CURSO DE DIREITO CARLA FARIAS MOREIRA DE HOLANDA O ABORTO NO DIREITO PENAL BRASILEIRO

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1 CURSO DE DIREITO CARLA FARIAS MOREIRA DE HOLANDA O ABORTO NO DIREITO PENAL BRASILEIRO Fortaleza 2012

2 2 CARLA FARIAS MOREIRA DE HOLANDA O ABORTO NO DIREITO PENAL BRASILEIRO Monografia apresentada ao Curso de Direito da Faculdade Christus como requisito parcial necessário à obtenção do grau de bacharel em Direito. Orientador: Prof. Esp. José Rangel Jr. Fortaleza 2012

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4 4 Dedico este trabalho a Deus, ao meu amado marido e incomparável companheiro Marcílio Dias, ao meu filho Daniel Levi, à minha família, e a todos os professores que contribuíram para o meu conhecimento e aprendizado.

5 5 AGRADECIMENTOS A Deus, luz do meu caminho, por estar sempre ao meu lado, aproximando-me de pessoas tão queridas e especiais. Ao meu saudoso pai Francisco Moreira Pinto (in memoriam), a quem dedico esta conquista. À minha mãe Carminha, à minha irmã Paula, ao meu cunhado Cláudio e à minha sobrinha Júlia, pelas palavras de incentivo e amor. À querida Nilzete, cujo apoio durante todo o decorrer do curso foi incontestável e, sem o qual, eu não teria conseguido. Ao professor Rangel que, com sua paciência e inteligência, soube orientar e valorizar este trabalho. De uma forma geral, agradeço a todos aqueles amigos e familiares que, de forma direta ou indireta, contribuíram para a existência deste trabalho.

6 6 O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra. Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra. Madre Teresa de Calcutá

7 7 RESUMO O objetivo geral desta monografia, que apresenta como tema central O Aborto no Direito Penal Brasileiro, é caracterizar a problemática do aborto no Brasil, apontando todos os tipos permitidos na legislação brasileira, e quais os graus de dificuldade mais recorrentes em seu consentimento pela magistratura brasileira, bem como o enfoque nos casos de anomalias fetais e nas gestações provenientes de estupro; onde a intolerância à prática abortiva não é estudada como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta indispensável para a preservação da vida humana. Serão detalhados os casos em que o aborto é permitido por lei, porém tentando sempre fazer uma análise de outras formas de solução do problema, explicitando os elementos externos que causam maior dificuldade no cumprimento da lei, através de explicação e exemplificação de como tais fatores externos, como religião, sociedade e grupos antiaborto, influenciam diretamente na definição e concretização da legislação sobre o aborto. O referido trabalho é composto de cinco capítulos, cuja meta principal é contribuir para o progresso do aprendizado, uma vez que sinaliza e aponta caminhos diversos. O objetivo específico desta monografia é questionar a natureza jurídica do aborto legal, com uma avaliação precisa das falhas, visando ampliar os conhecimentos, bem como a construção de caminhos para que todo o processo seja executado com muita responsabilidade, uma vez que a vida é preciosa e divina. O referido texto dissertativo foi realizado através de pesquisa bibliográfica, com livros sobre o tema: Aborto e Legalidade, Descriminalização do Aborto, Bioética e Sociedade, onde se tentou confrontar e relacionar todas as formas abortivas, o impacto psicológico sofrido pela mulher, bem como as alternativas para a redução dos pareceres favoráveis ao ceifamento da vida humana, através de profundo questionamento. Palavras-chave: Aborto legal, Anomalia Fetal, Estupro e Sequelas Psicológicas.

8 8 ABSTRACT The general objective of this monograph, which features as its central theme the Abortion in the Brazilian Penal Law, pointing all types allowed in Brazilian legislation, and what are the degrees of difficulty more applicants in their consent by the Brazilian judiciary, as well as the focus on cases of fetal abnormalities and in pregnancies from rape; where the abortion practice intolerance is not studied as an end in itself, but as an indispensable tool for the preservation of human life. Will be detailed cases in which abortion is permitted by law, but always trying to make an analysis of other ways of solving the problem, explaining the external elements that cause greater difficulty in law enforcement, through explanation and examples of how such external factors, such as religion, society and anti-abortion groups, influence directly in the definition and implementation of the legislation on abortion. This work consists of five chapters, whose main goal is to contribute to the advancement of learning, since signals and points out various paths. The specific objective of this monograph is to question the legal nature of the legal abortion, with an accurate assessment of failures in order to broaden the knowledge, as well as the building of roads so that the entire process is run with a lot of responsibility, a time that life is precious and divine. This argumentative text was accomplished through bibliographical research, with books on the topic: "Abortion and Legality", "Decriminalization of abortion", "Bioethics and society", where he tried to collate and correlate all forms abortion, the psychological impact suffered by the woman, as well as the alternatives to reduce the favourable opinions to the clipping of human life, through deep questioning. Keywords: legal abortion, fetal abnormality, rape and psychological sequelae.

