Em Nome da Europa. Unidade, Legitimidade e Liderança Global. English, Deutscher Sprache, Français, Español, Potuguês!

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Em Nome da Europa. Unidade, Legitimidade e Liderança Global. www.speakingforeurope.com! English, Deutscher Sprache, Français, Español, Potuguês!"

Transcrição

1 Em Nome da Europa Unidade, Legitimidade e Liderança Global English, Deutscher Sprache, Français, Español, Potuguês 2013 Russell Blair

2 Índice Introdução Capítulo 1. Língua e Governação na Europa 1.1 de Volta à Europa: Um Império Europeu 1.2 Política da língua ou Política da Paralisia? 1.3 Duas variáveis e um Quadrado Punnet 1.4 Uma declaração concisa do caso Capítulo 2. Pergunta 1: O Inglês é a melhor Língua Franca 2.1 O Valor Económico de qualquer Língua Franca 2.2 A Língua Franca Natural: Inglês 2.3 Língua Franca Concebida: Esperanto e Interlíngua 2.4 Porque é que o Inglês se está a tornar Hegemónico Capítulo 3. Pergunta 2: Pode o Inglês ser a Língua Identidade da UE? [Não] 3.1 Os benefícios de uma Língua Identidade da UE Legitimidade Utilitária: As Finalidades Consensuais Permissivas Legitimidade Afetiva: Criar Europeus Legitimidade Democrática: O Défice Democrático 3.2 Porque é que o Inglês não pode ser a Língua Identidade da UE Capítulo 4. Pergunta 3: Deve a UE conceber uma Língua Identidade? [Sim] 4.1 Nem Babel nem Monocultural: Equidade e Legitimidade por Conceção 4.2 Como conceber uma Língua Identidade para a UE Verbos que se comportam Vocabulário «Europeu» Capítulo 5. A partir da Unidade Interna até Liderança Global 5.1 Pequenos Passos até ao Grande Objetivo O Imperativo da Sanção Oficial Pesquisa, Teste e Conceção Aquisição: Planeamento e Implementação 5.2 A Euro Esfera: Quatro Continentes, uma Língua 5.3 Uma geração Móvel e Criativa 5.4 A União Começa - Agora Bibliografia 2

3 Introdução: A Necessidade de Menos Unidades Políticas Os seres humanos são muito bons engenheiros: prédios altos, pontes longas, aterragens lunares e nanotecnologia demonstram a nossa inteligência. O calcanhar de Aquiles da nossa espécie é a falta de uma estrutura social que acompanhe o ritmo da nossa tecnologia. A nossa proeza tecnológica criou os espectros de sustentação do aquecimento global e a possibilidade de um inverno nuclear. Infelizmente, a nossa resposta é mediada por uma estrutura política, o estado-nação, que pouco mudou desde a sua origem na Vestefália em A nossa tecnologia impressionante é o produto do nosso neocórtex. A nossa estrutura social insignificante, o estado-nação, é fortemente influenciada pelo nosso sistema límbico evolutivamente mais primitivo. Um dos obstáculos principais para a solução dos nossos problemas cada vez mais globais são quase 200 Estados-nação que dividem a nossa espécie. Um bom exemplo do efeito disfuncional de demasiados atores do estado-nação são os parcos resultados alcançados pela Organização Mundial do Comércio. Se é quase impossível negociar acordos de comércio globais ainda que modestos, que os economistas concordam que irá beneficiar todas as partes, como haveremos nós de negociar as decisões dolorosas que são necessárias para nos colocar a salvo das lesões autoinfligidas da degradação ecológica e o potencial para catástrofe devido à nossa engenharia em armas cada vez mais letais num esforço autodestrutivo para alcançar maior segurança? Parece um pouco triste para os nossos netos, mas não podemos ter tanto pessimismo e cinismo. Uma razão para a esperança é a experiência em curso da União Europeia e das organizações semelhantes, como a União Africana e a Comunidade da América Latina e Estados das Caraíbas. Se estas uniões podem harmonizar as políticas dos vários Estados-nação, o número de atores globais pode ser reduzido até ao ponto onde a negociação de soluções é possível. Este ensaio foi escrito para explicar que as comunidades multinacionais necessárias exigem a designação ou a concepção de um idioma de identidade 3

4 unificador. O idioma é a ferramenta mais poderosa da nossa espécie. O fracasso em utilizá-lo plenamente diminui a nossa hipótese de ter um melhor ou talvez algum futuro. Leia mais em: e 4

5 ...devido à diferença da língua, toda a semelhança da sua natureza humana comum não constitui nenhum benefício para os unir em comunhão. Isto é tão verdade que um homem será mais afável com o seu cão pela sua companhia, do que com um estranho. St. Augustin A Cidade de Deus «O poder para controlar a língua oferece muito mais prémios do que a usurpação das terras e províncias das pessoas ou a sua opressão na exploração. Os impérios do futuro são impérios da mente.» Winston Churchill Harvard University, 6 de Setembro de 1943 Capítulo 1. Língua e Governação na Europa 1.1 Regresso ao Futuro: Um Império Europeu O Império Romano teve sucesso por muitos motivos. Um deles que não é discutido com muita frequência é a sua língua. Latim era mais que uma língua franca, era uma forte língua identidade; mais forte mesmo que a maioria das línguas autóctones. Se não tivesse sido o caso, a sua descendência não seriam as línguas dominantes da atualidade desde Portugal até à Roménia. Depois do colapso do Império Romano, os líderes ambiciosos tentaram reconstruir a Europa no modelo imperial. A tentativa de maior sucesso para restabelecimento de um império foi o Sacro Império Romano ( ). Mas, como a famosa declaração de Voltaire diz, foi: «... nem sagrado, nem Romano, nem um Império.» Os reinos eram menos heterogéneos, menos geograficamente ambiciosos e normalmente mais bem-sucedidos. Seja num reino ou num império incipiente, os líderes não mostravam interesse na promoção da comunicação entre os seus liderados. A subjugação era mais fácil quando os sujeitos não pudessem conspirar numa língua comum, especialmente uma com uma função de identidade que criava solidariedade. Os reinos e impérios baseavam-se no tamanho para se defenderem e dominarem os seus vizinhos. Mas, ao longo do tempo, o tamanho provou ser menos eficaz que uma forma mais eficaz organizacional - o estado-nação monolíngue. Antes do estado-nação, as línguas não correspondiam às fronteiras políticas. Os estados-nação Europeus inventaram a «língua identidade política.» Os cidadãos Franceses falam Francês. Os Italianos falam Italiano. Os Alemães falam Alemão. Os estados nação monolingues têm maior afetividade e legitimidade utilitária que os reinos e executam melhor sob pressão Darwiniana de guerra. Depois da Segunda Guerra Mundial e especialmente após o colapso da União Soviética, a democracia tornou-se a norma e a legitimidade democrática foi acrescentada para legitimidade utilitarista e afetiva. A União Europeia (UE) é uma tentativa de combinar o tamanho de um império com a 5

6 legitimidade de um estado-nação. A UE foi espetacularmente bem concebida ao atingir o tamanho de um império. Falhou largamente na obtenção de legitimidade utilitarista, afetiva e democrática de um estado-nação. No princípio da crise Europeia, a necessidade de uma política fiscal comum colocou o foco na falha de obtenção de legitimidade do estado-nação. A legitimidade tem de ser dramaticamente aumentada ou a coesão política necessária para existir uma política fiscal comum é impossível. Um dos motivos principais para a falha na obtenção de legitimidade é que a UE, ao contrário dos estados-nação, não privilegiam uma das suas línguas, de forma a criar uma «comunidade de comunicação.» 1 Desta forma, no lugar de uma língua identidade e uma comunidade de comunicação, a UE tem um slogan: «Unidade na diversidade.» Esta afirmação otimista não tem precedentes. O melhor que se pode dizer é que existem algumas exceções à regra dos estados-nação. Estas oferecem um modelo para unidade na diversidade? Infelizmente, não. Exceções ao Monolinguismo: Suíça e Bélgica. Os dois estados-nação da Europa que não são monolingues, a Suíça e a Bélgica, 2 são essencialmente bilingues. Na Suíça, 95% dos cidadãos são ou falantes nativos Alemães (73%) ou falantes nativos Franceses (23%). Menos de 5% são falantes nativos de italiano ou romanche. Aproximadamente 99% dos cidadãos belgas são falantes de francês (40%) ou neerlandês (59%). Menos de 1% são falantes alemães nativos. Tanto na Suíça como na Bélgica, muitas funções dos governos são efetuadas por governos regionais monolingues. Dos 26 Cantões suíços, apenas quatro apresentam mais de uma língua oficial. Na Bélgica, os falantes de francês 1 Agradeço a Sue Wright (Wright, S.: 2000) por me ter dado a conhecer esta frase muito útil. Pequenas nações, como Andorra e Luxemburgo, são omitidas porque estão mais parecidas com cidades-estados. 2 Outras, como a Irlanda e Finlândia, são omitidas porque, apesar de terem várias línguas oficiais, têm uma língua homogénea. 6

