FILHO DE PEIXE.. : declaração de cor/raça dos filhos de casamentos mistos.

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1 FILHO DE PEIXE.. : declaração de cor/raça dos filhos de casamentos mistos. Kaizô Iwakami Beltrão Sonoe Sugahara Moema De Poli Teixeira Palavras-chave: identidade racial; casamentos inter-raciais; cor/raça; mercado matrimonial Resumo: Existe uma tradição histórica de miscigenação racial na sociedade brasileira desde os primórdios coloniais. Como se estruturam internamente as famílias brasileiras com respeito a um conceito de hierarquia racial? Várias pesquisas realizadas pelo IBGE (PNAD, Censo, etc.) perguntam sobre a cor/raça do indivíduo. Ainda que as respostas possam ter um grau de subjetividade, parece haver uma certa persistência temporal e as margens de variação, quando mensuradas não ultrapassam 5%. Houve uma tendência ao embranquecimento, ao menos no nível da declaração censitária até o censo de 1991 e uma reversão nos dados de Como se declaram os filhos de casais nos quais os pais são de grupos diferentes de cor/raça? No caso de escolhas possíveis, o determinante é a cor/raça do pai ou da mãe? Esta escolha é diferenciada por região ou por escolaridade? Houve uma mudança temporal palpável? Sabemos que pelo menos no Censo de 2000, nos casos de uniões de brancos e amarelos, a cor dos pais (por oposição a cor das mães) é a que prevalece na caracterização dos filhos dos casais. A motivação inicial partiu de uma tentativa de identificação dos descendentes de japoneses no Brasil. O estudo pretende analisar dados dos censos de 1960 e 2000 procurando identificar um padrão de resposta ao quesito cor/raça nos filhos de casamentos mistos com as diferentes combinações entre os grupos de cor/raça dos pais. Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambu - MG Brasil, de 29 de setembro a 03 de outubro de 2008 Pesquisador do IBGE/ENCE.

2 FILHO DE PEIXE.. : declaração de cor/raça dos filhos de casamentos mistos. Kaizô Iwakami Beltrão Sonoe Sugahara Moema De Poli Teixeira 1. Introdução Existe uma tradição histórica de miscigenação racial na sociedade brasileira desde os primórdios coloniais. Como se estruturam internamente as famílias brasileiras com respeito a um conceito de hierarquia racial? Várias pesquisas realizadas pelo IBGE (PNADs, Censos, POF, PMEs, etc.) perguntam sobre a cor/raça do indivíduo. Ainda que as respostas possam ter um grau de subjetividade, parece haver uma certa persistência temporal e as margens de variação, quando mensuradas não ultrapassam 5%. Houve uma tendência ao embranquecimento, ao menos no nível da declaração censitária até o censo de 1991 (Wood & Carvalho & Andrade, 2003) e uma reversão nos dados de Como se declaram os filhos de casais nos quais os pais são de grupos diferentes de cor/raça? No caso de escolhas possíveis, o determinante é a cor/raça do pai ou da mãe? Esta escolha é diferenciada por condição sócio-econômica do casal? Para uma análise de mudanças na composição racial da população brasileira, é fundamental uma compreensão do comportamento em relação à declaração de raça/cor dos filhos de casamentos inter-raciais. Por outro lado, uma compreensão do comportamento em relação à declaração de raça/cor dos filhos de casamentos inter-raciais contribui para uma melhor análise de possíveis mudanças na composição racial da população brasileira. Um dos primeiros estudos sobre casamento inter-racial no Brasil foi desenvolvido por Staley em 1959 (apud Valle Silva 1987). Neste estudo ele observa que no Brasil 7 dos casamentos inter-raciais são dos tipos elíseo (casais que desconhecem totalmente qualquer preconceito racial ou pressão social oriunda de preconceito racial) ou nesédico (casais com relativo isolamento social o que os torna pouco sensíveis às pressões sociais oriundas de preconceitos raciais). Entretanto, a análise dos dados dos Censos entre 1960 e 2000 desvenda uma certa contradição revelada na declaração de cor/raça dos filhos nos casamentos exogâmicos e mesmo nos endogâmicos, como veremos neste texto. O objetivo deste trabalho é desenvolver uma análise sobre os determinantes na definição da cor/raça dos filhos de casais racialmente endogâmicos ou exogâmicos. Utilizaremos como indicadores de condição social os dados de classe de renda domiciliar per capita divulgados nestes censos demográficos. Este estudo fará a mensuração do nível sócio econômico através da renda domiciliar per capita dividida em 4 quartis de renda. Uma versão mais completa deste estudo inclui a análise dos censos de 1980 e 1991, além Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambu - MG Brasil, de 29 de setembro a 03 de outubro de 2008 Pesquisador do IBGE/ENCE. 2

