Em 12 anos, a Uniao deixou

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1 ANO XXVIII Nº 225 OUTUBRO/2013 Financiamento da saúde Em 12 anos, a Uniao deixou Banco de imagens do CFM de gastar R$ 94 bi com o SUS A execução orçamentária fica abaixo do esperado, contribuindo para o aumento dos problemas na assistência, penalizando médicos e pacientes e tornando o SUS uma utopia não realizada. Págs. 6 e 7 CFM cobra aplicação do Revalida para segurança do paciente. Pág. 4 Mais Médicos MP considera forma de contratação irregular Pág. 3 Saúde +10 Ato cobra celeridade do PL no Congresso Pág. 4 Comendas 2013 Cinco médicos são homenageados pelo CFM Pág. 11

2 2 EDITORIAL Sem investimentos, não há como oferecer a infraestrutura e os insumos fundamentais para que os médicos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) possam ajudar a população De olho nas contas da Saúde Seria cômico, se não fosse trágico. As contas do governo federal não fecham e a falta de competência na gestão dos recursos públicos fez com que aproximadamente R$ 94 bilhões deixassem de ser gastos e investidos na saúde brasileira. É como se o país tivesse deixado de gastar, na área, o orçamento de um ano inteiro, em valores atualizados. Este é o principal tema desta edição do jornal Medicina, que apresenta um balanço e uma análise de mais este aspecto da crise do financiamento da saúde. A denúncia foi encaminhada formalmente ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas da União e ao Congresso Nacional. Espera-se que as informações não durmam no fundo das gavetas e gerem a cobrança necessária para colocar este aspecto da gestão nos trilhos. A falta de financiamento na saúde tem comprometido o pleno exercício da medicina e, por conseguinte, o efetivo atendimento aos pacientes. Por isso, cabe aos conselhos de medicina cuidar e lutar para a correção Desiré Carlos Callegari Diretor executivo do jornal Medicina desta falha. Esta percepção levou a entidade a estabelecer uma estratégia para o acompanhamento periódico do orçamento da Saúde, o que ajudará a mensurar o impacto desse descaso na qualidade da assistência. Sem investimentos, não há como oferecer a infraestrutura e os insumos fundamentais para que os médicos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) possam ajudar a população. Da mesma forma, impede que os pacientes tenham acesso aos serviços necessários para realizar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de suas doenças, bem como a leitos, exames e consultas. Nesta edição, também apresentaremos outras informações sobre o entendimento mantido com a base aliada do governo para evitar a criação de um Fórum de Regulação Profissional em Saúde. A proposta tinha sido plantada no relatório final da MP 621/2013 e, se fosse adiante, seria um golpe mortal na autonomia das entidades médicas e daria ao Ministério da Saúde superpoderes para interferir na atuação dos médicos brasileiros, inclusive repassando algumas de suas prerrogativas para outras categorias. Outro tema em destaque é o III Congresso Brasileiro de Humanidades em Medicina. O encontro, que juntou lideranças, professores, pesquisadores e estudantes, representa a tentativa de resgatar valores humanistas intrínsecos à prática médica. Por meio do estímulo às trocas entre nossa profissão e outras áreas do conhecimento, poderemos descobrir caminhos para aprimorarmos o trato com o paciente e a sociedade. No mesmo evento, houve ainda a oportunidade de homenagear cinco homens que entenderam essa necessidade e têm alcançado destaque em diferentes campos. Os ganhadores da Comenda CFM 2013 mostram ser possível fazer a diferença na educação, na arte, na responsabilidade social, nas políticas públicas e nas humanidades. Publicação oficial do Conselho Federal de Medicina SGAS 915, Lote 72, Brasília-DF, CEP Telefone: (61) Fax: (61) Presidente: 1º vice-presidente: 2º vice-presidente: 3º vice-presidente: Secretário-geral: 1º secretário: 2º secretário: Tesoureiro: 2º tesoureiro: Corregedor: Vice-corregedor: Diretoria Roberto Luiz d Avila Carlos Vital Tavares Corrêa Lima Aloísio Tibiriçá Miranda Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti Henrique Batista e Silva Desiré Carlos Callegari Gerson Zafalon Martins José Hiran da Silva Gallo Dalvélio de Paiva Madruga José Fernando Maia Vinagre José Albertino Souza Conselheiros titulares Abdon José Murad Neto (Maranhão), Aldemir Humberto Soares (AMB), Aloísio Tibiriçá Miranda (Rio de Janeiro), Cacilda Pedrosa de Oliveira (Goiás), Carlos Vital Tavares Corrêa Lima (Pernambuco), Celso Murad (Espírito Santo), Cláudio Balduíno Souto Franzen (Rio Grande do Sul), Dalvélio de Paiva Madruga (Paraíba), Desiré Carlos Callegari (São Paulo), Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti (Alagoas), Gerson Zafalon Martins (Paraná), Henrique Batista e Silva (Sergipe), Hermann Alexandre Vivacqua Von Tiesenhausen (Minas Gerais), Jecé Freitas Brandão (Bahia), José Albertino Souza (Ceará), José Antonio Ribeiro Filho (Distrito Federal), José Fernando Maia Vinagre (Mato Grosso), José Hiran da Silva Gallo (Rondônia), Júlio Rufino Torres (Amazonas), Luiz Nódgi Nogueira Filho (Piauí), Maria das Graças Creão Salgado (Amapá), Mauro Luiz de Britto Ribeiro (Mato Grosso do Sul), Paulo Ernesto Coelho de Oliveira (Roraima), Pedro Eduardo Nader Ferreira (Tocantins), Renato Moreira Fonseca (Acre), Roberto Luiz d Avila (Santa Catarina), Rubens dos Santos Silva (Rio Grande do Norte), Waldir Araújo Cardoso (Pará). Conselheiros suplentes Ademar Carlos Augusto (Amazonas), Alberto Carvalho de Almeida (Mato Grosso), Alceu José Peixoto Pimentel (Alagoas), Aldair Novato Silva (Goiás), Alexandre de Menezes Rodrigues (Minas Gerais), Ana Maria Vieira Rizzo (Mato Grosso do Sul), Antônio Celso Koehler Ayub (Rio Grande do Sul), Antônio de Pádua Silva Sousa (Maranhão), Ceuci de Lima Xavier Nunes (Bahia), Dílson Ferreira da Silva (Amapá), Elias Fernando Miziara (Distrito Federal), Glória Tereza Lima Barreto Lopes (Sergipe), Jailson Luiz Tótola (Espírito Santo), Jeancarlo Fernandes Cavalcante (Rio Grande do Norte), Lisete Rosa e Silva Benzoni (Paraná), Lúcio Flávio Gonzaga Silva (Ceará), Luiz Carlos Beyruth Borges (Acre), Makhoul Moussallem (Rio de Janeiro), Manuel Lopes Lamego (Rondônia), Marta Rinaldi Muller (Santa Catarina), Mauro Shosuka Asato (Roraima), Norberto José da Silva Neto (Paraíba), Renato Françoso Filho (São Paulo), Wilton Mendes da Silva (Piauí). Cartas* Perfeita e justa, a proposta sobre o fim da cobertura das consultas médicas pelos planos de saúde. O valor destas tem sofrido um achatamento brutal nos últimos anos, tanto para a medicina de grupo como para as cooperativas médicas (estamos há vários anos sem reajuste). Os planos de saúde devem cobrir exames laboratoriais, procedimentos, cirurgias e internações, que são os itens mais caros para os pacientes. Assim, cada médico ficaria livre para estabelecer, em seu consultório, o valor que acha justo por esta parte do seu trabalho, coisa que os profissionais liberais deste país, de nível superior ou não, já fazem há muito. Marcelo Vieira Miranda CRM-SP Enquanto o Ministério da Saúde empurra os problemas estruturais do SUS para debaixo do tapete, o Palácio do Planalto coloca na conta Comentários podem ser enviados para dos médicos brasileiros a culpa pela situação que até hoje não foi resolvida por falta de vontade política e de competência técnica. Se for para importar, que venham experiências exitosas de outros países, como, por exemplo, o acesso gratuito à universidade, sem o gargalo do vestibular. Se for para resolver os problemas causados pela falta de profissionais, que o governo realize concursos para médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais etc. Com garantias federais, com respeito aos direitos trabalhistas e condições de trabalho salubres, não faltará gente disposta a ocupar este Brasil. O Brasil precisa mudar. Menos publicidade e mais transparência. Leandro Soares Amaral cirurgião-dentista em Berilo O Brasil sempre recebeu médicos estrangeiros, desde que façam a prova do Revalida e * Por motivo de espaço, as mensagens poderão ser editadas sem prejuízo de seu conteúdo mostrem que têm capacidade de exercer uma medicina de qualidade. Afinal, o erro médico pode ser igual à morte. Vale lembrar que nossos políticos, quando ficam doentes, sempre procuram os melhores médicos brasileiros que estudaram, passaram no vestibular e depois estudaram e passaram na prova de residência, com isso mostrando qualidade em cada etapa da formação. Se os médicos estrangeiros sem comprovação de qualidade dos seus serviços são tão bons, nossos políticos têm que fazer o compromisso de tratar exclusivamente com esses médicos, e não deixar a vida dos pobres em risco nas mãos de quem não mostrou sua competência. O Brasil precisa de profissionalismo, qualidade e estrutura, e não de politicagem de campanha Mario Junqueira de Souza Neto CRM-GO Abdon José Murad Neto, Aloísio Tibiriçá Miranda, Cacilda Pedrosa de Oliveira, Desiré Carlos Callegari, Henrique Batista e Silva, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, Paulo Ernesto Coelho de Oliveira, Roberto Luiz d Avila Diretor-executivo: Editor: Editora-executiva: Redação: Copidesque e revisor: Secretária: Apoio: Fotos: Impressão: Projeto gráfico e diagramação: Tiragem desta edição: Jornalista responsável: Conselho editorial Desiré Carlos Callegari Paulo Henrique de Souza Thaís Dutra Ana Isabel de Aquino Corrêa Milton de Souza Júnior Nathália Siqueira Rejane Medeiros Vevila Junqueira Napoleão Marcos de Aquino Amanda Ferreira Amilton Itacaramby Márcio Arruda - MTb 530/04/58/DF Esdeva Indústria Gráfica S.A. Mares Design & Comunicação exemplares Paulo Henrique de Souza RP GO Mudanças de endereço devem ser comunicadas diretamente ao CFM pelo Os artigos e os comentários assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opi nião do CFM

