Natura 2000 na. Região Mediterrânica

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1 Região Mediterrânica

2 Comissão Europeia Direcção-Geral do Ambiente Autor: Kerstin Sundseth, Ecosystems LTD, Bruxelas Directora editorial: Susanne Wegefelt, Comissão Europeia, Unidade B2 «Natureza e biodiversidade», 1049 Bruxelas, BÉLGICA Agradecimentos: os nossos agradecimentos ao Centro Temático Europeu para a Biodiversidade e à Universidade Católica de Lovaina, Divisão SADL, por fornecerem os dados para as tabelas e mapas Design gráfico: NatureBureau International Fotos: capa, FOTO PRINCIPAL Capri, Itália; Giorgio Amboldi; DESTAQUES DE CIMA PARA BAIXO: Kerstin Sundseth, Lubomir Hlasek, APCOR, Oikos Ltd Contracapa: Sardenha, Kerstin Sundseth Informações adicionais sobre Natura 2000 estão disponíveis em Índice A região Mediterrânica: o berço da Europa... p. 3 Espécies região Mediterrânica... p. 5 Mapa dos sítios região Mediterrânica... p. 6 Tipos de habitat região Mediterrânica...p. 8 Questões de gestão na região Mediterrânica... p. 10 Europe Direct é um serviço que responde às suas perguntas sobre a União Europeia Linha telefónica gratuita (*): (*) Alguns operadores de telefonia móvel não permitem o acesso aos números iniciados por ou cobram estas chamadas Encontram-se disponíveis numerosas outras informações sobre a União Europeia na rede Intente, via servidor Europa (http://europa.eu) Luxemburgo: Serviço das Publicações da União Europeia, 2010 União Europeia, p. 21 x 29,7 cm ISBN doi: /17826 Reprodução autorizada mediante indicação da fonte. As fotografias encontram-se protegidas por direitos de autor, não podendo ser utilizadas sem a prévia autorização escrita dos fotógrafos. Printed in Belgium Impresso em papel reciclado a que foi concedido o rótulo ecológico da União Europeia para papel gráfico 2 região Mediterrânica

3 O berço da Europa Sierra de la Grazalema, Espanha. Foto Klein-Hubert/BIOS/4nature A região Mediterrânica: o berço da Europa A bacia do Mediterrâneo estende-se cerca de km de leste para oeste, desde o extremo de Portugal até à costa do Líbano, e cerca de km de norte para sul, desde a Itália até Marrocos e à Líbia. Na União Europeia, a região Mediterrânica abrange sete Estados-Membros, quer parcial (França, Portugal, Itália, Espanha) quer integralmente (Grécia, Malta, Chipre). O clima é caracterizado por verões quentes e secos e invernos húmidos e frios, mas também pode ser particularmente caprichoso, com chuvas torrenciais repentinas ou ocorrência de ventos fortes (por exemplo, o siroco e o mistral) que surgem em diferentes épocas do ano. Estas condições climatéricas exercem uma influência profunda na vegetação e na vida selvagem da região. O mesmo sucede com a sua topografia repleta de contrastes: a região Mediterrânica apresenta uma paisagem em constante mutação, de montanhas altas, costas rochosas, vegetação impenetrável, estepes semiáridas, zonas húmidas costeiras, praias cobertas de areia e uma miríade de ilhas, de vários formatos e tamanhos, pontilhando as águas azuis e límpidas do mar. Contrariamente às imagens clássicas de «sol, mar e areia» divulgadas na maior parte dos folhetos turísticos, a região Mediterrânica é surpreendentemente montanhosa. As montanhas quase nunca se perdem de vista, nem mesmo nas ilhas. Tendo escapado à última era glaciar, todas estas zonas albergam espécies e habitats próprios de vida selvagem. Consequentemente, o Mediterrâneo possui não apenas uma biodiversidade muito rica, mas também um grande número de espécies que não existem em nenhum outro lugar do mundo. A taxa de endemismo é excepcionalmente elevada, tanto em terra como no mar. Das espécies de plantas de flor identificadas até ao momento, que representam cerca de 10% de todas as plantas conhecidas no mundo, mais de metade são endémicas da região. Não é, portanto, de estranhar que o Mediterrâneo seja considerado um dos principais focos de biodiversidade do planeta. Outra característica da região é a sua muito longa ligação com o Homem, que deixou a sua marca em grande