PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO Título PARALELISMO MOMENTÂNEO DE GERADOR COM O SISTEMA PRIMÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO ATÉ 25 kv, COM OPERAÇÃO EM RAMPA

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1 PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO Título PARALELISMO MOMENTÂNEO DE GERADOR COM O SISTEMA PRIMÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO ATÉ 25 kv, COM OPERAÇÃO EM RAMPA Código NTD Data da emissão Data da última revisão Folha 1 SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Normas e Documentos Complementares 3 Definições 4 Condições Gerais 5 Condições Específicas 6 Vigência Anexo A - Termo de responsabilidade Anexo B - Diagramas unifilares Anexo C - Descrição dos equipamentos 1 OBJETIVO A presente norma estabelece as diretrizes básicas para elaboração de projetos que permitam o paralelismo momentâneo de geradores de consumidor, com o sistema primário de distribuição até 25 kv da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D, com operação em rampa, visando os aspectos de proteção, operação e segurança. 2 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Constituem complemento desta Norma, os seguintes documentos e normas: - CEEE-D - RIC-MT Regulamento de instalações consumidoras - Fornecimento em média tensão - Rede de distribuição aérea; - CEEE-D - NTD Paralelismo de autoprodutores de energia elétrica com o sistema elétrico da CEEE-D; - NR-10 Segurança em Instalações e Serviços em eletricidade, aprovada pela Portaria N.º 3.214, de 1978; - PORTARIA N.º 598, de 7 de dezembro de 2004, que altera a NR-10; - NBR5410 Instalações elétricas de baixa tensão - Procedimento; - IEEE Std (IEEE Recommended Practices and Requirements for Harmonic Control in Electrical Power System); - CODI Critérios para o paralelismo de autoprodutores com alimentadores de distribuição. - NT Interligação de gerador de consumidor primário com rede de distribuição com paralelismo momentâneo. - ELETROPAULO METROPOLITANA Eletricidade de São Paulo S. A, 3 DEFINIÇÕES 3.1 Geração de emergência Unidade geradora pronta para atender situações de falta de energia (blackout). 3.2 Paralelismo momentâneo É a operação em paralelo de um gerador pertencente a um consumidor com a rede da distribuidora por um período máximo de até 15 segundos para permitir a transferência de carga do sistema da CEEE-D para o gerador ou vice-versa. 3.3 Operação em rampa É a transferência de carga de modo gradativo entre o sistema de distribuição da CEEE-D e um gerador pertencente a um consumidor ou vice-versa. 3.4 Rede de média tensão Parte da rede de distribuição da CEEE-D que alimenta transformadores de distribuição e/ou ponto de entrega sob a mesma tensão primária nominal (classe de 15 ou 25 kv).

2 NTD PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 05/11/2009 Folha 2 4 CONDIÇÕES GERAIS 4.1 Todos os consumidores estabelecidos na área de concessão da CEEE-D, independentes da classe de tensão de fornecimento, devem comunicar por escrito, a eventual utilização ou instalação de grupos geradores de energia em sua unidade consumidora, sendo que a utilização dos mesmos está condicionada à análise de projeto, inspeção, teste e liberação. 4.2 Após a liberação da concessionária, não devem ser executadas quaisquer alterações no sistema de interligação de gerador particular com a rede da CEEE-D. 4.3 Para efetuar alterações no sistema de interligação de gerador particular com a rede da CEEE-D já liberados, o interessado deve encaminhar um novo projeto para análise, inspeção, teste e liberação por parte desta concessionária. 4.4 Geradores destinados a atendimento de emergência não são permitidos de estabelecer paralelismo com o sistema de distribuição da concessionária Para evitar qualquer possibilidade desse paralelismo, os projetos das instalações elétricas devem especificar as características dos equipamentos e apresentar uma das soluções abaixo: a) instalação de uma chave reversora de acionamento manual ou elétrico, com intertravamento eletromecânico, separando os circuitos alimentadores do sistema da concessionária e do gerador particular; b) construção de um circuito de emergência, independente do circuito de instalação normal, alimentado por gerador particular. É vedada a interligação do circuito de emergência com o circuito alimentado pela rede da concessionária. 4.5 Esta Norma visa à segurança, proteção, qualidade de fornecimento e a operação do sistema elétrico da CEEE-D. 4.6 A CEEE-D só permitirá o paralelismo momentâneo da rede com o gerador do consumidor desde que não resulte em problemas técnicos e de segurança para o sistema desta concessionária, bem como para outros consumidores em geral. O projeto deverá ser submetido à análise prévia da CEEE-D, que verificará a possibilidade do paralelismo, podendo, quando necessário, por meio de notificação, solicitar a instalação de novos equipamentos para aumentar a confiabilidade do sistema de transferência. 4.7 Todos os equipamentos específicos para instalação do sistema de paralelismo devem atender aos requisitos mínimos contidos nesta Norma, à CEEE-D reserva-se no direito de solicitar a substituição e/ou inclusão de novos equipamentos. 4.8 É de responsabilidade do consumidor a proteção de seus equipamentos, razão pela qual a CEEE-D não se responsabilizará por algum eventual dano que possa ocorrer em seu (s) gerador (es) ou qualquer outra parte do seu sistema elétrico, devido a defeitos, surtos e etc. 4.9 Somente será permitido o paralelismo momentâneo de geradores trifásicos 60 Hz Todos transformadores de força utilizados na instalação deverão ser conectados em triângulo no lado primário e em estrela aterrado no lado secundário O tempo máximo de permanência do paralelismo é de 15 s quando da transferência de carga entre a rede da CEEE-D e o gerador do consumidor e vice-versa Situações não previstas nesta Norma devem ser analisadas de modo específico pelo corpo técnico da Divisão de Planejamento e Engenharia da CEEE-D O posto de medição e/ou transformação deve ser isolado fisicamente através de paredes de alvenaria ou similares do local de instalação do gerador O local de instalação dos geradores deve ser seco, ventilado, de fácil acesso para manutenção O projeto da instalação atendida em média tensão ou a instalação existente que será provida de sistema de paralelismo momentâneo deverá conter, além do solicitado no RIC-MT, os seguintes dados: a) memorial descritivo; b) uma via da ART referente ao projeto e da execução; c) detalhamento em planta com cortes da cabine do grupo gerador; d) detalhamento em planta geral da instalação de localização do recinto do gerador e sala de comando;

