ESPAÇO PERIURBANO DE PARINTINS: EXPANSÃO URBANA E LOTEAMENTOS RECENTES.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESPAÇO PERIURBANO DE PARINTINS: EXPANSÃO URBANA E LOTEAMENTOS RECENTES."

Transcrição

1 ESPAÇO PERIURBANO DE PARINTINS: EXPANSÃO URBANA E LOTEAMENTOS RECENTES. Estevan Bartoli Universidade do Estado do Amazonas Resumo O presente artigo pretende identificar elementos que compõem a paisagem urbana de Parintins (AM) na tentativa de caracterizá-los morfologicamente propondo tipologias a tais elementos. Nesse contexto, pretende-se relacionar as mudanças morfológicas do/no espaço urbano, a processos socioespaciais, expansão urbana e características do espaço periurbano, constatando configurações espaciais que afetam práticas sociais no espaço, como a acessibilidade, mobilidade e legibilidade, além da intensificação da fragmentação do espaço urbano e formação da dispersão urbana. Averiguamos também a padronização urbanística dos loteamentos analisados que inferem numa homogeneidade e baixa legibilidade dos espaços. Palavras-chave: morfologia; espaço periurbano; loteamento Grupo de Trabalho nº03: Reestruturação urbana, cidades médias e pequenas. Processos espaciais, agentes econômicos e escalas urbano-regionais.

2 1. Introdução A cidade como forma, criada por relações dialéticas entre práticas sociais e a configuração do espaço, pode ser entendida como formadora de territórios específicos, que condicionam práticas específicas. Nesse sentido, a cidade é um ambiente sob tensão, que induz à experiência urbana vivenciada por suas populações, referências espaciais que incluem o público/privado, interior/exterior, pessoal/impessoal (MONGIN, 2009). Esses territórios específicos são apreensíveis através da paisagem, que aos nossos sentidos passa a indicar elementos que compõem a morfologia urbana. Arquitetônicos, referenciais, contínuos ou fragmentados, representativos do poder estatal ou privado, simbólicos ou banais, modernidades formais ou importação de formas exógenas, os elementos que compõem a paisagem e dão sentido à forma, são de suma importância para evidenciarmos a fragmentação urbana e do tipo ideal de cidade. Por tipo ideal entendemos a propagação da concepção de cidade relacionada ao conceito de experiência pública (emancipação), lugar de manifestação do ser político como território apto a gerar capacidade do agir coletivamente 1. Portanto, nosso intuito no presente artigo é o de dar uma contribuição ao estudo da morfologia urbana em cidades na Amazônia, no nosso caso a cidade de Parintins e, para reflexões acerca das disjunções que ocorrem no tecido urbano apresentaremos um quadro analítico para elencar aspectos da morfologia. Nele, objetivamos identificar elementos e processos que influenciaram a transformação da configuração morfológica recente (apropriações seletivas, formação da malha e expansão do tecido urbano) que corroboram para a fragmentação da cidade e alteração da paisagem, e consequentemente sua apreensão e percepção pelos citadinos. Nos atemos à formação de loteamentos recentes em expansão periférica, evidenciando alterações estruturais na morfologia urbana pelo avanço a tradicionais áreas de pastagens ainda em atividade, configurando o chamado espaço periurbano. Para isso, elencaremos o uso de tipologia morfológica que nos evidencie processos socioespaciais para o entendimento da dinâmica atual de cidades, nos embasando em pesquisas realizadas no município de Parintins, visando comparações futuras a outras localidades. 1 Mais especificamente, a cidade ideal retrataria a concepção do espaço coletivo apto à ação política, sentido inicial da Polis grega, que favorece o confronto e o exercício experimental de utopias. 2

3 Outro ponto relevante é o de questionar a transmutação morfológica no que tange à expansão urbana e a formação de cidades dispersas e espaços periurbanos, onde a análise do sítio teria enorme peso, pois Parintins se assenta sobre ilhas fluviais, demonstrando seu limite expansivo. Enfatizaremos a generalização técnica que Parintins veio se apoiando nas últimas décadas (ordenamentos urbanísticos e formação de novos loteamentos), que expõem, através de suas formas (malha urbana, traçado de ruas, estrutura e eixos principais de crescimento e espaços públicos), a falta de critérios quanto à composição se sítio de maior peso na cidade: o rio e seu relevo plano. Delinearemos uma padronização e centralização de soluções urbanísticas e arquitetônicas, que associados às ações de agentes produtores do espaço urbano são os principais determinantes na configuração morfológica do município (VILLAÇA 2001, p12). 2. Paisagem, morfologia e sítio Interpretada como o domínio do visível e analisada em diferentes escalas, a paisagem é o que chega aos nossos sentidos, porém passível de deformações cognitivas e seletivas a cada ser humano (SANTOS, 2008). Composta de elementos naturais e artificiais, a paisagem é um conjunto de objetos com idades diferentes, sobrepostos em momentos, explicitando heranças de fases pretéritas. Assim, a paisagem da cidade nos indica estruturas que compõem sua morfologia, arranjos organizados de volumes e subparcelamentos que expressam formas de acesso e propriedade, situados em um determinado porte físico (LANDIM, 2004). Não olvidemos que esses indícios também são determinados por condições culturais, onde no caso de Parintins as evidências ocorrem em contínuos conjuntos de habitações vernaculares, típicos de populações ribeirinhas 2. A relação das populações ribeirinhas como os cursos d água atreladas a predominância do transporte fluvial, fez com que as margens dos rios, lagos e igarapés, fossem ocupados por habitações muito antes de vilas e comunidades evoluírem para assentamentos urbanos de maior porte. Outras formas de ocupação beira-rio vieram se desenvolvendo em diversas fases econômicas que o município atravessou, desde o período da extração da borracha, aos subsequentes ciclos da juta e influências advindas 2 Em artigo apresentado no I Encontro de Geografia Urbana da Amazônia e ensino inclusivo, apresentamos a relação das moradias urbanas palafíticas (arquitetura vernacular) como as acessibilidades necessárias para a reprodução do modo de vida ribeirinho. 3

4 da formação da rede urbana do Amazonas fortemente influenciada pelo Polo Industrial de Manaus. A espontaneidade do crescimento de cidades ribeirinhas remete-nos à reflexão de seu desenho de paisagem a algumas questões: a antiga e diversificada ocupação das margens aliada ao crescimento das cidades para as terras firmes podem acentuar a criação de uma cidade cada vez menos visível e perceptível? Os referenciais da cidade (de orientação e/ou identidade), conforme ocorre seu crescimento horizontal, são paulatinamente substituídos? Teríamos formação de cidades contra o rio, em direção às terras firmes desconectando e fragmentando o tecido existente? A desqualificação das margens dos rios, ou sua apropriação seletiva podem afetar a experiência urbana 3, ou alterar as práticas relacionadas à micro-economicicade e à socialidade? Essa práticas e sentimentos de identidade são afetados pela morfologia? Essas e tantas outras inquietações são canalizadas para a proposta-guia analítica presente e na tentativa da formação de um quadro síntese a ser interpretado no último momento. Os elementos morfológicos associados à noção de paisagem, no sentido de nossos questionamentos, podem evidenciar o que nos aponta Landim (2004), onde o crescimento periférico, as apropriações seletivas e o predomínio da troca alteram a noção de totalidade pois [...] isso acarreta um desequilíbrio e um desprendimento da realidade e dos espaços urbanos. O cidadão deixa de reconhecer as paisagens altamente padronizadas e, consequentemente perde a capacidade de encontrar nelas vestígios e marcas da permanência de sua própria existência e da produção cultural de seu grupo social (LANDIM, 2004 P. 40). Portanto, cidades desprovidas de elementos marcantes em sua paisagem, estão destinadas a uma não caracterização e homogeneização de suas formas, com perda de legibilidade 4 e enfraquecimento do potencial elo que a paisagem funcionaria em entre o cidadão e o espaço urbano (IBID, p. 52). Assim, é de suma importância identificarmos a disposição de determinados elementos que sinalizam certos processos socioespaciais mutantes e indutores de alterações da forma da cidade, considerando possibilidades alternativas de uso, e as implicações da maneira como vem se configurando o espaço urbano de Parintins, onde 3 Por experiência urbana, compartilhamos a concepção de pertencimento a cidade, uma experiência corporal como defende Mongin (2009), multidimensional, multi-sensorial, mas circunscrita a uma delimitação espacial, onde a forma concebe possibilidades de rompimentos, numa dialética interminável num sentido de libertação (MONGIN, 2009-p.60). 4 Legibilidade é a facilidade com a qual as partes [da cidade] podem ser reconhecidas e organizadas numa estrutura coerente - LYNCH, K A imagem da cidade. Lisboa: Edições 70, pág

5 objetos carregados de símbolos e/ou intencionalidades passam a substituir os marcos naturais referencias que fazem parte da memória das populações. 3. Quando as elites redescobrem o rio Podemos inferir, que os processos socioespaciais que alteram os padrões de configuração urbana em cidades de grande porte, aparecem com menor intensidade em cidades menores, mas indicadores de movimentações intra-urbanas (de consumos do espaço) de grupos sociais com certas semelhanças. Entre estas, o movimento das elites em novos eixos e áreas de valorização em direção a periferias. O argumento apontado por Villaça ( p.153) na análise de grandes cidades sobre o abandono do centro pelas elites, é a contínua ligação destas com o centro ( umbilical, nas palavras do autor), onde as mesmas necessitariam do seu acesso para manter determinado domínio de condições (rendas fundiária e financeira) para sua reprodução como classe social. Outro aspecto é que essa fuga do centro estaria ligada à formação de novos meios de consumo do espaço e de espaços de consumo (condomínios e shoppings por exemplo) somados à concretização de novos eixos/bairros perseguidos pela atribuição de status almejado e localizados simbolicamente. O morar com classe e estilo passa a ser meta desse filão de consumo de moradias onde o elemento simbólico entra com toda força como nos advertiu Lefebvre (2006). Edifícios de luxo com atrativos de lazer, segurança e diferenciais estéticos e loteamentos fechados com atributos ambientais, aparecem como as atuais vedetes do mercado imobiliário, padrões de consumo elitizados estabelecidos pelas elites. Como essa propagação de modos de consumo habitacionais se desdobra em cidades pequenas e médias do interior do Amazonas, e como esses elementos afetam a configuração e morfologia da cidade como um todo é uma de nossas preocupações. O que vem ocorrendo em Parintins aparece com diferenças quanto à efetivação e intensidade do processo, pois grande parte das elites ainda habitam o centro da cidade, mas com forte tendência à sua realocação para áreas periurbanas. Introduzimos portanto a análise/averiguação de um dos elementos que compõem a morfologia de cidades ribeirinhas na Amazônia: as margens de rios ou beira-rio como optamos nomear. Exemplo recente no eixo oeste da ilha principal de Parintins é o primeiro 5

