ESPECIAL CHINA A REVOLUÇÃO VIRÁ DO CAMPO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESPECIAL CHINA A REVOLUÇÃO VIRÁ DO CAMPO"

Transcrição

1 ESPECIAL CHINA A REVOLUÇÃO VIRÁ DO CAMPO PÚBLICO, DOMINGO 4 NOVEMBRO 2012

2

3 JASON LEE/REUTERS A REVOLUÇÃO VIRÁ DO CAMPO PAULO MOURA A maioria dos 180 mil protestos de massas que todos os anos rebentam na China ocorre nos campos. Os camponeses foram as principais vítimas do maoísmo, apesar de a revolução ter sido feita por eles e para eles. Quando as reformas de Deng Xiaoping abriram o país à economia de mercado, foi nos campos que surgiu a revolução capitalista. A iniciativa dos camponeses criou a riqueza que levou ao desenvolvimento das cidades. Agora que este crescimento está a roubar as terras aos camponeses, é do mundo rural, mais uma vez, que sopram os ventos da revolução

4 JIANAN YU/REUTERS Havia medo nos olhos dela. A mulher examinou o passaporte de todos os ângulos, evitando tocarlhe. Ela está a dizer que tem de chamar a polícia, traduziu Zhan. O hotel era pequeno e muito velho, com quartos a 13 yuan (cerca de um euro e meio). Havia um disponível, sem casa de banho nem janela, mas a mulher recusava-se a dar a chave. Ia chamando outras pessoas para se aconselhar, acabou por pegar no telefone. Um passaporte parecia-lhe um documento demasiado estranho, suspeito e perigoso, que merecia decerto a atenção das autoridades locais. Está a ligar para a polícia, informou Zhan num tom pretensamente neutro, mas onde reverberava fascínio. Zhan Yang é um jovem estudante de Medicina em Wuhan, a capital da província de Hubei. Estava de férias em casa dos pais, em Linquan, um pequeno concelho da província de Anhui, onde poucas pessoas falam inglês. Ele sim, embora mal, e estava radiante por poder dar utilidade aos seus conhecimentos. Isto não é uma boa ideia, disse eu a Zhan, olhando-o intencionalmente. Na verdade, podia ser o fim da reportagem. A polícia desataria a fazer perguntas. Que fazia em Linquan um cidadão português, jornalista de profissão? Logo num dos concelhos onde nos últimos anos rebentaram várias revoltas camponesas contra as autoridades. Não, se a polícia me encontrasse, a missão que me levara ali estaria irremediavelmente comprometida. Nunca mais conseguiria falar com Wang Xiangdong, na aldeia de Baimiao. Não é boa ideia. Not a good idea?, perguntou Zhan. Not a good ideia, repeti, enquanto discretamente nos aproximávamos da porta. A recepcionista estava ao telefone, com um magote de gente à volta discutindo a gravidade da conjuntura, e nós, no meio da confusão, fugimos. Para minha casa, disse Zhan, cheio de vontade de colaborar, embora não percebesse bem de que fugíamos. Atravessámos em passo apressado as ruas apinhadas da vila, pejadas de bicicletas e vendedores ambulantes. Linquan, um dos concelhos da cidade de Fuyang, tem mais de dois milhões de habitantes e situa-se na extremo ocidental de Anhui, uma província pobre e rural do interior leste da China, entre os rios Yangtze e Huai. À excepção de Hebei (9 milhões de habitantes), a capital da província, as grandes indústrias ainda não chegaram a Anhui. A população vive da agricultura ou emigra para as grandes cidades, principalmente as do Sul, como Guangzhou ou Shenzhen. Tal como faziam, quando as más colheitas levavam à fome, as personagens de Terra Abençoada, o livro de Pearl S. Buck cuja acção decorre exactamente aqui. O pai de Zhang nunca ouviu falar da Nobel americana Pearl S. Buck. Mas foi buscar um velho livro em inglês com fotografias de Mao Tsetung. É uma relíquia dos fins dos anos 1960, retratando as façanhas da Revolução Cultural. Ele usa aquelas imagens nas suas aulas de História, aos alunos da escola primária de Linquan. Desde 2003, as autoridades locais não cobram quaisquer impostos aos camponeses. Agora, descobriram outra forma de lhes extorquir dinheiro, diz Wang Xiangdong Como professor, o pai de Zhang tem direito àquele apartamento, num bairro de prédios miseráveis e degradados, embora cercados por campos de basquete e ténis, comunitários. É um quinto andar sem elevador, com escadas exteriores, pejadas de lixo. Tem sala, dois quartos, cozinha e uma casa de banho que não funciona há anos. Para tratar da minha higiene, foi-me, com embaraço, indicada a banca da cozinha. E para dormir foi-me atribuída a cama sem colchão (apenas com uma tábua coberta com uma manta) do quarto do casal, que por isso teve de pernoitar em casa do outro filho, já casado. Tudo isto adivinhei eu pelas movimentações familiares, porque, por vergonha, nada me foi explicado. À noite, em minha homenagem, fomos jantar fora. Nas bancas ambulantes da rua principal comprámos várias carnes (principalmente orelhas, unhas de porco, cartilagens e intestinos) e vegetais, que levámos em sacos de plástico para o restaurante, como é hábito na China. A família Yang encomendou massa, para combinar com as iguarias que já levávamos, e escolheu uma mesa numa sala privada, para não dar nas vistas. A presença de um estrangeiro é sempre motivo de pasmo, e não queriam que eu me sentisse incomodado. Na sua maioria, os habitantes de Linquan, ou outras regiões do interior, nunca viram um não-chinês. Nas cidades e vilas de Anhui ou Hubei, era normal as pessoas pararem na rua a olhar para mim, ou quererem ser fotografadas comigo. Num restaurante em Wanzhou, uma cidade de quase dois milhões no distrito de 14 Domingo 4 Novembro

5 SHENG LI/REUTERS Chongqing, foram buscar para mim uma mesa especial, que colocaram no centro da sala, para que todos pudessem postar-se à minha volta, a observar. Enquanto eu esgrimia com dificuldade os pauzinhos entre as inúmeras e enormes taças de estranhos vegetais e carnes, a assistência gargalhava e expedia comentários. Não só quem estava no restaurante, mas outros que foram chamar a casa, sobretudo crianças e idosos, a quem se considerou que a bizarria do evento devia interessar, como cultura geral. Também por isso fiquei aliviado quando a família Yang optou por uma sala privada. Mas principalmente porque pressentia que a polícia andava à minha procura e de que havia informadores por todo o lado. Sentámo-nos e pouco depois chegou o irmão de Zhang, com a mulher e o filho bebé, os três numa moto. A cunhada de Zhang é professora de Inglês, mas não conseguiu articular uma única frase, o que me pareceu consentâneo com o paradoxo de a língua inglesa ser obrigatória nas escolas da China, mas quase ninguém a entender. No fim, o pai Yang insistiu em pagar a conta. Como professor numa zona rural, o seu salário não chega a 100 euros por mês, e a mulher, garantiram, não trabalha, tendo optado por ficar em casa a tomar conta dos filhos, e agora do neto. No dia seguinte, porém, vi-a na rua, com uma pequena banca, a apregoar e vender doses de massa cozida, que retirava de um panelão negro e fumegante. É a época das colheitas, e à beira da estrada espalhavam-se as manchas de milho colhido, amarelas como fogo. Mulheres, velhos e crianças sentavam-se à porta de casa a debulhar as espigas, à mão. Viam-se, em todo o caminho de Linquan até à aldeia de Baimiao, mulheres a semear, homens a lavrar a terra com tractores, outros a carregar cebolas, abóboras, couves ou trigo. Mas o milho dominava. Em todas as aldeias, era preciso fazer rapidamente a desfolhada, para pôr o cereal no mercado ao melhor preço. Agora que os camponeses já não são obrigados a entregar ao estado toda a produção, competem em mercado livre, pelo que a eficiência é crucial. Wang Xiangdong tem o pátio de casa cheio de milho, por entre tractores velhos, pneus, peças e outra maquinaria em segunda mão. Os amigos do neto vieram para ajudar na desfolhada. Há alturas do ano em que ninguém pode ficar sem trabalhar. Ele próprio, Wang, ajuda a debulhar o milho, embora hoje em dia a actividade principal sejam os negócios: compra tractores usados e aluga-os aos agricultores. Além disso, cultiva as suas próprias terras, mediante o pagamento de uma renda ao Estado. Não é pobre. Há quem esteja melhor, na aldeia, mas a maioria vive bem pior. A casa de Wang é grande e de construção recente, embora não tenha casa de banho nem esgotos. Nenhuma tem, em toda a aldeia, à semelhança do que acontece na maior parte das zonas rurais da segunda maior potência económica mundial. Wang não se preocupa. A tradição é fazer as necessidades nos campos. Wang tem 55 anos, baixa estatura, saúde de ferro e boa aparência. A aldeia respeita-o e Um agricultor e a filha, em Hefei, na província de Anhui. Ao lado, uma plantação na província de Gansu o seu êxito no negócio dos tractores deve-se em grande medida à reputação de coragem e integridade que demonstrou quando foi necessário insurgir-se contra os abusos dos funcionários locais. Aquele que foi chamado, nas instâncias do partido, o Incidente de Baimiao, teve início em Nessa altura, os camponeses viviam asfixiados pelo excesso de impostos cobrados pelos funcionários locais. Já estava em vigor a reforma realizada por Deng Xiaoping, a partir de Antes disso, lembra Wang, passavase fome nas aldeias, tínhamos de entregar toda a produção, os camponeses ficavam sem nada. Aqui, nesta zona, que sempre foi pobre, as pessoas morriam de fome. Eu ainda me lembro disso. Com a reforma, os camponeses puderam arrendar um pedaço de terra e vender a produção. Muitos deles iniciaram negócios, como foi o caso de Wang Hongchao, que vendia veneno para ratos. O problema foi que os funcionários locais, da administração e do partido, vendo-se discriminados na distribuição orçamental em relação ao poder central, resolveram extorquir dinheiro aos camponeses, através da criação de toda a espécie de impostos ilícitos. Foi uma dessas taxas que acendeu o rastilho. O líder do Partido Comunista de Baimiao, Gao Jianjun, foi a casa de Hongchao, o vendedor de raticida, cobrar um imposto especial de 6 yuan (8 cêntimos). Como a mãe do visado não tivesse dinheiro algum para lhe entregar, ele levou a televisão da família. Depois, foi lá de novo, buscar uma bicicleta. 2 Domingo 4 Novembro

6 REUTERS Furioso, Wang Hongchao convocou uma reunião da aldeia. Como todos tinham queixas dos funcionários locais, recolheram o máximo de provas dos abusos e elegeram um grupo para ir apresentar queixa aos líderes concelhios do partido, em Linquan. Além de Hongchao, foram escolhidos Wang Junbin e Wang Xiangdong. Zhang Xide, o chefe do partido em Linquan, era um homem muito conhecido da televisão. Aparecia frequentemente nas campanhas para promover a Lei do Filho Único, que proíbe cada família de ter mais de um filho, para atenuar o problema demográfico do país. Xide dizia coisas como: Prefiro ver sete sepulturas frescas do que um filho a mais, e todos sabiam que estava a encorajar o aborto e mesmo o infanticídio, largamente praticado no concelho, com o beneplácito das autoridades. Precisamos de falar com o camarada Zhang Xide, disseram os três amigos à entrada da sede do Partido Comunista em Linquan. O secretário do partido não recebe gente como vocês, foi a resposta do recepcionista, antes de chamar reforços para os expulsar do edifício. Decepcionados, os três Wang, depois de consultarem a assembleia da aldeia, decidiram-se pela atitude extrema: ir a Pequim, com todas as provas, apresentar a queixa contra os funcionários locais. Recolheram dinheiro para a viagem de comboio e, na capital, onde nunca tinham estado, dirigiram-se ao Gabinete de Apelos e Petições do Comité Central. A seguir foram ao Ministério da Agricultura. Em ambos os lugares se sentiram esmagados pela arquitectura colossal dos edifícios e tiveram um acolhimento respeitoso e solícito. Os camaradas da administração central do partido reconheceram a justiça das suas petições e dirigiram cartas aos funcionários de nível concelhio apelando a que resolvessem o problema, eliminando os impostos indevidos e compensando os prejudicados. O sistema das petições é muito antigo na China. Remonta ao tempo dos imperadores, que gostavam de se apresentar como amigos do povo e último reduto da justiça contra os funcionários intermédios corruptos. O PC reciclou a tradição, dando aos cidadãos, em teoria, um instrumento de defesa contra os eventuais abusos do poder local. Contentes com a sua diligência, os três Wang regressaram à província de Anhui. Desembarcaram na capital, Hefei, para entregar as cartas no Gabinete de Protecção dos Camponeses do Partido. Aqui, foi redigida uma outra carta, para a entidade homónima no concelho, pedindo uma investigação à eventual cobrança excessiva de impostos e compensações. Quando esta carta chegou às mãos de Xide, o defensor dos infanticídios, ele era todo sorrisos. Já fora contactado por Pequim e escreveu por sua vez uma carta às autoridades da aldeia. Tudo correu bem, os três amigos estavam satisfeitos. Ia ser feita justiça. E, mal começou Obrigaram- -me a vender a minha terra, por 10 mil yuhan (1200 euros). Fiquei sem fonte de rendimento. Disseram que a terra não era minha, conta Shen Changping a investigação, supervisionada pelo comité disciplinar do partido, foi detectado um excesso de centenas de milhares de yuan em cobrança de impostos. Mas a reacção não tardou. Wang Xiangdong e os amigos foram chamados à sede administrativa da aldeia. À porta, foram apanhados por um bando de rufias, que os encheram de pancada. O mesmo aconteceu a todos aqueles que ousavam pedir a restituição dos impostos cobrados indevidamente. Dias depois chegou à aldeia, durante a noite, uma carrinha com cinco homens. Dois polícias e três seguranças contratados. Atacados pelos camponeses, confessaram estar ali para prender os representantes do povo, responsáveis pela petição. Furiosos, os aldeões destruíram a carrinha. Era o pretexto de que Zhang Xide precisava para lançar uma ofensiva em grande escala contra a aldeia. De manhã cedo, uma força de 100 polícias armados com metralhadoras, escudos, capacetes e vestuário à prova de bala entrou em Baimiao, ao som de sirenes. Espancaram toda a população, incluindo velhos, mulheres e crianças, e roubaram o que puderam. A Xiangdong desapareceu a sua poupança de 700 yuan e um gramofone. Hongchao ficou sem o seu stock de raticida. Muitas pessoas foram presas e torturadas na prisão, embora nenhuma das que protagonizaram a petição, que conseguiram fugir para a província de Henan, já que Baimiao fica muito próxima da fronteira. Foi o caso de Wang Xiangdong e os seus dois amigos. Exilados desde então na provín- 16 Domingo 4 Novembro

