INSTITUTO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CNPq/FAPERJ/CAPES

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1 INSTITUTO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CNPq/FAPERJ/CAPES Os Estados e as Regiões Metropolitanas constitutivas do Observatório das Metrópoles no Censo 2010 COORDENAÇÃO LUIZ CÉSAR DE QUEIROZ RIBEIRO EQUIPE RESPONSÁVEL Maria Graciela González de Morell Marinez Villela Macedo Brandão Wilson Sabino Rio de Janeiro, março de 2012.

2 Introdução Este trabalho visa reunir as principais conclusões presentes nos estudos do Observatório das Metrópoles, que analisaram as tendências da distribuição populacional, composição demográfica por sexo e idade e inserção estadual das Regiões Metropolitanas do Brasil Rio de Janeiro, São Paulo, Baixada Santista, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Curitiba, Maringá, Goiânia, Brasília, Salvador, Natal, Fortaleza e Belém, comparando os resultados do Censo Demográfico de 2010 com os do Censo de Este texto é um dos produtos do relatório final das pesquisas na área de Transformações Socioespaciais e Dinâmica Demográfica do INCT Observatório das Metrópoles. As análises estaduais, por municípios e para as metrópoles, permitiram concluir que em 2010, o país diminuiu seu ritmo de crescimento e se tornou mais urbano, mais feminino e mais idoso, em decorrência, principalmente, da mortalidade diferencial por sexo e do declínio da fecundidade. Nos contextos mais urbanizados decresce relativamente a população dos grupos etários mais jovens e amplia-se a dos grupos mais idosos. Da mesma forma, essas porções do território tornam-se cada vez mais femininas. Nos municípios periféricos ainda se mantém o padrão de bases relativamente mais largas, com expressiva presença de grupos infanto-juvenis, e cúspides mais estreitas. A descrição das tendências populacionais de crescimento e de ocupação dos espaços metropolitanos, nos primeiros dez anos do século XXI, bem como as disparidades locais nos processos de feminização e envelhecimento populacional, conduzem à compreensão de suas repercussões na demanda por políticas públicas. 2

3 I. Crescimento e distribuição da população 1.1. Rio de Janeiro O Estado do Rio de Janeiro chegou em 2010 com uma população de habitantes. Durante os anos 2000 experimentou um incremento populacional da ordem de 1,5 milhões de pessoas aproximadamente. Apesar de algumas mudanças, o peso da população metropolitana no estado permanece bastante elevado, 75,7% em 2000 e 74,2% em A divisão do território apresenta seis mesorregiões geográficas, que são Baixadas, Centro Fluminense, Metropolitana do Rio de Janeiro, Noroeste Fluminense, Norte Fluminense e Sul Fluminense. No Estado do Rio de Janeiro, foram se concentrando em torno da capital vários municípios que cresciam e dependiam da metrópole, uma vez que estavam integrados a ela. Essa Região Metropolitana em muito se diferencia das outras regiões do Estado. Marcam também o Estado do Rio de Janeiro um centro-sul e médio Paraíba com expressiva industrialização simbolicamente marcada pela instalação em Volta Redonda da maior siderúrgica do país, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Destaca-se também a potencialidade turística das regiões litorâneas do Estado ao sul e ao norte, Baía da Ilha Grande e Baixadas Litorâneas, respectivamente, além da Região Serrana do Estado. Por fim, a situação econômica do estado se completa com um noroeste tradicionalmente agrícola, porém, em decadente atividade açucareira. Destacando-se deste último quadro, entretanto, apresenta-se a região norte do estado, com dinâmica econômica impulsionada pelas atividades petrolíferas na Bacia de Campos (Ervatti, 2003). Neste trabalho, a divisão do território considera sete mesorregiões geográficas: Noroeste, Norte, Centro, Baixadas, Sul, Serrana-Centro (corresponde a alguns municípios da região Serrana e de outras regiões) e Região Metropolitana de Rio de Janeiro (na verdade, a aglomeração com funções metropolitanas identificada pelo Observatório das Metrópoles). 3

4 Algumas das mudanças populacionais ocorreram no interior, onde especialmente a Região das Baixadas Litorâneas aumentou seu percentual de participação (de 3,2% para 4,3%), seguida da Região Norte Fluminense (de 4,9% para 5,4%). Apesar da diminuição pequena da participação tanto do núcleo metropolitano como da periferia, como já dito, a participação da população na metrópole ainda é muito grande, como se vê no gráfico abaixo. Gráfico 1 População residente por regiões: Estado do Rio de Janeiro 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e As diferenças pequenas na participação percentual de algumas regiões do interior estadual ganham maior relevo quando se analisam as dinâmicas regionais separadamente. Observando as taxas de crescimento populacional no período de 2000 a 2010, verifica-se que o estado apresentou 1,06% de crescimento ao ano. A Região das Baixadas Litorâneas apresentou maior crescimento populacional, bastante elevado, de quase 4% a.a. Em seguida está a Região Norte Fluminense, com crescimento populacional de 2,05%, enquanto a Região Sul cresceu 1,30% no período. As demais regiões do Estado, inclusive a metropolitana, tanto o núcleo quanto a periferia, apresentaram crescimento abaixo de 1% a.a., apesar da periferia ser maior do que o núcleo da metrópole. 4

5 Gráfico 2 Taxa de crescimento por regiões: Estado do Rio de Janeiro 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e São Paulo O Estado de São Paulo atinge, em 2010, uma população de habitantes, 95,94%% vivendo em áreas urbanas e 58,53% nas suas áreas metropolitanas institucionais; São Paulo, Santos e Campinas. O grau de urbanização no Estado de São Paulo é alto, bem maior que a da Região Sudeste, de 92,95% e a do Brasil, de 84,36%, mostrando um estado com população rural reduzida, de apenas pessoas em A urbanização no estado de São Paulo é crescente: a proporção de população urbana era, em 1950, de 52,59%, subindo para 88,65% em 1980, 93,41% em 2000 e atingindo em 2010 o percentual de 95,94%. O peso da população paulista no total da população brasileira subiu até o ano de 1980, quando São Paulo possuía quase metade da população do Brasil. Desde então, esta proporção vem descendo lentamente, representando hoje quase 22% da população brasileira. Até o decênio de as taxas de crescimento da população paulista eram sempre maiores que as taxas 5

6 brasileiras. O incremento absoluto da população paulista na primeira década de 2000 foi de pessoas. Grande proporção deste incremento se deu nas 3 regiões metropolitanas institucionais: São Paulo, Campinas e Santos, com aumento de moradores entre 2000 e 2010, ou seja, mais de 58% do aumento da população estadual entre 2000 e 2010 aconteceu nas regiões metropolitanas, indicando, além de urbanização, concentração populacional. As 3 regiões metropolitanas institucionais são responsáveis por 58,53% da população do Estado em 2010 (este valor era de 58,57% em 2000, indicando estabilidade na proporção das metrópoles na população estadual). A Região Metropolitana de São Paulo vem diminuindo muito lentamente seu peso na população do Estado: chegou a representar quase a metade da sua população em 1980, chegando em 2010 a 47,72%. As taxas históricas de crescimento populacional do Estado de São Paulo sempre foram superiores as taxas brasileiras, até a década de Assim, é na primeira década do século XXI que a taxa de crescimento da população brasileira supera a paulista: a brasileira com valor de 1,18% ao ano, e a paulista com 1,08% anuais. Observa-se também o declínio de 40% no valor da taxa de incremento populacional da Região Metropolitana de São Paulo, que até 1991 costumavam ser superiores à taxa estadual. Este declínio deve-se, sobretudo, à diminuição do crescimento do município sede. O Estado de São Paulo possui 15 mesorregiões: mais de 64% da população estadual reside nas quatro mesorregiões a leste do Estado: Vale do Paraíba Paulista, Macro Metropolitana, Metropolitana de São Paulo e Litoral Sul. As duas mesorregiões ao norte da Mesorregião Metropolitana de São Paulo, Campinas e Piracicaba concentram 12,5% da população do Estado. Os outros 20% se distribuem nas outras oito mesorregiões. As mesorregiões a noroeste e a oeste do Estado apresentaram taxas de crescimento populacional baixas, inferiores a 1% ao ano; as mesorregiões mais centrais: Ribeirão Preto, Araraquara e Bauru, que possuíam, no ano 2010, 11% da população estadual, já cresceram a mais de 1%; uma das maiores taxas de crescimento se deu na mesorregião de Campinas (1,47% ao ano). Piracicaba, mesorregião vizinha, também teve taxa expressiva, de 1,23% anual. 6

7 As mesorregiões a leste, que circundam a mesorregião Metropolitana de São Paulo, apresentaram altas taxas: Vale do Paraíba Paulista com 1,20%, Macro Metropolitana com 1,63%. A mesorregião Metropolitana de São Paulo, integrada pela metrópole institucional de São Paulo mais alguns municípios da Baixada Santista, cresceu a 0,98% na década. O Litoral Sul, região bastante deprimida, teve crescimento reduzido, de 0,86% anuais. Há forte associação entre dados econômicos e demográficos. A PAEP de 2001 mostra a existência de forte núcleo na metrópole de São Paulo, complementado com atividade econômica intensa em regiões do seu entorno: Sorocaba, Campinas, São José dos Campos e Baixada Santista - e uma região interiorana com menor escala de produção. É também nestas mesorregiões - Vale do Paraíba Paulista, Campinas, Macro Metropolitana onde se deu o maior incremento demográfico. Região Metropolitana de São Paulo A taxa de crescimento da população da Grande São Paulo (metrópole institucionalizada, com 39 municípios) mostra tendência declinante nas últimas décadas: até 1980, as taxas de crescimento demográfico eram altas, acima de 4 % ao ano; já entre 1980 e 1991 a taxa reduziu-se para 1,86, e esta redução continuou entre 1991 e 2000 (1,64%), atingindo 0,97% anuais entre 2000 e As taxas de crescimento demográfico das outras duas metrópoles paulistas têm sido superiores à da Grande São Paulo: entre 2000 e 2010, Campinas e a Baixada Santista cresceram 1,81 % e 1,20% ao ano, respectivamente. O peso da Grande São Paulo na população estadual reduziuse na última década de 48,28% para 47,72%, enquanto que os pesos de Campinas e da Baixada Santista subiram de 6,31% e 3,39% em 2000 para 6,78% e 4,03% no ano Assim como nas outras duas metrópoles, o crescimento da Grande São Paulo é maior na periferia que no núcleo (município de São Paulo): do seu incremento absoluto de pessoas na década, 54,62% de alocaram nos municípios periféricos. A taxa de crescimento do núcleo foi de 0,76% ao ano na década, enquanto que na periferia atingiu 1,25%. 7

8 Quanto à população dos 39 municípios da metrópole de São Paulo, nota-se que, além da capital, 4 municípios metropolitanos apresentam população de mais de 500 mil habitantes: Guarulhos, com mais de 1 milhão, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo. E, em todos os municípios as taxas de crescimento populacional são declinantes, embora alguns ainda mostrem altas taxas como: Arujá (2,91%), Cajamar (2,36%), Cotia (3,04%), Itapevi (2,15%), Mairiporã (3,02%), Pirapora do Bom Jesus (3,82%), Taboão da Serra (2,16%) e Vargem Grande Paulista (2,77%). O núcleo central da metrópole, município de São Paulo, vê suas taxas de crescimento populacional declinar desde a década de O incremento de habitantes entre 2000 e 2010 representa uma taxa de apenas 0,76% ao ano. Mesmo assim, tem mais de 11 milhões de moradores, constituindo-se no município mais populoso do Brasil. O censo de 2010 mostrou uma inversão de tendência intraurbana que se dava desde 1980: seu crescimento era essencialmente periférico, com perda de moradores nos anéis mais centrais. Esta situação mudou na primeira década do século XXI, quando os 3 anéis centrais ganharam 216 mil residentes. Este ganho é menor que nos dois anéis mais periféricos, onde o ganho atingiu mais de 600 mil habitantes. Mas mostra uma inversão da tendência dos últimos 20 anos. Tabela 1 Taxas Anuais de Crescimento populacional: Brasil, Estado de São Paulo, Grande São Paulo e Município de São Paulo Fonte: Censos demográficos do IBGE. 8

