UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Priscila Cavalcante de Souza APLICAÇÃO DO DNA NA IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Priscila Cavalcante de Souza APLICAÇÃO DO DNA NA IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Priscila Cavalcante de Souza APLICAÇÃO DO DNA NA IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS CURITIBA 2011

2 APLICAÇÃO DO DNA NA IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS CURITIBA 2011

3 Priscila Cavalcante de Souza APLICAÇÃO DO DNA NA IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS Monografia apresentada ao Curso de Direito da Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade Tuiuti do Paraná como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Direito Orientador: Prof. Dr. Néfi Cordeiro CURITIBA 2011

4 TERMO DE APROVAÇÃO Priscila Cavalcante de Souza APLICAÇÃO DO DNA NA IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS Esta monografia foi julgada e aprovada para a obtenção do grau de Bacharel no Curso de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba, de de 2011 Faculdade de Ciências Jurídicas Universidade Tuiuti do Paraná Orientador: Prof. Dr. Néfi Cordeiro Universidade Tuiuti do Paraná Prof. Universidade Tuiuti do Paraná Prof. Universidade Tuiuti do Paraná

5 À minha mãe, exemplo maior de ser humano, pelo amor incondicional que fez de mim a pessoa que sou hoje.

6 Agradeço ao meu orientador, Prof. Dr. Néfi Cordeiro, pela paciência, pela generosidade com que me auxiliou neste percurso e pelos inúmeros conhecimentos que farão a diferença em minha trajetória pessoal e profissional.

7 RESUMO O objeto deste trabalho é apresentar uma ferramenta investigativa que demonstra um grande avanço na identificação humana, um método capaz de identificar um indivíduo com total certeza, encaixando-se perfeitamente como meio de prova no processo penal, somando-se às demais evidências necessárias ao deslinde processual, podendo resolver qualquer caso de identidade, demonstrando sua perfeita aplicação como meio de prova nas investigações criminais, fincados no conhecimento e manuseio de modernas tecnologias, como um instrumento de alto poder de individualização da pessoa, realizada por análise de DNA. Discutem-se questões relacionadas aos bens jurídicos envolvidos,aspectos constitucionais como: direito à privacidade, intimidade,dignidade da pessoa humana e o direito de não produzir prova contra si mesmo, ainda sobre possivel colheita compulsória e a lacuna legislativa sobre o assunto. Como fonte, utiliza-se pesquisa bibliográfica e acordãos. É relevante a presente pesquisa já que constituí valiosíssimo recurso na distribuição da justiça, rápida e justa, possibilitada mediante considerável economia de tempo fornecendo o necessário convencimento técnico científico, mostrando-se como forte probabilidade de convencimento do juízo. Palavras-chave: DNA, investigação criminal, identificação, prova pericial.

8

9 LISTA DE SIGLAS ADN ARN CF Codis CP CPP CTNbio DNA FBI PF RF RHC RT RTJ STF TJ Ácido Desoxirribonucléico Ácido Ribonucléico Constituição Federal Combined DNA Index System Código Penal Código de Processo Penal Comissão Técnica Nacional de Biossegurança Ácido Desoxirribonucléico Federal Bureau of Investigation (EUA) Polícia Federal Revista Forense Recurso Ordinário em Habeas Corpus Revista dos Tribunais Revista dos Tribunais Justiça Eletrônica Supremo Tribunal Federal Tribunal de Justiça

10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 9 CAPÍTULO I PROVA PERICIAL VESTÍGIOS E INDÍCIOS IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL CAPÍTULO II O QUE É O DNA HUMANO? EXAME DE DNA COMO MEIO DE PROVA MATERIAL BIOLÓGICO PASSÍVEL de ANÁLISE CRIMES IDENTIFICÁVEIS PELA PERÍCIA DO DNA CAPÍTULO III EFICÁCIA TÉCNICA VALIDADE DA COLHEITA COMPULSÓRIA BENS JURÍDICOS ENVOLVIDOS O Direito de Privacidade Intimidade Integridade Física Dignidade da Pessoa Humana O Direito de Não Produzir Prova Contra Si Mesmo CAPÍTULO IV TRATAMENTO DO TEMA NO DIREITO COMPARADO CAPÍTULO V DNA E PROJETOS DE LEI CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 39

11

12 9 INTRODUÇÃO A evolução da humanidade, as possibilidades da ciência de comprovar fatos embasados pelos avanços técnico-científicos e a busca incessante de conhecer gera a necessidade de embasar juridicamente os novos costumes que fazem parte da sociedade. A presente pesquisa vem demonstrar a identificação humana pelo perfil genético do DNA como meio de prova pericial, fincado no conhecimento e manuseio de modernas tecnologias, como um instrumento de alto poder de individualização da pessoa, constituindo-se numa das formas probantes mais seguras, tornando as decisões judiciais mais eficazes e agéis, preenchendo um importante espaço deixado pela insuficiência de provas e de informaçoes precisas de pessoas que temem retaliações futuras de criminosos. Este meio de prova demonstra a necessidade de serem analisadas as limitações ao tratamento de direitos fundamentais, já que há conflitos de interesses em que a interferência do Estado, para fazer prevalecer o interesse público, vê-se compelido a interferir na esfera privada (intimidade) do cidadão. Engloba, ainda, uma questão de grande relevância acerca do exame compulsório do DNA para a coleta do material biológico, envolvendo garantias constitucionais como intimidade, privacidade, dignidade da pessoa e o direito de não produzir prova contra si mesmo. Destaca-se que a ausência de legislação própria não exclui a inserção deste tipo de prova na instrução criminal. Salienta-se a importância sobre o controle de qualidade dos laboratórios e normas para o uso das técnicas de Engenharia Genética, regulando todos os

13 10 procedimentos laboratoriais que manipulem material genético, e da necessidade de banco de dados genéticos. Apresenta-se o tema no direito comparado, evidenciando o tratamento e suas decisões sobre o assunto em países como Alemanha, Argentina, Portugal, Espanha e Itália. O presente estudo tem como fundamento a pesquisa além de bases doutrinárias e acordãos. Assim, devendo tal prova ser utilizada com cautelas, para que não haja o uso irrestrito a liberdade das pessoas, mas que na medida em que a sociedade evolui, os dispositivos constitucionais sejam valorados de forma que atendam ao reclame social.