6 loteamento fechado 5 em fase inicial de construção, mas já com a presença de seu elemento principal alterador da paisagem, e que lhe confere distinção como forma de moradia elitizada: o muro. No caso da beira-rio elitizada, seriam dois muros, o de arrimo e o de segurança (figura 1). Na mesma figura evidencia-se a supressão da cobertura vegetal (mata ciliar/igapó) e a instalação de um trapiche particular. Nota-se que o muro de arrimo não respeita o nível máximo da cheia do rio, cujo aterro avança o limite à dentro do curso d água. Todos os fatos acima contradizem o recém aprovado Plano Diretor Municipal (2006) que proíbe tal ocupação. Resta como testemunho, a solitária castanheira à direita na foto, que protegida por lei Federal (Decreto nº 1282) destoa do ambiente modificado e futuramente padronizado como forma elitizada de moradia. A já cristalizada ocupação das margens e beiradões na face norte e oeste da ilha principal que se assenta Parintins, não permite a implementação dessa nova forma de moradia junto ao rio, que requer lotes amplos e formação de glebas que somente são encontrados distantes do centro, dando maior complexidade à periferização em curso na cidade, nos remetendo ao conceito de periurbanizacão como iremos demonstrar. Neste caso, os determinantes dessa paulatina substituição de moradias ribeirinhas por casas elitizadas em marcha estão relacionados a dois elementos: 1) estruturais - conectividade ao centro; presença de antigos lotes de sítios como reservas de valor e especulação; presença de infra-estrutura. 2) conjunturais: valorização de novas formas de moradias; pressão imobiliária aos imóveis de baixo padrão; valorização do acesso ao rio (para uso náutico ou puramente estético); e, no caso de Parintins, especulação para aluguéis para o festival folclórico 6. Assim, enfatizamos o reconhecimento da possibilidade de diferentes configurações do objeto arquitetônico e seu conjunto socioespacial terem impactos na acessibilidade (escassez de espaços de uso/lazer induzidos pela privatização das margens dos rios), conectividade (ligada à mobilidade reduzida, pois a atracação de embarcações fica restrita), e na perda de referenciais de orientação e identidade da população como frisamos. 5 Usaremos o termo loteamento fechado para designar os condomínios horizontais fechados, que são formados a partir de loteamentos privados. 6 Durante o festival folclórico de Parintins, várias empresas prestadoras de serviços ao festival, ou empresas do Pólo Industrial de Manaus alugam casas e sítios. Os locais mais valorizados são os de acesso ao lago Macurany, gerando pressão crescente sobre o preço dos imóveis, e consequentemente incentivando a saída de moradores em situações mais frágeis, fato em evidencia no local. 6

7 Figura 1 beira-rio do loteamento fechado em processo de implementação em Parintins. Fonte: autor 2011 Apesar do sítio privilegiado, Parintins apresenta apenas um local com infraestrutura mínima para o lazer dos citadinos, que permite o banho de rio. Trata-se do balneário Canta Galo, que só pode ser frequentado no período das cheias quando o rio apresenta vazão suficiente para prática do lazer. Problema maior é que esse balneário fica a nove quilômetros do centro, limitando sua acessibilidade. Portanto, os efeitos da posse de glebas, lotes e moradias beira-rio, causam enorme impacto na qualidade de vida dos habitantes de Parintins, que ironicamente tornam-se moradores de uma ilha sem rio, pois se veta a possibilidade do constructo de práticas de lazer tão valorizadas em meio ao calor amazônico. Delineia-se uma morfologia excludente, seletiva, fragmentadora e impactante no que tange ao comportamento social que passa a ser alterado onde Assim, a força do lugar 7 O lazer é uma prática social que representa uma das dimensões da vida em sociedade. Nesse âmbito, o lazer implica produção de cultura no sentido da reprodução, construção e transformação de diversos conteúdos culturais vivenciados ludicamente no tempo/espaço social que dispomos (GOMES. 2006, p182). pode ser demonstrada mediante a interação dos processos sociais e das formas espaciais. Ensejamos uma colaboração para repensar o destino da cidade de Parintins como cidade média de apelo turístico, portadora de visibilidade nacional, portanto destinada a emitir uma imagem, necessária na sua 7 Sobre o termo, ver Milton Santos (2004). O autor aborda, na quarta parte de seu livro, as maneiras do local interagir com o global, onde este, emissor de vetores de peso sobre o local, tende a alterá-lo, reconfigurá-lo. O local apresenta possibilidades e maneiras próprias de interação e resultados a esses vetores, emergindo como norma: É o lugar que oferece ao movimento do mundo a possibilidade de sua realização mais eficaz. Para se tornar espaço, o Mundo depende das virtualidades do Lugar. Nesse sentido pode-se dizer que, localmente o espaço territorial age como norma (p.338). 7

8 vocação inconteste: o turismo, mas o turismo urbano capaz de amalgamar sentimentos de pertença e orgulho por parte da população, que identifique seus patrimônios e paisagens (arquitetônicos e naturais), ao convite da participação popular nessa construção social necessária à busca de identidade e cidadania 8, no sentido de participar da construção da cidade que se deseja. Sentir a cidade, o encontro inusitado com as formas, povoar ativamente os atrativos (no nosso caso, a natureza, os rios e igarapés), traz a vida urbana como atração turística, verdadeira e não estética e esvaziada de sentido. 4. E o pasto vira cidade: expansão urbana, espaço periurbano e loteamentos recentes. Problema corrente nos estudos sobre morfologia urbana, a expansão periférica aparece como elemento de peso na alteração/composição da morfologia urbana em diversas escalas e também no caso de Parintins. Nas últimas duas décadas, ocorreram na cidade alterações profundas na sua configuração socioespacial devido à formação do chamado ciclo das invasões dos anos Trata-se da formação dos quatro bairros mais populosos do município, Itaúna I, Itaúna II, Paulo Corrêa e União que juntos abarcam habitantes (Comissão Municipal Censitário Secretaria de Assistência Social e Trabalho ). Esse ciclo de invasões causou o início da ocupação da segunda ilha principal que constitui sítio apto à expansão urbana. As áreas atingidas por essas invasões eram pertencentes ao então, empresário paraense Paulo Corrêa, que foi indenizado posteriormente pela prefeitura. Os registros do jornal Novo Horizonte demonstram a vinculação desse ciclo de invasões a conjunturas políticas da época e o apoio de vereadores, relacionando o processo apenas à disputas de poder (figura 2). Nega-se portanto, nas entrelinhas, a causa principal das invasões: o déficit de moradias. 8 O termo cidadania aqui, refere-se ao direito de participar das benesses oferecidas pela cidade, dos serviços básicos, à cultura e ao lazer, o direito de opinar e realizar a construção participativa. 8

9 Figura 2 invasões da fazenda Itaúna. Fonte: arquivo do jornal Novo Horizonte 12/04/1995 Os impactos das invasões e sua transformação e cristalização em bairros na morfologia da cidade foram enormes, pois estiveram atrelados à superação dos limites físicos impostos pelo sítio, sendo necessários vários aterros sobre o lago Macurany e a construção de duas pontes. Esse contexto nos remete a evidenciar o peso das populações de baixa renda na produção e organização do espaço urbano, como agentes produtores do espaço, onde a forte demanda popular e a formação da cidade ilegal se associam à disputas de poder e tentativas de regularização dos lotes na formação de bairros como clientelas eleitorais. Trata-se de uma velha prática em novas geografias. Nesse contexto de limite do sítio e formação de invasões, o poder público foi pressionado a construção das pontes (figura 3) que possibilitaram a formação de novos eixos e futuro avanço da malha em expansão do tecido urbano rumo à periferia, onde posteriormente áreas rurais e antigas fazendas passam a se transformar em loteamentos como veremos. O ciclo de sucessivas invasões causaram impacto aos proprietários fundiários das áreas circunvizinhas, donos de antigas fazendas desativadas, que amedrontados com a rápida expansão do processo decidiram lotear suas glebas, conforme aponta Nascimento (2011, p.20), cujas entrevistas com os proprietários fundiários revelaram a motivação supracitada. Outro dado interessante presente nos relatos desses proprietários foi sobre o processo de planejamento urbanístico dos loteamentos, onde os fazendeiros foram os responsáveis pelo traçado da malha (largura das ruas, sentido, forma, tamanho dos quarteirões), que estruturam os loteamentos Pascoal Alágio e Jacareacanga, que originaram os dois novos bairros caracterizados como loteamentos regulares aprovados pela prefeitura (figura 3). Assim, é passível de questionamentos o atributo de tais loteamentos como sendo regulares, vista que não houve estudos por parte de especialistas sobre a disposição e traçado da malha, planejadas de maneira aleatória e sem critérios pelos proprietários fundiários, incorrendo numa forte monotonia da paisagem e ausência de referencias ou diferenciações que rompam com a homogeneidade das quadras. Outro agravante é a padronização dos mais de 1000 lotes, tendo medida de 10m X 25m, reforçando a visualização repetitiva e homogênea da paisagem. Dessa maneira, à reboque das rápidas invasões em rápida expansão periférica 9