parte da paisagem. A omnipresente mata mediterrânica, com a sua profusão de flores e plantas aromáticas, por exemplo, é o resultado directo de séculos de actividades induzidas pelo Homem, como os incêndios florestais, a desmatação, a pastorícia e a agricultura. Dado que a intervenção humana tende a ser muito localizada, a mata mediterrânica transformou-se numa manta de retalhos de habitats, complexa e intricada e móvel, que segue um ciclo regular de degeneração e regeneração. A complexidade da estrutura da vegetação constitui também uma razão para a excepcional riqueza dessas áreas em vida selvagem, especialmente em plantas e insectos. Apesar de a mata mediterrânica ser característica da região, não é, de forma nenhuma, o único habitat rico em espécies nela existente. Muitas zonas continuam a ser dominadas por grandes extensões de florestas naturais, praticamente intactas, que se mantêm relativamente intocadas pelo homem. Contrariamente à maior parte das florestas do centro e norte da Europa, onde domina uma escassa dúzia de espécies arbóreas, as florestas do Mediterrâneo são muito mais diversificadas, contando com 100 espécies de árvores diferentes. Outras zonas do Mediterrâneo são demasiado secas para albergar árvores ou vegetação densa e encontram-se cobertas por vastas áreas de formações herbáceas. À região Mediterrânica 3

4 O berço da Europa primeira vista, estas áreas estépicas semiáridas poderão parecer estéreis e sem vida, mas uma observação mais atenta revela a existência de uma vida selvagem igualmente rica. São locais privilegiados para a abetarda- -comum Otis tarda, para o sisão Tetrax tetrax e para toda uma diversidade de aves que nidificam no solo, como o cortiçol-de-barriga-branca Pterocles alchata. Noutros locais, a água é mais abundante, mas, ainda assim, extremamente preciosa. As zonas húmidas, que incluem desde pequenas lagoas costeiras a vastos deltas, surgem em intervalos regulares em redor da longa faixa costeira. Apesar de um grande número já ter sido destruído ou drenado, as que permanecem albergam centenas de espécies endémicas de peixes, anfíbios e insectos que, por sua vez, atraem enormes bandos de limícolas e patos de superfície, especialmente durante a época das migrações. Segundo as estimativas, todos os anos migram para a região Mediterrânica, ou atravessam-na, até dois mil milhões de aves. Algumas fazem apenas uma paragem de alguns dias ou semanas para se reabastecerem antes da longa viagem através do Sara, outras vêm passar o Inverno, para escaparem ao tempo frio mais a norte. Quanto ao mar Mediterrâneo, as suas águas límpidas e azuis são famosas em todo o mundo. Apesar de não ser um mar muito produtivo, abriga uma enorme diversidade de organismos marinhos, muitos dos quais são endémicos da região. De acordo com as estimativas, o mar Mediterrâneo contém entre 8% e 9% de todas as criaturas marinhas do mundo. É possível encontrar muitas das esponjas, crustáceos, ascídias, etc., menos conhecidas escondidas entre os vastos prados subaquáticos ou bancos de possidónias que crescem nas águas costeiras pouco profundas. Região Atlântica Boreal Continental Alpina Panoniana Países incluídos Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Irlanda, Países Baixos, Portugal, Reino Unido Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia, Suécia Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Eslovénia, França, Itália, Luxemburgo, Polónia, República Checa, Roménia, Suécia Alemanha, Áustria, Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Itália, Polónia, Roménia, Suécia Eslováquia, Hungria, República Checa, Roménia % do território da União Europeia 18,4 18,8 29,3 Estépica Roménia 0,9 Mar Negro Bulgária, Roménia 0,3 Mediterrânica Chipre, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta, Portugal 20,6 Macaronésica Espanha, Portugal 0,2 Fonte: Centro Temático Europeu para a Biodiversidade (Agência Europeia do Ambiente) Outubro de ,6 3,0 No entanto, a região Mediterrânica encontra-se sob uma tremenda pressão, exercida pelos seres humanos. É o destino turístico número um no mundo. Em consequência deste facto, grande parte da orla costeira mediterrânica desapareceu sob o betão. Existe uma ameaça constante de incêndios florestais, bem como escassez crónica de água. No interior, grande parte da antiga actividade pastorícia está a ser abandonada, uma vez que deixou de ser economicamente viável. 4 região Mediterrânica

