António Rebelo de Sousa Universidade Lusíada de Lisboa Universidade Técnica de Lisboa Professor Associado com Agregação

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "António Rebelo de Sousa Universidade Lusíada de Lisboa Universidade Técnica de Lisboa Professor Associado com Agregação"

Transcrição

1 Da Economia Poruguesa no Conexo Inernacional Anónio Rebelo de Sousa Universidade Lusíada de Lisboa Universidade Técnica de Lisboa Professor Associado com Agregação Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

2 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp Resumo: O presene arigo preende analisar as perspecivas da economia poruguesa, no quadro da economia inernacional, aendendo às quesões com que se confrona a economia europeia, à evolução previsível das Novas Economias Emergenes, às mais recenes conribuições eóricas sobre os facores explicaivos da compeição empresarial e, ainda, às diferenes eorias da inernacionalização. Procura-se sinonizar não apenas as principais variáveis explicaivas do crescimeno da economia poruguesa, como ambém definir uma esraégia consisene de inernacionalização, endo em visa assegurar uma compeiividade acrescida das nossas esruuras produivas e das nossas compeências. Absrac Palavras-chave: compeição; esraégia; inernacionalização. The aim of his aricle is o analyse he Poruguese economy perspecives in he ambi of he inernaional economy, considering he issues European economy is acually facing, he possible evoluion of he New Emerging Economies, he mos recen heoreical conribuions on he enrepreneurial compeiion explanaory issues as, well as he differen heories of inernaionalizaion. There is he need o align wih he main explanaory variables of he Poruguese economy growh as well as o define a consisen sraegy for inernaionalizaion, in order o assure an added compeiion of our producive srucures and of our compeences. Key-words: compeiion; sraegy; inernaionalizaion. Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

3 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp Do objeco Preende-se analisar as perspecivas da economia poruguesa, no quadro da economia inernacional, procurando-se aender às quesões com que se defrona a economia europeia, à evolução previsível das Novas Economias Emergenes, ao conjuno dos facores explicaivos da compeição empresarial (endo-se, nomeadamene, em linha de cona as vanagens compeiivas dinâmicas) e o que se convencionou designar de disância / proximidade culural e psicológica enre Porugal e diferenes regiões do Mundo. Procurar-se-á, ainda, er presene a indispensabilidade de sinonização das diversas variáveis explicaivas do crescimeno da economia poruguesa 30, aponando-se para a formulação de uma esraégia de inernacionalização consisene que permia assegurar uma maior compeiividade das nossas esruuras produivas e das nossas compeências. Começaremos por falar nas quesões que se colocam à UE para, de seguida, analisarmos as conribuições eóricas de Michael Porer e de Joan Maguea no ainene às esraégias compeiivas. Passaremos, depois, ao esudo dos facores culurais do desenvolvimeno e, por conseguine, à relevância da disância / proximidade culural e psicológica nos processos de inernacionalização. Coninuaremos a nossa abordagem holísica com a análise da evolução da nossa Balança de Pagamenos e bem assim da aplicabilidade à economia poruguesa de um expor led growh model. Finalizaremos com a formulação de algumas proposas para a implemenação de um modelo de desenvolvimeno consisene para a economia poruguesa, de forma ariculada com a adopção de medidas conducenes à concreização de uma esraégia de inernacionalização de sucesso. 30 SOUSA, Anónio Rebelo de in Das Variáveis Explicaivas do Crescimeno da Economia Poruguesa, Lusíada. Economia & Empresa, Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

4 Anónio Rebelo de Sousa 2. Da economia europeia. Uma primeira grande quesão com que se defrona a Europa em que ver com a forma como a responsabilidade parilhada pode servir de força moriz para impulsionar a mudança em odo o erriório da U.E., criando os alicerces para o relançameno do crescimeno e a criação do emprego 31. No decurso de 2012, esima-se er havido uma conração do PIB da ordem dos 0,3% para o conjuno da UE e de 0,4% para a área do euro 32, sendo cero que, no enendimeno da Comissão europeia, os insrumenos da políica orçamenal e moneária foram uilizados em grande escala, afecando o espaço de manobra, consiuindo as reformas esruurais um facor essencial do incremeno da compeiividade da economia europeia 33. Impora reconhecer que diversas medidas foram adopadas no quadro europeu, endo em visa a superação da presene siuação de crise, a saber: - a criação de um Fundo Europeu de Esabilização Financeira e de um Mecanismo Europeu de Esabilização; - a adopção de um Paco de Crescimeno e Emprego pelos Chefes de Esado e de Governo no Conselho Europeu de Junho de 2012; - a definição de novas regras, desinadas a reforçar a governação económica, nomeadamene, na área do euro (Traado sobre Esabilidade, Coordenação e Governação); - o desencadeameno de medidas de inervenção pelo BCE Banco Cenral Europeu. Por ouro lado, a Comissão Europeia em vindo a considerar que se apresena da maior relevância o esabelecimeno de um Acordo Geral sobre o Quadro Financeiro Plurianual da UE ( ), bem como a adopção de medidas endenes ao reforço da União Económica e Moneária (muio embora se eseja, ainda, longe de um mais adequado aprofundameno desa quesão). No ainene à problemáica do crescimeno da economia europeia, preendese definir prioridades e orienações gerais aé Março do correne ano, admiindo-se que os Esados Membros venham a apresenar programas nacionais aualizados aé meados de Abril de Na sequência da elaboração dos sobredios programas nacionais, a Comissão Europeia deverá proceder à apresenação de recomendações específicas país a país. Sem prejuízo do que se disse aneriormene, para a Comissão Europeia as prioridades dos esforços a desenvolver, no quadro da U.E., deverão ser, em 31 Comissão Europeia Comunicação Análise Anual do Crescimeno, Bruxelas, 2013, pag Vide Europe 2020 Towards a smarer, greener and more inclusive EU economy?, Eurosa Saisics, 39 / Comissão Europeia Ob. Ci., pag Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

5 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp princípio, as seguines 34 : - o prosseguimeno da consolidação orçamenal diferenciada; - o resabelecimeno de condições propiciadoras de uma expansão do crédio à economia; - a promoção do crescimeno e da compeiividade; - a redução do desemprego e a minimização das consequências sociais da crise; - a modernização da Adminisração Pública Da consolidação orçamenal diferenciada. Prevê-se um pico (valor máximo) da Dívida Pública superior a 94% do PIB agregado para a área do euro, em 2013, bem como para o conjuno da U.E., em Muio embora se admia que as despesas públicas venham a diminuir em 2 p.p. do PIB e que as receias (em ermos agregados) venham a aumenar em 1,3 pp, para o conjuno da área do euro, coninua a apresenar-se premene uma reesruuração das Finanças Públicas que permia assegurar a susenabilidade dos Sisemas de Segurança Social e, de um modo geral, dos serviços públicos, ulrapassando-se, simulaneamene, a crise da Dívida Soberana de diversos Esados Membros, o que possibiliará reduzir cusos de refinanciameno, a prazo. Alguns auores êm vindo a inerprear o Paco Orçamenal no pressuposo de que lhe esá subjacene a eoria segundo a qual a redução da despesa produz, auomaicamene, um efeio benéfico no défice orçamenal, conribuindo para uma imagem diferene do Esado e, por conseguine, para que o mesmo possa regressar aos mercados, melhorando as condições de financiameno da Dívida Soberana. Uma vez solucionada a quesão das Finanças Públicas, esariam, desde logo, criadas as condições para um incremeno subsancial do invesimeno alógeno, aumenando o nível de aividade económica e diminuindo o desemprego. Esa consrução eórica, muio embora não eseja isena de virualidades, apresena algumas limiações, uma vez que assena, em larga medida, numa análise ceeris paribus. Melhor dizendo, a aplicação de uma políica de auseridade provoca, ambém ela, efeios recessivos na economia, os quais poderão dificular, por sua vez, a própria consolidação das Conas Públicas, uma vez que impora er em cona os efeios induzidos nas receias. Por ouro lado, impora, em qualquer caso, eviar uma espiral recessiva, a qual levará, necessariamene, a uma crescene insabilidade social e políica. Daí que as políicas de consolidação orçamenal devam ser, concomianemene, acompanhadas da implemenação de um programa de relançameno da economia 34 Comissão Europeia Ob. Ci., pag A ese propósio, convirá enender o conceio de modernização como englobando, ambém, a evenual inrodução de reformas no que se convencionou designar de Esado Providência. Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

6 Anónio Rebelo de Sousa e de combae ao desemprego. A Comissão Europeia manifesa, ainda, duas preocupações relevanes que impora salienar, a saber 36 : - a necessidade de realização de invesimenos na educação, na invesigação, na inovação e na energia, áreas de inervenção que deverão ser consideradas prioriárias; - a indispensabilidade de se aposar na modernização dos sisemas de proeção social, procurando-se assegurar a sua eficácia, a sua adequação às realidades exisenes e a sua susenabilidade. Paralelamene, ouras recomendações êm sido formuladas, com desaque para as seguines: - redução, a prazo, da carga fiscal sobre o facor produivo rabalho nas economias em que se apresene excessiva, compromeendo o crescimeno e a criação de emprego; - assenar, preferencialmene, a obenção de receias adicionais no alargameno das bases de ribuação e não ano no incremeno das axas ou na criação de novos imposos; - aenuar evenuais disorções ao nível da ribuação que incide sobre as empresas e que as induza a privilegiarem o financiameno aravés de emprésimos (eviando recorrer a capiais próprios); - conceber uma ribuação sobre imóveis (designadamene no secor de habiação) que não seja induora de um agravameno de riscos financeiros nese secor. Acresce ao que se disse, que o Sisema Tribuário deverá conemplar incenivos ao invesimeno reproduivo (ou relevane) e à canalização preferencial de capiais próprios para secores esraégicos. Tal implicará a definição de modelos de desenvolvimeno consisenes que permiam sinonizar os sobredios secores esraégicos Do Crédio. Segundo a Comissão Europeia 38, esão a ser adopadas medidas ao nível da U.E. para suprir os riscos que pesam no sisema financeiro, recificando-se aneriores deficiências nos novos sisemas de regulamenação e de supervisão, com desaque para as seguines verenes: a) desenvolvimeno de esforços coordenados endo em visa a avaliação dos riscos do secor bancário e a recapialização dos bancos; b) insiuição de novas auoridades de supervisão da U.E. em Janeiro de 36 Comissão europeia Ob. Ci., pag SOUSA, Anónio Rebelo de As Finanças Locais enquano insrumeno do desenvolvimeno económico, Lusíada. Economia & Empresa, nº 15, Comissão Europeia, Ob. Ci., pags 7 e Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