9 Região Metropolitana da Baixada Santista A Região Metropolitana da Baixada Santista, RMBS, é formada por nove municípios: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente. Em relação à regionalização por Mesorregiões, apresenta a particularidade de seis de seus municípios Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente pertencerem à Microrregião de Santos, componente da Mesorregião Metropolitana de São Paulo, e os três restantes, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, junto com Itariri e Pedro de Toledo - estes dois últimos não integrantes da RMBS constituírem à Microrregião de Itanhaém, componente da Mesorregião do Litoral Sul Paulista. O desenvolvimento regional econômico definiu o desenho urbano centro/periferia - do território da metrópole. No período em que se consolidou o centro portuário e teve início a implantação de indústrias na região, houve elevado crescimento populacional, fenômeno mantido até a década de 70, quando a taxa de crescimento anual alcança o valor de 3,9% ao ano. A partir dos anos 80 se inicia a tendência à diminuição taxas em torno de 2,2% ao ano -, que se intensifica cada vez mais, chegando, no período , a cifra de 1,2% ao ano, semelhante à média do país, 1,2% ao ano. Segundo o Censo Demográfico de 2010, a população da RMBS era de habitantes. Durante os anos 2000 houve um incremento populacional da ordem de pessoas. Apesar da diminuição na década, o peso da população do município sede, Santos, na região, permanece sendo o mais elevado, 28,3% em 2000 e 25,2% em Também é possível constatar, que houve decréscimos no crescimento populacional, entre 2000 e 2010, em todos os municípios que compõem a região, porém com grande variação de ritmo. Santos e os municípios de seu entorno, Cubatão, Guarujá e São Vicente, apresentaram as menores taxas de crescimento populacional - inferiores a 1% ao ano -, enquanto os mais distantes, Bertioga, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá e Peruibe registraram as maiores. O menor crescimento, 9

10 0,04% ao ano, entre 2000 e 2010, coube à sede regional, o município de Santos. O município de Bertioga, o menor da região em termos populacionais, foi o que apresentou a maior taxa de crescimento do Estado, 4,8% ao ano, mas foi também o que teve a maior redução no seu ritmo de crescimento (137%). Dessa maneira, a diferença entre a maior taxa de crescimento, correspondente a Bertioga, e a menor referente a Santos, passou, na primeira década do século XXI, de 11,34 a 4.4 pontos percentuais. Na tabela e gráfico seguintes, o crescimento populacional da RMBS no período 2000/2010, se evidencia mediante outra forma de mensuração, a proporção de mudança em termos relativos (%). Tabela 2 Crescimento populacional (%). RMBS, Estado de São Paulo e Brasil, RMBS, Estado de São Paulo e Brasil População 2010 População 2000 Crescimento (%) Bertioga ,4 Cubatão ,7 Guarujá ,7 Itanhaém ,9 Mongaguá ,9 Peruíbe ,2 Praia Grande ,7 Santos ,4 São Vicente ,5 RM Baixada Santista ,6 Estado de São Paulo ,6 Brasil ,5 Fonte: IBGE, Censos Demográficos 2000 e

11 Gráfico Gráfico Taxa de de Crescimento crescimento populacional, por município - RMBS da RMBS Bertioga Praia Grande Mongaguá Itanhaém Peruíbe Guarujá Cubatão São Vicente Santos Baixada 0,4% 20,9% 16,2% 9,7% 9,7% 9,5% 12,6% 31,9% 34,7% 58,4% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% Fonte: IBGE, Censos Demográficos 2000 e Minas Gerais O estado de Minas Gerais, um dos maiores do país em área ( km2), é o segundo estado brasileiro mais populoso, com um total de pessoas residentes em 2010, distribuídos em 853 municípios. Esta população está, no entanto, altamente concentrada: quase a metade encontrase na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e em outros 21 municípios com mais de 100 mil habitantes. O estado está dividido em 12 mesorregiões: Campo das Vertentes, Central Mineira, Jequitinhonha, Metropolitana de Belo Horizonte, Noroeste de Minas, Norte de Minas, Oeste de Minas, Sul/Sudoeste de Minas, Triangulo/Alto Paranaíba, Vale do Mucuri, Vale do Rio Doce e Zona da Mata. Em cada uma delas a concentração populacional está nos polos regionais, com destaque para Juiz de Fora e Uberlândia. As regiões economicamente mais dinâmicas e onde a rede urbana é mais consolidada situam-se nas áreas meridionais, além do Triângulo e da Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, onde se encontra a RMBH. O Triângulo e o Sul/Sudoeste constituem áreas de transbordamento da indústria paulista desde os anos setenta, na primeira destaca-se também a agroindústria. As mesorregiões Metropolitana de Belo Horizonte, Campo das Vertentes e Vale do Rio Doce contêm o Quadrilátero Ferrífero, concentrando as atividades de mineração e siderurgia, base econômica do estado. Nessa última 11

12 situa-se a Região Metropolitana do Vale do Aço; a Usiminas e a antiga siderúrgica Acesita, atual Arcelor-Mittal. O Oeste de Minas tem recebido importantes investimentos industriais, destacando-se os municípios de Divinópolis, Nova Serrana e Itaúna. A Zona da Mata é antiga região cafeicultora e têxtil. Nesta, Juiz de Fora, polo regional e quarto município do estado em população (atrás de Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia) é importante centro terciário e universitário. Os municípios que mais crescem em Minas Gerais são aqueles de porte médio e grande, à exceção da capital os 29 municípios com população entre 100 mil e 1 milhão de habitantes receberam 91% de todo o incremento populacional do estado na década de Os municípios com menos de 10 mil habitantes, ao contrário, perderam população na última década. Em termos regionais, a população continuou concentrando-se na Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte. A distribuição mesorregional não se alterou muito na década, destacando-se ligeiro ganho na participação do Triângulo/Alto Paranaíba e do Oeste de Minas e ligeira queda na participação das mesorregiões Vale do Rio Doce e Zona da Mata. Três regiões cresceram mais do que o crescimento médio do estado: Triângulo/Alto Paranaíba, Oeste de Minas e Metropolitana de Belo Horizonte. Região Metropolitana de Belo Horizonte Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), cuja economia é fortemente baseada no complexo mínero-metal-mecânico, três municípios concentram a população e o PIB: Belo Horizonte, Contagem e Betim em 2005, a capital concentrava 45,5% do PIB da RM (Fundação João Pinheiro, 2007). Belo Horizonte vem perdendo população para os municípios da sua periferia, destacando-se os do norte e oeste. Considerando o território que constituía a RMBH em 1991, a capital passa de 75% da população da RM, em 1970, para 50% em Assim como na grande maioria das regiões metropolitanas brasileiras, o movimento demográfico nas décadas de 1950 a 1970 era constituído de fluxos migratórios de longa distância, vindos para as 12

13 capitais e grandes cidades. A partir dos anos 80, à diminuição dos fluxos de longa distância corresponde o movimento do centro para as periferias. Gráfico 4 Taxa de Crescimento Anual das Mesorregiões de Minas Gerais 2000/2010 Fonte: IBGE, Censos Demográficos 2000 e Espírito Santo De acordo com os resultados do Censo Demográfico de 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o Brasil registrou uma população de habitantes. Na classificação de estados mais populosos, o estado do Espírito Santo situou-se na 15ª posição, representando 1,8% da população brasileira. Em 2010, a maior proporção da população brasileira mostrou-se concentrada nos outros três estados da região Sudeste, com 21,6% da população em São Paulo, 10,3% em Minas Gerais e 8,4% no Rio de Janeiro. Segundo dados do Censo, o estado do Espírito Santo apresentou uma população de habitantes, evidenciando aumento de 13,5% ( habitantes) em relação à população registrada em 2000 ( pessoas residentes). No decorrer dos anos 2000, o estado destacou uma taxa média de crescimento anual de 1,27%, apresentando valor acima da média nacional (1,17%) e a maior taxa de crescimento populacional da região Sudeste, 13

14 seguido por São Paulo (1,09%), Rio de Janeiro (1,06%) e Minas Gerais (0,91%). Analisando as taxas médias geométricas anuais de crescimento das microrregiões do ES, foi possível verificar que as microrregiões Metropolitana, Polo Linhares e Litoral Norte apresentaram taxas superiores à registrada no estado. A população da microrregião Polo Linhares apresentou o maior crescimento no período avaliado, correspondendo a um crescimento médio anual de 2,08%, superando até mesmo a RMGV que evidenciou a maior participação relativa populacional. Em contrapartida, as microrregiões Noroeste I e Caparaó apresentaram as menores taxas do estado, com valores inferiores a 0,35%. Constata-se o predomínio das maiores taxas de crescimento populacional nas microrregiões litorâneas, fato que corrobora o padrão de distribuição espacial predominante dos capixabas ao longo da costa atlântica, padrão este que difere em relação ao contexto nacional, quando alguns estados salientam o processo de interiorização do crescimento populacional. Mapa 1 - Taxa média geométrica anual de crescimento (%) por microrregião: Espírito Santo 2000/

15 Verificou-se certa similaridade entre a distribuição da população do ES por microrregiões nos anos de 2000 e 2010, uma maior concentração populacional na Região Metropolitana da Grande Vitória - RMGV, representando quase que metade da população total do Estado em ambos os anos avaliados. Já os Polos Cachoeiro e Linhares concentraram, respectivamente, a segunda e terceira maior parcela da população do ES. Por outro lado, a população da microrregião Extremo Norte representou menos que 2% da população de todo o Estado, a menor parcela registrada em ambos os anos. Quanto ao grau de urbanização, todas as microrregiões litorâneas, com exceção da Metrópole Expandida Sul, destacaram os maiores percentuais de população urbana. A RMGV destacou a maior taxa de urbanização (98,3%); os 7 municípios apresentaram elevadas taxas de urbanização, sendo que Fundão (84,5%) evidenciou o menor valor. As menores taxas de urbanização foram registradas nas regiões Central Serrana (42,0%) e Sudoeste Serrana (44,4%), o que evidenciou o predomínio da população rural nesses territórios Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul atravessou largo processo de mudança territorial ao longo dos últimos 30 anos. Composto em 1980 por 232 municípios alcança o ano de 2010 com um total de 496, sendo que a grande maioria (mais de 43% desde 1980) se localiza na mesorregião Noroeste Rio-grandense. À mesorregião Metropolitana de Porto Alegre pertencem cerca de 20% dos municípios. A Região Metropolitana também sofreu impactos em sua estrutura territorial, passando de 14 para 31 municípios entre o primeiro e o último ano. A população total do Rio Grande do Sul, em 2010, é de habitantes, o que significa, em relação a 1980, um incremento total de mais de 2,9 milhões de habitantes. Ao longo do período, no entanto, apenas entre que o incremento relativo da população estadual foi positivo, tendo 15

16 atingido um percentual de 17,56%; nos períodos seguintes, o incremento relativo foi negativo ( 2,99 entre e 2,59% entre ). E, redução progressiva das taxas de crescimento da população, chegando a 0,52% ao ano entre , mostra que o ritmo do crescimento populacional do estado está em queda. Em compensação, a densidade demográfica se intensificou ao longo dos últimos 30 anos (de 29 habitantes por Km2, em 1980, passou para quase 40 hab./km2 em 2010). No período 2000/2010 cerca de 52% dos municípios gaúchos tiveram taxas de crescimento total negativos, e mais de 18% cresceram a taxas abaixo da média do estado. Apenas uma pequena parcela do território, onde se observa o maior dinamismo econômico e onde se concentram os investimentos, abrangendo o eixo entre a Região Metropolitana de Porto Alegre, e a Aglomeração Urbana da Região Nordeste, se manteve atrativa. Cabe destaque para o litoral rio-grandense, com a existência de municípios com forte atração populacional, revelando intensos processos de transformação por que está passando essa parcela do Estado, que já teve institucionalizada a Aglomeração Urbana do Litoral Norte. No mais, todo o oeste e sul rio-grandense apresentam taxas de crescimento populacional ou negativo (perda de população) ou em patamares inferiores à média do Estado. Quando se trata da população urbana as mudanças são mais expressivas. Em 2010 a população urbana do estado é de habitantes (3.8 milhões superior a 1980). Equivale a 85,03% da população total, percentual muito superior a 1980, que era de apenas 67%%. Portanto, num lapso de 30 anos ocorreu a inversão na relação rural/urbano no Estado, com intensificação do processo de urbanização. Mas essa urbanização intensa no RS aconteceu entre 1980 e 1991, quando se registro um incremento populacional de 33,24%, a um ritmo intenso, de 3,24% ao ano. Nos períodos seguintes, embora se mantendo a tendência a incremento da população urbana, ela foi diminuindo de maneira significativa nas duas décadas seguintes, chegando, no período a um incremento de 9,74% e a uma taxa de crescimento de 0,93% ao ano. Por outro lado, a perda de população rural no Estado, que no período teve uma taxa de crescimento negativo de 1,80% ao ano, continuou caindo todos os períodos, alcançando menos 1,51% 16

