O conceito de segurança 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O conceito de segurança 1"

Transcrição

1 2013/04/09 O conceito de segurança 1 Alexandre Reis Rodrigues Introdução Nunca, como hoje, em todo o mundo, foi tão grande o interesse pelos estudos de segurança. Portugal não é exceção. O número crescente de institutos dedicados ao aprofundamento e debate destas matérias, até há alguns anos atrás restrito ao domínio do ensino militar, e a forma como estes estudos se têm vindo a institucionalizar no ensino universitário, aí estão a atestar de forma inequívoca esta situação. É uma realidade que se vem desenvolvendo desde o fim da II Grande Guerra mas que dois acontecimentos mais recentes influenciaram decisivamente. Primeiro, o fim da Guerra Fria, quando se concluiu que afinal o seu desfecho não traria a paz e estabilidade porque se ansiava. Depois, os acontecimentos do 11 de setembro e a campanha de combate ao terrorismo internacional que se lhe seguiu, impropriamente chamada Guerra ao terror. No entanto, malgrado todos os debates que se têm gerado à volta da tentativa de identificação das causas de guerra e de conflitos que não param de crescer, o próprio conceito de segurança continua como um assunto em aberto, por falta de uma formulação consensual. Alguns autores consideram-no tão associado a valores intangíveis que se torna impossível chegar a uma definição comum, por mais argumentos e evidências que se invoquem. Por isso se costuma dizer que se trata de um contested concept, querendo isto dizer que as disputas geradas pelas tentativas de interpretar a sua natureza e aplicabilidade se têm mostrado insolúveis. Outros, porém, consideram que essa argumentação só tem servido para fugir á procura de uma visão comum, clara e precisa, e apresentam argumentos a recusar a teoria de contested concept. 2 Não vou, no entanto, aprofundar este ponto. Deixo-o apenas como uma pista para eventuais interessados em acompanhar essa discussão que é essencialmente académica. O objetivo deste texto é resumir os aspetos mais relevantes do debate em curso sobre questões de segurança, para, seguidamente, abordar a forma como a evolução do ambiente internacional está a influenciar a interpretação dos conceitos de segurança e de emprego da Poder Militar. Concluirei com uma breve descrição da interpretação nacional sobre estes assuntos, tal como se encontra vertida na Constituição e Lei de Defesa Nacional, entre outra documentação. 1 Texto que serviu de base a uma palestra ao curso de especialização de 2º Ciclo Políticas Públicas de Segurança e Defesa, IDN, 9 abril de Baldwin, David, The concept of security, in Security Studies, a Reader, edited by Christopher W.Hughes and Lai Yew Meng, Routeledge. Página 1 de 10

2 O debate sobre segurança Tenho dois objetivos neste ponto. Primeiro, clarificar as diferenças entre ameaças e riscos, termos recorrentes de qualquer discussão sobre segurança. 3 É uma clarificação necessária porque grande parte dos desafios à nossa segurança, surgidos depois do fim da Guerra Fria, configuram, no entender de muitos analistas, mais o conceito de risco do que de ameaça. Esta nova situação está a obrigar as estratégias de segurança a evoluir do conceito de dissuasão, para prevenir o confronto entre Estados, para uma estratégia de gestão de riscos. 4 Segundo objetivo, referir alguns aspetos elementares do conceito de segurança, mas mais sob o propósito de levantar questões que possa interessar debater. Ameaças, riscos Segundo a publicação Pensar a Segurança e Defesa (IDN, Edição Cosmos, 2005) uma «ameaça é sempre um ato ofensivo, uma antecâmara de agressão, portanto uma realidade estratégica sem ser ainda guerra». Um risco é, «em certo sentido, uma ação não diretamente intencional e eventualmente sem caráter intrinsecamente hostil, provinda de um ator, interno ou externo, não necessariamente estratégico. Para outros autores, o termo ameaça refere-se essencialmente aos recursos de um adversário para realizar uma ação hostil; é função da sua capacidade e intenção de levar a cabo um ataque. Um risco é diferente. Refere-se à probabilidade de sermos alvos de uma ação contrária aos nossos interesses e de esta ser bem-sucedida; caracteriza-se conforme os danos que daí poderão resultar. Uma ameaça é algo constatável à partida. Um risco situa-se essencialmente no futuro, ou seja, como algo que pode acontecer. Dito por outras palavras, para melhor caracterizar ambos os termos, uma ameaça é um perigo específico que pode ser medido com alguma precisão, a partir de uma análise da capacidade de um adversário concretizar um ato hostil e da vontade que mostra em a utilizar (threat assessment). Um risco é um dano que podemos sofrer, uma situação ou cenário que procuraremos evitar que se materialize ou cujos impactos devemos tentar minimizar por preparação antecipada. Um risco é mais difícil de quantificar mas pode avaliar-se, recorrendo a metodologias apropriadas (risk assessment), em duas vertentes: quanto à probabilidade de ocorrer e quanto aos danos que pode provocar. Riscos e ameaças estão sempre associados a vulnerabilidades, entendidas estas como pontos fracos que um adversário explorará para concretizar uma ameaça ou que dificultem a nossa aptidão de enfrentar os riscos. Ou seja, um risco é onde uma ameaça e as nossas vulnerabilidades se sobrepõem. Se existe uma ameaça mas não temos qualquer vulnerabilidade que possa ser atingida, então, em teoria, não haverá risco. Os riscos, no entanto, também existem independentemente de haver ou não uma ameaça subjacente. É o caso, por exemplo, dos chamados riscos ambientais. É quase exclusivamente sob esta interpretação que o atual conceito estratégico se refere a riscos. 3 Para António Barrento ( Da Estratégia, Editora Tribuna) uma «ameaça é um acontecimento ou ação que contraria ou pode vir a contrariar a consecução de um objetivo. Risco é uma vulnerabilidade resultante de uma ação não coberta ou parcialmente coberta». Nesta conceção, uma «ameaça pode nem sequer provir de uma vontade hostil, como uma maré negra ou a droga, que também atingem objetivos nacionais». Na minha interpretação, porém, uma maré negra só se configura como ameaça se for o produto de uma intenção hostil deliberada para causar danos. A possibilidade de resultar de um acidente não configura uma ameaça, mas sim um risco. 4 «In the past, strategists thought about how to use force to achieve clearly defined state interests. The rise of amorphous dangers like proliferation and terrorism has made such linear thinking impossible, however, and societies have adopted a mentality that stresses limiting exposure to risks», Rasmussen, Mikkel Vedby, The risk society at war. Página 2 de 10

