Palestra de Abertura da 2ª Conferência Internacional Língua Portuguesa no Sistema Mundial. Por uma Língua Portuguesa a Caminho da Afirmação Mundial

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Palestra de Abertura da 2ª Conferência Internacional Língua Portuguesa no Sistema Mundial. Por uma Língua Portuguesa a Caminho da Afirmação Mundial"

Transcrição

1 Por uma Língua Portuguesa a Caminho da Afirmação Mundial António Correia e Silva Não posso começar a minha intervenção neste fórum, sem antes agradecer à Prof.ª Ana Paula Laborinho o honroso e não menos amável convite que me dirigiu. Convite reforçado pelo Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, tornando-o assim indeclinável, apesar da pressão da agenda não me propender a isso. Diria a brincar, é claro, que me senti intimado. Mas é a brincar, porque na verdade o que me persuadiu a vir participar nesta conferência foi efectivamente a consciência cívica e política de que cuidar da língua portuguesa, reflectindo sobre a sua trajectória passada e as suas perspectivas na nova ordem linguística do século XXI, é cuidar dos interesses duradouros dos nossos povos, daquilo que determinará, em parte ao menos, as margens de manobra e as chances de sucesso das novas gerações de cabo-verdianos, angolanos, brasileiros, bissau guineenses, moçambicanos, portugueses, timorenses no fluente e líquido tempo da globalização. Quem possui a pretensão de influenciar o estatuto e a posição relativa de uma língua no sistema mundial tem de ter os olhos postos no horizonte, tem de traçar as linhas de rumo, mas igualmente, e quero sublinhar isso, tem de saber contornar os obstáculos de percurso. Como diria um poeta da margem de lá do Atlântico tem [sempre] uma pedra no meio do caminho e, não sabendo nós contornar as pedras, a viagem é uma promessa incumprida ou, se me permitem forçar a língua, às vezes tem de ser, a viagem é uma promessa incumprível. António Correia e Silva 1

2 Consintam-me, ainda em jeito de preâmbulo, em cerimónia, não de adeus mas de chegada, saudar com muita morabeza esta 2ª Conferência sobre o Futuro da Língua, felicitar os seus promotores e participantes, assim como homenagear a Conferência de Brasília que nos trouxe até cá, louvar também os esforços empreendedores do IILP apesar da insuficiência de meios do Observatório de Língua Portuguesa e de outras entidades e por fim agradecer à organização a oportunidade que me dá eu que sequer sou especialista em matéria de língua de poder, ainda assim, partilhar convosco algumas reflexões e posicionamentos sobre as estratégias de desenvolvimento da língua portuguesa à luz dos desafios da globalização. A globalização sabemo-lo é um movimento inexorável do nosso tempo e ignorá-la ou mesmo minimizá-la, como às vezes pretendem alguns, é um comportamento anacrónico, cuja eficácia é equivalente à da defesa de avestruz. Devemos estar conscientes de que ela, a globalização, gera oportunidades, mas também contém ameaças. Que cria centralidades, da mesma forma que gera periferi-cidades. Que despoleta a emergência de novas lideranças, assim como engendra subalternidades. Frequentemente divide os actores em presença em globalizadores e globalizados. A questão a que não nos podemos furtar é a de saber, em primeiro lugar, onde estamos nós neste processo de globalização, e, em segundo, onde queremos estar? O pressuposto de partida é o de que a nossa posição enquanto comunidade linguística, enquanto comunidade multinacional constituída na base dum activo querer partilhar e valorizar um património linguístico comum, depende muito, mas muito, da nossa própria acção. Digo isso que em outras circunstâncias poderia parecer uma lapalissada, passe a banalidade da expressão, simplesmente porque amiúde actores se desculpam com o António Correia e Silva 2

3 macro-determinismo das forças mundiais, com a conspiração dos donos do mundo ou outras do género, para se remeterem à inactividade e ao conformismo. Convocar um fórum para pensar as estratégias de afirmação do português no sistema mundial tem já subjacente e embutida a magnitude da nossa ambição e a negação de qualquer conformismo ou fatalismo face à actual situação. Isso é bom, por abrir, desde logo, um fosso tenso mas fecundo entre o presente vivido e o futuro almejado. É deste fosso, deste gap, perdoem-me desde já o anglicismo, que nasce a energia criativa e empreendedora suficiente para impulsionar o processo de implementação deste projecto de afirmação mundial da língua portuguesa. Os observadores deste processo nós os lusófonos somos particularmente auto-críticos e cépticos dizem-nos que o xis da questão, o ponto nevrálgico que decide da credibilidade ou não da ambição que nutrimos, da sua viabilidade ou não, não se situa fundamentalmente ao nível da sua formulação, mas sim, ao das estratégias de operacionalização. Ao do comprometimento dos actores. Quer isto dizer que o ponto sensível não está nas cimeiras, nem nos colóquios, mas no após e nos intervalos entre cimeiras e colóquios. Talvez o ponto crítico da ponte entre as intenções de inscrever o português como língua de trabalho nas grandes organizações internacionais, como um dos principais idiomas de produção científica e da inovação, enquanto uma das fontes mais dinâmicas da expressão das economias criativas e o estado em que nos encontramos hoje, em que os 200 e muitos milhões de falantes estão longe de ter peso equivalente na ciência, na inovação, na economia criativa e no empreendedorismo que se esperaria, seja o que se pode chamar de inteligência executiva e cooperativa. Por outras palavras, inteligência António Correia e Silva 3

4 executiva é aquilo que um poeta apelidaria de saber de encurtar a distância existente entre a intenção e o gesto. A dimensão da nossa ambição, expressa já em documentos de referência, pretende também tornar a língua portuguesa, partilhada que é por oito países e por inúmeras comunidades espalhadas pelo mundo, numa formidável geografia de dispersão diaspórica, atractiva e atraente aos falantes não nativos. Queremos fazer com que detentores de outras línguas reconheçam que vale a pena, que compensa aprender o português. Ou seja, a ambição é de ganharmos a concorrência no mercado de segundas e terceiras línguas. Diga-se de passagem, meus senhores, que realização de tais desiderata exige a construção de um espaço, cada vez mais claro e com menos ambiguidade possível, de forte convergência de visão e de afinada cooperação na acção entre as partes implicadas. A empresa a que nos propusemos desde a conferência anterior, em Brasília, implica, pois, cooperação, liderança e governança, assim como também negociação permanente, sob pena de ser elevado o custo de oportunidade perdida. A questão chave e permanente, que reclama uma gestão hábil e constante, é de como mobilizar e criar uma interacção virtuosa entre os diversos nós de um suposto nós lusófono. Ou seja, como concatenar os diferentes universos ou pluri-versos, a saber: nós, os falantes, em diversos graus e matizes da língua portuguesa, nós os Estados Lusófonos, em fases de desenvolvimento díspares, imersos em blocos regionais diferentes, nós os membros das inúmeras comunidades diaspóricas, vivendo nos cinco continentes? A questão é: como articular esta diversidade para projectar o português nos próximos tempos enquanto língua de relevância planetária? Como fazer desta diversidade de actores uma riqueza e não uma fraqueza? António Correia e Silva 4