14 11 CAPÍTULO I 1.1 PROVA PERICIAL Conceitualmente, entende-se o termo provar como sendo o ato de estabelecer a existência da verdade; e as provas são os meios pelos quais se procura estabelecê-las. Provar é, enfim, demonstrar a certeza do que se diz ou alega (TOURINHO FILHO, 2008, p.213). As provas têm a finalidade de demonstrar a reconstrução dos fatos investigados, buscando a verdade para apreciação e decisão judicial. Da verificação dessa verdade trata a instrução, fase em que as partes procuram demonstrar a veracidade ou falsidade da imputação feita ao réu, demonstração que deve gerar no juiz a convicção de que necessita para o seu pronunciamento. Nesse sentido, ela se constitui em atividade probatória para averiguar a verdade e formar a sua convicção. Entende-se por perícia, segundo Tourinho Filho: o exame procedido por pessoa que tenha determinados conhecimentos técnicos, científicos, artísticos ou práticos acerca de fatos, circunstâncias ou condições pessoais inerentes ao fato punível, a fim de comprová-los. O perito é um apreciador técnico, atuando como assessor do juiz, com uma função estatal destinada a fornecer dados instrutórios de ordem técnica e a proceder à verificação e formação do corpo de delito. A perícia é um elemento subsidiário, emanado de um órgão auxiliar da justiça para a valoração da prova ou solução da prova destinada à descoberta da verdade. Por isso, o Código de Processo Penal inclui os peritos entre os auxiliares da justiça, sujeitando-os à disciplina judiciária. (2008, p )

15 12 Conforme preceitua o artigo 275, do Código de Processo Penal (CPP), O perito, ainda quando não oficial estará sujeito à disciplina judiciária, impedindo que as partes intervenham na sua nomeação (Decreto Lei nº 3.689, de 1941) 1 (TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p. 682). De todas as perícias se destaca o corpo de delito. Diz João Mendes Junior: é o conjunto de elementos sensíveis do fato criminoso (apud TOURINHO FILHO, 2008, p. 253). Há infrações que deixam vestígios e outras que não os deixam. Quando a infração deixa vestígios é necessária a realização do exame de corpo de delito, ou seja, a comprovação dos vestígios materiais no local deixados. O exame de corpo de delito, ao qual se refere o CPP no Art. 158: Quando a infração deixar vestígios será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado (Decreto Lei nº 3.689, de 1941) (TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p..674) Assim, sendo indispensável o exame de corpo de delito em se tratando da necessidade de se lhe proceder ao exame quando a infração deixar vestígios. Dispondo o legislador, no Artigo 564, III, b, do CPP: A nulidade ocorrerá nos seguintes casos, por falta das fómulas ou dos termos seguintes: b) o exame do corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado o disposto no artigo 167, erigiu sua ausência à categoria de nulidade insanável (Decreto Lei nº , 1941) (TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p. 708). Não podendo ser proposta a ação penal, sem o exame de corpo de delito, quando deixam vestígios. Diz o Artigo 525, do CPP: No caso de haver o crime deixado vestígios, a queixa ou a denùncia não será recebida se não for instruída com o exame 1 Ver mais em

16 13 pericial dos objetos que constituam o corpo de delito. (Decreto Lei 3.689,1941) (TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p. 705). Seguem acórdãos colhidos que demonstram a necessidade: Nos crimes que deixam vestígios, como o de falsificação de papéis públicos, a ausência do exame de corpo de delito anula o processo. (Revista Forense, 99/101) (apud TOURINHO FILHO, 2008, p. 254). A ausência do exame de corpo de delito e o não-suprimento, pela prova testemunhal, acarretam a nulidade do processo. (Revista Forense,130/541) (apud TOURINHO FILHO, 2008, p. 254). Nesta seara, Frederico Marques assim se posiciona (apud TOURINHO FILHO, 2008, p. 254): Anular um processo porque falta o exame de corpo de delito é um desses absurdos que clamam aos céus. Se não há prova de materialidade do delito, deve o réu ser absolvido. Se a prova do corpus criminis não é pericial, que o examine o Juiz com o critério do livre convencimento. Cingir o Julgador ao auto do corpo de delito, como fez o Código, é absurdo sem nome, que não se encontra em nenhuma legislação processual da atualidade. Com os exames de corpo de delito muitos erros podem acontecer, tornando-se necessário uma melhor averiguação do caso em questão por meios probatórios (apud TOURINHO FILHO, 2008, p. 258): É inquestionável a imprescindibilidade do exame de corpo de delito, quando a infração penal deixar vestígios. Trata-se de exigência peculiar aos delitos materiais, impostos pelo Artigo 158 do CPP. A omissão dessa formalidade considerada juridicamente relevante pelo próprio estatuto processual penal - constitui circunstância apta a invadir, por nulidade absoluta, a própria regularidade do procedimento penal-persecutório (RTJ,114/1064).

17 14 Quando, no entanto, não for possível o exame de corpo de delito direto, por haverem desaparecido os vestígios da infração penal, a prova testemunhal que materializa o exame de corpo de delito indireto supre a ausência do exame direto. (RTJ,76/696,879/109,103/1040,112/167). Geralmente a perícia é determinada na fase do inquérito policial, pela autoridade policial. Pode, porém, ser também realizada por determinação judicial no próprio curso da ação penal. 1.2 VESTÍGIOS E INDÍCIOS O Artigo 239 do CPP define indício como a circunstância conhecida e provada que, tenha relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra, ou outras, circunstâncias (Decreto Lei nº , de 1941) (TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p.680). Qualquer marca, fato ou sinal que seja detectado em local onde haja sido praticado um fato delituoso é, em princípio, um vestígio. Se tal vestígio, após devidamente analisado, interpretado e associado com os minuciosos exames laboratoriais e dados da investigação policial do fato, e enquadrando-se em toda a moldura do mesmo, tiver estabelecido sua inequívoca relação com o fato delituoso e com as pessoas com este relacionada, aí ele terá se transformado em indício. (TOCHETTO, Domingos 1995) Verifica-se que num local de crime todos os fatos, marcas, sinais, vestígios não podem ser desprezados: poderão ser, na sequência, de utilidade ou não para o esclarecimento do fato e colaborar com a determinação da autoria. Se estiverem

