com crianças brasileiras em sua maioria, onde a língua é ensinada com a ajuda de professores, livros e materiais didáticos. Assim como objetivos

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1 8 INTRODUÇÃO Há várias razões para se estudar a aquisição da segunda língua em uma escola bilíngüe, entre elas, está o fato de que a escola bilíngüe possui como proposta a articulação e organização do seu projeto pedagógico, de modo que seus alunos desenvolvam a capacidade de se expressar na oralidade e na escrita, com competência equivalente, em dois idiomas. Neste tipo de escola a segunda língua não é uma matéria complementar: ela é integrada ao currículo básico da escola. Sendo um conteúdo fundamental, ela faz parte da vida escolar da criança desde os primeiros anos. E a partir do papel da escola bilíngüe, a questão que se levanta é como ocorre à aquisição da segunda língua em uma escola bilíngüe? Esta pesquisa se justifica pela relevância, para a comunidade científica e para a sociedade, da literatura estudada e dos dados a serem obtidos sobre a aquisição bilíngüe da segunda língua em uma escola bilíngüe, em razão da importância da sua presença na aquisição de habilidade oral em LE, a fim de que se possa reconhecer a importância da escola bilíngüe no aprendizado de uma segunda língua. Este estudo possibilitará aos professores de LE um esclarecimento sobre o que seja a aquisição de segunda língua e como o ambiente escolar bilíngüe pode influenciar nessa aquisição. Este trabalho poderá servir como fonte de referência para que uma visão redimensionada de aprendizagem de LE se instale no meio escolar e também como embasamento teórico para outras pesquisas na área ou áreas afins. De uma forma geral, não se busca com esta pesquisa apontar conclusões generalizadoras, mas trazer a tona aspectos relevantes na compreensão da aquisição de uma segunda língua em uma escola bilíngüe através da criança, pesquisando e incitando as futuras pesquisas que venham a contribuir para a ampliação do conhecimento na área. A coleta e análise de dados, provenientes de aulas em LE (língua inglesa) durante três meses, de fevereiro a maio do ano de 2008, bem como a fundamentação teórica da pesquisa cujo objetivo geral é pesquisar como ocorre a aprendizagem de segunda língua em uma escola bilíngüe. A intenção é apresentar como se dá o processo de aquisição da segunda língua em uma escola bilíngüe,

2 9 com crianças brasileiras em sua maioria, onde a língua é ensinada com a ajuda de professores, livros e materiais didáticos. Assim como objetivos específicos são: observar o cotidiano diário das crianças na sala de aula e fora dela (refeitório); analisar o material didático referente ao desenvolvimento da habilidade oral nas aulas observadas; levantar as orientações/parâmetros existentes para os professores de língua estrangeira, com referência específica aquisição de segunda língua. Os procedimentos utilizados para que se alcancem os objetivos desta pesquisa estão abaixo apresentados de acordo com as etapas seguidas: Na 1.a etapa, realizada no final do segundo semestre de 2007, com o auxílio da professora orientadora, parte da literatura foi consultada e, no primeiro semestre de 2008 ocorreu a elaboração de instrumentos de coleta de dados e pilotagem deles, realizada com duas professoras de língua inglesa, que lecionam para crianças do infantil II e III da educação infantil, rede privada, na cidade de Curitiba, Paraná. Na 2.a etapa, a literatura já consultada sobre o assunto foi revisada e a ela incorporada novas leituras que serviram como base para o refinamento dos instrumentos de coleta de dados. Os instrumentos de coleta de dados propostos para o alcance dos objetivos da pesquisa foram os seguintes: Observação de aulas: A observação ocorreu de forma participativa e não-estruturada. Na observação participativa o pesquisador se torna parte da situação observada, interagindo por longos períodos de tempo com os sujeitos, partilhando seu cotidiano para sentir o que é estar naquela situação; a importância da observação participativa está relacionada à valorização do instrumental humano, característica da tradição etnográfica. (MAZZOTI e GEWANDSZNADJER, 1998, p. 167). A observação nãoestruturada é aquela nas quais os comportamentos não são predeterminados; eles são observados e relatados da forma como ocorrem. Foram observadas seis aulas de dois grupos distintos. Um dos grupos com crianças na faixa etária de três a quatro anos e o outro com crianças de dois a três anos. Cuja observação foi o tópico de domínio da língua: vocabulário. Também foram realizadas outras ações, a saber: Verificação do material didático utilizado nas aulas: do vocabulário e da estrutura de uma forma geral.

