LARA Uma Resposta ao Envelhecimento. Pacote de Formação. Parte 3 : Toolkit

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1 LARA Uma Resposta ao Envelhecimento Pacote de Formação Parte 3 : Toolkit

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3 LARA Uma Resposta ao Envelhecimento Pacote de Formação Parte 3: Toolkit 1

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5 Este toolkit contém recursos e informações para que possa aprofundar os seus próprios conhecimentos e para usar nas sessões de formação para líderes de grupo e professores. O toolkit de ferramentas está organizado em secções que correspondem às unidades principais deste manual: Envelhecimento; Literacias para o Envelhecimento; Fazer a Experiência Contar. No início de cada secção há um esquema para a formação presencial. Esta é uma versão resumida do quadro de formação utilizado para os cursos de formação pilotos. Se estiver a usar o manual para desenvolver um curso de formação, pode querer consultar o website do LARA (www.laraproject.net) para uma visão completa das experiências de formação dos parceiros do LARA, e para ideias adicionais para actividades e recursos. Se estiver a usar o manual para auto-estudo, será orientado ao longo do tempo para as actividades e recursos que estão no toolkit, para além das referidas no corpo principal do texto. O toolkit contém ideias práticas para o ensino que pode querer adaptar e utilizar para os seus próprios grupos. Consideramos o toolkit como um trabalho em progresso, o início de uma colecção de ideias e recursos que irão contribuir para o desenvolvimento de um ensino mais eficaz, que leva ao envelhecimento bem-sucedido. À medida que pesquisar mais profundamente os conceitos e métodos envolvidos no projecto LARA, irá encontrar outros recursos que podem ser adicionados ao toolkit. 3

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7 Envelhecimento Curso de formação LARA esquema de trabalho Unidade: Envelhecimento e aprendizagem Temas Sugestões de actividades Sugestões de recursos A demografia da Europa Envelhecimento Pesquisa individual / trabalho de grupo, seguido de discussão plenária: O context Europeu. Dados Europeus e nacionais, no que se refere à idade. Perfis regionais. Trabalho em pequeno grupo: como se sente o envelhecimento? Partilhem experiências pessoais no grupo. Trabalho em pares: Definições do dicionário de palavras como: idade/envelhecer, velho. Discutam as imagens criadas pelas palavras. Criem definições positivas para envelhecimento e velho. Trabalho de grupo: como é que os outros definem envelhecer? Avaliação de definições comuns; científicas; sociais; políticas. Trabalho individual: Um plano de acção de envelhecimento pessoal. Liste as atitudes que tem sobre envelhecimento. Divida-as em positivas e negativas. Que acções pode tomar para transformar as negativas em positivas? Como pode realizar essas acções? Quem/o que pode ajudar? Envelhecimento na Europa (Estudo do Eurobarometro: Family Life and the needs of an Ageing Population: Section 5 policy indicators) (Estudo do Eurobarometro: Intergenerational Solidarity) Population in Europe cache/ity_offpub/ks-sf / EN/KS-SF EN.PDF Definições de envelhecimento recolhidas em fontes nacionais. 5

8 Temas Sugestões de actividades Sugestões de recursos Estádios de vida e transições Contextos em que envelhecemos Trabalho individual: pesquisa de conceitos de estádios de vida e transições. Trabalho de grupo / plenário: Estádios de vida / transições experienciados pelo grupo. Trabalho em pares/pequeno grupo: As transições nas vossas vidas. Que competências precisou / aplicou/ aprendeu para fazer a transição? De onde vieram essas competências? Alguma delas é uma competência que usou mais tarde numa situação diferente? Plenário: que competências de vida são necessárias para envelhecer bem? Trabalho de grupo: agendas políticas e sociais que têm impacto no processo de envelhecimento. Impacto positivo ou negativo? Trabalho individual: pense numa situação ou factor externo que tenha causado uma transição na sua vida ou na vida dos que lhe são próximos. Analise o que aconteceu. Grupo (pequeno, todo): partilhe as suas reflexões. Foque-se na aprendizagem que realizou para lidar coma mudança imposta externamente. O que necessitou de saber? Como é que descobriu? Quem o/a ajudou? Manual de formação LARA Documento da pesquisa LARA (http://www.laraproject.net/) Informação de políticas pesquisadas em fontes nacionais. 6