7 REUTERS cia vizinha, decidiram ir de novo a Pequim. Mas ao desembarcarem na estação da capital foram detidos por um grupo de polícias à paisana da sua própria província, de Anhui. Encarcerados, foram mantidos sob tortura ininterrupta durante dois meses. Na aldeia, a assembleia popular reuniu-se de novo e decidiu enviar outro grupo a Pequim, para relatar o que sucedia. Informado destes planos, o secretário Xide enviou de novo uma força armada de 100 homens para a aldeia. Depois outra de 200, em 30 carros blindados, para criar um clima de medo, organizando comícios com slogans da Revolução Cultural. Sob os protestos populares, Xiangdong, considerado o líder da rebelião, foi julgado e condenado a dois anos de prisão. A população voltou a reunir-se e decidiu enviar uma delegação de peso: 73 pessoas, chefiadas por Wang Hongchao, o comerciante de raticida com que tudo começara. Em resposta, Xide enviou para a aldeia uma força de 300 homens, alegadamente para inspeccionar e fazer cumprir a Lei do Filho Único, mas o braço-de-ferro pendia finalmente para o outro lado. Os 74 camponeses de Anhui entraram na Praça Tiananmen e ajoelharam-se. Aldeões de outras regiões pobres do país chegavam ao mesmo tempo à capital. Alguns suicidaramse, num gesto desesperado para chamar a atenção. E finalmente o comité central reparou. Três anos tinham passado. Era impossível continuar a ignorar o movimento de protesto. Foi decidida uma investigação séria ao inci- dente de Baimiao que levaria à demissão de Zhang Xide e muitos outros funcionários corruptos. O sistema de impostos aos camponeses foi revisto. Wang Xiangdong foi libertado e eleito novo chefe da aldeia. O nosso movimento levou a que a lei fosse alterada, disse ele agora. Desde 2003, as autoridades locais não cobram quaisquer impostos aos camponeses. Agora, descobriram outra forma de lhes extorquir dinheiro. Nos anos 90, o conflito surgiu porque os camponeses começaram a ganhar dinheiro. Com a reforma de Deng Xiaoping, surgiu, ao longo dos anos 80, uma miríade de pequenos negócios por todo o mundo rural chinês. Pela primeira vez na vida, os camponeses tinham dinheiro e os funcionários e quadros do partido acharam que tinham de se apropriar dessa riqueza, explicou Wang. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, a revolução capitalista na China começou nos campos, não nas cidades. É por isso que a luta da linha conservadora do partido contra os novos empreendedores começou por se travar aí. E é aí que as tensões hoje continuam mais agudas. Agora que, por decisão governamental, o pólo do desenvolvimento económico se orientou para as cidades, a maioria dos conflitos continua a provir dos campos. Segundo Wang, o problema agora não são os impostos, mas a corrupção. Os funcionários aceitam subornos para fechar os olhos ao incumprimento da Lei do Filho Único, explica. As famílias que querem ter dois filhos levam as mulheres a dar à luz na cidade. Quando voltam, rece- Uma mulher tenta impedir a demolição de uma casa em Zuoling (Hubei). As expropriações e a poluição (em cima uma fábrica de Shanxi) são grandes focos de protesto. Wang Xiangdong aponta para outro grande factor de revolta: a corrupção DR bem ameaças de perder os empregos, se não pagarem subornos. Além disso, os funcionários locais tornaram-se intermediários especuladores nos negócios de expropriações de terras. Shen Changping vivia na aldeia de Linhuaiguan, no concelho de Fengyang. Agora veio para casa da irmã, que casou com um homem daqui. Estava a ajudá-los na colheita do milho, porque perdeu a sua terra, em Linhuaiguan. Obrigaram-me a vender a minha terra, por 10 mil yuan (1200 euros). Fiquei sem fonte de rendimento, contou Shen. Disseram que a terra não era minha. Shen, a mulher e o filho partilham agora a casa (que não tem esgotos) com a irmã, o cunhado e a filha deles. Têm uma motorizada com atrelado, as crianças vão à escola, mas se precisarem de médico têm de se deslocar a Linquan e pagar, disse Shen. E o que ganham dificilmente dá para isso. Shao, a irmã de Shen, vem ter connosco, sorridente. Traz uma camisa suja e uns sapatos de pano rotos. Nunca nos seus 32 anos de vida saiu da província de Anhui. Um mundo de pobreza, sujidade, conservadorismo social, discriminação da mulher, baixa escolaridade, obscurantismo, isolamento. Vê-se, pelo vestuário, os hábitos pessoais, os pormenores de comportamento, que não há qualquer contacto com o mundo exterior ou o Ocidente. As vilas e aldeias são feias, incaracterísticas. As casas são todas iguais, rudimentares e muitas vezes inacabadas, com dois andares, paredes de tijolo e telhados de zinco. 2 Domingo 4 Novembro

8 ED JONES/AFP Numa das sociedades mais ricas, industrializadas e mecanizadas do mundo, o trabalho braçal é a norma, por todo o lado. Por vezes do tipo mais violento e desumano. Nas vilas e aldeias, os carregamentos de produtos agrícolas e industriais são feitos de bicicleta ou riquexó, mas muitas vezes pelos pitorescos bangbang, homens ou mulheres (por vezes muito jovens ou muito velhos) que, com passinhos rápidos e certos de corrida, carregam aos ombros dois pesos equilibrados numa vara de bambu. Muitas vezes uma região é definida pela qualidade dos seus bangbang. Por exemplo em Chongqing, um município com 32 milhões de habitantes, cheio de arranha-céus e centros comerciais de luxo, diz-se que carregam facilmente pesos superiores ao seu próprio, por um salário de 30 yuan (4 euros) por dia. São aos milhares, nos enormes portos fluviais do Yangtze, ou nas estações de comboio, onde correm para as composições modernas, de alta velocidade, para carregar as malas às costas, com os seus bambus. Shao já pensou emigrar para a cidade. Tê-loia feito se não tivesse uma filha. Já Wang nunca o faria. Foi a Pequim na altura da revolta porque era a única maneira. As autoridades daqui nunca nos dariam ouvidos. Mas gosto da aldeia. Aqui, quem tem vontade de trabalhar não passa fome. Só os preguiçosos, que não se adaptaram, é que não têm para comer. Wang tem dois filhos. Um rapaz, que comprou um autocarro e faz uma carreira do campo para as cidades do Sul, e uma rapariga, que estuda design urbanístico em Suzhou. Duas profissões de sucesso nos novos tempos. Para Wang, os principais problemas da China são as desigualdades sociais e a corrupção. A falta de liberdade de expressão e o partido único não são um problema. Desde que o Governo seja bom para o povo, ficamos satisfeitos. Não precisamos de mais nada. Mas a corrupção é um problema grave. E estamos a lutar. Agora, em vez de ir a Pequim, é mais útil pôr a queixa na Internet. Ambas as tácticas são usadas. E várias outras. A Internet é acessível a muita gente, e mais segura do que dar a cara numa manifestação, apesar dos métodos das autoridades para identificar os autores das mensagens. O Facebook e o Tweeter são interditos na China e as pesquisas no Google são controladas. Basta introduzir uma palavra como liberdade ou democracia, em qualquer língua, para o browser cair. Mas foi criado um site de microblogging, o Weibo, que se tornou no maior veículo de protesto e crítica do país. Ali tudo pode ser discutido, com um grande grau de tolerância por parte da polícia. Dir-se-ia que o Governo não abdica do controlo dos cidadãos, nem da oportunidade de saber o que eles realmente pensam. Mas as formas mais convencionais de protesto não diminuíram devido à Internet. Antes se multiplicaram. Segundo várias instituições, ocorrem cerca de 600 mil acções de protesto por ano em todo o território chinês. Dessas, 180 mil são acções de massas, que incluem manifestações, marchas, greves, confrontos Haverá uma revolução. Mas desta vez não será encabeçada pelos estudantes, como em Desta vez será feita pelos camponeses e os trabalhadores migrantes das fábricas, diz o escritor Chen Guidi com a polícia, boicotes, acções de petição colectiva ou motins violentos. Este número de protestos, que tem vindo a aumentar todos os anos, desde a década de 90, não é negado pelo Governo. Quanto às petições, individuais ou sobre casos particulares, o seu número ascende a 10 milhões por ano. Na maioria dos casos, não são atendidas. A quantidade de pessoas que está permanentemente em Pequim à espera de entregar a sua petição ou da resposta é tal, que o Governo criou abrigos especiais para elas. Segundo a Human Rights Watch e outras organizações internacionais de Direitos Humanos, esses abrigos transformaram-se de facto em prisões, muitas delas de localização secreta (chamadas prisões negras ), onde os peticionários são mantidos e torturados, até que se convençam a regressar às suas terras, ou sejam para lá levados à força. Em certas regiões onde avultam os motivos de protesto, tenta-se que as petições não cheguem a sair de lá, à semelhança do que fazia o secretário comunista Xide na aldeia de Baimiao. É o caso de Xangai, onde são tantas as queixas devido às expropriações de terras para construir arranha-céus, que a polícia destacou piquetes especiais para a estação de caminho-deferro. Na gigantesca estação principal de Xangai, de onde saem os comboios para Pequim, há entre as multidões polícias à paisana encarregados de detectar os grupos de peticionários para os assediar ou prender, impedindo-os de embarcarem para a capital. As petições e os protestos são quase sempre 18 Domingo 4 Novembro

