Fundamentos da Língua Portuguesa I

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1 1 º período LETRAS INGLÊS Fundamentos da Língua Portuguesa I Érica Karine Ramos Queiroz Nely Rachel Veloso Laugton Pollyanne Bicalho Ribeiro Sandra Ramos de Oliveira Waneuza Soares Eulálio

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3 Érica Karine Ramos Queiroz Nely Rachel Veloso Lauton Pollyanne Bicalho Ribeiro Sandra Ramos de Oliveira Waneuza Soares Eulálio 2ª edição atualizada por Waneuza Soares Eulálio Fundamentos da Língua Portuguesa i 2ª EDIÇÃO Montes Claros/MG

4 Copyright : Universidade Estadual de Montes Claros UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES REITOR João dos Reis Canela VICE-REITORA Maria Ivete Soares de Almeida DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÕES Humberto Velloso Reis EDITORA UNIMONTES Conselho Editorial Prof. Silvio Guimarães Medicina. Unimontes. Prof. Hercílio Mertelli Odontologia. Unimontes. Prof. Humberto Guido Filosofia. UFU. Profª Maria Geralda Almeida. UFG Prof. Luis Jobim UERJ. Prof. Manuel Sarmento Minho Portugal. Prof. Fernando Verdú Pascoal. Valencia Espanha. Prof. Antônio Alvimar Souza - Unimontes Prof. Fernando Lolas Stepke. Univ. Chile. Prof. José Geraldo de Freitas Drumond Unimontes. Profª Rita de Cássia Silva Dionísio. Letras Unimontes. Profª Maisa Tavares de Souza Leite. Enfermagem Unimontes. Profª Siomara A. Silva Educação Física. UFOP. REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA Carla Roselma Athayde Moraes Maria Cristina Ruas de Abreu Maia Waneuza Soares Eulálio REVISÃO TÉCNICA Gisléia de Cássia Oliveira Karen Torres C. Lafetá de Almeida Viviane Margareth Chaves Pereira Reis DESIGN EDITORIAL E CONTROLE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO Andréia Santos Dias Camilla Maria Silva Rodrigues Fernando Guilherme Veloso Queiroz Magda Lima de Oliveira Sanzio Mendonça Henriiques Sônia Maria Oliveira Wendell Brito Mineiro Zilmar Santos Cardoso Catalogação: Biblioteca Central Professor Antônio Jorge - Unimontes Ficha Catalográfica: 2013 Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. EDITORA UNIMONTES Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro s/n - Vila Mauricéia - Montes Claros (MG) Caixa Postal: CEP: Correio eletrônico: - Telefone: (38)

5 Ministro da Educação Aloizio Mercadante Oliva Presidente Geral da CAPES Jorge Almeida Guimarães Diretor de Educação a Distância da CAPES João Carlos Teatini de Souza Clímaco Governador do Estado de Minas Gerais Antônio Augusto Junho Anastasia Vice-Governador do Estado de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho Júnior Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Nárcio Rodrigues Reitor da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes João dos Reis Canela Vice-Reitora da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes Maria ivete Soares de Almeida Pró-Reitor de Ensino/Unimontes João Felício Rodrigues Neto Diretor do Centro de Educação a Distância/Unimontes Jânio Marques dias Coordenadora da UAB/Unimontes Maria Ângela Lopes dumont Macedo Coordenadora Adjunta da UAB/Unimontes Betânia Maria Araújo Passos Diretora do Centro de Ciências Biológicas da Saúde - CCBS/ Unimontes Maria das Mercês Borem Correa Machado Diretor do Centro de Ciências Humanas - CCH/Unimontes Antônio Wagner Veloso Rocha Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas - CCSA/Unimontes Paulo Cesar Mendes Barbosa Chefe do Departamento de Comunicação e Letras/Unimontes Sandra Ramos de Oliveira Chefe do Departamento de Educação/Unimontes Andréa Lafetá de Melo Franco Chefe do Departamento de Educação Física/Unimontes Rogério Othon Teixeira Alves Chefe do Departamento de Filosofia/Unimontes Angela Cristina Borges Chefe do Departamento de Geociências/Unimontes Antônio Maurílio Alencar Feitosa Chefe do Departamento de História/Unimontes donizette Lima do Nascimento Chefe do Departamento de Política e Ciências Sociais/Unimontes isabel Cristina Barbosa de Brito

6 Autoras Érica Karine Ramos Queiroz Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas Unicamp, especialista em Educação e graduada em Letras pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente é coordenadora de Pesquisa do ISEMOC-CRECIH/SOEBRAS e professora do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes. Nely Rachel Veloso Lauton Especialista em Redação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais PUC/Minas, graduada em Língua e Literatura Francesa pela Associação de Cultura Franco-brasileira e graduada em Letras pela Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes. Pollyanne Bicalho Ribeiro Doutorado em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais PUC/ Minas, mestre em Educação, Administração e Comunicação pela Universidade São Marcos, graduada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais UFMG e graduada em Direito pelo Centro Universitário Fumec. Atualmente é consultora da Consultoria Técnica Educacional e professora da Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes e da Faculdade da Cidade de Santa Luzia. Sandra Ramos de Oliveira Especialista em Linguística Aplicada ao Ensino de Português pela Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes. Atualmente é professora assistente na Unimontes e professora assistente no Instituto Superior de Educação - Isemoc. Waneuza Soares Eulálio Especialista em Linguística Aplicada ao Ensino da Língua Materna pelas Faculdades Unidas do Norte de Minas Funorte, especialista em Alfabetização pela Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes e graduada em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente é professora da Unimontes e tutora a distância da Universidade Aberta do Brasil UAB. É revisora da Revista Fronteiras do Sertão do Departamento de História.

