UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE CURSO DE FARMÁCIA JOICE ELENIR VIEIRA DA SILVA

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1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE CURSO DE FARMÁCIA JOICE ELENIR VIEIRA DA SILVA ANÁLISE COMPARATIVA DOS MEDICAMENTOS DISPONÍVEIS EM UM HOSPITAL COM A LISTA DA RENAME E OMS OS PRIMEIROS PASSOS PARA O PROCESSO DE SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS CRICIÚMA, JUNHO DE JOICE ELENIR VIEIRA DA SILVA

2 ANÁLISE COMPARATIVA DOS MEDICAMENTOS DISPONÍVEIS EM UM HOSPITAL COM A LISTA DA RENAME E OMS OS PRIMEIROS PASSOS PARA O PROCESSO DE SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS Projeto de trabalho de conclusão de curso, apresentado para o curso de Farmácia da Universidade o Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador (a): Ângela Erna Rossato CRICIÚMA, JUNHO DE INTRODUÇÃO

3 A utilização ineficiente e irracional de medicamentos é um problema que afeta todas as esferas da saúde. O gasto supérfluo por paciente derivado de práticas ineficientes e o uso irracional acontecem geralmente com maior freqüência nos hospitais. Este fato é particularmente preocupante por que os recursos financeiros são escassos e por que os prescritores das comunidades com freqüência copiam as práticas dos prescritores hospitalares (WHO, 2003). Desde a antiguidade até a atualidade, é possível detectar o elevado consumo de medicamentos nas instituições hospitalares (MAIA NETO, 2005), pois a prescrição de medicamentos, continua sendo a intervenção médica mais frequentemente utilizada (ORDOVÁS; CLIMENTE; POVEDA, 2002). A terapia medicamentosa, portanto, representa uma das maiores parcelas dos custos hospitalares (CAVALLINI; BISSON, 2002). A organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a cobertura terapêutica da população, em uma política de assistência médico-farmacêutica, com cerca de 270 fármacos básicos (CAVALLINI, BISSON, 2002). Contrastando a esta política, verifica-se a presença da Indústria Farmacêutica, que com seu perfil inovador, disponibiliza no mercado, um grande número de especialidades farmacêuticas (GOMES; REIS, 2001; MARIN et al, 2003). Até o momento não se demonstrou que um grande número de medicamentos disponíveis resulta em maiores benefícios para a saúde do que um número mais limitado de produtos. Ao contrário, a existência de um número elevado de medicamentos pode gerar transtorno em todo o ciclo da assistência farmacêutica, na prescrição e na utilização dos mesmos (FEFER, 1999). No Brasil, além do elevado numero de medicamentos lançados no mercado, é possível deparar-se ainda com medicamentos sem comprovação de eficácia clínica, inadequada política de registro de comercialização de produtos farmacêuticos e, pressão das indústrias através das propagandas de medicamentos, propiciando o uso irracional (GOMES; REIS; 2001). Uma estratégia para minimizar estes problemas e divulgada pela OMS para promover o uso racional de medicamentos é a criação de comitês voltados aos medicamentos nas instituições hospitalares, também chamados aqui no Brasil de