9 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO O ABORTO Aspectos históricos do aborto O aborto na visão da religião O CRIME DE ABORTO NO BRASIL Tipificação do crime de aborto ABORTO LEGAL Natureza jurídica do aborto legal Analisando o aborto por anomalia fetal Perspectivas jurídicas e psicológicas em mulheres vítimas de estupro O aborto no anteprojeto da reforma do Código Penal Brasileiro Caso Roe vs Wade CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICE... 54

10 10 1 INTRODUÇÃO A vida humana, dom gratuito de Deus, não parece ter mais o mesmo valor, posto que a humanidade está cada vez mais egoísta e inescrupulosa. Não há mais parâmetros para definir o que é certo e o que é errado, pois os valores morais e éticos da família brasileira estão mudando a uma velocidade progressiva e constante. Ainda hoje, ecoa nas mentes dos brasileiros cristãos as discussões absurdas constantes no PNDH-3 (3º Programa Nacional de Direitos Humanos), o qual tencionava revolucionar a sociedade brasileira com mudanças estapafúrdias, através do decreto nº 7.037, de 21/12/2009, como as que se seguem: casamento de homossexuais, autorização para casais homossexuais adotarem crianças inocentes, aborto, valorização da profissão de prostituta, abertura para a bruxaria e o satanismo, proibição de ostentação de símbolos religiosos em repartições públicas, dentre outras. Ressalta-se, ainda, que tais ideias formuladas por juristas brasileiros seriam, na verdade, o anteprojeto do Código Penal Brasileiro. Em relação ao aborto, ficou explícita a vontade de liberar a prática do aborto indiscriminadamente, pois bastaria apenas que um médico ou psicólogo declarasse que a mulher não apresenta condições psicológicas para ser mãe, ou seja, com o famoso jeitinho brasileiro seria facílimo comprar essas declarações nas próprias clínicas de aborto. Na nossa atual legislação, o aborto é crime mas, em dois casos, a pena não é aplicada. É certo que o progresso muda e modifica a vida hodierna, mas os valores não podem ser simplesmente descartados como se nunca tivessem existido. O referido trabalho de monografia tem como meta realizar um estudo sobre a tentativa de aprovação da descriminalização do aborto por parte da legislação brasileira, com a finalidade de abrir novos horizontes objetivando esgotar todas as possíveis soluções para essa questão assaz importante. A necessidade de discutir-se o papel do aborto na sociedade é bastante antiga nas ciências jurídicas. O que se vê é uma grande impotência por parte da

11 11 sociedade, do governo e das leis, que tentam chegar a um consenso mas não conseguem. Em linhas gerais, a criminalização do aborto e a tentativa de descriminalizá-lo tem sido um assunto muitíssimo discutido, com opiniões bem diversificadas, ocasionando conflitos de interesses. O texto dissertativo em questão terá como objetivos específicos compreender e discutir como o aborto é visto no Brasil, fazendo uma retrospectiva da história do mesmo através dos tempos, avaliado-o sob o prisma da religião, tipificando-o e fazendo questionamentos sobre a sua legalização nos casos de anomalias fetais e nas gestações oriundas de estupro. O estudo será dividido em cinco capítulos, desenvolvidos a partir de extensas e minuciosas pesquisas bibliográficas, onde serão investigadas as referências dos autores escolhidos. As referidas pesquisas buscarão explicar o problema a partir de referências teóricas, através da análise da literatura já publicada em forma de livros e publicações avulsas. Haverá, também, a pesquisa documental, que explicará todos os passos e pesquisas que tratam sobre o tema em evidência. O referido trabalho terá caráter exploratório, uma vez que procurará aprimorar ideias e ajudar na formulação de hipóteses para pesquisas posteriores, limitando-se a definir objetos e buscar mais informações sobre o tema em análise. Na confecção da atual pesquisa, foram selecionadas fontes pertinentes ao tema, principalmente bibliográficas ligadas e de autoria de especialistas e profissionais, direcionadas à temática aborto, como aquelas orientadas pelo orientador do curso, bem como outras selecionadas ( Aborto e legalidade; Aborto por anomalia fetal; O estado atual do Biodireito; Bioética e sociedade; A questão do aborto; Descriminalização, direitos humanos e democracia; Aborto, eutanásia e liberdades individuais; Aborto: vergonha para a humanidade; Curso de Direito Penal; Aborto e ciência; Aborto: liberação ou restrição? ), que apresentam arcabouço teórico e base para postulações pertinentes. Por conseguinte, utilizar-se-á a coleta, comparação e parecer dos dados pertinentes ao tema, nas seguintes bibliografias e fontes sobressalentes. A análise de dados do presente trabalho dar-se-á de forma comparativa, com análise aprofundada do referencial teórico selecionado diretamente consoante ao tema