9 DAVID GRAY/REUTERS contra os governos locais, não o central, e têm como motivo questões de discriminação étnica ou religiosa (designadamente entre as populações do Tibete e do Xinjiang, muçulmanas, ou da parte de grupos religiosos perseguidos, como o Falun Gong), falta de liberdade de expressão, problemas ambientais, corrupção, salários baixos, falta de pagamento ou más condições de trabalho nas fábricas (nas pequenas oficinas ou nos gigantes industriais com a Foxconn), violações de direitos humanos. Mais de 60% dos casos, porém, referemse a injustiças nas expropriações de terras, no mundo rural. Todos os anos, 4 milhões de cidadãos rurais são expropriados das suas terras, que são compradas a preços baixos pelos funcionários locais, que as vendem depois a empresas do ramo imobiliários por valores 40 vezes mais altos, em média. Chen Guidi e Wu Chintao não são um casal normal. Apesar da sua aparência de camponeses simples e recatados, tornaram-se dos intelectuais contestatários mais temidos pelo Governo chinês. Sempre viveram em Hefei, a capital da província rural de Anhui, e consideravam-se escritores. Mas um sentido de responsabilidade social e cultural levou-os a viajar pelas aldeias, durante vários anos, para investigar as dramáticas condições de vida dos camponeses. Em 2003 publicaram um livro intitulado A Vida dos Camponeses da China, em que relatavam a corrupção dos funcionários locais e os abusos fiscais sobre os aldeãos. O livro vendeu 150 mil cópias num mês e depois foi proibido e retirado das livrarias. Os autores produziram uma edição clandestina, em fotocópias, que vendeu, por distribuição nas ruas da China, 7 milhões de exemplares. Foi publicado em várias línguas (na versão inglesa: Will the Boat Sink the Water?), ganhou prémios e cobertura mediática internacionais. É tido como certo que foi este livro que alertou as autoridades para a gravidade dos problemas e as fez alterar as leis. O Presidente e secretário-geral do partido, Hu Jintao, reconheceu em várias ocasiões tê-lo lido e terá mesmo confessado a amigos que o mantinha na sua mesa de cabeceira. Chen e Wu foram expulsos da Associação de Escritores da China, ameaçados e perseguidos, mas também convocados para reuniões com membros destacados do partido, que queriam ouvir os seus relatos e opiniões. Agora, o casal está a investigar a questão das expropriações de terras nas zonas rurais, embora viva em Pequim. Foi lá que os encontrei, a mais de mil quilómetros da sua terra. Arrombaram a porta da nossa casa e destruíram tudo o que lá tínhamos, contou Wu Chintao. Todos os dias alguém atirava pedras para o quintal. Todos os dias recebíamos telefonemas anónimos com insultos e ameaças de morte. Mudaram-se para Jiangxi, onde viveram cinco anos. Mas a polícia não os largava. Todos os seus movimentos eram vigiados, os contactos monitorizados. Recebiam uma ameaça de prisão sempre que falavam com um jornalista estrangeiro. O Centro de Detenção n.º1, em Pequim. Os peticionários são frequentemente alvo de detenções ilegais. Ao lado, estação de comboios da capital. Nos últimos 20 anos, 250 milhões de pessoas mudaramse dos campos para as cidades para trabalhar Pequim é o único lugar onde nos sentimos relativamente seguros. Há mais gente como nós aqui, há os media internacionais e, acima de tudo, há muitas embaixadas Wu vai fazer 50 anos e o marido, Chen, tem 70. Profissionalmente, não fazem mais nada além de investigar os problemas dos camponeses. Compraram uma casa nos arredores de Pequim, têm um filho, levam uma vida perigosa. Mas vale a pena. É uma vida com sentido. Não vamos mudar. Têm feito viagens a Xiaogangcun, um concelho na província de Hubei onde milhares de camponeses perderam as terras. Cinco mil mu [335 hectares] de terra foram vendidos ao governo local, ao preço de yuan [1500 euros] por mu, disse Chen. Era terra óptima para a produção de arroz. Agora está vazia e abandonada, sem produzir nada. E os camponeses não têm como ganhar a vida. São obrigados a emigrar para a cidade, porque perderam as suas terras. Em Hubei, 20 mil camponeses foram obrigados a vender as terras aos funcionários locais. Nos últimos anos, houve uma redução de duas mil toneladas na produção de arroz, por este motivo. Os bancos são obrigados pelo Governo a emprestar dinheiro aos especuladores imobiliários; estes compram as terras aos funcionários locais do partido; que por sua vez obrigam os camponeses a venderem-lhes as terras, por preços irrisórios. Se se recusam, entram-lhes pela propriedade com a polícia e bulldozers. O problema, explicou Chen Guidi, começou em 2006, quando o Governo decidiu criar 2 Domingo 4 Novembro

10 regras que facilitam as expropriações de terras, para investir na construção de fábricas e zona habitacional urbana, para a qual os bancos eram obrigados a conceder créditos. Começou por ser uma política experimental, aplicada apenas em algumas regiões, mas em 2008 alargou-se a todo o país. Esse facto conjugado com o início da crise internacional criou a situação que existe hoje e o correspondente movimento de protestos. O problema é que os governos locais não têm direito a cobrar impostos sobre a actividade económica das cidades, que são canalizados para o Governo central. Por isso, os funcionários locais têm de atacar os camponeses, explicou Chen. Primeiro faziam-no com impostos, agora com as terras. A crise internacional fez baixar os lucros das fábricas, onde os funcionários iam buscar as suas percentagens. Então voltaram-se de novo para os camponeses, aproveitando-se da nova política governamental das expropriações. Na base desta prática está a ambiguidade quanto ao conceito de propriedade. As autoridades locais fixam o preço que querem para a expropriação, alegando que as terras são do Estado ou do povo. O que o camponês recebe não é um pagamento pela venda, mas antes uma indemnização, definida pelos representantes do Estado (os funcionários). Na Lei, o conceito de propriedade não está definido com clareza. Quando lançou a sua reforma, Deng Xiaoping atribuiu terras aos camponeses para exploração privada por um período de dez anos. O Presidente seguinte, Jiang Zemin, fixou em 30 anos o período de usufruto das terras. Hu Jintao declarou num discurso que a propriedade era para sempre. Mas fê-lo de forma vaga e filosófica, e não o escreveu em lado nenhum, pelo que é difícil usar essa norma num libelo judicial. Já quando se trata de vender a propriedade a uma empresa de construção, ninguém se lembra de invocar o lirismo de que as terras são do povo. De certa forma, é a ambiguidade sistémica do regime socialista-capitalista que tem feito crescer a economia do país a um ritmo nunca visto na História humana. As injustiças nos campos obrigam as pessoas a fugir para as cidades, cujo crescimento faz parte dos propósitos políticos do Governo de Pequim. Nos últimos 20 anos, 250 milhões de pessoas mudaram-se dos campos para as cidades, para trabalhar. É o maior movimento migratório da História do mundo. Um número de seres humanos oito vezes superior ao dos que há um século migraram da Europa para a América. Hoje em dia, as populações rural e urbana na China quase se equivalem em número (650 milhões nas cidades, 700 milhões nos campos). Mas estima-se que, nos próximos dez anos, mais 250 milhões se desloquem do campo para as zonas urbanas. Esta evolução retirou centenas de milhões de pessoas do limiar da pobreza, criando uma nova classe média entre populações que durante milénios só conheceram a miséria. Mas originou também enormes e insustentáveis desigualdades sociais. Entre as populações urbanas e rurais, a diferença de rendimento é de cinco para um, e os privilégios de acesso à educação e saúde são incomparáveis. Chen Guidi está convencido de que, se não houver uma reforma profunda nas políticas, que permita atenuar as desigualdades, combater a corrupção e dar mais liberdade às pessoas, o regime não aguentará. Haverá uma revolução. Mas desta vez não será encabeçada pelos estudantes, como em Desta vez será feita pelos camponeses e os trabalhadores migrantes das fábricas. Nos últimos meses, Chen e Wu têm sido convidados para reuniões de altas comissões do partido encarregadas de estudar o problema dos protestos nos campos. Mais uma vez, querem ouvir a sua opinião. Foi uma semana inteira de feriados, começando no Dia Nacional da China. Chamam-lhe a Semana de Ouro e é o mais parecido com férias que os trabalhadores chineses podem gozar. Os migrantes vão passá-la às suas terras, aos milhões. É uma das novas realidades da China moderna: as viagens. De comboio ou de autocarro, em percursos de milhares de quilómetros durante dezenas de horas, os trabalhadores chineses movem-se. Há alguns anos, isso era proibido e altamente reprimido. Fiz algumas dessas viagens, durante a Semana de Ouro e depois. Comecei por ir de Xangai a Chongqing, 32 horas de comboio, para percorrer 1722 quilómetros. Como sempre, as carruagens estavam cheias. Tudo esgotado. Na China, está sempre tudo esgotado. Há multidões em qualquer lugar, seja numa loja, num restaurante ou numa bilheteira. É sempre preciso enfrentar a confusão, a algazarra, a agressividade, a claustrofobia. Enfrentar os outros. Mas as coisas funcionam. Tudo é planeado, tudo está feito em função das necessidades das pessoas. Consegue-se fazer o que se pretende, chegar onde se quer, mas é difícil e demora muito tempo. E não sem luta. No comboio para Chongqing, há beliches de seis pessoas por compartimento, minúsculo. Mas muita gente compra bilhete de pé e deita-se pelos corredores, ou onde pode. Vão todos em cima uns dos outros, mas ninguém se queixa. Há cabeças a dormir em ombros desconhecidos, cotovelos e pés irrompendo pelas cabeça do vizinho ou derrubando o recipiente de massa com carne de porco de confecção instantânea. Vendedores vêm às janelas trazer estes pacotes de refeição a que basta juntar água quente. E em todas as carruagens (como em todos os cantos do território da China) há uma torneira de água quente para preparar estas refeições e o chá. Dir-se-ia que de propósito para aumentar a confusão, as pessoas passam a interminável viagem a comer e a deslocar-se de um lado para o outro. Há dezenas de funcionários no comboio e os passageiros ajudamnos em todas as tarefas, como se fosse uma grande família. Chegámos à noite a Chongqing, a gigantesca cidade do interior da China. A estação é enorme, escura e velha, e tinha o chão alagado de água, a dar pelos tornozelos. Chovia lá fora, apesar do calor. À saída do comboio há uma grade de ferro por trás da qual se amontoam centenas de pessoas, agitando cartazes e cartões escritos, à espera dos que chegam, não por serem familiares ou amigos, mas para lhes vender alguma coisa. Designadamente transporte, eu logo entenderia porquê. Transpostas as grades, desatou tudo a correr. Não percebi logo para onde iam porque ninguém me disse nada e todos os sinais são escritos em chinês. Depois vi: era a fila dos táxis. Tentei contar. Eram mais de duas mil pessoas na fila, o que é uma forma de dizer na China não há filas. Há multidões que se empurram para conseguir os objectivos. Era isso que acontecia até uma zona circunscrita por grades onde polícias obrigavam, a partir dali, a respeitar a ordem de chegada. Até lá, era preciso aguentar os empurrões, os murros, os pontapés, a gritaria. Nada mau, depois de 32 horas de viagem. Esperaria mais duas até chegar a minha vez. Quanto mais à frente na fila, maior era o aperto. A certa altura, quando já ia quase no ar, transportado pela horda, senti sob os pés uma massa mole e compacta, que parecia mover-se e chiar como um rato. Era um mendigo, sem braços, de tronco nu, que decidiu meter-se ali como única forma de chamar a atenção. Quase gritei, mas mais ninguém pareceu surpreendido. Só eu não estava familiarizado com a aguerrida competição entre os pedintes chineses e a sua permanente procura dos lugares onde possam ser espezinhados. Ao longo da fila, mulheres correndo de um lado para o outro, agitando na mão a chave de um carro, tentavam vender, aos gritos, o serviço de um táxi especial, a preços exorbitantes. Pedem 600 yuan (70 euros) a quem está no fim da fila e vão baixando à medida que avançamos. No fim, já pedem 200. O táxi que finalmente apanhei para o hotel custaria 30. Em Linquan, decidi fazer a viagem de autocarro para o Sul, com os trabalhadores que vieram passar os feriados à aldeia e regressavam ao trabalho nas fábricas de Guangzhou e Shenzhen, a 1500 quilómetros de distância. Duração prevista da viagem: 21 horas. Na realidade, seriam 27. Era um autocarro velho, com bancos muito desconfortáveis, cor-de-rosa gasto, sujos. Os bilhetes sentados esgotaram rapidamente e foram vendidos mais umas dezenas de pé. Antes da partida, houve discussões e gritos, até todos estarem nos seus lugares e as bagagens arrumadas. Mal arrancámos, começou a saga dos vomitados. A maioria destas pessoas não está habituada a andar de carro e fica enjoada à primeira curva. E a estrada tem muitas curvas. Nalguns troços, seguimos por caminhos de terra. Noutros, a estrada era tão estreita que era preciso sair da via para dar passagem a outro autocarro que vinha em sentido oposto. No meio do corredor, havia um balde para os vómitos e os escarros. Na China escarrar é um hábito nacional. É um sinal de virilidade para os homens fazê-lo com muito ruído e espalhafato, principalmente no mundo rural. O balde tinha grande solicitação e cedo deixou de chegar para as encomendas. Dois homens escarraram de seguida, uma mulher pôs o filho a urinar no balde e quando uma outra veio vomitar já não havia tempo. Foi mesmo no chão. A partir daí, acabaram os escrúpulos. O balde estava cheio e dançava de um lado para o outro, mas a maior parte da expectoração e do vomitado ia parar ao tapete. Durante toda a noite, as pessoas andaram descalças no autocarro. Dormiram umas por cima das outras, chapinharam nos dejectos. De três em três horas, parávamos numa espécie de estação de serviço na estrada, para comer e ir à casa de banho. As latrinas eram colectivas e imundas, os restaurantes serviam um prato único, geralmente massa com carne, ou melhor, alguns ossos mergulhados no molho. As pessoas chupam os ossos e atiram-nos para o chão ou para cima da mesa. O cliente seguinte senta-se e coloca o seu prato entre os ossos cuspidos pelo cliente anterior. Os funcionários do autocarro chamam, para seguir viagem. Há o condutor, um revisor e uma espécie de capataz. Todos gritam para os passageiros, ralham com eles, dão ordens como se lidassem, não com clientes, mas com escravos. Estamos num navio negreiro. As pessoas são tratadas como gado, mas não protestam, seguem de olhos assustados, a caminho do Sul. Exactamente como os camponeses do livro de Pearl Buck, nos anos de fome. Amanheceu, passou mais um dia. Quando anoiteceu de novo iluminaram-se os arranhacéus de Guangzhou. Finalmente, a cidade. 20 Domingo 4 Novembro

