2. Uma abordagem contemporânea da arquitetura da informática

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1 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 1 2. Uma abordagem contemporânea da arquitetura da informática 2.1 Introdução O presente texto tem como objetivo principal servir de acompanhamento no desenvolvimento da disciplina. Procurou-se abranger os três pilares da informática: hardware, software e pessoas. O material está dividido em quinze tópicos, sendo um deles específico para automação. A abrangência é suficiente para o nivelamento destes fundamentos essenciais para esta disciplina do MBA em Gestão em Tecnologia da Informação. A maior parte dos assuntos aqui contidos será aprofundada em disciplinas específicas, cumprindo assim o papel de start neste processo de aprendizagem, instigando a leitura e pesquisa, não pretendo, assim, esgotar tais conteúdos, que evoluem com uma velocidade assustadora. Procurou-se abordar este tema amplo, arquitetura da informática, desde os primórdios dos computadores, até as situações existentes nos dias atuais. 2.2 Tecnologia O nascimento da tecnologia não pode estar isolado ao nascimento do homem no planeta anos da era cristã, o homem de Neandertal apresentava um grau de especialização no uso de materiais como pedra, osso, madeira, couro, etc., utilizado em sua sobrevivência. Outro exemplo clássico de importância tecnológica foi entre os anos 300 a.c. e 300 da era cristã, na Alexandria, cuja sociedade floresceu grandes nomes da engenharia, como Arquimedes e Heron, além de Fílon e Vitrúvio, que utilizavam dispositivos mecânicos como o parafuso, alavanca e polia. Desta forma, destaca-se que o avanço da tecnologia trouxe diversos benefícios para o homem, tornando o trabalho mais fácil e produtivo. Vale conceituar tecnologia como: conjunto de princípios, métodos, instrumentos e processos cientificamente determinados, com aplicabilidade principalmente às atividades industriais, com foco na produção de bens mais eficientes e baratos; conceito que engloba todas as técnicas e seu estudo; descobertas da ciência aos objetivos da vida prática;

2 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 2 aplicação de quaisquer métodos ou instrumentos, descobertos por meio da pesquisa sistemática, bem como a coleta, fabricação, armazenamento, transporte, etc. de bens, cujos resultados sejam melhores do que os obtidos anteriormente. Há de se fazer uma ressalva que a ciência quase sempre teve um importante papel no desenvolvimento tecnológico, mas, nem toda tecnologia depende da ciência, pois a relação entre ambos atravessou estágios diferentes. No mundo clássico, a ciência pertencia à aristocracia dos filósofos, enquanto a tecnologia dizia respeito às atividades dos artesãos. Foi a partir da idade média que alguns filósofos propuseram a idéia de colaboração das duas disciplinas. Consideradas como motores do progresso, as inovações tecnológicas foram implantadas sem cuidado com seus possíveis efeitos prejudiciais. A partir dos últimos anos do século XX, iniciou-se uma reflexão acerca do lado negativo do progresso tecnológico, buscando alternativas menos agressivas ao meio ambiente. Importante canal de TV a cabo, o Discovery Channel (2008) sempre deu destaque aos fatos tecnológicos. Um interessante resumo da história da tecnologia moderna é apresentado: Primeiro motor a vapor (Thomas Newcomen); 1768 Nicholas Joseph Cugnot constrói um vagão a vapor; 1774 A primeira calculadora de massa (Phillipe Matthäus Han); 1775 Primeiro submarino (David Bushnell); 1780 Invenção da copiadora (James Watt); 1785 O tear mecânico é inventado (Edmund Cartwright); 1793 Telégrafo (Claude Chappe); 1800 Primeira bateria (Alessandro Volta); 1821 Motor Elétrico (Michael Faraday); 1825 Primeira linha de Estrada de ferro na Inglaterra; 1827 Primeira turbina de água e patente para a primeira hélice de navio (Josef Ressel); 1854 Invenção da lâmpada de luz incandescente (Heinrich Goebel); 1859 O motor a gás é desenvolvido (Etienne Lenoir); 1861 Primeiro telefone (Johann Philipp Reis); 1875 Invenção da geladeira (Carl von Linde); 1876 Aplicação de patente para o telefone (Alexander Graham Bell) - Motor de quatro-tempos (Nicolaus August Otto); 1879 Primeira locomotiva elétrica (Werner von Siemens); 1881 Fornecimento de energia com alta freqüência de corrente alternada (George Westinghouse); 1886 Primeiro automóvel (Karl Benz); 1895 Descoberta de Raios-X (Wilhelm Conrad Röntgen) - Invenção do cinematógrafo (Auguste e Louis Jean Lumière); 1896 Descoberta da radioatividade (Antoine Henri Becquerel); 1897 Invenção do tubo de raio de catódico (Karl Ferdinand Braun) - Diesel constrói o motor Diesel; 1903 Primeiro vôo motorizado (Orville and Wilbur Wright); 1913 Linha de montagem para a fabricação de carro (Henry Ford); 1930 Primeira turbina a gás para aviões;

