Aula 00. Direito Previdenciário. Direito Previdenciário Aula Demonstrativa Professor: Moisés Moreira

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2 Aula 00 Aula Demonstrativa Olá, pessoal! Sou o Professor Moisés Moreira e estou aqui no Ponto dos Concursos com uma missão muito especial: ajudá-los na aprovação para os cargos de Analista Tributário da Receita Federal do Brasil - ATRFB e Auditor da Receita Federal do Brasil - ARFB! Nossa preparação está centrada nos editais anteriores, nas questões mais recorrentes e nas atualizações da legislação previdenciária. Sabemos que essa matéria é uma das que mais sofrem mudanças. Por isso, é muito importante estarmos juntos neste percurso. A parceria e a troca de informações são fundamentais! Nosso curso abrangerá os dois cargos, Analista e Auditor. O edital e o nível das questões são bastante parecidos. Assim, a preparação para um leva à preparação para o outro. A única diferença é o tópico sobre Seguridade Social, que apenas é cobrado para Auditor. Sobre esse tema, faremos uma aula extra, que pode ser útil para todos! Sei que estou aqui na companhia de lutadores e guerreiros, que não desistem e persistem em busca de seus sonhos. Jogo nesse time e, por isso, minha alegria e entusiasmo são ainda maiores! Compartilhando um pouco de minha história, para vocês terem ideia da profundidade de nossa parceria, tudo começou lá em 2003 quando, logo após sair da faculdade, ainda meio assustado diante das inúmeras possibilidades que a vida de recém-formado nos apresenta, decidi prestar o concurso para Analista do INSS. 1

3 Foi o início de algo especial, com muito aprendizado, estudo, e vontade de ir adiante... Aprovado no concurso, trabalhei numa Agência da Previdência Social entre 2003 e 2005, depois numa Gerência-Executiva (2006 a 2008), e, a partir de 2009, na Auditoria Interna do INSS. Em novembro de 2015, mudei-me para Brasília, onde atuo como Coordenador-Geral de Auditoria em Benefícios do INSS. Nesse período, tive a oportunidade de lidar diariamente com as questões previdenciárias... E elas são tantas e com tantas nuances! Apaixonar-me pelo tema foi, então, o caminho natural. Começar a dar aulas, também... Perceberam por que estou aqui como amigo e parceiro de vocês? Vou ajudar a todos que estão começando, porque sei que vocês também chegaram até aqui em busca de algo especial! Do mesmo modo, vou ajudar a todos que, como eu, passaram por muitas etapas e jamais desistiram do sonho! Sou amigo dos que lutam! Um forte abraço! 2

4 Aula 00 Aula Demonstrativa Aula Conteúdo Programático Data Regime Geral de Previdência Social Segurados Obrigatórios e Facultativos Empresa e Empregador Doméstico e Financiamento da Seguridade Social (1ª Parte) 20/02/16 06/03/16 02 Financiamento da Seguridade Social (2ª Parte) 20/03/16 03 Salário de contribuição 27/03/16 04 Arrecadação e Recolhimento 03/04/16 05 Obrigações acessórias, retenção e responsabilidade solidária 10/04/16 06 Aula Extra Seguridade Social 17/04/16 A partir de agora iniciaremos nossos estudos. Qualquer dúvida ou sugestão, estou aqui! Nossa comunicação se dará, preferencialmente, pelo Fórum de Dúvidas do Ponto. Se vocês desejarem, também podem me encaminhar - É isso aí, meus amigos! Contem comigo! 3

5 Tópicos da Aula 1. Regimes de Previdência Social Noções Iniciais Regimes Próprios de Previdência Social - RPPS Regime Geral de Previdência Social - RGPS RGPS Segurados Obrigatórios Noções Iniciais Segurados Obrigatórios Filiação e Inscrição Empregado Empregado Doméstico Contribuinte Individual Trabalhador Avulso Segurado Especial RGPS Segurados Facultativos Noções Iniciais Características Questões de concursos Gabarito comentado

6 1. Regimes de Previdência Social Para começarmos bem e de forma bastante tranquila nossa aula, que vai tratar dos segurados obrigatórios e facultativos do Regime Geral de Previdência Social, precisamos guardar algumas informações iniciais e importantes para a compreensão da matéria, ok? 1.1 Noções Iniciais A primeira informação que devemos ter em mente é o significado da expressão Regime de Previdência. Regime, no sentido aqui empregado, compreende regras ou disposições legais. Previdência significa antecipar, prevenir, chegar antes. Portanto, numa linguagem simples, regime de previdência é o conjunto de regras que trata da preparação ou prevenção de algo. No sentido técnico, Regime de Previdência Social pode ser definido como o conjunto de regras que organiza a relação jurídica previdenciária (essa relação abrange as contribuições, os segurados, os dependentes), e que prevê, pelo menos, os benefícios de aposentadoria por idade e de pensão por morte. No Brasil, são dois os principais regimes previdenciários, o Regime Geral de Previdência Social - RGPS e os Regimes Próprios de Previdência Social RPPS. Além desses, há o Regime de Previdência Complementar, cuja filiação é opcional, que se divide em privada (art. 202 da CRFB/88) e pública (art. 40, 14, 15 e 16 da CRFB/88). O edital exige conhecimentos sobre o RGPS. Todavia é importante também estudarmos, pelo menos, as características elementares dos Regimes Próprios, de modo a diferenciá-los do Regime Geral. 5

7 No Brasil, existem dois regimes básicos de Previdência Social: o RGPS e o RPPS! Ambos são de filiação obrigatória, ou seja, basta a presença dos requisitos e a filiação ocorrerá! 1.2 Regimes Próprios de Previdência Social Os RPPS são instituídos por cada uma das esferas de governo (União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como suas autarquias e fundações), encontrando-se restritos aos respectivos servidores ocupantes de cargo efetivo. Nesse ponto está uma das diferenças em relação ao RGPS, pois este é direcionado a todos que para ele contribuem. Os Analistas e Auditores da Receita, por exemplo, estão sujeitos ao Regime Jurídico instituído pela Lei 8.112/90. Ou seja, quando vocês tiverem dúvida sobre licenças, afastamentos, deveres e proibições, dentre tantos outros temas, saberão a quem, digo, ao que recorrer! Vão se acostumando, além de matéria do edital, a Lei será o guia de vocês em muitos outros percursos! Estarão sujeitos, também, aos Regimes Próprios de Previdência os militares, os magistrados, os membros do Ministério Público, os Ministros e Conselheiros dos Tribunais de Contas. Porém, é preciso cuidado com a figura do servidor ocupante de cargo efetivo em quaisquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, bem como de suas respectivas autarquias e fundações. Eles estarão sujeitos a Regime Próprio de Previdência desde que, é claro, o respectivo ente tenha instituído tal Regime. É importante destacar que a totalidade dos Estados brasileiros e o Distrito 6

