SERVIÇO SOCIAL UTOPIA E REALIDADE: UMA VISÃO DA HISTÓRIA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SERVIÇO SOCIAL UTOPIA E REALIDADE: UMA VISÃO DA HISTÓRIA"

Transcrição

1 SERVIÇO SOCIAL UTOPIA E REALIDADE: UMA VISÃO DA HISTÓRIA Maria Margarida Barbosa* A orientação profissional dos assistentes sociais tem sido estudada a partir de vários critérios, entre os quais a autonomia profissional, os objetivos profissionais, o compromisso com o público ou com a instituição, as referências políticas e ideológicas de grupos profissionais. Mais uma vez este tema é abordado. Contudo, sua abordagem aqui é notória e singular. Trata-se de um estudo localizado, do qual Belo Horizonte é o cenário, e que tem por objetivo compreender a crise de identidade que o grupo profissional mineiro viveu na segunda metade da década de 70. Para isso, procurou-se fazer uma incursão na história da formação profissional desenvolvida na Escola de Belo Horizonte e nos locais onde os profissionais executavam o seu trabalho.' Ao longo das duas últimas décadas, a literatura da produção teórica dos assistentes sociais faz apreender a existência de um distanciamento entre a teoria e a prática do serviço social, chegando mesmo a apontar para "o divórcio entre teoria e prática" (Wisshaupt, 1985, p. 45). E era essa mesma afirmação que começava a circular na Escola de Belo Horizonte entre os anos de 1969 e 1972, período em que a autora vivia ali o seu processo de formação. Porém, essa é uma questão que tem sua razão de ser. O movimento de reconceituação iniciado no contexto da sociedade chilena do final dos anos 60 inaugurava uma nova era para o Serviço Social. A busca de alternativas para uma ação que atendesse aos problemas específicos das sociedades latino-americanas levava os assistentes sociais a uma revisão de seus conceitos e de sua própria forma de interpretar a realidade. Essa busca gerava uma tomada de consciência do papel profissional exercido tradicionalmente, através de suas "metas de assistência e promoção, tipicamente integradas ao sistema dominante". (Santos, 1982, p. 109) * Escola de Serviço Social da PUC-Minas. A Escola de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC*Minas é a única Escola de Serviço Social existente em Belo Horizonte e na região da Grande BH. Desse modo, o termo utilizado para designar esse estabelecimento de ensino será sempre o mesmo: aescola de Belo Horizonte, ou a Escola de Serviço Smhl de Belo Horizonte. Cad. sem. soe., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

2 Tal reconhecimento, que mudava a própria visão que os profissionais tinham da sociedade, abria, agora, a perspectiva de novos caminhos para a profissão. Desse modo, o caráter assistencial, assim como o compromisso ideológico com as classes dominantes, questões inerentes à clássica prática profissional, passavam a ser condenados. O questionamento da tradicional prática social e a formação de uma nova visão de mundo e de sociedade levaram a uma redefinição da profissão. O papel de educador político, os objetivos da ação, definidos por conscientização, organização e mobilização das classes populares, conjugados ao novo conjunto teórico que fundamentava a formação e a ação dos novos assistentes sociais eram alguns dos componentes básicos que sustentavam o compromisso ideológico então assumido pela profissão. Naquele momento, partindo do princípio de que as instituições são aparelhos reprodutores do sistema, e como tal cristalizam os interesses das classes dominantes, as comunidades passavam a ser o campo preferencial de exercício da prática. Era como se as comunidades estivessem resguardadas de qualquer influência ideológica. (Santos, 1982, p ) Pautada pela nova concepção de profissão, e fundamentada nesse conjunto teóricoprático, a formação de profissionais comprometidos com uma prática político-ideológica que levasse à transformação da sociedade passava a ser a espinha dorsal dos cursos de Serviço Social. Mas essa formação, apenas política, não encontrava a correspondente demanda da sociedade. Pois a prática profissional continuava a ser exercida no interior das instituições. Nesse contexto, os novos assistentes sociais sentiam-se, no mínimo, traídos. Convictos de seus objetivos profissionais, de um compromisso com as classes populares, e imbuídos do princípio de que as instituições são aparelhos reprodutores da ideologia dominante, não conseguiam, fatalmente, reconhecer a sua própria prática. Daí os questionamentos referentes a uma dicotomia, ou divórcio, entre teoria e prática, persistentemente encontrado no discurso profissional de uma determinada época. Ora, na Escola de Serviço Social de Belo Horizonte, esse era o ponto central dos questionamentos e debates entre alunos e profissionais de campo na segunda metade dos anos 70. E sua razão de ser estava, naturalmente, no modelo de formação profissional ali iniciado a partir de 1970, com a inserção da Escola no Movimento de Reconceituação latino-americano que então começava. Para a Escola de Belo Horizonte, tinha início naquele momento uma fase de intensa busca. Os documentos produzidos pelo grupo chileno que encabeçava o movimento eram sistematicamente estudados, discutidos e tidos como novas fontes teóricas. Nessa busca constante, o corpo de professores decidiu pela avaliação do processo de formação da Escola até então. E, a partir dessa avaliação, elaborou-se uma estrutura curricular que, implantada em 197 1, mudou radicalmente todo o processo de ensino. Nessa reorganização estava, também, a semente que iria produzir o Método BH. E o contexto da Escola se modificava na mesma medida em que avançava a implantação da nova estrutura curricular, e o Método BH era implantado em campo experimental. A estrutura curricular que passava a vigorar então, fundamentada nos princípios e diretrizes do movimento de reconceituação, conduzia o ensino para a formação de profissionais comprometidos com uma única opção político-ideológica: aquela que levaria os novos assistentes sociais a assumirem um compromisso com o processo de educação política das classes populares e a transformação da sociedade. Mas, se essa era aprincipal diretriz da formação profissional, o contexto da práticapermanecia o mesmo. O mundo institucional continuava solicitando assistentes sociais que exe- Cad. serv. soc., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

