LCA (LETRAS DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO): UMA ALTERNATIVA DE APLICAÇÃO FINANCEIRA PARA OS EXCEDENTES DE

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1 LCA (LETRAS DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO): UMA ALTERNATIVA DE APLICAÇÃO FINANCEIRA PARA OS EXCEDENTES DE CAIXA TEMPORARIAMENTE OCIOSOS PARA INVESTIDORES COM AVERSÃO AO RISCO VITÓRIA - ES 2010

2 2 SUMÁRIO CAPÍTULO INTRODUÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO PROBLEMA OBJETIVO...6 CAPÍTULO REFERENCIAL TEÓRICO O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO O PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO Vantagens do Planejamento Financeiro de Curto Prazo A IMPORTÂNCIA DA TESOURARIA PARA OTIMIZAÇÃO DO EXCEDENTE DE CAIXA OS SALDOS DE CAIXA E OS TÍTULOS NEGOCIÁVEIS PRINCIPAIS FORMAS DE APLICAÇÃO FINANCEIRA DE BAIXO RISCO TRIBUTAÇÃO DAS APLICAÇÕES FINANCEIRAS IOF Sobre as Aplicações Financeiras IR Sobre as Aplicações Financeiras O IMPACTO DOS RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS NA DRE Impacto nas Empresas de Lucro Real Impacto nas Empresas de Lucro Presumido LCA LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO Principais Benefícios e Limitações da LCA...29 CAPÍTULO METODOLOGIA HISTÓRICO DAS APLICAÇÕES FINANCEIRAS DO GRUPO ÁGUIA BRANCA CÁLCULO DA APLICAÇÃO FINANCEIRA...33

3 3 3.3 ANÁLISE DO IMPACTO TRIBUTÁRIO NO RENDIMENTO DA APLICAÇÃO EM LCA COMPARADO AO IMPACTO NO RENDIMENTO DAS DEMAIS APLICAÇÕES DE RENDA FIXA NAS EMPRESAS DE LUCRO REAL ANÁLISE DO IMPACTO TRIBUTÁRIO DO RENDIMENTO DAS APLICAÇÕES EM LCA, COMPARADO AS OUTRAS FORMAS DE APLICAÇÕES NAS EMPRESAS DE LUCRO PRESUMIDO...40 CAPÍTULO ANÁLISE DOS RESULTADOS ANÁLISE DOS RESULTADOS DE GERAÇÃO DE CAIXA ANÁLISE DO RESULTADO DOS IMPACTOS TRIBUTÁRIOS NAS EMPRESAS DE LUCRO REAL ANÁLISE DO RESULTADO DOS IMPACTOS TRIBUTÁRIOS NAS EMPRESAS DE LUCRO PRESUMIDO...43 CAPÍTULO CONCLUSÕES BIBLIOGRAFIA...48

4 4 CAPÍTULO 1 1 INTRODUÇÃO O alinhamento do contas a pagar e do contas a receber é uma dificuldade enfrentada pelas empresas. Esta deficiência na gestão do caixa tornam ociosos recursos financeiros fazendo com que ocorra perda de rentabilidade para empresa. Estes recursos temporariamente ociosos, na maioria das vezes ficam disponíveis e não são aplicados no mercado financeiro, uma vez que serão utilizados em curto prazo. 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO Desde a implantação do Plano Real, o Banco Central do Brasil vem emplacando uma política de redução na taxa básica de juros (SELIC). Em sentido contrário ocorre o aumento da carga tributária, fazendo com que o governo, a cada ano, bate recordes de arrecadação. O movimento de redução na taxa de juros desestimula a aplicação no mercado financeiro e o ato de poupar incentiva o consumo e o aumento do consumo gera inflação. A inflação coroe o dinheiro no tempo. Isto significa que para a empresa que não aplica os seus recursos excedentes de caixa, há perda de valor, mesmo que no curto prazo. Os excedentes de caixa gerados não são aplicados, não trazem retorno para a empresa e perde parte de seu valor. As incertezas percebidas do mercado quanto as decisões políticas e econômicas principalmente, fazem com que as empresas reduzam investimentos e