7 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp , endo as mesmas desenvolvido esforços no senido de procederem à elaboração de um conjuno único de regras desinado a reforçar o quadro jurídico suscepível de ser aplicado às insiuições financeiras; c) criação de mecanismos de conrole mais aprofundados dos níveis de endividameno privado e dos próprios riscos financeiros, aravés do Comié Europeu de Risco Sisémico (CERS); d) apresenação de uma proposa de criação de uma União Bancária (pedra angular do reforço da União Europeia e Moneária), aponando-se para um mecanismo único de supervisão, sob a égide do BCE, permiindo-se que o Mecanismo Europeu de Esabilidade possa proceder, direamene, à recapialização dos bancos que se mosrem incapazes de mobilizar capiais no mercado. Preende-se criar condições para que os Esados Membros da área do euro possam ober fores alernaivas de financiameno, incluindo a concreização de emprésimos enre empresas, a emissão de obrigações, o recurso ao capial de risco e criando-se Fundos para a Reesruuração e a Inernacionalização das Empresas (muio em paricular, das PME s). Ainda segundo a Comissão Europeia, novos insrumenos poderão ser uilizados pelas empresas, com desaque para os seguines 39 : - a mobilização de um monane suplemenar de M a favor do BEI Banco Europeu de Invesimeno, o qual permiirá conceder financiamenos adicionais aé M, no decurso dos próximos 3 a 4 anos; - o evenual recurso a obrigações desinadas ao financiameno de projeos (projec bonds); - uma mais esreia colaboração enre os Esados-Membros, no quadro do Paco para o Crescimeno e o Emprego, endo em visa uma aceleração da uilização dos fundos esruurais da U.E Do Crescimeno. Sendo cero que o que se convencionou designar de Mecanismo de Alera ( precoce ) a um Esado-Membro, anes da ocorrência de um défice excessivo, apresena aspecos posiivos, chamando a aenção para a relevância da compeiividade e do combae aos desequilíbrios (inernos e exernos), impora reconhecer a indispensabilidade de preenchimeno de algumas condições de sucesso por pare das diferenes economias que inegram o projeo europeu, a saber: - a relevância da inovação, procurando-se aumenar os níveis de invesimeno por pare dos secores público e privado em R&D (Research & Developmen); 39 Comissão Europeia, Ob. Ci., pag 9. Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

8 Anónio Rebelo de Sousa - a melhoria dos sisemas de educação e de formação, associando-os ao mundo do rabalho (meodologia dos cursos-sanduiche ); - incremeno dos níveis de compeiividade e de eficiência no quadro empresarial, simplificando-se os procedimenos e, de um modo geral, melhorando-se a presação dos serviços burocráico-adminisraivos. Por ouro lado, as vanagens compeiivas dinâmicas resulanes da exisência do mercado único poderão ser incremenadas se os Esados-Membros melhorarem a aplicação da Direiva Serviços, de acordo com as seguines grandes linhas de orienação 40 : - cumprimeno das obrigações assumidas, no senido de serem eliminadas as resrições decorrenes da nacionalidade ou da residência do presador de serviços; - reexame da indispensabilidade e do que se convencionou designar de proporcionalidade da regulamenação dos serviços profissionais; - evenuais reajusamenos à aplicação da cláusula sobre a liberdade de presação de serviços, endo em visa a supressão de casos de dupla regulamenação em secores como os da consrução, dos serviços às empresas e do urismo; - redução de algumas resrições operacionais, possibiliando-se, por essa via, o reforço da concorrência no secor realhisa Do Desemprego. Impora referir que, ao longo dos úlimos doze meses, a axa de desemprego aumenou para 10,6% da população aiva na U.E. e para 11,6% na área do euro, coninuando, por conseguine, a regisar-se uma deslocação da Curva de Phillips para a direia (com sucessivos incremenos da NRU Naural Rae of Unemploymen). Em boa verdade, a axa de desemprego de longo prazo corresponde, na Europa, a cerca de 50% da axa de desemprego oal, sendo, ainda, cero que ese úlimo varia enre menos de 5% e mais de 25%, chegando a ser superior a 50% para o segmeno dos jovens. A consaação da exisência de uma siuação críica no mercado de rabalho leva a que faça, plenamene, senido pensar-se na adopção de medidas viabilizadoras de uma reoma da aividade económica que seja geradora de emprego. Por ouro lado, impora invesir na requalificação dos recursos humanos, o que poderá, ambém, passar pela consideração dos seguines aspecos essenciais: - limiação da carga fiscal que recai sobre o facor produivo rabalho; - modernização do mercado de rabalho, aravés da simplificação da legislação laboral e do desenvolvimeno de regimes de rabalho flexíveis, 40 Comissão Europeia, Ob. Ci., pag 10 e seges. 160 Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

9 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp com criação simulânea de condições propiciadoras de uma maior mobilidade social 41 ; - adequado acompanhameno dos efeios dos sisemas de fixação salarial, designadamene dos mecanismos de indexação, procurando-se conemplar a evolução da produividade e criar condições para o aumeno do nível de emprego; - exploração do poencial de emprego dos secores em expansão, os quais devem ser sinonizados, a parir de esudos secoriais e globais que viabilizem a formulação de esraégias desenvolvimenisas consisenes. Impora conribuir para uma acenuada melhoria dos níveis de empregabilidade, nomeadamene na população jovem, melhorando-se a assisência individualizada na procura de emprego, as condições de apoio ao espírio empresarial e aperfeiçoando-se os sisemas conducenes a uma maior mobilidade social. Por ouro lado, apresena-se da maior relevância conribuir para a redução do abandono escolar precoce, faciliando-se, simulaneamene, a ransição do meio escolar para o mundo laboral, aposando-se em eságios de conraos de aprendizagem, criando-se incenivos fiscais para os esudanes-rabalhadores e apoiando-se a mobilidade ransfroneiriça dos recursos humanos. A quesão do combae ao desemprego aparece, necessariamene, associada à quesão da inclusão social e da adopção de políicas conducenes à redução da pobreza. Tal erá que passar pela implemenação de esraégias de inclusão e por uma adequada ariculação enre a assisência social e uma maior ligação ao público, designadamene, aravés de serviços mais individualizados e da adopção de medidas que endam a privilegiar os grupos vulneráveis Algumas ideias-chave sobre a modernização da Adminisração Pública, no conexo europeu. É cero que, de acordo com a Comissão Europeia, exisem algumas ideiaschave para a modernização da Adminisração Pública 42, sendo cero que, para o efeio, ineressará sempre er em cona a perspeciva inegrada de Arminda Neves 43 sobre as variáveis de enquadrameno. Assim, deverá ser assegurada uma gesão financeira sólida da Adminisração Pública, a qual deverá irar parido das oporunidades exisenes, em maéria de conraos públicos. 41 A ideia de que uma políica progressisa deverá ser aquela que dificula o despedimeno do rabalhador esá longe de corresponder à realidade. Uma políica progressisa em, sobreudo, que se preocupar com as condições de apoio ao rabalhador desempregado, garanindo-lhe apoio, a ele e à família, na saúde e na educação, bem como o acesso a ações de requalificação e a uma adequada informação das oporunidades de emprego, a fim de se conribuir para uma maior e saluar mobilidade dos recursos humanos. 42 Comissão Europeia, Ob. Ci., pags 14, 15 e ss. 43 NEVES, Arminda in Gesão na Adminisração Pública, Ed. Pergaminho, Lda, Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

10 Anónio Rebelo de Sousa Se é verdade que o quadro regulamenar aplicável ao ecido empresarial deverá ser simplificado e que os encargos burocráico-adminisraivos deverão ser, na medida do possível, reduzidos, manda a verdade reconhecer que impora não abrir mão de uma regulação fore, bem como de um conrole / fiscalização que dê garanias de eficácia e de independência. Por ouro lado, dever-se-á procurar melhorar a qualidade, a independência e a eficiência dos sisemas judiciais, bem como proceder a uma melhor uilização dos fundos esruurais da EU. É verdade que, sendo a confiança um dos facores deerminanes do sucesso do Novo Diamane Macroeconómico 44, a mesma passa pela criação de condições propiciadoras de crescimeno económico, a par de uma políica de rigor das Finanças Públicas (que assegure a sua susenabilidade) e da realização de esforços endenes a um adequado saneameno do Secor Financeiro (permiindo que se reome um financiameno mais significaivo ao secor produivo). Para o fuuro da Europa, impora que se promovam reformas esruurais (que possibiliem o aumeno da compeiividade), que se inensifiquem políicas aivas ao nível do mercado de rabalho, procurando-se melhorar os serviços públicos de emprego, simplificando-se a legislação laboral e conribuindo-se para uma maior mobilidade social. Uma Adminisração Pública mais eficiene apresena-se, por conseguine, essencial, ornando-se indispensável pensar numa Reforma do Esado que, manendo o que se convencionou designar de Esado Social Europeu, procure conciliar esse desiderao com o objecivo de aumeno dos níveis de compeiividade na Europa e bem assim com as resrições orçamenais, de curo e longo prazos. Todavia, não será possível ober sucesso na reforma da Adminisração Pública Poruguesa se não se vier a conar com uma nova políica económica e financeira na Europa, o que ambém passa, necessariamene, por uma reforma ao nível das esruuras organizaivas e nas insiuições europeias. 3. De uma nova esraégia compeiiva para o Porugal dos anos Do Conceio de Compeição. Conforme lembra MAGRETTA 45, o erro mais comum consise em confundir o sucesso com o ser-se melhor. Para o auor, só se apresena possível aingir uma performance superior e susenada quando se em a preensão de vir a ser o único num segmeno específico de mercado, numa perspeciva de especialização inra-secorial. Haverá ouros auomóveis, mas o nosso seria, endencialmene, o único que 44 SOUSA, Anónio Rebelo de Da Economia Políica, Diário de Bordo, MAGRETTA, Joan Undersanding Michael Porer The essenial guide o compeiion and sraegy, Harvard Business Review Press, Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