10 desdobra-se a sobressaltos o espraiamento a dispersão morfológica da cidade. O terceiro e mais recente processo de expansão urbana de Parintins refere-se ao loteamento Vila Cristina, empreendimento privado da Construtora NV com parceria de financiamento do Governo Federal no Programa Minha casa, Minha Vida que visa construir 1500 unidades habitacionais. O loteamento ganhou destaque na imprensa parintinense pois o local, segundo o Plano Diretor do Município é considerado APA ( Área de Proteção Ambiental do Macurany) e de onde foram derrubadas várias castanheiras para construção de casas. Os estudos de Silva (2011, p.15) constataram que no Plano Diretor não se encontra a delimitação da APA, fato que passou a beneficiar os agentes empreendedores. Além dessa deficiência houve em 2008 a concessão pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SEDEMA) da certidão de viabilidade municipal do empreendimento privado, que causou a derrubada de dezenas de castanheiras. Houveram divergências também, quanto ao licenciamento ambiental e cumprimento concedido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (IPAAM), como apontou o jornal O Estado de São Paulo 9 (01/06/2011) onde a licença condicionava o corte das árvores e no início das obras replantio de 1584 mudas de castanheiras e plantio de 1133 mudas de espécies nativas. Essa exigência não foi cumprida até hoje, quase um ano e nove meses após a da concessão da licença ambiental. Figura 3 Perímetro urbano e área de expansão de Parintins. Fonte: Coordenadoria Municipal de Planejamento Plano Diretor de Parintins 2009 adaptado pelo autor. 9 AE. AGÊNCIA DO ESTADO. Obra do minha casa derruba mata nativa no Amazonas. Disponível em: <htpp://www.estadao.com.br>. Acessado no dia 1 de junho de

11 Os loteamentos analisados 2, 3 e 4, estão no conjunto de transformações urbanas do que recentemente tem se destacado como cidade difusa, cuja morfologia rompe com o modelo da cidade clássica antiga e concentrada, onde há redesenho da espacialidade urbana com a extensão do tecido, fragmentação e intensificação da circulação intra-urbana a partir do uso crescente de meios de transporte, no caso de Parintins a crescente proliferação do uso de motocicletas. Configura-se no caso estudado, o espaço periurbano, que é dotado de uma complexidade espacial que revela que tanto a periferia quanto as áreas de transição rural-urbana são espaços complexos de diferenciação social em que coexistem tensões, conflitos e também exclusividade. Com base na obra de Souza (2005), os espaços periurbanos são espaços preteritamente rurais tomados por uma lógica urbana de uso da terra. Cabe-nos a devida contextualização para a realidade amazônica, onde o avanço das formas urbanas ocorre sobre antigas áreas de pastagem no caso 3, e impactando mais severamente o caso 2 com a derrubada das árvores nativas e centenárias que afetou o extrativismo da castanha por comunidades circunvizinhas, como observou Silva (2011, p.12). O loteamento 4 é mais recente, e paulatinamente dá indícios da pressão imobiliária sobre as comunidades ribeirinhas circunvizinhas, onde em marcha já ocorre a substituição de moradias por casas de veraneio de uso valorizado durante o período do Festival Folclórico de Parintins. Evidências claras aparecem pelas inúmeras placas de venda de lotes dos moradores antigos. Ana Rute do Vale (2006), por sua vez, lembra que não há consenso entorno de uma definição sobre as áreas de transição rural-urbana, existindo uma diversidade de conceitos e noções explicativas, dentre os quais se destacam rural-urban fringe, banlileue, franja urbana ou rurbana, sombra urbana e espaço periurbano. Frisamos a necessidade de aprofundamento dos estudos, principalmente 11

12 quando se trata da substituição das atividades ditas rurais nas áreas afetadas, tendo em vista que as populações afetadas pela expansão urbana possuem diversificadas atividades como a pesca e extrativismo. 5. Caracterizações e fatores para análise morfológica Assim, à guisa de conclusões, apresentamos o quadro abaixo, que nos serviu de guia para averiguação e construção de uma proposta metodológica para futuros estudos de morfologia urbana em cidades na Amazônia, visando comprar o crescimento de cidades médias. Como resultado, um resumo para sistematização dos dados e constatações obtidas. As evidências na paisagem, nos trariam atribuições das utilidades de um bom reconhecimento morfológico da cidade: indicar movimentações de classes sociais e reconhecer representações do/no espaço vinculados a tais processos; constatar que o espaço urbano é influenciado a partir do desenho urbano, pois passa a ser produzido pela disposição dos elementos no espaço, sejam eles de locomoção e acessibilidade (malha implantada), ou formados a partir de formas de apropriação de frações do espaço. Área Loteamentos (bairros) Pascoal Alágio e pesquisad Jacareacanga a Loteamento Villa Cristina Processos sócioespaciais Periurbanização/ Periferização Periurbanização/ Periferização Elementos Objetos: presença de conjunto habitacional no bairro Pascoal Alágio; oriundos de antigos currais/fazendas, possuem densidade ocupacional baixa em moradias dispersas; maioria dos lotes Objetos: - Conjunto habitacional privado -possui densidade ocupacional baixa em moradias unifamiliares contíguas e padronizadas. que compõem a paisagem vendidos e vagos. Referenciais de orientação: Igreja; avenida principal com acesso ao centro. Referenciais de orientação: estrada de acesso ao aeroporto divulgado pelo folder do empreendimento. Beira-rio: não possui Beira-rio: - Margens do lago Macurany desmatadas ainda não ocupadas. Lotes: recentes; oriundos de antigo pasto; Lotes: recentes; oriundos de parcelamento 12

13 Malha urbana (composiçã o estrutura nte) Espaços públicos Legibilida de Fatores: a) Natu rais (sítio) b) Humanos c)regula mentares Padrões ocupacion ais (caracteri zação morfológi ca) e relação com o padronizados; 1000 lotes; presença de conjuntos habitacional popular; maioria vagos e em processo de especulação - ruas retificadas pelo processo de regulamentação/ ordenamento do loteamento; malha ortogonal (xadrez) estipulada pelo próprio loteador; ausência de critérios na delimitação da largura das ruas e calçadas. Ausência de praças. Baixa: não possui elementos de diferenciação da malha e do tecido urbano, sendo, por estas razões, territórios monótonos Ausência de acidentes geográficos, topografia típica de planície possibilitando formação de lotes planos sem restrições de construção. Estrutura fundiária: Antigas fazendas loteadas; proprietários fundiários realizaram loteamento pois tinham receio de invasões futuras. Loteamentos legalizados junto à prefeitura. Zona de tipologia Unifamiliar dispersa: antiga área de fazenda; ocupação dispersa e conectada ao conjunto da cidade com intervalos de vazios urbanos; ausência de espaço público para lazer; existência de ligação viária; Proximidade de campus Universitários (UFAM e UEA) indutores de ocupação mais acelerada. de antigo pasto; padronizados; 1500 lotes; maioria dos lotes vagos - ruas retificadas pelo processo de regulamentação/ ordenamento do loteamento; malha ortogonal (xadrez); estipulada pelo próprio loteador Ausência de praças. Baixa: não possui elementos de diferenciação da malha e do tecido urbano, sendo, por estas razões, territórios monótonos Amenidades físicas: margens do lago Macurany usada como referencial simbólico pelas propagandas do empreendimento. Ausência de acidentes geográficos, topografia típica de planície possibilitando formação de lotes planos sem restrições de construção. Estrutura fundiária: Antiga fazenda loteada. Empreendimento com financiamento da Caixa Econômica Federal; legalização polêmica pelos órgãos da prefeitura e IPAAM (derrubada de castanheiras e aterro de nascentes) Zona de tipologia Unifamiliar dispersa e desconexa: - antiga área de fazenda com ocupação dispersa e desconexa do conjunto da cidade; ausência de espaço público (praça); existência de ligação viária embora separado do aglomerado urbano principal por extensa área de pastagens. 13

14 conjunto urbano Quadro 1 - síntese dos aspectos levantados. No caso da beira-rio nos arredores do Aninga (loteamento 4 da figura 3), a espacialidade produzida pelo recente loteamento a os vários sítios e moradias para lazer em finais de semana, cristalizando um conjunto contínuo, reforça a imagem e futura tendência em curso da segmentação social da área: seletiva, excludente e espaço de consumo de atributos naturais como referenciais simbólicos. Os dados referenciados no quadro são passíveis de entrecruzamento na constatação do padrão ocupacional, pois o tipo arquitetônico passa a nos demonstrar contradições quanto a formação da chamada cidade ilegal, onde o costumeiro e preconceituoso atributo de classe fica abalado frente à ilegalidade das casas de alto padrão à beira-rio, circundados pelos conjuntos de comunidades ribeirinhas, que pressionados pela valorização imobiliária vão paulatinamente dando lugar às moradias de luxo. A caracterização morfológica em relação ao conjunto da cidade, nos indica a contradição latente dada pela paisagem: uma Zona em processo de substituição de moradias com valorização de atributos ambientais. Já a formação dos loteamentos recentes regulares, apontamos ser fruto da ação conjunta de agentes, no caso a prefeitura e os proprietários fundiários. As formas produzidas, estruturantes do espaço, acabam por generalizar um urbanismo desconexo, fragmentado, onde a qualidade do espaço urbano fica comprometida pela exaltação do habitat, do pavilhão funcional e padronizado (LEFEBVRE, 2006) avesso de animação da vida pública, pois entendemos que quanto maior a variedade de ambientes públicos existentes, maior a variedade funcional (lazer ou socialidades) e consequentemente, mais atrativo é o lugar. Assim, o estudo da morfologia urbana nos indica a segmentação e fragmentação vigente no espaço urbano de Parintins, onde a apropriação diferenciada das vantagens locacionais, ou as direções de expansão dos eixos de crescimento/especulação nos remete à necessidade de uma análise dialética entre formas e processos sociais. A paisagem percebida, produto social, cultural e socioeconômico, vem sendo transmutada numa clara substituição dos lugares por objetos a que nos referimos na proposta analítica presente no quadro. 14