5 5 busquem ter liquidez. Diante deste cenário, cabe a administração financeira reduzir este impacto gerindo este excedente de forma eficiente, visando a maior rentabilidade sem comprometer a liquidez da empresa. Para enfrentar a elevada carga tributária no Brasil e as mutações do mercado, as empresas no Brasil vêm exercitando cada vez mais o verbo planejar principalmente nas áreas financeira e tributária. Dentro do planejamento financeiro a utilização de ferramentas e métodos são cada vez mais freqüentes, como por exemplo, o fluxo de caixa. A gestão do fluxo de caixa de uma empresa envolve administrar as entradas e saídas de caixa, os investimentos e financiamentos de curto prazo, visando à maximização do retorno. Uma forma de otimizar estes recursos é aplicar o excedente de caixa no mercado financeiro, no entanto, para investidores com aversão ao risco o retorno é muito baixo e reduzido ainda mais pela carga tributária brasileira. Um exemplo é a antiga CPMF, que prejudicava a rentabilidade das aplicações financeiras, aplicando uma alíquota de 0,38% sobre o montante aplicado. No entanto, desde Janeiro de 2008 a CPMF foi extinta, favorecendo a aplicação de recursos por menores períodos. Com o intuito de contribuir para a maximização dos rendimentos dos recursos excedentes de caixa e as implicações tributárias sobre os rendimentos de aplicação financeira, este estudo tem como objetivo avaliar uma alternativa para a aplicação dos recursos excedentes de caixa temporariamente ociosos para os investidores com aversão ao risco, tomando como referência as empresas do Grupo Águia Branca. Neste estudo serão avaliados produtos de aplicação financeira de curto prazo, disponíveis nos bancos de relacionamento do Grupo Águia Branca e os

6 6 impactos tributários sobre os rendimentos de aplicação financeira nas empresas de regime de tributação de lucro real e de lucro presumido. 1.2 PROBLEMA As empresas do Grupo Águia Branca possuem um elevado valor de excedentes de caixa. Estes recursos ficam disponíveis e temporariamente ociosos nas contas correntes sem rendimentos, perdendo o seu valor. O Bacen, através da Resolução nº2475/98, veda a oferta premiação ou vantagens aos seus clientes na captação de recursos públicos. Portanto, os problemas levantados referente este assunto nas empresas do Grupo Águia Branca e a vedação do Bacen são refletidos nos seguintes questionamentos: É possível rentabilizar estes recursos temporariamente ociosos, considerando que este grupo econômico é aveso a riscos? Considerando a elevada carga tributária do Brasil entre o regime de lucro real e lucro presumido, qual é o regime de tributação que gera menor impacto sobre os rendimentos das aplicações financeiras no curto prazo? Qual é a aplicação financeira de no curto prazo que permite aos investidores com aversão ao risco uma maior rentabilidade para os excedentes de caixa provocados pelo desalinhamento das contas a pagar e das contas a receber? 1.3 OBJETIVO O principal objetivo deste trabalho é comparar a rentabilidade da aplicação financeira em LCA com as formas de aplicação financeira de baixo risco disponíveis