17 ao ano no período; entre Ou seja, ao mesmo tempo em que se mantêm o processo de desruralização após os anos 2000, a urbanização dá sinais de relativa estabilidade se considerado o ritmo de crescimento. Região Metropolitana de Porto Alegre A Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) foi criada em 1973 com 14 municípios e ampliada ao longo dos anos, sendo composta, atualmente, por 32 municípios. Dos 10 municípios do RS com mais de 200 mil habitantes, sete estão localizados na RMPA, incluindo, evidentemente, a Capital, a única com mais de um milhão de habitantes. É, ainda, a que reúne a maior parcela da população do Estado. A meso que concentra maior população intrarregional é a metropolitana (era 37% em 1980 e chega a 44% em 2010), seguida pela Nordeste, que, apesar disso diminuiu seu peso no conjunto do Estado (de 21% em 1980 baixou para 18% em 2000). Essa formação é a que ostenta também ao longo de todo o período um grau de urbanização mais elevado (superior a 87% em 1980 e 93,5% em 2010), superando significativamente as médias estaduais. Outra questão que merece registro diz respeito à densidade demográfica na meso metropolitana, cujo aumento entre 1980 e 2010, de 96 para 126 habitantes por quilômetro quadrado, resulta da concentração da maioria das atividades econômicas do Estado na maior aglomeração urbana, a Região Metropolitana de Porto Alegre. Em 1980 a população da RMPA correspondia a 67% da população residente na mesorregião; em 2010 esse percentual elevase para 84%. Em relação ao total do Estado, a população metropolitana representava, em 1980 cerca de 25% dos habitantes; em 2010 esse percentual eleva-se para mais de 37%. O ritmo de crescimento da região metropolitana também foi muito elevado, no período de a RMPA cresceu 4,18% ao ano, tendo arrefecido nos dois períodos seguintes (1,64 e 1,34 % ao ano), patamares bem superiores ao da meso e ao do Estado. 17

18 Mapa 2 Taxa de Crescimento geométrico do Rio Grande do Sul 2000/ Paraná O Estado do Paraná atinge, em 2010, uma população de habitantes, 85,3% vivendo em áreas urbanas. Sua participação no total da população brasileira vem apresentando ligeiro declínio desde os anos 1990, situando-se, em 2010, na ordem dos 5,5%. Enquanto no decênio o país crescia a taxas de 2,5% a.a., o Paraná apresentava um crescimento de 0,97% a.a. Entre , experimentou alguma recuperação, mas retomou a situação de declínio na década seguinte, fechando o intervalo com a taxa de 0,89% a.a. Mesmo assim, entre os anos 2000/10 o incremento no total populacional do Estado foi de pessoas. O peso da população vivendo nas regiões metropolitanas do Estado elevou-se de 41,4%, em 2000, para 43,6% em

19 A metropolização paranaense, no bojo da brasileira, expressa uma urbanização ainda mais intensa que a do próprio país. Enquanto o Brasil descreve uma curva contínua ascendente, o Paraná eleva seu grau de urbanização de 36,1%, em 1970, para mais de 80% em 1991, superando o patamar da urbanização brasileira. Em 2010 o Estado registra 85,3% da população vivendo em áreas urbanas, enquanto no Brasil são 84,4%. Entre os municípios com crescimento superior ao dobro do Estado, a maioria corresponde àqueles inseridos em uma das RMs institucionalizadas, destacando-se que, entre os 28 nessa condição de crescimento, 11 se integram à RM de Curitiba. Esse conjunto reúne apenas 7% dos 399 municípios paranaenses, opondo-se ao conjunto que ainda permanece como o mais expressivo: o dos municípios com perda de população, que totaliza 177 municípios ou 44% do total do Estado. Outros 32% dos municípios crescem a taxas entre 0 e 0,89% a.a., e 17%, entre 0,89% a.a. e 1,78% a.a., o que demonstra que são poucos e concentrados os municípios que dão suporte às dinâmicas mais relevantes do Paraná. Regiões Metropolitanas do Estado do Paraná Mais de 64% da população paranaense se concentra nas mesorregiões Metropolitana de Curitiba (33,5%), Norte Central (19,5%) e Oeste Paranaense (11,7%). O restante se distribui entre as outras sete mesorregiões, todas, exceto a Centro-Oriental, apresentando redução da participação no total da população do Estado, comparativamente a O incremento populacional do Estado também se concentra nessas três mesorregiões, de forma ainda mais extremada na Metropolitana (49,9%) e na Norte Central (23,62%). Essas são as mesorregiões mais urbanizadas do Paraná, com grau superior a 91%; fazem-se seguir pela Oeste, que também tem grau de urbanização (85,6%) superior ao do Estado, mesmo que em poucos pontos percentuais. Com relação às regiões metropolitanas institucionalizadas, observa-se que se eleva a participação da população dessas no total do Paraná. Na RM de Curitiba, essa elevação se dá tanto em relação ao núcleo quanto, 19

20 principalmente, aos municípios periféricos. As RMs de Maringá e Londrina também elevam a participação da população no total do Estado, em proporções menores e fortemente centrada nos núcleos. Em 2010, entre as três unidades institucionalizadas, a de Curitiba e a de Maringá apresentam taxas de crescimento da população total e urbana superiores às do Estado, com destaque para a RM de Maringá, com a taxa de 1,6% a.a. A de Londrina distingue-se por registrar o crescimento urbano inferior ao do Paraná. A RM de Maringá é a que manifesta a maior evasão rural, com a perda de 2,4% a.a. no período. Comparativamente ao crescimento médio do conjunto das RMs do país, os núcleos das paranaenses apresentam taxas de crescimento anual superiores às desse, particularmente Maringá que cresce a 2,1% a.a. mais que o dobro da média dos núcleos das RMs brasileiras (1% a.a.). Já os municípios periféricos, os da RM de Curitiba ainda apresentam a mais elevada taxa de crescimento nas unidades (1,9% a.a.) e são apenas esses que vêm crescendo mais que a média dos núcleos (1,5% a.a.); os das RMs de Londrina e de Maringá apresentam a taxa inferior a 1% a.a. Destarte, a relação núcleo periferia nas RMs do Paraná opõe a RM de Curitiba às demais. A RM de Curitiba obedece ao padrão médio das RMs brasileiras, com decréscimo da concentração populacional nos núcleos. Curitiba tem um percentual de concentração (55,2%) em 2010 muito próximo ao da média das RMs (56,1%), declinando dos 57,2% de As RMs de Londrina e de Maringá, por sua vez, elevam a concentração nos núcleos. Enquanto na primeira o percentual de concentração (66,3%) é muito superior ao da média das RMs, elevando-se em relação aos 65,9% de 2000, na segunda ele inverte uma situação na qual a periferia respondia por mais da metade da população da RM, nos anos 2000 (51,2%), para uma concentração, em 2010, de 51,7% no núcleo Maringá. Sumarizando, a distribuição e o crescimento da população em território paranaense apontam para um reforço das três mesorregiões mais concentradoras (Metropolitana, Norte Central e Oeste); internamente a elas, a consolidação da RM de Curitiba, como o espaço mais concentrador e adensado do Estado, já com bases populacionais elevadas e mantendo taxas 20

21 de crescimento também elevadas, com destaque para os municípios periféricos ao núcleo; a consolidação das aglomerações urbanas que polarizam as RMs de Maringá e Londrina, neste caso com reforço dos polos; e sinais mais explícitos do adensamento das aglomerações do Oeste. As informações analisadas demonstram que a evasão populacional, principalmente do rural, permanece em curso no Estado, e se mostra mais proeminente na mesorregião Centro-Ocidental, mas também presente na Norte Pioneiro. Tabela 3 Incremento Absoluto e Taxa geométrica de crescimento anual da População Paraná e RMs 2000/2010 Fonte: IBGE, Censos Demográficos 2000 e IPARDES. Gráfico 5 Participação Núcleo-Periferia no total da população da RM Paraná 2000/2010 Fonte: IBGE, Censos Demográficos 2000 e IPARDES. 21

22 1.7. Goiás Conforme o resultado do Censo Demográfico 2010 a população residente do Estado de Goiás alcançou habitantes, e densidade demográfica de 297 hab./km2. No ano 2000 sua população correspondia a habitantes significando um aumento em torno de 20% ou pessoas em números absolutos. A taxa geométrica de crescimento da população goiana no período foi de 1,84% ao ano, crescimento acima da média nacional que foi de 1,17% ao ano. No contexto do Centro-Oeste, desde a década de 1950 até meados da década de 70, com a expansão da fronteira agrícola do país, as taxas de crescimento anual médio da população regional e do Estado de Goiás ficam bem acima da nacional: no decênio 60/70 chegam a 5,60% e 4,38%, respectivamente, contra 2,89% da taxa brasileira. No decênio 70/80, a taxa de crescimento médio anual experimenta queda na região e no Estado de Goiás: 4,05% e 2,56%, respectivamente. Já na década 91/2000 Goiás teve crescimento levemente superior à média do Centro-Oeste: 2,46% contra 2,39% - situação que vai se alternando no decênio : 1,84% contra 1,89%. Em termos de contingente populacional, Goiás é o Estado mais populoso do Centro-Oeste, sendo responsável em 2010 por 42,7% da população da região. E no cenário nacional é o 12º Estado do País sua participação no total da população brasileira vem apresentando um leve e contínuo aumento, situando-se, em 2010, na ordem dos 3,15%. A região Centro-Oeste, como um todo vem se destacando como novo eixo de atração populacional, e o Estado de Goiás, em particular, é o maior receptor de migrantes vindos de vários Estados, sendo classificado como área de média absorção migratória no estudo Deslocamentos Populacionais no Brasil (2011), que tem como base o Censo 2000 e as PNADs 2004 e A maior parte do crescimento populacional de Goiás ocorreu nas áreas urbanas. A população rural que em 2000 era de passou para em 2010, significando uma redução da ordem de 3,9%. Entretanto, no decênio anterior, entre 1991/2000, o recuo chegou a 21,3%, revelando redução no 22

23 êxodo rural. De outro lado, a população urbana que em 2000 era habitantes, passou para habitantes em 2010, significando um incremento de habitantes nas cidades ou crescimento de 23,3%4. A taxa de urbanização em 2010 chegou a 90,30% bem acima das taxas nacional que foi de 84,36% e do Centro-Oeste que foi de 88,80%. Gráfico 6 Taxas de Crescimento Populacional: Goiás, Centro-Oeste e Brasil 1969/2010 Região Metropolitana de Goiânia Segundo o Censo 2010, a população metropolitana é constituída de habitantes, distribuída num território de aproximadamente 7.315,1 km2, o que lhe confere uma densidade demográfica aproximada de 297,07 hab./km2. Incluindo a população de Anápolis, de mil habitantes, a população da região alcança habitantes, significando que 41,76% da 23