8 Federal instituíram Regime Próprio. Porém, a maioria dos municípios não o fez. Desse modo, se o servidor municipal não estiver amparado por RPPS, será segurado do RGPS. Os trabalhadores excluídos do Regime Geral de Previdência Social são os militares, os magistrados, os ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas, os membros do Ministério Público e os servidores ocupantes de cargo efetivo da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, inclusive os servidores de suas autarquias e fundações, desde que amparados por RPPS. Nem todos os servidores públicos civis são amparados por Regime Próprio, mas somente aqueles que ocupam cargo efetivo na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios, bem como em suas respectivas autarquias e fundações. Os servidores públicos que ocupam cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração; aqueles que forem contratados por prazo determinado; os empregados públicos, todos eles, ainda que trabalhem para a administração pública direta ou indireta, estão vinculados ao RGPS! Mesmo em relação aos servidores ocupantes de cargo efetivo, se não houver Regime Próprio, eles serão segurados obrigatórios do RGPS. Isso ocorre em relação a servidores efetivos de prefeituras de municípios que não tenham instituído Regime Próprio. 7

9 Servidor de Regime Próprio que também exerça atividade sujeita ao Regime Geral, a exemplo de um Auditor ou Analista que dá aulas em faculdade particular, estará obrigatoriamente filiado ao RPPS e ao RGPS. Entretanto, não poderá receber mais de uma aposentadoria dentro de um mesmo Regime de Previdência Social, exceto no âmbito do RPPS e somente nos casos de cargos acumuláveis (art. 37, XVI, da CRFB/88). Qual o número máximo de aposentadorias que um brasileiro poderá ter? Para respondermos, temos de saber os casos em que a Constituição Federal admite a acumulação de cargos públicos. De acordo com o art. 37, inciso XVI, é permitida a acumulação de dois cargos de professor; um cargo de professor com outro técnico ou científico; dois cargos ou empregos privativos de profissionais da saúde, com profissões regulamentadas. Assim sendo, amigos, um servidor público pode, no máximo, ter duas aposentadorias decorrentes do exercício de seus cargos. Mas, se ele também trabalhar na iniciativa privada, numa faculdade particular, por exemplo, estará filiado ao RGPS. Portanto, somente nessa situação, de dois cargos púbicos e um particular é que será possível a percepção de três aposentadorias! 1.3 Regime Geral de Previdência Social O Regime Geral de Previdência Social é o regime de previdência social de maior amplitude, ou seja, é o grande conjunto de regras que tratam do seguro social. A maioria dos trabalhadores brasileiros está vinculada a esse Regime. Possui caráter público, contributivo e obrigatório. Abrange todos que exerçam atividade remunerada e que não estejam cobertos por Regime Próprio de Previdência Social. Além disso, permite a filiação daqueles que optarem por 8

10 contribuir (segurados facultativos). O RGPS é público: o INSS gerencia e operacionaliza. É contributivo: é preciso pagar ao INSS. É obrigatório: trabalhou, tem que contribuir. O INSS, autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social, é o responsável por administrar a concessão e a manutenção dos benefícios e serviços previdenciários do RGPS. A criação do INSS foi autorizada pela Lei 8.029, de 12 de abril de 1990, a partir da fusão do Instituto Nacional de Previdência Social INPS e do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social IAPAS. Até hoje, existem pessoas que confundem e continuam a chamar o INSS de INPS. Isso ocorre porque era o INPS, criado em 01 de janeiro de 1967, quem administrava os benefícios. Inicialmente o INSS concentrou as funções de conceder e manter os benefícios, além de arrecadar e fiscalizar as contribuições previdenciárias. Porém, em 16 de março de 2007, com a publicação da Lei , que criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil SRFB, o INSS passou a atuar apenas na concessão e manutenção dos benefícios previdenciários, dos serviços de habilitação e reabilitação profissional, além de matérias correlatas (emissão de Certidão de Tempo de Contribuição - CTC relativa ao RGPS, gestão do Fundo do RGPS, cálculo de contribuições devidas por trabalhadores, empregadores domésticos e empresas com vistas à concessão ou revisão do benefício requerido). As atividades de arrecadação, fiscalização e cobrança das contribuições previdenciárias foram concentradas na SRFB. 9

11 INSS concede e mantém benefícios previdenciários! Receita Federal arrecada, fiscaliza e cobra contribuições! (Cespe 2013 BACEN Procurador adaptada) Considerando a evolução histórico-legislativa e os princípios da seguridade social no Brasil, julgue o item a seguir. O INSS, importante órgão na estrutura da seguridade social brasileira, foi instituído no Brasil na década de noventa do século XX, como autarquia federal, mediante fusão do Instituto de Administração da Previdência e Assistência Social com o Instituto Nacional de Previdência Social. COMENTÁRIOS: O item está correto! A criação do INSS foi autorizada com a Lei 8.029, de 12 de abril de 1990, como produto da fusão entre o Instituto Nacional de Previdência Social INPS e o Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social IAPAS. 2. Segurados Obrigatórios Somente as pessoas físicas podem ser beneficiárias do RGPS; as jurídicas jamais! Beneficiários são os destinatários dos benefícios (prestações de caráter pecuniário) e serviços (obrigações de fazer) da Previdência Social, os quais se classificam, conforme art. 8º do Decreto 3.048/99, como segurados e dependentes. Os segurados recebem proteção previdenciária em razão de suas contribuições para o Regime. Já os dependentes recebem proteção em virtude da relação que 10

12 possuem com os segurados. Nosso objeto de estudo serão os segurados, os quais se dividem em obrigatórios e facultativos. Vamos em frente! 2.1. Noções Iniciais Os segurados obrigatórios do RGPS são: empregado, contribuinte individual, empregado doméstico, trabalhador avulso e segurado especial. São considerados obrigatórios, porque, ainda que queiram, não podem optar por não se filiar ao RPGS. São obrigatoriamente ligados a esse regime. Algumas pessoas também podem, se assim desejarem, ingressar no RGPS na condição de segurados. Trata-se de exceção à regra da filiação obrigatória, que visa a atender ao princípio da universalidade de cobertura e de atendimento. São os segurados facultativos. DICA DE MEMORIZAÇÃO (Segurados do RGPS) C A D E S F C = Contribuinte individual A = Avulso D = Doméstico E = Empregado S = Segurado especial F = Facultativo 2.2. Segurados Obrigatórios Filiação e Inscrição Inscrição é a formalização do cadastramento do segurado no RGPS, mediante apresentação de dados pessoais e de outros elementos úteis à sua 11