7 7 no mercado, e praticadas pelo Grupo Águia Branca, avaliando os impactos tributários nas empresas de lucro real e lucro presumido. Assim o trabalho justificase a propor a LCA Letras de Crédito do Agronegócio, como alternativa de aplicação de curto prazo, para os excedentes de caixa temporariamente ociosos, aos investidores com aversão ao risco, observando o regime de tributação, proporcionando maior rentabilidade destes recursos. Este estudo está estruturado em cinco partes: a primeira, neste capítulo foi contextualizado o problema e apresentado os objetivos e delimitação do estudo. O capítulo dois apresenta estudos literários pertinentes a: i) demonstração do valor do dinheiro no tempo; ii) mostra a importância planejamento financeiro; iii) retrata a importância do papel da tesouraria nas empresas na otimização dos recursos de caixa. Ainda neste capítulo, são apresentadas algumas formas de aplicação financeira de baixo risco no mercado, a tributação sobre os rendimentos de aplicação, analisado o impacto dos rendimentos tributários na DRE das empresas de lucro presumido e lucro real e apresentação das vantagens e limitações quanto a aplicação em LCA. No capítulo três, descreve a metodologia de pesquisa: o tipo de pesquisa e modelo proposto, as limitações do método e realizado o teste empírico, através de simulações de aplicação. No capítulo quatro, é realizado a análise dos resultados de geração de caixa e análise dos impactos tributários. Por fim, no capítulo cinco, são apresentadas as conclusões da pesquisa, referendando a LCA, como a melhor alternativa para rentabilizar os recursos excedentes de caixa temporariamente ociosos.

8 8 CAPÍTULO 2 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO O principal papel do administrador financeiro é maximizar o retorno do acionista. Segundo SANVICENTE (1987, p.21), o objetivo básico da administração financeira é a maior rentabilidade possível sobre o investimento dos proprietários, visando a rentabilidade máxima, sem comprometer a liquidez da empresa. Para Gitman, o valor do dinheiro no tempo é, de certa forma, a linguagem das finanças, um denominador comum para discutir transações e oportunidades financeiras. (Gitman, 2002, p.150)... o dinheiro vale mais agora do que no futuro. As três razões mais importantes pelas quais o valor do dinheiro decresce progressivamente ao longo do tempo são as seguintes: inflação, risco e preferência pela Liquidez. (Groppelli, 2002, p.51)... existe um saldo excedente de caixa, e presume-se que qualquer excedente será investido em títulos bancários a curto prazo. (Gitman, 2002, p.595) Normalmente os excedentes de caixa são temporários e uma forma de gerir estes recursos é aplicando no mercado monetário. O excedente de caixa é aplicado no mercado monetário com a expectativa de que no tempo seja obtido um retorno financeiro.

9 9 Este retorno financeiro, mais conhecimento como juros ou dividendos é justificado pela matemática financeira que estuda o valor do dinheiro no tempo. São duas variáveis são fundamentais para a matemática financeira. Segundo Zentgraf(1999, pág.2), a matemática financeira pode ser definida como o estudo da evolução do dinheiro ao longo do tempo, visando estabelecer relações formais entre quantias expressas em datas distintas. (Zentgraf, 1999, pág. 2) PUCCINI, define como objetivos principais da matemática financeira: a) a transformação e o manuseio de fluxos de caixa, com a aplicação de taxas de juros de cada período, para se levar em conta o valor do dinheiro no tempo; b) a obtenção da taxa interna de juros que está implícita no fluxo de caixa; c) a análise e a comparação de diversas alternativas de fluxos de caixa. (PUCCINI, 2000, p.4) O prêmio recebido pela postergação de um investimento ou valor pago pela antecipação de um recurso em caixa, chamamos de juros. No mercado financeiro, os juros, quando é realizada uma aplicação financeira (investimento), recebem o nome de rendimento. princípios: O valor do dinheiro no tempo relaciona-se a idéia de que ao longo do tempo o valor do dinheiro muda, quer em função de ter-se a oportunidade de aplicá-lo, obtendo-se assim, remuneração (juros) sobre a quantia envolvida, quer em função de sua desvalorização devido à inflação, quer em função dos riscos ocorridos e das possibilidades de perda. (Bruni, 2003, pág.18) Para calcular o valor do dinheiro no tempo deverão ser observados dois a) A comparação de valores somente pode ser feita se estiverem em uma mesma data;

