Relatoria de Simpósios e Mesas Redondas

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1 Relatoria de Simpósios e Mesas Redondas A riqueza de um evento que congrega participantes em atividades distintas e complementares requer um registro completo e conciso que permita uma visão, ainda que parcial, de todo o processo. Com o fim de executar essa tarefa, foi desenvolvida em 2011, por ocasião do 49º Congresso Brasileiro de Educação Médica COBEM, uma metodologia que pela segunda vez, no 52º COBEM, permitiu a construção desse panorama. A metodologia criada pela equipe coordenada pela Profa. Dra. Adriana Maria de Figueiredo da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto, partiu do pressuposto de que a relatoria de um evento como o COBEM seria beneficiada pela própria lógica do Congresso que é a de instigar a crítica e a participação dos envolvidos. Dessa forma, estabeleceu que fosse formada uma equipe de relatores composta pelos estudantes de medicina, preparados para realizar o trabalho de resumir as sessões como ouvintes atentos e especializados que são. O modelo resulta em consecução dos resumos padronizados das apresentações orais, com o fim de trazer visibilidade aos simpósios e mesas redondas, de forma concisa e organizada. A garantia da máxima confiabilidade foi a principal premissa que orientou o processo de trabalho da relatoria. Para sua realização foram estabelecidos critérios baseados nas instruções para a produção de resumos, de acordo com os parâmetros da metodologia científica. Embora todos tenham sido orientados e treinados para a confecção de paráfrases, o aspecto representacional está sempre presente, sendo, portanto, a limitação comum a qualquer exercício de reprodução de discursos. Esperamos ter contribuído novamente para o registro das informações e a apresentação dos elementos e ideias expostos no 52º COBEM. Adriana Maria de Figueiredo (Professor Associado da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto, a docente da Relatoria de Simpósios e Mesas Redondas do 52º COBEM). Suely Keiko Kohara (Professor Adjunto do curso de Medicina da Universidade da Região de Joinville UNIVILLE, a docente da Relatoria de Simpósios e Mesas Redondas do 52º COBEM). Paulo Henrique Condeixa de França (Professor titular do curso de Medicina da Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE, docente da Relatoria de Simpósios e Mesas Redondas do 52º COBEM). Danilo Jorge da Silva (Acadêmico de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto, discente da Relatoria de Simpósios e Mesas Redondas do 52º COBEM).

2 SIMPÓSIO Simposista 1 O estudante utiliza a avaliação como ferramenta de avaliação? Acadêmico Bernardo de Lima (UNIOESTE) Acadêmica Suélen Geisemara Bacelar Nunes (FEPAR) Relator 1: Guilherme Rodden Schlickmann Relator 2: Rafael Amorim Lopes Relator 3: Helena Bedatti Zeh O simpósio se iniciou com metodologia diferenciada: os docentes, discentes e outros participantes foram dispostos em um grande círculo e cada um pôde contribuir com sua fala seguindo a ordem de solicitação. O fato denotou a proposta singular de horizontalidade do evento. A discussão abordou como o estudante utiliza o processo avaliativo em sua formação. Dentre os objetivos pessoais dos participantes foram citados a troca de experiências, o traçar de ações efetivas para modificar realidades, conhecimento acerca de argumentos de outrem sobre os trâmites avaliativos para fundamentação de opinião e a problematização da postura ativa do estudante como centro do processo avaliativo, não apenas coadjuvante. As discussões foram norteadas por dois pilares, o papel que a avaliação deve ter e quais as dificuldades encontradas para tal. O início do debate levantou a premissa de que não existe receita para elaborar uma avaliação e de que nenhum processo avaliativo é perfeito. Um dos equívocos deste é, segundo os estudantes, o caráter punitivo exercido pelos docentes no contexto. Em outras palavras, a avaliação não é neutra e há forte dicotomia entre a visão do professor e do aluno sobre isso. Na perspectiva de docentes e discentes há a necessidade de se dar devolutiva ao aluno quanto aos exames elaborados. Em uma das universidades contempladas por participante da palestra, o sistema encontrou solução ao impasse ao se realizar aulas práticas na qual o aluno tem oportunidade de refazer a avaliação e tirar dúvidas. Outras importantes reclamações dos discentes consistiram no medo de não serem avaliados de maneira contemplativa às suas aptidões. A escala quantitativa dos testes provoca receio e dificuldades. Os alunos consideram injusto que diferenças numéricas insignificantes pronunciarem o abismo existente entre aprovado e reprovado. Sendo assim, o modelo qualitativo (suficiente/insuficiente) parece exercer mais o princípio da justiça. Há que se citarem ainda, na visão dos acadêmicos, as dúvidas sobre a relevância do conteúdo que é cobrado em provas. O de biologia celular, por exemplo, poderia ser mais relacionado à prática médica, não se desvencilhar em total do cotidiano vivenciado na prática médica futura dos acadêmicos. Na perspectiva docente, a contra-argumentação foi de que nada do que é ministrado em aula, mesmo nos ciclos básicos, é supérfluo. Ou seja, tudo que é exposto ao aluno será utilizado em seu profissionalismo de alguma maneira. O simpósio prosseguiu ainda com a discussão sobre a velocidade do aluno e do professor. Conforme docentes, os estudantes caminham com maior rapidez por estarem mais inseridos nos meios tecnológicos. Isso contrasta com a realidade dos professores pautada em papel e caneta, destituída de artifícios facilitadores de aprendizagem como os da era digital. Para concluir, as explanações trouxeram à tona algumas indagações. Entre estas, a dificuldade de se estabelecer o que uma avaliação, de fato, avalia discente, docente, processo ensino-aprendizagem ou instituição? O professor sabe ensinar? Que perfil de médico se busca formar generalista, especialista ou científico? Ao se considerar a pluralidade de métodos de ensino das universidades brasileiras, as respostas para estes questionamentos convidam a uma discussão interna que possa evoluir para aperfeiçoamento e estruturação do processo avaliativo. Momento este em que as provas devam ser calcadas, sobretudo, no conhecimento, nas habilidades e nas atitudes do acadêmico de medicina.