5 Trata-se de questão importante, porque creio que o peso que a língua portuguesa poderá vir a ter no sistema mundial depende da densidade dos programas cooperativos de que ela for objecto no interior do próprio espaço lusófono. Uma língua portuguesa com forte presença e dinamismo no espaço mundial requer antes, como pré-condição, a construção, no interior das suas fronteiras, de um espaço plano e pleno, marcado por uma governança de elevada qualidade. Trata-se de um requisito incontornável, na ausência do qual a pretensão de afirmação mundial não passaria de uma fuga em frente, puramente retórica. Desde logo, devemos salientar que a viabilização de uma acção política de impacto mundial implica acção concertada de vários governos soberanos, que devem estar na disposição de atribuir a este desiderato para que as coisas dêem certo e não caiam no pantanoso terreno do laxismo e cepticismo o grau de prioridade equivalente às suas possibilidades, a consentir esforços também correspondentes às disponibilidades havidas. Afinal, ao darmos passos em direcção à projecção da língua portuguesa no espaço lusófono e mundial, acreditamos ou não que estamos a fazer um investimento de alto retorno? Refiro-me ao retorno político, educativo e, last but not least, ao próprio retorno económico. Sem esse comprometimento básico e fundante, criando coresponsabilidade entre os estados, estaremos a aprofundar o fosso entre as declarações e os processos. Num cenário assim, os planos, os programas e as instituições criadas para os implementar perderiam eficácia, moral e credibilidade. Todos os adiamentos seriam justificados em nome de outras prioridades, todos os incumprimentos explicados em nome de rotinas burocráticas. Ficaríamos, inclusive, na impossibilidade sequer de avaliar a António Correia e Silva 5

6 nossa própria acção. Alvin Tofler escreveu que a diferença entre desenvolvidos e subdesenvolvidos, entre vencedores e perdedores não deixa de ser também a desigual capacidade de agarrar, a tempo, as oportunidades. Por outras palavras, a diferença entre uns e outros seria, afinal, a existente entre rápidos e lentos. Todos os documentos de política produzidos de 1996 para cá e passíveis de serem escrutinados apontam claramente para a ambição subscrita pelos Estados de re-dignificar a língua portuguesa. Naquela altura adoptou-se como objectivo trabalhar para traduzir em importância literária, científica, política, diplomática, económica o inegável peso demográfico do universo lusófono. Teremos sido lentos no arranque. Mas agora queremos, na nova ordem linguística do século XXI, um lugar digno, de centralidade, para a língua portuguesa. Uma língua projectada e capaz de projectar nações e culturas que se expressam por ela. Tal pretensão, para não ser vã e ser socialmente credível, impõe-nos, no entanto, construir rapidamente uma nova relação inter-estatal e com a comunidade linguística. Mas também uma nova relação com o tempo, tanto com o passado como com o futuro. Comecemos por aquele. A constituição plena da nossa comunidade implica que resolvamos, ou ao menos que façamos boa gestão dos diferendos históricos resultantes da relação entre povos que hoje formam a comunidade lusófona. Em muitas sociedades, a língua portuguesa está ligada à memória, é preciso dizê-lo, da escravatura, do colonialismo, do etnocentrismo e do desprezo por expressões culturais locais. Não nos esqueçamos: a língua portuguesa foi a língua do patrão, do roceiro, do administrador do posto, do cobrador do imposto, do professor de uma escola que inferiorizava os meninos que tinham outras línguas maternas e António Correia e Silva 6

7 estavam proibidas de as usar, ela estava ligada a tudo aquilo que se pode chamar, à falta de melhor, de aparelhos ideológicos do Estado imperial/colonial. Acontece, porém, que os dominados apropriaram-se da língua de Fernão Mendes Pinto, fazendo-a sua, aclimatando-a a novas regiões, confrontando-a com outras línguas, moldando-a, umas vezes, crioulizando-as, outras. Assim, a própria luta pela emancipação que se iniciou, quer no Brasil quer em África é verdade que em temporalidades bem diversas, com a afirmação das elites crioulas do império, utilizou a língua portuguesa como via de reivindicação das diferenças e especificidades relativamente ao centro imperial, processo que não constituiu senão a antecâmara da reivindicação da autonomia e depois da própria independência. A apropriação da língua portuguesa pelos povos do Sul, mormente pelas suas elites, impediu o perigo, em certas circunstâncias não meramente conjectural e improvável, de se deitar fora o bebé com a água do banho. Tais elites viram nela, refiro-me à língua portuguesa, um instrumento de protesto jornalístico e literário contra os excessos da ordem colonial e depois um instrumento da criação de uma cadeia solidariedade política que unia o império ao contrário ou por baixo, ou seja, do ponto de vista dos contestatários. Não foi na e através da língua portuguesa que os inconfidentes brasileiros conspiraram contra o império e, ao serem deportados para as colónias africanas, espalharam nestas as sementes do inconformismo? Não foi na e através da língua portuguesa que Amilcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, Alda Espírito Santo, Marcelino dos Santos e tantos outros criaram movimentos unitários na própria capital do império? Foi ainda na língua portuguesa que homens como Eugénio Tavares, patrono da cultura cabo-verdiana, Luís Loff de Vasconcellos ou mais tarde Baltasar Lopes ou Jorge Barbosa protestaram António Correia e Silva 7

8 contra a discriminação, contra as leis de excepção feitas para as colónias, contra a marginalização e o abandono das mesmas. Mesmo perante o ideário de ruptura, deixando cair em definitivo a esperança reformista para o império, não admira que Amilcar Cabral tenha dissuadido, como fez, a ideia espontânea de se incluir a língua portuguesa no pacote da herança colonial a ser rejeitado. Cabral afirmou, e passo a citá-lo, que a língua não é prova de nada mais, senão um instrumento para os homens se relacionarem uns com outros, é um instrumento, um meio para falar, para exprimir as realidades da vida e do mundo. Para concluir que a língua portuguesa é, afinal, a melhor herança da experiência colonial. Com as independências, os estados nascentes queriam uma língua oficial que permitisse a unidade nacional, que potenciasse a administração pública, que desse acesso à modernidade e facilitasse o desenvolvimento das relações internacionais com os novos estados. Assim, adoptaram o português. Mas mesmo em nome destes valores e conveniências supracitados estariam por certo a trair o espírito emancipatório que os fundou se tais estados abrissem mão da promoção das línguas nacionais, seja o crioulo cabo-verdiano, o tétum, o quimbundo, o forro, o changana ou outras, se sacrificassem, no altar da unidade nacional e no da busca dos ganhos de uma língua com potencialidades universais, as línguas maternas de uma parte importante dos seus cidadãos. Daí a lusofonia, para ser mobilizadora a sul, ter de estabelecer um pacto de relação diria ecológica e ética as duas coisas são em parte sinónimas preservadora da diversidade, com as línguas nacionais. Isso é um adquirido político, hoje. Ao conquistá-lo, os estados lusófonos do Sul deixam de conceber a relação António Correia e Silva 8