3 NTD PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 05/11/2009 Folha 3 e) detalhamento do sistema de aterramento; f) diagrama unifilar das instalações; g) diagrama funcional do sistema de paralelismo; h) características dos TP s, TC s e disjuntores que fazem parte do sistema de paralelismo; i) dados do(s) gerador(es): - Potência; - Impedância transitória, subtransitória e de regime; - Tipo de máquina; - manual do gerador. j) o Termo de Responsabilidade conforme Anexo A, com firma reconhecida; k) estudo de ajustes dos dispositivos de proteção A geração do consumidor poderá assumir totalmente ou parcialmente a carga da instalação, caso a proteção do disjuntor geral de entrada seja feita através de relés indiretos, sendo de responsabilidade civil e criminal do consumidor a ocorrência eventual de qualquer acidente decorrente da interligação intencional ou acidental da alimentação das cargas em paralelo com o sistema distribuidor desta concessionária A CEEE-D não se responsabilizará por mudanças que tenham que ser efetuadas em instalações que forem executadas sem a apreciação prévia do projeto da referida instalação Os quadros e painéis de comando do sistema de transferência devem ser instalados preferencialmente fora do recinto do gerador, ou seja, em sala específica de comando A liberação do funcionamento do grupo gerador pela CEEE-D limita-se, exclusivamente, ao que se refere à conexão elétrica, cabendo ao interessado obter as licenças de funcionamento junto aos demais órgãos públicos, tais como Ambientais, Corpo de Bombeiros, Prefeituras, etc Além dos requisitos mínimos descritos nesta Norma, o projeto e a instalação de grupos geradores devem observar as normas e recomendações da ABNT para este tipo de instalação, bem como atender a regulamentação contida na NR CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5.1 O paralelismo momentâneo só é aceito caso o valor de curto-circuito no ponto de interligação não supere o valor estabelecido pela CEEE-D. 5.2 O relé direcional de potência (32) deve ser ajustado para permitir um fluxo reverso máximo de 30% da potência do (s) grupo (s) gerador (es) limitado até o valor de 500 kva, durante 500ms para a rede da CEEE-D, durante o período de operação em paralelo, em virtude da equalização de potência entre rede e gerador na ocasião de variação sensível de carga. 5.3 O relé de sobrecorrente direcional (67) deverá ser ajustado em um valor que seja sensível o suficiente para detectar correntes de falta na rede da CEEE-D. 5.4 O relé de medição do ângulo da fase (78) deverá ser ajustado entre 5 e Na ocorrência de uma falta na rede da CEEE-D durante a operação de paralelismo, o sistema de paralelismo deve desligar o disjuntor de interligação (disjuntor 2) e isolar o consumidor da rede da CEEE-D, antes do primeiro religamento do circuito alimentador da CEEE-D. 5.6 O paralelismo só será permitido através de disjuntores supervisionados por relés de sincronismo. 5.7 Disjuntores, chaves seccionadoras e/ou qualquer outro equipamento de manobra que permita o paralelismo sem supervisão do relé de sincronismo deverão possuir intertravamentos que evitem o fechamento de paralelismo por esses equipamentos. 5.8 Não será permitido o religamento automático nos disjuntores que possam efetuar o paralelismo e que não sejam comandados pelo Sistema de Operação em Paralelo (S.O.P.). 5.9 Não é permitido em hipótese alguma ao consumidor, energizar o circuito da CEEE-D que estiver fora de operação, cabendo ao consumidor total responsabilidade caso esse fato venha a acontecer, não cabendo, portanto, a CEEE-D, nenhuma responsabilidade por eventuais danos materiais e humanos. Assim, é imprescindível a instalação de relés de