4 Comissão de Farmácia e Terapêutica. Estes comitês são formados por uma equipe multiprofissional e são criados para assegurar o uso seguro e racional dos medicamentos dentro das instituições (OMS, 2002). A Comissão de Farmácia e Terapêutica são instâncias, dentro de hospitais ou clínicas de atendimentos básicos, responsáveis pela avaliação do uso clínico dos medicamentos, desenvolvendo políticas para gerenciar o uso, a administração e o sistema de seleção. Funcionam como um foro que avalia e discute todos os aspectos do tratamento medicamentoso e orientam as áreas médicas, de enfermagem, administrativas e de farmácia sobre temas relacionados a medicamentos (GREEN et al, 2003). Uma comissão de farmácia e terapêutica bem sucedida precisa dispor de lideranças e membros apropriados, sendo composta por um grupo multidisciplinar de profissionais incluindo médicos, enfermeiros, farmacêuticos e um representante da direção do hospital. Uma das suas principais funções é avaliar e selecionar medicamentos para a padronização e promover sua revisão periódica (CEBRIM/CFF, 2003). A Seleção de Medicamentos é um processo dinâmico, contínuo, multidisciplinar e participativo. Assegura ao hospital acesso aos medicamentos mais necessários, adotando critérios de eficácia, segurança, qualidade e custo. Promove a utilização racional dos medicamentos. O uso racional dos medicamentos otimiza o equilíbrio entre eficácia, segurança e custo da assistência hospitalar (GOMES; REIS, 2001). A etapa de seleção de medicamentos constitui uma das atividades básicas dos hospitais e seu avanço e desenvolvimento é parte prioritária dos serviços da farmácia hospitalar. É a partir do resultado do processo de seleção de medicamentos que se estabelece o sistema racional de distribuição e informação de medicamentos (OPAS/OMS, 1997). A seleção de medicamentos é considerada o eixo do Ciclo da Assistência Farmacêutica, as demais atividades desse ciclo são desenvolvidas com base no elenco de medicamentos selecionados, tanto na atenção ambulatorial quanto na hospitalar, buscando estruturar e organizar sistemas efetivos (MARIN et al, 2003). Entende-se que

5 no ciclo da Assistência Farmacêutica, o resultado de uma atividade é o ponto de partida da outra e a ausência de uma delas, ou sua execução de forma inadequada, acaba impedindo o correto funcionamento de todo o ciclo (CONASS, 2004). A seleção de medicamentos constitui em um processo de escolha daqueles medicamentos eficazes e seguros, imprescindíveis ao atendimento das necessidades de uma dada população, tendo como base as doenças prevalentes, com a finalidade de garantir a terapêutica medicamentosa de qualidade nos diversos níveis de atenção à saúde (BRASIL, 2001). O objetivo da seleção é proporcionar ganhos terapêuticos e econômicos. Os ganhos terapêuticos referem-se à promoção do uso racional e à melhoria da resolutividade terapêutica-acesso a medicamentos eficazes, seguros e voltados às doenças prevalentes. Os ganhos econômicos referem-se à racionalização dos custos dos tratamentos e, conseqüentemente, à otimização dos recursos humanos, materiais e financeiros disponíveis (MARIN et al., 2003). A seleção de medicamentos fornece informações confiáveis e atualizadas aos prescritores e aos demais profissionais de saúde, proporcionando várias vantagens à instituição, seja pública ou privada, sendo assim: Promove o uso racional dos medicamentos e assegura o acesso aos fármacos mais necessários, levando em conta à segurança, eficácia, qualidade e custo, uma vez que desmotiva o uso de medicamentos pouco efetivos, desnecessários e de qualidade duvidosa; Provê de um mecanismo efetivo de manutenção da prescrição e controle de custos, já que evita a duplicação de prescrições e o uso inadequado de medicamentos através da utilização de um número restrito de medicamentos na instituição; Facilita a atualização da equipe de saúde no uso apropriado de medicamentos através de informação objetiva e científica sobre os medicamentos selecionados publicados no formulário; Promove o uso da Denominação Comum Brasileira (DCB) na prescrição e manejo administrativo dos medicamentos (AGUILAR; BITTNER, 1997).