11 UM MÊS E CÁTIA MENDONÇA 8851 QUILÓMETROS Pequim 14 Mar Amarelo 14 FIM DA VIAGEM 20 de Outubro Pequim-Xangai 1268 km de comboio 13 horas Total de km 8851 CHINA PLANALTO DO TIBETE 10 Linquan-Guangzhou 1383 km de autocarro 27 horas 3 Wanzhou-Badong 317 km de barco, pelo rio Yang Tse 16 horas 2 Chongqing-Wanzhou 272 km de autocarro 5 horas Chongqing 9 Linquan-Baimiao-Linquan 30 km de carro 1 hora Wanzhou Linquan Baimiao Badong-Sandouping-Three Gorges 130 km de barco 5 horas 2 Sandouping Badong Yichang 3 Rio Yang Tse 8 Fuyang-Linquan 57 km de autocarro 1 hora Fuyang 8 5 Sandouping-Yichang, Hubei 53 km de autocarro 2 horas Wuhu, Anhui 7 Xangai 7 Wuhu-Fuyang 379 km de autocarro 6 horas 6 Yichang-Wuhu, Anhui 823 km de autocarro 25 horas 1 1 INÍCIO DA VIAGEM 20 de Setembro Xangai-Chongqing 1722 km de comboio 32 horas de viagem Mar da China Oriental 13 Shenzhen-Pequim 2165 km de comboio 31 horas 11 Guangzhou-Shenzhen 134 km de comboio rápido 1 hora Guangzhou 11 MACAU 13 Dongwang 12 Shenzhen HONG KONG 12 Shenzhen-Dongwang-Shenzhen 148 km de comboio 1 hora Mar da China Meridional 2 Domingo 4 Novembro

12 O NOVO PROLETARIADO JÁ NASCEU BURGUÊS Depois de deixar a aldeia, não há volta atrás. Por muito duro que seja o trabalho na fábrica, o regresso é uma derrota. A população rural foi encorajada a migrar para as cidades, mas continua a ser discriminada no acesso à educação, à saúde e à habitação. A mobilidade social é possível, mas não é fácil PAULO MOURA, EM SHENZHEN 22 Domingo 4 Novembro

13 REUTERS

14 A limusina preta Audi A8 parou à porta do meu hotel em Shenzhen. O condutor de fato e óculos escuros veio abrir a porta de trás. Sentei-me ao lado de Amy Yan, uma jovem alta e atraente, de saia-casaco, depois de ela me ter dado um salvo-conduto onde se lia VIP. Deslizámos em direcção ao quartel-general. Na portagem da auto-estrada, havia filas de carros nas várias entradas abertas com sinal verde. Nós passámos, sem parar, pela que estava fechada com sinal vermelho. Já no distrito de Longhua, nos arredores de Shenzhen, percorremos vários quilómetros de estrada junto aos muros altos, encimados por arame farpado, da Foxconn. Voltámos à direita para entrar no complexo contíguo, igualmente fechado a pessoas estranhas, da Huawei. No interior, cruzámos todos os checkpoints sem parar. Atravessámos áreas residenciais, restaurantes e cafés, um ginásio, uma piscina, um hotel e um hospital. O motorista voltou a abrir a porta quando chegámos ao edifício da exposição de produtos de telecomunicações. Esperavam-nos. Uma em cada três pessoas no mundo usa produtos Huawei, disse Vic Guyang, um dos porta-vozes da empresa, pouco depois de termos entrado nas imensas galerias da exposição. Tudo o que de mais importante a Huawei alguma vez produziu está ali apresentado e explicado, com painéis electrónicos, simulações, maquetes e gráficos cheios de monitores, botões e luzes. Telemóveis, smartphones muito superiores ao iphone, tablets, routers, modems, gateways, terminais wireless, antenas, sistemas de vigilância, sistemas de comunicação remota e videoconferência para bancos, escolas, hospitais, governos municipais. Neste momento, a Huawei Technologies Co Ltd é o maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, depois de ter ultrapassado a Sony-Eriksson. Fornece 45 operadoras mundiais de telecomunicações (entre as quais a TMN, Vodafone e Optimus, em Portugal), que representam 80% do mercado. Tem mais de 140 mil empregados, centros de investigação e desenvolvimento nos EUA, Alemanha, Suécia, Índia, Rússia e Turquia, além da China, nos quais investiu, em 2011, quase 4 mil milhões de dólares, número sensivelmente equivalente ao dos lucros obtidos pela empresa no ano anterior. É uma das maiores e mais bem-sucedidas empresas da China e do mundo. Tudo isto continuando a ser relativamente desconhecida, como marca. A explicação, segundo os responsáveis pelo departamento de Relações Públicas (onde trabalham mais de 30 pessoas, em Shenzhen), é que a empresa se tem concentrado, até aqui, em produtos dirigidos a outras empresas, ou instituições, e não aos consumidores finais. Só recentemente a Huawei se tem dedicado aos telemóveis e tablets. Daí a marca não ser muito conhecida, apesar de ser usada por tanta gente no mundo inteiro. No esforço por obter reconhecimento, a Huawei tenta imputar uma filosofia a toda a sua actividade. A Apple, por exemplo, tem valores facilmente identificáveis o design dos produtos, a facilidade de utilização, a sua vocação para as áreas profissionais mais criativas. Daí ser uma das marcas mais reconhecíveis no mundo. Mas a Huawei tem o quê? Como toda a gente, e todas as instituições, tem uma história, um progenitor, uma pátria. E isso, fatalmente, define a sua personalidade. A Huawei nasceu na China em 1987, fundada por um engenheiro oficial do Exército de Libertação Popular, e iniciou a sua actividade no A MAIOR PARTE CONSEGUE TER UM NÍVEL DE VIDA COMO NUNCA TEVE, NEM VIU NINGUÉM TER NA FAMÍLIA. O PROBLEMA NÃO É O DINHEIRO. É NÃO SABER O QUE FAZER À VIDA. SÓ TRABALHO, MAIS NADA Xiang, trabalhador da Foxconn mundo rural. Semelhanças com a Apple? Ter nascido no campo marcou para sempre o carácter da empresa. Eric, ajudado por uma série de técnicos, explica-me o funcionamento das várias estações de telecomunicações concebidas para funcionar em zonas onde o abastecimento eléctrico é irregular, onde os terminais de recepção são rudimentares e até onde há problemas com a chuva e o vento, ou mesmo os ratos, que roem os cabos. Ter desenvolvido esse tipo de equipamentos e soluções dá agora vantagem à Huawei nos mercados de países pequenos ou pobres, quer se trate de comunidades pouco populosas da Escandinávia, quer das regiões isoladas e sem infra-estruturas de África. É um valor que pode ser associado à marca, e divulgado, mas não deixa de ter um carácter dúbio: ao ser a marca de telecomunicações dos pequeninos e dos pobres, surge também aos olhos de muitos como uma etiqueta subversiva. Principalmente por se ter tornado rica e poderosa. No fundo, o problema de imagem da própria China. Eric mostra-me os sistemas de câmaras de vigilância para cidades, os planos de armazenamento e processamento de informação, monitorização, comunicações e controlo electrónico para governos e bancos. E adivinha o que estou a pensar. Essas perguntas ficam para mais tarde, diz ele. Roland Sladek explicará tudo. Uma comissão do Congresso dos EUA acabara de emitir um parecer segundo o qual a Huawei não era uma empresa de confiança, porque podia estar a ser usada para actividades de espionagem pelo Governo chinês. A China tem os meios, a oportunidade e o motivo para usar as empresas de telecomunicações com propósitos maliciosos, diz o relatório da comissão da Câmara dos Representantes. Com base na informação disponível, classificada e não-classificada, concluímos que não se pode confiar que a Huawei e a ZTE estejam livres da influência governamental, e portanto constituem uma ameaça à segurança dos EUA. Segundo os investigadores americanos, os equipamentos Huawei podem ser usados para interceptar comunicações, ouvir conversas ou aceder a informação secreta. Qualquer aparelho Huawei, disse ainda um comentador americano, pode ter um dispositivo que permite ser desligado perante uma ordem do Governo central chinês. Em caso de uma guerra, Pequim poderia bloquear as comunicações em todo o mundo, ou num determinado país ou região. Todas estas suspeitas e acusações alucinadas são possíveis porque a Huawei tem uma vulnerabilidade radical: como tudo na China, não se sabe a quem pertence. De novo no Audi A8, avançámos para a zona da administração e direcção. Jardins, avenidas com árvores, um lago, casas luxuosas, com paredes de xisto. Entrámos no Centro de Educação e Treino, um edifício ultramoderno, com enormes átrios em vidro, mármore e madeira, jardins interiores, salas de aula com ecrãs enormes nas paredes, uma cantina colossal e quase luxuosa. Era isto o miserável e sinistro mundo industrial da China? Num pequeno restaurante de Luohu, a zona de Shenzhen mais próxima da fronteira com Hong Kong, Sheng Long e Xiang Ning conversavam sobre o trabalho. Não devia ter mudado de emprego, admitia Xiang. Agora quero voltar e é impossível. Sheng consolava-o: Eu estou bem pior. Ando há meses à espera de um lugar onde ganhe mais do que a tipografia, mas não surge nada. Xiang trabalhou numa fábrica da Huawei, e agora é operário da Foxconn, a gigantesca empresa vizinha, de origem taiwanesa. É da província de Hebei e vive há seis anos em Shenzhen. Sheng é de Anhui, de onde acaba de regressar, após umas curtas férias (vários feriados seguidos chamados a Semana de Ouro). Conheci Sheng no autocarro, na viagem desde Linquan, em Anhui. É um rapaz magro e tímido, de enormes óculos e dentes negros. Arranjou emprego na tipografia através de uma amiga da namorada, uma rapariga da terra dele que trabalha numa fábrica de sapatos desportivos em Dongguan. A tipografia raramente permite fazer horas extraordinárias. Oito rapazes fechados numa cave malcheirosa trabalham dez horas por dia com um salário mensal de três mil yuan (370 euros). Folga um dia por semana e feriados. Sem alojamento. Na Foxconn o salário é um pouco mais alto, mas a grande vantagem não é essa. São as horas extraordinárias, que permitem fazer outro tanto, ou mais. Ou melhor, permitiam. Agora, com a crise internacional, há menos encomendas e as horas extra são só para os amigos dos encarregados. Os trabalhadores sentem-se defraudados. Muitos deles, foi pela possibilidade de trabalharem 16 horas por dia que entraram na empresa. O esforço era enorme, mas permitia um salário quase equivalente a mil euros. Mas não é por isso que entraram em greve, explicou Xiang. É por causa da discriminação. Uns têm direito a horas extraordinárias, outros não. Eu estava pasmado. Nada daquilo vinha nas notícias. Os trabalhadores da Foxconn estão em greve? Nem todos. Mas tem havido protestos dentro da fábrica. O complexo da Foxconn em Longhua, Shenzhen, ao lado do da Huawei, integra várias fábricas, com um total de mais de 350 mil trabalhadores. O recinto é cercado com muros altos e vigiado por guardas armados. Na sua maioria, os trabalhadores vivem lá dentro. Utilizam os refeitórios, os supermercados, as lojas, bem como o ginásio, piscinas ou o hospital. É uma autêntica cidade, auto-suficiente, e estranhos não podem entrar. O controlo é rigoroso. Na Foxconn são produzidos a quase totalidade dos iphone e outros equipamentos da Apple, mas também os telemóveis Nokia, Sony e Eriksson, os computadores Dell e de muitas outras marcas. Os próprios telemóveis Huawei são fabricados lá, embora vários componentes de equipamentos montados na Foxconn sejam fabricados pela Huawei. A colaboração é intensa entre os dois vizinhos. Para Xiang, que trabalhou nas linhas de montagem da Huawei antes de entrar para a Foxconn, não há muitas diferenças. Na Foxconn, o trabalho é mais rápido e mais repetitivo. Ganhava-se mais, por causa das horas extraordinárias, mas os trabalhadores pro- Em cima, trabalhadores migrantes à espera do comboio na estação de Dongguan Leste. Em baixo, estação de Hongqiao, em Xangai. O Festival de Outono e o Dia Nacional levam milhares de pessoas a deslocar-se. No plano anterior, uma fábrica têxtil em Suining, na província de Sichuan 24 Domingo 4 Novembro

