REVOLUÇÃO, RENOVAÇÃO: CAMINHOS DO ROMANCE PORTUGUÊS NO SÉCULO XX (*)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "REVOLUÇÃO, RENOVAÇÃO: CAMINHOS DO ROMANCE PORTUGUÊS NO SÉCULO XX (*)"

Transcrição

1 REVOLUÇÃO, RENOVAÇÃO: CAMINHOS DO ROMANCE PORTUGUÊS NO SÉCULO XX (*) José Rodrigues de Paiva UFPE Para Elizabeth Dias Martins e Roberto Pontes A crítica literária, o ensaísmo e a historiografia da cultura que em Portugal e no Brasil se têm dedicado à análise da produção literária portuguesa dos últimos cinqüenta anos situam, mais ou menos à unanimidade, no movimento militar de 25 de Abril de 1974, a popularmente chamada revolução dos cravos, não só o início de uma nova etapa da história do país profundamente marcada por transformações de ordem política e ideológica, aquisição de novos hábitos culturais, sociais e mesmo pela descoberta ou instauração de uma nova psicologia coletiva, novos comportamentos e formas de estar na vida, mas também, com esse movimento, relacionam um ponto de viragem estético, abrangente de todas as manifestações da Arte porventura mais sensivelmente perceptível na literatura. É natural que assim seja ou tenha sido quer se considere este específico caso português, quer, em tese, o abstrato de qualquer hipótese semelhante uma vez que é sobre o território da História e da Sociedade que a Arte se situa, aí se tecendo a rede de interações e interrelações que nelas na História e na Arte haverão de se materializar. É, pois, natural que a Revolução portuguesa de 25 de Abril de 1974 tenha vindo a ser o ponto de partida para uma fase de renovação da literatura com a definição de novos caminhos da escrita surgidos a partir de então no cenário português. No nosso ensaísmo e na nossa historiografia cultural é já isto ponto pacífico, com resultados testados em pesquisas e trazidos à reflexão, por exemplo, por Eduardo Lourenço, Maria Alzira Seixo, Luís Mourão ou Carlos Reis, do lado português, e de Aparecida Santilli ou Nelly Novaes Coelho, do lado brasileiro 1. Estes (*) Conferência apresentada no II Encontro Norte/Nordeste de Professores de Literatura Portuguesa, realizado em Fortaleza, na UFCE, de 1 a 3 de outubro de A propósito das relações entre a literatura e o movimento revolucionário português do 25 de Abril, importa referir os seguintes estudos: COELHO, Nelly Novaes. A guerra colonial no espaço romanesco. In:. Escritores portugueses do século XX. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2007, p

2 ensaístas (e decerto outros que aqui não cito o fizeram também) perspectivaram, já com o benefício do distanciamento de uma ou duas décadas, as relações verificáveis entre o novo tempo histórico português e o novo contexto cultural e mesmo um novo texto literário. Do ponto de vista formal essa nova escrita literária haveria de ampliar, porventura mais ousadamente, algumas experiências de ordem estética já anteriormente intentadas, prosseguindo um caminho de renovação textual (sobretudo estrutural) começado a trilhar, principalmente no romance, por alguns autores já nos anos de 1960, em particular pelos que promoveram a saída estética do impasse e do esgotamento em que o neo-realismo fizera mergulhar a narrativa ficcional. Por outro lado, a nova escrita pós-revolução encontra, na queda do regime repressor, na democratização do país e na liberdade de expressão que tal cenário permite, a possibilidade de tematizar, sem limites, tudo quanto até ali fora proibido. Natural que, estando a guerra colonial na origem mesmo da Revolução de Abril, viesse ela a constituir um dos principais temas dessa nova literatura. Pôde então falar-se numa literatura da guerra, de tal forma o tema se tornou recorrente. O mesmo diga-se quanto à reorganização política do país, igualmente tematizada e representada ficcionalmente em obras a aparecer após o rescaldo revolucionário. A representação literária dessa traumática metamorfose da vida nacional portuguesa, cujo processo passou pelo desgaste do regime que cegamente sustentou por mais de uma década em várias frentes africanas uma guerra sem esperanças e de duvidosa justiça, pelas conseqüências humanas, econômicas e sociais da descolonização apressada e precipitada pela revolução, pelo delineamento de um novo regime à procura dos caminhos da democracia, fatalmente implicava o súbito desmonte de uma organização antiga, e, desmontada esta sem outra que de imediato a substituísse, gerava-se o caos, o vazio, o buraco negro sem horizonte em que se vislumbrasse um novo cosmos. Sem teto entre LOURENÇO, Eduardo. Situação da literatura portuguesa. In:. O canto do signo. Existência e literatura. Lisboa: Presença, 1993, p ; Literatura e revolução. Ibidem, p MOURÃO, Luís. Abril em Portugal. In:. Um romance de impoder. Braga-Coimbra: Ângelus Novus, 1996, p REIS, Carlos. Trajectos e sentidos da ficção portuguesa contemporânea. Camões. Revista de Letras e Culturas Lusófonas. Lisboa, n. 1, p , abr.-jun SANTILLI, Maria Aparecida. A renovação do discurso na literatura portuguesa da atualidade: o texto infinito. In: Encontro de Professores Universitários Brasileiros de Literatura Portuguesa, 14, 1992, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: CECLIP/CPGL EDIPUCRS, 1994, p SEIXO, Maria Alzira. Dez anos de ficção em Portugal ( ). In:. A palavra do romance. Ensaios de genologia e análise. Lisboa: Horizonte, 1986, p ; Para uma leitura crítica da ficção em Portugal no século XX. Anos quarenta a noventa. In:. Outros erros. Ensaios de literatura. Porto: Asa, 2001, p

3 ruínas, título de um romance de Augusto Abelaira publicado em 1978 reflete muito bem esse sentimento de desagregação e desamparo. A necessidade de tudo reconstruir. Tal como em Signo sinal (1979), romance de Vergílio Ferreira iniciado em 1973, de algum modo premonitório do que historicamente sucederia ao país a partir do ano seguinte e que metaforiza a situação com a destruição repentina de uma aldeia por um terremoto que tudo arrasou e que é preciso reerguer a partir do nada. A representação ficcional de tão drásticas e dolorosas transformações teria de passar necessariamente pela própria escrita, ela mesma abalada nas suas estruturas, quebrada na sua organicidade canônica, fragmentada, desestruturada, tal como esse mundo arrasado que era preciso soerguer dos escombros. Quando se reconheceu vitoriosa a Revolução de Abril, imaginou-se que grande número dos escritores portugueses de então aparecesse subitamente a publicar obras até ali de edição impossível face ao severo patrulhamento ideológico do regime deposto. Não foi bem assim. As gavetas dos escritores não guardavam tais pretendidos originais e foi preciso esperar para se ver surgirem os resultados literários desse novo tempo histórico. Não que não houvesse uma literatura (e outras expressões artísticas) de rejeição ou de reação ao sistema político finalmente encerrado, sendo bastante lembrar o longo percurso do neorealismo e mesmo a sua manifestação nas artes visuais (particularmente na pintura) ou lembrar a canção universitária de protesto, vinda principalmente da Coimbra dos anos 60 e 70 nos poemas, nas vozes e na música de Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso... Houve, sim, uma literatura que fez a pregação da mudança política do país, mas ela exauriu-se, como arte, no seu esquematismo, no seu populismo, na repetição e no esgotamento das suas formas simples e da sua força de programa ideológico que não conseguiu, como o movimento pretendia, realizar a histórica intervenção transformadora da vida social e política portuguesa. Foi preciso então mudar o neo-realismo para que a literatura continuasse. É dos anos 60 (e principalmente do emblemático 1968) essa mudança de rumo, embora ela tenha antecedente bastante anterior num certo romance que Vergílio Ferreira publicou em 1949, que significativamente se intitulava Mudança e apontava noutra direção que não a da arte social, mas a da reflexão existencial, a do sentido da vida e da presença do homem no mundo. Mais ou menos indiferente ao que se passava à sua volta, embora duramente criticado pelos que se mantiveram fiéis à ortodoxia neorealista, Vergílio Ferreira deu continuidade ao percurso solitário inaugurado com esse livro