3 SIMPÓSIO Simposista 1 Simposista 2 Estudante Internato Médico e Atenção Primária: Como Estamos? Prof. Maurício Braz Zanolli (FAMEMA Marília/SP) Profa. Dione Tavares Maciel (UPE Recife/PE) Profa. Eliana Goldfarb Cyrino (DEGES/UNESP) Acadêmico André vieira Lanza (FCMMG) Relator 1: Maria Helena da Costa Naumann Gaertner Relator 2: Isabella P. Lando Dacroce As Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Medicina se constituem num projeto iniciado em 2006 pela ABEM. Envolve organização, carga horária, coordenação, criação de comissão, questionários e matrizes, construídos conjuntamente pelas escolas médicas do país ao longo dos últimos 10 anos. Segundo dados da ABEM, 28% das escolas utilizam hospitais como centros de aprendizagem e se considera adequada para a aprendizagem; algumas cumprem menos horas que o mínimo; de forma geral, fazem um único rodízio em cada grande área; não possuem rodízio no PSF e possuem baixa carga horária em urgência e emergência; aproximadamente metade não possui docentes com formação pedagógica; as avaliações são feitas somente pelos estudantes; a maioria dos professores não sofre o processo de auto-avaliação; a maioria não avalia seus preceptores e ainda, não fazem devolutivas aos alunos. Segundo o cenário político atual, alunos ingressantes até março de 2014 ainda são regidos pelas DCN 2001; já os ingressantes após jun/jul de 2014, são regidos pelas novas DCN, de 20/06/2014. A diretriz envolve tanto o curso de Medicina quanto a Residência Médica e seus programas e é composta por 3 eixos norteadores: Atenção à Saúde, Educação na Saúde e Gestão em Saúde, que devem permear todo o processo educativo da formação médica. Sua proposta afetou: a preceptoria, que terá supervisão docente; o Internato, que terá de ter no mínimo 35% da carga horária do curso (que atualmente é de no mínimo 7200 horas e, portanto os 35% significam 2500 horas); respeitar um mínimo de 2 anos de internato, o qual também deverá ter um mínimo de 30% de suas horas dedicadas à atenção básica e urgência e emergência e os 70% restantes devem ser divididos entre as demais áreas; a avaliação do estudante ao fim do internato possui caráter obrigatório, processual, contextual e formativo, sendo necessária para que seja dado o fechamento do curso de Medicina, e ainda, parte do processo classificatório para os programas de Residência Médica. O futuro do Internato Médico prevê avaliação, educação permanente, cenários de ensinoaprendizagem. Quanto a Residência Médica, há uma perspectiva de redução de jornada de trabalho de 60 para 40 horas semanais; melhoria de unidades do SUS (inclusive SAMU s); assinatura de contratos organizativos entre a IES e a rede SUS que lhe serve de escola (que não fique restrita ao papel e que estejam vinculados ao MS); universalizar a Residência Médica, instituindo 1 ano de Atenção Básica previamente ao campo escolhido, ou seja, a perspectiva é de que a Residência com foco em Medicina da Família seja pré-requisito para algumas outras Residências. A razão disso é de que há alguns conhecimentos que somente são oportunizados na Atenção Primária, que deve ser central na formação do estudante, fazendo com que sua formação seja articulada (e não estratificada). A Residência nesse formato deve envolver uma rede de atenção. Pensa-se em mudar o paradigma de cuidar de doenças para focar em ações preventivas. Sair do foco terciário e do modelo flexeneriano para instituir um foco prioritário num modelo real do mundo, o qual não é perfeito, e atende as demandas reais do dia a dia.

4 SIMPÓSIO Simposista 1 Estudante Processo de avaliação institucional (CAES) Panorama atual Profa. Nilce Maria Campos Costa (UFG) Profa. Jadete Barbosa Lampert (ABEM) Acadêmico Ronney Pinto (UFCG) Relator 1:Suely Keiko Kohara (Univille) O simpósio foi dividido em 3 momentos: uma apresentação sobre o processo de avaliação institucional, separação da plateia em grupos de 3 ou 4 pessoas para sugerir indicadores que possam ser criados e sua implementação no cenário de cada instituição, seguido da apresentação do resultado da discussão de alguns grupos e a visão do estudante sobre o sistema de avaliação. A Prof.ª Jadete Barbosa iniciou a fala apresentando um histórico do papel do médico na sociedade, os avanços da medicina, mudança no perfil das doenças, evolução do mercado de trabalho e corporação médica, os paradigmas da educação médica, para situar a criação das diretrizes curriculares e o aumento de cursos de medicina. Ressaltou a importância da integralidade da saúde, e a diferença da avaliação somativa (produto) da formativa (pedagógica). Apresentou os instrumentos de avaliação do SINAES e o programa CAES/ABEM, criado para promover e avaliar as mudanças nos cursos de graduação da área da saúde, tendo como benefício o aprimoramento das escolas avaliadas e a qualificação na formação do discente. O programa tem 3 etapas: auto-conhecimento da escola (capacitação de equipes e aplicação do instrumento), construção e descrição de indicadores quali-quantitativos e visita às escolas para análise de resultados e reflexão crítica. Numa análise do conjunto de trinta escolas, foi visto que há um forte movimento de mudança das escolas relativo aos projetos pedagógicos e construção de parcerias com a rede de serviços, porém há carência de políticas públicas que mantenham as parcerias, independente de troca de governos, e que sejam efetivas para a preparação adequada de docentes e profissionais preceptores. Após a discussão dos grupos, foram apresentados alguns indicadores para serem criados e que reflitam a qualidade do cenário de aprendizagem na atenção básica (AB): relação docente de AB com formação/docente de AB, em que o número ideal seja 1,0; avaliação do controle de qualidade pelos pacientes/ comunidade; satisfação dos alunos na AB; avaliar se o estudante considera o preceptor da AB como um modelo (ético, profissional, etc); relação com o gestor; relação de atendimentos por profissional (muito paciente/pouco tempo). Por último, o acadêmico Ronney opinou sobre os modelos de currículos de graduação, com necessidade de mudança do modelo flexneriano e maior integração entre as disciplinas. Criticou o exame de Ordem de Medicina, pois não seria ranqueando ou classificando os formandos que se melhoraria a qualidade dos discentes, e explanou sobre os pontos que considera importantes para uma melhoria no ensino médico: a escola deve se inserir no modelo de serviço e priorizar a necessidade de saúde daquela população, para que a atenção primária consiga atender 85% das demandas dessa população; em como o estudante é inserido na AB; na necessidade de docentes com carga horária integral e na importância de mobilizar os atores (alunos, professores, técnicos administrativos) para um real processo de transformação.

5 SIMPÓSIO Simposista 1 Simposista 2 Estudante Ensino de habilidades de comunicação Prof Suely Grosseman (UFSC) Prof Eloisa Grosseman (UERJ) Thiago Cherem Morelli (Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis) Acadêmica Juliana Bastos Moura(UFAM) Relator 1:Danilo Jorge da Silva (Universidade Federal de Ouro Preto) Relator 2: Luan Lourenço Gomes Melo (UNIVILLE) O simpósio de ensino de habilidades de comunicação foi dividido em 3 momentos. No primeiro momento, discutiram-se os aspectos teóricos e históricos das habilidades de comunicação (HC), seguido por uma apresentação da teoria das narrativas e seu papel na rotina dos profissionais de saúde e, por fim, uma dinâmica para discussão das HC. Foram dados destaques ao papel das HC ao exercício da prática profissional em saúde além de apresentadas as principais diretrizes, consensos e princípios que norteiam o tema. Problematizou-se o mapeamento do ensino de HC nos cursos da área da saúde; o confronto na transmissão de culturas, crenças, normas e valores pessoais no processo de ensino dessa competência. A apresentação das teorias da narrativa caracterizou esse tópico como uma forma de conhecimento indireto, indiciário e conjetural que faz parte do cotidiano da prática dos profissionais em saúde. Estratificou-se a aplicação das narrativas no campo de estudo da saúde nos grupos: anamnese registrada em prontuários, produção de materiais informativos e relatos de casos clínicos. Dentre esses grupos, atribui-se à anamnese uma posição de destaque, como representante de 80 a 85% do poder de diagnóstico para a maioria das situações clínicas em rotina. A dinâmica de HC realizada ao final do evento teve como formato a divisão dos aproximados 150 ouvintes em grupos com cerca de 10 componentes, contendo professores e alunos de forma homogênea. Nesses grupos, solicitou-se que fossem nomeados um relator, um coordenador e um responsável pelo controle do tempo. Metade dos grupos foi desafiada a discutirem ideias para oficinas futuras de HC, enquanto a outra metade foi instruída a pensarem quais outras habilidades de comunicação o profissional de saúde deveria possuir além das já listadas nos simpósios anteriores. Como resultado dessa dinâmica, sintetizou pontos de consenso relativo entre os palestrantes, que incluem a visão discente e docente sobre o tema do simpósio, no qual se destacaram: necessidade de se definirem referenciais teóricos formais para se conceituar comunicação e a necessidade de se sistematizar o ensino das HC seja através da instrumentação com a construção de laboratórios de comunicação, seja através da formação específica dos docentes para abordagem do tema ou mesmo da instauração de disciplinas específicas voltadas para HC. Além desses tópicos, muitos dos grupos levantaram a necessidade de ampliação das discussões acerca da diversidade cultural, de dialetos e linguagens na comunicação em saúde e o papel positivo das visitas domiciliares e a outros cenários de prática como formas de aprimoramento das HC. Sugeriu-se, também, desenvolvimento de outras oficinas pelos ouvintes em suas próprias instituições de ensino sobre experiência acumulada no simpósio. Ao final, os ouvintes foram convidados a preencherem um relatório de pesquisa que, dentre outros tópicos, avaliava o grau de envolvimento da instituição de ensino dos ouvintes no ensino das práticas de HC.