6 Para implementação de um processo de seleção de medicamentos, é recomendável seguir as seguintes etapas: Escolha da comissão de seleção de medicamentos; Nomeação da Comissão da Farmácia e Terapêutica; Levantamento do perfil farmacológico do hospital; Análise do nível assistencial e da infra-estrutura de tratamento existentes no hospital; Análise do padrão de utilização de medicamentos; Definição dos critérios de seleção a serem adotados; Seleção dos medicamentos, com o desenvolvimento de formulários e métodos a serem empregados; Edição e divulgação do formulário farmacêutico; Atualização anual do formulário farmacêutico (GOMES; REIS, 2001; MARIN et al, 2003; FERRACINI; BORGES FILHO, 2005). O trabalho de seleção e padronização de medicamentos, com especial atenção ao seu processo de implementação, quando desenvolvido técnico e estrategicamente de maneira correta, torna possível que os indivíduos, atuando como grupo maximizem os resultados em relação aos recursos disponíveis favorecendo a aplicação de uma terapêutica racional no ambiente hospitalar (MARIN et al, 2003). Dentre as atividades da Comissão de Farmácia e Terapêutica, está será incumbida de realizar o levantamento do perfil farmacológico do hospital no intuito de iniciar a formação de Relação de Medicamentos Padronizados tendo por base a Lista de Medicamentos da OMS e a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME). O surgimento dessa relação reflete o desenvolvimento adequado do processo de seleção, considerando à prevenção e o tratamento das patologias mais atendidas pela instituição correspondente (GOMES; REIS, 2001; MARIN et al, 2003). A lista modelo da RENAME juntamente com a Lista Modelo de Medicamentos da OMS, no ambiente hospitalar, pode ser uma referência na orientação

7 e elaboração da Relação de Medicamentos Padronizados, instrumento este pertencente ao processo de Seleção e Padronização de medicamentos, podendo ser adaptados à realidade de cada instituição, segundo suas características locais, perfil epidemiológico da população e, disponibilidades dos medicamentos no mercado (BRASIL, 2002). Selecionar os medicamentos é atividade que necessita de comparações e escolhas fundamentais cientificamente, para as quais torna-se vital o uso de métodos e ferramentas capazes de produzir informações com qualidade e quantidade suficiente para a correta orientações das decisões a serem tomadas. Assim os dois critérios primordiais para a seleção de medicamentos devem ser eficácia e segurança (MARIN et al, 2003). A eficácia e segurança, por sua vez, podem ser alcançadas quando respeitados os critérios estabelecidos pela lista de medicamentos da OMS e Relação Nacional de Medicamentos Essenciais que, propõe-se a selecionar os medicamentos mais adequados para atender as necessidades de assistência à saúde da maioria da população. Seguem os critérios adotados: Valor Terapêutico comprovado, com suficientes informações clínicas na espécie humana e em condições controladas, sobre a atividade terapêutica e farmacológica; Baixa toxicidade; Composição perfeitamente conhecida, como somente um princípio ativo excluindo-se sempre que possível, as associações fixas; Denominação pelo princípio ativo, conforme DCB, ou na sua falta, DCI; Informações suficientes sobre as características farmacocinéticas, farmacodinâmicas e farmacotécnicas; Estabilidade em condições de estocagem e uso; Menor custo de aquisição, armazenamento, distribuição e controle; Menor custo no tratamento/dia e custo total do tratamento, resguardadas a qualidade; segurança e eficácia; Formas farmacêuticas, apresentações e dosagem, considerando: Comodidade para administração aos pacientes; Faixa etária; Facilidade para

8 cálculo da dose a ser administrada; Facilidade de fracionamento ou multiplicações da dose; Necessidade da maioria da população (BRASIL, 2001). Quando dois ou mais medicamentos forem similares na qualidade, biodisponibilidade e estabilidade sob condições de armazenamento e uso, a seleção deverá ser feita com base em uma cuidadosa avaliação de suas relativas eficácias, inocuidade, qualidade, preço e disponibilidade (WHO, 1997). A Relação de Medicamentos Padronizados no hospital é uma publicação geralmente em forma de Manual que contém a lista de medicamentos selecionados para o uso na instituição. A lista deve ser concisa, completa e de fácil consulta, e a revisão deve ser realizada periodicamente (GOMES; REIS, 2001; BRASIL, 2002). Ao se implementar a Relação de Medicamentos Padronizados, composta somente por medicamentos cuja eficácia clínica é comprovada através da Medicina Baseada em Evidências é essencial que o Serviço de Farmácia incentive sua difusão e o comprimento da padronização de medicamentos do hospital. A habilidade da Comissão de Farmácia e Terapêutica para escolher os melhores fármacos e conscientizar os médicos sobre a relevância da seleção é importante para o êxito da implementação da Relação dos Medicamentos (ORDOVÁS; CLIMENTE; POVEDA, 2002). Apesar do processo de Seleção de Medicamentos caracterizar-se como uma ferramenta poderosa em prol do Uso Racional de Medicamentos, nos hospitais do sul do estado de Santa Catarina, esta atividade é insuficiente. Em um trabalho realizado por Rossato (2008) em 25 Farmácias Hospitalares do Sul do Estado de Santa Catarina, verificou-se que em relação ao processo de seleção e padronização de medicamentos, considerado o eixo do Ciclo Logístico da Assistência Farmacêutica, nenhum hospital entrevistado dispõe de uma Comissão de Farmácia e Terapêutica e em 68% dos hospitais em estudo a escolha dos medicamentos é realizada exclusivamente pelos médicos. A participação do farmacêutico no processo de escolha dos medicamentos ocorre em apenas oito instituições. Em todas as instituições, independente da freqüência, há a prescrição de medicamentos não padronizados e em 80% dos casos o