7 (valões) vivem no sul e os falantes de neerlandês (flamengos) estão no norte. Os falantes de alemão vivem numa pequena zona, adjacente à Alemanha. Dois estados-nação bilíngues, os quais reservam muitas funções governamentais para os seus governos regionais monolingues, podem dificilmente ser um modelo para uma união que tem duas dúzias de línguas oficiais e é composta de 28 estados-nação, cada um com história e cultura exclusivas. De facto, a Bélgica é um exemplo alarmante dos riscos que uma única língua dividem. Após as eleições de 2010, a Bélgica não conseguiu formar um governo durante quase 600 dias, um recorde mundial, devido ao Norte Flamengo e ao Sul Valão não conseguirem resolver um litígio de uma fronteira política perto de Bruxelas. 1.2 Política da língua ou Política da Paralisia? Enquanto a União Europeia tem um objetivo de ambição de trilinguismo individual e gasta milhões de euros anualmente no apoio de multilinguismo individual, não tem nenhuma política de língua comunitária. Se a UE tivesse uma política de língua comunitária, existiria um objetivo articulado e seria possível medir o progresso até esse objetivo. Não existe objetivo comunitário. Não existe progresso, apenas uma derrapagem implacável aparente na direção de um futuro Anglófono. O motivo para a falta de política de língua comunitária é simples, as pessoas da Europa têm sentimentos divergentes sobre o uso da língua: 81% diz que todas as línguas devem ser tratadas da mesma forma e 53% diz que deveria existir uma única língua para comunicar como cidadãos da UE. 3 O anterior é visto como um prelúdio para o posterior, resultando numa paralisia de políticas. Na prática, existe uma hierarquia: Inglês em primeiro, francês em segundo, alemão em terceiro (apesar do segundo e terceiro lugar poderem estar na eminência de uma reviravolta) e todos aceitam tacitamente que, no mundo real, equidade para as 24 línguas oficiais sejam uma quimera. O termo «multilinguismo» é usado de forma ambígua e isto obscura falta de política de línguas comunitárias. Europa sempre foi multilingue colectivamente. Assim, dizer que tem uma política de multilinguismo é trivial. Sob pressão, a resposta é que a política da UE é promover o multilinguismo individual - especificamente, que tem o objetivo para os seus cidadãos de serem capazes de falar duas línguas adicionalmente às suas línguas nativas. Se destacar que esta política ignora o nível da comunidade, a resposta é que a política de nível de comunidade é uma propriedade emergente da política do multilinguismo individual, de forma a que este aumente a capacidade de comunicação dos Europeus. 4 Isto é verdadeiro, mas é enganador. Os Europeus não aprendem as línguas uns dos outros de forma aleatória ou equitativa. 3 Euro-barómetro especial 386: Europeus e as Suas Línguas (2012). 4 Este objetivo tem o efeito indesejável de limitação do ensino de línguas Não-Europeias. 7

8 A norma emergente é o bilinguismo de Inglês. Em 2011, 83% dos estudantes do nível primário e preparatório e 94% dos estudantes do secundário estudaram Inglês como língua estrangeira. 5 As escolhas racionais de interesse próprio de cada Europeu 6 resultam num pequeno número de segundas e terceiras línguas a serem aprendidas, com o inglês a emergir como a hegemonia de LF da Europa. 7 A esperança de algumas comunidades linguísticas de que a Europa tenha várias LF, incluindo a sua própria, é irrealista. Entre 2005 e 2012, existiu uma queda de 13 pontos de quem sentia que era importante as suas crianças aprenderem Francês. O alemão sofreu uma queda menor, de 8 pontos percentuais. (Euro-barómetro 386). A política de multilinguismo da UE, a nível comunitário, é descrito com maior precisão como «pluralismo de língua franca.» Porém, devido ao pluralismo da LF ser menos eficaz que uma LF exclusiva, o status quo é instável. (Grin: 2005) Por isso, seria definido de forma mais precisa como «pluralismo LF temporário, bilinguismo Inglês pendente.» Em Justiça Linguística para a Europa e para o Mundo, o Professor Philippe Van Parijis (Universidade de Louvain) observou ambas as formas disjuntiva (alternativa) e conjuntiva (complementar) do pluralismo da língua franca e concluiu: «... um regime plural disjuntivo funciona mal apesar de ter um custo mais elevado mesmo com um pequeno número de línguas e para encontros que envolvam poucas pessoas, e funciona pessimamente quando os encontros envolvem muitas pessoas com muitas línguas diferentes. (Van Parijs: 2011, em 47) «...no contexto atual da União Europeia ou em qualquer contexto no qual muitas comunidades linguísticas poderão ser deixadas de fora... não existe forma na qual o posterior (pluralismo de língua franca conjuntiva) poderá ser defendido na base da justiça ou eficácia.» (Van Parijs: 2011 em 49) Ainda, se foi proposto que a UE adote a política de facto do bilinguismo inglês, como política de língua comunitária de jure, haveria confusão no Parlamento Europeu. Os representantes das outras 23 comunidades linguísticas oficiais ficariam furiosamente irritados. É pena que seja totalmente inaceitável que uma política explícita seja passivamente aceite. Eles veem a chegar. Eles não querem. Eles não fazem nada. O 5 O segundo estudado com maior frequência é o Francês (19% e 23%). O Alemão foi o terceiro (9% e 21%). epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ity_public/ ap/en/ ap-en.pdf 6 A escolha individual é muitas vezes altamente condicionada. Os estudantes das escolas primárias e secundárias têm uma curta lista de escolha. A lista quase sempre inclui Inglês, frequentemente inclui Francês e/ou Alemão e ocasionalmente inclui Espanhol e Italiano. Outras opções de línguas são raras. 7 Onde língua franca aparece mais do que uma vez num parágrafo, todas as utilizações exceto a primeira que irão aparecer como LF. 8

9 objetivo deste trabalho é desafiar o pressuposto não provado que, devido à UE ser uma organização consensual e democrática, poderá não existir nenhuma política linguística comunitária. Esse pressuposto é falso. 1.3 Duas variáveis e um Quadrado Punnet de Opções Este trabalho observa duas variáveis independentes que são centrais à formulação da política de língua comunitária: (1) a escolha entre a língua franca (só comunidade) e uma língua de identidade (comunicação e comunidade) e (2) a escolha entre uma língua natural e uma língua concebida. Estas duas variáveis independentes produzem quatro possíveis resultados, como mostrado no Quadrado Punnet seguinte: 8 Dois pares de variáveis = Quatro resultados possíveis Capítulo 2 compara (A, a) a (A, b). Capítulo 3 compara (A, a) a (B, a). Capítulo 4 compara (A, a) a (B, b). Isto compara o estado atual com cada alternativa. Não compara as alternativas com cada uma; mas já que estamos apenas interessados em saber qual é a melhor opção, isso não é necessário. 1.4 Uma declaração concisa do caso 1. Existem muitos benefícios económicos em ter uma língua franca, e para maximizar esses benefícios, irá existir uma convergência no sentido de uma LF exclusiva. 2. A escolha de uma língua franca é influenciada por vários fatores: externalidades da rede, dependência de percurso, sensibilidade de probabilidade e comunicação máxima. Todas favorecem o Inglês. 3. Enquanto os indivíduos podem beneficiar da aprendizagem de qualquer língua, um estado-nação ou a EU só beneficia de um aumento no número de oradores de uma língua franca. 4. A política linguística comunitária de facto da UE é «pluralismo temporário de língua franca com bilinguismo LF inglês pendente.» Isto é escondido pelo uso enganador do som inclusivo do termo multilinguismo. Apenas comunicação Língua Franca: (A) Comunicação e comunidade Língua de identidade: (B) Língua Natural: (a) LF inglês: (A, a) ID inglês: (B, a) Língua Concebida: (b) Esperanto ou Interlíngua (A, b) Europeu: (B, b) 5. As nações-estado atingiram o utilitarismo, afetivo e, mais tarde, legitimidade democrática Usado por biologistas para mostrar a probabilidade de um tipo de genoma em particular, o Quadrado 8 Punnett é normalmente útil para mostrar combinações de variáveis independentes. 9

10 com uma língua de identidade política. Uma língua franca, no melhor, produz alguma legitimidade utilitarista. 6. Uma língua da UE que apresenta uma função de identidade irá proporcionar muitos benefícios que de outra forma estavam inacessíveis. Estes incluem o utilitarismo, afetividade e legitimidade democrática, que são agora desfrutados pelos estados-nação da Europa - mas não pela UE. 7. Como uma organização democrática e consensual, a UE não designa nenhuma das suas línguas oficiais como língua identidade da UE. Mas podem conceber uma nova língua para ser usada como língua identidade da Europa. Uma língua identidade europeia abrangente irá proteger todas as línguas europeias numa política de bilinguismo de identidade dupla. 8. Uma língua bem concebida será justa (não privilegiando nenhuma das 255 línguas da Europa), eficiente (de fácil aprendizagem) e eficaz (que aumente a unidade e legitimidade). Irá criar demonstrações Europeias e permitir às instituições da UE supranacionais funcionar de forma democrática. 9. Uma língua identidade irá permitir à UE proceder à integração política que se mostrou, pela crise do Euro, ser necessária para uma política fiscal comum. 10. Ensinado como língua preliminar, pelos seus benefícios introdutórios e referenciais, uma língua identidade bem concebida irá suportar de forma eficaz a aprendizagem de outras línguas. Uma língua preliminar, da perspectiva do esforço e despesa, é uma língua «gratuita». 11. Se a conceção da UE usa as línguas coloniais da Europa (inglês, francês, espanhol e português) como as suas línguas de substrato, será muito útil a organizações semelhantes no Hemisfério Ocidental e África Subsariana. A MERCOSUR, A comunidade da América Latina e dos Estados Caribenhos, e a União Africana. Isto pode levar a quatro continentes com uma única língua. Estes quatro continentes, baseados em 500 anos de história, são uma Euro esfera. 12. Uma língua de identidade Europeia, com inglês como uma das suas línguas substrato, poderá ser uma língua popular em países anglófonos. Tornar-se-á rapidamente a segunda língua mais popular do mundo, e talvez, a língua franca do mundo. 13. O mundo precisa de uma UE independente e eficaz, de forma a equilibrar a impulsividade dos EUA; mas falta à UE a coesão interna e legitimidade necessária. Uma política linguística comunitária da UE aceitável, justa, eficaz e eficiente irá proporcionar a coesão e legitimidade interna necessária para libertar o potencial latente da Europa para a liderança global. 10