7 Sumário Apresentação...9 Unidade Linguagem, língua, fala e gramática Introdução Linguagem, língua, fala, gramática: conceitos básicos O processo de comunicação Funções da linguagem Variações linguísticas Níveis de linguagem Linguagem oral e linguagem escrita...26 Referências Unidade Leitura Introdução Caracterização Processos de leitura Fatores intervenientes no ato de ler...35 Referências Unidade Texto e textualidade Introdução O que é texto? Fatores de textualidade Produção de texto Tipologia e gêneros textuais...43 Referências Resumo...47 Referências básicas, complementares e suplementares...49 Atividades de aprendizagem - AA...51

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9 Letras Inglês - Fundamentos da Língua Portuguesa I Apresentação Prezado acadêmico, A disciplina Fundamentos da Língua Portuguesa I integra a grade curricular do 1º período do Curso de Licenciatura Letras/Espanhol, com 45 horas-aula. É sobre essa disciplina que vamos falar, inicialmente, pois é necessário que você compreenda a importância do conteúdo a ser estudado para tornar sua participação prazerosa e eficaz. O Michaelis: moderno dicionário da Língua Portuguesa registra os sinônimos sustentáculo, base, alicerce para o substantivo fundamento. Ora, estudar, então, Fundamentos da Língua Portuguesa I significa rever noções básicas de nossa língua materna, discutir e resgatar algumas regras, conceitos e definições que a sustentam. Além disso, o conhecimento da base de uma língua, de seu alicerce torna seu usuário mais competente, mais criativo no trato com as palavras; mais seguro e questionador no desempenho de suas atividades cotidianas e no convívio com seus pares. Compreender os fundamentos da língua e não apenas conhecê-los possibilita ao falante o desenvolvimento de diferentes habilidades, como: reconhecer informações, elaborar hipóteses, inferir, relacionar conceitos e fatos, desenvolver reflexões mais abrangentes, argumentar e defender ideias e, principalmente, possibilita-lhe ser um autor/leitor mais completo e consciente do uso das palavras. Na disciplina Fundamentos da Língua Portuguesa I, vamos ajudá-lo a compreender o funcionamento da Língua Portuguesa nos seguintes aspectos: 1. Leitura: caracterização, processos, modos de leitura e fatores intervenientes no ato de ler ; 2. Concepções de língua, linguagem, fala, gramática e variedades linguísticas; 3. O processo de comunicação; 4. Funções da linguagem; 5. Texto e fatores de textualidade; 6. Tipos e gêneros textuais; 7. Produção textual. Nossa intenção é ressaltar que o estudo da língua/linguagem é extremamente importante, pois é por meio da linguagem que interagimos com os outros, informando ou sendo informados, esclarecendo ou justificando nossas opiniões, modificando o ponto de vista de nossos interlocutores ou sendo modificados pelo ponto de vista deles. É pela linguagem que expressamos nossas certezas, nossas angústias, alegrias, tristezas, nossos conhecimentos e opiniões. É a linguagem que nos distingue e nos faz capazes de ver a vida com novos olhares, principalmente nesta nossa época de globalização, de quebra de tabus e preconceitos e de, sobretudo, estabelecimento de novos valores. O avanço tecnológico deste milênio reflete uma renovada estrutura social em que várias linguagens verbais, não verbais se entrecruzam, se misturam, se completam e se modificam sem cessar. Assim sendo, o conhecimento sobre o funcionamento da língua não deve ser algo mecânico e passivo. Pelo contrário, deve-se cruzar esse conhecimento com as várias possibilidades de linguagens do mundo atual: cinema, fotografia, pintura, charges, quadrinhos, informática, música, etc., percebendo suas intenções comunicativas, contrastes e afinidades, desvelando os entreditos, as mensagens e ideologias subjacentes, enfim, estabelecendo todas as possíveis interlocuções. Pretendemos, pois, que você alcance os seguintes objetivos: Refletir sobre os fundamentos da Língua Portuguesa, percebendo-os como processo dinâmico de interação social, isto é, como forma de realizar ações, de agir e atuar sobre o outro por meio da linguagem; Melhorar a gramática de uso, substituindo incorreções e inadequações por normas da língua padrão; Elaborar textos adequados ao interlocutor e à situação comunicativa; Ser leitor crítico e reflexivo. Neste primeiro período, nossa disciplina está dividida em três unidades. A primeira unidade 9

10 UAB/Unimontes - 1º Período abordará linguagem, língua, fala e gramática, processos comunicativos, funções da linguagem, variações linguísticas, níveis de fala, linguagem oral e linguagem escrita. A segunda unidade abordará a leitura, bem como os processos de leitura e os fatores intervenientes no ato de ler. Na terceira unidade, trabalharemos com Texto e Textualidade, com as noções de texto, os fatores de textualidade, produção de texto, tipologia e gêneros textuais. Esperamos de você uma participação ativa, engajada e proveitosa para desenvolver suas potencialidades e realizar, com o devido mérito, seus estudos de graduação que lhe permitirão vencer barreiras intelectuais, profissionais e sociais. De nossa parte, desejamos-lhe sucesso e estamos juntos neste desafio, torcendo por você e a seu dispor. Seja bem-vindo aos estudos dos Fundamentos da Língua Portuguesa I. Um abraço, As autoras. 10