18 15 relacionados com o fato e devidamente interpretados, com rigor e exatidão, constituírão a prova por indícios, ou seja, a prova indiciária. (TOCHETTO, Domingos 1995) Um aspecto de significativa importância para o valor probatório da prova por indício é o do caráter de autenticidade que deve envolver os indícios, ou seja, a legalização dos mesmos, especialmente no que se refere ao surgimento, à origem de cada um deles e trazidos ao bojo dos autos. Implica isto na afirmativa de que se deve sempre e invariavelmente haver plena certeza jurídica e processualística ao se considerar e julgar cada elemento de prova, principalmente tendo em vista que se encontra em jogo a segurança da sociedade e a honra, a liberdade e o patrimônio das pessoas. 1.3 IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL Nas palavras de Eça (2003, p. 43), Identificação é o ato pelo qual se estabelece a identidade de alguém ou de alguma coisa, determinados caracteres do individuo, capazes de distingui-lo de outro qualquer. A identificação pode ser médica, médico legal ou pericial, modalidade que requer conhecimento da medicina e das várias ciências subsidiárias; ou policial ou judiciária, onde não são necessários tais conhecimentos e que visa, sobretudo, à caracterização por meio de operações rápidas e simples. A identificação pode ser feita, no vivo, no morto e em restos de outros materiais. É previsto, no art. 1.º da Lei n.º 9.454/97, que todo individuo será identificado em todas as suas relações com a sociedade, no vivo, sempre que um ato a ser realizado exija comprovação da sua

19 16 identidade. É o caso, ainda, de quem, tendo praticado um ato à margem de normas e códigos, nega sua participação nele, ou para simples ato da vida civil. Quase todos os atos da vida humana baseiam-se no reconhecimento de pessoas. A identificação protege, assim, os interesses individuais e coletivos. No morto, é comum o emprego de processos de identificação, realizados em cadáveres encontrados nos mais diversos lugares, quando informações sobre sua identidade sejam escassas ou inexistentes, e para solução nas investigações criminais. A Constituição Federal de 1988, em seu art 5.º, inciso LVIII, assim dispõe: o civilmente identificado não será submetido à identificação criminal, salvo nas hipóteses prevista em lei, não define qual método identificatório deva ser efetivamente aplicado na identificação criminal, vedando, porém, a identificação sumária; logo podem ser admitidos outros meios técnicos científicos de individualização da pessoa. A Lei /09, em seu Art. 5º, dispõe que: A identificação criminal incluirá o processo datiloscópico e o fotográfico, que serão juntados aos autos da comunicação da prisão em flagrante, ou do inquérito policial ou outra forma de investigação. Assim, não veta ou exclui outras formas de identificação da pessoa, podendo ser admitido o exame pericial de DNA. A análise do DNA para a identificação dos indivíduos funda-se no conhecimento do material genético de que cada ser humano tem uma aparência física e características próprias, pois cada um possui uma composição genética única. Trata-se de uma substância orgânica encontrada nos cromossomos, no interior dos núcleos das células, que traduz o código genético que determina as características individuais, resolvendo, assim, praticamente qualquer caso de identidade.

20 17 CAPÍTULO II 2.1 O QUE É O DNA HUMANO? Na concepção de José Acácio Arruda (2000, pg.16-17), a terminologia DNA é de origem estrangeira, advinda do mundo científico, onde predomina o inglês. No entanto, a Lei nº /05, que trata das normas que regem o uso das técnicas de engenharia genética, utiliza a forma ADN (ácido desoxirribonucléico), e assim o define: Art. 3 o Para os efeitos desta Lei, considera-se: II - ácido desoxirribonucléico - ADN, ácido ribonucléico - ARN: material genético que contém informações determinantes dos caracteres hereditários transmissíveis à descendência. Acerca do assunto, salienta Zulmar Coutinho (2006, p. 23), que: O DNA (ácido desoxirribonucléico) é basicamente o material genético humano formador das características individuais em cada ser. Está localizado tipicamente no núcleo das células, especificamente nos cromossomos. Cada ser humano apresenta 22 pares cromossômicos autossômicos responsáveis basicamente pela estrutura geral anatomofuncional humana e um par de cromossomos sexuais, responsáveis pelo sexo biológico da pessoa. Metade de um par apresenta informação genética oriunda do pai e a outra da mãe. Em cada metade existe um gene responsáveis por uma das características anatomofisiológicas humana.os genes são responsáveis por numerosas características humanas, tais com: tipo sanguineo, cor dos olhos, cor da pele, cor dos pêlos etc. Portanto, cada característica humana anatômica e / ou funcional apresenta no DNA uma quantidade variável de pares de bases repetidas e uma quantidade variável de repetições intercaladas que formam os genes, responsáveis pela formação do ser humano.

21 EXAME DE DNA COMO MEIO DE PROVA A realização do exame de DNA destinado a servir de prova no processo penal soma-se às demais evidências necessárias ao deslinde processual, mas em alguns casos o exame pericial do DNA é o único elemento disponível para a solução do conflito, sem o qual se torna irresoluto. Evidencia-se, assim, sua perfeita aplicação ao ser empregado nas investigações criminais, fincado no conhecimento e no manuseio de modernas tecnologias, como um instrumento de alto poder de individualização da pessoa. O exame de DNA apresenta confiabilidade, sendo um dos meios mais seguros e eficazes para desvendar crimes, constituindo-se como elemento permissivo de inserção tanto quanto qualquer outra prova legal no processo. Em certos delitos o teste de DNA possibilita descobrir a autoria ou identificar criminosos que tenham deixado vestígios. Com sucesso realiza-se o exame biológico de fragmentos materiais, com alto indice de acerto aprimorado pelos avanços técnicoscientíficos, que comprovam sua ampla efetividade na solução de crimes e na identificação de sua autoria. A análise dos padrões de DNA em investigações criminais é, basicamente, uma técnica comparativa. O padrão de DNA preparado a partir de amostra colhida no local de crime é comparado com aquele realizado a partir de amostras do próprio suspeito. Se os padrões se identificarem exatamente não restarão dúvidas que o suspeito deixou seu material biológico no local do crime, podendo o exame ser realizado com quantidades mínimas do material obtido. Destaque-se que a ausência de legislação própria não inviabiliza a inserção