3 10 Questionários para professores: sobre sua prática pedagógica e sobre a sua reflexão sobre o papel da escola bilíngüe na aquisição da segunda língua. Houve diálogos informais com a coordenação (ou equipe pedagógica) responsável pelo apoio aos docentes nas escolas: sobre os parâmetros que norteiam o ensino de língua estrangeira na instituição, com foco na aquisição da segunda língua. O mesmo procedimento com as mães das crianças que além da conversa informal elas também receberam um questionário. O escopo deste trabalho é a aquisição bilíngüe em ambiente formal de sala de aula, pois a aquisição de uma segunda língua pode ocorrer também no ambiente natural, isto é onde a língua é falada por falantes nativos. No capítulo 1 é apresentado o conceito de linguagem, do pesquisador e autor Chomsky, assim como Saussure, que também enfatiza o sistema lingüístico em seu estudo, e dentro desse estudo ele faz a distinção entre competência lingüística e desempenho. Além disso, as três principais correntes teóricas são apresentadas: Behaviorismo, Inatismo, Construtivismo Cognitivo e Construtivismo Interacionista. O mesmo capítulo expõe também as principais correntes teóricas, no âmbito da aquisição da segunda língua. Depois, o capítulo traz a aquisição bilíngüe da língua e as hipóteses segundo Genesee: Sistema único da língua e sistema duplo da língua. O capítulo 2 aborda o conceito de bilingüismo, suas subdivisões e fases. Apresenta também um breve histórico da escola bilíngüe no Brasil e as etapas de desenvolvimento da aquisição da segunda língua pela criança. O capítulo 3 é referente à metodologia e material de análise, trata sobre a metodologia da investigação. Os instrumentos são apresentados, o desenho da pesquisa bem como o seu contexto. Além disso, há a descrição dos procedimentos científicos. No capítulo 4 é apresentada a análise de dados. A discussão das análises se encontra no capítulo 5. Finalmente, as considerações finais descrevem o processo da pesquisa de uma forma geral e a reflexão acerca do tema, resultantes dos dados obtidos com o estudo empírico e sua relação com a fundamentação teórica do trabalho. Para ampliar a compreensão do tema é relevante se iniciar com um pequeno panorama da aquisição da língua em geral.

4 11 Os psicolinguistas estudam a aquisição para entender o desenvolvimento cognitivo, os sociolinguistas querem compreender as distintas sociedades através dos diferentes falares, enquanto os neurolinguistas relacionam a aquisição com o desenvolvimento biológico. E muitos outros profissionais se ocupam do tema, de várias formas. A linguagem juntamente com outras habilidades é o que difere o ser humano dos animais. Entre as hipóteses do senso comum sobre o que é a linguagem e as línguas, atualmente há a predominância de uma que considera a linguagem como instrumento de comunicação. É uma hipótese contemporânea delimitada, entre outras coisas, pela mídia. Esta hipótese acompanha duas outras: a de que dizer é, fundamentalmente, informar; e a de que a linguagem expressa os pensamentos e sentimentos humanos. Mas afinal o que é a linguagem? No capítulo a seguir a linguagem será abordada e na seqüência a aquisição da primeira e segunda língua, bilingüismo e a observação das crianças em uma escola bilíngüe brasileira.

5 12 CAPÍTULO 1 - A LINGUAGEM INTRODUÇÃO A linguagem é algo tão natural que muitos até acreditam que ela seja um fenômeno bastante simples, não somente pela questão da naturalidade, mas pelo fato de crianças com cinco anos de idade já serem capazes de falar e compreender tão bem como os adultos. E por essa percepção de simplicidade dá-se, muitas vezes, pouca atenção ao assunto. A maioria das pessoas não percebe que a capacidade de fazer uso da linguagem exige um conhecimento bastante profundo, do qual os falantes não estão conscientes. É devido a essa complexidade que se revela a importância de seu estudo. A linguagem que será abordada nesta pesquisa é a verbal, cuja função é viabilizar o pensamento através da comunicação oral. Para se comunicar verbalmente é necessário um código comum entre os indivíduos de um determinado núcleo social. Saussure (1997, p.17) denomina esse código mencionado de língua, que ele afirma ser autônoma e possuir várias convenções. Ao tratar do tema linguagem, o autor apresenta a dicotomia língua/fala. A língua é de natureza social, homogênea, organizada, única e sistematizada. Já a fala, por sua vez, é individual, heterogênea, múltipla, desordenada, e é através dela que se pode estabelecer a língua. A linguagem humana é a soma desses dois elementos: língua e fala. Ao separar os dois objetos de estudo língua e fala, Saussure prioriza o estudo da língua. Na década de 60, Chomsky, assim como Saussure, também enfatiza o sistema lingüístico em seu estudo, e dentro desse estudo ele faz a distinção entre competência lingüística e desempenho. Chomsky apud Ellis (1996, p. 12 e 13) afirma que competência é o conhecimento lingüístico do falante e desempenho é o uso que o falante faz do conhecimento lingüístico.