12 12 central proposto, habilmente explanado pelos autores Rogério Greco, Débora Diniz, Patrícia Karagulian, Fernando Capez, Alice Ferreira, Marcolina Alves, Ronald Dworkin, Rulian Emmerick, dentre outros; com o propósito de enriquecer o tema com conceitos e definições, bem como imbuir da importância da vida do ser humano com o mais alto interesse pelo conhecimento e aperfeiçoamento de leis que transformem o cenário atual, coibindo os excessos e freando a prática do aborto com medidas educativas e conscientizadoras. A realização de pesquisas sobre esse assunto tem relevância para a compreensão de todas as particularidades do assunto, pois assim é mais fácil participar ativamente dos debates; com isso, entende-se que é um problema de toda a sociedade, e não apenas das pessoas envolvidas no processo.

13 13 2 O ABORTO O aborto tem sido uma questão polêmica desde os primórdios da humanidade, posto que envolve vários aspectos e campos distintos, tais como: a ética, a moral, a religião e a medicina. Fernando Capez apresenta o seguinte conceito sobre aborto: Considera-se aborto a interrupção da gravidez, com a consequente destruição do produto da concepção. Consiste na eliminação da vida intra uterina. Não faz parte do conceito de aborto a posterior expulsão do feto, pois pode ocorrer que o embrião seja dissolvido e depois reabsorvido pelo organismo materno em virtude de um processo de autólise; ou então pode suceder que ele sofra processo de mumificação ou maceração, de modo que continue no útero materno. 1 Não há distinção para o aborto quando é praticado com uma ou várias semanas de gestação, visto que o mesmo pode configurar-se desde o início da concepção até o momento do parto. Não há, na Lei Penal brasileira, a configuração da semana de gestação para a ocorrência do aborto, ou seja, a partir do momento em que o óvulo é fecundado e ocorrem as divisões da célula já há a formação do ser vivo e, havendo alguma interrupção nesse ínterim, é configurado o aborto. Em 1839, Schleiden e Schwan, ao formularem a teoria celular, foram responsáveis por grandes avanços da embriologia. Conforme tal teoria: O corpo é composto por células, o que leva à compreensão de que o embrião se forma a partir de uma única célula, o zigoto, que, por meio de muitas divisões celulares, forma os tecidos e órgãos de todo ser vivo. Com base nessas evidências experimentais, o papa Pio 9º aceitou, em 1869, a concepção como a origem do ser humano. 2 1 CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal: parte especial. São Paulo: Saraiva, 2003, p FERREIRA, Alice Teixeira. Aborto e ciência Bases biológicas do início da vida humana. Folha on line. São Paulo, 30 jul 05. Disponível em: Aborto e ciência. Acesso em: 26 ago 2012.