4 desenvolvendo o trajeto por Manhã submersa (1953), Apelo da noite (escrito em 1954 e só publicado em 1963), Cântico final (escrito em 1956 e publicado em 1960), Aparição (1959), Estrela polar (1962), Alegria breve (1965) abrindo caminho para um romance diferente daquele que então se escrevia em Portugal e que alguma crítica da época, e mesmo posterior, classificou de existencialista. Se em Mudança se percebe claramente o jogo dialético entre o social e o existencial que o próprio Vergílio situa como o confronto entre o relativo e o absoluto os romances seguintes indicam, passo-a-passo o predomínio do segundo elemento do confronto. É o existencial, é o absoluto que virá a interessar predominantemente ao autor e a orientar a sua busca e o seu caminho. Seja esse absoluto o da afirmação de uma vontade ou da escolha de um destino (Manhã submersa), seja o da opção entre o abstrato de uma idéia e o concreto de uma ação (Apelo da noite), seja o da plenitude da entrega à criação artística como forma de justificar a vida (Cântico final), seja o da descoberta do Eu na fugaz aparição do ser a si mesmo (Aparição), seja o do conhecimento da identidade profunda do Outro (Estrela polar), seja a solitária autodescoberta do homem frente a si mesmo num mundo completamente despovoado (Alegria breve). Se em Mudança, Manhã submersa e Apelo da noite ainda se percebem os cenários e os ecos de uma problemática social em diluição, já nos demais romances Cântico final, Aparição, Estrela polar e Alegria breve a sua reverberação se apagara por imposição de uma crescente tendência de problematização fenomenológica. Mesmo o que neles se pudesse ainda vislumbrar de cenários neorealistas (a aldeia na montanha, por exemplo) estava agora transformado em metáfora, símbolo ou alegoria. No plano estrutural os romances de Vergílio Ferreira desenvolvem, também, um sentido de pesquisa tal como ocorre nos seus temas à procura de novas possibilidades de linguagem e de desenho, promovendo passo-a-passo a ruptura com o modelo clássico em termos gerais mantido até Aparição. Estrela polar e Alegria breve realizam a passagem desse romance ainda baseado em algumas certezas narrativas para aquele em que essas certezas deixam de existir, em que o romance se apresenta a si mesmo como uma ficção que já não pretende parecer que o não é e em que se faz a representação de um mundo permanentemente ameaçado pela desagregação, pelo caos, ou já mesmo nele mergulhado. Nítido nulo, publicado em 1971, é o ponto de chegada desse percurso vergiliano, o romance desse universo caótico no qual o homem é

5 irremediavelmente prisioneiro. Mas este ponto de chegada é apenas o de uma etapa do caminho com desdobramentos futuros. Entretanto, encetada esta mudança de rumo na condução do romance de Vergílio, experiências análogas se lhe foram seguindo em experimentações literárias realizadas por outros autores. O neo-realismo estava definitivamente esgotado nas suas possibilidades estéticas (aliás desprezadas na sua primeira hora), o que viria a ser reconhecido até mesmo por neo-realistas históricos e, sobretudo, pelos que ao longo do caminho foram aderindo aos seus postulados. Tal romance, se limitado à pregação ideológica, à propaganda, ao panfleto, à defesa da revolução proletária ou campesina contra as estruturas do poder, era insuficiente para a realização da literatura como arte. Vergílio Ferreira (como também Agustina Bessa-Luís) viu isso muito cedo. Outros o veriam depois, o próprio Redol, iniciador (com Gaibéus 1940) desse romance sem estética, o reconheceria mais tarde, implicitando esse reconhecimento nas qualidades artísticas dos seus últimos romances (Uma fenda na muralha [1959] ou Barranco de cegos [1962], por exemplo). E assim, aqueles que se sentiam mais escritores literários do que simples apóstolos da utopia de uma revolução sem esperanças (a do campesinato ou do operariado marxistas) buscaram na construção literária, na consciência estética, nos mistérios e fulgurações da invenção artística novas linguagens e novas estruturas romanescas que lhes permitissem ultrapassar o impasse em que o movimento mergulhara, pelo menos do ponto de vista literário. Vem daí, de dez ou quinze anos antes dos cravos de Abril de 74, a renovação do texto romanesco português. Vem da saída estética para os emparedados do neo-realismo encontrada ou construída por um Vergílio Ferreira, um Namora, um Cardoso Pires, Abelaira, Urbano Tavares Rodrigues, Carlos de Oliveira ou mesmo por Saramago, que retematiza (e reenergiza) o neo-realismo num romance muito posterior a este movimento: Levantado do chão (1980). Todos mais ou menos fiéis aos preceitos neo-realistas à exceção de Vergílio Ferreira, que deles se afastou muitíssimo cedo, estes autores, em sintonia com movimentos de reformulação narrativa desencadeados em outras literaturas, como por exemplo o nouveau roman, o estruturalismo ou as influências da lingüística, passaram a testar, na construção dos seus romances, novas linguagens e estruturas que servissem à

6 saída do esgotamento em que se encontravam e assim acabaram por dar início a uma importante fase de renovação da narrativa ficcional portuguesa. São efetivamente notáveis as diferenças formais e de linguagem constituindo verdadeiras e radicais transformações verificadas, por exemplo, em Vergílio Ferreira, entre Vagão J (1946) ou Mudança (1949) e Nítido nulo (1971) ou Rápida, a sombra (1974). Sem falar nos romances da sua última fase de concepção muito mais ousada, porque estabeleci a década de 70 como limite para esta comparação sugerida. Diga-se o mesmo com relação a Fernando Namora e aos seus romances neo-realistas Casa da malta (1945), A noite e a madrugada (1950) ou O trigo e o joio (1954), que, se postos em comparação com Domingo à tarde (1961), Diálogo em setembro (1966), Os clandestinos (1972) e particularmente com os seus dois últimos livros, as narrativas de Resposta a Matilde (1980) e o romance O rio triste (1982), tornam evidente, no autor, a intenção de renovar estruturas ficcionais e possibilidades temáticas. Intenção comum a todos estes escritores citados, já foi dito, e que em alguns se manifesta em mais breve intervalo temporal. Por exemplo, em Cardoso Pires, a comparação que se faça entre Os caminheiros e outros contos (1946) ou O anjo ancorado (1958) com O Delfim (1968) apontará transformações radicais, a todos os níveis, na arte do escritor. Transformações que ainda mais se aprofundam na estruturação e na estilística dos dois romances futuros, Balada da Praia dos Cães (1982) e Alexandra Alpha (1987). Caso idêntico é o de Augusto Abelaira, radicalmente diverso entre a narrativa convencional do seu primeiro romance A cidade das flores (1959) e o experimentalismo da estrutura narrativa de Bolor (1968). O Delfim e Bolor, romances publicados no já mitificado e revolucionariamente renovador ano de 1968 têm, ambos, o seu quê de revolucionário no que significaram (e significam) no processo de renovação da narrativa portuguesa. O Delfim de algum modo reescreve o neo-realismo presente no romance não só pela valorização do cenário rural, mas também pelas diferenças de classe evidenciadas, geradoras de ódios, mas reescreve-o com refinada arte narrativa, com uma construção estrutural complexa e habilmente desenvolvida. Este romance de Cardoso Pires ainda é (embora vagamente...) mas já não é obra do neorealismo. É uma saída perfeita, uma ponte segura para a travessia sobre o impasse. Quanto a Bolor, nada mais tem a ver com a literatura social inaugurada trinta anos antes.