4 NTD PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 05/11/2009 Folha 4 tensão que impeçam o fechamento do disjuntor de interligação, quando o circuito desta concessionária estiver desenergizado Inspeção e testes Devem ser apresentados os laudos de aferição, calibração e ensaios das proteções e demais comandos do sistema de paralelismo, antes da inspeção do referido sistema, para comparar os resultados obtidos com os valores de ajustes propostos A execução física do sistema dever obedecer fielmente ao projeto analisado, sendo a instalação recusada caso ocorra discrepâncias Devem ser verificados e testados todos os mecanismos e equipamentos que compõem o sistema de paralelismo, com acompanhamento de pessoal técnico da CEEE-D Devem ser realizadas diversas operações de entrada e saída do paralelismo para certificar-se do bom desempenho do sistema, com acompanhamento de pessoal técnico desta concessionária É reservado à CEEE-D o direito de efetuar em qualquer momento, inspeções nas instalações do consumidor para averiguação das condições do sistema de paralelismo. 6 VIGÊNCIA A presente Norma passa a vigorar a partir da data de sua aprovação, e anula as disposições que com ela colidirem. Elaborado pelo Departamento de Normalização/DPE. Responsável pela Elaboração da Norma Raul Fernando Ribeiro da Silva Engenheiro Eletricista CREA RS N.º Aprovada em 05 de Novembro de Rogério Sele da Silva, Diretor.

5 NTD PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 05/11/2009 Folha 5 ANEXO A TERMO DE RESPONSABILIDADE A Empresa, CGC n.º, representada pelo Engenheiro, registrado no CREA- sob o n.º, declara ser responsável pelo projeto, dimensionamento dos equipamentos, dispositivos de proteção e instalação do Sistema de Transferência Automática Rede/Gerador com Paralelismo Momentâneo, instalado no consumidor, CGC n.º, situado à, n.º, Município de, o qual é responsável pela operação e manutenção do referido Sistema, visando não energizar em hipótese alguma o alimentador da CEEE-D, quando este estiver fora de operação, assumindo total responsabilidade civil e criminal, na ocorrência de acidentes ocasionados por insuficiência técnica do projeto, defeitos ou operação inadequada dos equipamentos desse Sistema., de de 200. Assinatura do Responsável Técnico Assinatura do Responsável Consumidor

6 NTD PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 05/11/2009 Folha 6 ANEXO B DIAGRAMAS UNIFILARES Paralelismo Momentâneo Rede/Gerador na Média Tensão - Proteção Indireta

7 NTD PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 05/11/2009 Folha 7 ANEXO B DIAGRAMAS UNIFILARES Paralelismo Momentâneo Rede/Gerador na Baixa Tensão - Proteção Indireta

8 NTD PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 05/11/2009 Folha 8 ANEXO C DESCRIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS 27/47 - Relé de subtensão e inversão de fase, para abrir o disjuntor 1 (geral de entrada) na ocorrência de qualquer um desses eventos, com temporizador para não abrir o mesmo, no caso de uma falta transitória quando o consumidor estiver sendo alimentado pela rede Relé de subtensão, para abrir o disjuntor 2 na ausência de tensão da rede da CEEE-D e/ou inicializar a transferência de carga do gerador particular para a rede da CEEE-D no retorno de tensão Relé de sobrecorrente direcional instantâneo e temporizado de fase, para abrir o disjuntor 2 no caso do gerador contribuir para uma falta na rede, quando o sistema estiver em paralelo. 50/51-50/51N - Relés de sobrecorrente instantâneos e temporizados de fase e de neutro, para abrir os disjuntores 1 e 2 no caso de faltas internas no consumidor. 32/62 - Relé direcional de potência, para abrir o disjuntor 2 quando fluir para a rede um fluxo de potência maior do que o preestabelecido, quando o sistema estiver em paralelo, com temporizador Relé de sobretensão de fase, para detectar tensões inadequadas da rede e comandar o desligamento do disjuntor 1 (geral de entrada) Relé de medição do ângulo da fase entre duas fontes diferentes (rede e gerador), para comandar o desligamento do disjuntor de acoplamento de rede, caso o ângulo entre a fase da rede e do gerador ultrapasse um valor predeterminado. S.O.P. - Sistema de sincronismo, para comandar abertura e fechamento dos disjuntores que permitem o paralelismo, quando os dois circuitos estiverem nos limites desejados de freqüência e ângulo de fase para realizarem a operação.

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