6 13 1. AQUISIÇÃO DA PRIMEIRA LÍNGUA A aquisição da língua é um dos aspectos do desenvolvimento do ser humano. Ainda pequenas, as crianças já fazem uso da língua falada pelos adultos que a cercam, desenvolvem elementos gramaticais complexos e se comunicam de maneira, muitas vezes, surpreendentes. Essa incrível habilidade em adquirir a língua materna tem atraído à atenção de vários estudiosos. E para explicar a trajetória, que vem desde o primeiro choro até a complexidade da linguagem adulta, há três principais correntes teóricas que buscam a compreensão do tema: Behaviorismo, Inatismo, Construtivismo Cognitivo e Construtivismo Interacionista. 1.1 Behaviorismo Essa é uma teoria psicológica de aprendizado que teve grande influência nas décadas de 40 e 50, principalmente nos Estados Unidos. Os behavioristas acreditavam que o aprendizado da língua era o resultado da imitação, prática, recompensa no êxito da aprendizagem e formação de hábito. Na visão behaviorista, é da natureza da criança que ela imite os sons e modelos de palavras e frases que ela ouve. Para que ela possa fazer um desenvolvimento correto desses elementos, acreditava-se que era necessário que, no decorrer desse processo, ela recebesse uma recompensa ou punição, que seria a resposta a sua atuação. A imitação, a prática e o reforço seriam os alicerces dessa corrente na explicação da aquisição da língua. Em 1957, o behaviorista Skinner em seu livro Verbal Behavior (comportamento verbal) descreve sua teoria de aquisição da língua. Conhecido por realizar experimentos com o comportamento dos animais, em sua teoria do comportamento verbal, Skinner dá continuidade da sua teoria de aprendizagem, o condicionamento operante. Segundo Brown (1980, p. 19) o condicionamento operante acontece quando o sujeito emite uma resposta, ou operante (uma frase ou pronunciamento) sem que haja estímulo; o operante continua se houver o reforço. O autor afirma que, para Skinner, é possível se controlar o comportamento verbal através de reforço, positivo ou negativo. Se estes comportamentos forem recompensados quando

7 14 houver acerto, ou seja, o individuo cumprir determinada tarefa de maneira desejada o comportamento que no caso da aquisição da segunda língua é o verbal se mantém e, se no comportamento inadequado ou a tarefa mal cumprida o individuo sofrer uma punição, o comportamento considerado errado diminui, até que aos poucos o esse tipo de comportamento vai desaparecendo. Skinner acreditava que não era necessária a ativação de mecanismos internos para a aquisição da língua e ele afirmava que o processo de aquisição de língua do ser humano era semelhante ao processo de aquisição de outros comportamentos, assim como era o processo de aprendizado dos ratos que ele analisava em suas experiências. (LOWE e GRAHAM, 1998, p.68). Para os pesquisadores do processo de aquisição da língua, a visão behaviorista pode contribuir na explicação básica e inicial da aquisição de língua, contudo, ela não contempla aspectos mais complexos dessa aquisição. Segundo Brown (1980) houve muitas críticas ao behaviorismo, com o argumento de que a aquisição da linguagem vai muito além da prática e da imitação e o principal crítico da teoria behaviorista de Skinner foi Chomsky com sua teoria inatista. 1.2 Inatismo Essa é a teoria que explica a aquisição da língua como algo inato, em que o sujeito é biologicamente preparado para fazer uso da linguagem por possuir dispositivos que acionam essa aquisição. O lingüista Noam Chomsky desenvolveu esta teoria por acreditar que a aquisição da língua ia além do que a teoria behaviorista apresentava. Ele afirma que só é possível à criança adquirir uma língua, já que ela vive em um ambiente lingüístico limitado 1, se houver um tipo de mecanismo mental que lhe possibilite perceber as regras e usá-las em sua fala. Chomsky apud Lightbown e Spada (2000) denominou esse mecanismo de LAD ( Language Acquisition Device) Dispositivo de Aquisição de Linguagem. Lightbown e Spada (2000, p.16) descrevem o LAD como uma caixa preta imaginária que há em algum lugar na mente, que Chomsky acreditava conter todos 1 Ambiente limitado, neste trabalho, tem como significado o fato de a fala humana ser imperfeita e não contemplar todos os elementos que poderiam contribuir para a aquisição da língua materna.

8 15 os princípios universais de todas as línguas humanas e que, para ser ativado, só seria necessário o contato da criança com a língua. Chomsky e pesquisadores adeptos não fazem mais uso do termo LAD e atualmente se referem ao dispositivo como Universal Grammar (UG) Gramática Universal. Lightbown e Spada (2000) explicam que a UG é composta de uma série de princípios que fazem parte de todas as línguas. Através da UG a criança necessita apenas adquirir os parâmetros que definem a língua do ambiente ao seu redor. Mesmo apresentando relevantes aspectos ao estudo da aquisição da língua materna, a teoria inatista prioriza muito mais o produto final, menosprezando os aspectos do desenvolvimento da aquisição da língua. Por isso, muitos também foram os críticos dessa corrente teórica, um deles foi Jean Piaget, na defesa do construtivismo cognitivo. 1.3 Construtivismo Cognitivo O psicólogo suíço Jean Piaget percebia a aquisição da língua de forma diferente dos inatistas. Ele não via a aquisição como algo inato, mas como um fator evolutivo. Apesar de não ter desenvolvido muitos trabalhos em relação à linguagem, Piaget acreditava que o desenvolvimento da linguagem era semelhante ao da inteligência, e incluía o aprendizado da linguagem dentro de um desenvolvimento cognitivo mais geral. ( LIGTHBOWN e SPADA, 2000) Ligthbown e Spada (2000, p.23) apontam que diferente da posição inatista, Piaget não via a língua baseada em um módulo separado da mente e que, para ele, a língua é um entre vários sistemas de símbolos que são desenvolvidos na infância 2. A criança, durante o crescimento, passa por várias etapas de desenvolvimento e vai construindo conhecimento, entre eles o da linguagem. Uma outra abordagem construtivista busca explicar a aquisição de língua pela criança, contudo, considerando a interação com as pessoas ao redor: a corrente interacionista. 2 Unlike the inatists, Piaget did not see language as based on a separate module of the mind. For him, language was one of a number of symbol systems which are developed in childhood.