3 dos de 1960 e 2000 utilizados neste texto O mercado matrimonial Vários estudos foram desenvolvidos sobre o mercado matrimonial brasileiro envolvendo aspectos de raça/cor. Como menciona Moutinho (2004), esta literatura apontava para os condicionantes demográficos como determinantes da seletividade dos casais de diferentes grupos de raça/cor. Entretanto, a heterogeneidade social que caracteriza os grupos de raça/cor amplia o leque dos fatores condicionantes para a escolha matrimonial. Warren (1968) identifica dois tipos de teoria explicativa: a que privilegia o grau de proximidade entre os cônjuges potenciais e a que enfatiza a escolha pessoal baseada numa característica particular. Existe, porém, um conceito subjacente a essas teorias, que diz respeito à distância social, que pode ser compreendida como restrições à interação social, com base em fatores como renda e educação. Para se ter uma idéia do tamanho do mercado matrimonial, a Tabela 1 apresenta a população adulta brasileira desagregada por raça/cor nos anos censitários entre 1960 e Tabela 1 Homens com 18 anos e mais desagregados por cor/raça números absolutos (milhões) e distribuição relativa (%) , 1980, 1991 e Raça ou cor (%) (%) (%) (%) Branca 11,1 62,7 18,1 56,3 24,7 52,8 28,4 53,9 Preta 1,6 8,8 2,0 6,3 2,3 5,6 3,8 7,1 Amarela 0,1 0,8 0,2 0,7 0,2 0,5 0,3 0,5 Parda 4,9 27,6 11,6 36,3 17,0 40,6 19,7 37,4 Indígena 0,0 0,0-0,0 0,8 0,2 0,2 0,4 Ignorado 0,0 0,1 0,1 0,4 0,2 0,3 0,3 0,6 Fonte: IBGE, Censos 1960, 1980, 1991 e 2000 Tabela 2 Mulheres com 18 anos e mais desagregadas por cor/raça números absolutos (milhões) e distribuição relativa (%) 1960, 1980, 1991 e Raça ou cor (%) (%) (%) (%) Branca 11,2 62,4 19,3 58,1 22,2 55,6 31,9 56,9 Preta 1,6 9,1 2,0 6,2 2,4 5,2 3,6 6,3 Amarela 0,1 0,7 0,2 0,7 2,2 0,5 0,3 0,5 Parda 5,0 27,7 11,5 34,7 17,1 39,2 19,8 35,2 Indígena 0,0 0,0-0,0 0,8 0,2 0,2 0,4 Ignorado 0,0 0,1 0,1 0,4 1,4 0,3 0,3 0,6 Fonte: IBGE, Censos 1960, 1980, 1991 e 2000 Com base nos dados do Censo 1960, o Gráfico 1 apresenta a razão de sexo na população de indivíduos em união e para cotejar esta informação, a mesma estatística para a população adulta brasileira. O Gráfico 2 apresenta a informação equivalente para o ano de As razões de sexo na população como um todo devem ser perto da unidade, com 1 No Censo de 1970 não foi pesquisado o quesito de cor/raça. 3

4 diferenças devido as variações de mortalidade entre os grupos (possivelmente existe um viés de gênero na declaração de cor/raça). O que temos, entretanto, para os indivíduos com sucesso no mercado matrimonial, i.e., aqueles em união, é um excesso de homens pretos, amarelos (estes possivelmente com um efeito de imigração seletiva no passado) e num menor grau de pardos, com um correspondente déficit de homens brancos. Alternativamente podemos pensar num déficit de mulheres pretas, amarelas e em menor grau de pardas, com um excesso de mulheres brancas. Existe, de qualquer forma, aparentemente, na população um déficit de homens brancos e de mulheres pretas, mas não tão expressivo quanto o encontrado entre aqueles com sucesso no mercado matrimonial: pelo menos duas hipóteses poderiam ser levantadas, a de que mulheres tenderiam a se autodeclarar mais claras em média do que os homens com mesmo fenótipo e a de que mulheres apresentariam realmente fenótipo mais claro do que um homem com genótipo equivalente. Gráfico 1 RAZÃO DE SEXO SEGUNDO COR/RAÇA DOS COMPONENTES DO CASAL E DA POPULAÇÃO ADULTA - BRASIL ,4 1,2 1,0 0,8 0,6 EM UNIÃO ADULTOS 0,4 0,2 - BRANCA PRETA AMARELA PARDA INDÍGENA IGNORADA 4

