APRENDIZAGEM TRANSFORMATIVA PARA A SUSTENTABILIDADE NOS DOMÍNIOS COGNITIVO, PSICOMOTOR E AFETIVO: UMA APLICAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR

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1 APRENDIZAGEM TRANSFORMATIVA PARA A SUSTENTABILIDADE NOS DOMÍNIOS COGNITIVO, PSICOMOTOR E AFETIVO: UMA APLICAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR Antônio Gil da Costa Júnior Resumo A ONU Organização das Nações Unidas instituiu o atual decênio como a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, na esperança de que educadores e instituições de ensino possam discutir e propor melhorias na educação para a sustentabilidade. Essa preocupação é mister haja vista a crescente preocupação mundial a respeito dos impactos ambientais e sociais. Destarte, autores e organizações mundiais clamam por mudanças significativas no ensino superior no contexto da educação para a sustentabilidade. Assim, propõe-se o modelo ATS de Aprendizagem Transformativa para a Sustentabilidade, uma metodologia adaptada à realidade brasileira do modelo TSL (Transformative Sustainability Learning). A ATS é uma série de objetivos de aprendizagem correspondentes aos domínios da Taxonomia de Bloom: cognitivo, psicomotor e afetivo, que tem o propósito de facilitar as experiências pessoais e em grupos, resultando em profundas mudanças no conhecimento, habilidades e atividades relacionadas à justiça econômica, social e ambiental. Este modelo foi aplicado em um curso de Administração de uma Instituição de Ensino Superior do estado do Mato Grosso com resultados positivos, atingindo o objetivo final da aprendizagem transformativa no domínio comportamental. Palavras-chave: Educação. Aprendizagem Transformativa. Sustentabilidade. Résumé Les Nations Unies a créé la décennie en cours comme la Décennie de l'éducation pour le développement durable, dans l'espoir que les éducateurs et les établissements d'enseignement pour discuter et proposer des améliorations dans l'éducation pour la durabilité. Cette préoccupation est crucial compte tenu de la préoccupation mondiale croissante au sujet des impacts environnementaux et sociaux. Par conséquent, les auteurs et les organisations à travers le monde appellent à des changements importants dans l'enseignement supérieur dans le contexte de l'éducation pour la durabilité. Ainsi, il est proposé de modéliser ATS Aprendizagem Transformativa para a Sustentabilidade, une méthodologie adaptée au modèle brésilien TSL (Transformative Sustainability Learning). L'ATS est une série d'objectifs d'apprentissage correspondant aux domaines de la Taxonomie de Bloom: psychomotricité cognitive et affective, qui a pour but de faciliter l'expérience personnelle et en groupe, provoquent de profonds changements dans les connaissances, les compétences et les activités liées à la justice économique, sociaux et environnementaux. Ce modèle a été appliqué à un cours d'administration d'une institution d'enseignement supérieur de l'état du Mato Grosso, avec des résultats positifs, pour atteindre le but ultime de l'apprentissage transformateur dans le domaine du comportement. Mots-clés: L'éducation. Secteur de l'apprentissage. Durabilité.

2 2 Introdução A partir de 2005, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior incluiu a Responsabilidade Social como uma das dimensões do Instrumento de Avaliação do Sinaes. Esta dimensão considera a responsabilidade social nos itens: inclusão social, desenvolvimento econômico e social, defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural. Estes itens isolados demonstram o que o Estado espera do Ensino Superior quanto a sua gestão. Entretanto a sustentabilidade, enquanto ensino, não possui a mesma clareza, como citam Borlan e Motta (2008, p. 11) se por um lado é clara a natureza da responsabilidade social na governança das instituições de ensino enquanto empresas, por outro seu significado para a tríplice função universitária de ensino, pesquisa e extensão ainda é motivo de discussão. A educação superior nas sociedades ocidentais fragmentou o conhecimento em disciplinas. Esse modelo de educação tem suas raízes no racionalismo, uma doutrina em que o conhecimento é derivado de uma compreensão baseada em evidências e de rigor científico do mundo (LAMBKIN, 1998). A dominância do racionalismo em detrimento das qualidades humanas como intuição, senso comum, criatividade, ética, memória cultural e espiritualidade, serviu para dividir o conhecimento em elementos cada vez menores. Como diz Orr (1992), é hora de se perguntar o quê se precisa saber para viver humanamente, pacificamente e de forma responsável na Terra, direcionando as pesquisas neste ponto. Desta forma, pode-se mudar o rumo da educação parando-se de ensinar a insustentabilidade (perpetuação da crise ambiental e social) e transformando a perspectiva pedagógica para ensinar a sustentabilidade (justiça socioambiental). Para se mover do modelo de reprodução dos males sociais para o ensino da sustentabilidade, requer-se a transformação para novas formas de aproximar a educação à vida. O modelo de Aprendizagem Transformativa a ser exposto neste artigo é baseado em duas premissas. A primeira é que os locais de estudo, trabalho e diversão dos alunos são os centros de suas experiências, que ajudam a ensiná-los como o mundo funciona e quais seus papéis neste planeta (GRUENEWALD, 2003). Para uma melhor contextualização, a educação para a sustentabilidade deve ser situada tanto na Instituição de Ensino Superior quanto no ambiente da comunidade. A segunda premissa é que as Instituições devem assumir um papel ativo, consciente de sua responsabilidade nos espaços local, regional e global (GRUENEWALD, 2003). Para alcançar esta premissa a missão e objetivos da instituição devem ser examinados e até mesmo reconstruídos.