22 19 deste tipo de prova na instrução criminal, tendo como fator limitativo a recusa do réu. Segundo José Rubens da Costa (2001, p. 148): [...] caberá ao julgador ponderar entre um e outro valor para decidir, como em qualquer questão probatória, se necessário for a utilização da prova para sedimentar a verdade dos fatos. Com esta nova técnica de investigação criminal abriram-se perspectivas nunca antes imaginadas, possibilitando tanto a condenação de uma pessoa como a sua absolvição. Salientam Marco Antonio de Barros e Rafael P. Piscino (2008, p. 400) que No Brasil, desde 1992, a Polícia Civil DO Distrito Federal, por meio de sua Polícia Técnica, passou a desenvolver esforços no sentido de implementar a pesquisa de DNA forense, e implantar o seu próprio laboratório de análise de material genético, como subsídio à perícia criminal.anota-se que o caso pioneiro de aproveitamento do exame de DNA, na área processual penal, chegou aos nossos Tribunais em 1994, quando dois peritos criminais da Polícia Civil do Distrito Federal foram enviados aos Estados Unidos, a fim de realizar o exame de DNA. Nesse caso foi extraído material biológico relacionado a dois crimes perpetrados em Brasília. O resultado desse trabalho foi descrito nos laudos periciais e , do Instituto de Criminalística do Distrito Federal, referentes à ação penal 4.040/93, da 6ª Vara Criminal de Brasília (Processo 9672/93, do TJDF). Contudo, a ciência jurídica não evoluiu na mesma velocidade que a biomédica, devendo as leis já existentes ser interpretadas e adaptadas à realidade social em benefício da sociedade, mantendo os princípios constitucionais. 2.3 MATERIAL BIOLÓGICO PASSÍVEL DE ANÁLISE Uma ampla gama de materiais biológicos é admitida para análise do DNA, a exemplo de: pêlos, desde que com a raiz, pois, há uma concentração ideal de células necessárias para análise do perfil genético; esperma, encontrado no local do crime, nas

23 20 vestes ou na própria vítima, mesmo que misturado com diferentes fluídos, é passivel de análise; sangue, mesmo que em pequena quantidade; secreções diversas como urina, saliva; tecidos musculares, tecidos moles e fragmentos de ossos (FARAH, 2000) O DNA de um dado indivíduo é exatamente igual em qualquer célula do seu corpo. 2.4 CRIMES IDENTIFICÁVEIS PELA PERÍCIA DO DNA Através da perícia pelo exame de DNA, é possível a identificação de vários crimes contra a pessoa, facilitando nas investigações e elucidação do mesmo, conforme passo a expor (FARAH, 2000): a. Na identificação de achados de restos mortais, e cadáveres, de crimes em que há tempos ocorreu; b. Na identificação de crianças desaparecidas, pelo crime de tráfico de crianças; c. Na identificação para constatar vínculo genético nos casos de gravidez resultante de conjunção carnal, mediante violência, estupro; d. Na identificação de material biológico encontrado na cena do crime, bem como do instrumento lesivo utilizado para a materialidade do crime.

24 21 CAPÍTULO III 3.1 EFICÁCIA TÉCNICA A matéria de manipulação genética é prevista no art. 225, 1º, incisos II e V da CF/1988, que assim especifica: 1º- Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: II- preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação do material genético. V- Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente (Constituição Federal de 1988) (apud TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p.78-79). Salienta a Lei nº /2005, que estabelece normas para o uso das técnicas de Engenharia Genética, regulando todos os procedimentos laboratoriais que manipulem material genético, o DNA: Art. 1 o Esta Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados OGM e seus derivados, tendo como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana, animal e vegetal, e a observância do princípio da precaução para a proteção do meio ambiente (TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p.1814). Acerca do controle de eficácia dos laboratórios, assim dispõe Zulmar Vieira Coutinho (2006, p ):

25 22 O controle de qualidade utilizado pelos laboratórios, além dos cuidados de identificação das partes envolvidas na investigação e na identificação dos frascos contendo sangue, através de códigos para preservar a privacidade, os laboratórios de maneira geral realizam os seguintes procedimentos: a) Realização das etapas do exame por equipes técnicas diferentes em dias alternados. Previamente, confere-se o sexo das amostras a serem realizadas, podendo-se evitar erros grosseiros como a troca de frascos. b) Análise dos resultados pelo perito responsável pelo laudo, somente com os códigos, não sabendo, assim, o nome das pessoas envolvidas. c) Participação em programas de controle de qualidade interno e externo. Periodicamente, os laboratórios recebem materiais desconhecidos, de um laboratório de referência internacional, para realização do exame de DNA. Os resultados são remetidos de volta para o laboratório fonecedor do material e este confere com os dados já conhecidos. A confiabilidade e a segurança dos resultados obtidos devem ser asseguradas, também, pelo Decreto nº /1995, que dá competência à CTNBio-Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Conforme previsto em seu Art. 2º, compete à CTNBio: IV - propor o Código de Ética de Manipulações Genéticas (BRASIL, 2011). 3.2 VALIDADE DA COLHEITA COMPULSÓRIA Este é um dos aspectos mais polêmicos do tema, pois envolve a questão de saber se é possível ou não obrigar alguém a se submeter ao exame de DNA, já que esta ação envolve bens jurídicos, como integridade física, e o direito de não produzir prova contra si mesmo, entre outros. Independente da existência, até o presente momento, de lei específica disciplinando a matéria, o certo é que a realização do exame pericial de DNA é admitida em processos penais, nos casos em que deixados vestígios no local do crime. Entretanto, o exame de DNA ainda não se tornou um método rotineiro de produção de prova pericial destinado à elucidação de crimes em decorrência de uma

26 23 situação em que o réu ou investigado não quer se submeter voluntariamente ao exame de DNA. Mostrando-se totalmente pertinente, conforme o princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, garantias previstas na alínea g, do parágrafo 2º, do Art. 8º, do Pacto de São José da Costa Rica (BRASIL, 2011, p. 1): Artigo 8º - Garantias judiciais: Parágrafo 2º: Toda pessoa acusada de um delito tem direito a que se presuma sua inocência, enquanto não for legalmente comprovada sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias mínimas: g) direito de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem se confessar culpada (Convenção Americana de Direitos Humanos-1969). Também conforme previsto no Inciso LXIII, do art. 5º da CF/88: LXIII- o preso será informado de seus direitos, entre os quais de permanecer calado, sendo-lhe assegurada à assistência da família e de advogado (TOLEDO PINTO; WINDT; CÉSPEDES, 2011, p.12). Assim, quando as provas são deixadas no local do crime, o exame de DNA é realizado através dos seus vestígios, já que não há necessidade de intervenções no organismo humano. Todavia, quando dependem da colaboração do indiciado levantase a questão, pois se configura a necessidade de intervenções no organismo humano, as quais devem ser realizadas com o consentimento do acusado. Sustenta-se, porém, que o acusado não tem o dever de colaboração, sendo atribuído, portanto, à acusação o dever de reunir e produzir provas. O tema, assim, determina diferentes posições doutrinárias, conforme exposto a seguir.

