A Nova Lei de Falências Esta lei prioriza a recuperação das empresas ao invés de decretar a sua falência.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A Nova Lei de Falências Esta lei prioriza a recuperação das empresas ao invés de decretar a sua falência."

Transcrição

1 A Nova Lei de Falências Esta lei prioriza a recuperação das empresas ao invés de decretar a sua falência. Walter Douglas Stuber e Analúcia L. O. C. Carloni 1 Stuber Advogados Associados I. Introdução: A Lei nº , de 9 fevereiro de 2005, Nova Lei de Falências, foi finalmente promulgada após onze anos de tramitação pelo Congresso Nacional, a qual também é conhecida como Lei de Recuperação de Empresas. Esta lei prioriza a recuperação das empresas ao invés de decretar a sua falência, o que poderá manter a fonte produtora do emprego dos trabalhadores e o interesse dos credores, preservando a empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica, desde que a continuidade das atividades do devedor seja economicamente viável. A nova lei disciplina a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência do empresário individual, da sociedade empresária, inclusive das sociedades que exploram o ramo aeronáutico, as quais por seus atos constitutivos têm por objetivo a exploração de serviços aéreos de qualquer natureza ou de infra-estrutura aeronáutica. A nova lei não será aplicada: às empresas públicas e às sociedade de economia mista; e às instituições financeiras, públicas ou privadas, às cooperativas de crédito, aos consórcios, às entidades de previdência complementar, às sociedades operadoras de plano de assistência à saúde, às sociedades seguradora, às sociedades de capitalização e a outras entidades legalmente equiparadas às anteriores. II. Das figuras mencionadas na Nova Lei: 1 O administrador judicial: De acordo com o artigo 21, da nova lei, o administrador judicial será nomeado pelo juiz, devendo aquele ser um proissional idôneo, e preferencialmente, advogado, economista, administrador de empresas ou contador. Nada impede que o administrador judicial seja uma pessoa jurídica, a qual deverá ser especializada para o desempenho da tarefa a ser submetida, por exemplo, um escritório de contabilidade. 2 O gestor judicial: O gestor judicial é nomeado pela Assembléia Geral de Credores, quando ocorre o afastamento do devedor da adminitração da sociedade. O afastamento do devedor da administração da sociedade empresariária ocorrerá quan- O administrador judicial será nomeado pelo juíz, devendo aquele ser um profi ssional idôneo, e preferencialmente, advogado, economista, administrador de empresas ou contador. do este: houver sido condenado em sentença penal transitada em julgado por crime cometido durante o processo de recuperação judicial ou de falência ou por crime contra o patrimônio, a economia popular ou a ordem econômica previstos na legislação vigente; tiver contra si indícios veementes de que haja cometido crime de fraude contra credores; houver agido com dolo, simulação ou fraude contra os interesses de seus credores; houver efetuado gastos pessoais manifestamente excessivos; houver efetuado despesas injustificáveis por sua natureza ou vulto, em relação ao capital ou gênero do negócio, ao movimento das 1 Walter Douglas Stuber é sócio fundador do escritório Stuber - Advogados Associados e advogado especializado em direito empresarial, societário e direito falimentar. Analúcia L. O. C. Carloni é associada do escritório Stuber - Advogados Associados e advogada especializada em contencioso societário e direito falimentar. fevereiro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 7

2 operações e a outras circunstâncias análogas; houver descapitalizado injustificadamente a empresa ou realizado operações prejudiciais ao seu funcionamento regular; houver simulado ou omitir créditos ao apresentar a relação credores; houver se negado a prestar informações solicitadas pelo administrador judicial ou pelos demais membros do Comitê; e tiver seu afastamento previsto no plano de recuperação judicial. 3 Da Assembléia Geral de Credores: A Assembléia Geral de Credores será convocada pelo juiz, por edital publicado no Diário Oficial do Estado e em jornais de grande circulação, e será composta pelos credores presentes no local e no horário determinado no edital. As atribuições da Assembléia Geral de Credores são: Na recuperação judicial: (i) a aprovação, a rejeição ou a modificação do plano; (ii) a constituição, a escolha e a substituição dos membros do Comitê de Credores, o qual exerce função basicamente fiscalizadora; (iii) a aprovação do pedido de desistência do devedor com relação ao plano de recuperação judicial; (iv) a nomeação do gestor judicial; e (v) qualquer outra matéria que possa afetar o interesse dos credores; e Na falência: (i) a constituição, a escolha e a substituição dos membros do Comitê de Credores; (ii) a adoção de modalidades de realização do ativo; e (iii) qualquer outra matéria que possa afetar o interesse dos credores. 4 Do Comitê de Credores: O Comitê de Credores será composto por: (i) um representante indicado pela classe de credores trabalhistas; (ii) um representante indicado pela classe de credores com direitos reais de garantia ou privilégios especiais; e (iii) um representante indicado pela classe de credores quirografários e com privilégios gerais, todos com direito a dois suplentes. Ainda que uma das classes acima mencionadas não indique representante, tal fato não obstará o funcionamento do Comitê com número inferior ao acima previsto. A função do Comitê será desempenhar funções basicamente fiscalizadoras sobre as atividades do administrador judicial e do devedor, bem como zelar pelo bom andamento do plano de recuperação judicial. III. Da Recuperação Judicial: 1 Conceito: A recuperação judicial, substituta da concordata preventiva, é requerida pelo próprio devedor, pelo cônjuge supértite, pelos herdeiros do devedor, pelo inventarianete ou pelo sócio remanescente, e tem por objetivo a viabilização da superação de crise econômico-financeira deste, evitando com isso a decretação de sua falência. A recuperação judicial, substituta da concordata preventiva, é requerida pelo próprio devedor, pelo cônjuge supértite, pelos herdeiros do devedor, pelo inventarianete ou pelo sócio remanescente, e tem por objetivo a viabilização da superação de crise econômicofinanceira deste, evitando com isso a decretação de sua falência. O juiz poderá convolar a recuperação judicial em falência quando: (i) a Assembléia Geral de Credores assim decidir; (ii) o devedor não apresentar o plano de recuperação no prazo previsto em lei; (iii) o juiz rejeitar o plano de recuperação apresentado pelo devedor; ou (iv) houver qualquer descumprimento por parte do devedor da obrigação assumida no plano de recuperação. O devedor pode desistir da recuperação judicial, desde que haja ratificação da Assembléia Geral de Credores. 2 Dos requisitos: Para o devedor, empresário individual ou sociedade empresária (microempresa e empresa de pequeno porte, inclusive), requerer a recuperação judicial é necessário observar os seguin- 8. Disclosure das Transações Financeiras fevereiro 2005

3 O plano de recuperação deverá ser apresentado no prazo improrrogável de 60 dias, os quais serão contados a partir da data da publicação do despacho que autorizar o processamento da recuperação. tes requisitos: exercer suas atividades há mais de dois anos; não ser falido e, se o foi, estar declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes; não ter, há menos de cinco anos, obtido concessão de recuperação judicial; não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos na Lei ora analisada; e não ter, há menos de oito anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial previsto para microempresas e empresas de pequeno porte. 3 Meios de Recuperação Judicial: Os meios de recuperação judicial previstos na nova lei são: concessão de prazos e de condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas; cisão, incorporação, fusão ou transformação de sociedade, constituição de subsidiária integral, ou cessão de cotas ou ações, respeitados os direitos dos sócios; alteração de controle societário; substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modificação de seus órgãos administrativos; concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder de veto em relação às matérias que o plano especificar; aumento de capital social; trespasse ou arrendamento de estabelecimento, inclusive à sociedade constituída pelos próprios empregados; redução salarial, compensação de horários e redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva; dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo, com ou sem constituição de garantia própria ou de terceiro; constituição de sociedade de credores; venda parcial dos bens; equalização de encargos financeiros relativos a débitos de qualquer natureza, tendo como termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial, aplicando-se inclusive aos contratos de crédito rural, sem prejuízo do disposto em legislação específica; usufruto da empresa; administração compartilhada; emissão de valores mobiliários; e constituição de sociedade de propósito específico para adjudicar, em pagamento dos créditos, os ativos do devedor. 4 Prazo para a apresentação do plano e procedimento: O plano de recuperação deverá ser apresentado no prazo improrrogável de 60 dias, os quais serão contados a partir da data da publicação do despacho que autorizar o processamento da recuperação, sendo que o plano deverá conter a: discriminação minuciosa de quais meios de recuperação serão utilizados; comprovação da viabilidade econômica do plano; apresentação de laudo econômico-financeiro, o qual deverá ser subscrito por profissional legalmente habilitado ou empresa especializada; e avaliação dos bens do devedor. Após a apresentação do plano, o juiz determinará a publicação de edital, a fim de que qualquer credor possa fazer objeção, sendo que neste caso, o juiz convocará a Assembléia Geral de Credores para deliberação. Aprovado o plano, o juiz concederá o benefício da recuperação judicial ao devedor, sendo que qualquer credor ou o Ministério Público poderá interpor recurso de agravo de instrumento contra a decisão que autorizar o processamento da recuperação. Em caso de não cumprimento do plano, o juiz convolará a recuperação judicial em falência. fevereiro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 9