3 POLÍTICA E SAÚDE 3 Mais Médicos CFM comenta veto à lei e esclarece entendimento Para entidade, mudanças na lei evitaram danos maiores à medicina, mas críticas ao programa do governo permanecem Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o governo desrespeitou sua base parlamentar no Congresso quando a presidente Dilma Rousseff vetou o artigo da Lei do Mais Médicos (12.871/13), que abordava a criação de carreira específica para a categoria no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o CFM, este item integrava entendimento mantido com o relator da medida provisória, Rogério Carvalho, e outros líderes de partido. A percepção é de que houve desonra do compromisso estabelecido para atender antiga reivindicação da categoria. Entre os itens assegurados, consta o direito de os conselhos de medicina não registrarem os médicos estrangeiros sem o Revalida, mantendo sua autonomia em respeito à legislação nacional. Essa possibilidade foi solicitada pelos conselhos na Justiça, pois os intercambistas não podem ser considerados médicos no país e, portanto, não devem ter registro profissional. O CFM ressalta que assumiu essa posição para evitar danos maiores à medicina brasileira. Outro avanço importante resultante do entendimento com parlamentares e que limita a atuação de intercambistas foi a redução de seis para três anos do tempo de permanência no programa Mais Médicos. Conseguiu-se ainda incluir a exigência de aprovação no Revalida para os estrangeiros que decidirem ficar no Brasil, após o fim do intercâmbio. Também foi preservada a expedição de títulos de especialistas pelas sociedades médicas, como forma de assegurar o processo de qualificação dos profissionais brasileiros, e retirado do texto encaminhado Ministério Público questiona programa para votação o artigo que criava um Fórum de Regulação Profissional em Saúde, que atuaria como agência controladora dos conselhos de todas as categorias da área. Este item era de alto risco para a medicina, pois dava superpoderes ao Ministério da Saúde com os quais ele poderia, entre outros pontos, transferir ou dividir atividades atualmente praticadas pelos médicos com profissionais de outras áreas, como enfermeiros e fisioterapeutas. Os conselhos de medicina reafirmam sua autonomia e independência, conforme explicitado em nota distribuída à sociedade. Deste modo, as entidades pretendem agir de forma ativa e estratégica para que a saúde brasileira seja tratada com medidas sérias, consequentes e de efeito duradouro, sem cair no apelo fácil do imediatismo, dos equívocos e dos resultados midiáticos. Há fortes indícios de que o formato do programa Mais Médicos apresenta várias irregularidades. É o que indica o relatório parcial do Ministério Público do Trabalho (MPT) analisado em audiência pública com o procurador do Trabalho Sebastião Caixeta, responsável pelo inquérito civil, e representantes dos ministérios da Saúde e da Educação e da Advocacia Geral da União (AGU). Segundo Caixeta, ao menos por enquanto, há desvirtuamento de uma autêntica relação de trabalho. Durante audiência, o MPT ponderou no sentido de fazer ajustes no programa, sobretudo no caráter de prestação de serviço, apesar dos argumentos do governo federal de que o Mais Médicos abrange essencialmente a capacitação. É importante que a remuneração não seja em forma de bolsa, e sim de salário. Em relação aos médicos cubanos, há a necessidade de um tratamento igual. O valor a ser recebido é para ser integral. A questão da integralidade dos salários envolve diretamente a contratação dos médicos cubanos, que devem ficar com apenas 25% a 40% dos R$ 10 mil pagos pelo governo federal. A maior parte deve ser retida pelo governo cubano. Sebastião Caixeta vai continuar conversando com os representantes do programa, mas não tem expectativas de que a argumentação do Ministério da Saúde mude o seu convencimento. Acreditamos que a visita in loco que faremos em breve confirmará esse quadro, de que se trata efetivamente de uma relação de trabalho. Chegando a essa convicção final, vamos verificar a possibilidade de um termo de ajuste de conduta, destacou. Também participaram da audiência o procurador-chefe da República, Carlos Henrique Martins Lima, o representante do Ministério da Educação, Vinícius Ximenes, o consultor jurídico do Ministério da Saúde, Jean Keiji Uema, e o procurador-geral da AGU, Paulo Henrique Kuhn. O inquérito civil foi aberto em 28 de agosto e várias audiências já foram realizadas. Recentemente, além da audiência com representantes dos órgãos do governo, o procurador Sebastião Caixeta também se reuniu com representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). PALAVRA DO PRESIDENTE Roberto Luiz d Avila Os intercambistas que vieram participar do programa lançado pelo governo federal não são médicos no Brasil. Não cumpriram nenhuma das etapas legais para serem assim considerados: não fizeram a tradução juramentada de seus diplomas de Medicina, não os revalidaram junto às instituições brasileiras de ensino superior e nunca comprovaram sua proficiência em português. Se não são médicos, por que deveriam manter inscrições junto aos conselhos regionais de medicina (CRMs)? Eles atuam no país por conta de um desvio legal criado pelo Ministério da Saúde e pelo Palácio do Planalto, posteriormente aprovado pelo Congresso. O risco assumido nesta operação de caráter nitidamente eleitoral deve recair, então, sobre o Poder Executivo. Afinal, se às vésperas de 2014 era preciso parecer querer resolver o que incomoda há séculos a população, é justo que as consequências dessa ação irresponsável sejam assumidas por quem a promoveu. A busca de aprovação popular fez com fosse adotada a saída mais simplória para melhorar a avaliação da saúde pública no Brasil. Optou-se pelo mais médicos sem qualificação em detrimento do aumento no volume de investimentos no setor, da melhoria dos instrumentos de gestão ou da criação de estímulos para levar os profissionais brasileiros para o interior ou para a periferia dos grandes centros. Resta-nos esperar a queda dessa estratégia construída sobre a areia. Os primeiros sinais de que muitos problemas virão apenas começaram. De início, há a reprovação de dezenas de intercambistas já em atividade nas provas da primeira fase do Revalida. O argumento de que não precisam ter o nível exigido pelo exame porque vão atender apenas nos postos de saúde e nas equipes do Saúde da Família é desrespeitoso para com os cidadãos, que têm direito à assistência em saúde de forma universal, com equidade, integral, gratuita e de qualidade, como prevê a Constituição. Todo aquele que exerce a medicina em sua plenitude deve estar preparado para socorrer o paciente em todas as suas necessidades. Se não é assim, não pode ser considerado médico, nem mesmo meio médico. Por quê? Simplesmente porque em sua atuação este intercambista será limitado, cuidando de aspectos preventivos e sem integralidade. Ou seja, sobrou para o paciente, obrigado a aceitar uma meia solução para um problema real que pode custar-lhe a saúde, a cura e até a vida. Também é impossível considerar como despreocupantes os aspectos éticos ignorados pelo governo. Há casos de intercambistas do Mais Médicos denunciados por envolvimento com o narcotráfico, por exercício ilegal da Medicina e até por suspeita de mutilarem pacientes ao agirem na ilegalidade. Todos são casos de polícia, que devem ser investigados e punidos, se as suspeitas forem confirmadas. Estes são apenas alguns dos motivos que dão aos conselhos de medicina o conforto de ver o Ministério da Saúde assumir a responsabilidade por estes intercambistas. Propositalmente, ou não, esqueceu-se que com vidas não se brinca e que a saúde não segue roteiros publicitários. Ante cenário tão caótico, cabe aos conselhos de medicina cumprir seu papel com rapidez, idoneidade, rigor e excelência. O monitoramento das atividades deste programa do governo e a averiguação das denúncias e suspeitas que surgirem serão incorporados à rotina das entidades. Como os legítimos fiscais, eles agirão com 100% de sua capacidade em defesa da sociedade e da profissão.