11 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp eria um deerminado nível de conforo para as crianças ou uma deerminada performance em ermos de consumo de gasóleo. Assim, o imporane consisiria em se procurar o melhor na diferença, o que, em ermos eóricos, coloca a quesão da impossibilidade de se conceber uma siuação de ópimo na compeição nos mercados idos como mais próximos da concorrência perfeia. Em boa verdade, como diria Hayeck, não se apresena possível rivalizar num mercado em que o produo é homogéneo, exise oal ransparência do mercado e o preço é dado. Nesa quesão, faz senido, mesmo para um neo-keynesiano impeniene como o auor dese exo, convergir com Hayeck na defesa da ese de que o mercado de concorrência monopolísica (como o da moda) se apresena muio mais compeiivo do que um mercado próximo do da concorrência perfeia. O quadro analíico (Quadro I) que nos permiiria disinguir a abordagem convencional da compeiividade (ser o melhor) da nova abordagem (ser, endencialmene, o único), resula, ambém, da disinção enre especialização iner-secorial e inra-secorial, num mercado heerogéneo e com diferenciação de preços. Por ouro lado, para Michael Porer 46, haveria que considerar cinco forças compeiivas que influenciariam, de forma deerminane, a esraégia empresarial, a saber, a ameaça de novos concorrenes (que já exise nos próprios mercados conesáveis), a capacidade negocial dos fornecedores, a capacidade negocial dos clienes, a ameaça de subsiuição por novos produos ou serviços e a rivalização enre compeidores. Porer viria a chegar a rês conclusões principais, a saber: - oda a aividade empresarial, por muio significaivas que sejam as suas poencialidades, esá condicionada pelas sobredias cinco forças; - a esruura empresarial deermina a sua rendibilidade, a formação de sock de capial e as vanagens compeiivas dinâmicas; - a esruura indusrial apresena-se relaivamene rígida, muio embora os produos possam mudar e as ecnologias ambém. 46 Porer, Michael in The Five Compeiive Forces ha shape sraegy, Harvard Business Review, jan 2008, pags 78 a 93. Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

12 Anónio Rebelo de Sousa Quadro 1 Fone: MAGRETTA, Joan Undersanding Michael Porer, Harvard Business Review, Para se compreender a relevância dos facores que condicionam a seleção dos secores com maiores vanagens compeiivas, afigura-se imporane er uma noção de quais são os passos ípicos na análise indusrial. Em regra, poder-se-á admiir que se deva procurar selecionar o que se convencionou designar de indúsria relevane (i.e., com poencial compeiivo e de crescimeno), selecionando-se, poseriormene, o produo e segmenando-se o mercado (incluindo numa perspeciva geográfica). Numa segunda fase, imporará idenificar, ainda segundo MAGRETTA, os agenes associados às cinco forças que condicionam a gesão empresarial. Numa erceira fase, afigura-se essencial caracerizar os agenes de referência que lideram as supra-mencionadas cinco forças (permiindo desencadear análises de benchmarking). Numa quara fase, convirá caracerizar a esruura indusrial, na sua globalidade, a fim de se proceder à definição de um modelo desenvolvimenisa a aricular, de uma forma consisene, com uma esraégia de inernacionalização consisene. Numa quina fase, imporará analisar diversas possibilidades de ransformações / variações ao nível das cinco forças (análise de sensibilidade associada à consideração de cenários alernaivos). Finalmene, apresenar-se-ía essencial definir o posicionameno da empresa face a cada uma desas cinco forças. Esa análise pode ser feia para as empresas de referência dos próprios secores idos como esraégicos. a. Das Vanagens Compeiivas. A vanagem compeiiva deve ser medida a parir de uma análise 164 Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

13 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp comparaiva com ouras empresas ligadas à mesma aividade e que se defronam com um enquadrameno semelhane, ao nível das referidas cinco forças de que nos fala Porer. O auor dá, aliás, paricular relevância a um indicador o Reurn on Invesed Capial 47, procurando aender à naureza muli-dimensional da compeição (criação de valor para os clienes, relacionameno com os rivais e uilização produiva dos recursos). Quando falamos em vanagens compeiivas emos que aender aos preços relaivos, às caracerísicas paricularizanes dos bens e serviços, aos cusos comparaivos, à eficiência marginal do capial aplicado e à perspeciva dinâmica que permie esabelecer uma relação enre o oupu no período (Y ) e as endências evoluivas no sock de capial (ΔK /K ), na ofera de mão-de-obra (ΔL /L ), e ao nível do progresso ecnológico, ornando-se possível parir de um modelo economérico adiivo do seguine ipo: K K L L Y = α 0 α1 α1 K L K L em que, em vez de considerarmos as variáveis explicaivas em ermos absoluos, consideramos rácios, sendo cero que, por uma quesão de simplificação analíica, admiimos exisir uma correlação posiiva enre o progresso ecnológico e o coeficiene de inensidade capialísica. Para a concreização de uma análise consisene das vanagens compeiivas dinâmicas, impora, ambém, considerar a quesão da valorização da rede, bem como odo o processo de gesão da sequência de aividades que uma empresa desenvolve para conceber, produzir, vender, enregar e suporar (envolvendo a manuenção) os seus produos. Esa análise conduz-nos à consideração dos diferenes passos ainenes à valorização da rede (cadeia de valores acrescenados). O primeiro deverá esar relacionado com a cadeia de valor da empresa, i.e.: R&D=>Cadeia/produo=>operações=>markeing/vendas=>serviço pósvenda. O segundo erá que ver com uma análise comparaiva enre a cadeia de valor considerada e a cadeia ípica do secor em causa. O erceiro implicará um esforço de seleção das aividades (e das caracerísicas paricularizanes) que poderão er um maior impaco em ermos de diferenciação. O quaro resulará da indispensabilidade de se sinonizar as aividades que apresenam um maior peso na esruura de cusos da empresa. 47 Vide MAGRETTA, Joan Ob Ci, pag 67. Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

14 Anónio Rebelo de Sousa Impora, odavia, não ver, apenas, em cada aividade (ou, aé mesmo, em cada secor) um cenro gerador de cusos, anes se procurando considerar que a mesma (ou o mesmo) poderá corresponder a um cenro gerador de valor acrescenado. O grande desafio empresarial consise em se procurar desenvolver aividades diferenes das já exisenes, saisfazer novas necessidades (ou as já exisenes a cuso menor), assegurar a susenabilidade da unidade ou do conjuno empresarial (ou, ainda, do secor) e ser único nos aspecos paricularizanes que se apresena Da criação de valor aos rade-offs com que se confronam os decisores. A criação de valor ou, se se preferir, o valor diferencial resulane de uma qualquer aividade passa pelo riângulo clienes/necessidades, Qualidade/ Diversidade e Preços Relaivos/Margem. Para que faça senido aposar-se numa esraégia empresarial, afigura-se necessário saber que a proposa apresenada é diferene da dos nossos rivais. Se, no limie, se preender servir os mesmos clienes, saisfazendo as mesmas necessidades e vendendo ao mesmo preço relaivo, enão não se em esraégia. Na apresenação de uma esraégia empresarial (bem como de uma esraégia desenvolvimenisa e de inernacionalização global para uma economia) impora procurar definir e implemenar uma proposa única, esabelecendo-se uma adequada cadeia organizaiva (quer a nível micro, quer a nível macro). A consideração dos rade-offs em que ser ariculada com uma análise de cusos de oporunidade poenciais, que o mesmo é dizer, com uma análise P&L (Profi and Loss). A nível micro, uma análise P&L deverá cenrar-se em Painéis de Bordo Inegrados e, por conseguine, no que se convencionou designar de Balanced Scorecard. A nível macro, haverá, ambém, que enveredar por uma análise Balanced Scorecard que permia deerminar em que medida uma dada esraégia desenvolvimenisa e de inernacionalização esá ou não a ser bem sucedida, a parir da consideração de variáveis esraégicas, de objecivos pré-definidos e de uma calendarização. Admiindo-se que exisem algumas perspecivas posiivas na UE, em geral, e na área do euro, em paricular, que nos permiem encarar a possibilidade de evolução, a médio e longo prazos, da realidade europeia no senido de um sof federalism (i.e., de algum reforço das insiuições europeias e do Orçameno Comuniário 48 -, da inrodução dos projec bonds, desinados a financiar infraesruuras de relevância para a U.E., de uma mais significaiva inervenção do BCE, quer no mercado secundário, quer, inclusive, no mercado primário 48 SOUSA, Anónio Rebelo de Da Economia Políica, Diário de Bordo, 2012, pags 250 a Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

15 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp da Dívida Soberana, a la ROUBINI, e de uma mais eficiene coordenação de políicas económicas e financeiras), enão alvez seja possível encarar com algum opimismo a gradual inversão do ciclo da crise na economia poruguesa, desde que se defina um modelo de desenvolvimeno consisene e se procure implemenar uma esraégia eficiene de inernacionalização que maximize as nossas vanagens compeiivas dinâmicas poenciais. Para al, afigura-se indispensável começar pela elaboração de um Plano de Ordenameno do Terriório. De seguida, a parir das Regiões-Plano já exisenes (e aproveiando-se as Comissões Coordenadoras em funcionameno), deverse-ía procurar elaborar Planos de Desenvolvimeno Regionais Indicaivos, sinonizando-se os secores esraégicos. Depois, em ariculação com uma Direção-Cenral de Planeameno (a criar no âmbio do Minisério da Economia), dever-se-ía elaborar um Plano de Desenvolvimeno Pluri-Anual Indicaivo, com seleção dos secores esraégicos e apresenação de conjunos inegrados de medidas incenivadoras do invesimeno e da inovação nesses mesmos secores, aposando-se numa efeciva especialização inra-secorial horizonal e verical. O conceio de Compeiividade em que, na medida do possível, deveria aposar-se seria o que radica na diferenciação, pelo que imporaria realizar-se um significaivo esforço em maéria de R&D, bem como no domínio da ligação do Ensino/Formação ao ecido empresarial. Por ouro lado, haveria que procurar disinguir a sof inernaionalizaion da Inermediae inernaionalizaion e da hard inernaionalizacion. A sof inernaionalizaion eria que ver com as exporações, compeindo à Banca Comercial (e, muio em paricular, à CGD) desempenhar um papel crucial no apoio ao financiameno. A ese propósio, convirá salienar que conviria criar condições para um maior apoio direo do BCE à Banca Poruguesa, eviando-se que o mesmo enha repercussões negaivas na Dívida Soberana e, por conseguine, no próprio défice orçamenal. A inermediae inernaionalizaion passa por operações que envolvem um risco inermédio (como a própria designação indica) dos agenes empresariais, como sucede com diversos casos de franchising. Também aqui compeirá, em princípio, à Banca Comercial, em geral, e à CGD, em paricular, apoiar a aividade a desenvolver pelas empresas nacionais. Mas, já no que concerne à hard inernaionalizaion esamos confronados com uma siuação diferene. Traa-se da concreização de esraégias de Invesimeno Direco Poruguês no Esrangeiro, esraégias essas que poderão ser implemenadas quer por grandes empresas, quer por pequenas e médias empresas, havendo, ainda, que disinguir a hard inernaionalizaion orienada para mercados de economias desenvolvidas da hard inernaionalizaion orienada para os mercados dos PVD s Países em Vias de Desenvolvimeno e das NEM s Novas Economias Emergenes. Para o primeiro caso, faria senido criar-se um Fundo para a Inernacionalização I que deveria ser gerido pela Caixa Geral de Depósios Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