13 caracterização, os quais serão inseridos no Cadastro Nacional de Informações Sociais CNIS. Tal procedimento gera o Número de Identificação do Trabalhador NIT, o qual poderá ser o número do Programa de Integração Social PIS, do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público PASEP ou outro criado pela Previdência. Filiação, por sua vez, é o vínculo jurídico estabelecido entre a previdência e as pessoas que para ela contribuem. Dessa vinculação, decorrem direitos e obrigações: direito à proteção, quando surgirem as necessidades sociais (incapacidade, idade avançada, prisão), e obrigação de verter contribuições para o RGPS. A filiação se origina automaticamente do exercício de atividade remunerada. De modo geral, antecede à inscrição, visto que está ligada à atividade (basta um dia de trabalho!). Para o segurado facultativo, porém, a filiação é consequência da inscrição formalizada pelo pagamento da primeira contribuição no prazo legal. Esta é a única situação em que a inscrição antecede à filiação. Filiação é automática, decorrendo do exercício de atividade remunerada. Já inscrição depende do cadastramento no RGPS. (Cespe 2010 Defensor Público) Quanto à filiação do segurado obrigatório à previdência social, vigora o princípio da automaticidade, segundo o qual a filiação desse segurado decorre, automaticamente, do exercício de atividade remunerada, independentemente de algum ato seu perante a previdência social. A inscrição, ato material de registro nos cadastros da previdência social, pode ser concomitante ou posterior à filiação, mas nunca, anterior. Certo ou 12

14 errado? COMENTÁRIOS: O item está certo! A filiação decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada, sendo obrigatória. Já a inscrição, que é um ato que materializa o registro, ou seja, faz existir o registro (pois a filiação já ocorreu), depende de cadastro na previdência social. A inscrição poderá ser concomitante ou posterior, mas nunca anterior à filiação. Isso vale para os segurados obrigatórios. Para os facultativos, a regra é outra Empregado O conceito de empregado para fins previdenciários é mais amplo do que aquele utilizado no Direito do Trabalho. Abrange não somente a pessoa física que labora com subordinação e onerosidade, em caráter não eventual, mas também diversos tipos de trabalhadores, a exemplo dos servidores que ocupem, exclusivamente, cargos em comissão, desde que não estejam vinculados a Regime Próprio de Previdência Social. Considerando que são muitas as situações de segurados empregados, para identificá-los a dica é verificar a existência de relação de emprego e a vinculação do trabalhador a RPPS. É preciso, ainda, ter cuidado com os casos em que os requisitos são parecidos com os de outras categorias de segurado, a exemplo do brasileiro que trabalha para organismo no exterior do qual o Brasil seja membro efetivo: se este brasileiro estiver a serviço da União, é empregado, se não, é contribuinte individual. Sob o ponto de vista previdenciário, são considerados empregados: 1) Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob remuneração e subordinação, inclusive o diretor empregado. 13

15 Nesta primeira tipificação, foi praticamente transcrito o conceito de empregado para fins trabalhistas, com a inclusão da figura do rural - no Direito do Trabalho, o trabalhador rural tem lei específica (Lei 5.889/1973) -, e com menção expressa ao diretor empregado, que ocupa cargo de direção, mas mantém as características da relação de emprego. 2) Aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, por prazo não superior a 3 meses, prorrogável, trabalha para atender necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas. É a figura do trabalhador temporário, bastante recorrente, por exemplo, em épocas de grande movimento no comércio (Páscoa, Natal). 3) O brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no país para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob a lei brasileira e com sede no Brasil. Como exemplo, podemos citar os trabalhadores de grandes construtoras brasileiras que possuem negócios em vários países do exterior. 4) O brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no país para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente a empresa constituída sob a lei brasileira, que tenha sede e administração no país e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoa física domiciliada e residentes no Brasil ou de entidade de direito público interno. Muito parecida com a anterior, esta situação abrange os casos dos brasileiros que atuam em empresas domiciliadas no exterior, mas que estejam sob domínio 14

16 acionário de empresa constituída segundo as leis brasileiras, controlada por pessoa física residente e domiciliada no país ou por entidade de direito público interno (União, Estados, Municípios, autarquias e fundações). 5) Aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular, excluídos os estrangeiros sem residência no país e o brasileiro amparado por legislação da própria missão ou repartição. É o caso, por exemplo, de brasileiros contratados como intérpretes permanentes por um determinado consulado situado no Brasil. 6) O brasileiro a serviço da União que trabalhe para organismo internacional do qual o Brasil faça parte, deste que não tenha RPPS. Registre-se que, se o brasileiro não estiver a serviço da União, será enquadrado como contribuinte individual. 7) O brasileiro que preste serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local que, por proibição legal, não possa se filiar ao sistema previdenciário local. Auxiliar local é o brasileiro ou o estrangeiro admitido para prestar serviços ou desempenhar atividades de apoio que exijam familiaridade com as condições de vida, os usos e os costumes do país em que esteja sediado o posto. 8) Os servidores da União, dos Estados, DF e Municípios, e suas autarquias e fundações, que ocupem exclusivamente cargos em comissão assim declarados em lei como de livre nomeação e exoneração. Os exemplos mais comuns são os Ministros de Estado, Secretários de governo e 15

17 os diretores de autarquias ou fundações, que exerçam, com exclusividade, esses cargos em comissão. 9) Os servidores dos Estados, DF e Municípios, suas autarquias e fundações, que não possuam RPPS. A União não é citada pelo RPS tendo em vista que seus servidores possuem regime próprio, regulado pela Lei 8.112/90. Já os demais entes federativos podem optar por instituir o RPPS. Registre-se que a maioria dos municípios brasileiros ainda não o fez, razão pela qual seus servidores são vinculados ao RGPS. 10) Os empregados públicos da União, Estados, DF e Municípios, incluídas suas autarquias e fundações. Para fins previdenciários, devemos adotar a classificação contida na Instrução Normativa nº 77 de 2105, pela qual o servidor público civil pode ser: a) Efetivo aquele admitido na forma do inciso II do art. 37 da Constituição Federal. b) Estável o que estava em exercício na data da promulgação da Constituição há pelo menos 5 anos continuados. c) Ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão que é o cargo declarado em lei como de livre nomeação e exoneração. d) Contratado o que tenha sido contratado por prazo determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse público. e) Empregado Público aquele que estiver subordinado à CLT e vinculado, consequentemente, ao RGPS. 16