4 IV. Da Falência: Será falido o devedor que, sem motivo legítimo, não pagar no vencimento obrigação líquida e materializada em título ou títulos executivos protestados, cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 salários-mínimos na data do pedido de falência. Um credor que tenha interesse na decretação da falência do devedor e não possua crédito suficiente para requerer a falência deste, poderá unir o seu crédito com outros credores até atingir o montante de 40 salários-mínimos (valor mínimo para se requerer a falência). O devedor que executado e não paga, não deposita ou não nomeia à penhora bens suficientes para garantir o débito poderá ter a sua falência decretada. A nova lei ainda prevê outras hipóteses de decretação da falência de um devedor, desde que este pratique os seguintes atos, quais sejam: A decretação da falência sujeita todos os credores, que somente poderão exercer os seus direitos sobre os bens do falido e do sócio ilimitadamente responsável, após a extinção dos bens da sociedade falida. proceder à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão de meio ruinoso ou fraudulento para realizar pagamentos; realizar ou, por atos inequívocos, tentar realizar, com o objetivo de retardar pagamentos ou fraudar credores, negócio simulado ou alienação de parte ou da totalidade de seu ativo a terceiro, credor ou não; transferir estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo; simular a transferência de seu principal estabelecimento com o objetivo de burlar a legislação ou a fiscalização ou para prejudicar credor; dar ou reforçar garantia a credor por dívida contraída anteriormente, sem ficar com bens livres e desembaraçados suficientes para saldar seu passivo; ausentar-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os credores, abandonar estabelecimento ou tentar ocultarse de seu domicílio, do local de sua sede ou de seu principal estabelecimento; e deixar de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação judicial. Podem requerer a falência: (i) o próprio devedor, bastando que junte documentos que comprovem a sua situação de insolvência; (ii) o cônjuge sobrevivente; (iii) qualquer herdeiro do deve- dor; (iv) o inventariante; (v) o quotista ou o acionista do devedor na forma da lei ou do ato constitutivo da sociedade; e (v) qualquer credor que possua crédito superior a 40 salários-mínimos. 1 Dos efeitos da falência: direitos e deveres do falido 1.1. Direitos do falido: São direitos do falido fiscalizar a administração da falência, requerer as providências necessárias para a conservação de seus direitos ou de seus bens, bem como intervir nos processos em que a massa falida seja parte Deveres do falido: São deveres do falido, quando decretada a falência ou o seqüestro de seus bens, não exercer qualquer atividade empresarial, bem como dispor ou administrar os seus bens, até o momento em que, por sentença, fiquem extintas as suas obrigações. Cabe ainda ao devedor, declarar as causas determinantes de sua falência; enumerar: bens móveis e imóveis que não se encontrem no estabelecimento, contas bancárias, aplicações, títulos em cobrança e processos em que o falido for parte; comparecer a todos os atos da falência, podendo ser representado por procurador, quando não for indispensável sua presença. 2 Dos efeitos da decretação da falência sobre as obrigações do devedor: A decretação da falência sujeita todos os credores, que somente poderão exercer os seus direitos sobre os bens do falido e do 10. Disclosure das Transações Financeiras fevereiro 2005

5 sócio ilimitadamente responsável, após a extinção dos bens da sociedade falida. A decretação da falência suspende: (i) o exercício do direito de retenção por parte do falido sobre os bens sujeitos à arrecadação, os quais deverão ser entregues ao administrador judicial; e (ii) o direito de retirada ou de recebimento do valor das quotas ou das ações dos sócios da sociedade falida. Os contratos bilaterais não se resolvem automaticamente com a decretação da falência da empresa, de forma que sua resolução dependerá do adminitrador judicial, o qual verificará se este contratos aumentam o passivo da massa falida e se contribuem ou não com a manutenção dos ativos do falido. O administrador judicial, mediante autorização do Comitê de Credores, poderá prosseguir com os contratos bilaterais. Com relação aos contratos unilaterais (hipoteca, usufruto, etc.), o administrador judicial, mediante autorização do Comitê de Credores, poderá cumprilos, desde que estes reduzam ou evitem aumento do passivo do falido. 3 Da arrecadação e da custódia dos bens: O administrador judicial, após a assinatura do termo de compromisso, efetuará a arrecadação dos bens e dos documentos do falido, bem como a avaliação dos mesmos, separadamente ou em bloco, no local em que se encontrem, requerendo ao juiz as medidas que se fizerem necessárias para esse fim. Tais bens ficarão sob a guarda do próprio administrador judicial ou de pessoa por ele escolhida, que poderá ser o próprio falido ou qualquer de seus representantes. Aquele que estiver incumbido Trata-se de uma medida judicial, por meio da qual busca-se retirar de entre os bens arrecadados do falido aqueles cuja propriedade é duvidosa, ou seja, aqueles bens em que não se sabe quem é o verdadeiro proprietário. de guardar os bens arrecadados figurará como depositário, de forma que se este não cumprir com o seu dever, poderá sofrer sanções, por exemplo, ter a prisão decretada. Por outro lado, o depositário será ressarcido com relação às despesas havidas com a guarda dos aludidos bens. 4 Da realização do ativo: A realização do ativo consiste na alienação dos bens de propriedade do falido, sendo que a mencionada alienação poderá ocorrer por: leilão, por lances orais; propostas fechadas; e pregão. É permitido ao juiz deferir, desde que haja aprovação da Assembléia Geral de Credores, outras modalidades de realização de ativos, inclusive com a constituição de sociedade de credores ou dos empregados do próprio devedor, com a participação, se necessária, dos atuais sócios ou de terceiros. Se os empregados do devedor constituírem a sociedade, poderão valer-se de créditos derivados da legislação trabalhista para a aquisição ou arrendamento da empresa, passando assim a administrar a empresa e garantir sua continuidade. No mais, de acordo com o artigo 140, da nova lei, a realização do ativo deverá respeitar uma ordem de preferência, qual seja: (i) alienação da empresa, com a venda de seus estabelecimentos em bloco; (ii) alienação da empresa, com a venda de suas filiais ou unidades produtivas isoladamente; (iii) alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos do devedor; e (iv) alienação dos bens individualmente considerados. 5 Do pedido de restituição: Trata-se de uma medida judicial, por meio da qual busca-se retirar de entre os bens arrecadados do falido aqueles cuja propriedade é duvidosa, ou seja, aqueles bens em que não se sabe quem é o verdadeiro proprietário. O pedido de restituição poderá recair sobre bem vendido a crédito e entrege ao devedor, bem como de bem objeto de contrato de arrendamento entre outros. Normalmente, quando julgado procedente o pedido de resituição, o que é restituído é o próprio bem, mas quando tal fato não puder ocorrer, a restituição será em dinheiro. fevereiro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 11

