AF Aveiro Formação de Treinadores. Fisiologia do Exercício

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1 Fisiologia do Exercício

2 Fisiologia do Exercício Fisiologia? A fisiologia = natureza, função ou funcionamento, ou seja, é o ramo da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos. De uma forma mais sintética, a fisiologia estuda o funcionamento do organismo. Fisiologia do exercício Pode ser definida como a área do conhecimento científico que estuda como o organismo se adapta fisiologicamente ao stress agudo do exercício, isto é, à actividade física e também ao stress crónico do treinamento físico.

3 Fisiologia do Exercício Fisiologia do Esforço A Fisiologia do Esforço estuda os processos adaptados e relacionados com a atividade física na execução de tarefas motoras em diferentes situações de exercício, a partir do conceito de adaptação.

4 Fisiologia do Exercício Classificação das capacidades físicas: É através das capacidades físicas que se consegue executar acções motoras, desde as mais simples às mais complexas (andar, correr, saltar, nadar, etc). A velocidade, flexibilidade ou a força tem alguma origem hereditária, mas a forma como as desenvolvemos ao longo do crescimento é também determinante. Thomas Edison 10% de Inspiração e 90% de Transpiração 10% talento 90% trabalho

5 Fisiologia do Exercício As capacidades físicas dividem-se em dois grandes grupos: condicionais e coordenativas. Capacidades condicionais: As capacidades condicionais relacionam-se com o aspecto quantitativo do movimento e são dependentes dos processos de obtenção de energia e de fadiga. Capacidades coordenativas: As capacidades coordenativas relacionam-se com o aspecto qualitativo do movimento. Dependem fundamentalmente de processos de controlo de movimento e da coordenação entre o sistema muscular e o sistema nervoso. Algumas das capacidades encontram-se no domínio das duas, pelo que nem sempre é fácil colocá-las num ou noutro grupo.

6 Fisiologia do Exercício Capacidades condicionais: Força - é a capacidade motora que nos permite superar ou contrariar uma resistência ao movimento através da contracção muscular. O desenvolvimento da força pode ser geral quando visamos o desenvolvimento de todos os grupos muscular e específica quando visamos o desenvolvimento de um ou vários grupos musculares característicos dos gestos de cada modalidade. Resistência - é uma capacidade revelada pelo sistema muscular que permite realizar esforços de longa duração, resistindo á fadiga e permitindo uma rápida recuperação depois dos esforços.

7 Fisiologia do Exercício Capacidades condicionais: Velocidade - é a relação entre o espaço percorrido por um corpo em movimento e o tempo gasto em percorre-lo. Flexibilidade - é a capacidade motora que permite executar movimentos de grande amplitude, através da elasticidade muscular e da amplitude articular.

8 Fisiologia do Exercício Capacidades coordenativas: Orientação - Orientação espacial é a capacidade de reagir a um estímulo externo em termos de deslocação ou de estabilização da postura. Equilíbrio - é a capacidade de manter o corpo numa relação normal quanto ao solo, desenvolvendo reflexos para acomodar o corpo ao movimento Ritmo - é a capacidade de compreensão, acumulação e interpretação de estruturas temporais e dinâmicas pretendidas ou contidas na evolução do movimento.

9 Fisiologia do Exercício Capacidades coordenativas: Reacção - Capacidade de reacção motora é a capacidade de poder reagir o mais rápido e correctamente possível a um determinado estímulo Agilidade - Agilidade é a capacidade de executar movimentos rápidos e ligeiros com mudanças nas direções, que as pessoas necessitam para ter uma boa forma física. Memória Motora - A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações disponíveis, seja internamente, no cérebro, seja externamente, em dispositivos artificiais

10 1.1 Relação Estímulo adaptação Noção de adaptação: é a capacidade de um sistema ou órgão para se juntar ao esforço ou sobrecarga adicional, a partir do aumento de força ou função. Homeostasia: estado de adaptação dos diferentes órgãos e sistemas biológicos, em que existe um equilíbrio dinâmico entre os processos degenerativos e de síntese. Heterostasia: comportamento existente na natureza em organismos que procuram estímulos constantemente, pela fuga temporária do equilíbrio.

11 1.1 Relação Estímulo adaptação Noção de estímulo: Um estímulo é qualquer alteração externa ou interna, que provoca uma resposta fisiológica, ou comportamental num organismo. Os conceitos de estímulo e resposta não podem ser entendidos separadamente. Qualquer evento do meio torna-se um estímulo se for seguido por uma resposta. Estes termos são de fundamental importância para que possamos estudar a relação do meio com o comportamento de forma específica e mais precisa.

12 1.1 Relação Estímulo adaptação Estímulo Adaptação Intensidade Duração Periodicidade Para existir adaptação tem que existir um estímulo.

