ANOLVIII Nº 056 SÁBADO, 3 DE MAIO DE 2003 BRASÍLIA-DF

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1 AA ANOLVIII Nº 056 SÁBADO, 3 DE MAIO DE 2003 BRASÍLIA-DF

2 MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biê nio 2003/2004) PRESIDENTE JOÃO PAULO CUNHA PT SP 1º VICE-PRESIDENTE INOCÊNCIO OLIVEIRA PFL PE 2º VICE-PRESIDENTE LUIZ PIAUHYLINO PSDB PE 1º SECRETÁRIO GEDDEL VIEIRA LIMA PMDB BA 2º SECRETÁRIO SEVERINO CAVALCANTI PPB PE 3º SECRETÁRIO NILTON CAPIXABA PTB RO 4º SECRETÁRIO CIRO NOGUEIRA PFL PI 1 SUPLENTE DE SECRETÁRIO GONZAGA PATRIOTA PSB PE 2º SUPLENTE DE SECRETÁRIO WILSON SANTOS PSDB MT 3º SUPLENTE DE SECRETÁRIO CONFÚCIO MOURA PMDB RO 4º SUPLENTE DE SECRETÁRIO JOÃO CALDAS PL AL

3 CÂMARA DOS DEPUTADOS SUMÁRIO 1 ATA DA 64ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 52ª LEGISLATURA, EM 02 DE MAIO DE Inexistência de quo rum regimental para aber tu ra da sessão I Aber t ura da ses são II Leitura e as si na tu ra da ata da ses - são an te ri or III Le i tu ra do ex pe di en te ATO SOLENE DE ENTREGA DAS PROPOSTAS DE REFORMA TRIBUTÁRIA E PREVIDENCIÁRIA OFÍCIOS Nº 374/03 Do Senhor Ge ral do Brindeiro, Procurador-Geral da República, co mu ni can do o recebimento do Ofí cio nº 420, de Nº 326/03 Do Senhor De pu ta do Cel so Russomanno, 1º Vice-Líder do PPB, indicando o De pu ta do Elimar Máximo Damasceno para inte - grar a Co mis são de Se gu ri da de Social e Família REQUERIMENTOS Nº 460/03 Do Senhor De pu ta do Anto nio Car los Men des Thame, requerendo a re ti ra da do PDC nº 12/ Nº 502/03 Do Senhor De pu ta do Bonifácio de Andrada, re que ren do a retirada do PL nº 7203/ Nº 553/03 Do Senhor Deputado Edu ar do Cunha, requerendo a retirada do Re que ri men to nº 479/ SNº/03 Do Senhor Deputado Edi son Andrino, re que ren do a apensação do PL nº 497 ao PL nº 3875/ SESSÃO ORDINÁRIA DE 02/05/2003 IV Pequeno Expediente NILSON MOURÃO (PT, AC) Trans cur so do Dia do Trabalho 1º de maio. Compromisso do Presidente Luiz Inácio Lula Silva de pres ta ção de con tas da gestão aos tra ba lha do res brasilei - ros a cada 1º de maio WASNY DE ROURE (PT, DF) Transcurso do Dia do Trabalho 1º de maio. Importância da realização, pela Corregedoria do Tri bu nal de Jus - tiça do Distrito Federal e dos Territórios, de inves - ti ga ções so bre a re gu la ri za ção de condomínios pe los Cartóri os Extrajudiciais do Dis tri to Federal, es pe ci al men te pelo Car tó rio do 1º Ofí cio de No - tas e Protestos de Títulos de Brasília Ma u rí cio Gomes de Lemos. Ma té ria in ti tu la da Registros sofreram adulteração, de Ana Maria Cam pos, pu - blicada pelo Correio Bra zi li en se FEU ROSA (PSDB, ES. Dis cur so retirado pelo ora dor para revisão.) Transcurso do Dia do Trabalho 1º de maio. Importância da aplicação racional de recursos públicos em programas so - ciais. Conveniência da aprovação do Projeto de Lei nº 2.866, de 1997, sobre obri ga to ri e da de de supremacia de benefícios so bre custos nos in - vestimentos públicos WASNY DE ROURE (PT, DF Pela ordem) So li da ri e da de ao povo turco di an te de aci den te sísmico ocor ri do no país. Indicação de oficial do Cor po de Bombeiros Mi li tar do Dis tri to Fe de ral para o comando da Defesa Civil brasileira ALCESTE ALMEIDA (PMDB, RR) Trans - cur so do Dia do Trabalho 1º de maio. Necessi - da de de cri te ri o so de ba te acerca das reformas es tru tu ra is defendidas pelo Go ver no Federal. So - licitação ao Presidente Luiz Iná cio Lula da Silva e ao Mi nis tro da Integração Nacional, Ciro Gomes, de liberação de re cur sos para con clu são de obras infra-estruturais em Mu ni cí pi os do Estado de Roraima CORIOLANO SALES (PFL, BA) Trans - cur so do Dia do Trabalho 1º de maio. Expectati - va de discussão das propostas das reformas pre - vi den ciá ria e tributária. Po si ci o na men to con trá rio à co bran ça de con tri bu i ção pre vi den ciá ria de ser - vidores inativos. Apoio à im ple men ta ção de previ - dên cia com ple men tar para o funcionalismo públi - co ZÉ LIMA (PPB, PA) Ine xis tên cia de moti - vos para co me mo ra ções no Dia do Trabalho 1º de maio. Solicitação ao Pre si den te Luiz Iná cio Lula da Silva de reformulação da política econô -

4 17924 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 mi ca, com ênfase na pro du ção e na geração de empregos WELINTON FAGUNDES (PL, MT) Trans - cur so do Dia do Trabalho 1º de maio. Defesa de im ple men ta ção de re for ma trabalhista. Importân - cia da retomada do crescimento econômico para redução do de sem pre go e inserção da mão-de-obra jovem no mer ca do de trabalho. Transcurso do 30º aniversário de fun da ção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agro pe cuá ria. Contribuição da EMBRAPA para o in cre men to da agricultura familiar. So li ci ta ção ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à Comissão Mis ta de Pla - nos, Orça men tos Públicos e Fis ca li za ção de ga - ran tia da des ti na ção de re cur sos à empresa COSTA FERREIRA (PFL, MA) Trans - cur so do Dia do Tra ba lho 1º de maio. Exces si - vo nú me ro de tra ba lha do res bra si le i ros na in - for ma li da de. So li ci ta ção ao Pre si den te Luiz Iná - cio Lula da Silva de pri o ri da de na re for ma tra - ba lhis ta. De fe sa de ele va ção do sa lá rio mí ni mo para o va lor cor res pon den te a cem dó la res. Ma - i or apo io go ver na men tal aos tra ba lha do res bra - si le i ros ZICO BRONZEADO (PT, AC) Apo io às re for mas estruturais de fen di das pelo Governo Federal. Compromisso do Go ver no Luiz Iná cio Lula da Silva com a estabilidade ins ti tu ci o nal e o desenvolvimento socioeconômico do País. Acirra - men to das desigualdades re gi o na is pela guer ra fis cal en tre os Estados. Inép cia do Go ver no Fer - nan do Hen ri que Cardoso na im ple men ta ção de reforma tributária. Realização de fes ta po pu lar pelo transcurso do Dia do Trabalho no Mu ni cí pio de Brasiléia, Esta do do Acre. Sa u da ções ao povo do Mu ni cí pio de Epitaciolândia. Con ces são do Prêmio SEBRAE Má rio Covas ao Prefeito Jú lio Bar bo sa de Aquino, do Mu ni cí pio de Xapuri. De - sempenho do Go ver na dor Jor ge Viana HENRIQUE AFONSO (PT, AC) Ine xis tên - cia de po lí ti cas públicas em prol dos moradores de rua. Par ti ci pa ção do Parlamento bra si le i ro no com ba te à fome e à mi sé ria. Apresentação de pro je to de lei so bre reorganização da as sis tên cia so ci al no País. Criação, pela Comissão de Direi - tos Humanos da Casa, de Subcomissão destina - da à iden ti fi ca ção de populações ex clu í das LUIS CARLOS HEINZE (PPB, RS) Ra - zões da necessidade de con ti nu a ção das pesqui - sas so bre or ga nis mos geneticamente modifica - dos sob controle da Comissão Téc ni ca Na ci o nal de Biossegurança PAULO DELGADO (PT, MG) Di fi cul da des para re gu la men ta ção da lei de de fe sa do espaço aé reo brasileiro FRANCISCO RODRIGUES (PFL, RR) Ime di a to cumprimento, pelo Pre si den te Luiz Iná - cio Lula da Silva, da pro mes sa de estímulo ao crescimento eco nô mi co bra si le i ro COSTA FERREIRA (PFL, MA Como Lí - der) Crise na segurança pública brasileira. Ne - ces si da de de integração entre as polícias para com ba te ao crime. Urgentes me di das go ver na - mentais de contenção das ações do crime orga - ni za do no País V Grande Expediente RENILDO CALHEIROS (PCdoB, PE) Contradição entre a potencialidade tu rís ti ca do País e o pe que no vulto de re cur sos arrecadados na exploração do setor. Atraso da estrutura agrá - ria brasileira. Acerto do po si ci o na men to do Go - ver no Luiz Inácio Lula da Sil va com re la ção à guer ra an glo-ame ri ca na contra o povo iraquiano. Alcance social do Programa Fome Zero. Defesa da re du ção dos juros no País. Urgen te implemen - tação, pelo Governo Federal, de políticas públi - cas continuadas e con sis ten tes nas áre as de educação, saúde e sa ne a men to bá si co FEU ROSA (PSDB, ES. Dis cur so retirado pelo orador para revisão.) Importância de apro - vação do Projeto de Lei nº 868, de 2003, sobre cons tru ção de presídio federal de segurança má - xima na Ilha da Trindade, na costa do Esta do do Espírito Santo. Valorização do Ilha e do Arquipé - la go Martins Vaz com a construção da obra PAULO DELGADO (PT, MG Como Líder) Efe i tos ne ga ti vos de crí ti cas de Parlamentares situacionistas ao Governo Federal ARNON BEZERRA (PSDB, CE Como Lí - der) Necrológio de Edmun do de Sá Sampaio, ex-vice-prefeito do Município de Barbalha, Esta - do do Ceará VI Proposições Apresentação de proposições. (Não houve pro po si ções apresentadas). VII Comunicações Parlamentares CORIOLANO SALES (PFL, BA) Efeitos da política de juros al tos vi gen te no País ARNON BEZERRA (PSDB, CE) Con si de - ra ções acer ca da vin da do Pre si den te Luiz Inácio Lula da Silva ao Con gres so Na ci o nal para en tre - ga das propostas governamentais de re for ma tri - bu tá ria e pre vi den ciá ria VIII Encer ra men to DISCURSO PROFERIDO PELO SR. DEPUTADO JOSÉ THOMAZ NONÔ (PFL, AL Pela ordem) NO PERÍODO DESTINADO AO GRANDE EXPEDIENTE DA SESSÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 059, REALIZADA EM 29 DE ABRIL DE 2003