3 O conceito de segurança A visão alargada Um dos aspetos em aberto a que interessa prestar atenção é o âmbito do conceito de segurança. É um tema atual porque a tradicional visão de segurança, ligada essencialmente à existência de inimigos, não responde hoje, por ser muito estreita, à realidade de um ambiente dominado por ameaças normalmente não incluídas na tipologia da guerra e conflitos. Refiro-me às ameaças diárias às nossas vidas e bem-estar, a pobreza, o insucesso económico, atentados ambientais, conflitos étnicos, terrorismo, crime organizado, etc. 5 Em resposta a esta nova realidade passou a alargar-se o campo de aplicação do conceito de segurança a todo o tipo de situações que se apresentem como pondo uma ameaça existencial a um Estado, ao seu Governo, território e sociedade. Segundo a chamada Escola de Copenhaga, o nome porque ficou conhecido um corpo de conceitos desenvolvido no Conflict and Peace Research Institute de Copenhaga, no final da década de 90, passaram a identificar-se cinco categorias de segurança: militar, económica, social, política e ambiental. Esta é também a aproximação ao conceito de segurança que se adota em Portugal como aliás,, bem reflete o novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional. 6 «Military power is not the only source of national security, and military threats are not the only dangers that states face, though they are usually the most serious». «Because nonmilitary phenomena can also threaten states and individuals, some writers have suggested broadening the concept of security to include topics such as poverty, AIDS, environmental hazards, drug abuse, and the like». (Walt, Stephen M., The Renaissance of Security Studies, in Security Studies edited by Christopher W.Hughes and Lai Yew Meng, Routeledge.) O que é ter segurança Volto a lembrar que apenas estou a dar pistas de debate, sem ser exaustivo nem conclusivo. Segundo alguns autores 7, diz-se que um País está seguro quando não está sob o risco de sacrificar valores vitais, ou seja, ter segurança é a ausência de ameaças aos valores essenciais que se quer garantir. Parece uma definição intuitiva que resume o essencial da ideia que geralmente se tem de segurança. No entanto, ter ou não ter ameaças é algo que não se controla. Regra geral, nenhum País está isento de ameaças; se não são dirigidas à sua própria segurança podem ser aos seus interesses. Hoje podemos tê-las num grau reduzido ou serem quase inexistentes mas a qualquer momento a situação pode alterar-se, principalmente num contexto como o atual de grande imprevisibilidade. 5 Esta ideia teve um dos seus primeiros e mais significativos desenvolvimentos através do Human Development Report das Nações Unidas, em 1993, ao chamar a atenção para a necessidade de ponderar de novo a interpretação de segurança em função das ameaças territoriais externas, o holocausto nuclear, etc. à luz dos legítimos interesses das pessoas que procuram ter segurança no diaa-dia da sua vida (Paris, Roland, The concept of Human Security, in Security Studies edited by Christopher W. Hughes and Lai Yew Meng, Roteledge). 6 Identificam-se os seguintes vetores e linhas de ação estratégica (Responder às vulnerabilidades nacionais): 1. Promover o equilíbrio financeiro e o crescimento económico; 2. Assegurar a autonomia estratégica e alimentar; 3. Incentivar a renovação demográfica e gerir o envelhecimento da população; 4. Melhorar a eficácia do sistema de Justiça; 5. Qualificar o ordenamento do território; 6. Envolver a sociedade nos assuntos de segurança e defesa nacional. 7 Ver Baldwin, David, The concept of security in Security Studies, a Reader, edited by Christopher W.Hughes and Lai Yew Meng, Routeledge. Página 3 de 10

4 Noutro tipo de abordagem, que se ajusta melhor à ideia de que não é realista admitir ausência de qualquer ameaça, sugere-se abordar o conceito de segurança em termos da probabilidade de sofrer danos ou prejuízos sobre os valores e interesses que se pretendem preservar, portanto, sob a perspetiva de risco. Aliás, esta interpretação é também mais consentânea com a visão alargada de segurança e serve melhor a forma como se deverão encarar, por exemplo, os desastres ambientais (terramotos, inundações, etc.). Ao contrário dos desafios militares, em relação aos quais se podem tomar medidas que baixem a probabilidade de ocorrerem através de medidas de dissuasão, no caso das ameaças ambientais a probabilidade de acontecerem é algo que escapa ao nosso controlo. Para este tipo de situações apenas se podem tomar precauções que permitam reduzir ao mínimo possível desejável a possibilidade de causarem danos elevados. Riscos da visão alargada de segurança Vários autores têm vindo a chamar a atenção para dois riscos associados à adoção da visão alargada de segurança. Primeiro, o risco de uma excessiva generalização da interpretação do que é segurança, pondo em causa o mínimo de objetividade que deve ter para não se tornar num conceito sem utilidade. Se a segurança é tudo (pobreza, epidemias, défices orçamentais ou endividamentos excessivos, vulnerabilidades ambientais, etc.) então não seria preciso qualquer conceito que delimitasse criteriosamente o seu âmbito. Segundo, o risco de uma diluição excessiva do papel do Poder Militar como elemento estruturante das relações internacionais, garante último da segurança e instrumento da política externa dos Estados. É preciso ter presente que se foram os acontecimentos do 11 de setembro nos EUA, e depois os de Londres, Madrid e Bali, que reforçaram decisivamente a necessidade da visão abrangente de segurança, também foram eles que trouxeram o emprego do da força militar para níveis de empenhamento nunca verificados durante a Guerra Fria. «Defining the field of security [broadening the concept] would destroy its intellectual coherence and make it more difficult to devise solutions to any of these important problems. Moreover, the fact that other hazards exist does not mean that the danger of war has been eliminated». «However much we may regret it, organized violence has been a central front of human existence for millennia and is likely to remain so for the foreseeable future». (Walt, Stephen M., The Renaissance of Security Studies, in Security Studies edited by Christopher W.Hughes and Lai Yew Meng, Routeledge.) É consensual reconhecer hoje que um excesso de concentração em ameaças essencialmente militares, com prejuízo das não militares, pode reduzir a segurança total e conduzir a uma indesejável militarização das relações internacionais, que foi a situação resultante da Guerra ao Terror da administração Bush. No entanto, o maior equilíbrio que é necessário procurar não deverá vir em prejuízo do relevo do papel do Poder Militar. Graus de segurança Aparentemente, o termo segurança, em si mesmo, não sugere a possibilidade de admitir graus. Ou se tem segurança ou não se tem, argumentam alguns autores que a encaram como o pré-requisito de qualquer outro valor. Se não há segurança, não há prosperidade, não há liberdade, não há garantias individuais nem um Estado de direito. É uma interpretação intuitiva, frequentemente usada para alertar os responsáveis quando se considera que estão a ser negligenciados requisitos Página 4 de 10

5 básicos de segurança, mas que, como se compreende, precisa de alguma explicação e desenvolvimento. Se não existe a situação de segurança absoluta, ponto em que todos concordam, então estamos a admitir implicitamente que existem graus de segurança. Acaba por ser algo que se tem mais ou menos. O que deve ser a medida justa, em função da situação do País, dos seus interesses e aspirações, como se pode imaginar, exige um método de planeamento estratégico. Segurança e vulnerabilidades são dois assuntos indissociáveis. Teremos tanta mais segurança quanto menores forem as vulnerabilidades. No entanto, reduzir vulnerabilidades é uma questão de atribuição de recursos, portanto, matéria de opções políticas dos Governos, num processo que frequentemente se debate com as duas seguintes dificuldades: 1. A tendência de considerar os esforços a fazer mais como um encargo do que um investimento, portanto, algo a manter ao mais baixo nível possível; 2. O facto de, muitas vezes, a importância da segurança só se tornar óbvia quando está sob ameaça de ser perdida. Onde se deve encontrar o ponto de equilíbrio para a partir daí fazer a opção final é através do processo de elaboração do conceito estratégico de segurança e defesa, com uma correta avaliação das ameaças e dos riscos. O contexto de segurança mundial. Como vai influenciar o conceito de segurança? Pelo menos no futuro próximo, não se espera que o equilíbrio de poderes a nível global regresse à configuração bipolar do tempo da Guerra Fria. No entanto, também já se tornou claro que o momento unipolar que se seguiu à implosão da USSR foi transitório. Está a evoluir para um mundo multipolar, com o aparecimento de novas potências que procuram alcançar hegemonia regional e, nalguns casos, contestar a hegemonia global dos EUA. Em qualquer caso, estes não abdicarão de se manter preparados para qualquer possibilidade, inclusive a volta a um sistema bipolar, desta vez com a China no papel então ocupado pela USSR. A violência organizada continuará a fazer parte da nossa existência e nada sugere que vá deixar de ser assim. Continuarão a existir confrontos, conflitos e combates por todo o mundo. O número global de conflitos armados envolvendo pelo menos um Estado, depois de uma fase de redução, voltou a aumentar (25%) a partir de 2003 e dentro destes os não estatais entre 2007 e 2008 cresceram mais de 100% (119%). É impossível determinar se se trata de uma inversão temporária da tendência positiva verificada até 2003 ou se estamos perante uma tendência de continuado crescimento de violência, como alguns setores receiam. De facto, não existe forma de se saber, com segurança, se o número de conflitos irá baixar ou crescer nas próximas décadas. Continuaremos a ter que conviver com áreas de instabilidade devido a vulnerabilidades económicas, problemas demográficos, ambientais e graves desigualdades sociais. Algumas zonas vivem sob conflitos que se mostram insolúveis. As regiões de maior risco e mais afetadas são a África Subsaariana (com 1/3 dos conflitos mundiais) e a Ásia Central e Sul (a mais mortífera). A Ásia, neste momento, já gasta mais em Defesa do que o conjunto europeu, mesmo tendo em consideração que entre os quinze Países que mais investem em equipamentos militares estão quatro europeus. 8 A China já ocupa o 2º lugar, a seguir aos EUA, mas a uma distância que não irá certamente conseguir reduzir expressivamente no curto/médio prazo. Excetuando o caso dos EUA e da Europa, os investimentos em 8 SIPRI Yearbook 2012, World s top 15 military spenders (World Share %): EUA 41- China 8,2 - Rússia 4,1 Reino Unido 3,6 - França 3,6 Japão 3,4 Índia e Arábia Saudita 2,8 Alemanha 2,7 Brasil e Itália 2 Coreia do Sul 1,8 Austrália 1,5 Canadá 1,4 Turquia 1. Página 5 de 10