15 CARLOS BARRIA/REUTERS BOBBY YIP/REUTERS

16 testam mais. Na Huawei, as pessoas gostam da empresa. Na Foxconn, uma das formas de protesto é o suicídio. Chegou a assumir números tão elevados (dezenas por ano), que a empresa mandou erguer redes sob as janelas das torresdormitório. No entanto, os salários na Foxconn, a par com os da Huawei, são dos mais elevados da região. A maior parte das pessoas ali consegue ter um nível de vida como nunca teve, nem viu ninguém ter na família, nas aldeias de onde vêm, disse Xiang. Todos têm telemóvel, compram roupa e enviam dinheiro todos os meses para a família. O problema não é o dinheiro. É não se saber o que fazer à vida. Só trabalho, mais nada. Longe das famílias e dos ambientes culturais onde sempre viveram, os trabalhadores de Shenzhen vivem num vazio difícil de preencher. A cidade nada mais tem para oferecer além dos gigantescos centros comerciais. Eles são o entretenimento, o espectáculo, a realização pessoal e o sonho. São a cultura, para populações cujo único desígnio é abandonar o círculo da pobreza. Estar aqui, na cidade, é viver. Seja lá o que isso signifique. É preciso chegar a este patamar. O resto não é urgente. Saímos do restaurante e avançámos por uma das ruas paralelas ao enorme mercado coberto de Luohu, o grande centro da contrafacção e produtos de luxo falsos, à mistura com massagens, salas de chá e balcões de electrónica. À volta cintilam arranha-céus de cem andares, mas aqui predominam prédios velhos, de 20 andares, que albergam escritórios manhosos e hotéis, muitos hotéis com nomes chineses e sem qualquer anúncio à entrada. Miss, miss, diziam mulheres que se aproximavam, ao ver três homens sozinhos. Venham! Lindas misses. Venham ver e escolham a vossa preferida. Custa 300 yuan (37 euros). Custa 200 São geralmente mulheres de meia-idade, ou homens, que vêm tentar angariar os clientes para os inúmeros pequenos bordéis clandestinos da zona. Mas muitas vezes são as próprias prostitutas que se aproximam, fornecendo logo dados precisos, acompanhados de ilustração gestual ou onomatopaica, sobre os serviços que prestam. Dias mais tarde, decidi voltar ali ao cair da noite, e aceitar a sugestão de um homem sem uma perna que me abordou na rua com a fotografia de um quarto de hotel. Segui-o por ruelas atafulhadas de mercados de legumes, oficinas, salas de massagem e bordéis, até um hotel decadente e fétido no 17.º andar de um prédio degradado. Dormi lá, num quarto minúsculo e interior, por cerca de três euros. Paguei, recolhi ao meu aposento, e logo depois começou a dança. Durante toda a noite, mulheres de idades variadas vieram bater à minha porta oferecendo sexo. O preço oscilava entre 500 e 100 yuan (12 euros), sem contar com a própria empregada da limpeza, sexagenária, que aos primeiros raios da manhã também veio fazer a sua oferta: 50 yuan. Logo após as primeiras candidatas, foi o empregado da recepção que me bateu à porta, com uma enorme calculadora na mão. Enquanto fazia um gesto que pretendia significar cópula, digitou: Apontava para o 50 e para ele, querendo dizer que era a sua comissão. Tsian, que aceitou falar comigo, contou que trabalhou em várias fábricas antes de começar a prostituir-se num salão KTV, ou seja, de karaoke. Queria ganhar mais dinheiro, e nas fábricas o salário nunca ia acima dos três mil yuan. Um dos patrões deu-lhe a oportunidade. OS DA MINHA IDADE VIERAM DIRECTAMENTE DA ESCOLA. NUNCA TRABALHARAM NA AGRICULTURA. ISSO É DA GERAÇÃO DOS NOSSOS PAIS. REGRESSAR À ALDEIA É UMA DERROTA Liu, operária em Dongguan No KTV atendia clientes ricos por 800 ou mil yuan. Finalmente podia ser livre. Comprava o que queria. E fiz muitos amigos empresários, com bons carros, que me levavam a jantar. Durou até Tsian ter 30 anos. Trabalhou em salas de karaoke, em cabeleireiros, em centros de massagens, sempre como prostituta e sempre em Donggwan. É ali que se concentra a maior parte das raparigas do campo que vêm trabalhar nas fábricas, de têxteis ou calçado, e por isso os clientes sabem que é ali o centro da prostituição. Para as raparigas é fácil, e muitas vezes necessária, ou óbvia, a deslocação de um emprego para o outro, embora sempre no mesmo sentido. Voltar para as fábricas é muito difícil. Nunca mais nos habituamos de novo àquela vida, disse Tsian, que agora tem 35 anos. Muitas raparigas gostariam de se prostituir, para se libertarem daqueles horários de 14 horas nas fábricas. Falta-lhes a coragem porque têm amigas aqui que são da mesma terra e podem ir contar às famílias. Mas eu não conhecia ninguém. Não fazia qualquer diferença o tipo de trabalho a que me dedicasse. Agora já não me querem no KTV, venho aos hotéis. No mundo das fábricas vai-se mudando de emprego, sempre para melhor, até chegar a um limite, impossível de ultrapassar. No mundo da prostituição começa-se geralmente pelo topo, e vai-se mudando sempre para pior. E não há limite de sordidez que não possa ser ultrapassado. Liu, a namorada de Sheng Long, tem 22 anos e trabalha numa fábrica em Dongguan. Esteve noutras onde ganhava mais, mas esta proporcionalhe a segurança de um emprego estável. Fabrica solas de borracha para sapatilhas Nike. Ganha 2500 yuan, mas tem alojamento gratuito, nas instalações da fábrica. Partilha um quarto com outras cinco raparigas, em beliches. Encontrei-a num centro comercial em Dongguan. Quando vim para Shenzhen, a única coisa que queria era comprar um telemóvel. Trabalhei em sítios onde nem podíamos ir à casa de banho, trabalhávamos à noite e aos fins-desemana, e só pagavam ao fim de três meses. Mas quando consegui comprar o telemóvel, fiquei feliz. Liu sentiu que era finalmente uma rapariga da cidade. A partir daí, não se pode voltar atrás. Passei momentos muito maus. Fui assediada por um patrão, que me atacou e agrediu. Fiquei sem emprego. Mas não podia desistir. Que fazia? Voltava para a aldeia? Que iria fazer lá? Eu nunca trabalhei no campo. As pessoas da minha idade que estão na cidade vieram directamente da escola. Nunca trabalharam na agricultura. Isso é coisa da geração dos nossos pais. Para mim, regressar à aldeia é uma derrota. Para muitas raparigas que vêm para a cidade, não há caminho de retorno, porque, segundo a tradição chinesa, só podem deixar a casa dos pais para casar. Os rapazes têm sempre o seu lugar na casa onde nasceram, as raparigas não. E é difícil arranjar marido quando se volta à aldeia. Os rapazes que ficaram desdenham das raparigas que adquiriram hábitos citadinos; e às raparigas não agradam os rapazes do campo, que consideram de nível inferior. É também na cidade que é preciso encontrar o amor. Essa é uma das razões que tornam o telemóvel tão importante. A outra é a necessidade de estabelecer muitos contactos, para encontrar empregos e subir na carreira. O telemóvel é por isso um símbolo da nova vida nas cidades. E isso é ainda mais evidente na cidade onde se produz a maior parte dos telemóveis do mundo. Huaqiangbei é a zona de Shenzhen consagrada à electrónica. É uma avenida e muitas ruas perpendiculares onde só há lojas de telemóveis, computadores, câmaras. As mais populares são uma espécie de armazéns, com muitos andares e centenas, ou milhares, de bancas onde se vende toda a espécie de equipamentos e de serviços. Telemóveis, tablets e computadores ocupam a maior parte dos andares, com todos os modelos e todas as marcas, verdadeiras e falsas, mas depois há andares inteiros só com carregadores, outros especializados em teclados, modems, pens, chips electrónicos. Cada loja destes centros consiste em apenas um balcão com uma montra, e um número indeterminado de empregados muito jovens, de dois a dez, rapazes e raparigas, que nunca dizem não a um cliente. Têm sempre tudo, e se não têm fazem um telefonema e mandam buscar, em poucos minutos. São milhares de lojas, e milhares de clientes, são imensas a oferta e a procura, e diz-se que alguns dos proprietários destes minúsculos estabelecimentos são multimilionários. Armazéns inteiros não são de vendas, mas de reparações. Empregados adolescentes, de ambos os sexos, debruçam-se sobre circuitos integrados, ou computadores abertos e estripados, enquanto os clientes esperam sentados num banquinho. Song tem 19 anos, usa cabelo pintado de louro e minissaia e estava a desmontar, uma a uma, as peças do teclado de um Mac Powerbook. Veio de uma aldeia como toda a gente em Shenzhen (a cidade, com 14 milhões de habitantes, tem praticamente 30 anos) e começou por trabalhar numa loja. Mas gostava de computadores e tentou aprender com os colegas sobre o seu funcionamento. Passei noites e noites acordada, a estudar, a mexer nas peças de um computador velho, a montar e a desmontar, contou Song que ao lado do teclado espalhado sobre o balcão tinha um pedaço de pizza e um prato de sopa de massa instantânea. Para mim é fácil. A minha cabeça funciona como um computador. Olho para os circuitos e percebo logo tudo. É o outro lado do mundo das fábricas. A possibilidade de subir na vida. Para muitos jovens, não basta comprar um telemóvel e passear no centro comercial. Querem aprender, adquirir capacidades que lhes permitam conquistar empregos melhores nas empresas, ou aceder a empresas mais prestigiadas e promissoras, como a Huawei. Há uma hierarquia, nas fábricas, nas empresas, tal como entre os trabalhadores. E para ascender é preciso lutar. A ascensão social, em si mesma, é todo um mundo, todo um mercado. Pululam os cursos de informática, de vendas, de gestão, de inglês, de técnicas de falar em público, de como responder a entrevistas ou simplesmente de autoconfiança e desenvolvimento pessoal. Circula também toda uma literatura de auto-ajuda e autopromoção. Alguns cursos e personal coaches tornamse populares e prestigiados e podem custar Uma fábrica de têxteis em Huaibei (na província de Anhui). Em baixo, os dormitórios para os trabalhadores de uma fábrica de sapatos em Shenzhen. Alugar casa é muito caro, e há quem passe anos sem sair dos recintos por ter de dedicar todo o seu tempo à fábrica, para conseguir enviar dinheiro para as aldeias 26 Domingo 4 Novembro