10 10 b) Operações algébricas somente poderão ser aplicadas em valores que estiverem em uma mesma data, ou seja, se um dos valores estiver em data diferente, deverá ser movimentado até a data desejada após aplicação de uma taxa de juros corretamente; O valor futuro de um montante presente é encontrado pela aplicação de juros compostos durante um período específico de tempo. (Gitman, 2002, p.155). Ou seja, quando o ganho adicional é incorporado ao principal, em um determinado período. A equação utilizada para calcular o valor futuro de um investimento é: VF = VP x (1+ i ) n, onde: VF = Valor Futuro, ou valor montante ao final do período VP = Valor do montante inicial i = taxa de juros, e n = período Uma observação importante na aplicação da taxa de juros deve estar em referência de tempo em que os valores estão aplicados. A taxa de juros, expressa a razão entre juros recebidos/pagos ao final do período da operação e o valor originalmente aplicado. (Roberto Zentgraf, 2003, pág.3).

11 11 O fluxo de caixa é utilizado pelas organizações como instrumento de gestão financeira, para planejamento financeiro. As entradas são todos os recebimentos da empresa e as saídas, todos os desembolsos financeiros. Um exemplo prático, o fluxo de caixa é o instrumento utilizado pela tesouraria da empresa, com a finalidade de detectar se o saldo inicial de caixa adicionado ao somatório de ingressos, menos o somatório de desembolsos em determinado período, apresentará excedentes de caixa ou escassez de recursos financeiros pela empresas. No nosso caso, estaremos avaliando a indicação de excedentes de caixa. ociosos. Segundo Gitman, o mercado monetário existe devido à existência de recursos O mercado monetário existe porque certos indivíduos, empresas, governos e instituições financeiras possuem, temporariamente, fundos ociosos, que desejam aplicar em algum tipo de ativo líquido ou de curto prazo que renda juros. (Gitman, 2002, p.34) O mercado financeiro auxilia na alocação destes recursos excedentes de caixa, transferindo estes recursos para empresas que buscam oportunidades de obtenção de capital. Em troca desta transferência temporária a empresa recebe juros que quanto maior a incerteza de recebimento exigirá um maior valor. De acordo com a Teoria da Preferência pela Liquidez as taxas de juros de longo prazo tendem a ser mais altas que as taxas de curto prazo, isto porque as negociações de curto prazo estão menos sensíveis às oscilações das taxas de juros. Segundo Gitman (2002), os investidores vêem menos risco em títulos de curto prazo do que em títulos de longo prazo e por isso são propensos a aceitar rendimentos mais baixos sobre eles. (Gitman, 2002, p.47)

12 12 Para realizar uma aplicação dos excedentes e não comprometer a liquidez dos recursos é necessário realizar um planejamento financeiro eficiente, ou seja, realizando uma previsão e um acompanhamento de caixa preciso prevendo desta forma, o valor e o período de disponibilidade dos excedentes, possibilidade analisar e optar pela melhor forma de aplicação e buscar uma maior rentabilidade. 2.2 O PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO O processo de planejamento financeiro mostra os caminhos para: guiar; coordenar e controlar as ações da empresa para atingir seus objetivos. Começa com planos financeiros de longo prazo (estratégicos), que por sua vez guiam a formulação de planos e orçamentos a curto prazo (operacionais). Geralmente, os planos e orçamentos a curto prazo implementam os objetivos estratégicos da empresa a longo prazo. As empresas utilizam-se de planos financeiros para direcionar suas ações com vistas a atingir seus objetivos imediatos e a longo prazo. (GITMAN, 2002, p.588) O planejamento financeiro é um aspecto importante para o funcionamento e sustentação da empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas ações na consecução de seus objetivos. (GITMAN, 2002, p.588) O processo de planejamento financeiro inicia-se com planos financeiros a longo prazo, ou estratégicos, que por sua vez direcionam a formulação de planos e orçamentos operacionais a curto prazo. (GITMAN, 2002, p.588) A elaboração do orçamento de caixa é uma ferramenta importante para o planejamento de curto prazo. O orçamento de caixa permite a empresa prever suas