9 Temas Sugestões de actividades Sugestões de recursos Aprendizagem Trabalho em pequeno grupo: 1. Liste todas as formas de os adultos aprenderem que se lembre; porque aprendem; onde aprendem e o que utilizam para aprender. 2. Junte-se a outro grupo; partilhem e acrescentem às listas. Manual de formação LARA, unidade Envelhecimento definições europeias de aprendizagem; círculo de aprendizagem de Kolb & Fry Plenário: criar uma lista total com a informação dos grupos do exercício anterior. Trabalho com o grupo todo: Definições europeias de aprendizagem. Classifique as experiências de aprendizagem (identificadas no exercício anterior) em aprendizagem formal, não-formal e informal. Trabalho em pequeno grupo: 1. Enuncie 5 benefícios de aprender num grupo (formal ou informalmente) 2. Reportem os resultados; criar uma lista do grupo total. Aplicar os princípios do círculo de aprendizagem de Kolb & Fry para descrever como os benefícios de aprendizagem que identificaram podem ser transferidos para diferentes experiências de vida e situações. Plenário: Avaliar o lugar da aprendizagem na luta contra as imagens negativas do envelhecimento. Como pode a participação num grupo de aprendizagem promover e apoiar o envelhecimento activo no indivíduo? 7

10 Wikipedia Envelhecimento é a acumulação de mudanças num organismo ou objecto que ocorrem ao longo do tempo. O envelhecimento nos humanos refere-se a um processo multidimensional de mudanças físicas, psicológicas e sociais. Algumas dimensões do envelhecimento crescem e expandem ao longo do tempo, enquanto outras declinam. O tempo de reacção, por exemplo, pode piorar com a idade, enquanto o conhecimento sobre acontecimentos mundiais e o bom senso podem expandir-se. A pesquisa mostra que mesmo em fases tardias da vida existe potencial para crescimento e desenvolvimento físico, mental e social. O envelhecimento é uma parte importante de todas as sociedades humanas, que reflecte as mudanças biológicas que ocorrem, mas que também reflectem as convenções culturais e sociais. Organização Mundial de Saúde Envelhecimento Activo O envelhecimento activo é o processo de optimizar as oportunidades para a saúde, a participação e a segurança, a fim de melhorar a qualidade de vida á medida que as pessoas envelhecem. Isto aplica-se tanto aos indivíduos como aos grupos populacionais. O envelhecimento activo permite que as pessoas realizem o seu potencial de desenvolvimento de bem-estar físico, social e mental ao longo da vida e que participem na sociedade, proporcionando-lhes uma protecção adequada, segurança e cuidados quando eles precisam. A palavra activo refere-se à participação contínua em questões sociais, económicas, culturais, espirituais e cívicas, e não apenas à capacidade de estar fisicamente activo ou a participar na força laboral. As pessoas mais velhas que se aposentam do trabalho, doentes ou que vivem com uma deficiência podem permanecer contribuintes activos para as suas famílias, amigos, comunidades e nações. O envelhecimento activo tem como objectivo aumentar a expectativa de vida saudável e a qualidade de vida para todas as pessoas à medida que envelhecem. A manutenção da autonomia e independência para as pessoas idosas é um objectivo fundamental no quadro da política do envelhecimento activo. O envelhecimento tem lugar no contexto de amigos, colegas de trabalho, vizinhos e familiares. É por isso que a interdependência, bem como a solidariedade intergeracional são princípios importantes do envelhecimento activo. 8