6 Nesse sentido, a nova lei expressamente dispõe quando a restituição será em dinheiro: se a coisa não mais existir ao tempo do pedido de restituição, hipótese em que o requerente receberá o valor da avaliação do bem, ou, no caso de ter ocorrido sua venda, o respectivo preço, em ambos os casos no valor atualizado; da importância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de adiantamento a contrato de câmbio para exportação 2 ; e dos valores entregues ao devedor pelo contratante de boa-fé, na hipótese de revogação ou ineficácia do contrato. Deve-se deixar claro que, quando a restituição for em dinheiro, deverão ser pagos aprioristicamente os créditos trabalhistas de natureza estritamente salarial vencidos nos três meses anteriores à decretação da falência, até o limite de cinco salários-mínimos por trabalhador, ou seja até R$ 1.300,00. No caso de restituído o bem, caberá ao vencedor o ressarcimento das despesas havidas pela massa falida ou a quem tiver suportado com a guarda do bem. O credor que tiver o pedido de restituição negado na sentença, se for o caso, será incluído no quadro-geral de credores. 6 Da sucessão tributária e trabalhista: Na alienação conjunta ou separada de ativos será respeitada a ordem de preferência dos credores. Entre as novidades introduzidas pela lei em questão, pode-se encontrar que o ativo do falido, quando alienado em sua integralidade ou não, ficará desobrigado dos encargos de natureza tributária, trabalhista e as decorrentes de acidentes de trabalho. Isto porque não é o passivo da pessoa jurídica falida que é adquirido, mas o conjunto de determinados bens necessários à atividade de produção, que poderá compreender também a transferência de contratos específicos. Vale ressaltar, todavia, que a legislação trabalhista trata especificamente da questão de sucessão trabalhista nos artigos 10 e 448, da Consolidação das Leis do Trabalho, responsabilizando o sucessor (o comprador da integralidade ou não do ativo do falido) pelas dívidas trabalhistas estabelecidas pelo sucedido. Assim, é possível dizer que esta legislação específica pode inviabilizar a reforma pretendida pela Nova Lei de Falências, já que será a própria Justiça do Trabalho que irá julgar esta matéria. Os benefícios acima mencionados não se aplicam, se o arrematante for: sócio da sociedade falida ou sociedade controlada pelo falido; parente, em linha reta ou colateral até o quarto grau, consangüíneo ou afim, do falido ou de sócio da sociedade falida; ou identificado como agente do falido com o objetivo de fraudar a sucessão. 7 Do pagamento aos credores: Realizadas as devidas restituições, pagos os créditos extraconcursais 3 e consolidado o quadro-geral de credores, serão destinadas ao pagamento dos credores as importâncias recebidas com a realização do ativo. Os créditos serão pagos respeitando a seguinte ordem: 1 o ) créditos derivados da legislação do trabalho até o limite de 150 salários-mínimos por empregado e créditos decorrentes de acidente do trabalho; 2 o ) créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado, cujo valor deste será a importância efetivamente arrecadada com sua venda, ou, no caso de alienação em bloco, o valor de avaliação do bem individualmente considerado; 3 o ) créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de 2 Reza o artigo 75, da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965 o seguinte : O contrato de câmbio, desde que protestado por oficial competente para o protesto de títulos, constitui instrumento bastante para requerer a ação executiva. 1 Por esta via, o credor haverá a diferença entre a taxa de câmbio do contrato e a da data em que se efetuar o pagamento, conforme cotação fornecida pelo Banco Central, acrescida dos juros de mora. 2º Pelo mesmo rito, serão processadas as ações para cobrança dos adiantamentos feitos pelas instituições financeiras aos exportadores, por conta do valor do contrato de câmbio, desde que as importâncias correspondentes estejam averbadas no contrato, com anuência do vendedor. 3º No caso de falência ou concordata, o credor poderá pedir a restituição das importâncias adiantadas, a que se refere o parágrafo anterior. 4 o As importâncias adiantadas na forma do 2 o deste artigo serão destinadas na hipótese de falência, liquidação extrajudicial ou intervenção em instituição financeira, ao pagamento das linhas de crédito comercial que lhes deram origem, nos termos e condições estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. 3 São créditos extraconcursais as remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxiliares, e créditos derivados da legislação trabalhista ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços prestados após a decretação falência; quantias fornecidas à massa pelos credores; despesas com arrecadação, administração, realização do ativo e distribuição do seu produto, bem como custas do processo de falência; custas judiciais relativas à ações e execuções em que a massa falida tenha sido vencida; e obrigações resultantes de atos jurídicos realizados durante a recuperação judicial ou após a decretação da falência bem como os tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência. 12. Disclosure das Transações Financeiras fevereiro 2005

7 constituição, excetuadas as multas tributárias; 4 o ) créditos com privilégio especial previstos no artigo 964 do Código Civil 4, os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária desta Lei e aqueles a cujos titulares a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada em garantia; 5 o ) créditos com privilégio geral previstos no artigo 965, do Código Civil 5, os decorrentes de obrigação contraída pelo devedor durante a recuperação judicial, inclusive aqueles relativos a despesas com fornecedores de bens ou serviços e contratos de mútuo, serão considerados extraconcursais, em caso de decretação de falência, respeitada, no que couber, esta ordem; 6 o ) créditos quirografários, isto é, os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao seu pagamento, os saldos dos créditos derivados da legislação do trabalho que excederem o limite previsto de R$39.000,00 por trabalhador/ credor, os créditos trabalhistas cedidos a terceiros e os demais créditos não mencionados nesta classificação; 7 o ) multas contratuais e penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas, inclusive as multas tributárias; e 8 o ) créditos subordinados, isto é, os assim previstos em lei ou contrato, os créditos dos sócios e dos administradores sem vínculo empregatício. Pagos todos os débitos, inclusive os créditos dos credores remanescentes (isto é, aqueles que habilitaram o seu crédito fora do prazo concedido pelo juiz) e, restando saldo, este será entregue ao falido. 8 Do encerramento da falência e da extinção das obrigações do falido: Finda a realização do ativo e quitados os débitos com os credores, o administrador judicial apresentará suas contas ao juiz no prazo de 30 dias. Aprovadas as contas, o juiz encerrará a falência por sentença. Se a sentença rejeitar as contas do administrador judicial, o juiz poderá determinar a indisponibilidade ou o seqüestro dos bens do administrador judicial, a fim de que haja o ressarcimentos de valores à massa falida. As obrigações do falido se extinguirão, mediante: (i) o pagamento de todos os créditos; (ii) o pagamento de mais de 50% dos créditos quirografários; (iii) o decurso do prazo de cinco anos, contado do encerramento da falência, se o falido não tiver sido condenado por crime falimentar; ou (iv) decurso do prazo de dez anos se tiver sido condenado por crime falimentar. Das disposições comuns à recuperação judicial e à falência: 9 Tanto na recuperação judicial como na falência não poderão ser exigidas do devedor as obrigações a título gratuito assumidas antes da decretação da falência ou do deferimento da recuperação judicial, como por exemplo, uma doação. São inexigíveis, também, as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor. A decretação da falência ou o deferimento da recuperação judicial suspenderá o curso da prescrição e das ações nas quais o devedor for réu, pelo prazo improrrogável de 180 dias, inclusive aquelas movidas pelos credores particulares do sócio solidário. A exceção são as execuções de natureza fiscal que prosseguirão ainda que a recuperação judicial seja deferida, a menos que seja concedido o parcelamento fiscal. Findo o prazo de 180 dias, as ações até então suspensas voltarão a tramitar. 4 Art Têm privilégio especial: I - credor de custas e despesas judiciais feitas com a arrecadação e liquidação; II - sobre a coisa salvada, o credor por despesas de salvamento; III - sobre a coisa beneficiada, o credor por benfeitorias úteis ou necessárias; IV- sobre prédios urbanos ou rústicos, fábricas, oficinas, ou quaisquer outras construções, o credor de materiais, dinheiro ou serviços para sua edificação, reconstrução ou melhoramento; V - sobre os frutos agrícolas, o credor por sementes, instrumentos e serviços à cultura, ou à colheita; VI - sobre as alfaias e utensílios de uso doméstico, nos prédios rústicos ou urbanos, o credor de aluguéis, quanto às prestações do ano corrente e do anterior; VII - Sobre os exemplares da obra exixtente na massa do editor, o autor dela, ou seus legítimos representantes, pelo crédito fundado contra aquele no contrato da edição; e VIII - Sobre o produto da colheita, para a qual houver concorrido com o seu trabalho, e precipuamente a quaisquer outros créditos, ainda que reais, o trabalhador agrícola, quanto à dívida dos seus salários. 5 Art Goza de privilégio geral, na ordem seguinte, sobre os bens do devedor: I- o crédito por despesa de seu funeral, feito segundo a condição do morto e o costume do lugar; II- o crédito por custas judiciais, ou por despesas com a arrecadação e liquidação da massa; III- o crédito por despesas com o luto do cônjuge sobrevivo e dos filhos do devedor falecido, se foram moderadas; IV- o crédito por despesas com a doença de que faleceu o devedor, no semestre anterior à sua morte; V- o crédito pelos gastos necessários à mantença do devedor falecido e sua família, no trimestre anterior ao falecimento; VI- o crédito pelos impostos devidos à Fazenda Pública, no ano corrente e no anterior; VII- o crédito pelos salários dos empregados de serviços doméstico do devedor, nos seus derradeiros 6 (seis) meses de vida; VIII- os demais créditos de privilégio geral. fevereiro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 13