5 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra RETIRADO PELO ORADOR PARA REVISÃO: Expectativa da sociedade bra si le i ra quanto às re - for mas es tru tu ra is anunciadas pelo Go ver no pe - tista. Po si ci o na men to con trá rio à co bran ça de contribuição pre vi den ciá ria dos servidores públi - cos inativos e à elevação da carga tributária REQUERIMENTOS DE INFORMAÇÃO n os 01, 121, 213 a 219, 221 a 244, 259 a 296, 298, de 2003, com pareceres e des pa chos. COMISSÕES 3 ATAS DAS COMISSÕES a) Co missão de Agricultura e Política Ru ral, * Re la tó rio do 1º Se mi ná rio do Café, em b) Co missão de Cons ti tu i ção e Jus ti ça e de Redação, 1ª Reunião Ordi ná ria (Instalação e Ele - i ção do Pre si den te e Vice-Presidente) em , 2ª Reunião (Ordi ná ria), em , 3ª Re u nião (Ordinária), em , 4ª Reunião (Ordi ná ria), em , 5ª Re u nião (Ordinária), em e 6ª Re u nião (Ordi ná ria), em c) Co mis são de Fi nan ças e Tributação (Sub co mis são Espe ci al para tratar da Questão dos Spreads Ban cá ri os e das Taxas de Juros Pra ti ca dos no País), 1ª Re u nião (Insta la ção e Ele i ção do Pre si den te e Vice-Pre si den te), em * Re u nião com no tas taquigráficas 4 MESA 5 LÍDERES E VICE-LÍDERES 6 DEPUTADOS EM EXERCÍCIO 7 COMISSÕES

6 17926 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 Ata da 64ª Ses são, em 2 de maio de 2003 Presidência dos Srs.: Feu Rosa, Co ri o la no Sales, Costa Ferreira, 2º do artigo 18 do Re gi men to Interno. O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) Não haven - do quo rum re gi men tal para aber tu ra da sessão, nos ter mos do 3 do art. 79 do Regimento Interno da Câ - mara dos Deputados, aguardaremos até meia hora para que ele se complete. I ABERTURA DA SESSÃO (Às 9 Horas e 8 Minutos) O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) Havendo nú - me ro re gi men tal, declaro aberta a sessão. Sob a pro te ção de Deus e em nome do povo brasileiro ini ci a mos nossos trabalhos. O Sr. Se cre tá rio pro ce de rá à leitura da ata da sessão anterior. II LEITURA DA ATA O SR. NILSON MOURÃO, servindo como 2 Secretário, procede à leitura da ata da sessão an te ce - dente, a qual é, sem observações, aprovada. O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) Pas sa-se à leitura do expediente. O SR. CORIOLANO SALES, servindo como 1 Secretário, procede à leitura do se guin te III EXPEDIENTE O SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (João Pa u lo Cunha) Solicito aos pre - sen tes que tomem seus lugares para que iniciemos nosso ato so le ne. Anuncio a composição da Mesa: à mi nha es - querda, o Presidente do Se na do Federal, Senador José Sarney; à mi nha di re i ta, o nosso Presidente da República, Luiz lná cio Lula da Silva. Também compõem a Mesa os Deputados lno - cêncio Oliveira, Nil ton Ca pi xa ba, Severino Cavalcanti, Giro Nogueira, Ged del Vieira Lima e ou tros. À nos sa esquerda es tão os membros da Mesa do Senado Federal e o Vice-Pre si den te da República, José de Alencar. Estão presentes vá ri os Governadores de Esta - do. Gos ta ria de chamá-los para par ti ci pa rem conosco des te ato. (Palmas.) Convido ain da para com por a Mesa a Primei - ra-dama, D. Marisa. O SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (João Paulo Cunha) Agra de ço a pre - sença às Sras. e aos Srs. Deputados e Senadores, aos nos sos Governadores, aos Prefeitos das nossas Capitais, aos Mi nis tros e Ministras, aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, aos con vi da dos da Câmara dos Deputados e do Se - nado Federal e à im pren sa. Este ato so le ne se realiza num mo men to im - por tan te do nosso Pais e nas re la ções democráticas que cons tru í mos e estamos con so li dan do devagar, mas com muita for ça. Este ato e deve ser con fi gu ra do assim tem por objetivo receber do Sr. Presidente da República as pro pos tas de reformas elaboradas no âm bi to do Executivo, para que pos sam tra mi tar na Câmara dos Deputados e no Senado Fe de ral. Sendo o nos so sis te ma bi ca me ral, todos sabe - mos da im por tân cia de que cada Câ ma ra se reves - te. Por isso resolvemos, de co mum acordo com o Presidente José Sarney, realizar este ato para mos - trar a coesão e dis po si ção das duas Ca sas de rece - ber, de forma con jun ta, es sas medidas e, ao mesmo tempo, mos trar ao Pais que a nos sa dis po si ção é de en fren tar a questão, discuti-la e fazer as reformas que todos queremos. Antes de o Senador José Sarney usar da pala - vra, peço a todos que, de pé, fa ça mos um mi nu to de si lên cio pela morte do ex-governador e ex-vice-pre - sidente da República Au re li a no Cha ves, brasileiro que muito ofereceu ao nosso País e, infelizmente, par tiu neste dia. (O Plenário, de pé, pres ta a ho me na gem solici - tada.) O SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (João Pa u lo Cunha) Concedo a pala - vra ao ilustre Presidente do Se na do Federal, ex-pre - sidente da República José Sarney. O SR. PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL (José Sarney) Sr. Presidente da República, Luiz lná - cio Lula da Silva; Sr. Presidente da Câmara dos Depu - tados, João Paulo Cunha; Sras. Se na do ras e Deputa - das, Srs. Senadores e Deputados, Srs. Governado - res, demais autoridades presentes, mi nhas senhoras e meus senhores, em primeiro lugar, Sr. Presidente,

7 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra quero congratular-me com V.Exa. pela ho me na gem à me mó ria de um gran de ho mem que teve este País, o grande bra si le i ro que foi Aureliano Chaves! (Palmas.) O ges to de V.Exa., Sr. Presidente da República, Luiz lnácio Lula da Silva, em com pa re cer ao Congres - so, acompanhado dos Go ver na do res de Estado, dos Srs. Ministros e au to ri da des formuladoras de políticas públicas, mos tra, sem dú vi da, gran de de ter mi na ção e vontade: de ter mi na ção de fazer e vontade de en fren - tar desafios. Vontade po lí ti ca fir me e, ao mes mo tem - po, simbólica. Em menos de qua tro me ses de Governo, V.Exa. entrega à Câmara dos De pu ta dos, para aqui co me çar a tramitação, as pro pos tas das re for mas previdenciá - ria e tributária. Esses temas estão em nossos de ba tes e em nossas preocupações há algum tem po. Co me - çaram há mais de 150 anos, quando o Conselheiro Na buco, em memorável discurso, num gri to desespe - rado, falou em re for ma e revolução. Era um tempo dramático, em que as nos sas ins ti tu i ções ape nas en - gatinhavam. Pois es sas duas palavras do mi na ram o pensamento administrativo e político bra si le i ro por mais de um século. Sr. Presidente da República, há um sim bo lo no fato de V.Exa. estar aqui na com pa nhia de mu i tos Go - vernadores: é a restauração do sen ti men to da Fede - ração, combatido, e nunca sublimado, des de a procla - mação da República. De hoje a três dias, sábado, 3 de maio, co me mo - ra re mos os 180 anos do Poder Legislativo. Em 3 de maio de 1823 se instalava a Assembléia Constituinte, mar co inaugural do Poder Legislativo e das ins ti tu i - ções de mo crá ti cas em nos so País. So mos um dos mais velhos Parlamentos do mundo. Com todas as vi cis si tu des que pas sa mos ao lon go da his tó ria te mos as se gu ra do a representação do povo e ajudado o País, porque esta é a Casa da democracia, a Casa do povo bra si le i ro. É aqui onde se questionam todos os problemas da nos sa Nação. Sr. Presidente da República, V.Exa. tem de - mons tra do, desde o início de seu Governo, o desejo de prestigiar o Parlamento, sa ben do da importância des te Poder para o regime democrático. É a segunda vez nesses poucos me ses que V.Exa. vem a esta Casa. Todos sabemos da complexidade dos temas que nos são submetidos agora. E a so ci e da de de mo - crá ti ca é uma sociedade de conflitos. Cabe-nos, pois, nes te instante, harmonizar os conflitos e chegar, quanto a es ses te mas tão controvertidos, a um deno - mi na dor co mum em favor do Brasil. As reformas pre vi den ciá ni ae tributánia são um imperativo de governabilidade. Pre ci sa mos crescer, e sem elas é impossível o desenvolvimento. Os nú me ros macroeconômicos do seu Governo e a imagem internacional que V.Exa. projetou assegu - raram a confiança em nos so País. O mun do hoje con - fia no Brasil, e con fi a mos em V.Exa. na tarefa de con - duzir o nos so des ti no! (Palmas) O Congresso está cons ci en te de suas respon - sabilidades nes te mo men to da vida brasileira. Repito o que disse na aber tu ra dos nos sos trabalhos: O Par - lamento nunca fal tou ao Brasil. Se V.Exa., Sr. Presi - dente, levou apenas qua tro me ses para trazer a pro - pos ta das reformas, acre di to que as nos sas Ca sas, a Câmara e o Senado, reunidas, vão trabalhar com a mes ma ce le ri da de, para que es ses ins tru men tos le - gislativos sejam co lo ca dos a ser vi ço do País e a ser - viço do nos so povo. (Palmas.) Com independência e harmonia, mas com a vi - são do esforço de VExa., com o sen so das nossas responsabilidades, sem dúvida cum pri re mos com nosso dever. Tenha confiança V.Exa.! Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (João Pa u lo Cu nha) Convido os Srs. Governadores Ge ral do Alckmin, Marconi Pe ril lo e Si - mão Jatene a estar aqui conosco, junto à mesa. Sr. Pre si den te da República, Luíz lnácio Lula da Silva, Sr. Presidente do Se na do Fe de ral, José Sarney, Sras. e Srs. De pu ta dos, Sras. e Srs. Senadores, Srs. Mi nis tros de Estado, Srs. Governadores e de ma is au - to ri da des presentes, nenhum ges to po de ria ser mais indicativo do estado salutar de nossa democracia do que um Pre si den te da República atravessar a Praça dos Três Poderes, acompanhado de Governadores, e di ri gir-se ao Parlamento para apre sen tar propostas de emenda à Cons ti tu i ção fun da men ta is para o País. Portanto, esse ges to do Presidente Lula motivou este ato so le ne da Câmara dos Deputados. S.Exa. veio aqui pessoalmente apre sen tar propostas de emen da à Constituição que alteram e aperfeiçoam o nosso sistema tri bu tá rio e a Pre vi dên cia So ci al do País. É um pre sen te para o Bra sil! A travessia da Pra ça dos Três Poderes por tão sim bó li ca comitiva revela, sem dúvida, o respeito que o Sr. Presidente da República nu tre pe las instituições democráticas, por este Congresso Na ci o nal e suas solenidades. Demonstra ain da o zelo que tem em pre - ser var os ri tos do pro ces so legislativo, como instru - mento, por ex ce lên cia, de outorga de le gi ti mi da de às