6 SIMPÓSIO Estudante Teste progresso Panorama atual Profa Angélica Bicudo (UNICAMP) Acadêmica Patrícia Massanaro (ESCS-DF) Relator 1: Caroline Marconatto Flores(UNIVILLE) Relator 2: Cristiano Ganguilhet Lucero (UNIVILLE) Durante o simpósio foi elaborada uma síntese das funções e características do teste, abordando a estrutura da prova, função e núcleos que aplicam o mesmo teste de acordo com regiões. Foram elucidadas as questões de vantagens e desvantagens do teste, o papel dos núcleos regionais, o que fazer com os resultados e como incentivar os alunos a participação no mesmo. Foram apuradas algumas vantagens como validade e comparação das faculdades através do resultado obtido com o teste em relação à média regional, além de ser um instrumento de avaliação (externa) do estudante e do curso. As desvantagens averiguadas foram o fato de o teste ser avaliar apenas a parte cognitiva tangenciando as habilidades e atitudes. Verificou que os núcleos regionais visam objetivos, como a recepção, elaboração e avaliação das questões e que resultados obtidos devem servir para gerar melhorias a instituição de ensino, ao curso e principalmente ao acadêmico, glorificando os acertos e fazendo com que eles aprendam com os erros, por isso a disponibilização de um gabarito comentado e foi considerada correta e essencial para o desenvolvimento do discente. As metas apresentadas pela Profa. Angélica Bicudo constituíram em uma aplicação do teste de progresso a nível nacional (possivelmente em períodos trienais), a manutenção e ampliação dos núcleos regionais, o aperfeiçoamento da matriz de elaboração do teste e a aproximação a órgãos como ABEM e INEP. A academia Patricia Massonaro trouxe questões de como a prova deve ser elaborada tendo níveis de questões fáceis, médias e difíceis, estimulando assim o aluno a tentar progredir em todos os níveis, a fim de quando estiver no final do curso ter um bom desempenho independente da dificuldade da questão. Além disso, foi mencionada a necessidade de um feedback que acrescente mais ao aluno, incluindo comentários dos professores da própria instituição de ensino e uma disponibilização mais eficiente do gabarito comentado. Igualmente, foram levantadas pelos congressistas presentes abordagens como levar os resultados do teste aos centros acadêmicos para que sejam estudados e revertidos em melhorias ao corpo discente e docente, como incentivar os alunos a realizar o teste do progresso. Nas discussões ganhou bastante enfoque a proposta de maior divulgação dentro da instituição de ensino. Como uma alternativa surgiu a hipótese de ser auxiliada por estudantes de anos mais avançados e do centro acadêmico em despertar o interesse dos acadêmicos ingressantes em ter uma maior adesão ao teste. Ademais, a organização da semana em que ocorre o teste deve ser prévia, afim de que sejam respeitadas as áreas verdes dos discentes e não sejam realizadas atividades avaliativas na semana da prova. Também foram sugeridas ideias já implantadas por algumas instituições de ensino como a bonificação em algumas disciplinas, pontuação para monitorias e para bolsas de auxílio.

7 SIMPÓSIO Simposista 1 Estudante Ensino de urgência e emergência Prof. Gustavo Pereira Fraga (UNICAMP) ProF. Gerson Alves Pereira Junior (UNAERP) Acadêmica Mayara Secco (UFF) Relator 1: Luiz Carlos Silveira Filho (UNIVILLE) Relator 2: Isabela Carolina Borba (UNIVILLE) Este simpósio teve como principal objetivo abordar os pontos críticos no ensino de emergência e urgência e a influência deles na formação médica. Para isso, foram apresentados os principais problemas nessa linha de ensino e, em seguida, foram propostas algumas medidas que os solucionariam. A primeira dificuldade apontada foi a existência de médicos inexperientes e despreparados nessa área, prejudicando, assim, o ensino para os acadêmicos. Além disso, foi abordado que ensino de emergência e urgência no internato não é suficiente. Este deveria ser aprendido desde o 1 o ano, por meio de simulações e suporte básico. Outra dificuldade citada foi a preceptoria, esta se mostra pouco atrativa, pois possui baixa remuneração e pode comprometer a agenda do médico, o que dificulta a contratação. E, sem preceptores adequados, não se pode ter um ensino de qualidade. Depois de expostos esses problemas, foram feitas algumas discussões com a plateia e foram sugeridas algumas mudanças na educação médica. Foi proposto que, no mínimo, 30% da matriz curricular seja realmente dedicada à urgência e emergência e à atenção básica, como já prevê a lei dos mais médicos. Uma vez que essa é uma área de extrema importância para a formação do profissional da saúde, ela já deveria ser trabalhada desde o início da faculdade. Além disso, foi sugerido que se faça uma capacitação e uma educação permanente dos preceptores. Foi levantada a hipótese de criação de um mestrado educacional e da distribuição de bolsas para estimular essas preceptorias, uma vez que isto atrairia os profissionais para esta área.por fim, foi sugerida a inserção de simulações para prática clínica, pois estas ajudariam os estudantes a se preparar para situações reais de emergência. Caso a faculdade não tenha condições de investir nessa área, propôs-se que ela faça um acordo com as grandes universidades e que faça uso de seus centros de simulação.