4 4 Política e Saúde Saúde +10 Ato cobra mais investimento público Em frente ao Congresso, ação reivindicou celeridade na apreciação de projetos Para pressionar os parlamentares a aprovarem Projeto de Lei de Iniciativa Popular que amplia os recursos para o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), entidades ligadas ao Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, promoveram em Brasília ato público em frente ao Congresso Nacional no dia 30 de outubro. O grupo defende a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 321/13, que exige a destinação de 10% da receita bruta da União para a saúde pública. A medida tramita na Câmara dos Deputados e contou com a assinatura de mais de 2,2 milhões de eleitores. Segundo a coordenação do Saúde+10, se aprovada a medida implicará em um adicional de R$ 46 bilhões ao setor já em 2014 e em cinco anos a proposta prevê um acréscimo de R$ 257,1 bilhões na saúde pública. Diversas entidades nacionais dentre elas o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) cobram urgência na tramitação e aprovação do projeto. O apelo popular, que ecoou nas manifestações de rua ocorridas em junho, precisa ser ouvido pelos parlamentares. No entanto, nos preocupa que o Congresso acabe apenas fazendo ajustes orçamentários que não trazem ganhos efetivos para o setor, comentou o 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá. Tramitação Na Câmara, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular foi aprovado na Comissão de Legislação Participativa e encontra-se na Comissão de Seguridade Social e Família, anexado a outros que tratam do financiamento da saúde dentre eles, o que sugere a destinação de 15% da RCL à saúde. Em outubro, um requerimento foi apresentado ao plenário da Câmara para que o projeto fosse desapensado dos demais, por ter sido apresentado por iniciativa popular. 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0-5,9 5, ,1 Proposta do governo Acréscimos anuais de recursos ao piso federal de saúde Em relação à regra atual 46,2 14,1 11,6 7,5 8,3 50,3 16,4 20,9 54,8 22,8 22, Ementa à PEC nº 22-A/00 (sen. Humberto Costa) 59,7 Projeto de Iniciativa Popular (movimentos sociais) Propostas alternativas tramitam no Congresso Nacional Um relatório apresentado na Comissão Especial que analisa o financiamento do SUS propôs que o governo passe a destinar 15% de sua receita corrente líquida (RCL) para o setor, ao invés de 10% da receita corrente bruta (RCB). Segundo o texto, que será votado na Comissão na primeira semana de novembro, a aplicação do percentual também ocorreria de forma gradual: em 2014, seria de 13,2%; em 2015, de 13,8%; em 2016, de 14,4%. Em 2017, seria finalmente atingido o percentual de 15%. No Senado, outra proposta, aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais, estabelece o limite mínimo de 18% da receita corrente líquida da União para a saúde, escalonando em um prazo de quatro anos o percentual de 15% a 18%. Estimativas do Movimento Saúde+10 revelam, no entanto, que as matérias propostas na Câmara e no Senado não contemplam, em valores absolutos, o que pede o projeto de iniciativa popular. Em cinco anos, a proposta popular prevê um acréscimo de R$ 257,1 bilhões. No mesmo período, o projeto apoiado pelo governo alcançaria R$ 64,2 bilhões e a proposta em tramitação no Senado elevaria em R$ 72 bilhões o orçamento federal destinado à saúde pública compare no gráfico o acréscimo anual. O Conselho Federal de Medicina, por meio de suas comissões que mantêm interface com o tema CAP e ProSUS, tem acompanhado a tramitação de todas as propostas que estão no Congresso. A preocupação é garantir a aprovação de fórmulas que efetivamente assegurem o financiamento adequado para a rede pública. Diplomas estrangeiros CFM cobra Revalida para priorizar segurança ao paciente O Revalida foi criado pelo governo federal em 2010 e, em seu formato atual, é desenvolvido e aplicado em 36 universidades públicas de todo o país. As provas são realizadas uma vez por ano, em duas etapas. A nota de corte fixada em cinco exige o mínimo de conhecimento geral de um médico para atuar no Brasil, mas os percentuais de aprovação não ultrapassaram os 13%. As provas são elaboradas pelo Inep/MEC, sem participação das entidades médicas, que apenas monitoram sua aplicação. Ao permitir que médicos formados em outros países atuem no Brasil antes de aprovação no Exame de Revalidação de Diplomas de Medicina obtidos no Exterior (Revalida), o Conselho Federal de Medicina (CFM) entende que o governo cria duas categorias de profissionais: os de primeira linha, com graduação em universidades nacionais ou com diplomas revalidados, que podem atender em qualquer localidade; e os de segunda linha, sem competência devidamente avaliada, com atuação restrita ao programa Mais Médicos e sem condições de responder às necessidades da população. No Brasil, o currículo das escolas médicas prioriza a formação de médicos em condições de responder às diferentes necessidades da população: desde uma simples consulta até um atendimento de urgência, como emergências cardíacas, comuns nos prontos-socorros. Oferecer indivíduo com perfil distinto é iludir os moradores das áreas mais carentes, pois se houver um caso grave esse médico de segunda linha terá dificuldades em agir, podendo, inclusive, causar até danos maiores, afirmou o presidente do CFM, Roberto Luiz d Avila. Essa possibilidade se fortalece com a confirmação, pelo jornal Folha de S. Paulo, de que um grupo de 66 profissionais que atuam no Mais Médicos integra o contingente de candidatos reprovados na primeira fase do Revalida deste ano. Eles são intercambistas que fazem parte dos selecionados para a primeira e a segunda rodada do programa, que dispensa a exigência legal de reconhecimento do diploma estrangeiro. Para Desiré Callegari, diretor de comunicação e 1º secretário do CFM, a população tem o direito de conhecer os detalhes dessa situação para decidir se quer ou não ser atendida por pessoas que não conseguiram comprovar os conhecimentos em medicina. É uma operação irresponsável. Um indivíduo investido do cargo de médico tem a autoridade de definir como um cidadão vai tratar uma doença. Se não for preparado para tanto, pode deixar esse doente ainda mais vulnerável, alerta.