11 Em discussão de grupo, adicionem itens às listas de cada secção. Aspectos demográficos do envelhecimento - A população mais velha está a aumentar Aspectos políticos e económicos do envelhecimento - o envelhecimento da população afecta as decisões económicas e políticas O que precisa saber sobre o envelhecimento? Aspectos físicos e biológicos do envelhecimento - o envelhecimento físico é um processo lento ao longo da vida Aspectos sociais do envelhecimento - envelhecer está enraizado em crenças culturais que são aprendidas Aspectos psicológicos do envelhecimento - perda significativa de memória não é envelhecimento normal 9

12 O seguinte excerto de Learning for Long Life: Educational Agenda for the 21st Century (NA- TLA, 1998) sugere o que os professores e os seus alunos precisam saber sobre o envelhecimento. O conselho é, na verdade, para aqueles que ensinam na escola e que estão de acordo com nossa premissa de que a aprendizagem sobre o envelhecimento não é algo que se faz quando já se está velho. Os alunos em geral necessitam de conhecimento prático do envelhecimento que seja aplicável à vida quotidiana, mas não informação técnica especializada. Os educadores podem integrar estes conceitos-chave relacionadas com o envelhecimento dentro de disciplinas e níveis de escolaridade adequados. Aspectos Demográficos do Envelhecimento A estrutura etária das diferentes populações varia histórica e geograficamente. A população idosa está a aumentar. A população idosa é cada vez mais idosa. As mulheres idosas superam os homens idosos. A população idosa é cada vez mais diversa etnicamente. O tempo de vida é constante, a esperança de vida muda. A esperança de vida aumentou dramaticamente durante o século XX. A continuação de ganhos na esperança de vida não está garantida. Aspectos Físicos e Biológicos do Envelhecimento A mudança física relacionada com o envelhecimento não é tão importante como se pensava. O envelhecimento físico é um processo inevitável, multifacetado. O envelhecimento físico é um processo lento, gradual, ao longo da vida. A maioria das coisas vivas têm ciclos de vida de padrões de mudanças biológicas. A deficiência, a perda sensorial, e doenças crónicas aumentam com a idade, mas não são condições inevitáveis do envelhecimento. A taxa de envelhecimento físico entre os seres humanos varia amplamente. A sexualidade é uma característica das pessoas em todas as idades. A morte e a invalidez podem ocorrer em qualquer idade. A maioria dos adultos mais velhos mantém vidas activas, independentes. As opções de estilo de vida influenciam a qualidade e a duração das nossas vidas. Os alicerces para o envelhecimento saudável são desenvolvidos durante a juventude. 10

13 Aspectos Psicológicos do Envelhecimento O bem-estar psicológico está interligado com a saúde física e social. A perda significativa da memória não é envelhecimento normal. A aprendizagem pode ser um caminho a seguir ao longo da vida. A personalidade e capacidade de adaptação não mudam como resultado da idade. A sabedoria não é automática com a idade. A maioria das pessoas idosas está em boa saúde mental. As perspectivas do tempo mudam com a idade. Aspectos Sociais do Envelhecimento As pessoas mais velhas são mais diversificadas do que qualquer outro grupo etário. Cada grupo de idosos traz a sua única experiência histórica e cultural com eles à medida que envelhecem. A maioria das pessoas reformadas é socialmente activa. Os papéis, os estatutos e as normas dos grupos de idade variam entre as culturas. Envelhecer está enraizado em crenças culturais que são aprendidas. A linguagem reforça os estereótipos dos adultos idosos. A estrutura e a dinâmica das famílias multigeracionais estão a mudar. Aspectos Políticos e Económicos do Envelhecimento 1. O estatuto financeiro varia muito entre as pessoas mais velhas. 2. As desigualdades de género, raça e etnia persistem para o fim da vida. 3. A economia da saúde no fim da vida relaciona-se com as condições financeiras ao longo de todo o curso da vida. 4. O planeamento antecipado e economizar fortalecem a economia da saúde no final da vida. 5. As fontes de rendimento e as necessidades financeiras mudam no final da vida. 6. O envelhecimento da população afecta as decisões económicas e as políticas públicas. 7. As políticas públicas afectam o bem-estar dos idosos. 8. Os programas públicos para os idosos afectam o bem-estar dos jovens. 9. A percepção da reforma muda com as condições económicas. 10. As pessoas mais velhas, por vezes, enfrentam a discriminação por idade no local de trabalho. 11. O envelhecimento da população confronta a sociedade com escolhas éticas difíceis. 12. O envelhecimento da população cria novos negócios e oportunidades de carreira 11