6 material de guerra continuam a crescer por todo o mundo, embora a ritmos variados. 9 Alguns Estados mostram-se incapazes de assegurar o cumprimento da lei e da ordem, de proteger as minorias, garantir boa governação. Não conseguem exercer a jurisdição que lhes compete à luz do Direito Internacional nos respetivos espaços marítimos. Em resumo, estamos mais vulneráveis a crises e conflitos que, mesmo distantes e aparentemente sem ligação com a nossa situação, acabam geralmente por se repercutir, direta ou indiretamente, sobre os nossos interesses e, nessa base, suscitar a nossa intervenção no âmbito do modelo de segurança cooperativa em que participamos. É uma situação que em grande parte resulta do processo de globalização, mais concretamente do crescimento de áreas que os Estados controlam cada vez menos, por exemplo, na circulação da informação e dos fluxos financeiros e, em geral, do menor controlo que hoje conseguimos exercer sobre os espaços comuns (Global Commons) 10. É o conjunto destas circunstâncias que tem permitido o regresso de alguns fenómenos que se consideravam extintos (por exemplo, a pirataria), ameaçado o monopólio dos Estados no uso da força, ou o aparecimento das chamadas novas ameaças (crime organizado, tráfego de drogas, proliferação de armamento, etc.). Na maioria dos casos são desafios de natureza global, que ignoram fronteiras e exigem respostas que pressupõem um estreitamento e aprofundamento da cooperação internacional, uma maior pressão para os países se organizarem em comunidades de segurança sob a égide de instituições de segurança regional. No meio de todos estes sinais de preocupação, há um importante sinal positivo. O número de guerras entre Estados continua a baixar consistentemente por todo o mundo (40% de redução entre 1992 e 2003) e existe um ambiente de confiança que nos diz que essa tendência se manterá no longo prazo. No entanto, para o curto/médio prazo, o risco de instabilidade continuará elevado em algumas regiões do mundo, por exemplo entre o Irão e Israel, o Paquistão e a Índia, bem como vários outros possíveis conflitos de base territorial no mar do Sul da China, à volta de pequenas ilhas quase sem expressão territorial mas de grande importância estratégica, à luz dos espaços marítimos que lhes estão associados, na generalidade, com importantes jazidas de produtos energéticos. O papel do poder militar no atual contexto de segurança O modo de emprego do poder militar tem estado a evoluir mas não só em função dos desenvolvimentos tecnológicos, como frequentemente se pensa. Foi, de facto, esse aspeto que dominou por algum tempo a chamada revolução dos assuntos militares, mas o grande fator de influência tem sido a necessidade de darmos novas respostas às atuais formas de relacionamento internacional e, em especial, a uma rede de interdependências que tem vindo a pôr termo à conceção de guerra total. Hoje, os Estados são frequentemente compelidos a intervir militarmente no exterior sob condições radicalmente diferentes das que se verificavam anteriormente. De facto, quase não existem pontos comuns com o passado. Já não se intervém para conquistar e destruir as forças do adversário; apenas para estabelecer uma 9 Segundo o relatório do secretário-geral da NATO, referente a 2012, o conjunto dos Países NATO, em termos de despesa em Defesa, representará em 2014 menos 13% do total mundial em 2003 (era de 69% em 2003, 60% em 2011 e será de 56% em 2014). Porém, dentro da NATO, este decréscimo não se reparte de igual forma: enquanto os EUA assumiam em % da despesa total, hoje assumem 72%. 10 São os espaços que não estão sob controlo direto de qualquer Estado mas que são vitais para o acesso e ligação a quaisquer pontos do mundo. Incluem as águas internacionais, o espaço aéreo internacional, o espaço exterior e o espaço cibernético. Página 6 de 10

7 condição que permita que o objetivo político seja alcançado. Frequentemente, trata-se apenas de recolher cidadãos em situações de insegurança, prestar assistência humanitária, separar beligerantes, fazer voltar a ordem, etc. Também já não se luta em campos de batalha; luta-se no meio do povo ou no litoral em vez de no alto mar. Estas circunstâncias levaram à ideia de que a guerra se tornou obsoleta mas, como vimos atrás, pelo que nos revela a postura militar das grandes potências, é, no mínimo, uma conclusão prematura. O que parece ter-se tornado obsoleto é o cenário de guerra total que prevaleceu durante a Guerra Fria e de que a Europa teve anteriormente duas trágicas experiências no século passado. No futuro, prevalecerão as seguintes duas vertentes de emprego: 1. As chamadas intervenções short of war com uso limitado de força, num tipo de conflito cuja condução obriga a uma contínua reavaliação dos objetivos políticos e ao correspondente ajustamento do emprego de força; 2. As intervenções em apoio da política externa dos Estados, quer para influenciar comportamentos externos para ganhar uma vantagem política ou evitar uma perda e que, na sua expressão mais simples, podem limitar-se ao objetivo de apoiar amigos, sinalizar áreas de interesse ou promover a imagem internacional do País. «Durante a Guerra Fria, o problema da Guerra e Paz era definido como dissuadir a ameaça de hoje para garantir a paz amanhã. Hoje, o objetivo é manter a paz para evitar a guerra amanhã.» «A ameaça, pelo menos na vida das democracias estabilizadas, deixou de estar relacionada com o confronto entre Estados». «As Forças Armadas já não estão a servir para dissuadir, ameaçando sem intervir, mas estão a ser utilizadas para manter a paz, intervindo sem ameaçar» (Saccetti, António E. F., O impacto do conceito de segurança humana, Estratégia, Vol. XVII, 2008, Instituto Português de Conjuntura Estratégica.) Segurança nacional Objetivo a alcançar, valor a preservar O termo Segurança, na interpretação adotada em Portugal, 11 é uma condição sem a qual não haverá desenvolvimento sustentado, uma economia livre e direitos garantidos. É a condição de paz, liberdade, independência, soberania, integridade territorial que se pretende atingir. O seu campo de aplicação não é só o Estado; é também a sociedade. É, simultaneamente, um objetivo a alcançar e um valor a preservar. Noutra perspetiva, é um dever que o Estado tem de garantir e uma condição a que todos os cidadãos têm direito. 12 Defesa Nacional são todas as atividades necessárias para garantir que o País tem segurança. Não se remete apenas à atividade militar; inclui as atividades políticas, económicas, sociais, culturais, etc. necessárias para alcançar esse objetivo. Segundo o artigo 4º da Lei de Defesa Nacional (LDN) 13 para além da componente militar, a política de Defesa Nacional compreende todas as políticas setoriais do 11 Portugal usa um conceito desenvolvido pelo Instituto de Defesa Nacional, em 1979, que diz o seguinte: «Segurança Nacional é a condição da nação que se traduz pela permanente garantia da sua sobrevivência em paz e liberdade, assegurando a soberania, independência e unidade, integridade do território, salvaguarda coletiva das pessoas e bens e dos valores espirituais, desenvolvimento normal das funções do Estado, liberdade de ação política dos órgãos de soberania e pleno funcionamento das instituições democráticas». 12 Muito embora exista uma tendência para seguir esta interpretação ainda se está longe de a encontrar enraizada nos termos adotados em Portugal. Recentemente, o assunto era referido no Reino Unido nos seguintes termos: «Defence is defeat or deterrence of a patent threat. It requires objective decision making. Security is the measure you take to prevent latent threats becoming patent. Security does not necessarily requires armed forces. It requires subjective decision making» (Chartwell s breakfast discussion, n. 41, Geopolitics in an era of uncertainty, 13 march 2013, discussion led by general Rupert Smith). 13 Lei 31ª/2009, 7 julho. Página 7 de 10