7 Tematizando o desgaste de uma relação conjugal e a impossibilidade da comunicação entre o casal, este romance de Abelaira cujo título é de significativa carga simbólica revoluciona a estrutura narrativa com a representação de um diário alternadamente escrito ora pelo homem ora pela mulher e em que cada registro é uma espécie de resposta ao outro. É nesse lugar o diário, que é o lugar da escrita, que a narrativa acontece e que se dá, em silêncio, a (im)possível comunicação entre os parceiros de um casamento em crise. Assim o romance problematiza também o ato de escrever, no que coincide com O Delfim, em que se faz a representação da escrita do protagonistanarrador (que a si mesmo se apresenta como Autor ), que observa a aldeia da Gafeira e os seus habitantes (ricos e pobres), caça, investiga um homicídio e escreve. Extraordinariamente moderno, este romance recupera o clássico recurso da mise-enabyme e a partir dele (mas não só com ele) elabora a sua modernidade. É com este romance que José Cardoso Pires estabelece um diálogo estético entre o presente e o passado recente da literatura nacional ao mesmo tempo em que prepara o salto para o futuro (o que só muito depois se poderia perceber) na direção de uma narrativa temática e estruturalmente muito mais ousada, como viria a ser Balada da Praia dos Cães, livro de 1982 cuja publicação só se tornou possível graças à mudança de regime político operacionalizado a partir do Abril de 74. Também com relação a Carlos de Oliveira se pode pensar na problematização da escrita, de tão recorrente presença na narrativa portuguesa contemporânea. Mas neste autor talvez de forma mais insólita do que quanto aos demais da sua geração, porque a escrita por ele problematizada não é a que numa obra de ficção imaginariamente se fizesse representar, mas a escrita real, a verdadeira escrita, a sua, a escritura dos romances que ele publicou ao longo de uma década, de 1943 a 1953 Casa na duna, Alcatéia, Pequenos burgueses, Uma abelha na chuva todos rigorosamente reescritos para as suas reedições num lento, constante e consciente processo de depuração estética destinado a afastar, das obras reescritas, as marcas mais que evidentes do neo-realismo inicial e programático. Todo esse processo de paciente reescritura de uma obra inteira não deixa de ser preparatório para a elaboração do livro mais complexo do escritor, o seu último romance, publicado em 1978, Finisterra: paisagem e povoamento, salto do autor para o experimentalismo da linguagem e

8 da estrutura romanesca, percurso e aventura de uma experiência estética, uma poética da escrita lentamente elaborada entre as diferenças e incertezas da modernidade literária. Começa com estes autores a aquisição de uma nova consciência do fazer literário, sobretudo quanto ao gênero romanesco. Para usar a feliz expressão de Jean Ricardou, o romance deixa de ser a escrita de uma aventura e passa a ser a aventura de uma escrita 2. Finalmente sintonizados com tendências da estética literária internacionalmente desenvolvidas, os romancistas portugueses, sobretudo a partir do final dos anos 70 entregaram-se cada vez mais a essa aventura. Mas não tinham, em 1974 como supostamente se poderia pensar originais que a repressão, finalmente abatida, impedia de publicar, o que então se tornava possível com o despontar daquela primavera de liberdade. Foi preciso esperar que essa estação florisse, abrindo esse tempo que veio já demasiadamente tarde para alguns, assim se queixou Vergílio Ferreira, embora ele ainda tenha usufruído dos benefícios desse tempo novo. O primeiro livro a fazer a representação dessa nova era política portuguesa, terá sido, segundo alguma crítica faz constar, Crônica do cruzado Osb., romance que Agustina Bessa-Luís publicou em Aí a escritora, dando vazão ao seu gosto pela História que vem a ser núcleo de várias obras suas (algumas, inclusive, de escritura recente), invoca vários movimentos revolucionários (da Revolução Francesa ao Maio de 68), a partir da figura do guerreiro-cronista Osberno ou Osberto ou simplesmente Osb., o cruzado inglês que participou do cerco de Lisboa, em 1147, destinado a libertar a cidade do domínio árabe e desse tempo e ação deixou o seu testemunho escrito. Compondo o aparato estético do romance de Agustina tem-se que esse testemunho ou relato do cruzado, documento real (divulgado em Portugal por Alexandre Herculano), existente como carta numa biblioteca da Universidade de Cambridge, é tomado, como representação literária, por Josué, personagem de Agustina, escritor, autor de um livro que se chama Crônica do cruzado Osb. Assim, mais uma vez, a presença da mise-en-abyme, textos que se encaixam dentro de textos, tematização ou representação ficcional da História e da ficção, uma ficção que representa outra ou outras, além de realidades ficcionalizadas. Recurso moderno embora de sempre, porventura oriundo dos primórdios da literatura. Sobre as relações diretas deste romance de Agustina com a nova realidade político-social portuguesa, diz Álvaro Manuel 2 Cf. RICARDOU, Jean. Problèmes du nouveau roman. Paris: Seuil, 1967, p. 111.

9 Machado que ele desmonta o processo histórico e sócio-político [além do econômico, cultural e psicológico] do movimento revolucionário de 25 de Abril de 1974, motivo temático já preludiado, segundo o mesmo ensaísta, no anterior romance da escritora, As pessoas felizes (1975). Crônica do cruzado Osb., ainda conforme Manuel Machado, é bem um romance sobre a revolução nas suas relações com o tempo e com as paixões humanas no qual Agustina tenta definir a revolução interrogando-se sobre a sua ambivalência passional e temporal, [...] pondo em relevo não só a impossibilidade de voltar ao passado mas também, talvez sobretudo, os obscuros males desse passado. 3. A escritora desenvolveria ainda o tema em romances posteriores: As fúrias (1977) e Os meninos de ouro (1983), análise, este último, da nova sociedade portuguesa (e dos seus expoentes políticos e econômicos) surgida a partir do movimento de abril. O pós-25 de Abril de 74 tornava enfim possível análises sociais dessa ordem, enfocadas, criticamente, as novas estruturas políticas e administrativas, as novas lideranças, as novas ideologias. Tornava possível, também, o aparecimento da vertente temática da guerra colonial representada em toda a sua violência principalmente nos romances de António Lobo Antunes (sobretudo os da fase inicial do escritor) de tal forma recorrente neste e em outros autores que se poderia falar numa literatura da guerra, tal como possibilitava o surgimento de uma literatura do exílio (destacado o tema em experiências ficcionais do ensaísta Álvaro Manuel Machado: Exílio [1978] e A arte da fuga [1983]), ou ainda a retomada do velho tema da emigração (por João de Melo), a visão literária do póscolonialismo radicalizada em excessos de violências e de irreverências ditas pósmodernas no Lobo Antunes de As naus (1988) na qual se pode inscrever Partes de África (1991), de Helder Macedo, e de que A costa dos murmúrios (1988), de Lídia Jorge, tem figurado entre os melhores resultados. Da mesma autora, a propósito da renovação da narrativa portuguesa centrada nos anos 70, O dia dos prodígios (1979) como representação fantástica da sociedade revolucionária é praticamente referência obrigatória. Também o são, frente ao inevitável diálogo entre colonialismo e pós-colonialismo, mas acentuando uma pessoalíssima vertente lírica e quase elegíaca, obras como A árvore das palavras (1997), de Teolinda Gersão ou A noite transfigurada (2006) de Filomena Cabral, narrativas 3 MACHADO, Álvaro Manuel. Agustina Bessa Luis. A vida e a obra. Lisboa: Arcádia, 1979, p. 65 e 66.