16 Anónio Rebelo de Sousa Banco de Invesimeno. Para o segundo caso, faria senido criar condições para que a SOFID Sociedade para o Financiameno e Desenvolvimeno pudesse desenvolver a sua aividade, bem como criar um ouro Fundo (Fundo para a Inernacionalização II). Ese úlimo Fundo deveria, nauralmene, ser gerido pela SOFID. É claro que, na análise dos dossiers de apoio à inernacionalização será necessário aender a esraégias diferenciadas, desde as que radicam no modelo de Uppsala, às que assenam na consideração da disância/proximidade culural e psicológica, advogando, em alguns casos, uma abordagem mais rápida e direa dos mercados poenciais. A consideração dese úlimo aspeco leva-nos à consideração dos aspecos culurais (e, mais concreamene, da língua poruguesa) na explicação da relevância complemenar do riângulo Porugal África Brasil para a implemenação de uma esraégia de inernacionalização. 4. Do Poencial Económico da Língua e da Culura Poruguesas É do conhecimeno geral que a língua poruguesa conheceu um cero apogeu na época quinhenisa como língua franca, influenciando muias das línguas locais, da África Ocidenal 49. Conudo e uilizando a erminologia de Nye 50 o curíssimo período de hard power que aravessámos conduziu a que a língua poruguesa deixasse, rapidamene, de se apresenar como uma língua com aspirações hegemónicas, a nível global. Todavia, o poruguês em vindo a ver reforçada a sua influência no plano inernacional, não apenas em virude de o Brasil esar preses a ransformar-se na 5ª ou 6ª maior economia mundial, como ambém porque Angola e Moçambique êm vindo a crescer significaivamene (ganhando relevância no coninene africano). E, por ouro lado, Cabo Verde, para além da sua imporância esraégica como placa giraória no Alânico (e abrangendo desde o Nore de África Magrebino à Comunidade do Golfo da Guiné ), em vindo a ser considerado um exemplo excepcional de Good Governance para o conjuno dos PVD s. Ao conrário do caso espanhol, o poruguês esende a sua influência a odos os Coninenes, havendo, ainda, a considerar as múliplas comunidades que resularam da Diáspora e que, de algum modo, permiem esender a influência da nossa culura a uma grande diversidade de países. Em boa verdade, o valor económico de uma mesma língua falada por 49 RETO, Luis (coord) Poencial Económico da Língua Poruguesa (colaboração de Esperança, José P.; Gulambusson, Mohamed; Machado, Fernando; Cosa, Anónio F), Texo Ediores, Lda, 2012, pag Nye, J in Sof power: he means o success in world poliics Public Affairs, Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

17 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp vários povos assena num conjuno de pressuposos 51, a saber: - os que falam uma cera língua êm mais facilidade de esabelecer conacos (inclusive, de naureza económica) com ouros falanes da mesma língua; - em princípio, os que aprenderam a língua de um dado país êm um maior grau de probabilidades de passar a desenvolver uma imagem posiiva desse mesmo país; - exise, ambém, um efeio de rede ao nível da língua; - o domínio de uma língua dominane ao nível de poenciais parceiros comerciais conribui para reduzir cusos de ransação (permiindo, aliás, a obenção de exernalidades posiivas). - o efeio psicológico (que alguns auores consideram mais relevane do que ouros) adveniene do senimeno de orgulho de se perencer a uma comunidade culural fore que em como raço ideniário a mesma língua Como medir a relevância económica de uma língua (e de uma culura) Em ermos de número de falanes como primeira língua, o Observaório de Língua Poruguesa considera que nos siuamos no quaro lugar, a nível mundial, para al conribuindo o ranking dos países de língua oficial poruguesa no ainene à população. Mas, exisem diversas meodologias como, por exemplo, as correspondenes ao Barómero Calve e ao que se convencionou designar de dimensões culurais de Hofsede. No ainene ao Barómero Calve, impora considerar o número de falanes, a enropia 52, o IDH Índice de Desenvolvimeno Humano, o IF Índice de Fecundidade, o IPI Índice de Peneração da Inerne, o número de arigos na Inerne, o número de arigos na Wikipédia, as línguas oficiais de jure e os Prémios Nobeis da Lieraura. Já no que se refere às dimensões culurais de Hofsede, convirá considerar diferenes verenes, ais como a PDI Disância do Poder, o IDV Individualismo, a MAS Masculinidade e a UAI Aversão à Incereza. A supercenralidade, a para-cenralidade e o papel hegemónico, num conexo regional, podem ser ampliadas pela lusofonia. Ora, se é cero que o Brasil se aproxima da supercenralidade como Nova Economia Emergene que é e Porugal se aproxima da para-cenralidade (em virude de perencer à UE e à área do euro, bem como, em ermos de alianças defensivas, à NATO), ambém não se apresena menos verdade que Angola poderá vir a liderar a Comunidade do Golfo da Guiné e Angola e Moçambique, no seu conjuno, desempenharão sempre um papel relevane no quadro da SADC Souh African Developmen Communiy. 51 RETO, Luis (coord), Ob Ci, pags 28 e Vide, a ese propósio, RETO, Luis, Ob Ci, pags 46 e seges e CALVET, L, Le Marché aux Langues. Les Effes Linguisiques e la Mondialisaion, Paris, Plan, Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

18 Anónio Rebelo de Sousa Auores como Marin Municio 53 procuram esudar o valor económico da língua espanhola, idenificando as aividades nas quais a língua é uma componene essencial (v.g., imprensa, rádio, elevisão ou elecomunicações), bem como as aividades com ligação indirea à uilização da língua (v.g., indúsria de papel e produção de rádios e elevisores ou, ainda, de elemóveis) e ouras aividades, ainda mais, indireamene relacionadas (v.g., correio, educação, desporo e a própria Adminisração Pública). Harley 54 abordou a quesão das indúsrias criaivas, endo salienado que exise uma convergência concepual e práica das ares criaivas (aleno individual) com as indúsrias culurais (escala de massa). Em Porugal, foi elaborado um esudo sobre a relevância do secor culural para a criação de riqueza (2,8% da riqueza criada, em 2006) 55. Convirá, agora, avançar no domínio da perspeciva dinâmica, i.e., da relevância da língua e da culura para uma evolução favorável do comércio exerno nacional e para o incremeno do IDE Invesimeno Direo Esrangeiro Da relevância da língua e da culura para o comércio exerno e para o IDE. Para Reo 56, a proximidade linguísica afeca os fluxos comerciais porugueses à saída, mas é neura ao nível das imporações. Todavia, convirá er presene que Porugal apresena um saldo comercial posiivo com os países da lusofonia, muio embora os mesmos, no seu conjuno, não se apresenem relevanes para a nossa Balança Comercial, nem ão pouco para a nossa Balança Correne. Mais, dificilmene os países lusófonos poderão dar uma conribuição imporane para a implemenação de um expor led growh model em Porugal. Em boa verdade, para além da exisência de disância psicológica em relação a alguns mercados de língua poruguesa, economias como o Brasil e Angola êm um cero ropismo para a adopção de políicas proecionisas. No caso de Angola que ocupava, em 2012, a 4ª posição, em ermos de mercado de exporação exisem indícios claros de evolução de um modelo de especialização primária para um modelo de subsiuição de imporações, de ipo proecionisa. Logo, qualquer esraégia de peneração nesses mercados deverá passar, essencialmene, pela hard inernaionalizaion. RETO refere dois axiomas 57 : 53 Municio, Marins El valor económico de la lengua española, Madrid, Espasa Calpe, HARTLEY, J Creaive Indusries, London, Blackwell, Auguso Maeus & Associados O secor culural e criaivo em Porugal in Gesin Culura, hp://gesin.isce.p/documenos/apresenacao_ges_in_aicep.pdf, RETO, Luis (coord), Ob Ci, pag RETO, Luis (coord), Ob Ci, pag Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

19 Da Economia Poruguesa no conexo inernacional, pp as organizações desenvolvem-se aravés da inernacionalização dos mercados, enquano os cusos são inferiores aos benefícios ; - as organizações escolhem a localização que compora cuso mais reduzido, endo em cona o seu secor de aividade. A opção pelo IDPE poderá er que ver com o faco de exisirem obsáculos ao comércio, sendo possível que envolva um mais adequado aproveiameno de bens de equipameno (aneriormene subuilizados), bem como de socks e de capial humano, com ransferência de know-how. Se considerarmos a reparição do IDPE nas regiões linguísicas, enre 1996 e 2010, os mercados de língua poruguesa represenam 17% do invesimeno oal poruguês no exerior, o mesmo, aliás, sucedendo com os mercados de língua espanhola. Já no ainene ao IDE em Porugal, os capiais provenienes de mercados de língua poruguesa represenavam, para o mesmo período, apenas, 1,28%, enquano os capiais de proveniência espanhola e inglesa correspondiam, respecivamene, a 13,45% e 19,06% do IDE oal 58. Impora, odavia, reconhecer que, no decurso dos úlimos anos, a relevância do IDE proveniene de países lusófonos em paricular, de Angola sofreu um significaivo incremeno. De um modo geral, afigura-se imporane reconhecer que se regisou uma grande aberura da economia poruguesa ao exerior a parir de 1970 (muio embora o processo endene à referida aberura se enha iniciado com a nossa enrada na EFTA European Free Trade Associaion, em 4 de Janeiro de 1960, criando-se as condições propiciadoras da passagem da fase de big-push à fase de shorage poin a la Ranis e Fei ). De faco o rácio Comércio Toal 59 / PIB passou, enre 1970 e a úlima década, de cerca de 27% para cerca de 69%, sendo, ainda, de realçar que o fluxo médio de IDE aumenou de 0,44% para 2,69%. Se é verdade que a proximidade linguísica apresenou um peso irrelevane no que se refere às imporações, já no que orna às exporações Angola assumiu alguma imporância, conforme se disse, sendo, ainda, de referir que, em maéria de IDPE, Brasil e Angola assumiram, ambém, um significado paricular. Se analisarmos os casos da França, Alemanha e Espanha, o país em que se em vindo a consaar uma correlação posiiva relevane enre a inensificação do comércio com Porugal e o IDPE é o espanhol, o que, de alguma forma, confirma as conclusões do modelo de LAFAY RETO, Luis (coord), Ob Ci, pags 93 e seges. 59 Comércio Toal = Exporações + Imporações δ ij K + α1 DGeog + α 2 D Esp + α 3 D Eco + α 4 D Eco + α 5 Adjij ij ij ij ij =, em que comerciais, δ ij = inensidade das relações bilaerais D Esp = diferenças de grau de especialização; D Eco = diferenças de riqueza ou de grau ij ij Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/