9 Construtivismo Interacionista Alguns estudiosos criticaram a teoria piagetiana por não mostrar a importância do lado social no processo de aquisição da linguagem. Acreditava-se que era pertinente desenvolver uma teoria que ampliasse os estudos e passasse a contemplar a criança e o interlocutor no aspecto da exploração de elementos sociais e físicos. Partindo desse pressuposto é que surge a teoria de Vigotsky, psicólogo soviético que teve também como base o Construtivismo e explicava que o desenvolvimento da linguagem originava-se da interação comunicativa entre criança e adulto. Para Vigotsky (1999) em um ambiente interativo, a criança é capaz de alcançar níveis mais altos de conhecimento em comparação ao que ela poderia alcançar sem a interação. Ele denominava esse processo mencionado de zona de desenvolvimento proximal, seria o que a criança pode realizar na interação com outra pessoa, que tenha maior conhecimento, mas não seria possível se ela o tentasse sozinha. Vigotsky via a importância do contato entre crianças e adultos e percebia nesse contato a origem de linguagem e do pensamento. Ele apontava a relevância do estudo dessa relação, por ser a linguagem, enquanto fala, uma função que organiza o pensamento. A linguagem, que Vigotsky denominava de internalização da ação e do diálogo, era a reconstrução interna do processo que ocorreu externamente. Ou seja, a internalização primeiramente ocorreria no meio, na relação entre criança e adulto e depois internamente na criança. (VYGOTSKY, 1993) Para Lightbown e Spada (2000) as teorias, em geral, ajudam a explicar elementos diferentes do desenvolvimento da linguagem e a teoria interacionista pode contribuir na compreensão de como as crianças relacionam forma e significado na linguagem e de que forma elas interagem nas conversas e aprendem a usar a língua apropriadamente. Até o momento foi abordada a aquisição da primeira língua, o enfoque a partir daqui será na Aquisição da Segunda língua.

10 17 2. AQUISIÇÃO DE SEGUNDA LÍNGUA As crianças consideradas normais, em ambiente também considerado normal, obtêm êxito na aquisição da primeira língua, porém esta situação se distingue quando se trata da aquisição da segunda língua. Assim como na explicação da aquisição da primeira língua há as teorias que tratam a Aquisição da Segunda língua (SLA) e entre elas, como na aquisição da primeira, há aquela que enfatiza a formação de hábitos, a que valoriza as características inatas do ser humano e ainda a que considera a interação como fator principal da aquisição da segunda língua. 2.1 Behaviorismo Na visão behaviorista, a aquisição da segunda língua se assemelha em alguns aspectos à aquisição da primeira língua. O sujeito recebe as informações e faz associações entre palavras e objetos, essas associações se desenvolvem na medida em que são repetidas. Se o que for repetido estiver correto, o indivíduo deve receber uma recompensa e, se não estiver, ele deve sofrer uma punição. Para os behavioristas, a aquisição da segunda língua também é entendida como uma formação de hábitos. Os aprendizes trazem para o aprendizado da L2 os hábitos formados na L1, e esses hábitos podem ser favoráveis ou não para a aquisição da L2. Segundo Lado (1964) o behaviorismo se encontra relacionado com a Hipótese de Análise Contrastiva (CAH) 3, que busca os pontos que oferecem dificuldade na SLA. Os estudiosos em geral apontam dúvidas em relação à influência da L1 sobre a L2 e a CAH, nesse item, foi criticada porque nem sempre os erros que eram previstos ocorriam, e também porque muitos dos erros ocorridos não eram aqueles apontados pela hipótese. Esses e outros elementos contribuíram para que a CAH juntamente com o behaviorismo perdessem aos poucos o prestígio que lhes era conferido. 3 A Hipótese de Análise Contrastiva, segundo Lightbown e Spada (1991), foi desenvolvida por lingüistas estruturalistas na Europa e América do Norte e contribuiu no sentido de antever que onde há semelhanças entre a L1 e a L2, não há dificuldades de assimilação da L2, mas quando houver diferenças, o aprendiz poderá apresentar dificuldades nessa assimilação.