3 3 Meio Ambiente e Sustentabilidade Pode-se conceituar meio ambiente como a interação do conjunto de elementos naturais e artificiais, no qual o ser humano é parte integrante, pois detém assim como outros elementos que influenciam, interagem, modificam, criam e destroem. Em consonância, Rodrigues (2002, p. 51) afirma que o meio ambiente: (...) não retrata apenas a idéia de espaço, de simples ambiente, mas pelo contrário, vai além, para significar, ainda, o conjunto de relações (físicas, químicas e biológicas) entre os fatores vivos (bióticos) e não vivos (abióticos) ocorrentes nesse ambiente e que são responsáveis pela manutenção, abrigo e regência de todas as formas de vida existentes nesse ambiente. Atualmente, a maioria dos problemas ambientais é ocasionada pelas ações humanas, que usam o meio ambiente para obter os recursos necessários para produzir bens e serviços, despejando os resíduos e sobras no meio ambiente. Tal prática se intensificou principalmente após a Revolução Industrial. A apropriação indevida da água, do solo e do ar é ocasionada por uma visão ultrapassada de que os recursos naturais são abundantes e inesgotáveis, bens livres, isto é, bens que não necessitam de trabalho para se obter, criando assim uma percepção de modelo inesgotável, dificultando a inevitável extinção dos recursos naturais e disseminação da poluição ambiental. (DONAIRE, 1999). A Revolução Industrial é considerada pelos principais autores da área como o marco da intensificação dos problemas ambientais, pois houve uma maior parcela de emissão de gases, devido às novas instalações industriais por todo o mundo e pelo lixo gerado cada vez mais composto de restos de embalagens e produtos industriais. O uso de fertilizantes, de inseticidas, de herbicidas, isto é, de produtos industrializados usados na atividade agrícola intensificaram ainda mais o processo de degradação ambiental. Essas atividades produtivas intensivas, com intuito de atender grandes mercados, alteraram a proporção da exploração de recursos e dos resíduos lançados, que cresceram em dimensões consideráveis ameaçadoras às gerações futuras. Meio Ambiente no Processo Histórico do Mato Grosso A expedição de Antonio Moreira Cabral foi o primeiro a descobrir ouro nas regiões do rio Coxipó, em 1719 e em 1722 as minas de Cuiabá. Foi grande o fluxo migratório vindo da Capitania de São Paulo e de outras como, Rio de Janeiro, Minas Gerais e as do Nordeste para exploração das minas da região. A ocupação da região Centro-Oeste ocorrido no séc. XVIII esteve sempre ligado aos interesses econômicos da metrópole. Desde a descoberta do ouro, várias outras culturas