24 população do Estado vivem em 21 municípios (8,53% dos municípios goianos), os quais distam no máximo 50 Km do polo metropolitano. Com relação ao peso da população metropolitana no total do Estado, é possível observar que quando se separa a RM de Goiânia da mesorregião Centro Goiano somente a metrópole abriga 2/3 da população estadual e aumentou sua participação de 34,8% para 36,2% entre , enquanto que no restante da região houve decréscimo populacional de 15,8% para 14,7%. Internamente a metrópole goianiense, verifica-se que enquanto o Núcleo vai perdendo peso de 62,7% para 59,9%; a Periferia vai aumentando sua fatia populacional de 37,3% para 40,1% da população da metrópole. Observando as taxas de crescimento populacional no período de 2000 a 2010, verifica-se que a Região Metropolitana, e mais especificamente a Periferia de Goiânia apresentou o maior crescimento populacional: quase 3,0% a.a. contra 1,8% de crescimento ao ano do Estado e do Núcleo da RM de Goiânia. Entre os municípios da RM de Goiânia, observa-se que o Polo a capital Goiânia apresentou baixo crescimento em relação aos municípios do entorno metropolitano: a população de Goiânia, em 10 anos passou de habitantes para , com taxa de crescimento a. a. de 1,79% apenas. Se considerarmos os limites territoriais como meros arranjos administrativos, já que para a população esses limites não significam nada em termos de mobilidade urbana, o que se constata é que a metrópole goianiense continua em franco crescimento, porém, cresce para fora de si mesma. Em outros termos, Goiânia é de fato a cidade metropolitana que atrai os fluxos migratórios, porém, grande parte desse fluxo, por razões econômicas e sociais vão buscar solução de moradia nos municípios de seu entorno. A partir desses municípios demanda a metrópole em busca de trabalho, dos equipamentos de saúde e de educação. 24

25 Tabela 4 População e participação das RMs no total da população de Goiás Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE-DF) A RIDE-DF é formada por 22 municípios e o Distrito Federal, sendo 19 municípios pertencentes ao Estado de Goiás e 3 pertencentes ao Estado de Minas Gerais. No contexto do desenvolvimento a maioria dos municípios concentra-se em torno do Distrito Federal (DF), sendo que esses apresentam alta dependência do DF. Os municípios mais afastados praticamente têm seu desenvolvimento independente do DF. Os 22 municípios da RIDE-DF têm como principal atividade econômica a agropecuária, sendo que em dois municípios (Pirenópolis e Corumbá de Goiás) destaca-se também a participação do setor turístico. Em 2010, a população do DF chegou a habitantes e entre os anos de 2000 e 2010houve um incremento populacional da ordem de habitantes. Em comparação com a sua Região integrada de Desenvolvimento (RIDE), que também teve acréscimo populacional, o peso da população no DF praticamente permaneceu o mesmo, 69,3% em 2000 e 69,0% em 2010, continuando a ser considerado elevado. O objetivo deste documento é explorar os primeiros resultados do Censo de 2010, por meio de uma abordagem demográfica utilizando a divisão em três partes, município da RIDE, DF e RIDE-DF. Assim, serão considerados nesse trabalho 4 regiões: os municípios de Goiás, os município de Minas Gerais, o DF e a RIDE-DF. 25

26 A partir dos dados censitários percebe-se que praticamente não houve mudanças na composição da participação da população entre os municípios da RIDE e o DF. Em 2000 a participação dos municípios da RIDE era de 30,7% passando para 31% em 2010, e o DF passou de 69,3% em 2000 para 69,0% em Apesar da diminuição muito pequena da participação do núcleo metropolitano (DF), a população da metrópole ainda é muito grande em relação aos 22 municípios que compõem a RIDE. Ao analisar os dados da RIDE-DF verifica-se uma taxa de crescimento populacional de 2,3% no período de 2000 a 2010, sendo que os municípios de Goiás tiveram uma taxa de crescimento de 2,6%, os de Minas Gerais 1,0% e o DF de 2,3% para o mesmo período. Gráfico 7 População residente por UF: RIDE-DF 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

27 Gráfico 8 Taxa de Crescimento por UF: RIDE-DF 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Pode-se notar que os municípios do Estado de Goiás apresentaram maior taxa de crescimento, fato provavelmente decorrente de essa região ser composta por 19 municípios. Essa situação também pode ter sido causada pela migração de moradores do DF para os municípios da RIDE, chamados de Entorno, em busca de custo de vida menor Bahia A Região Metropolitana de Salvador Por ocasião do Censo de 2000 a Região Metropolitana de Salvador era composta pelos municípios de Camaçari, Candeias, Dias d'ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Salvador, São Francisco do Conde, Simões Filho e Vera Cruz. Com o Estatuto das Cidades de 2001, e o sequente surgimento do Ministério das Cidades em 2003, começaram a ser desenvolvidas políticas públicas específicas para as cidades brasileiras, especialmente as regiões metropolitanas. Para ter acesso a investimentos, a fundos de financiamento e garantir o desenvolvimento do entorno das grandes metrópoles, houve, assim, um estímulo à inclusão formal de municípios, já integrados à dinâmica urbana das metrópoles. Assim, em dezembro de 2007, foi aprovada pela Assembleia 27

28 Legislativa da Bahia e sancionada pelo governo estadual em janeiro de 2008 a Lei complementar estadual n 30, que incluiu Mata de São João e São Sebastião do Passé na RMS. Em 22 janeiro do ano seguinte a inclusão de Pojuca foi sancionada pelo governo através da Lei complementar estadual n 32, passando essa região metropolitana a ter a seguinte composição: No ano 2000 a RMS era a sexta maior região metropolitana do país. Em 2010, contudo, o Censo revelou que ela havia sido superada pela região do Distrito Federal, caindo para a sétima posição e ficando em patamar similar a Porto Alegre, Recife, Fortaleza e Curitiba, ou seja, entre 3 a 4 milhões de habitantes. No período compreendido entre 2000 e 2010 o crescimento da RMS persistiu significativo, com uma taxa de crescimento médio anual da população residente de 1,7%, o que confirma que Salvador mantém a característica de atrair migrantes, mais do que expulsar, principalmente do interior do próprio estado da Bahia e de outros estados do Nordeste. Conforme observado, Manaus foi a região metropolitana que mais cresceu na década (2,5% anual em média), seguida pela Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE), com 2,3% e que ultrapassou a RMS em tamanho da população. Também apresentaram dinâmica de crescimento significativo as Regiões de Goiânia, com o elevado crescimento econômico das atividades agropecuárias do Centro-Oeste, e Florianópolis, no Sul do país. A Região de Campinas, em São Paulo, teve crescimento estimulado, por um lado, pela proximidade com a Grande São Paulo, e por outro, pela crescente interiorização da economia no estado, com a garantia de oferta de trabalho, educação de qualidade e mais qualidade de vida fora da capital. 28

29 Tabela 5 Região Metropolitana de Salvador: População, Área e PIB Fonte: Censos Demográficos de 2000 e 2010; SEI/SEPLAN; PIB Municipal (2009). No Nordeste, Salvador e Fortaleza destacaram-se nas taxas médias de crescimento anual (ambas com 1,7%), ainda que o contingente populacional seja menor que o de Recife, por exemplo. Em oposição, Porto Alegre, no Sul do país, teve o menor crescimento médio entre quinze metrópoles analisadas (0,6% ao ano) Rio Grande do Norte O estado do Rio Grande do Norte chegou em 2010 com uma população de habitantes. Durante os anos 2000 experimentou um incremento populacional da ordem de 1,4 milhões de pessoas aproximadamente. O peso da população metropolitana no estado permanece bastante elevado, com variação positiva, 40,2% em 2000 e 42,30% em O estado do Rio Grande do Norte apresentou crescimento populacional no período de 1,33% ao ano, crescimento esse um pouco menor do que o registrado na década anterior. Entre 1991 e 2000 o estado cresceu à taxa de 1,58 % ao ano. 29

30 A divisão do território apresenta quatro mesorregiões geográficas: Agreste Potiguar, Central Potiguar, Leste Potiguar e Oeste Potiguar. O maior crescimento populacional ocorreu na região Leste, onde se situa a Região Metropolitana de Natal. Nesta mesorregião o crescimento foi de 1,77 % ao ano, entre 2000 e Analisando o crescimento da região Leste de forma mais detalhada, percebe-se que este é mais forte na Região Metropolitana de Natal, com taxa de 1,85% ao ano. Esses resultados apontam para um processo de concentração populacional no estado do Rio Grande do Norte, em direção à Região Metropolitana de Natal. O gráfico a seguir mostra que a capital detém um quarto da população do Estado como um todo. A região metropolitana de Natal, em 2000, era responsável por 40,2% da população estadual e, esse número subiu para 42,3% em Essa concentração ocorre de tal forma que, cotejando os dois últimos censos demográficos, nenhuma outra região do Rio Grande do Norte aumentou sua participação relativa na distribuição populacional. Por outro lado, quando o foco é especificamente a RMN, pode-se dizer que há uma desconcentração da população do município polo, com maior crescimento demográfico na periferia. O conjunto dos municípios periféricos da RMN cresceu, entre 2000 e 2010, 2,88% ao ano, mais que o dobro da taxa de crescimento do Rio Grande do Norte no período. A região Oeste Potiguar, por sua vez, tem uma dinâmica econômica impulsionada pelas atividades petrolíferas e pela fruticultura irrigada para importação. Mesmo assim, sofreu pequeno decréscimo populacional em relação a população do estado, passando de 26,7% em 2000 para 26,0% em A região Central Potiguar, que inclui o sertão do Seridó, tradicionalmente decadente após a crise do algodão nos anos setenta do século passado, também apresentou ligeiro decréscimo populacional passando de 26,7% da população do estado em 2000, para 26,0% em 2010 e a menor taxa de crescimento da população, 0.58% ao ano no período Por fim, a situação econômica do estado se completa com um Agreste Potiguar tradicionalmente agrícola, porém em decadência, que também apresenta a 30

31 mesma performance, ou seja, de pequeno decréscimo populacional, passando de 13,9% em 2000 para 13,4% em 2010 do total do RN. Gráfico 9 População Residente no Rio Grande do Norte segundo mesorregiões, periferia da Região Metropolitana e capital 2000/2010 Fonte: Censos demográficos de 2000 e 2010 IBGE Tabela 6 Taxa de Crescimento Populacional nos períodos de 1991/2000 e 2000/2010 para Natal, RM, Mesorregiões e Rio Grande do Norte Fonte: Censos demográficos de 2000 e 2010 IBGE. 31

32 Região Metropolitana de Natal A Região Metropolitana de Natal está inserida na região Leste Potiguar e corresponde a 87% de sua população. Na sua origem, compreendia os municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Extremoz. Posteriormente, foram incorporados os municípios de Nísia Floresta e São José de Mipibu em 2002, de Monte Alegre em 2005 e de Vera Cruz em Hoje, a região compreende 10 municípios. A sua área abrange uma superfície de 2.819,11quilômetros quadrados, o que corresponde a 5,2% do território estadual. Sua população, segundo o Censo Demográfico de 2010, atingiu , que corresponde a 42,5% do total da população do Rio Grande do Norte ( habitantes), compreendendo uma taxa de crescimento no período de 1,85% ao ano. Tabela 7 - Região Metropolitana de Natal: População e Área por Municípios 2010 Fonte: Censo demográfico de 2010 IBGE. 32

33 1.10. Ceará De acordo com os dados do Censo de 2010 (IBGE), o Ceará corresponde ao oitavo estado brasileiro em termos de população absoluta, sendo também o terceiro da região Nordeste, não havendo alteração em sua posição hierárquica com relação ao Censo Demográfico de A Mesorregião de maior destaque, a Região Metropolitana de Fortaleza representa na escala estadual, o ponto máximo da concentração de investimentos e da disseminação das desigualdades socioespaciais. De acordo com os estudos do IBGE sobre as Regiões de Influência de Cidades realizado em 2007, Fortaleza possui a terceira maior região de influência entre as cidades, num total de aproximadamente 20 milhões de pessoas, sendo superada apenas por São Paulo e o Rio de Janeiro. Formam parte de sua região de influencia, grande parte dos Estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, indo até o Pará. A Mesorregião Norte, que praticamente abraça a Mesorregião Metropolitana, é formada por municípios litorâneos ao leste e oeste da Metrópole e por periurbanos em situação de transição entre o sertão e o litoral e outros das serras úmidas conhecidas como maciço do Baturité. A Mesorregião Noroeste também reúne municípios de biomas diversos, litorâneos, de serras úmidas e de caatinga. O município de Sobral, com mais de habitantes se destaca como centro regional histórico. A Mesorregião dos sertões cearenses, com seis centros regionais com mais de habitantes, é a região mais pobre do Estado, tradicional celeiro de migrantes nos períodos de estiagem mais prolongados. A Mesorregião do Sul do Estado é composta por três municípios que, somados, ultrapassam a população de pessoas: Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. Desde 2009, um conjunto de nove municípios compõe a Região Metropolitana do Cariri, através de lei complementar estadual, perfazendo um total de 560 mil habitantes. Na Mesorregião do Centro Sul destacam-se os municípios de Iguatu e Icó, com características fitogeográficas similares aos sertões, com atividades vinculadas ao binômio gado-algodão. Por fim, tem-se a Mesorregião do Jaguaribe reunindo municípios do médio e baixo 33