5 Espécies Natura 2000 na região Mediterrânica Quase metade das plantas e animais constantes da Directiva «Habitats» surgem na região Mediterrânica. Este enorme número é o reflexo não apenas da ampla diversidade de ameaças presentes, mas também da grande abundância de espécies existentes na região. Existem aqui mais espécies de plantas do que em todas as outras regiões biogeográficas europeias em conjunto. A paisagem diversificada conduziu ao desenvolvimento de um número excepcionalmente elevado de endemismos, alguns dos quais restritos a apenas algumas localidades, como a variedade de centáurea (Cheirolophus crassifolius), que apenas se encontra nas falésias ventosas de Malta, ou o belo heléboro (Helleborus cyclophyllus), restrito às montanhas de Rhodope, situadas na fronteira entre a Grécia e a Bulgária. Tal como outras espécies da bacia do Mediterrâneo, as plantas desenvolveram várias formas de fazer face aos verões implacavelmente quentes e aos longos períodos de seca. Muitas florescem logo no início da estação, numa corrida contra o tempo para produzirem sementes antes de o sol ficar demasiado quente. Outras desenvolvem folhas aromáticas coriáceas, para ajudar a reduzir a perda de água. Com tantas plantas, não constitui surpresa a existência também de uma grande diversidade de insectos e outros invertebrados na região. Muitos desenvolveram associações estreitas com plantas específicas e são agora totalmente dependentes da sua presença para poderem sobreviver. A borboleta-do-medronheiro (Charaxes jasius), por exemplo, é encontrada apenas em presença do (Arbutus unedo), em cujas folhas deposita os seus ovos. Associações semelhantes ocorreram entre as inúmeras espécies de abelhas, vespas e outros polinizadores importantes. A maior parte dos répteis da Europa encontra-se na região Mediterrânica. Entre eles contam-se a cobra-leopardo (Elaphe situla), uma espécie rara, a lagartixa-da-montanha ibérica (Lacerta montícola) e o geconídeo europeu, de aspecto curioso, com dedos em forma de folha, (Phyllodactylus europaeus). Todos foram incluídos na lista da Directiva «Habitats», devido ao seu estado de conservação vulnerável. O lince ibérico (Lynx pardinus) Com uma população de apenas 100 a 150 indivíduos, o lince ibérico é actualmente o mamífero mais ameaçado do mundo, encontrando-se perigosamente próximo da extinção. A intensificação da agricultura e o desenvolvimento de infra-estruturas como novas auto-estradas dividiram e fragmentaram de tal forma o habitat desta espécie, que ela ficou confinada a algumas bolsas isoladas, como a serra de Andújar, no sudoeste de Espanha, que possui uma das florestas e matas mediterrânicas mais bem preservadas da Península Ibérica. Contrariamente ao lince europeu (Lynx lynx), que tem quase o dobro do seu tamanho, o pequeno lince ibérico é um caçador exímio, alimentando-se quase exclusivamente de coelhos. Este condicionalismo contribuiu ainda mais para o seu desaparecimento. Os sucessivos surtos epidémicos de mixomatose e, mais recentemente, da doença hemorrágica do coelho dizimaram as populações destes animais nas últimas décadas, reduzindo drasticamente o número de espécimes existentes e privando o lince do seu principal alimento. Acima de tudo, o Mediterrâneo é de primordial importância para as aves migratórias. O Inverno ameno, conjugado com a existência de zonas húmidas tranquilas e de outros habitats, proporciona um refúgio ideal para os milhões de aves que migram todos os anos para a região ou a atravessam. Quanto ao mar, também ele alberga uma intensa vida. Os golfinhos e as tartarugas marinhas são, naturalmente, os mais conhecidos, mas existe também uma grande