VALORAÇÃO DE TECNOLOGIA

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1 XII Encontro da Rede Mineira de Propriedade Intelectual VALORAÇÃO DE TECNOLOGIA Engª LOURENÇA F. DA SILVA Belo Horizonte - 05/11/2010 Lourença F. Silva

2 VALORAÇÃO DA TECNOLOGIA PARA VALORAR UMA TECNOLOGIA DEVE-SE PRIMEIRO COMPREENDÊ-LA! Avaliação da TECNOLOGIA Lourença F. Silva

3 VALORAÇÃO DE TECNOLOGIA = Atribuição de valor à tecnologia. Depende : -De uma boa Avaliação da Tecnologia. que depende do processo de geração da tecnologia/inovação tecnológica. Lourença F. Silva

4 - PROCESSO DE GERAÇÃO DE INOVAÇÃO Estado da arte e prospecção tecnológica Mudanças Tecnológicas P&D industrialização Padronização Produção Marketing Analise e Previsão de Mercado Mudança do Mercado Lourença F. Silva

5 Processo de Inovação Tecnológica Comunidade Científica Sociedade Direitos autorais Desenho industrial, marcas, informações estratégicas Patentes Inovação tecnológica Pesquisa Científica (ampliar a base de conhecimento) Desenvolvim. Tecnológico (novos produtos e processos e melhoria dos existentes) Desenvolvim. Industrial Produto ou Serviço Problema Específico Reconhecimento da Comunidade Científica Paper / livros Publicações (Livros / Periódicos) avaliação da tecnologia Recompensas de Vantagens e Interesses Normas Econômicos Técnicas Relatórios Técnicos paper Lourença F. Silva Fonte- Lourença F. Silva L u c r o S O C I E D A D E

6 AVALIAÇÃO DA TECNOLOGIA Questões: 1- Como reconhecer se o resultado da P&D é explorável comercialmente? É melhoramento, complementar ou invenção radical? 2- Qual conhecimento é próprio da ICT? 3- Onde ela está ( unidade da ICT) e de que forma? 4-Pode ser protegida? Potencial da Propriedade Intelectual. 5- Há múltiplos inventores e /ou colaboradores? 6- Houve divulgação pública? 7- É objeto de acordo, convenio ou contrato? Lourença F. Silva

7 Questões (CONT) 8- Há alguma disputa entre os envolvidos? 9 Algum dos envolvidos tem parte nos direitos de exploração? 10 -É uma oportunidade de licenciamento? 11- É uma oportunidade de colaboração? 12- É uma oportunidade da Venture Capital? 13- Como se comporta a indústria? 14 Por que uma empresa se interessaria? 15 Quem são os possíveis parceiros estratégicos? 16 É possível mapear a tecnologia? SER REALISTA O MAIS CEDO POSSÍVEL SOBRE A MATURIDADE E POTENCIAL DA TECNOLOGIA Lourença F. Silva

8 MAPEAMENTO DA TECNOLOGIA permite: -Relacionar a tecnologia com outras família de patentes. -Análise e síntese da tendências tecnológicas, mercados, mudanças e desafios. -Determinar/Estimar como os mercados se comportaram a curto e médio prazo e as necessidades de desenvolvimento tecnológico para adequação da Tecnologia. -Identificar as tecnologias chaves e as competências que cada indústria local tem como vantagem competitiva. Lourença F. Silva

9 MAPEAMENTO DA TECNOLOGIA permite:. -Identificar as barreiras relacionadas a tecnologia na indústria - absorção e comercialização. -Identificar as oportunidades de inovação tecnológica. -Discutir os fatores criticos de sucesso da Tecnologia. -Estimar o potencial comercial da Tecnologia. Lourença F. Silva

10 Avaliação da Tecnologia e a Propriedade Intelectual - Escopo da proteção é fundamental. -A tecnologia deve estar bem protegida e concretizada do ponto de vista da PI. -Ex: patentes - quadro reivindicatório e da própria redação da patente como um todo. - Falha na proteção - perda do valor perda do potencial de comercialização. Lourença F. Silva

11 AVALIAÇÃO DA TECNOLOGIA PARÂMETROS QUE DEVEM SER AVALIADOS: 1- A natureza dos resultados gerados (know how, trade secret, patentes, desenho industrial, marca, software, cultivar, direitos autorais, etc.) 2- A duração da propriedade intelectual gerada. 3- O campo da tecnologia. Lourença F. Silva

12 4- Estágio de desenvolvimento: (escala laboratorial, protótipo testado, escala piloto, testes operacionais, homologação normas técnicas, etc.) 5- Tipo de Inovação (Radical / Incremental)- produto/ processo. 6- Facilidade de cópia ( pirataria). 7- Do estágio no ciclo de vida da tecnologia. Lourença F. Silva