5 POLÍTICA E SAÚDE 5 Planos de saúde 80% dos usuários estão insatisfeitos Levantamento em São Paulo também aponta obstrução ao trabalho do médico Pesquisa do Instituto Datafolha revela que 79% dos pacientes que recorreram aos planos de saúde nos últimos 24 meses tiveram algum tipo de problema. Entre as reclamações mais recorrentes estão a dificuldade para marcar consultas (66%), procedimentos de maior custo (67%) e falhas no atendimento em prontosocorro (80%). A pesquisa encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM) foi aplicada em São Paulo estado com maior número de beneficiários de planos de saúde (10,4 milhões) e buscou informações dos pacientes que recorreram aos planos nos últimos 24 meses. Os resultados foram divulgados no dia 17 de outubro pelo presidente da APM, Florisval Meinão, em conjunto com as demais entidades médicas do estado, como o Conselho Regional de Medicina Plataforma digital do Estado de São Paulo, a Academia de Medicina de São Paulo e o Sindicato dos Médicos de São Paulo. Outro grave problema apontado pela pesquisa é a obstrução dos planos de saúde ao trabalho dos médicos. Para a maioria dos pacientes (56%), os planos pressionam os médicos a reduzirem o tempo de internação. Além disso, 60% dos usuários concordam que os planos pagam valores baixos por consultas ou procedimentos. Temos denunciado recorrentemente os abusos dos planos contra médicos e pacientes. E o que essa pesquisa reflete é uma realidade nacional de insatisfação. Um mercado que aumenta suas receitas em quase 15% ao ano precisa e pode melhorar as condições de atendimento e também a relação com seus prestadores, avaliou o 2º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Interferência: os problemas gerados pelos planos de saúde impactam na qualidade do atendimento oferecido Tibiriçá, também coodenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu). O estudo revela que 30% dos pacientes declaram ter apelado ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou ao atendimento particular para conseguir atendimento. Os pacientes pagam os planos para fugir das dificuldades do SUS e se deparam com uma série de problemas. É preciso que as empresas ampliem a rede credenciada, afirmou Florisval Meinão. Estudo aponta problemas mais comuns No item consultas médicas, os problemas mais frequentes são a demora na marcação (52%) ou autorização de consultas (25%). Quanto aos exames e diagnósticos, as queixas mais recorrentes estão relacionadas à demora para marcação (28%), poucas opções de laboratórios e clínicas especializadas (27%) e o tempo para autorização do exame ou procedimento (18%). Nos prontos-socorros, a lotação no local de espera é o principal problema apontado pelos usuários (74%). Por sua vez, a demora em ser atendido também é um aspecto importante, mencionado por 55% dos usuários. Outras reclamações citadas são a negativa para realização de procedimentos necessários (16%) e atendimento (9%), além de locais inadequados para receber medicação (13%). Confira a pesquisa, na íntegra, no endereço PDF/pesquisaapm2.pdf ANS suspende comercialização de 246 planos de saúde após decisão da Justiça Acessar as publicações do Conselho Federal de Medicina (CFM) está mais fácil e rápido. A plataforma online disponibiliza os principais títulos lançados e que constam do acervo da entidade. O acesso a este material poderá ser feito por celular ou tablet e o aplicativo também permite a consulta a títulos antigos e periódicos distribuídos pelo CFM. Avisos serão emitidos assim que ficarem prontas as edições mais recentes do jornal Medicina, da revista Medicina CFM e da Revista Bioética. Para ter acesso à nova plataforma, é necessário instalar no seu aparelho (smartphone, tablet, entre outros) o aplicativo (app) gratuitamente oferecido na internet. Os apps estão disponíveis nas lojas da Google Play e da Apple. A leitura offline será possível e o usuário poderá comentá-la e recomendá-la para endereços de . A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) voltou a suspender a comercialização de 246 planos de saúde de 26 operadoras. A ação foi promulgada após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a retomada da sanção. O presidente do STJ, ministro Felix Fischer, afirmou que, pelo interesse público da medida, a monitoração da garantia de atendimento, que resulta em suspensões, deve se manter da forma como é realizada há um ano e meio. Tal decisão sobrepõe-se às liminares dos tribunais regionais federais da 2ª e da 3ª Região, que questionaram o monitoramento e as suspensões aplicadas pela agência. Dados De acordo com a ANS: De março a junho de 2013, foram recebidas reclamações sobre a garantia de atendimento. É um número seis vezes maior do que no primeiro ciclo, no primeiro trimestre do ano passado, quando começou a ação. Neste momento, as suspensões protegem 4,7 milhões de beneficiários o equivalente a 9,7% do total de beneficiários de planos de assistência médica no país. Reclamações sobre o descumprimento de prazos para a realização de consultas, exames e cirurgias e negativas indevidas de cobertura assistencial aos consumidores são os dados utilizados pela agência para avaliar os planos de saúde. As suspensões são aplicadas nos casos de reincidência. Fiscalização O monitoramento da garantia de atendimento é uma medida preventiva. As operadoras que não cumprem os critérios de garantia de atendimento definidos pela ANS estão sujeitas a multas de R$ 80 mil a R$ 100 mil. Nos casos de reincidência, podem ter decretado regime especial de direção técnica. As operadoras de planos de saúde também são obrigadas a justificar por escrito, em até 48h, o motivo de ter negado autorização para algum procedimento médico, sempre que o usuário solicitar. A negativa de cobertura é a principal reclamação feita diretamente pelo usuário à ANS (75,7% das reclamações em 2012).

6 6 Política e Saúde Financiamento da saúde Governo deixa de aplicar R$ 94 bilhões Enquanto estados e municípios sofrem com muitos problemas e pouca verba, a União deixa de gastar R$ 22 milhões por dia em saúde pública. Uma análise realizada pelo Conselho Federal de Medicina comprova que o orçamento insuficiente para atender as necessidades da população tem sido também empregado de forma ineficiente, com investimentos muito aquém do esperado. A situação preocupa pelo impacto no funcionamento do SUS. Ao longo dos últimos 12 anos, o Ministério da Saúde deixou de aplicar quase R$ 94 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS) valor superior ao que estados e municípios gastam em um ano com a saúde pública. A conclusão é do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), revela em detalhes os resultados da falta de qualidade da gestão financeira em saúde. Segundo Roberto d Avila, presidente do CFM, as informações foram encaminhadas ao Congresso Nacional, ao Ministério Público Federal (MPU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) que há pouco mais de um ano investiga o cumprimento, por parte da União, da lei que regulamenta a aplicação de recursos no SUS. Cabe aos conselhos de medicina promover, por todos os meios, o perfeito desempenho técnico e moral da medicina. Também nos preocupa a gestão dos recursos o que impacta diretamente na assistência da população e na atuação dos profissionais. Por este motivo, passaremos a acompanhar de perto o orçamento da saúde em todos os níveis. Só assim conseguiremos mostrar à população as reais dificuldades de infraestrutura com as quais milhares de médicos e outros profissionais de saúde se deparam todos os dias, anunciou d Avila. No período apurado, R$ 852,7 bilhões foram estimados para o Ministério da Saúde no Orçamento Geral da União (OGU). Os desembolsos, no entanto, chegaram a R$ 759,2 bilhões. Em 2013, apesar do maior orçamento já autorizado na história da pasta pouco mais de R$ 100 bilhões, 66,7% tinham sido aplicados até o último dia 15 de outubro. O SUS precisa de mais recursos e por isso entregamos ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular Saúde+10, que vincula 10% da receita bruta da União para o setor. Paralelamente, é preciso que o Poder Executivo aperfeiçoe sua capacidade de gerenciar os recursos disponíveis, criticou Roberto d Avila. Para exemplificar, o presidente do CFM cita que com R$ 94 bilhões seria possível adquirir 763 mil ambulâncias (137 para cada município brasileiro), construir 468 mil unidades básicas de saúde (UBS) de porte I (84 por cidade), edificar 67 mil unidades de prontoatendimento (UPA) de porte I (12 por cidade) ou, ainda, aumentar em o número de hospitais públicos de médio porte. Sabemos que esse dinheiro não seria todo aplicado em uma única ação, mas pela comparação com o que se poderia fazer tomamos consciência do tamanho do desperdício. Confira abaixo a série histórica do orçamento da Saúde. Série histórica do orçamento da União para a Saúde * Ano Dotação autorizada Total pago ** Orçamento não executado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,07 Total , , ,52 Fonte: Siafi / Elaboração: CFM. * Valores atualizados pelo IGP- DI, da FGV. ** Inclui os restos a pagar pagos Descaso: recursos limitados prejudicam o atendimento ao paciente Gasto com saúde não evolui de forma percentual Ainda segundo a análise do CFM, apesar de os recursos terem saltado de R$ 64,6 bilhões em 2001 para R$ 95,9 bilhões em 2012, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) os percentuais permaneceram praticamente constantes. Ao se relacionar o total pago pelo Ministério da Saúde com o PIB, observa-se que em 2001 e 2002 a relação era de 1,85% e 1,87%, respectivamente. Esses percentuais caíram no período de 2003 a Em 2012, o percentual atingiu 1,88%, semelhante aos do início da década. Na página ao lado, é possível visualizar a situação ao comparar os números do gráfico que pontua a relação dos dispêndios do Ministério da Saúde com o PIB. Enquanto o governo se preocupa em dar aos brasileiros a proporção de médicos de países desenvolvidos, esquece que estes mesmos países aplicam muito mais recursos na saúde do que o Brasil, acrescenta d Avila. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, historicamente, os países com maior razão de médicos por habitantes têm maior participação do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de serviços. Os números estão visiveis na tabela da página seguinte. Dentre os com sistema universal de saúde, o Brasil aparece com o menor percentual de participação do setor público (União, estados e municípios) no investimento per capita em saúde. Na Inglaterra, por exemplo, o investimento público em saúde é cinco vezes maior que no Brasil. Veja, ao lado, quanto gastam os setores público e privado em países com sistema universal de saúde. Banco de imagens do CFM