3 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan Primeiro microscópio de elétron (Ernst Ruska); 1938 O átomo de urânio é separado (Otto Hahn and Fritz Straßmann); 1941 "Z3", o primeiro computador em funcionamento (Konrad Zuse); 1948 Transistor (William B. Shockley, John Bardeen e Walter Brattain); 1954 Primeira estação de energia nuclear em Obninsk perto de Moscou; 1955 Fibra Óptica (Narinder Singh Kapany, London); 1957 O primeiro satélite é lançado, o Sputnik 1 (USSR); 1961 Primeiro humano no espaço e primeira órbita da Terra (Yuri Gagarin); 1964 Circuito integrado (Jack Kilby para Texas Instruments); 1969 Primeira aterrissagem do homem na lua (Apollo 11, EUA); 1970 Desenvolvimento do microprocessador (Intel) - Primeira calculadora de bolso; 1977 Apple II, o primeiro computador completo; 1979 Compact Disc (CD) para armazenar áudio digitalmente (Sony & Philips); 1981 Primeiro computador pessoal da IBM; 1992 Primeiro livro em CD-ROM (a Bíblia); 1993 Invenção da Internet; Tecnologia da Informação "A informação tecnológica pode ser a maior ferramenta dos tempos modernos, mas é o julgamento de negócios dos humanos que a faz poderosa." (Charles B. Wang - Presidente da Computer Associates International). Não é tarefa fácil generalizar o que é tecnologia da informação (TI), mas pode-se definir como conjunto de hardware, software e tecnologias (recursos da informática) utilizadas para otimizar o processo de criação, processamento, armazenamento e distribuição das informações, ou seja, informatização do ciclo de vida da informação. Hoje em dia vimos aplicações de TI em tudo, desta forma é difícil delimitar fronteiras em que ela atua. O que se pode afirmar é que tudo gira em torno do bem extremamente precioso: a informação. 2.3 Informática e Computação A informática é o tratamento da informação de modo automático. É ferramenta indispensável para o desenvolvimento, suporte e modernização das atividades pessoais e organizacionais. Para tal, pressupõe a utilização de computadores eletrônicos. A informática está situada na interseção de quatro grandes áreas do conhecimento: Ciência da computação: processamento de dados; engenharia de software; arquitetura das máquinas; programação. Ciência da informação: trato da informação; armazenamento e veiculação da informação. Teoria dos sistemas: solução de problemas a nível de sistemas (operacionais, táticos e estratégicos). Cibernética: ações baseadas em mecanismos de automação. (VELLOSO, 2004).