9 entre a língua portuguesa e as outras línguas nacionais como uma relação de soma nula. Curioso é que os novos Estados das nações antes colonizadas por Portugal, ao mesmo tempo que sentem necessidade de desenvolver políticas de preservação e de dinamização das diferentes línguas nacionais, avançando para elas com propostas de regras para a escrita, de utilização das mesmas em campanhas de alfabetização de adultos, institucionalizando-as nos programas de comunicação social e no exercício parlamentar, dinâmica tendente em extremo para a oficialização, reconhecem igualmente que precisam alargar o ensino do português, tornando-a uma língua de inclusão social e não um instrumento de reprodução das desigualdades sociais internas. Democratizar a aprendizagem do português, é preciso. Cada vez mais se reconhece em tais sociedades, que são as nossas, de que o não relançamento do ensino da língua de Camões, com nova intensidade e em novas bases didácticas e metodológicas, beneficiam os filhos da elite urbana, burocrática e escolarizada e penaliza os outros. Com isso, trava-se, ou ao menos diminuise, o ritmo de alargamento da classe média, condicionando as nossas possibilidades futuras de afirmação como nações e economias competitivas e dinâmicas no mundo global. Mas um novo ensino do português requer, desde logo, duas atitudes. Uma, a da aceitação de que nos nossos casos existem outras línguas em presença e que a aprendizagem do português tem de levar isso em conta, tem de tirar disso consequências pedagógicas e políticas efectivas. Outra, a de que a democratização da aprendizagem bem-sucedida da língua de Camões requer o recurso à inovação pedagógica, às metodologias mais dinâmicas, porque já não se trata, como António Correia e Silva 9

10 no passado, de formar pequenas elites dotadas, como nos ensinou Pierre Bourdieu, de elevado capital cultural familiar, mas sim de formar um novo perfil de cidadania; já não se trata, dizia-vos, de uma escola que ridiculariza e humilha os alunos que trazem para a língua de Camões e para sala de aula acentuações de suas línguas maternas. Nem de uma escola que se preocupa tão-somente com ensinar, porque isso de aprender seria já lá com os alunos, de uma escola que se demite da responsabilidade pelo insucesso escolar e culpa e pune as vítimas. Uma nova forma de ensinar e aprender o português é uma exigência reclamada pelo ideário da escola inclusiva e da cidadania alargada e plena, é a condição de uma democracia realizada e vivida no quotidiano, que vá bem além dos enunciados constitucionais e do ritual das eleições. Aqui é preciso apelar à intervenção de um dos actores incontornáveis da governança de uma língua portuguesa a caminho da densificação do espaço lusófono e da sua afirmação planetária: as universidades. Estamos todos persuadidos de que os governos são por si só insuficientes para densificar as relações cooperativas no interior do espaço lusófono e muito menos de sozinhos conseguirem projectar a nossa língua comum mais além. Da mesma forma que constitui convicção cada vez mais ampla de que uma abordagem topo/base não dá mais conta dos múltiplos desafios que temos pela frente. São necessárias geometrias que sejam variáveis e mais complexas de actores. As universidades perfilam-se, hoje, como actores-chave. A começar, para protagonizarem uma cooperação panlusófona, tendo por objectivo a formação inicial e continuada de professores, porque é reconhecido que é a este nível, mais do que qualquer outro, que se mudam, qualificando-os, os sistemas de ensino nacionais. António Correia e Silva 10

11 Falo da formação de professores do pré-escolar ao ensino superior, passando evidentemente pela educação de jovens e adultos. Isso exige cooperação alargada. O Portal do Professor, que nos será apresentado logo à tarde, é uma excelente iniciativa saída da Conferência de Brasília. Nos tempos que correm, tirando partido das tecnologias de comunicação de dados e voz, há que lançar mão de Universidades Abertas dos nossos países, as existentes e as em vias de nascer, para criar uma entidade federada, feita de unidades reunidas, do tipo Universidade Aberta de Língua Portuguesa, que seria um espaço de cooperação inter-nacional e inter-universitária, locus privilegiado de troca de experiências, entidade essa com vocação para realizar cursos à distância, utilizando as melhores práticas registadas entre nós. Mesmo para os alunos universitários urge cada vez mais que as universidades dos nossos países, de forma concertada, cooperativa e solidária, concebam e disponibilizem materiais didácticos digitais de grande qualidade. Que trabalhem, com mais afinco ainda, o conceito de REA, recursos educativos abertos, inspirando-se no que vem fazendo a Khan Academy, assim como também nos massive courses online. Tomando de empréstimo a metáfora de Friedman, diria que isso é que dá corpo ao ideário de um espaço lusófono plano, no interior do qual a informação e o conhecimento circulam fluente e livremente, reduzindo as assimetrias educativas. Ponho o foco na educação, não por qualquer outra razão, porque o desempenho económico dos países passa hoje, mais do que nunca, decisivamente pela capacidade de os mesmos absorverem e criarem conhecimento, evitarem o desperdício do capital humano sob a forma do insucesso e abandono do processo formativo e elevarem o nível médio das competências da população activa. Ora, nos nossos países, quer nos PALOP, quer no Brasil ou mesmo em Portugal, a aprendizagem da língua António Correia e Silva 11

12 portuguesa é factor crítico do sucesso escolar. Trata-se de um saber condicionador dos demais, pois, nele situam-se algumas competências aprendentes como a do raciocínio lógico, de interpretação e de expressão verbal e escrita, competências que condicionam ou potenciam a aprendizagem de outros saberes. Ninguém duvida que a formação avançada e a ciência sejam a nova riqueza das nações, mas também que o poder científico no nosso tempo corre sério risco de concentrar a sua expressão em poucas línguas, para não dizer em pouquíssimas línguas, com vantagens evidentes para os falantes delas e desvantagens, não menos evidentes, para os demais. Assim sendo, fazendo jus à ambição de projectar a nossa língua comum no sistema mundial e tirando partido das potencialidades das TICs, temos ir mais além no esforço de disponibilização e partilha da produção científica elaborada no espaço lusófono, propiciando às diferentes comunidades científicas nacionais da CPLP o conhecimento recíproco da ciência em português. Iniciativas como a rccap portuguesa, a oásis, brasileira e o portal de conhecimento cabo-verdiano, para só falar das que melhor conheço, são peças importantes de um futuro, necessário e urgente portal integrado de pesquisa em língua portuguesa, a constituir. Todos sabemos quão importante e potenciador é o acesso à produção científica para o take off dos países. A AULP, cuja articulação hoje mais estreita com a CPLP aplaudimos, por lúcida e estratégica, é a instituição vocacionada para liderar o movimento dos repositórios de língua portuguesa. Minhas senhoras e meus senhores, António Correia e Silva 12