10 da recuperação memorialística de um tempo em que a alegria foi possível, mesmo num cenário sombrio. Desta literatura, na qual, como referência cronológica e temática a Revolução de Abril se levanta como fronteira a separar o imediatamente antes do imediatamente depois, dois aspectos (entre tantos outros pesquisáveis) fazem-se notar por sua expressividade. Um deles situado apenas quanto a questões de gênero no universo autoral, mas com inegáveis desdobramentos de interesse no universo e caracterização da criação literária: o de uma intensa e crescente presença e participação feminina no processo de renovação da escrita portuguesa. O outro ligado a questões estruturais dessa renovação: o da auto-reflexividade na narrativa ficcional. Agustina Bessa-Luís pode muito bem ser pensada como símbolo para os dois aspectos: mulher de grande destaque na literatura portuguesa contemporânea, tematiza, antes e depois da revolução, tanto a problemática feminina quanto a reflexão que a literatura pode fazer sobre si mesma. Mas é sobretudo a partir das Novas cartas portuguesas (livro de 1971) e do escândalo e processo judicial que envolveu a obra e as três Marias que a escreveram (Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Tereza Horta) que se pode efetivamente falar, em Portugal, de uma literatura da condição feminina. Aí, se em tempos hoje bastante distanciados já estavam, por exemplo, uma Irene Lisboa ou uma Maria Archer, e nos mais próximos ou atuais uma Maria Judite de Carvalho e a própria Agustina, inseriram-se a Fernanda Botelho de A gata e a fábula (1960), a Natália Correia de A madona (1968), às quais vieram juntar-se, além das três Marias da obra coletiva, as autoras de obras individuais: a Maria Velho da Costa, de Maina Mendes (1969) e Casas pardas (1977), a Isabel Barreno e a Tereza Horta das ficções intensamente e programaticamente feministas publicadas depois das Novas cartas. Notáveis, e destacadas nesse panorama e nos dias de hoje, são Teolinda Gersão, desde O silêncio (1981) e Paisagem com mulher e mar ao fundo (1982) ou Os guarda-chuvas cintilantes (1984) até A casa da cabeça de cavalo (1995) ou aos contos do recente A mulher que prendeu a chuva (2007), e Lídia Jorge, desde O dia dos prodígios (1979) até Combateremos a sombra (2007), passando pelo Cais das merendas (1982) e por Notícia da cidade silvestre (1984). O feminino (ou o feminismo) a que estas e outras escritoras deram continuidade tem hoje em Inês Pedrosa uma das maiores representantes.

11 Como se o pretendido espírito renovador da revolução política se estendesse aos domínios da literatura, esta ingressou, também e particularmente no romance, num tempo de renovação de linguagens, estruturas e propósitos em que é predominante o traço da auto-reflexividade da narrativa, reforçando a tendência de um romance ao qual passava a interessar menos a representação realística e mais a problematização do próprio gênero romance ou tematizações variadas que vão da História à religião, à biografia, às Artes, passando pela literatura, pela pintura, pela música, pela dança. Cada vez mais esse romance seria o da aventura de uma escrita, em que, cada obra ou cada passo pode constituir uma diferente experiência, um diferente episódio. Essa aventura da escrita tendência moderna ou até pós-moderna da literatura na qual é possível vislumbrar como ilustres e clássicos antecedentes o Eça de Fradique ou o da Ilustre Casa de Ramires, o Pessoa do fingimento e dos heterônimos e particularmente o do Livro do desassossego, e mesmo Sá-Carneiro, notadamente o da Confissão de Lúcio passaria pela reescritura dos universos tematizados e conseqüentemente pelo processo de contaminação da escrita produzido pela inserção, na obra literária, de vários gêneros textuais não literários: cartas, diários, relatórios, termos de depoimentos policiais, páginas de processos judiciais, laudos de perícias, notícias e reportagens jornalísticas, etc. Neste aspecto impõe-se como exemplo o livro de Cardoso Pires Balada da Praia dos Cães, sem descaso, claro está, pelos nomes de Almeida Faria, Saramago, Mário Cláudio, Lobo Antunes, Helder Macedo. Os extremos da aventura têm conduzido a resultados igualmente extremos, como é o da produção de uma nova escrita sem cultura nacional correspondente, assim disse Eduardo Lourenço de Maria Gabriela Llansol já em 1979, a propósito da primeira obra desta autora, O livro das comunidades (1977) 4. Ou o da radicalização das experiências narrativas de Maria Velho da Costa e as da própria Llansol, na restante obra. Ou o do império da alegoria (por vezes de inspiração kafkiana) associado a processos de renovação da escrita: Saramago. O da diluição (iniciada em agora já velhos movimentos de vanguarda) cada vez mais radical, das estruturas e da identificação terminológica dos 4 LOURENÇO, Eduardo. Contexto cultural e novo texto português. In: Encontro Nacional de Professores Universitários Brasileiros de Literatura Portuguesa, 7, 1979, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: Centro de Estudos Portugueses / Faculdade de Letras / UFMG, 1979, p Também incluído em LOURENÇO, Eduardo. O canto do signo. Existência e literatura. Lisboa: Presença, 1993, p

12 gêneros literários e particularmente do romance que leva um autor como Lobo Antunes a classificar como poema um seu livro (Não entres tão depressa nessa noite escura, publicado em 2000) cujos leitores haverão de tentar ler como romance. Tentar ler, porque na verdade, este, como outros da fase mais recente do escritor, são romances sem narrativa : sem ação que se possa seguir, porque tudo é labirinto, tudo é caos de onde emerge, apenas, a experiência de uma escrita que sustenta a obra na representação, quando muito, de uma memória atormentada, mas, sobretudo, do labirinto e do caos. Lobo Antunes é também um dos extremos (e dos mais radicais) da aventura da escrita literária contemporânea. É bem verdade que nesse processo de renovação nem tudo foi por todos levado a tais extremos. Seria de lembrar que, contribuindo para a renovação do romance e considerando-o como tal, na qualidade de gênero, Vergílio Ferreira, havendo tematizado em Signo sinal (1979) a suspensão da História, a pintura e a dança em Cântico final (1960), o romance em Rápida, a sombra (1974), novamente a pintura, o desenho e a fotografia em Na tua face (1993), realizaria uma experiência estrutural com a arte da música no Em nome da terra (1990). Agustina Bessa-Luís, depois de uma longa fixação na História viria a problematizar, ficcionalmente, a própria literatura, recriando, em caráter e espírito e na paisagem duriense do Vale Abraão (1999), um dos mitos maiores do realismo oitocentista: Ema Bovary, a Bovarinha, no romance de Agustina. No mais recente romance da escritora, A ronda da noite (2006), a pintura de Rembrandt vem a ser o tema nuclear. Com Saramago, tematizada a História (Cerco de Lisboa, 1989), a pintura e a escrita (Manual de pintura e caligrafia, 1977), a religião (Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991), também a literatura (e particularmente a pessoana) o seria, e Ricardo Reis teria finalmente (no Ano da morte 1984) a sua biografia concluída. No romance mais recente, As intermitências da morte (2005), a arte da música estaria na base de uma nova experiência estrutural. Entre os mais novos, Almeida Faria tematizou o pós-25 de Abril na Trilogia lusitana (composta por Cortes, 1978; Lusitânia, 1980 e Cavaleiro andante, 1983) e o mito sebastianista em O conquistador (1990). Também do sebastianismo já se havia ocupado Agustina Bessa-Luís em O mosteiro (1980). Mário de Carvalho, refinado cultor de fina ironia em paródias da História e da ficção histórica como o é A inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho (1983), permaneceria fiel à História antiga, recriando com intensa