14 14 Isto significa dizer que esses conceitos não são ultrapassados, pois todos os livros de embriologia humana afirmam que o desenvolvimento do homem inicia-se quando o ovócito é fertilizado pelo espermatozoide, e que daí em diante esse ovócito passa pelas diferentes fases para a formação do embrião intra útero: somos primeiro um ovo, depois uma mórula, um blastocisto e depois um feto. Magnífico é um ovo dar origem a algo tão complexo como o ser humano. Mais recentemente, também na Nature, Y. Sasai descreve os fatores/proteínas que controlam o desenvolvimento do embrião a partir da concepção, descobertos por Dupont e colaboradores. Lewis Wolpert chega a afirmar que o momento em que o ovo começa a dividir-se é o momento mais importante de nossa vida, mais que o nascimento, casamento ou morte. 3 Nota-se, portanto, que o nosso destino está traçado no exato momento da nossa concepçao, pois é indiscutivelmente o acontecimento mais importante e determinante do primeiro passo para a vida. De acordo com o artigo científico Aborto e Ciência, na biologia, cada indivíduo identifica-se no organismo cuja existência coincide com seu ciclo vital, isto é, a extensão no espaço e no tempo da vida de uma individualidade biológica. A origem de um organismo biológico coincide, portanto, com o início de seu ciclo vital: é o início de um ciclo vital independente o que define o início de uma nova existência biológica individual que se desenvolverá no tempo atravessando várias etapas até chegar à maturidade e depois à conclusão de seu arco vital com a morte. Algumas correntes de pensamento afirmam que a existência de um indivíduo humano verdadeiro ao qual pode-se dar nome e apelido começa num momento sucessivo em relação à concepção, e que até esse momento aquela vida humana não pode ter a dignidade, ou ainda o valor, (e portanto a tutela) de qualquer outra pessoa. 3 WOLPERT, Lewis. Apud FERREIRA, Alice Teixeira. Aborto e ciência Bases biológicas do início da vida humana. Folha on line. São Paulo, 30 jul 05. Disponível em: Aborto e ciência. Acesso em: 26 ago 2012.

15 15 De acordo com a Dra. Giuli 4, um novo indivíduo biológico humano, original em relação a todos os exemplares de sua espécie inicia o seu ciclo vital no momento da penetração do espermatozoide no ovócito. A fusão dos gametas masculino e feminino (chamada também singamia ) marca o primeiro passo geracional, isto é, a transição entre os gametas que podem considerar-se uma ponte entre as gerações e o organismo humano não formado. A fusão dos gametas representa um evento crítico de descontinuidade porque marca a constituição de uma nova individualidade biológica, qualitativamente diferente dos gametas que a geraram. A vida humana, segundo a Biologia e a Ciência, começa a partir da fecundação do óvulo com o espermatozoide, gerando um novo indivíduo com células e individualidade diferentes; e que qualquer fato que interrompa esse desenvolvimento acabaria interrompendo o início da vida. Primeiro temos a formação do zigoto, segundo a Biologia, cuja definição é: célula que resulta da fertilização de um ovócito por um espermatozoide, culminando no início de um ser humano cada um de nós iniciou a sua vida como uma célula chamada zigoto e cada um dos animais superiores começou a sua vida como uma única célula. Para Bradley M. Palten 5, M. D., Foundations of Embryology,, a formação, maturação e encontro de uma célula sexual feminina com uma masculina são preliminares da sua união numa única célula chamada zigoto e que definitivamente marca o início de um Zigoto. Em 1971, o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA pediu a mais de duzentos cientistas, entre os mais prestigiados especialistas americanos, que elaborassem um relatório sobre o desenvolvimento embrionário. Esse documento declarava que: 4 GIULI, Lewis. Apud FERREIRA, Alice Teixeira. Aborto e ciência Bases biológicas do início da vida humana. Folha on line. São Paulo, 30 jul 05. Disponível em: Aborto e ciência. Acesso em: 26 ago PALTEN, Bradley M., apud FERREIRA, Alice Teixeira. Aborto e ciência Bases biológicas do início da vida humana. Folha on line. São Paulo, 30 jul 05. Disponível em: Aborto e ciência. Acesso em: 26 ago 2012