8 V. Da Recuperação Extrajudicial: A recuperação extrajudicial nada mais é que um acordo proposto pelo devedor aos seus credores, que poderá ser levado ao Poder Judiciário para homologação. Tal disposição legal constitui um incentivo às negociações entre credores e devedores cuja interferência judicial é mínima. Note-se que está emergindo uma tendência de afastar do Poder Judiciário, pelo menos num primeiro momento, situações pré-litigiosas que poderão ser resolvidas pelos próprios envolvidos. A homologação do plano de recuperação extrajudicial poderá ser efetuada em juízo ou por assinatura de mais de 3/5 de todos os credores de cada espécie abrangida pelo plano. Para se requerer a recuperação extrajudicial, o devedor deverá preencher os mesmos requisitos exigidos para a recuperação judicial. No mais, deve-se esclarecer que não poderão ser objeto do plano de recuperação extrajudicial os créditos: de natureza tributária, derivados de legislação de trabalho ou decorrentes de acidente de trabalho; cujo titular esteja em posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis, de arrendador mercantil, de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive e incorporações imobiliárias, ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio. Assim como na recuperação judicial, não se poderá retirar do estabelecimento do devedor os bens de capital essenciais a sua atividade empresarial durante o prazo de 180 dias de suspensão das ações e execuções; entregues ao devedor, em moeda nacional, decorrentes de adiantamento a contrato de câmbio para exportação; e multas contratuais e penas pecuniárias oriundas de infração penal administrativa e tributária. O devedor que estiver com o pedido de recuperação judicial pendente ou se houver obtido recuperação judicial ou homologação de outro plano de recuperação extrajudicial há menos de dois anos, não poderá requerer a homologação do plano de recuperação extrajudicial. VI. Das Considerações Finais: A nova lei somente entrará em vigor 120 dias após 10 de fevereiro de 2005, uma vez que esta foi a data de sua publicação no Diário Oficial da União. A referida lei não será aplicada aos processos que tiveram, cuja falência já tenha sido decretada ou aos processos de concordata ajuizados anteriormente ao início de sua vigência, os quais serão concluídos nos termos do Decreto-Lei nº 7.661, de 21 de junho de Todavia, desde que tenha cumprido todas as obrigações que assumiu previamente no âmbito da concordata, apesar da existência de pedido de concordata concedido antes da vigência da nova lei, o devedor poderá apresentar plano especial de recuperação judicial. Nessa hipótese, o processo de concordata será extinto e os créditos submetidos à concordata serão inscritos por seu valor original na recuperação judicial, deduzindo-se as parcelas pagas pelo concordatário. Ressalte-se, que esse benefício não se aplica às microempresas e empresas de pequeno porte. Esta lei beneficiará as empresas do setor aeronáutico, sendo que tanto na recuperação judicial e na falência dessas sociedades, em nenhuma hipótese, ficará suspenso o exercício de direitos derivados de contratos de arrendamento mercantil ou de suas partes. Uma das conseqüências mais aguardadas da nova lei é o seu futuro impacto nos juros e nos custos dos empréstimos concedidos pelas instituições financeiras. Na medida em que nossos tribunais passem a aplicar as novas regras e as instituições financeiras se convençam de que o processo de recuperação de créditos tornou-se mais ágil e seguro, os juros e custos dos empréstimos bancários poderão ser reduzidos na mesma proporção. Outro ponto importante na nova lei diz respeito aos titulares de crédito em moeda estrangeira, durante a recuperação judicial ou extrajudicial. Na recuperação judicial, para fins exclusivos de votação na Assembléia Geral de Credores, o crédito em moeda estrangeira será convertido para moeda nacional pelo câmbio davéspera da data de 14. Disclosure das Transações Financeiras fevereiro 2005

9 realização da Assembléia. Na recuperação extrajudicial, o crédito em moeda estrangeira será convertido para moeda nacional pelo câmbio da véspera da data de assinatura do plano, para fins exclusivos de apuração do percentual previsto para homologação de plano de recuperação extrajudicial que obrigue a todos os credores por ele abrangidos. Tanto na recuperação judicial quanto na extrajudicial, a variação cambial será conservada como parâmetro de indexação da correspondente obrigação e somentepoderá ser afastada se o credor titular do respectivo crédito em moeda estrangeira aprovar expressamente previsão diversa no plano de recuperação. No caso de falência, o crédito em moeda estrangeira decorrente de dívida existente no momento da decretação da falência será con- vertido para moeda nacional pelo câmbio do dia de decisão judicial que declarar a falência do devedor. Entendemos que essa regra não alcança os contratos bilaterais, que podem ser cumpridos pelo administrador judicial, se o cumprimento reduzir ou evitar o aumento do passivo da massa falida ou se for necessário à manutenção e preservação dos ativos do devedor, mediante autorização do Comitê de Credores. fevereiro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 15

Contatos RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS. Conectando Oportunidades em Fusões & Aquisições LEI DE RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS (LEI Nº 11.101, DE 09/02/2005).

Contatos RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS. Conectando Oportunidades em Fusões & Aquisições LEI DE RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS (LEI Nº 11.101, DE 09/02/2005). A nova legislação brasileira destinada às empresas em dificuldades econômico-financeiras. Lei de Recuperação de Empresas disciplina a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial. Aspectos legais.

Leia mais

RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL

RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS MATERIAL DIDÁTICO RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL DIREITO COMERCIAL E LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA 3º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO..

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DAS EMPRESAS. Francisco Guilherme Braga de Mesquita Advogado

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DAS EMPRESAS. Francisco Guilherme Braga de Mesquita Advogado TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DAS EMPRESAS Francisco Guilherme Braga de Mesquita Advogado Neste estudo, procuraremos trazer algumas considerações

Leia mais

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Recuperação Judicial Prof.: Alexandre Gialluca Data: 12/04/2007 RESUMO

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Recuperação Judicial Prof.: Alexandre Gialluca Data: 12/04/2007 RESUMO RESUMO 1) Falência. Continuação. 1.1) Da realização ativo. Art. 108, Lei 11.101/05. O administrador Judicial providenciará a realização do ativo. Pode ser por: leilão; proposta fechada ou pregão O porduto

Leia mais

Recuperação Judicial. Requisitos para solicitar a. Recuperação Judicial. (Art. 47º a 74º ) 5/7/2011. Recuperação Judicial. Recuperação Judicial

Recuperação Judicial. Requisitos para solicitar a. Recuperação Judicial. (Art. 47º a 74º ) 5/7/2011. Recuperação Judicial. Recuperação Judicial Judicial (Art. 47º a 74º ) Judicial A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora,

Leia mais

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL DIREITO EMPRESARIAL 1. Atividade Empresarial ( art. 966 e ss do CC) Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens

Leia mais

Prof. Jorge Luiz de Oliveira da Silva

Prof. Jorge Luiz de Oliveira da Silva DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL Prof. Jorge Luiz de Oliveira da Silva CONCEITO É um Instituto criado pela Lei nº 11.101/2005, em substituição à Concordata, que tem por objetivo implementar ações para viabilizar

Leia mais

pela Lei n.º 11.101, de 9 de Fevereiro de 2005, sendo aplicável ao empresário e à sociedade empresária.

pela Lei n.º 11.101, de 9 de Fevereiro de 2005, sendo aplicável ao empresário e à sociedade empresária. Recuperação de Empresas do Setor Educacional Thiago Graça Couto Advogado Associado da Covac Sociedade de Advogados, especialista em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio

Leia mais

Direito Empresarial Dr. José Rodrigo

Direito Empresarial Dr. José Rodrigo 1 Falência e Recuperação de Empresas 1. Considere as afirmativas a respeito das manifestações processuais nos processos de falência e de recuperação judicial de empresas, nos termos da Lei 11.101/05: I.

Leia mais

DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NA RECUPERAÇÃO E NA FALÊNCIA DE EMPRESÁRIO OU SOCIEDADE EMPRESÁRIA

DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NA RECUPERAÇÃO E NA FALÊNCIA DE EMPRESÁRIO OU SOCIEDADE EMPRESÁRIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NA RECUPERAÇÃO E NA FALÊNCIA DE EMPRESÁRIO OU SOCIEDADE EMPRESÁRIA José da Silva Pacheco SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Da nova lei sobre recuperação judicial e falência. 2.1. Da referida

Leia mais

DE IMPORTANTES ASPECTOS SOBRE A RECUPERAÇÃO JUDICIAL

DE IMPORTANTES ASPECTOS SOBRE A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE IMPORTANTES ASPECTOS SOBRE A RECUPERAÇÃO JUDICIAL José da Silva Pacheco SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Da suspensão das ações e execuções contra o devedor. 3. Dos credores que devem habilitar-se no processo

Leia mais

Sumário. Proposta da Coleção Leis Especiais para Concursos... 11. Roteiro simplificado da Falência... 13

Sumário. Proposta da Coleção Leis Especiais para Concursos... 11. Roteiro simplificado da Falência... 13 Lei de Falência e Recuperação de Empresas Sumário Proposta da Coleção Leis Especiais para Concursos... 11 Roteiro simplificado da Falência... 13 Roteiro simplificado da Recuperação Judicial... 15 Resumo

Leia mais

RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL - XIV. I Introdução:

RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL - XIV. I Introdução: RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL - XIV I Introdução: - A Lei nº 11.101/05 contém duas medidas judiciais para evitar que a crise na empresa venha a provocar a falência de quem a explora, ou seja, a

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL. Falência e Recuperação de Empresas

DIREITO EMPRESARIAL. Falência e Recuperação de Empresas Falência e Recuperação de Empresas 1. Considere as afirmativas a respeito das manifestações processuais nos processos de falência e de recuperação judicial de empresas, nos termos da Lei 11.101/05: I.