13 beleza literária um momento da Ibéria românica em Um deus passeando pela brisa da tarde (1994), embora voltasse à paródia, agora da história portuguesa recente (guerra colonial, 25 de Abril, descolonização) em Fantasia para dois coronéis e uma piscina (2003). Mário Cláudio tematizaria biografia e pintura, música e arte-cerâmica na trilogia das mãos que compreende os romances Amadeo (1984), Guilhermina (1986) e Rosa (1988), ampliaria o conceito de biografia, biografando a Casa senhorial e familiar de A quinta das virtudes (1990), e também se ocuparia ficcionalmente da literatura, regressando ao Eça de A catástrofe em As batalhas do Caia (1995) e, recentemente, a Fernando Pessoa/Bernardo Soares em Boa noite, Senhor Soares (2008). Estes e outros são, de algum modo, trégua na vertigem dos experimentalismos literários mais radicais, no equilíbrio que fazem entre a tradição e a renovação. É provavelmente por seu intermédio que melhor se vêem perigos e injustiças de tais radicalismos e ousadias nem sempre consistentes. A vertigem do novo tem conduzido a um rápido e injusto esquecimento de alguns velhos (mas nem tanto) escritores que há apenas alguns anos (duas ou três décadas) ocuparam a linha de frente da narrativa portuguesa. Paralelamente, alguns novos são projetados como cometas (por vezes de vida curta), confirmando a eficácia das estratégias de marketing e as dos agentes literários, as de mercados, de ideologias, da alta rotatividade da fama representada por ou conseguida em maratonas de lançamentos, entrevistas e viagens para feiras, congressos e bienais. Quem hoje fala, por exemplo, em Fernando Namora ou Nuno Bragança? Mesmo em Cardoso Pires ou Abelaira? O que fez despencar tão rapidamente para o silêncio do esquecimento a obra de Vergílio Ferreira? Que teoria da recepção poderia explicar tal fenômeno? Talvez se pudesse considerar as novas características ou estruturas da sociedade na explicação disso, ou uma certa consciência econômica capaz de tudo transformar em possibilidade de ganhos e que retira da criação artística (literatura incluída) o que havia nela de saudavelmente romântico ou de superiormente elevado. Não há nenhum romantismo nas maratonas visivelmente mercantilistas a que se submetem hoje os novos profissionais das letras. Para a confirmação destes, tão numerosos e tão presentes nos noticiários de periódicos, páginas e suplementos de cultura será necessário aguardar, ao lado da avaliação (nem sempre isenta) da crítica imediata, o infalível julgamento do tempo. Como qualquer outra atividade humana sobretudo em tempos modernos também a literatura está sujeita

14 aos efeitos da promoção de mercados, de sistemas de moda ou do fenômeno dos modismos. E parece haver uma comunicação ou um contágio entre isto que acontece no mundo da criação e o que vai acontecendo entre os que se ocupam dela para a avaliarem criticamente. Também a crítica, inclusive a acadêmica, parece, por vezes, vulnerável a esses modismos. Surgem cada vez mais velozes (e talvez duvidosos) novos experimentalismos crítico-teóricos. Novas metodologias e novas terminologias vão estendendo vasta rede de relações na reflexão estético-literária levando à ampliação de conceitos tidos como cada vez menos capazes de significar, e, por conseqüência, a uma permanente tendência para a procura de novos olhares para a focalização da literatura. Multiplicam-se modos e perspectivas de abordagens crítico-teóricas para o estudo do fenômeno literário: a crítica em si por exemplo, a de raiz estética, hermenêutica ou fenomenológica já não é suficiente ou desejada, necessitando de aparatos que identifiquem traços de atualidade, de novidade, que, numa certa vertigem, rapidamente se desatualizam e envelhecem, sejam eles do tipo sóciocrítica, psicocrítica, mitocrítica, estruturalismo, culturalismo... e as invenções que não param de crescer: ecocrítica, etnocrítica, estudos de gênero, crítica homoerótica, desconstrucionismo, inter e multiculturalismo, etc., etc,... Não se sabe se as radicais invenções produzidas nos textos literários mais recentes estimulam a uma idêntica sintonização da crítica e a idênticas invenções teóricas ou se o contrário disso... Seria o caso de perguntar se a criação segue a teoria ou se a teoria vai seguindo a criação. Se os escritores escrevem para a teoria ou se a teoria vai teorizando para os escritores... Alguém dirá que neste mundo moderno, tecnológico, virtual e vertiginoso na informação/comunicação tudo é pós-moderno. Mas pode ser um erro acreditar que efetivamente assim seja, em termos absolutos. Olinda, julho-agosto de 2008.

AVALIAÇÃO Testes escritos e seminários.

AVALIAÇÃO Testes escritos e seminários. CARGA HORÁRIA: 60 horas-aula Nº de Créditos: 04 (quatro) PERÍODO: 91.1 a 99.1 EMENTA: Visão panorâmica das literaturas produzidas em Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São

Leia mais

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA LUÍS REIS TORGAL SUB Hamburg A/522454 ESTADOS NOVOS ESTADO NOVO Ensaios de História Política e Cultural [ 2. a E D I Ç Ã O R E V I S T A ] I u IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 2 0 0 9 ' C O I M B R

Leia mais

A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES. Palavras-chave: Regionalismo Evolução Estética - Permanência

A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES. Palavras-chave: Regionalismo Evolução Estética - Permanência A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES Vanilde Gonçalves dos Santos LEITE; Rogério SANTANA F L - UFG vanildegsl@hotmail.com Palavras-chave: Regionalismo Evolução

Leia mais

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra!

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra! ROTEIRO DE ESTUDOS DE LITERATURA PARA A 3ª ETAPA 2ª SÉRIE Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à

Leia mais

Maria Inês Cordeiro e António Tavares Lopes Panorama da edição e utilização das publicações periódicas Coimbra, 6 de Maio de 2009

Maria Inês Cordeiro e António Tavares Lopes Panorama da edição e utilização das publicações periódicas Coimbra, 6 de Maio de 2009 Exploração de domínios analíticos para a redescoberta da Colóquio Letras Maria Inês Cordeiro e António Tavares Lopes Panorama da edição e utilização das publicações periódicas Coimbra, 6 de Maio de 2009

Leia mais

LITERATURA PORTUGUESA II AULA 04: A PROSA REALISTA TÓPICO 02: A PROSA DE EÇA DE QUEIRÓS Fonte [1] Eça de Queirós em 1882. José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 1845 Neuilly-sur- Seine, 1900) estudou

Leia mais

UNIVERSIDADE DE VARSÓVIA

UNIVERSIDADE DE VARSÓVIA UNIVERSIDADE DE VARSÓVIA INSTITUTO DE ESTUDOS IBÉRICOS E IBERO-AMERICANOS DEPARTAMENTO DE ESTUDOS LUSO-BRASILEIROS Ano lectivo: 2008/2009-2º semestre Profa. Dra. Anna Kalewska Dr. José Carlos Dias LITERATURA

Leia mais

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA Kellen Millene Camargos RESENDE (Faculdade de Letras UFG; kellenmil@gmail.com); Zênia de FARIA (Faculdade de Letras UFG; zenia@letras.ufg.br).

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Centro de Comunicação e Letras Curso de Letras

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Centro de Comunicação e Letras Curso de Letras ÁREAS DE ORIENTAÇÕES DOS PROFESSORES DO CURSO DE LETRAS (Licenciatura e Bacharelado) DOCENTE Área(s) de orientação Temas preferenciais de orientação Alexandre - Literatura - Elaboração de propostas Huady

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA

Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA Meio século pode ser um tempo relativamente curto em termos históricos, mas é um tempo suficiente para provocar

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA O Programa Institucional de Iniciação Científica convida a todos para participar do Seminário de Iniciação Científica da FAJE que acontecerá no dia 06 de Agosto de 2015,

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - INSTITUTO DE ARTES ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - INSTITUTO DE ARTES ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - INSTITUTO DE ARTES ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENSINO DA ARTE - TURMA 2015 PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EMENTAS DOS CURSOS Arte

Leia mais

JORNALISMO CULTURAL ONLINE: EXPERIÊNCIAS DE COBERTURA JORNALÍSTICA DO SITE CULTURA PLURAL

JORNALISMO CULTURAL ONLINE: EXPERIÊNCIAS DE COBERTURA JORNALÍSTICA DO SITE CULTURA PLURAL 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( x ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA JORNALISMO