4 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 4 O termo computação é bem anterior a informática, e deriva de computar (ato calcular, contar). Processamento de dados O computador é uma máquina composta por partes mecânicas e eletromecânicas com a tarefa principal de coletar, processar, armazenar e disseminar dados para um ou mais objetivos. Foi chamado algum tempo de processamento eletrônico de dados, por ser uma máquina composta de vários circuitos e componentes eletrônicos. Processamento de dados consiste em uma série de atividades ordenadamente realizadas, a partir de dados, realizando processamentos, conduzindo e apresentando os resultados procurados. Dados (entradas) Processamento Resultado (saída) 2.4 Ciência da Informação A ciência da informação estuda a informação, desde a sua origem até o processo em que há a transformação dos dados em informação e em conhecimento. Este estudo estende-se dos meios acadêmicos para aplicação nas organizações. Dado, informação e conhecimento Entende-se por dado um padrão, a menor unidade possível. Uma letra, número ou dígitos, que isoladamente não tem nenhum significado claro. Não consegue nos informar nada. A análise de um dado não nos leva a nenhuma conclusão. De acordo com Davenport e Prusak (1998, p. 3): Dados descrevem apenas parte daquilo que aconteceu; não fornecem julgamento nem interpretação e nem qualquer base sustentável para a tomada de ação. Embora a matéria-prima do processo decisório possa incluir dados, eles não podem dizer o que fazer. Dados nada dizem sobre a própria importância ou irrelevância. Porém, os dados são importantes para as organizações em grande medida certamente, porque são matéria-prima essencial para a criação da informação. A informação é o dado trabalhado, tratado, inserido num contexto. É um conjunto de dados que tem algum significado. Pense em informação como dados que fazem diferença. (DAVENPORT; PRUZAK, 1998, p. 4). Esclarecendo melhor, Jamil (2001, p. 161):

5 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 5 A informação, portanto, é algo mais trabalhado e trabalhoso. Envolve usualmente diversas medições e obtenção de dados associados como o do ambiente a que se aplicam as medições feitas. A informação terá um caráter menos restrito que o dado, posto que podemos estabelecer critérios variados de coleta, conversão e armazenamento para a mesma, envolvendo como já dissemos, um conjunto de dados. Desta forma surgem trabalhos de conversão, comparação e padronização para o seu uso. O conhecimento é a capacidade de interpretar. Pode fazer sentido para uns, e para outros não. Quando a informação é trabalhada por pessoas e pelos recursos computacionais, pode gerar cenários, simulações e oportunidades. (REZENDE; ABREU, 2003). Segundo Davenport e Prusak (1998, p. 3): O conhecimento deriva da informação da mesma forma que a informação deriva de dados. Para que a informação se transforme em conhecimento, os seres humanos precisam fazer virtualmente todo o trabalho. Tal transformação ocorre através de palavras iniciadas com C tais como as seguintes: Comparação: de que forma as informações relativas a esta situação se comparam a outras situações conhecidas? Conseqüências: que implicações estas informações trazem para as decisões e tomadas de ação? Conexões: quais as relações deste novo conhecimento com o conhecimento já acumulado? Conversação: o que as outras pessoas pensam desta informação? Tomemos um exemplo: a taxa de juros é de 0,5% (dado). Ainda não chegamos a nenhuma conclusão. Se dissermos que 0,5% é a taxa de juros do Brasil, no mês de agosto de 2006, estamos inserindo o dado num contexto, e já nos traz algum significado (informação). Porém, se complementarmos dizendo que esta taxa de juros é a mais baixa os últimos 10 anos, estamos fazendo uma interpretação (conhecimento). 2.5 Introdução a Informática Uma breve história Por volta do ano 2000 A.C. foi inventado o ábaco, instrumento utilizado para auxiliar nos cálculos. (FIG. 01). Ainda é utilizado nos países asiáticos. Figura 01: Ábaco

6 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 6 Em 1642 o matemático francês Blaise Pascal inventou a primeira máquina de somar (FIG. 02). Foi aperfeiçoada com a capacidade de multiplicar e dividir, em torno de 1670, por matemáticos alemães. Figura 02: Máquina Pascalina Em 1801 surgem os cartões perfurados, controlando uma máquina de tear automática. Em 1822 e posteriormente em 1833, Charles Babbage inventou, respectivamente, a Máquina de Diferenças (FIG. 03) e a Máquina Analítica. Estas máquinas são consideradas as precursoras do computador, pois possuem os três estágios fundamentais: entrada (cartões perfurados) processamento (engrenagens) e saída (abrigando o programa em execução). Figura 03: Máquinas de Diferenças Em 1944, na Universidade de Harvard, nos EUA, o professor Howard H. Aiken inventou o primeiro computador eletro-mecânico.