11 Alguma Terminologia As palavras neste trabalho são usadas de forma convencional, não técnica. Apresenta-se aqui algumas que poderão beneficiar com uma definição mais explícita. Função comunicativa - Todas as línguas têm uma função comunicativa. Mesmo as vocalizações animais e mímica têm uma função comunicativa. Percebeu a ideia? Bilinguismo de Identidade dupla - Quando a segunda língua individual bilingue cria uma segunda identidade, obtém-se bilinguismo de identidade dupla. Para cumprir equitativamente a necessidade da UE de uma língua identidade, o bilinguismo de identidade dupla combina uma língua de identidade da UE com a língua materna do indivíduo. Bilinguismo de Elite - Quando uma língua em particular é uma marca de um estatuto privilegiado numa comunidade, o uso dessa língua para exclusão é bilinguismo de elite. Função de Identidade - Todos os humanos pertencem a, pelo menos, uma comunidade linguística e isto confere à sua língua materna a sua função de identidade, como contrastado com a língua estrangeira ou uma língua franca que só tem uma função comunicativa. Língua Identidade - Uma língua que, nas circunstâncias, vai mais além da comunicação. É parte da identidade do indivíduo e proporciona a adesão a uma comunidade linguística. Língua Franca - Uma LF é qualquer língua que é preferencialmente usada num contexto multilingue como num negócio ou em diplomacia. Uma LF não cria uma identidade nem uma comunidade linguística. Pluralismo de Língua Franca - Quando existe mais de uma LF, tem Pluralismo de LF. Isto pode ser conjuntivo, onde as LF são vistas como complementares, ou disjuntivo, onde são vistas como alternativas. O pluralismo LF é instável, já que é menos eficiente que o uso de uma LF exclusiva. Multilinguismo - Multilinguismo pode-se referir a multilinguismo individual, onde um indivíduo fala mais de uma língua, ou multilinguismo comunitário, onde existem várias comunidades linguísticas com uma zona geográfica ou política. Multilinguismo individual é bilinguismo ou, ocasionalmente, trilinguismo. Valor (Referência) Propedêutico - O termo «propedêutico» vem do espaço Cibernético. Traduz-se como «referência». Refere-se a um fenómeno interessante na aquisição da língua: que pode ser mais eficaz ensinar uma língua de «referência» ou «introdutória» mais facilmente aprendida antes de ensinar a língua de destino. Porque demora menos tempo a ensinar ambas em contraste ao ensino de apenas uma língua de destino, a língua propedêutica é «gratuita». 11

12 «Torna-se claro que é uma necessidade urgente encontrar uma forma para todos os Europeus se associarem se a União Europeia se tornar mais do que uma associação comercial a funcionar de forma autocrática através de tecnocratas patrícios plurilingues... A dificuldade é como o fazer... Primeiro, que línguas promover...e depois como persuadir os Europeus a aprendê-la.» Susan Wright, Comunidade e Comunicação. Capítulo 2. Pergunta 1: O Inglês é a melhor Língua Franca? [Sim] Este capítulo explica porque é que o inglês é a escolha de «mercado» para língua franca da Europa e porque as línguas concebidas não têm, até agora, conseguido atrair apoios para o seu uso como LF na Europa. Língua Franca: (A) Língua de identidade: (B) Língua Natural: (a) Inglês LF: (A, a) Língua Concebida: (b) Esperanto e Interlíngua: (A,b) 2.1 Valor Económico de qualquer Língua Franca O número de Fevereiro de 2009 da Revista Económica Europeia publicou um estudo por Jan e Janko Fidrmuc 9 que observou o impacto económico do inglês no comércio da UE. Chegou às seguintes conclusões: 1) Os ganhos de uma língua comum são iguais aos ganhos de uma moeda comum. (Acrescentado ênfase) 2) A prevalência do inglês como língua franca aumentou o comércio em 30% e é o principal impulsionador do comércio internacional na Europa Ocidental. 3) Se outros países da UE chegassem ao sucesso da Holanda no ensino do Inglês, iria aumentar o comércio na UE por 70%. 4) Enquanto os indivíduos beneficiam da aprendizagem de qualquer língua, as nações só beneficiam pelo aumento do número de falantes de umalíngua franca. (Acrescentado ênfase) Na ausência de uma política linguística comunitária da UE, os benefícios económicos de uma língua franca resultaram num decisão baseada no mercado para uso do inglês como LF comercial da Europa. É importante reparar que os benefícios de uma LF não eram exclusivos do inglês. Eles ocorrem com qualquer LF. Um segundo ponto importante é que os Trabalho N da Série de Trabalhos de Economia e Finanças, «Línguas Estrangeiras e Comércio.» 9 Fevereiro de / /Jarko.pdf 12

13 benefícios aumentam à medida que o número de falantes da LF aumenta. Assim, uma LF exclusiva é mais valiosa que o pluralismo LF e, se o LF é fácil de aprender, os seus benefícios económicos serão maiores e muito mais partilhados. 2.2 A Língua Franca Natural: Inglês O inglês está a tornar-se a língua franca da Europa, mas tem alguns problemas: 1) O inglês é mais difícil de aprender do que a média das línguas Europeias, 2) existe resistência à hegemonia Anglo-Americana e 3) a tecnologia de tradução está a tornar a aprendizagem de qualquer LF menos valiosa. 1) Inglês é Difícil. Quanto mais difícil é aprender uma língua franca, menos partilhados são os seus benefícios. No pior, isto resulta no bilinguismo de elite. Devido à sua sintaxe relativamente simples, o inglês é algumas vezes ensinado por ser uma língua estrangeira fácil. Isto não é verdade. A existência de regras específicas tornam mais fácil para os adolescentes e adultos aprender uma língua estrangeira. 10 A ausência de regras explícitas oculta meramente a complexidade do inglês. Para melhor apreciar a dificuldade do ensino de inglês, considere a falta de ligação entre como as palavras em Inglês soam e como são soletradas. Numa língua aprendida facilmente, os estudantes serão capazes de pronunciar uma palavra, baseada na sua forma escrita e saberão soletrar uma palavra a partir da sua pronúncia. Isto não é de todo o caso do inglês. Por exemplo, em inglês, o som de um fonema «i» (o som representado pelo «i» no Alfabeto Fonético Internacional) pode ser escrito de onze formas diferentes: he, see, sea, seize, Caesar, people, amoeba, key, silly, believe, ou marine. Se vir uma palavra escrita em inglês e quiser pronunciá-la, terá o problema inverso. Uma letra pode representar vários sons. Por exemplo, a letra «a» tem sons diferentes nestas oito palavras: a, father, wanted, many, village, dame, and, ou badly. Para os estudantes, a falta de correspondência entre os sons e a soletração é um pesadelo. Mesmo as crianças que falam inglês perdem muito tempo em aulas de soletração. É difícil testar a dificuldade relativa das línguas, porque varia com a semelhança para as línguas nativas do estudante. Os dados limitados sugerem que o inglês está acima da média em dificuldade. Por estimativa, pode demorar 18 meses a mais a tornar-se um leitor proficiente em Inglês do que a média das línguas Europeias continentais. 11 2) Resistência à Hegemonia do Inglês. Como observado anteriormente, 81% dos cidadãos da UE querem que todas as línguas Europeias sejam tratadas da mesma forma. 10 Com a característica intermitente e limitada do ensino da escola baseado na aquisição de línguas, uma maior perceção metalinguística permite a crianças mais velhas e adultos aprender línguas mais rápido do que crianças mais novas. Uma língua que é altamente regular pode ser ensinada de forma eficaz numa fase precoce - porque exige menor perceção metalinguística. 11 Pesquisa por Philip Seymour da Universidade de Dundee. (Phillipson: 2011 em 49) 13

14 Os privilégios do Inglês baseados no mercado levam a preocupações sobre o sistema de castas linguísticas. A metáfora do sistema de castas; atribuída a Jawaharlal Nehru, o Primeiro-ministro da Índia, foi eloquentemente expressa pelo intérprete da U.N. Claude Piron: «Este sistema apresenta características semelhantes ao sistema de castas da Índia. As pessoas têm muitos privilégios se tiverem nascido na sociedade certa: onde o Inglês é falado, p.ex., onde pode ser preguiçoso e egoísta e ainda desfrutar de acesso a contactos internacionais, e mesmo esperar, pelo que se sinta serem motivos legítimos, poder comunicar sempre no mundo em que está a viajar... Quando é membro da casta superior, pode dar como certas as suas vantagens... Não só têm as pessoas fora da casta superior a serem forçadas a dedicar muitas, muitas horas ao estudo da língua da casta superior, ainda por cima quando têm de negociar ou discutir com alguém pertencente a esta casta superior estão em desvantagem: os seus opositores podem beneficiar de uma riqueza de vocabulário e uma sensação de segurança na utilização da língua que estará para sempre em falta. Os seus oponentes tem a mestria da arma linguística, eles não têm.» Enquanto existir resistência semelhante ao privilégio de alguma das línguas oficiais da UE, a resistência ao Inglês poderá ser maior devido à sua associação com o estilo Anglo- Americano do capitalismo (laissez faire). O modelo Europeu do capitalismo (social), especialmente o praticado em França e no Sul da Europa, foi significativamente debilitado pela crise do Euro e a ascendência do Inglês é muitas vezes vista como complementar a um «Consenso de Washington» com política macroeconómica monetária e fiscal. A divisão norte-sul da crise do Euro irá provavelmente aumentar a resistência à hegemonia do Inglês. 3) A Tecnologia da Tradução torna a aprendizagem de qualquer Língua Franca menos valiosa. Como resultado das melhorias correntes e razoavelmente antecipadas na tecnologia da tradução, o uso de LF está provavelmente no seu auge. Quando a maioria das necessidades de comunicação podem ser cumpridas com uma app no seu telefone, por quê investir milhares de horas na aprendizagem de uma língua que será apenas usada pela sua função de comunicação. 12. As pessoas são motivadas a aprender Inglês por variadíssimos motivos. Um dos motivos é um benefício económico antecipado, mas as melhorias da tecnologia de tradução significam que os empregadores irão precisar de menos pessoas que falem inglês. A lei da oferta e procura irá reduzir o valor que é pago para esta particular competência e a motivação para aprender Inglês irá diminuir em conformidade. Pense numa década atrás, nos resultados normalmente incompreensíveis dos primeiros tempos da tradução automática. Agora, repare onde estamos hoje. Na feira de eletrónica do consumidor CEATEC 2013, a empresa de telecomunicações Japonesa NTT 12 O meu telefone permite-me comunicar em 18 línguas. Traduz o que eu digo tanto na forma escrita como na forma oral, quase instantaneamente. 14