8 Estado cujo contributo é necessário para a realização do interesse estratégico nacional e cumprimento dos objetivos de Defesa Nacional. Executa-se dentro e fora do território nacional, nas zonas marítimas sob soberania e jurisdição nacional e no espaço aéreo sob responsabilidade. A conceção de Segurança como valor e de Defesa como atividade para a garantir a todo o momento veio, na sequência da formulação proposta pelo Instituto de Defesa Nacional, em 1979, através da Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas de Paralelamente, esta lei passou a admitir apenas duas exceções no envolvimento das Forças Armadas em tarefas de segurança: nos casos de Estado de Sítio (atos de insurreição que possam pôr em causa a soberania, independência, integridade territorial e a ordem constitucional) e de Emergência (situações de calamidade pública, etc.). Não obstante esta demarcação rígida entre o que é Segurança Interna, a cargo das Forças Policiais, e Segurança Externa, a cargo das Forças Armadas, fruto da conjuntura interna que então se vivia no País, na sequência do 25 de abril, nunca se pôs em causa a participação das Forças Armadas na vigilância e fiscalização dos espaços marítimos e aéreos (a cargo da Marinha e da Força Aérea) e no apoio às autoridades civis no âmbito do que se tem chamado - adotando os termos usados na Constituição - missões de satisfação das necessidades básicas e de melhoria da qualidade de vida das populações. 14 Vinte e um anos depois, através do Conceito Estratégico de Defesa Nacional de 2003 reconhecia-se que as razões que tinham determinado esta opção de demarcação entre segurança interna e externa estavam ultrapassadas e considerava-se chegada a altura de garantir uma «articulação de esforços na procura de segurança, a rentabilização dos meios e uma melhor eficiência na proteção e combate aos riscos e ameaças». No entanto, malgrado esta orientação, a evolução foi precisamente no sentido contrário. Contra o esperado, retiraram-se às Forças Armadas (ou fizeram-nas repartir com outras organizações) tarefas que podiam continuar a assegurar sem prejuízo da missão principal e com óbvios e relevantes benefícios para o País. Em 2007, diferentemente da recomendação de rentabilizar meios, a aprovação de uma nova lei orgânica para Guarda Nacional Republicana (Lei 63/2007 de 6 de novembro) cria a Unidade de Controlo Costeiro com a missão de patrulhamento e interceção marítima em toda a costa e mar territorial do continente e regiões autónomas, etc. o que, na prática, veio pôr parcialmente de lado a opção feita em 1892, 15 (sobre a reorganização dos serviços da Armada), de concentrar na Marinha todos as tarefas de fiscalização das águas de jurisdição nacional. Vale a pena recordar, pela sua sabedoria e sensatez, o argumento justificativo dessa decisão e que dizia o seguinte: 14 Em documento preparado pelo Conselho de Chefes de Estado Maior dos Ramos, sob o título Missões específicas das Forças Armadas (MIFA 04), o Conselho Superior de Defesa Nacional, em 21 de outubro de 2004, adotou, no campo que estamos a falar, Outras missões de interesse público e as missões particulares dos ramos. O primeiro destes dois grupos abrange, entre outros aspetos, a articulação com o planeamento civil de emergência e protão civil, prevenção e rescaldo de incêndios e a busca e salvamento. O segundo grupo inclui, entre outras, o exercício da autoridade de Estado nos espaços marítimos sob soberania e jurisdição nacionais, o assinalamento marítimo, os trabalhos de informação geográfica com aplicação militar incluindo o levantamento cartográfico e a colaboração na garantia da segurança aérea. 15 Decreto de 14 de agosto de Página 8 de 10

9 «Possuindo o País, infelizmente, uma Marinha pequena, aproveitar o que há na execução dos serviços que podem praticar-se ao mesmo tempo e com a mesma despesa, não é só aconselhável, é uma obrigação indeclinável de quem pretende organizar e constituir, com o pouco que há, a base do muito que há a fazer e considerar». Segundo o artigo 234º desse decreto, com o título Esquadrilha de fiscalização marítima e aduaneira todas «as canhoneiras, vapores e mais embarcações empregadas na fiscalização aduaneira da costa e ilhas adjacentes ficavam a pertencer ao ministério da Marinha e Ultramar, sendo considerados para todos os efeitos como navios e embarcações da Marinha de Guerra». Este é apenas um exemplo de um assunto não respeita apenas à Marinha. Outras missões de natureza idêntica, como a colaboração no combate a incêndios florestais e evacuações sanitárias (que, aliás, no mar são feitas pela Força Aérea) poderiam beneficiar também do potencial de meios existente nas Forças Armadas. Com a aprovação da Lei de Defesa Nacional, em 2009, deu-se finalmente o passo necessário para pôr um ponto final na demarcação rígida entre segurança interna e segurança externa, já reclamada no Conceito Estratégico de 2003, como atrás referido, e estabeleceu-se como missão «Cooperar com as forças e serviços de segurança tendo em vista o cumprimento conjugado das respetivas missões no combate a agressões ou ameaças transnacionais». Este assunto foi também referido na Lei Orgânica de Bases das Forças Armadas e na Lei de Segurança Interna. 16 Pouco depois, o 1º Do Congresso Nacional de Segurança e Defesa de 24/25 de junho de 2010, onde este tema foi também extensivamente abordado, lembrava alguns pontos ainda pendentes para a conclusão do processo: «É preciso rever o processo de decisão do eventual emprego das Forças Armadas a nível interno, à luz de uma mais fácil operacionalização do apoio que podem dar ás Forças de segurança em situações de crise que, pela sua dimensão e intensidade, tornam essa ajuda indispensável. Complementarmente, é necessário definir o papel que poderão desempenhar e caracterizar mais detalhadamente as condições em que o seu emprego se pode verificar. Há uma potencial cooperação interministerial neste campo que precisa de ter o devido enquadramento legislativo. Finalmente, precisa de considerar a adequação do Sistema de Forças Nacional à integração conjunta de capacidades militares, policiais e de natureza civil, no âmbito das intervenções de estabilização.» Não obstante vários anúncios de iniciativas recentes para fazer avançar este assunto, nomeadamente no documento MDN 2015, um novo contrato de confiança. Nova Doutrina de Serviço Público, 17 ainda não se chegou a um consenso. Há reticências de alguns constitucionalistas, há interesses instalados e há pretensões de largamento de áreas funcionais que continuam a ser obstáculo, 16 Lei Orgânica nº 1- A/2009 de 7 de julho e Lei nº 53/2008 de 29 de agosto, respetivamente. 17 «As Forças Armadas dispõem de recursos e competências únicas que, em articulação com outras estruturas, permitiriam ao estado ter ganhos de eficiência e eficácia de resposta a crises. Trata-se da participação mais ativa em missões de interesse público, mais próximas das pessoas, aproveitando racionalmente as suas disponibilidades e dando valor acrescentado à sua presença ao longo de todo o território nacional. Prevenir e combater riscos ambientais, desastres, crime organizado, combate aos fogos florestais». Página 9 de 10