13 13 necessidades de caixa a curto prazo, geralmente no período de um ano, subdividido em intervalos mensais. (GITMAN, 2002, p.588). O principal papel do orçamento de caixa é administrar a liquidez da empresa, partindo do princípio, que a falta de caixa para saldar as obrigações financeiras da empresa sempre a põe em perigo. Como trata de valores estimados, quando maior for o período de planejamento maior será o nível de incerteza. É importante a empresa trabalhar com um planejamento mínimo para três meses. O fluxo de caixa mensal deverá, posteriormente, transformar-se em semanal e por fim em diário. O modelo diário fornece a posição dos recursos em função dos ingressos e desembolsos de caixa, constituindo-se em poderoso instrumento de planejamento e controle financeiros para a empresa. (ZDANOWICZ, 2002, p.128) Devido às incertezas é necessário um constante acompanhamento do orçamento de caixa, de forma a avaliar os valores previstos com os valores programados para os períodos. Toda e qualquer empresa necessita manter o nível de caixa para fazer frente, dentre outras razões a incerteza associada ao seu fluxo de caixa. O fluxo de caixa é o instrumento utilizado pela tesouraria da empresa, com a finalidade de detectar se o saldo inicial de caixa adicionado ao somatório de ingressos, menos o somatório de desembolsos em determinado período, apresentará excedentes de caixa ou escassez de recursos financeiros pela empresa. Excedente de Caixa: a empresa pode planejar investimentos a curto prazo (títulos negociáveis).

14 14 Deficiências de Caixa: a empresa com expectativa de carência de caixa deve buscar financiamentos a curto prazo Vantagens do Planejamento Financeiro de Curto Prazo Auxilia na identificação de escassez de recursos ou de possíveis excedentes de recursos no caixa no mercado financeiro; A projeção financeira é mais nítida quanto menor o prazo do planejamento reduzindo o nível de incertezas das informações financeiras projetadas. Permite avaliar antecipadamente a vulnerabilidade da empresa; Auxilia no dimensionamento do nível de saldo de caixa da empresa para manter sua liquidez; 2.3 A IMPORTÂNCIA DA TESOURARIA PARA OTIMIZAÇÃO DO EXCEDENTE DE CAIXA A função financeira é exercida por dois cargos executivos nas empresas: o tesoureiro e o controller. A tesouraria preocupa-se com a obtenção e utilização dos recursos, ou seja, se possui dinheiro para pagar as contas ou não, aonde vou captar ou aonde vou aplicar. De acordo com HOJI (2001, p.113), a administração eficiente do caixa (disponibilidades) contribui significativamente para a maximização do lucro das empresas.

15 15 O fluxo de caixa é de suma relevância para que o tesoureiro ou o administrador financeiro possam prever antecipadamente seu excedente de caixa para a escolha da melhor forma de aplicação. Quando a tesouraria recebe ou paga as suas contas, as decisões que geram os fluxos financeiros já foram tomadas por outras áreas e nada ou pouco restará ao tesoureiro para que possa influir sobre esses fluxos de caixa. As principais contas patrimoniais operacionais que exercem forte impacto no caixa são: contas a receber, estoques, contas a pagar O tesoureiro tem como responsabilidade fatores internos da empresa, ou seja, a manutenção do caixa da empresa e contas; recebimentos e pagamentos diários da empresa, negociação com bancos (aquisição de recursos de curto prazo para capital de giro), aplicações a curto prazo. Ou seja, a finalidade do tesoureiro é garantir recursos, aplicações a curto prazo, recebimentos necessários para a manutenção dos negócios da empresa. De acordo com Hoji (2006, p.144) as funções da tesouraria se dividem da seguinte forma: Planejamento Financeiro: elaborar projeção de fluxo de caixa; analisar estrutura de capital e propor alternativas de financiamento; estabelecer política de aplicação financeira, estabelecer política de financiamento de capital de giro. Ainda segundo HOJI (2001; 137); a tesouraria de empresa não financeira, por ser uma área de apoio a unidades de negócios, não tem como finalidade a geração de lucro, mas pode ser estruturada de forma a agregar valores e contribuir substancialmente para a geração de lucro, com a viabilização econômica de projetos, obtenção de recursos a custos adequados, maximização da rentabilidade das aplicações financeiras, etc.