18 11) Os servidores da União, Estados, DF e Municípios, bem como de suas autarquias e fundações, contratados para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do art. 37, IX, da Constituição. Estes são os servidores públicos contratados, os quais devem atender aos requisitos estabelecidos pela Lei 8.745/93. 12) Os escreventes e auxiliares contratados por titulares de serviços notariais a partir de 21 de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo RGPS. São aqueles contratados por notários e tabeliães para trabalharem nas respectivas serventias. É importante ressaltar que os notários e tabeliães são contribuintes individuais. 13) O bolsista e estagiário que trabalhem em desacordo com a Lei /2008. Conforme dispõe a referida Lei, o estágio deve observar os seguintes requisitos: I matrícula e frequência regular do educando em curso de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; II celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino; III compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso. Ausentes quaisquer desses requisitos, o estagiário será considerado um empregado celetista, vinculado obrigatoriamente ao RGPS. 17

19 É importante destacar que a figura do bolsista aqui tratada é diferente do bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior. Este, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social, é enquadrado como segurado facultativo. Também não se pode confundir com o bolsista da Fundação Habitacional do Exército, que é considerado contribuinte individual pela legislação previdenciária. 14) Os exercentes de mandato eletivo federal, estadual e municipal não amparados por RPPS. É bom destacar o caso do vereador, pois, para ele, havendo compatibilidade de horário, poderá exercer mais de uma atividade remunerada. Por exemplo, um técnico do seguro social poderá exercer também o mandato de vereador, situação na qual será filiado a dois regimes de previdência, o da Lei 8.112/90 e o RGPS, caso o Município não tenha RPPS. 15) Os trabalhadores rurais contratados por prazo determinado por produtor rural pessoa física por prazo não superior a dois meses dentro de um ano. De acordo com a art. 14-A da Lei 5889/73, o produtor rural pessoa física poderá contratar trabalhadores rurais temporários por até dois meses, os quais serão considerados segurados empregados. 16) O empregado de organismo internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo se coberto por RPPS. Por exemplo, a Organização das Nações Unidas tem escritório no Brasil. Os brasileiros que nela trabalharem, se não cobertos por previdência própria, são considerados segurados empregados. 18

20 Por fim, destaco que o técnico de futebol, qualquer que sejam as cláusulas de seu contrato, também é considerado segurado empregado (Lei 8.650/1993). Do mesmo modo, o empregado de conselho, de ordem ou de autarquia de fiscalização do exercício de atividade profissional, bem como o assalariado rural safrista, nos termos dos incisos III e V do art. 8 da IN 77/2015. (Cespe 2015 TCE/RN) Julgue o item a seguir, relativo à seguridade social e ao regime geral de previdência social. O servidor público ocupante de cargo em comissão é segurado obrigatório da previdência social na condição de contribuinte individual. COMENTÁRIOS: A assertiva está errada! De acordo com o art. 11, inciso I, alínea g, da Lei 8.213/91, é segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais. (Cespe 2015 Advogado da União) Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. Situação hipotética: Howard, cidadão norte-americano, domiciliado no Brasil, foi aqui contratado pela empresa brasileira X, para trabalhar, por tempo indeterminado, em sua filial situada no Canadá. A maior parte do capital votante dessa filial canadense é da empresa X, constituída sob as leis brasileiras e com sede e administração no Brasil. Assertiva: Nessa situação, Howard deverá estar, necessariamente, vinculado ao RGPS como segurado empregado. COMENTÁRIOS: A afirmativa está correta! De acordo com art. 9, inciso I, alínea f, do Decreto 3.048/99, são considerados empregados o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado 19

21 em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente a empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno. (Cespe 2015 CGE-PI Auditor Governamental) A respeito do regime geral de previdência social, julgue o item a seguir. A pessoa física que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados é segurada obrigatória da previdência social, na qualidade de empregado. COMENTÁRIOS: O item está correto! De acordo com o art. 11, I, alínea d, da Lei 8.213/91, é considerado empregado aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular Empregado Doméstico Segundo o art. 1º da Lei Complementar 150, de 01 de julho de 2015, empregado doméstico é aquele que presta serviço de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal, sem finalidade lucrativa, à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de dois dias por semana. A LC finalmente resolveu a divergência que havia na definição de atividade contínua. Assim, contínua é a atividade exercida por três dias ou mais por semana. A LC também trouxe outra importante previsão, quanto à idade mínima para contratação do empregado doméstico, que é de 18 anos. Conforme parágrafo único do art. 1º da Lei citada, é vedada a contratação de 20

22 menor de 18 (dezoito) anos para desempenho de trabalho doméstico, de acordo com a Convenção no 182, de 1999, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com o Decreto no 6.481, de 12 de junho de Na falta de algum dos requisitos da LC, poderá haver enquadramento em outra categoria de segurado obrigatório. De fato, se houver finalidade lucrativa (por exemplo, o doméstico atuando na produção de doces e brigadeiros para o empregador vender), tem-se relação de emprego. Se o trabalho for exercido por dois dias por semana, poderá configurar a atividade de diarista, a qual se enquadra como contribuinte individual. É preciso atenção para os exemplos de empregados domésticos. Além daqueles comumente citados, também podem ser incluídos nesta categoria os jardineiros, motoristas, caseiros, cuidadores, babás. Por fim, ressalto que, a partir da Emenda Constitucional nº 72 de 2013, regulamentada pela LC 150/2015, o empregado doméstico passou a ter direito ao salário-família e ao auxílio-acidente. O primeiro é devido aos segurados de baixa renda, na proporção do respectivo número de filhos ou equiparados de qualquer condição até a idade de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Já o auxílio-acidente é devido ao segurado a título de indenização quando, após acidente de qualquer natureza, consolidadas as lesões, houver redução da capacidade laborativa. (Estilo Cespe) Se uma empregada doméstica estiver devidamente inscrita na previdência social, será considerado, para efeito do início da contagem do período de carência dessa segurada, o dia em que ocorreu o efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso. Certo ou errado? 21