9 critério utilizado para a aquisição destes medicamentos é a solicitação médica, evidenciando a falta de uma metodologia objetiva e explicitada, cientificamente comparativa e documentada para a realização do processo de seleção e padronização de medicamentos (ROSSATO, 2008). Cabe ressaltar, que o Processo de Seleção de Medicamentos como estratégia para seu Uso Racional é um assunto recente em nosso país e conseqüentemente ainda pouco conhecido por nossos profissionais (MARQUES, ZUCCHI, 2006). E a tarefa de diagnosticar a necessidade terapêutica do paciente e identificar os medicamentos disponíveis estabelecendo custo-benefício requer conhecimentos não oferecidos na formação dos profissionais de saúde (RUMEL, et al, 2006). No ano de 2005, foi publicado o primeiro estudo internacional sobre a extensão da formação dos profissionais sobre a promoção racional dos medicamentos e constatou-se que na maioria dos casos, o assunto está incluído dentro do currículo, mas o tempo voltado a este tópico é de somente uma a quatro horas diárias. Associado aos fatores acima, temos ainda a relação, nem sempre benéfica, entre a indústria farmacêutica e os profissionais da área da saúde. Sendo assim, a formação de estudantes de medicina e de farmácia tem um papel crucial nas práticas futuras voltadas ao uso racional de medicamentos (MINTZES, 2005). Tendo em vista as inúmeras vantagens que um processo de Seleção e Padronização de Medicamentos propicia aos pacientes, a instituição hospitalar e ao Sistema de Saúde como um todo, é de suma importância incentivar e iniciar esta atividade nos ambientes hospitalares. No entanto para isso faz-se necessário, cumprir uma série de etapas iniciais que servirão de ponto de partida para as demais. Diante do exposto o presente trabalho tem como objetivo realizar um levantamento dos medicamentos disponíveis em um hospital situado no sul do estado de Santa Catarina classificá-los farmacologicamente e confrontá-los com a lista RENAME e lista modelo de OMS.

10 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Instigar os profissionais e propor uma estratégia viável para iniciar um processo de Seleção de Medicamentos, com base em literaturas nacionais de fácil acesso, documentos disponíveis em sites, RENAMEs e a Lista Modelo da OMS. 2.2 Objetivos Específicos Realizar levantamento in loco dos medicamentos disponíveis no hospital; Categorizar os medicamentos segundo os Grupos Farmacológicos estabelecidas pela RENAME e lista Modelo da OMS; Comparar os medicamentos disponíveis na instituição com os medicamentos contemplados na lista RENAME e na Lista da OMS. Realizar análise comparativa, dos medicamentos disponíveis no hospital e não contemplados nas listas, em literaturas confiáveis e acessíveis aos profissionais de saúde, detalhando as etapas deste processo.