4 4 exploratórias foram cultivadas. As atividades começaram com mineração (ouro, diamantes), cana-de-açúcar, erva-mate, poaia, borracha, pecuária, agricultura até os dias atuais. O governo de Getúlio Vargas marcou o Estado de Mato Grosso, pois foi empreendida a Marcha para o Oeste. O projeto teve o intuito de estimular os migrantes a se estabelecerem em Mato Grosso, assentando-os em pequenas propriedades, isto é, ocupar os espaços vazios existentes na região. De acordo com o projeto, os colonos receberiam provisoriamente as terras e, somente depois de três anos, teriam o título definitivo de posse delas. Este título somente poderia ser conseguido caso ele mantivesse o cultivo da terra e se comportasse de maneira correta, não infringindo as leis. O governo federal estimulou esta cultura exploratória através dos projetos de colonização da região Centro-Oeste e de outras regiões. As terras mato-grossenses, abertas à colonização após a divisão do Estado, não contavam com a infra-estrutura necessária para receber e fixar o contingente migratório que estava por chegar. Júlio Campos, primeiro governador eleito pelo voto direto, objetivava acelerar o processo de colonização na região norte do Mato Grosso e atraía migrantes que tinham como meta transformar Mato Grosso no celeiro agrícola do Brasil. Assim, foi investido em ampla propaganda veiculada nas regiões Sudeste e especialmente Sul, acelerando o processo de colonização. A chegada dos migrantes foi responsável pela expansão das atividades madeireira e agrícola - principalmente a monocultura de soja, assim como desencadeou um rápido processo de urbanização, dando origem a novos municípios. Nesse processo de colonização conseguiram se fixar apenas aqueles grupos mais amparados por empresas colonizadoras ou cooperativas. Os colonos que não conseguiram se sustentar na região integraram-se à dinâmica do êxodo rural, conseqüência inevitável desse processo. Atualmente o Estado do Mato Grosso é considerado o principal pólo de produção agrícola do Brasil, sendo o principal produtor de grãos. Apenas sua receita com a exportação de soja é responsável por 24,3% da receita nacional advinda das exportações segundo estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (FIGUEIREDO et al., 2004). Por se tornar o celeiro do mundo, o Mato Grosso, e conseqüentemente suas atividades no agronegócio, passam a ter repercussão nacional e até mesmo global. Como descreve Gomes (2007, p. 22), o mundo está atento ao Mato Grosso. Toda vez que se pisa na bola por aqui se cria uma barreira ambiental na Europa, que é o grande mercado de nossas commodities agrícolas.

5 5 Em decorrência desse cenário, surgem movimentos que reivindicam mudanças em relação à forma de produzir e pleiteiam a sustentabilidade, considerando aspectos, tais como aqueles relacionados à qualidade de vida, meio ambiente, diminuição dos custos dos alimentos e de energia, minimizando ao máximo os impactos no meio ambiente (OLIVETTE, 2006, p. 8). Discutir as questões ambientais do Mato Grosso, como em todo o Centro-Oeste e Amazônia, implica em discutir a intensificação da ocupação humana e econômica ocorrida principalmente a partir de 1973, com a ocupação da Amazônia na política integrar para não entregar do governo militar da época (RIBEIRO, 2008). Esta política, por intermédio do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), estimulava os ocupantes que tomassem posse das suas áreas pelo desmatamento. Os excessos cometidos nesses últimos 35 anos deixaram uma profunda marca em grande parte da sociedade. Um fator cultural que dificulta a implementação, e até mesmo, a conscientização da sustentabilidade. A Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável Os anos de 2005 a 2014 foram instituídos pela ONU como a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Ao instituir essa preocupação, a Década almeja melhorar a qualidade do ensino, facilitar a troca de experiências entre os diversos atores envolvidos e aumentar a atenção pública ao assunto. A definição de educação para o desenvolvimento sustentável ultrapassa a questão ambiental (como água, mudanças climáticas, biodiversidade etc.) e agrega estes conceitos a aspectos econômicos para o desenvolvimento (luta contra a pobreza, transformações sociais, eco-turismo etc.) e a valores sócio-culturais, tais como igualdade de gênero e promoção da diversidade cultural (UNESCO, 2005). Espera-se que neste período seja construída uma ponte entre a academia e as necessidades da comunidade, assim como o imperativo de promover a sustentabilidade na educação superior de uma maneira que afete positivamente a sociedade e a biosfera. Assim a Aprendizagem Transformativa assume o papel de procurar conduzir as pessoas a mudar suas concepções e visões do mundo. Processos de reflexão crítica das concepções e pontos de vista são fundamentais para este aprendizado, que inova processos de (re)construção do conhecimento baseado em experiências de vida até chegar a novas formas de pensar e viver (MOORE, 2005). Busca-se com esta educação, fundamentada na pedagogia crítica, uma transformação na sociedade.