13 Aprofundando ainda mais a nevrálgica questão do conhecimento, esta língua, para se globalizar, precisa de facto de pôr um acento mais forte na ciência e na tecnologia, articulando instituições nacionais provedoras de fundos para a ciência, alavancando programas de mobilidade de cientistas, publicando editais que incentivem projectos conjuntos de investigação, estimulando por esta via a produção científica. O que quer, o que pode esta língua portuguesa?, interpelou-nos já há mais de duas décadas o cantor brasileiro Caetano Veloso. Pode ela consciencializar-se do seu valor de expressão e da sua capacidade de suscitar adesão e ousar enquanto língua de ciência, instituindo programas de iniciação científica, de mobilidade estudantil, estabelecendo encontros periódicos de editores de publicações, respondendo às repetidas questões: Que ciência se faz na Lusofonia? Quem são os nossos cientistas? Como trabalham? O que investigam? Que resultados obtêm? Que laços colaborativos desenvolvem no âmbito da nossa Comunidade Linguística? O discurso científico, sendo importante meio de expansão da língua, será também base estratégica para o posicionamento dos nossos países para lá do espaço lusófono, no nov999o quadro da globalização. Neste sentido, torna-se mister um quadro de esforço conjugado de tradução do manancial de obras científicas globais para a língua portuguesa e a tradução para as línguas congéneres de trabalhos científicos de investigadores lusófonos. Não são menos oportuna a concepção e a implementação de uma política coordenada de leitura pública, através de referentes bibliotecários, de centros de documentação e informação, de bases de dados e afins, política com o propósito de promover o resgate do ideário da Enciclopédia António Correia e Silva 13

14 Lusófona (incorporando o que fora a Enciclopédia Portuguesa, a Enciclopédia Brasileira e dos proto-projetos dos demais países lusófonos). Trata-se, sem dúvida, de um instrumento crucial para a afirmação do Poder da nossa Língua. Tal construto não poderá ser feito de forma isolada e de maneira nacional por parte dos integrantes desta Comunidade. Antes pelo contrário, ela só é passível de ser realizada de forma cooperativa e integrada. É preciso ir além, tentar fronteiras nunca dantes ousadas, acrescentando às conquistas alcançadas na comunicação digital mais e novas vitórias. Dizem-nos que a língua portuguesa "é a quinta mais usada na Internet e a terceira nas redes sociais, como o Facebook e o Twitter. Isso é bom. Mas podemos mais. Uma parte importante das indústrias criativas tem base na cultura, na história e na língua. A aposta na criatividade narrativa, literária e figurativa, ligada à concepção de produtos multimédia para novos dispositivos electrónicos móveis, dispositivos cuja chegada veio alterar em definitivo o nosso quotidiano, abre um oceano de oportunidades valorizantes da nossa língua, isso tanto no aspecto simbólico como económico. Herdeiros de um legado histórico largamente comum, podemos e temos a obrigação de dar um novo futuro ao nosso passado, instituindo uma cooperação mais forte entre os diferentes arquivos históricos nacionais, coordenando os seus respectivos esforços de digitalização e de disponibilização da documentação via Web. Assim procedendo, estaremos certamente a potenciar as nossas historiografias nacionais que se esclarecem mutuamente devido a laços históricos existentes entre as antigas colónias do velho império. Estaremos também a potenciar investigações conjuntas e transnacionais acerca da experiência histórica que conformou António Correia e Silva 14

15 as nossas sociedades. Ao reunirmo-nos neste evento que, sendo sobre a causa e a coisa da lusofonia, estaremos a valorizar não apenas o enorme legado cultural e linguístico da língua portuguesa, sublinhando a sua trajectória histórica, mas também, tendo em conta os desafios do presente, a concretizar, densificando fluxos de cooperação no espaço lusófono, o ideário de comunidade, de cuja concretização depende, a nosso ver, a credibilidade da pretensão de uma afirmação mundial consequente. Ou seja, é preciso globalizar, antes, o espaço lusófono, torná-lo uma comunidade dinâmica e inter-actuante, com sentido de futuro, para que a nossa afirmação no espaço mundial seja então possível, exequível, sustentável e frutífera. Aqui lembrar-vos-ia a provocação contida nos versos de Fernando Pessoa, como que predizendo a criação de uma comunidade lusófona, em como a minha pátria é a língua portuguesa, sendo a semântica minha pluralizada numa identidade nós. O poeta maior, Fernando Pessoa, estaria em vate poético a idealizar um cenário pan-lusófono, em que a nossa língua comum, sem recusar as identidades e projetando-se numa unidade na diversidade, seria apropriada por este colectivo dos países/povos falantes do português enquanto primeira, segunda e/ou terceira língua. O vate poético proto-idealizador de uma Comunidade que, em 1996 se corporizaria na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Sermos uma língua de 250 milhões de falantes é hoje um dado, de que nos orgulhamos, mas que só por si não nos satisfaz. Ambicionamos afirmar a nossa língua enquanto língua de intercâmbio e de António Correia e Silva 15

16 franquia para dialogarmos, em termos geoestratégicos, económicos, científicos, tecnológicos e a todos os níveis do conhecimento com os que estão na liderança mundial, na premissa de que hoje, em tempo de soft power, desculpe, de poder suave, na expressão consagrada de Joseph Nye, os países e as línguas valem cada vez mais pela sua atractividade. Pela capacidade de persuadir, seduzir e mobilizar. Sem buscar parábolas nem engendrar metáforas diria estar ainda a faltar à língua portuguesa, ou melhor dito, à lusofonia um posicionamento estratégico de Poder dos povos/ países/ comunidades lusófonas no contexto mundial. Quer isto dizer que, a par de os países lusófonos terem cada vez mais poder de barganha junto dos seus enquadramentos regionais e das organizações internacionais, importa hoje, mais do que nunca, uma estratégia comum e global, não só da expansão geográfica e cultural da língua enquanto tal, mas da projecção do que se lhe subentende em termos de valores, princípios, interesses e objectivos. O que quer, o que pode esta língua?, continua a interpelar-nos Caetano Veloso. A resposta é: obviamente, poder. E o que é poder para nós? Não é, entre outras coisas, ter um país lusófono com assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas? Não é igualmente o reforço do peso europeu desta língua a partir da sua dimensão continental e insular? Não é lograr o reforço da presença do português no xadrez geoatlântico das ilhas da Macaronésia, situadas, umas na ultra-periferia europeia, outras, no Atlântico Médio e outras ainda já em plena zona equatorial? Poder não será um forte posicionamento geoestratégico da nossa língua na África Austral, tanto no lado do Atlântico como no do Índico? Poder não será também dispor de uma base incursão lusófona no continente insular do Pacífico, junto à periferia da Oceania e na entrada do Extremo Oriente? O que quer, António Correia e Silva 16

17 o que pode esta língua? Que esteja presente como língua e como um conjunto de valores a ela associados na União Europeia, na OCDE, no Mercosul, nos BRICS, na União Africana, na CEDEAO, ASEAN, na SADAC, promovendo a visão e os interesses dos seus falantes, assegurando qualidade de vida dos povos lusófonos. Porque, no fundo, é isso que está subjacente ao esforço de valorização da língua portuguesa no sistema mundial: poder suave, no sentido de soft power, qualidade de vida para os nossos povos e o aumento da capacidade de expressão da nossa especificidade cultural no contexto do mundo globalizado. E mais não digo! Obrigado! António Correia e Silva 17

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003 Intervenção de Sua Excelência a Ministra da Ciência e do Ensino Superior, na II Reunião Ministerial da Ciência e Tecnologia da CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Rio de Janeiro, 5 de Dezembro

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais Intervenção de SEXA o Secretário de Estado Adjunto do Ministro

Leia mais

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6.