3 cutasse, ali, a sua tradicional prática: o caso, o grupo, acomunidade, num processo de adaptação e ajustamento dos indivíduos à sociedade. Permanecia, portanto, aexistência de um compromisso com a ideologia das classes dominantes. Esse quadro torna-se ainda mais complexo quando se observa que durante os anos 70 a sociedade brasileira vivia uma de suas fases mais difíceis, sob as diretrizes do regime militar que então dominava o País. Situação bastante complexa, também, vivia a Escola de Belo Horizonte naquele período. O contexto da formação profissional, de um lado, e, de outro, a realidade da prática profissional, inseridos na conjuntura da sociedade brasileira, acabaram por gerar uma crise que, já no final de 1975, põe termo ao modelo de formação que vinha se desenvolvendo. Daí a nova reestruturação de todo o processo de ensino a partir de Diante da complexidade desse contexto, e sabendo da trajetória histórica vivida pelo coletivo da Escola na década de 70, é que se pretende, neste estudo, buscar as questões manifestas e subjacentes que permitam a compreensão e a explicação dos fatos. Entende-se que só assim serão encontradas as possíveis respostas para os momentos de transformação e crise que viveram essa profissão e os seus profissionais em Belo Horizonte. Para dar conta dessa tarefa é que se fez a opção pelo estudo de casos como método de pesquisa a ser utilizado. Sendo assim, o eixo central deste estudo é o processo de formação profissional da Escola de Serviço Social de Belo Horizonte, num período que vai de 1970 a Sabe-se que nenhum fato ocorre isolado de um determinado contexto. O que se acredita é que todo fato é sempre o resultado de umconjunto de forças influentes e geradoras de todo o movimento da sociedade. Exatamente por isso, é necessário buscar as forças predominantes na conjuntura do País e em Minas Gerais de modo particular. Entende-se que só assim haverá 27 como explicar as situações de crise e as transformações que viveu a profissão em Belo Horizonte. Se Belo Horizonte forma o cenário desta pesquisa, sabe-se que esta cidade é o centro administrativo e político do Estado mineiro. Sabe-se, também, que Minas, e Belo Horizonte de modo especial, constitui o centro dos interesses e das necessidades do desenvolvimento e da acumulação da riqueza do País em alguns momentos específicos. Para isso, entretanto, é necessário retornar, mesmo que superficialmente, ao início dos anos 30. Estudos já realizados mostram que a década de 30 marca o primeiro grande surto industrializante do País. O acelerado processo de desenvolvimento que marca a passagem de uma sociedade agrícola para uma sociedade urbano-industrial provoca uma série de mudanças em todos os segmentos da sociedade e a lenta organização da burguesia industrial, enquanto classe dominante, deixa indefinido o pólo hegemônico. Ao mesmo tempo, o acelerado crescimento industrial provoca igual processo de urbanização e, conseqüentemente, o reaparecimento dos movimentos reivindicatórios da classe operária. Nesse contexto era urgente a recomposição dos "padrões de dominação da sociedade'' (Ianni, 1975, p. 1 1). E, entre as estratégias políticas elaboradas para dar conta dessa tarefa, estava o estabelecimento de alianças com as grandes organizações que tivessem condição de controlar os movimentos populares. Entre estas, estava a Igreja, que, necessitando reaver a influência anteriormente perdida sobre a sociedade, vinha reorganizando seu trabalho de ação social. No contexto da sociedade industrial que nascia, crescia substancialmente o número de entidades católicas destinadas a responder às necessidades sociais emergentes. Desse modo, a Igreja passou a reivindicar mais enfaticamente as prerrogativas então perdidas. A conjugação desses fatores proporcionou a reaproximação entre Igrejae Estado, fazendo surgir a correlação de forças necessárias à consolidação da nova sociedade. Cad. sem. soc., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

4 Dessa aliança vão surgindo as primeiras escolas de Serviço Social no País, a partir de E, entre elas, a de Belo Horizonte. Criadaem 1946 sob os auspícios da Igreja, e fundamentada na sua Doutrina Social, a Escola de Belo Horizonte surge, também, num momento específico da conjuntura do País e, de modo particular, do Estado de Minas Gerais. O surto industrial desenvolvimentista iniciado em 1930 chegou ao final da década necessitando consolidar o poder da nova classe dominante: a burguesia industrial. Entretanto, era necessário sufocar os movimentos populares que cresciam paralelamente. Esses fatos levaram os grupos dominantes a "armarem o Estado de poderes excepcionais" (Carone, 1977, p. 253). Assim, apoiado pelas Forças Armadas, Governadores de Estado e Igreja, um golpe de Estado em 1937 faz iniciar uma nova fase da história do País: o Estado Novo. O novo sistema político que então se instala, fiel ao ideário nacional desenvolvimentista, aciona seus mecanismos de repressão. Desse modo, a ditadura civil recém-iniciada se consolida no poder e põe fim aos movimentos populares, levando à clandestinidade os partidos de oposição. Sabe-se, porém, que a Segunda Grande Guerra, entre 1939 e 1945, deixa suamarca em todos os países do mundo. O Brasil, naturalmente, não está isento dessa influência. E sendo assim, a partir de 1942, quando a nação norte-americana se declara em guerra contra as Nações do Eixo, começam a surgir no Brasil os primeiros movimentos populares do Estado Novo. A União Nacional dos Estudantes - UNE inicia um movimento de protesto que vai, muito lentamente, ganhando as ruas. Sendo o único movimento "tolerado pelo Estado Novo" (Carone, 1977, p. 293), a UNE começa a receber sob as suas asas as forças populares e os grupos de opo- 28 sição na clandestinidade. Desse modo, o movimento cresce, ganhando uma força cada vez maior e se tornando o grande representante dos anseios da nação. Ao mesmo tempo em que cresce o movimento popular, algumas decisões políticas tomadas pelo ditador acabam por provocar a divisão e a deterioração das forças de sustentação do poder. O quadro, que começava a se modificar internamente, começava, também, a sofrer pressões internacionais. Assim, na mesma medida em que a situação interna do País se modificava, ia também crescendo a pressão norte-americana sobre o governo brasileiro, exigindo a redemocratização do País e a sua definição frente ao conflito mundial, em favor das Nações Aliadas. É, portanto, enfrentando os conflitos internos e as pressões internacionais que o governo brasileiro chega em 1945, tendo adotado algumas medidas de abertura política, e aceitando o reconhecimento diplomático da União Soviética. Além disso, foram marcadas as eleições presidenciais para dezembro desse mesmo ano. Porém, as questões políticas e sociais são somadas à situação econômica do País naquele período. O processo de industrialização iniciado em 1930 cresce aceleradamente no decorrer da década. Apesar disso, ele não é acompanhado danecessária diversificação setorial e de igual mudança na estrutura de produção. O setor econômico, que conserva as tradicionais formas de produção, chega, assim, ao período da guerra com sérias dificuldades. E, durante a guerra, encontra dificuldades ainda maiores. Porém, contraditoriamente, é o próprio contexto de guerra que vai exigir algumas modificações no quadro econômico do País. A necessidade do minério de ferro para a sustentação do conflito bélico e as pressões internacionais levam o governo brasileiro a acelerar o seu plano siderúrgico e a produção do ferro e do aço. Entretanto, a implantação da siderurgia necessitava de um capital complementar. Por isso, em é assinado um contrato com o governo norte-americano, que dá origem a uma série de acordos então celebrados entre brasileiros, americanos e ingleses. Através desses acor- Cad. serv. soc., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