Leia mais

de 20, à criação do samba no Rio de Janeiro ou ao cinema novo. Ao mesmo tempo procurei levar em conta as aceleradas transformações que ocorriam nesta

de 20, à criação do samba no Rio de Janeiro ou ao cinema novo. Ao mesmo tempo procurei levar em conta as aceleradas transformações que ocorriam nesta 5 Conclusão A década de 70 foi com certeza um período de grande efervescência para a cultura brasileira e em especial para a música popular. Apesar de ser muito difícil mensurar a constituição de um termo

Leia mais

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA Adriana Zanela Nunes (UFRJ) zannelli@bol.com.br, zannelli@ig.com.br zannelli@ibest.com.br

Leia mais

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental Pedro Bandeira Pequeno pode tudo Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental PROJETO DE LEITURA Coordenação: Maria José Nóbrega Elaboração: Rosane Pamplona De Leitores e Asas MARIA JOSÉ NÓBREGA

Leia mais

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR Matheus Oliveira Knychala Biasi* Universidade Federal de Uberlândia

Leia mais

PLANO DE TRABALHO DOCENTE

PLANO DE TRABALHO DOCENTE COLÉGIO ESTADUAL CRISTO REI ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Rua das Ameixeiras, 119 Núcleo Cristo Rei Fone/Fax: 0xx42 3624 3095 CEP 85060-160 Guarapuava Paraná grpcristorei@seed.pr.gov.br PLANO DE TRABALHO

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Grandes Exploradores

Grandes Exploradores Obras de referência para toda Grandes Exploradores A ousadia, a determinação e o espírito de aventura das figuras que marcam a descoberta e a exploração do Planeta. Do fundo do mar aos polos, do coração

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

RUI PIRES CABRAL, UM POETA DE TREZENTOS LEITORES?

RUI PIRES CABRAL, UM POETA DE TREZENTOS LEITORES? RUI PIRES CABRAL, UM POETA DE TREZENTOS LEITORES? Júlia Telésforo Osório (UFSC) Inadvertido, reconheces o fio que te prende a este ponto do tempo e da paisagem Na torre de St Mary s, em Warwick, de onde

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

1. A TRADIÇÃO REALISTA

1. A TRADIÇÃO REALISTA 1. A TRADIÇÃO REALISTA Se você alguma vez passou os olhos por um livro chamado Raízes do Brasil (1936)*, talvez tenha lido uma passagem famosa, que refere uma característica portuguesa que Sérgio Buarque

Leia mais

Os Caminhos do Festival Música Nova

Os Caminhos do Festival Música Nova Os Caminhos do Festival Música Nova por Antônio Eduardo Santos RESUMO Um movimento por uma música revolucionária, nova, em oposição ao academismo dominante, teve nascimento em São Paulo, no começo dos

Leia mais

A LITERATURA COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA: O GÊNERO POEMA

A LITERATURA COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA: O GÊNERO POEMA A LITERATURA COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA: O GÊNERO POEMA Adailton Almeida Barros adailton.almeida.barros@gmail.com (UNESPAR/FECILCAM) Maiara Rodrigues - terror-rodrigues18@hotmail.com

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: LEVANTAR HIPÓTESES SOBRE O LIVRO, INSTIGAR A CURIOSIDADE E AMPLIAR O REPERTÓRIO DO ALUNO

PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: LEVANTAR HIPÓTESES SOBRE O LIVRO, INSTIGAR A CURIOSIDADE E AMPLIAR O REPERTÓRIO DO ALUNO PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: LEVANTAR HIPÓTESES SOBRE O LIVRO, INSTIGAR A CURIOSIDADE E AMPLIAR O REPERTÓRIO DO ALUNO. Atividade 1 Antes de você iniciar a leitura

Leia mais

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR Resumo FRANZÃO, Thiago Albieri UEPG/GEPEA thiagofranzao@hotmail.com RAMOS, Cinthia Borges de UEPG/GEPEA cinthiaramos88@yahoo.com.br

Leia mais

ENSINANDO A ESCREVER: O GÊNERO CARTA DO LEITOR EM QUESTÃO

ENSINANDO A ESCREVER: O GÊNERO CARTA DO LEITOR EM QUESTÃO ENSINANDO A ESCREVER: O GÊNERO CARTA DO LEITOR EM QUESTÃO Mônica Farias de Vasconcelos OLIVEIRA (UEPB) E-mail: monica06farias@gmail.com. Clara Regina Rodrigues de SOUZA (UFCG/ POSLE/ UEPB) E-mail: clararegina.r.s@gmail.com.

Leia mais

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento Renomado professor universitário, autor de títulos de não

Leia mais

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental Rosangela Balmant; Universidade do Sagrado Coração de Jesus- Bauru-SP. rosangelabalmant@hotmail.com Gislaine Rossler

Leia mais

Esse impalpável mas não menos denso sentimento de lonjura e proximidade: a crítica de uma razão colonial.

Esse impalpável mas não menos denso sentimento de lonjura e proximidade: a crítica de uma razão colonial. 12 de Março de Esse impalpável mas não menos denso sentimento de lonjura e proximidade: a crítica de uma razão colonial. Portugal, na sua singular imaginação de si mesmo, como um povo de sonhos maiores

Leia mais

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Filosofia da Educação 60 horas Metodologia Científica 60 horas Iniciação à Leitura e Produção de Textos Acadêmicos 60 horas Introdução à filosofia e

Leia mais

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século *Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século XX; * É quando surge uma literatura social, através de

Leia mais

Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva

Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva Youth and reading: a new perspective PETIT, Michèle. Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Tradução Celina Olga de Souza. São Paulo: Editora 34, 2008.

Leia mais

Nadir ou a pintura como pura sugestão

Nadir ou a pintura como pura sugestão Nadir ou a pintura como pura sugestão Na história da arte do século XX em Portugal, o nome de Nadir Afonso ascende, merecidamente, ao mais alto cume, e a passagem do tempo apenas o vem confirmando. Não

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Claudia S. N. Vieira Disciplina: LPO Série: 1ª Tema da aula: O Trovadorismo Objetivo da aula: Trabalhar as principais características do estilo

Leia mais

MATERIALIDADES DA LITERATURA. Osvaldo Manuel Silvestre

MATERIALIDADES DA LITERATURA. Osvaldo Manuel Silvestre MINICURSO MATERIALIDADES DA LITERATURA Osvaldo Manuel Silvestre (Universidade de Coimbra, Portugal) Promoção Programa de Pós-Graduação em Teoria e História Literária Pró-Reitoria de Pesquisa/ FAEPEX Minicurso

Leia mais

MODERNISMO SEGUNDA GERAÇÃO (1930-1945)

MODERNISMO SEGUNDA GERAÇÃO (1930-1945) MODERNISMO SEGUNDA GERAÇÃO (1930-1945) Tarsila do Amaral, cartão-postal, 1929 1. Que elementos da natureza estão representados nessa obra? 2. Que aspectos da natureza brasileira Tarsila do Amaral escolheu

Leia mais

ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL

ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL AULA 10 LITERATURA PROFª Edna Prado ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL I - CONTEXTO HISTÓRICO Na aula passada nós estudamos as principais características do Romantismo e vimos que a liberdade era a mola

Leia mais

Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ]

Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ] ANA MAFALDA LEITE Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ] Um dizer poético pleno. Professora e poeta luso-moçambicana encantada por Florbela Espanca,

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA NECESSÁRIA RELAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA. Dayane

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR RESENHA Neste capítulo, vamos falar acerca do gênero textual denominado resenha. Talvez você já tenha lido ou elaborado resenhas de diferentes tipos de textos, nas mais diversas situações de produção.

Leia mais

O diretor-presidente da COPASA, Ricardo Simões, tem o prazer de convidá-lo para a abertura da. de Daniel Neto e Elenir tavares.