7 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 7 Em 1946, constituído de válvulas (uma queimava a cada dois minutos), foi inventado na Universidade da Pennsylvania, nos EUA, o ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Calculator), o primeiro computador eletrônico. Figura 04: ENIAC Com o princípio sendo utilizado até hoje, John Von Newman, matemático húngaro, formula nos EUA a proposição prática para computadores universais. Em 1951, a produção em série do IBM/UNIVAC é iniciada. As gerações dos computadores Os computadores são classificados em quatro gerações: 1ª. Geração entre 1946 e 1956 válvulas; 2ª. Geração até transistores; 3ª. Geração 1967 circuitos integrados 4ª. Geração a partir de 1972 integração em escalas superiores chips 1. Em aproximadamente 60 anos de história, demos um grande salto em tecnologia da válvula ao microprocessador, passando pelo transistor e o circuito integrado. O Univac (primeira geração) foi o primeiro computador comercial. Seus dados eram armazenados em cartão perfurado (FIG. 05). 1 Os chips (CI integrated circuit) são fabricados a partir do silício, que é um dos elementos mais comuns da crosta terrestre (rochas e areia). O silício é um semicondutor, ou seja, conduz eletricidade. Em seu interior possui milhares de componentes eletrônicos.

8 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 8 Figura 05: Cartão perfurado O primeiro PC - personal computer (FIG. 06) foi lançado no mercado em 12 de agosto de 1981, com o nome de IBM 5150 PC. Era composto de uma tela monocromática verde, processador Intel de 4,77 MHz, memória RAM de 16 Kbytes e discos flexíveis de 180/360 Kbytes. Figura 06: Primeiro PC Natureza dos computadores Segundo Capron e Johnson (2004) todo computador tem três características principais: Velocidade: a rapidez que esperamos dos serviços; Confiabilidade: são extremamente confiáveis. A maioria dos erros de computador na realidade são erros humanos. Capacidade de armazenamento: mega, giga, terabyte, etc. Como características secundárias têm-se: produtividade, tomada de decisões e redução de custo.

9 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 9 Visão geral Um computador é formado por três componentes principais: Hardware: o equipamento; conjunto de componentes físicos; suporta a entrada de dados, a transformação em informação, o armazenamento e a saída. Software: são os programas; conjunto de instruções, passo a passo, que orientam o computador a fazer tarefas necessárias e produzir resultados desejados. Pessoas (peopleware): pode ser um indivíduo que desenvolve programas, ou mesmo um usuário final. 2.6 Mainframes Não é o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive, e sim, o mais adaptável. (Charles Darwin). Mainframe é o termo utilizado para grandes computadores. Utilizava paralelismo de processadores e com grande quantidade de memória, rodando diversos sistemas operacionais simultaneamente, dentre eles o UNIX. Outras características são: capacidade de ligação de milhares de terminas, estabilidade do hardware, possibilidade de rodar processos em processadores virtuais e reais (distribuídos devido à necessidade), suporte a violenta carga de I/O e maior dificuldade de invasão. O mainframe funciona de maneira bastante diferente dos servidores (micro computadores) rodando sistema operacional Windows, pois a multitarefa que é implementada faz com que um processo não interfira em outro, principalmente pelo fato de rodar em memórias e processadores diferentes. Outro ponto característico dos mainframes são os enormes coolers refrigerados a água. Um dos principais modelos de mainframe é o IBM 360, que teve seu funcionamento áureo nos anos (FIG. 07).