5 Gráfico 2 RAZÃO DE SEXO SEGUNDO COR/RAÇA DOS COMPONENTES DO CASAL E DA POPULAÇÃO ADULTA - BRASIL EM UNIÃO ADULTOS BRANCA PRETA AMARELA PARDA INDÍGENA IGNORADA Para verificar a eventual existência de algum viés sócio-econômico nas escolhas conjugais nos anos em estudo, os gráficos 3 e 4 apresentam, respectivamente, as mesmas informações apresentadas pelos gráficos 1 e 2, porém desagregadas por escolaridade do chefe do domicílio. Foi considerado como tal, a maior escolaridade do domicílio e agregada em 3 níveis: menos do que o primeiro grau completo (até 7 anos inclusive), até segundo grau completo (entre 8 e 11 anos inclusive) e pelo menos um ano de terceiro grau (12 anos ou mais). No censo de 1960 somente os indivíduos recenseados em aldeias ou reservas puderam ser classificados como indígenas, o que deve criar um certo viés para esta informação considerando também ser este um grupo exíguo entre os indígenas em geral. Em ambos os anos censitários considerados, para pretos, amarelos e pardos, a razão de sexo é crescente com a escolaridade, sendo que em 1960, estas diferenças são mais marcantes. Para brancos a razão de sexo é quase constante, porém, abaixo da unidade indicando uma maior proporção de mulheres brancas vis-à-vis a população masculina correspondente entre os indivíduos com sucesso no mercado matrimonial. 5

6 Gráfico 3 RAZÃO DE SEXO POR ESCOLARIDADE DO RESPONSÁVEL PELO DOMICÍLIO SEGUNDO COR/RAÇA DOS COMPONENTES DO CASAL - BRASIL ,0 1,8 1,6 ESCOLARIDADE 1 ESCOLARIDADE2 ESCOLARIDADE3 TOTAL 1,4 1,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 - BRANCA PRETA AMARELA PARDA INDÍGENA IGNORADA Fonte: IBGE, microdados do Censo 1960 Nota: Considerou-se o responsável aquele com a mais alta escolaridade Gráfico 4 6

7 RAZÃO DE SEXO POR ESCOLARIDADE DO RESPONSÁVEL PELO DOMICÍLIO SEGUNDO COR/RAÇA DOS COMPONENTES DO CASAL - BRASIL ,6 1,4 ESCOLARIDADE 1 ESCOLARIDADE2 ESCOLARIDADE3 TOTAL 1,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 - BRANCA PRETA AMARELA PARDA INDÍGENA IGNORADA Fonte: IBGE, microdados do Censo 2000 Nota: Considerou-se o responsável aquele com a mais alta escolaridade Os gráficos 5 e 6 apresentam as informações equivalentes às dos gráficos 3 e 4, porém desagregadas por quartil de renda domiciliar per capita e deveriam evidenciar, caso existam, viés semelhante aos observados nestes gráficos. A informação de 1960 com respeito à renda dos indígenas não apresenta definição suficiente para uma boa análise. Para as outras combinações de desagregações e ano censitário, todos os grupos (brancos, pretos, amarelos, pardos), semelhante ao observado para a desagregação de escolaridade, esta razão é crescente com a renda, indicando que no mercado matrimonial estas variáveis devem ter algum papel na caracterização da distância social sugerida por Silva (1987). Estas tendências são tanto mais perceptíveis quanto mais elevada é a razão de sexo, seguindo a ordenação: pretos, amarelos, pardos, indígenas e brancos. Para o último censo, entre os brancos e os indígenas, as diferenças são muito pequenas e menos visíveis. No outro extremo as diferenças da razão de sexo entre os pretos são comparativamente maiores. Em alguns grupos de raça/cor as razões de sexo são consistentemente acima (pretos e pardos) ou abaixo (branco) da unidade independentemente da tendência ligada ao nível sócio-econômico. Somente para os amarelos nota-se um cruzamento desta linha de fronteira de menos homens amarelos proporcionalmente nos níveis menos afluentes (valores abaixo da unidade) e mais homens amarelos nos mais afluentes (valores acima da unidade). 7