15 Docomo introduziu óculos computorizados que traduzem texto e projetam a tradução na página. Estará totalmente disponível em cerca de cinco anos. A NTT Docomo já tem Hanashite Hon yako, um serviço que traduz entre 10 línguas incluindo o Inglês, Francês e Alemão. Adicionalmente ao fornecimento de tradução no ecrã, o sistema traduz de forma audível cada palavra de uma língua noutra palavra da outra língua. Fale apenas para o seu telefone e este irá traduzir as suas palavras na língua estrangeira que escolheu. Pode também ser usado para conversações frente a frente. Por isso, enquanto a tecnologia reduz a necessidade de uma LF, não irá reduzir a necessidade de uma língua identidade Europeia. A tecnologia de tradução, como o uso de uma língua franca, não tem função de identidade. Por isso, o valor de uma língua de identidade, na criação de uma comunidade de comunicação da UE, não será reduzido pela tecnologia de tradução. Pode descarregar uma identidade e as necessidades da UE para comunicação e comunidade. 2.3 Língua Franca Concebida: Esperanto e Interlíngua Línguas concebidas são classificadas como principalmente «esquemáticas» ou principalmente «naturalistas». Uma conceção esquemática usa regras (esquema) para criação de uma língua altamente regular que é fácil de aprender. Uma conceção naturalista recebe os seus elementos de línguas naturais, para superar a resistência ao sentimento de estranheza das línguas altamente esquemáticas. A maioria das línguas concebidas são uma mistura de elementos esquemáticos com naturalistas. Nesta secção, iremos observar uma conceção altamente esquemática, Esperanto, e uma mais naturalista, Interlíngua. Uma Conceção Esquemática: Esperanto. Esperanto (Unua Libro) foi publicado por Lazarus L. Zamenhof em 1887, quando o estado-nação Europeu estava em ascendência. Por exemplo, a Alemanha só se consolidou dezasseis anos mais cedo. O objetivo de Zamenhof s era uma língua neutra culturalmente e de aprendizagem fácil que iria promover harmonia entre as pessoas de diferentes comunidades linguísticas. Tal e qual expressou nesta carta: Em Bialystok os habitantes estavam divididos em quatro elementos distintos: Russos, Polacos, Alemães e Judeus; cada um falava a sua própria língua e olhava para todas as outras como suas inimigas. Numa cidade em que uma natureza sensível sente a miséria provocada pela divisão linguística de forma mais grave do que em qualquer outro lado e percebe em cada altura que a diversidade de línguas é a primeira, ou pelo menos a de maior influência, base de separação da família humana em grupos de inimigos. Zamenhof falhou na apreciação que a violência dentro de uma comunidade linguística, como durante uma guerra civil, pode ser tão sangrenta como a violência para além de uma barreira linguística. Adicionalmente, o momento para a introdução de uma 15

16 língua para ultrapassar fronteiras nacionais era péssimo. Iria demorar 60 anos e duas guerras mundiais para os Europeus reconhecerem que os estados-nação monolingues não eram inevitáveis nem inerentemente a forma ideal de organização social. O seu desejo para que o Esperanto seja culturalmente neutro foi ainda um problema maior. Os esperantistas acreditam que, devido à sua língua não ter cultura associada, é a melhor língua franca. Isto é apenas parcialmente verdadeiro. A neutralidade cultural é positiva, no sentido que evita a desigualdade dos «viajantes», que ocorre quando uma LF é uma língua natural. Porém, é também a sua fraqueza. Os benefícios da aprendizagem de uma língua deve exceder os custos da sua aprendizagem, ou nenhuma pessoa racional se preocupará. Uma língua culturalmente neutra apresenta benefícios improváveis, como a paz mundial, enquanto uma língua culturalmente enraizada proporciona oportunidades para visitar e integrar uma comunidade. O potencial para contacto com uma cultura e comunidade diferente é um incentivo crítico para muitos estudantes linguísticos. Esperanto tem um pequeno número de falantes muito dispersos. Não tem origem geográfica. Não está entre as 300 principais línguas mundiais e talvez nem nas 800 principais. 13 O Valor Propedêutico de uma Língua Concebida. Adicionalmente à equidade, Esperanto tem uma vantagem muito importante em relação a qualquer língua natural. Porque é altamente esquemática, o Esperanto é muito fácil de aprender. Tão fácil, de facto, que pode ser ensinado de forma eficaz numa fase precoce (vantagem metalinguística) e depois acelerar o ensino de outras línguas (vantagem propedêutica). Todas as línguas naturais são desnecessariamente complexas. Porém, uma língua concebida pode evitar complexidade desnecessária com algumas regras claras (esquema). Adicionalmente à facilidade na aprendizagem, uma língua esquemática prepara o estudante para a aprendizagem de outra língua. Este fenómeno de «referência» ou «introdutório» é mais familiar com uma língua diferente - música. Muitas crianças aprendem sobre música ao ouvir um leitor. Mais tarde, podem aprender um dos mais difíceis instrumentos usados em orquestras. O tempo gasto com o leitor é recuperado, porque as aulas (violino) começam com um grande entendimento da música. Na Cibernética (o estudo da comunicação e controlo tanto nos animais como nas máquinas) este fenómeno é conhecido como valor propedêutico (referência) de uma experiência introdutória. Propedêutico é um termo estranho, pelo menos. Referir-se a ele como «valor de referência» é melhor, mas ainda muito vago. Eu gosto de usar a frase «valor de referência-introdutório», que é tanto mais simpático e descritivo. Uma língua de referência-introdutória facilita tanto o entendimento dos indivíduos da língua materna como define a etapa para a aprendizagem eficiente das línguas adicionais. 13 Estatísticas credíveis não estão disponíveis. 16

17 O tempo gasto na aprendizagem da língua introdutória é recuperado por uma redução no tempo necessário para aprendizagem de outra língua. Desta forma, é uma língua gratuita - trilinguismo pelo preço de bilinguismo. O valor de referência-introdutório de uma língua facilmente aprendida foi estudado desde Normalmente, estes estudos não têm sido rigorosamente científicos e não são muito reportados, em parte porque é difícil usar estudantes como sujeitos de experiências e em parte devido à falta de fundos. Os resultados, assim, são frequentemente anedóticos. Ainda assim, os resultados são consistentes de duas formas: 1) as línguas concebidas podem ser muito mais fáceis de aprender do que as línguas maternas, e 2) a aprendizagem de uma língua altamente regular e fácil reduz o tempo necessário à aprendizagem de uma língua seguinte. O senso comum e lógico suporta estas duas observações. Estudos do Valor Propedêutico de uma Língua (Esperanto) Esquemática Estudantes do Ensino Médio na Escola Bishop Auckland, Grã-Bretanha Escola Primária em Auckland, Nova Zelândia Faculdade Wellesley, Departamento de Psicologia, Mass., USA Universidade Columbia e IALA, Nova Iorque, USA Estudantes do Secundário em Nova Iorque, USA Estudantes da Escola Primária em Sheffield, Grã-Bretanha Escola Egerton Park, Manchester, Grã-Bretanha Somero, Finlândia pelo Ministro da Instrução Pública Universidade Eötrös, Budapeste, Hungria Liga Internacional de Professores de Esperanto coordenaram estudos na Hungria, Bélgica, França, Grécia, Alemanha Ocidental e na Holanda, a terminar num encontro geral de uma semana da instrução em Esperanto Instituto de Cibernética Pedagógica, Universidade de Paderborn, Alemanha Escolas Primárias Italianas, esp. Escola Primária Rocca, San Salvatore di Logorno, Génova, Itália Universidade Monash, Victoria, Australia Alguns dos estudos foram mais rigorosos. Nos anos 70 e 80, a Universidade de Paderboren, na Alemanha, foi o centro do estudo da aprendizagem de língua propedêutica. O Professor Helmar Frank estudou o valor de referência-introdutória de Esperanto, 17