5 dos, e com a declaração do estado de guerra do Brasil contra as Nações do Eixo em 1942, o governo "toma conta das jazidas (de ferro) alemãs, e o controle das melhores zonas (de siderurgia) retorna ao Brasil". (Carone, 1977, p. 297) Ora, toda essa riqueza mineral estava situada na região central do Estado de Minas Gerais e, desse modo, "importantes projetos na área de mineração e metalurgia foram definidos para Minas no início dos anos 1940" (Diniz, 1981, p. 55). Em decorrência da implantação das primeiras indústrias de extração mineral começaram a surgir, nessa mesma região, novas empresas de produção do ferro e do aço. Os programas governamentais destinados a Minas Gerais, motivados pelos interesses internacionais de sustentação da guerra, vão não só beneficiar o Estado mas, também, dar um novo alento aos mineiros. Considerando o atraso em que se encontrava a economia do Estado, os mineiros vinham, há anos, elaborando um plano de desenvolvimento industrial que pudesse tirar sua economia da estagnação. A intenção era fazer de Minas um novo pólo industrial no País, tendo Belo Horizonte como centro econômico. Parte desse plano consistia em construir um centro industrial equipado, com a infra-estrutura necessária para a criação de indústrias. E as primeiras iniciativas para a construção desse centro foram tomadas em 1941, com o lançamento da Cidade Industrial de Contagem. A criação de empresas de mineração e metalurgiana região central do Estado e o início da construção da Cidade Industrial geram uma certa movimentação da população mineira. E Belo Horizonte é, naturalmente, o grande centro de atração. Alguns estudos realizados sobre esse período mostram a preocupação dos poderes públicos em desfavelar determinadas áreas urbanas, transferindo favelas inteiras para outros lo- 29 cais. Ao mesmo tempo, novas favelas começam a surgir, em decorrência da migração rural motivada pelas possibilidades de emprego que se abriam. Era esse o contexto da sociedade brasileira e, de modo particular, o que ocorria em Belo Horizonte na fase que precedeu a criação da Escola de Serviço Social em A partir daí, a Escola segue pautada pela Doutrina Social da Igreja e pela literatura específica produzida na sociedade norte-americana. Se a Escola de Belo Horizonte se direciona pelos mesmos fundamentos da profissão nas demais escolas do País, a chegada dos anos 60 traz consigo um novo período para a sociedade brasileira. E a fase que aí se inaugura é fundamental para entender toda a situação vivida pela Escola e pelos profissionais de Belo Horizonte na primeira metade da década posterior. O contexto de crise política e econôrnica que viveu a sociedade entre e 1964 marca o momento de redefinição do modelo de produção e acumulação da riqueza do País. O período nacional desenvolvimentista esgotara-se ao longo da década anterior e inaugurava uma fase pautada pelas diretrizes financeiras e tecnológicas ditadas pelo grande capital estrangeiro. E o Estado, o grande sustentador da burguesia nacional, começava a agir em benefício dos grupos transnacionais. Ameaçada pelo distanciamento do Estado, a burguesia nacional começara a se organizar, criando suas próprias formas de proteção e de resistência às mudanças políticas e econômicas. Para governar um país que exigia mudanças substanciais, o presidente que assume em João Goulart - levava consigo um plano de governo respaldado pelas diretrizes da política populista que predominava no País desde os anos 30. Uma vez instalado o novo governo, a intenção era conjugar o seu plano de governo com a criação das condições exigidas pela nova fase de expansão. Porém, adificuldade de conjugar planos e interesses antagônicos não só torna inviável a política adotada como, também, faz acelerar o processo inflacionário iniciado no go- Cad. sem. soc., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

6 verno anterior. Nesse contexto, a grande massa trabalhadora formada por camponeses e operários começa a se organizar em defesa de seus interesses e vai ganhando "força política por sua organização, conscientização e atividade". (Ianni, 198 1, p. 194) O quadro fica ainda mais complicado quando se instala a crise econômica. E, com ela, a crise do Estado burguês. Assim, o poder burguês se deteriora na mesma proporção em que cresce o poder político dos operários e camponeses. Nesse contexto, se organiza então "o novo bloco no poder" (Ianni, 198 1, p. 195), na medida em se que unificam a burguesia nacional e estrangeira, contando com o apoio e a participação "de setores da classe média, da Igreja, latifundiários, militares, policiais e o imperialismo". (Ianni, 1981, p. 195) Desse modo, se organiza o bloco dominante que, sob o comando das forças e das pressões do capital internacional, articula cuidadosamente o golpe de Estado de março de O golpe, que se efetivou pela destituição do Presidente da República "eleito constitucionalmente e governando constitucional mente^' (Ianni, 198 1, p. 146), passa aos militares o poder de dirigir a Nação. O poder militar que se instalou naquele momento chegou com o compromisso de executar "um programa de reformas destinadas aremover os obstáculos àexpansão do capitalismo no País e a viabilizar a plena configuração do modelo de desenvolvimento esboçado na segunda metade da década passada". (Cruz et al., 1983, p. 28) Como forma de assegurar o cumprimento da sua missão, o comando militar que acabava de assumir o poder faz divulgar o ato institucional de 9 de abril de Com apublicação desse ato, fica instalada a ditadura militar e tem início um período de prisão, suspensão de direitos e exílio de um grande número de intelectuais e políticos, além das lideranças estudantis, operárias, camponesas e sindicais. A partir daí, o País passa a ser governado por decretos, emendas, leis complementares e novos atos institucionais. Em 1967, as forças no poder necessitavam de uma reorganização. A movimentação necessária à recomposição do pólo dominante trouxe como conseqüência o aparecimento de grupos de oposição dentro do próprio bloco no poder e criou as condições necessárias para o aparecimento do movimento estudantil logo no início de Esse fato, conjugado comvários outros já existentes, fez eclodir nas principais cidades do País os primeiros movimentos operários de grande vulto do período militar. Para conter a fase de insatisfação e protesto que ameaçava se expandir pelo País, o governo militar editou em dezembro de 1968 o Ato Institucional n. 5. O ato institucional então promulgado conferia poderes excepcionais ao Presidente da República, que passava a ter o controle absoluto do Estado. É, na verdade, "uma espécie de segundo golpe de Estado, ou um golpe dentro do golpe" (Ianni, 1983, p. 158). Com esse endurecimento do regime, o Governo põe em recesso o Congresso Nacional e faz abater sobre o País um longo período de repressão. Nesse mesmo período, cresce rapidamente o número de atos institucionais e decretos-lei. Entre estes, o de janeiro de 1969 estava voltado especialmente para os estabelecimentos de ensino: era o 477. A ditadura militar segue, assim, controlando todo e qualquer surgimento da sociedade, ao mesmo tempo em que difundia a ideologia do desenvolvimento e do progresso do País. Nesse contexto de autoritarismo e arbitrariedade, de repressão e policiamento ideológico, a sociedade brasileira faz a sua passagem para os anos 70 e prossegue rumo à década posterior. Se essas são as grandes questões que marcam a conjuntura do País nos anos 60, sabemos que dois eventos importantes para o Serviço Social foram realizados nesse período: o Seminário latino-americano de Porto Alegre, em 1965, e o Seminário de Araxá, em Cad. serv. soc., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