8 Gráfico 5 RAZÃO DE SEXO POR QUARTIL DE RENDA DO DOMICÍLIO SEGUNDO COR/RAÇA DOS COMPONENTES DO CASAL - BRASIL ,4 1,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 PRIMEIRO QUARTIL DE RENDA SEGUNDO QUARTIL DE RENDA TERCEIRO QUARTIL DE RENDA QUARTO QUARTIL DE RENDA TOTAL - BRANCA PRETA AMARELA PARDA INDÍGENA IGNORADA Fonte: IBGE, microdados do Censo 1960 Nota: Os quartis de renda foram definidos para o Brasil como um todo Gráfico 6 RAZÃO DE SEXO POR QUARTIL DE RENDA DO DOMICÍLIO SEGUNDO COR/RAÇA DOS COMPONENTES DO CASAL - BRASIL PRIMEIRO QUARTIL DE RENDA SEGUNDO QUARTIL DE RENDA TERCEIRO QUARTIL DE RENDA QUARTO QUARTIL DE RENDA TOTAL BRANCA PRETA AMARELA PARDA INDÍGENA IGNORADA Fonte: IBGE, microdados do Censo 2000 Nota: Os quartis de renda foram definidos para o Brasil como um todo Quando se compara esta razão de sexo segundo o hiato educacional do casal (ver Gráfico 7 para os dados de 2000) vemos que o efeito é notável entre pretos e amarelos com uma maior razão de sexo entre os casais nos quais o homem tem maior escolaridade e maior entre os amarelos. 8

9 Gráfico 7 RAZÃO DE SEXO POR DIFERENÇA DE ESCOLARIDADE DO CASAL SEGUNDO COR/RAÇA DOS COMPONENTES DO CASAL - BRASIL ,6 1,4 1,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 ESPOSA COM MAIS ANOS DE ESTUDO DO QUE O MARIDO ESPOSA COM O MESMO NÚMERO DE ANOS DE ESTUDO QUE O MARIDO ESPOSA COM O MENOS ANOS DE ESTUDO DO QUE O MARIDO TOTAL - BRANCA PRETA AMARELA PARDA INDÍGENA IGNORADA Fonte: IBGE, microdados do Censo Declaração de raça/cor dos filhos Curiosamente, mesmo entre os casais endogâmicos há um viés na declaração da cor/raça da prole: entre os casais nos quais ambos se declararam brancos, pretos ou amarelos, observa-se uma maior coincidência da declaração da cor/raça dos filhos com a dos pais com o aumento do nível sócio econômico, seja ele medido pela escolaridade (ver Gráficos 8 e 9 e Tabela 3), seja pela renda (ver Gráficos 10 e 11 e Tabela 4). Este fato é notável em ambos os censos considerados, ainda que as tendências apareçam mais claramente em Entre os casais declarados pardos e indígenas, em 2000 observa-se uma diminuição dos que declaram os filhos no mesmo grupo de raça/cor tanto com o aumento da renda, quanto com o aumento da escolaridade. A grande diferença entre os dois censos analisados é a proporção bem mais alta em 1960 de filhos declarados com a mesma cor dos pais em casamentos endogâmicos: sempre acima de 93% em 1960 contra valores que chegam a 82% em Cumpre lembrar que em 1960 a população no último grupo de escolaridade considerado é bem pequena, o que explica a maior variabilidade dos resultados obtidos. 9