18 ensinando-o aos estudantes antes de eles estudarem Inglês. Um grupo estudou apenas Inglês. O segundo grupo investiu dois anos a estudar Esperanto e depois começou o Inglês. O grupo exclusivamente de Inglês, naturalmente, desenvolveu um grande avanço durante os primeiros dois anos quando o outro grupo só estudou Esperanto. No 3º e 4º anos, os que estudaram Esperanto em primeiro ainda estavam atrasados na aprendizagem de Inglês. No final do 5º ano, os estudantes de Esperanto aprenderam tanto Inglês em três anos como o grupo que só aprendeu Inglês em cinco anos. Após o 6º ano, o grupo de Esperanto apresentou resultados mais elevados nas competências do Inglês - mesmo apesar de terem apenas quatro anos de estudo de Inglês comparados aos seis anos do grupo exclusivo de Inglês. O motivo deste resultado inesperado é que a aprendizagem de qualquer língua, especialmente uma língua esquemática facilmente aprendida, torna muito mais fácil aprender línguas seguintes. Se a UE concebesse uma língua esquemática que fosse aprendida facilmente para língua identidade da UE, os Europeus irão receber a sua língua identidade de forma gratuita Existem três benefícios adicionais que foram reportados, mas ainda não estudados: 1) a extensão na qual a aprendizagem da língua de referência - introdutória melhora o entendimento da língua nativa, 2) a extensão na qual a carga metalinguística inferior irá permitir eficácia de aprendizagem numa idade precoce, e 3) a extensão na qual o estudante que tenha um mau desempenho na aprendizagem de uma língua materna atinge um maior sucesso se aprender primeiro uma língua de referência-introdutória Uma conceção mais naturalista: Interlíngua. A Associação Internacional de Línguas Auxiliares (IALA) foi estabelecida, em 1924, para estudo das línguas concebidas. Um dos seus 18

19 projetos foi uma avaliação das conceções de língua mais proeminentes: Esperanto (1887), Latim Sem Flexão (1903), Ido (1907), Ocidental (1922), Novial (1928) e Esperanto II (1937). Após anos de estudo pelos eminentes linguistas das maiores universidades na Europa e nos Estados Unidos, a IALA concluiu que nenhuma das conceções avaliadas era ótima e que a melhor conceção seria a mais naturalista. Chegaram à conclusão que uma língua altamente esquemática, por mais elegante que seja o seu desenho, era uma alienação desnecessária. A IALA concebeu uma língua nova e mais naturalista: A Interlíngua. É usada como um simples procedimento para escolha do seu vocabulário. Depois de escolher um conjunto de línguas de «controlo» (Inglês, Francês, Italiano, Espanhol e Português, com Alemão e Russo num segundo papel), IALA comparou os sinónimos para além das línguas de controlo e escolheu a língua com o maior número de características comuns. É por este motivo que o nome Interlíngua - entre línguas - foi escolhido. Devido à técnica usada pela IALA de escolha de palavras de línguas naturais, em vez da criação de palavras, a Interlíngua é uma língua concebida mais naturalista. Para a gramática da Interlíngua, a IALA consulta novamente as línguas de controlo. Para tornar a Interlíngua fácil de aprender, eles minimizaram a sua gramática ao omitirem qualquer característica que não estava presente em todas as línguas de controlo. Assim, por exemplo, género gramatical e terminação de caso foram eliminados. In 1954, a IALA publicou uma Gramática Interlíngua e um Dicionário de Interlíngua-Inglês de palavras. Uma imagem de uma página do dicionário Interlíngua é agora reproduzido acima, para mostrar a semelhança a muitas línguas Europeias. Não tenho conhecimento de nenhum estudo de comparação sobre a facilidade de aprendizagem de Esperanto e Interlíngua. O Esperanto será provavelmente mais fácil de aprender a falantes de línguas não Europeias. Para ajudar-lhe a formar a sua própria opinião, apresenta-se aqui um Pai Nosso em Esperanto e em Interlíngua. Esperanto Patro Nia, kiu estas en la cielo, via nomo estu sanktigita. Venu via regno, plenumigu via volo, kiel en la cielo, tiel ankau sur la tero. Nian panon ciutagan donu al ni hodiau. Kaj pardonu al ni niajn suldojn,kiel ankau ni pardonas al niaj suldantoj. Kaj ne konduku nin en tenton,sed liberigu nin de la malbono Amen. Interlíngua Patre nostre, qui es in le celos, que tu nomine sia sanctificate; que tu regno veni; que tu voluntate sia facite como in le celo, etiam super le terra. Da nos hodie nostre pan quotidian, e pardona a nos nostre debitas como etiam nos los pardona a nostre debitores. E non induce nos in tentation, sed libera nos del mal. Amen. Se escolhida como língua identidade da UE, tanto a Interlíngua ou Esperanto irá 19

20 receber uma função de identidade. Qualquer uma poderá ser usada como língua identidade da UE. Ou, como a IALA, a UE pode conceber a sua própria língua, com considerações dadas a todos os factores políticos e linguísticos pertinentes. Uma língua «evidenciada», em vez de uma escolha «da prateleira». 2.4 Porque é que o Inglês se está a tornar Hegemónico O Inglês está tão integrado como língua franca da Europa que, na ausência de uma clara política da UE em contrário, é improvável ser retirada. Existem quatro motivos para o crescimento rápido e contínuo de Inglês: externalidades de rede, dependência de percurso, sensibilidade de probabilidade, e comunicação máxima. Externalidades de Rede. A externalidade de rede, no contexto atual, refere-se ao facto que, quando o número de utilizadores afeta a utilidade de uma rede ou sistema, as pessoas irão escolher um que apresenta substancialmente mais utilizadores em vez de um sistema melhor com poucos utilizadores. As pessoas aderiram ao Facebook porque já existem milhões de utilizadores. Os negócios na sua maioria usam o sistema operativo Windows, não porque é melhor, mas porque é omnipresente. Inglês, como Facebook e Windows, beneficia das suas externalidades de rede. Dependência de Percurso. Assim que uma norma ou prática for estabelecida, é mais fácil adaptar do que introduzir uma nova norma ou prática. O exemplo clássico é a disposição QWERTY do teclado. Este conjunto de letras não é aleatório. A disposição QWERTY foi concebida para ser difícil digitar depressa, porque as máquinas de escrever manuais eram propensas a bloqueios físicos. Agora, mesmo apesar das máquinas de escrever manuais estarem obsoletas, o conjunto de teclas QWERTY ainda é norma. Gerações de teclistas interiorizaram a conjunção QWERTY e o custo de as reconverter não é justificado pelo pequeno ganho na velocidade que poderia resultar. Sensibilidade de Probabilidade. As pessoas não irão fazer um tremendo esforço necessário para aprender uma língua a não ser que exista uma probabilidade razoável que a sua utilidade irá justificar o esforço. Sem tal probabilidade, não existe motivação para aprender. Assim, enquanto há mais falantes de Mandarim no mundo do que de Italiano (externalidades de rede), um cidadão Suíço falante de Alemão tem maior probabilidade de aprender Italiano - porque é uma língua nacional da Suíça. Espera-se que os europeus sejam capazes de usar o Inglês com maior frequência e de forma mais alargada (intensiva e extensiva) do que outra língua estrangeira. Por isso, a sensibilidade de probabilidade encoraja-os a escolher o Inglês como a sua língua secundária. Comunicação Máxima - O Professor Van Parijs aplicou o conceito «máximo», a maximização do mínimo, para a questão da língua usada em grupos que tenham uma 20

Diversidade linguística e ensino das línguas numa fase inicial da escolarização

Diversidade linguística e ensino das línguas numa fase inicial da escolarização Educação & Comunicação, 7, 10-18 Diversidade linguística e ensino das línguas numa fase inicial da escolarização Isabel Hub Faria * Actualmente, a população mundial ascende a mais de seis biliões de pessoas

Leia mais

Exposição de motivos

Exposição de motivos Exposição de motivos Hoje, Portugal é uma sociedade onde vivem e convivem muitas culturas e etnias diferentes. Muitos são os imigrantes que aqui vivem, de diversas nacionalidades, e com um papel fundamental

Leia mais

POR QUE É IMPORTANTE ESTUDAR LÍNGUAS E POR QUE É QUE NÃO ESTUDAMOS

POR QUE É IMPORTANTE ESTUDAR LÍNGUAS E POR QUE É QUE NÃO ESTUDAMOS POR QUE É IMPORTANTE ESTUDAR LÍNGUAS E POR QUE É QUE NÃO ESTUDAMOS Quem não sabe línguas estrangeiras não sabe nada de si próprio. (Goethe) No Livro Branco lançado em 1995, Ensinar e Aprender: Rumo à Sociedade

Leia mais

Eurobarómetro Standard 80. OPINIÃO PÚBLICA NA UNIÃO EUROPEIA Outono 2013 RELATÓRIO NACIONAL PORTUGAL

Eurobarómetro Standard 80. OPINIÃO PÚBLICA NA UNIÃO EUROPEIA Outono 2013 RELATÓRIO NACIONAL PORTUGAL Eurobarómetro Standard 80 OPINIÃO PÚBLICA NA UNIÃO EUROPEIA Outono 2013 RELATÓRIO NACIONAL PORTUGAL Esta sondagem foi encomendada e coordenada pela Comissão Europeia, Direcção-Geral da Comunicação Este

Leia mais

1º Trabalho Listas de Discussão

1º Trabalho Listas de Discussão 1º Trabalho Listas de Discussão Catarina Santos Meios Computacionais no Ensino 05-03-2013 Índice Introdução... 3 Resumo e análise da mensagem da lista Matemática no secundário... 4 Resumo e análise da

Leia mais

INTERVENÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA (IPI) ORIENTAÇÕES PARA AS POLÍTICAS

INTERVENÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA (IPI) ORIENTAÇÕES PARA AS POLÍTICAS INTERVENÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA (IPI) ORIENTAÇÕES PARA AS POLÍTICAS Introdução O presente documento pretende apresentar uma visão geral das principais conclusões e recomendações do estudo da European Agency

Leia mais

MÓDULO V B C D E PÓS-EURO

MÓDULO V B C D E PÓS-EURO O PÓS-EURO A B C D E MÓDULO V O Euro face às s principais moedas internacionais Pacto de Estabilidade e Crescimento O Tratado de Amesterdão O Tratado de Nice Reforçar e Reformar as Políticas da União na

Leia mais

CRONOLOGIA DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA

CRONOLOGIA DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA CRONOLOGIA DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA 1950 9 de Maio Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, profere um importante discurso em que avança propostas inspiradas nas ideias de Jean Monnet.