7 POLÍTICA E SAÚDE 7 Financiamento da saúde Investimento público fica abaixo do possível Banco de imagens do CFM O governo federal afirma investir na compra de equipamentos e na construção, reforma e ampliação de unidades de saúde. De fato, dados apurados pelo CFM mostram que nos últimos 12 anos foram autorizados R$ 67 bilhões específicos para este fim. No entanto, apenas R$ 27,5 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 39,5 bilhões deixaram de ser investidos valor que representa 42% de todo o recurso não utilizado no período. Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6,9 deixaram de ser aplicados. Em 2013, a dotação prevista para os investimentos do Ministério da Saúde é de R$ 10 bilhões. Até 15 de outubro, apenas R$ 3,1 bilhões foram pagos, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores, rolados para os exercícios seguintes). As prin- Evolução dos investimentos realizados pelo Ministério da Saúde * Ano Dotação autorizada Total pago ** Orçamento não executado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,29 Total , , ,26 Fonte: Siafi / Elaboração: CFM. * Valores atualizados pelo IGP-DI, da FGV. ** Inclui os restos a pagar pagos Participação do Estado no gasto em saúde em diferentes países * País Gasto total em saúde comparado ao PIB (%) Participação do gasto público (%) Investimento per capita em saúde (US$) Setor público e privado Setor público França 11,7% 76,9% Alemanha 11,5% 76,8% Canadá 11,4% 71,1% Cuba 10,2% 95,2% Reino Unido 9,6% 83,2% Suécia 9,6% 81,0% Espanha 9,6% 74,2% Austrália 9,0% 68,5% Argentina 8,3% 64,4% Brasil 9,0% 47,0% Média mundial 9,2% 58,9% Média das Américas 14,3% 49,8% Fonte: Estatísticas Sanitárias Mundiais 2013 (OMS) / Elaboração: CFM Sofrimento: a diminuição nos investimentos penaliza os cidadãos cipais ações orçamentárias em valores absolutos apresentaram, até esta data, execução pífia. Na maior delas, a de estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde, dos R$ 3,1 bilhões previstos somente R$ 532,9 milhões foram pagos (17,4%). Outro vultoso valor está previsto, neste ano, para a construção e ampliação de unidades básicas de saúde cerca de R$ 1,3 bilhão. O montante seria utilizado para construir novas UBS, ampliar outras e reformar mais unidades. De acordo com os dados do Siafi, no entanto, pouco mais da metade desse valor foi desembolsado até o momento. A situação das unidades de pronto-atendimento parece ser ainda pior, já que dos R$ 474,6 milhões voltados para a implantação, construção e ampliação de 225 projetos em UPAs, somente 23,4% foi efetivamente gasto. Conselhos de medicina ajudam no controle social da saúde A defesa da medicina e da qualidade da assistência estão entre as missões do CFM e dos CRMs. O levantamento realizado e que revelou o mau gerenciamento do orçamento público destinado à saúde é apenas uma das ações efetivadas pelas entidades neste sentido. As entidades pretendem tornar frequentes e regulares a divulgação de análises deste tipo, fortalecendo aspectos do controle social sobre o SUS. No entanto, a avaliação de orçamento não é ação isolada. Em 2012 e no primeiro semestre deste ano, foram efetuados levantamentos que revelaram outra face perversa da má gestão: a redução na quantidade de leitos disponíveis para a população. Nos últimos anos, o déficit fica em torno de 25 mil unidades, o que representa maior dificuldade de acesso à internação ou a outros procedimentos relacionados. O desenvolvimento de um novo roteiro de fiscalização pelos CRMs, a ser publicado na forma de resolução ainda em 2013, é outro instrumento que deverá fortalecer o papel fiscalizador dessas entidades. Com novos parâmetros e mudanças nos fluxos de trabalho ganharão médicos, pacientes e até gestores que receberão a crítica de quem faz medicina para melhorar sua atuação. Além dessas atividades, o programa de combate e prevenção ao crack, as unidades de urgência e emergência e os hospitais de universitários também deverão ser objeto de trabalhos específicos. Justiça: para os conselhos, é preciso garantir os direitos dos cidadãos Banco de imagens do CFM

8 8 integração CRMs Começa nova gestão Sob as regras da resolução Ficha Limpa do CFM, sistema empossa diretorias regionais para o novo quinquênio No dia 1º de outubro, os conselhos regionais de medicina (CRMs) empossaram os novos conselheiros, eleitos no período de 5 a 7 de agosto. Realizadas a cada cinco anos, estas foram as primeiras eleições normatizadas pela Resolução CFM 1.993/12 que visa garantir a probidade e a moralidade no exercício do mandato honorífico e inclui os conselhos no movimento Ficha Limpa. Os CRMs elegeram 20 conselheiros titulares e 20 suplentes, escolhidos por voto direto e secreto dos médicos regularmente inscritos. As votações foram conduzidas por uma comissão eleitoral escolhida entre os médicos inscritos na jurisdição, indicados pelo pleno do CRM. O mandato dos membros eleitos teve início em 1º de outubro de 2013, em sessão conduzida pelo presidente do CRM, após a homologação da eleição pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Com as eleições para conselheiros, foi também atualizada a gestão das entidades. Em sete dos CRMs, as diretorias foram mantidas. Nos demais, novos conselheiros assumiram os cargos. No dia 3 de outubro, os presidentes dos CRMs tiveram a primeira reunião com a diretoria do CFM. No encontro, foram discutidos temas como os desafios das entidades médicas para a valorização da medicina e fortalecimento da profissão. Confira abaixo quem são os novos presidentes eleitos para o comando dos conselhos regionais. As eleições ocorreram em todos os CRMs, com exceção do Estado de Rondônia (CRM- RO). Nesta entidade, o escrutínio tem calendário diferenciado em função da anulação, pelo CFM, da eleição ocorrida em 5 de agosto, em virtude de irregularidades cometidas por uma das chapas. O plenário do CFM nomeou uma comissão eleitoral interventora, composta por três conselheiros federais, para coordenar a nova eleição marcada para o dia 12 de novembro. Até lá, com o fim do mandato dos conselheiros da gestão em 30 de setembro, o CFM nomeou uma diretoria provisória para responder pela administração do CRM- RO até a posse dos conselheiros eleitos. UF Gestão anterior Presidente atual AC Dilza Teresinha Ambrós Ribeiro Marcus Vinícius Shoiti Yomura AL Fernando de Araújo Pedrosa Permanece presidente AP Dorimar dos Santos Barbosa Permanece presidente AM Jefferson Oliveira Jezini José Bernardes Sobrinho BA José Abelardo Garcia de Meneses Permanece presidente CE Ivan de Araújo Moura Fé Permanece presidente DF Iran Augusto Gonçalves Cardoso Martha Helena P. Zappalá Borges ES Aloízio Faria de Souza Severino Dantas Filho GO Salomão Rodrigues Filho Erso Guimarães MA Abdon José Murad Neto Permanece presidente MT Dalva Alves das Neves Gabriel Felsky dos Anjos MS Luís Henrique Mascarenhas Moreira Alberto Cubel Brull Júnior MG João Batista Gomes Soares Itagiba de Castro Filho PA Maria de Fátima Guimarães Couceiro Antônio Jorge Ferreira da Silva PB João Gonçalves de Medeiros Filho Permanece presidente PE Helena Maria Carneiro Leão Silvio Sandro Alves Rodrigues PR Alexandre Gustavo Bley Maurício Marcondes Ribas PI Júlio César Ayres Ferreira Emmanuel Augusto de Carvalho Fontes RJ Márcia Rosa de Araújo Sidnei Ferreira RN Jeancarlo Fernandes Cavalcante Permanece presidente RS Rogério Wolf de Aguiar Fernando Weber Matos RR Wirlande Santos da Luz Alexandre de Magalhães Marques SC Vicente Pacheco Oliveira Tanaro Pereira Bez SP Renato Azevedo Júnior João Ladislau Rosa SE José Júlio Seabra Santos Rosa Amélia Andrade Dantas TO Nemésio de Oliveira Tomasella Tomé Rabelo Giro médico UTI infantil em Rondônia O CRM de Rondônia (Cremero) está acompanhando as medidas recomendadas pelo Ministério Público de Contas e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) no caso da morte de crianças recém-nascidas na UTI infantil do Hospital de Base Ary Pinheiro. Mesmo com uma diretoria interina responsável pelas ações administrativas até a definição da nova diretoria (a eleição está prevista para o dia 12 de novembro), o CRM mantém suas funções de fiscalizar as ações de saúde. Em outubro, o presidente interino, Aparício Carvalho, e o tesoureiro interino, Heinz Roland Jakobi, fizeram uma visita ao conselheiro Paulo Curi Neto, do TCE-RO, e à procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Érika Patrícia Saldanha de Oliveira, e colocaram o CRM à disposição para colaborar na apuração e busca de solução para o problema. Acompanhe o caso em Prêmio de residência O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) divulgou as normas da 10ª edição do concurso que dá aos residentes a oportunidade de apresentar e publicar seus trabalhos científicos. As inscrições poderão ser feitas até 11 de novembro. Poderão participar residentes de qualquer ano e de todas as especialidades médicas e áreas de atuação, com seus preceptores. Saiba mais em Carreira em SP O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, detalhou, aos conselheiros do Cremesp, alguns pontos de sua proposta de revisão da lei que criou a carreira de Estado para médicos e do projeto de ampliação de vagas para residência médica. Uip, que participou de plenária especial da Casa em 22 de outubro, se comprometeu a corrigir as iniquidades da lei atual. Entre os itens criticados estão o enquadramento de servidores mais antigos no nível I (inviabilizando o acesso ao teto de R$ 14 mil) e a diminuição da remuneração dos médicos sanitaristas aposentados, além da geração de dívida com o Estado que vem sendo mensalmente descontada pela São Paulo Previdência (SPPREV). A nova proposta ainda depende de aprovação da Assembleia Legislativa. Saiba mais em Tabagismo O Ministério da Saúde mantém uma campanha permanente sobre o uso do narguilé. Com o alerta Parece inofensivo, mas fumar narguilé é como fumar 100 cigarros, a campanha esclarece que o uso do dispositivo pode causar câncer, doenças respiratórias, doença de boca, tuberculose e hepatites virais. Além disso, em uma hora de uso do narguilé o usuário inala o equivalente à fumaça de 100 a 200 cigarros. No endereço é possível saber mais e fazer download dos materiais da campanha: marketing, anúncios, cartaz, filipeta e vídeo. Ciência Os norte-americanos James E. Rothman e Randy W. Schekman, e o alemão Thomas C. Südhof, foram os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina O anúncio foi feito no dia 7 de outubro. Segundo o Comitê do Nobel, os cientistas, que trabalham em universidades norte-americanas, receberam a distinção pelas descobertas sobre o mecanismo de transporte para o interior da célula. As descobertas têm impacto importante na compreensão de como as moléculas são colocadas dentro e fora da célula e apresentam implicações no trabalho sobre várias doenças, incluindo distúrbios neurológicos e imunológicos, bem como o diabetes mellitus.

9 PLENÁRIO E COMISSÕES 9 Bioética Durante o X Congresso Brasileiro de Bioética, realizado em Florianópolis (SC) no mês de setembro, a assembleia geral da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) elegeu a nova diretoria da entidade. Os associados escolheram a médica Regina Parizi como a nova presidente da SBB, que atuará até Também foram eleitos os vice-presidentes (Gerson Zafalon membro do Conselho Federal de Medicina, Karla Amorim e Roland Schramm), os secretários (José Marques e Fernando Hellman), os tesoureiros (Lízia Silva e Claudio Andraos) e os membros dos conselhos científico (Aline Oliveira, Dirceu Greco, José Paranaguá, Nilza Maria Diniz, Roque Junges e Sérgio Ibiapina) e fiscal (Léo Pessini, Josimário Silva e Rosana Leite Melo). Todos os presidentes anteriores permanecem como membros honoríficos da diretoria. Em entrevista ao jornal Medicina, a nova presidente da SBB falou sobre temas de destaque do biênio e a importância da bioética para os médicos e a sociedade. Confira a seguir. Quais temas terão maior atenção no período ? Existem algumas discussões que são pautas da SBB e que continuam, e outras que devem se destacar, como a criação do Conselho Nacional de Bioética, uma pauta inclusive internacional, pois a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomenda aos países-membros a criação de um foro desse tipo para discutir assuntos como células-tronco, aborto, reprodução assistida etc. Tratase de um conselho mais amplo (incluindo representação de vários segmentos academia, bioeticistas, igreja, filósofos, entidades como os próprios conselhos, entre outros) que assessoraria o Executivo. Essa pauta é importante porque, atualmente, com a rápida incorporação de tecnologias, costumamos debater os temas após os conflitos já estarem estabelecidos. Este conselho teria, justamente, o papel de recomendar, analisar e propor como determinadas matérias deveriam ser regulamentadas, antes que os dilemas surgissem. Quais são os outros temas que entram na pauta? Além de questões tradicionais, como questões de gênero, por exemplo, temos como desafio ampliar as discussões sobre questões intergeracionais. Temos que nos debruçar sobre dois fenômenos mundiais, Conselheiro do CFM é eleito vice da SBB Dentre os desafios da nova gestão, está a criação do Conselho Nacional de Bioética proposto pela ONU aos países-membros Expectativa: SBB ampliará debate sobre questões intergeracionais a urbanização (com consequências que ainda não pensamos) e a questão do envelhecimento, um processo demográfico que se acentuou muito nas últimas décadas (e quando falamos em envelhecimento, temos que pensar nos jovens, políticas de inclusão, na relação ética entre as gerações, na diminuição da fecundidade das mulheres, e em todos os outros desafios que esse cenário impõe). Os médicos estão envolvidos nesses projetos? Às vezes, eles não estão envolvidos do ponto de vista formal, em uma perspectiva mais acadêmica, mas do ponto de vista do cotidiano vivenciam essas questões. Pode-se pensar que a bioética é distante, mas em suas práticas, atendendo a população, esses profissionais estão lidando com várias questões éticas e têm que deliberar. Acredito que o fato de termos uma composição muito plural nossos associados são médicos, filósofos, psicólogos, advogados, jornalistas, fonoaudiólogos, enfermeiros etc. facilita esse diálogo. Ressalte-se, inclusive, que o Brasil tem se destacado nessa área. Medicina do Trabalho Fórum discute proteção à saúde Congresso de Anestesiologia Comissão do CFM tem destaque na programação O III Fórum Nacional das Câmaras Técnicas de Medicina do Trabalho será realizado, em 20 de novembro, na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), sob o tema: proteção à saúde do trabalhador. Especialistas discutirão questões como responsabilidade do médico do Trabalho, políticas e dispositivos regulatórios na formação de especialistas. O foco do encontro será a formação e atualização das normas na especialidade, das quais também depende a proteção à saúde do trabalhador, explica o coordenador da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho do CFM, Mauro Shosuka Asato. Uma conferência sobre a responsabilidade ética, civil e criminal do médico do Trabalho, ministrada pelo assessor jurídico Alejandro Bullón, abrirá o fórum. Ocorrerá também a discussão sobre os aspectos éticos, epidemiológicos e os exames complementares do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e sobre a normatização de exames solicitados pelo médico do Trabalho. Cada médico coordenador do PCMSO, conforme o posto de trabalho ou exposição de risco, elabora um rol de exames complementares a serem solicitados. Por meio deste, podem propiciar o diagnóstico precoce, as doenças preeexistentes e os meios de prevenção, afirma Mauro Asato. As inscrições para o evento estão abertas no site do CFM. A Comissão Nacional para Assistência Ética e Médica do Paciente Médico com Dependência Química, criada ao fim do I Simpósio Internacional de Saúde Ocupacional dos Anestesiologistas, terá uma participação especial dentro da programação do 60o congresso brasileiro da especialidade, previsto para o período de 9 a 13 de novembro, em Aracaju (SE). O grupo vinculado ao Conselho Federal de Medicina (CFM) ajudou na organização de livro que será lançado durante o encontro, o qual será de grande utilidade na definição de estratégias para enfrentar este problema que afeta parte da categoria. A publicação da obra Bem-estar ocupacional em anestesiologia, organizada pelo professor doutor Gastão Dutra, compila artigos produzidos por alguns dos maiores especialistas mundiais no tema. Os textos oferecem dados relevantes para a formulação de um diagnóstico e apontam caminhos para futuras estratégias de enfrentamento para o dilema da drogadição que afeta alguns médicos, especialmente os anestesiologistas. Esse tipo de especialista compõe o público-alvo do projeto que será implementado pelo CFM com apoio da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA). Após a fase inicial, a intenção é estender os benefícios e serviços gerados pela abordagem para toda a classe. Assim, as entidades esperam contribuir para ajudar médicos em crise, dando-lhes nova oportunidade para a reconstrução de suas vidas e carreiras. Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d Avila, a saúde e o bem-estar ocupacional dos médicos brasileiros são pontos de preocupação para a entidade, sendo que as transformações sociais, culturais, econômicas e políticas impactam diretamente na relação médico-paciente e na forma de se fazer medicina. A ausência de políticas públicas que valorizem o papel do médico na assistência e a falta de investimentos na saúde, de forma geral, acabam por produzir um quadro de desestímulo e de pressão sobre o profissional que, infelizmente, em algumas situa ções se torna vítima desse descaso, ressalta d Avila, um dos entusiastas do projeto que no CFM está sob a coordenação do diretor Desiré Callegari.