10 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 10 Figura 07: IBM 360 Nos anos 1990, uma grande revolução tomava conta do mundo dos computadores, principalmente com a arquitetura cliente/servidor, com as redes de baixo custo. A extinção destas máquinas era tida como certo, chegando algumas previsões de término efetivo em Algumas empresas apostaram nesta previsão gastando milhões de dólares para substituí-los. Não foi exatamente isto que aconteceu. Com o barateamento do hardware, diminuição do tamanho e complexidade, flexibilidade de software, novos modelos de mainframe foram lançados, fazendo com que empresas atualmente que possuem diversos servidores de menor porte, pensem em substituí-los por um mainframe. O modelo moderno de mainframe da IBM chamado System z10, possui uma capacidade de processamento de 1500 servidores comuns, menor gasto de energia e espaço físico, custos menores de operação e administração. Figura 08: IBM z10

11 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 11 Para se ter uma idéia da importância dos mainframes a IBM estreou um site para discutir os mainframes e o desenvolvimento. De acordo com dados a IBM, o site tem 290 mil cadastrados na América Latina, dos quais 120 mil são brasileiros Data Centers O Data Center é a modernização do antigo CPD (centro de processamento de dados). Os recursos destes modernos centros de dados tendem a evoluir, no que tange a energia elétrica, climatização, alta segurança, flexibilidade, compartilhamento de recursos, ou seja, um local onde se pode contar com toda a infra-estrutura necessária para garantir, em quaisquer circunstâncias, a integridade e disponibilidade dos dados, sistemas, equipamentos e pessoal. (SILVEIRA, et al., 2008). Outras características dos Data Centers são: Abrigo para milhares de servidores; Verticalização do ambiente; Redundância física e lógica 24x7x365; Sistema de controle de incêndio que não danifiquem os equipamentos; Abastecimento de energia de subestações distintas; Geração de energia própria para alguns dias; Sistema de no-breaks; Alta segurança: sistema de câmeras, portas reforçadas, controle de acessos de pessoas autorizadas, Fornecedores não proprietários de hardware e software; Utilização de fibra-óptica; Links redundantes;

12 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 12 Figura 09: Data Center da IBM 2.8 Servidores Os servidores são todos os computadores (do microcomputador ao mainframe), rodando uma aplicação que geralmente oferece suporte para redes de computadores, permitindo que usuários compartilhem arquivos, aplicativos, dispositivos periféricos e demais recursos de rede. Existem sistemas operacionais específicos para servidores, como o Linux, Unix, Windows NT e o Windows 2008 Server. Estes sistemas vêm acompanhados de diversos programas para possibilitar os serviços específicos a uma rede de computadores. Um microcomputador com uma configuração pouco privilegiada, porém, rodando um sistema operacional que contempla o serviço aos clientes é considerado um servidor (por exemplo, um microcomputador Pentium 100 rodando o Linux modo texto, configurado para ser o gateway de uma conexão de banda larga em uma rede).

13 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 13 Figura 10: Múltiplos servidores Múltiplos servidores (FIG. 10) são destinados às organizações com requisitos de comércio eletrônico muito pesado e web sites muito grandes. Existem servidores que podem ser empilhados em racks (FIG. 11), denominados servidores de rack, possibilitando a operação com maior eficiência, reduzindo o espaço de empacotamento. Para reduzir ainda mais o espaço e aumentar a densidade, as empresas estão utilizando um projeto de servidor chamado lâmina (FIG. 12), que é uma placa do tamanho de um livro, em que memória, processador e unidades de disco rígido são montados. (TURBAN; RAINER; POTTER; 2005). Figura 11: Servidores em um rack