Leia mais

DECLARAÇÃO DE HANÔVER

DECLARAÇÃO DE HANÔVER DECLARAÇÃO DE HANÔVER de Presidentes de Câmara de Municípios Europeus na Viragem do Século XXI (versão traduzida do texto original em Inglês, de 11 de Fevereiro de 2000, pelo Centro de Estudos sobre Cidades

Leia mais

Números-Chave sobre o Ensino das Línguas nas Escolas da Europa 2012

Números-Chave sobre o Ensino das Línguas nas Escolas da Europa 2012 Números-Chave sobre o Ensino das Línguas nas Escolas da Europa 2012 O relatório Números-Chave sobre o Ensino das Línguas nas Escolas da Europa 2012 consiste numa análise abarangente dos sistemas de ensino

Leia mais

A internacionalização da língua portuguesa. Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning.

A internacionalização da língua portuguesa. Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning. A internacionalização da língua portuguesa Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning. Mário Filipe O ensino de línguas de grande difusão global é hoje servido por várias

Leia mais

História da cidadania europeia

História da cidadania europeia História da cidadania europeia Introdução A cidadania da União conferida aos nacionais de todos os Estados Membros pelo Tratado da União Europeia (TUE), destina se a tornar o processo de integração europeia

Leia mais

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula.

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. 01_IN_CA_FolderTecnico180x230_capa.indd 3 sonhando com uma nova escola e uma nova sociedade 7/24/13 2:16 PM comunidade de

Leia mais

prodep ANTES DA MOEDA ÚNICA: Até 31 de Dezembro de 1998, cada país da UE tinha a sua moeda:

prodep ANTES DA MOEDA ÚNICA: Até 31 de Dezembro de 1998, cada país da UE tinha a sua moeda: ANTES DA MOEDA ÚNICA: Até 31 de Dezembro de 1998, cada país da UE tinha a sua moeda: Portugal Escudo Bélgica Franco belga Dinamarca Coroa dinamarquesa Alemanha Marco alemão Grécia Dracma Espanha Peseta

Leia mais

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM?

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM? Entrevista com Klaus Regling, Diretor Executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) Valor Econômico, 16 de julho de 2013 Valor: Por que buscar investidores no Brasil agora? Klaus Regling: Visitamos

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00 HORAS DE 01.01.13 --- Palácio de Belém, 1 de janeiro de 2013 --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996.

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. Doe, EOOCAC'~ 1-fJ~ Tõ~-5. - " ~ 9qr;, ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. EDUCAÇÃO PARA TODOS: ATINGINDO O OBJETIVO

Leia mais

MINIGUIA DA EUROPA 2011 Comunicar com os Europeus Línguas Na Europa fala-se muitas línguas, cujas principais famílias são a germânica, a românica, a eslava, a báltica e a céltica. As instituições da União

Leia mais

Daniel no mundo do silêncio

Daniel no mundo do silêncio Guia para pais Daniel no mundo do silêncio Walcyr Carrasco série todos juntos ilustrações de Cris Eich Daniel perde a audição nos primeiros anos de vida, e sua família dá todo o apoio para ele se comunicar

Leia mais

TRATADO DE LISBOA EM POUCAS

TRATADO DE LISBOA EM POUCAS EM POUCAS PALAVRAS OS PRIMEIROS PASSOS DATA/LOCAL DE ASSINATURA E ENTRADA EM VIGOR PRINCIPAIS MENSAGENS QUIZ 10 PERGUNTAS E RESPOSTAS OS PRIMEIROS PASSOS No século XX depois das Guerras No século XX, depois

Leia mais

CENTRO EUROPEU DO CONSUMIDOR - PORTUGAL EUROPEAN CONSUMER CENTRE

CENTRO EUROPEU DO CONSUMIDOR - PORTUGAL EUROPEAN CONSUMER CENTRE ECC-Net: Travel App Uma nova aplicação para telemóveis destinada aos consumidores europeus que se deslocam ao estrangeiro. Um projeto conjunto da Rede de Centros Europeus do Consumidor Nome da app: ECC-Net:

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6.

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. E T-CPLP: Entrevistas sobre a CPLP CI-CPRI Entrevistado: Embaixador Miguel Costa Mkaima Entrevistador:

Leia mais

CICLO DE CONFERÊNCIAS "25 ANOS DE PORTUGAL NA UE"

CICLO DE CONFERÊNCIAS 25 ANOS DE PORTUGAL NA UE Boletim Informativo n.º 19 Abril 2011 CICLO DE CONFERÊNCIAS "25 ANOS DE PORTUGAL NA UE" A Câmara Municipal de Lamego no âmbito de atuação do Centro de Informação Europe Direct de Lamego está a promover

Leia mais

A CRIANÇA BILÍNGUE: INFLUÊNCIAS DO BILINGUISMO SOBRE O DESENVOLVIMENTO INFANTIL ESCOLA PAN AMERICANA DA BAHIA. Profa. Conchita Kennedy Dantas

A CRIANÇA BILÍNGUE: INFLUÊNCIAS DO BILINGUISMO SOBRE O DESENVOLVIMENTO INFANTIL ESCOLA PAN AMERICANA DA BAHIA. Profa. Conchita Kennedy Dantas A CRIANÇA BILÍNGUE: INFLUÊNCIAS DO BILINGUISMO SOBRE O DESENVOLVIMENTO INFANTIL ESCOLA PAN AMERICANA DA BAHIA Profa. Conchita Kennedy Dantas Bilingüismo Segundo alguns investigadores as crianças expostas

Leia mais

O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE

O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE Durante muito tempo os países da Europa andaram em guerra. A segunda Guerra Mundial destruiu grande parte do Continente Europeu. Para evitar futuras guerras, seria

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO. que autoriza uma cooperação reforçada no domínio do imposto sobre as transações financeiras

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO. que autoriza uma cooperação reforçada no domínio do imposto sobre as transações financeiras COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 25.10.2012 COM(2012) 631 final 2012/0298 (APP) Proposta de DECISÃO DO CONSELHO que autoriza uma cooperação reforçada no domínio do imposto sobre as transações financeiras PT

Leia mais

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Sendo uma organização que representa os interesses de fabricantes e fornecdores de produtos e sistemas para

Leia mais

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015 CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA UMA UNIÃO EUROPEIA MAIS FORTE 22 de junho de 2015 A União Europeia deve contar com um quadro institucional estável e eficaz que lhe permita concentrar-se

Leia mais

Ana Maria Magalhães Isabel Alçada PAISES SEM FRONTEIRAS. A Uniao Europeia

Ana Maria Magalhães Isabel Alçada PAISES SEM FRONTEIRAS. A Uniao Europeia Ana Maria Magalhães Isabel Alçada PAISES SEM FRONTEIRAS A Uniao Europeia Países sem Fronteiras: a União Europeia Este livro é baseado na publicação Países sem Fronteiras: a União Europeia, editada pelo

Leia mais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais BLOCOS ECONÔMICOS O Comércio multilateral e os blocos regionais A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo globalizado. Quais os principais

Leia mais

QUALIDADE DOS CUIDADOS E DA EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA

QUALIDADE DOS CUIDADOS E DA EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA DIRECÇÃO-GERAL DAS POLÍTICAS INTERNAS DEPARTAMENTO TEMÁTICO B: POLÍTICAS ESTRUTURAIS E DE COESÃO CULTURA E EDUCAÇÃO QUALIDADE DOS CUIDADOS E DA EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA ESTUDO SUMÁRIO EXECUTIVO Resumo

Leia mais

Comunicações e Informações

Comunicações e Informações Jornal Oficial da União Europeia C 224 A Edição em língua portuguesa Comunicações e Informações 58. o ano 9 de julho de 2015 Índice V Avisos PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS Serviço Europeu de Seleção do

Leia mais

Identidade(s), integração e laicidade na Europa. Identidade europeia: Quem são os europeus de hoje?

Identidade(s), integração e laicidade na Europa. Identidade europeia: Quem são os europeus de hoje? Identidade(s), integração e laicidade na Europa Identidade europeia: Quem são os europeus de hoje? 11 de Maio. 2015 - Fundação Calouste Gulbenkian Intervenção Dep. Carlos Coelho Felicito os organizadores

Leia mais

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro... Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...enquanto os líderes mundiais se preparam para um encontro em Nova York ainda este mês para discutir o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do

Leia mais

INTRODUÇÃO. O trabalho terá a seguinte org2anização: Introdução: apresentação do tema, situação problema, hipótese, e a metodologia utilizada.

INTRODUÇÃO. O trabalho terá a seguinte org2anização: Introdução: apresentação do tema, situação problema, hipótese, e a metodologia utilizada. INTRODUÇÃO Todas as empresas, com ou sem fins lucrativos, estabelecem um preço para seus produtos. Mas como estabelecer este preço? Quais os fatores que influenciam no estabelecimento do preço?. De forma

Leia mais

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 Reunidos na cidade de Quebec de 18 a 22 de setembro de 1997, na Conferência Parlamentar das Américas, nós, parlamentares das Américas, Considerando que o

Leia mais

MNE DGAE. Tratado de Lisboa. A Europa rumo ao século XXI

MNE DGAE. Tratado de Lisboa. A Europa rumo ao século XXI Tratado de Lisboa A Europa rumo ao século XXI O Tratado de Lisboa Índice 1. Contextualização 1.1. Porquê um novo Tratado? 1.2. Como surgiu o Tratado de Lisboa? 2. O que mudará com o Tratado de Lisboa?