7 O primeiro reuniu assistentes sociais dos países do cone sul interessados em buscar alternativas próprias para a profissão no continente e o segundo reuniu assistentes sociais brasileiros que elaboravam as principais diretrizes para a profissão no País. Ambos, porém, realizados no Brasil. E, se nesse período as sociedades latino-americanas eram sustentadas pelo ideário desenvolvimentista, a sociedade brasileira vivia um momento muito próprio desse contexto. Essa conjuntura exerce, evidentemente, influência decisiva sobre os eventos e os documentos que ali tiveram sua origem. Desses eventos, sabe-se que o Seminário de Araxá tem um significado especial para a profissão. O documento ali elaborado, publicado e difundido por toda América Latina, representa, segundo alguns autores, um importante momento para o grupo iniciador do movimento que posteriormente recebeu o nome de Reconceituação. Esse mesmo documento (de Araxá) passa, então, a ser adotado pelas escolas de Serviço Social brasileiras. E, entre elas, naturalmente, está a Escola de Belo Horizonte, onde o referido documento passava a ser fundamental para o ensino. É, portanto, sob as diretrizes do documento de Araxá, fundamentado pelo ideário desenvolvimentista da ditadura militar que dominava a sociedade brasileira naquele momento, que a Escola de Belo Horizonte assume, já nos anos 70 e 7 1, as definições teórico-práticas que começavam a ser difundidas pelo Movimento de Reconceituação, assim como vinha acontecendo na sociedade chilena. Inicia-se então um período em que a Escola mineira vive uma situação peculiar. Sob o rígido controle de uma ditadura militar, pautada pelas diretrizes desenvolvimentistas ditadas pelo capital internacional, a Escola assume o referencial de uma formação teórico-prática, elaborado no contexto da democracia cristã que dominava a sociedade chilena naquele momento. A situação, sem dúvida, é bastante complexa por si só. Porém, fica ainda mais complicada, se procuramos saber o que acontecia em Belo Horizonte durante esse mesmo período. O ciclo de desenvolvimento industrial inaugurado com o golpe de 64 chega aos anos 70 exigindo um redirecionamento. Naquele momento, a ampliação de mercado e a incorporação de novos recursos naturais são fatores imprescindíveis para o capital nacional. No nível internacional, o movimento de capitais e o momento que vivia o processo de acumulação da riqueza exigiam mudanças substanciais no processo de expansão e apropriação. A conjugação desses fatores nacionais e internacionais apontava, naquele momento, para uma "certa tendência à alteração da divisão internacional do trabalho em relação à indústria, através da diversificação da estrutura industrial brasileira, com a expansão da indústria de bens de capital e química" (Diniz, 198 1, p. 183). Para atender às exigências dessa fase, era necessário promover a descentralização industrial do País. Mas era imprescindível que isso ocorresse na mesma macrorregião nacional que já possuía a concentração do capital: o centro-sul. Nesse momento, o Estado de Minas Gerais aparece, no cenário nacional, como o local que oferecia as melhores condições. Finalmente, o sonho que os mineiros acalentavam há anos começava agora a concretizar-se. A política de incentivos fiscais e a construção de uma completa infra-estrutura industrial em Belo Horizonte, na região central do Estado, ofereciam todas as condições necessárias para a implementação da nova fase industrializante do País. Desse modo, na primeira metade dos anos 70, grande número de projetos industriais são definidos para Minas Gerais, sendo a maioria instalada na sua região central. A partir daí, o Estado de Minas e, de modo especial, sua região central começam a se transformar "no verdadeiro paraíso das multinacionais". (Diniz, 1981, p. 208) Cad. sem. soe., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

8 32 A primeira vista, parece que o desenvolvimento econômico voltado para Minas Gerais naquele momento nada tem a ver com o Serviço Social e a formação dos assistentes sociais. Porém, o pressuposto é que a conjuntura do País, determinada pela união das forças necessárias ao redirecionamento do capital nacional e internacional, associada aos interesses políticos e econômicos que fariam de Belo Horizonte o novo centro industrial do País, forma um conjunto de forças opostas ao tipo de formação profissional oferecida pela Escola naquele momento. Isso vai, naturalmente, levar ao contexto de crise vivido em Partindo do pressuposto da existência de um antagonismo entre os objetivos da ação apreendidos durante o processo de formação e os objetivos da ação implementada no interior das instituições durante aquele período, este trabalho esteve voltado, inicialmente, para o estudo dos documentos e programas de ensino encontrados nos arquivos da Escola. A partir daí, fizeram-se o levantamento e o estudo da bibliografia de Serviço Social que fundamentava aestrutura curricular que dava sustentação ao processo de formação. Os dados empíricos e a reconstrução dos fatos históricos só foram possíveis a partir das entrevistas realizadas com profissionais de campo, alunos, supervisores e diretores que viveram os vários momentos de construção, crise e reconstrução da Escola naquele período. Sendo este um estudo histórico, sua estrutura geral foi definida a partir dos momentos de transformação que viveu a Escola, e que iam tomando forma à medida que o trabalho avançava e os movimentos, as influências e pressões de cada fase iam ficando claros. Desse modo, sua divisão e subdivisão comportam as diferentes fases, influências e movimentos que viveu, então, o coletivo da Escola. A medida que o estudo avançava, percebia-se a presença constante de uma grande personagem - uma personalidade que, mesmo ausente, estava, também, presente: o professor Paulo Freire. O estudo da literatura específica de Serviço Social, referente ao período do movimento de reconceituação, mostrava que os textos vinham sempre impregnados pelas idéias de Paulo Freire publicadas até então. Se alguns desses textos estavamlimitados acitações e à apropriação de conceitos definidos pelo autor, outros traziam o estudo detalhado do seu método de educação e conscientização, apresentando as formas e as possibilidades de sua aplicação na prática dos assistentes sociais. A questão observada na literatura específica dessa fase foi reforçada com o estudo dos programas de ensino da primeira metade dos anos 70. Todas as disciplinas de Serviço Social, teóricas e práticas, tinham nos textos de Freire o principal suporte bibliográfico. Ora, se tudo apontava para uma grande influência desse educador brasileiro sobre o Serviço Social naquele momento, era necessário buscar as possíveis relações que possibilitaram essa influência. E, para isso, além dos textos publicados nesse período, foi também utilizada uma entrevista exclusiva, onde o próprio Paulo Freire fala dos laços que o prendiam às assistentes sociais brasileiras e chilenas naquele momento, além da mútua influência exercidaentre o educador e aqueles profissionais. É exatamente o que se apresenta no primeiro capítulo: o Movimento de do Serviço Social na América Latina e a influência de Paulo Freire. Este estudo nos permitiu entender o modelo de formação profissional implantado a partir de eixo do debate desenvolvido no segundo capítulo - que culminou com o momento em A crise que exigiu um novo redirecionamento da formação dos assistentes sociais a partir de 1976, tema central do terceiro capítulo que compõe este estudo. Cad. serv. soc., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out: 1997