11 18 Para muitos estudiosos, o behaviorismo oferece uma explicação incompleta e inadequada para a aquisição de uma língua estrangeira; incompleta por não abordar vários outros elementos que ocorrem nesse processo e inadequada por estar baseada em experiências com animais. 2.2 Inatismo Segundo Lightbown e Spada (2000) Chomsky não estendeu sua teoria para a compreensão da SLA, contudo há uma teoria inatista para a aquisição da segunda língua, desenvolvida por Krashen e que teve grande influência no ensino de segunda língua. Freeman e Long (1991) afirmam que Krashen desenvolveu cinco hipóteses, a que denominava de Modelo Monitor. São elas: a hipótese da aquisição e aprendizado, a hipótese do monitor, a hipótese da ordem natural, a hipótese do input e a hipótese do filtro afetivo. Segundo Larsen-Freeman e Long (1991) a hipótese da aquisição e aprendizado baseia-se na distinção entre esses dois termos: aquisição se refere ao processo inconsciente do indivíduo no desenvolvimento da língua e aprendizado é o processo consciente desse desenvolvimento. A primeira geralmente acontece em um ambiente natural onde a língua é falada por nativos, e a segunda ocorre em sala de aula, com a ajuda de um professor e de materiais didáticos. A hipótese da ordem natural consiste na existência de uma ordem natural em que as regras são adquiridas e que não têm nada a ver com o que é imposto nos currículos escolares. Já, a hipótese do monitor resume a relação entre o que é adquirido e o que é aprendido; o adquirido é responsável pela fluência e correção intuitiva e o aprendido funciona como algo que corrige o que o sistema adquirido produziu. A hipótese do input (i+1) tenta explicar como o aprendiz adquire a segunda língua, o que Krashen acredita só ser possível através do input (dado, informação) compreensível. Essa hipótese aproxima-se da zona de desenvolvimento proximal de Vigotsky, e estuda a distância entre o desenvolvimento real da língua (representado pelo i, de input) e o desenvolvimento potencial da língua (representado pelo +1). E, finalmente, vem a hipótese do filtro afetivo, o qual Krashen afirmava ser um obstáculo imaginário que impede os aprendizes de adquirirem a língua através do

12 19 input disponível. Na visão de Krashen, fariam parte do filtro os elementos como motivação, autoconfiança, ansiedade, nervosismo, entre outros. Os elementos como nervosismo e ansiedade, entre outros considerados negativos, seriam desfavoráveis à aquisição da L2 e elevariam do filtro; a motivação, a calma e outros elementos considerados positivos permitiriam o nível do filtro baixar, favorecendo a aquisição da L2. A teoria inatista de Krashen foi duramente criticada por estar baseada apenas em intuições e apresentar poucas evidências. (LARSEN-FREEMAN e LONG,1991). A seguir será abordada a perspectiva da SLA na teoria Construtivismo Interacionista. 2.3 Construtivismo Interacionista A zona de desenvolvimento proximal de Vigotsky, e o i+1 de Krashen são hipóteses que buscam explicar as operações cognitivas envolvidas na aquisição da língua. Embora Vigotsky não tenha abordado diretamente o processo de aquisição da segunda língua, ele formulou idéias voltadas ao aprendizado e desenvolvimento da criança que têm implicações importantes para o ensino da segunda língua e o provimento do input. Para Vigotsky (1993) o indivíduo possui dois níveis de desenvolvimento: desenvolvimento real e desenvolvimento potencial, que influenciam no aprendizado desde o nascimento do indivíduo. Esse aprendizado vem antes da maturação. O sujeito, através da interação, progride do nível de desenvolvimento real para o nível de desenvolvimento potencial. Entre esses níveis está a zona de desenvolvimento proximal. A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o desenvolvimento real 4 e o nível de desenvolvimento potencial 5. O nível de desenvolvimento potencial se torna nível de desenvolvimento real através do aprendizado. Para Vigotsky o aprendizado estará sempre na frente do desenvolvimento e ele enfatizava a sociedade como determinante desse desenvolvimento. 4 Acontece quando o indivíduo soluciona o problema independente de outra pessoa ou auxílio. 5 Acontece quando o indivíduo pode solucionar um problema, mas somente com a ajuda de outra pessoa.