8 SIMPÓSIO Simposista 1 Simposista 2 Desenvolvimento de competências pedagógicas (docente/preceptor) Profa. Denise Herdy Afonso (UERJ) Profa. Lia Márcia da Cruz da Silveira (UERJ) Aída Regina (UERJ) Relator 1: Bruna Schwaab (UNIVILLE) Relator 2: Luiza Piva (UNIVILLE) O simpósio - Desenvolvimento de Competências Pedagógicas - esteve pautado na continuação do Projeto Preceptoria Fase II (Desenvolvimento de Competências Pedagógicas para a Preceptoria na Residência Médica), criado pela ABEM (Associação Brasileira de Educação Médica), com objetivo de melhorias da educação médica para assistência básica no Brasil. Surge na UERJ, a partir de um projeto local, cuja extensão levou à adesão de universidades públicas, representando um conjunto de 12 Centros Colaboradores, para a realização de tutorias e preceptorias à docência das instituições de graduação. A visão do projeto tem como sentença: Educação para Formação Profissional, este sendo capaz de atender às necessidades da população. Após considerações inicias, a coordenadora Denise Hardy Afonso (UERJ), apresentou o Projeto de Preceptoria da ABEM, dando ênfase no histórico e perspectivas futuras. Assim, ao expor o histórico, esclareceu a causa, o objetivo do projeto, e suas fases. Em 2013, portanto, houve a conclusão da fase I, gerando formação de 12 centros regionais responsáveis pela formação de tutores, após, pela educação de preceptores. Já, em 2014, foi assinada a carta para a ampliação, até 2015, do projeto preceptor, a partir da inserção de mais centros preceptores, característica da fase II. Novos integrantes consistem na formação de mais seis centros, totalizando 18 centros regionais de preceptoria, responsáveis para atender a docência das instituições. Além da ampliação, a fase II do projeto planeja a sustentabilidade, a relação dele com as políticas públicas, como, por exemplo, o projeto Mais Médicos, e as renovações das Diretrizes Curriculares Nacionais da Medicina. Foi exposta, também, a possível criação de linhas de pesquisa para a busca de respostas e para a melhoria do projeto. Assim, no decorrer do simpósio, foram divididos grupos com as respectivas regionais: SP, RJ-ES, MG, NE, NORTE, CENTRO OESTE, Sul I e Sul II, com membros colaboradores e gestores, participando profissionais de varias áreas, associados da Abem ou não. Os gestores discutiram a capacitação docente, tendo como pauta os métodos de ensino. O coordenador instiga o grupo de regiões para um questionamento quanto ao Projeto Preceptoria Fase II. Neste momento, foram analisadas duas regiões SUL II (SC e PR) e SUL I(RS), para avaliação da resposta dos gestores em relação à pergunta: Como você, gestor, pode implicar de forma pessoal e/ou institucional na Fase II do Projeto de Preceptoria em sua região? Os grupos tiveram período de 20 minutos de discussão, e, posteriormente, mais 5 minutos para a elaboração de propostas, que foram discriminadas em cartazes, respondendo à pergunta em forma de tópicos. Entre as respostas das regiões destacaram-se a formação de uma metodologia aprimorada voltada para a preceptoria, a possível criação de métodos de aprendizado, tal qual uma cadeira de graduação voltada para a docência nos cursos de graduação, e o fortalecimento da ABEM nas regiões. Tratando-se da impressão geral do simpósio a coordenação explicitou e discriminou minuciosamente a extensão do Projeto Preceptoria Fase II, com adesão de mais regiões, para manter o planejamento estratégico, a direção das diretrizes pela organização, visando interagir regionais pelas suas instituições. O total de pessoas presentes foi aproximadamente 180.

9 Debatedor 4 Estudante Discutindo as políticas avaliativas do MEC e MS para a formação médica CONVIDADO INSTITUIÇÃO Professor Milton de Arruda Martins (USP) Vinícius da Rocha (Representante Ministério da Educação) Heider Araújo Pinto (Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde) Jadete Barbosa Lampert (ABEM UFSM) Lúcio Flávio Gonzaga (CFM) Monique Franca (UERJ/DENEM) Relator 1 : Adriana Figueiredo (Universidade Federal de Ouro Preto) Relator 1:Danilo Jorge da Silva (Universidade Federal de Ouro Preto) Relator 2: Luan Lourenço Gomes Melo (UNIVILLE) Política de educação para o ensino médico, referenciais para mudanças na avaliação Vinícius da Rocha. Abre a palestra ao falar sobre a necessidade de debates acerca das determinantes sociais do processo saúde doença, com foco nas desigualdades na distribuição do dinheiro, poder e demais recursos. Segundo o palestrante, o número de médicos/mil habitantes no país está situado entre 1,83 e 1,92, sendo 1,72 se excluídos os profissionais com mais de 70 anos o que caracterizaria Brasil como país deficiente no número de profissionais atuantes no sistema de saúde. São apresentados dados da OECD que sugeririam deficiências nacionais no número de concluintes do curso de medicina em relação a outros países como Reino Unido, Argentina e Uruguai. O palestrante defende que são necessários esforços na criação de vagas para o curso de medicina e relata que investimentos massivos estão sendo empregados para se atingir uma proporção de 2,7 médicos/mil habitantes o que representariam mais 600 mil médicos até o ano de Ilustra os temas discutidos à guisa do sistema de saúde do Reino Unido e a importância que possuem os médicos generalistas nesse sistema - outras experiências internacionais apresentadas incluíram os sistemas espanhol, português e australiano, canadense. É defendida a inclusão das disciplinas relacionadas a medicina geral de família e comunidade na formação acadêmica dos médicos, independente da escolha de especialidade destes no futuro. Como último ponto, o palestrante apresenta tópicos sobre avaliação e qualidade no nível de graduação e residência médica, no qual se destaca a necessidade de avaliação específica para curso de graduação em medicina a cada 2 anos. Políticas Avaliativas do MEC e MS Jadete Barbosa Lampert Inicia com um histórico das práticas avaliativas e é apresentada uma série temporal que mostrou a evolução no número de escolas médicas no país. A palestra segue com discussão acerca do perfil profissional dos médicos que estão sendo formados e o papel das diretrizes curriculares (2001/2014), SINAES (2004), Promed/PET-Saúde e o Programa Mais Médicos (2013) como ferramentas na construção do modelo de profissional médico desejado. Os instrumentos de avaliação institucional também foram citados, com destaque ao CAES, e chamou-se a atenção para as múltiplas discussões e críticas a esses instrumentos. Monique França Acadêmica UERJ É apresentada uma crítica à inação das escolas quanto ao diagnóstico negativo apresentado pelos sistemas classificatórios além de questionar a perda de financiamento que sofrem as instituições de ensino que são mal qualificadas segundo esses sistemas. A palestrante também critica a criação de rankings das escolas melhor e pior avaliadas como forma de mercantilização do processo de ensino. Outro ponto apresentado é o crescimento no número de cursos preparatórios para processos seletivos de residência e o impacto negativo que isso traz para a formação médica, especialmente no que concerne à perda da importância atribuída ao internato. Foi discutida, também, a ineficiência dos métodos de ensino na abordagem do contexto de determinação social do processo saúdedoença. Política Avaliativa do MEC/Medicina Lúcio Flávio Gonzaga É apresentado o SINAES (Sistema

10 Nacional de Avaliação da Educação Superior) e as alterações que o programa Mais Médicos trouxeram para esse programa. Foi dado destaque à discussão do artigo terceiro da lei , que apresenta os critérios para a pré-seleção dos municípios que desejam ofertar um novo curso de medicina. Esta mesma lei instaura a avaliação periódica a partir de outubro de 2015 dos acadêmicos do curso de medicina, além de um programa de avaliação do INEP para os programas de residência médica. Seguiu-se com um histórico das leis e diretrizes de base da educação nacional (LDBEN). Foi criticado o pouco envolvimento concedido ao CFM no último LDBEN, para construção das propostas para as novas diretrizes curriculares. Além disso, foi questionado que cerca de 70% das propostas pré-aprovadas para abertura de novas escolas de medicina terem se direcionado para a região sul e sudeste que já concentram a maioria dos cursos. Os exames de fim de curso, como CREMESP (com 60% de reprovação geral), foram criticados e apontaram-se pontos positivos para o teste do progresso. Ao final dessas discussões, foi aberto um espaço para questionamentos dos ouvintes que abordaram como principais tópicos: Quais as necessidades reais de ampliação nos números de escolas e profissionais médicos, como conciliar os conflitos de interesses entre instituições públicas e privadas por cenários de prática e aprendizado, a qualidade da infraestrutura do sistema de saúde do país, a fixação e mérito acadêmico dos docentes envolvidos com os cursos médicos e a valorização da residência médica em detrimento da graduação de qualidade.