9 O MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL As origens Os anos 60 marcaram para a Escola de Belo Horizonte um período de mudanças na formação que oferecia aos assistentes sociais. A segunda metade dessa mesma década é marcada pelo início do Movimento de Reconceituação do Serviço Social, que vai definir novas diretrizes para toda uma categoria de profissionais na América Latina. A conjuntura das sociedades latino-americanas e a relação desses países no contexto da política internacional levamos assistentes sociais a iniciarem um processo de revisão de seus objetivos profissionais. Era um processo que iria desencadear novas perspectivas de trabalho e criar formas de pensar para os futuros profissionais. O Movimento de Reconceituação, que tem suas primeiras idéias gestadas e difundidas pelos assistentes sociais chilenos, brasileiros, argentinos e uruguaios a partir de 1965, vai, nos anos posteriores, expandir-se pelos demais países do continente. Porém, é na conjuntura política da sociedade chilena, no período que vai de 1968 a 1972, que a Reconceituação aparece de forma mais enfática, apontando novas diretrizes para o trabalho dos Assistentes Sociais na América Latina. Para melhor situar historicamente o Movimento de Reconceituação, é necessário buscar no ano de 1965 o Primeiro Seminário Latino-Americano de Serviço Social, realizado na cidade brasileira de Porto Alegre. Com o tema "Serviço Social frente às mudanças sociais na América Latina", o Seminário tinha como eixo central o estudo dos aspectos referentes àrealidade política e social vivida 3 3 pelos países do continente. A conjuntura política e o precário desenvolvimento econômico dessas sociedades se configuravam como as principais causas do seu estado de pobreza, bem como dos problemas vividos por essa população. A força de programas sociais para o desenvolvimento do terceiro mundo era a solução encontrada para tirar da miséria a grande massa dapopulação do continente. E os assistentes sociais eram conclarnados a participarem ativamente do processo de desenvolvimento dessas sociedades. Para isso, entretanto, é necessário que o Serviço Social encontre seu próprio caminho, procurando desvencilhar-se da influência estrangeira - européia e norte-americana - para encontrar as soluções próprias para a realidade continental. Entre as conclusões do evento, uma das principais propostas para os profissionais era a de "atuar sobre as causas dos problemas sociais". (Ander-Egg, 1975, p. 406) A partir de Porto Alegre, foram realizados novos seminários num total de seis eventos até 1972, sempre nos países do sul do continente: Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia. A preocupação básica era sempre a mesma: a busca de um Serviço Social próprio para os países da América Latina. Os profissionais então envolvidos começavam um processo de busca dentro da realidade específica de seu próprio país. Era a tentativa de encontrar alternativas que pudessem atender à necessidade de uma única proposta de ação para o Serviço Social no continente. E foi como parte do compromisso então assumido que os profissionais brasileiros fizeram realizar o Seminário de Araxá. O encontro realizado em março de 1967, na cidade mineira de Araxá, estava centralizado no empenho dos profissionais brasileiros em formular uma "síntese dos componentes universais, dos elementos de especificidade (do Serviço Social) ao contexto econômico-social da realidade brasileira". (Documento de Araxá, 1967, p. 9) O relatório contendo as conclusões do Seminário de Araxá, publicado e divulgado como Documento de Araxá, teve uma significação especial dentro do Movimento de Reconcei- Cad. sem. soc., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p , out. 1997

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

9. Análise da conjuntura política brasileira pré-anistia.

9. Análise da conjuntura política brasileira pré-anistia. 9. Análise da conjuntura política brasileira pré-anistia. Entrevista concedida a João Pedro StediJe, no México, para o jornal Em Tempo. Julho de 1978. Rui Mauro Marini, sociólogo e economista brasileiro,

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1.ª SÉRIE

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1.ª SÉRIE MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: BACHARELADO SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 04 (QUATRO) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 07 (SETE)

Leia mais

Papa Bento XVI visita o Brasil

Papa Bento XVI visita o Brasil Papa Bento XVI visita o Brasil Análise Segurança Fernando Maia 23 de maio de 2007 Papa Bento XVI visita o Brasil Análise Segurança Fernando Maia 23 de maio de 2007 No período de 09 a 13 de maio, o Papa

Leia mais

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO A prova de História é composta por três questões e vale 10 pontos no total, assim distribuídos: Questão 1 3 pontos (sendo 1 ponto para o subitem A, 1,5

Leia mais

ABRINDO ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS NUMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR

ABRINDO ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS NUMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR ABRINDO ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS NUMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR Autora: Lívia Costa de ANDRADE- liviacandrade@uol.com.br Orientadora: Sandra de Fátima OLIVEIRA sanfaoli@gmail.com.br

Leia mais

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul 1919 X Salão de Iniciação Científica PUCRS Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul Pâmela de Freitas Machado 1, Helena B.K.Scarparo 1 (orientadora) 1 Faculdade Psicologia,

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL E O ATUAL PROJETO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 1

O SERVIÇO SOCIAL E O ATUAL PROJETO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 1 O SERVIÇO SOCIAL E O ATUAL PROJETO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 1 AVILA, Lisélen 2 ; AVILA, Evelisen 3 ; AGUINSKY, Beatriz 4 1 Trabalho do tipo bibliográfico 2 Assistente Social, Mestranda em Serviço Social

Leia mais

FUNDAÇÃO JOÃO MANGABEIRA

FUNDAÇÃO JOÃO MANGABEIRA FUNDAÇÃO JOÃO MANGABEIRA ESCOLA MIGUEL ARRAES A Fundação João Mangabeira é organizada em vários setores como História Viva para abrigar e documentar a vida do PSB, o setor de promoção de eventos e seminários,

Leia mais

Resenha. De forma sintética e competente, faz uma reconstituição histórica desde os processos de colonização que marcaram as sociedades latino-

Resenha. De forma sintética e competente, faz uma reconstituição histórica desde os processos de colonização que marcaram as sociedades latino- Revista Latino-americana de Estudos do Trabalho, Ano 17, nº 28, 2012, 229-233 Resenha O Continente do Labor, de Ricardo Antunes (São Paulo, Boitempo, 2011) Graça Druck A iniciativa de Ricardo Antunes de

Leia mais

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO Maria Cristina de Souza ¹ Possui graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas -PUCCAMP(1988),

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

A DIDÁTICA NUMA ABORDAGEM FREIREANA Maria da Conceição Bizerra 196

A DIDÁTICA NUMA ABORDAGEM FREIREANA Maria da Conceição Bizerra 196 A DIDÁTICA NUMA ABORDAGEM FREIREANA Maria da Conceição Bizerra 196 Introdução O presente estudo tem por objetivo refletir sobre o ensino da didática, inspirado no pensamento de Paulo Freire, no contexto

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO Programa de Educação Ambiental Interno Condicionante 57 LO 417/2010 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 04 2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 05 3. REGULAMENTO APLICÁVEL 06 3.1. FEDERAL

Leia mais

A PEDAGOGIA FREIREANA E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A PEDAGOGIA FREIREANA E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A PEDAGOGIA FREIREANA E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Avanay Samara do N. Santos. Pedagogia - UEPB-CAMPUS III avanaysamara@yahoo.com.br Lidivânia de Lima Macena. Pedagogia -