13 20 Richard-Amato (1988) afirma que Vigotsky percebia o aprendizado como um processo dinâmico entre professor e aluno, e remete para a importância do diálogo na sala de aula. O professor deve manter o seu foco nas habilidades do aluno, que forem emergindo. Essa relação cooperativa é importante para o ensino da L2 por levar a uma interação significativa. Através dessa interação o professor é naturalmente capaz de entender as habilidades emergentes. Na relação do nível de desenvolvimento (real e potencial) e a língua alvo, a teoria de Vigotsky faz sentido para a explicação do aprendizado da segunda língua em qualquer idade, estando as estruturas cognitivas já totalmente desenvolvidas ou não. A interação significativa demonstra ser fundamental. Em relação à teoria i+1, Krashen enfatiza o input compreensível na aquisição da segunda língua. Como a teoria de desenvolvimento proximal o i+1 se refere à distância entre o desenvolvimento real representado pelo i e o desenvolvimento potencial da língua representado pelo i+1. Krashen apud Amato (1988) sugere que o tipo de input que é mais propício à aquisição da segunda língua é o input relevante e interessante e que se aproxime do i+1 do indivíduo. Deve ser compreensível, próximo do nível real de desenvolvimento do sujeito (i), mas deve se estender além dos conceitos e estruturas que o aluno ainda não adquiriu (i+1). Segundo Amato (1988) em conversa com nativos da língua alvo em ambiente natural, nem sempre o input é compreensível, a menos que os interlocutores estejam conversando com a preocupação de proporcionar esse input compreensível e conheçam a importância do i+1. Enquanto o aprendiz não tiver a verdadeira compreensão dos diálogos, as palavras serão apenas ruídos, e esse sujeito pode levar muito mais tempo para adquirir a segunda língua, podendo gerar falta de estímulo e enfraquecer ainda mais a aquisição da L2. A instrução formal, ou seja, o aprendizado na sala de aula revelase extremamente positivo pelo trabalho do professor, desde que sejam propiciados a interação e o input compreensível.

14 21 3. A AQUISIÇÃO BILÍNGUE Como já foi afirmado nos capítulos anteriores, a aquisição da linguagem ainda é um fator surpreendente. Até os cinco anos, praticamente todas as crianças com seus aparelhos fonológicos considerados normais, tornam-se totalmente competentes em ao menos uma língua, a que tenham sido expostas por um período de tempo que possibilite a aquisição. O que também surpreende são aquelas crianças que simultaneamente adquirem proficiência em duas ou mais línguas durante a fase pré-escolar. Dentro do mesmo período de tempo no qual as crianças monolíngües aprendem uma língua, as bilíngües aprendem duas e conseguem fazer uso das mesmas em meios socialmente diversos e adequados. Há tantas crianças que crescem bilíngües quanto monolíngües, contudo, o bilingüismo infantil ainda é pouco compreendido e muitos não o aceitam e acreditam que a aprendizagem, na fase pré-escolar, de duas ou mais línguas pode acarretar problemas. O estudo da aquisição bilíngüe, nesta monografia baseia-se em pesquisas de autores estrangeiros, muitas das quais ainda não concluídas, pois ainda há muitos questionamentos em relação ao tema. Segundo Genesee (2004) embora toda a evidência de pesquisa ainda não esteja concluída, devido à aquisição bilíngüe ser extremamente complexa, atualmente há uma descrição mais detalhada de aspectos relevantes no desenvolvimento bilíngüe do que anteriormente. As crianças monolíngües geralmente aprendem suas línguas com seus responsáveis, e geralmente se encontram em semelhantes situações, pais e/ou responsáveis da mesma nacionalidade. Já as crianças bilíngües se encontram em diferentes situações e dependem além de seus pais, de outros fatores na aprendizagem da segunda língua. Seguem exemplos: Crianças bilíngües, cujos pais não são estrangeiros e/ou não moram no país onde a segunda língua é falada, dependem além dos pais no aprendizado da língua materna, das escolas bilíngües. Há aquelas que os pais possuem nacionalidades distintas e falam as duas línguas com a criança ou ainda aquelas cujos pais possuem nacionalidade diferente

15 22 da criança, ou seja, os pais moram em um país estrangeiro, onde a criança nasceu e há outros modelos que se optou por não apresentar aqui, por não ser o caso. O estudo da aquisição bilíngüe da primeira língua da criança (BFLA Bilingual first language acquisiton) 5 possui uma história marcante. Segundo Genesee (2006) em seu artigo Bilingual acquisition, em 1913, Ronjat psicólogo francês que publicou uma descrição detalhada da aquisição simultânea de duas línguas de seu próprio filho Louis, e apresentou um grande progresso nas duas línguas com pequenos erros, e esse êxito foi atribuído ao fato de ambos os pais usarem somente uma língua (línguas maternas de cada um) com o menino. Surgiram várias dúvidas na eficácia da BFLA, quando outro autor,leopold publicou um livro relatando a aquisição simultânea de duas línguas por sua filha, que mesmo seguindo os passos de Ronjat, a menina fazia uso de palavras das duas línguas, misturando-as, tornando a sua fala monolíngue, já que ela não apresentava o vocabulário de uma só língua em uma conversa, aspecto que levou o pesquisador a ter dúvidas sobre a o êxito da aquisição bilíngüe. Desta forma, esses relatos foram um marco no estudo da BFLA, surgindo então várias questões, entre elas se a aquisição bilíngüe prejudicaria o desenvolvimento lingüístico, acadêmico entre outros. Contudo essa questão não será discutida nessa pesquisa já que a mesma tem como alvo apresentar como se dá a aquisição bilíngüe da criança e não os seus efeitos, se esses realmente existirem. Esse panorama foi apresentado para dar início de fato à aquisição bilíngüe da primeira língua da criança. Contudo é bom deixar claro alguns itens: primeiro, existem alguns tipos de desenvolvimento bilíngüe, entre eles: quem adquire as duas línguas desde o nascimento e quem o faz na escola. Nesse trabalho optou-se pela abordagem da aquisição bilíngüe da primeira língua na escola. Outro ponto, se as crianças bilíngües possuem um ou dois sistemas lingüísticos para desenvolver as línguas. Segundo Genesee (2004) há duas hipóteses: Sistema único de linguagem e Sistema duplo de linguagem. 6 A primeira desenvolvida por Virginia Volterra e Traute Taeschner em 1978, cuja idéia é que o processo de aquisição da língua se inicia com um sistema único que combina as palavras e as regras gramaticais dos dados das duas línguas e no 5 Aquisição bilíngüe da primeira língua 6 Unitary Language System e Dual Language System (tradução minha)