15 Os referenciais de orientação descritos podem situar uma perda de identidade visual, manifestos na paisagem arquitetônica construída? Inferimos aproximações a esse respeito quando propomos a descrição da malha, onde o domínio da passagem aponta o domínio dos fluxos (locomoções variadas sem nexo com o local) sobre os lugares. A arquitetura ligada ao lote aparece como generalização mecanicista, regra e modelo seguido à risca visível nos traçados da malha ortogonais (figura 3). A dispersão urbana e formação dos espaços periurbanos estão associados à introdução de automóveis e principalmente motocicletas, tornando a cidade menos compacta, onde constatamos novos elementos que compõem a paisagem: loteamento fechado no Canta Galo e loteamentos regularizados dispersos. 6. Considerações finais Na abordagem morfológica fez-se mister perceber tendências características do espaço periurbano em voga, onde o urbanismo adaptado às demandas de restrito número de agentes produtores do espaço ganha primazia no ordenamento socioespacial vigente, constatando que ocorre alteração das paisagens e de elementos marcantes de outras épocas ou referenciais de peso na identidade local. Verifica-se a extrema padronização e centralização de soluções urbanísticas em importações de formas exógenas (principalmente o traçado da malha), com crise do espaço público (apreensão, compreensão e usos) como elemento aglutinador/interligador dos espaços edificados, onde os espaços cheios são percebidos através dos vazios (LANDIM, p.26). Onde estariam as particularidades da caracterização esperada para uma análise de uma cidade na Amazônia, com aspectos de sítio relevantes? O estudo da estruturação urbana, pressupõe conhecimento do povoamento e formas de apropriação do território onde as formas cristalizadas passam a condicionar as relações e dinâmica no espaço urbano. As escolhas de determinados agentes, suas concepções técnicas e culturais, as mudanças versus permanências (arquitetura vernácula versus erudita no caso das moradias beira-rio), o traçado das malhas relacionados à topografia e a estruturação dos espaços públicos de conexão são aspectos que merecem atenção. Concluímos portanto, que a coerência morfológica interna das áreas analisadas não corresponde à realidade material e cultural das situações analisadas, onde ocorrem rompimentos com o tecido urbano e cisões com mobilidades e acessibilidades como 15

16 vimos. Constatamos também a ocorrência de generalizações técnicas no que tange as aplicações de formas urbanísticas, na formação da malha e lotes, incorrendo numa forte perda de referência paisagística dos bairros analisados. A desconexão desses espaços acentua ainda mais a falta de identidade visual desses locais. Referências LANDIM. Paula da Cruz. Desenho de paisagem urbana: as cidades do interior paulista. São Paulo: UNESP, LEFEBVRE, Henri. O Direito à Cidade. Tradução e edição: Editora Moraes LTDA. São Paulo p. Titulo Original: Le Droit a La Ville. MONGIN, Oliver. A condição urbana. São Paulo Estação Liberdade, 2009 NASCIMENTO, E.G. Loteamento recente em Parintins/AM (Pascoal Alágio): Uma breve consideração e diagnóstico de suas principais Características. Relatório de Conclusão de Curso TCC, apresentado ao Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Amazonas UEA/CES/Parintins- 2011, como parte dos requisitos para a conclusão do curso superior. PARINTINS, Prefeitura Municipal de. Relatório Censitário Municipal. Comissão Censitária de Secretaria Municipal de Assistência social e trabalho. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, SILVA, C. J. da. A Expansão Urbana na Cidade de Parintins/AM: Um Estudo sobre o Conjunto Residencial Vila Cristina. Relatório de Conclusão de Curso TCC, apresentado ao Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Amazonas UEA/CES/Parintins- 2011, como parte dos requisitos para a conclusão do curso superior. SOUZA, Marcelo Lopes de. ABC do desenvolvimento urbano. Bertrand Brasil, segunda edição, Rio de Janeiro, VALE, Ana Rute do. Definindo o conceito e descobrindo a plurifuncionalidade do espaço periurbano. Texto da internet: (acesso em 17 de Julho de 2006). VILLAÇA, Flávio. Espaço Intra-Urbano no Brasil. São Paulo. S. Nobel: FAPESP: Lincoln Institute, p. 16

A PRODUÇÃO SOCIOESPACIAL DO BAIRRO PINHEIRINHO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP: A BUSCA PELA CIDADANIA

A PRODUÇÃO SOCIOESPACIAL DO BAIRRO PINHEIRINHO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP: A BUSCA PELA CIDADANIA A PRODUÇÃO SOCIOESPACIAL DO BAIRRO PINHEIRINHO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP: A BUSCA PELA CIDADANIA Ana Lia Ferreira Mendes de Carvalho liafmc@yahoo.com.br Geografia Bacharelado - UNIFAL-MG INTRODUÇÃO O presente

Leia mais

INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE

INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 244 INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE João Victor de Souza

Leia mais

1217 LOTEAMENTOS E CONDOMÍNIOS: LEI PARA QUE, LEI PARA QUE? MAS QUAL LEI?

1217 LOTEAMENTOS E CONDOMÍNIOS: LEI PARA QUE, LEI PARA QUE? MAS QUAL LEI? 1217 LOTEAMENTOS E CONDOMÍNIOS: LEI PARA QUE, LEI PARA QUE? MAS QUAL LEI? Gisela Cunha Viana Leonelli Resumo Este artigo pretende compor o quadro de regulação sobre a produção de loteamentos e condomínios

Leia mais

APLICAÇÃO DE MÉTODO DE LOCALIZAÇÃO DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS E MONITORAMENTO DA VARIAÇÃO DO VALOR DO SOLO.

APLICAÇÃO DE MÉTODO DE LOCALIZAÇÃO DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS E MONITORAMENTO DA VARIAÇÃO DO VALOR DO SOLO. APLICAÇÃO DE MÉTODO DE LOCALIZAÇÃO DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS E MONITORAMENTO DA VARIAÇÃO DO VALOR DO SOLO. Laura Pereira Aniceto Faculdade de Arquitetura e Urbanismo CEATEC Laura.aniceto@gmail.com Jonathas

Leia mais

INSTRUMENTO DA OPERAÇÃO URBANA ÁGUA BRANCA

INSTRUMENTO DA OPERAÇÃO URBANA ÁGUA BRANCA INSTRUMENTO DA OPERAÇÃO URBANA ÁGUA BRANCA LOCALIZAÇÃO E CONTEXTO Jundiaí Campinas Rio de Janeiro Sorocaba Guarulhos OUC AB Congonhas CPTM E METRÔ: REDE EXISTENTE E PLANEJADA OUC AB SISTEMA VIÁRIO ESTRUTURAL

Leia mais

DINÂMICA ESPECULATIVA NO PROCESSO DE EXPANSÃO URBANA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON-PR Josiane de Oliveira Medeiros Führ 1 Edson dos Santos Dias 2

DINÂMICA ESPECULATIVA NO PROCESSO DE EXPANSÃO URBANA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON-PR Josiane de Oliveira Medeiros Führ 1 Edson dos Santos Dias 2 DINÂMICA ESPECULATIVA NO PROCESSO DE EXPANSÃO URBANA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON-PR Josiane de Oliveira Medeiros Führ 1 Edson dos Santos Dias 2 Introdução Impulsionado por fatores econômicos, o processo

Leia mais

ANÁLISE DE EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP UMA VISÃO AMBIENTAL

ANÁLISE DE EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP UMA VISÃO AMBIENTAL ANÁLISE DE EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP UMA VISÃO AMBIENTAL Sibila Corral de Arêa Leão Honda Arquiteta e Urbanista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestre e Doutora

Leia mais

ESTUDO DIRIGIDO DA DISCIPLINA PLANEJAMENTO URBANO. CURSO: CST GESTÃO PÚBLICA REFERÊNCIA: Planejamento Urbano 1ª Edição 2012 (Intersaberes)

ESTUDO DIRIGIDO DA DISCIPLINA PLANEJAMENTO URBANO. CURSO: CST GESTÃO PÚBLICA REFERÊNCIA: Planejamento Urbano 1ª Edição 2012 (Intersaberes) ESTUDO DIRIGIDO DA DISCIPLINA PLANEJAMENTO URBANO CURSO: CST GESTÃO PÚBLICA REFERÊNCIA: Planejamento Urbano 1ª Edição 2012 (Intersaberes) MÓDULO A 2015 FASE II Nesta Rota de Aprendizagem destacamos a importância

Leia mais

Rafaela Mussolini Celestino de Oliveira¹, Mayara Mota Cordeiro Souza¹, Sibila Corral de Arêa Leão Honda², Marcela do Carmo Vieira²

Rafaela Mussolini Celestino de Oliveira¹, Mayara Mota Cordeiro Souza¹, Sibila Corral de Arêa Leão Honda², Marcela do Carmo Vieira² 324 HABITAÇÃO SOCIAL EM PRESIDENTE EPITÁCIO-SP E QUESTÕES URBANAS Rafaela Mussolini Celestino de Oliveira¹, Mayara Mota Cordeiro Souza¹, Sibila Corral de Arêa Leão Honda², Marcela do Carmo Vieira² 1 Discentes

Leia mais

ANEXO III QUADROS DE PARÂMETROS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

ANEXO III QUADROS DE PARÂMETROS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO ANEXO III QUADROS DE PARÂMETROS DE USO E SOLO USOS PERMITI PERMISSÍVEL PROIBI Habitação unifamiliar uma por lote Comércio e serviço vicinal de pequeno porte 1 e 2 Comércio e serviço de bairro Comunitário

Leia mais

BREVES NOTAS SOBRE O PLANEJAMENTO FÍSICO-TERRITORIAL. Prof. Leandro Cardoso Trabalho Integralizador Multidisciplinar 1 (TIM-1) Engenharia Civil

