tendo em vista que a Fazenda Municipal se recusa a receber a prestação tributária

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA TCE-TO Nº 003, DE 23 DE SETEMBRO DE 2009. Consolidada pela IN nº 03/2012 de 02/05/2012.

INSTRUÇÃO NORMATIVA TCE-TO Nº 003, DE 23 DE SETEMBRO DE 2009. Consolidada pela IN nº 03/2012 de 02/05/2012. INSTRUÇÃO NORMATIVA TCE-TO Nº 003, DE 23 DE SETEMBRO DE 2009. Consolidada pela IN nº 03/2012 de 02/05/2012. Acresce o 7 ao artigo 9º da Instrução Normativa nº 003, de 23 de setembro de 2009, que estabelece

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores JOÃO CARLOS GARCIA (Presidente sem voto), JARBAS GOMES E RUBENS RIHL.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores JOÃO CARLOS GARCIA (Presidente sem voto), JARBAS GOMES E RUBENS RIHL. fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000543198 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0005341-39.2012.8.26.0114, da Comarca de Campinas, em que é apelante ELISIO LOPES BRANDÃO, é apelado FAZENDA

Leia mais

A data inicial de contagem da prescrição do IPTU

A data inicial de contagem da prescrição do IPTU A data inicial de contagem da prescrição do IPTU O tempo que a Prefeitura tem para executar judicialmente débitos de IPTU dura cinco anos, contados a partir da constituição definitiva do lançamento, devidamente

Leia mais

CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22

CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22 CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22 1.3.1 CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...25 1.3.1.1 INDELEGABILIDADE...25 1.3.1.2

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES RESOLUÇÃO Nº 637, DE 24 DE JUNHO DE 2014

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES RESOLUÇÃO Nº 637, DE 24 DE JUNHO DE 2014 AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES RESOLUÇÃO Nº 637, DE 24 DE JUNHO DE 2014 Aprova o Regulamento de Parcelamento de Créditos Não Tributários Administrados pela Agência Nacional de Telecomunicações Anatel

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. ii) Cessação de atividade para efeitos de IVA, nos termos do art.º 33.º do CIVA;

FICHA DOUTRINÁRIA. ii) Cessação de atividade para efeitos de IVA, nos termos do art.º 33.º do CIVA; FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: CIRC Artigo: 36.º e 41.º Assunto: Créditos incobráveis não abrangidos pelo art.º 41.º - consequências fiscais do seu desreconhecimento, Despacho de 2014-01-28, do Diretor-Geral

Leia mais

Das Espécies de Lançamento Tributário São três as espécies de lançamento tributário: de ofício, por declaração e por homologação.

Das Espécies de Lançamento Tributário São três as espécies de lançamento tributário: de ofício, por declaração e por homologação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO Das Espécies de Lançamento Tributário São três as espécies de lançamento tributário: de ofício, por declaração e por homologação. a) Lançamento de Ofício: é aquele feito pela autoridade

Leia mais

1. CABIMENTO DAS PEÇAS.

1. CABIMENTO DAS PEÇAS. 1. CABIMENTO DAS PEÇAS. Após o Nascimento do Tributo, mas antes do lançamento: Ação Declaratória de Inexistência da relação jurídica tributária; Mandado de Segurança Preventivo. Após a notificação do contribuinte

Leia mais

MUNICÍPIO DE CAUCAIA

MUNICÍPIO DE CAUCAIA LEI N 1765, DE 25 DE AGOSTO 2006. Institui o Programa de Recuperação Fiscal - REFIS no Município de Caucaia, e dá outras providências. A PREFEITA MUNICIPAL DE CAUCAIA, no uso de suas atribuições legais,

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS Acórdão: 21.343/14/3ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000210484-18 Impugnação: 40.010135808-50 Impugnante: Mais Medicamentos Ltda IE: 001022236.01-19 Proc. S. Passivo: Alexandre Lara Ribeiro/Outro(s) Origem:

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB EXAME DE ORDEM 2010/2 PROVA DISCURSIVA DIREITO TRIBUTÁRIO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB EXAME DE ORDEM 2010/2 PROVA DISCURSIVA DIREITO TRIBUTÁRIO Questão 1 MÁRIO ROBERTO possui terreno limítrofe entre as zonas urbana e rural do município de Pedra Grande. No ano de 2009, ele recebeu o carnê do IPTU, emitido pela Secretaria de Fazenda de Pedra Grande,

Leia mais

A extensão dos efeitos das causas interruptivas da prescrição na responsabilidade solidária: imprescritibilidade das dívidas fiscais?

A extensão dos efeitos das causas interruptivas da prescrição na responsabilidade solidária: imprescritibilidade das dívidas fiscais? A extensão dos efeitos das causas interruptivas da prescrição na responsabilidade solidária: imprescritibilidade das dívidas fiscais? Andréa Medrado Darzé Doutora PUC/SP e Conselheira CARF Causas interruptivas

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007 INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007 Dispõe sobre instauração e organização de processo de tomada de contas especial e dá outras providências. O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, no uso do

Leia mais

LIBERAÇÃO DE MERCADORIAS APREENDIDAS DECORRENTE DE AUTO DE INFRAÇÃO

LIBERAÇÃO DE MERCADORIAS APREENDIDAS DECORRENTE DE AUTO DE INFRAÇÃO LIBERAÇÃO DE MERCADORIAS APREENDIDAS DECORRENTE DE AUTO DE INFRAÇÃO Dec. 24.569/97(RICMS/CE), art. 843 ao 850. Art. 843. As mercadorias retidas poderão ser liberadas, no todo em parte, antes do trânsito

Leia mais

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL PORTARIA CONJUNTA Nº 900, DE 19 DE JULHO DE 2002. Disciplina o pagamento ou parcelamento de débitos de que trata o art. 11 da Medida Provisória nº 38, de 14 de maio de 2002.