20 Anónio Rebelo de Sousa Do que se disse e para o caso poruguês, a proximidade linguísica em-se apresenado mais relevane como facor explicaivo de IDE (e de IDPE) do que como facor de rocas comerciais, que o mesmo é dizer, em vindo a apresenar maior imporância para a hard inernaionalizaion do que para a sof inernaionalizaion. Convirá, ainda, ecer algumas considerações suplemenares sobre a relevância dos fluxos migraórios e urísicos enre os países lusófonos. Exisem correnes do pensameno que se dedicam a esudar de que modo o conhecimeno da língua em ou não influência no salário auferido pelo emigrane no país onde reside. Em boa verdade, os fenómenos migraórios são definidos a parir de quaro parâmeros fundamenais 61, a saber, o espaço, o empo, a moivação e a dimensão sócio-culural. Para um esudo aprofundado da quesão impora saber quais os níveis exisenes de aividade sócio-culural nas comunidades do país hospedeiro. Muio embora algumas correnes possam quesionar esa eoria, a exisência de leiorados, de cenros de língua e de cenros culurais difusores da própria culura do país de origem não dificula, necessariamene, a inegração nas comunidades locais, podendo, inclusive, faciliar a inserção nas comunidades de desino 62. De qualquer forma, apresena-se inquesionável a imporância da proximidade linguísica para as explicações dos fluxos migraórios, bem como a relevância que, ao longo do processo hisórico, as remessas dos emigranes assumiram para a explicação da evolução da Balança Correne Poruguesa, muio embora se ivesse consaado uma redução subsancial da sua imporância relaiva nas úlimas décadas. Tal como no domínio do comércio exerno, o urismo apresena relevância para a Balança Correne Poruguesa, muio embora os países que apresenam maior significado no que se refere à enrada de urisas por países de origem sejam a Espanha (21,1%), o Reino Unido (16,2%), a Alemanha (11,3%) e a França (10%) 63. Já no que se refere aos principais desinos de urisas porugueses, convirá referir a França, a Suíça, os EUA, a Espanha e a Alemanha. De qualquer forma, se falarmos nos imigranes que residem em Porugal, 50% são oriundos de países de língua poruguesa, sendo, ainda, cero que 16% dos emigranes porugueses oparam por países da lusofonia. E se nos preocuparmos com os esudanes residenes em países da CPLP, afigura-se possível afirmar que de desenvolvimeno económico; Adj ij = adjacência e os coeficienes esimados foram α 1 =-0,74; α 2 =+0,41; α 3 =-0,34; α 4 =+0,23; α 5 =+0, RETO, Luis Ob CFi, pags 102 e seges. 62 Em 2010, Porugal dispunha de 124 leiorados, 38 cenros de língua poruguesa e 14 cenros culurais, sendo, ainda, de salienar que os países com um número mais elevado de leiorados eram a Espanha, a França, a Iália, a Alemanha, o Reino Unido e os EUA. 63 Valores de Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, n.º 16/2013

Do modelo neo-clássico de crescimento de Solow ao Modelo de Vantagens Competitivas Dinâmicas

Do modelo neo-clássico de crescimento de Solow ao Modelo de Vantagens Competitivas Dinâmicas Do modelo neo-clássico de crescimeno de Solow ao Modelo de Vanagens Compeiivas Dinâmicas Por Anónio Rebelo de Sousa SINOPSE O presene arigo preende explicar as conribuições posiivas, bem como as limiações,

Leia mais

Boletim Económico Inverno 2006

Boletim Económico Inverno 2006 Boleim Económico Inverno 2006 Volume 12, Número 4 Disponível em www.bporugal.p Publicações BANCO DE PORTUGAL Deparameno de Esudos Económicos Av. Almirane Reis, 71-6.º andar 1150-012 Lisboa Disribuição

Leia mais

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo 1 VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA Anônio Carlos de Araújo CPF: 003.261.865-49 Cenro de Pesquisas do Cacau CEPLAC/CEPEC Faculdade de Tecnologia

Leia mais

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16 Equações Simulâneas Aula 16 Gujarai, 011 Capíulos 18 a 0 Wooldridge, 011 Capíulo 16 Inrodução Durane boa pare do desenvolvimeno dos coneúdos desa disciplina, nós nos preocupamos apenas com modelos de regressão

Leia mais

BLOCO 9 PROBLEMAS: PROBLEMA 1

BLOCO 9 PROBLEMAS: PROBLEMA 1 BLOCO 9 ASSUNTOS: Análise de Invesimenos Valor Acual Líquido (VAL) Taxa Inerna de Renabilidade (TIR) Rácio Benefício - Cuso (RBC) Tempo de Recuperação (TR) PROBLEMAS: PROBLEMA 1 Perane a previsão de prejuízos

Leia mais

Economia e Finanças Públicas Aula T21. Bibliografia. Conceitos a reter. Livro EFP, Cap. 14 e Cap. 15.

Economia e Finanças Públicas Aula T21. Bibliografia. Conceitos a reter. Livro EFP, Cap. 14 e Cap. 15. Economia e Finanças Públicas Aula T21 6.3 Resrição Orçamenal, Dívida Pública e Susenabilidade 6.3.1 A resrição orçamenal e as necessidades de financiameno 6.3.2. A divida pública 6.3.3 A susenabilidade

Leia mais

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS STC/ 08 17 à 22 de ouubro de 1999 Foz do Iguaçu Paraná - Brasil SESSÃO TÉCNICA ESPECIAL CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (STC) OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE

Leia mais

O CÁLCULO DOS SALDOS AJUSTADOS DO CICLO NO BANCO DE PORTUGAL: UMA ACTUALIZAÇÃO*

O CÁLCULO DOS SALDOS AJUSTADOS DO CICLO NO BANCO DE PORTUGAL: UMA ACTUALIZAÇÃO* Arigos Inverno 2006 O CÁLCULO DOS SALDOS AJUSTADOS DO CICLO NO BANCO DE PORTUGAL: UMA ACTUALIZAÇÃO* Cláudia Rodrigues Braz** 1. INTRODUÇÃO 1 Nos úlimos anos, o saldo orçamenal ajusado do ciclo em ganho

Leia mais

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8 4. A procura do seor privado 4. A procura do seor privado 4.. Consumo 4.2. Invesimeno Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capíulo 8 4.2. Invesimeno - sock de capial óimo Conceios Inroduórios Capial - Bens de produção

Leia mais

2 Fluxos de capitais, integração financeira e crescimento econômico.

2 Fluxos de capitais, integração financeira e crescimento econômico. 2 Fluxos de capiais, inegração financeira e crescimeno econômico. O objeivo dese capíulo é apresenar em dealhes as variáveis fundamenais enconradas na lieraura que deerminam o crescimeno de longo prazo

Leia mais

CIRCULAR Nº 3.640, DE 4 DE MARÇO DE 2013

CIRCULAR Nº 3.640, DE 4 DE MARÇO DE 2013 CIRCULAR Nº.640, DE 4 DE MARÇO DE 20 Esabelece os procedimenos para o cálculo da parcela dos aivos ponderados pelo risco (RWA), relaiva ao cálculo do capial requerido para o risco operacional mediane abordagem

Leia mais

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA TÓPICOS AVANÇADOS MATERIAL DE APOIO ÁLVARO GEHLEN DE LEÃO gehleao@pucrs.br 55 5 Avaliação Econômica de Projeos de Invesimeno Nas próximas seções serão apresenados os principais

Leia mais

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL 1. Inrodução O presene documeno visa apresenar dealhes da meodologia uilizada nos desenvolvimenos de previsão de demanda aeroporuária no Brasil

Leia mais

CIRCULAR Nº 3.383. I - Abordagem do Indicador Básico; II - Abordagem Padronizada Alternativa; III - Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada.