17 CARLOS BARRIA/REUTERS REUTERS

18 MUITAS RAPARIGAS GOSTARIAM DE SE PROSTITUIR PARA SE LIBERTAREM DOS HORÁRIOS DE 14 HORAS NAS FÁBRICAS. FALTA- -LHES CORAGEM PORQUE TÊM AMIGAS QUE SÃO DA MESMA TERRA Tsian, prostituta fortunas. Para lhes aceder, é necessário já um certo estatuto. A mobilidade social é possível, mas não fácil. A maior parte dos trabalhadores industriais da cidade vieram das aldeias e não têm direito a nenhum apoio estatal para a sua formação porque são ilegais. Na China, desde uma lei recuperada em 1958, os cidadãos têm bilhetes de identidade diferenciados consoante vivem nas cidades ou nas zonas rurais. Aos cidadãos urbanos são concedidos direitos privilegiados aos cuidados de saúde e à educação. Quem vem do campo para a cidade, apesar de o fazer, hoje, com o encorajamento do Governo, não consegue alterar o seu estatuto, continuando a ser, teoricamente, e muitas vezes uma vida inteira, cidadão rural. É um sistema, designado por hukou, que se tornou hoje numa das principais fontes de discriminação e protestos entre os trabalhadores das fábricas. Conseguir um bilhete de identificação urbano é um processo burocrático muito difícil, que implica, entre outras exigências, que o candidato possua uma casa na zona urbana. Ora o preço das casas nas cidades subiu de tal forma nos últimos anos, que a única alternativa para os trabalhadores migrantes é arrendar uma, ou um quarto. Grande parte deles, aliás, vive nas instalações fornecidas pela própria fábrica. Em muitas cidades, há uma rivalidade latente, que muitas vezes resulta em violência, entre os trabalhadores urbanos e os migrantes, de origem rural, designados por nongmingong e considerados de segunda classe. Não é o caso de Shenzhen, onde quase toda a gente é migrante. Aqui, todos os cidadãos são de segunda classe. Nongmingong. Shenzhen é uma Zona Económica Especial (ZEE), a primeira estabelecida na China, após a reforma de Deng Xiaoping, em Enormes outdoors com a imagem de Deng distribuem-se aliás pela cidade, numa homenagem ao homem que a transformou na mais rica da China. A criação da ZEE, com inúmeros incentivos, atraiu o investimento estrangeiro e misto, trazendo para a cidade fábricas gigantescas que revolucionariam a economia chinesa e mundial. Shenzhen foi o motor do crescimento económico da China. O modelo foi depois aplicado a outras cidades. Nos primeiros anos, a multidão de migrantes que veio dos campos para trabalhar nas fábricas formou um lumpen miserável que envergonhou o país. Até então, a pobreza estava escondida no imenso e inacessível mundo rural. Agora surgia exposta, como uma chaga digna da revolução industrial novecentista, um escândalo do mundo moderno. Era a época dos têxteis, do trabalho escravo. Mas essas massas migrantes seriam uma imensa fonte de enriquecimento, e hoje transformaram-se na nova classe média da China. Os salários já não são de 20 euros, mas de 400, as pessoas acederam a uma panóplia de bens de consumo e catapultaram o país para a primeira linha da economia mundial. Empresas como a Huawei são hoje o rosto da China. As condições de trabalho nas suas fábricas podem ainda parecer degradantes, mas para os padrões chineses representam uma emancipação. O complexo de produção da Huawei situase em Dongguan. É outro campus de acesso restrito, com as suas fábricas, os seus restaurantes e lojas, os seus dormitórios. Estacionados perto dos portões de entrada contam-se várias dezenas de autocarros, que todos os dias levam os trabalhadores para as suas zonas de residência. Porque nem todos podem viver nos bairros da empresa, no interior do campus. Visitei uma das fábricas, uma linha de produção de circuitos integrados, onde trabalham cerca de 13 mil pessoas. Toda a maquinaria é ultramoderna, bem como os sistemas de controlo de qualidade, de higiene ou de manutenção de temperaturas e de níveis de esterilização nas unidades produtivas. Sistemas de incentivo à disciplina e produtividade, explicaram-me, foram aplicados por especialistas japoneses contratados para o efeito. À entrada da linha de montagem, há um quadro onde cada trabalhador coloca, no início do dia, um ícone com um smile, uma expressão triste ou neutra. Deverá fazê-lo de acordo com o estado de espírito que o anima quando vai trabalhar. Supervisores examinam mais tarde o quadro, para prevenir atempadamente situações de depressão, com consequente baixa de produtividade e eventual suicídio. Outro quadro, noutra zona da fábrica, anuncia os prémios de produtividade. A um operário que desempenhava uma função repetitiva de inspecção de circuitos numa placa perguntei quanto ganhava. Com isso criei um momento de embaraço entre todos os presentes. É uma regra da empresa não falar de dinheiro, explicaram. Ninguém pergunta a um colega quanto ganha. Não sabemos os salários uns dos outros. Mais tarde visitei os dormitórios. Situam-se em bairros cercados onde só se entra ou sai com um cartão próprio. Mais uma vez, na nossa limusina preta circulámos por todo o lado, atravessámos checkpoints de guardas armados sem que ninguém nos perguntasse nada. Desrespeitando as ordens de Amy Yan, bati à porta de um dos apartamentos. Depois outro e outro. Os prédios são de construção pobre, e em cada um dos seis ou oito andares há mais de 60 quartos, de portas alinhadas em corredores escuros, como num hotel. Em muitos dos prédios, os quartos têm oito camas, em beliche, para oito trabalhadores. Cada um paga 50 yuan (seis euros) por mês, à empresa. Noutros prédios há pequenos apartamentos para famílias. Uma sala, um quarto, cozinha e casa de banho sem sanita. Vivemos aqui há quatro anos, disse, num destes apartamentos, Guiten Meng, de 23 anos. Veio de Chongqing, trabalha na linha de montagem, ganha quatro mil yuan por mês, com as horas extraordinárias. Aqui, sem a pressão dos supervisores, não tem problemas em falar dos salários. Agora teve um bebé e trabalha menos horas. A mãe veio de Chongqing para tomar conta do menino de quatro meses. Dorme no sofá. O marido de Guifen também trabalha na fábrica. Tem o mesmo salário. Desde que chegaram, nunca foram a Shenzhen. Há um centro comercial aqui em Dongguan, explicou Guifen, sempre com o telemóvel na mão. Fomos lá algumas vezes. Não é preciso ir mais longe. Mas estão fartos de viver no dormitório, querem encontrar uma casa fora do campus. Vivendo aqui, raramente há oportunidade de sair, porque tudo fica longe e é preciso dar muitas horas de trabalho à empresa. Mas a dedicação não significa necessariamente promoções, quando se trata das camadas mais baixas da mão-de-obra. Nenhum dos trabalhadores das linhas de montagem com quem falei tinha sequer ouvido falar do sistema de acções em vigor na Huawei. Segundo a informação oficial, contudo, 65% dos trabalhadores são donos de uma parte da empresa. Quando se tem mais de dois anos de serviço e se é cidadão chinês, obtém-se o direito de possuir acções. É isso que define o estatuto da empresa, explicou-me Roland Sladek, presidente do departamento de media internacionais: trata-se de uma cooperativa. Todas as acções pertencem aos trabalhadores, segundo um sistema de regras de antiguidade e promoções. As acções não são transaccionáveis, nem sujeitas a especulação. Ainda segundo Roland, um alemão cuja função é promover internacionalmente a boa imagem da Huawei, o líder e fundador da empresa, Ren Zhengfei, detém a maior parte dessas acções: 1,4%. O board de directores e toda a estrutura de gestão são conhecidos, disse Roland, pelo que são absurdas as alegações de que o Governo controla a Huawei. Há no entanto uma célula do Partido Comunista na empresa. Até que ponto o seu papel é determinante, não se sabe. Sabe-se que a Huawei é uma empresa de imensa importância estratégica no desenvolvimento da China e na sua posição internacional. Precisamente por isso, seria estúpido comprometer o seu êxito usando-a como instrumento de espionagem, argumenta Roland. Tecnicamente, aliás, as acusações são absurdas. É preciso não ter nenhum conhecimento deste mercado, nem do funcionamento das coisas, sob o ponto de vista científico. Faz sentido. Se a Huawei incorpora chips de espionagem nos seus dispositivos, como interpretar o facto de, nas suas linhas de montagem, se fabricarem componentes usados pela Foxconn? Na fábrica de circuitos integrados da Huawei pude ver, alinhados numa unidade de armazenamento, centenas de enormes caixotes negros com letras gravadas a branco: Foxconn. A mesma onde são fabricados os iphone, os Nokia e os Eriksson. Ren Zhengfei trabalhou no Exército de Libertação Popular porque eram os tempos da Revolução Cultural e não era possível desenvolver investigação científica noutro lugar, explicou Roland. Isso não significa que a Huawei esteja hoje ao serviço das Forças Armadas chinesas. Só muito recentemente a Huawei afirma ser uma empresa privada. Definia-se como colectiva, um estatuto incompreensível para os seus parceiros internacionais. Quem observa de perto a evolução da empresa, porém, reconhece a influência governamental nas suas decisões estratégicas. Quando se apresenta a concursos internacionais, pode ter preços abaixo dos do mercado, porque tem apoio incondicional, nomeadamente dos bancos chineses (todos estatais), que têm ordens claras do Governo para sustentar a Huawei. Não seria possível ser de outra forma. Nenhuma empresa privada desta dimensão poderia ser independente num regime de partido único. Se estivesse sujeita e abandonada às contingências e crises dos mercados internacionais, estaria a colocar em perigo a recente prosperidade dos seus milhares de trabalhadores. E eles não o permitiriam. Ou revoltarse-iam contra o próprio regime. Tal como as terras, na China as fábricas são do povo. Vista do porto de Xangai. Em cima, trabalhadores migrantes da fábrica de sensores Measurement Specialties Ltd., em Shenzhen. As centenas de milhões de chineses que deixaram o campo para trabalhar nas cidades foram o motor da transformação social da China 28 Domingo 4 Novembro

19 CARLOS BARRIA/REUTERS BOBBY YIP/REUTERS

20

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

Este plano de aula proporciona uma abordagem ao tema dos refugiados e asilo para trabalhar com jovens dos 11 aos 16 anos (3º ciclo e Secundário).

Este plano de aula proporciona uma abordagem ao tema dos refugiados e asilo para trabalhar com jovens dos 11 aos 16 anos (3º ciclo e Secundário). Plano de Aula REFUGIADOS SOBRE ESTE PLANO DE AULA Este plano de aula proporciona uma abordagem ao tema dos refugiados e asilo para trabalhar com jovens dos 11 aos 16 anos (3º ciclo e Secundário). Esta

Leia mais

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM?

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? Na cozinha, ele serviu se de mais uma bebida e olhou para a mobília de quarto de cama que estava no pátio da frente. O colchão estava a descoberto e os lençóis às riscas estavam

Leia mais

Regulamento de Acesso, Circulação e Permanência nas Instalações da Assembleia da República

Regulamento de Acesso, Circulação e Permanência nas Instalações da Assembleia da República Regulamento de Acesso, Circulação e Permanência nas Instalações da Assembleia da República Despacho n.º 1/93, de 19 de março publicado no Diário da Assembleia da República, II Série C, n.º 22 de 22 de

Leia mais

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país Brasil Você sabia que... A pobreza e a desigualdade causam a fome e a malnutrição. Os alimentos e outros bens e serviços básicos que afetam a segurança dos alimentos, a saúde e a nutrição água potável,

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Segunda-feira, dia 04 de maio de 2015

Segunda-feira, dia 04 de maio de 2015 Segunda-feira, dia 04 de maio de 2015 Pousamos no pequeno aeroporto de Katmandu um pouco depois das 6 da manhã. Apenas três aviões cargueiros estavam no aeroporto e poucas caixas com produtos para a população.

Leia mais

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes All You Zombies Wendel Coelho Mendes Versão Portuguesa, Brasil Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959 Esse conto é minha versão sobre a verdadeira história de All You Zombies,

Leia mais

Guia para os novos Gerentes

Guia para os novos Gerentes Guia para os novos Gerentes Registar 1 Aqui está possível escolher o nome de Gerente, a senha, o idioma preferido e o servidor onde será criada a sua equipa. Os servidores funcionam em fusos horários diferentes.

Leia mais

Brasileira percorre 7 mil quilômetros para contar histórias de refugiados africanos

Brasileira percorre 7 mil quilômetros para contar histórias de refugiados africanos Brasileira percorre 7 mil quilômetros para contar histórias de refugiados africanos por Por Dentro da África - quarta-feira, julho 29, 2015 http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/brasileira-percorre-7-mil-quilometros-para-contar-historias-derefugiados-africanos

Leia mais

Conheça os Seus Direitos de Passageiro

Conheça os Seus Direitos de Passageiro Conheça os Seus Direitos de Passageiro Índice Via Aérea... 2 Pessoas com deficiências e pessoas com mobilidade reduzida... 2 Embarque recusado... 2 Cancelamento... 2 Atrasos consideráveis... 2 Bagagem...

Leia mais

O destino dos migrantes na Europa 18 de Agosto

O destino dos migrantes na Europa 18 de Agosto O destino dos migrantes na Europa 18 de Agosto Análise, Crise dos migrantes Perceba como o dinheiro, a cor da pele e a religião determinam a sorte dos migrantes na Europa. Os requerentes de asilo na Europa

Leia mais

Prova Final/Prova de Exame Nacional de Português Língua Não Materna (A2)

Prova Final/Prova de Exame Nacional de Português Língua Não Materna (A2) PROVA FINAL DO 2.º E do 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO E EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO PLNM (A2) Prova 63 93/2.ª Chamada/2012 PLNM (A2) Prova 739/2.ª Fase/2012 Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de janeiro,

Leia mais

O presidente falou ontem aos alunos da América

O presidente falou ontem aos alunos da América Publicado em 09 de Setembro de 2009 O presidente falou ontem aos alunos da América Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola

Leia mais

TEXTO DE APOIO À EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA DO TEMA

TEXTO DE APOIO À EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA DO TEMA TEXTO DE APOIO À EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA DO TEMA TEMA SELECCIONADO A CAMINHO DA ESCOLA IDENTIFICAÇÃO DAS COMPONENTES DA RUA / ESTRADA A Educação Rodoviária é um processo ao longo da vida do cidadão como

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Orçamento do Estado 2016 Uma Perspectiva Pessoal

Orçamento do Estado 2016 Uma Perspectiva Pessoal Aese Orçamento do Estado 2016 Uma Perspectiva Pessoal Quando o Fórum para a Competitividade me convidou para esta intervenção, na qualidade de empresário, já se sabia que não haveria Orçamento de Estado

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

Leia os textos e assinale a alternativa correta: 1) O que Ana quer que Pedro faça?

Leia os textos e assinale a alternativa correta: 1) O que Ana quer que Pedro faça? UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL PROGRAMA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS PLE CERIFICADO INTERNACIONAL DE LÍNGUA PORTUGUESA CILP SIMULADO COMPREENSÃO LEITORA E ASPECTOS LINGUÍSTICOS NÍVEL BÁSICO ESCOLAR A2 Leia os

Leia mais

Seis mulheres e o único desejo: um futuro diferente Entrevistadas denunciam desigualdade velada

Seis mulheres e o único desejo: um futuro diferente Entrevistadas denunciam desigualdade velada Terça-feira, 11 de março de 2014 Seis mulheres e o único desejo: um futuro diferente Entrevistadas denunciam desigualdade velada Nádia Junqueira Goiânia - Dalila tem 15 anos, estuda o 2º ano no Colégio

Leia mais

Gratuidade com os outros

Gratuidade com os outros 2ª feira, dia 21 de setembro de 2015 Gratuidade com os outros Bom dia! Com certeza, todos nós já experimentamos como é bom brincar com amigos, como nos faz felizes trocar jogos e brinquedos, como sabe

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

Reciclagem de Lixo. 38 Introdução a Reciclagem. Saneamento ecológico. Reciclagem 38 - Introdução a Reciclagem

Reciclagem de Lixo. 38 Introdução a Reciclagem. Saneamento ecológico. Reciclagem 38 - Introdução a Reciclagem Reciclagem 38 - Introdução a Reciclagem 99 5 Reciclagem de Lixo 38 Introdução a Reciclagem Neste capítulo vamos tratar dois tipos de reciclagem: a reciclagem de nutrientes através de saneamento ecológico,

Leia mais

Agora não posso atender. Estou no. Vou comprar o último livro do José Luís Peixoto. Posso usar a tua gravata azul? A Ana Maria vai ser nossa

Agora não posso atender. Estou no. Vou comprar o último livro do José Luís Peixoto. Posso usar a tua gravata azul? A Ana Maria vai ser nossa MODELO 1 Compreensão da Leitura e Expressão Escrita Parte 1 Questões 1 20 O Luís enviou cinco mensagens através do telemóvel. Leia as frases 1 a 5. A cada frase corresponde uma mensagem enviada pelo Luís.