BREVES NOTAS SOBRE O PLANEJAMENTO FÍSICO-TERRITORIAL. Prof. Leandro Cardoso Trabalho Integralizador Multidisciplinar 1 (TIM-1) Engenharia Civil BREVES NOTAS SOBRE O PLANEJAMENTO FÍSICO-TERRITORIAL Prof. Leandro Cardoso Trabalho Integralizador Multidisciplinar 1 (TIM-1) Engenharia Civil PLANEJAMENTO URBANO O planejamento urbano é o processo de

Leia mais

A Ocupação do Sítio Urbano de São Paulo: implicações de ordem socioeconômica, espacial e ambiental. Plano de Aula

A Ocupação do Sítio Urbano de São Paulo: implicações de ordem socioeconômica, espacial e ambiental. Plano de Aula A Ocupação do Sítio Urbano de São Paulo: implicações de ordem socioeconômica, espacial e ambiental. Plano de Aula Urbanização em São Paulo Brasil Crise no Campo Estrutura Fundiária Mecanização Questões

Leia mais

COPA. Morumbi ou Outra Arena? As Marcas de um Novo Estádio na Dinâmica Urbana de São Paulo. José Roberto Bernasconi. Presidente Sinaenco São Paulo

COPA. Morumbi ou Outra Arena? As Marcas de um Novo Estádio na Dinâmica Urbana de São Paulo. José Roberto Bernasconi. Presidente Sinaenco São Paulo COPA Morumbi ou Outra Arena? As Marcas de um Novo Estádio na Dinâmica Urbana de São Paulo José Roberto Bernasconi Presidente Sinaenco São Paulo SP/Agosto/ 2010 1 1 Um histórico Os dois principais estádios

Leia mais

IMPLANTAÇÃO, NA PRAIA DOS INGLESES, ILHA DE SANTA CATARINA, DE OBRAS PÚBLICAS

IMPLANTAÇÃO, NA PRAIA DOS INGLESES, ILHA DE SANTA CATARINA, DE OBRAS PÚBLICAS IMPLANTAÇÃO, NA PRAIA DOS INGLESES, ILHA DE SANTA CATARINA, DE OBRAS PÚBLICAS Marilú Angela Campagner May * Antônio Galvão Novaes ** Nas últimas décadas, a Praia dos Ingleses vem apresentando um dos mais

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG Vinícius Borges Moreira Graduando em Geografia Universidade Federal de Uberlândia vinicius_sammet@hotmail.com

Leia mais

RECOMENDAÇÃO GT/HIS Nº 02, de 26 de novembro de 2014

RECOMENDAÇÃO GT/HIS Nº 02, de 26 de novembro de 2014 RECOMENDAÇÃO GT/HIS Nº 02, de 26 de novembro de 2014 Inquérito Civil Público nº 1.22.000.002106/2010-13 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por intermédio do Grupo de Trabalho Intercameral Habitação de Interesse,

Leia mais

Grandes Investimentos e seus impactos no acesso à moradia

Grandes Investimentos e seus impactos no acesso à moradia Grandes Investimentos e seus impactos no acesso à moradia Copa, Olimpíadas e Porto Maravilha Observatório das Metrópoles Profs. Mauro Santos e Erick Omena Megaeventos e planejamento A lógica do empreendedorismo

Leia mais

A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL E A PERIFERIZAÇÃO DA MORADIA DAS CAMADAS POPULARES, NA ÁREA CONURBADA DE FLORIANÓPOLIS.

A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL E A PERIFERIZAÇÃO DA MORADIA DAS CAMADAS POPULARES, NA ÁREA CONURBADA DE FLORIANÓPOLIS. A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL E A PERIFERIZAÇÃO DA MORADIA DAS CAMADAS POPULARES, NA ÁREA CONURBADA DE FLORIANÓPOLIS. Eixo Temático: Políticas públicas, demandas sociais e a questão

Leia mais

ESPAÇO URBANO: EXCLUSÃO, SEGREGAÇÃO E OS VÁRIOS NIVÉIS DE HABITAÇÃO EM JUIZ DE FORA. Estágio da pesquisa: Estudo experimental inicial e bibliográfico

ESPAÇO URBANO: EXCLUSÃO, SEGREGAÇÃO E OS VÁRIOS NIVÉIS DE HABITAÇÃO EM JUIZ DE FORA. Estágio da pesquisa: Estudo experimental inicial e bibliográfico ESPAÇO URBANO: EXCLUSÃO, SEGREGAÇÃO E OS VÁRIOS NIVÉIS DE HABITAÇÃO EM JUIZ DE FORA Estágio da pesquisa: Estudo experimental inicial e bibliográfico Rafael Santos Silva Universidade Federal de Juiz de

Leia mais

SL-27. Valor e renda imobiliária na cidade contemporânea: uma articulação complexa Coordenador: Nelson Baltrusis (Universidade Católica de Salvador)

SL-27. Valor e renda imobiliária na cidade contemporânea: uma articulação complexa Coordenador: Nelson Baltrusis (Universidade Católica de Salvador) SL-27. Valor e renda imobiliária na cidade contemporânea: uma articulação complexa Coordenador: Nelson Baltrusis (Universidade Católica de Salvador) Resumo: A renda imobiliária está associada com a ideia

Leia mais

DIRETRIZES URBANÍSTICAS EXPANSÃO DO PARANOÁ

DIRETRIZES URBANÍSTICAS EXPANSÃO DO PARANOÁ 1 DIRETRIZES URBANÍSTICAS EXPANSÃO DO PARANOÁ Brasília, 29 de novembro de 2012 DIRETRIZES URBANÍSTICAS Marco Legal 2 Lei nº 6.766/79: Art. 6 - Antes da elaboração do projeto de loteamento, o interessado

Leia mais

HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL E SEU CONTROLE POR MEIO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL DE 1996

HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL E SEU CONTROLE POR MEIO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL DE 1996 229 HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL E SEU CONTROLE POR MEIO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL DE 1996 Jéssica Telles Zanateli¹; Lennon Gomes¹; Marcela do Carmo Vieira²; Sibila Corral de Arêa Leão Honda³ 1 Discente

Leia mais

MORFOLOGIA URBANA DAS ÁREAS DE FUNDO DE VALE DO CÓRREGO DO VEADO EM PRESIDENTE PRUDENTE, SP

MORFOLOGIA URBANA DAS ÁREAS DE FUNDO DE VALE DO CÓRREGO DO VEADO EM PRESIDENTE PRUDENTE, SP 361 MORFOLOGIA URBANA DAS ÁREAS DE FUNDO DE VALE DO CÓRREGO DO VEADO EM PRESIDENTE PRUDENTE, SP Andressa Mastroldi Ferrarezi, Arlete Maria Francisco Curso de Arquitetura e Urbanismo; Departamento de Planejamento,

Leia mais

INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS

INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS Secretaria Municipal de Urbanismo INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS Lei de Uso e Ocupação do Solo: Introdução Estamos construindo uma cidade cada vez melhor A Lei

Leia mais

O mercado imobiliário em São José do Rio Preto e Presidente Prudente SP: análise comparativa dos processos de estruturação intra-urbano recentes.

O mercado imobiliário em São José do Rio Preto e Presidente Prudente SP: análise comparativa dos processos de estruturação intra-urbano recentes. O mercado imobiliário em São José do Rio Preto e Presidente Prudente SP: análise comparativa dos processos de estruturação intra-urbano recentes. Bruno Pereira Reis 1 ; Everaldo Santos Melazzo 2 Universidade

Leia mais

CONFLITOS NO SUBCENTRO DA PERIFERIA: UM ESTUDO DA AVENIDA FREI BENJAMIM VITÓRIADA CONQUISTA / BA

CONFLITOS NO SUBCENTRO DA PERIFERIA: UM ESTUDO DA AVENIDA FREI BENJAMIM VITÓRIADA CONQUISTA / BA CONFLITOS NO SUBCENTRO DA PERIFERIA: UM ESTUDO DA AVENIDA FREI BENJAMIM VITÓRIADA CONQUISTA / BA Bruno Pereira Marques Graduando, em Geografia/UESB e Bolsistado PIBID/CAPES. E-mail: brunop_marques@hotmail.com

Leia mais

Carlos Alexandre de Bortolo 1. Eixo temático: O CAMPO E A CIDADE

Carlos Alexandre de Bortolo 1. Eixo temático: O CAMPO E A CIDADE DO MARKETING IMOBILIÁRIO AO BOM NEGÓCIO: UMA ANÁLISE DAS ESTRATÉGIAS IMOBILIÁRIAS E A ATUAÇÃO DOS AGENTES NO MERCADO IMOBILIÁRIO EM LONDRINA E MARINGÁ - PR Eixo temático: O CAMPO E A CIDADE Carlos Alexandre

Leia mais

TÍTULO: EVOLUÇÃO URBANA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS: ESTUDO DO BAIRRO FUNCIONÁRIOS

TÍTULO: EVOLUÇÃO URBANA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS: ESTUDO DO BAIRRO FUNCIONÁRIOS Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: EVOLUÇÃO URBANA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS: ESTUDO DO BAIRRO FUNCIONÁRIOS CATEGORIA: CONCLUÍDO

Leia mais

Dinamização imobiliária no entorno da unidade de conservação Mata de Santa Genebra, Campinas (SP)

Dinamização imobiliária no entorno da unidade de conservação Mata de Santa Genebra, Campinas (SP) Dinamização imobiliária no entorno da unidade de conservação Mata de Santa Genebra, Campinas (SP) Mariana Ferreira Cisotto maricisotto@yahoo.com.br IG/UNICAMP Antonio Carlos Vitte IG/UNICAMP Palavras-chave:

Leia mais

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS.

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. Carina da Silva UFPel, carinasg2013@gmail.com INTRODUÇÃO A atual sociedade capitalista tem como alicerce, que fundamenta sua manutenção,

Leia mais

Lições Aprendidas em Urbanizações de Favelas

Lições Aprendidas em Urbanizações de Favelas Lições Aprendidas em Urbanizações de Favelas World Urban Forum 2010 Side Event Principais Conclusões do Eixo Físico-Urbanístico Consultor Sênior - Prof. Dr. João Sette Whitaker Ferreira Antecedentes históricos

Leia mais

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia.