6 6 O modelo de Aprendizagem Transformativa para a Sustentabilidade O modelo ATS de Aprendizagem Transformativa para a Sustentabilidade é uma metodologia adaptada à realidade brasileira do modelo TSL Transformative Sustainability Learning (SIPOS et al., 2008). Consiste de uma série de objetivos de aprendizagem correspondentes aos domínios cognitivo (mente), psicomotor (mãos) e afetivo (coração) que tem o propósito de facilitar as experiências pessoais e em grupos, resultando em profundas mudanças no conhecimento, habilidades e atividades relacionadas à justiça econômica, social e ambiental. Assim a ATS procura contribuir para a sustentabilidade através da articulação e interação entre as atividades pedagógicas centradas no princípio mente, mãos e coração. A evidente relação entre educação para a sustentabilidade e educação transformativa faz da ATS uma ferramenta pedagógica útil de transformação cultural, de aprendizagem e ensino, que se preocupa com o quê é ensinado, como ocorre o ensino e como o que é ensinado é aprendido. O princípio mente, mãos e coração Mente, mãos e coração representam os domínios cognitivo, psicomotor e afetivo de aprendizagem (BLOOM et al., 1964). A ATS é uma aprendizagem que facilita as experiências pessoais resultando em profundas mudanças no conhecimento, habilidades e atitudes relacionadas ao aprimoramento da justiça econômica, social e ambiental. O resultado da aprendizagem deriva do conhecimento, habilidades e atitudes adquiridas por meio da participação em uma atividade educacional. A Taxonomia de Bloom (BLOOM et al., 1964) é utilizada para o desenvolvimento dos objetivos de aprendizagem da ATS. Assim, de forma simplificada, o modelo ATS integra os processos de aprendizagem nos participantes via mente (domínio cognitivo; engajamento através de estudos acadêmicos e compreensão da cidadania e sustentabilidade global), mãos (domínio psicomotor; promovendo a passagem da teoria para o desenvolvimento de habilidades práticas e atividades físicas como construir, pintar e plantar) e coração (domínio afetivo; valores e atitudes são convergidos em comportamento, como desenvolvimento de responsabilidades coletivas e individuais para com a comunidade). O objetivo desta integração é atingir o que Hauenstein (1998) se refere como o domínio comportamental, o objetivo final da aprendizagem transformativa. Esta combinação da pedagogia da ATS com a taxonomia educacional de Hauenstein é importante por demonstrar como a sustentabilidade foi assimilada e como é praticada na vida do participante.

7 7 Vale ressaltar que a ATS é resultado da implementação de modelos pedagógicos que constam da agenda da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, como a transdisciplinaridade; interdisciplinaridade; e aprendizagem para a sustentabilidade local, através da teoria-prática, pedagogia crítica, educação ambiental, pesquisa-ação, eco-justiça, etc. A Aprendizagem Transformativa para a Sustentabilidade na prática A questão histórica e cultural que impede a conscientização da sustentabilidade no Mato Grosso é bem visível na região médio-norte do estado. Esta situação não ocorre apenas com os colonizadores, que chegaram ao município a mais de 25 anos. As gerações nascidas no local perpetuam em muitos pontos o pensamento dos pais. Pensando nisso, o modelo da ATS foi implementado em um curso de Administração de uma Instituição de Ensino Superior, colocando-se em prática no semestre em que a disciplina Gestão Ambiental está inserida. As ações aplicadas seguiram o princípio mente, mãos e coração, e são discorridas a seguir. a. Mente: aprendizagem trabalhada por meio de leituras e discussão em pequenos e grandes grupos, realizada em sala de aula com livros, artigos e vídeos profissionais, de reportagens e filmados pelos próprios acadêmicos. b. Mãos: por meio de visitas orientadas a campo, os acadêmicos foram estimulados a sentir a natureza e expressar por meio da pintura os problemas sociais. Outra ação implementada foi o desenvolvimento de um projeto de diagnóstico empresarial e plano de ação para melhoria de uma mini-usina de extração de soja de uma associação dos amigos da criança e do adolescente da comunidade, realizada unicamente pelos graduandos sob orientação de docentes. Os acadêmicos também organizaram por conta própria uma campanha de arrecadação de óleo de cozinha para uma creche da comunidade. c. Coração: os acadêmicos foram estimulados a filmar os problemas ambientais e sociais encontrados expondo seus sentimentos. O vídeo então era apresentado em sala, para estimular o domínio cognitivo gerando idéias de como colocar em prática alguma ação, no domínio psicomotor. A relevância do modelo da ATS está em integrar as atividades educacionais sempre nos três domínios, ao contrário dos modelos pedagógicos que se utilizam de métodos descontextualizados, não promovendo uma mudança no comportamento e na vida dos participantes.