34 Jaguaribe, da chapada do Apodi (fronteira com o Rio Grande do Norte) e os do litoral extremo leste, coincidentes com a foz do rio. Considerando a distribuição populacional, todas as Mesorregiões apresentaram crescimento populacional absoluto na década considerada para análise, reforçando uma rede urbana marcada por forte macrocefalia, uma vez que a RMF concentra perto de 40% da população total do Estado. No que tange a variação populacional na década, a RMF apresentou os maiores crescimentos, tanto absoluto, quanto relativo. Foram mais de 537 mil novos habitantes no período, representando um crescimento de 18,5%. A RMF seguiram-se em termos de crescimento populacional absoluto, as Mesorregiões do Noroeste e Norte. Tabela 8 População Total segundo mesorregiões: Ceará 2000/2010 Fonte: Censos demográficos de 2000 e 2010 IBGE. Aumentou o número de cidades de porte médio e o percentual de concentração de população. Juntos os municípios nas faixas entre 50 e 500 mil habitantes já representam mais de um terço da população cearense, passando de 27,5% para 34,5% da população total. Os municípios menos populosos perdem representatividade no total passando de 43% para 36%. Somente a capital é responsável por 29% da população total do Estado do Ceará Pará O Pará apresentou em 2010 uma população de habitantes, sendo o estado mais populoso da Região Norte, com mais de duas vezes a população do Amazonas. É o segundo maior estado brasileiro em extensão 34

35 territorial, mas, apresentando uma densidade populacional baixa, de 6,07 hab/km2, contribui com apenas 3,97% da população brasileira. Sua participação no país pouco se altera em comparação ao ano 2000, quando era 3,64%, embora tenha crescido a taxas anuais maiores do que as verificadas para o Brasil, e registrado um incremento bastante superior, 22%, enquanto o país aumentou 12,34%. As transformações socioeconômicas e espaciais nas últimas décadas na Amazônia são acompanhadas por mudanças demográficas na região e no estado do Pará. No intervalo , todas as mesorregiões paraenses crescem acima da média nacional, mas com importantes diferenças entre elas. As regiões Marajó e, em maior nível, Sudeste aumentam sua participação na população do estado, enquanto todas as outras diminuem. O Baixo Amazonas e o Sudoeste Paraense se constituem na maior área do Estado de reserva indígena e de proteção ambiental. Trata-se de mesorregiões mais estagnadas em termos de crescimento populacional, exceção feita a alguns municípios, ligados essencialmente a atividades de mineração de bauxita, garimpo e extração de madeira. No município que mais cresce na região, Anapu, criado na década de 1990, onde são registradas taxas acima de 8% a.a., continuam ocorrendo conflitos de terra entre posseiros e assentados, de um lado, e madeireiros e novos colonos de agricultura de extensão, do outro. Prevê-se que a microrregião de Altamira, cresça intensamente na próxima década devido à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. O Sudeste Paraense é a mesorregião que apresenta o maior crescimento econômico. É onde se localiza a maior mina de ferro do mundo, está sob o arco de desmatamento, e a região do estado em que mais municípios foram criados durante os anos Dada sua extensão territorial e as diferentes dinâmicas econômicas em cada uma das microrregiões componentes, a análise nesse nível espacial parece mais acurada. Na microrregião de Paragominas, com economia baseada em agricultura de grãos e mais recentemente reflorestamento, se situa um dos municípios que mais cresce no período estudado, Ulianópolis, com taxas anuais de 8,45%. 35

36 A microrregião de Tucuruí abriga a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil. A microrregião de São Felix do Xingu tem emancipação mais recente e apresenta alta taxa de desmatamento para pecuária. A de Marabá abriga o distrito industrial de ferro-gusa e é polo de serviços às microrregiões adjacentes. A microrregião de Parauapebas apresenta uma elevada concentração urbana, pois abriga uma área de reserva ambiental e também as maiores jazidas de minério do estado. Nela, o município que mais cresce é Canaã dos Carajás, com taxa de 9,36% a.a., que se estabelece a partir de um assentamento do INCRA nos anos 1990 e abriga a maior mina de cobre do Brasil. O surgimento e expansão dos projetos de mineração promovem taxas elevadas de imigração e explicam o grande crescimento dessa microrregião. Os municípios da região que se apresentam mais estagnados demograficamente estão mais isolados ou ainda não tiveram exploradas suas reservas naturais de minério. Tabela 9 População, Taxa de Crescimento populacional anual e participação populacional do Para por mesorregiões 2000/2010 Fonte: Censos demográficos de 2000 e 2010 IBGE. Região Metropolitana de Belém A intensa dinâmica demográfica do estado do Pará, entre não se reflete no comportamento da RMB, que registra taxas de crescimento de 1,3% ao ano, similares às observadas no Brasil. Em 2010, a população metropolitana alcançou habitantes, acréscimo de 13,7% em relação ao início da década, bem menor do que o observado para o estado e muito 36

37 menor do que o dos municípios paraenses com maior dinâmica econômica. A contribuição da RMB no total da população brasileira praticamente não se alterou no período analisado, permanecendo em pouco mais de 1%. No estado, há pequeno decréscimo, com participação de 27% no final da década. Na distribuição populacional por município da metrópole não se verificam alterações significativas, há pequena diminuição em Belém, núcleo da RMB, de 71% para 68%, mas seu peso permanece grande, mesmo com a variação de 26% no conjunto dos municípios periféricos, que cresceu a taxas anuais de 2,3%, enquanto o núcleo aumentou menos do que 9%, com taxas de 0,8%. Considerados esses recortes espaciais, tais alterações não significam aumento da urbanização, que se mantém nos patamares de 99% no núcleo e 94% na periferia. Ao se observarem os municípios periféricos isoladamente, contudo, grandes diferenças aparecem. Ananindeua, cuja população já no ano 2000 foi considerada urbana em sua totalidade, mantém o mesmo perfil. Marituba se aproximou da alocação em Belém e em Ananindeua, aumentando o contingente urbano de 87% para 99%. Benevides e Santa Bárbara do Pará têm diminuída a participação das populações urbanas nos totais municipais, de 59% para 56% e de 35% para 32%. II. Composição da População 2.1. Rio de Janeiro Nos gráficos abaixo, temos a distribuição de homens e mulheres entre as regiões. Primeiramente em 2010, nota-se que a participação dos homens no interior é um pouco maior do que na região metropolitana; a região que chamamos de Serrana 1, já apresenta um percentual menor, valor que diminui na periferia metropolitana, e reduz-se ainda mais no núcleo da metrópole o município do Rio de Janeiro. Em trabalho anterior sobre a dinâmica populacional no Brasil, considerando território metropolitano e não metropolitano, notamos que as mulheres apresentam maior participação em 1 Na mesorregião do Censo Demográfico do IBGE, essa região é conjunta com a metropolitana, formando apenas uma, como visto. 37

38 idades mais avançadas do que os homens, entretanto, considerando apenas o universo masculino, também é nos espaços não metropolitanos que os homens parecem viver mais. Essas distinções de participação entre homens e mulheres no interior e nas regiões metropolitanas devem-se a aspectos relacionados à mortalidade, condições de saúde, e também violência que se manifestam distintamente nesses espaços. Gráfico 10 Distribuição de homens e mulheres por mesorregiões do Estado do Rio de Janeiro 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Gráfico 11 Distribuição dos Homens: ERJ 2000/2010 Gráfico 12 Distribuição das Mulheres: ERJ 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

39 Nos gráficos complementares 11 e 12, podemos ver a participação de homens e mulheres separadamente em 2000 e Fica nítido como diminui a participação dos homens nas regiões e aumenta a das mulheres, vê-se também como a participação destas é maior tanto em 2000 como em 2010, sendo mais elevada na região metropolitana. Observando a idade média da população nos aproximamos das tendências da estrutura etária, mudanças demográficas e envelhecimento populacional. Pode-se ver que o comportamento não é tão diferenciado entre as regiões, em todo o estado a idade média da população aumentou de 2000 a 2010, revelando as tendências do envelhecimento populacional. Entretanto, especialmente no núcleo da RM essa idade é maior, revelando o avanço deste processo na capital do estado. Mas vale notar também que em 2010, a região noroeste apresentou uma idade média bem próxima a da capital, tendo um aumento em anos bastante considerável no período. Já a menor idade média em 2010 ficou para a Região Norte Fluminense. Gráfico 13 Idade Média por Mesorregiões: Estado do Rio de Janeiro 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

40 Comparando a estrutura etária do Estado do Rio de Janeiro com a do Brasil, podemos notar que este estado apresenta uma composição mais envelhecida do que o país em geral. Apesar da redução da fecundidade já bastante acentuada em 2000, neste ano a faixa etária mais larga era a de 15 a 19 anos no estado, revelando uma estrutura ainda jovem. Na década de 2000, o envelhecimento populacional se acentua e a faixa mais larga para homens e mulheres em 2010 passa a ser a de 25 a 29 anos, cada vez mais a parte central da pirâmide torna-se expressiva. Até 24 anos, o processo é de estreitamento das faixas de idade; embora a faixa de 35 a 39 anos que tenha apresentado uma redução, no momento é a população em idade ativa que ganha maior participação, os idosos também seguem abarcando maior parcela populacional. Gráfico 14 Pirâmide Etária: Estado do Rio de Janeiro 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Devido ao peso populacional da região metropolitana, a pirâmide etária do estado em geral é bem parecida com a da metrópole. Mas se separamos o município núcleo da região dos demais municípios metropolitanos, notamos as distinções. O núcleo, capital do estado, apresenta uma estrutura já bem mais 40

41 envelhecida, a redução da fecundidade é bastante visível; os grupos etários de 20 a 34 anos abarcam maior parcela da população; a proporção de idosos também é considerável, especialmente para as mulheres São Paulo O Estado de São Paulo apresentou uma nítida transformação na sua estrutura demográfica: percebe-se uma diminuição de sua população jovem, até 15 anos (26,13% do total populacional em 2000 para 21,47% em 2010) e aumento de quase 2 pontos percentuais na população idosa, com 65 anos e mais. Há aumento da participação percentual da população adulta, a partir dos 25 anos de idade. Este comportamento etário se dá em ambos os sexos, embora se perceba também que entre as mulheres a proporção de pessoas com mais de 65 anos é superior: 4,55% das mulheres em 2010 têm mais de 65 anos, para 3,29% dos homens. Comparando-se com 2000, dos dados do Censo Demográfico de 2010 mostram que em São Paulo os grupos etários entre 0-4 anos e 5-9 anos mostram forte perda absoluta no seu contingente populacional, seguido pelos grupos entre 10 e 14 anos e 15 a 19 anos, para os dois sexos. Gráfico 15 Pirâmide Etária: Estado de São Paulo 2000 Gráfico 16 Pirâmide Etária: Estado de São Paulo 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