27 24 Comentam sobre o assunto Marco Antonio de Barros e Marcos Rafael P. Piscino (2008, p ), assinalando que: O direito de não produzir provas contra si mesmo não é absoluto, admitindo restrições no referido direito, em caráter excepcional, devendo ser analisado por lei, em conformidade com o imperativo do proporcionalmente justo e adequado ao caso concreto. É estabelecida a preservação de direitos quanto à liberdade, à honra, à intimidade e a vida privada do indivíduo contra o poder-dever estatal de buscar a verdade e de realizar a justiça, a aplicação do princípio da proporcionalidade tem cabimento nos casos em que o Estado-Juiz, representando a sociedade, é chamado a tutelar dois interesses relevantes e antagônicos, como o são a defesa de um direito constitucionalmente resguardado e a necessidade de perseguir e punir o criminoso. Assim, diante da impossibilidade de dar proteção a ambos, a solução deve consultar o interesse que preponderar para que assim seja preservado. Neste caso, em caráter excepcional, e desde que motivado e amparado por rigorosos critérios de adequação, necessidade e estrita proporcionalidade da medida, o julgador pode valer-se da aplicação do princípio da proporcionalidade com o objetivo de determinar que o indiciado ou réu seja intimado para submeter-se à realização do exame de DNA. Do mandado de intimação deverá constar expressamente a ressalva de que a sua recusa à determinação judicial induzirá a presunção juris tantum dos fatos alegada pertinentes à referida prova pericial. Em discordância, autores que se posicionam contrariamente sobre o assunto adotam a vertente de que o indivíduo tem o direito de não se autoincriminar, considerando, assim, as provas invasivas, igualmente como as provas obtidas por meio ilícito, conforme assevera Paulo Rangel (2010, p. 463): As provas invasivas, ou seja, aquelas intervenções corporais feitas no indivíduo, contra sua vontade, como instrumento de prova,tais como exame de DNA, exame de alcoolemia, trata-se de produção de prova ilícita (...) não se pode constranger o investigado e/ou acusado ao fornecimento desse tipo de prova, muito menos sua recusa ser considerada confissão tácita dos fatos. O direito de não se autoincriminar é garantia fundamental de um Estado Democrático de Direito. Consoante José Frederico Marques (2000, pg. 354), [...] São, também, inadmissíveis as provas denominadas científicas, que possam atingir a pessoa humana,

28 25 quer em sua integridade física, quer em sua integridade moral. dispõe: Ainda em relação a tal posicionamento, Guilherme de Souza Nucci assim Se o réu não tem o dever de se auto-incriminar, é lógico que não tem obrigação alguma de colaborar para a realização de prova pericial, cuja finalidade é prejudicá-lo. Assim não necessita fornecer sangue para exame de constatação de dosagem alcoólica [...] (NUCCI, 2008, p.411). O exame de DNA constitui-se numa das formas probantes mais seguras, e é essa a razão que impulsiona a sua utilização como meio de prova, visto que a almejada busca da verdade não permita que pairem dúvidas sobre as provas produzidas nos processos judiciais. 3.3 BENS JURÍDICOS ENVOLVIDOS O exame de DNA compulsório é criticado por considerar-se que lesa vários bens jurídicos, como a integridade física, privacidade, intimidade, dignidade da pessoa humana e o direito de não produzir provas contra si mesmo. Tratando-se de bens constitucionais, a questão central passa a ser a de averiguar a existência de inconstitucionalidade na Lei que venha a regulamentar a matéria O Direito de Privacidade A Constituição Brasileira de 1988 não prevê expressamente sobre um direito fundamental ao resguardo da privacidade sobre os dados genéticos. Porém, nesse sentido é possível interpretar a proteção constitucional geral à intimidade e à vida

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

12/08/2012 PROCESSO PENAL II PROCESSO PENAL II

12/08/2012 PROCESSO PENAL II PROCESSO PENAL II II 2ª -Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 II Acessem!!!!!! www.rubenscorreiajr.blogspot.com 2 1 O : É o conjunto de atos cronologicamente concatenados (procedimentos), submetido a princípios e regras

Leia mais

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL Carlos Antonio da Silva 1 Sandro Marcos Godoy 2 RESUMO: O Direito Penal é considerado o ramo jurídico mais incisivo, uma vez que restringe um dos maiores bens do

Leia mais

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º PROCEDIMENTO DA AUTORIDADE POLICIAL DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS CONHECIMENTO DA NOTITIA CRIMINIS delegado deve agir de acordo comoart.6º e 7º do CPP, (não exaustivo

Leia mais

A PERÍCIA INDIRETA. Uma alternativa na regulação de benefícios em seguros de pessoas?

A PERÍCIA INDIRETA. Uma alternativa na regulação de benefícios em seguros de pessoas? A PERÍCIA INDIRETA. Uma alternativa na regulação de benefícios em seguros de pessoas? A consultoria médico-legal e as perícias em seguros de pessoas revestem-se de grande importância na regulação dos benefícios

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) Acrescenta inciso V ao art. 141 do Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL.

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. A PROVA FOI MUITO BEM ELABORADA EXIGINDO DO CANDIDATO UM CONHECIMENTO APURADO

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL PELO DNA

IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL PELO DNA IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL PELO DNA Antônio Alberto Machado, professor livre docente da Unesp/Franca-SP As técnicas de investigação e de prova criminal experimentaram uma verdadeira revolução com o desenvolvimento

Leia mais

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE PROMOTOR DE JUSTIÇA ASSESSOR DO CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CRIMINAL DO MINISTÉRIO PUBLICO

Leia mais

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA * Luis Fernando da Silva Arbêlaez Júnior ** Professora Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho Resumo A Constituição Federal

Leia mais

DIREITOS FUNDAMENTAIS. Exame - 16.06.2015. Turma: Dia. Responda, sucintamente, às seguintes questões:

DIREITOS FUNDAMENTAIS. Exame - 16.06.2015. Turma: Dia. Responda, sucintamente, às seguintes questões: DIREITOS FUNDAMENTAIS Exame - 16.06.2015 Turma: Dia I Responda, sucintamente, às seguintes questões: 1. Explicite o sentido, mas também as consequências práticas, em termos de densidade do controlo judicial,

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa Evandro Dias Joaquim* José Roberto Martins Segalla** 1 INTRODUÇÃO A interceptação de conversas telefônicas

Leia mais

MATERIAL DE APOIO. *segundo o STF o MP tem poder de investigação, ou seja, pode o MP investigar além da polícia.