quantidade de outras criaturas marinhas estranhas e maravilhosas ocultas sob as ondas. Entre elas encontra-se a foca-monge do Mediterrâneo (Monachus monachus), uma espécie extremamente ameaçada de extinção. Andoni Canela Espécies Natura 2000 Miha Krofel Tartaruga de Hermann (Testudo hermanni) A tartaruga de Hermann encontra-se desde o nordeste de Espanha, passando pelo sul de França e pelo oeste e sul de Itália, até à Roménia e à Turquia. Ocorre também em várias ilhas do Mediterrâneo, incluindo as Baleares, a Córsega, a Sardenha e a Sicília. A tartaruga de Hermann distingue-se pela beleza da sua carapaça, com desenhos pretos e amarelos, e pode atingir entre 8 cm e 28 cm de comprimento. Como todas as tartarugas, tem uma grande longevidade, podendo viver 30 a 50 anos ou mais. Embora se pense que prefere as florestas de carvalhos de folhagem perene e a mata cerrada do Mediterrâneo, a tartaruga de Hermann surge também, por vezes, em prados secos, encostas áridas e terras agrícolas. No passado, foi ameaçada pela exploração, mas actualmente, a principal ameaça é a destruição do seu habitat. O desenvolvimento urbano, a construção de estradas e o aumento do turismo no sul da Europa têm exercido um grande impacto, reduzindo e fragmentando esse habitat. Os incêndios florestais são também um problema grave para esta espécie de locomoção lenta. região Mediterrânica 5

6 Mapa dos sítios Natura 2000 Mapa dos sítios região Mediterrânica A lista de sítios região Mediterrânica foi adoptada em Julho de 2006 e posteriormente actualizada em Março e Dezembro de No total, existem, na região Mediterrânica, sítios de importância comunitária (SIC) de acordo com a Directiva «Habitats» e outras 999 zonas de protecção especial (ZPE) de acordo com a Directiva «Aves». Muitas vezes, há uma sobreposição considerável de SIC e ZPE, o que significa que os números não são cumulativos. Não obstante, estima-se que, em conjunto, ocupem cerca de 20% do território total desta região. Número de tipos de habitats constantes do anexo I e espécies ou subespécies constantes do anexo II da Directiva «Habitats» Região Tipos de habitats Animais Plantas Atlântica Boreal Continental Alpina Panoniana Estépica Mar Negro Mediterrânica Macaronésica Fonte: Centro Temático Europeu para a Biodiversidade (Agência Europeia do Ambiente) Os números não são cumulativos, dado que muitos habitats e espécies ocorrem em duas ou mais regiões biogeográficas. As aves constantes do anexo I da Directiva «Aves» não se encontram incluídas, uma vez que não estão categorizadas de acordo com a região biogeográfica. Peter Creed Charles Creed 6 Photos Bob Gibbons/Natural Image 1 3 Bob Gibbons/Natural Image 5 Les Alpilles Ilhas La Maddalena 5 K. Sundseth Costa Sudoeste Fomentera Andoni Canela Michael Clark Juan Picca Jordi Serapio 2 Sierras de Andújar 6 região Mediterrânica Luis Jordāo Raul Garcia Arranz 3 Desfiladeiro do Duratón Alfred Baldacchino LIFE Nature Project 7 Falésias de Dingli

7 Região N.º de SIC Total da área abrangida (km2) Área terrestre abrangida (km2) % do total da área terrestre Fonte: Centro Temático Europeu para a Biodiversidade (Agência Europeia do Ambiente) Outubro de Os números relativos aos SIC e às ZPE não são cumulativos dado que existe uma sobreposição considerável dos mesmos. Alguns sítios encontram-se na fronteira entre duas regiões e a base de dados não prevê a possibilidade de dividir os sítios por regiões, pelo que alguns sítios poderão ser contabilizados duas vezes. Percentagem de áreas marinhas não disponível. As ZPE não estão seleccionadas de acordo com a região biogeográfica. A área da ZPE relativa à região das estepes é calculada de acordo com os dados do SIG. N.º de ZPE Total da área abrangida (km2) Área terrestre abrangida (km2) % do total da área terrestre Atlântica , ,4 Boreal , ,8 Continental , ,4 Alpina , ,1 Panoniana , ,5 Estépica , ,4 Mar Negro , ,8 Mediterrânica , ,0 Macaronésica , ,3 Total , ,5 SIC Gino Cantoro 8 Le Cesine Silvane Moingeon Eleni Tounta/MOm 10 As Sporades ZPE SIC e ZPE Mapa com base nas coordenadas dos sítios fornecidas pela Comissão Europeia, por intermédio da Universidade de Lovaina, Divisão SADL, Outubro de 2008 Labros Logothetis Panos Dendrinos/MOm 11 Delta do Evros 8 11 Bob Gibbons/ Natural Image Montanhas Brancas Photos Peter Creed 9 Markellos Hadjimarkou Lagos salgados de Larnaca 12 região Mediterrânica 7