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Leianne Theresa Guedes Miranda lannethe@gmail.com Orientadora: Arlete Moysés

Leia mais

PARQUE LINEAR EM BATAGUASSU/MS COMO PAISAGEM, PLANEJAMENTO E CONTROLE URBANOS

PARQUE LINEAR EM BATAGUASSU/MS COMO PAISAGEM, PLANEJAMENTO E CONTROLE URBANOS 493 PARQUE LINEAR EM BATAGUASSU/MS COMO PAISAGEM, PLANEJAMENTO E CONTROLE URBANOS Brysa Yanara de Mendonça Thomazini 1, Sibila Corral de Arêa Leão Honda 2 1 Discente do curso de Arquitetura e Urbanismo

Leia mais

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PROPOSTAS PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA O NOVO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PROPOSTAS PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA O NOVO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PROPOSTAS PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA O NOVO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Marcia Heloisa P. S. Buccolo, consultora jurídica de Edgard Leite Advogados

Leia mais

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu Beatriz Fleury e Silva bfsilva@iem.br Msc. Engenharia Urbana. Docente curso de arquitetura Universidade Estadual de Maringá Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação

Leia mais

Experiências locais RIBEIRÃO PRETO E REGIÃO ATIVIDADE DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA CAU UNIP RIBEIRÃO PRETO

Experiências locais RIBEIRÃO PRETO E REGIÃO ATIVIDADE DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA CAU UNIP RIBEIRÃO PRETO Experiências locais RIBEIRÃO PRETO E REGIÃO ATIVIDADE DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA CAU UNIP RIBEIRÃO PRETO INFORMAÇÕES BÁSICAS datas de início e término: local: fonte de recursos: arranjo institucional: 2015

Leia mais

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais Secretaria Nacional de Programas Urbanos CONCEITOS Área Urbana Central Bairro ou um conjunto de bairros consolidados com significativo acervo edificado

Leia mais

PROGRAMA PARAISÓPOLIS Regularização Fundiária

PROGRAMA PARAISÓPOLIS Regularização Fundiária PROGRAMA PARAISÓPOLIS Regularização Fundiária POLÍTICA HABITACIONAL DA CIDADE DE SÃO PAULO Plano Diretor Estratégico do Município (Lei 13.430/02, art. 79): Moradia digna é aquela que garante ao morador

Leia mais

MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES

MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES 480 MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES Poliana de Oliveira Basso¹, Sibila Corral de Arêa Leão Honda². ¹Discente do curso de Arquitetura e Urbanismo da

Leia mais

Análise da expansão urbana de Feira de Santana através de condomínios fechados

Análise da expansão urbana de Feira de Santana através de condomínios fechados Análise da expansão urbana de Feira de Santana através de condomínios fechados Bethsaide Souza Santos bethsaide@gmail.com Rosangela Leal Santos Resumo Feira de Santana é uma cidade importante no Estado

Leia mais

ESPACIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO - RJ Gisele dos Santos de Miranda Clarisse da Cunha Müller PUC Rio gigisa@gmail.com

ESPACIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO - RJ Gisele dos Santos de Miranda Clarisse da Cunha Müller PUC Rio gigisa@gmail.com AS TRANSFORMAÇÕES LOCAIS NO BAIRRO RIO DA PRATA, EM CAMPO GRANDE, A PARTIR DA EXPANSÃO DE CONDOMÍNIOS FECHADOS: UMA PERSPECTIVA MULTIESCALAR DA DINÂMICA INTRODUÇÃO ESPACIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

Projeto Cidade da Copa : influência na mobilidade da Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco

Projeto Cidade da Copa : influência na mobilidade da Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco Danilo Corsino de Queiróz Albuquerque¹ Ana Regina Marinho Dantas Barboza da Rocha Serafim² ¹Graduando do 5º Período no Curso de Licenciatura em Geografia pela Universidade de Pernambuco (UPE), E-mail:

Leia mais

Palavras-chave: usina, processos migratórios, problemas urbanos e ambientais.

Palavras-chave: usina, processos migratórios, problemas urbanos e ambientais. HIDRELÉTRICA NA AMAZÔNIA: IMPLANTAÇÃO DE GRANDES PROJETOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS Karolinni Guimarães Ranieri 1 Thallis Pereira Ferreira 2 RESUMO O regime de exceção (1964-1985) é um marco na colonização

Leia mais

Proposta de Alteração de Delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana

Proposta de Alteração de Delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana Proposta de Alteração de Delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana Núcleo Histórico da Vila da Lousã Fundo de Vila Área Urbana Central Nascente da Vila da Lousã Área Urbana Central Poente da Vila da

Leia mais

As políticas habitacionais sociais como fomentadoras dos problemas urbanos. O caso do Conjunto Habitacional Ana Paula Eleotério em Sorocaba-SP.

As políticas habitacionais sociais como fomentadoras dos problemas urbanos. O caso do Conjunto Habitacional Ana Paula Eleotério em Sorocaba-SP. Felipe Comitre Silvia Aparecida Guarniéri Ortigoza Universidade Estadual Paulista UNESP Rio Claro fcomitre@rc.unesp.br As políticas habitacionais sociais como fomentadoras dos problemas urbanos. O caso

Leia mais

SL-04. Análise das condições de inserção urbana do Programa Minha Casa Minha Vida nas cidades brasileiras: segregação e negação do direito à cidade

SL-04. Análise das condições de inserção urbana do Programa Minha Casa Minha Vida nas cidades brasileiras: segregação e negação do direito à cidade SL-04. Análise das condições de inserção urbana do Programa Minha Casa Minha Vida nas cidades brasileiras: segregação e negação do direito à cidade Coordenador: Luis Renato Bezerra Pequeno (UFC) Resumo:

Leia mais

MANDAGUARI E O DESENHO AMBIENTAL

MANDAGUARI E O DESENHO AMBIENTAL ISBN 978-85-61091-05-7 V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 MANDAGUARI E O DESENHO AMBIENTAL Gustavo Bruski de Vasconcelos 1 ; Robson Keith Yonegura 2,

Leia mais

4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR

4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR 4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR CIDADE PARA TODOS E TODAS COM GESTÃO DEMOCRÁTICA, PARTICIPATIVA E CONTROLE SOCIAL Avanços, Dificuldades e Deságios na Implementação

Leia mais

AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NA REGIÃO DO BARREIRO: A METROPOLIZAÇÃO NA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE.

AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NA REGIÃO DO BARREIRO: A METROPOLIZAÇÃO NA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE. AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NA REGIÃO DO BARREIRO: A METROPOLIZAÇÃO NA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE. Saulo de Paula Pinto e Souza Evânio dos Santos Branquinho 1068 saulodepaula@gmail.com Geografia

Leia mais

Zoneamento da Cidade de São Paulo. Zoneamento Cidade de São Paulo. Características das Zonas de Uso

Zoneamento da Cidade de São Paulo. Zoneamento Cidade de São Paulo. Características das Zonas de Uso Zoneamento da Cidade de São Paulo Zoneamento Cidade de São Paulo Características das Zonas de Uso 1 Histórico A Legislação relativa a zoneamento reunia algumas dezenas de atos, decretos- leis, leis e decretos,

Leia mais

Mesa 2: HABITAÇÃO: POLÍTICAS, PROJETOS E INTERVENÇÕES Apresentação: Marlice Nazareth Soares de Azevedo (UFF)

Mesa 2: HABITAÇÃO: POLÍTICAS, PROJETOS E INTERVENÇÕES Apresentação: Marlice Nazareth Soares de Azevedo (UFF) Mesa 2: HABITAÇÃO: POLÍTICAS, PROJETOS E INTERVENÇÕES Apresentação: Marlice Nazareth Soares de Azevedo (UFF) Habitação social, cidade jardim e standard. A busca por um ideário pitoresco e racional-construtivo

Leia mais

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis Fabiana Cristina da Luz luz.fabiana@yahoo.com.br Universidade Cruzeiro do Sul Palavras-chave: Urbanização

Leia mais

Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana

Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana Página 1 de 5 Busca Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana O Estatuto da Cidade prevê a criação de planos pilotos para o desenvolvimento de cidades e municípios. Para tornar

Leia mais

Diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016

Diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016 Diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016 Aprovadas pelo Conselho Gestor em 27 de julho de 2011 LEGENDA: Diretrizes propostas pela PMSP Diretrizes propostas pelos membros da sociedade civil

Leia mais

Transformações espaciais na/da cidade do Rio de janeiro decorrentes da construção dos corredores expressos Transcarioca e TransBrasil

Transformações espaciais na/da cidade do Rio de janeiro decorrentes da construção dos corredores expressos Transcarioca e TransBrasil Transformações espaciais na/da cidade do Rio de janeiro decorrentes da construção dos corredores expressos Transcarioca e TransBrasil Marcela Virginio Dametto 1 marcela.dametto@hotmail.com Prof Drª Regina

Leia mais

REFLEXÕES ACERCA DAS ATIVIDADES DE COMÉRCIO EM PEQUENAS CIDADES: pensando Ipeúna SP

REFLEXÕES ACERCA DAS ATIVIDADES DE COMÉRCIO EM PEQUENAS CIDADES: pensando Ipeúna SP REFLEXÕES ACERCA DAS ATIVIDADES DE COMÉRCIO EM PEQUENAS CIDADES: pensando Ipeúna SP Karlise Klafke kaklafke@hotmail.com Graduanda em Geografia pela UNESP Rio Claro INTRODUÇÃO O presente trabalho refere-se

Leia mais

ALTERAÇÃO DA DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA AVENIDA/ANTIGO CAMPO DA FEIRA

ALTERAÇÃO DA DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA AVENIDA/ANTIGO CAMPO DA FEIRA IGREJA E CONVENTO DE SÃO FRANCISCO PROCESSO 20/09 ALTERAÇÃO DA DELIMITAÇÃO DA AVENIDA/ANTIGO CAMPO DA FEIRA 2014 CÂMARA MUNICIPAL DE MONTEMOR-O-NOVO ALTERAÇÃO DA DELIMITAÇÃO DE 2014 1 ÍNDICE DOCUMENTO