10 Tabela 3 Declaração de cor/raça de filhos de casais endogâmicos segundo a maior escolaridade do domicílio 1960/2000 (% no ano da linha) cor dos filhos Branca preta amarela parda indígena esc branca 99,1 94,6 0,1 4,0 0,8 4,4 preta 1,1 4,0 96,5 82,3 0,1 2,4 12,6 0,1 amarela 2,6 8,1 0,1 1,4 97,2 82,3 0,1 7,3 0,1 parda 2,3 9,9 0,3 0,9 0,1 97,3 88,4 indígena 0,2 1,3 0,5 0,3 0,1 3,3 2,2 95,9 95,0 branca 99,5 96,5 0,1 0,2 0,0 0,0 0,4 2,9 0,0 0,0 preta 0,8 3,0 93,6 84,2 0,0 0,1 5,6 11,8 0,0 0,0 2 amarela 2,7 4,7 0,1 0,4 97,1 92,2 0,0 1,9 0,0 0,1 parda 5,6 12,3 0,2 0,9 0,0 0,1 94,2 86,1 0,0 0,1 indígena 5,1 0,8 0,3 7,1 85,9 branca 99,6 98,2 0,1 0,1 0,0 0,0 0,3 1,3 0,0 0,0 preta 0,8 2,7 98,4 87,6 0,0 0,0 0,8 8,8 0,0 0,0 3 amarela 2,1 2,9 0,2 0,1 97,5 96,3 0,2 0,2 0,0 0,0 Tot parda 4,6 14,7 0,1 0,7 0,0 0,1 95,3 83,9 0,0 0,0 indígena 7,9 0,9 0,5 3,6 85,1 branca 99,2 96,4 0,1 0,2 0,8 2,9 preta 1,1 3,5 96,4 83,3 0,1 2,5 12,1 0,1 amarela 2,6 3,7 0,1 0,3 97,2 94,3 0,1 1,1 parda 2,4 11,0 0,3 0,9 0,1 97,3 87,3 indígena 0,2 2,1 0,5 0,4 0,1 0,1 3,3 3,1 95,9 93,3 Fonte: IBGE, Censo 1960 e Gráfico 8 COR DECLARADA DO FILHO COINCIDENTE COM A DOS PAIS PARA OS CASAIS RACIALMENTE ENDOGÂMICOS SEGUNDO ESCOLARIDADE DO CHEFE - BRASIL % 96% BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS 94% 92% 9 88% 86% 84% 82% 0-7 ANOS DE ESTUDOS 8-11 ANOS DE ESTUDOS 12 ANOS DE ESTUDOS OU MAIS 10

11 Gráfico 9 COR DECLARADA DO FILHO COINCIDENTE COM A DOS PAIS PARA OS CASAIS RACIALMENTE ENDOGÂMICOS SEGUNDO ESCOLARIDADE DO CHEFE - BRASIL % 96% BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS 94% 92% 9 88% 86% 84% 82% 0-7 ANOS DE ESTUDOS 8-11 ANOS DE ESTUDOS 12 ANOS DE ESTUDOS OU MAIS Tabela 4 Declaração de cor/raça de filhos de casais endogâmicos segundo os quartis de renda domiciliar 1960/2000 (% no ano da linha) cor dos filhos Quartil de Branca Preta Amarela Parda Indígena renda branca 98,7 93,6 0,1 0,4 0,0 0,0 1,2 5,4 0,0 0,0 preta 1,1 4,0 96,7 81,8 0,0 0,1 2,2 13,1 0,0 0,1 amarela 3,5 6,4 0,1 2,5 95,9 81,8 0,4 7,9 0,0 0,1 parda 1,9 9,3 0,3 0,9 0,0 0,1 97,8 88,9 0,0 0,0 indígena 0,5 1,0 4,1 0,3 0,0 0,0 0,0 2,1 95,4 95,4 branca 99,2 95,4 0,1 0,3 0,0 0,0 0,8 3,8 0,0 0,0 preta 1,2 3,6 96,5 83,0 0,0 0,1 2,3 12,4 0,0 0,1 amarela 2,5 8,5 0,2 0,3 97,1 85,8 0,1 4,6 0,0 0,1 parda 2,8 11,5 0,4 0,9 0,0 0,1 96,8 86,8 0,0 0,0 indígena 0,9 4,4 0,0 0,9 0,0 0,0 2,1 5,8 97,0 87,9 branca 99,4 96,7 0,1 0,2 0,0 0,0 0,5 2,6 0,0 0,0 preta 1,5 2,8 96,4 85,2 0,0 0,1 2,1 11,0 0,0 0,1 amarela 2,6 4,2 0,1 0,5 97,3 93,6 0,1 1,3 0,0 0,0 parda 3,3 13,0 0,4 0,8 0,0 0,1 96,3 85,4 0,0 0,0 indígena 0,0 8,4 0,0 1,1 0,6 0,3 3,0 8,7 96,3 80,4 branca 99,2 97,9 0,0 0,1 0,0 0,0 0,8 1,6 0,0 0,0 preta 0,6 3,1 95,8 86,8 0,0 0,1 3,6 9,1 0,0 0,0 amarela 2,3 3,0 0,1 0,1 97,5 96,1 0,1 0,3 0,0 0,0 parda 2,2 14,4 0,2 0,8 0,0 0,1 97,5 84,1 0,0 0,1 indígena 0,1 12,9 0,0 0,4 0,0 1,1 4,2 10,6 95,7 74,0 Fonte: IBGE, Censo 1960 e