11 Debatedor 4 Debatedor 5 Fórum dos es/diretores Prof. Antônio José Amorim (UFMT) Prof. Francisco Eduardo Campos (ABEM) Vinícius Ximenes (Ministério da Saúde) Heider Aurélio Pinto (Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde) Márcia Hiromi Sakai (UEL), Julio Cesar Soares Aragão (UNIFOA) Relator 1: Iara Wagner (UNIVILLE) Relator 2: Marcela Balsano (UNIVILLE) A realização deste iniciou com uma intervenção teatral da Companhia de Teatro da UNIVILLE intitulada o Paciente Trocado de Luis Fernando Veríssimo. Ocorreu então a explanação sobre a Educação Permanente dos Profissionais de Saúde- Universidade Aberta do SUS (UMA-SUS) destacando o engajamento deste programa na educação permanente em contra partida ao crescimento dos cursos à distância, a expansão da residência médica e a modulação tradicional aliada com novas tecnologias educacionais. O UNA-SUS criado a partir do decreto de lei número de dezembro de 2010 é composto atualmente por mais de 30 IES dando ênfase a oferta de especialização e aperfeiçoamento para atender a capacitação e educação permanente dos trabalhadores no SUS. Foi dado realce a possibilidade na participação de alunos de graduação em Medicina nestes cursos. Atualmente são ofertados cursos abertos online, programas de qualificação e de pós-graduação, com destaque nesta última categoria ao surgimento em breve do programa de mestrado em Saúde da Família. São ofertados cursos e aos próximos meses serão disponibilizados mais 21 cursos contemplando as áreas da medicina e odontologia, com realce o curso de Saúde da População Negra e sobre a Vacinação contra HPV. Ao término da palestra sobre o Provab iniciaram-se as atividades do fórum com perguntas dos coordenadores para serem apreciadas pelos representantes do Ministério da Saúde presentes. Após rodada de perguntas realizadas pelos participantes da mesa central estas foram abertas para os participantes da plateia, sendo salientados os assuntos relevantes que participaram de todas as falas presenciadas. Solicitou-se que a ABEM possa disponibilizar em seu site uma lista com contatos dos diretores/coordenadores atualizada, pois o compartilhamento de informações das direções possibilita encontros com maior periodicidade destas lideranças fortalecendo as discussões. Outro ponto levantado foi o credenciamento de uma escola de Medicina que oferta o curso em mais de um campus ou campus avançado, as orientações dadas pela ABEM, nesta ocasião, deve ocorrer o credenciamento de cada coordenação uma vez que cada campi possui sua identidade própria. Dentre os questionamentos levantados ocorreu uma concordância entre os representantes das escolas públicas e privadas sobre a falta crônica de docentes na área médica, considerando a possibilidade da realização de uma política intensiva para atrair profissionais para docência, principalmente em regiões pouco privilegiadas. Destacou-se a perspectiva do crescimento do número de preceptores visto o crescimento das vagas para residência e internado em UBS e em emergência. Enfatizou-se a requalificação das UBS transformando-as em campos para prática docente e lócus de ensino, melhorando a infraestrutura e o ambiente para o usuário, profissionais e acadêmicos. O fórum finalizou suas discussões salientando a importância de reavaliações de políticas devido a expansão de novas vagas nas escolas médicas, suprimento destas pela rede das UBS, infraestrutura e corpo docente além da integração ensino-serviço-comunidade, dando uma nova perspectiva ao ensino médico no país.

12 Estudante Avaliação -Teste progresso Profa. Cláudia Maria Leite Maffei (FAMERP-SP) Tema: Como calibrar os itens. Prof. Ricardo Primi (UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO) Tema: Como equiparar provas Prof. Dalton Andrade (UFSC) Prof. Olavo Franco Ferreira Filho (UEL) Acadêmico Guilherme Marum Olmedo (FAMERP) Relator 1: Profa. Adriana Maria de Figueiredo (Universidade Federal de Ouro Preto) O prof. Ricardo Primi apresentou a calibração como um processo para a análise dos dados da Teoria de Resposta ao Item (TRI). Em seguida ele destacou quais são as ideias centrais para a construção do modelo de análise e os parâmetros matemáticos e estatísticos necessários para isso. Definiu os conceitos mais importantes e os métodos existentes e utilizados para a calibração. Apresentou como se realiza e quais as vantagens da calibração conjunta, que combina e analisa parâmetros dos itens e dos sujeitos, bem como as possibilidades e meios para a identificação métrica que permite calibrar erros e acertos em relação às dificuldades dos itens. Por fim, mostrou os métodos de estimação usados, a existência e necessidade de uso de softwares específicos para a realização da calibração. O prof. Dalton Andrade abordou como que a dificuldade de interpretação e utilização da TRI se relaciona com seu caráter complexo de modelagem estatística e matemática, mas que esse desafio pode ser vencido e que há meios para isso. As provas podem ser equiparadas desde que sejam criadas medidas comparáveis, sendo a TRI uma das teorias que responde a essa tarefa. O professor demonstrou com exemplos como isso é possível e como pode auxiliar na realização e utilização de resultados pelo teste progresso. O prof. Olavo Franco iniciou sua fala, realçando que as exposições anteriores foram provocações no sentido de esclarecer a sofisticação e a potencialidade que avaliações como o teste progresso, encerram ao se basearem na TRI. Relatou sua experiência em 15 anos de aplicação e utilização do teste progresso em sua instituição e realçou a necessidade de uma análise criteriosa e parcimoniosa para a realização do teste, desde a elaboração de questões, busca de adesão e participação dos estudantes, aprimoramento da confiabilidade do teste e utilização de seus resultados. O acadêmico Guilherme Marum enfocou como o caráter punitivo, sem retorno de resultados e com ausência de coerência e conteúdo geralmente presente nas avaliações em medicina marcam os estudantes em relação a esse tema. Para ele, o teste progresso representa uma mudança que reflete uma outra lógica em avaliação e que consegue, por isso, aos poucos, ganhar confiança maior dos estudantes de medicina. Ressalta que é necessária uma conscientização dos docentes e dos discentes quanto a esse novo caráter desse modelo de avaliação, principalmente com a devolutiva e reflexão sobres os resultados. Por fim, questiona o teste progresso por ser ainda centrado no estudante e aponta que é preciso pensar e utilizar outros meios de avaliação que incluam também a escola médica e seus docentes.