8 8 Os primeiros resultados obtidos foram muito animadores. Tanto para os alunos que aprovaram o modelo de aprendizagem quanto para o pesquisador, já que a ATS colocada em prática atingiu o objetivo final de aprendizagem transformativa no domínio comportamental de Hauenstein (1998). Observou-se uma mudança clara na postura dos graduandos antes e após as primeiras atividades. Muitos que eram céticos sobre a possibilidade de um grupo de alunos fazer a diferença na comunidade tiveram desempenho e engajamento surpreendente. O modelo ATS continua a ser aplicado e aos poucos sendo agregado a outros semestres. Considerações Finais Este artigo teve como finalidade apresentar o modelo ATS, assim como seus princípios, valores e objetivos da sustentabilidade na busca de uma transformação social. Fundamentado no princípio mente, mãos e coração, este modelo tem o fito de facilitar as experiências pessoais e em grupo resultando em profundas mudanças no conhecimento, habilidade e atividades relacionadas à justiça econômica, social e ambiental. Este modelo foi implementado em um curso de Administração de uma Instituição de Ensino Superior do Mato Grosso e continua em andamento. Inicialmente foi aplicado no semestre em que a disciplina Gestão Ambiental está inserida. Com os primeiros resultados otimistas, a nova etapa está sendo a implementação em outros semestres do curso de Administração desde os semestres iniciais até a conclusão. O propósito deste artigo não é encerrar a discussão a respeito da aprendizagem transformativa na educação para a sustentabilidade, pelo contrário, é de estimular novas pesquisas na área, principalmente com a aplicação prática do modelo ATS. Espera-se que as atividades e ações nos domínios cognitivo, psicomotor e afetivo possam resultar na formação de profissionais capacitados para as exigências do mercado profissional e atuante nas causas sociais e ambientais.

9 9 Referências BLOOM, B. S.; MASIA, B. B.; KRATHWOHL, D. R. Taxonomy of Educational Objectives. Nova York: David McKay & Co., BORLAN, V.; MOTTA, M. V. Responsabilidade Social no Ensino Superior. Responsabilidade Social, v. 3, n. 3, p , DONAIRE, Denis. Gestão Ambiental na Empresa. 2ª Ed. São Paulo: Atlas, FIGUEIREDO, M.; BARROS, A.; GUILHOTO, J. Relação econômica dos setores agrícolas do Estado do Mato Grosso com os demais setores pertencentes tanto ao Estado quanto ao restante do Brasil, Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/resr/v43n3/27746.pdf>. Acesso em: 22 maio GOMES, E. Desmatamento recua. Revista do Mato Grosso, p , ago GRUENEWALD, D. Foundations of place: a multidisciplinary framework for place-conscious education. American Educational Research Journal, v. 40, n. 3, p , HAUENSTEIN, A. D. A conceptual framework for educational objectives: A holistic approach to traditional taxonomies. Lanham: University Press of America, LAMBKIN, K. The hegemony or rationalism and its influence on organizations. Action Learning Action Research Journal, v. 3, n. 1, p. 3-18, MOORE, J. Is higher education ready for transformative learning? A question explored in the study of sustainability. Journal of Transformative Educaction, v. 3, n. 1, p , OLIVETTE, M. A questão regional no contexto da sustentabilidade frente à competitividade: uma breve reflexão. Informações Econômicas, v. 36, n. 5, maio ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA. Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: < Acesso em: 30 jul ORR, D. Ecological Literancy: Education and the Transition to a Postmodern World. Ecological Applications, v. 10, n. 5, p RIBEIRO, O. Amazônia com métodos. Revista Mato Grosso, p , maio RODRIGUES, Marcelo Abelha. Instituições de Direito Ambiental. Vol. I. São Paulo: Max Limonad, SIPOS, Y.; BATTISTI, B; GRIMM, K. Achieving transformative sustainability learning: engaging head, hands and heart. International Journal of Sustainability in higher Education, v. 9, n. 1, p , 2008.

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