Leia mais

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA LENDA DA COBRA GRANDE Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA CRUZEIRO DO SUL, ACRE, 30 DE ABRIL DE 2012. OUTLINE Cena 1 Externa;

Leia mais

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa.

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa. A Criada Russa Sandra Pinheiro Interior. Noite. Uma sala de uma casa de família elegantemente decorada. Um sofá ao centro, virado para a boca de cena. Por detrás do sofá umas escadas que conduzem ao andar

Leia mais

I. Informações pessoais e acadêmicas

I. Informações pessoais e acadêmicas RELATÓRIO DE INTERCÂMBIO PROGRAMA DE BOLSAS LUSO-BRASILEIRAS EDIÇÃO 2007 I. Informações pessoais e acadêmicas 1. Dados de identificação (nome, telefone, e-mail, nome do programa etc) Adriana E. de Oliveira

Leia mais

LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA

LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA Uma Aventura na Serra da Estrela Coleção UMA AVENTURA Atividades Propostas Leitura em voz alta de um ou dois capítulos por aula. Preenchimento das fichas na sequência

Leia mais

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos)

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos) I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. Hoje. domingo e o tempo. bom. Por isso nós. todos fora de casa.. a passear à beira-mar.. agradável passar um pouco de tempo

Leia mais

Agrupamento de Escolas Pioneiras da Aviação Portuguesa EB1/JI Vasco Martins Rebolo

Agrupamento de Escolas Pioneiras da Aviação Portuguesa EB1/JI Vasco Martins Rebolo Era uma vez a família Rebolo, muito simpática e feliz que vivia na Amadora. Essa família era constituída por quatro pessoas, os pais Miguel e Natália e os seus dois filhos Diana e Nuno. Estávamos nas férias

Leia mais

Introdução Conselhos para educadores

Introdução Conselhos para educadores Introdução Conselhos para educadores INTRODUÇÃO A utilização da Internet constitui um desafio para a educação dos nossos filhos e dos nossos alunos. Acontece muito frequentemente que os deixamos a navegar

Leia mais

Combate as alterações climáticas. Reduz a tua pegada e muda o mundo!!

Combate as alterações climáticas. Reduz a tua pegada e muda o mundo!! Combate as alterações climáticas Reduz a tua pegada e muda o mundo!! O dióxido de carbono é um gás naturalmente presente na atmosfera. À medida que crescem, as plantas absorvem dióxido de carbono, que

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA MARATONA DE CARTAS

APRESENTAÇÃO DA MARATONA DE CARTAS APRESENTAÇÃO DA MARATONA DE CARTAS http://www.amnistia-internacional.pt/liberdade/ Sobre esta apresentação: Este PowerPoint é um recurso para os/as professores/as apresentarem a Maratona de Cartas aos

Leia mais

Escrito por WEBMASTER Douglas Ter, 25 de Setembro de 2012 10:07 - Última atualização Ter, 25 de Setembro de 2012 10:09

Escrito por WEBMASTER Douglas Ter, 25 de Setembro de 2012 10:07 - Última atualização Ter, 25 de Setembro de 2012 10:09 BÃO OCÊ QUERIA O QUE, SALÁRIO PRESIDIARIO R$ 960,00 REAIS PROS BANDIDO, TRAFICANTE, ESTRUPADOR E ASSASINOS E UM PAI DE FAMILIA TRABALHADOR UM SALARIO MINIMO DE R$ 622,00 REAIS, AI JA É MAIS DA CONTA, ACHO

Leia mais

Cuidados com a sua casa durante a viagem. Não comente sua viagem perto de pessoas estranhas. Uma opção é contratar um caseiro de confiança.

Cuidados com a sua casa durante a viagem. Não comente sua viagem perto de pessoas estranhas. Uma opção é contratar um caseiro de confiança. VIAGENS Cuidados com a sua casa durante a viagem Não comente sua viagem perto de pessoas estranhas. Uma opção é contratar um caseiro de confiança. Nas áreas externas, não deixe ferramentas e escadas, elas

Leia mais

Ele deu... a luz. Era noite e chovia torrencialmente. Roberto,

Ele deu... a luz. Era noite e chovia torrencialmente. Roberto, A UU L AL A Ele deu... a luz Era noite e chovia torrencialmente. Roberto, prevenido, deu a sua ordem preferida: - Desliga a televisão que é perigoso, está trovejando! Mal ele acabou a frase, surgiu um

Leia mais

MARK CARVALHO. Capítulo 1

MARK CARVALHO. Capítulo 1 MARK CARVALHO Capítulo 1 Mark era um menino com altura média, pele clara, pequenos olhos verdes, cabelos com a cor de avelãs. Um dia estava em casa vendo televisão, até que ouviu: Filho, venha aqui na

Leia mais

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Prova de certificação de nível de proficiência linguística no âmbito do Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro,

Leia mais

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal O Tomás, que não acreditava no Pai Natal Era uma vez um menino que não acreditava no Pai Natal e fazia troça de todos os outros meninos da escola, e dos irmãos e dos primos, e de qualquer pessoa que dissesse

Leia mais

Conselho da Europa Plano de Acção para a Deficiência 2006-2015

Conselho da Europa Plano de Acção para a Deficiência 2006-2015 Conselho da Europa Plano de Acção para a Deficiência 2006-2015 Versão Linguagem Fácil Conselho da Europa Plano de Acção para a Deficiência 2006-2015 Versão Linguagem Fácil Página 1 de 60 Plano de Acção

Leia mais

VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Viagem aos Estados Unidos e ao Canadá, feita em conjunto com um grupo de amigos. Um voo Lisboa Nova York e dirigimo- nos ao rent- a- car, para levantar os veículos

Leia mais

Os negócios chineses que vieram para ficar

Os negócios chineses que vieram para ficar Made in China Os negócios chineses que vieram para ficar Do sector da restauração à importação de palitos e à exportação de cortiça, muitos investidores chineses decidiram tentar a sua sorte em Portugal,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 37 Discurso na cerimónia de retomada

Leia mais

O fundador do movimento critica "um sistema que favorece empresas instaladas e que obriga os pais a pagar essa máquina".

O fundador do movimento critica um sistema que favorece empresas instaladas e que obriga os pais a pagar essa máquina. Movimento pela reutilização de manuais apresenta queixa ao provedor de Justiça Movimento vai reclamar o cumprimento da lei, que estabelece um prazo de seis anos de vida para cada um dos manuais escolares

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc.

Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc. Dicas de Segurança I Cuidados no dia-a-dia Nas Ruas Previna-se contra a ação dos marginais não ostentando objetos de valor como relógios, pulseiras, colares e outras jóias de valor. Evite passar em ruas

Leia mais

Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto

Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto 3 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO

Leia mais

LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA

LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA UMA AVENTURA NA CIDADE COLEÇÃO UMA AVENTURA ATIVIDADES PROPOSTAS Leitura integral na sala de aula, por capítulos, um ou dois por aula Compreensão da narrativa Distinção

Leia mais

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A O LIVRO SOLIDÁRIO Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A 1 Era uma vez um rapaz que se chamava Mau-Duar, que vivia com os pais numa aldeia isolada no Distrito de Viqueque, que fica

Leia mais

Viagem a Dornes e Sertã

Viagem a Dornes e Sertã Viagem a Dornes e Sertã (19 e 20 de Março de 2011) Por: RuckFules 1 No fim de semana, aproveitando os belos dias de Sol com que a chegada da Primavera nos presenteou, decidi dar uma volta pelo interior,

Leia mais

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT)

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) AJUDA DE MÃE APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) Objectivos: Informar, apoiar, encaminhar e acolher a mulher grávida. Ajudar cada

Leia mais

DIOCESE DE MANCHESTER Código de Conduta Ministerial: Servir a Cristo, Servir a Todos 1º de maio de 2015. Resumo Executivo

DIOCESE DE MANCHESTER Código de Conduta Ministerial: Servir a Cristo, Servir a Todos 1º de maio de 2015. Resumo Executivo DIOCESE DE MANCHESTER Código de Conduta Ministerial: Servir a Cristo, Servir a Todos 1º de maio de 2015 Resumo Executivo Introdução 1. Como padres, diáconos, religiosos, leigos engajados nas pastorais,

Leia mais

GRADUADO EM EDUCAÇÃO SECUNDÁRIA PROVA LIVRE. Exercício 3 ÂMBITO DE COMUNICAÇÃO: PORTUGUÊS

GRADUADO EM EDUCAÇÃO SECUNDÁRIA PROVA LIVRE. Exercício 3 ÂMBITO DE COMUNICAÇÃO: PORTUGUÊS GRADUADO EM EDUCAÇÃO SECUNDÁRIA PROVA LIVRE Exercício 3 ÂMBITO DE COMUNICAÇÃO: PORTUGUÊS MAIO 2011 Apelidos e nome. GRUPO I Leia o Texto A e consulte o vocabulário apresentado a seguir ao texto. TEXTO

Leia mais

Concurso Planear Estarreja (orientações para a implementação)

Concurso Planear Estarreja (orientações para a implementação) (orientações para a implementação) Escolas Programa de Regeneração Urbana da Cidade de Estarreja Fases do Fase 1. Diagnóstico Fase 2. Estratégia e Plano de Ação 2 Exercícios para preparação de diagnóstico

Leia mais

Curso de Direito Atividades de aprofundamento acadêmico nº 04 2S2015

Curso de Direito Atividades de aprofundamento acadêmico nº 04 2S2015 Curso de Direito Atividades de aprofundamento acadêmico nº 04 2S2015 Professor responsável: Ricardo Lorenzi Pupin Aluno: Semestre/turma: Disciplina: Geral Tema da atividade: Arrastões nas praias do Rio

Leia mais

HOJE EM DIA O ABORTO JÁ É LEGAL? COMO É A LEI DO ABORTO?

HOJE EM DIA O ABORTO JÁ É LEGAL? COMO É A LEI DO ABORTO? HOJE EM DIA O ABORTO JÁ É LEGAL? COMO É A LEI DO ABORTO? Em 1984 legalizou-se o aborto em Portugal, mas os prazos dessa lei já foram alargados. Desde 1997 tornou-se legal abortar por razões de saúde da

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA/ 3º CEB POETA AL BERTO, SINES PLANO DE EMERGÊNCIA INTERNO

ESCOLA SECUNDÁRIA/ 3º CEB POETA AL BERTO, SINES PLANO DE EMERGÊNCIA INTERNO ALUNOS: Quando soar o sinal de ALARME, deve seguir as instruções do Professor. O aluno nomeado Chefe de Fila deve dirigir-se para porta de saída, procede à sua abertura, segurando-a e mantendo-a aberta.

Leia mais

COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? e as oficinas têm de se adaptar às novas

COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? e as oficinas têm de se adaptar às novas COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? 1 1 Com esta crise, já não há filas à porta das oficinas, nem listas de marcações com vários dias de espera. Era bom, era, mas já foi! Os tempos são de mudança

Leia mais

Mobilizar para a saúde ambiental... 12 A mudança leva tempo... 13 Actividades para aprender e mobilizar... 14 As mulheres precisam de uma voz...

Mobilizar para a saúde ambiental... 12 A mudança leva tempo... 13 Actividades para aprender e mobilizar... 14 As mulheres precisam de uma voz... Mobilizar para a saúde ambiental........................... 12 A mudança leva tempo................................... 13 Actividades para aprender e mobilizar........................ 14 As mulheres precisam

Leia mais

As Tecnologias de Informação na minha Vida Pessoal e Profissional

As Tecnologias de Informação na minha Vida Pessoal e Profissional As Tecnologias de Informação na minha Vida Pessoal e Profissional Foi na madrugada de 03 de Agosto de 1972, que nasceu uma linda menina, no Hospital de Faro, e deram-lhe o nome de Fernanda Maria. Essa

Leia mais

Criança como passageiro de automóveis. Tema seleccionado.