14 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 14 Figura 12: Servidores tipo lâmina Tipos de software de servidores Web: Programa encarregado de apresentar páginas web aos clientes que solicitam o serviço. O software do servidor web é responsável por localizar e gerenciar páginas web, por exemplo: Microsoft IIS e o Apache. O servidor web aceita os pedidos http (hipertext transfer protocol) de clientes, geralmente os browsers, servindo-os com respostas http, inclusive com dados (páginas web) como documentos HTML (hipertext markup language) com diversos objetos e textos embutidos. Aplicação: Os próprios sistemas operacionais, versão server, podem ser configurados para serem servidores de arquivos e aplicação de uma rede. Porém, existe uma tendência para a utilização de softwares de sistemas, conhecidos como servidores de aplicativos, que oferecem uma interface intermediária (middleware) entre o sistema operacional e o programa de aplicativo dos usuários. Possibilitam um maior balanceamento de carga, disponibilidade e tratamento de exceções. Arquivos: É um servidor dedicado para o trabalho de armazenamento e distribuição de arquivos em uma rede. Esta categoria de servidor necessita de uma boa proteção para o acesso aos arquivos. Utiliza-se também como servidor de back-up para os arquivos. Autenticação: O servidor de aplicação é utilizado para verificar (autenticar) as credenciais do requisitante, enviando uma resposta de autorização, positiva ou negativamente, para o acesso aos serviços requisitados. Banco de dados (BD): Esta categoria de software faz o gerenciamento de um conjunto de fatos relacionados, possibilitando a manipulação dos dados de diversas maneiras. Pode armazenar dados, manipular, recuperar, visualizar e imprimir de diversas formas. São extremamente úteis quando se deseja controlar um grande número de fatos relacionados. Na FIG. 13 temos uma tela de uma ferramenta de administração de BD IBExpert, manipulando uma tabela de um BD Firebird.

15 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 15 Figura13: Ferramenta de administração de BD.. Todos estes softwares servidores podem rodar em uma única máquina servidora, porém, não é recomendado, pois os serviços irão sofrer uma degradação, dependendo da quantidade de usuários da rede e capacidade e performance do servidor. As políticas de segurança dos servidores requerem uma aplicação adequada para o perfeito funcionamento dos serviços. 2.9 Interface Homem-máquina De acordo com Cybis (2003) no início da utilização dos computadores, os próprios desenvolvedores eram os usuários dos programas. Mais tarde é que um pequeno público receberia um treinamento pesado para serem os usuários. As interfaces eram textuais, difíceis e feitas às pressas e não existia a preocupação com usabilidade. Usabilidade é a facilidade de uso. É a capacidade que um sistema interativo oferece a seu usuário em um determinado contexto de operação, para a realização de tarefas, de maneira eficaz, eficiente e agradável. (ISO 9241). Um sistema pode ter uma boa usabilidade para uns e para outros não.

16 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 16 Figura14: Usabilidade.. A ergonomia é a maneira que nosso organismo interage com uma máquina (posição do teclado, monitor, etc.). Está ligado com a usabilidade pelo fato de adaptar o trabalho ao ser humano, através de sistemas e dispositivos que estejam adaptados a maneira como o usuário pensa e trabalha. Não existe como construir interfaces amigáveis sem conhecer o ambiente de trabalho dos usuários. Alguns atributos da usabilidade são: Sistemas fáceis e rápidos de aprender; Sistemas com baixa taxas de erros; Sistemas eficientes (com alto grau de produtividade uma vez que os usuários aprendam a operá-lo); Sistemas fáceis de memorização das telas; Sistemas com tarefas similares com seqüências de ações similares; Interface homem-máquina (IHM human machine interface) é o canal de comunicação entre o ser humano e o computador, existindo desta forma interação adequada, com o foco em um objetivo comum, mais conforto e alto desempenho. Uma pessoa entra em contato fisicamente e de forma perceptiva com um sistema de computador.