23 COMENTÁRIOS: A assertiva está errada! É preciso cuidado com a atualização previdenciária. De acordo com as alterações feitas pela Lei Complementar 150, de 1º de junho de 2015, a carência dos domésticos, assim como dos empregados e dos avulsos, é computada a partir da filiação. Olhem só como ficou a redação do inciso I do art. 27 da Lei 8.213/91: Art. 27. Para cômputo do período de carência, serão consideradas as contribuições: (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015) I - referentes ao período a partir da data de filiação ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), no caso dos segurados empregados, inclusive os domésticos, e dos trabalhadores avulsos; (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015) II - realizadas a contar da data de efetivo pagamento da primeira contribuição sem atraso, não sendo consideradas para este fim as contribuições recolhidas com atraso referentes a competências anteriores, no caso dos segurados contribuinte individual, especial e facultativo, referidos, respectivamente, nos incisos V e VII do art. 11 e no art. 13. (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015) Contribuinte Individual É a espécie de segurado obrigatório decorrente da fusão das categorias empresários, autônomos e equiparados a autônomos. Tal reunião foi feita por meio da Lei 9.876, de 26 de novembro de O Decreto traz diversos exemplos de contribuintes individuais. É importante compreendermos as respectivas características e termos cuidado para não confundi-las com outras figuras de segurados. Por exemplo, apesar de muitos pensarem que o médico residente pode se filiar como facultativo, na verdade, ele, para fins previdenciários, é considerado segurado obrigatório na condição de contribuinte individual. Portanto, ao se analisar o caso concreto, não será contribuinte individual aquele 22

24 que: detiver os requisitos da relação de emprego; vincular-se a regime próprio de previdência; trabalhar com a intermediação de sindicato ou de órgão gestor de mão-de-obra; atender aos requisitos do segurado especial. São considerados contribuintes individuais, sob a perspectiva previdenciária: 1) Pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária (agrícola, pastoril ou hortifrutigranjeira), a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área, contínua ou descontínua, superior a 4 módulos fiscais ou, se inferior, com auxílio de empregados ou prepostos. Nesta hipótese, haverá descaraterização da qualidade de segurado especial, visto que o tamanho da área explorada superou o limite estipulado pela Lei , de 20 de junho de Do mesmo modo, ainda que observado o limite, se houver contratação de empregados, a pessoa física será contribuinte individual e não segurado especial. 2) Pessoa física que explora atividade de extração mineral garimpo, independentemente da área ou da utilização de empregados ou prepostos. É preciso atenção em relação ao garimpeiro. Muitas questões de concurso afirmam, para confundir os candidatos, que o garimpeiro é segurado especial. Está incorreto. Trata-se de contribuinte individual. 3) Ministro de confissão religiosa ou membros de entidades de vida consagrada. São os padres, pastores, freiras, monges, que se dedicam ao ministério religioso. 23

25 4) O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo internacional do qual o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá contratado ou domiciliado, salvo se acobertado por RPPS. É preciso diferenciar. Se o trabalho for para a União em organismo do qual o Brasil seja membro, haverá a figura do empregado. Por exemplo, um brasileiro, com notórios conhecimentos em direitos humanos, é contratado para trabalhar na Organização das Nações Unidas. 5) O titular de firma individual urbana ou rural. São os empresários individuais, que exploram atividade urbana ou rural. 6) A pessoa física que exerce por conta própria atividade econômica de natureza urbana com fins lucrativos ou não. Trata-se da conhecida figura do trabalhador autônomo, aquele que atua por conta própria. São os profissionais liberais, taxistas, sacoleiras. 7) Todos os sócios da sociedade em nome coletivo e de capital e indústria. Sociedade em nome coletivo, de acordo com o código civil, é aquela em que todos os sócios devem ser, necessariamente, pessoas físicas que respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. A sociedade de capital e indústria é aquela em que um dos sócios concorre unicamente com trabalho, atividade e indústria, e os outros somente com o capital. Esta forma societária não existe mais, de acordo com o Código Civil de ) O diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima. 24

26 Diretor não empregado é aquele que, eleito para cargo de direção de sociedade anônima, não mantém as qualidades inerentes à relação de emprego (subordinação, onerosidade e não eventualidade). O conselho de administração é o órgão que estabelece as orientações gerais do negócio da S.A. 9) O associado eleito para dirigir cooperativa, associação ou entidade de qualquer finalidade, e também o síndico, desde que recebam remuneração. Nesse item, a atenção deve recair sobre a exigência de que haja remuneração em qualquer dos casos. Além disso, o síndico de condomínio sem remuneração direta, mas com isenção da taxa condominial, é considerado contribuinte individual. Somente se o trabalho do síndico for gratuito, sem onerosidade direta ou indireta, é que ele poderá se filiar ao RGPS na condição de segurado facultativo. 10) Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, de modo eventual, a uma ou mais empresas, sem vínculo empregatício. Trata-se do trabalhador eventual, o qual não deve ser confundido com o trabalhador avulso. Neste, a intermediação do OGMO ou do sindicato é obrigatória. 11) O sócio-gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente do seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural. O sócio-gerente é o que tem poderes para gerir o negócio e contrair obrigações em nome da empresa. Já o cotista apenas detém uma fração do capital social. Para que ambos sejam considerados contribuintes individuais, deve estar presente a onerosidade, que pode ser comprovada, por exemplo, pela retirada 25

27 pró-labore, que é a remuneração que o sócio recebe pelo trabalho executado na empresa. A sociedade por cotas de responsabilidade limitada é aquela na qual a responsabilidade dos sócios pelo pagamento das obrigações das empresas está, em regra, adstrita à integralização do capital social. Desde o Código Civil de 2002, são denominadas apenas de Sociedades Limitadas (art. 1052, CC). 12) O cooperado de cooperativa de produção que receba remuneração pelos serviços prestados à cooperativa. Cooperativa é a reunião de pessoas com objetivos comuns, que, reciprocamente, se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, sem finalidade lucrativa. Por exemplo, nas cooperativas de taxistas, estes são considerados contribuintes individuais. Não obstante, a pessoa contratada para atender as ligações e distribuir as corridas dos táxis é segurada empregada. 13) O Micro Empreendedor Individual - MEI, de que tratam os arts. 18- A e 18-C da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. 14) O pescador artesanal que utilize embarcações de médio e grande porte. Houve mudança na legislação em O pescador artesanal, para ser considerado como segurado especial, não deve utilizar embarcação ou utilizar aquela considerada como de pequeno porte (até 20 toneladas), nos termos do Decreto nº 8.424, de A definição das embarcações de baixo, médio e grande porte encontra-se na Lei nº , de