8 Tipos de habitat Natura 2000 Típica mata mediterrânica em flor na Grécia. Bob Gibbons/Natural Image Tipos de habitat região Mediterrânica A região Mediterrânica possui mais de metade dos tipos de habitat que constam da Directiva «Habitats». Desses, 37 ocorrem apenas nesta região. Este grande número é o reflexo não apenas do clima quente da região, da geologia variável e da topografia complexa, com muitas zonas isoladas, mas também do facto de grande parte da região ter sido poupada aos efeitos devastadores da última era glaciar que varreu a Europa há cerca de anos. Mais de metade do terreno é coberto por matas e florestas. Devido às condições secas e quentes, as florestas mediterrânicas tendem a ser mais abertas, o que permite o desenvolvimento de uma rica vegetação rasteira de moitas e silvados. Esta cobertura arbustiva possui também uma diversidade de espécies muito maior do que as florestas do norte. As planícies tendem a ser dominadas por diversos tipos de carvalhos Quercus spp., mas com o aumento da altitude, os castanheiros Castanea sativa e as espécies coníferas de Abies, Pinus, Juniperus, Taxus spp. tendem a predominar. No que respeita à omnipresente mata mediterrânica, esta surge numa diversidade de formas e tamanhos, sendo por vezes designada com nomes invulgares como matorral, maquis, garriga e phrygana, consoante a localização, solo, grau de degradação, utilização pelo ser humano e composição de espécies, apesar de, na realidade, esses tipos de habitat, se fundirem muitas vezes, formando um mosaico intrincado mas intrinsecamente móvel, que cobre toda a paisagem. A altura da vegetação é, por vezes, utilizada como critério. O maquis, por exemplo, tende a formar moitas impenetráveis com 1 a 4 metros de altura e é habitualmente dominado por pequenas árvores como o medronheiro (Arbutus unedo), o lentisco (Pistacia lentiscus), a oliveira brava (Olea europaea) ou a murta (Myrtus communis), ou, menos frequentemente, o zimbro e o loureiro. Por outro lado, a garriga é mais aberta e a vegetação mal atinge a altura do joelho. Aí, as plantas com folhas coriáceas, como a esteva (Cistus spp.) e as plantas Photo: J. Harmeln/UNEP Bancos de possidónias A planta marinha Posidonia oceanica é endémica do mar Mediterrâneo. Forma densos prados subaquáticos ao longo dos fundos marinhos, a uma profundidade que chega a atingir 40 metros. À semelhança dos prados em terra, estes bancos de possidónias são excepcionalmente ricos em vida selvagem. Proporcionam um refúgio seguro a milhões de pequenos organismos marinhos e funcionam como um viveiro vital para muitas espécies de peixes com valor comercial. Os bancos de possidónias desempenham também um papel fundamental na protecção da orla costeira ao fixar os sedimentos, oxigenar a água e evitar a erosão do litoral. Uma vez que só podem crescer em águas muito limpas e pobres em nutrientes, constituem também um bom indicador da qualidade da água. No entanto, as suas frondes com um metro de comprimento são extremamente frágeis e facilmente danificadas, entre outras, pelas actividades pesqueiras, pela navegação de recreio, pela dragagem, pela poluição e pela extracção de areia. Segundo se estima, nos últimos 30 anos quase metade dos bancos de possidónias do Mediterrâneo terão recuado ou desaparecido. 8 região Mediterrânica