10 malgrado, nestes dois últimos casos, a falta de racionalidade que implicam ao gerarem duplicações de meios e estruturas. Compreende-se a sensibilidade que levanta o emprego das Forças Armadas em matéria de segurança urbana mas não se compreende a dúvida quando se trata, episodicamente em circunstâncias anormais, de apenas libertar mais as Forças de Segurança para essas tarefas, ficando os militares, por exemplo, com a segurança de infraestruturas críticas. O que, aliás, é frequente ver em muitas democracias avançadas. Ninguém, certamente, pretende levar este assunto ao ponto de subverter a lógica da necessidade simultânea de Forças Armadas e Forças de Segurança, indiferenciando as missões de cada uma. Mas seria erro grave, em especial neste momento de dificuldade, não corrigir o que pode funcionar melhor e com menos custos para o Estado, como é o caso das tarefas de interesse público atrás mencionadas. Bibliografia: 1. Security Studies, a Reader, edited by Christopher W.Hughes and Lai Yew Meng, Routeledge. 2. Nye, Joseph S., O future do poder, Círculo de leitores, Coleção Temas e Debates 3. Rasmussen, Mikkel Vedby, The Risk society at war, Cambridge University Press. 4. Freedam, Lawrence, New military conflict, in Security Studies, a Reader, edited by Christopher W.Hughes and Lai Yew Meng, Routeledge. 5. Elias, Luís Manuel André, As novas configurações do conceito de segurança na contemporaneidade, Revista Portuguesa de Ciência Política 6. Silvério, Paulo Jorge Alves, Da Ordem Internacional à evolução do conceito de segurança até ao exercício da atividade de segurança interna, Boletim do IESM 7. Borges, João Vieira, As Forças Armadas na Segurança Interna: Mitos e Realidades, Revista Militar, n. 1, janeiro de Página 10 de 10

Segurança e Defesa em Portugal e na Europa

Segurança e Defesa em Portugal e na Europa Palestra para a divulgação no Dia de Defesa Nacional sobre Segurança e Defesa em Portugal e na Europa Carlos R. Rodolfo, Calm (Ref.) Presidente da AFCEA Portugal Proferida no MDN em 02 Set 2011 1 AGENDA

Leia mais

IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA

IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA 1 IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA 1. INTRODUÇÃO As identidades coletivas, em qualquer domínio considerado, assumem uma importância central; a sua afirmação dá sentido aos projetos comuns, promove

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

Seminário Segurança da Informação e Gestão de Risco IESM - 23MAI13. Comunicação do Secretário-Geral Adjunto do MDN. Contra-Almirante Mário Durão

Seminário Segurança da Informação e Gestão de Risco IESM - 23MAI13. Comunicação do Secretário-Geral Adjunto do MDN. Contra-Almirante Mário Durão Seminário Segurança da Informação e Gestão de Risco IESM - 23MAI13 Comunicação do Secretário-Geral Adjunto do MDN Contra-Almirante Mário Durão Enquadramento Durante mais de 30 anos da minha vida profissional,

Leia mais

Conferência no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Universidade Técnica de Lisboa. O Novo Quadro de Segurança e Defesa Europeia

Conferência no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Universidade Técnica de Lisboa. O Novo Quadro de Segurança e Defesa Europeia Centro de Estudos EuroDefense-Portugal Conferência no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Universidade Técnica de Lisboa O Novo Quadro de Segurança e Defesa Europeia Desafios e opções para

Leia mais

Conferência. Os Estados Unidos e a Ordem Internacional. 30 Setembro a 01 Outubro 2004. Auditório da FLAD, Lisboa

Conferência. Os Estados Unidos e a Ordem Internacional. 30 Setembro a 01 Outubro 2004. Auditório da FLAD, Lisboa Conferência Os Estados Unidos e a Ordem Internacional 30 Setembro a 01 Outubro 2004 Auditório da FLAD, Lisboa Os Limites da Esperança: Kerry e a Política Externa dos Estados Unidos João Marques de Almeida

Leia mais

PORTUGAL INDEPENDENTE, DENTRO OU FORA DO EURO, ACABOU. DENUNCIEI, BUT... NINGUÉM LIGOU - MALDITOS!

PORTUGAL INDEPENDENTE, DENTRO OU FORA DO EURO, ACABOU. DENUNCIEI, BUT... NINGUÉM LIGOU - MALDITOS! PORTUGAL INDEPENDENTE, DENTRO OU FORA DO EURO, ACABOU. DENUNCIEI, BUT... NINGUÉM LIGOU - MALDITOS! FINISPORTUGAL! PRIVATIZAÇÕES. (Publicado em 20 Dezembro 2012) 1- Conceito Estratégico de Defesa Naciona

Leia mais

Os espaços estratégicos de Portugal 1

Os espaços estratégicos de Portugal 1 2013/11/18 Os espaços estratégicos de Portugal 1 Alexandre Reis Rodrigues Introdução Três circunstâncias recentes, que podem ser individualizadas mas estão intimamente ligadas, alteraram quase totalmente

Leia mais

Exercícios Migrações Internacionais

Exercícios Migrações Internacionais Exercícios Migrações Internacionais Material de apoio do Extensivo 1. Nas últimas décadas do século XX, o número de migrantes internacionais aumentou de forma significativa [ ] por causa das disparidades

Leia mais

Auditoria: Desafio e Confiança. 13 de setembro de 2013

Auditoria: Desafio e Confiança. 13 de setembro de 2013 XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas Auditoria: Desafio e Confiança 13 de setembro de 2013 Senhor Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, Dr. José Azevedo Rodrigues, Senhoras

Leia mais

1. INTRODUÇÃO 2. ANÁLISE ESTRATÉGICA

1. INTRODUÇÃO 2. ANÁLISE ESTRATÉGICA CADERNO FICHA 11. RECUPERAÇÃO 11.4. OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS O presente documento constitui uma Ficha que é parte integrante de um Caderno temático, de âmbito mais alargado, não podendo, por isso, ser interpretado

Leia mais

Logística Uma nova fórmula para o Exército CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA LOGÍSTICA

Logística Uma nova fórmula para o Exército CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA LOGÍSTICA Logística Uma nova fórmula para o Exército CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA LOGÍSTICA A Logística, ciência de origem militar que despontou das necessidades de preparação, movimentação e colocação de

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

Carta Aberta do Conselho da Paz dos EUA Para Todos Os Nossos Amigos e Camaradas Do Movimento Pela Paz

Carta Aberta do Conselho da Paz dos EUA Para Todos Os Nossos Amigos e Camaradas Do Movimento Pela Paz Carta Aberta do Conselho da Paz dos EUA Para Todos Os Nossos Amigos e Camaradas Do Movimento Pela Paz Caros Amigos e Camaradas da Paz, Como é do vosso conhecimento, o nosso mundo encontra-se numa conjuntura

