REDE ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA À PESSOA COM DEFICIÊNCIA

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1 REDE ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA À PESSOA COM DEFICIÊNCIA

2 REDE ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA À PESSOA COM DEFICIÊNCIA A assistência à pessoa com deficiência no Brasil foi pautada por ações assistencialistas e/ou clientelistas, que encontravam junto a este segmento terreno propicio á sua intervenção. Em que pese os avanços obtidos com a implantação do Sistema Único de Saúde SUS, em 1988, a assistência à pessoa com deficiência, em particular a física, apresenta ainda insuficiências, que repercutem sobre o seu desempenho.

3 História 2001 a publicada a Portaria GM/MS nº 818 que cria a Rede Estadual de Assistência a Pessoa Portadora de Deficiência e Portaria MS/SAS nº 185, de 05 de junho de 2001, que incluiu a concessão de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção; publicada a Portaria SAS nº180, credenciando unidades prestadoras de serviços. O MS passa a financiar o atendimento na reabilitação através do FAEC (sem limite financeiro); as OPM- ortopédicas não- cirúrgicas tiveram seu financeiro mantido através do teto MAC, dos respectivos gestores, competindo com as demais necessidades assistenciais, o que limitou ou interrompeu o atendimento aos pacientes;

4 publicada a Portaria 2.381, de 10 de outubro, incorporando recursos ao Teto Financeiro anual de Média e Alta Complexidade, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para fortalecimento da implementação da Política Nacional de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência. Para São Paulo foram destinados R$ 6,7 milhões/ano, distribuídos entre os 54 serviços da Rede Estadual.

5 2008 Decreto institui a Rede de Reabilitação "Lucy Montoro" Art. 1- A Rede de Reabilitação "Lucy Montoro" integrará, nos termos da Política Estadual de Saúde da Pessoa com Deficiência, a Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência Física do SUS/SP.

6 Diagnóstico Sistema Único de Saúde - SUS, Universal e subfinanciado, gasta-se mais com o privado de que com o público Modelo fortemente hospitalar, curativo,prioriza as urgências, principalmente as traumáticas. Deficiências não são consideradas urgências o recurso já insuficiente não é priorizado para esta assistência

7 Diagnóstico No que concerne a área de atenção ä pessoa com deficiência, cabe destacar que historicamente tem sido subfinanciada. Os serviços de atenção a esta população, em que pesem os avanços obtidos, ainda são distribuídos, na sua maioria, de modo irregular, fragmentados e desarticulados entre si, com repercussões significativas sobre o desempenho da assistência. (Termo de Referência SP Del.CIB 83/2012)

8 Tabela População residente por tipo de deficiência, segundo a situação do domicílio, o sexo e os grupos de idade - Amostra - Características Gerais da População Tipo de deficiência permanente Unidade da Federação = São Paulo Variável = População residente (Pessoas) Situação do domicílio = Total Sexo = Total Grupos de idade = Total Ano = 2010 Deficiência visual - não consegue de modo algum Deficiência visual - grande dificuldade Deficiência visual - alguma dificuldade Deficiência auditiva - não consegue de modo algum Deficiência auditiva - grande dificuldade Deficiência auditiva - alguma dificuldade Deficiência motora - não consegue de modo algum Deficiência motora - grande dificuldade Deficiência motora - alguma dificuldade Mental/intelectual

9 Em São Paulo são mil de pessoas com deficiência Isto representa 29.81% da população do Estado que é de mil. No Brasil cerca de 24% da população apresenta algum tipo de deficiência.