CIRCULAR Nº 3.383. I - Abordagem do Indicador Básico; II - Abordagem Padronizada Alternativa; III - Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada. TÍTULO : DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 29 Página 1 de 7 CIRCULAR Nº.8 Esabelece os procedimenos para o cálculo da parcela do Parimônio de Referência Exigido (PRE) referene ao risco operacional (P OPR ), de

Leia mais

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens Esudo comparaivo de processo produivo com eseira alimenadora em uma indúsria de embalagens Ana Paula Aparecida Barboza (IMIH) anapbarboza@yahoo.com.br Leicia Neves de Almeida Gomes (IMIH) leyneves@homail.com

Leia mais

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000)

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) José Ronaldo de Casro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) Belo Horizone, MG UFMG/CEDEPLAR 2002 José Ronaldo de Casro Souza Júnior

Leia mais

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios! Principais diferenças! Como uilizar! Vanagens e desvanagens Francisco Cavalcane (francisco@fcavalcane.com.br) Sócio-Direor

Leia mais

O impacto de requerimentos de capital na oferta de crédito bancário no Brasil

O impacto de requerimentos de capital na oferta de crédito bancário no Brasil O impaco de requerimenos de capial na ofera de crédio bancário no Brasil Denis Blum Rais e Silva Tendências Márcio I. Nakane Depep II Seminário Anual sobre Riscos, Esabilidade Financeira e Economia Bancária

Leia mais

REGULAMENTO TARIFÁRIO

REGULAMENTO TARIFÁRIO REGULAMENTO TARIFÁRIO DO SECTOR DO GÁS NATURAL Julho 2008 ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS Rua Dom Crisóvão da Gama n.º 1-3.º 1400-113 Lisboa Tel: 21 303 32 00 Fax: 21 303 32 01 e-mail: erse@erse.p

Leia mais

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produividade no Brasil Fernando de Holanda Barbosa Filho Samuel de Abreu Pessôa Resumo Esse arigo consrói uma série de horas rabalhadas para a

Leia mais

A taxa de juro overnight e a sua volatilidade

A taxa de juro overnight e a sua volatilidade Universidade de Coimbra Faculdade de Economia A axa de juro overnigh e a sua volailidade O caso do Mercado Moneário Inerbancário Poruguês, anes e após a implemenação da Moeda Única Fáima Teresa Caselo

Leia mais

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE Luiz Carlos Takao Yamaguchi Pesquisador Embrapa Gado de Leie e Professor Adjuno da Faculdade de Economia do Insiuo Vianna Júnior.

Leia mais

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião Porcenagem As quaro primeiras noções que devem ser assimiladas a respeio do assuno são: I. Que porcenagem é fração e fração é a pare sobre o odo. II. Que o símbolo % indica que o denominador desa fração

Leia mais

APLICAÇÃO DE SÉRIES TEMPORAIS NA PREVISÃO DA MÉDIA MENSAL DA TAXA DE CÂMBIO DO REAL PARA O DÓLAR COMERCIAL DE COMPRA USANDO O MODELO DE HOLT

APLICAÇÃO DE SÉRIES TEMPORAIS NA PREVISÃO DA MÉDIA MENSAL DA TAXA DE CÂMBIO DO REAL PARA O DÓLAR COMERCIAL DE COMPRA USANDO O MODELO DE HOLT XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Mauridade e desafios da Engenharia de Produção: compeiividade das empresas, condições de rabalho, meio ambiene. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de ouubro

Leia mais

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias **

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** Resumo O inuio é invesigar como e em que grau um choque de produividade ocorrido

Leia mais

Perspectivas para a inflação

Perspectivas para a inflação Perspecivas para a inflação 6 Ese capíulo do Relaório de Inflação apresena a avaliação feia pelo Copom sobre o comporameno da economia brasileira e do cenário inernacional desde a divulgação do Relaório

Leia mais

Modelos Matemáticos na Tomada de Decisão em Marketing

Modelos Matemáticos na Tomada de Decisão em Marketing Universidade dos Açores Deparameno de Maemáica Monografia Modelos Maemáicos na Tomada de Decisão em Markeing Pona delgada, 3 de Maio de Orienador: Eng. Armado B. Mendes Orienanda: Marla Silva Modelos Maemáicos

Leia mais

Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes Os See Hábios das Pessoas Alamene Eficazes Sephen Covey baseou seus fundamenos para o sucesso na Éica do Caráer aribuos como inegridade, humildade, fidelidade, emperança, coragem, jusiça, paciência, diligência,

Leia mais

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica Taxa de Juros e Desempenho da Agriculura Uma Análise Macroeconômica Humbero Francisco Silva Spolador Geraldo San Ana de Camargo Barros Resumo: Ese rabalho em como obeivo mensurar os efeios das axas de

Leia mais

4 Cenários de estresse

4 Cenários de estresse 4 Cenários de esresse Os cenários de esresse são simulações para avaliar a adequação de capial ao limie de Basiléia numa deerminada daa. Sua finalidade é medir a capacidade de o PR das insiuições bancárias

Leia mais

Susan Schommer Risco de Crédito 1 RISCO DE CRÉDITO

Susan Schommer Risco de Crédito 1 RISCO DE CRÉDITO Susan Schommer Risco de Crédio 1 RISCO DE CRÉDITO Definição: Risco de crédio é o risco de defaul ou de reduções no valor de mercado causada por rocas na qualidade do crédio do emissor ou conrapare. Modelagem:

Leia mais

DIFERENCIAL DE INFLAÇÃO ENTRE PORTUGAL E A ALEMANHA*

DIFERENCIAL DE INFLAÇÃO ENTRE PORTUGAL E A ALEMANHA* DIFERENCIAL DE INFLAÇÃO ERE ORUGAL E A ALEMANHA* Sónia Cosa** Em orugal, nas úlimas décadas, o rácio enre o preço dos bens não ransaccionáveis e o preço dos bens ransaccionáveis observou um crescimeno

Leia mais

Guia de Recursos e Atividades

Guia de Recursos e Atividades Guia de Recursos e Aividades girls worldwide say World Associaion of Girl Guides and Girl Scous Associaion mondiale des Guides e des Eclaireuses Asociación Mundial de las Guías Scous Unir as Forças conra

Leia mais

Escola E.B. 2,3 / S do Pinheiro

Escola E.B. 2,3 / S do Pinheiro Escola E.B. 2,3 / S do Pinheiro Ciências Físico Químicas 9º ano Movimenos e Forças 1.º Período 1.º Unidade 2010 / 2011 Massa, Força Gravíica e Força de Ario 1 - A bordo de um vaivém espacial, segue um

Leia mais

REGULAMENTO TARIFÁRIO

REGULAMENTO TARIFÁRIO REGULAMENTO TARIFÁRIO Agoso de 2005 ENTIAE REGULAORA OS SERVIÇOS ENERGÉTICOS Rua om Crisóvão da Gama n.º 1-3.º 1400-113 Lisboa Tel: 21 303 32 00 Fax: 21 303 32 01 e-mail: erse@erse.p www.erse.p Regulameno

Leia mais

RISCO DE PERDA ADICIONAL, TEORIA DOS VALORES EXTREMOS E GESTÃO DO RISCO: APLICAÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO PORTUGUÊS

RISCO DE PERDA ADICIONAL, TEORIA DOS VALORES EXTREMOS E GESTÃO DO RISCO: APLICAÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO PORTUGUÊS RISCO DE PERDA ADICIONAL, TEORIA DOS VALORES EXTREMOS E GESTÃO DO RISCO: APLICAÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO PORTUGUÊS João Dionísio Moneiro * ; Pedro Marques Silva ** Deparameno de Gesão e Economia, Universidade

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Contabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lista de Exercícios I - Gabarito

Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Contabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lista de Exercícios I - Gabarito 1 Universidade Federal de Peloas Deparameno de Economia Conabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lisa de Exercícios I - Gabario 1. Idenifique na lisa abaixo quais variáveis são e fluxo e quais

Leia mais

Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México

Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México A axa de câmbio consiui variável fundamenal em economias aberas, pois represena imporane componene do preço relaivo de bens, serviços e aivos, ou

Leia mais

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012 1 Análise econômica dos benefícios advindos do uso de carões de crédio e débio Ouubro de 2012 Inrodução 2 Premissas do Esudo: Maior uso de carões aumena a formalização da economia; e Maior uso de carões

Leia mais

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo?

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo? Boom nas vendas de auoveículos via crédio faro, preços baixos e confiança em ala: o caso de um ciclo? Fábio Auguso Reis Gomes * Fabio Maciel Ramos ** RESUMO - A proposa dese rabalho é conribuir para o

Leia mais

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo Uma avaliação da poupança em cona correne do governo Manoel Carlos de Casro Pires * Inrodução O insrumeno de políica fiscal em vários ojeivos e não é surpreendene que, ao se deerminar uma mea de superávi

Leia mais

A dinâmica do emprego formal na região Norte do estado do Rio de Janeiro, nas últimas duas décadas

A dinâmica do emprego formal na região Norte do estado do Rio de Janeiro, nas últimas duas décadas A dinâmica do emprego formal na região Nore do esado do Rio de Janeiro, nas úlimas duas décadas Helio Junior de Souza Crespo Insiuo Federal Fluminense-IFF E-mail: hjunior@iff.edu.br Paulo Marcelo de Souza

Leia mais

SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE

SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE RELAÇÕES MACROECONÔMICAS ENTRE DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL, TAXA REAL DE CÂMBIO, INVESTIMENTOS PRODUTIVOS,

Leia mais

A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Marta R. Castilho 1 e Viviane Luporini 2

A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Marta R. Castilho 1 e Viviane Luporini 2 A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Mara R. Casilho 1 e Viviane Luporini 2 ANPEC 2009: ÁREA 6 RESUMO: O arigo apresena um esudo comparaivo das elaicidades-renda das exporações

Leia mais

COMPORTAMENTO DIÁRIO DO MERCADO BRASILEIRO DE RESERVAS BANCÁRIAS NÍVEL E VOLATILIDADE IMPLICAÇÕES NA POLÍTICA MONETÁRIA

COMPORTAMENTO DIÁRIO DO MERCADO BRASILEIRO DE RESERVAS BANCÁRIAS NÍVEL E VOLATILIDADE IMPLICAÇÕES NA POLÍTICA MONETÁRIA COMPORTAMENTO DIÁRIO DO MERCADO BRASILEIRO DE RESERVAS BANCÁRIAS NÍVEL E VOLATILIDADE IMPLICAÇÕES NA POLÍTICA MONETÁRIA Resumo Mardilson Fernandes Queiroz UNB Ese rabalho evidencia padrão de comporameno

Leia mais

Working Paper Impacto do investimento estrangeiro direto sobre renda, emprego, finanças públicas e balanço de pagamentos

Working Paper Impacto do investimento estrangeiro direto sobre renda, emprego, finanças públicas e balanço de pagamentos econsor www.econsor.eu Der Open-Access-Publikaionsserver der ZBW Leibniz-Informaionszenrum Wirscaf Te Open Access Publicaion Server of e ZBW Leibniz Informaion Cenre for Economics Gonçalves, Reinaldo Working

Leia mais

Concorrência no Mercado de Crédito Bancário Brasileiro: Abordagem via Demanda Residual

Concorrência no Mercado de Crédito Bancário Brasileiro: Abordagem via Demanda Residual Escola de Pós-Graduação em Economia EPGE Fundação Geúlio Vargas Disseração de Mesrado Concorrência no Mercado de Crédio Bancário Brasileiro: Abordagem via Demanda Residual Orienador: Afonso Arinos de Mello

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez Universidade Federal de Peloas UFPEL Deparameno de Economia - DECON Economia Ecológica Professor Rodrigo Nobre Fernandez Capíulo 6 Conabilidade Ambienal Nacional Peloas, 2010 6.1 Inrodução O lado moneário

Leia mais

Avaliação da eficiência e produtividade de empresas de base tecnológica em incubadoras: o caso de estudo do Madan Parque

Avaliação da eficiência e produtividade de empresas de base tecnológica em incubadoras: o caso de estudo do Madan Parque José Miguel Pereira dos Sanos Licenciado em Ciências de Engenharia e Gesão Indusrial Avaliação da eficiência e produividade de empresas de base ecnológica em incubadoras: o caso de esudo do Madan Parque

Leia mais

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney).