14 Encontre alguém que Nome Veio hoje de transportes públicos É voluntário Gosta de trabalhar em rede Trabalha com adultos idosos Viaja frequentemente em trabalho Ensinou na escola É muito bom em TIC Gasta algum tempo todos os dias a exercitar-se Vive sozinho Está à espera ansiosamente pela reforma Tem uma ambição realmente interessante Foi mandado para esta formação pela chefia 12

15 Literacias para o Envelhecimento Curso de formação LARA esquema de trabalho Unidade: Literacias para o envelhecimento Temas Sugestões de actividades Sugestão de recursos Literacia de aprendizagem Literacias e a sua relação com o envelhecimento Trabalho em pequenos grupos: partilha das transições de vida experienciadas pelo grupo. Categorizem as transições em esferas de actividade (saúde, finanças, etc.). Criar um modelo que ilustre as Literacias para o Envelhecimento. Plenário: compare o seu modelo com o paradigma de literacias do LARA. Analisar e avaliar as diferenças. Trabalho individual: escolha um exemplo de um momento de transição que já experimentou. Use o Ciclo de vida para analisar a experiência. Trabalho em pares: partilhe fases da sua vida e do Ciclo de vida. Existem algumas similaridades nos processos que passou para enfrentar essas fases e/ou existem quaisquer acções que tenha em comum com seu parceiro de grupo? Plenário: partilhe as acções que as pessoas utilizaram para lidar com os estádios de vida. Ordene as acções, das mais utilizadas para as menos utilizadas. Trabalho em pares: Cada par tem um cartão com uma acção. Discutam e façam uma lista das competências e conhecimentos necessários para colocar a acção do cartão em prática. Manual de formação LARA; Literacias para o envelhecimento O paradigma de literacias Manual de formação LARA Ciclo de vida Cartões de acção 13

16 Temas Sugestões de actividades Sugestão de recursos Literacias e a sua relação com o envelhecimento Literacia de aprendizagem Competências de literacia de aprendizagem em grupos de aprendizagem formal e informal Plenário: recolha as listas dos trabalhos em pares. Analise como as competências na lista são adquiridas (formalmente, de forma informal, ou não-formal). Trabalho em grupo: Agrupe os cartões com os estádios de vida debaixo dos títulos apropriados das literacias. Acrescente estádios de vida adicionais a cada título. Trabalho em pares: Aplique as competências da literacia de aprendizagem a casos reais e a estudos de caso realizados a partir de outras categorias de literacias para o envelhecimento. Plenário: analise quais das competências de aprendizagem do paradigma das literacias se aplicam aos cenários que o grupo escolheu. Identifique competências necessárias adicionais e/ou as que são supérfluas Defina um conjunto de competências de aprendizagem que podem constituir um núcleo de aprendizagem para a maioria, se não para todas, as literacias para o envelhecimento. Plenário: partilhe experiências de grupos de aprendizagem formal e informal. Analise até que ponto as competências de literacias de aprendizagem são evidentes nessas experiências. Trabalho de grupo: Identifique que mudanças podem ocorrer nos grupos de aprendizagem actuais de forma a incluir as competências nucleares da literacia de aprendizagem (aos níveis de gestão e de sala de aula/formação). Manual de formação LARA Ciclo de vida Cartões de acção Manual de formação LARA Paradigma de literacias Manual de formação LARA Estudo de caso SeniorenUni Website LARA: de Formação para professores de línguas 14