10 Portaria 793, DE 24 DE ABRIL DE 2012 Institui a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde. Art. 1º - Esta Portaria institui a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, por meio da criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com deficiência temporária ou permanente; Progressiva, regressiva, ou estável; intermitente ou contínua, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

11 PORTARIA Nº 835, DE 25 DE ABRIL DE 2012Institui incentivos financeiros de investimento e de custeio para o Componente Atenção Especializada da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde. Art. 2º Fica instituído incentivo financeiro de investimento destinado à construção, reforma ou ampliação das sedes físicas dos pontos de atenção e do serviço de oficina ortopédica do Componente Atenção Especializada em Reabilitação, bem como para aquisição de equipamentos e outros materiais permanentes, da seguinte forma: I - construção de Centro Especializado em Reabilitação (CER): a) CER II -- R$ ,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) para CER com metragem mínima de 1000 m²; b) CER III - R$ ,00 (três milhões setecentos e cinquenta mil reais) para CER com metragem mínima de 1500m²; c) CER IV - R$ ,00 (cinco milhões de reais) para CER com metragem mínima de 2000 m²;

12 II - construção de Oficina Ortopédica: R$ ,00 (duzentos e cinquenta mil reais) para edificação mínima de 260 m²; III - reforma ou ampliação para qualificação de CER II, CER II e CER IV - até R$ ,00 (um milhão de reais); IV - aquisição de equipamentos e outros materiais permanentes: a) CER II - até R$ ,00 (um milhão de reais); b) CER III - até R$ ,00 (um milhão e quinhentos mil reais); c) CER IV - até R$ ,00 (dois milhões de reais); e d) Oficina Ortopédica - até R$ ,00 (trezentos e cinquenta mil reais).

13 Art. 7º Fica instituído incentivo financeiro de custeio nos seguintes valores: I - CER II - R$ ,00 (cento e quarenta mil reais) por mês; II - CER III - R$ ,00 (duzentos mil reais) por mês; III - CER IV - R$ ,00 (trezentos e quarenta e cinco mil reais) por mês; IV - Oficina Ortopédica fixa - R$ ,00 (Cinquenta e quatro mil reais) por mês; V - Oficina Ortopédica itinerante fluvial ou terrestre - R$ ,00 (dezoito mil reais) por mês; e VI - CEO - adicional de 20% (vinte por cento) calculado sobre o valor de custeio

14

15 Termo de Referência Publicação do Grupo Condutor Estadual Elaboração do Termo de Referencia norteador das ações para implantação da Rede Estadual de Cuidados a Pessoa com Deficiência. Em São Paulo foi construído em duas etapas. A segunda complementa o Termo de Referência da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência publicado na Deliberação CIB 61 de Aponta as diretrizes para elaboração do Plano de Ação Regional pelos Grupos Condutores Regionais.

16 Etapas de implantação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência Se fará em quatro fases após a organização dos Grupos Condutores Regionais- Diagnóstico e desenho regional da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência; Adesão à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência; Contratualização dos Pontos de Atenção; Implantação e acompanhamento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

17 Grupos Condutores Regionais Responsáveis pela operacionalização de todas as fases de implementação da Rede. O diagnóstico, a elaboração e o monitoramento e acompanhamento à execução do Plano de Ação serão acompanhados sistematicamente pelo Grupo Condutor Regional.

18 Diagnóstico Deve ser contemplado no diagnóstico, o descritivo qualitativo e quantitativo da Atenção Básica em Saúde, considerando que todas as pessoas com deficiência serão atendidas nessa instância, considerando seu papel de coordenação do cuidado e ordenação da Rede;

19 A população com deficiência, com base nos dados do Censo IBGE 2010; A apresentação da demanda reprimida para acesso aos serviços existentes, nas diferentes modalidades de deficiência e de tipo de serviço oferecido (casos novos, reabilitação, seguimento crônico, reintegração/readaptação funcional, OPM);

20 A existência de Serviços de Atendimento Domiciliar/ Equipes de Atenção Domiciliar, sua distribuição na região e capacidade de cobertura da demanda estimada; Os serviços existentes, por modalidade de deficiência e grau de adequação ao que estabelecem os instrutivos do Ministério da Saúde;

21 O descritivo da oferta, incluindo serviços existentes por tipo de deficiência atendida, quantitativo de procedimentos oferecidos, oferta de OPM; O descritivo qualitativo e quantitativo da rede de urgências regional e indicação de existência ou não de serviços de urgência qualificados para a prevenção de deficiências, através de protocolos específicos e equipes multiprofissional capacitadas, e para o atendimento de pessoas com deficiências;