8 17928 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 mudanças constitucionais de que reclama o Bra sil e que ala van ca rão o País na trilha do desenvolvimento e do crescimento econômico. Sr. Presidente, co le gas Deputadas e Deputa - dos, de ma is au to ri da des presentes nes ta tarde a este ato solene, a Câmara dos De pu ta dos está feliz por se sentir, mais uma vez, su je i to da história. As reformas tri bu tá ria e pre vi den ciá ria não são apenas expressão da vontade do Poder Executivo, dos Go ver na do res ou de al guns de nós; es sas reformas são de to dos os bra si le i ros. Racionalizar o sis te ma de cobrança de impos - tos, desonerar a produção, e fa zer isso pen san do em mul ti pli car os em pre gos e pôr fim às guerras fis ca is que pre ju di cam todos Mu ni cí pi os, Estados e União é a nossa missão. Dar con tor nos mais justos ao sis te ma previden - ciá rio brasileiro, dizimar pri vi lé gi os de poucos e ga - rantir be ne fí ci os pre vi den ciá ri os para a esmagadora ma i o ria da po pu la ção é o nosso dever. Sr. Pre si den te Lula, a par tir des te momento, es - sas reformas deixam de ser a ex pres são da vontade de seu Governo para se tornarem efetivamente as re - formas do Bra sil! Estamos pron tos para debatê-las, aperfeiçoá-las e votá-las. A Câ ma ra dos Deputados de di ca rá sua ener gia e sua pauta, em 2003, à pro mo - ção dessas mu dan ças constitucionais tão urgentes e tão reclamadas. Te nho certeza de que o Senado Fe - deral também vai fazê-lo, pois co mun ga mos do mes - mo es pí ri to público e do mesmo senso de opor tu ni da - de para com o dever cívico. Há nes ta Casa, Sr. Pre si den te, Srs. Ministros, Srs. Governadores, divergências quan to ao conteúdo das pro pos tas de reforma constitucional. E é bom que seja assim. O pro ces so de mo crá ti co é assim. A Câ - mara dos De pu ta dos é a representação do povo bra - sileiro, que, em sua maioria, quer mudar e de se ja fa - zer do Brasil um país mais jus to. E essas reformas as - seguram a mu dan ça e a jus ti ça social. Esta Casa, que somente re co nhe ce a lei da mai - o ria de fi ni da pelo voto, já começou, há muito, a discu - tir es sas reformas. Há três meses foram criadas qua - tro Co mis sões Especiais para de ba ter a reforma da previdência pública, a reforma tri bu tá ria, a reforma política e a reforma trabalhista. Essas Co mis sões já acumulam se ten ta horas de reuniões, ten do realizado duas dezenas de au diên ci as públicas, ouvindo Minis - tros, empresários, sindicalistas, in te lec tu a is e repre - sen tan tes de diversos se to res or ga ni za dos da socie - dade. Temos trabalhado duro para dar ce le ri da de à aprovação dessas mudanças. Se re mos céleres, mas não tomaremos atalhos irresponsáveis. A responsabilidade, para se fa zer um trabalho completo de aná li se das idéias contidas nas pro pos tas do Governo, e a busca pelo consenso pos - sível são o nos so objetivo. E, quan do não hou ver con - senso nesta Casa, a solução virá pelo voto. A maioria de fi ni rá o rumo das mudanças, sua in ten si da de e a velocidade com que transformaremos o Pais. Sr. Pre si den te da República, Srs. Ministros de Estado, Sras. e Srs. De pu ta dos e Senadores, Srs. Go - vernadores, estou convencido de que as reformas, sozinhas, não mu da rão a face in jus ta da nossa socie - dade, mas acredito que elas cons ti tu em a alavanca fundamental para executar o nos so gran de pro je to de nação. E para transformar em realidade o grandioso futuro que aguarda o Bra sil, estamos de mangas arre - ga ça das e prontos para trabalhar. Muito obrigado! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (João Paulo Cu nha) Con ce do agora a pa la vra ao nosso Presidente da República, Luiz lná - cio Lula da Silva. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA (Luiz Inácio Lula da Silva) Exmo. Sr. Deputado João Paulo Cunha, Presidente da Câ ma ra dos Deputados; Exmo. Sr. José Alencar, Vice-Pre si den te da República; Exmo. Sr. Senador José Sarney, Pre si den te do Sena - do Federal, minha companheira Ma ri sa, companhei - ras e companheiros Parlamentares, Ministros e Minis - tras presentes, meus ami gos que com põem o Conse - lho de Desenvolvimento Econômico e Social, apenas um pequeno reparo, Sr. Presidente João Pa u lo Cu - nha, esta proposta que vou en tre gar em suas mãos, da qui a alguns instantes, não é apenas do Governo Federal, é também dos Governadores Paulo Souto, da Bahia; Rosinha Garotinho, do Rio de Janeiro; José Re i nal do lavares, do Maranhão; Simão Jatene, do Pará; Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco; Geraldo Alckmin, de São Paulo; Aé cio Neves, de Minas Gera - is; Marconi Pe ril lo, de Goiás; Bla i ro Bor ges Maggi, de Mato Grosso; Germano Rigotto, do Rio Gran de do Sul; Lú cio de Alcântara, do Ceará; Cassio Cunha Lima, da Paraíba; Paulo Hartung, do Espírito Santo; Wellington Dias, do Piauí; Wilma Ma ria de Fa ria, do Rio Grande do Norte; Luiz Hen ri que da Silveira, de San ta Catarina; Ronaldo Lessa, de Alagoas; João Alves, de Sergipe; Edu ar do Bra ga, do Amazonas; Ro - ber to Requião, do Paraná; Jorge Viana, do Acre; José Orcírío Miranda dos San tos, do Mato Grosso do Sul; lvo Cassol, de Rondônia; Marcelo de Carvalho Miran - da, do Tocantins; Waldez Goes, do Amapá; Fla ma ri on Portela, de Roraima; Joaquim Ro riz, do Dis tri to Fede -

9 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra ral; dos Pre fe i tos das capitais e, possivelmente, de mi - lhões de bra si le i ros cujos no mes não pude colocar nes te papel. Meus com pa nhe i ros e companheiras, Sras. e Srs. De pu ta dos e Se na do res aqui presentes, logo que to mei posse, disse que ía mos co me çar fazendo o ne - ces sá rio e que, depois, iríamos fa zer o possível. E, se Deus nos permitir e todo mundo ajudar, poderemos fazer até o que parece impossível. Essas reformas, com a vi são do Pre si den te da Re pú bli ca e dos Governadores de Estado, quando entram na Câmara dos Deputados, têm as senhoras e os se nho res como os donos do jogo. Nas Co mis - sões, cabe aos se nho res cri ar es pa ços democráticos para a sociedade brasileira dizer o que pensa sobre elas, mas dos senhores de pen de o resultado. Cada Deputado, independentemente do par ti do a que per - tença, seja do Governo, seja da Oposição, quando vo - tar, o voto va te rá um voto. A única coisa que peço e tenho cer te za de que assim será é que seja um voto de confiança. (Palmas.) Que seja um voto de quem acredita que o Bra sil precisa das reformas. E não ape - nas desta, Sr. Pre si den te João Paulo Cunha, pois logo, logo, nós va mos começar a dis cu tir a reforma agrá ria, e o Governo mandará uma pro pos ta para o Congresso Nacional; logo, logo, vamos discutir a re - forma da estrutura sin di cal brasileira, e, se depender do Governo, mandaremos para cá uma proposta; logo, logo, vamos discutir as reformas da legislação trabalhista, e o Go ver no não se negará a man dar uma proposta. Todos nós, em algum mo men to da nos sa his tó - ria, já fizemos críticas a esta Casa, mas sem ela não existiria democracia em nosso País. Portanto, preci - sa mos valorizá-la ao má xi mo! (Palmas.) Outro dia eu disse a V.Exa., Sr. Presidente, que, durante meus qua tro anos de mandato, V.Exa. ja ma is me ve ria na televisão, no rá dio, no jor nal, jo gan do a culpa de qualquer fracasso que eu tiver em cima do Congresso Nacional. (Palmas.) So mos todos adultos, conquistamos a nos sa ma i o ri da de e cada um de nós tem que as su mir a sua responsabilidade. A re for ma não é para fazer favor a uns e prejudi - car outros, mas para ver se con se gui mos fazer com que o nosso País deixe, definitivamente, de ser um pais emergente, em via de desenvolvimento, e passe a ser um país desenvolvido que conquiste os espaços que já deveriam ter sido conquistados no mundo glo - balizado. Quero, com pa nhe i ro João Paulo, Pre si den te José Sar ney e de ma is com pa nhe i ros da Mesa, dizer a V.Exas. que tenho qua tro anos de mandato. Quatro anos é pouco, mas, nes se período, mi nhas 24 horas por dia se rão de di ca das para fazer aqui lo em que acredito. Qu an to à trans po si ção de águas do Rio São Francisco, que me recusei a debater durante tanto tem po e, dependendo do Esta do em que se toca no assunto, a pessoa apanha ou é apla u di da devo con - fessar: não sei de onde a água virá, se do São Fran - cisco ou se de ou tro rio, mas vai haver transposição de águas para o semi-árido nor des ti no! (Palmas.) Nin guém que te nha água em ex ces so pode negar que haja uma política de le var água para uma região so fri da durante tan tos e tan tos séculos. Ontem, eu di zia a um im por tan te Governador de Esta do do nosso País que, se ele co nhe ces se o semi-árido nordestino, iria perceber que o pobre de seu Estado é clas se média diante da mi sé ria a que fo - mos sub me ti dos na re gião durante tan tos sé cu los! Quero tam bém re a li zar um sonho, não apenas meu, mas também de mu i tos dos se nho res que aqui estão: a Transnordestina projeto tão sonhado por to - dos e que nun ca saiu do pa pel. Quero que V.Exa., Sr. Presidente João Pauto, sa i ba que todas as reformas que fi zer mos no País serão encaminhadas da manei - ra mais de mo crá ti ca para esta Casa, que terá o tem - po que qui ser para debater qual quer projeto, porque tem autonomia. Entretanto, se eu pudesse dar um con se lho aos Deputados e Senadores, eu da ria este: se não vo tar mos as reformas este ano, no próximo, quando ha ve rá ele i ção para Prefeito, tudo ficará mais difícil de ser votado. E vejo, nes ta Casa, muitos candi - da tos a Pre fe i to de im por tan tes cidades. Não te nho dúvida, pelo que conheço da história de mu i tos de V.Exas., de que esta Casa vai fa zer o melhor para o Bra sil, por que to dos nós devemos as - su mir a responsabilidade por um Brasil melhor no fu - turo. Não tem im por tân cia que o De pu ta do seja de oposição, que fale mal do Gover no, por que isso faz par te do jogo democrático. O que não vale em política é pre ju di car mos 175 mi lhões de pessoas por con ta de uma pró xi ma eleição. Cada um de nós tem que ter cons ciên cia e tra - balhar, por que a sor te está lançada. O povo es pe ra de nós, de mim e de V.Exas. Só espero que cada um cum pra com seus compromissos, para que o Brasil fi - que melhor do que esteve até hoje. Passarei às mãos do Presidente João Pa u lo Cu - nha as propostas feitas com muito ca ri nho e amor. Não sei se V.Exas. sabem, mas ainda estou na fase de Lula, paz e amor. E podem ficar certos de que se - rão qua tro anos de paz e amor nes te País. Se al gum