Leia mais

A EDUCAÇÃO E SUA DIMENSÃO POLÍTICA A PARTIR DE ALGUNS ESCRITOS DE ANTONIO GRAMSCI

A EDUCAÇÃO E SUA DIMENSÃO POLÍTICA A PARTIR DE ALGUNS ESCRITOS DE ANTONIO GRAMSCI A EDUCAÇÃO E SUA DIMENSÃO POLÍTICA A PARTIR DE ALGUNS ESCRITOS DE ANTONIO GRAMSCI Resumo AREND, Catia Alire Rodrigues UTP catiarend@yahoo.com.br Eixo Temático: Políticas Públicas, Avaliação e Gestão da

Leia mais

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL Prof. José Junior O surgimento do Serviço Social O serviço social surgiu da divisão social e técnica do trabalho, afirmando-se

Leia mais

DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL Com o advento da nova Constituição em 1988 e a promulgação e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em fins de 1996, novas perspectivas foram colocadas

Leia mais

Gestão de Redes Sociais

Gestão de Redes Sociais Gestão de Redes Sociais Célia Schlithler Introdução Gerir é administrar, dirigir, governar. Então seria este o termo mais apropriado para as redes sociais? Do mesmo modo que governança, este termo está

Leia mais

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência.

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Nome: Glauco Costa de Souza (Graduando Unesp/Assis). e-mail: glaucojerusalem@hotmail.com

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» SOCIOLOGIA E METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA «

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» SOCIOLOGIA E METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA « CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» SOCIOLOGIA E METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA «21. Assinale a alternativa que caracteriza a acumulação primitiva, segundo o pensamento de Karl Marx. a) O processo de separação

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 08 DE FEVEREIRO PALÁCIO DO ITAMARATY

Leia mais

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos Eixo III: Programa de trabalho para a direção do SISMMAC Continuar avançando na reorganização do magistério municipal com trabalho de base, organização por local de trabalho, formação política e independência

Leia mais

Profª: Sabrine Viviane Welzel

Profª: Sabrine Viviane Welzel História 9 ano Ditadura Militar 1 Leia com a tençao, o depoimento do general bandeira a respeito da participaçao dos militares na politica brasileira: no movimento de 1964, a ideologia politica foi puramente

Leia mais

TÍTULO: O SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA PRIVADA E A ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS

TÍTULO: O SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA PRIVADA E A ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS TÍTULO: O SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA PRIVADA E A ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: SERVIÇO SOCIAL INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

A legislação e a Orientação Educacional

A legislação e a Orientação Educacional A legislação e a Orientação Educacional A legislação relacionada à educação no Brasil auxiliou o Orientador Educacional a fortalecer-se como profissional, muitas vezes embasado em pressupostos teóricos

Leia mais

Maristela Aparecida Fagherazzi UDESC Ana Maria Ribeiro Universidade de Santiago de Compostela/Espanha

Maristela Aparecida Fagherazzi UDESC Ana Maria Ribeiro Universidade de Santiago de Compostela/Espanha TRAJETÓRIA DA PRODUÇÃO E APLICAÇÃO DO MATERIAL IMPRESSO E AUDIOVISUAL DE DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE PEDAGOGIA À DISTÂNCIA DA UDESC Maristela Aparecida Fagherazzi UDESC Ana Maria Ribeiro

Leia mais

O Plano Nacional de Extensão Universitária

O Plano Nacional de Extensão Universitária O Plano Nacional de Extensão Universitária Antecedentes A universidade brasileira surgiu tardiamente, na primeira metade do século XX, pela união de escolas superiores isoladas, criadas por necessidades

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

II - O DEBATE TEÓRICO E CONCEITUAL DA COOPERAÇÃO E A CONCEPÇÃO DO MST

II - O DEBATE TEÓRICO E CONCEITUAL DA COOPERAÇÃO E A CONCEPÇÃO DO MST TÍTULO: Elementos para um debate histórico e conceitual da cooperação no contexto das relações de produção capitalistas e a concepção do MST. NOME DO AUTOR: Michelly Ferreira Monteiro Elias. CONDIÇÃO:

Leia mais

PROJETOS DE ENSINO I DA JUSTIFICATIVA

PROJETOS DE ENSINO I DA JUSTIFICATIVA I DA JUSTIFICATIVA PROJETOS DE ENSINO O cenário educacional atual tem colocado aos professores, de modo geral, uma série de desafios que, a cada ano, se expandem em termos de quantidade e de complexidade.

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA RESUMO Alba Patrícia Passos de Sousa 1 O presente artigo traz como temática o ensino da língua inglesa na educação de jovens e adultos (EJA),

Leia mais

criação da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1937

criação da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1937 História da ENESSO No Brasil, desde o período colonial podemos observar a participação dos estudantes na política do país, mesmo não possuindo um caráter organizado que só aconteceria no século XX. A primeira

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO HISTÓRIA DO LEGISLATIVO Maurício Barbosa Paranaguá Seção de Projetos Especiais Goiânia - 2015 Origem do Poder Legislativo Assinatura da Magna Carta inglesa em 1215 Considerada a primeira Constituição dos

Leia mais

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES Luiz Carlos Bresser-Pereira Senhor, nº 24, março de 1980 Estou passando pelos corredores e ouço: Quando as empresas brasileiras forem dirigidas por administradores

Leia mais

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE NASCIMENTO, Elaine Cristina Universidade Tecnológica Federal do Paraná AMORIM, Mário

Leia mais

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007).

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). Anexo 1. Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). I. Disciplinas Obrigatórias SOCIOLOGIA CLÁSSICA Os paradigmas sociológicos clássicos (Marx, Weber, Durkheim).

Leia mais

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO Subsecretaria de Assistência Social e Descentralização da Gestão O PAIF NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

POR UM ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA CONTEXTUALIZADO

POR UM ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA CONTEXTUALIZADO 1 POR UM ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA CONTEXTUALIZADO SOUSA, Grazielle de Jesus Leal de 1 RESUMO O ensino de língua portuguesa ainda é visto por muitas pessoas como um ensino mecânico, cheio de regras e

Leia mais

Período Democrático e o Golpe de 64

Período Democrático e o Golpe de 64 Período Democrático e o Golpe de 64 GUERRA FRIA (1945 1990) Estados Unidos X União Soviética Capitalismo X Socialismo Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946 1950) Período do início da Guerra Fria Rompimento

Leia mais

Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. múltiplas dimensões foram pouco analisadas de forma globalmente

Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. múltiplas dimensões foram pouco analisadas de forma globalmente Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. RESUMO O Regime Militar brasileiro, implantado por um golpe de Estado em 1964, durou vinte e um anos e mudou a face do país.

Leia mais

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia?