11 Letras Inglês - Fundamentos da Língua Portuguesa I Unidade 1 Linguagem, língua, fala e gramática 1.1 Introdução Esta é a primeira unidade da disciplina Fundamentos da Língua Portuguesa I e esperamos que você a inicie com muita vontade de ampliar os seus conhecimentos sobre a língua portuguesa. Então, vamos lá! O principal objetivo aqui é que você reflita sobre a importância da linguagem para a comunicação humana e conheça os principais elementos que constituem o processo comunicativo. Ao ler o texto, temos a certeza de que você aprenderá os conceitos fundamentais de linguagem, língua, fala e de gramática, percebendo a relevância desses aspectos linguísticos para que o processo comunicativo aconteça de maneira eficiente. Nesta unidade, vamos estudar também as funções da linguagem que nos permitirão compreender como o emissor e o receptor se relacionam linguisticamente através de um canal que permite a interpretação de uma mensagem. Outro assunto de extrema relevância nesta unidade é a variação linguística. Há muito tempo, na escola, só se atribuía à língua as características de certo ou de errado. Hoje, com o conhecimento das diversas formas de se falar, já se considera também o diferente, ou seja, há usos da língua que são errados (aqueles que não estão de acordo com a organização que a língua nos possibilita), mas há também usos que, apesar de não estarem de acordo com essa organização, são apenas diferentes, não constituem erro. Bem, de acordo com o que propomos aqui, esta primeira unidade abordará os conceitos básicos de Linguagem, Língua, Fala e Gramática e terá as seguintes subunidades: 1.2 Conceitos básicos 1.3 O Processo de Comunicação 1.4 Funções da linguagem 1.5 Variação linguística 1.6 Níveis de fala 1.7 Linguagem oral e linguagem escrita É importante que você tenha sempre à mão um bom dicionário e que não se esqueça de que as atividades sugeridas, os glossários que complementam o texto e os pontos de reflexão apresentados são essenciais para que você compreenda satisfatoriamente o texto. Mãos à obra! Vamos começar a leitura. 1.2 Linguagem, língua, fala, gramática: conceitos básicos De acordo com Petter (2005), o interesse pela linguagem é antigo e remonta ao séc. IV a.c., quando os hindus estudaram sua língua com o objetivo de evitar que os textos sagrados, reunidos no Veda, sofressem modificações ao serem falados. Atualmente, a linguística moderna define a linguagem como manifestação de algo mais específico: a língua. A linguagem pertence ao domínio individual, porque é propriedade GLOSSÁRIO Hindu: natural ou habitante da Índia. Veda: conjunto de textos sagrados da tradição religiosa e filosófica da Índia. a.c: antes de Cristo. Línguas naturais (Inglês, Português, Russo, Italiano, Chinês, etc.): são sistemas de signos linguísticos. Os signos linguísticos são os elementos de significação (significante e significado) nos quais se baseiam as línguas. Para você entender melhor os conceitos de significante e significado, acompanhe esta exemplificação: O significante é o suporte para a ideia, é a sequência de sons que se combinam nas palavras: flor, fleur, fiori, flower, kukka (em Português, Francês, Italiano, Inglês e Finlandês, respectivamente), e significado é a ideia, o conteúdo. Observe que, em todas as línguas do exemplo, o significado é o mesmo: flor, parte da planta. 11

12 UAB/Unimontes - 1º Período PARA SABER MAIS O homem é um animal político. Assim afirma Aristóteles na sua obra Política, distinguindo o homem (único dotado de linguagem) dos outros animais (que possuem voz). Com a voz ( phone ), os animais exprimem dor e prazer; mas, com a palavra ( logos ), o homem exprime o bom e o mau, o justo e o injusto. Ser um animal político significa, pois, compartilhar valores com outros indivíduos, o que torna possível a vida social, cívica e política dos homens. Exerça sua cidadania através, também, do uso da linguagem. Figura 1: A língua se concretiza pela fala. Fonte: Fonte: Disponível em: com.br/album/tiras_reforma_album.htm, acesso em 31 mai inata ao ser humano, e social, porque só existe em sociedade. Sendo assim, a linguagem é compreendida como expressão do pensamento e veículo de comunicação social e pode referir-se à linguagem dos animais, à música, à dança, à pintura, à mímica, etc., assinalando que cada uma dessas linguagens tem suas especificidades de manifestação. O linguista Ferdinand de Saussure, considerado o pai da linguística moderna, separa a linguagem em língua e fala. Conforme Petter (2005), a língua, para Saussure, é um sistema de signos um conjunto de unidades que se relacionam dentro de um todo e é a parte social da linguagem, exterior ao indivíduo; não pode ser modificada pelo falante e obedece às leis do contrato social estabelecido pelos membros da comunidade. A fala é um ato individual; resulta das combinações feitas pelo sujeito falante utilizando o código da língua; expressa-se pelos atos de fonação necessários à produção dessas combinações. Analisando o conceito de Saussure, concluímos que a língua é ampla, coletiva e está à disposição de todos os falantes da comunidade. A língua obedece a padrões criados pela própria comunidade, logo, um falante não pode modificá-la. Ela serve a toda a comunidade e não a um membro isolado. É a parte social da linguagem. Ainda segundo Petter (2005), a fala, ao contrário, é individual, representa o uso particular que se faz da língua. O falante tem a liberdade de buscar na língua os recursos que ela oferece e combinar esses recursos, conforme suas necessidades e intenções. Por isso que a fala é individual e tem caráter dinâmico, e a língua é coletiva e tem caráter mais fixo. Petter (2005, p. 15) argumenta, ainda, que [...] convém enfatizar que a Linguística detém- -se somente na investigação científica da linguagem verbal humana. Assim, a linguística tem como objeto de estudo a linguagem verbal em uso, ou seja, para o linguista interessa descrever e explicar os fatos de linguagem sem estabelecer juízo de valor do uso. A perspectiva de estudo da gramática tradicional é contrária à do linguista, pois a gramática tem como finalidade ditar normas e prescrever os fatos de linguagem. A gramática, conforme Petter (2005), não reconhece a diferença entre fala e escrita e considera a escrita como modelo de correção para a língua falada. A posição da gramática é normativa ao dizer o que é a língua e como deve ser, isto é, a gramática dita regras para o uso considerado correto da língua. Como falantes de uma língua, sabemos que a língua escrita não é modelo para a língua falada, pois a diferença entre essas duas modalidades da linguagem se deve à sua organização e ao uso social. Para o linguista, não há uso melhor ou pior, rico ou pobre, visto que seu objetivo é descrever e não prescrever. De acordo com a linguística, as línguas naturais são simplesmente diferentes e, desde que atendam às necessidades de comunicação entre seus falantes, já estão exercendo sua função: comunicar. Os estudos sobre as línguas concluem que todas elas possuem um sistema de comunicação estruturado, complexo e muito desenvolvido. Outros estudos sobre a linguagem a consideram também como atividade, como ação que tem objetivo socialmente definido: o de estabelecer vínculos e compromissos anteriormente inexistentes. A linguagem é responsável pela interação entre os indivíduos, estabelecendo pactos interindividuais e exigindo respostas em forma de reações e comportamentos dos falantes. Estudar, então, a língua é buscar detectar os compromissos que se criam através da fala (ato individual) e buscar preencher as condições exigidas por uma situação de comunicação. 12