11 3. METODOLOGIA 3.1 Delineamento da Pesquisa O presente estudo constitui-se de um estudo comparativo dos medicamentos disponíveis em um hospital, buscando realizar levantamento in loco dos medicamentos disponíveis no hospital, caracterizando-as segundo os Grupos Farmacológicos, comparando-as com a RENAME e lista Modelo da OMS e posteriormente realizar uma análise comparativa, dos medicamentos disponíveis no hospital e não contemplados nas listas, em literaturas confiáveis e acessíveis aos profissionais de saúde, detalhando as etapas deste processo. 3.2 Local do estudo A instituição, onde será realizado o estudo é uma instiuição hospitalar, localizado na região sul do estado de Santa Catarina. É um hospital geral e atende a população de toda a região sul de SC. 3.4 Procedimento para a coleta dos dados

12 O presente projeto será apresentado à Administração da Instituição Hospitalar. Logo darseá início as atividades no hospital. Ressaltamos a garantia da confidencialidade da instituição participante. A coleta documental darseá in loco, onde será anotados todos os nomes dos medicamentos, conforme sua concentração e formas farmacêuticas disponível no hospital. 3.5 Organização e tabulação dos dados Os dados coletados por meio de anotações, serão organizados na forma de tabelas, segundo sua classificações e posteriormente descritos e comparados com a literatura pertinenete. 3.6 Aspectos Éticos Por tratar-se de um estudo de análise documental os dados serão coletados in loco, pela pesquisadora, não há riscos que ameaçam a vida ou o bem-estar dos indivíduos envolvidos no estudo. Todos os procedimentos para a coleta de dados não são invasivos sob o aspecto físico. A pesquisa será realizada sob o consentimento da Administração do hospital. Salientamos que se por ventura a instituição recusar a continuidade do estudo, este será abandonado, sem danos à mesma. Os resultados da pesquisa serão tornados públicos, sejam eles favoráveis ou não, entretanto o sigilo será garantido, assegurando a privacidade da instituição pesquisada e não há despesas para a instituição participante. Os dados serão arquivados pelo orientador e pelo pesquisador principal até o término do estudo. Após a sua conclusão, os mesmos serão lançados em artigo científico.

13 4. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES DE PESQUISA Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Nove Levantamento X X x x bibliográfico Definição da X X x Metodologia Submissão do x Projeto ao Comitê de Ética em Pesquisa UNESC Apresentação do x Projeto à Direção do Hospital Coleta de dados x x mbro Analise e tabulação de dados Redação do Artigo Apresentação do artigo x x x x

14 5. ORÇAMENTO DOS GASTOS COM A PESQUISA Discriminação Valor R$ 150 folhas de papel A4 5,00 1 cartucho de tinta para impressora 20,00 Xeróx 15,00 Caneta 1,50 Total 41,50

15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUILAR, N. G.; BITTNER, M. R. Guia para el Desarrollo de Serviços Farmacêuticos: selección y formulário de medicamentos. OPAS/OMS, BRASIL. Ministério da Saúde. Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar. 3 ed. Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. Gerência Técnica de Assistência Farmacêutica. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. 3 ed. Brasília: CAVALLINI, M. E.; BISSON, M. P. Farmácia hospitalar: Um Enfoque em Sistemas de Saúde.1 ed. São Paulo: Manole, p. CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÕES SOBRE MEDICAMENTOS (CEBRIM); CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Comissão de Farmácia e Terapêutica: Instrumento para promover o uso racional de medicamentos. Farmacoterapêutica, Brasília, out/dez; n04: p.01-04, CONSELHO NACIONAL DOS SECRETÁRIOS DE SAÚDE. Para entender a gestão do Programa de Medicamentos de Dispensação em Caráter Excepcional. Brasília: CONASS, p. FEFER, E. Uso racional de medicamentos. IN: BERMUDEZ, J. A. Z.; BONFIM, J. R. A (Org). Medicamentos e a reforma do setor de saúde. São Paulo: Hucitec, p. FERRACINI, F. T.; BORGES FILHO, W. M. Prática Farmacêutica no ambiente hospitalar: do planejamento à realização. São Paulo: Atheneu, p. GOMES, M. J. V. M.; REIS, A. M. M. Ciências farmacêuticas uma abordagem em farmácia hospitalar. São Paulo: Atheneu, p.