Leia mais

A Nova Lei de Falências, Principais Alterações e Enquadramento Geral de Credores

A Nova Lei de Falências, Principais Alterações e Enquadramento Geral de Credores A Nova Lei de Falências, Principais Alterações e Enquadramento Geral de Credores Renato Buranello Mestre em Direito Comercial pela PUC/SP e Sócio do Rayes, Servilha e Buranello Advogados. Marcos Reis Advogado

Leia mais

6.3 Competência específica à falência, 64 7 Remuneração, 74

6.3 Competência específica à falência, 64 7 Remuneração, 74 Nota do autor, xxi 1 INSOLVÊNCIA, 1 1 O risco de empreender, 1 2 Obrigação e solução, 3 3 Princípio geral da solvabilidade jurídica, 4 4 Execução coletiva, 7 5 Histórico, 8 2 INSOLVÊNCIA EMPRESÁRIA, 13

Leia mais

FERRAMENTAS PARA O EMPRESÁRIO SUPERAR A SITUAÇÃO DE CRISE ECONÔMICO-FINANCEIRA COM A NOVA LEI DE RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS E FALÊNCIAS

FERRAMENTAS PARA O EMPRESÁRIO SUPERAR A SITUAÇÃO DE CRISE ECONÔMICO-FINANCEIRA COM A NOVA LEI DE RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS E FALÊNCIAS FERRAMENTAS PARA O EMPRESÁRIO SUPERAR A SITUAÇÃO DE CRISE ECONÔMICO-FINANCEIRA COM A NOVA LEI DE RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS E FALÊNCIAS Alexandre Cezar Florio. Líbia Cristiane Corrêa de Andrade e Florio.

Leia mais

Sociedade de fato:pedido de falência por um sócio

Sociedade de fato:pedido de falência por um sócio Sociedade de fato:pedido de falência por um sócio A.R.Abreu Brasília,DF Abril 22, 2009 Abstract Sociedades de fato são aquelas constituídas através da vontade de duas ou mais pessoas de exercer atos de

Leia mais

Profa. Joseane Cauduro. Unidade II DIREITO SOCIETÁRIO

Profa. Joseane Cauduro. Unidade II DIREITO SOCIETÁRIO Profa. Joseane Cauduro Unidade II DIREITO SOCIETÁRIO Introduçao A unidade II aborda: falência; recuperação judicial e extrajudicial; intervenção e liquidação de instituições financeiras. Introduçao ART.

Leia mais

NOVA LEI DE FALÊNCIAS: RECUPERAÇÃO JUDICIAL

NOVA LEI DE FALÊNCIAS: RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOVA LEI DE FALÊNCIAS: RECUPERAÇÃO JUDICIAL Iran Santos Nunes a Iran Santos Nunes Júnior b Márcio Medeiros Oliveira c Mariana Pirkel Tsukahara d RESUMO A Lei nº 11.101/2005, apelidada de Nova Lei de Falências,

Leia mais

ipea A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E AS EMPRESAS RECUPERADAS SOB O SISTEMA DA AUTOGESTÃO

ipea A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E AS EMPRESAS RECUPERADAS SOB O SISTEMA DA AUTOGESTÃO A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E AS EMPRESAS RECUPERADAS SOB O SISTEMA DA AUTOGESTÃO Wagner Augusto Gonçalves * As empresas recuperadas pelos trabalhadores, assim como os demais empreendimentos autogestionários,

Leia mais

CURSO ON-LINE DIREITO COMERCIAL RECEITA FEDERAL PROFESSOR: YURI MACHADO

CURSO ON-LINE DIREITO COMERCIAL RECEITA FEDERAL PROFESSOR: YURI MACHADO Olá amigos! Chegamos à quarta aula do nosso curso de direito comercial para a Receita Federal. Seguindo o esquema até aqui adotado, nesta aula trataremos dos temas incluídos no item 6: Recuperação judicial

Leia mais

DIREITO FALIMENTAR. Conceito de falência. Direito Falimentar - Prof. Armindo AULA 1 1. Falência (do latim fallere e do grego sphallein ):

DIREITO FALIMENTAR. Conceito de falência. Direito Falimentar - Prof. Armindo AULA 1 1. Falência (do latim fallere e do grego sphallein ): DIREITO FALIMENTAR ARMINDO DE CASTRO JÚNIOR E-mail: armindocastro@uol.com.br Homepage: www.armindo.com.br Facebook: Armindo Castro Celular: (82) 9143-7312 Conceito de falência Falência (do latim fallere

Leia mais

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR ATUALIZAÇÃO 9 De 1.11.2014 a 30.11.2014 VADE MECUM LEGISLAÇÃO 2014 CÓDIGO CIVIL PÁGINA LEGISLAÇÃO ARTIGO CONTEÚDO 215 Lei 10.406/2002 Arts. 1.367 e 1.368-B Art. 1.367. A propriedade fiduciária em garantia

Leia mais

Efeitos da sucessão no Direito Tributário. Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos:

Efeitos da sucessão no Direito Tributário. Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos: Efeitos da sucessão no Direito Tributário Kiyoshi Harada Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos: Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir

Leia mais

FALÊNCIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL KÁTIA LOPES MARIANO

FALÊNCIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL KÁTIA LOPES MARIANO FALÊNCIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL KÁTIA LOPES MARIANO FALÊNCIA Procedimento utilizado para os empresários e sociedades empresárias que não possuem modo de se recuperar É uma execução

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL Módulo I Matutino Prof. ELISABETE VIDO Data: 24.06.2009 Aula: 6 e 7

DIREITO EMPRESARIAL Módulo I Matutino Prof. ELISABETE VIDO Data: 24.06.2009 Aula: 6 e 7 TEMAS TRATADOS EM AULA DIREITO EMPRESARIAL 1) Títulos de crédito (continuação): a) Cheque (Lei 7.357/85). A lei diz que cheque é ordem de pagamento à vista. A Súmula 370 do STJ menciona a expressão cheque

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE EMPRESA

RECUPERAÇÃO DE EMPRESA RECUPERAÇÃO DE EMPRESA Armindo de Castro Júnior E-mail: armindocastro@uol.com.br Homepage: www.armindo.com.br Facebook: Armindo Castro Celular: (82) 9143-7312 RECUPERAÇÃO JUDICIAL Art. 47. A recuperação

Leia mais

Recuperação Extrajudicial, Judicial e Falência. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Recuperação Extrajudicial, Judicial e Falência. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Recuperação Extrajudicial, Judicial e Falência Recuperação Extrajudicial, Judicial e Falência Decreto-lei nº 7.661, de 21 de junho de 1945 Lei de Falências revogado. Lei nº 11.101, de 09 de fevereiro de

Leia mais

Caderno Eletrônico de Exercícios Recuperação de Empresas

Caderno Eletrônico de Exercícios Recuperação de Empresas 1) Das empresas abaixo relacionadas, em quais não se aplicam as novas leis de Falências? a) Empresa pública, sociedade de economia mista e instituições financeiras públicas ou privadas; b) Sociedade de

Leia mais

ANOTAÇÃO DE AULA. E ainda, o administrador terá preferência nos honorários (crédito extraconcursal).

ANOTAÇÃO DE AULA. E ainda, o administrador terá preferência nos honorários (crédito extraconcursal). MATERIAL DE APOIO Disciplina: Direito Empresarial Professor: Elisabete Vido Aula: 17 e 18 Data: 06/10/2015 ANOTAÇÃO DE AULA SUMÁRIO 7. Falência (continuação) 7.4 Órgãos 7.5 Credores 7.6 Procedimento da

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2009

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2009 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2009 Altera os arts. 2º, 3º, 27, 49, 56, 64, 65, 71 e 83 e acrescenta art. 69-A à Lei n o 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, para prever que as disposições que tratam da

Leia mais

Sumário APRESENTAÇÃO... 15

Sumário APRESENTAÇÃO... 15 Sumário APRESENTAÇÃO... 15 Capítulo 1 DIREITO EMPRESARIAL... 17 1. Evolução histórica... 17 2. Evolução do Direito Comercial no Brasil... 18 3. Fontes... 21 4. Conceito e autonomia... 22 5. Questões...