28 15) O médico residente de que trata a Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, na redação dada pela Lei nº , de 9 de janeiro de É comum o pensamento equivocado de que o médico residente pode ser segurado facultativo do RGPS. Portanto, cuidado! O residente é contribuinte individual. Porém, a situação do médico plantonista é diferente. Este, para fins previdenciários, é considerado como segurado empregado, nos termos art. 6, XXVI, da Instrução Normativa 971, de 13 de novembro de ) O notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos a partir de 21 de novembro de 1994, data da publicação da Lei nº 8.935, de 18 de novembro de Novamente, é cabível a observação de que não se deve confundir a situação dos titulares de serviços notarias com a de seus escreventes e auxiliares desses titulares, os quais são enquadrados como segurados empregados. 17) A pessoa física contratada para prestação de serviço em campanhas eleitorais por partido político ou por candidato a cargo eletivo, diretamente ou por meio de comitê financeiro, em razão do disposto no art. 100 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de É bastante comum, em períodos eleitorais, a contratação de pessoas para distribuírem panfletos ou realizarem propagandas em vias públicas. Segundo o art. 100 da lei citada, a contratação de pessoal para prestação de serviços nas campanhas eleitorais não gera vínculo empregatício com o candidato ou partido contratantes. 27

29 18) O membro do Conselho Tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA), quando remunerado, salvo disposição em contrário estabelecida por lei municipal ou distrital, conforme previsto no art. 134 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, alterado pela Lei nº , de 25 de julho de De acordo com o ECA, o Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, desvinculado do poder judiciário, com atribuição de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Segundo o art. 132, em cada município deverá ter, pelo menos, um Conselho Tutelar como órgão integrante da administração pública local. Os membros desse Conselho, desde que remunerados, são contribuintes individuais, salvo disposição em contrário. 19) O síndico da massa falida, o comissário de concordata e o administrador judicial, definido pela Lei nº , de 9 de fevereiro de 2005, quando remunerados. Administrador judicial é o profissional idôneo que atuará tanto na recuperação judicial quanto na falência, exercendo diversas atividades, tais como fiscalização, fornecimento de informações, arrolamento de credores, avaliação de bens etc. Conforme art. 24 da Lei /2005, o administrador judicial deve receber remuneração pelos seus serviços. 20) O aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado classista temporário da Justiça do Trabalho, na forma dos incisos II do 1º do art. 111 ou II do art. 115 ou do parágrafo único do art. 116, todos da Constituição Federal, durante o período em que foi possível, ou nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do art. 119 ou III do 1º do art. 120, ambos da Constituição 28

30 Federal. Antes da Emenda Constitucional nº 24/1999, existiam as Juntas de Conciliação e Julgamento, que eram órgãos da Justiça do Trabalho, compostas por um juiz do trabalho e dois juízes classistas temporários, representantes dos empregados e dos empregadores. A EC 24 transformou as Juntas em Varas do Trabalho e extinguiu os juízes classistas. Em relação aos juízes eleitorais, a Constituição estabelece que dois dentre os membros do Tribunal Superior Eleitoral e dois dentre os membros dos Tribunais Regionais Eleitorais serão escolhidos dentre advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral. Se a escolha recair sobre um aposentado, este será considerado contribuinte individual. Caso não se trate de aposentado, o enquadramento será aquele anterior à investidura no cargo. 21) O incorporador de que trata o art. 29 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de O incorporador é aquele que, embora não efetue a construção, vende ou faz compromisso de venda de frações ideais de terreno em edificações, ou apenas aceita propostas para efetivar tais transações. 22) O bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em conformidade com a Lei nº 6.855, de 18 de novembro de Conforme já mencionado, não se pode confundir esse segurado com o bolsista ou estagiário da Lei /2008, que podem ser enquadrados como facultativos, desde que observados os requisitos legais. 23) O condutor autônomo de veículo rodoviário, assim considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício, quando proprietário, co-proprietário ou promitente comprador de um 29

31 só veículo. É o caso daqueles que fazem fretes de mobília de casas, transporte escolar, desde que atuem por conta própria. 24) Aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de De acordo com referida Lei, a contribuição previdenciária dos auxiliares de condutores autônomos será feita de forma idêntica à dos condutores. Além disso, não poderá haver qualquer vínculo empregatício nesse regime de trabalho, devendo a recompensa pela atividade ser previamente acordada entre os interessados. 25) Aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante, nos termos da Lei nº 6.586, de 6 de novembro de Trata-se da corriqueira figura do mascate, camelô, vendedor de frutas em calçadas. Essas pessoas, se não contribuírem para o INSS, estão em débito com o RGPS, uma vez que são segurados obrigatórios desse regime. 26) Aquele que, na condição de pequeno feirante, compra produtos hortifrutigranjeiros ou assemelhados para revenda. É o caso dos feirantes que, não exercendo atividade que os qualifique como segurados especiais, atuam como intermediários na venda dos citados produtos. 27) Pessoa física que habitualmente edifica obra de construção civil 30

32 com fins lucrativos. Esta é a situação do construtor pessoa física que atua no ramo da construção civil, visando lucro. Por óbvio, a situação das pessoas jurídicas construtoras foge ao escopo do RGPS. 28) O armador de pesca, assim entendido a pessoa física ou jurídica que, registrada e licenciada pelas autoridades competentes, apresta, em seu nome ou sob sua responsabilidade, embarcação para ser utilizada na atividade pesqueira, pondo-a ou não a operar por sua conta. Note-se que a situação especificada neste item é diferente da do pescador artesanal, o qual é considerado segurado especial. 29) O atleta não profissional em formação, maior de 16 e menor de 21, que receba auxílio financeiro da entidade de prática desportiva. Trata-se, por exemplo, do jogador de futebol que ainda não se profissionalizou. Desde que receba auxílio e esteja na faixa etária indicada, é considerado contribuinte individual. (CAIP-IMES 2015 IPREM Procurador Jurídico) Apresenta-se como segurado obrigatório da Previdência Social, na qualidade de contribuinte individual, a pessoa física: a) que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. b) que presta serviço no Brasil para missão diplomática ou para repartição consular de carreira estrangeira e para órgãos a elas subordinados, ou para 31

33 membros dessas missões e repartições. c) servidora pública ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com os entes federativos, fundações e autarquias, inclusive em regime especial. d) proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos. COMENTÁRIOS: A alternativa correta é a d, a única que retrata um contribuinte individual! Vamos analisar item por item? A) incorreta, pois traz a figura do empregado para fins previdenciários, nos termos do art. 11, I, alínea a, da Lei 8.213/91; B) incorreta, pois a pessoa física que presta serviço a missão diplomática é considerada empregada, nos termos do art. 11, II, alínea d, da Lei 8.213/91; C) servidora pública ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo, inclusive em regime especial, é empregada, nos termos do art. 11, II, alínea g, da Lei 8.213/91. (Cespe 2015 AGU Advogado da União) Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. De acordo com jurisprudência do STF, devido ao fato de os serviços de registros públicos, cartorários ou notariais, serem exercidos em caráter privado, os oficiais de registro de imóveis, para os fins do RGPS, devem ser classificados na categoria de contribuinte individual. COMENTÁRIOS: O item está correto! O interessante é notar que, no caso dos oficiais de registros de imóveis, a legislação previdenciária também os enquadra como segurados contribuintes individuais, nos termos do art. 9º, 5º, do Decreto 3.048/99. A jurisprudência e o texto regulamentar estão harmônicos. A propósito, o STF (AI ED / SC, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe-175, 05/09/2012) afirmou expressamente que os serviços de registros públicos, 32