16 16 Desde a concepção, a criança é um organismo complexo, dinâmico e em rápido crescimento. Na sequência de um processo natural e contínuo o zigoto irá, em aproximadamente nove meses, desenvolver-se até aos trilhões de células do bebê recém-nascido. O fim natural do espermatozoide e do óvulo é a morte, a menos que a fertilização ocorra. No momento da fertilização, um novo e único ser é criado, o qual, embora recebendo metade dos seus cromossomas de cada um dos progenitores, é completamente diferente deles. 6 A vida começa a partir desse complexo e maravilhoso encontro de células e, após isso, temos uma nova vida, um novo ser, uma nova identidade sendo iniciada, cada um com suas particularidades e seu código genético único. Com a interrupção dessa nova vida surge o aborto, cujo conceito médico diz: A Organização Mundial da Saúde define abortamento como sendo a interrupção da gestação antes de semanas ou com peso inferior a 500 gramas. Subclassifica ainda em precoce, quando ocorre até 12 semanas, e tardio, quando entre 12 e semanas. De conformidade com o artigo Aspectos médicos e jurídicos do aborto, quando o tempo de gravidez é desconhecido, deve-se considerar o peso ou ainda o limite de 16 cm de comprimento, aceito por alguns autores. No conceito Legal, Coelho e Jarjura 7, renomados médicos-legistas do Estado de São Paulo, definem aborto como sendo a interrupção da prenhez, com a morte do produto, haja ou não expulsão, qualquer que seja o seu estado evolutivo, desde a concepção até o parto. A palavra aborto, portanto, na acepção do seu conceito significa por abortus a ideia de privar do nascimento, separar de um lugar adequado e conceitualmente é a interrupção da gravidez com ou sem a expulsão do feto, resultando de morte do nascituro. 6 FERREIRA, Alice Teixeira. Ibid. 7 COELHO, Carlos Alberto de S.; JORGE, José Jarjura Jorge. Manual técnico-operacional para os Médicos-Legistas do Estado de São Paulo. São Paulo: CREMESP, 2008, p

17 17 Brandão 8 afirma que o abortamento consiste, em essência, na morte do concepto antes de sua viabilidade. Quando provocado dolosamente, tipifica o crime de aborto, tratado nos artigos 124º e seguintes do Código Penal Brasileiro. Já Flamínio Fávero 9 define abortamento como a interrupção da gravidez antes do termo normal, com morte do embrião, sendo indiferente sua expulsão ou não, assim como a viabilidade do produto sobre o qual incidem as manobras. Portanto, aborto significa interrupção quando acontece a expulsão do feto através de manobras. O aborto também pode ocorrer de diversas formas e em tempos diferentes da gestação. Na medicina, o abortamento pode ocorrer da seguinte forma: Quanto ao tempo em que ocorre o aborto ele pode ser definido como precoce (até 12 semanas de gestação) ou tardio (de 12 a 20 semanas). De maneira diversa ao Direito, quando ocorre a morte intra-útero após 20 semanas de gestação os médicos já não falam em aborto, mas sim em óbito fetal intra-útero (OFIU). Da mesma forma, o nascimento antes de 20 semanas, ainda que vivo, é aborto e após esse período, parto prematuro, ainda que o recém-nascido evolua a óbito poucas horas depois (neomorto). Ao nascido sem vida após as 20 semanas denomina-se natimorto. Para que ocorra a eliminação do aborto é necessário que o colo uterino se dilate permitindo sua expulsão. Assim, quando a mulher apresenta sangramento e dilatação cervical, ainda que por hora persista a atividade cardíaca fetal, fala-se em aborto inevitável. Entretanto, existem situações em que há sangramento sem dilatação cervical. A estes chamamos de abortamento evitável ou ameaça de abortamento. Do ponto de vista legal, o aborto pode ser classificado como natural, espontâneo ou provocado. O aborto espontâneo é aquele em que o próprio organismo se encarrega de realizá-lo, independente da vontade da mulher e caracteriza-se pela inviolabilidade do concepto e sua expulsão devido a vários fatores etiológicos. O aborto provocado é aquele em que a interrupção da gravidez 8 BRANDÃO, Paulo de Tarso Machado, Aspectos Jurídicos Controversos no Crime de Abortamento. 1993, p FÁVERO, Flamínio. Medicina Legal. 12. ed. Belo Horizonte: Vila Rica, 1991.