Leia mais

ESL/BILINGUE. Full Year Courses:

ESL/BILINGUE. Full Year Courses: ESL/BILINGUE MA101C MA101C SC 111C SC201C SS314C SS314C EN191C ES211C ES231C ES251C MA211C ES271C EN281C SS201C SS201C MA001C MA001C EN211C SS311C SS191C SS191C Full Year Courses: Algebra I (Português

Leia mais

1. 2. 3. 4. PASSO A PASSO. Links para saber mais. A União Europeia. Ano Europeu: o que é? o que se comemora em 2012?

1. 2. 3. 4. PASSO A PASSO. Links para saber mais. A União Europeia. Ano Europeu: o que é? o que se comemora em 2012? junho 2012 PASSO A PASSO 1. 2. 3. 4. A União Europeia Ano Europeu: o que é? o que se comemora em 2012? Ano Europeu 2012: curiosidades iniciativas quiz Links para saber mais 1. A União Europeia 27 Estados-Membros

Leia mais

Delegação da União Europeia em Moçambique

Delegação da União Europeia em Moçambique REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS E COOPERAÇÃO GABINETE DO ORDENADOR NACIONAL PARA A COOPERAÇÃO MOÇAMBIQUE / UE Delegação da União Europeia em Moçambique REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

Leia mais

A União Européia e o Euro

A União Européia e o Euro A União Européia e o Euro Crise na Grécia, Situações na Irlanda, em Portugal, Espanha e Itália Senado Federal Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional Audiência Pública - 12 de setembro de 2011

Leia mais

Irlanda vota contra o Tratado de Lisboa. Resenha Integração Regional

Irlanda vota contra o Tratado de Lisboa. Resenha Integração Regional Irlanda vota contra o Tratado de Lisboa Resenha Integração Regional Diego Cristóvão Alves de Souza Paes 17 de junho de 2008 Irlanda vota contra o Tratado de Lisboa Resenha Integração Regional Diego Cristóvão

Leia mais

VERSÕES CONSOLIDADAS

VERSÕES CONSOLIDADAS 9.5.2008 PT Jornal Oficial da União Europeia C 115/1 VERSÕES CONSOLIDADAS DO TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA E DO TRATADO SOBRE O FUNCIONAMENTO DA UNIÃO EUROPEIA (2008/C 115/01) 9.5.2008 PT Jornal Oficial da

Leia mais

Licenciaturas ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa. Análise de Dados em Ciências Sociais: Inferencial 2º S 6.

Licenciaturas ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa. Análise de Dados em Ciências Sociais: Inferencial 2º S 6. Licenciaturas ENSINO PÚBLICO 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa A licenciatura em Ciência Política, com ramos em Ciência Política e em Políticas Públicas, tem a duração de três anos, correspondentes

Leia mais

Apoio à Internacionalização. CENA 3 de Julho de 2012

Apoio à Internacionalização. CENA 3 de Julho de 2012 Apoio à Internacionalização CENA 3 de Julho de 2012 Enquadramento Enquadramento Comércio Internacional Português de Bens e Serviços Var. 13,3% 55,5 68,2 57,1 73,4 48,3 60,1 54,5 66,0 67,2 61,7 Exportação

Leia mais

O DIREITO DE ACESSO À EDUCAÇÃO. Profa. Dra. Luci Bonini

O DIREITO DE ACESSO À EDUCAÇÃO. Profa. Dra. Luci Bonini O DIREITO DE ACESSO À EDUCAÇÃO Profa. Dra. Luci Bonini Desde a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, alguns órgãos da sociedade têm se manifestado no sentido de promover as garantias

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ATRAVÉS DAS ESCOLAS BILÍNGUES NO BRASIL: UMA NOVA REALIDADE 1

O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ATRAVÉS DAS ESCOLAS BILÍNGUES NO BRASIL: UMA NOVA REALIDADE 1 O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ATRAVÉS DAS ESCOLAS BILÍNGUES NO BRASIL: UMA NOVA REALIDADE 1 Iasmin Araújo Bandeira Mendes Universidade Federal de Campina Grande, email: iasminabmendes@gmail.com INTRODUÇÃO

Leia mais

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da

Leia mais

A formação da União Europeia

A formação da União Europeia A formação da União Europeia A EUROPA DOS 28 Como tudo começou? 1926: 1º congresso da União Pan- Europeia em Viena (Áustria) 24 países aprovaram um manifesto para uma organização federativa na Europa O

Leia mais

Falar a uma só voz: Definir e defender o interesse europeu

Falar a uma só voz: Definir e defender o interesse europeu SPEECH/10/21 José Manuel Durão Barroso Presidente da Comissão Europeia Falar a uma só voz: Definir e defender o interesse europeu Sessão plenária do PE: votação do novo Colégio Bruxelas, 9 de Fevereiro

Leia mais

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS DESAFIOS DO CAPITALISMO GLOBAL E DA DEMOCRACIA Luiz Carlos Bresser-Pereira A Reforma Gerencial ou Reforma à Gestão Pública de 95 atingiu basicamente os objetivos a que se propunha

Leia mais

Capítulo 03 Mercados regionais

Capítulo 03 Mercados regionais Capítulo 03 Mercados regionais As organizações decidem atuar no mercado global quando sabem que o crescimento externo será maior do que o interno. Nesse sentido, a China é um dos mercados para onde as

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04 POR UMA POLÍTICA LINGUÍSTICA DA UNIÃO EUROPEIA? A QUESTÃO DO MULTILINGUISMO Diego Barbosa da Silva (UERJ) vsjd@uol.com.br Com o advento da globalização no século XX e da formação de blocos de países, num

Leia mais

estreita colaboração com a Polícia Judiciária Portuguesa. Versão traduzida e adaptada de texto da Missing Children Europe

estreita colaboração com a Polícia Judiciária Portuguesa. Versão traduzida e adaptada de texto da Missing Children Europe 2. A quem se dirige a linha europeia 116 000? A linha 116 000 é dirigida aos pais, Crianças e público em geral. Os técnicos que atendem as chamadas telefónicas são profissionais especializados, com formação

Leia mais

Sumário. David Justino e Sílvia de Almeida

Sumário. David Justino e Sílvia de Almeida Sumário 3. Para uma -pologia da formação das nações e dos nacionalismos 3.3. A unificação da Alemanha e as origens do nacionalismo alemão 3.4 A unificação italiana e o Rissorgimento 3.5 Crise dos impérios

Leia mais

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento?

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento? SEMINÁRIO INTERNACIONAL REPENSAR O DESENVOLVIMENTO REINVENTAR A COOPERAÇÃO ENQUADRAMENTO : Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Lisboa, 19 de novembro de 2015 Iremos lembrar

Leia mais

Perfil de Competências de Gestão. Nome: Exemplo

Perfil de Competências de Gestão. Nome: Exemplo Perfil de Competências de Gestão Nome: Exemplo Data: 8 maio 2008 Perfil de Competências de Gestão Introdução Este perfil resume como é provável que o estilo preferencial ou os modos típicos de comportamento

Leia mais

Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil

Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil Vera Masagão Ribeiro 1 A definição sobre o que é analfabetismo vem sofrendo revisões nas últimas décadas. Em 1958, a Unesco definia como alfabetizada uma

Leia mais

Dinâmicas de rede e valor económico da língua portuguesa

Dinâmicas de rede e valor económico da língua portuguesa 1 Jornada de Diplomacia Económica ISEG 5.12.2012 Dinâmicas de rede e valor económico da língua portuguesa jose.esperanca@iscte.pt 2 As línguas no mundo Ecologia da Língua (Calvet) 3 Hipercentral Inglês

Leia mais

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia,

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia, ANGOLA NO CONTEXTO DA INTEGRAÇAO ECONÓMICA REGIONAL 29 de Setembro, 2015 Intervenção do Doutor Paolo Balladelli, Representante Residente do PNUD em Angola Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA I. OBJECTIVOS O objectivo deste ciclo de estudos é garantir aos estudantes uma sólida formação jurídica de base. Tendo

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2012 Boa noite, A todos os Portugueses desejo um Bom Ano Novo, feito de paz e de esperança. O ano que

Leia mais

SERVIÇO EUROPEU DE SELEÇÃO DO PESSOAL (EPSO)

SERVIÇO EUROPEU DE SELEÇÃO DO PESSOAL (EPSO) 11.7.2013 PT Jornal Oficial da União Europeia C 199 A/1 V (Avisos) PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS SERVIÇO EUROPEU DE SELEÇÃO DO PESSOAL (EPSO) ANÚNCIO DE CONCURSOS GERAIS (2013/C 199 A/01) O Serviço Europeu

Leia mais

2a Conferência Anual Latino-Americana de Gestão do Espectro Dias 20 & 21 de outubro de 2015 Rio de janeiro, Brasil

2a Conferência Anual Latino-Americana de Gestão do Espectro Dias 20 & 21 de outubro de 2015 Rio de janeiro, Brasil Favor notar: Esta é uma versão preliminar do programa e os palestrantes ainda não serão abordados exceto quando explicitamente indicado. 2a Conferência Anual Latino-Americana de Gestão do Espectro Dias

Leia mais

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Passar do Discurso para a Ação Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 1º Fórum de Ideias - Cambridge University Press

Leia mais

Alentejo no horizonte 2020 Desafios e Oportunidades

Alentejo no horizonte 2020 Desafios e Oportunidades Alentejo no horizonte 2020 Desafios e Oportunidades Vendas Novas - 02 de julho de 2013 aicep Portugal Global é uma agência pública de natureza empresarial, cuja missão é: Atrair investimento estrangeiro

Leia mais

CIDADANIA E SOCIEDADE

CIDADANIA E SOCIEDADE CIDADANIA E SOCIEDADE 1 PROGRAMA 1ºMódulo ( P=4+6 ) 0- Cidadania: Uma Introdução 01. Conceitos de Cidadania e de cidadão 02. Valores éticos e cidadania 03. Identidades,pertenças e cidadania 04. Direitos

Leia mais

A questão da natalidade nos países da União Européia: desafios e alternativas em discussão 1.