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. E T-CPLP: Entrevistas sobre a CPLP CI-CPRI Entrevistado: Embaixador Miguel Costa Mkaima Entrevistador:

Leia mais

V Reunião de Ministros do Turismo da CPLP

V Reunião de Ministros do Turismo da CPLP V Reunião de Ministros do Turismo da CPLP Intervenção do Secretário Executivo da CPLP Senhor Presidente, Senhores Ministros, Senhor Secretário de Estado do Turismo, Senhores Embaixadores Senhores Representantes

Leia mais

ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Nós, representantes democraticamente eleitos dos Parlamentos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, Portugal,

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007)

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Excelentíssimos membros do Conselho Directivo, excelentíssimos professores, caríssimos alunos, É com enorme satisfação que

Leia mais

A União Europeia vive, hoje, uma verdadeira questão social. Uma questão que é, ao mesmo tempo, económica, financeira e política. São muitas as razões:

A União Europeia vive, hoje, uma verdadeira questão social. Uma questão que é, ao mesmo tempo, económica, financeira e política. São muitas as razões: DISCURSO DE S. EXA A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NA CONFERÊNCIA DE PRESIDENTES DOS PARLAMENTOS DA UNIÃO EUROPEIA NICÓSIA, CHIPRE Sessão III: Coesão social em tempos de austeridade o que podem

Leia mais

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Centro Cultural de Belém, Lisboa, 11 de Outubro de 2006 Intervenção do Secretário

Leia mais

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006 SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006 Jaime Andrez Presidente do CD do IAPMEI 10 de Maio de 2006 Minhas Senhoras e meus Senhores, 1. Em nome do Senhor Secretário de Estado Adjunto, da Indústria

Leia mais

2. Enquadramento metodológico

2. Enquadramento metodológico 1. A Agenda 21 LOCAL 1. Em 1992, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento (CNUAD) aprovou um Plano de Acção para o Século 21, intitulado Agenda 21. Realizada

Leia mais

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO Maria Regina Tavares da Silva Perita em Igualdade de Género Consultora das Nações Unidas Nesta Conferência de celebração dos

Leia mais

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes Conclusões «Inovação e sustentabilidade ambiental. A inovação e a tecnologia como motor do desenvolvimento sustentável e da coesão social. Uma perspectiva dos governos locais». 1. O Fórum irá estudar,

Leia mais

Intervenção do Secretário Executivo da. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Embaixador Murade Murargy

Intervenção do Secretário Executivo da. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Embaixador Murade Murargy Conferência 1º Fórum União de Exportadores CPLP CPLP: Comunidade de povos abrangente auto-sustentável Lisboa, 26 e 27 de junho de 2015 Sessão de Encerramento 27 de junho de 2015 Intervenção do Secretário

Leia mais

República de Moçambique. Presidência da República

República de Moçambique. Presidência da República República de Moçambique Presidência da República Discurso de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, por ocasião

Leia mais

Excelências Senhoras e Senhores,

Excelências Senhoras e Senhores, Excelência Sr. Blaise Campaoré - Presidente do Burkina Faso, Excelência Sr. Jean Ping, Presidente da Comissão da União Africana, Sr. Soumaila Cissé Presidente da Comissão Económica dos Estados da África

Leia mais

Introdução aos três subtemas da Trienal

Introdução aos três subtemas da Trienal Introdução aos três subtemas da Trienal 2/9 Introdução aos três subtemas da Trienal A Trienal 2012 : rumo a sistemas de ensino e de formação em prol do desenvolvimento sustentável em África A Trienal de

Leia mais

A internacionalização da língua portuguesa. Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning.

A internacionalização da língua portuguesa. Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning. A internacionalização da língua portuguesa Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning. Mário Filipe O ensino de línguas de grande difusão global é hoje servido por várias

Leia mais

Sessão de Abertura do 3º Congresso Nacional de Medicina Tropical. 20 Abril 2015

Sessão de Abertura do 3º Congresso Nacional de Medicina Tropical. 20 Abril 2015 Sessão de Abertura do 3º Congresso Nacional de Medicina Tropical 20 Abril 2015 As minhas primeiras palavras são para saudar, na pessoa do Professor Paulo Ferrinho, todos os participantes neste Congresso

Leia mais

Excelência, Sr Presidente da República, Senhoras e Senhores Ministros,

Excelência, Sr Presidente da República, Senhoras e Senhores Ministros, Discurso de sua excelência, o Primeiro Ministro, José Maria Neves, por ocasião da tomada de posse do novo Governo no âmbito da remodelação governamental anunciada no dia 24 de Fevereiro de 2010 Excelência,

Leia mais

Os Empresários, as Empresas e a Inclusão Social. João Oliveira Rendeiro Presidente da Associação EIS Empresários pela Inclusão Social

Os Empresários, as Empresas e a Inclusão Social. João Oliveira Rendeiro Presidente da Associação EIS Empresários pela Inclusão Social Os Empresários, as Empresas e a Inclusão Social João Oliveira Rendeiro Presidente da Associação EIS Empresários pela Inclusão Social Conferência "Compromisso Cívico para a Inclusão" Santarém, 14 de Abril

Leia mais

Entrevista. com. Reitor da Universidade de Cabo Verde, António Correia e Silva

Entrevista. com. Reitor da Universidade de Cabo Verde, António Correia e Silva Entrevista com Reitor da Universidade de Cabo Verde, António Correia e Silva A Universidade Pública de Cabo Verde vem assumindo cada vez maior importância na formação superior orientada para o conhecimento

Leia mais

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Participamos num processo acelerado de transformações sociais, políticas e tecnológicas que alteram radicalmente o contexto e as

Leia mais

PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO

PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO A noção de Empreendedorismo, como uma competência transversal fundamental para o desenvolvimento humano, social e económico, tem vindo a ser reconhecida

Leia mais

Plano tecnológico? Ou nem tanto?

Plano tecnológico? Ou nem tanto? Plano tecnológico? Ou nem tanto? WEB: ÉDEN?APOCALIPSE? OU NEM TANTO? Plano Tecnológico Mas, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, além deste Contrato, o Novo Contrato para a Confiança, o nosso

Leia mais

Conferência Internacional Os Regimes Cambiais face aos Desafios da Economia de Cabo Verde

Conferência Internacional Os Regimes Cambiais face aos Desafios da Economia de Cabo Verde Conferência Internacional Os Regimes Cambiais face aos Desafios da Economia de Cabo Verde (No Âmbito das Comemorações dos 10 Anos da Assinatura do Acordo de Cooperação Cambial) SESSÃO DE ABERTURA Intervenção

Leia mais

Minhas senhoras e meus senhores.