12 Gráfico 10 COR DECLARADA DO FILHO COINCIDENTE COM A DOS PAIS PARA OS CASAIS RACIALMENTE ENDOGÂMICOS SEGUNDO QUARTIS DE RENDA DOMICILIAR PER CAPITA - BRASIL % 9 85% 75% BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS 7 1º QUARTIL DE RENDA 2º QUARTIL DE RENDA 3º QUARTIL DE RENDA 4º QUARTIL DE RENDA Gráfico 11 COR DECLARADA DO FILHO COINCIDENTE COM A DOS PAIS PARA OS CASAIS RACIALMENTE ENDOGÂMICOS SEGUNDO QUARTIS DE RENDA DOMICILIAR PER CAPITA - BRASIL % 9 85% 75% BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS 7 1º QUARTIL DE RENDA 2º QUARTIL DE RENDA 3º QUARTIL DE RENDA 4º QUARTIL DE RENDA 12

13 3.1 Declaração de raça/cor dos filhos dos casais exogâmicos Os gráficos 12 e 13 apresentam a distribuição de cor/raça dos filhos dos casais exogâmicos segundo a composição do casal (a casa da unidade denota a cor/raça da esposa e a casa da dezena, a do marido 1=branco, 2=preto, 3=amarelo, 4=pardo, 5=indígena nesta notação o número 23 denota um casal onde o marido é preto e a esposa amarela ), respectivamente, para os censos de 1960 e Nestes gráficos a linha preta embaixo mostra a representatividade daquele tipo de casal no total de casais (em todos os quartis de renda, a combinação de homens brancos com mulheres pardas, 14, e homens pardos com mulheres brancas, 41, são os arranjos exogâmicos mais freqüentes.). O que se nota nos casamentos nos quais um dos cônjuges é branco, é que esta é a cor dominante nas declarações dos filhos, mas no caso das mães brancas, esta proporção é consistentemente maior para todos os arranjos, com exceção da situação quando o outro cônjuge é amarelo. Nos casamentos de brancos e pretos, os filhos se dividem entre a declaração de cor/raça parda (48% em 1960 e em 2000), branca (29% em 1960 e em 2000) seguido de preta (24% em 1960 e em 2000). A declaração de filho branco é maior quando a mãe é branca em ambos os censos. Entre os casais de brancos com amarelos, encontramos a maior declaração de filhos brancos entre os casais exogâmicos (69% em 1960 e 73% em 2000), seguido da declaração de filhos amarelos (24% em 1960 e 21% em 2000) e pardos (7% em 1960 e 5% em 2000). No caso de casais brancos com pardos, a declaração de cor/raça dos filhos aparece dividida entre a declaração de brancos (48% em 1960 e 53% em 2000) e pardos (52% em 1960 e 46% em 2000). Entre os casais de amarelos e pretos, a declaração de maior freqüência no censo de 1960 é a de filhos pretos (41%) seguidos de filhos amarelos (33%), pardos (22%) e brancos (4%) enquanto no censo de 2000 em primeiro lugar a de filhos pardos (35%) seguida da de filhos pretos (31%), amarelos () e brancos (12%). Nos casamentos de pretos e pardos, a maior incidência na declaração dos filhos é a de cor/raça parda (62% em 1960 e 69% em 2000), mas com uma maior proporção de pretos se a mãe for desta cor. Quando do casamento de amarelos e pardos, a maior incidência na declaração da cor/raça dos filhos é de pardos (68% em 1960 e 57% em 2000), seguida da declaração de filhos amarelos (24%) em 1960 e de filhos brancos (21%) em 2000 e em terceiro lugar de filhos brancos (7%) em 1960 e filhos amarelos (19%) em

14 Gráfico 12 DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - BRASIL DISTRIBUIÇÃO DOS FILHOS BRANCOS PRETOS AMARELOS AMARELOS INDÍGENAS Fonte: IBGE, microdados do Censo 1960 Gráfico 13 DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - BRASIL DISTRIBUIÇÃO DOS FILHOS Fonte: IBGE, microdados do Censo 2000 BRANCOS PRETOS AMARELOS AMARELOS INDÍGENAS As Tabelas 5 e 6 apresentam valores médios de declaração de cor/raça dos filhos em 1960 e 2000 para diferentes composições de cor/raça de casais exogâmicos, excetuando-se as que envolvem indígenas, devido ao seu número muito reduzido. Note-se que os casais exogâmicos envolvendo asiáticos também são em número exíguo, mas lembramos que, os indígenas em 1960 só foram assim considerados se em aldeamentos ou postos indígenas, o que diminui ainda mais o seu número no censo. 14