13 Estudante Urgência e emergência Prof. Franco Haritsch (UNIVILLE) Prof. Augusto Scalabrini Neto (USP) Prof. Gustavo Pereira Fraga (UNICAMP) Prof. Gerson Alves Pereira Junior (UNAERP) Acadêmico Gabriel Martins Cruz Campos (FCMMG) Relator 1: Isabella P. L. Dacroce (UNIVILLE) Relator 2: Maria Helena Naumann (UNIVILLE) Iniciando o simpósio, Augusto Scalabrini Neto fala sobre o Papel dos centros de simulação realística e dos laboratórios de habilidade e competências. Ele assegura que podemos fazer simulação de alta qualidade com muitos poucos instrumentos. Realça ainda que temos que mudar conceitos e paradigmas, principalmente em escolas tradicionais, mudando o modelo pedagógico para o andragógico, e melhorar a capacitação dos docentes. Scalabrini explica que com a simulação dentro do ensino de emergência, é onde o aluno mais se beneficia da simulação clínica, pois toma decisões que são imediatas, e com o simulador ele pode exercer e corrigir eventuais erros. Comenta ainda que todos os procedimentos que o acadêmico precisa usar para um desempenho bom dentro da sala de emergência se pratica em um laboratório de manequins (de baixa e alta fidelidade) para treinamento. Destaca que nada é mais realístico para o treinamento que os próprios indivíduos, ou seja, acadêmicos treinando entre si. Confirma ainda que os individuos tem que saber como conversar, habilidade essa que pode ser treinada em um cenário com atores, para que assim possam fazer a comunicação adequada e efetiva, sendo corrigir possíveis erros. Ele ainda ressalta a importância do treinamento in situ: estratégia que não leva o ambiente de emergência pra dentro do laboratório de simulação, e sim o simulador pra dentro do ambiente de emergência! A ideia é treinar a equipe de como desempenhar o protocolo de sepses, e é uma das poucas chances de se fazer treinamento entre multiprofissionais, além de ser também importante para detectar deficiências no sistema.o professor da USP acredita que os alunos gostam de fazer simulação, já que é uma forma segura de eles errarem sem consequências. Ele mostra estudos, onde comprovavam que os alunos que utilizavam simulação tinham maior nível de satisfação de aprendizagem, maior grau de efetividade e segurança, e melhor comunicação. No entanto, ele alerta que a simulação prepara o aluno para o paciente, mas não o substitui. Em seguida, Gustavo Pereira Fraga traz como avaliar o ensino de habilidades e competências na urgência e emergência, e comenta que com a nova DCN, 30% do internato têm que ser em atenção básica e urgência e emergência, e isso sinaliza que temos que avançar no seu ensino. Fraga assegura que o ensino de urgência e emergência deve ser longitudinal, começando no 1º ou 2º ano de medicina, e os cursos LS-like devem ser ensinados até o 4º ano, além de as IES terem um laboratório de simulação para treinar também o trabalho em equipe. Comenta a importância da capacitação do docente, a avaliação do processo de ensino e aprendizagem entre aluno e professor, além da metodologia, e destaca que esse processo deve ser feito todo ano para aperfeiçoar o curso.concluindo, Fraga acredita que não é só com um teste que se mede o aluno, e cita então o exame do Cremesp como um mau instrumento. Logo depois, Gerson Alves Pereira Junior debate o papel das redes de urgência e emergência. Destaca que com uma crescente formação de médicos no Brasil, e aumento de escolas médicas, houve também uma crescente oportunidade de trabalho médico em urgência e emergência. Ele desabafa mostrando que, em uma avaliação recente, boa parte dos problemas das UPAs se devem ao despreparo de médicos. Pereira Jr defende que nos 2 primeiros anos deve ter o curso de suporte básico de vida nas IES, e até o final do 4º ano devem ter cursos de imersão em urgencia, tipo ATLS, ACLS e PALS. Acrescenta ainda que a IES precisa auxiliar e cobrar dos gestores de saúde a implantação da politica nacional de atenção as

14 urgências e emergências, já que o SUS tem que ser um campo de prática.o professor destaca a importância da formação pedagógica de professores e preceptores, além do compromisso com a educação permamente. Cita ainda projetos como pró-saude e pet-saude, que tentam definir o papel da educação pelo trabalho na saúde. Assinala alguns desafios como a integração das redes, o reforçamento do SAMU e a Força Nacional, e especificamente do SAMU desafios como ampliar e financiar as estruturas formadoras públicas, a falta das IES ligadas com a atividade, falta da abordagem multiprofissional, a expansão das funções de profissionais não médicos (enfermeiros), entre outros.pereira Jr. conclui com um vídeo com uma simulação de briga, na qual participaram alunos de medicina, bombeiros, polícia, além do SAMU, na qual foram mapeadas várias coisas que precisam ser melhoradas no sistema.para finalizar, Gabriel Martins Cruz fala sobre o papel das redes de urgência e emergência, assegurando que é urgente discutirmos o ensino de urgência e emergência nas escolas medicas. A importância desse ensino é dar competências, habilidades e atitudes para tornar-nos aptos a atuar. Defende a importância do feedback na avaliação, um convênio fixo nos espaços de prática, e as UPAS como espaços primordiais para aprender emergências e urgências. Cruz lamenta a disputa entre as IES nos cenários de prática, a fragilidade da capacitação docente, a falta de uma matriz curricular específica de urgência e emergência nas escolas médicas, e as as subespecializações. O estudante conclui que temos que evitar a fragmentação no internato, e ter um cuidado especial com a avaliação do estudante, pois é difícil fazer uma avaliação de urgência e emergência unicamente teórica, como a prova do Cremesp. A platéia então, levantou questões como o perigo da fragmentação do internato, a viabilidade da simulação mostrada em vídeo pelo Pereira Jr., se há alguma escola médica com a matriz curricular já prevista, o SAMU como campo de prática, e as dificuldades de agregar enfermeiros e médicos trabalhando juntos.

15 Internato Médico Prof Evelin Ogatta Muragushi (UEL) Acadêmico Vinicius de Jesus Rodrigues (UFOP) Prof Antonio Pithon Cyrino (UNESP) Acadêmico Klaus Schumacher (UNIVILLE) Relator 1: Silvana Cardoso Relator 2: Mariana F. Dias Diante do tema, Segurança do Paciente, o acadêmico Vinicius expôs que deve haver um cuidado por parte dos preceptores de não culpabilizar sempre o estudante. Trouxe, ainda, a questão da preceptoria como papel fundamental na relação entre segurança e internato. Mas para que haja uma atuação adequada desses preceptores, propõe que a avaliação e a atualização desse profissional são de grande importância. Além disso, abordou-se a questão da condição de sobrecarga do interno. Alguns hospitais diminuem o corpo clínico e utilizam o estudante para suprir a demanda de profissionais e priorizam a velocidade do atendimento em detrimento da qualidade. Por fim, alertou que a transversalidade na saúde esta se perdendo no internato. A visão integral do paciente não está sendo aplicada, pois o que acaba prevalecendo é o atendimento curativista o qual, nem sempre, atende todas as necessidades do paciente.o prof Antonio trouxe a questão da Medicina Narrativa e dentro disso foi falado que a medicina atual é assentada na prática e de caráter extremamente tecnificado. Esse progresso, embora traga muitos benefícios, contrasta com a dificuldade que o médico tem de empatizar com o paciente e entender seu sofrimento. Segundo ele, o profissional, na medicina narrativa, precisa incorporar o outro (principalmente na questão emocional). O prof relatou sobre uma experiência de medicina narrativa entre os acadêmicos da UNESP, através de uma ferramenta chamada Caderno do Aluno, no qual os estudantes relatam suas vivências clínicas. O caderno do aluno foi uma forma encontrada para entender o que o aluno está vivenciando, como está lidando com as realidades expostas, e como ajuda-lo nesse percurso. Essa necessidade de apoio que o interno demanda mostra o quanto a atenção psicológica dos estudantes está apartada da avaliação do docente. A pauta é encerrada com o consenso de que a medicina narrativa é um potente instrumento para formar médicos além do conhecimento técnico-científico. O tema Competências no Internato, abordado pelo prof Ruy, o qual ressaltou que o objetivo do internato é fazer com que o estudante ganhe autonomia. Diante disso, a avaliação deve ser uma avaliação de performance. Diante dessa questão, o simposista trouxe uma preocupação final acerca dos diversos cursinhos preparatórios para residência: deve-se resgatar a importância do internato, de modo que o interno não deixe de ir ao internato para ir ao cursinho. Por fim, o acadêmico Klaus, abordou o tema Como os internos se preparam para as avaliações no curso e para a residência, ressaltando as dificuldades que o interno enfrenta durante seu percurso no internato rumo à prova de residência. Aprender por si só foi uma dificuldade apontada e que permeia muitas das inseguranças do interno. A repentinidade da transição sala de aula internato assusta a maioria dos estudantes e os faz sentir perdidos num imenso labirinto. A dificuldade de trazer as informações teóricas para a prática é uma causa comum de incertezas e inseguranças. Ao abordar a questão dos cursinhos preparatórios para residência, o acadêmico expôs a ideia de que esses cursos são tão influentes nos estudantes porque promovem a objetividade e a concisão. Porém, ele alerta que para aprender de verdade, é fundamental que se compareça às aulas práticas. As principais questões apresentadas pela plateia foram sobre os benefícios e desafios de se propor ferramentas da medicina narrativa no cotidiano do interno, e qual seria o retorno desse instrumento para alunos e docentes quando aplicada. Quais passos precisam ser reavaliados ou modificados para que os internos não deixem de valorizar a importância das aulas práticas para as provas de residência, foram pontos de discussões comuns entre a plateia.