Minhas senhoras e meus senhores. Minhas senhoras e meus senhores. Em primeiro lugar, gostaria de transmitir a todos, em nome do Senhor Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a satisfação pelo convite que

Leia mais

DISCURSO DO SR. PRESIDENTE DA UNIÃO DAS MUTUALIDADES PORTUGUESAS, DR. LUÍS ALBERTO DE SÁ E SILVA

DISCURSO DO SR. PRESIDENTE DA UNIÃO DAS MUTUALIDADES PORTUGUESAS, DR. LUÍS ALBERTO DE SÁ E SILVA DISCURSO DO SR. PRESIDENTE DA UNIÃO DAS MUTUALIDADES PORTUGUESAS, DR. LUÍS ALBERTO DE SÁ E SILVA Protocolo de Cooperação entre Associação Nacional de Municípios Portugueses e Confederação Nacional das

Leia mais

Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois

Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois Integração de Portugal na Comunidade Europeia Vinte Anos Depois Luís Amado Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Celebraram-se no

Leia mais

CICLO DE CONFERÊNCIAS "25 ANOS DE PORTUGAL NA UE"

CICLO DE CONFERÊNCIAS 25 ANOS DE PORTUGAL NA UE Boletim Informativo n.º 19 Abril 2011 CICLO DE CONFERÊNCIAS "25 ANOS DE PORTUGAL NA UE" A Câmara Municipal de Lamego no âmbito de atuação do Centro de Informação Europe Direct de Lamego está a promover

Leia mais

ASSEMBLEIA NACIONAL GABINETE DO PRESIDENTE

ASSEMBLEIA NACIONAL GABINETE DO PRESIDENTE ASSEMBLEIA NACIONAL GABINETE DO PRESIDENTE Discurso de SE o Sr. Presidente da Assembleia Nacional por ocasião da sessão inaugural da III edição do Curso de Liderança e Inovação na Gestão do Desenvolvimento,

Leia mais

DECLARAÇÃO DE HANÔVER

DECLARAÇÃO DE HANÔVER DECLARAÇÃO DE HANÔVER de Presidentes de Câmara de Municípios Europeus na Viragem do Século XXI (versão traduzida do texto original em Inglês, de 11 de Fevereiro de 2000, pelo Centro de Estudos sobre Cidades

Leia mais

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS EUNEDS INTRODUÇÃO O mandato para desenvolver uma Estratégia para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) decorre da declaração apresentada pelos ministros do ambiente da CEE/ONU na 5ª Conferência

Leia mais

(Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO

(Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO 19.12.2007 C 308/1 I (Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO RESOLUÇÃO DO CONSELHO de 5 de Dezembro de 2007 sobre o seguimento do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

DECLARAÇÃO EMPRESARIAL DE LUANDA

DECLARAÇÃO EMPRESARIAL DE LUANDA DECLARAÇÃO EMPRESARIAL DE LUANDA Por iniciativa da Confederação Empresarial da CPLP e das associações empresariais dos PALOP, realizou-se em Luanda, República de Angola, a 17 de Julho de 2014, o Fórum

Leia mais

Agenda Comum para uma Agricultura Sustentável

Agenda Comum para uma Agricultura Sustentável Agenda Comum para uma Agricultura Sustentável Contribuições das Federações de Pequenos Agricultores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique,

Leia mais

PEJ AÇORES. Associação Regional Parlamento Europeu dos Jovens Núcleo Açores

PEJ AÇORES. Associação Regional Parlamento Europeu dos Jovens Núcleo Açores CONTRIBUTO DA ASSOCIAÇÃO REGIONAL PARLAMENTO EUROPEU DOS JOVENS NÚCLEO AÇORES PARA O LIVRO BRANCO DO COMITÉ DAS REGIÕES SOBRE GOVERNAÇÃO A VÁRIOS NÍVEIS A (PEJ-A) responde ao desafio do Comité das Regiões

Leia mais

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996.

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. Doe, EOOCAC'~ 1-fJ~ Tõ~-5. - " ~ 9qr;, ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. EDUCAÇÃO PARA TODOS: ATINGINDO O OBJETIVO

Leia mais

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Senhor Representante de Sua Excelência o Presidente da República, General Rocha Viera, Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Leia mais

DECLARAÇÃO DE LISBOA

DECLARAÇÃO DE LISBOA DECLARAÇÃO DE LISBOA A 2 de junho de 2014, em Lisboa, Portugal, por iniciativa da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), em parceria com a CPLP, o Millennium BCP e a SOFID Sociedade para o Financiamento

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

ENTERPRISE 2020 Inteligente Sustentável Inclusivo

ENTERPRISE 2020 Inteligente Sustentável Inclusivo ENTERPRISE 2020 Inteligente Sustentável Inclusivo With the support of the European Commission and the Belgian Presidency of the European Union Porquê Enterprise 2020? Os desafios económicos, sociais e

Leia mais

Seminário Redes do Conhecimento e Conhecimento em Rede

Seminário Redes do Conhecimento e Conhecimento em Rede MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL Gabinete do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional Intervenção do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional

Leia mais

CPLP: Circulação de Pessoas, Bens, Capitais e Serviços. Prof. Doutor Esmeraldo de Azevedo Centro de Estudos Lusófonos

CPLP: Circulação de Pessoas, Bens, Capitais e Serviços. Prof. Doutor Esmeraldo de Azevedo Centro de Estudos Lusófonos Capitais e Serviços Prof. Doutor Esmeraldo de Azevedo Centro de Estudos Lusófonos 1. Como é do conhecimento, A CPLP apresenta-se como uma organização internacional, intergovernamental, caracterizada pela

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

Intervenção de Sua Excelência. o Presidente da República Portuguesa. na Comissão Económica para a América. Latina e Caraíbas - CEPAL

Intervenção de Sua Excelência. o Presidente da República Portuguesa. na Comissão Económica para a América. Latina e Caraíbas - CEPAL Intervenção de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa na Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas - CEPAL Santiago do Chile, 7 de Novembro de 2007 Senhor Secretário Executivo da

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE Gabinete do Secretário de Estado do Trabalho e Formação

MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE Gabinete do Secretário de Estado do Trabalho e Formação INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TRABALHO E FORMAÇÃO NO CONGRESSO DO ANO INTERNACIONAL DOS VOLUNTÁRIOS Senhora Presidente da Comissão Nacional para o Ano Internacional do Voluntariado, Senhor

Leia mais

REPÚBLICA DE ANGOLA. Cimeira Mundial Sobre a Sociedade da Informação

REPÚBLICA DE ANGOLA. Cimeira Mundial Sobre a Sociedade da Informação REPÚBLICA DE ANGOLA Cimeira Mundial Sobre a Sociedade da Informação Intervenção de Sua Excelência Licínio Tavares Ribeiro, Ministro dos Correios e Telecomunicações ANGOLA (Genebra, 12 de Dezembro de 2003)

Leia mais

DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO DA IBIS SOBRE A JUVENTUDE

DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO DA IBIS SOBRE A JUVENTUDE DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO DA IBIS SOBRE A JUVENTUDE A IBIS visa contribuir para o empoderamento dos jovens como cidadãos activos da sociedade, com igual usufruto de direitos, responsabilidades e participação

Leia mais

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis. e Responsabilidade Global

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis. e Responsabilidade Global Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão,

Leia mais

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Sumário Executivo A Estratégia do Banco Africano de Desenvolvimento para 2013-2022 reflecte as

Leia mais

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia Mário Pinto Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia 1. O funcionamento da organização sindical portuguesa é muito frequentemente qualificado de deficiente. Excluindo afirmações de circunstância,

Leia mais

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O relatório de avaliação do sistema de ensino superior em Portugal preparado pela equipa internacional

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 37 Discurso no almoço em homenagem

Leia mais

A Presidência de Timor-Leste da CPLP: uma Visão para o Futuro. Centro de Convenções de Díli

A Presidência de Timor-Leste da CPLP: uma Visão para o Futuro. Centro de Convenções de Díli ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO MINISTRO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE, KAY RALA XANANA GUSMÃO, POR OCASIÃO DO SEMINÁRIO GLOBALIZAÇÃO ECONÓMICA CA E OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO:

Leia mais

1. Como pensam integrar, no âmbito dos poderes e competências da autarquia, as questões da educação intercultural e do combate ao racismo?