15 Tabela 5 Declaração de cor do filho segundo combinação de cor/raça dos pais e representatividade da combinação exogâmica no total de casais Branco preto Amarelo Pardo % dos casais Branco/preto 30,3 22,2 0,0 47,6 1,07% Branco/amarelo 74,2 0,2 20,9 4,7 0,04% Branco/pardo 48,4 0,2 0,0 51,5 9,46% Preto/amarelo 3,7 40,3 33,8 22,2 0,0 Preto/pardo 1,2 34,3 0,0 64,5 2,47% Amarelo/pardo 6,5 1,2 19,9 72,4 0,02% Fonte: IBGE, Censo 1960 Tabela 8 Declaração de cor do filho segundo combinação de cor/raça dos pais e representatividade da combinação exogâmica no total de casais Branco preto Amarelo Pardo % dos casais Branco/preto 39,2 20,2 0,1 39,7 3,57% Branco/amarelo 72,5 0,4 21,1 5,2 0,26% Branco/pardo 52,9 0,5 0,1 45,9 21,24% Preto/amarelo 11,8 31,3 20,5 35,4 0,03% Preto/pardo 6,0 24,2 0,1 68,9 4,06% Amarelo/pardo 20,7 1,7 19,2 57,2 0,1 Fonte: IBGE, Censo Declaração de raça/cor dos filhos dos casais exogâmicos segundo renda domiciliar Gráfico 14 DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO PRIMEIRO QUARTIL DE RENDA - BRASIL BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS Fonte: IBGE, microdados do Censo

16 Gráfico 15 DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO SEGUNDO QUARTIL DE RENDA - BRASIL Fonte: IBGE, microdados do Censo 1960 Gráfico 16 BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO TERCEIRO QUARTIL DE RENDA - BRASIL DISTRIBUIÇÃO DOS FILHOS BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS Fonte: IBGE, microdados do Censo

17 Gráfico 17 DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO QUARTO QUARTIL DE RENDA - BRASIL DISTRIBUIÇÃO DOS FILHOS BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS Fonte: IBGE, microdados do Censo 1960 O Gráfico 14 apresenta a distribuição de cor/raça dos filhos dos casais exogâmicos do primeiro quartil de renda domiciliar per capita segundo a composição do casal para o Censo de Os gráficos seguintes (Gráficos 15, 16 e 17) apresentam a mesma informação para os demais quartis de renda. O que se nota nos casamentos nos quais um dos cônjuges é branco, é que, de fato, esta é a cor dominante nas declarações dos filhos, mas no caso das mães brancas, esta proporção é consistentemente maior para todos os arranjos (isto é quando o cônjuge é preto, pardo amarelo ou indígena), mas com uma diferença menos significativa quando o cônjuge é amarelo, a não ser para o último quartil de renda em Nos casamentos de pretos e pardos, a maior incidência na declaração dos filhos é a de cor/raça parda, mas com uma maior proporção de pretos se a mãe for desta cor. Com o aumento da renda, nota-se um decréscimo na declaração de filhos pardos e um pequeno aumento da declaração de pretos em 2000, tendência não percebida em 1960, o que sugere o crescimento de uma afirmação dessa identidade de cor/raça no período. Com o aumento da renda, nota-se um aumento da proporção de filhos declarados brancos, independente da combinação de raça/cor dos pais. O que parece confirmar a hipótese da associação entre embranquecimento e renda. Nos casamentos de brancos e pretos, se o pai é preto, a declaração de filho preto diminui e a declaração de filho pardo aumenta com a elevação da renda nos dois censos considerados. Entre os casais de brancos com amarelos, a declaração de filhos amarelos aumenta com a renda tanto em 1960 quanto em O caso dos casais de brancos com pardos mostra uma tendência também de aumento 17