16 OS SALDOS DE CAIXA E OS TÍTULOS NEGOCIÁVEIS Manter o nível ideal de saldo de caixa da empresa é um desafio para o administrador financeiro. Empresas com grande volume excedente de caixa, ociosos por determinados períodos, têm uma menor rentabilidade do que as empresas que conseguem manter este nível ideal, devido a não existir uma sincronia entre as suas contas a pagar e suas contas a receber. Segundo Gitman (2002), às empresas mantém excedentes de caixa por três motivos: 1) transacional, ou seja, para suprir as necessidades de saídas de fluxos de caixa do dia-a-dia da empresa; 2) precaução, para suprir saídas não previstas de caixa, e 3) especulação, com o objetivo de poder retirar algum benefício de situações inesperadas que possam surgir. Para rentabilizar estes recursos temporariamente ociosos, existem no mercado financeiro os títulos negociáveis, que são instrumentos a curto prazo no mercado financeiro que proporcionam juros. (Gitman, 2002, p.664) Os títulos negociáveis têm como principais características: liquidez, ou seja, a capacidade deste título ser convertido em dinheiro; e garantia de principal, que a probabilidade de perda do valor negociado no título. Os títulos negociáveis mais comuns são as Letras do Tesouro e os CDB s.

17 PRINCIPAIS FORMAS DE APLICAÇÃO FINANCEIRA DE BAIXO RISCO Segundo o site pt.wikipedia.org/wiki/aplicação financeira, aplicação financeira é a compra de um ativo financeiro, na expectativa de que, no tempo, produza um retorno financeiro, ou seja, espera-se não só obter o capital investido,como também um excedente, a título de juros ou dividendos. As aplicações financeiras como menor risco, são as aplicações de renda fixa. Nestas aplicações, quando a remuneração é definida no momento da aplicação, dizemos que é pré-fixada e quando a remuneração está atrelada á algum índice, normalmente acompanhando a inflação (IGP-M) ou a taxa de juros (CDI, SELIC), dizemos que a aplicação é pós-fixada. Nas aplicações pós-fixadas somente é possível reconhecer o rendimento no momento do resgate. As principais formas de investimentos são: Poupança Remunerada pela TR (Taxa Referencial) da data de aniversário da aplicação, acrescida de 0,5% ao mês. Caso seja efetivado o resgate antes da data de aniversário da aplicação é perdida toda a rentabilidade do montante resgatado no período. Desta forma como estaremos tratando de curtíssimo prazo, a poupança não está aderente a proposta do estudo realizado devido a perda da rentabilidade. CDB (Certificado de Depósito bancário) são títulos emitidos por bancos e podem ter remuneração pré-fixada ou pós-fixada. O risco do CDB é o risco do banco que emitiu tornar-se inadimplente.