17 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 17 Para se ter uma idéia da preocupação, até pouco tempo atrás (início dos anos 1990), a disciplina interface homem-máquina não fazia parte do currículo dos cursos da área de informática. Características de experiências negativas com usabilidade: Aborrecimento e frustrações; Usuários se sentem diminuídos quando outros conseguem operar com facilidade; Casos mais agudos podem levar a dores de cabeça, cólicas abdominais, ansiedade e até crises de pânico; Subutilização; Resistência ao uso; Abandono do sistema; Prejuízo para as empresas; Benefícios do uso das técnicas de usabilidade: Alta produtividade; Uso eficiente e eficaz; Uso com menos esforço; Retorno positivo dos investimentos da empresa; Economia da empresa desenvolvedora com manutenções e revisões dos produtos; (CYBIS, 2003). O design universal (design para todos) é uma característica dos produtos comercialmente viáveis que possam ser utilizados por diversas pessoas com habilidades distintas (portadores de necessidades especiais). Porém, é um erro se pensar que design universal atende apenas a portadores de doenças físicas ou mentais. A seguir algumas tecnologias para deficientes: Softwares leitores de tela; Monitor Braille; Tradutor de texto em voz; Ampliador de tela; Apresentador de legendas; Notificador de sons; Teclado na tela; Reconhecimento de voz; Mouse acoplado à cabeça; Com o surgimento da internet, os sites têm uma intensa preocupação com a usabilidade, pelo fato de usuários de diferentes faixas etária e instruções terem acesso aos mesmos sites. Autores se dedicam ao estudo e ensinamento de sites com um grau elevado de usabilidade, fazendo com que a navegação transcorra de maneira tranqüila, interativa e sem a exigência de esforço.

18 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan Linguagens de Programação Algoritmo Para o entendimento inicial, um algoritmo não se aplica apenas à informática. Uma receita para se fazer um bolo é um algoritmo, bem como procedimentos industriais. Se prestarmos a atenção, utilizamos algoritmos diariamente. Encontramos no dicionário Aurélio, a seguinte definição de algoritmo: processo de cálculo, ou de resolução de um grupo de problemas semelhantes, em que se estipulam, com generalidade e sem restrições, regras formais para a obtenção do resultado, ou da solução do problema. Como nosso foco é computacional, o algoritmo para solução de um problema de informática segue algumas normas. Não se deve fazer um programa de computador sem previamente desenvolver um algoritmo, como no trecho do exemplo a seguir: inicio... digite (Mvarquant); se p.estf >= MvarQtequePrecisa então // não precisa produzir nada. Transfere a p.estf e dá as entradas e baixas faça Total = Mvarquant * PUNIT; senão // p.estf < MvarQtequePrecisa // Transfere a p.estf faça Total = Mvarquant / PUNIT; fim se;... fim; Figura15: Trecho de um algoritmo Linguagens de programação Segundo Monteiro (2007, p. 489), uma linguagem de programação é uma linguagem criada para instruir um computador a realizar suas tarefas. Um programa completo, escrito em uma linguagem de programação, é freqüentemente denominado código. Assim, codificar um algoritmo significa converter suas declarações em um comando ou instrução específico de uma determinada linguagem de programação. Existem inúmeras linguagens de programação. A mais primitiva delas é a linguagem que o próprio computador entende: a linguagem de máquina. A primeira geração de programadores a utilizava. Como descrevemos que o computador somente entende 0 e 1 s, a linguagem de máquina pura era composta por uma longa seqüência de bits. Trabalhar desta forma era tedioso e difícil, portanto, para primeira geração de computadores foi desenvolvida uma linguagem que representasse as instruções por símbolos e não por números. Está linguagem foi denominada linguagem de montagem (assenbly language). Exemplos de comandos desta linguagem: ADD, SUB, ORG, etc. Escrever um programa desta maneira é ainda um trabalho difícil.