17 Escolha um exemplo de um momento de transição que tenha experienciado. Responda às seguintes questões. 1. Qual foi o impacto geral do acontecimento para si? Positivo? Negativo? 2. Até que ponto (e como) esse acontecimento o/a mudou? Totalmente? Um pouco? 3. Que acções tomou para lidar com o acontecimento? 4. Qual dessas acções foi totalmente nova para si? 5. Como descobriu o que precisava de fazer? Quem o/a ajudou a realizar uma nova acção? 6. Que acções já tinha utilizado noutros contextos? 7. Se passasse por esse acontecimento outra vez, o que faria diferente? E o que sabe que irá funcionar? 15

18 Distribua os cartões por áreas de actividade de vida (saúde; finanças, etc.). Acrescente às competências da experiência individual e de grupo. Poupanças e dívidas Dieta Gestão de orçamentos Dependência (álcool; fumar) Ganhar a vida Perda de visão; surdez Comprar uma casa Doença aguda Transacções utilizando a tecnologia Tomar conta Relacionamentos Participação na comunidade Estatuto Grupos de pressão (Lobbying) Família Conflito e contacto intergeracional Identidade Amigos Perda Vizinhos Reforma Comunicação electrónica Estilo de vida Gestão financeira on-line 16

19 Literacias para o Envelhecimento Idade Literacia Financeira Poupanças e dívidas; gestão de orçamentos; apoio familiar; ganhar a vida; comprar uma casa; transacções usando a tecnologia Género Literacia Tecnológica Competências tecnológicas para: emprego; compromisso; gestão financeira; controlo de comunicação Cultura Literacia de Aprendizagem Análise; posição de auditoria; identificar forças, fraquezas; ganhar conhecimento; agir; rever; avaliar e planear; transferabilidade de competências e conhecimentos Literacia Emocional Relacionamentos; estatuto; mudança; família; perda; identidade; deixar o trabalho; conflito de expectativas Orientação sexual Literacia Cívica / Comunitária Participação; compromisso; propósito; influência; lobbying; contacto e conflito intergeracional; amigos; vizinhos, locais Religião Literacia da Saúde Mudanças na saúde relacionadas com a idade; estilo de vida; dieta; dependências (fumar, álcool); faculdades (visão, audição) 17

20 Aprendizagem na SeniorenUni 1 Palestra Literacia cívica, emocional e de saúde Aprendizagem passiva Cientista-referente Ensinar Grandes grupos ( ) Tempo de Questionar Literacia cívica, emocional e de saúde Aprendizagem passiva Cientista-referente Ensinar Grandes grupos (50-100) Aprendizagem na SeniorenUni 2 Seminário Literacia cívica, emocional e de saúde Aprendizagem (activa) passiva Cientista-referente Ensinar Grupos médios (30-40) Trabalho em grupo Literacia cívica, emocional e de saúde Aprendizagem (passiva) activa Cientista-moderador (Ensinar) - facilitação Grupos pequenos (<20) Palestras, tempo para questões e seminários são uma parte de sucesso do programa da SeniorenUni, mas oferecem essencialmente aprendizagem passiva. O trabalho em grupo é um novo contexto no qual professores e aprendentes podem experimentar com conteúdo de uma forma activa. Procurar ajuda Pesquisa Resolução de problemas Análise da situação Tomada de decisão Explicar necessidades e assuntos Colocar questões Verificar informação Comunicar sentimentos e emoções Verificar o progresso 18