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney). 4. Mercado de Opções O mercado de opções é um mercado no qual o iular (comprador) de uma opção em o direio de exercer a mesma, mas não a obrigação, mediane o pagameno de um prêmio ao lançador da opção

Leia mais

Ascensão e Queda do Desemprego no Brasil: 1998-2012

Ascensão e Queda do Desemprego no Brasil: 1998-2012 Ascensão e Queda do Desemprego no Brasil: 1998-2012 Fernando Siqueira dos Sanos Resumo: ese rabalho analisa a evolução do desemprego nos úlimos anos, com foco no período 1998 a 2012 devido à melhor disponibilidade

Leia mais

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal.

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal. IPES Texo para Discussão Publicação do Insiuo de Pesquisas Econômicas e Sociais Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos eses de susenabilidade da políica fiscal. Luís Anônio Sleimann

Leia mais

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973)

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973) Curva de Phillips, Inflação e Desemprego Lopes e Vasconcellos (2008), capíulo 7 Dornbusch, Fischer e Sarz (2008), capíulos 6 e 7 Mankiw (2007), capíulo 13 Blanchard (2004), capíulo 8 A inrodução das expecaivas:

Leia mais

CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE NO BRASIL: O QUE NOS DIZ O REGISTRO DE LONGO PRAZO

CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE NO BRASIL: O QUE NOS DIZ O REGISTRO DE LONGO PRAZO CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE NO BRASIL: O QUE NOS DIZ O REGISTRO DE LONGO PRAZO (Maio de 2001) (Versão preliminar. Somene para comenários. Favor não ciar) Inrodução 3 E. Bacha 1 R. Bonelli 2 Após duas décadas

Leia mais

OS EFEITOS DO CRÉDITO RURAL E DA GERAÇÃO DE PATENTES SOBRE A PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA hfsspola@esalq.usp.br

OS EFEITOS DO CRÉDITO RURAL E DA GERAÇÃO DE PATENTES SOBRE A PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA hfsspola@esalq.usp.br OS EFEITOS DO CRÉDITO RURAL E DA GERAÇÃO DE PATENTES SOBRE A PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA hfsspola@esalq.usp.br Apresenação Oral-Ciência, Pesquisa e Transferência de Tecnologia HUMBERTO FRANCISCO SILVA

Leia mais

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO 78 EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL Pâmela Amado Trisão¹ Kelmara Mendes Vieira² Paulo Sergio Cerea³ Reisoli

Leia mais

GUIA DE ADEQUAÇÃO AMBIENTAL PARA DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS. Instruções para a Alta Direção e o Responsável Ambiental (RA)

GUIA DE ADEQUAÇÃO AMBIENTAL PARA DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS. Instruções para a Alta Direção e o Responsável Ambiental (RA) GUIA DE ADEQUAÇÃO AMBIENTAL PARA DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS Insruções para a Ala Direção e o Responsável Ambienal (RA) DIS TR IBU IDO R Adapado de: MANUAL DE ADEQUAÇÃO AMBIENTAL PARA CONCESSIONÁRIAS DE

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. 1 O argumento da inconsistência dinâmica apóia-se na idéia de que os agentes conhecem o incentivo

1 INTRODUÇÃO. 1 O argumento da inconsistência dinâmica apóia-se na idéia de que os agentes conhecem o incentivo 0 INTRODUÇÃO A queda do sisema de Breom Woods e, poseriormene, a ausência de uma relação esreia enre moeda e renda, dada pela insabilidade da velocidade de circulação da moeda, inciou o desenvolvimeno

Leia mais

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS ARTIGO: TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS REVISTA: RAE-elerônica Revisa de Adminisração de Empresas FGV EASP/SP, v. 3, n. 1, Ar. 9, jan./jun. 2004 1

Leia mais

CUSTOS DE MUDANÇA: ESTIMATIVAS PARA O SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO. XVI Encontro de Economia da Região Sul

CUSTOS DE MUDANÇA: ESTIMATIVAS PARA O SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO. XVI Encontro de Economia da Região Sul CUSTOS DE MUDANÇA: ESTIMATIVAS PARA O SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO XVI Enconro de Economia da Região Sul Área ANPEC: 7. Microeconomia e Economia Indusrial Mariana Oliveira e Silva 1 Cláudio Ribeiro de Lucinda

Leia mais

A Utilização da Inteligência Competitiva Empreendedora nas Micro e Pequenas Empresas

A Utilização da Inteligência Competitiva Empreendedora nas Micro e Pequenas Empresas A Uilização da Ineligência Compeiiva Empreendedora nas Micro e Pequenas Empresas Maria das Graças Vieira Conadora. Mesre em Adminisração Financeira e Douora em Educação UFPB. Professora da Faculdade Maurício

Leia mais

CÁLCULO DO PRODUTO POTENCIAL E DO HIATO DO PRODUTO PARA A ECONOMIA PORTUGUESA*

CÁLCULO DO PRODUTO POTENCIAL E DO HIATO DO PRODUTO PARA A ECONOMIA PORTUGUESA* Arigos Ouuno 2006 CÁLCULO DO PRODUTO POTENCIAL E DO HIATO DO PRODUTO PARA A ECONOMIA PORTUGUESA* Vanda Almeida** Ricardo Félix** 1. INTRODUÇÃO O Produo Inerno Bruo (PIB) consiui um dos principais indicadores

Leia mais

Área Temática: 5. Economia Industrial, da ciência, tecnologia e inovação

Área Temática: 5. Economia Industrial, da ciência, tecnologia e inovação EVOLUÇÃO DO CRÉDITO INDUSTRIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE A PARTIR DE FATORES MACROECONÔMICOS Pâmela Amado Trisão Aluna do Programa de Pós-Graduação em Adminisração da Universidade Federal de Sana Maria- UFSM

Leia mais

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elérica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Resumo Ese rabalho propõe a aplicação do modelo ARX para projear o consumo residencial de energia elérica

Leia mais

Composição Ótima da Dívida Pública Federal: Definição de uma Referência de Longo Prazo

Composição Ótima da Dívida Pública Federal: Definição de uma Referência de Longo Prazo Composição Óima da Dívida Pública Federal: Definição de uma Referência de Longo Prazo Brasília 2011 MINISTRO DA FAZENDA Guido Manega SECRETÁRIO-EXECUTIVO Nelson Henrique Barbosa Filho SECRETÁRIO DO TESOURO

Leia mais

AÇÕES DO MERCADO FINACEIRO: UM ESTUDO VIA MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS

AÇÕES DO MERCADO FINACEIRO: UM ESTUDO VIA MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS AÇÕES DO MERCADO FINACEIRO: UM ESTUDO VIA MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS Caroline Poli Espanhol; Célia Mendes Carvalho Lopes Engenharia de Produção, Escola de Engenharia, Universidade Presbieriana Mackenzie

Leia mais

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 IV SEMEAD METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 RESUMO Uma das ferramenas de gesão do risco de mercado

Leia mais

2. Referencial Teórico

2. Referencial Teórico 15 2. Referencial Teórico Se os mercados fossem eficienes e não houvesse imperfeições, iso é, se os mercados fossem eficienes na hora de difundir informações novas e fossem livres de impedimenos, índices

Leia mais

COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA REGIONAL COMITÊ NACIONAL BRASILEIRO

COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA REGIONAL COMITÊ NACIONAL BRASILEIRO COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA REGIONAL COMITÊ NACIONAL BRASILEIRO V CIERTEC - SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO DE PERDAS, EFICIENTIZAÇÃO ENERGÉTICA E PROTEÇÃO DA RECEITA NO SETOR ELÉTRICO Área

Leia mais

1 Introdução. Onésio Assis Lobo 1 Waldemiro Alcântara da Silva Neto 2

1 Introdução. Onésio Assis Lobo 1 Waldemiro Alcântara da Silva Neto 2 Transmissão de preços enre o produor e varejo: evidências empíricas para o seor de carne bovina em Goiás Resumo: A economia goiana vem se desacado no conexo nacional. Seu PIB aingiu R$ 75 bilhões no ano

Leia mais

Série Textos para Discussão

Série Textos para Discussão Universidade Federal do Rio de J a neiro Insiuo de Economia Teses de Racionalidade para Loerias no Brasil TD. 010/2004 Marcelo Resende Marcos A. M. Lima Série Texos para Discussão Teses de Racionalidade

Leia mais

Valor do Trabalho Realizado 16.