10 10 PLENÁRIO E COMISSÕES III Congresso Brasileiro de Humanidades em Medicina Valorização da profissão em debate Problemas da saúde e interface da medicina com outras áreas do conhecimento nortearam os debates durante o evento III Congresso Brasileiro de Humanida- O des em Medicina, realizado em Salvador (BA) no mês de setembro, reuniu lideranças médicas, professores, pesquisadores e estudantes. O encontro, realizado com o apoio do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), foi o marco de efetivação de um chamado à defesa da profissão e da saúde brasileiras. Os debates abordaram temas como judicialização da saúde, medicina e tecnologia; literatura, arte e humanidades, entre outros. Para Roberto d Avila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), o congresso serve de espaço para reflexão sobre os tempos correntes, nos quais nada que é humano é estranho. Preocupado com o futuro, o responsável pela organização do encontro disse que a sociedade está insensível às ameaças que colocam em risco as conquistas e avanços alcançados nas últimas décadas. O evento também propiciou uma reflexão política sobre o atual momento vivenciado pela medicina brasileira. O presidente do Cremeb, Abelardo Meneses, chamou a atenção para a necessidade de se desenvolverem estratégias para fortalecer o movimento médico e resgatar a imagem da categoria ante os pacientes. O uso dos problemas do setor saúde como plataforma política, ignorando aspectos legais, técnicos e éticos, também foi alvo de crítica de outros participantes. Não é mais possível suportar políticas eleitoreiras. O país precisa é de cidadania, lembrou o 1º vice-presidente do CFM, Carlos Vital. Por sua vez, o presidente da Federação Brasileira de Academias de Medicina (FBAM), José Leite Saraiva, pediu respeito à profissão e a seus princípios fundamentais, visando resgatar a dignidade de seu exercício a partir do respeito à legislação. Pietro Novellino, presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), ressaltou a importância da união da categoria neste processo. Na programação deste ano, foram também destaque nomes como Dante Marcello Claramonte Gallian (diretor do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp), Ricardo Perlingeiro (juiz federal do TRF da 2ª Região), Luís Mário de Góis Moutinho (juiz da 1ª Vara Cível de Pernambuco) e Luís Eugenio Portela Fernandes de Souza (presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva Abrasco), entre vários outros. Prevendo a realização de novos fóruns, Roberto d Avila revelou que o grupo organizador estudará novos formatos para envolver, de forma especial, professores e alunos das escolas médicas datas e local ainda serão definidos. Diversidade: judicialiação da saúde e literatura foram temas do evento Simultaneamente ao III Congresso Brasileiro de Humanidades em Medicina, o conselheiro do CFM Jecé Freitas Brandão, gastroenterologista e mestre em Medicina Interna (USP), tomou posse como o mais novo membro da Academia de Medicina da Bahia (AMB). A cerimônia contou com a presença de autoridades, amigos e familiares. O professor Almério Machado, presidente da AMB, saudou o novo acadêmico destacando sua atividade docente, científica e profissional, além de notável batalhador da ética médica. Em seu discurso, Freitas Brandão, que na Bahia ocupou cargos de direção no Sindicato dos Médicos, na Associação Médica e no Cremeb, enalteceu os compromissos da medicina com a sociedade e expressou sua indignação acerca da implementação do programa Mais Médicos. Antonio Carl Salvador: palco de dois lançamentos O III Congresso Brasileiro de Humanidades foi palco para o lançamento de duas publicações que sugerem um olhar diferente sobre a medicina. Uma delas é o livro Primeiras impressões Iátrico em perspectiva, coletânea de crônicas assinada pelo médico e professor João Manuel Cardoso Martins, agraciado com a Comenda CFM Medicina, Arte e Literatura. A maioria dos textos foi publicada ao longo de 11 anos no Iátrico, revista cultural impressa pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR). No total, são 406 páginas divididas em 14 capítulos. A edição é iniciativa do CFM, com tiragem dirigida de forma gratuita para bibliotecas, entidades e escolas médicas. O arquivo com a íntegra da publicação está disponível para leitura e download no site do CFM (http://goo.gl/gzem1m). Para o presidente do CRM-PR, Maurício Marcondes Ribas, a obra reúne riquíssimo acervo, com conteúdo atrativo e reflexivo que vai muito além do cotidiano vivido pelo médico, estudante de medicina ou, mesmo, pelo paciente, estreitando os limites entre ciência e arte e ampliando os horizontes das humanidades e da ética. O segundo livro lançado no congresso foi A pesquisa do contexto médico em textos literários: uma leitura transdiscursiva, publicado pela Editora Grafitto, com 219 páginas. Nele, seus autores Mario Barreto Correa Lima e Paulo César dos Santos Leal promovem a análise e a interpretação das obras O doente imaginário, de Molière, a Morte de Ivan Ilitch, de Tolstói, e Baú de ossos, de Pedro Nava. Publicação: revista condensará artigos de destaque do encontro Estão abertas as inscrições para o IV Congresso Internacional de Humanidades Médicas, com realização prevista para os dias 14 e 15 de março de 2014 na sede da Universidade da Columbia Britânica, em Vancouver (Canadá). Como público-alvo, é esperada a participação de acadêmicos, pesquisadores, profissionais de gestão hospitalar Vancouver sediará congresso internacional e de saúde, profissionais de diversas áreas da saúde, sociólogos, antropólogos, historiadores e outros especialistas em educação. O objetivo principal é avaliar as perspectivas sobre as Humanidades aplicadas ao estudo da saúde, da doença e da medicina. Até 14 de novembro, o congresso receberá propostas para apresentação oral ou participação em painel de discussão, oficina e seminário. Também serão recebidos artigos para revista que condensará os destaques do encontro. Os grandes temas abordados serão: antropologia médica e sociologia; arte, literatura e medicina; bioética; comunicação médica; história da medicina; psicologia e psicopatologia; teoria da medicina; aprendizagem e formação médica e de enfermagem; e direito sanitário e saúde. As propostas poderão ser remetidas em espanhol ou português, contendo título e resumo. Para outras informações, o interessado pode acessar o site: ou encaminhar um para o grupo organizador: humanidadesmedicas.com

11 PLENÁRIO E COMISSÕES 11 Comendas CFM 2013 Destaques médicos são homenageados Conselho Federal institui duas novas comendas e, pela primeira vez, congratula cinco profissionais de renome Em noite de emoção e reconhecimento, foram entregues as comendas CFM 2013 a cinco médicos que se destacaram em suas trajetórias por ações nas áreas de Responsabilidade Social, Humanidades, Saúde Pública, Artes e Literatura e Ensino, sempre relacionadas com o exercício da medicina. A solenidade aconteceu no fim do segundo dia de atividades do III Congresso Brasileiro de Humanidades em Medicina, realizado em Salvador (BA). A cerimônia marcou a entrega das primeiras comendas Fernando Figueira, de Medicina e Ensino Médico, e Mário Rigatto, de Medicina e Humanidades. As duas honrarias foram criadas pelo plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM) por meio da Resolução 2.022/13 e se juntam às comendas Zilda Arns Neumann, de Medicina e Responsabilidade Social; Sérgio Arouca, de Medicina e Saúde Pública; e Moacyr Scliar, de Medicina, Literatura e Artes criadas pela Resolução 1.972/11. As homenagens ressaltam o desempenho ético, a competência técnica e o compromisso desses médicos com a sociedade e a medicina. De acordo com o presidente do CFM, Prestígio: homenageados são exemplo para futuras gerações Roberto Luiz d Avila, as comendas celebram trajetórias que dão o exemplo para as futuras gerações de médicos que enxergam no exercício ético da medicina um objetivo diário. Conheça, a seguir, uma síntese da trajetória dos homenageados de Conheça mais sobre os homenageados deste ano João Manoel Cardoso Martins - Comenda Moacyr Scliar (Medicina, Literatura e Artes) Nasceu em Portugal, em junho de 1947, e migrou com a família para o Brasil na década de 50 graduando-se em Já professor, João Manuel passou a produzir, em 2002, uma coluna no jornal do CRM-PR com o sugestivo nome de Iátrico. Mais que incursões na cultura, nas artes e na profissão, o espaço pretendia estimular o médico e o estudante de medicina a ler, exercer o senso crítico e pensar num futuro: o seu, o de seus pacientes e o da atividade médica. A coluna ganhou corpo, virou encarte e