21 Fazer com que a Experiência Conte Curso de formação LARA esquema de trabalho Unidade: Fazer com que a experiência conte Tema Sugestões para actividades Sugestões para recursos Aprendizagem experiencial Trabalho individual: criar uma linha de tempo transaccional que mostre passos chave no envelhecimento pelos quais passamos. Trabalho em pares / pequenos grupos: partilhar as linhas do tempo e discutir as semelhanças, diferenças, sucessos e competências ganhas. Actualize a sua linha do tempo, se necessário. Trabalho de grupo: criar uma linha do tempo com as experiências do grupo. Utilize a linha do tempo colectiva para analisar as competências presentes no grupo. Trabalho individual / em pares: avalie as suas competências no contexto do grupo; identifique que competências necessita, ou precisa melhorar. Teorias e características da aprendizagem experiencial. Manual de formação LARA: a medição do LARA O método 5 + Trabalho individual: Seleccione uma aspiração de estilo de vida. Analise as razões para a aspiração e sua actual posição no que se refere a conseguir atingi-la. Unidade Fazer com que a experiência conte. Trabalho de grupo: partilhe as aspirações e seleccione um exemplo para o grupo. Debata os passos e competências necessárias para atingir a aspiração. Identifique a natureza e a fonte de qualquer aprendizagem que contribua para atingir a aspiração. Discuta como é que o progresso para uma aspiração pode ser registado e celebrado. Trabalho individual: baseado na experiência do trabalho de grupo, desenvolva um plano de acção individual para a sua aspiração. 19

22 Tema Sugestões para actividades Sugestões para recursos Facilitação Estratégias e actividades para a aprendizagem facilitada Trabalho de grupo: comparação da andragogia com a pedagogia. Análise do papel do professor e dos aprendentes numa opção de aprendizagem facilitada. Trabalho de grupo: avaliação da prática andragógica e pedagógica como contextos para a oferta de competências nucleares de literacias de aprendizagem. Trabalho individual: auto-avaliação de competências de facilitação. Análise de competências individuais para a facilitação. Formador + indivíduos: plano de acção para desenvolver novas competências para a facilitação. Trabalho com o grupo total: partilhe e discuta os prós e os contras das metodologias actuais. Apresentação e prática: métodos para apoiar a facilitação: Estudo de caso Diferenciação Escuta activa Questões abertas e fechadas Trabalho com o grupo total / pequeno grupo / pares: Estudo de caso Differenciação Escuta activa Questionamento aberto e fechado Trabalho em: pares / pequeno grupo/todo o grupo: transferência dos métodos para a facilitação do ensino actual. Plano de acção para a implementação. Manual de formação LARA, unidade Fazer com que a Experiência Conte. Exemplos de textos para leituras adicionais (facilitação e aprendizagem experiencial) Carl Rogers thinkers/et-rogers.htm Paulo Freire org/thinkers/et-freir.htm Projecto EUFACINET facilitatinglearning.eu/ Experiência Australiana: Facilitação e mudança social Papéis na equipa de Belbin: page/2944/trsumm.pdf Tarefa de auto-percepção Manual de formação LARA, Fazer com que a Experiência Conte. Website LARA Programa de formação; pesquisa. 20

23 O aprendente A experiência do aprendente Prontidão para aprender Orientação para a aprendizagem Andragogia Mais próximo da independência. Auto-dirigido. O professor encoraja e alimenta este movimento Um recurso rico para a aprendizagem. Logo os métodos de ensino incluem a discussão, a resolução de problemas, etc. As pessoas aprendem o que precisam de saber. Assim os programas de aprendizagem são organizados à volta da aplicação à vida. As experiências de aprendizagem devem ser baseadas em experiências, uma vez que as pessoas estão centradas na prática na sua aprendizagem Pedagogia Dependente. O professor dirige o quê, quando, como um assunto é aprendido e avalia que foi bem aprendido De pouco valor. Logo, os métodos de ensino são didácticos As pessoas aprendem o que a sociedade espera delas. Assim o currículo é padronizado. A aquisição da matéria é importante. O currículo é organizado por temas. 21