13 8- Normas restritivas ( tecnologia sujeita a regulamentação técnica ) ex: impacto ambiental 9- Do campo de aplicação do resultados. 10- Teste de Validação da Inovação (tecnologia emergente riscos tecnológicos. 11- Estimativa de mercado- demanda e natureza. 12- O montante de investimentos ( $$) necessários para preparação e colocação no mercado ( engenharia do produto e produção) Lourença F. Silva

14 Montante de investimentos ( $$) necessários para preparação e colocação no mercado: - PREPARAÇÃO DO PRODUTO/PROCESSO em ESCALA INDUSTRIAL PARA FABRICAÇÃO - engenharia do produto, linha de produção, - atendimentos a normas técnicas, legislação específica, registro em organismos governamentais - design, peças, componentes, fornecedores, embalagens - testes, adequação, controle de qualidade - homologação - manuais de produção, operação, manutenção - Etc... Lourença F. Silva

15 VALORAÇÃO DA TECNOLOGIA SUBSIDIAR A NEGOCIAÇÃO NA COMERCIALIZAÇÃO DA TECNOLOGIA. Lourença F. Silva

16 MÉTODOS DE VALORAÇÃO. 1- APROPRIAÇÃO DE CUSTOS OU CUSTO DE DESENVOLVIMENTO. 2- PREÇO DE MERCADO OU MÚLTIPLOS. 3- FCD FLUXO DE CAIXA DECONTADO - RECEITA ESPERADA. 4- OPÇÕES REAIS. Lourença F. Silva

17 1- APROPRIAÇÃO DE CUSTO Consiste no levantamento de todos os custos ( desde o desenvolvimento até os atuais investimentos realizados etc). USADOS PARA BENS INTANGÍVEIS E TECNOLOGIAS EMERGENTES/FRONTEIRAS, ONDE EXISTE MERCADO POTENCIAL, -Não leva em consideração o valor futuro do negócio, só o valor investido. Lourença F. Silva

18 2- PREÇO DE MERCADO OU MÚLTIPLOS -COMPARAÇÃO DA TECNOLOGIA COM SIMILAR LANÇADO NO MERCADO -Preço de venda de tecnologias ( produtos ) semelhantes. -Estimar a demanda com as tendências do mercado prospecção. DIFICULDADES : - Difícil de aplicar para novas tecnologias. -Poucas transações com tecnologia similar. -Dados financeiros geralmente não disponíveis. Lourença F. Silva

19 3- FCD FLUXO DE CAIXA DESCONTADO. VALOR PRESENTE DOS BENEFÍCIOS ECONÔMICOS FUTUROS- - Receita esperada. Somatório do fluxo de caixa ao longo de um determinado tempo, descontado uma taxa (% )- riscos. APESAR DE SER O MAIS USADO o FCD TEM DESVANTAGENS: Não leva em consideração as oportunidades e opções de negócio ao longo do tempo. Lourença F. Silva

20 3- FCD FLUXO DE CAIXA DESCONTADO. Taxa de desconto = riscos VPL = FC - Io (1 + r)n VPL Valor Presente Líquido Io Investimento inicial FC Fluxo de caixa (livre de tributos e do custo de produção) r taxa de desconto apropriada (proporcional ao risco) n tempo VPL > 0 vale apena investir. Lourença F. Silva

21 4- OPÇÕES REAIS OR Atualmente usado para avaliação empresas e usado para avaliar tecnologias. Permite avaliar o valor das flexibilidades gerenciais. o melhor momento para exercer as Opções Reais e testar diferentes modalidades de negócio com diferentes opções de crescimento. Lógica do mercado financeiro - caso tenha uma opção não há obrigatoriedade de usufruir desta somente o faz apenas quando o resultado for favorável. Análise que se aproxima mais das condições reais do negócio - muitas variáveis portanto mais complexa. Lourença F. Silva

22 4- OPÇÕES REAIS - cont -Emprega ferramentas matemáticas mais sofisticadas. Ex: como simulações de Monte Carlo ( cenários), os modelos binomiais, as árvores quidrinomiais ou equações diferenciais parciais. Fórmula: Valor OR = Valor FCD + Valor flex Valor da OR é o valor da tecnologia pelo FCD mais o valor da flexibilidade gerencial opções reais. -Baseado em árvore de eventos do ativo/objeto (tecnologia) pode assumir ao longo do tempo. Árvore de decisão. Lourença F. Silva

23 VALORAÇÃO DA TECNOLOGIA TODOS OS MÉTODOS NECESSITAM DE DADOS ESTRATÉGICOS DAS EMPRESAS: -Investimentos realizados (o quanto gastou ou irá gastar -centros de custos). -Taxa de retorno, - lucros, -Capacidade de produção -Colocação no mercado, etc. -PARA AS ICTs tais informações são difíceis de se obter! -Ex: Quanto custa o desenvolvimento de uma criação intelectual? Lourença F. Silva