Criança como passageiro de automóveis. Tema seleccionado. www.prp.pt A Educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica e é uma estrutura de apoio de uma educação que se vai desenvolvendo ao longo da vida. Assim, é fundamental que a Educação Rodoviária

Leia mais

Sinopse I. Idosos Institucionalizados

Sinopse I. Idosos Institucionalizados II 1 Indicadores Entrevistados Sinopse I. Idosos Institucionalizados Privação Até agora temos vivido, a partir de agora não sei Inclui médico, enfermeiro, e tudo o que for preciso de higiene somos nós

Leia mais

Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às 4 Instituições do Ensino Superior (2017)

Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às 4 Instituições do Ensino Superior (2017) Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às 4 Instituições do Ensino Superior (2017) Português B 澳 門 四 高 校 聯 合 入 學 考 試 ( 語 言 科 及 數 學 科 )2017 Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às

Leia mais

A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE

A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE Lisboa 2014 A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE O MEU PAI SANGRA HISTÓRIA E AQUI COMEÇARAM OS MEUS PROBLEMAS Tradução de JOANA NEVES Fui visitar o meu pai a Rego Park. Há muito

Leia mais

Principais questões jurídicas: - Crime de sequestro - Insuficiência para a decisão da matéria de facto provada SUMÁRIOS

Principais questões jurídicas: - Crime de sequestro - Insuficiência para a decisão da matéria de facto provada SUMÁRIOS Processo n.º 18 / 2009 Recurso penal Data da conferência: 15 de Julho de 2009 Recorrente: A Principais questões jurídicas: - Crime de sequestro - Insuficiência para a decisão da matéria de facto provada

Leia mais

O QUE MAIS ESTRESSA O CARIOCA? FEVEREIRO

O QUE MAIS ESTRESSA O CARIOCA? FEVEREIRO Enquete Algumas reportagens e matérias dão conta que o Brasil é o segundo país mais estressado do mundo e o trabalho é apontado como uma das principais causas desse mal. Porém, nem só de trabalho vive

Leia mais

Portugués PROBA DE CERTIFICACIÓN DE NIVEL INTERMEDIO. Expresión oral ... / 25. Tarefa 1 Interacción / 12,5. Tarefa 2 Monólogo / 12,5 PUNTUACIÓN

Portugués PROBA DE CERTIFICACIÓN DE NIVEL INTERMEDIO. Expresión oral ... / 25. Tarefa 1 Interacción / 12,5. Tarefa 2 Monólogo / 12,5 PUNTUACIÓN Apelidos e nome da persoa candidata:... PROBA DE CERTIFICACIÓN DE NIVEL INTERMEDIO Portugués PUNTUACIÓN Tarefa 1 Interacción / 12,5 Tarefa 2 Monólogo / 12,5... / 25 TAREFA 1 (INTERAÇÃO) - FICHA 1A Tempo

Leia mais

A educação básica na China 1

A educação básica na China 1 A educação básica na China 1 Alana Kercia Barros Andrea Jerônimo Jeannette Filomeno Pouchain Ramos 2 Introdução Como parte de uma iniciativa maior, que se propõe a lançar um olhar sobre aspectos da educação

Leia mais

INQUÉRITO A PASSAGEIROS INTERNACIONAIS DE CRUZEIRO PORTO DE LISBOA

INQUÉRITO A PASSAGEIROS INTERNACIONAIS DE CRUZEIRO PORTO DE LISBOA INQUÉRITO A PASSAGEIROS INTERNACIONAIS DE CRUZEIRO PORTO DE LISBOA 2011 1 INQUÉRITO A PASSAGEIROS INTERNACIONAIS DE CRUZEIRO INTRODUÇÃO Na continuidade do estudo que vem sendo realizado pelo, em conjunto

Leia mais

INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA OS ALUNOS QUE VISITAM MALTA E GOZO PARA ESTUDAR INGLÊS

INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA OS ALUNOS QUE VISITAM MALTA E GOZO PARA ESTUDAR INGLÊS INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA OS ALUNOS QUE VISITAM MALTA E GOZO PARA ESTUDAR INGLÊS INTRODUÇÃO Bem-vindo. Esta brochura fornece alguns conselhos práticos e informações úteis para quando estiver a estudar e a

Leia mais

Plano de Evacuação. de Evacuação

Plano de Evacuação. de Evacuação NORMAS GERAIS DE EVACUAÇÃO PROFESSORES 1 Se houver uma situação de emergência, na escola, ela dispõe do seguinte alarme acústico para informação: campainha normal, mas com toque diferenciado três toques

Leia mais

O andebol oferece-me coisas que a faculdade não tem é a demonstração de carácter

O andebol oferece-me coisas que a faculdade não tem é a demonstração de carácter O andebol oferece-me coisas que a faculdade não tem é a demonstração de carácter Aos 24 anos Ricardo Pesqueira tem já um longo percurso andebolístico. Cresceu para o desporto no Águas Santas, mas no currículo

Leia mais

Insígnia Mundial do Meio Ambiente IMMA

Insígnia Mundial do Meio Ambiente IMMA Ficha Técnica no. 5.3 Atividade Principal no. 5.3 HISTÓRIA DE UM DESASTRE NATURAL Objetivo da : 5 Os escoteiros estão trabalhando para um mundo onde as pessoas estão preparadas para responder aos perigos

Leia mais

JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO

JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO A economia vai derrotar a democracia de 1976. - José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana

Leia mais

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas - Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas curiosidades. Se quiseres, depois deixo-te ler. - Tu sabes

Leia mais

Jordânia. Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país. Leia a minha história e descubra... Por que é que todos precisamos de água potável para

Jordânia. Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país. Leia a minha história e descubra... Por que é que todos precisamos de água potável para Jordânia Você sabia que... A água potável e segura é necessária para que se possa assegurar e proteger a vida e a saúde de toda a gente, num modo justo e igualitário. Alguns fatos sobre o meu país No Reino

Leia mais

Pra que serve tudo isso?

Pra que serve tudo isso? Capítulo 1 Pra que serve tudo isso? Parabéns! Você tem em mãos a base para o início de um bom planejamento financeiro. O conhecimento para começar a ver o dinheiro de outro ponto de vista, que nunca foi

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

Cercado de verde por todos os lados

Cercado de verde por todos os lados Cercado de verde por todos os lados Verde-claro. Verde-escuro. Verde-musgo. Verde pálido. Verde superanimado. Verde sendo bicado por passarinhos. Verde sendo engolido por macacos. Verde subindo pelos troncos

Leia mais

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. Nome da Equipa GMR2012

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. Nome da Equipa GMR2012 NOS@EUROPE O Desafio da Recuperação Económica e Financeira Prova de Texto Nome da Equipa GMR2012 Alexandre Sousa Diogo Vicente José Silva Diana Almeida Dezembro de 2011 1 A crise vista pelos nossos avós

Leia mais

31º BATALHÃO. Avenida Salvador Allende nº 5.500 Barra da Tijuca/Cep: 22.783-127 Oficial de Dia 2332-7462. e-mail: 31bpm@operacional.pmerj.

31º BATALHÃO. Avenida Salvador Allende nº 5.500 Barra da Tijuca/Cep: 22.783-127 Oficial de Dia 2332-7462. e-mail: 31bpm@operacional.pmerj. 31º BATALHÃO Avenida Salvador Allende nº 5.500 Barra da Tijuca/Cep: 22.783-127 Oficial de Dia 2332-7462 e-mail: 31bpm@operacional.pmerj.org RESPONSABILIDADE DO SÍNDICO 1. Antes de contratar empregados,

Leia mais

Escola Secundária Daniel Sampaio Plano de Prevenção e Emergência. contra Sismos. Exercício de Evacuação

Escola Secundária Daniel Sampaio Plano de Prevenção e Emergência. contra Sismos. Exercício de Evacuação Plano de Segurança contra Sismos Exercício de Evacuação Dia 21 de Fevereiro de 2008 O que esperar em caso de SISMO O primeiro indício de um Sismo de grandes proporções poderá ser: Um tremor ligeiro perceptível

Leia mais

ATIVIDADES ONLINE 9º 3. Cidade chinesa que estreou economia de mercado completa 30 anos

ATIVIDADES ONLINE 9º 3. Cidade chinesa que estreou economia de mercado completa 30 anos ATIVIDADES ONLINE 9º 3 1) Leia atentamente. Cidade chinesa que estreou economia de mercado completa 30 anos Deng Xiaoping, pai da reforma econômica da China, decidiu no começo dos anos 80 testar as regras

Leia mais

Viagem à Costa Rica. foto-aventura

Viagem à Costa Rica. foto-aventura foto-aventura T E X TO E F O TO S : M AU R Í C I O M ATO S Viagem à Costa Rica Quando compramos um carro novo damos um passeio maior e dizemos que fomos fazer a rodagem. Ora, então quando se compra uma

Leia mais

Programa de Formação Contínua em Matemática para Professores do 1º ciclo 2006/07. Geometria

Programa de Formação Contínua em Matemática para Professores do 1º ciclo 2006/07. Geometria A história do bosque das Figuras Geométricas Há muito muito tempo, não, não pode ter sido há muito muito tempo pois nessa altura não havia computadores. Então temos de começar de outra maneira. Há muito

Leia mais

República de Moçambique -- Gabinete de Informação

República de Moçambique -- Gabinete de Informação República de Moçambique -- Gabinete de Informação Direcção de Informação e Comunicação Transcrição do Briefing de SEXA o Vice-Ministro da Educação e Cultura e Porta-Voz do Governo, Dr. Luís Covane Maputo,

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

O que fazemos em Moçambique

O que fazemos em Moçambique 2008/09 O que fazemos em Moçambique Estamos a ajudar 79.850 crianças afectadas pelas inundações Estamos a proporcionar kits para a escola a 1.000 órfãos e crianças vulneráveis Registámos 1.745 crianças

Leia mais

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ENXAMES ACTA N.º 8

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ENXAMES ACTA N.º 8 ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ENXAMES ACTA N.º 8 Aos vinte dias do mês de Abril do ano de dois mil e sete, reuniu a Assembleia de freguesia de Enxames não se registando nenhuma falta. Ao iniciar a sessão

Leia mais

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA Entrevista com Clínica Maló Paulo Maló CEO www.clinicamalo.pt Com quality media press para LA VANGUARDIA Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As respostas que aqui figuram em linguagem

Leia mais

Gramática e Redação. Exercícios de Revisão I

Gramática e Redação. Exercícios de Revisão I Nome: n o : E nsino: A no: T urma: Data: Prof(a): Fundamental 7 o Gramática e Redação Exercícios de Revisão I Leia com atenção o texto abaixo. Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, no Estado

Leia mais

Autor (a): Januária Alves

Autor (a): Januária Alves Nome do livro: Crescer não é perigoso Editora: Gaivota Autor (a): Januária Alves Ilustrações: Nireuda Maria Joana COMEÇO DO LIVRO Sempre no fim da tarde ela ouvia no volume máximo uma musica, pois queria

Leia mais

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível).

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível). , Luiz Inácio Lula da Silva, durante a inauguração da República Terapêutica e do Consultório de Rua para Dependentes Químicos e outras ações relacionadas ao Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack São

Leia mais

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER Atividades Lição 5 NOME: N º : CLASSE: ESCOLA É LUGAR DE APRENDER 1. CANTE A MÚSICA, IDENTIFICANDO AS PALAVRAS. A PALAVRA PIRULITO APARECE DUAS VEZES. ONDE ESTÃO? PINTE-AS.. PIRULITO QUE BATE BATE PIRULITO

Leia mais

I B OP E Opinião. O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água

I B OP E Opinião. O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA Águas no Brasil: A visão dos brasileiros O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água Dezembro, 2006 METODOLOGIA OBJETIVO Levantar informações para

Leia mais

República de Moçambique -- Gabinete de Informação

República de Moçambique -- Gabinete de Informação 1 República de Moçambique -- Gabinete de Informação Direcção de Informação e Comunicação Transcrição do Briefing de SEXA o Vice-Ministro da Educação e Cultura e Porta-Voz do Governo, Dr. Luis Covane Maputo,

Leia mais

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento Eu e umas amigas íamos viajar. Um dia antes dessa viagem convidei minhas amigas para dormir na minha casa. Nós íamos para uma floresta que aparentava ser a floresta do Slender-Man mas ninguém acreditava

Leia mais

Guia de Puericultura. Alimentação

Guia de Puericultura. Alimentação Guia de Puericultura Com o nascimento do bebé, os pais necessitam de adquirir uma série de artigos. A oferta no mercado é cada vez maior, por isso é importante estar informado: com este guia ajudamo-la

Leia mais

Training Center. Localização

Training Center. Localização Localização Este centro localiza- se no sul de Portugal (no Alentejo) e dista 190km de Lisboa e 165km de Faro. A vila onde está situado chama-se Santa Vitória e fica a apenas 30km de uma capital de districto,

Leia mais

Segurança na Internet. Nuno Coelho

Segurança na Internet. Nuno Coelho Nuno Coelho Como Navegar em Segurança Quando navegas na Internet são poucos os salva-vidas e podem estar longe. É por isso que queremos que te tornes o teu próprio "salva-vidas" e fiques atento à tua própria

Leia mais