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? Gloria Contenças Marques de Arruda (Escola Municipal Luiz de Lemos) Baseado em informações dos conteúdos estudados, Michels (2006) diz que "[...] as reformas

Leia mais

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE Maria do Rozario Gomes da Mota Silva Orientadora: Profª Drª Márcia Ângela da Silva Aguiar

Leia mais

ENTUSIASMO PELA EDUCAÇÃO E O OTIMISMO PEDAGÓGICO. pesquisadores da educação, como também é considerado ponto de virada de

ENTUSIASMO PELA EDUCAÇÃO E O OTIMISMO PEDAGÓGICO. pesquisadores da educação, como também é considerado ponto de virada de ENTUSIASMO PELA EDUCAÇÃO E O OTIMISMO PEDAGÓGICO Irene Domenes Zapparoli - UEL/ PUC/SP/ehps zapparoli@onda.com.br INTRODUÇÃO Jorge Nagle com o livro Educação e Sociedade na Primeira República consagrou-se

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria das Graças Oliveira Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, Brasil. Resumo Este texto é parte de uma Tese de Doutorado

Leia mais

O processo de planejamento participativo da unidade escolar

O processo de planejamento participativo da unidade escolar O processo de planejamento participativo da unidade escolar Pedro GANZELI 1 Resumo: Nos últimos anos, com o avanço das políticas educacionais que postulam a descentralização, a gestão da unidade escolar

Leia mais

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992.

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992. METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Aline Fabiane Barbieri Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez,

Leia mais

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável Este artigo é cópia fiel do publicado na revista Nu e va So c i e d a d especial em português, junho de 2012, ISSN: 0251-3552, . Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Leia mais

Apresentação das pesquisas

Apresentação das pesquisas 1 A EDUCAÇÃO DE ADOLESCENTES, JOVENS E ADULTOS NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA - A PROPOSTA: A ESCOLA, O PROFESSOR E O ALUNO GOMES, Dinorá de Castro UCG gomes.diza@gmail.com COSTA, Cláudia Borges

Leia mais

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate ALEXANDRE DE SOUZA RAMOS 1 Saúde como direito de cidadania e um sistema de saúde (o SUS) de cunho marcadamente

Leia mais

Sumário. I. Apresentação do Manual. II. A Prevenção de Acidentes com Crianças. III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre

Sumário. I. Apresentação do Manual. II. A Prevenção de Acidentes com Crianças. III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre Sumário I. Apresentação do Manual II. A Prevenção de Acidentes com Crianças III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre IV. Como a Educação pode contribuir para a Prevenção de Acidentes no Trânsito V. Dados

Leia mais

A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BRASILEIRA? C A R L O S A L B E R T O S T E I L D E P A R T A M E N T O D E A N T R O P O L O G I A / U F R G S

A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BRASILEIRA? C A R L O S A L B E R T O S T E I L D E P A R T A M E N T O D E A N T R O P O L O G I A / U F R G S A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BRASILEIRA? C A R L O S A L B E R T O S T E I L D E P A R T A M E N T O D E A N T R O P O L O G I A / U F R G S INTRODUÇÃO Identidade: não é um propriedade das coisas, mas das

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

Gestão Democrática na Escola

Gestão Democrática na Escola Gestão Democrática na Escola INTRODUÇÃO Porque é importante estudar o processo de gestão da educação? Quando falamos em gestão da educação, não estamos falando em qualquer forma de gestão. Estamos falando

Leia mais

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental GOVERNO DO ESTADO DE SÃO APULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DIRETRIZES PEDAGÓGICAS O que se espera

Leia mais

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Maria Celina Melchior Dados da autora Mestre em Educação, Avaliadora Institucional do INEP/SINAES/MEC, atuou como avaliadora in loco do Prêmio Inovação em Gestão

Leia mais

Acerca da Luta Armada

Acerca da Luta Armada VALOR E VIOLÊNCIA Acerca da Luta Armada Conferência Pronunciada no Anfiteatro de História da USP em 2011 Wilson do Nascimento Barbosa Professor Titular de História Econômica na USP Boa noite! Direi em

Leia mais

ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR

ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR Cesar

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 36 Discurso por ocasião do jantar

Leia mais

Políticas públicas de meio ambiente na implementação de procedimentos de controle e gestão ambiental na indústria.

Políticas públicas de meio ambiente na implementação de procedimentos de controle e gestão ambiental na indústria. Políticas públicas de meio ambiente na implementação de procedimentos de controle e gestão ambiental na indústria. Edson José Duarte 1 Universidade Federal de Goiás/Campos catalão Email: edsonduartte@hotmail.com

Leia mais

CONTROLE SOCIAL: ESTUDOS E VIVÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA - PR. PALAVRAS-CHAVE Democracia. Controle Social. Observatório Social.

CONTROLE SOCIAL: ESTUDOS E VIVÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA - PR. PALAVRAS-CHAVE Democracia. Controle Social. Observatório Social. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA CONTROLE

Leia mais

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 Resumo: O presente Artigo busca abordar a pretensão dos museus de cumprir uma função social e a emergência

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F Ensino Fundamental Ciências Humanas Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 Movimento operário e sindicalismo no Brasil H43 2 Urbanização nas regiões brasileiras H8,

Leia mais

A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO NO BRASIL: DA DITADURA MILITAR AO PROCESSO DE REDEMOCRATIZAÇÃO INTRODUÇÃO

A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO NO BRASIL: DA DITADURA MILITAR AO PROCESSO DE REDEMOCRATIZAÇÃO INTRODUÇÃO V SIMPÓSIO REGIONAL DE FORMACAO PROFISSIONAL 1 E XXI A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO NO BRASIL: DA DITADURA MILITAR AO PROCESSO DE REDEMOCRATIZAÇÃO Ana Carolina de Paula 1 Carla Thomaz Januário 2 Solange da Cruz

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE Marcia Aparecida Alferes 1 Resumo O presente texto pretende refletir sobre a definição dos conceitos de alfabetização e letramento,

Leia mais

O sistema de proteção social e a previdência social brasileira ( Breve considerações) previdência social brasileira

O sistema de proteção social e a previdência social brasileira ( Breve considerações) previdência social brasileira O sistema de proteção social e a ( Breve considerações) O sistema de proteção social, particularmente a seguridade social, na sociedade capitalista, foi construído como exigência histórica resultante da

Leia mais

Mapa Mental Sobre a Metodologia no Curso da ENFOC REAPROPRIAÇÃO TEMÁTICA E METODOLÓGICA DO PRIMEIRO MÓDULO

Mapa Mental Sobre a Metodologia no Curso da ENFOC REAPROPRIAÇÃO TEMÁTICA E METODOLÓGICA DO PRIMEIRO MÓDULO Mapa Mental Mapa Mental Sobre a Metodologia no Curso da ENFOC REAPROPRIAÇÃO TEMÁTICA E METODOLÓGICA DO PRIMEIRO MÓDULO Dois Focos Temáticos Sistema Capitalista História Contradições Desafios para a classe

Leia mais

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES:

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: A Teoria das Organizações em seu contexto histórico. Conceitos fundamentais. Abordagens contemporâneas da teoria e temas emergentes. Balanço crítico. Fornecer aos mestrandos

Leia mais

A importância de ler Paulo Freire

A importância de ler Paulo Freire A importância de ler Paulo Freire Rodrigo da Costa Araújo - rodricoara@uol.com.br I. PRIMEIRAS PALAVRAS Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) o educador brasileiro que via como tarefa intrínseca da educação

Leia mais

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos*

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Magda Soares Doutora e livre-docente em Educação e professora titular emérita da Universidade Federal de Minas Gerais. Um olhar histórico sobre a alfabetização

Leia mais

GLOBALIZATION AND MOBILIZATION IN THE NEOLIBERAL ERA IN LATIN AMERICA. CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE.