MATERIAL DE APOIO. *segundo o STF o MP tem poder de investigação, ou seja, pode o MP investigar além da polícia. Escrivao P.F Nível Superior DISCIPLINA:D.Proc.Penal Professor: Guilherme Madeira Aula 01 MATERIAL DE APOIO Processo Penal Professor Madeira Dicas: -Apenas caderno e lei na reta final! -Fazer uma prova

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES PROJETO DE LEI Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei estabelece princípios,

Leia mais

PARECER APROVADO PELO PLENO DO CFESS EM 09/09/2010

PARECER APROVADO PELO PLENO DO CFESS EM 09/09/2010 ASSUNTO: Relação do Assistente Social com autoridades do Sistema Judiciário/ Determinações ou exigências emanadas, que não se coadunam com o Código de Ética do Assistente Social e com as normas previstas

Leia mais

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS Graciel Marques Tarão Assessor do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás 1. Introdução Inicialmente é preciso contextualizar o tema na Legislação Processual Penal. Dessa forma, o

Leia mais

Buscas e apreensões em escritórios dos advogados à luz do novo CPP Roberto Raposo Janeiro 2011 -o nível do desenvolvimento civilizacional -ser avaliado pelo grau de equilíbrio -poder dever punitivo do

Leia mais

ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DAS PERÍCAS ODONTOLÓGICAS

ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DAS PERÍCAS ODONTOLÓGICAS ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DAS PERÍCAS ODONTOLÓGICAS Prof. Dr. Eduardo Daruge Titular de Odontologia Legal e Deontologia da FOP-UNICAMP Prof. Medicina Legal da Faculdade de Direito da UNIMEP DEFINIÇÃO: PERÍCIAS

Leia mais

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO...

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO...19 DEDICATÓRIA...21 CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 23 1. Antecedentes históricos da função de advogado...23 2. O advogado na Constituição Federal...24 3. Lei de

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

37. Garantias do preso (Art. 104 GG)

37. Garantias do preso (Art. 104 GG) 37. Garantias do preso (Art. 104 GG) GRUNDGESETZ Art. 104 (Garantias do preso) 1 (1) A liberdade da pessoa só pode ser cerceada com base em uma lei formal e tão somente com a observância das formas nela

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde 254 Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde Luiz Eduardo de Castro Neves 1 Nos dias atuais, em que há cada vez mais interesse em bens de consumo, é, sem dúvida, nos momentos em que as pessoas se

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR DA RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS. Jean Charles de Oliveira Batista¹

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR DA RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS. Jean Charles de Oliveira Batista¹ DA RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS Jean Charles de Oliveira Batista¹ ¹ Bacharel do Curso de Direito. Faculdade Guanambi FG. Guanambi BA. INTRODUÇÃO O Processo Penal tem por finalidade solucionar um

Leia mais

SINDICÂNCIA PATRIMONIAL

SINDICÂNCIA PATRIMONIAL SINDICÂNCIA PATRIMONIAL A sindicância patrimonial, assim como os demais procedimentos investigativos, conforma um procedimento inquisitorial, sigiloso, não contraditório e não punitivo, que visa colher

Leia mais

Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12. Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa

Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12. Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12 Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa Sumário Jurisdição Competência Ação Partes, Ministério Público e Intervenção

Leia mais

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV Caso do Campo de Algodão: Direitos Humanos, Desenvolvimento, Violência e Gênero ANEXO I: DISPOSITIVOS RELEVANTES DOS INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA IX DIREITO PENAL II TEMA: MEDIDA DE SEGURANÇA E REABILITAÇÃO PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS MEDIDA DE SEGURANÇA 1. Conceito: sanção penal imposta pelo Estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade

Leia mais

Parecer 006/2015 CREFITO-4

Parecer 006/2015 CREFITO-4 Parecer 006/2015 CREFITO-4 ASSUNTO: Parecer do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região acerca do prontuário fisioterapêutico e/ou multidisciplinar do paciente e do direito

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador PAULO PAIM

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador PAULO PAIM PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 39, de 2007, do Senador Alvaro Dias, que Acrescenta o art. 879-A ao Decreto-Lei nº 5.452,

Leia mais

1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO ENTRE SEQUESTRO E ARRESTO:... 2. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS EM ESPÉCIE

1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO ENTRE SEQUESTRO E ARRESTO:... 2. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS EM ESPÉCIE 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Medidas Assecuratórias PONTO 2: Medidas Assecuratórias em Espécie PONTO 3: Sequestro PONTO 4: Arresto 1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO

Leia mais

PERÍCIA AMBIENTAL CONCEITOS

PERÍCIA AMBIENTAL CONCEITOS PERÍCIA AMBIENTAL CONCEITOS PERÍCIA Exame realizado por técnico, ou pessoa de comprovada aptidão e idoneidade profissional, para verificar e esclarecer um fato, ou estado ou a estimação da coisa que é

Leia mais

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO Sujeitos processuais são as pessoas que atuam no processo, ou seja, autor, réu e juiz, existem outros sujeitos processuais, que podem ou não integrar o processo,

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

AMPLA DEFESA EM CONFLITO COM O DIREITO COLETIVO À SEGURANÇA.

AMPLA DEFESA EM CONFLITO COM O DIREITO COLETIVO À SEGURANÇA. CONFLITO DE GARANTIAS FUNDAMENTAIS: GARANTIA INDIVIDUAL A AMPLA DEFESA EM CONFLITO COM O DIREITO COLETIVO À SEGURANÇA. Vitor Reis Salum Tavares. 1. Resumo: O presente artigo trata de tema muito recorrente

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br A responsabilidade administrativa no Direito Ambiental por Carolina Yassim Saddi * Uma data que merece reflexão foi comemorada no dia 5 de junho do corrente ano: Dia Mundial do Meio

Leia mais

NOTA TÉCNICA SEJUR nº 078/2014 (Aprovada em Reunião de Diretoria em 04/11/2014)

NOTA TÉCNICA SEJUR nº 078/2014 (Aprovada em Reunião de Diretoria em 04/11/2014) NOTA TÉCNICA SEJUR nº 078/2014 (Aprovada em Reunião de Diretoria em 04/11/2014) Referência: Expediente n.º 3896/2014 Origem: Câmaras Técnicas EMENTA: RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 460/13. EXAME TOXICOLÓGICO DE

Leia mais

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet 2 Não há lei brasileira que regule a atividade de navegação na internet ou traga disposições específicas e exclusivas sobre os dados que circulam

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2015.0000770986 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Mandado de Segurança nº 2097361-61.2015.8.26.0000, da Comarca de, em que é impetrante GABRIELA DA SILVA PINTO, é impetrado

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 Dispõe sobre as atribuições da Coordenação de Atendimento ao Preso Provisório da Defensoria Pública da Capital e dá outras providências.