24 RISCOS TECNOLÓGICOS SEMPRE DEVEM SER LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO. falha na estágio de laboratório para fabricação em escala engenharia de produto. falha no custo efetivo de fabricação investimentos em linha de produção. tecnologia nova com forte potencial de competição. efeitos não desejados ( remédios). Lourença F. Silva

25 Efetividade dos Investimentos em novos produtos Unsuccessful 46% 30 Development Successful 54% Commercialization Exploration & Screening Business Analysis 18,5 Testing (10) 4 (11) 15% 2 (3) 5% (18.5) (6) (7) 17% 25% (20) 37% (30) Successful Projects Unsuccessful (canceled; commercial failures) Based on the NewProd Studies* Lourença of almost F. Silva new product launches in 400+ firms 25 *Studies conducted by Robert G. Cooper

26 ANÁLISE PRELIMINAR DOS RISCOS Falha no valor de mercado atratividade dos parceiros e investidores. Falha na estimativa de mercado. Falha no mapeamento do ciclo de vida da tecnologia. Falha para completar o desenvolvimento. Falha no estabelecimento de metas. Insuficiência de Recursos. Falha na determinação dos padrões de qualidade requeridos. Falha no atendimento a requisitos legais, normas técnicas. Falha no tempo de colocação no mercado. Lourença F. Silva

27 RECOMENDAÇÕES AOS NITs - Lourença F. Silva

28 VALORAÇÃO DA TECNOLOGIA TODOS OS MÉTODOS NECESSITAM DE DADOS ESTRATÉGICOS DAS EMPRESAS: -Investimentos realizados (o quanto gastou ou irá gastar -centros de custos). Taxa de retorno, - lucros, -Capacidade de produção -Colocação no mercado, etc. -Ex: Quanto custa o desenvolvimento de uma criação intelectual? -Comercialização de Tecnologia não é o negócio da ICT! Lourença F. Silva

29 IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DA TECNOLOGIA -Principal subsídio para comercialização da tecnologia instrumento de definição para estratégia de negociação. -Avalia os riscos de investimentos. - Auxilia na priorização das ações de P&D e de comercialização.- -quais os projetos que devem ser priorizados e - quais tecnologias devem ser comercializadas primeiro. -Fundamental para a transferência de tecnologia. Lourença F. Silva

30 DESAFIOS DOS NITs: CAPACITAÇÃO E COMPETÊNCIA PARA MAPEAR A TECNOLOGIA Mecanismo de identificação da oportunidade de transferência de tecnologia. Habilidades da equipe (pessoas) em planejar o ciclo de vida da tecnologia e mapeamento do mercado. Avaliação da tecnologia. Estrutura financeira. Visão comercial. Recrutamento e gerenciamento de pessoas. Negociação, vendas, preço e marketing. Gerenciamento e Auditagem. - PREPARAR O NIT PARA A NEGOCIAÇÃO! Lourença F. Silva

31 É PRECISO TER FEELING E SUBSIDIOS PARA : Verificar se do ponto de vista da técnica atual, se a tecnologia atende o mercado, é capaz de dar retorno para aqueles que a produzem, de maneira satisfatória. Se o custo de implantação de uma nova tecnologia é muito elevado, mesmo havendo claras vantagens para o cliente ou usuário final dessa melhoria, Se a tecnologia encontrará dificuldade para entrar no mercado, porque exigirá a mudança de toda a forma (linha) de produção, levando a uma ruptura entre o estado da técnica e a nova tecnologia. Lourença F. Silva

32 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 1- Commercializing New T echnologies getting from mind to market Vijay K Jolly Harvard Business School Press Gestão da Inovação a economia da tecnologia no Brasil Paulo Tigre Editora Campus Innovation Economics & Evolution theorical perspectives on changing technology in economics systems Peter Hall Harvester Wheatsheaf Valuation of Technology Using Real Options. F. Peter Boer 5- Teoria das Opções Reais: Aplicação em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) - Santos, E & e Pamplona, Métodos de Valoração de Tecnologias Daniel T. Elói Santos e Leonardo P. Santiago Lourença F. Silva

33 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 7- Opções Reais Existentes em Empreendimentos de Tecnologia- Mariana dos reis Paixão e Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi 2008, 8- Avaliação de Ativos Intangíveis- Algumas Técnicas para Valorar Tecnologia Antônio Luiz Vianna de Souza e Sandro Paes Barreto Valoração de Ativos Intangíveis: seu papel na transferência de tecnologias e na promoção da inovação tecnológica Rodrigo de Oliveira e Souza- tese de mestrado UFRJ Lourença F. Silva

34 OBRIGADA! Lourença F. Silva

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