10 17930 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 dos senhores tiver alguma bron ca, por fa vor me cha - me, que es ta rei dis pos to a ajudar, conversando com muita tranqüilidade. (Palmas.) Qu e ro parabenizar tam bém os Prefe i tos das Ca pi ta is e agra de cer-lhes a pre sen ça. Sr. Presidente João Pa u lo Cu nha, passo a suas mãos as pro pos tas! (Palmas prolongadas.) O SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (João Paulo Cunha) Recebo-as tam bém com paz e amor! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA (Luiz Inácio Lula da Silva) Que Deus aben çoe cada um dos senhores e faça com que dediquem par te da - quilo a que se comprometeram durante sua vida po - lítica para discutir essas reformas. Que sejam sobe - ranos e livres para apre sen tar à Nação bra si le i ra o re sul ta do fi nal da cara que o Congresso Nacional quer dar às re for mas nes te País. Mu i to obrigado, Sr. Presidente João Pa u lo Cu - nha, Srs. Parlamentares. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (João Pa u lo Cunha) Agra de ço a pre - sença e a atenção de todos. De cla ro encerrado este ato solene. Mu i to obrigado. (Palmas.) Ato solene de en tre ga das propostas de reforma tri bu tá ria e previdenciária Pu bli que-se. Em: João Paulo Cunha, Pre - sidente. Ofí cio PGR/GAB/Nº 374 Brasília, 8 de abril de 2003 Excelentíssimo Se nhor Deputad o João Pa u lo Cunha Digníssimo Presidente da Câmara dos Deputados Bra sí lia DF Senhor Deputado, Cumprimentando-o, tenho a honra de di ri - gir-me a Vossa Exce lên cia para acu sar o recebi - men to do Ofí cio SGM/P nº 420, de 18 de março de 2003, que tra ta do Re la tó rio Fi nal da Co mis são Par - lamentar de Inqué ri to destinada a investigar casos de tor tu ra e maus-tratos praticados por Agen tes Pú - blicos, e in for mar que es tou enviando, nes ta data, cópia de toda a do cu men ta ção recebida, composta dos aludidos expediente e Re la tó rio Final, as sim como dos cin co volumes do Pro ces so Prin ci pal e três volumes do Processo Reservado, aos Procura - dores da República Ma ria Helena de Carvalho No - gueira de Pa u la e Hen ri que Ge a quin to Herkenhoff, Procuradores-Chefe das Procuradorias da Repúbli - ca nos Esta dos do Rio de Janeiro e Espírito Santo, respectivamente, para as providências de sua com - pe tên cia. Aproveito a opor tu ni da de para apre sen tar a Vossa Exce lên cia protestos de elevada es ti ma e dis - tinta consideração. Respeitosamente, Geraldo Brindeiro, Pro cu - rador-geral da República. Ci en te. Publique-se. Em João Paulo Cunha, Pre - si den te. Ofí cio nº 326/03 Brasília, 23 de abril de Excelentíssimo Se nhor De pu ta do João Pa u lo Cu nha DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Tenho a honra de indicar a Vos sa Excelência, pelo Partido Progressista Bra si le i ro PPB, o Depu - tado Elimar Máximo Da mas ce no, como suplente, (vaga cedida ao PRONA), em substituição ao Depu - tado Pedro Corrêa, para integrar a Co mis são Técni - ca de Seguridade Social e Família. Cordialmente, De pu ta do Celso Russoman - no, 1º Vice-Lí der. Defiro. Pu bli que-se. Em João Paulo Cunha, Presidente. REQUERIMENTO Nº 460, DE 2003 (Do Sr. Antonio Carlos Mendes Tha me) Solicita a retirada do Projeto de De - cre to Legislativo nº 12, de 2003, que in - clui o trigo NCM nº na lista de exceção à ta ri fa ex ter na comum. Senhor Presidente, Requeiro a Vossa Excelência, nos ter mos do art. 104, caput, do Regimento Inter no, a retirada do Projeto de De cre to Legislativo nº 12, de 2003, de minha au to ria, que inclui o trigo NCM nº na lis ta de exceção à Ta ri fa Externa Co mum.

11 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra Jus ti fi ca ção Informo que o motivo da retirada do PDL nº 12/2003 é ra zão do mesmo con ter erros quan to a sua natureza. Sala das Sessões, 19 de março de De - putado Anto nio Car los Mendes Tha me. Defiro. Publique-se. Em João Paulo Cunha, Presidente. REQUERIMENTO Nº 502, DE 2003 Senhor Pre si den te da Câ ma ra dos Deputados, O deputado infra-assinado vem comunicar a V.Exª que desistiu da apresentação do Projeto de Lei nº 7.203/2002 de sua au to ria, que regulamenta a cessão de bens imó ve is da antiga rede ferroviária Fe - deral para as administrações mu ni ci pa is, de acordo com o art. 105 parágrafo único do Re gimento Interno. Sala de Sessões, 25 de março de Depu - tado Bonifácio de Andrada. Defiro a retirada, nos termos do art. 104 c/c o art. 114, inciso VII, do RICD. Oficie-se ao requerente e, após, publique-se. Em João Paulo Cunha, Presidente. REQUERIMENTO Nº 553, DE 2003 (Do Sr. Deputado Eduardo Cunha) Re quer a re ti ra da do requerimento nº 479/2003. Senhor Pre si den te, Requeiro a Vossa Exce lên cia a retirada do re - que ri men to de nº 479/2003, que convoca o Excelen - tís si mo Se nhor Presidente da Petrobrás para prestar es cla re ci men tos no Plenário des ta Casa. Sala das Sessões, 2 de abril de Deputa - do Eduardo Cunha. REQUERIMENTO Nº 479, DE 2003 (Do Sr. Deputado Eduardo Cunha) Re quer a con vo ca ção do Exce len tís - simo Senhor Pre si den te da Petrobrás. Senhor Pre si den te, Nos termos regimentais do art. 24, incisos XI e XIV do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, requeiro a Vossa Excelência a convocação do Exce - lentíssimo Senhor Presidente da Petrobrás para expli - car a posição da Empresa nas licitações sobre plata - formas de produção e exploração, o andamento da apuração de irregularidades encontradas nos proces - sos de contratação da Empresa Marítima Engenharia e Petróleo assim como o andamento das ações judici - ais em curso envolvendo a mes ma empresa, bem como sobre toda a situação envolvendo a P-36. Justificação Muito se fa lou so bre a con tra ta ção de platafor - mas fora do país, prejudicando a in dús tria naval do país assim como o adi a men to das li ci ta ções da P-51 e P-52, as sim como vá ri as de nún ci as de favoreci - men to à Marítima Enge nha ria e Petróleo em vários contratos ir re gu la res, alguns cancelados que deman - dam ações ju di ci a is. Além desses pontos, gostaríamos de co nhe cer - mos as con se qüên ci as do acidente da P-36 e o acor - do com as famílias das vítimas. Assim sendo torna-se ne ces sá rio a presença do Senhor Pre si den te para explicar. Sala das Comissões, Deputado Eduardo Cunha. Defiro. Publique-se. Em João Pa u lo Cu nha, Presidente. REQUERIMENTO S/Nº, DE 2003 (Do Sr. Edison Andri no) Bra sí lia DF, 1º de abril de 2003 Ao Excelentíssimo Se nhor De pu ta do João Pa u lo Presidente da Câ ma ra dos De pu ta dos Nesta Senhor Presidente, Com o Re que ri men to nº 440/03, de , so - licitei o desarquivamento de diversos projetos de lei de mi nha autoria. Se gun do in for ma ção ver bal, isto ain da não ocorreu em ra zão do grande volume de re - que ri men tos com o mes mo objetivo. Tive o cuidado de solicitar que matérias idênticas, se me lhan tes ou congêneres apresentadas no ini cio des ta Legislatura fossem apensadas a pro po si ções por mim apresenta - das nas úl ti mas Le gis la tu ras e ora desarquivadas. Sou au tor do PL nº 3.875/00, que dispõe sobre a impressão de letras musicais em en car tes de produ - tos fonográficos. Esse pro je to foi, inclusive, analisado nas Co mis sões de Educação e de Economia, obten - do pa re ce res favoráveis. Agora, o Dep. Davi Alco lum be apre sen tou o PL nº 199/03, que tramita na Co mis são de Trabalho, tra - tando do mes mo as sun to. Não en ten do, também, por - que o PL nº 3.875/00 está de sig na do para tramitar nas Co mis sões de Educação, de Economia e de Constituição e Jus ti ça e o PL do Dep. Davi tramitará

12 17932 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 so men te nas Comissões de Trabalho e Constituição e Justiça. Por que essa diferenciação? Em ra zão disso, re que i ro que tal projeto de lei, no momento oportuno, seja apensado ao PL nº 3.875/00, e que isso ocorra tam bém com outras even - tuais apresentações. Nessa expectativa, agradeço antecipadamente. Cordialmente, De pu ta do Edison Andri no, De pu ta do Federal. Defiro. Apense-se o PL nº 497/2003 ao PL nº 3.875/2000. Oficie-se ao Re que - ren te e, após, pu bli que-se. Em João Paulo Cunha, Presidente. O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) Fin da a le i tu - ra do expediente, pas sa-se ao IV PEQUENO EXPEDIENTE Con ce do a palavra ao ilus tre Deputado Nil son Mourão, do PT do Acre. O SR. NILSON MOURÃO (PT-AC. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ontem os trabalhadores do mundo inteiro fizeram a memória do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho. Essa memória precisa ser feita a cada ano, para que nunca se apa gue a histórica greve de Chicago, quando milhares de operários se uniram para lutar por direitos sociais. Alguns foram condenados à morte, outros à prisão perpétua, quando levantaram as bandeiras da liberdade, do direito de manifestação, do direito de ci - dadania, dos direitos e do respeito que devem ter a classe operária e os trabalhadores do mundo inteiro. A Inter na ci o nal dos Trabalhadores mar cou a data e o acon te ci men to como sím bo los da luta social dos trabalhadores de todo o mundo. Ontem, grandes manifestações anunciaram que os tra ba lha do res continuam de cabeça erguida, lu tan - do para conquistar direitos essenciais. E ga ran tir os di re i tos essenciais dos trabalhado - res, Sr. Presidente, implica ne ces sa ri a men te assegu - rar o direito ao trabalho. É o mínimo, o básico que os trabalhadores reivindicam: o direito de trabalhar. Vivemos, na verdade, em um mun do paradoxal, globalizado, com progresso téc ni co e científico nunca visto e que propicia extraordinário bem-estar a uma mi no ria, mas relega a ma i o ria da po pu la ção do plane - ta à exclusão social. É inexplicável que no mun do atu - al exis tam milhões pessoas pas san do fome, milhões de se res humanos fora das escolas, mi lhões de seres hu ma nos que não têm casa para morar, milhões de cri an ças que trabalham, milhões de tra ba lha do res ru - rais sem terra. É inexplicável e con de ná vel que no mun do atu - al, cu jas conquistas são inumeráveis e mar cam a ca - pacidade do homem de realizar fe i tos ex tra or di ná ri os, de avançar no progresso técnico, não se con si ga re - solver problema bá si co e elementar: resgatar a digni - dade do povo. Naturalmente, Sr. Pre si den te, Sras. e Srs. Depu - tados, quem carrega nas costas essa chaga social são os trabalhadores, os ope rá ri os do campo e da ci - dade e, mais recentemente, a classe média. Hoje, num mundo de tan tos pro gres sos e inumeráveis con - quistas, ain da ve mos mi lhões de seres humanos se arrastarem na mi sé ria, na marginalidade, na pobreza. Diante desse quadro, foi simbólica a ida do Pre - sidente Lula a São Ber nar do do Campo. S.Exa. é Pre - sidente do Brasil, di ri ge uma das maiores na ções do mundo, mas não es que ceu suas raízes a classe operária. O Pre si den te foi a São Ber nar do do Campo e, na mesma igre ja em que re u nia mi lha res de com - panheiros, participou de celebração litúrgica junto com velhos amigos. Ali assumiu o compromisso, que saiu do seu coração, de a cada 1º de maio, em São Ber nar do do Cam po, pres tar con tas do seu Governo à clas se ope rá ria e aos de ma is trabalhadores brasile - iros. São as raízes que falam. É o Pre si den te Lula re - tor nan do a sua pró pria casa, São Ber nar do do Cam - po, onde desfraldou as bandeiras da li ber da de e do direito à manifestação, resgatou a dignidade da clas - se operária brasileira, foi preso, en fren tou a ditadura militar e deu início aos grande movimentos sociais que mudaram a configuração da so ci e da de brasileira. Foi em São Bernardo do Campo que sur giu a Central Única dos Trabalhadores e também o Partido dos Tra - balhadores, cujas idéias mudaram a si tu a ção política em nosso País. Por isso, hoje cum pri men to o Presidente Lula. Cum pri men to tam bém os trabalhadores, com quem me solidarizo. Na con di ção de tra ba lha dor da área da edu ca ção e servidor público do Governo Federal lota - do na Universidade Federal do Acre, que ro juntar-me a meus ami gos e com pa nhe i ros de ca mi nha da para que, somando nos sos esforços ao dos trabalhadores de Chicago, cujo sangue foi derramado em prol dessa luta, possamos construir uma so ci e da de mais justa, mais humana e igua li tá ria. Viva o 1º de Maio, Dia Inter na ci o nal do Trabalho! O SR. WASNY DE ROURE (PT-DF. Sem revisão do orador.) Sr. Pre si den te, Sras. e Srs. Deputados,