24 Veja a lista de competências e traços do facilitador. Classifique-se em cada item numa escala de 1 a 5 (1 é excelente e 5 nada bom). Facilitação efectiva significa: Classificação Guiar, não controlar Compreender diferentes estilos de aprendizagem Compreender a dinâmica de grupo Compreender a diversidade Promover o respeito Gerir a interacção dentro do grupo Interpretar o comportamento Construir a confiança dos indivíduos Utilizar técnicas activas de aprendizagem Estruturar (não impôr)a aprendizagem Manter-se focado/a no processo e nos resultados Organizar, oferecer e receber feedback 22

25 Assim como incentivar o desenvolvimento de uma gama de estilos de aprendizagem, os tutores podem considerar como os seus próprios estilos de ensino afectam os diferentes aprendentes. Os tutores têm os seus próprios estilos de aprendizagem preferidos e estes influenciam a maneira como eles ensinam. Variando os métodos de ensino, é possível tanto acomodar as necessidades dos alunos com diferentes estilos de aprendizagem como incentivar o desenvolvimento de outros estilos de aprendizagem. Os pontos seguintes indicam as oportunidades de aprendizagem óptimas e mínimas para cada estilo. Os activistas aprendem melhor se: Utilizar métodos de ensino centrados no aluno, tal como tarefas de grupo, role playing, jogos; Utilizar actividades não estruturadas que lhes podem dar a oportunidade de tomar a liderança Os activistas aprendem menos a partir de: situações de aprendizagem passivas, tais como palestras, ler sozinho, observar os procedimentos abordagens de ensino estruturadas, incluindo coaching, ensino de precisão, demonstrações estruturadas Os reflexivos aprendem melhor a partir de: todas as actividades que lhes permitam observar e pensar sobre as coisas. Eles normalmente ficam felizes por ouvir palestras e assistir a demonstrações desde que não sejam muito directivas tarefas individuais ou de grupo que envolvam recolha e pesquisa de dados discussões em grupo e estudos de caso Os reflexivos aprendem menos a partir de: Programas de ensino/aprendizagem altamente estruturados Actividades que exigem uma acção sem planeamento, especialmente se tiverem que assumir um papel de liderança Os teóricos aprendem melhor a partir de: actividades de aprendizagem estruturadas que seguem uma sequência lógica palestras, demonstrações, coaching bem preparado e ensino precisão Os teóricos aprendem menos a partir de: actividades não estruturadas, sem um propósito óbvio trabalho em grupo, especialmente se se trata de explorar os sentimentos e emoções 23

26 Os pragmáticos aprendem melhor a partir de: demonstrações práticas, coaching, simulações, experiência de trabalho, trabalho de projecto qualquer actividade prática, que oferece a oportunidade de experimentar o que foi aprendido actividades de grupo ou individuais que envolvam planeamento de acções e trabalho de projecto Os pragmáticos aprendem menos a partir de: aulas teóricas e debates que exploram conceitos actividades não estruturadas, sem um propósito claro Verifique a lista de métodos de ensino. Assinale sim se o usa e não se não utiliza. Utilizando a descrição acima, descubra que tipos de aprendentes o método apelará. Se existem métodos na lista que não usa, mas que acha que poderiam ser úteis, assinale-os. Quando tiver concluído a tarefa, circule em torno do grupo para encontrar alguém que tenha utilizado um método em que esteja particularmente interessado/a. Discuta como e por que usam esse método. Métodos de Ensino Sim Não Activista Reflexivo Teórico Pragmático Palestras Geração de ideias (brainstorming) Visitas Role play Jogos Uso interactivo do computador Tarefas individuais Trabalhos escritos Apresentação em Powerpoint ou OHP 24

27 Métodos de Ensino Sim Não Activista Reflexivo Teórico Pragmático Experiências Resolução de problemas Estudos de caso Coaching individual Trabalho em pequenos grupos Trabalho em pares Utilização de uma biblioteca ou recursos de centro de aprendizagem Visualizar um vídeo Apresentações dos aprendentes Carrossel Demonstração Café Escuta Diferentes tipos de escuta: 1. O falsário. Todos os sinais exteriores de escuta estão lá, mas a mente está num outro lugar. 2. O que interrompe Não permite que o porta-voz termine de falar, muito ansioso para ter o seu próprio momento de falar. 3. O ouvinte lógico Sempre a tentar interpretar o que o interlocutor está dizendo e por quê. Falta de interesse na emoção subjacente. 25