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECLAMAÇÃO 15.309 SÃO PAULO RELATORA RECLTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECLDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROSA WEBER :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO

Leia mais

MATERIAL DE AULA DOS DOCUMENTOS. Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo.

MATERIAL DE AULA DOS DOCUMENTOS. Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Documentos, Indícios e Busca e Apreensão. II) Legislação correlata DOS DOCUMENTOS Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em

Leia mais

TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 155. No juízo penal, somente quanto ao estado das pessoas, serão observadas as restrições à prova estabelecidas na lei civil. Art. 156. A prova da

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

A PRISÃO DO DIREITO PENAL. Aurélio Wander Bastos

A PRISÃO DO DIREITO PENAL. Aurélio Wander Bastos A PRISÃO DO DIREITO PENAL Aurélio Wander Bastos O moderno Direito Penal Brasileiro tem evoluído em três grandes linhas teóricas: a do Direito Penal Comum, que trata principalmente da criminalidade comum;

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 (Dos Srs. Paulo Teixeira, Fábio Trad, Delegado Protógenes e Miro Teixeira)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 (Dos Srs. Paulo Teixeira, Fábio Trad, Delegado Protógenes e Miro Teixeira) PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 (Dos Srs. Paulo Teixeira, Fábio Trad, Delegado Protógenes e Miro Teixeira) Altera os arts. 161, 162, 164, 165, 169 e 292 do Decreto-Lei n o 3.689, de 3 de outubro de 1941- Código

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV AULA DIA 25/05/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com DIREITO PROCESSUAL PENAL IV Procedimento Sumaríssimo (Lei 9.099/95) - Estabelece a possibilidade de conciliação civil,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br As Medidas de Segurança (Inconstitucionais?) e o dever de amparar do Estado Eduardo Baqueiro Rios* Antes mais nada são necessárias breves considerações acerca de pena e das medidas

Leia mais

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos.

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos. Consultas à Defesa Anualmente, o Departamento de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina (APM) realiza cerca de mil atendimentos, esclarecendo dúvidas sobre uma série de assuntos e garantindo

Leia mais

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL Kiyoshi Harada * O debate em torno da quebra do sigilo bancário voltou à baila após a manifestação do Procurador-Geral do Banco Central no sentido de que as

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Determinado partido político, que possui dois deputados federais e dois senadores em seus quadros, preocupado com a efetiva regulamentação das normas constitucionais,

Leia mais

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE PARECER Nº, DE 2010 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 37, de 2010, da Senadora Lúcia Vânia, que altera o art. 10 do Código de

Leia mais

EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR. Por Cid Sabelli 1

EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR. Por Cid Sabelli 1 EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR Por Cid Sabelli 1 INTRODUÇÃO Fato tormentoso na vida do cidadão diz respeito às informações lançadas em sua folha de antecedentes

Leia mais

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010.

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010. 1/7 CONSIDERANDO a Lei de Execução Penal 7.210/1984, a partir da redação em vigor dada pela Lei 10.792/2003, especificamente no que diz respeito ao Exame Criminológico; CONSIDERANDO a Súmula Vinculante

Leia mais

CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito

CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito Efeito suspensivo O RESE, como regra, não tem efeito suspensivo. Terá, apenas, quando a lei prever. O art. 584 do CPP 1 prevê 05 hipóteses

Leia mais

PARECER CREMEB N 21/09 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/06/2009)

PARECER CREMEB N 21/09 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/06/2009) PARECER CREMEB N 21/09 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/06/2009) EXPEDIENTE CONSULTA 91787/02 ASSUNTO: Fornecimento de resultados de exames complementares de trabalhadores ao Sistema Público de Saúde

Leia mais

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA Nos primórdios da sociedade romana, surgiu o instituto da arbitragem como forma de resolver conflitos oriundos da convivência em comunidade, como função pacificadora

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIREITO PENAL - PDF Duração: 09 semanas 01 aula por semana. Início: 04 de agosto Término: 06 de outubro Professor: JULIO MARQUETI PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIA 04/08 - Aula 01 Aplicação da Lei Penal no tempo.

Leia mais

Direito Processual Penal - Inquérito Policial

Direito Processual Penal - Inquérito Policial Direito Processual Penal - Inquérito Policial O inquérito policial é um procedimento administrativo préprocessual, de caráter facultativo, destinado a apurar infrações penais e sua respectiva autoria.

Leia mais

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal 202 O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras, enfatizando a importância das alterações

Leia mais

ASPCETOS POLÊMICOS DA PROVA EMPRESTADA NO PROCESSO DO TRABALHO

ASPCETOS POLÊMICOS DA PROVA EMPRESTADA NO PROCESSO DO TRABALHO ASPCETOS POLÊMICOS DA PROVA EMPRESTADA NO PROCESSO DO TRABALHO Mauro Schiavi 1 DA PROVA Francisco Carnelutti 2 define prova como demonstração da verdade de um fato dada com os meios legais (por legítimos

Leia mais

QUESTÕES E PROCESSOS PARTE II

QUESTÕES E PROCESSOS PARTE II QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES PARTE II INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS: ART. 112 CPP- DUAS HIPÓTESES: ABSTENÇÃO: ARGUIÇÃO PELA PARTE: PROCESSO ESTABELECIDO PARA EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. ART. 252 E 253

Leia mais

Código Internacional de Ética CÓDIGO INTERNACIONAL DE ÉTICA ORIENTA CONDUTA DE MÉDICOS DO TRABALHO

Código Internacional de Ética CÓDIGO INTERNACIONAL DE ÉTICA ORIENTA CONDUTA DE MÉDICOS DO TRABALHO Código Internacional de Ética CÓDIGO INTERNACIONAL DE ÉTICA ORIENTA CONDUTA DE MÉDICOS DO TRABALHO Após discussões que duraram mais de cinco anos, foi aprovado no âmbito da Comissão Internacional de Saúde

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Aspectos civis do seqüestro de menores Roberta de Albuquerque Nóbrega * A Regulamentação Brasileira De acordo com a Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), em seu artigo 7º, o

Leia mais

RELAÇÕES DE CONSUMO FRENTE AOS ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS. Leonardo Ayres Canton Bacharel em Direito

RELAÇÕES DE CONSUMO FRENTE AOS ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS. Leonardo Ayres Canton Bacharel em Direito RELAÇÕES DE CONSUMO FRENTE AOS ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS Leonardo Ayres Canton Bacharel em Direito INTRODUÇÃO A primeira norma a tratar sobre as atividades envolvendo organismos geneticamente

Leia mais

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996.