13 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra ini ci al men te saúdo todos os tra ba lha do res por oca - sião do Dia do Trabalho, cuja relevância foi lembrada há pou co pelo Deputado Nilson Mourão, do Partido dos Trabalhadores, em objetivo pronunciamento. O que me traz à tribuna nes ta manhã, po rém, é a ne ces - si da de de re gis trar nesta Casa a im por tân cia das in - vestigações re a li za das nas últimas semanas no Dis - tri to Federal. O re la tó rio re sul tan te de fis ca li za ção de car tó ri - os en ca mi nha do pelo Tri bu nal de Jus ti ça do Distrito Federal, por in ter mé dio da sua Cor re ge do ria, aponta gravíssimos cri mes de fal si fi ca ção e de regularização de condomínios no âmbito do Dis tri to Federal. Qu e ro cum pri men tar a Cor re ge do ria do Tribunal de Jus ti ça do Dis tri to Fe de ral e solicitar dos correge - dores empenho nos desdobramentos dessa investi - gação, trazida a pú bli co recentemente pelo Dr. Paulo Edu ar do Mor ta ri, responsável pela fis ca li za ção do Car tó rio do 1º Ofí cio de No tas e Protestos de Brasília, co nhe ci do como Cartório Ma u rí cio de Lemos. Deixo registrada a im por tân cia des se re la tó rio do qual pre ten do ob ter có pia, que, de acor do com as in ves ti ga ções re a li za das pelo Juiz Pa u lo Mortari, aponta a ocorrência de vá ri os cri mes. Nesse relatório, de 175 páginas, há acusações relativas a servidores do referido cartório. Mas não po de mos des co nhe cer que eles são ori en ta dos por um gru po de profissionais e que os vá ri os cri mes ali ocor ri dos não te riam sido praticados por simples fun - cionários. Sr. Presidente, que ro ler ra pi da men te al guns pa - rágrafos da matéria as si na da pela jornalista Ana Ma - ria Campos, do jor nal Cor re io Braziliense, bri lhan te por sua ob je ti vi da de e competência, acer ca das irre - gu la ri da des de tec ta das no âmbito dos cartórios no Dis tri to Fe de ral, mais especificamente no Cartório Ma u rí cio de Lemos. Sob o título Re gis tros sofreram adul te ra ção, traz a ma té ria: A falsificação con sis tia na criação de fal sas es - cri tu ras pú bli cas que declaravam a constituição de condomínios. Esses papéis tiveram as da tas forjadas para se ade quar à legislação. A Lei nº 54/89 es ta be le - ce que so men te lo te a men tos comprovadamente im - plan ta dos até a data limite de 30 de junho de 1989 se - riam considerados passíveis de regularização. A fina - lidade dos fra u da do res era anexar aos li vros no ta ri a is es cri tu ras com da tas an te ri o res a junho de A farra das falsificações ocorreu entre 1990 e A fis ca li za ção apon tou fra u des na es cri tu ra de - cla ra tó ria de 28 parcelamentos. Entre eles está o con - domínio RK, lo ca li za do em Sobradinho. (...) As adulterações foram con fir ma das pelo Insti tu - to de Criminalística do DF. Pe ri tos verificaram a ocor - rência de fal si fi ca ções vi sí ve is a olho nu, como vestí - gios de re en ca der na ção dos livros, incongruência cronológica dos documentos, diferenças no padrão datilográfico, folhas sem rubrica do tabelião e uso de fita corretiva para apagar os da dos originais. Aproveito a oportunidade, Sr. Presidente, para cum pri men tar o trabalho da equi pe da Polícia Ci vil do Dis tri to Federal, uma das mais com pe ten tes do País. Mais à fren te, diz a ma té ria: Ma u rí cio de Lemos é acusado de inserir no Li - vro de Escri tu ra nº E declaração falsa de que o Condomínio Mes tre D Armas IV foi constituído em 18 de maio de Antes, portanto, do prazo li mi te es - ta be le ci do pela Lei nº 54/89. Sr. Presidente, também é im por tan te registrar que durante a investigação foram encontrados docu - men tos com fortes in dí ci os de falsificação. O respon - sável, o Dr. Ma u rí cio Le mos, ale ga não saber como es ses documentos, que vi a bi li za ri am a regularização de condomínios, fo ram pa rar em sua mesa. De qual - quer maneira, não estavam sob o devido controle. Registro, por tan to, a ocor rên cia de gra ve crime em car tó ri os no Distrito Federal e en ca mi nha rei à Mesa re que ri men to em que solicito có pia dos relatóri - os so bre as investigações realizadas pelo Dr. Paulo Mor ta ri, integrante dos quadros do Tribunal de Justiça do Dis tri to Federal. Muito obrigado, Sr. Presidente. Durante o Dis cur so do Sr. Wasny de Roure, o Sr. Feu Rosa, 2º do Art. 18 do Regimento Interno, deixa a ca de i ra da Pre - si dên cia, que é ocupada pelo Sr. Co ri o la no Sales, 2º do Art. 18 do Re gi men to Interno. O SR. PRESIDENTE (Co ri o la no Sa les) Dan do continuidade ao Pequeno Expediente, concedo a pa - lavra ao eminente De pu ta do Feu Rosa, do PSDB do Espí ri to Santo, que dispõe de cin co minutos. DISCURSO DO SR. DEPUTADO FEU ROSA QUE, ENTREGUE À REVISÃO DO ORADOR, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO. O SR. WASNY DE ROURE Sr. Presidente, peço a palavra pela or dem. O SR. PRESIDENTE (Co ri o la no Sa les) Tem V.Exa. a pa la vra.

14 17934 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 O SR. WASNY DE ROURE (PT-DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, registro mi - nha so li da ri e da de ao povo turco pelo gravíssimo aci - dente que destruiu um in ter na to e ceifou a vida mais de uma cen te na de pessoas que de pen dem de espa - ços coletivos. Para dar ma i or pro te ção à população, os países em que há riscos de acidentes sís mi cos necessitam, na cons tru ção de edifícios, de al tís si ma qualidade na en ge nha ria ci vil. Qu e ro tam bém parabenizar o co ro nel Pimentel, do Cor po de Bom be i ros do Dis tri to Federal, por ter sido in di ca do pelo Mi nis tro Ciro Gomes para con du zir a Defesa Ci vil bra si le i ra. Mu i to obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Co ri o la no Sales) A Mesa também se so li da ri za com o povo turco, vítima de grave acidente, que de i xou vá ri as pessoas mortas e desabrigadas. Antes de conceder a palavra ao pró xi mo orador, De pu ta do Alceste Alme i da, de Roraima, con vi do o nobre Deputado Feu Rosa para re as su mir a direção dos tra ba lhos des ta sessão. O SR. PRESIDENTE (Coriolano Sa les) Com a palavra o no bre Deputado Alces te Almeida. O SR. ALCESTE ALMEIDA (PMDB-RR. Sem revisão do ora dor.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. De - putados, em consonância com as ma ni fes ta ções so - bre as comemorações ocorridas ontem, dia 1º de maio, Dia do Trabalho, faço mi nhas as palavras dos nobres ora do res que me antecederam. É no en tu si as mo de um novo Bra sil, que vemos o Pre si den te Lula motivado, vin do a esta Casa trazer pro pos tas de reforma, im ple men tan do di nâ mi ca que objetiva im pul si o nar o País rumo ao desenvolvimento e até, de cer ta for ma, en ten den do as análises ad mi - nis tra ti vas fe i tas em favor de emendas or ça men tá ri as iniciadas no ano passado e que não ti ve ram o segui - men to de suas liberações. Sem dúvida alguma, em caso de mudanças, sem pre é sa lu tar ave ri guar a pos - si bi li da de de recursos não to ma rem ru mos indevidos e é com li su ra que o Presidente Lula se pro põe a con du zir a Administração Pública no nos so Bra sil. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nes te fi - nal de se ma na, no meu Estado, Ro ra i ma, tivemos opor tu ni da de de vi si tar obras em três importantes Municípios: São João da Baliza, São Luiz do Anauá e Caracaraí. Lamentavelmente, constatamos que obras que havia sido ini ci a das ainda no fi nal do ano passado, devido à mu dan ça de Go ver no, tiveram seus recursos sustados. A chuva já co me ça a cair em nossa região. E isso di fi cul ta rá a continuidade des sas obras, caso re cur sos não apor tem de pronto. São re a li za ções im por tan tes, e as Prefeituras pelo menos as que visitei estão adimplentes. As do - cu men ta ções estão em dia, e, diga-se de passagem, as obras es tão além daquilo que foi li be ra do em ter - mos orçamentários, tal a lisura do tra ba lho fe i to pelas empreiteiras e pe las Prefeituras. Di ri gi mos um apelo ao Pre si den te da República e ao Ministro da Integração Nacional, Ciro Go mes, no sentido de que liberem logo es ses recursos, a fim de que essas obras al can cem seu propósito, que é so - bretudo o de servir à comunidade, pro pi ci an do maior con for to e desenvolvimento ao nosso Esta do. Roraima, que fica acima da Linha do Equador, é o Esta do mais dis tan ci a do dos centros pro du to res do Brasil e o úni co cuja Capital se encontra no he mis fé rio norte. Esta mos numa re gião em que as chuvas tropi - cais são mu i to intensas a par tir de junho, e a lama não per mi te que se faça asfaltamento. As obras de drena - gem, conforme tivemos a oportunidade de averiguar, es tão sendo cum pri das a contento. Nos sos munícipes pre ci sam re al men te dessas obras. E, como se tra ta de Municípios que não têm ar - recadação própria, dependemos do Governo Federal para atingir o desenvolvimento. Portanto, fica registrado nosso apelo ao Presi - dente Lula e ao Mi nis tro Ciro Go mes para que liberem logo o restante dos recursos, a fim de que Roraima tam bém te nha o di re i to de se desenvolver. Era o que ti nha a dizer. Muito obrigado, Sr. Presidente. Durante o Discurso do Sr. Alceste Almeida, o Sr. Co ri o la no Sales, 2º do Art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da Presidência, que é ocu pa da pelo Sr. Feu Rosa, 2º do Art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) Concedo a palavra ao no bre De pu ta do Co ri o la no Sales. O SR. CORIOLANO SALES (PFL-BA. Sem re - visão do orador.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Depu - tados, associo-me às ma ni fes ta ções so bre o 1º de Maio, que, historicamente, como disse o Deputado Nil son Mou rão, tem raízes na fa mo sa greve de Chica - go e que se des do brou com os movimentos sociais ocor ri dos na Ingla ter ra, onde se conquistou a redução da jornada de trabalho.