9 Tipos de habitat Natura 2000 Formações herbáceas estépicas semiáridas, La Serena, Espanha. Aixa Sopena. Destaque calhandra-comum. Vince Smith aromáticas como a alfazema, o tomilho e o rosmaninho são as mais predominantes, enchendo o ar com o seu perfume inebriante. A phrygana, que ocorre na zona oriental do Mediterrâneo, habitualmente ao longo da costa, é a forma de mata mais baixa de todas e é composta por arbustos arredondados e espinhosos e por moitas rasteiras que diferem de uma zona para outra. A complexidade da estrutura da vegetação torna as matas mediterrânicas excepcionalmente ricas em vida selvagem. Albergam uma gama colorida de flores, como tulipas, narcisos, crocos e alliums e muitas espécies de orquídeas selvagens como a erva-abelha ou erva-aranha. O conjunto proporciona, na Primavera, um breve mas magnífico espectáculo floral. Os terrenos agrícolas e os prados ocupam 40% da região e variam entre grandes zonas de cultivo de utilização intensiva, olivais e pomares de citrinos e sistemas de produção agrícola mistos mais modestos. Estes últimos encontram-se muito mais em harmonia com o ambiente natural e criam uma característica manta de retalhos de habitats diversificados em toda a paisagem que é, de uma forma geral, extremamente rica em vida selvagem. Algumas zonas de formações herbáceas são excepcionalmente secas. Ainda assim, e não obstante a semiaridez austera destas estepes, os agricultores encontraram formas de cultivar aveia, cevada e grão-de- -bico neste solo pobre, através da rotação das culturas por períodos longos, que permite a recuperação do solo. Este procedimento, por sua vez, deu origem ao surgimento de diferentes micro-habitats que proporcionam abrigo a aves das estepes, como a melodiosa calhandra-comum (Melanocorypha calandra) ou o sisão (Tetrax tetrax). Para além de alguns rios importantes, a maioria das zonas húmidas encontra-se ao longo da costa. Existem vários deltas e lagoas de dimensões consideráveis, como o Coto Doñana ou o delta do Ebro, em Espanha, o Camargue, em França, ou os deltas do Nestos e do Amvrakikos, na Grécia. Cada um destes locais possui um grande número de aves, assim como muitas espécies raras e endémicas de peixes, anfíbios e insectos, como as libélulas. A costa do Mediterrâneo é extremamente complexa e diversificada. Mesmo em distâncias curtas, pode alterar-se, de uma enseada rochosa para uma praia de areia branca com extensas dunas, ou para um penhasco alto ou uma enorme gruta submarina. É o habitat de muitas das aves marinhas nidificantes da Europa, como o falcão-da-rainha (Falco eleonorae) ou o corvo-marinho- -de-crista do Mediterrâneo (Phalacrocorax aristotelis ssp. Desmarestii). Pinhais mediterrânicos de pinheiros negros endémicos Estas florestas densas, frequentemente dominadas por várias subespécies do pinheiro negro (Pinus nigra), são encontradas nas montanhas da bacia do Mediterrâneo. Desenvolvem-se numa diversidade de substratos, nomeadamente calcário e solos dolomíticos ou vulcânicos, mas têm uma distribuição muito fragmentada. Os pinhais de pinheiros negros desenvolvidos apresentam um copado fechado com árvores que chegam a atingir mais de 30 metros de altura. Como tal, ajudam a proteger o ambiente, de outra forma frágil, da erosão e das chuvas torrenciais. As enormes copas planas dos pinheiros negros proporcionam também às aves de rapina como o abutre-preto (Aegypius monachus) locais ideais para a nidificação. Na Córsega, são o único habitat da trepadeira-corsa (Sitta whiteheadi), que é endémica da ilha. Entre os principais factores que ameaçam a espécie contam-se a exploração florestal não sustentável, a proliferação de espécies de árvores exóticas, a desfoliação originada pela ocorrência de pragas, o sobrepastoreio e os incêndios. Photo: Bob Gibbons/Natural image região Mediterrânica 9

10 Questões de gestão Questões de gestão na região Mediterrânica A região Mediterrânica é frequentemente referida como o berço da civilização da Europa. Pensa-se que a pecuária, a produção de cereais, o cultivo de legumes e fruta terão tido origem aqui há milhares de anos. Grande parte dos produtos agrícolas que existem actualmente em todo o mundo terá também tido origem na região Mediterrânica. A cevada, o trigo, a aveia, as azeitonas, as uvas, as amêndoas, os figos, as tâmaras, as ervilhas e muitos outros frutos, legumes, ervas medicinais e aromáticas são derivados de plantas selvagens existentes nesta região. De