16 Estratégia de desenvolvimento docente Prof. Sigisfredo Luis Brenelli (UNICAMP) Prof. Nildo Alves Batista (UNIFESP) Profa. Eliana Martonaro Amaral (UNICAMP) Acadêmico Bernardo de Lima (UNIOSTE) Relator 1: Caroline Marconatto Flores(UNIVILLE) Relator 2: Cristiano Ganguilhet Lucero (UNIVILLE) No primeiro ato a Profa. Eliana Cyrino abordou a formação docente frente a expansão de vagas, destacou a preocupação com a formação dos docentes em relação a área da saúde, onde há uma necessidade de reforma no ensino, tendo como referência a humanização do cuidado, pensando em um ensino que trabalhará com os princípios do SUS e diretrizes curriculares que trabalhem a formação de professores e preceptores ligados a formação centrada na atenção básica, abrangendo inclusive a prática médica, havendo assim a necessidade de formação de preceptores para a graduação. No segundo ato o Prof. Nildo Batista abrangeu a formação docente frente as novas diretrizes curriculares, destacou que o currículo médico deve ser centrado em três grandes áreas sendo elas a atenção, gestão e educação em saúde, oferecendo uma metodologia de aprendizagem que prepara o aluno para o trabalho em equipe, incorporados através da política de desenvolvimento docente com programas de formação e maior envolvimento dos professores. No terceiro ato a Profa. Eliana Amaral explanou a qualidade dos programas de capacitação e desenvolvimento, fez uma reflexão sobre a prática de ser docente, destacou que o docente além das teorias de aprendizagem deve buscar a prática deliberada, houve destaque para os métodos de ensino como o PBL e o CbcL, visto que aprende-se muito mais com métodos que contenham prática. Destacou a necessidade de criação de programas institucionais baseados na necessidade do dia a dia, criando-se assim grupos para trocar experiências dando suporte e feedback para os docentes, e programas que avaliem o desenvolvimento docente para poder assim implantar um reconhecimento de carreira para o professor. No quarto ato o acadêmico Bernardo de Lima abordou como incentivar a docência durante a formação médica, destacou que o estudante encontra-se desmotivado devido a falta de contato com o mundo da medicina, devido a grande parte do ensino ser baseado em literaturas, havendo necessidade de reforma curricular e inclusão do aluno desde o princípio nas práticas médicas com aulas menos expositivas e mais horizontais, incentivando desta forma a pesquisa dentro de sala de aula, trabalhar o aprendizado do trabalho em equipe e a necessidade de se construir ferramentas de docência dentro da carreira médica. O debate da mesa redonda para com os congressistas levantou debates de como os alunos podem incentivar os professores a ter uma docência mais atrativa e como os professores podem buscar práticas para mudar o processo de ensino.

17 Debatedor 4 Debatedor 5 Influência do Provab e do Programa Mais Médicos na Residência Médica Profa. Maria Goretti Frota Ribeiro (UFC) Prof. Francisco Arsego de Oliveira (CNRM/UFRGS) Prof. Thiago Trindade (Presidente da SBMFC) Prof. Felipe Proenço de Oliveira (UFP) Residente Pedro Tadao Hamamoto Filho (UNESP) Sra. Maria Cristina Sette (CONASEMS) Relator 1: Aline Brancaleone Rochembach (UNIVILLE) Relator 2: Denis William Pereira (UNIVILLE) O Professor Francisco Arsego de Oliveira (CNRM/UFRGS) Os Desafios para a CNRM baseou sua explanação nas palavras-chave: Desafio, Qualidade e Integração. As principais questões levantadas foram a formação médica e a especificidade do médico a ser formado nos próximos anos. Oliveira aponta a real complexidade da atenção à saúde e, a cerca da residência médica, fala em integrar a residência, ampliando vagas, preenchendo vagas ociosas, oferecendo qualidade e superando o desconhecimento da área de Medicina da Família e Comunidade (MFC). Outro ponto foi a construção e a melhoria das Unidades de saúde, desde a atenção básica até UPAS e hospitais. O Professor Thiago Gomes de Trindade (Presidente da SBMFC) trouxe questões sobre qual o modelo assistencial de APS almejado e que médico desejamos como APS. Trindade expõe a real necessidade de médicos de Saúde da Família, retratando o grande déficit na ocupação das vagas para residência em MFC e a necessidade de expandir, ocupar e qualificar a residência em MFC. Para o professor é preciso pensar na universalização das vagas (R1 obrigatório), na redefinição e regulamentação do número de vagas de residência e na formação dos preceptores. O Residente Pedro Tadao Hamamoto Filho (UNESP) Visão do médico residente neste contexto levantou as questões da valorização da atenção básica, da fixação do profissional de saúde na atenção básica e as mudanças necessárias nas políticas em saúde. Hamamoto Filho retrata a baixa ocupação das vagas de residência, principalmente MFC, e a dificuldade nas contratações de certas especialidades (P.ex. MFC) em pequenos municípios. O residente, ainda coloca que o PROVAB não valoriza a atenção básica (serve como moeda de troca) não fixando o médico no serviço. O palestrante retrata o Mais médicos (importação de médicos, novas escolas) como Medidas Tupiniquins que culminam na falta de investimento no ensino público. Para o residente uma estratégia para fixar o profissional seria a interiorização das escolas de residência médica. A Srª Maria Cristina Sette (CONASEMS), sobre a influência desses programas na gestão municipal de saúde, retratou a importância e a dificuldade da gestão municipal do SUS, dizendo que a saúde envolve processos complexos e devem atender a realidade e demanda local, adequando-se aos diferentes perfis de gestores e profissionais. Para Sette, é preciso dialogar formação, contratação e escassez de profissionais; cargos e carreiras (ressalta o plano de cargos e carreiras não vai fazer a atenção básica chegar aonde é preciso). O Professor Felipe Proenço de Oliveira (UFP) levantou como pontos principais as vagas ociosas de alguns cursos de residência; a questão do mercado com o Mais Médicos, retratando que não faltam postos de trabalho mesmo com a importação dos médicos; e os grandes desertos

18 médicos brasileiros. Proenço apresentou estudos sobre o que levaria os médicos a permanecer nas pequenas cidades (remuneração, moradia e residência médica), sobre a aprovação do Provab pelos médicos do Programa (60% recomendariam o programa), e outro sobre a visão dos gestores sobre o programa (68% relataram melhora da saúde). Sobre o Mais médicos, colocou que o mesmo está centrado em três eixos: investimento na atenção básica, formação do SUS e provimento emergencial de médicos; que 75% desses médicos estão em áreas de Vulnerabilidade Social e que o programa teve boa aceitação da população. As pricnipais questões da plateia foram: a obrigatoriedade do R1 em MFC, a valorização do preceptor, a qualidade de o ensino médico, e o Medcurso como incentivador da desvalorização da residência em MFC. A mesa-redonda teve muitas divergências de opiniões, ampla participação da volumosa plateia, e extrapolou o tempo em 1h do previsto.