Leia mais

GERAL. Porto Olímpico

GERAL. Porto Olímpico Porto Olímpico projeto O Porto Maravilha e o Porto Olímpico N Porto Olímpico aprox. 145.000m2 de área Porto Maravilha aprox. 5.000.000m2 de área aprox. 100.000m2 aprox. 45.000m2 Porquê o Porto? Porquê

Leia mais

PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA ESPECIALIZADA Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 492 PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA

Leia mais

NUEVOS USOS PARA LOS SECTORES DE EMBAJADAS EN BRASILIA

NUEVOS USOS PARA LOS SECTORES DE EMBAJADAS EN BRASILIA NUEVOS USOS PARA LOS SECTORES DE EMBAJADAS EN BRASILIA Giuliana de Freitas Frederico de Holanda Universidade de Brasília, Brasil INTRODUÇÃO Na comemoração do aniversário de cinquenta anos da inauguração

Leia mais

Isabel Cristina da Costa Cardoso

Isabel Cristina da Costa Cardoso ONDE ESTÃO OS RECURSOS DA VENDA DOS CEPACS PARA O PROGRAMA DE ATENDIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DA POPULAÇÃO DIRETAMENTE AFETADA PELO PROJETO PORTO MARAVILHA? Isabel Cristina da Costa Cardoso Alguém sabe

Leia mais

comunicação visual para a

comunicação visual para a projetos de design e comunicação visual para a cidade contemporânea solange de oliveira patrícia a. nascimento sheila nicolini neto orgel ramos júnior estudo de casos Parque das Nações (Lisboa); Estação

Leia mais

Praias em Processo de Urbanização

Praias em Processo de Urbanização Praias em Processo de Urbanização Conforme citado anteriormente, os perfis 3, 4, 6, (Passo de Torres), 11, 12, 15, 16, 18, 43 (Balneário Gaivota), 20, 22, 23, 26,44, 45 (Arroio do Silva), 28, 29, 30, 32,

Leia mais

VERTICALIZAÇÃO E CUSTO DA TERRA: TENDÊNCIAS DE EXPANSÃO DA CIDADE DE CURITIBA

VERTICALIZAÇÃO E CUSTO DA TERRA: TENDÊNCIAS DE EXPANSÃO DA CIDADE DE CURITIBA VERTICALIZAÇÃO E CUSTO DA TERRA: TENDÊNCIAS DE EXPANSÃO DA CIDADE DE CURITIBA Gislene Pereira Universidade Federal do Paraná (UFPR) gislenepereira42@gmail.com Bruna Gregorini Universidade Federal do Paraná

Leia mais

As mudanças no uso do solo no Agreste sergipano e seus rebatimentos para o campesinato.

As mudanças no uso do solo no Agreste sergipano e seus rebatimentos para o campesinato. Alexandra de Souza Silva Universidade Federal de Sergipe - alexxandra-ss1@hotmail.com Riclaudio Silva Santos Universidade Federal de Sergipe - riclaudio.silva@hotmail.com Josefa de Lisboa Santos 1 Orientadora,

Leia mais

TEXTO PROPOSTO - PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS (Lei n.º 4.669/06)

TEXTO PROPOSTO - PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS (Lei n.º 4.669/06) TEXTO PROPOSTO - PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS (Lei n.º 4.669/06) Título IV DO USO DO SOLO URBANO E RURAL... CAPÍTULO III Do Macrozoneamento... Seção II Do Macrozoneamento Ambiental Art. 26. (Antigo

Leia mais

ESTUDO SOBRE INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E GESTÃO EM MUNICÍPIOS DA RMC O PROBLEMA DA VACÂNCIA

ESTUDO SOBRE INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E GESTÃO EM MUNICÍPIOS DA RMC O PROBLEMA DA VACÂNCIA ESTUDO SOBRE INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E GESTÃO EM MUNICÍPIOS DA RMC O PROBLEMA DA VACÂNCIA Amanda Cristiano Reis Araujo Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Pontifícia Universidade Católica amanda.cra1@puccampinas.edu.br

Leia mais

CURSO REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA. Tratamento Constitucional da Política Urbana: Estatuto da Cidade; Regularização Fundiária e o Papel do Plano Diretor.

CURSO REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA. Tratamento Constitucional da Política Urbana: Estatuto da Cidade; Regularização Fundiária e o Papel do Plano Diretor. CURSO REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA Tratamento Constitucional da Política Urbana: Estatuto da Cidade; Regularização Fundiária e o Papel do Plano Diretor. INSTITUTO PÓLIS 2009 Heliópolis São Paulo Estatuto da

Leia mais

DOTS - Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável. Nívea Oppermann Peixoto, Ms Coordenadora Desenvolvimento Urbano EMBARQ Brasil

DOTS - Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável. Nívea Oppermann Peixoto, Ms Coordenadora Desenvolvimento Urbano EMBARQ Brasil DOTS - Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável Nívea Oppermann Peixoto, Ms Coordenadora Desenvolvimento Urbano EMBARQ Brasil Contexto das cidades Expansão urbana Modelo de ocupação territorial

Leia mais

Dinâmicas urbanas. condomínios fechados, transformações espaciais e processos de mobilidade residencial

Dinâmicas urbanas. condomínios fechados, transformações espaciais e processos de mobilidade residencial Reconfigurações Espaciais e Diferenciação Social em Cidades de Angola e Moçambique Lisboa, Junho de 2014 Dinâmicas urbanas condomínios fechados, transformações espaciais e processos de mobilidade residencial

Leia mais

PRODUÇÃO DO ESPAÇO E A VERTICALIZAÇÃO EM PONTA NEGRA, NATAL-RN

PRODUÇÃO DO ESPAÇO E A VERTICALIZAÇÃO EM PONTA NEGRA, NATAL-RN Mariana de Vasconcelos Pinheiro¹ Márcio Moraes Valença (Orientador da Pesquisa)² ¹UFRN - marianavasconcelos@globo.com ²UFRN marciovalenca@ufrnet.br PRODUÇÃO DO ESPAÇO E A VERTICALIZAÇÃO EM PONTA NEGRA,

Leia mais

O DIREITO À CIDADE APRISIONADO EM CONJUNTOS HABITACIONAIS POPULARES: A ANÁLISE DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA

O DIREITO À CIDADE APRISIONADO EM CONJUNTOS HABITACIONAIS POPULARES: A ANÁLISE DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA O DIREITO À CIDADE APRISIONADO EM CONJUNTOS HABITACIONAIS POPULARES: A ANÁLISE DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA RESUMO: O Direito apresenta-se para a sociedade, a partir de

Leia mais

MUDANÇAS DA ORDEM URBANA DAS METRÓPOLES LIVROS COMPARATIVOS Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia

MUDANÇAS DA ORDEM URBANA DAS METRÓPOLES LIVROS COMPARATIVOS Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia MUDANÇAS DA ORDEM URBANA DAS METRÓPOLES LIVROS COMPARATIVOS Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia Capítulo 6 Organização Social do Território e formas de provisão de moradia Seminário

Leia mais

XI SHCU SESSÃO DE INTERLOCUÇÃO DE GRUPOS DE PESQUISA

XI SHCU SESSÃO DE INTERLOCUÇÃO DE GRUPOS DE PESQUISA XI SHCU SESSÃO DE INTERLOCUÇÃO DE GRUPOS DE PESQUISA Esta seção contém a contribuição de pesquisadores que abordam aspectos do processo de urbanização e novas formas de tecido urbano mais recentes manifestadas

Leia mais

O IMAGINÁRIO DE ALUNOS (AS) DA REGIÃO SUL SOBRE A REGIÃO NORTE BRASILEIRA ATRAVÉS DA GEOGRAFIA ESCOLAR

O IMAGINÁRIO DE ALUNOS (AS) DA REGIÃO SUL SOBRE A REGIÃO NORTE BRASILEIRA ATRAVÉS DA GEOGRAFIA ESCOLAR O IMAGINÁRIO DE ALUNOS (AS) DA REGIÃO SUL SOBRE A REGIÃO NORTE BRASILEIRA ATRAVÉS DA GEOGRAFIA ESCOLAR Andressa Ramos Teixeira Edimara Gonçalves Soares Eduardo Schiavone Cardoso O Brasil é um país de grande

Leia mais

Segurança e lazer são o destaque da publicidade deste imóvel. Fonte: Informe Publicitário distribuído em via pública

Segurança e lazer são o destaque da publicidade deste imóvel. Fonte: Informe Publicitário distribuído em via pública Capítulo 3 CONDOMÍNIOS-CLUBE NA CIDADE DE SÃO PAULO A área de lazer cada vez mais assume posição de destaque nos informes publicitários do mercado imobiliário residencial. O programa dos condomínios residenciais

Leia mais

PROGRAMA ESTADUAL DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA LAR LEGAL

PROGRAMA ESTADUAL DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA LAR LEGAL Governo de Santa Catarina Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação PROGRAMA ESTADUAL DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA LAR LEGAL Florianópolis REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE ASSENTAMENTOS

Leia mais

Portaria de acesso social, vista interna. Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009. Portaria de serviços, vista interna Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009.

Portaria de acesso social, vista interna. Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009. Portaria de serviços, vista interna Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009. CONDOMÍNIOS VERTICAIS RESIDENCIAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO (2000-2008): CONDOMÍNIOS - CLUBE O Condomínio Ilhas do Sul abrange uma área total de 30.178m² e tem 118.000m² de área construída. O acesso se faz

Leia mais

Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT

Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT Paula Bernasconi Ricardo Abad Laurent Micol Maio de 2008 Introdução O município de Alta Floresta está localizado na região norte do estado de Mato

Leia mais

PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: A APROPRIAÇÃO DA PLANICIE DE INUNDAÇÃO DO RIO MARANGUAPINHO EM FORTALEZA-CEARÁ.

PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: A APROPRIAÇÃO DA PLANICIE DE INUNDAÇÃO DO RIO MARANGUAPINHO EM FORTALEZA-CEARÁ. PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: A APROPRIAÇÃO DA PLANICIE DE INUNDAÇÃO DO RIO MARANGUAPINHO EM FORTALEZA-CEARÁ. Denis Melo da Silva Universidade Estadual do Ceará UECE. Bolsista do Programa de Educação Tutorial

Leia mais

Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino Pinto Orientadora: Regina Célia de Mattos. Considerações Iniciais

Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino Pinto Orientadora: Regina Célia de Mattos. Considerações Iniciais AS TRANSFORMAÇÕES ESPACIAIS NA ZONA OESTE DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO A PARTIR DOS INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA PARA COPA DO MUNDO EM 2014 E AS OLIMPÍADAS DE 2016 Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino

Leia mais

De olho no futuro: como estará Porto Alegre daqui a 25 anos?

De olho no futuro: como estará Porto Alegre daqui a 25 anos? De olho no futuro: como estará Porto Alegre daqui a 25 anos? Mobilidade: projetar a cidade do futuro Sinaenco RS Hotel Deville, Porto Alegre 25 de setembro de 2013 Arq. Tiago Holzmann da Silva Presidente

Leia mais

PROTOCOLO QUE ESTABELECE METAS PARA A GESTÃO DO RECIFE

PROTOCOLO QUE ESTABELECE METAS PARA A GESTÃO DO RECIFE PROTOCOLO QUE ESTABELECE METAS PARA A GESTÃO DO RECIFE PREÂMBULO O Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de Pernambuco IAB-PE, representado por sua Presidente, Arquiteta e Urbanista Vitória Régia

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS

ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS 3.2 - COMPONENTES ESPECÍFICOS 3.2.1 - Plano de Intervenção

Leia mais

Modelagem da paisagem urbana com apoio do aplicativo City Engine:

Modelagem da paisagem urbana com apoio do aplicativo City Engine: Modelagem da paisagem urbana com apoio do aplicativo City Engine: potencialização da comunicação espacial em simulação da morfologia de ocupação e parâmetros urbanísticos Profa Ana Clara Mourão Moura Laboratório

Leia mais

ZEIS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL SECOVI-SP VICE- PRESIDÊNCIA DE INCORPORAÇÃO E TERRENOS URBANOS 18-04-2013

ZEIS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL SECOVI-SP VICE- PRESIDÊNCIA DE INCORPORAÇÃO E TERRENOS URBANOS 18-04-2013 ZEIS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL SECOVI-SP VICE- PRESIDÊNCIA DE INCORPORAÇÃO E TERRENOS URBANOS 18-04-2013 ZEIS-ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL década de 1980 surgimento de movimentos sociais

Leia mais

ESTUDO PARA INTERVENCAO EM MONUMENTOS E SITIOS HISTORICOS: O Caso do Mercado de Farinha de Caruaru-PE

ESTUDO PARA INTERVENCAO EM MONUMENTOS E SITIOS HISTORICOS: O Caso do Mercado de Farinha de Caruaru-PE ESTUDO PARA INTERVENCAO EM MONUMENTOS E SITIOS HISTORICOS: O Caso do Mercado de Farinha de Caruaru-PE TENORIO, LUCIENE A. (1); CARVALHO, AMANDA B. (2); ZHAYRA, ADELAIDE C. (3) 1. LVF Empreendimentos LTDA.

Leia mais

OS ESPAÇOS RESIDENCIAIS POPULARES FECHADOS: DEFINIÇÃO E

OS ESPAÇOS RESIDENCIAIS POPULARES FECHADOS: DEFINIÇÃO E OS ESPAÇOS RESIDENCIAIS POPULARES FECHADOS: DEFINIÇÃO E INTRODUÇÃO CARACTERIZAÇÃO Ricardo Lopes Batista 1 UNESP/ Presidente Prudente Batista-lopes@hotmail.com Com o desenvolvimento da tese de doutorado

Leia mais

Planejamento Urbano Governança Fundiária

Planejamento Urbano Governança Fundiária Planejamento Urbano Governança Fundiária Instrumentos de Gestão, Conflitos Possibilidades de Inclusão Socioespacial Alexandre Pedrozo agosto. 2014 mobiliza Curitiba...... de antes de ontem...... de ontem......

Leia mais

OS ENTRAVES DA MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: UMA CARACTERIZAÇÃO DOS MODAIS DE TRANSPORTE PÚBLICO

OS ENTRAVES DA MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: UMA CARACTERIZAÇÃO DOS MODAIS DE TRANSPORTE PÚBLICO OS ENTRAVES DA MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: UMA CARACTERIZAÇÃO DOS MODAIS DE TRANSPORTE PÚBLICO Nivaldo Gerôncio da Silva Filho 1 RESUMO: A mobilidade urbana sustentável começa a definir novos conceitos

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010 EMPREENDIMENTOS DE USO MISTO Profa.Dra.Eliane Monetti Prof. Dr. Sérgio Alfredo Rosa da Silva Empreendimentos de uso misto

Leia mais

AVALIAÇÃO RÁPIDA ESTRATÉGICA (ARE) PARA CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

AVALIAÇÃO RÁPIDA ESTRATÉGICA (ARE) PARA CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AVALIAÇÃO RÁPIDA ESTRATÉGICA (ARE) PARA CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Informações do Processo: Nome do Interessado: Nº do Processo: Data / de 20 Município: Localidade: Vistoria: Data: / / 20 Técnicos

Leia mais

O PAPEL DAS CONSTRUTORAS E INCORPORADORAS IMOBILIÁRIAS NA CIDADE DE TRÊS LAGOAS-MS

O PAPEL DAS CONSTRUTORAS E INCORPORADORAS IMOBILIÁRIAS NA CIDADE DE TRÊS LAGOAS-MS O PAPEL DAS CONSTRUTORAS E INCORPORADORAS IMOBILIÁRIAS NA CIDADE DE TRÊS LAGOAS-MS OBAL, Karoline Kolosinski Bolsista PET Geografia UFMS/CPTL - karol_kolosiuski@yahoo.com.br GOMES, Thayná Nogueira Mestranda

Leia mais

PARCELAMENTO E USO DE SOLOS NO INSTITUTO DA POSSE. Estefânia Prezutti Denardi Enga. Florestal, consultora ambiental, formanda em Direito.

PARCELAMENTO E USO DE SOLOS NO INSTITUTO DA POSSE. Estefânia Prezutti Denardi Enga. Florestal, consultora ambiental, formanda em Direito. PARCELAMENTO E USO DE SOLOS NO INSTITUTO DA POSSE Estefânia Prezutti Denardi Enga. Florestal, consultora ambiental, formanda em Direito. A Posse é um Instrumento Jurídico tratado no Código Civil Brasileiro

Leia mais

ANTROPIZAÇÃO NO BAIRRO DA GLÓRIA E IMPACTOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS

ANTROPIZAÇÃO NO BAIRRO DA GLÓRIA E IMPACTOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS ANTROPIZAÇÃO NO BAIRRO DA GLÓRIA E IMPACTOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS Roberto Epifânio Lessa beto.lessa.epifanio@hotmail.com /Bolsista FAPEAM Márcia Regina Albuquerque Alves marciaregina.geo@gmail.com /Bolsista

Leia mais

Danilo Munhoz Alves Corrêa Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio danilomunhoz@globo.com. 1 - Introdução

Danilo Munhoz Alves Corrêa Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio danilomunhoz@globo.com. 1 - Introdução Sistema Modal de Transportes no Município do Rio de Janeiro: a modernização dos eixos de circulação na cidade carioca para a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016. 1 - Introdução Danilo

Leia mais

Mapa 09 Área Central de PiracicabaOcupação do Solo. Urbano

Mapa 09 Área Central de PiracicabaOcupação do Solo. Urbano L E I T U R A E I N T E R P R E T A Ç Ã O D A S I T U A Ç Ã O U R B A N A Mapa 09 de PiracicabaOcupação do Solo Urbano P L A N O D E A Ç Ã O P A R A R E A B I L I T A Ç Ã O U R B A N A D A Á R E A C E

Leia mais

MULTICENTRALIDADE E POLICENTRALIDADE: A ZONA NORTE DE LONDRINA 1

MULTICENTRALIDADE E POLICENTRALIDADE: A ZONA NORTE DE LONDRINA 1 MULTICENTRALIDADE E POLICENTRALIDADE: A ZONA NORTE DE LONDRINA 1 Jônatas Lima Candido UNESP de Presidente Prudente - jota.candido@hotmail.com INTRODUÇÃO Os espaços urbanos têm apresentado características

Leia mais

OS PAEs COMO POSSIBILIDADE DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL EM ÁREAS RIBEIRINHAS: O CASO DA ILHA CAMPOMPEMA (PA)

OS PAEs COMO POSSIBILIDADE DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL EM ÁREAS RIBEIRINHAS: O CASO DA ILHA CAMPOMPEMA (PA) OS PAEs COMO POSSIBILIDADE DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL EM ÁREAS RIBEIRINHAS: O CASO DA ILHA CAMPOMPEMA (PA) Ana Karolina Ferreira Corrêa Universidade Federal do Pará anageo.correa@gmail.com

Leia mais

O EMPREEENDIMENTO RESIDENCIAL PARQUE VICENTE LEPORACE, MARCO DA HABITAÇÃO SOCIAL NA CIDADE DE FRANCA

O EMPREEENDIMENTO RESIDENCIAL PARQUE VICENTE LEPORACE, MARCO DA HABITAÇÃO SOCIAL NA CIDADE DE FRANCA 415 O EMPREEENDIMENTO RESIDENCIAL PARQUE VICENTE LEPORACE, MARCO DA HABITAÇÃO SOCIAL NA CIDADE DE FRANCA Maria Cecília Sodré Fuentes (Unifran) PANORAMA DA HABITAÇÃO SOCIAL NO BRASIL Os primeiros órgãos

Leia mais