42 Os ganhos mais expressivos vão acontecer em grupos etários elevados, acima de 45 anos. Percebe-se também a feminização da população estadual, já que a variação da população feminina foi superior à masculina: a razão de sexo estadual em 2000 era de 96,01, passando para 94,87 homens para cada 100 mulheres. O Estado de São Paulo tornou-se mais feminino e mais idoso. Para o Brasil como um todo, a proporção de jovens é de 24,08% da população total em 2010, e a de pessoas com 65 anos e mais, de 7,38%, contra 21,47% e 7,85% para São Paulo, respectivamente. Em relação às mesorregiões, apenas duas delas Itapetininga e Litoral Sul Paulista mostram percentuais de população jovem (entre 0 e 15 anos) no mesmo nível que a população brasileira como um todo: no Litoral Sul a proporção de pessoas com até 15 anos de idade foi de 25,68% no ano 2010, enquanto que em Itapetininga esta porcentagem alcançou 24,06%. São nestas duas mesorregiões onde acontece o PIB per capita mais baixo do Estado de São Paulo. Na porção centro oeste do estado, onde as mesorregiões crescem a taxas mais elevadas, o percentual de população idosa (com 65 anos e mais) fica em torno de 8 a 9%; já na parte leste do estado este percentual cai para 7%, com exceção do litoral Sul, onde atinge 9,25%. Outro indicador que revela ainda com maior expressividade as mudanças etárias do estado e as mesorregionais é o índice de idosos (que mede a proporção entre o número de pessoas com 65 anos e mais e o número de crianças e adolescentes abaixo de 15 anos: quanto maior for este índice, mais envelhecida é a população). Em 2000, o índice de idosos no Estado de São Paulo era de 23,23, subindo para 36,50 idosos para cada 100 jovens em No Brasil, em 2010, o índice atingiu 30,66 idosos para cada 100 jovens. Região Metropolitana de São Paulo A população da metrópole de São Paulo ficou mais feminina (a razão de sexo em 2000 era de 93,04, passando a 92,03 no ano 2000), mais velha (o índice de envelhecimento mudou de 20,73 em 2000 para 32,48 idosos para cada 100 jovens em 2010, com proporção de pessoas com 65 anos e mais 42

43 indo de 5,48% da população total para 7,12%), com menor percentual de crianças e adolescentes (a população de até 15 anos que era de 26,42% no ano 2000 mudando para 21,93% em 2010). Nota-se, também, que tanto para homens como para mulheres, os 4 primeiros grupos etários até 20 anos- apresentam redução. Esta redução, para o sexo feminino, chega até 25 anos de idade. Entre os homens, a redução é de quase 4% entre os de até 20 anos; entre as mulheres, de 3,71% até os 25 anos. De outro lado, há dois picos de acréscimo populacional para os dois sexos: entre 25 e 35 anos, indicando uma possível entrada migratória, e entre os 50 e 60 anos. E nas idades mais avançadas, pós 65 anos, há incremento nos dois sexos, maior nas mulheres (2,79%) que nos homens (1,80%), resultante de uma maior expectativa de vida feminina. A composição demográfica varia entre o núcleo da metrópole (município de São Paulo) e a periferia (demais municípios). A população da capital tem maior proporção de idosos (com 65 anos e mais): 8,13% do total em 2010, comparando com a dos municípios da periferia (5,78%), Isto se traduz num índice de envelhecimento de 39,16 na capital e em 24,60 idosos para cada 10 jovens na periferia. A proporção de menores de 15 anos é superior nos outros municípios que não a capital: 23,50% do total populacional para a periferia e 20,76% no município de São Paulo. A razão de sexo na capital favorece mais as mulheres que na periferia: 89,93 homens para cada 100 mulheres, enquanto que na periferia esta proporção foi de 94,90. Tanto no núcleo da metrópole como na periferia o grupo etário com maior concentração é o de 25 a 29 anos, para os dois sexos. 43

44 Gráfico 17 Pirâmide Etária: RM de São Paulo 2000 Gráfico 18 Pirâmide Etária: RM de São Paulo 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Município de São Paulo A análise da composição populacional do município de São Paulo mostra uma população com razão de sexo de 89,94 homens para cada 100 mulheres e um índice de envelhecimento de 39,16 idosos para cada 100 jovens entre 0 e 15 anos. A população paulistana tornou-se mais feminina e mais idosa: no ano 2000 a razão de sexo foi de 92,26 homens para cada 100 mulheres e o índice de envelhecimento de 26,12. Esta composição por idade e sexo varia bastante por anel, conforme se pode observar nas pirâmides abaixo: os anéis central, interior e intermediário tem população jovem extremamente reduzida, de 12,07%, 13,40% e 15,76% do total, respectivamente, enquanto que nos anéis exterior e periférico a população com até 15 anos de idade atinge 19,61% e 24,28%, respectivamente. Chama a atenção que no anel interior, o com população com renda mais alta, a razão de sexo seja a menor, de 84 homens para cada 100 mulheres, e o índice de envelhecimento mostre 103,23 idosos para cada 100 jovens até 15 anos. O anel central de São Paulo também mostra uma população feminina e envelhecida: a razão de sexo é de 89 mulheres para cada 100 homens e o índice de envelhecimento de 98,0. De outro lado, os jovens residem no anel periférico: neste anel a população com até 15 anos atinge 24,28% do total, resultando num índice de 44

45 envelhecimento de 22,05. A razão de sexo é a maior entre os anéis: 92,37 homens para cada 100 mulheres. Região Metropolitana da Baixada Santista O Censo Demográfico 2010 evidenciou, para o total do País, uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, acentuando a tendência histórica de predominância feminina na composição por sexo da população do Brasil, uma vez que em 2000 esse indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres (IBGE, 2011). Na mesma publicação, se enfatiza que em populações fechadas isentas de movimentos migratórios, se esperaria que o número de mulheres fosse superior ao de homens, devido à sobre-mortalidade destes em todas as idades. Dessa forma, tem-se que esses diferenciais no quantitativo entre os sexos são ainda maiores nas regiões mais envelhecidas, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, pois à medida que aumenta a idade, o contingente feminino vai ficando maior que o masculino, em função da maior mortalidade nas idades mais avançadas (IBGE, 2011). A idade média da RMBS era em 2000 de 28,1 anos e envelheceu quatro anos, para 32,1 em apenas uma década; no município sede esse fenômeno foi muito mais acentuado, também a idade média ficou quatro anos mais velha, mas o patamar de comparação inicial, 33,6, que era maior que o final para a região avançou em 2010 até 37,6 anos. Quando se observa que Santos, já em 2000 detinha uma razão de sexo muito baixa, 86,0 homens por 100 mulheres e que em 2010 passa a ter a menor razão de sexo do país, 84,4, e que o contingente masculino diminui em números absolutos, homens a menos, e o feminino continuou crescendo, mulheres a mais, atesta-se a veracidade da afirmativa da publicação comentada anteriormente e da denominação da cidade mais feminina do Brasil (IBGE, 2011). No caso específico de Santos, além da mortalidade diferencial por sexo, outros fatores devem ser considerados na explicação dos valores encontrados, a migração seletiva em busca de mercado de trabalho também poderia estar contribuindo para esses resultados. 45

46 A representação gráfica da estrutura por sexo e idade de determinada população é obtida através da construção das pirâmides etárias. Além de identificar o padrão etário de determinada população - se mais jovem ou mais envelhecido, por exemplo - e suas mudanças ao longo do tempo, ela permite também inferir sobre o comportamento das componentes da dinâmica demográfica no passado (IBGE, 2011). A observação das pirâmides etárias relativas à Região Metropolitana da Baixada Santista para os anos de 2000 e 2010, confirma o estreitamento da base e o alargamento do ápice, expressando os processos de declínio da fecundidade e mortalidade e do decorrente envelhecimento populacional ocorridos no período. A porcentagem relativa ao grupo de 0 a 4 anos de idade em 2000 ainda apresentava-se maior que o grupo seguinte, fenômeno que desaparece em 2010, confirmando a queda dos níveis de fecundidade. Esta situação reflete-se na saliência que o grupo de 10 a 14 anos apresenta em 2010, assim como acontece com o grupo de 25 a 29 anos em relação ao de 15 a 19 em A comparação das pirâmides dos vários municípios integrantes da Baixada Santista, permite distinguir, ao menos dois modelos diferentes, reveladores de ritmos diferenciados de transição demográfica, que, por sua vez, se associam a condicionantes históricas e socioeconômicas diversas. Nos municípios de Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente, muito embora com redução da fecundidade presente em 2000, a faixa etária mais acentuada era a de 15 a 19 anos seguida por a de 20 a 24, indicando a presença da chamada onda jovem. Já o censo de 2010 revela a maior concentração populacional nas faixas de 25 a 29 e 30 a 34 anos, como consequência do processo de envelhecimento populacional. O segundo modelo presente na metrópole corresponde aos municípios de Bertioga, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, que ainda em 2000, apresentavam suas maiores proporções no grupo de 0 a 4 anos de idade, indicativo de entrada tardia na transição da fecundidade. Em decorrência, em 2010 são populações muito jovens, de 10 a 14 anos, as mais numerosas nesses contextos. Coincidentemente, essas quatro cidades são aquelas em que ainda é possível enumerar população rural. 46

47 Para concluir, precisa-se enfatizar um fenômeno que se dá sem exceções, todos os municípios aumentam seus contingentes de pessoas com 60 anos e mais, com altas porcentagens referentes aos idosos de 80 e mais, em proporção maior para o sexo feminino. Gráfico 19 Pirâmide Etária da Baixada Santista 2000 Gráfico 20 Pirâmide Etária da Baixada Santista 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Gráfico 21 Pirâmide Etária da Baixada Santista 2000 Gráfico 22 Pirâmide Etária da Baixada Santista 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

48 2.3. Minas Gerais As pirâmides etárias de cada mesorregião permitem duas observações: em primeiro lugar, as regiões mais pobres apresentam maior percentual de crianças e adolescentes no conjunto de sua população, com destaque para as mesorregiões Jequitinhonha, Norte de Minas e Vale do Mucuri. Em segundo lugar, em todas as mesorregiões observou-se o envelhecimento da população na última década, em especial da população feminina. Se observada a RMBH, em particular, além do fenômeno do envelhecimento, houve expressivo aumento na participação dos adultos na fase produtiva (20 a 60 anos). Embora tenha havido um aumento na idade média da população em todas as mesorregiões (com destaque para a maior idade média das mulheres, que tendem a viver mais), observa-se também nas regiões mais pobres a menor idade média: Jequitinhonha, Noroeste de Minas, Norte de Minas e Vale do Mucuri. Região Metropolitana de Belo Horizonte Na Região Metropolitana de Belo Horizonte também há desigualdade no que diz respeito à idade média da população, sendo maior na capital do que nos demais municípios. Na capital a idade média é significativamente maior do que a média do estado, em especial no caso das mulheres. 48

49 Gráfico 23 Pirâmide Etária da RM Belo Horizonte (exclusive colar) 2000 Gráfico 24 Pirâmide Etária da RM Belo Horizonte (exclusive colar) 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Espírito Santo Analisando a população do ES no ano de 2010 de acordo com o sexo, observa-se que a mesma é composta em sua maioria por mulheres (50,75%). É possível identificar ainda que a distribuição de homens e mulheres nas microrregiões do estado encontra-se equilibrada (percentuais próximos de 50%). O percentual de mulheres mais significativo foi registrado na região Metropolitana (51,55%). A população feminina mostrou-se predominante também nas microrregiões Litoral Norte (50,28%), Polo Cachoeiro (50,49%) e Polo Colatina (50,74%). Já as demais microrregiões são compostas predominantemente por homens, sendo a Central Serrana a microrregião com maior percentual de pessoas desse gênero, 50,91%. Entre 2000 e 2010, aumenta a parcela feminina da população em todas as microrregiões do estado, inclusive no próprio ES. Constatou-se, também, um aumento nas idades média e mediana de todas as microrregiões do estado. No ES, a idade média da população cresceu de 28,8 para 32,4 anos. Já a idade mediana passou de 25,5 anos para 30,0 anos. Em 2010, as microrregiões Central Serrana e Polo Colatina apresentaram as idades média e mediana mais elevadas do estado. Enquanto que os menores quantitativos foram registrados nas microrregiões Litoral Norte e Polo Linhares. 49