13 Letras Inglês - Fundamentos da Língua Portuguesa I Importância da comunicação humana Como você sabe, na sociedade em que vivemos é de fundamental importância que saibamos comunicar de maneira clara e eficiente. Comunicação, pensamento e a própria vida são fatores que se complementam e até se misturam, já que estamos a todo tempo nos comunicando, ora através da fala, ora da escrita, de um gesto, de expressões faciais, sorrisos, da leitura de um texto, de um documento, de revistas e jornais, etc. É preciso ter em mente que só através de uma comunicação clara, segura e objetiva é que podemos nos aprofundar nos níveis de conhecimento pessoal, tecnológico e social. A comunicação é o centro de todas as atividades humanas. Com certeza nada acontece sem que haja prévia comunicação. Comunicar bem não é só transmitir ou receber bem uma informação. Comunicação é uma troca de conhecimentos e de entendimento e ninguém entende ninguém sem considerar além das palavras, sem considerar também as emoções, o contexto e a situação em que se tenta trocar conhecimentos, ideias ou qualquer outra mensagem, seja ela verbal (que utiliza palavras) ou não verbal (que ocorre através de gestos, cores, imagens, etc.). Infante (2005, p. 25) argumenta que na origem de toda a atividade comunicativa do ser humano está a linguagem, que é a capacidade de se comunicar através de um código. Entre esses códigos comunicativos, o mais utilizado pelos homens é a língua, que é um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma comunidade (2005, p. 25). Em síntese: um grupo social combina entre si e utiliza um conjunto organizado de elementos representativos os signos linguísticos. Esses símbolos são diferentes de um idioma para outro e foram escolhidos por acaso, variando de acordo com cada cultura. O homem inventou a linguagem para exprimir seus sentimentos, suas intenções e vontades, fazendo com que as pessoas interajam e convivam em sociedade. Mas, afinal, o que é comunicar? Segundo Martins e Zilberknop (2009), é impossível para o homem moderno viver sem se comunicar. A comunicação é uma força de extraordinária vitalidade na observação das relações humanas e no comportamento individual [...]. Provado está que a comunicação é um processo social e, sem ela, a sociedade não existiria (2009, p. 23). Sendo assim, a comunicação entre os seres humanos é um processo indispensável à sobrevivência do homem na sociedade. A comunicação, ainda de acordo com Martins e Zilberknop (2009), se estabelece através de diversos recursos, como a palavra, os gestos, os movimentos, os símbolos, o silêncio, etc. No entanto, apesar de todos esses recursos, certamente a palavra é o instrumento que tem sido preferido pelo ser humano para expressar seu pensamento, interagir com o outro e se fazer compreender. Se você pensar um pouco, vai perceber que comunicar é estabelecer uma relação com alguma coisa ou alguém, transmitindo sinais através de um código que pode ser convencionado (linguagem humana) ou natural (sinais fisiológicos: dor, febre, etc.). A comunicação deve acontecer de maneira lógica, clara e coerente, pois ela é a base das relações entre os homens que, a partir e através dela, se tornam agentes, influenciam o meio em que vivem e afetam as pessoas que estão à sua volta, o seu ambiente físico e a si mesmos, produzindo reações. Para que uma mensagem seja transmitida com sucesso, é preciso que o falante esteja atento a fatores como habilidade comunicativa, atitude, nível de conhecimento do ouvinte e as posições ocupadas dentro do sistema sociocultural. Assim, ele deverá produzir uma mensagem adequada ao contexto, ao grupo social do receptor e ao momento em que ocorre a comunicação. Para uma mensagem que chame a atenção do receptor, o falante deverá utilizar signos que sejam do seu conhecimento e também do conhecimento do receptor que ficará interessado na informação. DICA Para ampliar seus conhecimentos sobre esse assunto, assista ao videodocumentário O buraco branco no tempo, uma produção de Peter Russel, com base em uma obra romântica. Duração: 27 minutos. Após assistir ao videodocumentário, elabore uma síntese e, logo após, escreva a relação do videodocumentário com o conteúdo estudado. O autor tece sua combinação característica de física, psicologia e filosofia para desenhar um novo quadro da humanidade e dos tempos que estamos atravessando. No filme ele explora os padrões evolucionários que estão detrás de nosso desenvolvimento em contínua aceleração e pergunta: por que é que uma espécie que é de tantas formas muito inteligente pode também se comportar de maneiras que são aparentemente tão insanas? Utilizando centenas de imagens que cobrem a extensão da criação, esta bela e comovente produção audiovisual mostra que a crise global que agora enfrentamos é, na sua raiz, uma crise de consciência. A próxima grande fronteira não é, na sua raiz, uma crise de consciência. A próxima grande fronteira não é o espaço exterior, senão o espaço interior. Nós poderíamos, ele conclui, estar no umbral de um momento para o qual a vida tem sido construída ao longo de bilhões de anos - um clímax evolucionário muito mais profundo do que a maioria de nós sequer ousou imaginar. Figura 2: O buraco branco no tempo Disponível em: filmesparacuidardoser.blogspot.com. br/2011/06/o-buraco- -branco-no-tempo.html, acesso em 15 mai