O diretor-presidente da COPASA, Ricardo Simões, tem o prazer de convidá-lo para a abertura da. de Daniel Neto e Elenir tavares. O diretor-presidente da COPASA, Ricardo Simões, tem o prazer de convidá-lo para a abertura da exposição Entre Silêncio e Paisagem, de Daniel Neto e Elenir tavares. Abertura 23 de outubro, às 19 horas.

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia

Universidade Federal de Uberlândia PRIMEIRA QUESTÃO A) É importante que o candidato ressalte o fato de que, na ilha, a princípio, tudo é eletivo : cabe aos indivíduos escolher os seus papéis. Esta liberdade da constituição do sujeito deve

Leia mais

A EXPERIÊNCIA PÓS-COLONIAL NA ORDEM RUINOSA DO MUNDO: O ESPLENDOR DE PORTUGAL

A EXPERIÊNCIA PÓS-COLONIAL NA ORDEM RUINOSA DO MUNDO: O ESPLENDOR DE PORTUGAL A EXPERIÊNCIA PÓS-COLONIAL NA ORDEM RUINOSA DO MUNDO: O ESPLENDOR DE PORTUGAL 1 Fernanda Fátima da Fonseca Santos (USP) Orientadora: Prof a. Dr a. Salete de Almeida Cara (USP) RESUMO: Na elaboração do

Leia mais

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO INTRODUÇÃO Francisca das Virgens Fonseca (UEFS) franciscafonseca@hotmail.com Nelmira Santos Moreira (orientador-uefs) Sabe-se que o uso

Leia mais

José Eduardo Borges de Pinho. Ecumenismo: Situação e perspectivas

José Eduardo Borges de Pinho. Ecumenismo: Situação e perspectivas José Eduardo Borges de Pinho Ecumenismo: Situação e perspectivas U n i v e r s i d a d e C a t ó l i c a E d i t o r a L I S B O A 2 0 1 1 Índice Introdução 11 Capítulo Um O que é o ecumenismo? 15 Sentido

Leia mais

1. Frei Luís de Sousa Almeida Garrett

1. Frei Luís de Sousa Almeida Garrett 1. Frei Luís de Sousa Almeida Garrett De entre as alternativas a seguir apresentadas, escolhe a que te parecer mais correcta, assinalando com um círculo. 1.1. O autor da obra Frei Luís de Sousa é A. Camões.

Leia mais

PROJETO DE LEITURA E ESCRITA. Era uma vez... E conte outra vez.

PROJETO DE LEITURA E ESCRITA. Era uma vez... E conte outra vez. PROJETO DE LEITURA E ESCRITA Era uma vez... E conte outra vez. CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO TEMA; PROJETO DE LEITURA E ESCRITA. Era uma vez... E conte outra vez. INSTITUIÇÃO Escola Estadual Lino Villachá

Leia mais

Literatura infantil e juvenil Formação de leitores

Literatura infantil e juvenil Formação de leitores Coleção educação em análise A literatura é um campo privilegiado para ocultar/desocultar sentidos, e os livros contemporâneos (muitas vezes plenos de mensagens que vão além do texto literário, estabelecendo

Leia mais

A relação entre a fala e a escrita

A relação entre a fala e a escrita A relação entre a fala e a escrita Karen Alves da Silva Proposta e objetivo: Partindo de um episódio de escrita, podemos refletir sobre: de que maneira está posta a relação entre escrita e oralidade; como

Leia mais

Affonso Romano: A glória do autor é virar folclore

Affonso Romano: A glória do autor é virar folclore Affonso Romano: A glória do autor é virar folclore Com mais de 50 livros publicados, Affonso Romano de Sant Anna é uma das referências da literatura brasileira contemporânea. Agora mesmo, ele está saindo

Leia mais

Os romancistas da Abolição: discurso abolicionista e representação do escravo nas obras de Bernardo Guimarães e Joaquim Manuel de Macedo

Os romancistas da Abolição: discurso abolicionista e representação do escravo nas obras de Bernardo Guimarães e Joaquim Manuel de Macedo Os romancistas da Abolição: discurso abolicionista e representação do escravo nas obras de Bernardo Guimarães e Joaquim Manuel de Macedo Mestrando Marcos Francisco ALVES Orientadora Dra. Maria Amélia Garcia

Leia mais

SUPLEMENTO DE ATIVIDADES

SUPLEMENTO DE ATIVIDADES SUPLEMENTO DE ATIVIDADES NOME: N O : ESCOLA: SÉRIE: 1 Considerado um dos mais importantes escritores de todos os tempos, Edgar Allan Poe se inscreveu na história da literatura mundial com seu estilo inconfundível.

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Departamento de Comunicação Social CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Aluno: Juliana Cintra Orientador: Everardo Rocha Introdução A publicidade

Leia mais

1948 É forçado a novo exílio, desta vez em Paris. 1949 É expulso da França e passa a morar na Checoeslováquia. 1951 Recebe em Moscovo o Prémio

1948 É forçado a novo exílio, desta vez em Paris. 1949 É expulso da França e passa a morar na Checoeslováquia. 1951 Recebe em Moscovo o Prémio B I B L I O T E C A Vida e Obra 1902 João Amado de Faria instala-se em Ilhéus, na zona do cacau, e casa, anos mais tarde, com a baiana Eulália Leal. 1912 Em 10 de Agosto nasce Jorge Amado. 1913 O «coronel»

Leia mais

AÇÃO COMPLEMENTAR EM LEITURA E LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: um caminho para a formação do professor/educador.

AÇÃO COMPLEMENTAR EM LEITURA E LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: um caminho para a formação do professor/educador. AÇÃO COMPLEMENTAR EM LEITURA E LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: um caminho para a formação do professor/educador. MARISTELA PITZ DOS SANTOS SEMED BLUMENAU 1 Janela sobre a utopia Ela está no horizonte

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE AS POTENCIALIDADES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO

REFLEXÕES SOBRE AS POTENCIALIDADES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO REFLEXÕES SOBRE AS POTENCIALIDADES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO Fátima Aparecida Queiroz Dionizio UEPG faqdionizio@hotmail.com Joseli Almeida Camargo UEPG jojocam@terra.com.br Resumo: Este trabalho tem como

Leia mais

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS INGLÊS E LITERATURAS DE LÍNGUA INGLESA (Currículo iniciado em 2010)

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS INGLÊS E LITERATURAS DE LÍNGUA INGLESA (Currículo iniciado em 2010) EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS INGLÊS E LITERATURAS DE LÍNGUA INGLESA (Currículo iniciado em 2010) COMPREENSÃO E PRODUÇÃO ORAL EM LÍNGUA INGLESA I C/H 102 (2358) intermediário de proficiência

Leia mais

O exílio e a criação literária e artística

O exílio e a criação literária e artística Universidade do Minho Instituto de Letras e Ciências Humanas Curso Breve 4ª edição O exílio e a criação literária e artística De 1 de Janeiro a de Março de 2010 1. Contexto Desde a sua primeira edição

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

COMENTÁRIO GERAL DOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO VESTIBULAR PUCPR 2009/2010 PROVA DE LITERATURA

COMENTÁRIO GERAL DOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO VESTIBULAR PUCPR 2009/2010 PROVA DE LITERATURA COMENTÁRIO GERAL DOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO VESTIBULAR PUCPR 2009/2010 PROVA DE LITERATURA Nenhuma questão com problema no gabarito. Nenhuma falha mais clamorosa. Logo, podemos considerar excelente

Leia mais

Caracterização da Escola

Caracterização da Escola 28 O CORDEL DOS TIRADENTES Flávia Helena Pontes Carneiro* helena.flavia@gmail.com *Graduada em Pedagogia, Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Professora

Leia mais

GEOGRAFIA E LITERATURA: APROXIMAÇÕES E ALTERNATIVAS PARA UM DIÁLOGO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

GEOGRAFIA E LITERATURA: APROXIMAÇÕES E ALTERNATIVAS PARA UM DIÁLOGO NA EDUCAÇÃO BÁSICA GEOGRAFIA E LITERATURA: APROXIMAÇÕES E ALTERNATIVAS PARA UM DIÁLOGO NA EDUCAÇÃO BÁSICA Alexandre Nícolas Rennó 1 nikitakadao@yahoo.com.br Cintia Pereira dos Santos 2 cintiapsgeo@gmail.com PODE EXISTIR

Leia mais

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte.