50 Analisando as pirâmides etárias do Espírito Santo referente aos anos de 2000 e 2010, observa-se um considerável estreitamento da base e uma ampliação das faixas etárias superiores da pirâmide. Esse resultado revela que a população do estado encontra-se em processo de envelhecimento. Isso já era esperado, uma vez que esta é uma tendência nacional 7. Os grupos etários que perderam maior representatividade no total da população do estado foram os grupos que englobam idades inferiores a 20 anos. Esses grupos representavam 39,4% da população total em Em 2010 esse percentual reduziu para 31,7%. Além da redução na participação relativa, os grupos etários de menores de 20 anos registraram uma diminuição no seu contingente absoluto. Já os grupos de 45 a 59 anos registraram os maiores aumentos percentuais, a participação desses grupos passou de 12,3% em 2000 para 16,7% em Gráfico 25 Pirâmides Etárias do Estado do Espírito Santo 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Elaboração: Coordenação de Estudos Sociais e Coordenação de Estudos Territoriais IJSN. O processo de envelhecimento populacional se verifica em todas as regiões do estado. No ano 2000, na RMGV, a faixa etária mais representativa foi a de 15 a 19 anos (10,7%). Em 2010, nessa mesma microrregião, o grupo etário mais significativo foi o de 25 a 29 anos (9,7%). O município de Vitória, 50

51 capital do estado, possui uma composição um pouco mais envelhecida que a população conjunta dos demais municípios da região Metropolitana. Em 2000, o grupo etário com maior representatividade foi o de 15 a 19 anos (10,5%). Já em 2010, foi o de 25 a 29 anos (9,8%). Observou-se ainda aumento no percentual da população com mais de 80 anos, sendo que esse crescimento foi mais expressivo entre as mulheres, de 0,6% em 2000 para 0,9% em Gráfico 26 Pirâmides Etárias do Estado do Espírito Santo 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Elaboração: Coordenação de Estudos Sociais e Coordenação de Estudos Territoriais IJSN Rio Grande do Sul Na década de 2000 aumentou a proporção de população madura (45 a 64 anos) em mais de um ponto percentual; a população mais madura (65 anos e mais) também aumentou, mas de modo menos significativo. Agora, destacase a diminuição das crianças, jovens, e adultos jovens (até os 44 anos). Mas, foram as crianças de zero a quatro anos que mais diminuíram o peso na proporção de população no Estado. De fato, o índice de idosos subiu de 27,61% em 2000 para 44,61% em Essa é uma mudança muito significativa na estrutura demográfica gaúcha. 51

52 As regiões onde o aumento no índice de envelhecimento da população total foi mais elevado são a Noroeste e a Centro Ocidental (na primeira a diferença em pontos percentuais foi de 22,34 e na segunda foi de 20,89). Os índices das mulheres foram mais elevados que os dos homens. Em média, no Estado, enquanto o aumento desse índice foi de 20,16 pontos percentuais, o dos homens foi de 13,95 pp. Na RMPA o índice de envelhecimento na periferia é bem menor do que no polo, com vantagem para as mulheres, tendo aumentado de 47,69 em 2000 para 72,65 em Como se sabe, é na periferia metropolitana onde estão situados os municípios onde é maior a pobreza. Então se pode dizer que dois fatores contribuem para a menor longevidade: urbanização intensa e pobreza. Por outro lado, convém destacar que o RS se mantém predominantemente feminino, com diminuição, inclusive, da proporção de população masculina em 2010 frente a Um dado importante: quando se analisa a razão de sexo segundo os grupos etários verifica-se que, de modo generalizado, em todas as mesorregiões, até os 24 anos a razão de sexo indica uma prevalência masculina e, a partir dos 70 anos, menos de 80% da população é masculina, também em todas as mesorregiões. É nos grupos etários entre os 25 e os 59 anos de idade onde se encontra a razão de sexo tendo um equilíbrio maior (um pouco mais de 100 em alguns grupos na Centro-Oriental e na Nordeste; e nos demais acima dos 90). Na RMPA ocorre o mesmo fenômeno, mas os homens não se constituem em maioria na faixa entre os 20 e 24 anos na capital, ao contrário do que ocorre na periferia metropolitana. Esse dado pode corroborar a grande questão que se discute nos estudos sobre violência, que nas grandes cidades verifica-se uma tendência à morte de homens jovens mais do que de mulheres jovens. De outro lado, é em Porto Alegre onde a população feminina continua prevalecendo após os 80 anos. Cerca de 60% da população nessa faixa etária em Porto Alegre é de mulheres. 52

53 Gráfico 27 Pirâmide Etária; Região Metropolitana de Porto Alegre 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Gráfico 28 Pirâmide Etária da RM de Porto Alegre (Núcleo) 2000 Gráfico 29 Pirâmide Etária da RM de Porto Alegre (Periferia) 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Paraná Nas últimas décadas, o Paraná apresentou uma nítida transformação em sua estrutura demográfica. De um Estado com elevada proporção de população jovem, passou a apresentar crescente participação dos grupos 53

54 idosos na composição de sua população. Em 1991, os grupos etários do Paraná configuravam uma pirâmide de bases largas, com a maior concentração populacional (22,4%) nas faixas entre 5-9 e anos. A partir dessas, há um estreitamento contínuo em direção ao topo, e a faixa com mais de 80 anos incorpora apenas 0,6% da população. No ano 2000, o desenho estreita as bases e aponta os estratos mais significativos (19,7% da população) nos grupos etários jovens, ou seja, com idades entre e anos. Demonstra também um leve alargamento no topo. Uma década depois há uma reconfiguração na pirâmide etária do Paraná, com forte estreitamento da base, a maior concentração (17,5%) nos grupos entre e anos, portanto em idade jovem, e maior alargamento do topo, no qual o grupo de 80 anos e mais atinge 1,4% da população, com vantagem para a feminina. Em 2000, o índice de idosos do Paraná era 19,7%, elevando-se, em 2010, para 33 idosos para cada 100 jovens. Este indicador também é crescente nas RMs, particularmente nas de Maringá e Londrina, que aumentaram sobremaneira a proporção de população em idade mais avançada com relação à mais jovem, superando os 40%. Cabe observar que na RM de Curitiba, embora esse índice também tenha se elevado substancialmente, situa-se, em 2010, bem abaixo das demais RMs e inferior, inclusive, ao do conjunto dos demais municípios não metropolitanos: 28,4% e 33,6%, respectivamente. As pirâmides das RMs de Maringá e de Londrina apresentam similitudes em seus formatos, principalmente em relação às bases mais estreitas e ao segmento etário de anos sendo o predominante. Nos grupos mais idosos (acima de 45 anos), também se equiparam, notando-se apenas uma leve diferenciação no topo das pirâmides femininas, em que a de Londrina é ligeiramente mais larga. Detendo-se de forma mais minuciosa nos diferenciais das estruturas etárias entre as RMs paranaenses nos períodos considerados, observa-se na RM de Curitiba que os grupos etários mais concentradores de Curitiba (núcleo) deixam de corresponder aos de 15-24, para os homens e para as mulheres, e passam aos 20-29, para homens, e para mulheres. Distintamente, os municípios periféricos da RM de Curitiba mantêm as maiores concentrações nas faixas etárias de 0-9 anos, seja em 2000 ou 2010, para homens e 54

55 mulheres. A RM de Londrina, para ambos os sexos, deixa as maiores concentrações dos grupos de anos, incorporando o de anos. Maringá, demonstrando uma evolução mais acentuada, passa das maiores concentrações nos grupos entre para os entre anos. Em síntese, o Paraná tornou-se mais feminino e mais idoso, espelhando um comportamento muito nítido nas mesorregiões Norte Central e Metropolitana de Curitiba. Mesmo assim, na RM de Curitiba, os municípios da periferia retratam ainda o Paraná das décadas anteriores, com proporções elevadas de populações infantis e jovens. Tal comportamento aproxima-se do apresentado para os municípios não inseridos nas RMs do Paraná. Gráfico 30 Pirâmides Etárias do Estado do Paraná 1991/2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

56 Gráfico 31 Pirâmides Etárias: RMs de Curitiba, Maringá, Londrina e Demais Municípios do Paraná 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e No que diz respeito às razões de sexo, as três RMs, no período considerado, elevam a participação feminina no total da população, sendo a de Londrina a que apresenta a razão de sexo mais significativa em 2010: apenas 93,8 homens para cada 100 mulheres. Os núcleos das três RMs apresentam razões de sexo mais favoráveis à presença feminina, com destaque para Curitiba: 91,1 homens para cada 100 mulheres. Distintamente, os municípios periféricos assumem um comportamento similar ao dos municípios não metropolitanos, estes com a razão de sexo na ordem de 98,2% em Goiás A população feminina é predominante em Goiás e vem aumentando mais rapidamente que o número de homens: são mulheres e homens, o que resulta numa proporção de 98 homens para cada 100 mulheres (ou mulheres a mais). Em 2000, essa diferença era menor: mulheres a mais, o que resultava numa proporção de 99,2 56

57 homens para cada 100 mulheres. Na média do Brasil, em 2010, a proporção é de 96 homens para cada 100 mulheres. Entre as mesorregiões destaca se o Centro Goiano tem a maior concentração da população feminina: em 2010 chegou a mil mulheres a mais que homens, enquanto em todas as outras mesorregiões o quantitativo de homens é maior que o de mulheres, o que amortece um pouco a diferença no total da população do Estado de Goiás. Por sua vez, a RM de Goiânia concentra quase todo o excedente feminino do Centro Goiano: são mil mulheres a mais que homens. E nos municípios da RIDE DF a população feminina alcançou um excedente de mil mulheres em 2010 invertendo a o excedente masculino observado na década anterior: mil homens. Região Metropolitana de Goiânia Na RM Goiânia, somente no município polo a capital Goiânia, o excedente da população feminina é de mulheres a mais: um total de mulheres e homens. No restante do Centro Goiano, que abrange grande parte dos municípios da RMG, verifica-se uma diferença menor no quantitativo de mulheres, evidenciando que os homens parecem viver mais nos espaços não metropolitanos. Na área metropolitana, observa-se a concentração da população feminina nos centros com mercado de trabalho mais desenvolvidos e mais integrados à metrópole, destacando os municípios de Aparecida de Goiânia, Trindade e o município Polo Goiânia. Apenas no município de Inhumas, que tem baixa integração à metrópole, observa-se a predominância de mulheres. Em consonância com o restante do país, o Censo 2010 mostra uma tendência de envelhecimento da população goiana. A diminuição na proporção da população jovem é observada em todos os grupos de idade entre 0 e 24 anos destaca-se a redução no grupo de 0 a 4 anos (-24,4%). O aumento na proporção da população adulta e de idosos é observado em todos os grupos etários a partir dos 40 anos somente a proporção dos grupos com mais de 60 anos aumentaram de 7,2% em 2000 para 9,3% em Na RM de Goiânia o 57

58 aumento proporcional dos grupos etários entre 25 e 29 anos passa de 9,4% em 2000 para 10,0% em Gráfico 32 Pirâmides Etárias do Estado de Goiás 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e As mudanças na estrutura demográfica de Goiás traduzem a reconfiguração da sua pirâmide etária: estreitamento da base com a redução dos grupos mais jovens, e alargamento do topo inversão na proporção dos grupos etários adultos (a partir do intervalo 25 a 29 anos): o grupo entre 60 e 64 anos alcança 3,1% da população; entre 65 e 69 anos alcança 2,3% da população; e o grupo de 80 anos e mais com 1,1% da população. 58

59 Gráfico 33 Pirâmides Etárias do Município de Goiânia 2000/2010 Gráfico 34 Pirâmides Etárias dos Demais Municípios da RM de Goiânia 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Nas pirâmides etárias da RM de Goiânia, separando o município Polo Goiânia e os demais municípios metropolitanos, a reconfiguração piramidal é ainda mais acentuada: maior estreitamento da base (redução de todos os grupos entre o e 19 anos); alargamento do centro (grupos entre 25 e 34 anos) e do topo da pirâmide (grupos a partir de 40 anos de idade). Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE-DF) A distribuição de homens e mulheres entre os Estados e o Distrito Federal que compõem a RIDE-DF, em 2010, denota que a participação de homens é menor que a das mulheres na composição da população, com exceção de Minas Gerais. Na composição geral da RIDE-DF a tendência de participação menor dos homens prevalece. É interessante notar que a participação dos homens diminuiu entre 2000 e 2010 e a das mulheres cresceu. Outro fato a ser observado é que o crescimento do número de homens e mulheres no DF permaneceu constante, apresentando a mesma participação em 2000 e