1. Como pensam integrar, no âmbito dos poderes e competências da autarquia, as questões da educação intercultural e do combate ao racismo? Gostaríamos de iniciar a resposta a este questionário com uma nota prévia relativamente às questões que nos foram colocadas: as questões da discriminação e do racismo constituem, desde o surgimento desta

Leia mais

Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo

Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo Evocar hoje, dia 8 de Março de 2007, o Tratado que instituiu a Comunidade Económica Europeia, assinado em Roma há 50

Leia mais

Falar a uma só voz: Definir e defender o interesse europeu

Falar a uma só voz: Definir e defender o interesse europeu SPEECH/10/21 José Manuel Durão Barroso Presidente da Comissão Europeia Falar a uma só voz: Definir e defender o interesse europeu Sessão plenária do PE: votação do novo Colégio Bruxelas, 9 de Fevereiro

Leia mais

D SCUR CU S R O O DE D SUA U A EXCE

D SCUR CU S R O O DE D SUA U A EXCE DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO MINISTRO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE, DR. RUI MARIA DE ARAÚJO, POR OCASIÃO DA ATRIBUIÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA CONFEDERAÇÃO EMPRESARIAL DA CPLP A

Leia mais

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA CPLP CARTA DE PORTO ALEGRE

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA CPLP CARTA DE PORTO ALEGRE I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA CPLP CARTA DE PORTO ALEGRE O I Seminário Internacional de Educação Superior na Comunidade de Países de Língua

Leia mais

Workshop Nacional Projecto de Centros de Excelência Ensino Superior para África Austral e Oriental ACE II

Workshop Nacional Projecto de Centros de Excelência Ensino Superior para África Austral e Oriental ACE II REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP) Workshop Nacional Projecto de Centros de Excelência Ensino Superior para África Austral e Oriental

Leia mais

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO MARKETING SOCIAL DESENVOLVIDO PELA CÁRITAS EM PARCERIA COM A IPI CONSULTING NETWORK PORTUGAL As virtualidades da interação entre a economia social e o empreendedorismo

Leia mais

ENTRE O MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DO PLANO E INTEGRAÇÃO REGIONAL DA GUINÉ-BISSAU

ENTRE O MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DO PLANO E INTEGRAÇÃO REGIONAL DA GUINÉ-BISSAU PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DO PLANO E INTEGRAÇÃO REGIONAL DA GUINÉ-BISSAU A ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA - CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA (AIP-CCI) E A A ELO - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca VISITA A ANGOLA Jantar no Futungo

Leia mais

OBJECTIVO 2015. Cinco anos para construir uma verdadeira Parceria Global para o Desenvolvimento PROPOSTA DE ACÇÃO FEC

OBJECTIVO 2015. Cinco anos para construir uma verdadeira Parceria Global para o Desenvolvimento PROPOSTA DE ACÇÃO FEC OBJECTIVO 2015 Cinco anos para construir uma verdadeira Parceria Global para o Desenvolvimento PROPOSTA DE ACÇÃO INTRODUÇÃO O ano de 2010 revela-se, sem dúvida, um ano marcante para o combate contra a

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

Senhora Presidente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Maria da Conceição Saraiva da Silva Costa Bento Senhoras e Senhores,

Senhora Presidente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Maria da Conceição Saraiva da Silva Costa Bento Senhoras e Senhores, Boa tarde Senhora Presidente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Maria da Conceição Saraiva da Silva Costa Bento Senhoras e Senhores, Deixem-me dizer-vos que é para mim uma honra participar, na

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2012 Boa noite, A todos os Portugueses desejo um Bom Ano Novo, feito de paz e de esperança. O ano que

Leia mais

O Novo Renascimento Relatório do «Comité de Sábios» Grupo de reflexão sobre a digitalização do património cultural europeu

O Novo Renascimento Relatório do «Comité de Sábios» Grupo de reflexão sobre a digitalização do património cultural europeu O Novo Renascimento Relatório do «Comité de Sábios» Grupo de reflexão sobre a digitalização do património cultural europeu RESUMO Ao longo dos séculos, as bibliotecas, os arquivos e os museus em toda a

Leia mais

I CONFERÊNCIA ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CPLP. Sessão de Abertura. Lisboa, 24 de junho de 2015

I CONFERÊNCIA ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CPLP. Sessão de Abertura. Lisboa, 24 de junho de 2015 I CONFERÊNCIA ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CPLP Sessão de Abertura Lisboa, 24 de junho de 2015 Intervenção do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Embaixador Murade

Leia mais

A liberdade religiosa. dos direitos individuais aos direitos sociais

A liberdade religiosa. dos direitos individuais aos direitos sociais D E P O I M E N T O S A liberdade religiosa dos direitos individuais aos direitos sociais Com a viragem do século, e sobretudo com o desenvolvimento das investigações das ciências sociais sobre o fenómeno

Leia mais

Novas identidades: Portugal e a Lusofonia *

Novas identidades: Portugal e a Lusofonia * José Fontes Novas identidades: Portugal e a Lusofonia * José FONTES (Universidade Aberta) A empresa, de séculos atrás, que Portugal conduziu com os descobrimentos e o achamento, na expressão de Gilberto

Leia mais

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos Os Desafios da Fileira da Construção As Oportunidades nos Mercados Externos Agradeço o convite que me foi dirigido para participar neste Seminário e felicito a AIP pela iniciativa e pelo tema escolhido.

Leia mais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Cascais, 23 de junho de 2015 Declaração de Cascais Os Ministros responsáveis pela Energia da Comunidade dos Países de Língua

Leia mais

22.1.2010 Jornal Oficial da União Europeia L 17/43

22.1.2010 Jornal Oficial da União Europeia L 17/43 22.1.2010 Jornal Oficial da União Europeia L 17/43 IV (Actos adoptados, antes de 1 de Dezembro de 2009, em aplicação do Tratado CE, do Tratado da UE e do Tratado Euratom) DECISÃO DO CONSELHO de 27 de Novembro

Leia mais

Grupo Parlamentar. Projecto de Lei N.º 52/IX ALTERA A LEI DE BASES DO SISTEMA EDUCATIVO

Grupo Parlamentar. Projecto de Lei N.º 52/IX ALTERA A LEI DE BASES DO SISTEMA EDUCATIVO Grupo Parlamentar Projecto de Lei N.º 52/IX ALTERA A LEI DE BASES DO SISTEMA EDUCATIVO O chamado processo de Bolonha não é, por essência, negativo, particularmente se for adoptado numa óptica de estímulo

Leia mais

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO CARTA EUROPEIA DO DESPORTO Objectivo da Carta... 3 Definição e âmbito de aplicação da Carta... 3 O movimento desportivo... 4 Instalações e actividades... 4 Lançar as bases... 4 Desenvolver a participação...