18 18 ocorre por vontade da gestante ou de outrem; sub-classifica-se legal e criminoso. O aborto legal é aquele em que há situações que a lei ampara a efetivação do mesmo, No Brasil, só há duas situações: o aborto mediante estupro e o aborto realizado como único meio de salvar a vida da mãe. Na primeira situação, o aborto è chamado de moral e humanitário e, na segunda, de aborto terapêutico. No aborto sentimental, o perigo deve ser real e não presumível por prognósticos. A lei oferece amparo ao aborto em situações, por exemplo, de gestação ectópica, câncer de colo uterino, formas graves de diabete, cardiopatia grave, nefropatia severa e insuficiência hepática. Instalado o perigo iminente, não há necessidade de autorização judicial, pois a demora poderia caracterizar negligência, imprudência ou omissão de socorro. O médico deve dar ciência à gestante e à família. A questão deve ser discutida e assinada por pelo menos mais dois médicos, como anestesista e diretor clínico. No caso de estupro (conjunção carnal mediante violência física ou grave ameaça) é permitido o aborto. Em geral, há outras lesões associadas e frequentemente há sinais de asfixia. Mesmo na ausência de sinais típicos, a violência pode ser presumida no caso da vítima ser menor de 14 anos, alienada ou débil mental, desde que isso seja de conhecimento do autor, ou ainda se a vítima for incapaz de oferecer resistência contra o agressor. Além do aborto provocado legal, há o aborto acidental, ou seja, aquele decorrente de um traumatismo acidental, por exemplo, atropelamento, queda de escada, acidente motociclístico. O aborto decorrente de acidente também não configura crime. Qualquer outra prática diversa das duas previstas pelo Código Penal Brasileiro e de acidentes será considerada crime. Portanto, o aborto eugênico, econômico, social ou estético são práticas criminosas. É, pois, um crime contra a vida quando provocado, excetuando-se as seguintes situações: Art Não se pune aborto praticado por médico:

19 19 1 Aborto necessário se não há outro meio de salvar a vida da gestante. 2 Aborto em caso de gravidez resultante de estupro. 3 Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou quando incapaz, de seu representante legal. Com punição ou não, mesmo sendo excludente de culpa, não há como omitir a interrupção de uma vida, pois como já vimos em estudos acima citados, a vida começa a partir da fecundação, e sua interrupção em qualquer fase causará morte de células embrionárias ou quando o feto já se encontra formado. 2.1 Aspectos históricos do aborto Para a humanidade, a prática do aborto sempre teve uma conotação de interrupção e sacrifício, sugerindo a interpretação de troca por algo. Há indícios de que na China, aproximadamente no século XVIII a.c., foram descobertas algumas maneiras e práticas de métodos abortivos. O que é verdade é que sempre houve a preocupação de vários povos no estudo e na discussão da problemática do aborto. Dentre eles estavam os Israelitas (no século XVI antes de Cristo), os Mesopotâmicos, os Gregos e os Romanos, embora limitando-se a compor considerações e críticas de cunho inteiramente moral, conforme considerações de Matielo 10. Segundo Matielo (1996, p.11), no período da Antiguidade, Hipócrates, o grande gênio da incipiente medicina, estudou todo o quadro clínico do aborto, estendendo ainda suas preocupações ao tratamento e aos métodos para induzi-lo. No entanto, sua atitude choca-se com o clássico juramento do estudioso desta área, o qual é até hoje orgulhosamente repetido pelos formandos das Faculdades de Medicina em todo o Mundo. Vale ressaltar, portanto, que os povos primitivos não definiam o aborto como um ato criminoso, porém sempre atribuindo severas punições pela sua prática, pois 10 MATIELO, Fabrício Zamprogna. Aborto e o Direito Penal. 3. ed. Porto Alegre: Sagra-DC Luzzatto editores. 1996, p. 11.

20 20 mesmo tendo normas morais ou legais que sancionavam sua prática, esse ato sempre foi revestido de rigorosos requisitos para ser realizado. No entanto, em alguns países, a prática do mesmo chegou a ser realizada com o intuito de controle da natalidade. O aborto já era propalado por Aristóteles na antiga Grécia, como um método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades gregas. Platão, por sua vez, também sinalizava que o aborto deveria ser obrigatório por motivos eugênicos (aprimoramento da raça humana), para as mulheres com mais de 40 anos e para preservar a pureza da raça dos guerreiros. Sócrates aconselhava às parteiras, inclusive sua mãe que exercia essa profissão, que facilitassem o aborto às mulheres que assim o desejassem. Já Hipócrates, em seu juramento, assumiu o compromisso de não aplicar pressário em mulheres para provocar aborto 11. A lei judaica não tem uma posição única e coerente em relação ao aborto. O Talmud, livro sagrado dos judeus, não faz qualquer referência ao aborto, posição esta também adotada por outro respeitável documento da época, denominado Pentateuco, entretanto, a maior parte das autoridades judaicas permitem o aborto somente para salvar a vida da mãe. (MATIELO, 1996, p. 12). Em suas sagradas escrituras, a Bíblia discorre sobre as punições decorrentes da prática do aborto, tanto a quem o pratica quanto àquele que age com anuência para atos de terceiros, conforme constatação no Livro Êxodo, cap. 21, versículos 22 e 23; além de deixar explícito no 5º mandamento da Lei de Deus que ordena não matar. O Egito antigo também procurava uma solução relevante relacionada ao aborto. Contudo, posteriormente, no Código de Manu, o qual reunia um conjunto de normas abrangentes sobre vários aspectos da sociedade, tendo sido aplicado também na Índia, foi cogitada a prática do aborto como algo ilegal. 11 HODJA, J. M. Aborto: liberação ou restrição? f. Dissertação (Mestrado em Direito) Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 28.