19 Temas emergente relevantes na formação médica Profa. Jadete Barbosa Lampert (ABEM/UFSM) Prof. Marcelo Jáuregui (FEPAFEM) Prof. Neílton Araújo de Oliveira (UFT), Prof. Francisco Eduardo de Campos (UNASUS-UFMG) Relator 1: Gabriela Duarte Neves (UNIVILLE/FURJ) Relator 2: Maria Vitoria Rosa (UNIVILLE/FURJ) Marcelo Jáuregui (FEPAFEM): A acreditação foi apresentada pelo professor como instrumento de transformação das escolas médicas e forma de assegurar a qualidade do ensino. Através das Universidades ocorre a promoção da qualidade e dos órgãos regulatórios, a garantia da qualidade. Propõe um sistema dinâmico e permanente para acreditação das instituições. critérios e padrões estabelecidos previamente como base para uma avaliação externa e análise situada da escola. Também, um órgão supra-regional para a realização do reconhecimento das escolas entre países foi proposto. Aborda o impacto positivo do processo: elevar os padrões de qualidade do sistema de ensino. Aponta o impacto negativo: ausência de homogeinidade nos processos avaliativos entre diferentes agências reguladoras e distinção entre instituições. Neílton Araújo de Oliveira (UFT): Apresenta o Programa Nacional de Segurança do Paciente para os serviços de saúde no Brasil e aponta que a falta de segurança é uma deficiência global de saúde pública. Aborda a implantação de Núcleos de Gestão de Riscos e da Segurança no sistema público, com a adoção de novas tecnologias e práticas simples e eficientes no atendimento.propõe uma nova abordagem sistêmica para o erro em serviços de saúde ao invés da atual abordagem individualista. A plateia discutiu o espaço que o tema possui durante a graduação. A segurança do paciente é abordada na prática durante o atendimento à comunidade e existe a necessidade da auto-avaliação do profissional e do estudante, assim como levantamento dos eventos adversos durante o serviço. Francisco Eduardo de Campos (UNASUS/UFMG): Apresentação da plataforma Universidade Aberta do Sus (UNA-SUS). Em parceria com instituições públicas de ensino, o sistema promove a capacitação permanente de profissionais do Sistema Único de Saúde a distância. Módulos auto-instrucionais de maneira não-presencial permitem maior adesão de profissionais da saúde e estudantes por todo território nacional e a atualização constante e dinâmica.a plateia discutiu o papel do professor com a chegada de tecnologias como UNA-SUS e semelhantes. Foi concluído pelo Professor Francisco que a escola médica deve incorporar a tecnologia no ensino e buscar alternativas para que a orientação do professor ao aluno seja indispensável no novo cenário.

20 Avaliação institucional/curso de Medicina Prof. Francisco Barbosa (ABEM) Prof.ª Jadete Barbosa Lampert (ABEM/UFSM), e Sr.ª Claudia Maffini Griboski (INEP) Acadêmica Suelen Geisemara Bacelar Nunes (DENEM/FEPAR) Relator 1: Gabriela Duarte Neves (UNIVILLE/FURJ) Relator 2: Maria Vitoria Rosa (UNIVILLE/FURJ) A Sr.ª Claudia Maffini Griboski inicia a palestra sinalizando os objetivos da avaliação SINAES para o curso de medicina. Afirma que a finalidade do instrumento é regulamentar, supervisionar e avaliar a qualidade das instituições de ensino. Para Claudia, a partir de bons resultados no SINAES, as escolas podem garantir acréscimo no número de vagas ofertadas e qualificação do mérito do curso. A diretora de avaliação da educação superior do INEP afirma que a prioridade é avaliar a organização pedagógica, o docente e as instalações físicas das faculdades. Dessa forma, por meio dos resultados obtidos, haverá o engajamento dos coordenadores das instituições, que visam aprimorar seus índices, para promover melhorias internas e mudanças providenciais. A palestrante espera que a partir da avaliação seja possível melhorar a formação dos discentes. Existe a iniciativa por parte do INEP de criar um Banco de Dados, que trará todas as informações obtidas no exame e as instituições poderão usá-lo para melhorias interna. Outra proposta apresentada foi a integralização do curso pelos discentes visando a maior adesão ao ENADE. Em suas considerações finais a Sr.ª Claudia evidencia que o ENADE é feito e avaliado por docentes qualificados e o intuito da prova é avaliar o curso por meio do desempenho do estudante. Assim, a partir dos resultados, a instituição poderá promover modificações no currículo do curso. A Prof.ª Jadete Barbosa inicia o simpósio com uma introdução contextualizando os avanços da medicina ao longo dos anos, perfil das doenças, crescimento populacional e o "boom" de escolas médicas ao modelo de ensinar vigente nas instituições. A professora expõe que o programa ABEM/CAES visa avaliar as mudanças promovidas, acompanha-las e incentivá-las. Além de promover a organização do curso a partir das necessidades da saúde, formação profissional do docente, participação ativa dos estudantes e qualidade na assistência dos coordenadores de curso. O programa ABEM/CAES é dividido em três momentos. No primeiro momento consiste na capacitação da equipe e na introdução de novos instrumentos. No segundo há a exposição de indicadores de expansão e mudanças e no terceiro a visita nas escolas para análise dos resultados obtidos. Os resultados promovem mudanças, avanços e ajudam a melhorar a preparação das instituições avaliadas. Em suas considerações finais a Prof.ª Jadete salienta que o programa tem como benefício o aprimoramento das escolas avaliadas e a qualificação na formação do discente. A acadêmica Suelen G. B. Nunes inicia sua exposição salientando os problemas na avaliação SINAES proposta pelo governo. A acadêmica acredita que o instrumento tem caráter punitivo ao depreciar e reduzir o orçamento de escolas que não obtêm bons resultados, o que faz com que a avaliação deixe de ser um instrumento formador. Discute como a estrutura "rankeadora" influencia no posicionamento das faculdades que ao garantirem bons indicadores aumentam as mensalidades e premiam os alunos com as melhores notas no ENADE. O exame não garante a integração com a comunidade, servidores e docentes. O que evidencia as limitações do instrumento. Além disso o acompanhamento pós-avaliação é deficitário. Em suas considerações finais a palestrante afirma que há necessidade da inclusão do ABEM e DENEM no processo de elaboração do SINAES. Uma vez que ainda há dificuldade na prática e falta de debate para realizar o diagnóstico dos resultados da avaliação.

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