acordo com a FAO, a zona do Mediterrâneo é um dos mais importantes centros de origem de plantas de cultivo de importância mundial. O carácter localizado e pouco intensivo das actividades agrícolas de subsistência ao longo de milhares de anos Pastoreio de ovelhas nas dehesas, Extremadura, Espanha. Fundacion Global Nature teve um efeito profundo na paisagem, criando um mosaico complexo de habitats seminaturais alternados, ricos em vida selvagem. Devido à natureza frequentemente acidentada da paisagem, muitas encostas foram transformadas em socalcos cultivados. Estes socalcos proporcionam o ambiente ideal para o cultivo de frutas e legumes, pois evitam a erosão do solo e ao mesmo tempo ajudam a reter as águas. Tanto o solo como a água são recursos preciosos e muito cobiçados neste clima quente e seco. As vinhas e os olivais muito antigos são também uma característica distintiva da paisagem mediterrânica. Tanto a videira como a oliveira estão perfeitamente adaptadas à vida em condições difíceis, com recursos de água limitados e em solos pouco favoráveis. Algumas oliveiras terão, segundo consta, mais de mil anos e continuam a produzir azeitonas da mesma forma que nos tempos dos antigos gregos e romanos. Nos terrenos mais planos e nas planícies desenvolveram- -se vários sistemas sustentáveis de produção agrícola, silvícola e pastoril, que retiram o máximo partido dos recursos naturais. As dehesas e montados da Península Ibérica constituem um exemplo perfeito de um sistema agrícola multifuncional sustentável, capaz de produzir uma enorme gama de produtos e serviços diferentes. Photo: btbuonvino/flickr.com As dehesas e montados da Península Ibérica As dehesas e montados de Espanha e Portugal são sistemas agropastoris antigos que encerram um equilíbrio delicado entre a produtividade e a conservação da vida selvagem. Estas pastagens arborizadas ainda cobrem vastas áreas (de 50 a km 2 ) da Península Ibérica. Por serem sistemas agrícolas multifuncionais, fornecem uma ampla diversidade de bens e serviços, que vão da sombra e alimento para o gado à produção de cereais, carvão de madeira e cortiça. O cultivo de cereais é efectuado em rotação para permitir que os solos pobres recuperem após a primeira colheita, e durante os meses de Verão, o gado é levado para locais a centenas de quilómetros de distância, percorrendo antigos caminhos para animais até aos pastos verdejantes nas montanhas, a fim de evitar o calor extremo. Essas actividades resultaram no desenvolvimento de uma estrutura de vegetação particularmente complexa que, combinada com sua gestão dinâmica, proporciona uma riqueza de habitats e micro-habitats para a vida selvagem. Os papa-figos (Oriolus Oriolus), os rolieiros europeus (Coracius garrulus) e as poupas (Upupa epops) são aves frequentemente avistadas durante todo ano. A estas juntam-se, no Inverno, milhares de cegonhas-brancas (Ciconia ciconia), de grous-comuns (Grus grus) e de outras aves migratórias. Mas os progressos na agricultura moderna colocaram estes antigos sistemas agropastoris sustentáveis sob pressão. Muitos estão actualmente a perder-se, devido às forças contrárias do abandono das terras e da intensificação agrícola. 10 região Mediterrânica

11 Questões de gestão Ilhas La Maddalena, Sardenha. Kerstin Sundseth No entanto, apesar de continuar a praticar-se a agricultura em pequena escala em muitas partes desta região, nos últimos 50 anos assistiu-se uma grande mudança nas práticas agrícolas em grandes zonas do Mediterrâneo. Vinhas, pomares e olivais antigos foram arrancados para dar lugar a plantações de fruta ou de oliveiras em escala industrial, e as culturas mistas de rotação foram substituídas por monoculturas intensivas. Este novo sistema agrícola não só causou a perda de habitats ricos em vida selvagem, mas teve também um enorme impacto socioeconómico em grandes áreas desta região, uma vez que muitos pequenos agricultores foram obrigados a abandonar as suas terras para procurar emprego noutros locais. Além disso, existem ainda os efeitos devastadores dos