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 924, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2009

RESOLUÇÃO Nº 924, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2009 RESOLUÇÃO Nº 924, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2009 Institui o Programa de Parcelamento de Débitos Fiscais no âmbito do Sistema CFMV/ CRMVs, destinado à regularização de débitos de anuidades, multas, taxas, emolumentos

Leia mais

Direito Tributário Revisão Final

Direito Tributário Revisão Final Direito Tributário Revisão Final Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com Tributo (Conceito): Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que

Leia mais

CURSO ON-LINE - PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO. No nosso encontro de hoje resolvo questões de receita exigidas no último concurso do MPU/2010.

CURSO ON-LINE - PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO. No nosso encontro de hoje resolvo questões de receita exigidas no último concurso do MPU/2010. QUESTÕES DE RECEITAS PÚBLICAS MPU - 2010 Prezado amigo concursando! Sucesso e sorte na conquista de seu sonho! No nosso encontro de hoje resolvo questões de receita exigidas no último concurso do MPU/2010.

Leia mais

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1)

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1) É com grande satisfação que inicio minha jornada no site da Editora Ferreira. Neste espaço, iremos abordar o Direito Tributário com um único objetivo: obter, nesta disciplina, uma ótima pontuação em qualquer

Leia mais

VALDECI APARECIDO LOURENÇO, Prefeito do Município Conchal, Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,

VALDECI APARECIDO LOURENÇO, Prefeito do Município Conchal, Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, LEI COMPLEMENTAR N 338, DE 10 DE MAIO DE 2013. DISPÕE SOBRE A CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PARA O PAGAMENTO DA DÍVIDA ATIVA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. VALDECI APARECIDO LOURENÇO, Prefeito do Município Conchal,

Leia mais

RETENÇÃO DE INSS SOBRE FATURAS. Formas de retorno e garantia de direito

RETENÇÃO DE INSS SOBRE FATURAS. Formas de retorno e garantia de direito RETENÇÃO DE INSS SOBRE FATURAS Formas de retorno e garantia de direito Orientações sobre retenção http://www.mpas.gov.br A Lei nº 9.711 de 20 de novembro de 1998, que passou a vigorar a partir de fevereiro

Leia mais

Super-Receita e o Código de Defesa do Contribuinte: prejuízos à Fazenda Pública

Super-Receita e o Código de Defesa do Contribuinte: prejuízos à Fazenda Pública Brasília, 20 de dezembro de 2006. Super-Receita e o Código de Defesa do Contribuinte: prejuízos à Fazenda Pública O parecer do senador Rodolpho Tourinho sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 20 de 2006,

Leia mais

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial.

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial. PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, 2013 - COMPLEMENTAR Estabelece normas gerais sobre o processo administrativo fiscal, no âmbito das administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Leia mais

PRAZOS DECADENCIAIS PARA A FAZENDA PÚBLICA E PRESCRICIONAIS PARA O CONTRIBUINTE EM RELAÇÃO A TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO

PRAZOS DECADENCIAIS PARA A FAZENDA PÚBLICA E PRESCRICIONAIS PARA O CONTRIBUINTE EM RELAÇÃO A TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO PRAZOS DECADENCIAIS PARA A FAZENDA PÚBLICA E PRESCRICIONAIS PARA O CONTRIBUINTE EM RELAÇÃO A TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO Eduardo Maneira Advogado Doutorando em Direito Tributário na

Leia mais

XX LANÇAMENTO E CREDITO TRIBUTÁRIO

XX LANÇAMENTO E CREDITO TRIBUTÁRIO XX LANÇAMENTO E CREDITO TRIBUTÁRIO Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o Crédito Tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Município Beta instituiu por meio de lei complementar, publicada em 28 de dezembro de 2012, Taxa de Iluminação Pública (TIP). A lei complementar previa que os proprietários

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário

Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário Faculdades Integradas IPEP Campinas/SP Disciplina: Legislação Tributária Administração de Empresas Apostila 02 Professor: Rodrigo Tomas Dal Fabbro Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário Muitas

Leia mais

- Espécies. Há três espécies de novação:

- Espécies. Há três espécies de novação: REMISSÃO DE DÍVIDAS - Conceito de remissão: é o perdão da dívida. Consiste na liberalidade do credor em dispensar o devedor do cumprimento da obrigação, renunciando o seu direito ao crédito. Traz como

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS Acórdão: 15.146/01/3ª Impugnação: 40.010104634-29 Agravo Retido: 40.030105345-22 Impugnante/Agr: Acesita S.A Proc. do Suj. Passivo: José Antônio Damasceno/Outros PTA/AI: 01.000138417-08 Inscrição Estadual:

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL GABARITO 1 (Mandado de Segurança) Uma instituição de ensino superior, sem fins lucrativos, explora, em terreno de sua propriedade, serviço de estacionamento para

Leia mais