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 17 DE NOVEMBRO PALÁCIO DA REPÚBLICA

Leia mais

Cimeira do Fórum Índia África

Cimeira do Fórum Índia África REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU Presidência da República Cimeira do Fórum Índia África Intervenção de Sua Excelência Senhor José Mário Vaz Presidente da República Nova Delhi, 29 de Outubro de 2015 Excelência,

Leia mais

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia,

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia, ANGOLA NO CONTEXTO DA INTEGRAÇAO ECONÓMICA REGIONAL 29 de Setembro, 2015 Intervenção do Doutor Paolo Balladelli, Representante Residente do PNUD em Angola Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro

Leia mais

PLANO DE ACTIVIDADES 2014

PLANO DE ACTIVIDADES 2014 PLANO DE ACTIVIDADES 2014 A - INTRODUÇÃO O ano de 2013 que agora termina, foi decisivo para a continuidade da Fundação do Desporto. O Governo, através do Sr. Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares,

Leia mais

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite que a FCT me dirigiu para

Leia mais

SOUSA GALITO, Maria (2009). Entrevista ao Dr. João Manuel Chantre. CI- CPRI, E T-CPLP, º2, pp. 1-7.

SOUSA GALITO, Maria (2009). Entrevista ao Dr. João Manuel Chantre. CI- CPRI, E T-CPLP, º2, pp. 1-7. SOUSA GALITO, Maria (2009). Entrevista ao Dr. João Manuel Chantre. CI- CPRI, E T-CPLP, º2, pp. 1-7. E T-CPLP: Entrevistas sobre a CPLP CI-CPRI Entrevista ao Dr. João Manuel Chantre Vice-Presidente Executivo

Leia mais

DECLARAÇÃO DE ZAMORA

DECLARAÇÃO DE ZAMORA V CONFERÊNCIA IBERO-AMERICANA DE MINISTROS DE TURISMO "A Cooperação Turística como instrumento de desenvolvimento económico e social da Comunidade Ibero-Americana" 6 e 7 DE SETEMBRO DE 2005, ZAMORA (ESPANHA)

Leia mais

1º Encontro de Bancos e Instituições Financeiras dos Países da CE-CPLP. Sessão de Encerramento

1º Encontro de Bancos e Instituições Financeiras dos Países da CE-CPLP. Sessão de Encerramento 1º Encontro de Bancos e Instituições Financeiras dos Países da CE-CPLP Sessão de Encerramento Intervenção de S. Ex.ª o Senhor Embaixador Murade Isaac Murargy, Secretário Executivo da Comunidade dos Países

Leia mais

Agradeço muito o convite que me foi endereçado para encerrar este XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficias de Contas.

Agradeço muito o convite que me foi endereçado para encerrar este XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficias de Contas. Senhor Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, Dr. José Azevedo Rodrigues; Senhor Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e Presidente da Comissão Organizadora

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

Como Vamos Melhorar a Educação nos Próximos Anos?

Como Vamos Melhorar a Educação nos Próximos Anos? Como Vamos Melhorar a Educação nos Próximos Anos? Apresentação do Debate Nacional Sobre a Educação Assembleia da República, 22 de Maio de 2006 Júlio Pedrosa de Jesus, Presidente do Conselho Nacional de

Leia mais

A C o o p e r a ç ã o E s t r u t u r a d a P e r m a n e n t e : D e s a f i o s e O p ç õ e s p a r a P o r t u g a l *

A C o o p e r a ç ã o E s t r u t u r a d a P e r m a n e n t e : D e s a f i o s e O p ç õ e s p a r a P o r t u g a l * A C o o p e r a ç ã o E s t r u t u r a d a P e r m a n e n t e : D e s a f i o s e O p ç õ e s p a r a P o r t u g a l * Luís Faro Ramos Director Geral de Política de Defesa Nacional do Ministério da

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 36 Discurso por ocasião do jantar

Leia mais

Conferência Privacidade, Inovação e Internet

Conferência Privacidade, Inovação e Internet Privacidade, Inovação e Internet Privacidade e Proteção de Dados 22 de maio de 2013 Com o patrocínio da Google APDSI promove conferência sobre Lisboa, 22 de maio de 2013 - A APDSI realizou, a 22 de maio

Leia mais

11 Forum Panafricano sobre Modernização dos Serviços Públicos e Instituições do Estado

11 Forum Panafricano sobre Modernização dos Serviços Públicos e Instituições do Estado Reino de Marrocos Ministério da Função Pública e Modernização da Administração Centro Africano de Formação e Resquisa em Administração para o Desenvolvimento Fundação para o Reforço de Capacidades em Africa

Leia mais

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS?

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? HOTEL TIVOLI LISBOA, 18 de Maio de 2005 1 Exmos Senhores ( ) Antes de mais nada gostaria

Leia mais

DESAFIO PORTUGAL 2020

DESAFIO PORTUGAL 2020 DESAFIO PORTUGAL 2020 Estratégia Europa 2020: oportunidades para os sectores da economia portuguesa Olinda Sequeira 1. Estratégia Europa 2020 2. Portugal 2020 3. Oportunidades e desafios para a economia

Leia mais

Feira Internacional do Maputo (FACIM) 2015. e do Dia do Exportador

Feira Internacional do Maputo (FACIM) 2015. e do Dia do Exportador REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Discurso de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique, por Ocasião da Abertura da 51ª. Edição da Feira Internacional do

Leia mais

Orientações para as políticas de emprego

Orientações para as políticas de emprego C 87 E/94 Jornal Oficial da União Europeia 1.4.2010 23. Considera que, com a liderança da UE no provimento de apoio financeiro e técnico aos países em desenvolvimento, as probabilidades de sucesso nas

Leia mais

Regulamento. Preâmbulo

Regulamento. Preâmbulo Regulamento Preâmbulo As Empresas e os Empreendedores são a espinha dorsal de qualquer economia, em termos de inovação, de criação de emprego, de distribuição de riqueza e de coesão económica e social

Leia mais

DECLARAÇÃO CONJUNTA DA COESS E DA UNI-EUROPA SOBRE A HARMONIZAÇÃO EUROPEIA DAS LEGISLAÇÕES QUE REGULAM O SECTOR DA SEGURANÇA PRIVADA

DECLARAÇÃO CONJUNTA DA COESS E DA UNI-EUROPA SOBRE A HARMONIZAÇÃO EUROPEIA DAS LEGISLAÇÕES QUE REGULAM O SECTOR DA SEGURANÇA PRIVADA DECLARAÇÃO CONJUNTA DA COESS E DA UNI-EUROPA SOBRE A HARMONIZAÇÃO EUROPEIA DAS LEGISLAÇÕES QUE REGULAM O SECTOR DA SEGURANÇA PRIVADA INTRODUÇÃO O sector da segurança privada, na União Europeia, está em

Leia mais

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo,

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo, De acordo com dados fornecidos pela Organização das Nações Unidas, mais de dez mil milhões de pessoas, repito, dez mil milhões

Leia mais