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Interceptação Telefônica. II) Legislação correlata LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 5 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000429851 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Mandado de Segurança nº 0226204-83.2012.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é impetrante EDEMAR CID FERREIRA,

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº de de 2015.

PROJETO DE LEI Nº de de 2015. PROJETO DE LEI Nº de de 2015. INSTITUI A POLÍTICA ESTADUAL PARA O SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES DE VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO NO ESTADO DE GOIÁS, DENOMINADO OBSERVATÓRIO ESTADUAL DA VIOLÊNCIA CONTRA O

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

Projeto de Lei do Senado nº., de 2007. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Projeto de Lei do Senado nº., de 2007. O CONGRESSO NACIONAL decreta: 1 Projeto de Lei do Senado nº., de 2007 Dispõe sobre a obrigatoriedade de patrocínio, pela União, de traslado de corpo de brasileiro de família hipossuficiente falecido no exterior. O CONGRESSO NACIONAL

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. PROCEDIMENTO PADRÃO PERÍCIA AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO BRASIL: Perícia Ambiental É um procedimento utilizado como meio de prova; Fornecimento de subsídios

Leia mais

Recursos Disciplinares: é possível a interposição por defensor dativo?

Recursos Disciplinares: é possível a interposição por defensor dativo? Recursos Disciplinares: é possível a interposição por defensor dativo? Viviane Cuenca de Oliveira Assis* I. APRESENTAÇÃO: Este trabalho tem por objetivo identificar até em que fase do processo, ou procedimento,

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014. Prof. Darlan Barroso. FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP

Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014. Prof. Darlan Barroso. FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014 Prof. Darlan Barroso FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP Orientações de interposição do recurso O candidato poderá apresentar

Leia mais

PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro. Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013

PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro. Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013 PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013 Esse pequeno ensaio tem por objetivo elaborar um estudo a respeito

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

PARECERES Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados

PARECERES Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados CONSULTA N.º 52/2008 Artigo 91º do Estatuto da Ordem dos Advogados QUESTÃO A Senhora Dra.... vem solicitar que o emita parecer sobre uma questão relacionada com o âmbito de aplicação do dever consagrado

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALDEMIR MOKA I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALDEMIR MOKA I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 44, de 2012 (Projeto de Lei nº 4.097, de 2004, na Casa de origem), do Deputado Zenaldo Coutinho,

Leia mais

PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL

PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL 17ª Sessão DOS PRINCÍPIOS DA PROVA EM PROCESSO CIVIL Carla de Sousa Advogada 1º Curso de Estágio 2011 1 PROVA? FUNÇÃO DA PROVA: Demonstrar a realidade dos factos (artigo 341.º

Leia mais

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 Sumário Prefácio... 11 Apresentação dos autores... 13 Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 1. Para entender a lei... 26 2. Aspectos gerais... 28 2.1 Fundamento constitucional... 28 2.2 A Lei dos

Leia mais

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL AÇÃO PENAL PÚBLICA tem início através de uma peça que se chama denúncia. Essa é a petição inicial dos crimes

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Intervenção do M. P. na investigação de paternidade, após a lei 8.560/92 Rodrigo Pacheco Marques* Nos termos do artigo 82, I, do Código de Processo Civil, é obrigatória a intervenção

Leia mais

REGULAMENTO DISCIPLINAR CAPÍTULO I. Artigo 1º Âmbito de aplicação

REGULAMENTO DISCIPLINAR CAPÍTULO I. Artigo 1º Âmbito de aplicação REGULAMENTO DISCIPLINAR CAPÍTULO I PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Artigo 1º Âmbito de aplicação 1. O presente Regulamento Disciplinar é aplicável aos estudantes do ISAL - Instituto Superior de Administração e

Leia mais

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009)

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) Consulta nº 159.756/08 Assuntos: - Filmagem em interior de UTI. - Legalidade de contratação de médicos plantonistas como pessoa jurídica.

Leia mais

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça.

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Penal / Aula 11 Professor: Elisa Pittaro Conteúdo: Foro por Prerrogativa de Função; Conexão e Continência. 3.5 Foro por Prerrogativa de Função: b) Juízes

Leia mais

PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA

PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA Renata Martins Sena Advogada Pós-graduada em Direito Constitucional As inúmeras mudanças sociais ocorridas nos últimos tempos têm refletido sobremaneira

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL Gustavo de Oliveira Santos Estudante do 7º período do curso de Direito do CCJS-UFCG. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4207706822648428 Desde que o Estado apossou-se

Leia mais

A cremação e suas implicações jurídicas:

A cremação e suas implicações jurídicas: A cremação e suas implicações jurídicas: 1.Introdução e considerações iniciais Tendo em vista a crescente procura pelo serviço de cremação no município do Rio de Janeiro e em todo o Brasil, e o grande

Leia mais

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados São Paulo, 17 de maio de 2012 I. Apresentação II. Legislação Federal Básica III. Responsabilidade Ambiental

Leia mais

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011.

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. Jorge Assaf Maluly Procurador de Justiça Pedro Henrique Demercian Procurador de Justiça em São Paulo.

Leia mais

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS COMO É HOJE VERSÃO DO PL ANTERIOR SUBSTITUTIVO APRESENTADO em 22 de setembro de 2015 Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes

Leia mais

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO José Afonso da Silva 1. A controvérsia 1. A condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470, de alguns deputados federais tem suscitado dúvidas relativamente

Leia mais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais O Supremo Tribunal Federal possui o poder de decidir sobre a constitucionalidade das normas jurídicas que foram aprovadas antes da entrada

Leia mais

INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA - ITA Divisão de Ciências Fundamentais PLANO DE CURSO

INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA - ITA Divisão de Ciências Fundamentais PLANO DE CURSO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA - ITA Divisão de Ciências Fundamentais NOME DA DISCIPLINA: NOÇÕES DE DIREITO (HUM-20) 3º Ano dos Cursos Profissionais de: Engenharia Aeronáutica (AER) Engenharia Civil-Aeronáutica

Leia mais