18 18 Fundos de Investimentos é cobrada uma taxa de administração do fundo. Os fundos podem ser: Referenciado DI e Fundo de Renda Fixa que são considerados conservadores, ou mais arriscados, Renda Fixa de Crédito, Renda Fixa Multi-Índices ou Alavancados. Neste estudo, estaremos considerando a rentabilidade dos fundos conservadores. Debêntures são títulos emitidos por empresas não financeiras, com capital aberto. As empresas que lançam debêntures estão buscando normalmente quitar ou alongar suas dívidas. As aplicações financeiras de baixo risco têm uma rentabilidade menor que aplicações mais arriscadas. Estas aplicações mais seguras são influenciadas pelos juros da economia (SELIC), visto que altera o custo das relações interbancárias. A diferença entre o valor aplicado e o valor resgatado no momento da aplicação é o retorno, ou seja, pode ser positivo ou negativo. A possibilidade de não ser obtido o rendimento esperado de uma aplicação ao final de um período é o risco. Nas aplicações em CDB ou em poupança o risco é um pouco menor devido à garantia de R$20.000,00 através do Fundo Garantidor, sendo de maior relevância este detalhe para a micro e pequena empresa. No caso de grupos econômicos e grandes empresas o volume financeiro aplicado é elevado, uma forma de reduzir o risco é conhecer a solidez do banco antes de aplicar o recurso. Uma forma é avaliar o patrimônio líquido do banco, esta informação está disponível no site do banco central no qual permite retirar a ordenação dos bancos por diversos tipos de informação.

19 19 Como o retorno esperado é baixo, o tesoureiro e o administrador da empresa devem ter como objetivo proteger o recurso financeiro da empresa da inflação, não deixando com que o dinheiro da empresa perca o poder de compra. Para que o recurso excedente do caixa possa ser otimizado, além de planejar o fluxo de caixa para identificar o montante disponível e o tempo da aplicação favorecendo uma boa negociação, hoje o administrador financeiro e o tesoureiro da empresa devem conhecer os impactos tributários incidentes sobre os rendimentos obtidos, para que não ocorra um resgate antes do momento ideal e traga prejuízos para empresa. 2.6 TRIBUTAÇÃO DAS APLICAÇÕES FINANCEIRAS A globalização, a competitividade do mercado e a alta carga tributária brasileira sufocam as empresas e exigem cada vez mais dos profissionais práticas de gerenciamento eficazes. Procurar formas de otimizar recursos, pagar menos impostos e estar atentos às mudanças do mercado e da legislação, são necessidades fundamentais para maximização do lucro da empresa. Em alguns momentos realizar aplicação no mercado financeiro pode se tornar inviável devido à carga tributária aplicada sob os seus rendimentos. No caso das aplicações de baixo risco, que é o objeto deste estudo, é ainda mais impactada devida sua pequena rentabilidade.

20 IOF Sobre as Aplicações Financeiras O nome correto do IOF é Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio, Seguro e Relativo a Títulos ou Valores Mobiliários. É regulamentado pelo Decreto 6.306, de 14 de dezembro de O fato gerador do IOF é o momento do resgate da aplicação, tendo como base de cálculo o rendimento da aplicação, obedecendo a tabela regressiva anexada ao Decreto 6.306/07. O art. 28, em seus incisos I, II e III, do Decreto 6.306/07, estabelece como base de cálculo do IOF de quaisquer operações consideradas como de renda fixa: O valor de aquisição, cessão, resgate, repactuação de títulos e valores mobiliários; O valor da operação de financiamento realizadas em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; e O valor de aquisição ou resgate de cotas de fundos de investimento e clubes de investimento. A responsabilidade do recolhimento do IOF sobre aplicações financeiras é dos bancos, conforme previsto no artigo 27, inciso I do Decreto 6.306/07: Art. 27. São responsáveis pela cobrança do IOF e pelo seu recolhimento junto ao Tesouro Nacional: I as instituições autorizadas a operar na compra e venda de títulos e valores mobiliários. (Decreto 6.306/07, art. 27) O art. 32, em seu parágrafo primeiro e inciso I, estabelece a aplicação de IOF para as operações consideradas como renda fixa, conforme tabela abaixo, retirada do anexo do Decreto:

21 21 Tabela 1: Alíquota de IOF Fonte: Decreto 6.306/07 - Anexo I O IOF é cobrado sobre os rendimentos de forma regressiva até o 29º (vigésimo nono) dia, ou seja, quanto menor o período o recurso ficar aplicado maior será a carga tributária aplicada IR Sobre as Aplicações Financeiras O imposto de renda sobre as aplicações financeiras tem sua alíquota variando de 15% a 22,5%, considerando o período de aplicação financeira. Este imposto é retido no momento do resgate, exceto para Fundos. A tabela abaixo demonstra às alíquotas de Imposto de Renda (IR), aplicados sobre os rendimentos de aplicação financeira. Tabela 2: Alíquota de Imposto de Renda (IR) sob rendimentos de aplicação financeira. Prazo de aplicação Alíquota Até 180 dias 22,5% De 181 até 360 dias 20,0% De 361 até 720 dias 17,5% Acima de 720 dias 15,0% Fonte: o autor

22 22 Na aplicação em fundos de investimentos, o recolhimento do imposto é feito de forma diferenciada considerando a composição da carteira de títulos do Fundo. De acordo com a Instrução Normativa RFB 1.022/10, no art. 3º, parágrafo primeiro, são considerados fundos de investimento de curto prazo, os fundos que tenham na sua composição da carteira títulos com prazo médio inferior a 365 dias, e os fundos de investimentos de longo prazo quando o prazo médio da carteira de títulos for superior a 365 dias. São cobrados alíquotas deste imposto semestralmente, e complementar no momento do resgate. Esta alíquota complementar é conhecida como come-cotas. A forma de tributação é demonstrada de forma simplificada nas tabelas seguinte. Tabela 3: Alíquota de IR. nos Fundos de Curto Prazo Prazo de aplicação Alíquota Alíquota Alíquota Total Semestral Complementar Até 180 dias 20,0% 2,5% 22,5% De 181 até 360 dias 20,0% 0,0% 20,0% Fonte: o autor Tabela 4: Alíquota de IR. nos Fundos de Longo Prazo Prazo de aplicação Alíquota Alíquota Alíquota Total Semestral Complementar Até 180 dias 15,0% 7,5% 22,5% De 181 até 360 dias 15,0% 5,0% 20,0% De 361 até 720 dias 15,0% 2,5% 17,5% Acima de 720 dias 15,0% 0,0% 15,0% Fonte: o autor A alíquota semestral é recolhida no último dia útil dos meses de maio e novembro e a alíquota complementar no momento do resgate. O IR s/ aplicação financeira no momento do resgate incide sobre o rendimento obtido deduzido do IOF retido, conforme estabelecido no parágrafo primeiro do art. 37. da Instrução Normativa RFB 1.022/10: a base de cálculo do imposto é constituída pela diferença positiva entre o valor da alienação, líquido de

23 23 IOF, quando couber, e o valor da aplicação financeira. Ainda no parágrafo quarto, do art. 37, é definido que os rendimentos periódicos produzidos por título ou aplicação, bem como qualquer remuneração adicional aos rendimentos pré-fixados, serão submetidos à incidência de imposto sobre a renda na fonte por ocasião de seu pagamento, aplicando-se as alíquotas previstas neste artigo, conforme a data de início da aplicação ou de aquisição do título ou valor mobiliário. Abaixo é demonstrada uma forma simplificada da tributação sobre as aplicações financeiras de renda fixa. Rendimento: R$100,00 IOF: R$100,00 x 96% = R$96,00 IR s/ aplicação financeira: (R$100,00 R$96,00) x 22,5% => 4 x 22,5 % = R$0,90 Isto significa que um rendimento bruto de R$100,00 contribui no caixa da empresa em R$ 3,10, ou seja, 3,10% do rendimento obtido, o que demonstra o desafio deste trabalho. No entanto, o imposto de renda retido na fonte em aplicações financeiras pode ser compensado pelas empresas de lucro real, presumido ou arbitrado, conforme o parágrafo 10º e no caput do art. 55, da Instrução Normativa RFB 1.022/10: A compensação do imposto sobre a renda, retido em aplicações financeiras da pessoa jurídica deverá ser feita de acordo com o comprovante de rendimentos, mensal ou trimestral, fornecido pela Instituição Financeira.

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