Valor do Trabalho Realizado 16. Anonio Vicorino Avila Anonio Edésio Jungles Planejameno e Conrole de Obras 16.2 Definições. 16.1 Objeivo. Valor do Trabalho Realizado 16. Parindo do conceio de Curva S, foi desenvolvida pelo Deparameno

Leia mais

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities 18 2 Relação enre câmbio real e preços de commodiies Na exensa lieraura sobre o cálculo da axa de câmbio de longo prazo, grande pare dos modelos economéricos esimados incluem os ermos de roca como um dos

Leia mais

Análise da competitividade do algodão e da soja de Mato Grosso entre 1990 e 2006

Análise da competitividade do algodão e da soja de Mato Grosso entre 1990 e 2006 189 Análise da compeiividade do algodão e da soja de Mao Grosso enre 1990 e 2006 Resumo Sonia Sueli Serafim de Souza e Sandra Crisina de Moura Bonjour Ese arigo eve como objeivo fazer uma análise da compeiividade

Leia mais

APLICAÇÃO DE MODELOS DE VALUE-AT-RISK COM QUEBRA DE ESTRUTURA A RENDIBILIDADES DO MERCADO ACIONISTA PORTUGUÊS. Aida Sofia Liliu Napoleão Leal

APLICAÇÃO DE MODELOS DE VALUE-AT-RISK COM QUEBRA DE ESTRUTURA A RENDIBILIDADES DO MERCADO ACIONISTA PORTUGUÊS. Aida Sofia Liliu Napoleão Leal Insiuo Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa Deparameno de Finanças Faculdade de Ciências Deparameno de Maemáica APLICAÇÃO DE MODELOS DE VALUE-AT-RISK COM QUEBRA DE ESTRUTURA A RENDIBILIDADES DO

Leia mais

SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL

SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL Elaine Aparecida Fernandes RESUMO: Diane da consaação de que os spreads bancários brasileiros (diferença enre as axas de juros de capação e aplicação dos bancos) se enconram em

Leia mais

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil Ozawa Gioielli Sabrina P.; Gledson de Carvalho, Anônio; Oliveira Sampaio, Joelson Capial de risco

Leia mais

ANÁLISE DO ARMAZENAMENTO DE MILHO NO BRASIL COM UM MODELO DINÂMICO DE EXPECTATIVAS RACIONAIS

ANÁLISE DO ARMAZENAMENTO DE MILHO NO BRASIL COM UM MODELO DINÂMICO DE EXPECTATIVAS RACIONAIS ANÁLISE DO ARMAZENAMENTO DE MILHO NO BRASIL COM UM MODELO DINÂMICO DE EXPECTATIVAS RACIONAIS VANIA DI ADDARIO GUIMARÃES Tese apresenada à Escola Superior de Agriculura Luiz de Queiroz, Universidade de

Leia mais

Compressão de projetos e leis de custos na era do conhecimento

Compressão de projetos e leis de custos na era do conhecimento IX ongresso Inernacional de usos - Florianópolis, S, Brasil - 28 a 30 de novembro de 2005 ompressão de projeos e leis de cusos na era do conhecimeno Márcio Boelho da Fonseca Lima (Universidade Federal

Leia mais

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Mauridade e desafios da Engenharia de Produção: compeiividade das empresas, condições de rabalho, meio ambiene. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de ouubro

Leia mais

Influência da Taxa de Câmbio e do Dólar sobre os Preços da Borracha Natural Brasileira

Influência da Taxa de Câmbio e do Dólar sobre os Preços da Borracha Natural Brasileira INFLUÊNCIA DA TAXA DE CÂMBIO E DO DÓLAR SOBRE OS PREÇOS DA BORRACHA NATURAL BRASILEIRA naisysilva@yahoo.com.br APRESENTACAO ORAL-Comercialização, Mercados e Preços NAISY SILVA SOARES; MÁRCIO LOPES DA SILVA;

Leia mais

Poder municipal: participação, descentralização e políticas públicas inovadoras*

Poder municipal: participação, descentralização e políticas públicas inovadoras* Poder municipal: paricipação, descenralização e políicas públicas inovadoras* Reginaldo Souza Sanos** Elizabeh Maos Ribeiro*** S UMÁRIO: 1. Inrodução; 2. Efeios do modelo de gesão e da políica federal

Leia mais

EFEITOS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL SOBRE A PRODUTIVIDADE: A EVIDENCIA EMPIRICA PARA O NORDESTE BRASILEIRO UTILIZANDO VETORES AUTOREGRESSIVOS (VAR).

EFEITOS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL SOBRE A PRODUTIVIDADE: A EVIDENCIA EMPIRICA PARA O NORDESTE BRASILEIRO UTILIZANDO VETORES AUTOREGRESSIVOS (VAR). EFEITOS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL SOBRE A PRODUTIVIDADE: A EVIDENCIA EMPIRICA PARA O NORDESTE BRASILEIRO UTILIZANDO VETORES AUTOREGRESSIVOS (VAR). Jocildo Fernandes Bezerra 1 Professor do Deparameno de

Leia mais

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico 146 CAPÍULO 9 Inrodução ao Conrole Discreo 9.1 Inrodução Os sisemas de conrole esudados aé ese pono envolvem conroladores analógicos, que produzem sinais de conrole conínuos no empo a parir de sinais da

Leia mais

Espaço SENAI. Missão do Sistema SENAI

Espaço SENAI. Missão do Sistema SENAI Sumário Inrodução 5 Gerador de funções 6 Caracerísicas de geradores de funções 6 Tipos de sinal fornecidos 6 Faixa de freqüência 7 Tensão máxima de pico a pico na saída 7 Impedância de saída 7 Disposiivos

Leia mais

Câmbio de Equilíbrio

Câmbio de Equilíbrio Câmbio de Equilíbrio Seção 1 Meodologia do cálculo do câmbio...4 Seção 2 - Passivo Exerno... 11 Seção 3 Susenabilidade do Passivo Exerno... 15 Seção 4 - Esimaivas... 17 Seção 5 - Conclusão... 20 2 Inrodução

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE INOVAÇÃO EM UM MODELO COM RESTRIÇÃO EXTERNA

SISTEMA NACIONAL DE INOVAÇÃO EM UM MODELO COM RESTRIÇÃO EXTERNA SISTEMA NACIONAL DE INOVAÇÃO EM UM MODELO COM RESTRIÇÃO EXTERNA Resumo: Fabricio J. Missio Luciano F. Gabriel O objeivo do arigo é invesigar as iner-relações eóricas e empíricas enre crescimeno econômico,

Leia mais

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA NÍVEL MESTRADO

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA NÍVEL MESTRADO UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA NÍVEL MESTRADO Luís Anônio Sleimann Berussi MULTICOINTEGRAÇÃO E POLÍTICAS FISCAIS: UMA AVALIAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

Leia mais

Regras de Cálculo dos Índices PSI

Regras de Cálculo dos Índices PSI Regras de Cálculo dos Índices PSI Seembro 2003 Versão 3.0 EURONEXT Sede : Praça Duque de Saldanha, nº 1 5º A - 1050-094 Lisboa Tel: 21 790 00 00 Fax: 21 795 20 19 Inerne: www.euronex.com REGRAS DE CÁLCULO

Leia mais

O MECANISMO DE TRANSMISSÃO MONETÁRIA PARA UMA PEQUENA ECONOMIA ABERTA INTEGRADA NUMA UNIÃO MONETÁRIA* 1

O MECANISMO DE TRANSMISSÃO MONETÁRIA PARA UMA PEQUENA ECONOMIA ABERTA INTEGRADA NUMA UNIÃO MONETÁRIA* 1 Arigos Primavera 29 O MECANISMO DE TRANSMISSÃO MONETÁRIA PARA UMA PEQUENA ECONOMIA ABERTA INTEGRADA NUMA UNIÃO MONETÁRIA* Bernardino Adão**. INTRODUÇÃO Nese rabalho é analisado um modelo esilizado de uma

Leia mais

IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DA CONSERVAÇÃO DE PAVIMENTOS PARA O MUNICÍPIO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL

IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DA CONSERVAÇÃO DE PAVIMENTOS PARA O MUNICÍPIO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DA CONSERVAÇÃO DE PAVIMENTOS PARA O MUNICÍPIO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL SUSANA MENESES ASSISTENTE, ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL, INSTITUTO

Leia mais

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO SÃO PAULO 2007 Livros Gráis hp://www.livrosgrais.com.br

Leia mais

A Previdência Social Brasileira após a Transição Demográfica: Simulações de Propostas de Reforma

A Previdência Social Brasileira após a Transição Demográfica: Simulações de Propostas de Reforma Tema 2 Tópicos Especiais de Finanças Públicas 2.3 Reforma do Esado: Reforma Adminisraiva e Reforma Previdenciária A Previdência Social Brasileira após a Transição Demográfica: Simulações de Proposas de

Leia mais

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa?

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa? 3 O impaco de choques exernos sobre a inflação e o produo dos países em desenvolvimeno: o grau de aberura comercial impora? 3.1.Inrodução Todas as economias esão sujeias a choques exernos. Enreano, a presença

Leia mais

DA ECONOMIA PORTUGUESA NO CONTEXTO INTERNACIONAL

DA ECONOMIA PORTUGUESA NO CONTEXTO INTERNACIONAL DA ECONOMIA PORTUGUESA NO CONTEXTO INTERNACIONAL António Rebelo de Sousa Universidade Lusíada de Lisboa Universidade Técnica de Lisboa Professor Associado com Agregação. RESUMO O presente artigo pretende

Leia mais

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil Marcello da Cunha Sanos Dívida pública e coordenação de políicas econômicas no Brasil Belo Horizone, MG Cenro de Desenvolvimeno e Planejameno Regional Faculdade de Ciências Econômicas UFMG 4 Marcello da

Leia mais

A Produtividade do Capital no Brasil de 1950 a 2002

A Produtividade do Capital no Brasil de 1950 a 2002 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Insiuo de Ciências Humanas Deparameno de Economia DOUTORADO EM ECONOMIA A Produividade do Capial no Brasil de 1950 a 2002 Aumara Feu Orienador: Prof. Maurício Baraa de Paula Pino

Leia mais

Ampliador com estágio de saída classe AB

Ampliador com estágio de saída classe AB Ampliador com eságio de saída classe AB - Inrodução Nese laboraório será esudado um ampliador com rês eságios empregando ransisores bipolares, com aplicação na faixa de áudio freqüência. O eságio de enrada

Leia mais

Uma Análise Sobre a Sustentabilidade de Médio-Prazo da Dívida Pública Brasileiro Sob Condições de Risco (2008-2012)

Uma Análise Sobre a Sustentabilidade de Médio-Prazo da Dívida Pública Brasileiro Sob Condições de Risco (2008-2012) Uma Análise Sobre a Susenabilidade de Médio-Prazo da Dívida Pública Brasileiro Sob Condições de Risco (2008-202) Jaime Ferreira Dias * José Luis Oreiro ** Resumo: Ese arigo em por objeivo analisar a dinâmica

Leia mais

Política creditícia no Brasil: o sertão vai virar mar?

Política creditícia no Brasil: o sertão vai virar mar? Políica crediícia no Brasil: o serão vai virar mar? Abril, 2013 Paulo Maos Joyciane Vasconcelos Chrisiano Penna CAEN/ UFC UFC/Sobral CAEN/ UFC paulomaos@caen.ufc.br ciany_vasconcelos@homail.com cmp@caen.ufc.br

Leia mais