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA. Cláudio Basques. A garantia dos credos é o patrimônio do devedor.

DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA. Cláudio Basques. A garantia dos credos é o patrimônio do devedor. DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA Cláudio Basques A garantia dos credos é o patrimônio do devedor. LEI N. 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005 Nova Lei de Falências Art. 1º Esta lei disciplina a recuperação judicial,

Leia mais

Nota do autor, xv. 6 Nome Empresarial, 48 6.1 Conceito e função do nome empresarial, 48 6.2 O nome do empresário individual, 49

Nota do autor, xv. 6 Nome Empresarial, 48 6.1 Conceito e função do nome empresarial, 48 6.2 O nome do empresário individual, 49 Nota do autor, xv Parte I - Teoria Geral da Empresa, 1 1 Introdução ao Direito de Empresa, 3 1.1 Considerações gerais, 3 1.2 Escorço histórico: do direito comercial ao direito de empresa, 4 1.3 Fontes

Leia mais

MUNICÍPIO DE CAUCAIA

MUNICÍPIO DE CAUCAIA LEI N 1765, DE 25 DE AGOSTO 2006. Institui o Programa de Recuperação Fiscal - REFIS no Município de Caucaia, e dá outras providências. A PREFEITA MUNICIPAL DE CAUCAIA, no uso de suas atribuições legais,

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA LEI Nº 3.256, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2003 Institui o programa de recuperação de créditos tributários da fazenda pública municipal REFIM e dá outras providências. Piauí Lei: O PREFEITO MUNICIPAL DE TERESINA,

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

A jurisprudência da Lei de Falências e Recuperação de Empresas e a

A jurisprudência da Lei de Falências e Recuperação de Empresas e a A jurisprudência da Lei de Falências e Recuperação de Empresas e a Lei Complementar 147/14 Impactos para o mercado de crédito. Glauco Alves Martins Objetivo geral: aperfeiçoamento do SIMPLES e modificações

Leia mais

RESUMO DIREITO FALIMENTAR 9ª ETAPA - UNAERP

RESUMO DIREITO FALIMENTAR 9ª ETAPA - UNAERP RESUMO DIREITO FALIMENTAR 9ª ETAPA - UNAERP 1. Falência A Falência e a Recuperação Judicial e Extrajudicial encontram-se regulamentados pela Lei 11.101/2005. O patrimônio do devedor é a garantia dos credores,

Leia mais

Recente alteração: Modificação da nomenclatura passando de Varas de Falências e Concordatas para Falência e Recuperação de Empresas.

Recente alteração: Modificação da nomenclatura passando de Varas de Falências e Concordatas para Falência e Recuperação de Empresas. Francisco Marcelo Avelino Junior, Msc. Presidente APCEC 2010-20122012 (85) 96.145600 Contexto atual Recente alteração: Modificação da nomenclatura passando de Varas de Falências e Concordatas para Falência

Leia mais

DIREITO COMERCIAL FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL

DIREITO COMERCIAL FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL DIREITO COMERCIAL FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL 1. Falência...1 1.1 Pressupostos para a falência...1 1.1.1 Ser empresário devedor...1 1.1.2 Estar em insolvência jurídica...2 1.1.3 Sentença

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO CFC N.º 1.360/11 Dispõe sobre o Regime de Parcelamento de Débitos de Anuidades e Multas (Redam II) para o Sistema CFC/CRCs O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições

Leia mais

Encarte do Gabarito. das Questões Discursivas de ns.150 a 185 ERRATA

Encarte do Gabarito. das Questões Discursivas de ns.150 a 185 ERRATA Encarte do Gabarito das Questões Discursivas de ns.150 a 185 ERRATA Nas páginas 404 à 414 da obra Prática Empresarial (5.ª edição) não constaram os gabaritos das questões 150 à 185. Segue neste encarte

Leia mais

neste regulamento. 2. DOS CONCEITOS FUNDAMENTAIS

neste regulamento. 2. DOS CONCEITOS FUNDAMENTAIS 1. DAS PARTES 1.1. A constituição e o funcionamento de grupos de consórcio formados pela empresa Sponchiado Administradora de Consórcios Ltda., pessoa neste regulamento. 2. DOS CONCEITOS FUNDAMENTAIS promovida

Leia mais

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES. CIRCULAR AEX Nº 007/2015, de 22 de junho de 2015.

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES. CIRCULAR AEX Nº 007/2015, de 22 de junho de 2015. BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES CIRCULAR AEX Nº 007/2015, de 22 de junho de 2015. Ref.: Circular AEX nº 001/2015, de 30 de janeiro de 2015. Ass.: Alteração das Normas Operacionais

Leia mais

Recuperação de crédito de empresas sujeitas ao procedimento da recuperação judicial (Lei n.º 11.101/2005)

Recuperação de crédito de empresas sujeitas ao procedimento da recuperação judicial (Lei n.º 11.101/2005) Recuperação de crédito de empresas sujeitas ao procedimento da recuperação judicial (Lei n.º 11.101/2005) Contexto Atual Crise econômica e instabilidade política Entre janeiro e agosto/2015 foram requeridas

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL - EXERCÍCIOS ICMS/DF AULA 3 ANTÔNIO NÓBREGA E RICARDO GOMES

DIREITO EMPRESARIAL - EXERCÍCIOS ICMS/DF AULA 3 ANTÔNIO NÓBREGA E RICARDO GOMES Prezados Alunos! Chegamos ao nosso 3º Encontro (3ª Aula)! Apenas nos encontramos na Aula 0, não foi? Nas Aulas 1 e 2 tiveram a tutoria e o ensino do grande e competente amigo Antônio Nóbrega! Por ora,

Leia mais

Nota do autor, xix. 5 Dissolução e liquidação, 77 1 Resolução da sociedade em relação a um sócio, 77

Nota do autor, xix. 5 Dissolução e liquidação, 77 1 Resolução da sociedade em relação a um sócio, 77 Nota do autor, xix 1 Empresa, 1 1 Empreender, 1 2 Noções históricas, 2 3 Teoria da empresa, 3 4 Registro, 8 4.1 Redesim, 10 4.2 Usos e práticas mercantis, 14 4.3 Empresário rural, 15 5 Firma individual,

Leia mais

Travessa Francisco de Leonardo Truda, n 40 10 andar Centro Histórico Porto Alegre, RS CEP 90010-050 Fone/Fax: 3301-1600 www.garrastazu.com.

Travessa Francisco de Leonardo Truda, n 40 10 andar Centro Histórico Porto Alegre, RS CEP 90010-050 Fone/Fax: 3301-1600 www.garrastazu.com. SÍNTESE DOS ELEMENTOS DA AUTOFALÊNCIA A Falência é disciplinada pela Lei nº 11.101/05 e visa a promover a execução do devedor de maneira coletiva, reunindo todos os credores. O processo falimentar ocorre

Leia mais

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo?