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

A PROTEÇÃO DOS CIVIS E DA AÇÃO HUMANITÁRIA POR MEIO DE UM TRATADO DE COMÉRCIO DE ARMAS EFICAZ

A PROTEÇÃO DOS CIVIS E DA AÇÃO HUMANITÁRIA POR MEIO DE UM TRATADO DE COMÉRCIO DE ARMAS EFICAZ A PROTEÇÃO DOS CIVIS E DA AÇÃO HUMANITÁRIA POR MEIO DE UM TRATADO DE COMÉRCIO DE ARMAS EFICAZ FOLHETO Marko Kokic/CICV DISPONIBILIDADE DE ARMAS: O CUSTO HUMANO Todos os anos, devido à disponibilidade generalizada

Leia mais

A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL E SEUS REFLEXOS PARA A DEFESA. Juliano da Silva Cortinhas Instituto Pandiá Calógeras MD

A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL E SEUS REFLEXOS PARA A DEFESA. Juliano da Silva Cortinhas Instituto Pandiá Calógeras MD A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL E SEUS REFLEXOS PARA A DEFESA Juliano da Silva Cortinhas Instituto Pandiá Calógeras MD Palestra UFMS 05/06/2013 CONTEXTO SISTÊMICO Maior complexidade da agenda internacional

Leia mais

PRINCÍPIOS PARA A AVALIAÇÃO DA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO

PRINCÍPIOS PARA A AVALIAÇÃO DA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO COMITÉ DE AJUDA AO DESENVOLVIMENTO PRINCÍPIOS PARA A AVALIAÇÃO DA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO PARIS 1991 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO 3 II. FINALIDADE DA AVALIAÇÃO 5 III. IMPARCIALIDADE E INDEPENDÊNCIA 6 IV. CREDIBILIDADE

Leia mais

Considerações Finais. Resultados do estudo

Considerações Finais. Resultados do estudo Considerações Finais Tendo em conta os objetivos definidos, as questões de pesquisa que nos orientaram, e realizada a apresentação e análise interpretativa dos dados, bem como a sua síntese final, passamos

Leia mais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais RELATÓRIO Samira Santana de Almeida 1 1. Apresentação

Leia mais

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil O Voluntariado e a Protecção Civil 1. O que é a Protecção Civil A 03 de Julho de 2006, a Assembleia da Republica publica a Lei de Bases da Protecção Civil, que no seu artigo 1º dá uma definição de Protecção

Leia mais

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1 PRINCÍPIOS DO RIO António Gonçalves Henriques Princípio 1 Os seres humanos são o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

CAPÍTULO III. Estado -Maior Conjunto Artigo 8.º

CAPÍTULO III. Estado -Maior Conjunto Artigo 8.º CAPÍTULO III Estado -Maior Conjunto Artigo 8.º Missão e atribuições 1. O Estado -Maior Conjunto (EMC) tem por missão assegurar o planeamento e o apoio necessários à decisão do CEMGFA. 2. O EMC prossegue,

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE)

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) DÉCIMO SEGUNDO PERÍODO ORDINÁRIO DE SESSÕES OEA/Ser.L/X.2.12 7 de março de 2012 CICTE/INF.1/12 Washington, D.C. 7 março 2012 Original: inglês DISCURSO

Leia mais

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Ficha Técnica Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Edição: Região Autónoma dos Açores Secretaria Regional da Educação e Ciência Direcção Regional da Educação Design e Ilustração: Gonçalo Cabaça Impressão:

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

Projeto de acordo do consórcio entre a Universidade de Coimbra e a Universidade Aberta

Projeto de acordo do consórcio entre a Universidade de Coimbra e a Universidade Aberta Projeto de acordo do consórcio entre a Universidade de Coimbra e a Universidade Aberta Anexo à deliberação n.º 31-CG/2015 Documento n.º 32-/2015 Entre: A UNIVERSIDADE DE COIMBRA, pessoa coletiva número

Leia mais

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. OBS: EM NEGRITO OS ENUNCIADOS, EM AZUL AS

Leia mais

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE PRINCÍPIOS PARA UMA INTERVENÇÃO INTERNACIONAL EFICAZ EM ESTADOS PRINCÍPIOS - Março 2008 Preâmbulo Uma saída sustentável da pobreza e da insegurança nos Estados mais frágeis do mundo terá de ser conduzida

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO (Tradução não oficial 1 ) Recomendação 202 RECOMENDAÇÃO RELATIVA AOS PISOS NACIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Leia mais

O CONCEITO DE SEGURANÇA NACIONAL NA EUROPA

O CONCEITO DE SEGURANÇA NACIONAL NA EUROPA O CONCEITO DE SEGURANÇA NACIONAL NA EUROPA VICTOR ÂNGELO Representante Especial do Secretário-geral e Secretário-geral Adjunto das Nações Unidas Escrevo, hoje, na minha coluna habitual na Visão que: os

Leia mais

A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras

A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras Este breve texto é uma proposta de reflexão acerca de algumas das questões que, em meu entender, merecem destaque na situação actual do desenvolvimento

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 13 Discurso em jantar oferecido ao

Leia mais

Assumir estas tarefas no contexto atual é, sem dúvida, um ato de coragem e de determinação.

Assumir estas tarefas no contexto atual é, sem dúvida, um ato de coragem e de determinação. Discurso do Ministro da Saúde na tomada de posse do Bastonário e Órgãos Nacionais da Ordem dos Farmacêuticos 11 de janeiro de 2013, Palacete Hotel Tivoli, Lisboa É com satisfação que, na pessoa do Sr.

Leia mais

A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan. Análise Segurança

A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan. Análise Segurança A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan Análise Segurança Bernardo Hoffman Versieux 15 de abril de 2005 A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan Análise Segurança

Leia mais

Minhas senhoras e meus senhores.

Minhas senhoras e meus senhores. Minhas senhoras e meus senhores. Em primeiro lugar, gostaria de transmitir a todos, em nome do Senhor Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a satisfação pelo convite que

Leia mais

O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)?

O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)? O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)? São unidades especializadas de apoio educativo multidisciplinares que asseguram o acompanhamento do aluno, individualmente ou em grupo, ao longo

Leia mais

Projeto de Lei n.º 818/XII/4ª

Projeto de Lei n.º 818/XII/4ª Projeto de Lei n.º 818/XII/4ª Determina a obrigatoriedade de as instituições de crédito disponibilizarem uma conta de depósito à ordem padronizada, designada de conta base, e proíbe a cobrança de comissões,

Leia mais

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O DIÁLOGO SOCIAL NO BRASIL: O MODELO SINDICAL BRASILEIRO E A REFORMA SINDICAL Zilmara Davi de Alencar * Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA COMISSÃO DE ASSUNTOS EUROPEUS

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA COMISSÃO DE ASSUNTOS EUROPEUS Parecer COM(2013)130 Proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que altera o Regulamento (CE) n.º 261/2004 que estabelece regras comuns para a indemnização e a assistência aos passageiros

Leia mais

Preparação e Resposta à Doença por Vírus Ébola Avaliações Externas

Preparação e Resposta à Doença por Vírus Ébola Avaliações Externas Preparação e Resposta à Doença por Vírus Ébola Avaliações Externas European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) Global Health Security Agenda (GHSA) Enquadramento A Plataforma de Resposta

Leia mais

OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MOVIMENTO INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO

OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MOVIMENTO INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MOVIMENTO INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO FOLHETO CICV O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho O Movimento Internacional

Leia mais

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas À semelhança do que acontece nas sociedades contemporâneas mais avançadas, a sociedade portuguesa defronta-se hoje com novos e mais intensos

Leia mais

REPÚBLICA DE ANGOLA. Cimeira Mundial Sobre a Sociedade da Informação

REPÚBLICA DE ANGOLA. Cimeira Mundial Sobre a Sociedade da Informação REPÚBLICA DE ANGOLA Cimeira Mundial Sobre a Sociedade da Informação Intervenção de Sua Excelência Licínio Tavares Ribeiro, Ministro dos Correios e Telecomunicações ANGOLA (Genebra, 12 de Dezembro de 2003)