16 GREEN, T.; BEITH, A.;CHALKER,J. Drugs and therapeutics committees: vehicles for improving rational drug use. WHO.Essential Drugs Monitor, n. 32, p , MAIA NETO, J. F. Farmácia Hospitalar: e suas interfaces com a saúde. 1 ed. São Paulo: RX, p. MARIN, N.; LUIZA, V. L.; OSÓRIO-DE-CASTRO, C. G. S.; MACHADO-DOS-SANTOS, S. Assistência farmacêutica para gerentes municipais. Rio de Janeiro: OPAS/OMS, p. MARQUES, D. C; ZUCCHI, P. Comissões farmacoterapêuticas no Brasil: aquém das diretrizes internacionais. Rev Panam Salud Publica, Washington, v. 19, n. 1, Disponível em: <http://www.scielosp.org/>. Acesso em: 01 Dez MINTZES, B. Educational initiatives for medical and pharmacy students about drug promotion: an international cross-sectional survey. World Health Organization (WHO) and Health Action International (HAI), European Union p. ORDOVÁS, J.P.; CLIMENTE, M.; POVEDA, J.L. Selección de medicamentos y Guia Farmacoterapéutica. In: SOCIEDADE ESPAÑOLA DE FARMACIA HOSPITALARIA. Farmácia Hospitalaria Disponível em <www.sefh.es>.acesso em: 04 de junho de ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD (OMS). Perspectivas políticas sobre medicamentos de la OMS: Promoción del uso racional de medicamentos: componentes centrales. Ginebra/Suiza: setembro, Disponible em: <http://www.who.int/en/>. Acesso em: 28/04/2009. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE/ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OPAS/OMS). Guia para el Desarrollo de Serviços Farmacêuticos Hospitalários: Seleción y Formulário de Medicamentos. Washington: OPAS, p. (SÉRIE 5.1). ROSSATO, A.E. Diagnóstico dos Procedimentos Relacionados à Assistência Farmacêutica das Farmácias Hospitalares dos hospitais de pequeno e médio porte do sul do Estado de Santa Catarina Brasil p. Dissertação (Mestrado em Farmácia). Centro de Ciências da Saúde. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. RUMEL, D.; NISHIOKA, S.A.; SANTO, A.A.M. Intercambialidade de medicamentos: abordagem clínica e o ponto de vista do consumidor. Revista Saúde Pública, v.40(5), p , WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Management Sciences For Health. Managing drug supply: the selection, procurement, distribution, and use of pharmaceuticals. West Hartford: Kumarian Press, World Health Organization (WHO). Drug and therapeutics committees. A practical guide. Geneva

17 APÊNDICE A - Declaração de Anuência Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC Departamento de Farmácia DECLARAÇÃO DE ANUÊNCIA Declaro para os devidos fins que tomei conhecimento dos objetivos do projeto: Análise Comparativa dos Medicamentos Disponíveis em um Hospital com a Lista da RENAME e a Lista da OMS, bem como dos procedimentos de pesquisa a serem realizados. Como representante legal da instituição hospitalar, Fundação Hospitalar Santa Otília, do município de Orleans, estou de acordo com a realização da pesquisa nos termos propostos, nas dependências desta Instituição. Assinatura do Representante Legal da Instituição Hospitalar, / /