19 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 19 O passo significativo foi o desenvolvimento de uma linguagem de comunicação com o computador, mais simples, estruturadas de acordo com a compreensão e a intenção do programador, são as denominadas linguagens de alto nível. Alguns exemplos: FORTRAN (1957), COBOL (1959), BASIC (1964), PASCAL (1968), C (1967), DELPHI (1994), JAVA (1996). A seguir um trecho de um programa JAVA: public class Colecao { private HashMap listaitens; public Colecao() { listaitens = new HashMap(); } public ArrayList listaritens(string letrainicial) // quem lista é a colecao { Iterator it = listaitens.keyset().iterator(); Item i; ArrayList itemaux = new ArrayList(); String chave; while(it.hasnext()) { chave = (String) it.next(); i = (Item)listaItens.get(chave); if(i.getnome().startswith(letrainicial)) { itemaux.add(i); System.out.println(i.toString()); } } return itemaux; } } Figura16: Trecho de programa em JAVA 2.11 Internet e Linguagens de Marcação Contexto A história da internet esteve adormecida por quase 20 anos sem que o público soubesse da sua existência. No início, apenas militares e acadêmicos anônimos para compartilhar informações sobre projetos de pesquisa relacionados à defesa. Nenhum visionário preveria tal expansão. Hoje temos mais de 1 bilhão de computadores conectados. Um estudo em 2000 levantou 72 milhões de computadores. Nada multiplicou tão rapidamente. Na década de 1960, surgiam as redes de computador. O ARPANET foi o resultado de um projeto que surgiu em 1969 para conectar computadores pesquisadores em quatro localizações dos EUA. Nos anos seguintes, o número de computadores

20 Pós-Graduação Pitágoras Prof. Fernando Hadad Zaidan 20 cresceu rapidamente, e, em 1972 foi introduzida a capacidade de . Em 1973 houve a internacionalização, conectando a University College of London, no Reino Unido. O personagem central do crescimento repentino e da popularidade da internet é Tim Berners Lee. Em 1990, o Dr. Berners Lee, físico da universidade de Genebra, percebeu que ele e seus colegas poderiam ser favorecidos com a ligação em locais distantes de seus computadores. Ele via o conjunto de links de computador a computador como uma teia, daí o nome WEB. Atualmente ele tem se dedicado, dentre outras coisas, ao estudo da web semântica 2. (CAPRON; JOHNSON, 2004). Intranet e Extranet Muitas vezes as empresas não desejam promover certos conteúdos para o público, consideram o mais importante aqueles que dizem respeito aos seus propósitos internos somente da empresa (daí, o termo intranet). Intranet é uma rede privada similar à internet, porém que funciona internamente na empresa. Uma evolução da internet e da intranet é a extranet. Neste caso, o conteúdo de uma intranet poderá ser acessado por determinados parceiros, como os fornecedores de um determinado cliente (possuidor da intranet). Tudo isto com muita segurança para as informações. Do HTML ao XML A história se inicia nos anos 70, quando a IBM inventou a linguagem GML (General Markup Language linguagem de marcação genérica). Surgiu com a necessidade da empresa em armazenar uma grande quantidade de informações. Com a GML, a IBM conseguiria classificar e processar rapidamente todos os documentos. A ISO 3 (international organization for standardization organização internacional para padronização), em 1986, trabalhou para padronizar esta linguagem. Neste momento, foi criada a SGML (Standard Generalized Markup Language - Linguagem Padrão de Marcações Genéricas), que era a GML, porém, com padrão. A SMGL é uma linguagem poderosa, com bastante adaptabilidade. Em 1989, foi criado o HTML (Hypertext Markup Language - linguagem de marcação de hipertexto). Linguagem para a criação de páginas em um site. A HTML foi derivada da SGML. Utiliza-se um conjunto de tags 4 (etiquetas ou marcas), entre os símbolos < >, que informam o que irá determinar a função de cada elemento. Em 1994, surge uma entidade chamada W3C 5 (world wide web consortium - consórcio da www). Ela cuidou de colocar em ordem o HTML, e de formalizar suas regras, para que fosse um padrão. Mesmo assim, o HTML não cumpriu tudo o que 2 O objetivo, ainda em andamento, é estruturar o conteúdo disponível da Internet, permitindo, dentre outras coisas, uma busca mais eficiente que as atuais. A XML é a linguagem pela qual os dados serão estruturados. 3 É uma organização de âmbito internacional (148 países), que cuida da padronização e normalização. O ISO aprova normas válidas internacionalmente, em todos os campos técnicos, com exceção de eletrônica. 4 As tags formam o conjunto de comandos ou formatação da linguagem HTML. 5 Consórcio de âmbito mundial, criado em Desenvolve novas tecnologias, promovendo a constante evolução da Web.

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