18 da declaração de filhos brancos com o aumento da renda. O casamento de amarelos e pardos revela com o aumento da renda um decréscimo na declaração de filho pardo e um aumento na declaração de filho branco e amarelo. Filhos indígenas só aparecem quando pelo menos um dos pais é indígena e a proporção declarada diminui com o aumento da renda. Gráfico 18 DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO PRIMEIRO QUARTIL DE RENDA - BRASIL Fonte: IBGE, microdados do Censo 2000 Gráfico 19 BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO SEGUNDO QUARTIL DE RENDA - BRASIL BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS Fonte: IBGE, microdados do Censo

19 Gráfico 20 DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO TERCEIRO QUARTIL DE RENDA - BRASIL DISTRIBUIÇÃO DOS FILHOS Fonte: IBGE, microdados do Censo 2000 Gráfico 21 BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS DISTRIBUIÇÃO DA COR DECLARADA DO FILHO E REPRESENTATIVIDADE DO TIPO DE CASAL - SEGUNDO A COMBINAÇÃO DE COR/RAÇA DO PAI E DA MÃE - DOMICÍLIO NO QUARTO QUARTIL DE RENDA - BRASIL DISTRIBUIÇÃO DOS FILHOS BRANCOS PRETOS AMARELOS PARDOS INDÍGENAS Fonte: IBGE, microdados do Censo

20 4. Conclusões. Observou-se que entre os casais endogâmicos há um viés na declaração da cor/raça da prole: entre os casais nos quais ambos se declararam brancos, pretos ou amarelos, observa-se uma maior coincidência da declaração da cor/raça dos filhos com a dos pais com o aumento do nível sócio econômico aqui mensurado pela escolaridade e pela renda domiciliar per capita. O inverso acontecendo com os casais nos quais ambos se declaram pardos. Entre os casamentos exogâmicos, o que se nota é que nos casamentos em que um dos cônjuges é branco, é esta a cor dominante nas declarações dos filhos, mas no caso das mães brancas, esta proporção é consistentemente maior para todos os arranjos, com uma diferença menos significativa quando um dos cônjuges é amarelo (diferente do que acontece em algumas regiões do país). De forma geral, a cor da mãe prevalece na declaração de cor/raça do filho, provavelmente devido ao fato de que é a mãe quem declara a cor do filho aproximando-a da sua própria cor/raça. Em geral, nos casamentos exogâmicos, há uma maior proporção de filhos declarados brancos à medida que aumenta o nível sócio-econômico (escolaridade e renda). Nos casamentos de pretos e pardos, a maior incidência na declaração dos filhos é a de cor/raça parda. A recomendação do IBGE, no sentido de declarar como pardos os filhos resultantes de casais com cor/raça diferentes, só parece ser seguida nos casamentos entre pretos com amarelos, pretos com indígenas e amarelo com indígenas. 20

21 BIBLIOGRAFIA Beltrão, Kaizô I. Acesso à educação: existe igualdade entre os sexos? Rio de Janeiro. TD 879, IPEA, maio Berquó, Elza. Demografia da desigualdade: algumas considerações sobre os negros no Brasil. In: Anais do II Encontro Nacional da ABEP.Olinda,1988. Costa, Tereza Cristina N. Araujo. O princípio classificatório cor, sua complexidade e implicações para um estudo censitário. Revista Brasileira de Geografia, v.36,n.3, p ,jul./set Henriques, Ricardo. Desigualdade racial no Brasil: evolução das condições de vida na década de 90. Rio de Janeiro. TD 807, IPEA, julho de IBGE, Instruções ao Recenseador, CD9, Censo Demográfico Manual do Recenseador Moutinho, Laura. Razão, Cor e Desejo. Editora UNESP, Scalon, Maria Celi Ramos da Cruz. Cor e Seletividade Conjugal no Brasil. Estudos AfroAsiáticos n. 23, p , dezembro de Schwartzman, Simon. Fora de foco: diversidade e identidades étnicas no Brasil. Novos Estudos CEBRAP, n.55, p.83-96, nov Silva, Nelson do Vale. Aspectos demográficos dos grupos raciais. Estudos Afro- Asiáticos, n.23, p.7-15, dezembro Distância Social e Casamento Inter-racial no Brasil. Estudos Afro-Asiáticos n. 14, p , setembro Warren, B.L. A multiple variable approach to the associative mating phenomenon, Eugenics Quaterly, n.13, p , Wood & Carvalho & Andrade. Notas acerca das categorias de cor dos censos e sobre a classificação subjetiva de cor no Brasil: 1980/90. Revista Brasileira de Estudos de População v.20 n.1 jan./jun

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