Leia mais

PROTEÇÃO DOS BENS AMBIENTAIS: PELA CRIAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (OME). Brasília, 20/04/2012 Sandra Cureau

PROTEÇÃO DOS BENS AMBIENTAIS: PELA CRIAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (OME). Brasília, 20/04/2012 Sandra Cureau XII CONGRESSO BRASILEIRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE MEIO AMBIENTE PROTEÇÃO DOS BENS AMBIENTAIS: PELA CRIAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (OME). Brasília, 20/04/2012 Sandra Cureau FUNDAMENTOS

Leia mais

Discurso de Sua Exceléncia o Presidente de Po rtugal. Jorge Sampaio. Assembleia Geral das Nações Unidas

Discurso de Sua Exceléncia o Presidente de Po rtugal. Jorge Sampaio. Assembleia Geral das Nações Unidas MISSAO PERMANENTE DE PORTUGAL JUNTO DAS NaфEs UNIDAS EM NOVA IORQUE Discurso de Sua Exceléncia o Presidente de Po rtugal Jorge Sampaio Reunião de Alto Nîvel da Assembleia Geral das Nações Unidas Nova Iorque

Leia mais

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Senhor Representante de Sua Excelência o Presidente da República, General Rocha Viera, Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Leia mais

SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL. Ciberespaço: Liderança, Segurança e Defesa na Sociedade em Rede

SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL. Ciberespaço: Liderança, Segurança e Defesa na Sociedade em Rede INTERVENÇÃO DA SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL BERTA DE MELO CABRAL 7º EIN Simpósio Internacional Ciberespaço: Liderança, Segurança e Defesa na Sociedade em Rede Lisboa, Academia Militar,

Leia mais

OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO

OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO Art.º 202º da Constituição da República Portuguesa «1. Os tribunais são órgãos de soberania com competência para Administrar a justiça em nome do povo. (...)» A lei

Leia mais

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa O GOVERNO Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa «O Governo é o órgão de condução da política geral do país e o órgão superior da Administração Pública.» 1 Pela própria ideia que se retira

Leia mais

Linhas de Reforma do Ensino Superior Contributos e Comentários da Universidade de Coimbra dezembro 2013

Linhas de Reforma do Ensino Superior Contributos e Comentários da Universidade de Coimbra dezembro 2013 Linhas de Reforma do Ensino Superior Contributos e Comentários da Universidade de Coimbra dezembro 2013 Contributos conjuntos do Conselho Geral e do Reitor em resposta à solicitação de 22 de outubro de

Leia mais

Ricardo Cabral Fernandes rcabralfernandes@gmail.com

Ricardo Cabral Fernandes rcabralfernandes@gmail.com Portugal entre a Europa e o Atlântico Ricardo Cabral Fernandes rcabralfernandes@gmail.com Lusíada. Política Internacional e Segurança, n.º 10 (2014) 55 Portugal entre a Europa e o Atlântico, pp. 55-62

Leia mais

Enquadramento conceptual e legal da Segurança e Defesa Nacional

Enquadramento conceptual e legal da Segurança e Defesa Nacional 2013/02/20 Enquadramento conceptual e legal da Segurança e Defesa Nacional Alexandre Reis Rodrigues Defesa Nacional. O conceito Na interpretação adotada em Portugal, Defesa Nacional 1 é o conjunto de atividades

Leia mais

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA A República Portuguesa e a República de Cabo Verde, doravante designadas por Partes : Animadas pela vontade

Leia mais

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Universidade do Minho Escola de Psicologia rgomes@psi.uminho.pt www.psi.uminho.pt/ www.ardh-gi.com Esta apresentação não substitui a leitura

Leia mais

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 .. RESENHA Bookreview HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 Gustavo Resende Mendonça 2 A anarquia é um dos conceitos centrais da disciplina de Relações Internacionais. Mesmo diante do grande debate teórico

Leia mais

ESTATUTO DO ANIMADOR SOCIOCULTURAL

ESTATUTO DO ANIMADOR SOCIOCULTURAL ESTATUTO DO ANIMADOR SOCIOCULTURAL PREÂMBULO A Animação Sociocultural é o conjunto de práticas desenvolvidas a partir do conhecimento de uma determinada realidade, que visa estimular os indivíduos, para

Leia mais

Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente

Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente; Tendo-se reunido em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972; Tendo considerado a necessidade

Leia mais

Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização Serviço de Estrangeiros e Fronteiras DISCURSO PRESIDENTE SCIF XVIII CONGRESSO

Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização Serviço de Estrangeiros e Fronteiras DISCURSO PRESIDENTE SCIF XVIII CONGRESSO DISCURSO PRESIDENTE SCIF XVIII CONGRESSO 16 DN SCIF2015 DE 29/05/2015 EXCELÊNCIAS A 14 de Junho de 1985 foi assinado entre a Alemanha, a Bélgica, a França, o Luxemburgo e a Holanda, o Acordo de Schengen,

Leia mais

Projeto de Resolução n.º 1103/XII/3ª

Projeto de Resolução n.º 1103/XII/3ª PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar Projeto de Resolução n.º 1103/XII/3ª Recomenda ao Governo a adoção de medidas de informação e esclarecimento da população em geral quanto ao surto de doença

Leia mais

Apresentação e Discussão do Orçamento Retificativo para 2012

Apresentação e Discussão do Orçamento Retificativo para 2012 Apresentação e Discussão do Orçamento Retificativo para 2012 Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados A proposta do Orçamento

Leia mais

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza,

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Carta Mundial para a Natureza A Assembleia Geral, Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Recordando que, na sua resolução 35/7 de 30 de outubro

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

PROJETO DE RELATÓRIO

PROJETO DE RELATÓRIO PARLAMENTO EUROPEU 2009-2014 Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia 2011/2284(INI) 7.2.2012 PROJETO DE RELATÓRIO sobre a proteção das infraestruturas críticas da informação Realizações e próximas

Leia mais

Introdução às relações internacionais

Introdução às relações internacionais Robert Jackson Georg Sørensen Introdução às relações internacionais Teorias e abordagens Tradução: BÁRBARA DUARTE Revisão técnica: ARTHUR ITUASSU, prof. de relações internacionais na PUC-Rio Rio de Janeiro

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 8.10.2007 SEC(2007)907 DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO documento de acompanhamento da Comunicação da Comissão sobre um programa para ajudar as

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO. Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008

MENSAGEM DE ANO NOVO. Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008 MENSAGEM DE ANO NOVO Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008 Portugueses No primeiro dia deste Novo Ano, quero dirigir a todos uma saudação amiga e votos de boa saúde e prosperidade. Penso especialmente

Leia mais

Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da China

Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da China Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da China Análise Segurança Cândida Cavanelas Mares 22 de junho de 2006 Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE Gabinete do Secretário de Estado do Trabalho e Formação

MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE Gabinete do Secretário de Estado do Trabalho e Formação INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TRABALHO E FORMAÇÃO NO CONGRESSO DO ANO INTERNACIONAL DOS VOLUNTÁRIOS Senhora Presidente da Comissão Nacional para o Ano Internacional do Voluntariado, Senhor

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA 9.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA 9.º ANO DE GEOGRAFIA 9.º ANO Ano Letivo 2015 2016 PERFIL DO ALUNO Dentro do domínio das redes e modos de transporte e telecomunicação, o aluno deve compreender a importância dos transportes nas dinâmicas dos territórios,

Leia mais

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO MARKETING SOCIAL DESENVOLVIDO PELA CÁRITAS EM PARCERIA COM A IPI CONSULTING NETWORK PORTUGAL As virtualidades da interação entre a economia social e o empreendedorismo

Leia mais

Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas

Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas ENQUADRAMENTO DO CURSO As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um dos

Leia mais

A Declaração recomenda prudência na gestão de todas as espécies e recursos naturais e apela a uma nova ética de conservação e salvaguarda.