15 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra As manifestações de ontem con fir mam que o 1º de Maio continua sendo data im por tan te para os tra - balhadores do mun do inteiro. Sr. Pre si den te, quero tam bém te cer co men tá ri - os so bre as reformas pre vi den ciá ria e tri bu tá ria, cujas pro pos tas o Governo en tre gou a esta Casa na última quarta-feira e que começarão a ser debatidas nas Co - mis sões da Câmara dos Deputados. Primeiro, na Co - mis são de Constituição e Justiça e de Redação, que examinará a ad mis si bi li da de das propostas; depois, se admitidas, nas Co mis sões de mérito, onde serão devidamente discutidas. Começará assim o grande debate sobre as pro - pos tas de mudança que o Governo pretende in tro du - zir. E caberá ao Congresso Na ci o nal ana li sá-las cu i - dadosamente, para que se che gue a consenso. Qu e ro des ta car um pon to da reforma da Previ - dên cia que o Go ver no precisará rever: a cobrança dos inativos. Acredito di fí cil aprová-la no Congresso Na ci o nal, sobretudo com o teto de R$ 1.058,00 esta - belecido pelo Governo como limite para a isen ção da cobrança. O ex-pre si den te Fer nan do Hen ri que Cardoso, como todos sabemos, ten tou apro var essa pro pos ta. O Supremo Tribunal Federal, po rém, fixou posição em re la ção à inconstitucionalidade da referida cobrança. Há gran de revolta por parte da so ci e da de no que se refere à cobrança dos inativos. O ci da dão já con tri bu iu du ran te toda a vida para a Pre vi dên cia e, no mo men to em que se des li ga do trabalho, terá de continuar a efetuar o pagamento. Vejo alguns pontos positivos na pro pos ta de re - forma en vi a da ao Congresso Nacional, que pos te ri or - men te des ta ca rei, mas, des de já, afirmo ser favorável à ins ti tu i ção da pre vi dên cia com ple men tar para o ser - vidor público. Como exemplo, podemos citar o ABP, o fun do de pensão dos servidores públicos da Holanda. Tra - ta-se de um dos mais expressivos fun dos de pensão do mundo, que mo vi men ta quase 200 bilhões de dóla - res e tem cerca de 70 anos de existência. Ele serve de pa râ me tro para aná li se acerca do que se pretende para o Brasil. Não sei se o exem plo da Ho lan da foi es - tudado no âmbito da Pre vi dên cia Social. O Ministro Ri car do Berzoini prestou alguns de po i men tos na Casa, e cer ta men te S.Exa. conhece o mo de lo holan - dês, um dos mais só li dos do mundo. A ver da de é que a reforma da Pre vi dên cia tem muitos pon tos polêmicos, que pre ci sam ser reexami - nados e revistos. Há muitos pon tos contraditórios; ou - tros são excessivos. Não sei se o indivíduo que traba - lhou durante 35 anos, seja no serviço público, seja no ser vi ço privado, deva continuar con tri bu in do da mes - ma forma. Sr. Presidente, es tou estudando, lendo as pro - pos tas de reforma e voltarei à tri bu na oportunamente para analisar outros pontos constantes das propostas apresentadas pelo Go ver no a esta Casa. Muito obrigado. O SR. ZÉ LIMA (PPB-PA. Sem revisão do ora - dor.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna falar sobre o transcurso do dia 1º de maio, data consagrada ao trabalhador e que em nada está diferente, nes te 2003, em relação aos anos ante - ri o res, quan do o even to fi cou marcado pela frustração da gran de ma i o ria da classe trabalhadora brasileira em razão da crise que se vem agravando continua - mente. O de sem pre go nes te 1º de maio de 2003, Sr. Presidente, é ainda maior do que em 2002 e em pe - río dos an te ri o res. A renda do tra ba lha dor e da popula - ção como um todo está caindo con ti nu a men te há mais de doze me ses, sem que haja evi dên cia de re - versão des sa trajetória. Os trabalhadores do cam po e da lavoura, seja nas pro pri e da des bem es tru tu ra das, seja nos assen - ta men tos ru ra is, não dis põem de recursos para pro - duzir, por fal ta de financiamento e de as sis tên cia téc - nica, sentindo-se com isso alijados do sistema de pro - dução e do mercado de trabalho. Há eu fo ria no cha ma do mercado financeiro, de - cor ren te da queda no Ris co Bra sil e na cotação do dó - lar, além do ex ce len te resultado na balança comercial brasileira, que apresenta superávit su pe ri or a 4 bi - lhões de dó la res no primeiro trimestre de Nada disso, entretanto, tem se revertido em favor dos nos - sos trabalhadores. Se de fato es tão ocor ren do ga nhos relativos a essa me lho ria dos fundamentos da economia nacio - nal e da cre di bi li da de brasileira pela co mu ni da de in - ternacional, os be ne fí ci os localizam-se entre os de - ten to res do capital e não entre a gran de ma i o ria da população, a verdadeira responsável pela geração do Pro du to Inter no Bruto, mas ainda es que ci da por nos - sos go ver nan tes. O mo men to é mar ca do por acalorada discussão sobre as reformas previdenciária e tributária, concen - trando-se o debate e o pro pó si to do Governo Lula na proposta de alterar profundamente a Pre vi dên cia dos servidores públicos, como se fos se a solução para os graves problemas dos tra ba lha do res e da Nação.

16 17936 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 O mo de lo eco nô mi co concentrador de renda, apoiado em sis te ma fi nan ce i ro al ta men te es pe cu la ti - vo, com ta xas de ju ros en tre as mais elevadas do mundo, con ti nua intocável para o atu al Go ver no, a des pe i to de continuar inviabilizando a produção e a geração de emprego. Não há si na is de que se pre ten - da diminuir os absurdos ju ros cobrados nos fi nan ci a - men tos à in dús tria e ao comércio, bem como ao con - sumidor e nas operações de cré di to pessoal. Em outras palavras, Sr. Presidente, lamentavel - mente, o tra ba lha dor bra si le i ro continua não tendo motivos para comemorar o seu dia, pois ainda não se vis lum bra no horizonte das decisões do Poder Execu - tivo, inclusive nas pro pos tas en ca mi nha das a esta Casa, outra motivação que não seja a de pro du zir mais superávit fiscal para o pagamento de juros cada vez mais escorchantes. É mu i to tris te fazer tais cons ta ta ções so bre a si - tuação da classe tra ba lha do ra ten do na Presidência da República o ma i or sím bo lo do povo humilde traba - lha dor brasileiro. Por isso, apelo para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fim de que, após cum prir o com pro mis so de encaminhar as pro pos tas de refor - mas pre vi den ciá ria e tributária ao Le gis la ti vo com tan - ta presteza, co me ce a mudar re al men te a política econômica, mediante o incentivo ao trabalho e à pro - dução, desestimulando a es pe cu la ção financeira e o excessivo ga nho das ins ti tu i ções ban cá ri as do País, além de di mi nu ir a pesada car ga tributária incidente sobre os sa lá ri os e as ati vi da des pro du ti vas. O tra ba lha dor bra si le i ro não su por ta mais tan to sa cri fí cio e ta ma nha privação, Sr. Presidente. Parabéns a todos os que, nas ci da des e no meio ru ral, cons tro em a riqueza da Nação mas tan to so - frem com as in jus ti ças di ta das pelo mo de lo econômi - co con cen tra dor de renda vigente no País. Era o que ti nha a dizer. O SR. WELINTON FAGUNDES (PL-MT. Sem revisão do ora dor.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. De - putados, as so mo à tribuna para abordar dois assun - tos: o Dia do Trabalho, comemorado no dia de on tem mo men to que não po de ria ser mais propício para al - gumas reflexões, e os 30 anos da EMBRAPA. O Bra sil, como to dos sa bem, tem muito a avan - çar no que diz res pe i to ao reconhecimento do traba - lho e do trabalhador como pe ças fundamentais para o seu desenvolvimento. Nosso País ainda convive com o tra ba lho escra - vo, ape sar de mais de um século da Lei Áurea. No campo e na cidade, milhares de crianças con ti nu am submetidas a trabalho desumano e degradante. Nos - sas mu lhe res ainda ganham 28% a me nos que os ho - mens em média. E tudo isso sem contar os al tos índi - ces de desemprego, de su bem pre go e dos ba i xos sa - lá ri os pagos a milhões de chefes de fa mí lia obrigados a sus ten tar o lar com me nos de um real por dia. Apenas para se ter uma idéia, do início do ano para cá, 841 trabalhadores que viviam em regime de escravidão foram libertados dessa condição subuma - na. São ho mens que de i xam sua famí lia, amigos e casa e partem para frentes de trabalho, com a promes - sa de salário digno e boas condições de vida. Quando chegam ao destino, porém, deparam-se com explora - ção e humilhações de toda ordem. Os salários acabam retidos sob o pretexto de pagar o seu sustento. Não ra ras vezes, es ses tra ba lha do res são ame - açados com uso de violência e até de armas. Quando conseguem fugir, passam dias es con di dos no mato até al can ça rem a cidade mais próxima. Muitos vol tam para casa; outros poucos têm a coragem de denunci - ar a situação para a polícia ou de procurar uma dele - gacia do Mi nis té rio do Traba lho. O Go ver no Federal quer aprovar emen da cons - ti tu ci o nal que prevê a ex pro pri a ção das terras em que forem encontrados trabalhadores em regime de es - cravidão. Além disso, o Governo criou o Plano Nacio - nal para a Erra di ca ção do Tra ba lho Escravo. Nossa tarefa, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Depu - tados, é acom pa nhar a im plan ta ção desse pla no e aprovar as medidas do Governo que visem acabar com esse crime, que man cha a cons ciên cia moral da nossa Pá tria e a imagem do Bra sil no exterior. Outra vergonha para todos nós, brasileiros, é o trabalho infantil. Da dos da Organização Internacional do Trabalho indicam que pelo menos 2 milhões e 900 mil crianças entre 5 e 14 anos de ida de ainda traba - lham no Brasil. Des se total, 80 mil fazem ta re fas que a OIT classifica como a pior for ma de trabalho infantil a escravidão, a sujeição por dí vi da, a prostituição, a pro du ção de ma te ri al pornográfico, o tráfico de dro - gas e atividades que pre ju di cam sua sa ú de e integri - dade física. Recentemente, a imprensa di vul gou em todo o País problemas na dis tri bu i ção de recursos do PETI Programa de Erradicação do Traba lho Infantil. Em vá - rios lugares, isso forçou milhares de crianças a retor - narem ao trabalho. O problema precisa ser resolvido. Mais que isso, o Governo Federal deve se estruturar para evitar que a situação se re pi ta. Na condição de Parlamentar, te nho defendido a ne ces si da de de reforma trabalhista. Os pró pri os em - pre sá ri os e trabalhadores reconhecem que a organi -