GLOBALIZATION AND MOBILIZATION IN THE NEOLIBERAL ERA IN LATIN AMERICA. CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE. GLOBALIZATION AND MOBILIZATION IN THE NEOLIBERAL ERA IN LATIN AMERICA. CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE. Maria da Glória Gohn University of Campinas-Brazil 1 O paper da Profa Susan Eckstein analisa as novas tendências

Leia mais

INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2

INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2 INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2 INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL HAROLDO LOGUERCIO CARVALHO * A nova ordem internacional que emergiu com o fim da

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

1. Conceito Guerra improvável, paz impossível - a possibilidade da guerra era constante, mas a capacidade militar de ambas potências poderia provocar

1. Conceito Guerra improvável, paz impossível - a possibilidade da guerra era constante, mas a capacidade militar de ambas potências poderia provocar A GUERRA FRIA 1. Conceito Conflito político, econômico, ideológico, cultural, militar entre os EUA e a URSS sem que tenha havido confronto direto entre as duas superpotências. O conflito militar ocorria

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL Coleção EDUCAÇÃO SUPERIOR Coordenação editorial: Claudenir Módolo Alves Metodologia Científica Desafios e caminhos, Osvaldo Dalberio / Maria

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Serviço Social; Questão Social; Movimento de Reconceituação.

PALAVRAS-CHAVE: Serviço Social; Questão Social; Movimento de Reconceituação. Da Institucionalização do Serviço Social na América Latina à Inserção da Questão Social na Agenda Pública: reflexões sobre o Movimento de Reconceituação Bruno Alvarenga Ribeiro 1 Aline Mendonça Silva 2

Leia mais

LANÇAMENTO DA PLATAFORMA IDS MESA 3 DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

LANÇAMENTO DA PLATAFORMA IDS MESA 3 DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS LANÇAMENTO DA PLATAFORMA IDS MESA 3 DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS Local: Sala Crisantempo Data : 12/12/2014 Horário: 9h30 às 13h30 Expositores: Eduardo Viola - Professor

Leia mais

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO.

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO. APRESENTAÇÃO Aula 08 3B REVOLUÇÃO FRANCESA Prof. Alexandre Cardoso REVOLUÇÃO FRANCESA Marco inicial da Idade Contemporânea ( de 1789 até os dias atuais) 1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra

Leia mais

Secretaria Municipal de Educação SP. 144 Assessor Pedgógico. 145. Consultar o Caderno Balanço Geral da PMSP/SME, l992.

Secretaria Municipal de Educação SP. 144 Assessor Pedgógico. 145. Consultar o Caderno Balanço Geral da PMSP/SME, l992. PAULO FREIRE: A GESTÃO COLEGIADA NA PRÁXIS PEDAGÓGICO-ADMINISTRATIVA Maria Nilda de Almeida Teixeira Leite, Maria Filomena de Freitas Silva 143 e Antonio Fernando Gouvêa da Silva 144 Neste momento em que

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA. Resumo

CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA. Resumo CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA Ana Carolina Caldas Mestra em História de Educação UFPR Resumo Este artigo é parte da dissertação

Leia mais

Nos corredores da Casa Branca

Nos corredores da Casa Branca Nos corredores da Casa Branca Luís Mauro Sá Martino Faculdade Cásper Líbero Resenha de MARSDEN, L. For God s Sake. New York, Zack, 2008. Dios es Argentino, segundo um ditado popular de Buenos Aires. Mais

Leia mais

DECLARACÃO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE REITORES LATINO-AMERICANOS E CARIBENHOS O COMPROMISSO SOCIAL DAS UNIVERSIDADES DA AMÉRICA LATINA E CARIBE

DECLARACÃO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE REITORES LATINO-AMERICANOS E CARIBENHOS O COMPROMISSO SOCIAL DAS UNIVERSIDADES DA AMÉRICA LATINA E CARIBE DECLARACÃO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE REITORES LATINO-AMERICANOS E CARIBENHOS O COMPROMISSO SOCIAL DAS UNIVERSIDADES DA AMÉRICA LATINA E CARIBE UFMG, BELO HORIZONTE, BRASIL 16 a 19 de setembro de 2007.

Leia mais

EUA: Expansão Territorial

EUA: Expansão Territorial EUA: Expansão Territorial Atividades: Ler Livro didático págs. 29, 30 e 81 a 86 e em seguida responda: 1) Qual era a abrangência do território dos Estados Unidos no final da guerra de independência? 2)

Leia mais

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Adriano Ribeiro¹ adrianopercicotti@pop.com.br Resumo: A gestão democrática do Projeto Político-Pedagógico na escola

Leia mais

XX Congresso Panamericano da Criança e do Adolescente

XX Congresso Panamericano da Criança e do Adolescente CD/doc. 18/08 Resolução CD/RES.07 (83-R/08) 5 de dezembro, 2008. PROJETO DE TEMÁRIO XX Congresso Panamericano da Criança e do Adolescente A realizar-se em Lima, Peru, setembro de 2009. Indice I. Introdução

Leia mais

SUPERVISÃO EDUCACIONAL

SUPERVISÃO EDUCACIONAL SUPERVISÃO EDUCACIONAL SUPERVISÃO, do inglês supervision, significa supervisar, dirigir, orientar (CUNHA, 1971, p. 816), ação de velar sobre alguma coisa ou sobre alguém a fim de assegurar a regularidade

Leia mais

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Alceu Terra Nascimento O terceiro setor no Brasil, como categoria social, é uma "invenção" recente. Ele surge para identificar um conjunto

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

HISTÓRIA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: UMA DISCIPLINA EM PERSPECTIVA E EM CONSTRUÇÃO

HISTÓRIA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: UMA DISCIPLINA EM PERSPECTIVA E EM CONSTRUÇÃO HISTÓRIA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: UMA DISCIPLINA EM PERSPECTIVA E EM CONSTRUÇÃO Rachel Duarte Abdala UNITAU A ausência da História da Educação entre as disciplinas componentes da grade curricular das

Leia mais

5. Considerações finais

5. Considerações finais 99 5. Considerações finais Ao término da interessante e desafiadora jornada, que implicou em estabelecer um olhar crítico e relativamente distanciado em relação ao universo pesquisado, na medida em que

Leia mais