14 UAB/Unimontes - 1º Período GLOSSÁRIO Léxico: conjunto de vocábulos que formam uma língua (vocabulário). Sintaxe: estudo da combinação lógica das palavras em uma frase. 1.3 O processo de comunicação Segundo Martins e Zilberknop (2009, p. 15), O ser humano tem necessidade imperiosa de expressar seus sentimentos ou ideias. Sendo assim, o Processo de comunicação consiste em um emissor (a pessoa que fala, o codificador) emitir uma mensagem (informação ou sinal) ao receptor (a pessoa que ouve ou decodificador), através de um canal (instrumento ou meio). O receptor interpretará a mensagem e, a partir daí, dará a resposta que demonstrará se as informações foram captadas (feedback), completando o processo de comunicação. Ainda de acordo com Martins e Zilberknop (2009, p. 15), comunicar envolve uma dinâmica que não pode dispensar as unidades que englobam o processo e que, dissociadas, constituem os elementos mais importantes da comunicação. Toda vez que se estabelece uma interação entre as pessoas ocorre uma situação comunicativa. Todo o ato de comunicação verbal envolve sempre seis componentes básicos, descritos nos anos 1960, pelo formalista russo Roman Jakobson. No esquema abaixo, observe esses componentes, conhecidos como elementos da comunicação (código, mensagem, referente, emissor, receptor e canal). Figura 3: Elementos da Comunicação Fonte: Disponível em: br/disciplinas/portugues/ teoria-da-comunicacao- -emissor-mensagem-e- -receptor.htm, acesso em 15 mai CÓDIGO: pode ser definido como qualquer conjunto de símbolos usados na transmissão e recepção de uma mensagem de maneira a ter significação para alguém, como as palavras de um idioma (língua). MENSAGEM: expressão de ideias (conteúdo transmitido por um emissor) através de uma forma determinada (tratamento) pelo emprego de um código. REFERENTE: é o contexto em que estão insertos o emissor e o receptor. É também o conjunto de atitudes e reações dos sujeitos envolvidos no processo de comunicação. EMISSOR ou EMITENTE: quem transmite uma ideia, emite; quem transforma a mensagem em código (uma pessoa, uma empresa, uma emissora de televisão, estação de rádio, etc.). RECEPTOR, RECEBEDOR ou DESTINATÁRIO: pessoa que recebe, decodifica a mensagem (um indivíduo ou um grupo). CANAL: é o meio através do qual fazemos uma mensagem chegar a outra pessoa, uma espécie de veículo da mensagem, como as ondas sonoras, na linguagem oral (fala), ou um bilhete, na linguagem escrita, por exemplo. É muito importante escolher o canal capaz de transmitir sua mensagem com maior qualidade e há elementos que podem impedir a eficiência comunicativa como nos advertem Martins e Zilberknop (2009): RUÍDO: interferência indesejada na transmissão de uma mensagem (na fala pode ser um barulho e na escrita, um rabisco ou uma letra ilegível, por exemplo). AMBIGUIDADE: refere-se à desorganização da mensagem (período fragmentado, ordem inversa, inadequação vocabular, etc.). REDUNDÂNCIA: consiste na repetição desnecessária de palavras ou termos. 14 Em síntese: Em uma sala de aula (referente), se o professor (emissor) expõe oralmente (canal) um assunto (mensagem), e o aluno (receptor) ouve com atenção, ele consegue dar resposta (feedback) ao ser questionado. Mas, quando há barulho, por exemplo, conversa paralela (ruído), a compreensão fica comprometida.