60 Gráfico 35 Distribuição de homens e mulheres por UF: RIDE-DF 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Gráfico 36 Distribuição de homens por UF: RIDE-DF 2000/2010 Gráfico 37 Distribuição de mulheres por UF: RIDE-DF 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Ao observar a idade média da população, verifica-se a repetição da tendência de comportamento que ocorre em todo o país, o envelhecimento populacional. Apesar da pouca variação, os municípios do Estado de Minas Gerais apresentam o maior envelhecimento. A média de idade da RIDE-DF se aproxima muito da média do DF, comportamento esperado, uma vez que o DF apresenta a maior população e a variação entre as regiões é muito próxima. 60

61 Gráfico 38 Idade Média por UF: RIDE-DF 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Quando se comparam os dados do censo demográfico da RIDE-DF entre os anos de 2000 e 2010, verifica-se mudança na composição da população, também marcada pelo envelhecimento. Percebe-se que em 2000 a faixa etária mais larga era de 20 a 24 anos, em 2010 a faixa mais larga passa a ser a de 25 a 30 anos. Percebe-se também uma redução da contribuição da faixa etária de 0 a 24 anos e um aumento das maiores idades. Gráfico 39 Pirâmides etárias RIDE-DF 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

62 Devido ao peso da população do DF, na composição da RIDE-DF, a pirâmide etária da RIDE-DF é bem parecida com a do DF. Mas ao se separar os municípios do Estado de Goiás e de Minas Gerais, que compõem a RIDE- DF, percebem-se algumas distinções. Tanto os municípios do Estado de Goiás quanto os de Minas Gerais apresentam base mais larga que o DF, o que significa que a população dessas duas regiões tem maior contribuição na formação de sua população de jovens. Esse fato é bem mais realçado nos municípios do Estado de Goiás. Também é possível notar que a população do DF é a mais envelhecida do conjunto. Gráfico 40 Pirâmides Etárias: DF 2000/2010 Gráfico 41 Pirâmides Etárias: Municípios de Goiás que compõem a RIDE-DF 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Bahia Região Metropolitana de Salvador Em relação ao perfil dos residentes, as pirâmides etárias têm características próprias das grandes cidades, ou seja, com a redução da fecundidade, percebe-se claramente a redução da participação de crianças de 0 a 4 anos na população. Os adolescentes de 15 a 19 anos do início da década agora estão claramente representados na pirâmide etária de 2010 na faixa dos 62

63 jovens de 25 a 29 anos, em plena idade de inserção no mercado de trabalho. Apesar dessa pressão por novos postos de trabalho, os indicadores recentes de ocupação e emprego da RMS evidenciam um relativo crescimento do espaço para a inclusão de jovens, mesmo que em ocupações precárias e de baixa remuneração. Gráfico 42 Pirâmide Etária da RM de Salvador 2000 Gráfico 43 Pirâmide Etária da RM de Salvador 2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Muitos desses jovens vêm de outros municípios do interior do estado ou de outros estados, o que pode ser percebido quando se compara o tamanho do grupo de jovens em 2000 e em 2010: em 2000, eram 173 mil adolescentes do sexo masculino de 15 a 19 anos e 181 mil do sexo feminino. Esse grupo que seria, em 2010, o de jovens de 25 a 29 anos, parece estar maior: 181 mil homens e 200 mil mulheres. Portanto, apesar da violência que vitima adolescentes e jovens da RMS, principalmente homens e negros, o número desses residentes cresceu, provavelmente alimentado pela emigração. Outra característica perceptível através das pirâmides é a de envelhecimento da população residente, com aumento visível da participação de pessoas com 80 anos ou mais, principalmente mulheres. Em 2000, os homens de 80 anos ou mais eram cerca de 8 mil. Em 2010 eles passaram para 63

64 13 mil. No caso das mulheres o crescimento foi de 17 para expressivos 30 mil em Algumas características demográficas da Região Metropolitana de Salvador indicam que, apesar da tendência de envelhecimento, ainda é uma metrópole jovem e com maioria feminina. A Razão de sexo é sempre menor que 100% em Já a Razão de dependência mostra que tem ocorrido uma queda entre os períodos censitários, o que denota um crescimento da população economicamente ativa na composição. Isso se explica por ser a Metrópole uma região mais dinâmica economicamente Rio Grande do Norte A distribuição por sexo da população norte-riograndense em 2010 mostra equilíbrio entre homens e mulheres. No estado em geral, 48,89% são homens e 51,11% são mulheres. O maior diferencial entre os sexos ocorre na capital, Natal, onde 52,98% dos habitantes são do sexo feminino. Em apenas uma mesorregião do estado há mais homens do que mulheres. Na região Agreste Potiguar, 50,13% dos habitantes são do sexo masculino. O cenário, portanto, é de que no interior do estado, assim como na periferia metropolitana, há equiparação entre homens e mulheres. A maior diferença entre sexos ocorre na RMN em virtude do que ocorre no município de Natal. No que se refere à estrutura etária, o índice do idoso em 2010 foi de 27,86, o que significa que temos 27,86 idosos para cada 100 jovens com 14 anos ou menos. O município de Natal está bem acima da média do estado, com índice de envelhecimento igual a 32,37. Contudo, verifica-se que os municípios periféricos da RMN possuem índices bem menores. A idade média é outro indicador que reflete essa transição de estrutura etária da população. Entre 2000 e 2010 o Rio Grande do Norte aumentou em mais de três anos sua idade média. As pirâmides etárias mostram que o Rio Grande do Norte segue a mesma tendência do Brasil, ou seja, população numerosa em idades jovens e medianas, redução acentuada da população infantil, sobretudo nos primeiros dois grupos etários e aumento da população de idades mais avançadas. 64

65 Das pirâmides a seguir, as três primeiras, Rio Grande do Norte em geral, RMN e Natal, apresentam uma análise comparativa da estrutura etária entre os dois últimos censos, 2000 e Ressalte-se a baixa fecundidade do município de Natal, refletida na baixa participação relativa da população dos dois primeiros grupos etários, sobretudo em A longevidade feminina fica evidente, sobretudo, em Natal e na RMN. A partir dos 55 anos, a população feminina tem peso bem maior que a masculina. Comparando esses grupos etários mais avançados nos dois censos em análise, praticamente todos as idades a partir dos 55 anos tiveram ganho de população acima da média. Gráfico 44 Pirâmide Etária do Estado do Rio Grande do Norte 2000/2010 Gráfico 45 Pirâmide Etária da RM de Natal 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Também se apresenta uma comparação, para 2010, das estruturas etárias da Região Metropolitana de Natal: Natal, periferia e total da RMN. O município de Natal se sobressai nas idades mais avançadas, enquanto que na periferia da RMN, as maiores participações relativas ocorre na população das idades mais jovens. 65

66 Gráfico 46 Pirâmide Etária do Estado do Rio Grande do Norte 2000/2010 Gráfico 47 Pirâmide Etária da RM de Natal 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Ceará Considerando o conjunto de mesorregiões que compõem o Estado do Ceará, no que concerne à média de idade da população, chama atenção, em todas as unidades espaciais de análise, que a idade média da mulher supera a do homem, denotando maior longevidade da primeira, com destaque nas mesorregiões Metropolitana e Sul do Estado, onde as mulheres apresentam idade média dois anos maior. Isto indicaria que justamente nas regiões mais urbanizadas, o homem estaria vivendo menos. Seria tal característica já consequência da violência urbana e do estilo de vida? Em termos absolutos e relativos, predominam as mulheres sobre os homens em todas as mesorregiões, sendo esta prevalência maior na mesorregião metropolitana. A exceção é a mesorregião Norte, onde se tem o predomínio do sexo masculino. Quando nos deparamos com a RMF, subdividida entre o núcleo, a capital Fortaleza, e os demais municípios que compõem a sua periferia, chama atenção as significativas diferenças entre os mesmos, entre as quais: a maior longevidade no núcleo da RMF associada a uma maior idade média independente do gênero, representando mais que o dobro em relação à 66

67 periferia. Isto indicaria que o desenvolvimento concentrado na capital em termos de acesso aos equipamentos de saúde e as infraestruturas urbanas básicas estaria influenciando na maior expectativa de vida. Considerando a distribuição etária da população em 2010, reduz-se o contingente das faixas mais jovens, menores de 20 anos. Ao mesmo tempo, observa-se a expansão da população em todas as demais faixas, denunciando tendência de aceleração do processo de envelhecimento da população. Estreita-se a base e alarga-se o topo e especialmente aumenta o meio da pirâmide demográfica para todas as mesorregiões. A redução da base da pirâmide mostra-se mais intensa para Fortaleza, o núcleo da RMF, da mesma forma que faixas intermediárias indicam maior representatividade da população entre 20 e 49 anos, se comparadas às demais. Gráfico 48 Pirâmides Etárias: Estado do Ceará 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

68 Gráfico 49 Pirâmides Etárias: Mesorregião Metropolitana de Fortaleza 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Pará No intervalo , equilibrou-se a composição da população paraense por gênero, diminuindo ligeiramente a quantidade relativa de homens, de 51% para 50%, e se aproximando da nacional, cuja participação masculina estabilizou em torno de 49%. A estrutura etária de homens e mulheres, bem como sua transformação no período estudado são muito similares. Pouco se alterou a idade média de ambos os sexos e a da população total, aumentando de 25 para algo em torno de 27 anos e meio. 68

69 Gráfico 50 Pirâmides Etárias: Estado do Pará 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e Pela pirâmide etária, percebe-se que as faixas que mais crescem se situam entre os 25 e 50 anos e que a população jovem (até 19 anos) está se contraindo. Vem diminuindo a taxa de fecundidade e os indicadores de mortalidade infantil permanecem elevados para as médias brasileiras. Os relatórios dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (IPEA, 2010) indicam que o estado do Pará vem melhorando os seus indicadores, alcança as metas estaduais e algumas regionais, mas não as nacionais, no que se refere aos indicadores de saúde, e não tem convergência real com o resto do país (PNUD/PUC Minas/UFPA, 2007). O processo de envelhecimento da população no Pará encontra-se em estágio menos avançado do que no Brasil e segue a um ritmo mais lento. No período , a variação no índice de envelhecimento do estado, de 10,35% para 15,32%, foi menor do que a observada no país (19,77% para 30,66%). De forma mais aproximada variou a razão de dependência dos idosos, de 6,5% para 7,41%, em comparação com a brasileira (9,07% para 10,77%). Por outro lado, a razão de dependência das crianças diminuiu de 62,79% para 48,39%, pouco mais do que a alteração ocorrida no país (45,86% para 35,13%). 69

70 Região Metropolitana de Belém Não se altera a composição da população por gênero na RMB, no núcleo e nem na periferia metropolitana, acompanhando a tendência brasileira, mas não a estadual, que teve reduzida um pouco a proporção de homens. A participação masculina é pouco menor do que a feminina na metrópole (48%) e maior na periferia (49%) em comparação com o núcleo (47%). Tanto homens quanto mulheres são na maioria jovens e crianças, sendo ainda a contribuição desses contingentes maior na periferia do que no núcleo metropolitano, embora o processo de envelhecimento na última década tenha sido mais acentuado no conjunto dos municípios periféricos do que na RMB e bem menos intenso no município de Belém. Na metrópole como um todo, a idade média aumentou de 27 para 31 anos, maior do que a observada para o estado do Pará, sendo maior também a variação do índice de envelhecimento, de 14% para 22,79%. A razão de dependência dos idosos aumentou de 6,34% para 7,96%, portanto, uma variação pouco maior do que a ocorrida no estado, enquanto a razão de dependência das crianças, que diminuiu de 45,32% para 34,94% no período estudado, teve uma redução bem menos acentuada do que o conjunto dos municípios paraenses. Gráfico 51 Pirâmides Etárias: Estado do Pará 2000/2010 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e

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