foi transformada em revista, que chega em 2013 com 33 edições. Ruy Laurenti - Comenda Sérgio Arouca (Medicina e Saúde Pública) Natural de Rio Claro (SP), formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) em Em sua trajetória, passou a se interessar por epidemiologia, informação em saúde/estatísticas de saúde e, em 1971, transferiu-se para o Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). Na carreira acadêmica na USP, foi vice-reitor e a Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconheceu, junto com outros docentes, como Grupo de Referência Para Classificação de Doenças e Estatísticas de Saúde e criou o Centro Colaborador da OMS Para a Classificação de Doenças em Língua Portuguesa, do qual Ruy Laurenti foi diretor. José Osmar Medina de Abreu Pestana - Comenda Zilda Arns Neumann (Medicina e Responsabilidade Social) Formado pela Escola Paulista de Medicina em 1979, foi torneiro mecânico e técnico de laboratório durante todo o curso de graduação. Concluiu a residência médica em Nefrologia no Hospital São Paulo, em 1983, onde foi chefe de plantão do Pronto-Socorro e líder do grupo de transplante renal. Doutor em Medicina em 1986, concluiu dois cursos de pós-doutorado e, desde 1996, preside o Comitê de Ética em Pesquisa da Unifesp, sendo membro da Comissão de Ética da Sociedade Internacional de Transplantes. Nelson Grisard - Comenda Fernando Figueira (Medicina e Ensino Médico) Nascido em Florianópolis (SC), em dezembro de 1936, graduou-se na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná em Filho de jornalista e professora, neto e sobrinho (pelos dois lados) de professores normalistas de grupo escolar, é fácil entender sua tendência para o ensino. Em 1975, obteve os títulos de livre docente e doutor em Ciências pela UFSC. Nos últimos 15 anos, tem se dedicado a congressos e jornadas nacionais e internacionais de ética médica e bioética, na busca de aprendizado para transmitir a melhor informação aos alunos de graduação em Medicina, tanto na Univali quanto na Unisul, onde atua. Wilson Oliveira Júnior - Comenda Mário Rigatto (Medicina e Humanidades) Em 1973, formou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (UPE) e posteriormente especializou-se em Cardiologia. Idealizador e coordenador do Ambulatório de Doença de Chagas e Insuficiência Cardíaca, instalado inicialmente no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) e, a partir de 2006, no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape). Teve atuação decisiva na criação da Comissão de Humanização do HUOC-UPE, entre 2004 e 2006, do Comitê de Ética em Pesquisa no HUOC, no período , e da Associação dos Portadores de Síndrome do Pânico/Ampare, em 2003.

12 12 Ética MÉdica Crianças desaparecidas Médico é foco de site internacional CFM é o moderador do portal que agregará dados de mais de dez países Conselho Federal de O Medicina (CFM) lançou, no dia 18 de outubro, o hotsite Médicos em resgate de crianças desaparecidas uma ferramenta e gratuita disponível a todos, que em muito ajudará na busca e no cadastramento de crianças desaparecidas no Brasil e em diversos países latino-americanos e de língua portuguesa. A página tem como primeiro alvo o médico, por ser um público-chave nesse processo, haja vista que, em algum momento, toda criança irá ao médico. Médicos em resgate de crianças desaparecidas terá uma base moderada pelo CFM com dados do Brasil, de países latinoamericanos e outros de língua portuguesa. O cadastramento de casos será efetuado por meio de um formulário disponível no portal, no qual serão preenchidas informações do responsável, da criança e das circunstâncias do desaparecimento. No espaço destinado à criança, deverão constar informações como: nome completo, sexo, data de nascimento, cor dos olhos, do cabelo e da pele, tipo físico, marcas ou cicatrizes, existência de algum tipo de deficiência ou doença mental, além de foto. Nas circunstâncias do ocorrido, a apresentação do boletim de ocorrência (BO) é obrigatória e o cadastro poderá ser feito para crianças desaparecidas nos seguintes países: Brasil, Portugal, Espanha, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Pesquisas apontam que, pelo menos, 40 mil crianças desapareçam por ano apenas no Brasil. Mas os números devem ser maiores, pois não há um serviço estatal eficiente com foco nesse problema. Os médicos estão solidários à dor destas famílias e passam a ser agentes nessa busca incansável, ressalta Roberto d Avila, Serviço: Médicos em resgate de crianças desaparecidas é uma ferramenta online e gratuita disponível a todos presidente do CFM. Atualmente, existem diversos sites e serviços sobre crianças desaparecidas, mas este será o primeiro de escopo internacional e voltado ao público médico, que assume o papel de agente agregador. Periodicamente, o CFM entrará em contato com os responsáveis pelas crianças cadastradas para atualizar as informações e dar baixa no registro das encontradas. Orientações sobre como evitar o desaparecimento de crianças e como proceder caso as reconheça ou possua informações que possam ajudar a polícia, terão espaço de destaque no hotsite, que também indicará procedimentos médicos que facilitam na identificação dessas crianças durante o atendimento, e um formulário de busca. A página Médicos em resgate de crianças desaparecidas está disponível no endereço www. criancasdesaparecidas.org em três idiomas: português, espanhol e inglês. O CFM é o responsável pelo hotsite em português e a Confederação Médica Latinoamericana e do Caribe (Confemel), representada por Eduardo Santana no lançamento, fecha parcerias para a moderação nos demais idiomas. O projeto também tem apoio do Conselho Geral de Colégios Oficiais e Médicos da Espanha, presente no evento em Brasília na pessoa de seu presidente, Juan José Rodrígues Sendín. Defesa humanitária na Síria CFM assina carta para serviços médicos serem poupados A ONG Crisis Action denuncia que a população está vulnerável a epidemias de hepatite, febre tifoide, cólera e disenteria. Foi exacerbada uma epidemia de leishmaniose cutânea, houve aumento nos casos de diarreia aguda e, segundo agências humanitárias, foi registrada uma epidemia de sarampo. Há denúncias de que crianças nascidas após o começo dos conflitos não foram vacinadas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) assinou a Carta Aberta Deixe-nos tratar os pacientes na Síria, dirigida ao governo sírio para que cessem os ataques a hospitais, ambulâncias e instalações médicas, com vistas a que os profissionais de saúde possam atender os pacientes. A Carta, assinada por três ganhadores do prêmio Nobel da área médica, professores de universidades americanas e europeias e dirigentes de 26 entidades médicas mundiais, tem o objetivo de sensibilizar o governo sírio, os países aliados ao ditador Bashar al-assad, os grupos envolvidos e a Organização das Nações Unidas (ONU) acerca da insegurança vivida por médicos e pacientes no país. Como médicos e profissionais de saúde, exigimos urgentemente que os colegas médicos da Síria recebam permissão e apoio para tratar pacientes, salvar vidas e aliviar o sofrimento sem temer ataques e represálias bradam os signatários da Carta. De acordo com a organização não governamental (ONG) internacional Crisis Action, organizadora das assinaturas da Carta, 37% dos hospitais sírios foram destruídos e outros 20% encontram-se danificados. Clínicas foram convertidas em centros de trauma, cerca de 469 funcionários da saúde estão presos e 15 mil médicos foram obrigados a fugir para o exterior. Os ataques contra instalações médicas e seus funcionários são cometidos de maneira deliberada e sistemática, o que demonstra uma inescrupulosa violação ao princípio da neutralidade médica. À ONU e aos doadores internacionais, os signatários solicitam que aumentem o apoio às redes de médicos. Diante dessa situação, Deixenos tratar os pacientes na Síria solicita ao governo sírio que impeça esse tipo de ataque, responsabilizando quem praticar essa violência, e reivindica aos governos aliados de Bashar al- Assad, especialmente a Rússia, que exijam a interrupção dos ataques das forças sírias contra médicos, demais profissionais de saúde, instalações e pacientes. O documento ressalta também que, com o sistema sírio de saúde à beira do colapso completo, pacientes que enfrentam doenças crônicas como o câncer, diabetes, hipertensão e doenças cardíacas, com necessidade de assistência médica de longo prazo, não sabem a quem recorrer para obter este cuidado médico. Leia a Carta traduzida no link ou a original em inglês em goo.gl/zqoguh

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