15 Letras Inglês - Fundamentos da Língua Portuguesa I Ao decodificar uma mensagem, você a está percebendo como um estímulo. Ao codificar uma nova mensagem, você está dando uma resposta ao estímulo, mostrando como ele foi percebido e interpretado por você. A comunicação compreende, na maioria das vezes, uma ação e uma reação, pois a ação do emissor afeta a reação do receptor e a reação do receptor afeta a subsequente reação do emissor, tornando o processo circular. Às vezes, quando são utilizados dois canais simultâneos, a qualidade da mensagem aumenta (ver e ouvir, por exemplo, é melhor do que só ver ou só ouvir), mas, se o falante não souber utilizar bem esses canais, ele pode prejudicar o sucesso da sua comunicação. Se um conferencista apresenta um trabalho usando um data-show, por exemplo, e não consegue combinar sua fala com as transparências apresentadas, ele pode tornar mais difícil a compreensão do conteúdo pelos expectadores. Sempre que comunicamos algo, pensamos no nosso receptor, em quem queremos atingir com o que dizemos, assim, tanto o emissor cria expectativas sobre o receptor quanto o receptor em relação ao emissor. Quando duas pessoas interagem, põem-se no lugar uma da outra, procurando perceber o mundo como a outra o percebe, tentando predizer a resposta da outra e esse processo possibilita o ideal da comunicação que é a interação humana. 1.4 Funções da linguagem Agora que você já trabalhou os Processos Comunicativos e já conhece as noções da Teoria da Comunicação, vamos fazer algumas considerações sobre as Funções da Linguagem. Leia a seguinte tira humorística: PARA SABER MAIS Leia outros textos sobre comunicação e reflita sobre a importância deste aspecto para a vida humana. Pense no estreito laço que liga a comunicação à cultura e anote suas conclusões. Figura 4: Tira humorística Fonte: Disponível em das.com.br/tag/hagar-e- -helga/, acesso em 31 mai A tira exemplifica uma situação de comunicação. Numa situação de comunicação há, pelo menos, duas pessoas interagindo por meio da linguagem: quem fala (locutor ou emissor) e aquele com quem se fala (interlocutor ou receptor). Tradicionalmente, o processo de comunicação verbal está baseado em seis elementos: o emissor, o receptor, a mensagem, o código, o canal e o referente. Tomando a tira como exemplo, vamos rever esses elementos: O emissor (locutor, remetente) é Helga, a esposa de Hagar. O receptor (interlocutor, destinatário) é Hagar. A mensagem é representada pelas falas de Helga; trata-se do aviso de que os construtores do telhado acabaram de chegar. O código é a língua portuguesa (linguagem verbal) usada por Helga e Hagar. O canal (contato) é o som produzido pelo código (língua oral). O referente (contexto) é a situação ou contexto em que Helga e Hagar estão e é também o assunto da mensagem, isto é, o conjunto de atitudes e reações do emissor e do receptor. Repare que a casa está sem telhado e que o casal está esperando há algum tempo a chegada dos construtores. O humor consiste justamente no fato de que Hagar está sentado em uma cadeira com água por todo lado. Toda mensagem tem uma finalidade, uma intenção predominante que orienta sua produção. A mensagem pode ter a finalidade de informar, persuadir, provocar humor, emocionar, etc. Podemos sintetizar que, na comunicação, sempre há uma intenção e, assim, podemos considerar algumas funções da linguagem a partir dessas finalidades, de acordo com os estudos de Jakobson (1977). Veja, abaixo, a classificação das funções da linguagem predominante nos textos. Essas funções são: expressiva, conativa, referencial, fática, metalinguística e poética. ATIVIDADE Preste muita atenção aos comerciais transmitidos pelo rádio e pela televisão e verifique se eles atendem às condições apresentadas no texto que você acabou de ler. Eles chamam a atenção do receptor? Usam uma linguagem adequada? Estão de acordo com o canal onde são veiculados? Levam em consideração o momento e a situação em que o receptor está inserto? 15

16 UAB/Unimontes - 1º Período dica Para reforçar seu conhecimento sobre as funções da linguagem, acesse: Logo após, elabore uma síntese do que você aprendeu Função expressiva (ou emotiva) De acordo Martins e Zilberknop (2009), a função expressiva ou emotiva está centrada no emissor (remetente ou locutor) e expressa sua atitude, sua emoção, seu estado de espírito em relação ao que fala. Exemplificando: Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: Em que espelho ficou perdida a minha face? (Cecília Meireles, 1982) Observe que o poema está centrado na expressão dos sentimentos, emoções e estado de alma do eu lírico. É um texto subjetivo, pessoal. Nele aparecem pronomes de primeira pessoa: Eu não tinha... minha face? É comum, também, na função emotiva, a presença de interjeições e pontuação marcada por exclamações e reticências Função conativa (apelativa) PARA SABER MAiS O estudo das funções da linguagem é muito importante para percebermos as diferenças e as semelhanças entre os vários tipos de mensagem. Analisar como essas funções se organizam nos textos alheios, permite-nos perceber as finalidades que orientam a elaboração desses textos. Aplicando o conhecimento de funções da linguagem nos textos que produzimos, poderemos planejar o que escrevemos e fortalecer a eficácia e a expressividade das mensagens. Figura 5: Exemplo de função conativa Fonte: Disponível em economia-comportamen- tal-2-quando-carros-sao- -iguais-a-cigarros/, acesso em 31 mai