16 23 próximo estágio as palavras se diferenciam em dois vocabulários, mas o sistema de regras gramaticais permanece o mesmo para ambas as línguas. No estágio final, o sistema de regras se torna diferenciado, e pode se dizer que a criança bilíngüe possui dois sistemas lingüísticos separados como os adultos. Já a segunda hipótese, que foi desenvolvida por Genesee: Dual Language System relata que a criança bilíngüe apresenta os dois sistemas lingüísticos separados desde o início da aquisição. Essas hipóteses serão apresentadas, pois as mesmas auxiliam na compreensão de como as crianças fazem uso de suas línguas e quais estágios elas passarão. E se a hipótese Unitary Language System estiver correta, a produção oral da criança bilíngüe se diferenciará da produção da criança monolíngue. Contudo Genesee (2004) apresenta vários casos que dão suporte a hipótese Sistema duplo de línguas. 7 Genesee (2006) relata a evidência que Volterra e Taeschne apresentam, de que a hipótese Sistema único de linguagem 8 seja verdadeira e afirma que é quando elas apontam que a falta de equivalências de tradução no vocabulário das crianças bilíngües torna a hipótese correta. Por exemplo: uma tradução equivalente nas duas línguas é a palavra coração em português e heart em inglês. Genesee (2004) afirma que na aquisição da segunda língua as crianças apresentam pares de palavras em seu vocabulário o que evidencia a hipótese Sistema duplo de língua, pois do contrário após terem aprendido a palavra em um dos idiomas, automaticamente não aprenderiam a palavra no outro idioma e conseqüentemente não a teriam em seus respectivos sistemas lingüísticos. O próprio GENESEE, já citado, recorda ainda que não se deve esperar que as crianças bilíngües tenham equivalência de tradução para todas as palavras porque essa situação dependerá das experiências dessas crianças e que mesmo com um grande número de equivalências dificilmente chegará a 100%. Segundo Goodz (1989) se a criança adquire duas línguas ao mesmo tempo, os estágios de desenvolvimento são semelhantes aos da criança monolíngue, não havendo atrasos na aprendizagem. Ainda há vários debates sobre o assunto contestando e apresentando menor aquisição em relação ao vocabulário em uma dada língua (Bialystok, 2001). 7 Dual Language System 8

17 24 Genesee (2004) afirma que as crianças que aprendem as duas línguas ao mesmo tempo, têm um desenvolvimento diferenciado no aprendizado das línguas em relação à criança monolíngue, porque uma das línguas será mais usada pela criança. Alguns pesquisadores entre eles (Goodz, 1989) afirmam não haver uma relação entre a proficiência da criança em cada língua e a quantidade de informação recebida pela criança nas línguas. Para as crianças que estão aprendendo a segunda língua sequencialmente, o desenvolvimento é diferente. Tabors and Snow (1994) afirmam que as crianças passam por quatro diferentes estágios, primeiramente a criança usará a língua materna, percebendo que não é a mesma língua do ambiente escolar, ela poderá fazer uma entre as opções: continuar falando a língua materna ou parar de falar de uma vez. No próximo passo, após desistir de falar na língua materna ela passará para o período não verbal no qual, ela não falará com ninguém, que pode ser um período curto, algumas tentam ensaiar a língua alvo, repetindo o que o falante da outra língua diz, em voz baixa. O terceiro estágio ocorre quando a criança está pronta para falar em público a segunda língua, quando ela passa a fazer uso do discurso telegráfico. O discurso telegráfico envolve o uso de algumas palavras, a criança diz apenas a idéia principal, por exemplo: want more 9 e há também segundo Wong Fillmore apud Ellis (1985) o discurso formulaic, um discurso no qual a criança usa frases prontas como, por exemplo: Can I take the toy? 10, sabendo que apenas com aquela frase ela obterá ou não permissão pegar o brinquedo, contudo ela não sabe o real significado da frase. Ao final desse processo, segundo Genesee (2006) a criança passa a produzir a língua. Esses passos apresentados não são rigorosos, já que está se tratando de seres humanos e não robôs, porque a criança pode estar em uma determinada fase e depois retornar para a anterior. Neste capítulo foram apresentadas as etapas pela qual a criança pode passar no processo de aquisição da língua. É importante relembrar que nesta pesquisa o 9 quero mais 10 Posso pegar o brinquedo? (exemplo meu)

18 25 foco é aquisição bilíngüe na escola. Mas afinal o que é o bilingüismo, Como a aprendizagem bilíngüe pode ocorrer no ambiente escolar? É possível a criança entre dois e quatro anos adquirir a segunda língua em uma escola bilíngüe? Essas e outras questões serão abordadas a seguir.