17 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra zação institucional do mercado, por ser ob so le ta e ineficiente, tem con tri bu í do para o au men to do de - semprego, para a tra je tó ria em que da da renda famili - ar e para a ocu pa ção sem carteira as si na da, que hoje está em pa ta mar su pe ri or ao do emprego for mal. O mo de lo institucional do mer ca do de trabalho está en ges sa do por leis rígidas, o que se tornou fator de de ses tí mu lo para contratação de mão-de-obra pe - los empresários. Para a empresa, a con tra ta ção de um tra ba lha dor representa 103,46% so bre o va lor do sa lá rio pago ao trabalhador. Tal per cen tu al é muito alto. Muda essa situação tem sido um dos maiores de - sa fi os do atu al Governo. Antes de tudo, o Governo Federal deve pen sar em fa zer cres cer o País em pelo menos 4% ao ano para ab sor ver os de sem pre ga dos e os jovens que en - tram no mer ca do de trabalho. Cálculos do IBGE indi - cam que pelo me nos 1 mi lhão e 600 mil jovens preci - sam ingressar no mercado de trabalho to dos os anos. Para ab sor ver essa mão-de-obra e recolocar no mer - cado de tra ba lho os milhões de desempregados des - te País a re ce i ta pode es tar na soma do crescimento econômico sustentado e na reorganização ins ti tu ci o - nal do mer ca do de trabalho. Nesse aspecto, senhoras e senhores, nosso pa - pel é fundamental. Parlamentares que somos, temos a missão de contribuir para a reformulação da relação en tre o capital e o trabalho, estabelecendo legislação mais jus ta para am bas as partes, sem que isso repre - sen te redução de direitos de qual quer um, prin ci pal - men te os tra ba lha do res. O re sul ta do de nosso esforço po de rá ser a cons - tru ção de so ci e da de mais justa, onde o trabalho de cada um re ce ba o necessário reconhecimento. É o que pre ci sa mos fazer. Sr. Pre si den te, de se jo ain da destacar o pa pel de sem pe nha do pela Empre sa Bra si le i ra de Pesquisa Agro pe cuá ria EMBRAPA, que co me mo rou esta se - mana 30 anos de fundação, em so le ni da de que con - tou inclusive com a presença do Pre si den te da Repú - blica. Lá estivemos para re co nhe cer o trabalho da em - presa. Falar da EMBRAPA é fa lar de progresso. No ce - ná rio de desenvolvimento por que pas sa o Bra sil, o pa pel da EMBRAPA como entidade pública de pes - quisa vai além da geração de tecnologia para o setor produtivo agropecuário, ele visa ao au men to da pro - du ti vi da de e da competitividade do agronegócio. A EMBRAPA não se li mi ta à pesquisa, ela se pre o cu pa com o so ci al, dan do atenção aos excluídos do pro ces so de desenvolvimento, para que os mes - mos res ga tem a dignidade para exer ci tar a cidadania. Hoje em nos so País há cer ca de 4 milhões e 140 mil es ta be le ci men tos de agri cul to res familiares, o que representa 85% do total de es ta be le ci men tos rurais no Brasil. A área por eles ocupada, po rém, é de apro - ximadamente 107 mi lhões e 770 mil hectares, ou seja, apenas 30% da área total. O valor bruto de agri - cultura fa mi li ar cor res pon de a 38% da produção agro - pecuária; das 17 milhões e 300 mil pes so as ocupadas na agricultura brasileira, 77% es tão na agricultura fa - miliar. Vale lembrar, Sr. Pre si den te, que a EMBRAPA muito con tri bu iu para que os agri cul to res se tornas - sem agentes es tru tu ra do res do meio rural, produzin - do ali men tos, renda e divisas, e tor nan do o País refe - rência em pesquisa e desenvolvimento agropecuário. Nas úl ti mas três décadas, o País se con so li dou como um dos mais im por tan tes pro du to res de milho, leite, carne, laranja, aves e suínos, entre vários outros produtos. A cultura da soja, por exemplo, conquistou to das as Regiões do Bra sil, tor nan do-se o gran de fi - lão no que si to exportação. Podemos destacar também o avanço da genética com as boas práticas de manejo do solo e das pragas. Como se vê, a EMBRAPA é par te im por tan te no contexto econômico, social e tec no ló gi co do mundo. Por tudo isso, parabenizo seu pre si den te, seus direto - res e fun ci o ná ri os, fer ra men tas indispensáveis à agropecuária brasileira. Ao mes mo tempo, Sr. Presidente, fazemos um ape lo não só ao Pre si den te, mas também à Co mis são Mista de Orçamento, por que so mos nós que temos ga ran ti do os recursos para que a EMBRAPA possa funcionar. Esperamos que este Governo tam bém a apo ie financeiramente, para que a empresa não só garanta o seu custeio, como também possa pagar melhor seu pesquisadores e de ma is fun ci o ná ri os e hoje a EMBRAPA tem o maior número de pesquisa - dores pós-gra du a dos do mundo. Sr. Presidente, es pe ro que a EMBRAPA con ti - nue a contribuir com o Bra sil, como faz nos úl ti mos 30 anos. Muito obrigado. O SR. COSTA FERREIRA (PFL-MA. Sem revi - são do orador.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputa - dos, nesta oportunidade, fazemos alu são ao 1º de Maio, dia consagrado ao trabalho em todo o mun do e comemorado por to dos aqueles que tra ba lham pela or ga ni za ção e pela gran de za da eco no mia mundial.

18 17938 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 Não po de ría mos de i xar de parabenizar, no Bra - sil, as centrais sin di ca is e todos os órgãos que de ram ênfase a essa data mag na, que representa para o nosso País um mar co do seu desenvolvimento e tam - bém do seu reconhecimento no mundo inteiro como Pá tria organizada, que dá as sis tên cia aos seus traba - lha do res e que pro cu ra cada vez mais aprimorar os me ca nis mos trabalhistas para que eles se sin tam bem amparados. O Brasil ain da tem uma po pu la ção muito aca - nha da de trabalhadores com carteira assinada. Tra - ba lham informalmente, sem car te i ra assinada, mais de 40 milhões de brasileiros, o que deve ser motivo de pre o cu pa ção tan to des ta Casa como do Governo, por que hoje só se fala em privilégios. Quando se diz que o trabalhador que ga nha mais tem de descontar mais e o que ga nha me nos não tem de descontar, considera-se isso um privilégio. Também nos ca u sa preocupação, Sr. Presiden - te, o fato de que só exis tem mais ou menos 20 mi - lhões de tra ba lha do res com carteira assinada. Nes ta oportunidade, su ge ri mos ao Go ver no do Presidente Lula que procure dar ênfase à reforma tra - ba lhis ta a fim de que essas pessoas possam ser am - paradas pelo Estado, haja vista a Cons ti tu i ção Fede - ral pre ver que o trabalhador re ce ba sa lá rio mínimo que lhe per mi ta sobreviver, garantindo-lhe educação, lazer, trabalho, trans por te etc. O Go ver no deve se pre o cu par com isso. O Presidente Lula disse que tal vez o sa lá rio mí - nimo chegue ao patamar de 100 dólares. Di an te da ne ces si da de de se melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, fi ca mos fe li zes com a afirmação. Vivemos em um país emergente, que está lutan - do para chegar à consolidação. Pre ci sa mos todos, de nor te a sul, de les te a oeste, nos unir não apenas para comemorar o dia do trabalhador, mas também o Dia do Trabalho. É necessário encontrar soluções para os quebradores de pedra da Ba hia e do Nordeste, para as quebradeiras de coco do Maranhão e para as mu i - tas ca te go ri as pro fis si o na is completamente aliena - das do processo. Te mos de nos pre o cu par com toda a gente que compõe a Na ção brasileira. No Dia do Tra ba lho po de ría mos pen sar e re fle tir melhor em como fa zer para resolver esses proble - mas, para que a ma i o ria dos trabalhadores que vi vem na informalidade, sem a devida as sis tên cia do Esta - do, possam ter acesso ao amparo que a Constituição prevê para to dos aqueles que tra ba lham pela grande - za da Pátria. Sr. Pre si den te, que ro de i xar pa ten te nos sa ale - gria por mais uma comemoração do Dia do Trabalho e tam bém a ne ces si da de de nos preocupar com o gran - de contingente de bra si le i ros que tra ba lham sem car - teira assinada, bra si le i ros que es tão à mercê e à mar - gem dos acontecimentos e do progresso do Brasil. E há mo ti vo de preocupação, por que amanhã eles já es ta rão pensando na apo sen ta do ria, e, se não contri - buem para a Previdência, nada feito. O Sr. Presidente da República es te ve mu i to ocu - pado no dia de on tem ao participar das comemora - ções alusivas à data, mas é pre ci so que S.Exa. deter - mine a seus técnicos, prin ci pal men te os da área tra - balhista, que ajudem a resolver a caótica situação em que se en con tra o trabalhador brasileiro. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. ZICO BRONZEADO (PT-AC. Sem revisão do orador.) Sr. Pre si den te, Sras. e Srs. Deputados, este é de fato o ano das reformas fun da men ta is do Esta do bra si le i ro. Embo ra ao lon go do tempo muito tenha se fa la do em reformas, nem sem pre os Gover - nos ou sa ram realizar mais que nebulosos arranjos provisórios, cada um em seu tempo, di ri gi dos a ques - tões específicas. Enquan to isso, a sociedade brasilei - ra viu serem postergadas as mudanças que a longo prazo significarão a viabilidade do mo de lo brasileiro. Governos me dío cres pen sam em sua pró pria duração, apostam na po pu la ri da de fácil e no discurso momentâneo. São os gran des governos que ou sam pensar a longo prazo e es ta be le cer políticas que vi - sam além de sua própria provisoriedade. Este é o caso atual. O Governo Lula se atreve a pensar na so ci e da de e renuncia aos elo gi os corpora - tivistas de ocasião. Se queremos cons tru ir uma socie - dade justa, pre ci sa mos de regras estáveis e duradou - ras, sustentáveis no tem po e nas fi nan ças públicas. Por isso, a reforma da Pre vi dên cia se torna tão rigoro - sa men te necessária. O sistema pre vi den ciá rio preci - sa ser viável, os be ne fí ci os de hoje não podem signifi - car a frus tra ção de ama nhã, ou a fa lên cia total em médio prazo. Sr. Pre si den te, cer ta men te a for ma e os resulta - dos da refor ma não agradarão a todos. Muitos esta - rão descontentes com o que percebem como perdas, pos to que em uma situação de crise de salários, qual - quer diminuição re pre sen ta ônus importante. Entre - tanto, é ne ces sá rio ficar claro que a sustentabilidade do sistema pre vi den ciá rio não su por ta as condições atuais de financiamento. Temos de mu dar para que pos sa mos cons tru ir maior jus ti ça previdenciária. Bas - ta de improvisações. Não podemos nos com por tar