18 APÊNDICE B - Declaração do Consentimento Livre e Esclarecido Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC Departamento de Farmácia PROTOCOLO DE PESQUISA CIENTÍFICA DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (Resolução nº 196/96 e nº 251/97, do Conselho Nacional de Saúde/MS) Título do Projeto: Análise Comparativa dos Medicamentos Disponíveis em um Hospital com a Lista da RENAME e a Lista da OMS. Objetivos e Finalidades do Projeto: Realizar um levantamento dos medicamentos disponíveis em um hospital situado no sul do estado de Santa Catarina classificá-los farmacologicamente e confrontá-los com a lista RENAME e lista modelo de OMS. Coordenação do projeto: Professora Ângela Erna Rossato (Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC) (Fone: (48) ;(48) IDENTIFICAÇÃO DO ENTREVISTADO OU RESPONSÁVEL LEGAL Nome do entrevistado: Nome do responsável legal: (quando for o caso) Doc. Identificação: Doc. Identificação: CONSENTIMENTO PÓS- INFORMAÇÃO 1. Declaro que, em / /, concordei em participar, na qualidade de entrevistado, do projeto de pesquisa acima referido, após devidamente informado sobre os objetivos e finalidades do mesmo. 2. As informações fornecidas aos pesquisadores serão utilizadas na exata medida dos objetivos e finalidades do projeto de pesquisa, sendo que minha identificação será mantida em sigilo e sob a responsabilidade dos coordenadores. 3. Não receberei nenhuma remuneração e não terei qualquer ônus financeiro pelo meu consentimento espontâneo em participar do projeto de pesquisa. 4. Independente deste consentimento, fica assegurado meu direito a retirar-me da pesquisa, em qualquer momento e por qualquer motivo, sendo que para isto comunicarei minha decisão ao coordenador do projeto, acima identificado., / / Assinatura do entrevistado Assinatura do entrevistador

19 APÊNDICE C - Carta de Apresentação do Estudo Universidade do extremo sul catarinense-unesc Departamento de Farmácia Criciúma, de de Prezado(a) Senhor (a), Meu nome é Joice Elenir Vieira da Silva, sou estudante da Graduação em Farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense e estou desenvolvendo sob orientação da professora Angela Erna Rossato, meu Trabalho de Conclusão de Curso que tem como tema central o processo de Seleção e Padronização no ambiente hospitalar. O presente estudo constitui-se de uma pesquisa documental, utilizando como técnica de coleta de dados a análise documental, buscando realizar levantamento in loco dos medicamentos disponíveis no hospital, caracterizando-as segundo as classes farmacológicas, comparando-as com a RENAME e lista Modelo da OMS e elencando os Equivalentes Terapêuticos. Este levantamento e as análises comparativas são o ponto de partida para futuramente iniciar um processo de Seleção e Padronização de Medicamentos, segundo os critérios da OMS. Dessa forma, solicitamos a colaboração desta instituição para a realização da pesquisa nos termos propostos, nas dependências desta instituição. Antecipadamente agradecemos a atenção Acadêmica:Joice Elenir Vieira Da Silva Professora: Angela Erna Rossato Fone : (48) Fone: ;

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23 JOICE ELENIR VIEIRA DA SILVA ANÁLISE COMPARATIVA DOS MEDICAMENTOS DISPONÍVEIS EM UM HOSPITAL COM A LISTA DA RENAME E OMS OS PRIMEIROS PASSOS PARA O PROCESSO DE SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS Trabalho de Conclusão de Curso, em formato de artigo, apresentado para obtenção do grau de Farmacêutico no curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador (a): Prof. (ª) Angela Erna Rossato ARTIGO ORIGINAL CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2009

24 ANÁLISE COMPARATIVA DOS MEDICAMENTOS DISPONÍVEIS EM UM HOSPITAL COM A LISTA DA RENAME E OMS OS PRIMEIROS PASSOS PARA O PROCESSO DE SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS COMPARATIVE ANALYSIS OF AVAILABLE MEDICINE IN THE HOSPITAL WITH THE LIST OF RENAME AND OMS, abbreviations in Portuguese THE FIRST STEPS FOR THE SELECTION PROCESS OF MEDICINE Joice Elenir Vieira da SILVA 1 ; Angela Erna ROSSATO 2 1 Acadêmica do curso de farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense -UNESC no município de Criciúma (SC). ²Professora Orientadora do Curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense UNESC. Correspondência: Joice Elenir Vieira da Silva. Endereço para correspondência: Universidade do Extremo Sul Catarinense -UNESC Departamento de Farmácia, Bloco S, 2ºandar. Avenida Universitária Bairro Universitário - C.P CEP: Criciúma/SC RESUMO:

25 O processo de Seleção assegura ao hospital acesso aos medicamentos necessários ao perfil epidemiológico da instituição, adotando critérios de eficácia, segurança, qualidade e custo. No entanto em virtude da sua complexidade muitos hospitais não conseguem implementá-lo. O presente trabalho tem como objetivo propor uma estratégia viável para iniciar um processo de Seleção de Medicamentos. Trata-se de um estudo Comparativo dos medicamentos disponíveis em um hospital, buscando realizar levantamento in loco dos medicamentos disponíveis, em um hospital de médio porte localizado no sul do Estado de Santa Catarina, caracterizando-os segundo os Grupos Farmacológicos, comparando-os com a RENAME e lista Modelo da OMS, posteriormente realizar uma análise comparativa, dos medicamentos disponíveis no hospital e não contemplados nas listas, em literaturas confiáveis e acessíveis aos profissionais de saúde, detalhando as etapas deste processo. Como principais resultados destacam-se: o hospital em estudo não disponibiliza de uma Comissão de Farmacia e Terapêutica e de uma Relação de Medicamentos Padronizados; dos 236 medicamentos disponíveis no hospital, temos, que 104 estão contemplados nas duas listas (44%), 39 medicamentos somente na RENAME (17%) e 10 medicamentos somente na Lista Modelo da OMS (4%), totalizando 65% dos medicamentos contemplados em uma ou nas duas listas e 35% que corresponde a 83 medicamentos não estão contemplados, em nenhuma das listas. Em relação a literatura consultada, dos 83 medicamentos analisados, quatro estavam contemplados nos Pareceres de Exclusão da RENAME 2006 (11,76%) e 67,64% estavam contemplados no livro [Farmacologia clínica: fundamentos da terapêutica racional.],totalizando aproximadamente 79,4% dos medicamentos não contemplados em nenhuma das listas que foram encontradas informações em fontes nacionais, de fácil acesso e que seguem os critérios da Medicina Baseada em Evidências. O trabalho realizado sinaliza que no hospital em estudo o processo de Seleção e Padronização de Medicamentos nos moldes preconizados inexiste e que com a sistemática proposta neste trabalho é possível inicar e repensar esta prática. Palavras-chave: Seleção de Medicamentos. Hospital. RENAME. Lista Modelo da OMS. ABSTRACT The selection process ensures the hospital the access to the needed medicine for the epidemiological profile of the institution. The criteria of effectiveness, safety, quality and cost

26 were adopted. However, because of its complexity, many hospitals cannot implement it. The current paper aims to propose a feasible strategy to start de medicine selection process.this is a comparative study of available drugs isa hoapital, research which tries to look into the available medicine in loco, in a medium hospital located south state of Santa Catarina, Brazil, characterizing them according to their Pharmacological Groups, comparing them with Rename and the model list of OMS. Afterwards, it is carried out a comparative analysis of the available medicine in hospitals but is not seen in the lists, in reliable literature, and it is not possible for the health professionals. It gives the details of the steps of this process. As the main results are highlighted: the studied hospital does not provide a Commission of Pharmacy and Therapeutics or a List of Standard Medicine; from the 26 available drugs in the hospital, 104 are contemplated in the two lists (44%), 39 drugs are only in RENAME (17%) and 10 ones are only in the Model List of OMS (4%), adding up to 65% of the medicine contemplated in one or both lists and, 35% that correspond to 83% of medicine that are not contemplated in no list at all. Concerned to the consulted literature, from all the 83 drugs analyzed, four of them were contemplated in Exclusion Concepts of RENAME 2006 (11.76%) and 67.64% were contemplated in the book Clinical Pharmacology: fundaments of the rational therapeutics, adding up to nearly 79.4% of the medicine non-contemplated in any of the lists where there was information from national sources of easy access and that follow the criteria of medicine based in evidences. The work points out that, in the studied hospital, the process of medicine selection and standardization does not exist in the proclaimed standard and that, with the methodology proposed in this paper, it is possible to begin to rethink about this practice. Key words: Medicine selection, hospital, RENAME, Model List of OMS INTRODUÇÃO A utilização ineficiente e irracional de medicamentos é um problema que afeta todas as esferas da saúde. O gasto supérfluo por paciente derivado de práticas ineficientes e o uso

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