incêndios florestais que varrem regularmente toda a região no final do Verão, causando danos incalculáveis nas propriedades e na vida selvagem. As modernas práticas agrícolas também exercem uma pressão excessiva sobre o meio envolvente devido à sua elevada necessidade de pesticidas, fertilizantes e irrigação. Mais de 26 milhões de hectares de terrenos agrícolas da bacia do Mediterrâneo são agora irrigados, e em algumas áreas até 80% da água disponível é utilizada para a irrigação, o que está a originar uma grave sobreexploração das águas subterrâneas e de superfície. As zonas húmidas naturais, os deltas e outras massas de água têm também sido sistematicamente drenadas para fornecerem água e solo para a agricultura. Ainda hoje, os agricultores raramente têm que pagar o custo real da água. Uma parte da responsabilidade cabe à política agrícola comum, que subvencionou, no passado, a produção de culturas que necessitam de grandes quantidades de água. O desenvolvimento turístico teve também um importante impacto físico sobre o litoral, levando à destruição de muitos habitats naturais valiosos e de zonas de vida selvagem. Na região Mediterrânica, o número de turistas internacionais aumentou de 58 milhões em 1970 para mais de 228 milhões em 2002, com a Espanha, França e Itália juntas a absorverem 75% do actual afluxo (UNEP, 2005). Este facto está na origem de um período prolongado de construção ao longo da costa, com a implantação de complexos hoteleiros e casas de férias e com a expansão das cidades em todas as direcções. Em resultado, grande parte da orla costeira já desapareceu sob o betão. De acordo com o Plano Azul relativo ao Mediterrâneo, até 2025 mais de metade de toda a costa mediterrânica poderá ficar sob o betão, em comparação com os 40% já registados em Este crescimento excepcionalmente rápido do turismo e o desenvolvimento urbano nas zonas costeiras, aliado ao abandono das práticas agrícolas de pequena escala coloca uma enorme pressão sobre a rica biodiversidade da região. Esta pressão deverá continuar, a menos que sejam introduzidas mudanças políticas importantes nas próximas décadas. K. Sundseth O aumento da urbanização e o desenvolvimento turístico contribuíram ainda mais para a escassez crónica de água. A água é utilizada pelos turistas não apenas para a alimentação, bebida e higiene pessoal, mas os equipamentos de lazer, como piscinas, parques aquáticos e campos de golfe consomem também quantidades gigantescas deste precioso líquido. O equilíbrio entre a procura e a disponibilidade de água atingiu um nível crítico em muitos países do Mediterrâneo. A manter-se esta situação, prevê-se que até 2025 metade desses países passem a utilizar mais água do que a que consegue ser regenerada naturalmente. região Mediterrânica 11

12 European Commission Nesta série: Região Panoniana Natura 2000 in the Atlantic Region Região Atlântica Região Estépica Natura 2000 in the Boreal Region Região Boreal Natura 2000 in the Black Sea Region Região do Mar Negro Natura 2000 in the Continental Region Região Continental Região Mediterrânica Natura 2000 in the Alpine Region Região Alpina Natura 2000 in the Macaronesian Region Região Macaronésica A União Europeia possui nove regiões biogeográficas, cada uma das quais com a sua composição característica de vegetação, clima e geologia. Os sítios de importância comunitária são seleccionados de acordo com cada região, com base nas listas nacionais apresentadas por cada Estado-Membro dessa região. O trabalho realizado a este nível facilita a conservação das espécies e dos tipos de habitats naturais em condições semelhantes num conjunto de países, independentemente das fronteiras políticas e administrativas. Juntamente com as zonas de protecção especial designadas ao abrigo da Directiva «Aves», os sítios de importância comunitária seleccionados para cada região biogeográfica compõem a rede ecológica Natura 2000 que abrange os 27 países da União Europeia. KH PT-C Kerstin Sundseth Gino Damiani ISBN

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