22 Os serviços hospitalares de média e alta complexidade existentes e acessíveis ao atendimento e tratamento de pessoas com deficiência; O modo como ocorre a articulação dos serviços existentes no âmbito regional;

23 A existência de instância reguladora formal (municipal e/ou regional) e de protocolos de referência e contra-referência; Informar se a regulação está sob controle do gestor, que financia a prestação de serviços, define protocolos, fluxos de referência, disponibilidades, indicadores, metas, planejamento. Existência de pactuação regional com definição de responsabilidades pela prestação de serviços e de financiamento;

24 A existência de ações de educação permanente para formação na atenção à pessoa com deficiência nos diferentes pontos de atenção; A existência de instituições formadoras de profissionais de saúde para atenção à pessoa com deficiência; O descritivo do serviço de transporte sanitário, quando houver;

25 O grau de incorporação de tecnologia de informação atualmente existente nos serviços; A integração intersetorial (existência de programas comuns com outros setores responsáveis por políticas públicas); A integração com a sociedade civil (existência de instrumentos de cooperação com entidades sociais representativas de pessoas com deficiência);

26 A presença do tema atenção à pessoa com deficiência nas atividades do Controle Social do município; O Financiamento: fontes de recursos (investimento e custeio), valor anual total destinado a ações de assistência em saúde à pessoa com deficiência na região, participação dos tres entes federativos no financiamento (quem participa, quanto aporta anualmente);

27 A existência de indicadores, metas e planejamento específico para a organização de cuidados à pessoa com deficiência.

28 Elaboração do Plano de Ação Na elaboração do Plano, com base nos resultados obtidos no Diagnóstico, estabelecer as ações, os objetivos e metas a serem alcançadas a curto, médio e longo prazo. Na Atenção Básica em Saúde relacionar as principais atribuições e competências com vistas aos cuidados à pessoa com deficiência em âmbito locorregional, considerando sua condição de principal porta de acesso aos serviços públicos de saúde, e suas funções de regulação de fluxos de referência e contrarreferência no sistema (cfe. Portarias 1559/2008, 2488/2011 e 793/2012);

29 Propor a implantação/adequação/fortalecimento do Serviço de Atendimento Domiciliar/Equipes de Atenção Domiciliar na região, estabelecendo metas; Estabelecer as necessidades de ampliação/implantação e adequação de serviços especializados (Centros Especializados em Reabilitação-CER e Centros de Especialidades Odontológicas- CEO), os hospitais de referencia para procedimento odontológico sob sedação em centro cirúrgico, considerando a oferta já existente, as necessidades estimadas, os requisitos estabelecidos nos instrutivos complementares à Portaria 793/2012 e especificações da Portaria 835/2012;

30 Estabelecer as necessidades de adequação da rede de urgência e emergência locorregional para implantação/adequação de rotinas de prevenção de deficiências e assistência a pessoas com deficiências; Propor a implantação/adequação de rotinas e protocolos de regulação da rede regional de assistência à pessoa com deficiência;. Estabelecer metas para que toda a oferta de procedimentos e serviços da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência esteja sob regulação do Complexo Regulador Estadual, Regional ou Municipais

31 Contratualização e Habilitação dos Pontos de Atenção Implantação e acompanhamento das ações e metas estabelecidas no Plano de Ação Regional. O monitoramento e acompanhamento da implantação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência se dará concomitante e integradamente pelos gestores municipais, gestor estadual, Grupo Condutor Regional, Grupo Condutor Estadual e Ministério da Saúde, a partir das ações e metas estabelecidas nos Planos de Ação Regionais e nos contratos de gestão assinados, bem como previsões da regulamentação da referida Rede

32 A deficiência faz parte da condição humana. Quase todas as pessoas terão uma deficiência temporária ou permanente em algum momento de suas vidas, e aqueles que sobreviverem ao envelhecimento enfrentarão dificuldades cada vez maiores com a funcionalidade de seus corpos.

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