17 Letras Inglês - Fundamentos da Língua Portuguesa I A função conativa é aquela que está centrada no destinatário. Também chamada apelativa, essa função estimula o receptor a tomar uma atitude, tentando persuadi-lo, tentando influenciar seu comportamento. Observe a presença da função conativa neste folheto: Você observou que a intenção principal é estimular o receptor a utilizar um serviço diferenciado de lavagem de carro? Para isso, o texto da propaganda emprega o verbo no imperativo Aguarde!, que faz um apelo direto ao destinatário. Além disso, a mensagem tenta sensibilizá-lo quanto à questão do uso racional da água. Isso sinaliza que, se o receptor for uma pessoa com consciência social, ele buscará o serviço oferecido Função referencial (denotativa) Classificamos de referencial a função que tem por objetivo transmitir informações. Ela é também chamada denotativa, está centrada no contexto. A mensagem apresenta linguagem clara, direta, procurando traduzir a realidade objetivamente. O MUNDO SEM PETRÓLEO Em breve, os seres humanos terão de aprender a viver sem o petróleo. Não porque ele vá acabar no futuro próximo os especialistas garantem que as reservas mundiais são mais do que suficientes para satisfazer as necessidades do planeta por até 75 anos. Mas porque continuar usando o combustível que move a economia mundial com essa voracidade faz mal à saúde da Terra. [...] Almanaque Superinteressante. São Paulo: Abril, Figura 6: Exemplo de função referencial Fonte: Disponível em: blogspot.com.br/2009/10/ funcao-referencial-ou- -denotativa.html, acesso em 2 jun Ao ler a reportagem, você percebe claramente seu objetivo: informar aos leitores do Almanaque Superinteressante sobre o motivo de o mundo precisar viver sem o petróleo. A linguagem aponta para um significado único, não dando margem à dupla interpretação. A função referencial aparece em seus livros de estudos, livros técnicos e científicos, bulas de remédios, manuais de instruções, etc Função fática A função fática encontra-se centrada no contato (canal) e nela predomina o cuidado de estabelecer ou de manter a comunicação, isto é, manter o contato entre o emissor e o receptor. Nas conversas telefônicas, o tradicional alô, os cumprimentos habituais são maneiras de iniciar o contato com o recebedor. As frases- feitas, os clichês de abertura de diálogos: Olá, como vai?, Oi, tudo bem?, têm também a finalidade de estabelecer contato. A função fática está representada por palavras, frases, ou expressões que denotam a necessidade ou o desejo de iniciar, manter ou cortar a comunicação. Exemplificando: Bom dia! Oi, tudo bem? Huin... Hum... Alô, quem fala? Hã, o quê? A função fática está bastante evidente nas falas acima. Essas falas não têm necessariamente um conteúdo informativo preciso, apenas pretendem criar condições para uma interação verbal. Observe a tirinha abaixo: 17

18 UAB/Unimontes - 1º Período Figura 7: Função fática Fonte: Disponível em: hagar-o-horrivel-e-helga- -e-claro.html, acesso em 3 jun A expressão né, usada por Hagar, foi empregada apenas para manter a conexão entre o casal. Temos, então, um exemplo de função fática Função metalinguística A função metalinguística está centrada no próprio código, isto é, centrada na língua. O emissor usa a língua (código) para dar alguma explicação, fazer ressalvas, apresentar uma definição, um conceito, etc. No fragmento a seguir, intitulado Bisbilhotice, de Luís Fernando Veríssimo, o autor define, primeiramente, a palavra bisbilhotar para, depois, introduzir o tema propriamente dito: discussão sobre o uso de grampos em telefones de magistrados e políticos brasileiros. Observe a função metalinguística no primeiro parágrafo do artigo. Bisbilhotice GLOSSÁRiO Aliteração: repetição da mesma consoante no interior de um ou mais versos. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. (provérbio). Assonância: repetição da mesma vogal no interior de um ou mais versos. Nos versos abaixo, há assonância das vogais a e o nasais. E bamboleando em ronda dançam bandos tontos e bambos de pirilampos. (Versos de Guilherme de Almeida) 18 Bisbilhotar vem, se não me falha o etimológico, do italiano bisbigliare, que não é bisbilhotar no nosso sentido, mas quase o seu oposto. Os sinônimos de bisbigliare no meu dicionário italiano são mormorare, sussurrare, dire sottovoce. Ou seja, o que se faz para evitar a bisbilhotice dos outros. Um bisbilhoteiro brasileiro e um bisbigliatore italiano, conforme o dicionário, não teriam diálogo, um tentando desesperadamente ouvir o que o outro murmura ou sussurra. O que aproximaria os dois seria o fato de que é tão difícil encontrar um italiano falando baixo quanto um brasileiro. O sottovoce não pegou em nenhum dos dois povos. E o que sempre agrava as crises brasileiras como essa dos grampos, ou da bisbilhotice banalizada e oficializada é que ninguém, do presidente ao gari, passando por ministros e comentaristas, se segura na hora de dizer bobagens. Se ao menos as dissessem sottovoce, o dano seria menor. [...] (Fonte: Veríssimo. Hoje em Dia. 7 set p.8 PLURAL) Os dicionários são obras de caráter metalinguístico, neles usa-se a língua (código linguístico) para definir a própria língua Função poética A função poética enfatiza a mensagem. Se, ao ler um texto, você perceber que o objetivo da mensagem é mostrar um trabalho de elaboração da linguagem, então você está diante da função poética. Anúncios publicitários (e políticos) recorrem frequentemente à função poética da linguagem. Neles é comum um trabalho com o signo linguístico (rimas, jogo de palavras, neologismos, aliterações, assonâncias) com o objetivo de provocar algum efeito de sentido no receptor. A função poética não abrange somente a poesia, embora, na poesia, a função poética seja predominante e, em outras formas de expressão linguística, ela seja acessória. Veja os exemplos de função poética no texto a seguir:

19 Letras Inglês - Fundamentos da Língua Portuguesa I O meu tempo e o teu, amada, Transcendem qualquer medida. Além do amor, não há nada, Amar é o sumo da vida. (Fonte: In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. São Paulo: Record, 1990). A função poética não ocorre somente na poesia. Ela também pode ser encontrada em provérbios, textos em prosa, ditados, anúncios publicitários, etc. Observe a propaganda do medicamento Doril, que além do texto construído em rima, apresenta todo um trabalho com o tamanho e diferença das letras. No texto da propaganda, percebe-se o jogo de palavras entre doril e sumiu para referir- -se à eficiência do no produto anunciado (medicamento para dor). Houve, portanto, um trabalho intencional de linguagem. Figura 8: Exemplo de função poética Fonte: Disponível em: com/2012/02/09/funcao- -poetica-a-beleza-do- -texto/, acesso em 2 jun DICA O Filme Nell, do Diretor Michael Apted, é muito interessante para você analisar o importante papel desempenhado pela linguagem na comunicação humana. Nell é o nome da jovem que é encontrada em uma casa na floresta, onde vivia com sua mãe eremita. O médico que a encontra, após a morte da mãe, constata que ela se expressa em um dialeto próprio, evidenciando que até aquele momento ela não havia tido contado com outras pessoas. Intrigado com a descoberta e ao mesmo tempo encantado com a inocência e a pureza da moça, ele tenta ajudá-la a se integrar na sociedade. Assista ao filme e tente relacioná-lo aos conceitos estudados sobre Processos Comunicativos e Funções da Linguagem. 1.5 Variações linguísticas Após o estudo dos conceitos de língua, linguagem, fala, gramática e das funções da linguagem, será mais fácil e proveitoso trabalhar com as variações linguísticas, pois são conteúdos intimamente relacionados. A língua é um valioso instrumento de ação social e seu uso, conforme seja adequado ou não, pode facilitar ou comprometer nosso relacionamento com as demais pessoas. Além disso, o uso individual da língua apresenta valores que vão além de nossa intenção de transmitir informações, ideias e pontos de vista. A escolha que fazemos das palavras, certas expressões que empregamos, nossas preferências por determinadas construções frasais têm o poder de revelar, de denunciar quem realmente somos, quais são nossas crenças, em que região do país nascemos, que nível social e de estudos possuímos, qual é nossa profissão, entre muitos outros aspectos. Isso ocorre porque a língua é um sistema dinâmico, extremamente flexível, que se modela com naturalidade a diversos fatores que envolvem o falante, como religião, classe social, região geográfica, sexo, idade e a própria evolução histórica da língua e, ainda, o grau de formalidade/ informalidade do contexto em que se dá a situação de fala ou escrita. Figura 9: Filme Nell Fonte: Disponível em: net/nell.html, acesso em15 mai

20 UAB/Unimontes - 1º Período Figura 10: Marcos Bagno Fonte: Disponível em index.php?option=com_ virtuemart&page=shop. browse&manufacturer_ id=5&itemid=105, acesso em 4 mai Marcos Bagno é professor de linguística da Universidade de Brasília (UnB), é um pesquisador que se dedica a criticar a ideia, senso-comum, de que o brasileiro fala e escreve mal o próprio idioma. Essa visão atinge principalmente as camadas pobres da sociedade, por estarem distanciadas do padrão ensinado na escola. O preconceito linguístico, porém, revela um outro preconceito: o social. A língua, a maneira de falar, é apenas uma desculpa que as outras pessoas usam para discriminar, para excluir, afirma Bagno. Mineiro de Cataguases, ele é autor de vários livros que desfazem mitos em torno do português falado e escrito no Brasil, como A Língua de Eulália (1997), Preconceito linguístico o que é, como se faz (1999), Português ou Brasileiro? (2002) e A norma oculta (2003). Nosso contato diário com outros falantes em ambientes diversos rua, clube, escola, trabalho, restaurante, etc. confirma que não há uniformidade no uso da língua. As pessoas se expressam de maneiras diferentes e isso é perfeitamente natural no interior de uma mesma língua, como é o caso da Língua Portuguesa. Essas diferenças podem se manifestar em relação ao vocabulário, à pronúncia, à morfologia e à sintaxe. Elas aparecem fortemente ligadas ao falante e são justificadas por motivos culturais, sociais, históricos, religiosos, geográficos e outros. A essas diferenças no uso da língua dá-se o nome de variações ou variantes linguísticas. Antes de prosseguirmos no estudo das variações linguísticas, é bom que se esclareça que não há uma variedade melhor ou pior, certa ou errada, elegante ou feia, de prestígio ou sem prestígio. Essas diferenças linguísticas são como um distintivo dos indivíduos e grupos sociais e, por isso, elas são constituintes de sua identidade. Ora, eleger uma variedade linguística como melhor significa desprezar as outras. Ao agirmos assim, expressamos um juízo de valor (nesse caso, inaceitável) e prejulgamos os falantes usando essas diferenças linguísticas naturais como pretexto para a discriminação social dos indivíduos. Portanto, todas as variações linguísticas são perfeitamente adequadas à realidade do grupo social e do contexto em que surgiram, desde que permitam a interação verbal entre os indivíduos, isto é, desde que permitam aos indivíduos expressarem suas necessidades comunicativas e cognitivas Tipos de variações linguísticas DICA Os romances O tempo e o Vento (de Érico Verissimo) e Vidas Secas (de Graciliano Ramos), por exemplo, são obras em que você encontra vocabulário típico da região geográfica em que o enredo se situa. As variações linguísticas ocorrem devido a fatores geográficos (diatópicos), socioculturais (diastráticos), históricos ou de época (diacrônicos) e contextuais (diafásicos). a. Variação geográfica A variante linguística mais evidente no Brasil é a geográfica. Essa variante se caracteriza, principalmente, pelo acento linguístico (altura, timbre, intensidade do som), isto é, pela maneira de pronunciar as palavras. Os habitantes de cada região apresentam melodias frasais diferentes, desenvolvem formas de realização linguística que lhes são próprias e os distinguem dos falantes de outras regiões. Ao conjunto de características comuns da pronúncia de cada região denomina-se sotaque : sotaque mineiro, sotaque goiano, sotaque nordestino, etc. ou dialeto regional: dialeto mineiro, dialeto nordestino, etc. Alguns aspectos fonéticos regionais bastante conhecidos dos brasileiros são, por exemplo, a pronúncia do s chiado do carioca; a abertura das vogais pelos nordestinos; a entoação particular dos gaúchos e o r bem marcado no interior de São Paulo. Exemplificando: 20

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