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? a) União b) Estado c) Território Federal d) Distrito Federal 02) Qual diploma normativo é apto para estabelecer normas gerais em matéria de legislação

Leia mais

ESTADO DO TOCANTINS PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO NACIONAL PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO

ESTADO DO TOCANTINS PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO NACIONAL PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO LEI N.º 2.178, DE 02 DE JUNHO DE 2.014. *VERSÃO IMPRESSA ASSINADA Dispõe sobre o Programa de Recuperação e Estímulo à Quitação de Débitos Fiscais REFIS PORTO 2014 e dá outras providências. Eu, PREFEITO

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL B Código: DV 450

PLANO DE ENSINO. Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL B Código: DV 450 PLANO DE ENSINO Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL B Código: DV 450 Pré-requisito: Direito Civil A, B. Carga horária: 90 (noventa) horas aula Créditos: 6 (seis) Natureza: anual Docente: EMENTA Sociedades

Leia mais

O Novo Código de Processo Civil e a Cobrança dos rateios em Condomínios

O Novo Código de Processo Civil e a Cobrança dos rateios em Condomínios O Novo Código de Processo Civil e a Cobrança dos rateios em Condomínios Jaques Bushatsky Setembro de 2015 Rateio das despesas: O Decreto nº 5.481, de 25/06/1928 possibilitou a alienação parcial dos edifícios

Leia mais

PREFEITURAMUNICIPALDE MONTEALEGREDE MINAS

PREFEITURAMUNICIPALDE MONTEALEGREDE MINAS PREFEITURAMUNICIPALDE MONTEALEGREDE MINAS ADM.2001 I 2004 LEI COMPLEMENTAR N 044~DE 29 DE JUNHO DE 2004. DISPÕE SOBRE O PARCELAMENTO, A COMPENSAÇÃO, A DAÇÃO EM PAGAMENTO, REMISSÃO E REDUÇÃO DE MULTAS E

Leia mais

DO PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL DE CRÉDITOS FISCAIS DOS CONSELHOS FEDERAL E REGIONAIS DE FARMÁCIA PRF/CFF-CRF

DO PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL DE CRÉDITOS FISCAIS DOS CONSELHOS FEDERAL E REGIONAIS DE FARMÁCIA PRF/CFF-CRF PORTARIA Nº 1907 Ementa: Regulamenta no âmbito do CRF/SC o Programa de Recuperação Judicial e Extrajudicial de Créditos Fiscais dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia PRF/CFF-CRF. A Presidente do

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES RESOLUÇÃO Nº 637, DE 24 DE JUNHO DE 2014

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES RESOLUÇÃO Nº 637, DE 24 DE JUNHO DE 2014 AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES RESOLUÇÃO Nº 637, DE 24 DE JUNHO DE 2014 Aprova o Regulamento de Parcelamento de Créditos Não Tributários Administrados pela Agência Nacional de Telecomunicações Anatel

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DE GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. Quadro Resumo

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DE GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. Quadro Resumo INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DE GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA Quadro Resumo BANCO CNPJ/MF Banco Bradesco S.A. 60.746.948/0001 12 Sede Cidade de Deus, Município e Comarca de Osasco, Estado

Leia mais

Recuperação da empresa

Recuperação da empresa Recuperação da empresa Noção A partir de junho de 2005, a Lei 11.101/2005 substituiu o Decreto-Lei 7.661/45 para as ações novas. Porém, situações anteriores à vigência da nova lei continuarão sendo regidos

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 8.668, DE 25 DE JUNHO DE 1993. Dispõe sobre a constituição e o regime tributário dos Fundos de Investimento Imobiliário e dá

Leia mais

ROBERTO OZELAME OCHOA AMADEU DE ALMEIDA WEINMANN

ROBERTO OZELAME OCHOA AMADEU DE ALMEIDA WEINMANN ROBERTO OZELAME OCHOA AMADEU DE ALMEIDA WEINMANN Recuperação Empresarial Nova Lei de Falências & Novo Direito Penal Falimentar Livraria do Advogado Editora Porto Alegre 2006 Ochoa, Roberto Ozelame Recuperação

Leia mais

Atendimento das 08:00 hs. às 15:00 hs. CNPJ 01.530.136/0001-76 PROPOSTA DE EMPRÉSTIMO. Cooperado. Matrícula R.G. CPF

Atendimento das 08:00 hs. às 15:00 hs. CNPJ 01.530.136/0001-76 PROPOSTA DE EMPRÉSTIMO. Cooperado. Matrícula R.G. CPF COOPERARATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA CPTM Rua Zuma de Sá Fernandes, 360 - Térreo - Presidente Altino - Osasco - SP - CEP 06213-040 Telefones: 3689-9166 / 3652-2600 - Ramais 2771

Leia mais

Falência e Recuperação Judicial e Extrajudicial da Sociedade Empresária

Falência e Recuperação Judicial e Extrajudicial da Sociedade Empresária Falência e Recuperação Judicial e Extrajudicial da Sociedade Empresária Palestrantes: José Augusto S. Figueira Miguel Manente março de 2016 Falência e Recuperação Judicial e Extrajudicial da Sociedade

Leia mais

DEPARTAMENTO JURÍDICO REGIONAL SOROCABA

DEPARTAMENTO JURÍDICO REGIONAL SOROCABA DEPARTAMENTO JURÍDICO REGIONAL SOROCABA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E FALÊNCIAS LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E FALÊNCIA ASPECTOS RELEVANTES DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E FALÊNCIAS Lei nº. 11.101, de

Leia mais

Falência Lei 11.101/2005 Aulas 40 a 60

Falência Lei 11.101/2005 Aulas 40 a 60 Falência Lei 11.101/2005 Aulas 40 a 60 1. Falência 1.1 Conceito Na visão do jurista Carlos Alberto da Purificação, falência está associado à inadimplência ou à falta de pagamento em prazo certo de uma

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL PONTO I

DIREITO EMPRESARIAL PONTO I DIREITO EMPRESARIAL PONTO I a) Objeto, fontes e autonomia do Direito Empresarial. O Direito de Empresa no novo Código Civil. Perfis da empresa. A empresa e a livre iniciativa. Limites ao exercício da empresa.

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE EMPRESA 1

RECUPERAÇÃO DE EMPRESA 1 RECUPERÇÃO DE EMPRES rmindo de Castro Júnior E-mail: armindocastro@uol.com.br Homepage: www.armindo.com.br Facebook: rmindo Castro Celular: (82) 9143-7312 CONCEITO: rt. 47. recuperação judicial tem por

Leia mais

EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL IV Período: 6 Período. Carga Horária: 72H/a: EMENTA

EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL IV Período: 6 Período. Carga Horária: 72H/a: EMENTA EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL IV Período: 6 Período Carga Horária: 72H/a: EMENTA Teoria geral do direito falimentar. Processo falimentar: Fases do processo de falência. Administração

Leia mais

ANEXO 9 Condições Mínimas do BNDES para Aprovação do Plano

ANEXO 9 Condições Mínimas do BNDES para Aprovação do Plano ANEXO 9 Condições Mínimas do BNDES para Aprovação do Plano A - PRÉVIAS: 1. Apresentação de petição conjunta formulada pelos Interessados e pelo BNDES, com a anuência do Administrador Judicial, protocolizada

Leia mais

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal.

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal. PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professores: Levi Hülse Período/ Fase: 10ª Semestre: 1º Ano: 2015 Disciplina: Direito empresarial

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO CFC N.º 1.406/12 Dispõe sobre o Regime de Parcelamento de Débitos de Anuidades e Multas (Redam III) para o Sistema CFC/CRCs. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições

Leia mais

LEI Nº 3.601 DE 11 DE AGOSTO DE 2009

LEI Nº 3.601 DE 11 DE AGOSTO DE 2009 LEI Nº 3.601 DE 11 DE AGOSTO DE 2009 ALTERA dispositivos da Lei Municipal nº 3.194, de 03 de janeiro de 2006, que dispõe sobre a política habitacional de interesse social do Município, voltada para a população

Leia mais

EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL IV EMENTA

EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL IV EMENTA EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL IV Período: 6 Período Carga Horária: 72H/a: EMENTA Teoria geral do direito falimentar. Processo falimentar: Fases do processo de falência. Administração

Leia mais

PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA

PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA INTRODUÇÃO Após a mobilização de vários setores da economia juntamente com as proposições formuladas pelo Congresso Nacional, foi publicada a Lei 12.996/2014,

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA. Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PORTARIA PGFN Nº 79, DE 03 FEVEREIRO DE 2014

MINISTÉRIO DA FAZENDA. Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PORTARIA PGFN Nº 79, DE 03 FEVEREIRO DE 2014 MINISTÉRIO DA FAZENDA PUBLICADO NO DOU DE 06/02 SEÇÃO 1, PÁG. 53 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PORTARIA PGFN Nº 79, DE 03 FEVEREIRO DE 2014 Disciplina o parcelamento do valor correspondente à

Leia mais

LEI Nº 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005.

LEI Nº 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005. LEI Nº 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005. Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional

Leia mais

As autarquias locais devem dispor de recursos financeiros adequados ao exercício das suas atribuições.

As autarquias locais devem dispor de recursos financeiros adequados ao exercício das suas atribuições. 12. FINANÇAS LOCAIS 12.1 A LEI DAS FINANÇAS LOCAIS O regime financeiro das freguesias está previsto na Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro Lei das Finanças Locais (LFL). Este regime, cuja primeira lei data

Leia mais

Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural

Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural 2012 Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural CPR: Cédula de Produto Rural CPR é um título cambial e declaratório com as seguintes características: É título líquido

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS. RESOLUÇÃO CNSP N o 173,DE 2007.

MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS. RESOLUÇÃO CNSP N o 173,DE 2007. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS RESOLUÇÃO CNSP N o 173,DE 2007. Dispõe sobre a atividade de corretagem de resseguros, e dá outras providências. A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS

Leia mais

NOTA TÉCNICA 48 2013. Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços

NOTA TÉCNICA 48 2013. Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços NOTA TÉCNICA 48 2013 Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços Brasília, 29 de outubro de 2013 INTRODUÇÃO A Lei 12.873 de 24/10/13 trata de vários assuntos, altera algumas leis e entre os

Leia mais

MINUTA LEI ANISTIA / LEI Nº 16.943

MINUTA LEI ANISTIA / LEI Nº 16.943 MINUTA LEI ANISTIA / LEI Nº 16.943 Dispõe sobre a concessão de redução na multa e no juros de mora no pagamento de crédito tributário do ICMS nas situações que especifica. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO

Leia mais

LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009

LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009 ESTADO DO CEARÁ LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009 Publicada no DOE em 19/11/2009. O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ. DISPÕE SOBRE A REMISSÃO, A ANISTIA E A TRANSAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS RELACIONADOS

Leia mais

O Governador do Estado do Rio de Janeiro Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

O Governador do Estado do Rio de Janeiro Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Lei nº 5.647, de 18.01.2010 - DOE RJ de 19.01.2010 Dispõe sobre forma de compensação de crédito inscrito em Dívida Ativa com precatórios vencidos, e dá outras providências. O Governador do Estado do Rio

Leia mais

AULA 12. Produtos e Serviços Financeiros VI

AULA 12. Produtos e Serviços Financeiros VI AULA 12 Produtos e Serviços Financeiros VI Operações Acessórias e Serviços As operações acessórias e serviços são operações de caráter complementar, vinculadas ao atendimento de particulares, do governo,

Leia mais

ANEXO I DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL

ANEXO I DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL ANEXO I DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL (razão social do devedor), com inscrição no CNPJ nº, devidamente representada por (nome e qualificação do representante), DECLARA, para os fins da RN

Leia mais

Seguro Garantia É o seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador perante o segurado, conforme os termos da apólice.

Seguro Garantia É o seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador perante o segurado, conforme os termos da apólice. 2 Definição Seguro Garantia É o seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador perante o segurado, conforme os termos da apólice. Partes Seguradora - Sociedade de seguros garantidora,

Leia mais

Redução Juros sobre Multa Punitiva. Redução Multa Punitiva. Parcela Única 60% 60% 75% 75% - N/A

Redução Juros sobre Multa Punitiva. Redução Multa Punitiva. Parcela Única 60% 60% 75% 75% - N/A TRIBUTÁRIO 16/11/2015 ICMS - Regulamentação do Programa Especial de Parcelamento do Estado de São Paulo PEP Reduções Com base na autorização do Convênio ICMS 117/2015, de 07 de outubro de 2015, no último

Leia mais

- RECUPERAÇÃO JUDICIAL - Preservação da atividade e função social da empresa. É um contrato judicial, sendo este apenas homologado pelo juiz.

- RECUPERAÇÃO JUDICIAL - Preservação da atividade e função social da empresa. É um contrato judicial, sendo este apenas homologado pelo juiz. Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Direito Empresarial / Aula 09 Professor: Thiago Carapetcov Conteúdo: Recuperação Judicial. - RECUPERAÇÃO JUDICIAL - Fundamento: Preservação da atividade e função

Leia mais

CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO CONVÊNIO DESCONTO

CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO CONVÊNIO DESCONTO CCB CONV DESC VJ 04/2011 (540) CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO CCB Nº VIA: Negociável (CREDOR) Não Negociável (EMITENTE) I - EMITENTE Nome/Razão Social CPF /CNPJ Banco Agência Conta Corrente nº II TERCEIROS

Leia mais

Seguro Garantia - Seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador perante o segurado, conforme os termos da apólice.

Seguro Garantia - Seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador perante o segurado, conforme os termos da apólice. GUIA DE SEGURO GARANTIA PARA CONSULTA FENSEG QUEM SÃO AS PARTES Seguro Garantia - Seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador perante o segurado, conforme os termos da apólice.

Leia mais

PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO. Advogado: Marcelo Terra

PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO. Advogado: Marcelo Terra PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO Advogado: Marcelo Terra 1. Objetivo do patrimônio de afetação O patrimônio de afetação se destina à consecução da incorporação correspondente e entrega das unidades imobiliárias

Leia mais

DECRETO Nº 2.525, DE 4 DE SETEMBRO DE 2014 - Institui o Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Estadual REFAZ e dá outras providências.

DECRETO Nº 2.525, DE 4 DE SETEMBRO DE 2014 - Institui o Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Estadual REFAZ e dá outras providências. DECRETO Nº 2.525, DE 4 DE SETEMBRO DE 2014 - Institui o Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Estadual REFAZ e dá outras providências. EMENTA: Concede parcelamento de débitos fiscais com anistia

Leia mais

I ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E OS MEIOS PARA BUSCÁ-LA

I ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E OS MEIOS PARA BUSCÁ-LA I ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E OS MEIOS PARA BUSCÁ-LA CLEILTON FERNANDES 1, JEFFESON CORDEIRO MUNIZ 1, LIDIANE FREITAS VARGAS 1, NIRLENE OLIVEIRA 1, SHEILA CRISTINA 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Lei 11795/08 Dispõe sobre o Sistema de Consórcio. LEI Nº 11.795, DE 8 DE OUTUBRO DE 2008 Dispõe sobre o Sistema de Consórcio. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu

Leia mais

PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE VIDRAUTO DO BRASIL COMÉRCIO DE VIDROS E ACESSÓRIOS LTDA

PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE VIDRAUTO DO BRASIL COMÉRCIO DE VIDROS E ACESSÓRIOS LTDA PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE VIDRAUTO DO BRASIL COMÉRCIO DE VIDROS E ACESSÓRIOS LTDA 1ª Vara da Fazenda Pública de Falências e Concordatas Autos nº. 001-054/2008 Nos termos da lei nº. 11.101, de 09

Leia mais

São Paulo Rio de Janeiro Brasília Curitiba Porto Alegre Recife Belo Horizonte. Londres Lisboa Shanghai Miami Buenos Aires

São Paulo Rio de Janeiro Brasília Curitiba Porto Alegre Recife Belo Horizonte. Londres Lisboa Shanghai Miami Buenos Aires São Paulo Rio de Janeiro Brasília Curitiba Porto Alegre Recife Belo Horizonte Londres Lisboa Shanghai Miami Buenos Aires A Recuperação de Empresas e a Falência no Brasil Mirella da Costa Andreola Diretora

Leia mais

Utilizava-se como sinônimo de falência a expressão quebra, haja vista que, a banca dos devedores era quebrada pelos credores.

Utilizava-se como sinônimo de falência a expressão quebra, haja vista que, a banca dos devedores era quebrada pelos credores. Legislação Societária / Direito Comercial Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 33 NOVA LEI DE FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS FALÊNCIA: Evolução do Instituto - a palavra "falência" vem do latim: fallere

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 1748. Documento normativo revogado pela Resolução 2682, de 21/12/1999, a partir de 01/03/2000.

RESOLUÇÃO Nº 1748. Documento normativo revogado pela Resolução 2682, de 21/12/1999, a partir de 01/03/2000. RESOLUÇÃO Nº 1748 01/03/2000. Documento normativo revogado pela Resolução 2682, de 21/12/1999, a partir de Altera e consolida critérios para inscrição de valores nas contas de créditos em liquidação e

Leia mais

LEI Nº 13.979, DE 25 DE SETEMBRO DE 2007

LEI Nº 13.979, DE 25 DE SETEMBRO DE 2007 ESTADO DO CEARÁ LEI Nº 13.979, DE 25 DE SETEMBRO DE 2007 DISPÕE SOBRE A RENEGOCIAÇÃO DAS DÍVIDAS DECORRENTES DE EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS PELO EXTINTO BANCO DO ESTADO DO CEARÁ S/A BEC, POR PARTE DO ESTADO

Leia mais

Excertos. Código Comercial. Carta de Lei de 28 de junho de 1888. TÍTULO I Disposições gerais. Artigo 96.º Liberdade de língua nos títulos comerciais

Excertos. Código Comercial. Carta de Lei de 28 de junho de 1888. TÍTULO I Disposições gerais. Artigo 96.º Liberdade de língua nos títulos comerciais Excertos do Código Comercial Carta de Lei de 28 de junho de 1888 Livro Segundo Dos Contratos Especiais de Comércio TÍTULO I Disposições gerais Artigo 96.º Liberdade de língua nos títulos comerciais Os

Leia mais