13 1.2 Analogia entre estimulo e carga de treino Carga de treino é entendida como a causa que provoca alterações no organismo, inclui a repetição sistemática de exercícios físicos que induzem a uma série de mudanças no corpo. Para melhorar a capacidade de prestação desportiva deve recomendar-se a estímulos de carga apropriados com base numa propriedade do corpo humano: a capacidade funcional. Todo o ser humano possui uma capacidade funcional bem definida, em função dos factores endógenos e factores exógenos que permitem estabelecer e realçar diferenciações inter-individuais.

14 1.2 Analogia entre estimulo e carga de treino Factores endógenos - dizem respeito ao conjunto de características que determinam as aptidões dos seres vivos e condicionam o limite superior de desenvolvimento de capacidades motoras e funcionais de cada atleta. São as potencialidades dos atletas. Factores exógenos - dizem respeito ao contexto social em que vivem os atletas e cujas possibilidades de desenvolver as aptidões depende de um vasto conjunto de variáveis materiais e sociais. Estas determinam as capacidades dos atletas.

15 1.2 Analogia entre estimulo e carga de treino No sistema de treino, a carga é o elemento principal pois é um dos processos que estimula o desenvolvimento e a orientação das adaptações orgânicas e funcionais, podendo ser caracterizado pela natureza, grandeza e orientação.

16 1.3 Noção de carga de treino numa perspectiva exclusivamente fisiológica PRINCÍPIO BÁSICO DA FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO: ACÇÃO / ESTÍMULO REACÇÃO /RESPOSTA ADAPTAÇÃO A carga de treino corresponde ao conjunto de estímulos a que os atletas estão sujeitos durante o processo de preparação desportiva. A submissão regular e sistemática à carga de treino predispões o organismo a processos de supercompensação sucessivos que adequadamente doseados, promoverão a prazo a elevação na capacidade funcional do indivíduo

17 1.3 Noção de carga de treino numa perspectiva exclusivamente fisiológica Componentes de carga. Intensidade de estímulo (grau de aplicação de cada um dos estímulos);. Densidade dos estímulos (tempo que medeia entre a aplicação da carga e a respectiva recuperação);. Duração do estímulo (tempo de impulso de um estimulo isolado ou de uma serie de estímulos);. Amplitude de estímulo (numero e duração dos estímulos em cada unidade de treino);. Frequência de treino (numero das unidades de treino por dia ou por semana)

18 1.3 Noção de carga de treino numa perspectiva exclusivamente fisiológica 1. Frequência 2. Intensidade (carga e velocidade, e outros) 3. Volume (duração, distância e repetições): quantidade total de actividade física realizada no treino. Densidade (nº de estímulos de treino por unidade de tempo). Exprime a relação entre trabalho e repouso. 4. Tipo ou Modo (Type) variação do modo de exercício? Progressão

19 1.4 A carga de treino vista com um estímulo fisiológico, previsível e controlável, perturbador do equilíbrio homeostático

20 Frequência: =/> 2 vezes / semana Intensidade: Nº de repetições (até à fadiga) ou nº de repetições numa % de 1-RM Time (duração): Nº de sessões (sets) / dia (1 2 3) Tipo (Type) (modo): Vários grupos musculares, máquinas, pesos,

21 1.4 A carga de treino vista com um estímulo fisiológico, previsível e controlável, perturbador do equilíbrio homeostático

22 1.4 A carga de treino vista com um estímulo fisiológico, previsível e controlável, perturbador do equilíbrio homeostático

23 1.5 Noçao de adaptação aguda e adaptação crónica Adaptações: Musculares Cardiovasculares Pulmonares

24 1.5 Noçao de adaptação aguda e adaptação crónica Adaptações agudas: Ocorrem em associação direta com a sessão de exercício e podem ser subdivididas em imediatas ou tardias. As respostas agudas imediatas são as que ocorrem nos períodos préimediato e pós-imediato rápido, até alguns minutos após o término do exercício (aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da temperatura corporal) As adaptações agudas tardias são aquelas observadas ao longo das primeiras 24 ou 48 horas, às vezes até 72 horas, após uma sessão de exercícios e podem ser exemplificadas pelas reduções nos níveis tencionais e pelo aumento da sensibilidade insulínica.

25 1.5 Noçao de adaptação aguda e adaptação crónica Adaptações crónicas: São aquelas que resultam da exposição sistemática a sessões de exercícios, representando as alterações morfofuncionais que diferenciam um indivíduo fisicamente treinado de um não treinado. Por sua vez, as adaptações crônicas são bem representadas pela bradicardia de repouso, hipertrofia muscular e elevação da potência aeróbia.

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