34 cartorários ou notariais, são exercidos em caráter privado, natureza jurídica essa que se aplica tanto aos titulares dos cartórios, como a seus servidores. Assim, a eles se aplica o regime jurídico único da Previdência Social (RGPS) Trabalhador Avulso Avulso é a pessoa física, sindicalizada ou não, que presta serviço de natureza urbana ou rural a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do sindicato ou do órgão gestor de mão-de-obra. O trabalhador avulso pode ser portuário ou não portuário. Portuário: é aquele que, sem vínculo empregatício, registrado ou cadastrado no OGMO, com a intermediação obrigatória deste, nos termos da Lei nº 9.719, de 27 de novembro de 1998 e da Lei nº , de 5 junho de 2013, presta serviços de capatazia, estiva, conferência de carga, conserto de carga, bloco e vigilância de embarcações na área dos portos organizados, a diversos operadores portuários. Não portuário: é aquele que, com a intermediação do sindicato, presta serviços de carga e descarga de mercadorias de qualquer natureza; trabalha em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios); ensaca café, cacau, sal e similares; trabalha na indústria de extração de sal; classifica, movimenta e empacota mercadorias em portos. Também pode atuar em atividades de costura, pesagem, embalagem, reparação da carga, carga e descarga em feiras livres, dentre outros. É importante ressaltar que o avulso não portuário pode trabalhar ou não nos portos. O que o diferencia do avulso portuário é que este é intermediado pelo OGMO, enquanto aquele é intermediado pelo sindicato. Também destaco que, ao contrário do que possa parecer, a sindicalização do avulso, assim como de qualquer trabalhador, não é obrigatória (art. 8º, inciso V, da Constituição 33

35 Federal). (Cespe 2013 TCE/RO Auditor de controle Externo) A inscrição do segurado trabalhador avulso no RGPS ocorre pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mão de obra. Certo ou errado? COMENTÁRIOS: O item está correto! De fato, conforme previsão regulamentar, a inscrição do trabalhador avulso, que é aquele que trabalha com a intermediação obrigatória do sindicato avulso não portuário, a exemplo dos chapas das estradas, ou do órgão gestor de mão de obra avulso portuário, como guindasteiros, ocorre pelo cadastramento e registro nesses órgãos Segurado Especial É a pessoa física residente em imóvel rural ou aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com auxílio eventual de terceiros, exerce atividade na condição de: a) Produtor: a.1) agropecuário em área, contínua ou não, de até quatro módulos fiscais, sem empregados permanentes; a.2) seringueiro ou extrativista vegetal, em qualquer área, que faça dessas atividades o principal meio de vida. Enquadra-se como produtor rural, dentre outros, o proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, acampado, parceiro, meeiro, comodatário, quilombola. b) Pescador artesanal ou assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida e que, além disso, não utilize embarcação ou utilize embarcação de pequeno porte, assim 34

36 considerada aquela de até 20 toneladas de arqueação bruta (alteração do Decreto 8.424/2015). De acordo com a alteração promovida pelo Decreto 8.499, de 12 de agosto de 2015, assemelhado ao pescador artesanal é aquele que realiza atividade de apoio à pesca artesanal, exercendo trabalhos de confecção e de reparos de artes e petrechos de pesca e de reparos em embarcações de pequeno porte ou atuando no processamento do produto da pesca artesanal. c) Cônjuge/companheiro ou filho maior de 16 anos que tenham participação ativa nas atividades rurais ou pesqueiras artesanais do grupo familiar (redação dada pelo Decreto 8.499, de 12 de agosto de 2015). Considera-se aglomerado urbano ou rural próximo aquele localizado no mesmo município ou em município contíguo àquele em que a atividade rural é desenvolvida. É irrelevante a nomenclatura utilizada para o segurado especial nas diferentes regiões do país, a exemplo de lavrador e agricultor, cabendo a efetiva comprovação da atividade rural exercida, seja individualmente ou em regime de economia familiar. Regime de economia familiar é aquele voltado para subsistência e desenvolvimento socioeconômico do grupo familiar, em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes, independentemente do valor auferido pelo segurado especial com a comercialização de sua produção. Não integram o grupo familiar do segurado especial os filhos casados, separados, divorciados, viúvos e ainda aqueles que estão ou estiveram em união estável, inclusive os homoafetivos, os irmãos, os genros e as noras, os 35

37 sogros, os tios, os sobrinhos, os primos, os netos e os afins. Direito Previdenciário Não haverá a perda da qualidade de segurado especial: 1) No caso de outorga de até 50% da área, contínua ou descontínua, igual ou inferior a quatro módulos fiscais, desde que ambos, outorgante e outorgado, continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar. 2) Pela participação em programas assistenciais oficiais do governo. Assim, por exemplo, poderá receber bolsa família. Contudo, haverá descaracterização no caso de recebimento dos benefícios de prestação continuada previstos na LOAS (Lei 8.742/93). 3) Pela contratação de trabalhadores, por prazo determinado, à razão de, no máximo, 120 (cento e vinte) pessoas/dia dentro do ano civil, em períodos corridos ou intercalados, ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, à razão de oito horas/dia e 44 (quarenta e quatro) horas/semana, não devendo ser computado o período em que o trabalhador se afasta em decorrência da percepção de auxílio-doença Na prática, podem ocorrer as seguintes situações: contratação de 1 empregado por 120 dias; 2 por 60 dias; 3 por 40 dias; 4 por 30 dias. Pode-se chegar ao extremo de se utilizar 120 empregados por um dia. Desde a Lei /2013, tais contratações podem ocorrer em qualquer período do ano civil, independentemente de ser época de safra ou entressafra. Além disso, de acordo com a referida Lei, não será computado nessas situações o período em que o trabalhador recebeu auxílio-doença. 4) Em razão do exercício de atividade remunerada, urbana ou rural, por até 120 dias por ano, corridos ou intercalados. Essa atividade também poderá ocorrer em qualquer época do ano civil. Assim, por exemplo, o segurado especial 36