19 26 CAPÍTULO 2 O BILINGUISMO Introdução Saunders (1988) afirma que: "Bilingüismo é o indivíduo possuir duas línguas, e segundo Klein (2004): Ser verdadeiramente bilíngüe é ser capaz de falar duas línguas, a língua do próprio país (L1) e uma outra língua (L2) como um falante nativo. Existem vários tipos de bilíngües, e faz-se necessário uma categorização de acordo com a idade e habilidades. Existem inúmeros fatores que facilitam o bilingüismo infantil. A idade em que a criança foi exposta às duas línguas, o tipo e extensão de exposição a cada língua fazem partes desses fatores. Através da idade, o bilingüismo, no início da infância, é subdividido em: Bilingüismo simultâneo 11, seqüencial 12 e receptivo 13. Segundo Genesee (2006) o bilingüismo simultâneo é quando as línguas são aprendidas simultaneamente. A criança que se torna bilíngüe através do processo de bilingüismo simultâneo segue a mesma forma de aquisição da língua que a criança que aprende as duas línguas separadamente. No processo de aquisição bilíngüe simultânea há as seguintes fases: Fase inicial (até os três anos de idade): A criança nesta fase já adquiriu as regras básicas da gramática e compreende a língua falada, pode responder o que os outros dizem, pedir e obedecer a comandos. Fase média (entre três e quatro anos): Aos quatro anos a criança já possui o sistema de sons bem desenvolvido de ambas as línguas, já faz várias perguntas e faz uso das mesmas para testar suas hipóteses e dúvidas a respeito de tudo que a cerca. E finalmente a última fase (de cinco a seis anos) no qual a criança já possui o domínio, de grande parte, de sons das duas línguas e faz uso de frases mais complexas (mais de seis palavras). A outra parte da subdivisão é o bilingüismo seqüencial: onde a segunda língua (L2) é aprendida depois da primeira (L1). E finalmente o bilingüismo tardio, no qual a segunda língua é aprendida na fase da adolescência ou vida adulta. 11 Simultaneous Bilinguals 12 Sequential Bilinguals 13 Receptive bilinguals

20 27 Dentro da subdivisão há o bilingüismo receptivo, ou seja, quando a criança compreende boa parte da segunda língua, mas a sua produção é restrita. Há também a classificação de acordo com a habilidade, que como já foi afirmado anteriormente se dá de acordo com o tipo, ou tempo de exposição a cada língua. As categorias são as seguintes: Bilíngüe passivo: o indivíduo é nativo em uma das línguas e é capaz de entender, porém não de falar a outra língua (L2); Bilíngüe dominante: o individuo é mais proficiente em uma das duas línguas (na maioria em sua língua nativa); Bilíngüe balanceado: o indivíduo possui praticamente a mesma proficiência em ambas as línguas, mas não é confundido com um nativo na L2. Equilingue: o indivíduo fala a L2 de forma que é confundido com um nativo. Este é o tipo mais rigoroso de classificação de bilingüismo, mas é o que muitos estudiosos têm em mente quando tratam do bilingüismo. Estar exposto a mais de uma língua durante a infância pode facilitar a transição da compreensão da língua materna (L1) para aquisição da L2, esse processo é chamado de cross-language transfer (Ben-Zeev, 1997). Segundo Cummins (2005) há duas hipóteses para explicar essa transição: hipótese interdependente e a hipótese limiar. A Hipótese interdependente 14 explica que o desenvolvimento da proficiência em uma língua pode se dar quando a criança desenvolve habilidades cognitivas e desperta a consciência metalingüística 15 que pode facilitar o desenvolvimento da L2. A hipótese Limiar 16 explica que os bilíngües devem atingir no mínimo o inicio da proficiência em ambas as línguas, antes dos benefícios do bilingüismo possam ser observados. (Cummins, 2005) Segundo Genesee (2004) é grande o número de crianças bilíngües no mundo. Há um contra senso em relação ao bilingüismo ser algo positivo ou negativo. Os estudiosos que o apontam como algo negativo, alegam que a aprendizagem das duas línguas pode levar à redução da inteligência, problemas articulatórios, entre outros. 14 Interdependence Hypothesis 15 Estar consciente do conteúdo e significado da língua que vai além da estrutura externa e sons. 16 Thereshold hypothesis

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