28 4. O ladrão da cena Usa as palavras do orador como uma forma de chegar à sua própria mensagem. Quando o orador diz alguma coisa, o ouvinte rouba-lhe o foco. 5. O argumentador Ouve apenas o tempo suficiente para usar as palavras do orador contra ele. Quer sempre impor o seu ponto de vista. 6. O que dá conselhos Não permite que o orador articule os pensamentos antes de apressar-se em soluções inadequadas. Boa escuta Ser interessado e atento Manter contacto com os olhos e dar sinais não-verbais que está a ouvir Ouça pacientemente Ouça o orador; não lhe corte a palavra ou interrompa Incentivar a falar Responda ao que ouve, mas não tire conclusões precipitadas Confira o que ouve, repetindo frases ou re-formulando Respeitar o direito do orador de esconder e expressar opinião Ouvir pistas não-verbais Adopte uma abordagem contínua ao questionamento. Certifique-se de que usa uma variedade de questões e que os tipos de perguntas que seleccionou são adequados à finalidade. Fechadas Abertas Questão leva a respostas de sim ou não Questão leva a uma resposta em particular Questão dirigida mas dá alguma opção de escolha de resposta Questão dá o máximo de escolha de resposta Já se inscreveu na formação? O que é o projecto LARA? Como preparou o seu programa de formação? O que pensa sobre o envelhecimento? 26

29 O projecto LARA foi promovido pela Hamburger Volkshochshule em Hamburgo Alemanha, com a coordenação realizada pela BIA- NET [Network Bildung in Alter] de Graz, na Áustria. O manual LARA foi escrito pelo Institute of Lifelong Learning (Instituto de Aprendizagem ao Longo da Vida) da Universidade de Leicester, em Inglaterra, e a avaliação do projecto foi realizada pela AidLearn Consultoria em Recursos Humanos, de Lisboa - Portugal. Athena, a Associação para a Educação e Desenvolvimento das Mulheres, em Ostrava, República Checa; ZDUS, a Federação Eslovena de Organizações Pensionistas, em Ljubljana, Eslovenia; com os parceiros de Hamburgo e Graz, realizaram focus groups para testar as ideias, e testaram também os materiais com diferentes formadores a aprendentes. A Federação Suíça de Volkshochschulen UP-VHS (www.up-vhs.ch), na Suiça, foi parceira associada, juntamente com a Universidade de Basileia, no projecto. Esta instituição oferece vários serviços aos seus membros, e representa as universidades nacionais na Suíça e na Europa. Descrição dos parceiros: VHS, Hamburg é o centro municipal de educação contínua de adultos de Hamburgo. Tem como oferta cerca de 700 cursos de educação contínua e de adultos, abrangendo perto de aprendentes por ano. Bia-net, Graz é uma organização sem fins lucrativos. É uma plataforma para organizações e pessoas interessadas que lidam com o tema da aprendizagem ao longo da vida em seniores. Institute of Lifelong Learning, Universidade de Leicester A Universidade de Leicester é uma universidade líder em pesquisa com mais de estudantes, incluindo mais de pós-graduados. Leicester tem vasta tradição de fornecer uma grande variedade de educação de adultos. Cada ano há cerca de inscrições nos cursos do Leicester Institute of Lifelong Learning (LILL), enquanto mais de pessoas participam em outros eventos, incluindo actividades no Richard Attenborough Centre for Disabilities and the Arts. O LILL trabalha em parcerias na região, incluindo muitos grupos voluntários. Tal como actividades de ensino, o Institute of Lifelong Learning tem um extenso programa de pesquisa. 27

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