21 21 A prática do aborto era duramente punida pelos povos assírios, que aplicavam pena de morte a quem o praticasse em mulher que ainda não tivesse filhos, além de punir as mulheres que se submetessem ao aborto sem o aval de seus maridos. A referida punição era cruel e extremamente desumana, pois tratavase da empalação, que consistia em espetar com pau pontiagudo um condenado pelo ânus, resultando sempre na morte do mesmo. O código de conduta pérsio, chamado de Zen Avesta, não punia apenas as mulheres que praticavam o aborto, mas também seus pais, que eram igualmente responsabilizados, sofrendo uma execração pública, onde eram amaldiçoados e, por fim, executados. Havia, pois, uma repressão familiar, onde filha, pai e mãe eram equiparadamente culpados 12. Historicamente, pode-se constatar que a prática do aborto sempre foi questionada, independente da forma de viver de cada sociedade e da cultura dos diferentes povos, assim como de épocas distintas no tempo. O aborto é uma forma de delito que põe fim a uma geração e que, apesar de ser também utilizado para conter o crescimento populacional, há mulheres que se apropriam desse método visando apenas manter sua forma física, sem a pretensão de levarem adiante uma gravidez indesejada. O aborto foi considerado um ato imoral no período da República Romana, pois as mulheres romanas abortavam indiscriminadamente visando apenas sua aparência física, elevando sobremaneira a quantidade no número de casos de aborto. Tal comportamento irresponsável gerou a necessidade de que leis fossem elaboradas a fim de considerarem tal ato como criminoso. Como consequência surgiu a Lei Cornélia que punia a mulher com pena de morte se esta consentisse com a prática abortiva, bem como a quem praticasse o ato, com a possibilidade de abrandamento caso a gestante não falecesse em decorrência do procedimento. (Ibid, p.14). 12 MATIELO, Fabrício Zamprogna. Aborto e o Direito Penal. 3. ed. Porto Alegre: Sagra-DC Luzzatto editores. 1996, p. 13.

22 22 Com a chegada do cristianismo, tais práticas abortivas tornaram-se inconcebíveis, pois a partir do momento em que a mulher engravidava, o embrião já possuía uma alma e essa alma era tida como imortal. Conforme Helena Diniz 13, a primeira vez em que o aborto caracterizou-se crime foi na Constitutio Bamberguensis de 1507 e na Constitutio Criminalis Carolina de 1532, onde havia punição de morte e de castigo, já que o aborto igualava-se ao homicídio. No entanto, no século XVIII houve um questionamento sobre o excessivo rigor da pena imputada a quem praticasse o aborto, sugerindo que a referida pena capital fosse substituída pela prisão ou até por uma multa. Tais questionamentos foram ganhando uma enorme proporção de opiniões contraditórias que perduram até os dias de hoje, visto que a sociedade dividiu-se na forma de ver o problema, gerando duas vertentes: a que defende a descriminalização total ou parcial do aborto e a que pretende mantê-lo como crime. A verdade é que não há uma legislação que permita a efetivação do ato abortivo. Em quase todo o mundo, a batalha do aborto é intensa e grupos antiaborto marcham pelas ruas protestando diante de clínicas, tribunais e sedes governamentais com o intuito de barrar totalmente essa prática e extrapolando suas formas de atuação, no momento em que generalizam todos os casos de aborto focando apenas na defesa da vida (movimento pró-vida), ou seja, defendem que o aborto é moralmente errado, independente de sua motivação. 2.2 O aborto na visão da religião Para os cristãos, Deus é o único criador do céu e da terra e nós, homens, somos feitos à sua imagem e semelhança. Ao ceifarmos a vida humana destruímos o projeto de criação Dele e, nesse momento, surgem as controvérsias: o que é mais 13 DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: Teoria Geral do Direito Civil. 29. ed., São Paulo: Saraiva, p. 35.

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