A questão da natalidade nos países da União Européia: desafios e alternativas em discussão 1. Universidade do Vale do Itajaí Curso de Relações Internacionais LARI Laboratório de Análise de Relações Internacionais Região de Monitoramento: União Europeia LARI Fact Sheet Abril/Maio de 2011 A questão

Leia mais

A União Europeia vive, hoje, uma verdadeira questão social. Uma questão que é, ao mesmo tempo, económica, financeira e política. São muitas as razões:

A União Europeia vive, hoje, uma verdadeira questão social. Uma questão que é, ao mesmo tempo, económica, financeira e política. São muitas as razões: DISCURSO DE S. EXA A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NA CONFERÊNCIA DE PRESIDENTES DOS PARLAMENTOS DA UNIÃO EUROPEIA NICÓSIA, CHIPRE Sessão III: Coesão social em tempos de austeridade o que podem

Leia mais

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo Governança Sustentável nos BRICS Resumo executivo Sumário executivo A rapidez com que, nos últimos anos, as economias emergentes do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul vêm se aproximando

Leia mais

Prioridades de Comunicação da nova Comissão Europeia. João Tàtá dos Anjos Assessor de Impresa Representação da Comissão Europeia em Portugal

Prioridades de Comunicação da nova Comissão Europeia. João Tàtá dos Anjos Assessor de Impresa Representação da Comissão Europeia em Portugal Prioridades de Comunicação da nova Comissão Europeia João Tàtá dos Anjos Assessor de Impresa Representação da Comissão Europeia em Portugal A nova "Comissão Juncker" Entrou em funções a 11 de novembro

Leia mais

Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021

Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021 Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021 Maria Rebeca Otero Gomes Coordenadora do Setor de Educação da Unesco no Brasil Curitiba, 02 de outubro de 2015 Princípios orientadores (i) A educação é um direito

Leia mais

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO MARKETING SOCIAL DESENVOLVIDO PELA CÁRITAS EM PARCERIA COM A IPI CONSULTING NETWORK PORTUGAL As virtualidades da interação entre a economia social e o empreendedorismo

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

POLÍTICA LEGISLATIVAS 2015

POLÍTICA LEGISLATIVAS 2015 POLÍTICA LEGISLATIVAS 2015 ELEIÇÕES NA CATALUNHA Independentista catalão: Não nos podem expulsar da UE 27/9/2015, 11:12 104 PARTILHAS Ramon Tremosa i Balcells, eurodeputado eleito pelo movimento independentista

Leia mais

O Desafio da Soberania do Estado Nacional pela União Monetária Européia

O Desafio da Soberania do Estado Nacional pela União Monetária Européia O Desafio da Soberania do Estado Nacional pela União Monetária Européia XIX Simpósio Transnacional de Estudos Científicos Aracaju 21 de Setembro de 2009 Prof. Dr. Antony Mueller UFS Soberania do Estado

Leia mais

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O relatório de avaliação do sistema de ensino superior em Portugal preparado pela equipa internacional

Leia mais

SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES

SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES DOSSIER SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES 23 DOSSIER SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES PROMOÇÃO DO DEBATE SOBRE ASSUNTO ESTÁ ENTRE AS MEDIDAS ESTRATÉGICAS DA NERLEI Em Portugal, estima-se que entre 70 a 80

Leia mais

Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois

Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois Luís Amado Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Celebraram-se no

Leia mais

Comunicações e Informações

Comunicações e Informações Jornal Oficial da União Europeia C 183 A Edição em língua portuguesa Comunicações e Informações 58. o ano 4 de junho de 2015 Índice V Avisos PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS Serviço Europeu de Seleção do

Leia mais

que beneficie bastante mais cedo, e em maior medida, das fases iniciais da aplicação do TTIP.

que beneficie bastante mais cedo, e em maior medida, das fases iniciais da aplicação do TTIP. Sumário Executivo Em 2013, no rescaldo da recente crise financeira, a União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA) lançaram uma ambiciosa iniciativa conjunta para estimular as suas respetivas

Leia mais

Intervenção de Sua Excelência. o Presidente da República Portuguesa. na Comissão Económica para a América. Latina e Caraíbas - CEPAL

Intervenção de Sua Excelência. o Presidente da República Portuguesa. na Comissão Económica para a América. Latina e Caraíbas - CEPAL Intervenção de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa na Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas - CEPAL Santiago do Chile, 7 de Novembro de 2007 Senhor Secretário Executivo da

Leia mais

Um Fundo Petrolífero para Timor-Leste. Questões Frequentes

Um Fundo Petrolífero para Timor-Leste. Questões Frequentes Um Fundo Petrolífero para Timor-Leste Questões Frequentes 1. Porque não organizar o Fundo Petrolífero como um Fundo Fiduciário separado (em vez de o integrar no Orçamento de Estado)? 2. Por que razão deve

Leia mais

Bioética e Direitos Humanos

Bioética e Direitos Humanos FONTE: Revista Brasileira de Bioética, V.1 Nº 3, 2005, 241 247. http://www.sbbioetica.org.br Bioética e Direitos Humanos Pierre Sane Gostaria de discutir como os Direitos Humanos se relacionam ou como

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais

Licenciaturas ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Licenciaturas ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa 1 Licenciaturas ENSINO PÚBLICO 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa A licenciatura em Ciência Política, com ramos em Ciência Política e em Políticas Públicas, tem a duração de três anos, correspondentes

Leia mais

Cursos de Licenciatura

Cursos de Licenciatura DLLM Cursos de Licenciatura 2009-2010 1 Cursos de Licenciatura 2009/2010 1º Ciclo Bolonha DLLM Departamento de Línguas e Literaturas Modernas 2 Cursos de Licenciatura 2009-2010 DLLM DLLM Cursos de Licenciatura

Leia mais

Resumo executivo. Metodologia. versus RESUMO EXECUTIVO DO EMC PRIVACY INDEX

Resumo executivo. Metodologia. versus RESUMO EXECUTIVO DO EMC PRIVACY INDEX Privacidade versus Conveniência Resumo executivo As manchetes sobre privacidade na Internet estão fomentando um debate sobre quanto de acesso governos e empresas devem ter a atividades, comunicações e

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

O que fazemos por si?

O que fazemos por si? O que fazemos por si? PT O que fazemos por si? Nos últimos anos, a Europa tem vindo a sofrer uma crise económica e financeira internacional de uma dimensão sem precedentes. A segurança social, os sistemas

Leia mais

Questionário: Imagens do (Ensino) Português no Estrangeiro

Questionário: Imagens do (Ensino) Português no Estrangeiro Questionário: Imagens do (Ensino) Português no Estrangeiro Pretende se com este questionário conhecer a sua opinião sobre o (Ensino do) Português no Estrangeiro. Não existem respostas certas ou erradas.

Leia mais

(Avisos) PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS COMISSÃO

(Avisos) PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS COMISSÃO 7.6.2008 C 141/27 V (Avisos) PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS COMISSÃO Convite à apresentação de propostas de 2008 Programa Cultura (2007-2013) Execução das seguintes acções do programa: projectos plurianuais

Leia mais

Exemplos de Boas Práticas de RSE

Exemplos de Boas Práticas de RSE Exemplos de Boas Práticas de RSE 7.4. Pritchard Englefield Filme sobre a RSE na comunidade Resumo A empresa Pritchard Englefield foi fundada em 1848. Está sediada na City de Londres (Grã-Bretanha). A Pritchard

Leia mais

O PROBLEMA DO ENDIVIDAMENTO DE PORTUGAL PERANTE O EXTERIOR E O AUXÍLIO EXTERNO NECESSÁRIO. J. Silva Lopes

O PROBLEMA DO ENDIVIDAMENTO DE PORTUGAL PERANTE O EXTERIOR E O AUXÍLIO EXTERNO NECESSÁRIO. J. Silva Lopes O PROBLEMA DO ENDIVIDAMENTO DE PORTUGAL PERANTE O EXTERIOR E O AUXÍLIO EXTERNO NECESSÁRIO J. Silva Lopes IDEFF, 31 de Janeiro de 2011 1 O ENDIVIDAMENTO PERANTE O EXTERIOR Posições financeiras perante o

Leia mais

Dois idiomas, uma criança

Dois idiomas, uma criança REVISTA EDUCAÇÃO - EDICAO 174 - OUTUBRO 2011 Educação Infantil Letramento Tamanho do Texto A+ A- Dois idiomas, uma criança Estudos apontam que alunos bilíngues apresentam ganhos cognitivos, mas o diálogo

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

Mário Soares, A opção comunitária, oito anos depois (Junho de 1993)

Mário Soares, A opção comunitária, oito anos depois (Junho de 1993) Mário Soares, A opção comunitária, oito anos depois (Junho de 1993) Caption: Em Junho de 1993, Mário Soares, presidente da República Portuguesa, publica na revista lisboeta Expansão um artigo no qual faz

Leia mais