Trabalhando a ansiedade do paciente

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1 Trabalhando a ansiedade do paciente Juliana Ono Tonaki Psicóloga Hospitalar

2 Título SOFRIMENTO... principal Sofrimento humano como condição à todos; Cada um sente à sua forma e intensidade; Manifestação através da fala, sonhos, corpo; Percepção da finitude. ansiedade ao câncer. Rev SBPH; 2008:11)

3 Título SOFRIMENTO... principal Para Freud (1920), o sofrimento é o estado de expectativa diante do perigo e da preparação para ele, ainda que seja um perigo desconhecido; ou medo quando ele é conhecido; ou susto quando o sujeito topa com um perigo sem estar preparado para enfrentá-lo. ansiedade ao câncer. Rev SBPH; 2008:11)

4 O adoecer oncológico SOFRIMENTO Essa negação de forma constrita cerceia toda e qualquer tentativa de compreensão das implicações da morte no cotidiano das pessoas (Angerami-Camon 2002) CÂNCER A doença e o tratamento representam uma marca, um acréscimo na vida de cada pessoa. O ser humano não está preparado para muitos desses acréscimos, as doenças ditas incuráveis fazem uma trajetória de forma dolorosa. FINITUDE A morte em si está ligada à uma ação má, a um acontecimento medonho, a algo que em si clama por recompensa ou castigo (Kubler-Ross,2001). ansiedade ao câncer. Rev SBPH; 2008:11)

5 O adoecer oncológico Experiências psicológicas Estigma Sofrimento físico Câncer Vasconcelos,AS, Costa C, Barbosa NF. Do transtorno de ansiedade ao câncer. Rev SBPH; 2008:11

6 O adoecer oncológico Realistas Limitações impostas pela doença/tratamento Sofrimento emocional: pensamentos negativos Distorcidos Medo da morte Idéias auto referenciadas, auto depreciadoras à incapacidade de enfrentamento da vida e o fracasso enquanto pessoas Depressão e Ansiedade (Lopes RFF, Santos MR, Lopes EJ. Efeitos do Relaxamento sobre a ansiedade e desesperança em mulheres com câncer. Rev Bras Terapia. Comportamental e Cognitiva, 2008; 10)

7 O adoecer oncológico Esse adoecimento que influencia na atividade mental, física e emocional, tende a amparar o sintoma da ansiedade como forma de descarga de energia de constantes inquietações. ansiedadeaocâncer.rev SBPH;2008:11)

8 Título Ansiedade principal Ansiedade como componente da personalidade anterior ao processo de adoecer após intensifica; Diagnostic and Statical Manual of Mental Disorders DSM IV (1994): Ansiedade Patológica: Provocada por uma situação subjetiva de medo, insegurança, terror ou até mesmo, emoção desagradável, repercutindo tanto em manifestações corporais voluntárias e involuntárias, quanto em alterações biológicas e químicas. Ansiedade passou a ser motivo da nossa existência e não da nossa sobrevivência. ansiedadeaocâncer.rev SBPH;2008:11)

9 Título Ansiedade principal Pelo DSM-IV(1994), ansiedade patológica passa a ser classificada como distúrbios de ansiedade (ansiedade generalizada, pânico e distúrbio obsessivo-compulsivo), fobia(agorafobia, social e simples), distúrbios de estresse pós-traumático e distúrbio de ansiedade típica. ansiedadeaocâncer.rev SBPH;2008:11)

10 Título Ansiedade principal Condição do Homem Moderno (Brandão), cotidiano agitado, competitivo e consumista. Ao ser considerada a necessidade fisiológica de nos adaptarmos às diversas circunstâncias através da ansiedade, falamos em ansiedade normal. Uma reação normal. Ex febre. ansiedade ao câncer. Rev SBPH; 2008:11)

11 Ansiedade x Medo Ansiedade Sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças. Resposta a uma ameaça desconhecida, vaga, possui papel de preparar o organismo para tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas conseqüências. ansiedade ao câncer. Rev SBPH; 2008:11)

12 Ansiedade x Medo Medo Resposta imediata a uma ameaça conhecida, definida. Portanto, a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto preservação. A tensão oriunda da ansiedade pode gerar comportamento agressivo e isso não quer dizer que seja patológica. ansiedade ao câncer. Rev SBPH; 2008:11)

13 Normal x Patológico Ansiedade Normal Acompanha o crescimento, mudança, experiência de algo novo e nunca tentado, e do encontro da nossa própria identidade e do significado da vida. Ansiedade patológica Excessiva intensidade e prolongada duração à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, ela atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação. ansiedadeaocâncer.rev SBPH;2008:11)

14 Título O que fazer? principal Psicologia; Psiquiatria - psicofármacos; Encaminhamento rede, particular, ONGs, clínicas escola; Solicitação de Serviço de Saúde Mental; ansiedadeaocâncer.rev SBPH;2008:11)

15 Título Psicologia principal Avaliação psicológica; Formas de Intervenção: - relaxamento; - suporte psicológico; - psicoterapia;.

16 Reações psicológicas durante a radioterapia Estágios do tratamento I. Pré tratamento primeiras consultas com radioterapêuta Reações Psicológicas Possíveis Causas Intervenções Aumento da ansiedade; Medos; Insegurança; Raiva. Crenças irracionais sobre a radioterapia; dúvidas relativas ao tratamento; experiências anteriores traumáticas relacionadas ao câncer; Falta de informação. aumentar a habilidade de reconhecer as reações mais comuns; incentivar a comunicação; proporcionar suporte emocional e informativo; visita a RDT; encaminhamento multi. II. Tratamento (aprox.4 a 6 semanas) diminuição da ansiedade; aumento da depressão; aumento da raiva; efeitos colaterais; fantasias; falta de esclarecimento sobre possíveis efeitos. suporte educativo; encaminhamento ao psicólogo ou outro profissional adequado. III. Conclusão do tratamento persistem a depressão e a raiva; aumento da ansiedade; persistência e intensidade dos efeitos colaterais; medo da perda damonitoração médica; aumento da vulnerabilidade quanto à doença; medo da recidiva. suporte e apoio psicológico; se necessário encaminhamento para psiquiatria; followup. (Garcia I, Kosminsky F C. Radioterapia em Oncologia - Aspectos Psicossociais do paciente em radioterapia)

17 Título Como fazer? principal Vale destacar que a história de vida de cada pessoa, suas experiências passadas, educação, sexo, idade, personalidade, repercutem de forma positiva ou negativa para o enfrentamento de um sintoma, por isso, alguns indivíduos enfrentam melhor determinada situação que outros. Todopacienteestáembuscadealgoquandosepropõeatratar, nosrestarespeitaralutaqueeletravacomaformadevidaque se apresenta à ele neste momento.

18 Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como. (Nietzche) OBRIGADA!

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