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. Doutorando: Laudo Rodrigues Sobrinho Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP e-mail: laudinho@bol.com.br

Leia mais

Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/2014 Email: oliveira.gilbertoabreu@hotmail.

Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/2014 Email: oliveira.gilbertoabreu@hotmail. Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/2014 Email: oliveira.gilbertoabreu@hotmail.com Blog: http://historiaemdebate.wordpress.com 1 Principais Conceitos sobre os

Leia mais

LEITURA LITERÁRIA: REFLEXÕES SOBRE UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA

LEITURA LITERÁRIA: REFLEXÕES SOBRE UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA LEITURA LITERÁRIA: REFLEXÕES SOBRE UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA BORTTOLIN, A. M. P. LITTERA/UNESC SILVEIRA, R. de F. K. da LITTERA/UNESC O presente texto mostra uma experiência de leitura literária na escola

Leia mais

IV PARTE FILOSOFIA DA

IV PARTE FILOSOFIA DA IV PARTE FILOSOFIA DA 119 P á g i n a O que é? Como surgiu? E qual o seu objetivo? É o que veremos ao longo desta narrativa sobre a abertura do trabalho. Irmos em busca das estrelas, no espaço exterior,

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu Curso: Língua Inglesa/2005 Nome Aluno(a) Título Monografia/Artigo Orientador/Banca Annelise Lima

Leia mais

A PRESENÇA INDÍGENA NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA Renata Baum Ortiz 1

A PRESENÇA INDÍGENA NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA Renata Baum Ortiz 1 157 A PRESENÇA INDÍGENA NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA Renata Baum Ortiz 1 Somos a continuação de um fio que nasceu há muito tempo atrás... Vindo de outros lugares... Iniciado por outras pessoas...

Leia mais

JOAO MELO CANTICO DA TERRA E DOS HOMENS. poesia. Posfácio de Inocencio Mata. outras margens

JOAO MELO CANTICO DA TERRA E DOS HOMENS. poesia. Posfácio de Inocencio Mata. outras margens JOAO MELO ^ Posfácio de Inocencio Mata ^ CANTICO DA TERRA E DOS HOMENS poesia outras margens Título: Cântico da Terra e dos Homens Autor: João Melo Editorial Caminho, 2010 Capa: Joana Tordo Pré-impressão:

Leia mais

CARLOS DE OLIVEIRA E O NEO-REALISMO

CARLOS DE OLIVEIRA E O NEO-REALISMO CARLOS DE OLIVEIRA E O NEO-REALISMO Aluna: Carolina Barra Orientador: Izabel Margato 1- Introdução A proposta para esse primeiro ano de pesquisa foi o estudo das obras do escritor Carlos de Oliveira e

Leia mais

Av. Gen. Carlos Cavalcanti, 4748 - CEP 84030-900 - Tel. 0** (42) 220-3000 - Ponta Grossa Pr. - www.uepg.br

Av. Gen. Carlos Cavalcanti, 4748 - CEP 84030-900 - Tel. 0** (42) 220-3000 - Ponta Grossa Pr. - www.uepg.br CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS PORTUGUÊS/ESPANHOL E RESPECTIVAS LITERATURAS - EaD Autorizado pelo... Para completar o currículo pleno do curso superior de graduação à distância em Licenciatura em Letras

Leia mais

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro;

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro; EIXO TEMÁTICO: 1 TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO 1) Analisar o texto em todas as suas dimensões: semântica, sintática, lexical e sonora. 1. Diferenciar o texto literário do não-literário. 2. Diferenciar

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos OS EPÍTETOS NOS CÂNTICOS MARIANOS Eliane da Silva (USP) eliane1silva@gmail.com 1. Os epítetos A pesquisa visa mostrar a completude histórica refletida nas cantigas marianas, além das cantigas que tiveram,

Leia mais

Cabra macho e cidadão do mundo

Cabra macho e cidadão do mundo Cabra macho e cidadão do mundo Uma poesia antilírica, dirigida ao intelecto, mais presa à realidade objetiva do poema enquanto criação; Cronologicamente pertence à geração de 45, mas dela se afasta pela

Leia mais

PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA.

PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA. PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA. OLIVEIRA 1, Jordânia Amorim da Silva. SOUSA 2, Nádia Jane de. TARGINO 3, Fábio. RESUMO Este trabalho apresenta resultados parciais do projeto

Leia mais

LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS

LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS 1 LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS Lc 19 1 Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. 2 Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR APRESENTAÇÃO Nosso objetivo é inaugurar um espaço virtual para o encontro, o diálogo e a troca de experiências. Em seis encontros, vamos discutir sobre arte, o ensino da

Leia mais

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG.

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. Michael Jhonattan Delchoff da Silva. Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes. maicomdelchoff@gmail.com

Leia mais

Jornalismo cultural na internet e a proposta do site Movamente 1

Jornalismo cultural na internet e a proposta do site Movamente 1 Jornalismo cultural na internet e a proposta do site Movamente 1 Letícia BARROSO 2 Thaís PEIXOTO 3 Centro Universitário Fluminense Campus II- Campos/RJ RESUMO: A falta de espaço nos veículos convencionais

Leia mais

3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas. Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão

3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas. Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão 3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão ACADEMIA DE PLATÃO. Rafael, 1510 afresco, Vaticano. I-Revisão brevíssima

Leia mais

Um grupo de alunos e uma professora. que decidiram escrever um livro...

Um grupo de alunos e uma professora. que decidiram escrever um livro... Um grupo de alunos e uma professora que decidiram escrever um livro... Tudo começou com um garoto chamado Luan que, num belo dia, resolveu compartilhar sua história... Luan Cardoso era um menino de apenas

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013.

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013. 122 Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos LER, ESCREVER E REESCREVER NO ENSINO MÉDIO POR MEIO DOS CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA José Enildo Elias Bezerra (IFAP) enildoelias@yahoo.com.br

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular PERÍODO: 1º LE733- COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO EM LÍNGUA PORTUGUESA Fórmula: LE003 LE003- LINGUA PORTUGUESA 3 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS. ANÁLISE DE ESTRUTURAS BÁSICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA. SINTAXE

Leia mais

Resenha Resenha Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 8, n. 11, p. 133-135, jun. 2002 131

Resenha Resenha Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 8, n. 11, p. 133-135, jun. 2002 131 Resenha 131 132 LÉVY, André. Ciências clínicas e organizações sociais. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. 224p. Lançado por ocasião do VIII Colóquio Internacional de Psicossociologia e Sociologia Clínica,

Leia mais

EXERCÍCIOS E EXPERIMENTAÇÕES: ABORDAGENS DO ENSINO DE ARTE EM

EXERCÍCIOS E EXPERIMENTAÇÕES: ABORDAGENS DO ENSINO DE ARTE EM EXERCÍCIOS E EXPERIMENTAÇÕES: ABORDAGENS DO ENSINO DE ARTE EM Resumo: SALA DE AULA Mariza Barbosa de Oliveira mariza.barbosa.oliveira@gmail.com Escola Municipal Professor Eurico Silva As experiências relatadas

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa *Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO Maria Regina Tavares da Silva Perita em Igualdade de Género Consultora das Nações Unidas Nesta Conferência de celebração dos

Leia mais

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Henrique Figueiredo Carneiro Liliany Loureiro Pontes INTRODUÇÃO Esse trabalho apresenta algumas considerações,

Leia mais

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EVELISE RAQUEL DE PONTES (UNESP). Resumo O ato de contar histórias para crianças da educação infantil é a possibilidade de sorrir, criar, é se envolver com

Leia mais