38 poderá trabalhar como pedreiro numa construção civil sem perder sua qualificação, desde que respeitado o prazo legal. Porém, ao exercer esse ofício, contribuirá como segurado empregado ou contribuinte individual, conforme o caso. 5) Em razão da exploração de atividade de turismo, inclusive de hospedagem, por até 120 dias por ano, em qualquer época. 6) Pelo exercício de atividade artística com rendimento mensal de até um salário-mínimo. 7) Pela exploração de atividade artesanal com matéria-prima própria, independentemente da renda mensal obtida. 8) Em função da exploração de atividade artesanal com matéria-prima de outra origem, desde que o rendimento mensal não exceda a um salário-mínimo. 9) Pelo exercício de mandato de vereador no município onde a atividade rural é desenvolvida. Nessa situação, o segurado especial mantém sua qualidade, mas deve contribuir como vereador para o RGPS ou RPPS, a depender do caso. 10) Pelo exercício de mandato de Dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais. 11) Em razão de participação e recebimento de benefício de previdência complementar, desde que esta seja instituída por entidade classista a que seja associado, em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural em regime de economia familiar. 12) Pelo recebimento de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão, desde que inferiores um 1 salário-mínimo mensal. 37

39 13) Em função da utilização pelo próprio grupo familiar de processo de beneficiamento ou industrialização artesanal, na exploração de atividade, assim entendido aquele realizado pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não sujeitos à incidência de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI. 14) Pela participação do segurado especial em sociedade empresária ou em sociedade simples, como empresário individual ou como titular, de empresa individual de responsabilidade limitada de objeto ou âmbito agrícola, agroindustrial ou agroturístico, considerada microempresa nos termos da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, desde que, mantido o exercício da sua atividade rural, a pessoa jurídica componha-se apenas de segurados de igual natureza e tenha sede no mesmo município ou em município limítrofe àquele em que eles desenvolvam suas atividades. Também não descaracteriza a condição de segurado especial a associação em cooperativa agropecuária ou de crédito rural (redação dada pela Lei , de 4 de novembro de 2015). Caso o segurado especial deixe de cumprir algum dos requisitos legais, ele perderá a sua qualidade de segurado especial a contar do primeiro dia do mês em que ocorrer o descumprimento. Se a perda se der em razão da não observância dos limites estabelecidos nos itens 3, 4 e 5, ocorrerá a partir do primeiro dia do mês seguinte. 38

40 Motivo da perda Descumprimento de algum requisito legal ou enquadramento em outra categoria de segurado. Momento da perda Primeiro dia do mês em que ocorrer o descumprimento (regra geral). Contratação de trabalhadores, por prazo determinado, razão superior a 120 pessoas/dia dentro do ano civil. Exercício de atividade remunerada, urbana ou rural, por mais de 120 dias Primeiro dia do mês seguinte ao do descumprimento. por ano. Exploração de atividade de turismo por mais de 120 dias por ano. Enquadra-se como segurado especial o indígena reconhecido pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, além do artesão que utilize matéria-prima proveniente de extrativismo vegetal, desde que atendidos os demais requisitos, independentemente do local onde resida ou exerça suas atividades, sendo irrelevante a definição de indígena aldeado, não-aldeado, em vias de integração, isolado ou integrado, desde que exerça a atividade rural individualmente ou em regime de economia familiar e faça dessas atividades o principal meio de vida e de sustento. (Cespe 2013 TCE/RO - Auditor de Controle Externo Direito) Não se insere na condição de segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, salvo no caso de percepção dos benefícios de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão, cujo valor não supere o do menor 39

41 benefício de prestação continuada da previdência social. Certo ou errado? COMENTÁRIOS: O item está correto! Trata-se de previsão contida no Decreto 3.068/99, art. 9º, 8º, inciso I. Notem que a lista dos benefícios incluídos na exceção é taxativa, ou seja, são apenas a pensão, auxílio-acidente e reclusão. Se, por exemplo, houver aposentadoria, daí ocorrerá o afastamento da condição de segurado especial, mesmo que seja apenas no valor de um salário mínimo. (FCC 2015 TCM-GO Procurador do Ministério Público de Contas) Mario possui imóvel rural com solo fértil na cidade de Santa Helena de Goiás. Em razão da fertilidade do solo, ele outorgou, por meio de contrato escrito de comodato, 40% de seu imóvel rural continuando, outorgante e outorgado, a exercer a atividade rural em regime de economia familiar. Neste caso, de acordo com a Lei no 8.212/1991, a respectiva outorga a) não descaracteriza a condição de segurado especial, desde que a área total do imóvel rural não seja superior a 4 módulos fiscais. b) descaracteriza a condição de segurado especial, independentemente da área total do imóvel rural, uma vez que a respectiva lei permite a outorga de até 20% do imóvel. c) não descaracteriza a condição de segurado especial, desde que a área total do imóvel rural não seja superior a 2 módulos fiscais d) não descaracteriza a condição de segurado especial, independentemente da área total do imóvel rural. e) descaracteriza a condição de segurado especial, independentemente da área total do imóvel rural, uma vez que a respectiva lei não permite a outorga. COMENTÁRIOS: A alternativa correta é a a! De acordo com o 8º, do inciso VII, do art. 11, da Lei 8.213/91, não descaracteriza a condição de segurado especial a outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato, de até 50% de imóvel rural cuja área total não seja superior a

42 módulos fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar. 3. Segurado Facultativo 3.1. Noções Iniciais Segurado facultativo é todo aquele maior de 16 anos que se filia, por ato voluntário, ao RGPS, desde que não exerça atividade que o torne segurado obrigatório. Como exemplo, tem-se a dona de casa, o estudante, o síndico não remunerado, o preso em regime fechado ou semi-aberto que, nesta condição, preste serviço dentro e fora da unidade prisional ou que exerce atividade artesanal por conta própria, o bolsista e estagiário que prestem serviço de acordo com a Lei /2008, bem como o bolsista que se dedica integralmente à pesquisa, pós-graduação, mestrado ou doutorado. As Leis e estabelecem que a idade mínima necessária para filiação ao RGPS como segurado facultativo é de 14 anos. No entanto, para o INSS (Decreto e IN 77/2015), a idade é de 16 anos. Desse modo, ao responder uma questão do concurso, é preciso observar o que o enunciado menciona. Caso haja referência às Leis e 8.213, o candidato deve marcar como certa a opção em que a idade mínima é de 14 anos. Caso contrário, considera-se Características Conforme vimos, inscrição consiste no ato meramente formal de cadastramento 41

e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro

e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro SEGURADO EMPREGADO e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e

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