A Declaração recomenda prudência na gestão de todas as espécies e recursos naturais e apela a uma nova ética de conservação e salvaguarda. Programa do XI Governo Regional dos Açores Política Ambiental Senhora Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhor Presidente, Senhora e Senhores Membros do Governo, Na Resolução que adotou a histórica

Leia mais

Proposta de Lei n.º 189/XII

Proposta de Lei n.º 189/XII Proposta de Lei n.º 189/XII ESTRATÉGIA NACIONAL PARA A PREVENÇÃO E CONTROLO DE EPIDEMIAS DA FEBRE DO DENGUE A febre do dengue figura entre algumas das doenças que poderão ser consideradas emergentes no

Leia mais

SEMINÁRIO 'AS NOVAS FRONTEIRAS E A EUROPA DO FUTURO' (24.11.2006) Braga

SEMINÁRIO 'AS NOVAS FRONTEIRAS E A EUROPA DO FUTURO' (24.11.2006) Braga 24.11.2006 SEMINÁRIO 'AS NOVAS FRONTEIRAS E A EUROPA DO FUTURO' (24.11.2006) Braga 'A EUROPA DO FUTURO NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS' A Europa cada vez é mais requisitada no mundo em todos os domínios: cooperação

Leia mais

As Agendas de Inovação dos Territórios Algumas reflexões INSERIR IMAGEM ESPECÍFICA

As Agendas de Inovação dos Territórios Algumas reflexões INSERIR IMAGEM ESPECÍFICA INSERIR IMAGEM ESPECÍFICA 1 O que é Inovação? Produção, assimilação e exploração com êxito da novidade, nos domínios económico e social. Livro Verde para a Inovação (Comissão Europeia, 1995) 2 Os territórios

Leia mais

Os Parceiros Sociais têm desempenhado uma verdadeira missão de serviço público, a qual, nem sempre, tem sido devidamente reconhecida pelos Governos.

Os Parceiros Sociais têm desempenhado uma verdadeira missão de serviço público, a qual, nem sempre, tem sido devidamente reconhecida pelos Governos. High Level Conference - A New Start for Social Dialogue (5.março.2015, Bruxelas) Workshop B: Strengthening industrial relations and capacity building at national level Começo por felicitar a iniciativa

Leia mais

Intervenção de Sua Excelência o Secretário Regional da Saúde na apresentação do Programa de Governo 2015-2019 20,21 e 22 de Maio de 2015

Intervenção de Sua Excelência o Secretário Regional da Saúde na apresentação do Programa de Governo 2015-2019 20,21 e 22 de Maio de 2015 1 Intervenção de Sua Excelência o Secretário Regional da Saúde na apresentação do Programa de Governo 2015-2019 20,21 e 22 de Maio de 2015 (só faz fé a versão proferida) Excelentíssimo Senhor Presidente

Leia mais

Qualificação dos engenheiros para a reabilitação sísmica do edificado. Vítor Cóias GECoRPA

Qualificação dos engenheiros para a reabilitação sísmica do edificado. Vítor Cóias GECoRPA Qualificação dos engenheiros para a reabilitação sísmica do edificado Vítor Cóias GECoRPA 1. INTRODUÇÃO A reabilitação estrutural dum edifício existente é a modalidade de intervenção que visa melhorar

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha.

Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha. Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha. Questionário «Para uma avaliação intercalar da Estratégia Europa 2020 do ponto de vista dos municípios e regiões da UE» Contexto A revisão

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE

SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE Objectivos do Curso. No final deste os alunos deverão: Identificar os principais objectivos associados à implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ) Compreender

Leia mais

Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Regulamento de Atribuição de Bolsa de Apoio Social

Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Regulamento de Atribuição de Bolsa de Apoio Social Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Viana do Castelo Regulamento de Atribuição de Bolsa de Apoio Social O Conselho de Ação Social do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, atento à

Leia mais

Barómetro de Conjuntura. Estabelecimentos Hoteleiros, Aldeamentos e Apartamentos Turísticos. verão 2014

Barómetro de Conjuntura. Estabelecimentos Hoteleiros, Aldeamentos e Apartamentos Turísticos. verão 2014 verão 2014 Índice Sumário Executivo Perspetivas de evolução da procura para o verão 2014 NUTS II NUTS II por Mercados Perspetivas de evolução da procura para o inverno 2014/15 NUTS II 2 Sumário Executivo

Leia mais

Declaração da Cidade de Quebec

Declaração da Cidade de Quebec Declaração da Cidade de Quebec Nós, os Chefes de Estado e de Governo das Américas, eleitos democraticamente, nos reunimos na Cidade de Quebec, na III Cúpula, para renovar nosso compromisso em favor da

Leia mais

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Ana Carolina Rosso de Oliveira Bacharel em Relações Internacionais pela Faculdades Anglo-Americano, Foz do Iguaçu/PR Resumo:

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados,

Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados, Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados, Encontro-me hoje aqui para, em nome do Governo Regional da Madeira, apresentar a Vossas

Leia mais

POLÍTICA COMUM DE SEGURANÇA E DEFESA

POLÍTICA COMUM DE SEGURANÇA E DEFESA POLÍTICA COMUM DE SEGURANÇA E DEFESA Parte integrante da Política Externa e de Segurança Comum (PESC) da União Europeia, a Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD) abrange as operações militares e as

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia Metas Curriculares Ensino Básico Geografia 9.º ano Versão para discussão pública Novembro de 2013 Autores Adelaide Nunes António Campar de Almeida Cristina Nolasco Geografia 9.º ano CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Oficiais de Ligação do Ministério da Administração Interna e Oficiais de Ligação de Imigração

Oficiais de Ligação do Ministério da Administração Interna e Oficiais de Ligação de Imigração Oficiais de Ligação do Ministério da Administração Interna e Oficiais de Ligação de Imigração Oficiais de Ligação do Ministério da Administração Interna A existência de Oficiais de Ligação do Ministério

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

PLANO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO DO EXÉRCITO

PLANO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO DO EXÉRCITO PLANO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO DO EXÉRCITO PARA O ANO DE 2014 2 1. ENQUADRAMENTO a. O princípio da igualdade é um princípio fundamental da Constituição da República Portuguesa, em que no seu Artigo 13º

Leia mais

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000 ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário Gestão da Qualidade 2005 1 As Normas da família ISO 9000 ISO 9000 descreve os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e especifica

Leia mais

ANEXO 7 FORMAÇÃO PROFISSIONAL

ANEXO 7 FORMAÇÃO PROFISSIONAL ANEXO 7 FORMAÇÃO PROFISSIONAL A profissionalização dos membros da Organização, enquanto factor determinante da sua eficácia na prevenção e no combate aos incêndios florestais, requer a criação de um programa

Leia mais

Prevenção de incêndios

Prevenção de incêndios Prevenção de incêndios 1 Prevenção de incêndios Entre 2008 e 2013, os falsos alarmes de incêndio nos centros comerciais da Sonae Sierra dispararam entre 5.000 a 7.000 vezes por ano. Mesmo não pondo em

Leia mais

Senhor representante do Secretariado Geral da União do Magrebe Árabe. Senhor Secretário Geral Adjunto da União para o Mediterrâneo

Senhor representante do Secretariado Geral da União do Magrebe Árabe. Senhor Secretário Geral Adjunto da União para o Mediterrâneo Senhores Ministros Senhores Embaixadores Senhor representante do Secretariado Geral da União do Magrebe Árabe Senhor Secretário Geral Adjunto da União para o Mediterrâneo Senhora representante da Comissão

Leia mais

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa Guilherme R. S. Souza e Silva * RESUMO - O presente artigo apresenta e discute o comportamento das taxas de câmbio

Leia mais