19 Maio de 2003 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sex ta-fe i ra como outros que perderam a ca pa ci da de de ou sar e agravaram o quadro brasileiro. Exemplo típico de ati tu de me dío cre é o caso da reforma tri bu tá ria. O Governo pas sa do, que nes ta Casa aprovou tudo o que quis, não teve coragem de en fren tar os in te res ses regionais e, de arranjo em ar - ranjo, permitiu uma guerra fiscal que asfixia as em - presas e con fun de o pac to federativo. Em ter mos fiscais, somos uma federação de be - ligerantes. Cada Estado se obri ga a uti li zar ar mas e me ca nis mos de ata que, visando atrair para seu caixa mais e mais contribuições. Ver da de i ro arsenal fiscal se for mou ao longo do tempo, frustrando, aqui mesmo no Congresso Na ci o nal, vá ri as tentativas de elabora - ção de reforma abrangente e duradoura. O povo bra - si le i ro continua pagando o preço da me di o cri da de de seus governantes, que, enxergando apenas pesqui - sas de opinião, renunciaram ao melhor governar. E melhor governar, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputa - dos, é agir com pe re ni da de, é cons tru ir sistemas sus - tentáveis e ágeis, é pen sar na so ci e da de como um todo, é não ceder ao afago das notas ou dos artigos publicados di a ri a men te nos jornais. A ver da de é que os sis te mas de fi nan ci a men to dos gastos públicos no Brasil não são viáveis a longo prazo. Ou mudamos agora, ou teremos de mudar no futuro em con di ções muito mais adversas e com mu i - to ma i or trauma. Por tudo isso, Sr. Pre si den te, Sras. e Srs. Depu - tados, tenho a convicção de que, em nome da socie - dade brasileira, de seu fu tu ro e da estabilidade que dá con di ções ao desenvolvimento eco nô mi co sus ten tá - vel a longo pra zo e do prin cí pio de justiça e eqüidade, o Go ver no brasileiro, por meio do Pre si den te que o povo elegeu com a má xi ma alegria e esperança, con - seguirá, com nosso apoio, fazer as reformas funda - men ta is do Estado e assegurar as condições ne ces - sá ri as para a cons tru ção de uma gran de Nação. Sr. Presidente, no tempo que me resta, parabe - nizo to dos os brasileiros, dos ín di os aos gran des em - pre sá ri os, pe las lu tas que têm travado para cons tru ir um país melhor, um Esta do mais jus to. Registro que meu Município, Bra si léia, na fron - teira com a Bolívia, ontem co me mo rou o Dia do Tra - ba lho com grande festa. A cidade, com pouco mais de 17 mil habitantes, reuniu mais de 4 mil trabalhadores. A fes ta, para alegria dos trabalhadores rurais e da ci - dade, contou com o apoio da Administração Municipal de Brasiléia, que tem à fren te o Prefeito Alvanir Lopes, e com o apo io do Governo do Estado. Desta tribuna, de i xo meu abra ço ao povo de Brasiléia, de Epi ta ci o lân dia, que fica do outro lado do rio, e da que ri da Xapuri, lo ca li za da a 60 quilômetros de mi nha ci da de natal. Cum pri men to ain da o Prefeito Jú lio Barbosa, que recebeu o prê mio do SEBRAE Go ver na dor Mário Covas para o Pre fe i to Empreendedor. Sr. Presidente, aque la re gião co me ça a con tri - buir para a organização econômica nacional. Com pouco mais de 100 anos, meu Estado é ainda muito novo em re la ção aos de ma is, mas já nos orgulha. O Governador Jorge Viana tem desenvolvido trabalho sério e resgatado a esperança do povo acreano. Na con di ção de representante da que le Estado, an tes es - quecido, re gis tro que a si tu a ção do Acre hoje muito nos alegra. A atu al administração, sé ria e coerente, como disse, resgatou nos sa esperança. Fica, portanto, meu abra ço ao povo acre a no e a to dos os tra ba lha do res bra si le i ros pelo dia de ontem. Que as reformas a que da re mos desfecho real - men te renovem as esperanças do povo bra si le i ro e que o Governo Lula consiga recuperar todos os anos perdidos. As duas Casas, a Câmara dos Deputados e o Se na do Federal, serão as grandes responsáveis pelas reformas que o povo bra si le i ro al me ja. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) Parabenizo o nobre Deputado Zico Bronzeado pelas palavras so - bre o Dia do Tra ba lho e as reformas enviadas à Casa pelo Pre si den te Lula. Obser vo que, feitas as ligações ro do viá ria e fer - ro viá ria en tre os Oceanos Pacífico e Atlân ti co, ouvire - mos fa lar mu i to mais de Brasiléia e de Xapuri. O Esta - do do Acre terá for te presença no cenário políti - co-econômico nacional. O SR. HENRIQUE AFONSO (PT-AC. Sem revi - são do orador.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo hoje a tribuna com sentimento de inquietação e compaixão pelos moradores de rua de nosso País. Ontem pude ob ser var cena que me re ve lou a configuração de dois Brasis: na Asa Sul, de um lado, pré di os onde es tão os apartamentos de Se na do res e Deputados; de outro, algumas famílias sem destino, cuja história está limitada às ruas. Como disse o can - tor Zé Geraldo: A vida para eles é uma escola, o viver é um li vro e o tempo, um professor. Ali estava a demonstração de uma clas se des - possuída dos prin ci pa is direitos que le vam o ser hu - mano a se sen tir li vre e a usu fru ir de jus ti ça e dignida - de. É a expressão fiel de um sis te ma so ci al ex clu den -

20 17940 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2003 te, que não tem qualquer es crú pu lo em abandonar mi lhões de pessoas sem direitos fundamentais. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, sabe-se lá o que é não ter dig ni da de? Não ter di re i to a ir à es - cola, a ter co mi da na mesa, a ter emprego, a des fru tar de ambiente familiar, a ser feliz? Falo de um Bra sil que dis cri mi na, que lan ça à mar gem do pro ces so de produção pes so as de histó - ria dra má ti ca e vi das sem destino: os moradores de rua. Refiro-me às ví ti mas da degradação das drogas e da que les que perambulam pe las ruas como mendi - gos, que mo ram debaixo de viadutos e pontes. Sr. Pre si den te, Sras. e Srs. Deputados, conheço o caso de pessoas que dormem jun to com ratos, den - tro de esgotos. Nossa so ci e da de tem po lí ti ca para tirar das ruas cachorro ou qual quer ani mal, mas não tem política que ofereça aos moradores de rua o tra ta men to de que pre ci sam, assegurando-lhes a cidadania. Não digo que sofro abalo, porque vejo o Bra sil ca mi nhar para a cons tru ção de um futuro melhor. Vejo um país cujo Presidente demonstra no olhar e reflete em sua his tó ria cons ciên cia do problema e vontade de resgatar a dignidade dessas pessoas. O Congresso Na ci o nal não pode fi car de fora de uma das dis cus sões mais im por tan tes do Brasil atual: o combate à fome e à miséria. E aqui não es tou fa lan - do de pobre, de miserável, mas de excluídos dos ex - cluídos, de náufragos da ex clu são social. Já de mos entrada nesta Casa a projeto de lei que or ga ni za melhor a assistência social. Se aprova - do, ele pos si bi li ta rá o aten di men to a crianças e ado - les cen tes aban do na dos e a do en tes mentais, mendi - gos e pros ti tu tas, adultos que so frem toda es pé cie de privação. Também consegui na verdade, conseguimos, por que na so ci e da de que estamos cons tru in do não há es pa ço para individualismo, para o eu, mas ape - nas para o nós a criação de uma Sub co mis são da Co mis são de Di re i tos Humanos para investigar quem são, quantas são e por que essas pessoas che ga ram a esse es ta do de degradação humana. Queremos tam bém de tec tar ONGs que tra ba lhem com morado - res de ruas e conhecer ex pe riên ci as de Secretarias Municipais e Esta du a is que pro por ci o nem a essas pessoas perspectivas de ci da da nia e vida nova. Concluo, Sr. Presidente, relembrando o que Zé Geraldo disse: es sas pes so as têm a vida como esco - la, o vi ver é o livro, e o tem po é o pro fes sor. Desejo que este Par la men to e o Governo Lula, que deu prio - ri da de aos pobres, ou, como diz a Bíblia Sagrada, aos mudos, àqueles que pre ci sam de alguém para falar por eles, es te jam envolvidos com projetos que dêem o di re i to à vida. Vamos jun tos ti rar essas pes so as do abandono. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. LUIS CARLOS HEINZE (PPB-RS. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, colegas Parla - mentares, agradeço ao companheiro Pa u lo Delgado a per mu ta de inscrições. O as sun to que me traz à tribuna diz respeito à Co mis são Na ci o nal de Biossegurança, CTNBio. A Lei nº 8974, de 1995 (Lei de Biossegurança), aprovada por maioria absoluta no Congresso Na ci o nal para re - gular as ati vi da des de en ge nha ria genética no Brasil, é considerada uma das mais avançadas do mundo. O controle dos produtos transgênicos ou orga - nis mos ge ne ti ca men te mo di fi ca dos deve passar, na forma dessa lei, por ri go ro sa aná li se ci en tí fi ca, feita caso a caso pela Co mis são Téc ni ca Na ci o nal de Bi - ossegurança CTNBio, vinculada ao Mi nis té rio de Ciên cia e Tecnologia. A CTNBio é uma co mis são multidisciplinar com - pos ta de de zo i to membros titulares e dezoito suplen - tes, com re pre sen ta ção da comunidade científica das áreas de bi o tec no lo gia de plan tas, sa ú de humana, saúde animal e meio ambiente, ten do também repre - sen tan tes de órgãos de pro te ção e de fe sa do consu - midor, de ór gãos de pro te ção à saúde do trabalhador e do se tor em pre sa ri al da biotecnologia no País. Além disso, a comissão tem re pre sen ta ção de seis Mi nis té ri os e objetiva dirimir dúvidas regulatórias no âm bi to desses Mi nis té ri os e evi tar conflitos com a Lei de Biossegurança. Dos dezoito titulares, sete são re pre sen tan tes do Go ver no Federal. A se ri e da de e a con du ta ética e científica da CTNBio têm sido apontadas por vários países da Eu - ropa e da América Latina como exemplo a ser perse - guido, tendo inclusive es ses pa í ses em ba sa do suas legislações no mo de lo le gal brasileiro. Apesar de toda a cautela e ri gor com que a CTNBio vem se po si ci o nan do para a análise de risco de cada pro du to transgênico, como no caso da soja RR para plantio e co mer ci a li za ção no País e do milho transgênico a ser usado como ração animal, movi - men tos contrários ao desenvolvimento científico e tecnológico no País es tão conseguindo, há quatro anos, engessar a atuação da CTNBio na ten ta ti va de retirar o seu poder le gal de ci só rio de atuar na área. Temos de re co nhe cer que o arcabouço legal do País para regular as ques tões relativas à segurança da bi o tec no lo gia continua a ser o me lhor mo de lo e

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